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Série – Doutrina Social da Igreja – Capítulo 2- O Bem comum e a Subsidiariedade.

Os direitos humanos, o bem comum, a vida social, o desenvolvimento, a justiça, a família, o trabalho, a economia, a política, a comunidade internacional, o meio ambiente, a paz. Todos esses são campos sobre os quais a Igreja dirige a sua reflexão no contexto da doutrina social.

Todo homem é um ser aberto à relação com os outros na sociedade. Para assegurar o seu bem pessoal e familiar, cada pessoa é chamada a realizar-se plenamente, promovendo o desenvolvimento e o bem da própria sociedade. Assim, a pessoa é o centro do ensinamento social católico. Qualquer conteúdo da doutrina social encontra seu fundamento na dignidade da pessoa humana. Outros princípios básicos do ensinamento social são: o bem comum, a subsidiariedade e a solidariedade.

A Dignidade da pessoa humana

A Igreja não pensa em primeiro lugar no Estado, no partido ou no grupo étnico. Pensa na pessoa como ser único e irrepetível, criado à imagem de Deus. Uma sociedade só será justa se souber respeitar a dignidade de cada pessoa. Portanto, a ordem social e o progresso devem ordenar-se segundo o bem das pessoas, pois a organização das coisas deve subordinar-se à ordem das pessoas e não o contrário (Gaudium et spes, 26).

O respeito à dignidade humana passa necessariamente por considerar o próximo como outro eu, sem excetuar ninguém. A vida do outro deve ser levada em consideração, assim como os meios necessários para mantê-la dignamente. Assim, o conteúdo da doutrina social é universal, pois considera a dignidade de cada pessoa como inalienável, única e necessária para construir o bem de todos.

O Bem comum

O bem comum é o “conjunto das condições da vida social que permitem, tanto aos grupos como a cada membro, alcançar mais plena e facilmente a própria perfeição” (GS, 26). Não se trata de simples soma dos bens particulares de cada sujeito. É um bem indivisível, porque somente juntos se pode alcançá-lo, aumenta-lo e conservá-lo (CDSI, 164).

Para se colocar autenticamente ao serviço do ser humano, a sociedade deve colocar como meta o bem comum, enquanto bem de todos os homens e do homem todo (CIC, 1912).

O bem comum refere-se, por exemplo, a serviços essenciais ao ser humano: acesso a alimentação, habitação, trabalho, educação, cultura, transporte, saúde, informação, liberdade. Implica também o empenho pela paz, a organização dos poderes do Estado, um sólido ordenamento jurídico, a proteção do meio ambiente.

A Subsidiariedade

O princípio da subsidiariedade indica que, na sociedade, as instituições e organismos de ordem superior devem se colocar em atitude de ajuda (‘subsidium’) – e, portanto, de apoio, promoção e incremento – em relação às menores (CDSI, 186). Por nível superior se entende aquelas que são mais gerais (por exemplo, o governo federal em relação aos governos regionais e estes em relação aos municipais) e os organismos estatais em relação às organizações não-governamentais. É importante notar que o princípio da subsidiariedade inverte a lógica dos governos muito centralizadores e assistencialistas. Para estes governos, o Estado deve organizar e controlar os serviços sociais e as organizações não governamentais apenas o ajudam nesta tarefa. Pelo princípio da subsidiariedade, as pessoas, ao se organizarem, devem procurar, a partir de sua história, de seus valores e princípios, as melhores soluções para seus problemas e o Estado deve ajuda-las a viabilizar estas soluções na busca do bem comum.

O objetivo fundamental deste princípio é garantir o protagonismo da pessoa na sua vida pessoal e social. Ele protege as pessoas dos abusos das instâncias sociais superiores – por exemplo, do Estado – e solicita que as instâncias superiores ajudem os indivíduos e grupos intermediários a desempenhar suas próprias funções (CDSI, 187).

Texto: Aleteia –  Prof. Dr. Francisco Borba Ribeiro Neto, coordenador do Núcleo Fé e Cultura da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP)

Vídeo/Áudio/Imagem: Portal Terra de Santa Cruz 

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São Bruno, fundador da Ordem dos Cartuxos!

Pelo fim do décimo-primeiro século, enquanto o Papa São Gregório XII, seguindo o exemplo de São Leão IX, trabalhava com fé e coragem invencíveis, na reforma do clero. Deus suscitou um novo patriarca da vida solitária, um homem da mesma estirpe dos Antão, da Tebaida, dos Hilarião, da Palestina; um homem e uma ordem que, pela vida penitente, deveriam servir de lição e de modelo ao clero e ao povo cristão, e atrair para sempre bençãos do céu sobre toda a Igreja; uma ordem que, após oito séculos, é ainda a mesma, sem nunca ter tido necessidade de reformas, nem em relação à pureza da fé, nem em relação à austeridade e à disciplina. Esse homem é São Bruno; essa ordem é a dos Cartuxos.

Bruno nasceu em Colônia, onde foi educado. Fez seus estudos na França, e o seu aproveitamento lhe pareceu a cátedra da escola de Reims. Manassés, arcebispo de Teims, fê-lo seu camareiro, como se pode deduzir de alguns atos que Bruno assinou nessa qualidade. Mas os benefícios com que Manassés o cumulou não lhe fecharam os olhos para os excessos praticados por aquele prelado nem lhe esmoreceram o zelo. Bruno foi um dos principais acusadores de Manassés que, para puni-lo, o privou de seus favores. Bruno sentiu menos tristeza com os maus tratamentos do que com os escândalos armados pelo arcebispo. Primeiro retirou-se para Colônia e, durante algum tempo, foi cônego de São Cuniberto; Deus, porém, chamava-os a um estado mais perfeito. Desde o tempo em que vivia em Reims, junto ao arcebispo Manassés, Bruno projetara, juntamente com alguns amigos seus, abraçar a vida monástica.

Bruno e seus companheiros levaram uma vida angélica nas tétricas montanhas da Cartuxa. Eis como se expressa Guiberto, abade de Nogent, famoso escritor daquele tempo, sobre a maneira de viver dos primeiros cartuxos: “A Igreja foi construída quase no cume da montanha. O claustro é muito cômodo; mas os cartuxos não moram juntos, como os outros monges. As celas são construídas ao redor do claustro e cada religioso ocupa uma delas, na qual trabalha, dorme e toma suas refeições. Recebem do ecônomo, aos domingos, pão e legumes para a semana. Os legumes são os únicos alimentos que eles cozinham em suas celas; uma fonte lhes fornece água para beber e para oturas utilidades, através de canais que desembocam nas celas. Aos domingos e dias santos solenes comem queijo e um pouco de peixe, quando os recebem de pessoas caridosas; pois não compram nada disso. Quanto ao ouro, à prata, e aos ornamentos da igreja, não os aceitam quando lhes são oferecidos. Um cálice resume a sua prataria. Não se reúnem às horas ordinárias; se não me engano, assistem à missa aos domingos e dias santos. Raramente falam e, se tem necessidade de dizer alguma coisa, fazem-no por meio de sinais. O vinho que bebem é tão aguado que não tem o mínimo sabor e mais parece água. Usam o cilício em cima da carne; suas roupas são bastante dinas. São governados por um prior: o Bispo de Grenoble serve-lhes, às vezes, de abade. Porém, embora sejam pobres, dispõem de uma rica biblioteca.
Guiberto assim prossegue: Tendo o Conde de Nevers ido visitá-los este ano, num ato de devoção, compadeceu-se da pobreza em que viviam, e enviou-lhes, ao regressas, algumas peças de prata de alto custo. Devolveram-nas, e o conde, edificado com a recusa, enviou-lhes couro e pergaminho, que sabia ser-lhes necessários na cópia de livros. Como as terras da Cartuxa são estéreis, semeiam pouco trigo; mas compram-no com a lá de suas ovelhas, que viram em grandes rebanhos, AO sopé da montanha moram mais de vinte leigos, que os servem com muito carinho, e que se ocupam com seus negócios temporais, pois os religiosos só se dedicam à contemplação. Em seguida, Guiberto refere-se ao grande número de conversões que o exemplo dos solitários da Cartuxa operou na França, e da diligência com que todas as províncias se empenharam em construir mosteiro do mesmo instituto.  A pintura que o abade de Nogent nos faz da vida dos primeiros cartuxos, Pedro, o Venerável, acrescenta vários traços edificantes. Diz que usavam roupas de má qualidade, curtas e estreitas; que haviam delimitado uma certa extensão de terreno, além da qual nada aceitavam do que lhes era oferecido, fosse mesmo um punhado de terra; que tinham um número fixo de bois, de ovelhas, de mulas e de cabras; que, para não serem obrigados a aumentá-los, não recebiam mais de doze monges em cada estabelecimento, além do prior e de dezoito conversos e alguns criados; que nunca comiam carne, mesmo quando doentes; que na sexta-feira e no sábado só comiam legumes; e que às segundas, quartas e sextas comiam apenas pão escuro e bebiam água; que só faziam uma refeição por dia, exceto aos domingos, festas solenes, oitavas da Páscoa, Natal e Pentecostes; e que só ouviam missa aos domingos e dias santificados. Os seis primeiros companheiros de São Bruno foram Landuíno, os dois Estêvão, cônegos de São Rufo, Hugo, que era o único sacerdote da comunidade, André e Garin, leigos.

O maior consolo de Santo Hugo, Bispo de Grenoble, era fazer freqüentes visitas a Chartreuse, a fim de edificar-se com a santa vida que levavam os piedosos solitários. Estes porém, mais edificados ficavam com a humildade do santo prelado, do que ele com as suas austeridades. Santo Hugo vivia entre os monges como se fosse o último de todos. Seu fervor fazia com que esquecessem sua dignidade, e ele prestava os mais ínfimos serviços àquele com quem se alojava; pois nos primórdios da fundação, casa cela era ocupada por dois cartuxos. Seu companheiro queixou-se a São Bruno de que Hugo fazia questão de desempenhar as funções de um criado; mas sentia-se honrado em servir os servos de Deus.

Muitas vezes São Bruno tomava a liberdade de mandá-lo de volta à sua igreja. “Retornai às vossas ovelhas, elas precisam de vós; dai-lhes o que deveis”. O santo Bispo obedecia à Bruno como a um superior; porém, depois de passar algum tempo com seu povo, retornava à solidão. Pretendia vender seus cavalos e fazer a pé as visitas à sua diocese. São Bruno dissuadiu-o, receoso de que aquela singularidade parecesse uma condenação lançada aos outros bispos, e também, de que ele pudesse tirar do fato uma glória vã. Hugo seguiu-lhe o conselho; mas sua humildade obrigou-o a suprimir tudo quanto não julgasse dever à dignidade episcopal. Juntamente com São Bruno, o santo Bispo foi como que o pai dos cartuxos. Fez uma ordenação pela qual proibiu que as mulheres passassem pelas terras daqueles religiosos, pois temia que pudessem, perturbar-lhes a solidão. A ordenação com mais verossimilhança, datam os começos do instituto dos cartuchos.

Tendo sido o Papa Urbano II, que fora discípulo de São Bruno, em Reims, informado da santa vida que este levava, havia seis anos, nas montanhas da Cartuxa, e aliás, ciente da sua erudição e sabedoria, chamou-o para junto de si a fim de aproveitar seus conselhos no governo da Igreja. O humilde solitário não poderia receber uma ordem que mais lhe custasse a obedecer. Teria que se arrancar à querida solidão, deixar os irmãos ternamente amados e arriscar-se a ver dispersar-se o pequeno rebanho reunido com tanta dificuldade; mas seu respeito pela Santa Sé não lhe permitiu fazer ponderações. O Papa recomendou a Cartuxa a Seguin, abade da Chaise-Dieu, notável pela piedade e autoridade; e Bruno nomeou Landuíno prior da Cartuxa durante a sua permanência na Itália.

Mas os solitários, habituados a sofrer alegremente as maiores austeridades, não conseguiram suportar a ausência de seu pai. A Cartuxa que, estando ele presente, lhes parecia um paraíso terrestre, retomou aos olhos dos monges, o seu verdadeiro aspecto, isto é, o de um deserto tétrico e inabitável. Não conseguiram mais suportar os contratempos e a falta de conforto e foram-se embora, sem contudo separar-se. A deserção dos monges obrigou São Bruno a entregar a fundação a Seguin, abade de Chaise-Dieu. Entretanto Landuíno, que fora nomeado prior, tão pateticamente exortou os irmãos a perseverarem que, após uma ausência não muito longa, eles retornaram à Cartuxa; foi-lhes esta devolvida pelo abade da Chaise-Dieu por ato datado de 17 de setembro de 1090.

Bruno foi acolhido pelo Papa com a consideração devida à sua piedade e aos seus merecimentos; e o Papa, que conhecia sua prudência, freqüentes vezes consultava sobre importantes negócios da Igreja; mas a confusão e o tumulto ligados à corte romana, para onde eram levadas todas as causas do mundo cristão, não apraziam a um religioso que já experimentara as doçuras da solidão e da contemplação. Bruno solicitou, pois insistentemente, permissão para tornar a enterrar-se na sua querida cartuxa. O Papa apreciava-o demais para conceder-lhe o que pedia; instou para que aceitasse

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                                            A morte de São Bruno

o arcebispado de reggio; o piedoso solitário desculpou-se com tão sincera humildade, que Urbano II achou que não devia violentar-lhe a modéstia; consentiu, mesmo que se retirasse para um lugar solitário, na Calábria, onde levou, com alguns companheiros que conquistara para Deus, na Itália, uma vida semelhante à das montanhas da cartuxa. Rogério, Conde da Calábria e da Sicília, felicitou-se por abrigar em seus estados tão santa colônia, e doou aos religiosos algumas terras na diocese de Squillace, onde construíram um mosteiro denominado La Tour, cuja igreja foi consagrada no ano de 1094.

Foi dessa solidão que Bruno escreveu a Radulfo Le Verd, então preboste da Igreja de Reims, seu velho amigo, convidando-o a renunciar ao mundo. Depois de agradecer-lhe as provas de amizade que lhe devia, pinta-lhe os atrativos do novo retiro. (…)

Depois do elogio da solidão, São Bruno faz o elogio da vida solitária e insiste com o amigo para abraçá-la, cumprindo a promessa que fizera. Diz-lhe: “Sabeis ao que vos obrigastes e o quanto o deus a que vos consagrastes é terrível. Não é lícito mentir-lhe; pois dele não zombamos impunemente.” Bruno relembra ao amigo as piedosas palestras por eles mantidas em Reims, em consequência das quais ambos se tinham comprometido a abraçar a vida monástica. Enfim, intima Radulfo a cumprir seu voto e exorta-o a fazer uma peregrinação a São Nicolau de Bari, a fim de que seja concedida a consolação de vê-lo. Contudo, Radulfo Le Verd permaneceu no estado eclesiástico e, mais tarde, foi elevado ao episcopado de Reims.

São Bruno escreveu, daquela mesma solidão, uma carta a seus irmãos da Cartuxa de Grenoble, congratulando-os, assim como a Landuíno, prior, que viera visitá-lo, por tudo quanto soubera sobre eles, e para exortá-los à perseverança. Felicita em particular os irmãos conversos pela piedade e obediência de que dão provas. Ao terminar , assefura aos solitários da Cartuxa que tem um ardente desejo de vê-los; mas que não lhe é possível satisfazer tal desejo. São Bruno morreu santamente no seu mosteiro da Torre, na Calábria, no ano de 1101, num domingo, 6 de Outubro, dia em que a igreja lhe glorifica a memória, depois de o ter Leão X, solenemente o incluído no número dos santos. (…)

 
(Retirado do Livro Vida dos Santos, Padre Rohbacher, Volume XVII, p. 362 à 372)


Oração de São Bruno 
São Bruno, que adotastes como regra de vida a oração, o trabalho, o estudo e a pobreza; que fundastes uma ordem monástica para uma ainda maior intimidade com Deus, inspirai-nos também a uma vida contemplativa esquecendo-nos das ocupações terrenas e nos ocupando mais com nossa união cada vez mais íntima com nosso Deus e Criador. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.
São Bruno 2

São Bruno, rogai por nós!


Por Portal Terra de Santa Cruz 

2º Domingo do Advento – Permitamos que a Palavra eterna de Deus fale por meio de nós.

Deixemos de lado palavras vazias, fúteis, ambiciosas e gananciosas. Deixemos para trás palavras que geram angústias, fofocas e maledicências. Permitamos que a Palavra eterna de Deus fale em nós e por meio de nós

E ele percorreu toda a região do Jordão, pregando um batismo de conversão para o perdão dos pecados” (Lucas 3,3).

2P

Primeira Leitura  Br 5,1-9 – Leitura do Livro do Profeta Baruc:

Despe, ó Jerusalém, a veste de luto e de aflição, e reveste, para sempre, os adornos da glória vinda de Deus. Cobre-te com o manto da justiça que vem de Deus e põe na cabeça o diadema da glória do Eterno.

Deus mostrará teu esplendor, ó Jerusalém, a todos os que estão debaixo do céu. Receberás de Deus este nome para sempre: “Paz-da-justiça e glória-da-piedade”.

Levanta-te, Jerusalém, põe-te no alto e olha para o Oriente! Vê teus filhos reunidos pela voz do Santo, desde o poente até o levante, jubilosos por Deus ter-se lembrado deles. Saíram de ti, caminhando a pé, levados pelos inimigos. Deus os devolve a ti, conduzidos com honras, como príncipes reais.

Deus ordenou que se abaixassem todos os altos montes e as colinas eternas, e se enchessem os vales, para aplainar a terra, a fim de que Israel caminhe com segurança, sob a glória de Deus. As florestas e todas as árvores odoríferas darão sombra a Israel, por ordem de Deus.

Sim, Deus guiará Israel, com alegria, à luz de sua glória, manifestando a misericórdia e a justiça que dele procedem.

– Palavra do Senhor.

Responsório (Sl 125) Maravilhas fez conosco o Senhor, exultemos de alegria!

Maravilhas fez conosco o Senhor, exultemos de alegria!

Quando o Senhor reconduziu nossos cativos, parecíamos sonhar./ Encheu-se de sorriso nossa boca;/ nossos lábios de canções.

Entre os gentios se dizia: “Maravilhas fez com eles o Senhor!”/ Sim, maravilhas fez conosco o Senhor: exultemos de alegria!

Mudai a nossa sorte, ó Senhor,/ como torrentes, no deserto./ Os que lançam as sementes entre lágrimas,/ceifarão com alegria.

Chorando de tristeza sairão,/ espalhando suas sementes;/ cantando de alegria voltarão,/ carregando os seus feixes!

Segunda Leitura Fl 1,4-6.8-11 – Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses:

Irmãos: Sempre em todas as minhas orações rezo por vós, com alegria, por causa da vossa comunhão conosco na divulgação do Evangelho, desde o primeiro dia até agora.

Tenho a certeza de que aquele que começou em vós uma boa obra, de levála à perfeição até o dia de Cristo Jesus.

Deus é testemunha de que tenho saudade de todos vós, com a ternura de Cristo Jesus.

E isto eu peço a Deus: que o vosso amor cresça sempre mais, em todo o conhecimento e experiência, para discernirdes o que é melhor. E assim ficareis puros e sem defeito para o dia de Cristo, cheios do fruto da justiça que nos vem por Jesus Cristo, para a glória e o louvor de Deus.

– Palavra do Senhor.

Anúncio do Evangelho (Lc 3,1-6)

O Senhor esteja convosco Ele está no meio de nós!
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas  Glória a vós, Senhor!

No décimo quinto ano do império de Tibério César, quando Pôncio Pilatos era governador da Judeia, Herodes administrava a Galileia, seu irmão Filipe, as regiões da Itureia e Traconítide, e Lisânias a Abilene; quando Anás e Caifás eram sumos sacerdotes, foi então que a palavra de Deus foi dirigida a João, o filho de Zacarias, no deserto.

E ele percorreu toda a região do Jordão, pregando um batismo de conversão para o perdão dos pecados,como está escrito no Livro das palavras do profeta Isaías: “Esta é a voz daquele que grita no deserto: ‘preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas. Todo vale será aterrado, toda montanha e colina serão rebaixadas; as passagens tortuosas ficarão retas e os caminhos acidentados serão aplainados. E todas as pessoas verão a salvação de Deus’”

— Palavra da Salvação.

Portal Terra de Santa Cruz

Refletindo o Evangelho –  A graça deste domingo do Advento é contemplarmos o papel de João Batista na história da salvação. Quando falamos do papel dele, é, na verdade, para reconhecermos a importância que cada um tem no plano salvífico de Deus.

Esse ‘papel’ [de João Batista] não é representação, mas missão, compromisso, responsabilidade de cada um para que o Reino de Deus aconteça e se estabeleça. Se a plenitude da responsabilidade e da salvação de todos cabe a Jesus, Ele conta com operários, com mãos e cabeças, conta com o empenho de homens e mulheres de todos os tempos, de todos o lugares e classes sociais.

João Batista foi aquele que preparou os caminhos e a voz de Deus no deserto. Talvez poucas pessoas pudessem se lembrar da voz de João, porque ele não saía pregando em todos os lugares, mas quem ia ao deserto escutava aquela voz.

É muito interessante João saber distinguir que ele era apenas a voz, e que a Palavra vinha depois dele. João apenas emprestava a sua voz para que o Verbo, para que a Palavra eterna de Deus saísse e falasse por intermédio dele. É por isso que as palavras de João salvavam e convertiam corações, pois elas transformavam vidas!

Não é que João fosse capaz de transformar, curar e renovar alguém, mas, uma vez que se dispôs a ser a voz de Deus, mesmo no deserto a Palavra fazia acontecer.

Deixemos de lado palavras vazias, fúteis, ambiciosas e gananciosas, palavras que geram angústias, fofocas e maledicências; deixemos que a Palavra eterna de Deus fale em nós e por meio de nós.

Que o Senhor fale em nossa vida, em nossos atos, mas que nós façamos como João: permitamos que Deus fale por meio de nós, e que sejamos a boca d’Ele para o mundo tão carente, tão necessitado de palavras que renovem, curem, transformem e mostrem onde está o caminho da salvação.

Deus usou de João, porque este foi dócil, obediente e usou sua voz a serviço do Senhor.

Hoje, nós queremos ser a voz de Deus nos desertos da vida, queremos ser a voz d’Ele onde estivermos; para isso precisamos da docilidade divina, a fim de que o Senhor também fale por meio de nós!

Deus abençoe você!

Por Padre Roger Araújo – Sacerdote da Comunidade Canção Nova

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz 

“Quem procura ganhar a sua vida vai perdê-la; e quem a perde vai conservá-la” (Lucas 17, 33).

Que estejamos sempre prontos para a vinda do Senhor. Não esperemos coisas trágicas, não esperemos o fim do mundo nem nada acontecer para entender que precisamos levar a vida em Deus 

“Quem procura ganhar a sua vida vai perdê-la; e quem a perde vai conservá-la” (Lucas 17, 33).

Parece uma verdadeira perda de tempo alguém dedicar o seu tempo, a sua vida para fazer generosidade, para cuidar dos outros, servir a Deus, gastar tempo para ir à Missa e participar de grupos de oração. No mundo em que estamos, onde o que vale é levar vantagem, é tornar a vida mais prática e útil, gastar tempo com as coisas do Senhor parece ser inútil. Mas, na verdade, é aí que estamos ganhando a vida!  Algumas pessoas esperam uma coisa trágica acontecer para correrem atrás de Deus; outras creem n’Ele, têm um coração no Pai, mas levam uma vida dividida: ora servem a Deus, outras não. Na hora da morte, da dor e do sofrimento, quando as coisas apertam, elas dizem: “Deus, vem em meu socorro!”.

A vida nos surpreende, meus irmãos! Quem já viu alguém falecer de uma hora para outra? A pessoa estava bem, estava entre nós, mas se foi! Nenhum de nós pode dizer que vai se preparar na última hora: “Agora estou pronto! A hora é agora!”. A hora se faz presente no momento em que a estamos vivendo.

Pode ser que, em sua casa, sua esposa e mais alguém sejam de Deus; então, você “pega carona” com eles. Não é assim! Deus nos colhe e nos põe junto d’Ele, pelo coração que já está n’Ele, que vive Suas Leis, Seus mandamentos e seguimentos no dia a dia de sua vida.             Não espere coisas trágicas, não espere o fim do mundo, não espere nada acontecer para entender que todos nós precisamos levar a vida em Deus. Quem vive a vida n’Ele com alegria sabe viver no sofrimento; quem vive Deus na pobreza, sabe viver também na prosperidade.

Não importa como estamos vivendo; o que importa é que, do modo em que estamos vivendo, estejamos em Deus. Na hora final não dá para improvisar. Uma vez que não podemos improvisar, que cada dia da nossa vida seja única, intensa e verdadeira! Uma pessoa me disse: “Antes de morrer eu me reconcilio com a minha esposa!”. Quem lhe garante que a morte não chegará primeiro do que essa sua demora, essa sua espera pela reconciliação?

Nós não podemos fazer as coisas precipitadas, mas não podemos pensar que temos toda a vida para fazer o que precisamos. A hora é agora! Façamos do agora o momento certo para a graça de Deus acontecer em nós!

Deus abençoe você!

Por Padre Roger Araújo – Sacerdote da Comunidade Canção Nova

Adaptação:Portal Terra de Santa Cruz