“Unidade e alegria sacerdotal” – Homilia de Dom Pedro C. Cruz – Missa da Unidade Diocesana (Santos Óleos)

Missa da Unidade – A unidade dos presbíteros com o bispo neste dia é fundamental. Daí a importância de todo o presbitério participar, em todo mundo, desta celebração do Santo  Crisma, onde a nossa unção com óleo da alegria é recordada e renovada. O Decreto Christus Dominus, n. 16 lembra aos bispos: “tratem sempre com especial caridade os sacerdotes, que compartilham de suas funções e solicitude…considerando filhos e amigos, para que possam exercer com fidelidade e fruto o seu ministério”.

    A unidade que celebramos hoje está alicerçada no amor à vontade divina e na caridade e fraternidade sacerdotal; insto é que nos ajuda a construir uma unidade de vida. O sacerdote deve tender a ela sempre por um novo motivo. O crescimento desta unidade entre nós se fundamenta sempre no amor fraterno e na caridade pastoral,  além do testemunho como reflexo de nossa vida interior. “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a Boa-Nova  (Lc 4,18). Se formos pastores desejosos do amor de Cristo e da consequente caridade pastoral, seremos também um Evangelho vivo. Somos portadores de uma consagração ontológica que se estende por tempo integral (não existe folga ou férias do nosso ser padre, nós o somos 24h).

   Nesta celebração recordamos nossa identidade d efundo conferida no sacramento da ordem, sobre a qual se desenvolve fecundamente a graça de nosso pastoreio. Como dizia São João Bosco, é sacerdote no altar e no confessionário, como na escola, pelas ruas e em toda parte. Este ministério não pode ficar na periferia de nossa, mas no seu próprio centro.

   Estamos reunidos hoje nesta celebração porque queremos também reforçar a nossa unidade interior, além daquela com todo presbitério; pois a ruptura da unidade interior no sacerdote gera um esfriamento de sua caridade e ardor pastoral, ou seja, do “amor vigilante do mistério que traz em si para o bem da igreja e da humanidade” (João Paulo II, Pastores dabo Vobis, n. 72). Lembramos  assim, que o sacerdócio ministerial, na medida em que se configura ao ser e ao agir sacerdotais de Cristo, introduz sempre uma novidade na vida e na espiritualidade de quem recebeu este bom. Portanto, não podemos nunca deixar de aprofundar a nossa “consciência de ser ministro” (PDV, N 25); isto é de grande importância para vida espiritual do sacerdote e para a eficácia do seu próprio ministério. Tal foi a “consciência de Jesus” ao tomar o livro do profeta Isaías e afirmar; “hoje se cumpriu esta passagem da escritura que acabaste de ouvir” (Lc 4, 21)

  “Jesus nos ama…fez de nós um reino, sacerdotes para seu Deus e Pai” (Ap 1, 5.6). Nós presbíteros fomos chamados na Igreja com uma vocação e missão especial, ou seja, amar a Jesus incondicionalmente; ser pastores com Ele, como Ele e por Ele. “Recebemos uma graça especial para sermos pastores santos” (PO 12). Paulo VI já nos levava a questionar ao dizer: “Se és sacerdote, por que não és santo? E, se não és santo, para que és sacerdote?”. Deus dá aos pastores um caminho para santificar-se. Exercendo autêntica e incansavelmente seu ministério no Espírito de Cristo, cada atividade ministerial produz santidade (PO 13). Desta forma, contemplando O Bom Pastor, os ministros ordenados alcançarão o vínculo o vínculo da perfeição sacerdotal que leva à unidade suas vidas e atividades. Imitamos a Cristo em sua entrega e em seu serviço. “É a doação de nós mesmos que mostra o amor de Cristo por seu rebanho, através de nosso modo de pensar e agir, nosso modo de comportar-nos com o povo” (CF PDV 23). A caridade específica de ministros de Deus, não permite tratar mal o rebanho a nós confiado, mas a leva-lo cada vez mais a Deus, como pontes que devemos ser e não muros da discórdia, da divisão, da insensibilidade e até da infâmia. Somos ministros da misericórdia, para além de um ano só que já vivemos dedicado a ela.

   Nesta Santa Eucaristia, queremos renovar nossa consciência de ministros de Cristo.  Nem sempre conseguimos atingir um ideal projetado por nossa boa intenção, para fazer tudo e só aquilo que Deus quer; mas se não atingimos este ideal, temos que nos confiar à Providência e deixarmos o restante nas mãos de Deus .  Mais uma vez repito, para atingirmos esta unidade temos que trabalhar sempre em comunhão com o bispo e com todo o presbitério. Trabalhamos assim, os presbíteros encontrarão a unidade da própria vida na própria unidade da missão da igreja (CF PO 14).  Assim seremos sempre consolados e transbordantes de alegria (Unção da Alegria). Lutemos contra tudo aquilo que nos tenta roubar a alegria. Tenhamos sabedoria e força para irmos adiante com alegria, fazendo  também o que nos resulta agradável ou cômodo e servindo alegremente também àqueles a quem no custa aceitar.

  Por fim, mesmo vivendo cada vez mais em uma cultura do ódio, da perseguição, da violência, da intolerância (lembremos de nossos irmãos, cristão coptas, mortos em pleno Domingo de Ramos e tantos outros ainda perseguido), queremos compreender e viver a unidade e harmonia em nossas vidas de pastores e ministros de Deus. Vivemos em um tempo difícil, seja na economia na ética, na política, na área social e previdenciária, em várias esferas da existência, mas queremos agradecera Jesus hoje, sua presença  seu amor por cada um de nós. A nossa unidade deve ser um sinal de contradição a esta cultura dilacerada pela discórdia e divisão.  Como pastores, sentimos a necessidade de encontrar, cada vez mais a unidade e harmonia entre nós, em nossa vida e nosso ministério. Porém, a unidade e a harmonia dependem só do nosso esforço; assim não sentiremos nosso ministério e nossa vida como uma carga pesada. Antes, teremos sabedoria e fortaleza para ir adiante com alegria.

Obrigado pelo “sim” de cada irmão presbítero que se renova neste dia e pelo trabalho que cada um realiza pelo “bom povo” do rebanho campanhense.

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Assista ao Vídeo da Homilia 

Louvado seja nosso senhor Jesus Cristo!

Dom Pedro Cunha Cruz – Bispo diocesano da Campanha/MG

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Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização

Semana Santa- Sermão do Encontro. Proferido pelo Cônego João Luís da Silva em Campanha/MG

Nesta terça-feira santa 11/04, na praça Dr. Jefferson de Oliveira, com a presença de inúmeros fiéis, aconteceu o doloroso encontro de Maria e Jesus. Proferiu o sermão desta noite, o Reverendíssimo Cônego João Luís da Silva da Cidade de Nepomuceno/MG.

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Compacto do Sermão:
“Somos todos caminheiros” assim se inicia o sermão.
Mesmo em vale de lágrimas, o que vale é o caminho, a verdade e a vida, essa é a caminhada ideal. Esse é um encontro único entre mãe e filho, mostrando a profundidade do amor de Deus por nós.

O que sente nosso coração diante desse drama? Os muitos sofrimentos do nosso povo em desencontros no caminho dá vida. A necessidade de um encontro pessoal com Deus, é preciso perceber a importância do outro em nossa vida. A pessoa não basta a si mesmo,. Através do encontro com si mesmo, percebemos a importância do outro é dos dons de Deus. Devemos nos abrir para conviver com o outro através de Deus.

A família (casais, país e filhos, irmãos) forma um importante encontro, onde deve haver princípios éticos que norteiam a felicidade. Na presença de Deus sempre, temos que aprender a respeitar as diferenças, preservando a convivência e o diálogo.
A Igreja tem chamado a atenção para a importância da família, da defesa da família, com respeito, ética, dignidade, em nome do AMOR. Uma boa convivência familiar, leva-nos à unidade dá comunidade através de encontro de casais, catequese, pastorais, para assim construirmos um mundo novo. Um mundo marcado por encontros incontáveis que dão sentido à vida.

A necessidade de ações solidárias para com as pessoas que mais precisam: doentes, idosos, carcerários, os que se isolam. Foi isso que Jesus nos ensinou… o encontro com homens, mulheres, crianças, jovens; justos e pecadores, ricos e pobres; até mesmo com aqueles que resistem ao projeto de vida, justiça, de paz e de amor.

Precisamos ter sensibilidade em nossos corações para acolher Jesus com muito carinho, na presença de nosso irmão. Temos que levar as pessoas ao encantamento com os projetos de Jesus; e de encontro em encontro, Jesus procura lares para ser acolhido.
E nesse encontro de Maria com seu filho, o que sentimos? A presença de Deus na vida deles. Só Deus é nosso defensor, protetor e nossa fortaleza. Assim podemos compreender o significado de vc tanta força perante tanta dor. “Se Deus é por nós, quem será contra nós?”

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O que nos trouxe aqui hoje? O amor a Jesus, o amor para com Maria. A gratidão a Deus, que nos salva e se entrega através do amor.
Somente com Deus em nós, venceremos o desamor que provoca tanto sofrimento. Só com Deus poderemos encontrar sentido para nossa vida. Olhemos para Jesus é Maria: não podemos desistir. A força é a luz de Deus na eucaristia, nas boas obras, no amor aos irmãos são o caminho que nós levam ao céu. Nos encontros nossos de cada dia construiremos o reino de Deus. E… só Jesus é o caminho que nos leva a Deus!

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Coral Campanhense entoa o Moteto PATER MI minutos antes da procissão do Senhor dos Passos sair da Igreja para o sermão do encontro. Confira o vídeo!

Texto: Rondelli Fernandes – Colaboração/Edição/Fotos: Bruno Henrique – Gestor do Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização !!

 

S.SANTA 2017: Fiéis relembram a prisão de Cristo com emocionante sermão do Reverendíssimo Pe. Edson em Campanha/MG

DESTACAMOS PARA VOCÊ, OS PRINCIPAIS PONTOS DO SERMÃO DA PRISÃO DE JESUS, PROFERIDO PELO REVERENDÍSSIMO PADRE EDSON PEREIRA OLIVEIRA EM CAMPANHA/MG


“Segunda-Feira Santa, os fiéis relembram a prisão de Cristo e sua dolorosa caminhada até o Calvário.”

Tradicionalmente, logo após a missa, o cortejo seguiu em procissão até o Adro da Igreja Nossa Senhora das Dores onde o Reverendíssimo Padre Edson Pereira Oliveira – Vigário Paroquial da Campanha e Reitor do Seminário Propedêutico São Pio X, proferiu um breve, mas emocionante sermão.

Padre Edson, pediu aos presentes que olhassem a imagem de Nosso Senhor e cantassem com ele a bela canção Certo Galileu de autoria do Padre Zezinho.

E começou a falar da intenção de Jesus, que nem todos foram capazes de acolher. Lembrando sobre a noite em que Ele agiu com amor e recebeu desamor, dos que mais amava. Falou do gosto amargo da rejeição e uma condenação injusta. Falou da traição de um dos discípulos, dos quais Jesus mais confiava. Lembrou da agonia no Jardim das Oliveiras, daquele que sabia que iria experimentar a pior dor. Falou da oração ao invés da revolta com o Pai, da aceitação naquela noite de traição, do suor de sangue, do abandono dos discípulos na hora em que Ele mais precisava. E do beijo do traidor, que ainda balbuciou um “salve Divino Mestre”, em troca de 30 moedas. Destacou a ira de Pedro que ao ver o Mestre preso, cortou a orelha de um soldado e logo adiante, sua falta de força e fé diante do medo, o faz negar Jesus por três vezes.

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Dos questionamentos feitos a Jesus, em tom de ironia e sarcasmo, onde Ele em silêncio aceitava as provocações, porque sabia que o coração do povo não estava preparado para receber o filho de Deus. Pois “se você ensina um sábio, ganhará um amigo, mas se você ensina um ignorante, terá um inimigo.”

E Jesus só falava a verdade, mas a verdade dói a quem não é da verdade, é mais fácil correr…!

Sutilmente, Padre Edson, trouxe tudo isso para os dias atuais e para nossa vida.

Coincidentemente, Domingo de Ramos no Egito, foi cercado de sangue e ramos, por causa do atentado em duas igrejas, onde morreram vários Cristãos Católicos, mártires dos tempos atuais. Vivemos um tempo de perseguição, onde seguir Jesus é perigoso.

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Questionou, será que somos capazes de derramar nosso sangue por Jesus?  Você é capaz de dar sua vida por Jesus? Se SIM, você ganha à vida eterna. Se não… Está nas mãos de Deus.

DSC04789Quem você quer ser?

Judas? Aquele que trai que não age corretamente, que tira para si o que não lhe pertence, que se corrompe por 30 moedas?

Pedro? Aquele que nega? Que corre? Que abandona os amigos diante das dificuldades?

Ou Jesus? Aquele que falou a verdade, que sofreu as maiores humilhações, foi julgado, condenado, morto… Que passou por tudo isso, mas nunca deixou de CONFIAR NO PAI?

Cabe a cada um de nós a decisão, porque nós sabemos onde colocamos a nosso CONFIANÇA.

Que nós possamos, no nosso dia a dia, nos livrarmos das perseguições.

E não nos esqueçamos da frase do dia dita pele Rei dos Reis: “PAI, AFASTA DE MIM ESSE CÁLICE.”

Escrito por Rondelli Fernandes – Colaboradora do portal Terra de Santa Cruz 


Após o Sermão todos se dirigiram ao interior da igreja para veneração da imagem do Cristo Prisioneiro. Como é de tradição, o Coral Campanhense (60 anos de História) se faz presente mais um ano na Semana Santa da Campanha, entoando os belíssimos motetos.

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Texto: Rondelli Fernandes – Edição/Fotos/Matéria: Bruno Henrique 

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Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor em Campanha/MG

A Semana Santa começa com o Domingo de Ramos no qual comemoramos a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, evento este da vida de Jesus relatado nos quatro evangelhos canônicos (Marcos 11:1, Mateus 21:1-11, Lucas 19:28-44 e João 12:12-19) Esta solene celebração que ocorre no mundo toda pelos cristãos católicos, é um prelúdio das dores e humilhações nas qual Jesus Cristo passou.

Em Campanha/MG, como é de tradição, a abertura da Semana Santa é feita por Sua Excelência Reverendíssima Dom Pedro Cunha Cruz, bispo diocesano da Diocese da Campanha, na Catedral de Santo Antônio.

O bispo da Santa Sé Episcopal da Campanha-MG celebrou a Missa Pontifical de abertura da Semana Santa 2017 pela manhã deste domingo 09 de abril. Os fiéis se reunirão na Igreja Nossa Senhora das Dores para a bênção de ramos, em seguida todos seguiram em procissão conduzida solenemente pela Banda Marcial Irmão Paulo que abrilhantou a caminhada onde atualizamos a entrada de Jesus em Jerusalém aclamado pelo povo com gritos de “Hosana ao filho de Davi, bendito quem vem em nome Senhor, Hosana nas alturas”.

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Ao chegar à Catedral Diocesana de Santo Antônio, Dom Pedro se aproximou da porta principal e com a Cruz processional, a tocou por três vezes “Levantai, ó portas, os vossos frontões; abram-se, ó antigos portais, para que entre o Rei da Glória!”. E a porta se abriu… já, no interior da Catedral deu-se continuidade a santa missa, conforme pede a liturgia do dia. Concelebrou com Dom Pedro, o Reverendíssimo Padre Edson Pereira Oliveira, Vigário Paroquial da Campanha e Reitor do Seminário Propedêutico São Pio X.

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O canto litúrgico ficou a cargo do belíssimo Coral Catedral.

DSC04594.JPGAs celebrações do Domingo de Ramos encerraram-se com a procissão do Nosso Senhor do Triunfo e santa missa na Catedral. Os fiéis da Campanha/MG se reuniram na Igreja do Mártir São Sebastião para bênção de Ramos e procissão com a imagem do Nosso Senhor do Triunfo. Presidiu a solene missa o Reverendíssimo Cônego Luzair Coelho de Abreu, pároco e cura da Catedral. Esta foi à última celebração do dia neste Domingo de Ramos deixando aberta a piedosa e tradicional Semana Santa da Campanha/MG.

Por Bruno Henrique Santos/Gestor do Portal Terra de Santa Cruz

PARA SABER: O SIGNIFICADO DOS RAMOS

Os ramos lembram nosso batismo. Esses ramos significam a vitória: “Hosana ao Filho de Davi: bendito seja o que vem em nome do Senhor, o Rei de Israel; hosana nas alturas”. Os ramos santos nos fazem lembrar que somos batizados, filhos de Deus, membros de Cristo, participantes da Igreja, defensores da fé católica, especialmente nestes tempos difíceis em que esta é desvalorizada e espezinhada. Os ramos sagrados que levamos para nossas casas, após a Missa, lembram-nos de que estamos unidos a Cristo na mesma luta pela salvação do mundo, a luta árdua contra o pecado, um caminho em direção ao Calvário, mas que chegará à Ressurreição.

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Domingo de Ramos: Papa, Jesus está presente nos que padecem tribulações como Ele

Inicia-se neste Domingo de Ramos (09/04) a Semana Santa.

O Papa Francisco presidiu a missa deste domingo, na Praça São Pedro, que contou com a participação de vários fiéis e peregrinos, cerca de quarenta mil pessoas.

“Esta celebração tem, por assim dizer, duplo sabor: doce e amargo. É jubilosa e dolorosa, pois nela celebramos o Senhor que entra em Jerusalém, aclamado pelos seus discípulos como rei; ao mesmo tempo, porém, proclama-se solenemente a narração evangélica de sua Paixão. Por isso, o nosso coração experimenta o contraste pungente e prova, embora numa medida mínima, aquilo que deve ter sentido Jesus em seu coração naquele dia, quando rejubilou com os seus amigos e chorou sobre Jerusalém”, disse o Pontífice.

 https://youtu.be/EF8Bt7kBLCE

“Há trinta e dois anos a dimensão jubilosa deste domingo tem sido enriquecida com a festa dos jovens: a Jornada Mundial da Juventude, que, este ano, se celebra no âmbito diocesano, mas daqui a pouco viverá, nesta Praça, um momento sempre emocionante, de horizontes abertos, com a passagem da Cruz dos jovens de Cracóvia para os do Panamá.”

“O Evangelho, proclamado antes da procissão, apresenta Jesus que desce do Monte das Oliveiras montado num jumentinho, sobre o qual ainda ninguém se sentara; evidencia o entusiasmo dos discípulos, que acompanham o Mestre com aclamações festivas; e pode-se, provavelmente, imaginar que isso contagiou os adolescentes e os jovens da cidade, que se juntaram ao cortejo com os seus gritos. O próprio Jesus reconhece neste jubiloso acolhimento uma força irreprimível querida por Deus, respondendo assim aos fariseus escandalizados: «Eu vos digo, se eles se calarem, as pedras gritarão».”

“Mas este Jesus, cuja entrada na Cidade Santa estava prevista precisamente assim nas Escrituras, não é um iludido que apregoa ilusões, um profeta «new age», um vendedor de fumaça. Longe disso! É um Messias bem definido, com a fisionomia concreta do servo, o servo de Deus e do homem que caminha para a paixão; é o grande Padecente da dor humana”, frisou o Papa.

“Assim, enquanto festejamos o nosso Rei, pensemos nos sofrimentos que Ele deverá padecer nesta Semana. Pensemos nas calúnias, nos ultrajes, nas ciladas, nas traições, no abandono, no julgamento iníquo, nas pancadas, na flagelação, na coroa de espinhos… e, por fim, no caminho da cruz até à crucificação.”

“Ele tinha dito claramente aos seus discípulos: «Se alguém quer vir comigo, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga». Nunca prometeu honras nem sucessos. Os Evangelhos são claros. Sempre avisou os seus amigos de que a sua estrada era aquela: a vitória final passaria através da paixão e da cruz. E, para nós, vale o mesmo. Para seguir fielmente a Jesus, peçamos a graça de o fazer não por palavras mas com as obras, e ter a paciência de suportar a nossa cruz: não a recusar nem jogar fora, mas, com os olhos fixos n’Ele, aceitá-la e carregá-la a cada dia.”

“Este Jesus, que aceita ser aclamado, mesmo sabendo que O espera o «crucifica-o!», não nos pede para O contemplarmos apenas nos quadros, nas fotografias, ou nos vídeos que circulam na rede. Não. Está presente em muitos dos nossos irmãos e irmãs que hoje, sim hoje, padecem tribulações como Ele: sofrem com o trabalho de escravos, sofrem com os dramas familiares, as doenças… Sofrem por causa das guerras e do terrorismo, por causa dos interesses que se movem por trás das armas que não cessam de matar. Homens e mulheres enganados, violados na sua dignidade, descartados…. Jesus está neles, em cada um deles, e com aquele rosto desfigurado, com aquela voz rouca, pede para ser enxergado, reconhecido, amado.”

“Não há outro Jesus: é o mesmo que entrou em Jerusalém por entre o acenar de ramos de palmeira e oliveira. É o mesmo que foi pregado na cruz e morreu entre dois ladrões. Não temos outro Senhor para além d’Ele: Jesus, humilde Rei de justiça, misericórdia e paz.”

Por Radio Vaticano

“A cruz não é um ornamento, mas o Deus que se fez pecado”

“A salvação não provém somente da cruz, mas da cruz que é Deus feito carne, pois não há salvação nas ideias ou na boa vontade”. Foi o que recordou o Papa na homilia da missa matutina, na Casa Santa Marta. Francisco convidou a não carregar a cruz apenas como um símbolo de pertença, mas a olhar ao Crucificado, ao “Deus que se fez pecado” para receber a salvação.

No Evangelho do dia, por três vezes Jesus diz aos fariseus: “Morrereis nos vossos pecados”, porque tinham o coração fechado e não entendiam aquele mistério que o Senhor representava. ”Morrer no próprio pecado é algo ruim”, destacou o Papa. No diálogo com eles, Jesus então recorda: “Quando tiverdes elevado o Filho do Homem, então sabereis que eu sou, e que nada faço por mim mesmo”. Jesus se refere àquilo que aconteceu no deserto, narrado na Primeira Leitura, quando o povo que não podia suportar o caminho, “se afasta do Senhor” e “fala mal Dele e de Moisés”. Então chegam as serpentes que mordem e provocam a morte. O Senhor pede a Moisés que faça uma serpente de bronze e a coloque como sinal sobre uma haste: Quando alguém era mordido e olhava para a serpente de bronze, ficava curado. A serpente é o “símbolo do diabo”, “o pai da mentira”, “o pai do pecado, que fez a humanidade pecar”. E Jesus recorda: “Quando eu for elevado, todos virão a mim”. Este é o mistério da cruz, disse Francisco. “A serpente de bronze curava”, mas “era sinal de duas coisas: do pecado cometido pela serpente, de sua sedução, de sua astúcia; e também era sinal da cruz de Cristo. Era uma profecia”, explicou o Papa. Portanto, Jesus se “fez pecado”, como diz São Paulo, e tomou sobre si todas as sujeiras da humanidade, se fez elevar para que todas as pessoas feridas pelo pecado, olhassem para Ele. E quem não reconhecer naquele homem elevado “a força de Deus que se fez pecado para nos curar”, morrerá no próprio pecado:

“Não há salvação nas ideias, não há salvação na boa vontade, no desejo de ser bons… não. A única salvação está em Cristo crucificado, porque somente Ele, como a serpente de bronze, foi capaz de tomar para si todo o veneno do pecado e nos curar. Mas o que é a cruz para nós? Sim, é o sinal dos cristãos, é o símbolo dos cristãos. Nós fazemos o sinal da cruz, mas nem sempre o fazemos bem; porque não temos fé na cruz. Outras vezes, para algumas pessoas, é um distintivo de pertença: ‘Sim, eu uso uma cruz para mostrar que sou cristão’. É bom isso, mas não só como distintivo, como se fosse de um time, mas como memória daquele que se fez pecado”.

“Outros, ainda, usam a cruz como um ornamento; alguns usam cruzes com pedras preciosas, para se mostrar”, frisou Francisco:

“Deus disse a Moisés: Quem olhará para a serpente será curado”. Jesus diz a seus inimigos: “Quanto  tiverdes elevado o Filho do Homem, então sabereis que eu sou”. Quem não olha para a cruz assim, com fé, morrerá nos próprios pecados, não receberá a salvação”.

A Igreja propõe um diálogo com o mistério da cruz:

“Hoje, a Igreja nos propõe um diálogo com este mistério da cruz, com este Deus que se fez pecado por amor a mim. E cada um de nós pode dizer: “Por amor a mim”. E podemos pensar: Como eu uso a cruz? Como uma recordação? Quando faço o sinal da cruz tenho consciência do que faço? Como levo a cruz? Somente como um símbolo de pertença a um grupo religioso? Como uma decoração? Como uma joia, com pedras preciosas… de ouro? Aprendi a levá-la nas costas, aonde machuca? Cada um de nós, hoje, observe o Crucifixado, olhe para este Deus que se fez pecado para que nós não morramos nos nossos pecados e responda a estas perguntas que acabei de sugerir”.

Por Radio Vaticano

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Que a nossa fé esteja viva no Cristo vivo e ressuscitado, porque Ele traz vida plena a nós

“Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, mesmo que morra, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim, não morrerá jamais” (João 11, 25-26).

 Hoje, neste domingo da Quaresma, estamos acompanhando a ressurreição de Lázaro. É Jesus quem chega à casa de Lázaro, Marta e Maria, Seus amigos de Betânia, e fica muito entristecido com a morte do Seu amigo Lázaro.

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Não podemos negar que a morte causa tristeza em nós, causa uma dor profunda no nosso coração; afinal de contas, não nascemos para a morte, mas para a vida.

A morte, por mais fé que tenhamos, provoca uma inquietação no nosso coração, provoca dor e tristeza, mexe profundamente conosco. Tratando-se de entes queridos, pessoas tão queridas para nós, sabemos quantas marcas temos no coração por todas as vezes que tivemos que lidar com a morte de pessoas amigas e queridas.

Não temos nem cabeça para pensar na nossa própria morte, por mais que saibamos que é a realidade mais certa da vida, mas é uma realidade que não gostamos de encarar, ainda que saibamos que, no tempo certo, precisaremos encará-la.

O que Jesus faz hoje? Primeiro, uma grande catequese sobre o sentido da vida, mas não só a vida terrena como também a vida eterna, uma grande catequese que nos ensina que a morte não tem a palavra final.

A palavra eterna sobre a morte é a vida em Jesus, Ele é Senhor sobre a morte. Ele é o Senhor da morte e não o Senhor que dá a morte, é o Senhor que vence a morte, que está acima dela, porque, Ele é a ressurreição. “Eu sou a ressurreição e a vida!”. Por isso, todo aquele que crê e acredita n’Ele não está na morte.

O que Ele faz, hoje, ao ressuscitar Lázaro, é uma demonstração, uma antecipação, uma forma de nos explicar aquilo que acontecerá conosco de forma mais plena.

Jesus diz a Lázaro: “Lázaro, vem para fora!”. Lázaro veio para fora, voltou para a vida, mas ele vai morrer novamente, porque ainda não ressuscitou glorioso, ele voltou à vida.

Como alguém volta à vida? Acontece quando uma pessoa está internada, em coma, praticamente morta, e nós vemos tantos milagres acontecendo! Hoje, estamos testemunhando um grande milagre: o milagre de Lázaro ressuscitando.

Lázaro morre, mas hoje ressuscita ou ressurge, porque a ressurreição definitiva é a de Cristo, que logo iremos contemplar. Tudo isso é para nós uma catequese da vida, catequese da ressurreição, uma grande lição para nós e para o nosso coração, de que a morte não tem a palavra final na nossa vida e nosso coração.

Não deixe a morte ter a última palavra na sua vida, não deixe a morte trazer sentimentos de tristeza, de dúvida e inquietação, nem perturbar a sua fé. Que a nossa fé esteja viva no Cristo vivo e ressuscitado, porque Ele traz vida plena em nós, porque Ele é a ressurreição e a vida!

Deus abençoe você!

Por Padre Roger Araújo – Sacerdote da Comunidade Canção Nova

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