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Papa Francisco: “até que ponto chega o amor de Deus; até o ponto de se colocar em nosso lugar…”

No fim de nossas vidas, seremos julgados pelo amor, isto é, pelo nosso esforço concreto em amar e servir Jesus em nossos irmãos menores e necessitados. Jesus virá no final dos tempos para julgar todas as nações, mas vem a nós todos os dias, em muitas maneiras, e nos pede para acolhê-lo. Aquele mendicante, aquele afamado, aquele encarcerado, aquele doente é Jesus. Pensemos nisto”.

São as palavras pronunciadas pelo Papa Francisco no Angelus deste domingo (26/11), descrevendo, no comentário sobre o Juízo Universal, o “Cristo como rei, pastor e juiz, que mostra os critérios de pertença ao Reino de Deus”.

“Que a Virgem Maria nos ajude a encontrá-lo e recebê-lo em sua Palavra e na Eucaristia, e ao mesmo tempo, nos irmãos e irmãs que sofrem com a fome, a doença, a opressão, a injustiça. Que nossos corações possam acolhê-lo no hoje de nossas vidas, para que sejamos acolhidos por Ele na eternidade de seu Reino de luz e de paz”.

Em sua breve catequese, diante de algumas milhares de pessoas, na Praça São Pedro, o Papa recordou as indicações do Evangelho sobre o Juízo Universal, apresentadas na Liturgia de hoje:

“Vinde! Recebei como herança o Reino que meu Pai vos preparou desde a criação do mundo! Pois eu estava com fome e me destes de comer; eu estava com sede e me destes de beber; eu era estrangeiro e me recebestes em casa; eu estava nu e me vestistes; eu estava doente e cuidastes de mim; eu estava na prisão e fostes me visitar”.

“Os justos, comentou o Papa, ficam surpresos, porque não se lembram de ter encontrado antes Jesus e muito menos de tê-lo ajudado daquela forma; mas Ele declara: ‘todas as vezes que fizestes isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizestes!’. Esta palavra nunca deixa de nos surpreender, porque nos revela até que ponto chega o amor de Deus: até o ponto de se colocar em nosso lugar, mas não quando estamos bem, saudáveis e felizes… não! Quando estamos necessitados. E desta forma, escondida, Ele se deixa encontrar, nos estende a mão, como um mendicante. Assim Jesus revela o critério decisivo de seu juízo, ou seja, o amor concreto pelo próximo com dificuldades. E assim revela o poder do amor, a realeza de Deus: solidário com quem sofre para suscitar em todos os lugares atitudes e obras de misericórdia”.

“Mas- recordou Francisco – a palavra do juízo prossegue apresentando o rei que afasta de si aqueles que durante suas vidas não se preocuparam com as necessidades dos irmãos”.

“Também neste caso, eles ficam surpresos e perguntam: ‘Senhor, quando foi que te vimos com fome, ou com sede, como estrangeiro, ou nu, doente ou preso,
e não te servimos?’ Ou seja, ‘Se tivéssemos visto, certamente teríamos ajudado!’ Mas o rei responde: ‘todas as vezes que não fizestes isso a um desses pequeninos, foi a mim que não o fizestes’!”.

Por Radio Vaticano

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Saiba como preparar o presépio por etapas na sua casa e a importância do mesmo explicada pelo Papa Francisco

Esquecido (de propósito) pela mídia, ele é muito mais importante do que a árvore de Natal. Resgate o seu riquíssimo significado e prepare-o!

árvore ornamentada é um símbolo natalino acolhido há séculos pelo cristianismo. São Bonifácio, provavelmente, foi o primeiro santo católico a usar a árvore nesse contexto, ainda no século VIII. Em seu trabalho de catequese junto aos druidas, que adoravam árvores de carvalho como símbolos da divindade, São Bonifácio começou a usar outra árvore, o abeto, porque a sua forma triangular ajuda a simbolizar a Santíssima Trindade e porque os seus ramos verdes apontam para o céu.

Quando as árvores de Natal começaram a se popularizar, houve preocupação com o caráter pagão da sua origem, mas as devidas contextualizações fizeram dela um símbolo arraigado com segurança na fé cristã. Aliás, o simbolismo da árvore é riquíssimo em nossa tradição: nossos primeiros pais foram orientados por Deus a não comerem dos frutos de uma das árvores do Éden; Cristo pagou o preço altíssimo da nossa redenção crucificado em um tronco de árvore; os ramos verdes e as luzes que decoram a árvore natalina evocam o Cristo como a Luz Eterna que vem a um mundo envolto em escuridão… Apesar dos fortes matizes comerciais que a foram descaracterizando principalmente desde o século passado, a árvore de Natal é um símbolo válido para a vinda de Cristo ao mundo – mas é preciso que este simbolismo fique claro para as famílias católicas que a decoram nesta época.

No entanto, mesmo com essa validação contextual, a árvore de Natal não é, de forma alguma, o principal símbolo visual do Nascimento de Jesus.

O principal símbolo visual do Natal é o presépio!

Foi São Francisco de Assis quem montou em Greccio, na Itália, no já longínquo ano de 1223, o primeiro presépio da história.

E foi um presépio vivo, com moradores da pequena localidade representando o Menino Jesus na manjedoura, Nossa Senhora, São José, os Reis Magos, os pastores e os anjos. Os animais também eram reais: o boi, o burrico, as ovelhas…

Não demorou para que esta piedosa iniciativa se espalhasse, transformando-se em costume natalino e dando origem aos presépios esculpidos, que se popularizaram nas igrejas por volta do século XVI, graças ao trabalho evangelizador dos padres jesuítas.

Existem tradições cheias de significado em torno à própria montagem do presépio, que vai sendo preparado por etapas. Confira algumas dessas tradições:

Como preparar o presépio em etapas significativas

  • Primeiro vão sendo colocados os animais, os pastores, a manjedoura, o cenário em geral – mas sem as figuras dos protagonistas Jesus, Maria e José, nem os anjos, nem a estrela, nem os três reis.
  • Há famílias que só colocam no presépio as imagens da Santíssima Virgem Maria e de São José na tarde do dia 24, mas ainda sem o Menino Jesus.
  • A manjedoura permanece vazia até a meia-noite, quando, simbolizando o Nascimento do Filho de Deus, a imagem do Menino é finalmente ali colocada!
  • Com o Menino Deus, também são colocados os anjos, que evocam o cântico “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade”, mencionado nas Escrituras.
  • Juntamente com os anjos, é colocada no topo do presépio a estrela que guiou os três reis do Oriente até Belém para venerarem o Salvador: Gaspar, Melchior e Baltazar. Esses três reis representam todos os povos da terra e são figurados com as suas exóticas montarias: camelos ou mesmo elefantes.
  • Há quem comece a posicionar os três reis no presépio somente a partir do dia 25: inicialmente, eles estão longe da gruta, ainda a caminho, e vão sendo aproximados um pouco mais a cada dia até chegarem junto ao Menino na festa da Epifania, em 6 de janeiro.

Verdadeira catequese doméstica

O presépio, afinal de contas, não é um simples adorno: é uma belíssima forma visual de manifestarmos a nossa fé e a nossa oração, durante a espera e a celebração pela chegada do Salvador. Essa tradição envolve um processo, um crescimento, uma participação dinâmica da família na história mais bela de todos os tempos. É uma verdadeira catequese doméstica, especialmente para as crianças!

Resistência à secularização forçada

O influxo da secularização forçada, que desvirtuou completamente o sentido da árvore de Natal (e do próprio Natal), tem muito mais dificuldade em apagar o simbolismo explícito que está presente no presépio, já que, nele, a referência ao Salvador é direta e óbvia.

É por isso que o presépio foi sendo simplesmente “ignorado”, deixado de lado para ser aos poucos esquecido – em não poucos casos, é tratado como coisa “cafona”, de “mau gosto”… ou pior: há casos, em plena Europa “democrática” do nosso século XXI, de prefeituras que chegaram a proibir o presépio em áreas visíveis ao público a fim de não “ofender” os seguidores de outras religiões…

Seria uma pena que as famílias católicas também se deixassem levar pelo “esquecimento” do presépio.

E na sua casa, católico, tem lugar para o presépio este ano?

Papa Francisco explica por que é importante o presépio em casa no Advento e no Natal

Durante a Audiência Geral da última quarta-feira(22/11), o Papa Francisco explicou a importância de ter o presépio em casa, além da necessidade de contemplar cada um de seus elementos no tempo do Advento e no Natal, porque também nele podemos encontrar uma fonte de esperança.

“Nas casas dos cristãos, durante o tempo do Advento, é preparado o presépio, segundo a tradição que remonta a São Francisco de Assis. Na sua simplicidade, o presépio transmite a esperança”, assinalou o Papa

“Antes de tudo, notamos o lugar em que nasceu Jesus: Belém. Pequena aldeia da Judeia onde mil anos antes tinha nascido Davi, pequeno pastor eleito por Deus como rei de Israel”.

O Pontífice recordou que Belém não era uma capital “e, por isso, é preferida da providência divina que ama agir através dos pequenos e dos humildes”. “Naquele lugar nasce o ‘filho de Davi’ tão esperado, Jesus, no qual a esperança de Deus e a esperança do homem se encontram”.

Depois, “olhamos para Maria, Mãe da esperança”. Francisco sublinhou que Maria, com seu “sim”, abriu a “Deus a porta do nosso mundo: o seu coração de jovem estava cheio de esperança, animada pela fé. E assim, Deus a escolheu e ela acreditou na sua Palavra”.

Francisco também sublinhou a importância da presença de São José: “Ao lado de Maria está José, descendente de Jessé e de Davi. Também ele acreditou na palavra do anjo e, olhando Jesus na manjedoura, medica que aquele Menino vem do Espírito Santo e que o próprio Deus ordenou chamá-lo ‘Jesus’. Naquele nome está a esperança para cada homem, porque através daquele filho de mulher, Deus salvará a humanidade da morte e do pecado”.

Do mesmo modo, destacou que “naquele presépio também estão os pastores, que representam os humildes e os pobres que esperavam o Messias, o conforto de Israel e a redenção de Jerusalém. Naquele Menino, eles veem a realização das promessas e esperam que a salvação de Deus chegue finalmente para cada um deles”.

Por último, destacou que “o coro dos anjos anuncia do alto o grande desígnio que esse Menino realiza: ‘glória a Deus no mais alto do céu e, sobre a terra, paz aos homens que Ele ama’. A esperança cristã se exprime no louvor e no agradecimento a Deus, que inaugurou seu Reino de amor, de justiça e de paz”.

O Papa Francisco ensinou que o Nascimento do Messias marca “o momento no qual a esperança entrou no mundo, com a encarnação do Filho de Deus”.

O Bispo de Roma recordou as profecias de Isaías: “Eis que a Virgem conceberá e dará à luz um filho e a ele será dado o nome de Emanuel” e também, “Um rebento brotará do tronco de Jessé, e de suas raízes um renovo frutificará”.

“Nestes dois trechos se transmite o sentido do Natal: Deus realiza a promessa, fazendo-se homem. Não abandona o seu povo; aproxima-se até despir-se da sua divindade. Assim, Deus demonstra a sua fidelidade e inaugura um Reino novo, que doa uma nova esperança à humanidade: a vida eterna”.

Francisco indicou que, “quando se fala de esperança, frequentemente se refere àquilo que não está no poder do homem e que não é visível. De fato, o que esperamos vai além das nossas forças e do nosso olhar. Mas, o Natal de Cristo, inaugurando a redenção, nos fala de uma esperança diferente, uma esperança confiável, visível e compreensível, porque fundada em Deus”.

Esta esperança, explicou o Pontífice, “entra no mundo e nos doa a força de caminhar com Ele em direção da plenitude da vida; nos dá a força de estar de maneira nova no presente, apesar de fatigoso”.

Para o cristão, portanto, “a esperança significa a certeza de estar em caminho com Cristo em direção ao Pai, que nos espera. Esta esperança, que o Menino de Belém nos doa, oferece uma meta, um destino bom no presente, a salvação da humanidade, a santidade de quem confia em Deus misericordioso. São Paulo resume isto com esta expressão: ‘Na esperança fomos salvos”

Fontes: http://www.acidigital.com – https://pt.aleteia.org – Rádio Vaticano

Foto/Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz

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Papa Francisco: omissão e indiferença, o grande pecado contra os pobres

A omissão é também o grande pecado contra os pobres. Esta assume um nome preciso: indiferença. É dizer: “Não me diz respeito, não é problema meu, é culpa da sociedade”. É também indignar-se com o mal mas sem fazer nada.

Foi o que disse com incisividade o Santo Padre na missa deste Domingo, 1º Dia Mundial dos Pobres, celebrada na Basílica de São Pedro com a participação de 4 mil pessoas entre pobres e necessitados, acompanhados por associações de voluntários provenientes não somente de Roma e da região do Lácio, mas também de várias dioceses do mundo.

Instituído pelo Papa Francisco na conclusão do Ano Santo extraordinário da Misericórdia, este Dia quer ser sinal concreto do Ano Jubilar, que se celebra no XXXIII Domingo do Tempo Comum.

Tendo partido do Evangelho dominical, que nos traz a parábola dos talentos, o Pontífice afirmou-nos que somos destinatários dos talentos de Deus, “cada qual conforme a sua capacidade”. E Deus, aos olhos de Quem nenhum filho pode ser descartado, confia uma missão a cada um.

“Vemos, na parábola, que a cada servo são dados talentos para os multiplicar. Mas enquanto os dois primeiros realizam a missão, o terceiro servo não faz render os talentos; restitui apenas o que recebera”, recordou o Papa ilustrando a parábola contida na página do Evangelho pouco antes proclamado.

Em que o terceiro servo desagradou ao Senhor? – perguntou Francisco. “Diria, numa palavra (talvez caída um pouco em desuso mas muito atual), a omissão. O seu mal foi o de não fazer o bem,” disse o Papa ressaltando que “muitas vezes também nos parece não ter feito nada de mal e com isso nos contentamos, presumindo que somos bons e justos”.

“Assim, porém – continuou – corremos o risco de nos comportar como o servo mau: também ele não fez nada de mal, não estragou o talento, aliás, guardou-o bem na terra. Mas, não fazer nada de mal, não basta.”

“O servo mau, uma vez recebido o talento do Senhor que gosta de partilhar e multiplicar os dons, guardou-o zelosamente, contentou-se com salvaguardá-lo; ora, não é fiel a Deus quem se preocupa apenas em conservar, em manter os tesouros do passado, mas, como diz a parábola, aquele que junta novos talentos é que é verdadeiramente ‘fiel’, porque tem a mesma mentalidade de Deus e não fica imóvel: arrisca por amor, joga a vida pelos outros, não aceita deixar tudo como está. Descuida só uma coisa: o próprio interesse. Esta é a única omissão justa”, explicou Francisco.

“E a omissão é também o grande pecado contra os pobres. Aqui assume um nome preciso: indiferença. Esta é dizer: ‘Não me diz respeito, não é problema meu, é culpa da sociedade’. É passar ao largo quando o irmão está em necessidade, é mudar de canal, logo que um problema sério nos indispõe, é também indignar-se com o mal mas sem fazer nada. Deus, porém, não nos perguntará se sentimos justa indignação, mas se fizemos o bem.”

Como podemos então, concretamente, agradar a Deus? – perguntou novamente Francisco.

Quando se quer agradar a uma pessoa querida, por exemplo dando-lhe uma prenda, lembrou o Papa, “é preciso primeiro conhecer os seus gostos, para evitar que a prenda seja mais do agrado de quem a dá do que da pessoa que a recebe”.

Quando queremos oferecer algo ao Senhor, os seus gostos encontramo-los no Evangelho. Logo a seguir ao texto que ouvimos, Ele diz: “Sempre que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a Mim mesmo o fizestes” (Mt 25, 40), prosseguiu.

“Estes irmãos mais pequeninos, seus prediletos, são o faminto e o doente, o forasteiro e o recluso, o pobre e o abandonado, o doente sem ajuda e o necessitado descartado. Nos seus rostos, podemos imaginar impresso o rosto d’Ele; nos seus lábios, mesmo se fechados pela dor, as palavras d’Ele: ‘Este é o meu corpo’ (Mt 26, 26).”

“No pobre, Jesus bate à porta do nosso coração e, sedento, pede-nos amor. Quando vencemos a indiferença e, em nome de Jesus, nos gastamos pelos seus irmãos mais pequeninos, somos seus amigos bons e fiéis, com quem Ele gosta de Se demorar”, acrescentou.

“Deus tem em grande apreço, Ele aprecia o comportamento que ouvimos na primeira Leitura: o da ‘mulher forte’ que ‘estende os braços ao infeliz, e abre a mão ao indigente’. Esta é a verdadeira fortaleza: não punhos cerrados e braços cruzados, mas mãos operosas e estendidas aos pobres, à carne ferida do Senhor”, disse ainda.

Nos pobres manifesta-se a presença de Jesus, que, sendo rico, se fez pobre, lembrou o Santo Padre.

“Por isso neles, na sua fragilidade, há uma ‘força salvífica’. E, se aos olhos do mundo têm pouco valor, são eles que nos abrem o caminho para o Céu, são o nosso ‘passaporte para o paraíso’. Para nós, é um dever evangélico cuidar deles, que são a nossa verdadeira riqueza; e fazê-lo não só dando pão, mas também repartindo com eles o pão da Palavra, do qual são os destinatários mais naturais. Amar o pobre significa lutar contra todas as pobrezas, espirituais e materiais.”

E isso nos fará bem: aproximar-nos de quem é mais pobre do que nós, tocará a nossa vida. Lembrar-nos-á aquilo que conta verdadeiramente: amar a Deus e ao próximo. Só isto dura para sempre, tudo o resto passa; por isso, o que investimos em amor permanece, o resto desaparece.

“Hoje podemos perguntar-nos: ‘Para mim, o que conta na vida? Onde invisto?’ Na riqueza que passa, da qual o mundo nunca se sacia, ou na riqueza de Deus, que dá a vida eterna? Diante de nós, está esta escolha: viver para ter na terra ou dar para ganhar o Céu. Com efeito, para o Céu, não vale o que se tem, mas o que se dá, e ‘quem amontoa para si não é rico em relação a Deus’. Então não busquemos o supérfluo para nós, mas o bem para os outros, e nada de precioso nos faltará”, concluiu o Pontífice.

Ao término da missa, 1.500 pobres e necessitados serão acolhidos na Sala Paulo VI, no Vaticano, para almoçar com o Papa Francisco.

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Reflexão dominical: “frutificar os talentos”

A primeira leitura nos faz o elogio da mulher ideal. Ela transmite ao seu marido paz, serenidade e harmonia. Ela não restringe suas preocupações ao marido e aos filhos, mas como sede do amor, se preocupa com todas as pessoas, especialmente com aquelas que estão sob seu teto, como os empregados e afins. Ela é generosa para com os pobres e os socorre.

Por outro lado ela é profundamente religiosa e se ocupa com as coisas do Senhor. Em nossa sociedade é principalmente a mulher que passa para os filhos a formação espiritual.

O texto também nos fala da laboriosidade da dona da casa. Levanta cedo, se deita tarde, suas mãos são produtoras, ocupa-se sempre em proporcionar bem-estar a todos que estão em casa.

Essa mulher tem em Nossa Senhora o seu modelo e nela se inspira, diversamente de outras que sacrificam a família e sua própria felicidade para possuir um corpo de acordo com os ditames da época e suas atenções são voltadas para si mesma e não para seus queridos.

Maria, a filha querida do Pai, a Mãe de Jesus, a esposa do Espírito Santo e companheira de José é chamada a cheia de graça exatamente porque soube ser a mulher madura, voltada para os outros e disposta a amar plenamente até às últimas consequências.

Essa é a mulher ideal, a mulher realizada, feliz! Não possui traumas e nem recalques. É realizada e realiza, consequentemente, seu marido, seus filhos. Ela proporciona realização a todos os que estão a seu lado.

Essa mulher ouviu os conselhos da segunda leitura da liturgia de hoje, a 1ª Carta de São Paulo aos Tessalonicenses, quando diz “…sejamos vigilantes e sóbrios”.

Essa mulher também ouviu a parábola de Jesus contada por São Mateus no Evangelho deste domingo. Ela não enterrou, mas soube fazer frutificar todos os talentos que recebeu.

Através do amor ao marido e aos filhos, através da atenção aos empregados, através da caridade para com os pobres, com os doentes e com os necessitados, através da atenção para com os vizinhos e colegas, ela soube multiplicar todos os dons que o Senhor lhe deu».

(Reflexão do Padre Cesar Augusto dos Santos para o XXXIII Domingo do Tempo Comum – A)

Por Rádio Vaticano

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Papa Francisco: “pensar na morte faz bem, será o encontro com o Senhor”

Refletir sobre o fim do mundo e também sobre o fim de cada um de nós: é o convite que a Igreja nos faz através do trecho evangélico de Lucas, comentado pelo Papa na homilia da missa matutina, na Casa Santa Marta.

O trecho narra a vida normal dos homens e mulheres antes do dilúvio universal e nos dias de Lot: comiam, bebiam, compravam, vendiam, se casavam… mas depois, como um trovão, chega o dia da manifestação do Filho do homem… e as coisas mudam.

A Igreja, que é mãe – diz o Papa na homilia – quer que cada um de nós pense em sua própria morte. Todos nós estamos acostumados à normalidade da vida: horários, compromissos, trabalho, momentos de descanso… e pensamos que será sempre assim. Mas um dia, prossegue Francisco, Jesus chamará e nos dirá: ‘Vem!’ Para alguns, este chamado será repentino, para outros, virá depois de uma longa doença; não sabemos.

No entanto, repete o Papa, “O chamado virá!”. E será uma surpresa, mas depois, virá ainda outra surpresa do Senhor: a vida eterna. Por isso, “a Igreja nestes dias nos diz: pare um pouco, pare e pense na morte”. O Papa Francisco descreve o que acontece normalmente: até participar do velório ou ir ao cemitério se torna um evento social. Vai-se, fala-se com os outros e em alguns casos, até se come e se bebe: “É uma reunião a mais, para não pensar”.

“E hoje a Igreja, hoje o Senhor, com aquela bondade que é sua, diz a cada um de nós: ‘Pare, pare, nem todos os dias serão assim. Não se acostume como se esta fosse a eternidade. Haverá um dia em que você será levado e o outro ficará, você será levado’. É ir com o Senhor, pensar que a nossa vida terá fim. Isto faz bem”.

Isto faz bem – explica o Papa – diante do início de um novo dia de trabalho, por exemplo, podemos pensar: ‘Hoje talvez será o último dia, não sei, mas farei bem meu trabalho’. E o mesmo nas relações de família ou quando vamos ao médico.

Pensar na morte não é uma fantasia ruim, é uma realidade. Se é feia ou não feia, depende de mim, como eu a penso, mas que ela chegará, chegará. E ali será o encontro com o Senhor, esta será a beleza da morte, será o encontro com o Senhor, será Ele a vir ao seu encontro, será Ele a dizer: “Vem, vem, abençoado do meu Pai, vem comigo”.

E ao chamado do Senhor não haverá mais tempo para resolver nossas coisas. Francisco relata o que um sacerdote lhe disse recentemente:

“Dias atrás encontrei um sacerdote, 65 anos mais ou menos, e ele tinha algo que não estava bem, ele não se sentia bem … Ele foi ao médico que lhe disse: “Mas olhe – isso depois da visita – o senhor tem isso, e isso é algo ruim, mas talvez tenhamos tempo para detê-lo, nós faremos isso, se não parar, faremos isso e, se não parar, começaremos a caminhar e eu vou acompanhá-lo até o fim”. “Muito bom aquele médico”.

Assim também nós, exorta o Papa, vamos nos fazer acompanhar nesta estrada, façamos de tudo, mas sempre olhando para lá, para o dia em que “o Senhor virá me buscar para ir com Ele”.

Por Rádio Vaticano

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Papa Francisco: “Amor, boas ações e caridade antes do encontro com o Senhor”

“A condição para estar prontos ao encontro com o Senhor não é somente a fé, mas uma vida cristã plena de amor e de caridade pelo próximo”. É a mensagem do Papa aos cerca de 20 mil fiéis que neste domingo (12/11) participaram da oração  mariana do Angelus, na Praça São Pedro.

A Parábola das Dez Virgens

Comentando a Parábola das Virgens, tema da leitura evangélica do dia, Francisco advertiu: “Se nos deixarmos guiar por coisas que nos parecem mais fáceis, satisfazendo nossos interesses,  a nossa vida fica estéril, incapaz de dar vida aos outros… e não acumulamos nenhuma reserva de óleo para a lamparina de nossa fé”.

“Ao invés, se formos vigilantes e tentarmos fazer o bem com gestos de amor, de compartilha e de serviço ao próximo necessitado, podemos ficar tranquilos: o Senhor poderá chegar em qualquer momento e até o sono da morte não nos assustará, porque teremos a reserva de óleo acumulada com as boas ações de todos os dias”.

Neste sentido, o Papa exortou a estarmos prontos ao encontro com o Senhor:

“Muitas vezes, no Evangelho, Jesus exorta a vigiar: ‘Vigiai, pois não sabeis o dia, nem a hora’. Vigiar, portanto, não significa apenas não dormir, mas estar preparados. Este é o significado de ser sábios e prudentes: não esperar até o último instante de nossa vida para colaborar com a graça de Deus, mas fazê-lo desde já”.

Após rezar o Angelus, o Papa concedeu a todos a sua bênção e nas saudações finais, lembrou que sábado (11/11) em Madri, foram proclamados beatos Vicente Queralt LLoret e 20 companheiros mártires, e José Maria Fernández Sánchez e 38 companheiros mártires. Todos foram mortos durante a guerra civil espanhola entre 1936 e ‘37.

“Damos graças a Deus pelo grande dom destas exemplares testemunhas de Cristo e do Evangelho”, completou.

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Ano do Laicato é o tema da Campanha para Evangelização de 2017 da CNBB

Em sintonia com o Ano do Laicato, a Campanha para a Evangelização deste ano que tem como tema “Cristãos leigos e leigas comprometidos com a Evangelização” e o lema “Sal da Terra e Luz do Mundo” (Mt 5, 13-14).

A abertura da CE é realizada na Festa de Cristo Rei, este ano 26 de novembro, mesmo dia que a Igreja no Brasil fará a abertura do ano que será dedicado aos cristãos leigos e leigas. A campanha tem duração de três semanas e a conclusão acontece no terceiro domingo do Advento, dia 17 de dezembro, quando deve ser realizada, em todas as comunidades católicas, a Coleta para a ação evangelizadora no Brasil.

O Objetivo da campanha é despertar os discípulos e as discípulas missionários para o compromisso evangelizador e para a responsabilidade pela sustentação das atividades pastorais no Brasil. A iniciativa considera a ajuda para dioceses de regiões mais desassistidas e necessitadas.

“A Campanha para Evangelização é uma experiência que instiga a comunhão e partilha dos bens entre as Igrejas particulares, assim como acontecia nas comunidades primitivas do Novo Testamento, cujo relato encontramos nos Atos dos Apóstolos e nas cartas paulinas, explica o secretário executivo da CE, padre Luís Fernando da Silva.

A Campanha da Evangelização já está em andamento, todas as paróquias do Brasil receberam folders informativos sobre o tema e o lema da CE 2017 e os envelopes para a coleta. Além disso, já está à disposição o cartaz para ser adquirido ou baixado através do site da Edições CNBB.

Padre Luís Fernando da Silva lembra que “A Igreja no Brasil mais uma vez faz um forte apelo para que nossas comunidades locais se motivem na comunhão e na participação para que, por meio dessa partilha, muitas iniciativas de evangelização sejam fortalecidas em todo o país”.

Com a coleta desse ano pretende-se apoiar as inúmeras iniciativas da Igreja no Brasil promovidas pelos cristãos leigos e leigas no serviço da evangelização, da dinamização das pastorais, na luta pela justiça social, nas experiências missionárias das Igrejas irmãs e na missão ad gentes.

A Campanha para Evangelização

Criada em 1997, durante a Assembleia Geral da CNBB, e iniciada em 1998, a Campanha para Evangelização tem como objetivo favorecer a vivência do tempo litúrgico do Advento e mobilizar a todos para uma Coleta Nacional que ofereça recursos a serem aplicados na sustentação do trabalho missionário no Brasil. Tal iniciativa considera a ajuda para dioceses de regiões mais desassistidas e necessitadas.

O gesto concreto de colaboração na Coleta para a Evangelização será partilhado, solidariamente, entre as dioceses, que receberão 45% dos recursos; os 18 regionais da CNBB, que terão 20%; e a CNBB Nacional, que contará com 35% das contribuições.

Por CNBB

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz

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“Igreja deve comunicar de forma ousada, ampla e integrada”

“A Igreja pode ousar mais na utilização dos meios digitais. O céu é o limite”. No segundo dia (08/11) do 4º Seminário de Comunicação Social promovido pela Arquidiocese do Rio de Janeiro, o jornalista e professor Fernando Morgado estimulou os participantes para que, nas dioceses, comunidades e expressões, os comunicadores utilizem de forma ousada, ampla e integrada todas as possibilidades e mecanismos oferecidos pelos recursos tecnológicos. Tendo em vista que a Igreja não estaria presa às “amarras” do mercado de propagandas e patrocínios, ela teria o facilitador de se aproximar mais facilmente de seu público.

Ao ressaltar que, na atualidade, busca-se uma grande audiência nas redes sociais (por meio de curtidas, compartilhamentos e seguidores) em detrimento do conteúdo, Morgado destacou que a Igreja tem a vantagem de produzir assuntos que despertam a memória afetiva das pessoas, a partir de elementos da cultura popular, como devoções, celebrações, festas e tradições. Deste modo, com tais elementos, se alcançará a audiência sem perder a essência dos conteúdos de fé e o foco da atuação da Igreja, a evangelização e o coração humano.

Confira aqui o testemunho do professor Mordado:

https://www.facebook.com/plugins/video.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fseminariocomunicacaorj%2Fvideos%2F868260703352578%2F&show_text=0&width=560

À tarde, o jornalista e professor das universidades Facha, Metropolitana do México, Escola Superior de Propaganda e Marketing e PUC-Rio, deu continuidade às suas conferências apresentando as formas de operação e alguns modelos de negócios de grandes empresas como Google, Facebook e Youtube.

Inspirado pelo tema “Todo poder a audiência! (?)”, o especialista ressaltou ainda a presença do algoritmo do Facebook – um recurso utilizado para, principalmente, determinar o que é posto em primeiro no feed da tela principal do usuário – e demonstrou certa preocupação com o fake news (notícias falsas), algo cada vez mais crescente nas redes, inclusive, com empresas especializadas que lucram muito através da mentira.

Acompanhe o 4º Seminário de Comunicação, ao vivo, através da página do Facebook da WebTV Redentor. Curta e acompanhe também a página do seminário no Facebook: Seminário de Comunicação Social.

Portal Terra de Santa Cruz

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Audiência: missa não é espetáculo para foto, é o encontro com Cristo diz Papa Francisco

A Praça S. Pedro acolheu milhares de fiéis para a Audiência Geral desta quarta-feira ensolarada de outono (08/11) no Vaticano. Após saudar os peregrinos de papamóvel, ao se dirigir a eles o Papa Francisco anunciou um novo ciclo de catequeses depois concluir na semana passada a série sobre a esperança.

A partir de agora, o tema será dedicado ao “coração” da Igreja, isto é, a Eucaristia. Para Francisco, é fundamental que os cristãos compreendam bem o valor e o significado da missa, para viver sempre mais plenamente a relação com Deus.

“Não podemos esquecer o grande número de cristãos que, no mundo inteiro, em 2000 anos de história, resistiram até a morte para defender a Eucaristia; e quantos, ainda hoje, arriscam a vida para participar da missa dominical.”

De fato, Jesus diz aos seus discípulos: “Se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. (João 6,53-54)”

O Papa então manifestou o desejo de dedicar as próximas catequeses para responder a algumas perguntas importantes sobre a Eucaristia e a Missa, para redescobrir, ou descobrir, como a fé resplende o amor de Deus através deste mistério.

Francisco citou o Concílio Vaticano II, que promoveu uma adequada renovação da Liturgia para conduzir os cristãos a compreenderem a grandeza da fé e a beleza do encontro com Cristo. Um tema central que os padres conciliares destacaram foi a formação litúrgica dos fiéis, indispensável para uma verdadeira renovação.

“E esta é justamente a finalidade do clico de catequeses que hoje iniciamos: crescer no conhecimento do grande dom que Deus nos doou na Eucaristia.”

A Eucaristia, explicou o Papa, é um acontecimento “maravilhoso”, no qual Jesus Cristo, nossa vida, se faz presente. “Participar da missa é viver outra vez a paixão e a morte redentora do Senhor. É uma teofania: o Senhor se faz presente no altar para ser oferecido ao Pai para a salvação do mundo.

“O Senhor está ali conosco, presente. Mas muitas vezes, nós vamos lá, conversamos enquanto o sacerdote celebra a eucaristia, mas não celebramos com ele. Mas é o Senhor. Se hoje viesse aqui o presidente da República, ou uma pessoa muito importante, certamente todos ficaríamos perto dele para saudá-lo. Quando vamos à missa, ali está o Senhor. Mas estamos distraídos. Mas, padre, as missas são chatas. A missa não, os sacerdotes! Então eles devem se converter.”

O Pontífice fez algumas perguntas às quais pretende responder como, por exemplo: por que se faz o sinal da cruz e o ato penitencial no início da missa? “Vocês já viram como as crianças fazem o sinal da cruz? Não se sabe bem o que é, se é um desenho… É importante ensinar as crianças a fazerem o sinal da cruz, pois assim tem início a missa, a vida, o dia.”

E as leituras, qual o seu significado? Ou por que, a um certo ponto, o sacerdote diz ‘corações ao alto? “Ele não diz celulares ao alto para tirar foto! Não! Fico triste quando celebro e vejo muitos fiéis com os celulares ao alto. Não só os fiéis, mas também sacerdotes e até bispos. A missa não é espetáculo, é ir ao encontro da paixão e ressurreição do Senhor. Lembrem-se: chega de celulares.”

“Através dessas catequeses, concluiu o Papa, gostaria de redescobrir com vocês a beleza que se esconde na celebração eucarística e que, quando desvelada, dá pleno sentido à vida de cada um de nós. Que Nossa Senhora nos acompanhe nesta nova etapa do percurso.”

Por Radio Vaticano

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Papa Angelus: a autoridade seja serviço, se exercitada mal é opressão

“Fico triste em ver pessoas que psicologicamente vivem correndo atrás das honras. Não devemos de modo algum dominar os outros, olhá-los de cima para baixo. É uma atitude difusa na vida civil, mas também na vida eclesiástica. Entre nós deve existir a simplicidade”. Foi o que disse o Papa Francisco no Angelus deste domingo, condenando com força o comportamento farisaico na Igreja, encarnado por aqueles, como diz o Evangelho, “amar­ram fardos pesados e insuportáveis e os põem nos ombros dos outros, mas eles mesmos não querem movê-los, nem sequer com um dedo”. E continuou o Papa:

“Esta atitude é um mau exercício da autoridade, que, em vez disso, deveria ter sua primeira força precisamente no bom exemplo, para ajudar os outros a praticarem o que é correto e apropriado, sustentando-os nas provas que se encontram no caminho do bem. A autoridade é uma ajuda, mas se for exercitada mal, torna-se opressiva, não deixa as pessoas crescerem e cria um clima de desconfiança e hostilidade. E leva até à corrupção”.

Na sua breve catequese que precedeu o Angelus o Papa Francisco recordou que no Evangelho deste domingo Jesus denuncia abertamente alguns comportamentos negativos dos escribas e dos fariseus que “gostam do lugar de honra nos banquetes e dos primeiros assentos nas sina­go­gas, de serem cumprimentados nas pra­ças­ pú­blicas”.

Esta – explicou o Papa – é uma tentação que corresponde ao orgulho humano e que nem sempre é fácil vencer. E recordou o que Jesus disse aos seus discípulos: “não vos façais chamar de ‘ra­bi’,­ pois um só é vosso Mestre e todos vós sóis irmãos. Não deixeis que vos chamem de ‘guia’, pois um só é o vosso Guia, o Cristo. Quem dentre vós é o maior deve ser aquele que vos serve”.

“Nós, discípulos de Jesus, não devemos buscar títulos de honra, de autoridade ou de supremacia. Eu digo a vocês que eu fico triste ver pessoas que psicologicamente vivem correndo atrás da vaidade das honras. Nós, discípulos, não devemos de modo algum fazer isso, pois entre nós deve existir uma atitude simples e fraterna. Somos todos irmãos e não devemos dominar os outros, olhá-los de cima para baixo. Não, somos todos irmãos”.

Se nós recebemos qualidades do Pai Celeste, – continuou o Papa -, devemos colocá-las ao serviço dos irmãos e não se aproveitar delas para a nossa satisfação pessoal. Não devemos nos considerar superiores aos outros; a modéstia é essencial para uma existência que deseja se conformar ao ensinamento de Jesus, que é gentil e humilde de coração. Ele veio não para ser servido mas para servir”.

“Que a Virgem Maria, – concluiu Francisco -, nos ajude com a sua materna intercessão, a fugir do orgulho e da vaidade e a sermos dóceis ao amor que vem de Deus, no serviço aos nossos irmãos para a alegria deles, que também será nossa”.

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