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Ano do Laicato é o tema da Campanha para Evangelização de 2017 da CNBB

Em sintonia com o Ano do Laicato, a Campanha para a Evangelização deste ano que tem como tema “Cristãos leigos e leigas comprometidos com a Evangelização” e o lema “Sal da Terra e Luz do Mundo” (Mt 5, 13-14).

A abertura da CE é realizada na Festa de Cristo Rei, este ano 26 de novembro, mesmo dia que a Igreja no Brasil fará a abertura do ano que será dedicado aos cristãos leigos e leigas. A campanha tem duração de três semanas e a conclusão acontece no terceiro domingo do Advento, dia 17 de dezembro, quando deve ser realizada, em todas as comunidades católicas, a Coleta para a ação evangelizadora no Brasil.

O Objetivo da campanha é despertar os discípulos e as discípulas missionários para o compromisso evangelizador e para a responsabilidade pela sustentação das atividades pastorais no Brasil. A iniciativa considera a ajuda para dioceses de regiões mais desassistidas e necessitadas.

“A Campanha para Evangelização é uma experiência que instiga a comunhão e partilha dos bens entre as Igrejas particulares, assim como acontecia nas comunidades primitivas do Novo Testamento, cujo relato encontramos nos Atos dos Apóstolos e nas cartas paulinas, explica o secretário executivo da CE, padre Luís Fernando da Silva.

A Campanha da Evangelização já está em andamento, todas as paróquias do Brasil receberam folders informativos sobre o tema e o lema da CE 2017 e os envelopes para a coleta. Além disso, já está à disposição o cartaz para ser adquirido ou baixado através do site da Edições CNBB.

Padre Luís Fernando da Silva lembra que “A Igreja no Brasil mais uma vez faz um forte apelo para que nossas comunidades locais se motivem na comunhão e na participação para que, por meio dessa partilha, muitas iniciativas de evangelização sejam fortalecidas em todo o país”.

Com a coleta desse ano pretende-se apoiar as inúmeras iniciativas da Igreja no Brasil promovidas pelos cristãos leigos e leigas no serviço da evangelização, da dinamização das pastorais, na luta pela justiça social, nas experiências missionárias das Igrejas irmãs e na missão ad gentes.

A Campanha para Evangelização

Criada em 1997, durante a Assembleia Geral da CNBB, e iniciada em 1998, a Campanha para Evangelização tem como objetivo favorecer a vivência do tempo litúrgico do Advento e mobilizar a todos para uma Coleta Nacional que ofereça recursos a serem aplicados na sustentação do trabalho missionário no Brasil. Tal iniciativa considera a ajuda para dioceses de regiões mais desassistidas e necessitadas.

O gesto concreto de colaboração na Coleta para a Evangelização será partilhado, solidariamente, entre as dioceses, que receberão 45% dos recursos; os 18 regionais da CNBB, que terão 20%; e a CNBB Nacional, que contará com 35% das contribuições.

Por CNBB

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz

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CNBB manifesta “apreensão e indignação” com a política brasileira

Por meio de nota, divulgada nesta quinta-feira, 26, a presidência da CNBB manifestou mais uma vez sua apreensão e indignação com a grave realidade político-social vivida pelo país, que afeta tanto a população quanto as instituições brasileiras. No texto, a entidade repudia a falta de ética que se instalou nas instituições públicas, empresas, grupos sociais e na atuação de inúmeros políticos que, “traindo a missão para a qual foram eleitos, jogam a atividade política no descrédito”.

A Conferência criticou também a apatia e o desinteresse pela política, que cresce cada dia mais no meio da população brasileira, inclusive nos movimentos sociais. Apesar de tudo, a entidade diz que é preciso vencer a tentação do desânimo, pois só uma reação do povo, consciente e organizado, no exercício de sua cidadania é capaz de purificar a política e a esperança dos cidadãos que “parecem não mais acreditar na força transformadora e renovadora do voto”.

Confira, abaixo, a nota na íntegra:

Nota da CNBB sobre o atual momento político

“Aprendei a fazer o bem, buscai o que é correto, defendei o direito do oprimido” (Is 1,17)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, através de seu Conselho Permanente, reunido em Brasília de 24 a 26 de outubro de 2017, manifesta, mais uma vez, sua apreensão e indignação com a grave realidade político-social vivida pelo País, afetando tanto a população quanto as instituições brasileiras.

Repudiamos a falta de ética, que há décadas, se instalou e continua instalada em instituições públicas, empresas, grupos sociais e na atuação de inúmeros políticos que, traindo a missão para a qual foram eleitos, jogam a atividade política no descrédito. A barganha na liberação de emendas parlamentares pelo Governo é uma afronta aos brasileiros. A retirada de indispensáveis recursos da saúde, da educação, dos programas sociais consolidados, do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), do Programa de Cisternas no Nordeste, aprofunda o drama da pobreza de milhões de pessoas. O divórcio entre o mundo político e a sociedade brasileira é grave.

A apatia, o desencanto e o desinteresse pela política, que vemos crescer dia a dia no meio da população brasileira, inclusive nos movimentos sociais, têm sua raiz mais profunda em práticas políticas que comprometem a busca do bem comum, privilegiando interesses particulares. Tais práticas ferem a política e a esperança dos cidadãos que parecem não mais acreditar na força transformadora e renovadora do voto. É grave tirar a esperança de um povo. Urge ficar atentos, pois, situações como esta abrem espaço para salvadores da pátria, radicalismos e fundamentalismos que aumentam a crise e o sofrimento, especialmente dos mais pobres, além de ameaçar a democracia no País.

Apesar de tudo, é preciso vencer a tentação do desânimo. Só uma reação do povo, consciente e organizado, no exercício de sua cidadania, é capaz de purificar a política, banindo de seu meio aqueles que seguem o caminho da corrupção e do desprezo pelo bem comum. Incentivamos a população a ser protagonista das mudanças de que o Brasil precisa, manifestando-se, de forma pacífica, sempre que seus direitos e conquistas forem ameaçados.

Chamados a “esperar contra toda esperança” (Rm 4,18) e certos de que Deus não nos abandona, contamos com a atuação dos políticos que honram seu mandato, buscando o bem comum.

Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, anime e encoraje seus filhos e filhas no compromisso de construir um País justo, solidário e fraterno.

Brasília, 26 de outubro de 2017


Portal Terra de Santa Cruz

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Europa corre o risco de perder a própria alma, diz o Papa

Em discurso ao Parlamento Europeu, o Papa Francisco pediu recuperar a “dignidade transcendente” da pessoa humana e lutar pela “construção da paz”.

Na última terça-feira (25), em visita à cidade francesa de Estrasburgo, sede do Parlamento Europeu e do Conselho da Europa, o Papa Francisco conclamou representantes políticos de todo o continente a recuperar a “dignidade transcendente” da pessoa humana e lutar pela “construção da paz”. A viagem de Francisco aconteceu mais de 20 anos após a visita do Papa São João Paulo II à mesma assembleia parlamentar, em 1988.

Durante o seu discurso, o Santo Padre convidou os europarlamentares a olhar para o homem “não tanto como cidadão ou como sujeito econômico, mas como pessoa dotada de uma dignidade transcendente”. Em referência direta a João Paulo II, Francisco indicou o pensamento grego, a cidade de Roma e a religião cristã como fontes da própria concepção de pessoa, repetindo o que Bento XVI ensinara em várias ocasiões: que “a cultura da Europa nasceu do encontro entre Jerusalém, Atenas e Roma, do encontro entre a fé no Deus de Israel, a razão filosófica dos Gregos e o pensamento jurídico de Roma”. Francisco ressaltou ainda que a contribuição da religião cristã para a política “não constitui um perigo para a laicidade dos Estados (…), mas um enriquecimento”.

O Papa explicou que “falar da dignidade transcendente do homem significa apelar para a sua natureza, a sua capacidade inata de distinguir o bem do mal, para aquela ‘bússola’ inscrita nos nossos corações e que Deus imprimiu no universo criado”. Disse ainda que, sem “uma abertura ao transcendente”, a pessoa humana “fica à mercê das modas e dos poderes do momento”. Alertando para o risco de o ser humano ser reduzido à “mera engrenagem de um mecanismo”, Sua Santidade falou dos doentes, dos idosos abandonados e “das crianças mortas antes de nascer”.

Francisco também recordou as perseguições feitas às minorias religiosas e aos cristãos, em várias partes do mundo. Comunidades e pessoas que foram “expulsas de suas casas”, “vendidas como escravas”, “mortas, decapitadas, crucificadas e queimadas vivas”, à custa do “silêncio vergonhoso e cúmplice de muitos”. “Que dignidade existe quando falta a possibilidade de exprimir livremente o pensamento próprio ou professar sem coerção a própria fé religiosa?”, questionou o Pontífice.

Além de “reconhecer a centralidade da pessoa humana”, o Papa pediu a promoção da família, “célula fundamental e elemento precioso de toda a sociedade”. “A família unida, fecunda e indissolúvel traz consigo os elementos fundamentais para dar esperança ao futuro”, afirmou.

Para tanto, o Papa Francisco usou como referência o afresco Escola de Atenas, de Rafael, no qual estão representados Platão, com um dedo para o alto, e Aristóteles, com a mão para frente. “Parece-me uma imagem que descreve bem a Europa e a sua história, feita de encontro permanente entre céu e terra, onde o céu indica a abertura ao transcendente, a Deus, que desde sempre caracterizou o homem europeu, e a terra representa a sua capacidade prática e concreta de enfrentar as situações e os problemas”. O Santo Padre afirmou ainda que “o futuro da Europa depende da redescoberta do nexo vital e inseparável entre estes dois elementos” e que, se o continente não “se abrir à dimensão transcendente da vida”, “corre o risco de perder a sua própria alma”.

A visita foi breve – durou menos de quatro horas. Tempo suficiente para deixar políticos laicistas e contrários à Igreja em polvorosa. Seis deputados da Espanha abandonaram o Europarlamento sem ouvir o discurso do Papa. Para a socialista Maria Albiol, “o Parlamento Europeu não é lugar para nenhuma religião, e menos ainda uma que não me deixa escolher com quem me deito ou com quem me caso”. O seu gesto não foi imitado por nenhum outro deputado, de nenhum país, nem força política.

Por: Christo Nihil Praeponere
Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz 

Procurai agradar somente a Deus

“Procurai agradar somente a Deus e deixai que os outros digam o que quiserem.” São Paulo da Cruz

Quantas pessoas estão procurando ajuda para enfrentar a vida de um modo melhor! Certa vez, um amigo médico me falou que boa parte dos seus pacientes não necessitava somente de remédios, mas muito mais de encontrar Deus. Quem encontra Deus vive.

Como encontrar Deus e viver? Os primeiros cristãos tinham o costume de repetir constantemente a Palavra de Deus. O motivo era muito simples: queriam inundar a mente  e o coração com as promessas de Deus. Fazendo isso eram mais capazes de reagir diante dos problemas da vida. Tinham a certeza de que Deus vinha a qualquer momento auxiliá-los.

Esta atitude serve de lição também para nós. E por quê? Quando aprendermos a dar para Deus todo o nosso ser, todas as nossas alegrias e tristezas, seguranças e inseguranças, no momento em que formos capazes de acreditar que Deus cuida dos nossos entes amados, do nosso trabalho, da nossa saúde, sentiremos a sua presença junto de nós. E aí experimentaremos uma ajuda como nunca sonhamos ser possível.

Deus se dá aos que se entregam e o buscam intensamente. Quem dá este passo se torna uma pessoa feliz, determinada e entusiasmada diante da vida.  

Em Jeremias 29,13 o Senhor nos dá uma promessa maravilhosa: Procurar-me-eis e me haveis de encontrar, porque de todo o coração me fostes buscar.

Por Padre Alberto G.

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz