Especial Centenário de Fátima: Papa apresenta Fátima como manto de Luz sobre a humanidade.

O Papa Francisco afirmou hoje em Fátima que as aparições de 1917 na Cova da Iria foram um “manto de luz” sobre a humanidade, com uma mensagem de esperança.

“No crer e sentir de muitos peregrinos, se não mesmo de todos, Fátima é sobretudo este manto de Luz que nos cobre, aqui como em qualquer outro lugar da Terra quando nos refugiamos sob a proteção da Virgem Mãe”, realçou, na homilia da Missa a que presidiu no Santuário, perante centenas de milhares de pessoas.

Na Missa conclusiva da peregrinação internacional do 13 de maio, a primeira do centenário das aparições, o Papa quis agradecer “as bênçãos sem conta que o Céu concedeu nestes cem anos, passados sob o referido manto de Luz que Nossa Senhora, a partir deste esperançoso Portugal, estendeu sobre os quatro cantos da Terra”.

Francisco retomou um tema que tem marcado as suas intervenções, apresentando a Virgem Maria como “Mãe”.

“Uma «Senhora tão bonita»: comentavam entre si os videntes de Fátima a caminho de casa, naquele abençoado dia 13 de maio de há cem anos atrás”, declarou.

Segundo o Papa, a mensagem de Fátima quer alertar “para o risco do Inferno” para onde leva a vida “sem-Deus e profanando Deus nas suas criaturas”.

“Queridos peregrinos, temos Mãe. Temos Mãe! Agarrados a Ela como filhos, vivamos da esperança que assenta em Jesus”, apelou, provocando uma salva de palmas da assembleia.

Francisco apresentou o exemplo dos recém-canonizados São Francisco Marto e Santa Jacinta, “a quem a Virgem Maria introduziu no mar imenso da Luz de Deus e aí os levou a adorá-lo”.

“Daqui lhes vinha a força para superar contrariedades e sofrimentos”, acrescentou.

O Papa falou numa “presença divina” constante na vida dos novos santos, que se manifestou “na súplica instante pelos pecadores e no desejo permanente de estar junto a «Jesus Escondido» no Sacrário”.

O Papa Francisco está a realizar a sua primeira visita a Portugal, no contexto do centenário das aparições e da canonização dos pastorinhos Francisco e Jacinta Marto.

Infor: Agência Ecclesia

Reprodução: Portal Terra de Santa Cruz

ESPECIAL FÁTIMA 100 ANOS: A vida mística dos pastorinhos de Fátima, Francisco e Jacinta

Lúcia, Jacinta e Francisco eram, antes de 1916, crianças católicas do vilarejo de Aljustrel, na diocese de Leiria, Portugal. Brincavam como todas as crianças, gostavam de jogos e de dançar animados, enquanto pastoreavam as ovelhas da família. Viviam um catolicismo verdadeiro, porém como muitas crianças, limitavam-se ao mínimo necessário. Lúcia conta que às vezes, para que o terço passasse mais depressa, em vez de rezar as orações completas, limitavam-se a dizer: Pai Nosso, Ave Maria, Ave Maria, Ave Maria…. Ora, para que estas alminhas, inocentes e comuns, pudessem ter a honra de ver Nossa Senhora, um anjo lhes aparecerá por três vezes, fazendo dessas crianças verdadeiras almas de oração.

 Vamos acompanhar a transformação.

 Estamos em 1916.

 Na primavera deste ano (março ou abril), Lúcia, Jacinta e Francisco estavam na Loca do Cabeço pastoreando as ovelhas quando viram um ser luminoso vindo em sua direção. Ele tinha os traços de um rapaz de 14 a 15 anos. O anjo lhes disse:

«Não tenham medo. Rezem comigo».

 E num gesto de grande familiaridade e simplicidade, pôs-se ao lado das crianças e prostrando-se com o rosto por terra disse esta oração:

 «Meu Deus eu creio, adoro, espero e amo-Vos; peço-Vos perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam e Vos não amam.

 Orai assim; os Corações de Jesus e Maria estão atentos à voz das vossas súplicas» (2ª Memória).

 E o anjo desapareceu.

 Esta primeira aparição do anjo foi como uma aproximação do sobrenatural na vida das crianças. Servirá para familiariza-las com os seres e os costumes do céu: a adoração, os atos de fé, esperança e caridade, a reparação e o nome de Deus, deste Deus atento às suas súplicas. A própria Lúcia, na 4ª Memória, dirá que «Levados por um movimento sobrenatural, imitamo-lo e repetimos as palavras que o ouvimos pronunciar».

Nossos pastorinhos, doravante alunos do céu, sentirão imediatamente o peso da presença da vida sobrenatural. Passarão vários dias num estado de abatimento físico, de recolhimento, de um silêncio difícil de ser rompido e principalmente de paz interior.

«Acontece, porém, ainda depois de passado, ficar a vontade tão embebida e o entendimento tão absorto, que assim permanecem o dia todo e até vários dias…Quando volta a si, está com tão imensos lucros e tem em tão pouco as coisas da terra que todas lhe parecem cisco em comparação do que viu. Daí em diante vive muito penada, e tudo o que lhe costumava causar prazer não lhe infunde a menor consolação.» – Sta Tereza d’Avila, Castelo Interior, Sextas Moradas, cap. IV e V

 Tinham dificuldade de brincar, de falar e até mesmo de se mover. Daí em diante eles passarão várias horas em oração, prostrados como o amigo do céu, repetindo: Meu Deus eu creio, adoro, espero e vos amo…. Só muitos dias depois que este estado de alma diminuirá pouco a pouco.

 Eis como nos conta Lúcia, na 4ª Memória:

«A atmosfera do sobrenatural, que nos envolveu era tão intensa que quase não nos dávamos conta da própria existência, por um grande espaço de tempo, permanecendo na posição em que nos tinha deixado, repetindo sempre a mesma oração. A presença de Deus sentia-se tão intensa e íntima, que nem mesmo entre nós nos atrevíamos a falar. No dia seguinte, sentíamos o espírito ainda envolvido por essa atmosfera, que só muito lentamente foi desaparecendo. Nesta aparição, nenhum pensou em falar, nem em recomendar segredo. Ela de si o impôs. Era tão íntima, que não era fácil pronunciar sobre ela a menor palavra. Fez-nos talvez também maior impressão por ser a primeira assim manifesta».

 A segunda aparição foi no verão deste mesmo ano (julho ou agosto). Será a segunda lição de vida sobrenatural, centrada sobre o espírito de sacrifício. Após lhes dizer para rezar muito, o anjo acrescenta:

 – Os Corações Santíssimos de Jesus  e Maria têm sobre vós desígnios de misericórdia. E acrescenta: Oferecei constantemente ao Altíssimo orações e sacrifícios.

 – Como nos havemos de sacrificar? pergunta Lucia.

 – De tudo o que puderes oferecei a Deus sacrifício em ato de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido, e súplica pela conversão dos pecadores. Atraí, assim, sobre a vossa Pátria a Paz….sobretudo aceitai e suportai com submissão os sofrimento que o Senhor vos enviar.(2ª Memória)

Eis, então, que Deus pede a Lúcia e seus companheiros muito mais do que na primeira vez. É normal que eles tenham perguntado ao anjo como se sacrificar. Para crianças daquela idade a palavra sacrifício tem um sentido limitado, infantil. Deus queria que eles fossem além. Por isso o anjo lhes ensina a se sacrificar, e traz para eles algumas noções até então ignoradas: ato de reparação pelos pecados, súplica pela conversão dos pecadores, aceitação das cruzes que Deus nos envia.

 Que impressão causou esta nova lição do anjo, em suas almas? Lúcia nos conta:

«Estas palavras do Anjo gravaram-se em nosso espírito, como uma luz que nos fazia compreender quem era Deus; como nos amava e queria ser amado; o valor do sacrifício, e como ele lhe era agradável; como, por atenção a ele, convertia os pecadores. Por isso, desde esse momento começamos a oferecer ao Senhor tudo o que nos mortificava, mas sem discorrermos a procurar outras mortificações ou penitências, exceto a de passarmos horas seguidas prostrados por terra, repetindo a oração que o Anjo nos tinha ensinado». (4ª Memória)

Vemos neste texto a origem da grande mortificação das três crianças. Ela não nasceu de uma vontade mórbida qualquer, de um fanatismo fabricado pela imaginação; ela não lhes foi inspirada por nenhum sacerdote exagerado. A luz divina que invadiu suas almas as levou com mansidão e naturalidade a um conhecimento tal da vida divina, do olhar de Deus sobre nós, que eles não conseguiriam mais viver sem este espírito e prática do sacrifício reparador.

 É de se notar que os efeitos da primeira aparição limitam-se a um estado de alma por certa presença do sobrenatural. Nesta, trata-se de um verdadeiro conhecimento de Deus e de seu relacionamento com suas almas.

Por aí se vê que é impossível proceder da imaginação. Também não pode ser obra do demônio, pois não tem ele poder para apresentar coisas que tanta operação e paz e sossego e aproveitamento produzem na alma. Especialmente três são os frutos que deixa em subido grau.
Primeiro: conhecimento da grandeza de Deus, a qual se nos dá a entender na medida das luzes maiores que temos sobre Ele.
Segundo:  conhecimento próprio e humildade, ao ver como criatura tão baixa em comparação do Criador de tantas grandezas, ousou ofendê-lo; até mesmo não sabe como se atreve a por nele os olhos.
Terceiro: baixo apreço de todas as coisas da terra, com exceção das que lhe podem ser úteis para serviço de tão grande Deus. – Sta Tereza d’Avila, Castelo Interior, Sextas Moradas, cap. V

A terceira aparição do Anjo levará a formação espiritual das crianças a um ponto altíssimo, onde a própria comunhão eucarística marcará a Caridade que Deus lhes comunica.

Estavam eles numa gruta de difícil acesso, para rezar escondidos. Estavam assim, prostrados, repetindo a oração do Anjo: “Meu Deus eu creio, adoro…etc.”

«Não sei quantas vezes tínhamos repetido esta oração, quando vemos que sobre nós bilha uma luz desconhecida. Erguemo-nos para ver o que se passava, e vemos o Anjo, tendo na mão esquerda um cálice, sobre o qual está suspensa uma Hóstia, da qual caem algumas gotas de sangue dentro do cálice. O Anjo deixa suspenso no ar o cálice, ajoelha junto de nós e faz-nos repetir três vezes:

–         Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, ofereço-Vos o Preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-Vos a conversão dos pobres pecadores.

 Depois levanta-se, toma em suas mãos o cálice e a Hóstia. Dá-me a Sagrada Hóstia a mim, e o Sangue do cálice dividiu-O pela Jacinta e o Francisco, dizendo ao mesmo tempo: – Tomai e bebei o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, horrivelmente ultrajado pelos homens ingratos! Reparai os seus crimes e consolai o vosso Deus. E prostrando-se de novo em terra, repetiu conosco outras três vezes a mesma oração e desapareceu. Nós permanecemos  na mesma atitude, repetindo sempre as mesmas palavras, e quando nos erguemos vimos que era noite, e por isso horas de virmos para casa» (2ª Memória)

Na quarta Memória, Lúcia dá detalhes sobre as conseqüências desta última aparição do Anjo:

«A força da presença de Deus era tão intensa que nos absorvia e aniquilava quase por completo. Parecia privar-nos até do uso dos sentidos corporais por um grande espaço de tempo. Nesses dias, fazíamos as ações materiais como que levados por  esse mesmo ser sobrenatural que a isso nos impelia. A paz e felicidade que sentíamos era grande, mas só íntima, completamente concentrada a alma em Deus. O abatimento físico que nos prostrava também era grande».

Um pouco antes ela escrevia: «Na terceira aparição a presença do sobrenatural foi ainda muitíssimo mais intensa. Por vários dias nem mesmo o Francisco se atrevia a falar. Depois dizia: Gosto muito de ver o Anjo; mas o pior é que depois não somos capazes de nada! Eu nem andar podia! Não sei o que tinha».

Era tanto o abatimento espiritual e corporal, era tal o  êxtase dessas crianças, que nem viram a noite chegar: «Apesar de tudo, foi ele (Francisco) que se deu conta das proximidades da noite. Foi quem disso nos advertiu e quem pensou em conduzir o rebanho para casa».

Procurei citar toda a passagem das Memórias de Lúcia devido ao seu caráter eminentemente sobrenatural. É muito difícil ler estas palavras e dizer que tudo foi invenção. Os detalhes de vida espiritual são muito fortes. Já estavam as crianças levadas espiritualmente à oração constante e mortificada. O Anjo lhes ensina uma oração nova, onde destacamos:

–          a adoração à Santíssima Trindade
–          o oferecimento de Jesus na Sagrada Hóstia como reparação
–          o Imaculado Coração de Maria medianeira de todas as graças, participando dos méritos do Sagrado Coração.

 Lúcia conta que recebeu uma verdadeira hóstia. Jacinta recebe o Preciosíssimo Sangue sabendo que é a comunhão. Já Francisco não percebe de imediato que está comungando.

 Só passados alguns dias, quando conseguem falar novamente, é que o menino pergunta:

«O Anjo, a ti deu-te a Sagrada Comunhão; mas a mim e à Jacinta, que foi o que ele nos deu?!

Foi também a Sagrada Comunhão! respondeu a Jacinta numa alegria indizível. Não vês que era o Sangue que caía da Hóstia?!

 E Francisco diz então estas palavras, que são a prova da veracidade das graças com as quais Deus enchia estas almas infantis:

 «–Eu sentia que Deus estava em mim, mas não sabia como era!

 E prostrando-se por terra, permaneceu por largo tempo, com sua irmã, repetindo a oração do Anjo: Santíssima Trindade…etc.».

Aqui se lhe comunicam todas três Pessoas, e lhe falam, e lhe dão a compreender aquelas palavras do Senhor no Evangelho, quando disse que viria Ele com o Pai e o Espírito Santo a morarem na alma que o ama e guarda os seus mandamentos… E cada dia se admira mais esta alma, porque lhe parece que as Pessoas Divinas nunca mais se apartaram dela; antes, notoriamente vê que, do modo sobredito, as tem em seu interior, no mais íntimo, num abismo muito fundo; e não sabe dizer como é, porque não tem letras, mas sente em si esta divina companhia.  – Sta Tereza d’Avila, Castelo Interior, Sétimas Moradas, cap. I

 É no exemplo vivo desta criança que aprendemos o que muitos espirituais nos ensinam com palavras humanas e que nos torna difícil a compreensão do que seja a Santa Comunhão. Que extraordinária ação de graças fazem estas crianças, dias depois de receberem a comunhão, milagrosamente, das mãos de um Anjo, elevadas a um júbilo sobrenatural ao compreenderem que era Jesus escondido que os visitara.

 A lição estava dada, a formação espiritual alcançara um grau em que já era possível que elas entendessem profundamente as graças que a Mãe do Céu viria lhes dar.

 A história da vida de oração, da vida interior deles, apenas começava. E se foi com razão que disseram que o grande milagre de Lourdes foi a alma de Santa Bernadete, podemos dizer o mesmo destas três crianças, ou pelo menos das duas menores, visto que Lúcia ainda vive.

 As aparições de Nossa Senhora

 Chegamos ao dia 13 de maio de 1917.

 Comecemos pela descrição que Lúcia nos faz na sua 4ª Memória. Transcrevo-a toda para os que nunca a leram. As crianças viram um reflexo de luz no céu, como um relâmpago, e com medo de uma chuva, vão tocando as ovelhas em direção à casa, quando vêem um segundo clarão e, logo depois, uma senhora sobre uma carrasqueira «Vestida de branco, mais brilhante que o sol, espargindo luz mais clara e intensa que um copo de cristal cheio d’água cristalina, atravessado pelos raios do sol mais ardente…estávamos tão perto que ficávamos dento da luz que a cercava ou que ela espargia. Talvez a metro e meio de distância, mais ou menos». Esta proximidade com a luz  que dela saía tem sua importância pelo que virá.

 «– Não tenhais medo. Eu não vos faço mal.
– De onde é vossemecê? perguntei.
– Sou do Céu.
– E o que é que Vossemecê me quer?
– Vim para vos pedir que venhais aqui seis meses seguidos, no dia 13, a esta mesma hora. Depois vos direi quem sou e o que quero. Depois voltarei ainda aqui uma sétima vez.
– E eu também vou para o Céu? – Sim, vais.
– E a Jacinta?  – Também.
– E o Francisco? – Também, mas tem que rezar muitos Terços.»

Depois desta introdução, que segue com perguntas sobre as amigas de Lúcia já falecidas, Nossa Senhora dirá o que realmente quer das crianças, dizendo coisas parecidas com as palavras do Anjo, já conhecidas dos três. Não vemos aqui Nossa Senhora ensinando-os a rezar ou as crianças perguntando do que se trata. Tudo é claro e rápido:

– «Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser enviar-vos, em ato de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido, e de súplica pela conversão dos pecadores?
– Sim, queremos.
– Ide pois, ter muito que sofrer, mas a graça de Deus será o vosso conforto.

Dentro do nosso estudo das graças místicas das três crianças, temos os seguintes elementos nesta primeira aparição:
–          elas se encontram dentro da luz que emana da Virgem.
–          Nossa Senhora lhes pede sofrimentos e eles aceitam já sabendo do que se trata.
–          Ela confirma que sofrerão muito e terão o socorro especial da graça de Deus.

 O que segue, é a conseqüência disso:

«Foi ao pronunciar as últimas palavras que abriu pela primeira vez as mãos, comunicando-nos uma luz tão intensa, como que reflexo que delas expedia, que nos penetrava no peito e no mais íntimo da alma, fazendo-nos ver a nós mesmos em Deus, que era essa luz, mais claramente que nos vemos no melhor dos espelhos.»

 Estando dentro da luz que emana de Nossa Senhora elas vêem, das palmas das mãos da Senhora, brotar mais luz ainda. E essa nova luz penetra no íntimo de suas almas, dando-lhes  um conhecimento que uma simples criança não poderia ter: conhecimento de si mesmos em Deus que era aquela luz. Ora, isso é o que acontecerá conosco no céu. Durante alguns instantes, que não foram demorados, mas também não foram muito rápido, elas estiveram no céu. O que mais impressiona é que elas não tenham morrido de amor, passando do êxtase para a glória. O fato é que a terra, naquele momento desapareceu para eles:

«Então, por um impulso íntimo, também comunicado, caímos de joelhos e repetíamos intimamente: “Ó Santíssima Trindade, eu Vos adoro. Meu Deus, meu Deus, eu Vos amo no Santíssimo Sacramento”. Passados os primeiros momentos Nossa Senhora acrescentou: Rezem o Terço todos os dias, para alcançarem a paz para o mundo e o fim da guerra».

Nossa Senhora não repetiu para eles a oração. Ela brota da iluminação em que estão mergulhados. A Santíssima Trindade já era deles conhecida pela oração do Anjo, assim como o amor por Jesus escondido no Santíssimo Sacramento. Ambos lhes foram comunicados na terceira aparição do Anjo, quando as crianças comungam de suas mãos.

 É preciso compreender que o que há de mais rico e elevado nesta aparição de Nossa Senhora está escondido no coração das crianças: «Omnis glóriae filiae Regis ab intus – toda a glória da filha do Rei vem do interior» (Sl.44). E a Virgem Maria permanece ali, no silêncio das colinas de Fátima, rodeada por três inocentes criancinhas, mergulhadas num êxtase de amor. Quanto tempo ficou ali a Mãe de Deus? Ninguém sabe.

Na verdade, o que Nossa Senhora comunicou às almas das crianças naquele momento foi algo diferente das aparições do Anjo: «A aparição de Nossa Senhora veio de novo a concentrar-nos no sobrenatural, mas mais suavemente. Em vez daquele aniquilamento na Divina presença, que prostrava mesmo fisicamente, deixou-nos uma paz e alegria expansiva que nos não impedia falar, em seguida, de quanto se tinha passado.» (4ª Memória).

 E, de fato, os três falavam entre si com facilidade sobre o grande acontecimento. Jacinta será mesmo indiscreta, contando em casa o acontecido, o que será motivo de muito sofrimento e humilhações para os três.

«…foi ela que, não podendo conter em si tanto gozo, quebrou o nosso contrato de não dizer nada a ninguém. Quando, nesta mesma tarde, absorvidos pela surpresa, permanecíamos pensativos, a Jacinta, de vez em quando, exclamava com entusiasmo: Ai! que Senhora tão bonita!» (1ª Memória)

 E Francisco também expansivo:

 «Oh! Minha Nossa Senhora, terços rezo todos quantos Vós quiserdes!» E ainda: «Gostei muito de ver o Anjo; mas gostei ainda mais de Nossa Senhora. Do que gostei mais foi de ver a Nosso Senhor naquela luz que Nossa Senhora nos meteu no peito. Gosto tanto de Deus! Mas Ele está tão triste por causa de tantos pecados. Nós nunca havemos de fazer nenhum.»

 A vida dos pastores se transforma e seria muito longo nós comentarmos todas as impressionantes mortificações que eles farão, pela conversão dos pecadores, para que as almas não se percam no inferno, para consolar o Bom Deus já tão ofendido.

No entanto devemos marcar a vocação própria dos dois menores: Jacinta fica muito impressionada com o inferno, antes mesmo de terem a visão da terceira aparição; a pequenina pensa com freqüência nos pobres pecadores que sofrerão para sempre ali.

Francisco, o mais interior dos três, isola-se em oração, rezando o Terço, pensando sempre em consolar a Deus.

Mas as graças não param na primeira aparição. Suas almas ainda têm mais a aprender sobre Deus e sobre elas mesmas. E a lição de vida mística continuará na segunda aparição.

A Segunda Aparição: 13 de junho de 1917.

Tanto pelas palavras de Nossa Senhora quanto pela visão da luz que se irradia novamente de suas mãos, esta segunda aparição nos mostra a missão de cada uma delas e a  importantíssima revelação da devoção ao Imaculado Coração de Maria:

Queria pedir-lhe para nos levar para o Céu.
–  Sim, a Jacinta e o Francisco levo-os em breve. Mas tu ficas cá m ais algum tempo. Jesus quer servir-se de ti para Me fazer conhecer e amar. Ele quer estabelecer no mundo a devoção a Meu Imaculado Coração.
–  Fico cá sozinha? perguntei com pena.
–  Não filha. E tu sofres muito?! Não desanimes. Eu nunca te deixarei. O meu Imaculado Coração será o teu refúgio, e o caminho que te conduzirá até Deus.

Foi no momento em que disse estas últimas palavras que abriu as mãos e nos comunicou, pela segunda vez, o reflexo dessa luz imensa. Nela nos víamos como que submergidos em Deus. A Jacinta e o Francisco parecia estarem na parte dessa luz que se elevava para o Céu, e eu na que se espargia sobre a terra. À frente da palma da mão direita de Nossa Senhora estava um coração cercado de espinhos que parecia estarem-lhe cravados. Compreendemos que era o Imaculado Coração de Maria, ultrajado pelos pecados da humanidade, que queria reparação.» (4ª Memória)

 Esta visão sublime e tão importante foi como um segredo que eles conseguiram guardar, pois tratava-se da vida deles. Só em 1941, ao redigir estas Quartas Memórias, é que irmã Lúcia revelará ao mundo esta luz.

 Porém, o modo como Deus se serviu de seus inocentes amiguinhos para revelar ao mundo o Imaculado Coração de sua Mãe Santíssima é outra marca da grandeza dos acontecimentos de Fátima.

«Parece-me que neste dia, este reflexo teve por fim principal infundir em nós um conhecimento e amor especial para com o Coração Imaculado de Maria, assim como das outras duas vezes o teve, me parece, a respeito de Deus e do mistério da Santíssima Trindade.» (3ª Memória).

Vemos assim que não foi por causa da visão do Coração na palma da mão que os corações das crianças passaram a ter grande amor pelo Imaculado Coração, mas sim pela luz divina que lhes foi comunicada, com o conhecimento infuso da realidade de fé que se escondia por detrás daquela visão extraordinária. Devoção real, sólida, profunda, sem nada de sentimental. «Desde esse dia sentimos no coração um amor mais ardente pelo Coração Imaculado de Maria.A Jacinta dizia-me de vez em quando: “Aquela Senhora disse que o Seu Imaculado Coração será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá a Deus. Não gostas tanto? Eu gosto tanto do seu Coração. É tão bom!» E antes de ir para o hospital ela insistia com Lúcia para não ter medo de, chegada a hora, dizer ao mundo que Deus queria a devoção ao Imaculado Coração de Maria.

 Não sei se as longas citações das Memórias de Irmã Lúcia nos desvia das considerações de ordem espiritual, no sentido da vida mística das crianças. Mas tudo o que foi citado mostra as principais etapas e acontecimentos que foram formando e elevando as suas almas.

Assim é que, entre a segunda e a terceira aparição aconteceu um fato de grande importância para o que estamos a tratar. Lúcia passa por uma grande noite da Fé. Ela, cheia de dúvidas, achando que tudo aquilo pode ser do demônio, e os seus priminhos chorando e sofrendo por ver a prima naquele estado. Grandes purificações para grandes almas. Todos os esforços foram vãos para convencer a mais velha, que só foi ao encontro por ter sido arrancada de sua casa por um impulso mais forte do que ela, indo encontrar os dois pequenos chorando de joelhos em sua casa. E Francisco dirá depois como se comporta os santos diante das grandes decisões: «Credo! Aquela noite não dormi nada; passei-a toda a chorar e a rezar para que Nossa Senhora te fizesse ir!» (4ª Memória)

 Eles estavam, enfim, prontos para a grande revelação que Nossa Senhora queria lhes fazer.

A Terceira Aparição: 13 de julho de 1917.

A narrativa da terceira aparição nos afastaria do nosso assunto. Lembremos apenas que ela é o centro do conjunto de aparições e de fatos sobrenaturais que as três crianças assistiram:

– a visão do inferno para onde vão as almas dos pecadores
– o Imaculado Coração de Maria como remédio para salvar a humanidade desse inferno
– a Rússia, castigo para esse mundo pecador
– a terceira parte do segredo, que segundo testemunho de altas personalidades da Igreja, que a leram, fala da terrível crise de fé que assola o mundo e a Igreja desde o último Concílio.

O que mais nos interessa aqui é a impressão que lhes ficou da visão do inferno e das profecias ditas por Nossa Senhora: «Na terceira aparição, o Francisco pareceu ser o que menos se impressionou com a vista do Inferno, embora lhe causasse também uma sensação bastante grande. O que mais o impressionava ou absorvia era Deus, a Santíssima Trindade, nessa luz imensa que nos penetrava no mais íntimo da alma. Depois dizia: “Nós estávamos a arder naquela luz, que é Deus e não nos queimávamos! Como é Deus!…não se pode dizer! Isto sim, que a gente nunca pode dizer! Mas que pena Ele estar tão triste! Se eu O pudesse consolar!…» (4ª Memória)

 Esta elevada e bela afirmação vem se juntar a todas as outras que já fizemos da vida de Francisco Marto, onde sua alma de criança e de santo se desenha com tanta clareza, inundada desta graça de vida mística, de vida perdida em Deus.

Jacinta, ela, viverá até o fim com esta visão do inferno diante de si, como um aguilhão que lhe dará sempre mais forças para sofrer: «A vista do Inferno tinha-a horrorizado  a tal ponto que todas as penitências e mortificações lhe pareciam nada, para conseguir livrar de lá algumas almas… Algumas pessoas, mesmo piedosas, não querem falar às crianças do Inferno, para não as assustar; mas Deus não hesitou em mostrá-lo a três e uma de seis anos apenas, e que Ele sabia se havia de horrorizar a ponto de, quase me atrevia a dizer, de susto se definhar.

 Com freqüência se sentava no chão ou nalguma pedra e pensativa começava a dizer: “O inferno, o inferno! Que pena eu tenho das almas que vão para o inferno! E as pessoas lá, vivas, a arder como a lenha no fogo! E meio trêmula ajoelhava, de mãos postas, a rezar a oração que Nossa Senhora nos havia ensinado: “Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do Inferno, levai as alminhas todas para o Céu, principalmente as que mais precisarem”.» (3ª Memória)

Muitas graças extraordinárias são descritas por Lúcia sobre seus primos. A visão que Francisco tem de um demônio, como o que eles viram na visão do inferno, a visão que Jacinta tem do Papa, bi-locação, as profecias sobre as modas que ofenderão a Deus. Um pouco antes de sua morte, Nossa Senhora aparece para ela e lhe pergunta se ela aceita continuar a salvar as almas do inferno. Todas elas são confirmações, conseqüências da elevação a um alto grau de santidade operada pelo aprendizado do Céu, desde as aparições do Anjo até a morte das duas crianças. Mas voltemos ao dia 13 de julho:

Quando Nossa Senhora chega sobre a azinheira, Lúcia fica muda, em êxtase, diante dessa luz intensa, da qual ela tinha duvidado. Foi Jacinta que a alertou: fale pois ela já está falando com você. Lúcia, sempre discreta sobre as graças recebidas por ela própria ficará sempre com saudades do céu, e quando ela manifestava isso a eles, Jacinta lhe lembrava que o Imaculado Coração de Maria seria o seu refúgio. Sua missão quase profética de anunciar a revelação do Imaculado Coração de Maria parece, aliás, ter começado ainda no dia da última aparição. Eis o que nos conta o Dr. Carlos Mendes:

 «Quando o sol voltou ao normal, tomei Lúcia nos meus braços para leva-la até o caminho. Meus ombros foram assim o primeiro púlpito de onde ela pregou a mensagem que acabara de lhe confiar Nossa Senhora do Rosário. Com grande entusiasmo e Fé ela gritava: “Façam penitência, façam penitência! Nossa Senhora quer que façais penitência. Se fizerdes penitência a guerra acabará”. Ela parecia inspirada. Era impressionante ouvi-la. Sua voz tinha entoações como a voz de um grande profeta

A Continuação

Depois da morte de Francisco e Jacinta, Lúcia continuará recebendo muitas graças e procurando desempenhar seu papel de testemunha da vontade de Nossa Senhora. No dia 10 de dezembro de 1925, apareceu-lhe a Santíssima Virgem e ao lado, suspenso numa nuvem luminosa, um Menino. Nossa Senhora pôs sua mão no ombro da religiosa e mostrou-lhe na palma da outra mão, seu Coração cercado de espinhos. Disse o Menino: “Tem pena do coração de tua Santíssima Mãe, que está coberto de espinhos, que os homens ingratos a todos os momentos lhe cravam, sem haver quem faça um ato de reparação para os tirar.

E Nossa Senhora pede, então, que irmã Lúcia espalhe pelo mundo a devoção dos 5 Primeiros sábados do mês. A todos os que se confessarem, recebendo a Sagrada Comunhão, meditando nos quinze mistérios do Rosário, com o fim de desagravar ao Imaculado Coração de Maria, a boa Mãe do Céu promete assistir na hora da morte com todas as graças necessárias para a salvação. E mais tarde Nossa Senhora explicará porque pediu 5 sábados: porque são cinco as espécies de ofensas e blasfêmias proferidas contra o Imaculado Coração de Maria:

–          blasfêmias contra a Imaculada Conceição
–          contra sua Virgindade
–          contra a Maternidade divina, e recusa de recebe-la como Mãe
–          os que procuram infundir nos corações das crianças a indiferença, o desprezo e até  o ódio para com esta Imaculada Mãe.
–          os que a ultrajam em suas sagradas imagens.

Os grandes mistérios revelados e vividos pelas criancinhas de Fátima continuam, portanto, diante de nós, diante do mundo indiferente. Cabe a cada um de nós tomar a iniciativa de se entregar ao amor desta incomparável Mãe, que trouxe o Céu até a terra, nas terras de Portugal, para a nossa salvação. Que os bem-aventurados Francisco e Jacinta de Fátima intercedam por nós, para que nós estejamos à altura deste amor Maternal que Nossa Senhora quer nos comunicar. Rezemos o Terço todos os dias.

Infor: permanencia.org.br

Reprodução: Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização 

ESPECIAL FÁTIMA 100 ANOS: Entenda a importância dos Papas na propagação da mensagem de Fátima

A relação que cada Papa com as aparições de Nossa Senhora de Fátima foi fundamental para que a devoção se espalhasse mundo afora. Entenda:

Papa Francisco será o quarto pontífice a visitar Portugal, depois de Paulo VI (1967), João Paulo II (1982, 1991 e 2000) e Bento XVI (2010). A visita de Francisco, no centenário das aparições, confirma a ligação do papado ao santuário português, que começa a definir-se já em 1929, com a bênção de uma imagem de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, pelo Papa Pio XI, para a capela do Pontifício Colégio Português de Roma.

Entenda, nos vídeos, a relação que cada Papa teve com as aparições de Nossa Senhora de Fátima e como foram fundamentais para que a devoção se espalhasse mundo afora.

No contexto do centenário das aparições de Nossa Senhora de Fátima, Dom António Marto, bispo de Leiria-Fátima, e Dom Manuel Clemente, Patriarca de Lisboa, explicam como os Papa olharam a mensagem de Fátima.

frame_3_papas_em_fatima1536a30b_base

Resultado de imagem para Papas em Fátima

Resultado de imagem para Papas em Fátima
Papa Francisco – 12 e 13 de Maio 2017 – Fátima (Portugal)

Por Portal Canção Nova

Fotos: Rádio Vaticano e Reproduções Google 

Reprodução: Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização 

ESPECIAL FÁTIMA 100 ANOS: Criança curada por intercessão dos pastorinhos acompanhará a canonização em Fátima

A criança brasileira curada por intercessão dos Beatos Francisco e Jacinta Marto estará na canonização desses dois videntes da Virgem Maria, no dia 13 de maio, em Fátima, Portugal.

A informação foi confirmada pelo site oficial da visita do Papa Francisco a Fátima, segundo o qual, a criança que recebeu a cura milagrosa acompanhará a celebração junto com sua família.

“No dia 11 de maio, a família vai fazer uma declaração em Fátima sobre o milagre, estando disponível para falar com a Comunicação Social, assistindo, no dia 13, à canonização dos dois Pastorinhos”, informa o comunicado no site.

Entretanto, ressalta que “até lá, a família não vai dar entrevistas nem fazer declarações, por pretender que o seu testemunho seja feito no Santuário de Fátima”.

Explicam ainda que “a identidade da criança, por ser menor, e pormenores exatos da cura estão sob reserva, não podendo ser divulgados pela Postulação da Causa da Canonização dos Santos”.

O milagre reconhecido pelo Papa e que levará à canonização de Francisco e Jacinta, segundo a Rádio Vaticano, diz respeito a uma criança que ficou em coma após cair por acidente de uma janela de cerca de sete metros de altura e teve que ser operada.

Embora os médicos tenham previsto que a criança ficaria com graves sequelas por conta do traumatismo crânio-encefálico, três dias depois, recebeu alta e não ficou com qualquer dano.

O reconhecimento de um milagre realizado por sua intercessão depois da beatificação é um processo da competência da Congregação para a Causa dos Santos, regulado pela Constituição Apostólica Divinus Perfectionis Magister , promulgada pelo Papa São João Paulo II em 1983.

Uma comissão de teólogos analisou a decisão da comissão de peritos ou científica sobre o milagre e recomendou à Congregação a aceitação do mesmo.

Em seguida, o decreto da Congregação para a Causa dos Santos declarando como santos os dois beatos foi submetido à aprovação do Papa Francisco no dia 23 de março.

No último dia 20 de abril, durante o Consistório Ordinário Público para a Canonização dos Beatos, no Vaticano, o Pontífice confirmou que a canonização de Francisco e Jacinta será no dia 13 de maio, em Fátima.

Foto: Facebook Santuário de Fátima

Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização 

ESPECIAL FÁTIMA 100 ANOS: Este foi o milagre que levará à canonização dos Pastorinhos de Fátima

Lucas, um menino brasileiro, foi quem, aos 5 anos, recebeu a cura milagrosa por intercessão dos pastorinhos Francisco e Jacinta, após cair de uma janela e ficar em coma; uma história que foi contada pelos pais do menino curado.

ESPECIAL FÁTIMA 100 ANOS: A Virgem Maria não é uma “santinha” que dá favores baratos, diz Papa Francisco

No marco da vigília de oração pelos 100 anos das aparições da Virgem de Fátima, o Papa Francisco recordou aos fiéis reunidos no santuário mariano que Santa Maria é “Mestra de vida espiritual” e não uma “santinha” que outorga “favores a baixo preço”.

Já se passava das 21h (hora local) quando o Santo Padre chegou ao Santuário de Fátima e rezou em silêncio por cerca de quatro minutos. Em seguida, realizou a bênção das velas das centenas de milhares de pessoas reunidas no local.

Em sua oração, o Santo Padre pediu a Deus que, “por intercessão da Virgem Maria, que aqui se manifestou revestida de Tua luz, faça com que perseveremos na fé”.

Na mensagem que pronunciou pouco depois, o Santo Padre, citando Paulo VI, assegurou que “e queremos ser cristãos, devemos ser marianos” e disse que “sempre que rezamos o Terço, neste lugar bendito como em qualquer outro lugar, o Evangelho retoma o seu caminho na vida de cada um, das famílias, dos povos e do mundo”.

Francisco incentivou a ser “peregrinos com Maria”, mas questionou: “Qual Maria? Uma ‘Mestra de vida espiritual’, a primeira que seguiu Cristo pelo caminho ‘estreito’ da cruz dando-nos o exemplo, ou então uma Senhora ‘inatingível’ e, consequentemente, inimitável?”.

“A ‘Bendita por ter acreditado’ sempre e em todas as circunstâncias nas palavras divinas, ou então uma ‘Santinha’ a quem se recorre para obter favores a baixo preço?”.

O Papa insistiu no questionamento sobre se confiamos na “Virgem Maria do Evangelho venerada pela Igreja orante, ou uma esboçada por sensibilidades subjetivas que A veem segurando o braço justiceiro de Deus pronto a castigar: uma Maria melhor do que Cristo, visto como Juiz impiedoso; mais misericordiosa que o Cordeiro imolado por nós”.

O Santo Padre assinalou que “grande injustiça fazemos a Deus e à sua graça, quando se afirma em primeiro lugar que os pecados são punidos pelo seu julgamento, sem antepor – como mostra o Evangelho – que são perdoados pela sua misericórdia”.

“Devemos antepor a misericórdia ao julgamento e, em todo o caso, o julgamento de Deus será sempre feito à luz da sua misericórdia. Naturalmente a misericórdia de Deus não nega a justiça, porque Jesus tomou sobre Si as consequências do nosso pecado juntamente com a justa pena”.

Francisco destacou que em Santa Maria “vemos que a humildade e a ternura não são virtudes dos fracos mas dos fortes, que não precisam de maltratar os outros para se sentirem importantes”.

“Tomados pela mão da Virgem Mãe e sob o seu olhar, podemos cantar, com alegria, as misericórdias do Senhor. Podemos dizer-Lhe: A minha alma canta para Vós, Senhor”, assegurou.

O Papa destacou também que “nenhuma outra criatura viu brilhar sobre si a face de Deus” como Santa Maria, que “deu um rosto humano ao Filho do eterno Pai, podendo nós agora contemplá-Lo nos sucessivos momentos gozosos, luminosos, dolorosos e gloriosos da sua vida, que repassamos na recitação do Rosário”.

“Com Cristo e Maria, permaneçamos em Deus”, incentivou.

Concluindo sua mensagem, o Santo Padre presidiu a oração do Santo Terço em diversos idiomas, como português, árabe, espanhol, inglês e francês.

Infor: ACIDIGITAL 

Reprodução: Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização 

ESPECIAL FÁTIMA 100 ANOS: Na Capela das Aparições, Papa Francisco reza pelo mundo e pela paz

Francisco rezou diante da imagem de Nossa Senhora de Fátima e ofereceu a Rosa de Ouro, presente especial que os Papas oferecem em visitas marianas

Uma multidão acolheu o Papa Francisco na Cova da Iria, em Fátima, Portugal, nesta sexta-feira, 12. O local é significativo para a Igreja por ser onde Nossa Senhora apareceu às três crianças pastoras, há 100 anos.

O Santo Padre chegou em carro aberto e saudou os fiéis. Já na Capela das Aparições, rezou em silêncio, por alguns minutos, à frente da imagem de Nossa Senhora de Fátima. Em seguida, rezou em voz alta pedindo pelos sofrimentos do mundo.

“No mais íntimo do teu ser, no teu Imaculado Coração, vê as dores da família humana que geme e chora neste vale de lágrimas. No mais íntimo do teu ser, no teu Imaculado Coração, adorna-nos do fulgor de todas as joias da tua coroa e faz-nos peregrinos como peregrina foste Tu”, pediu.

“E assim seremos, como Tu, imagem da coluna luminosa que alumia os caminhos do mundo, a todos mostrando que Deus existe, que Deus está, que Deus habita no meio do seu povo, ontem, hoje e por toda a eternidade”.

A oração foi concluída com a consagração jubiliar rezada junto com os fiéis.

Depois, Francisco ofereceu a Nossa Senhora a Rosa de Ouro. Um presente que, na realidade, é de prata; uma distinção que os Papas fazem em visitas marianas. Uma exclusividade do Pontífice, desde o século IX.

É a segunda vez que um Papa entrega pessoalmente a Rosa de Ouro em Portugal. O primeiro foi Bento XVI, em 2010.

O momento oracional foi concluído com a bênção.

Francisco retornará à Capelinha das Aparições às 17h15 (horário de Brasília), para a oração do Terço e a bênção das velas. No sábado, 13, presidirá à Canonização de Francisco e Jacinta Marto.

Infor: Canção Nova e Rádio Vaticano

Foto: Reprodução CTV

Reprodução: Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização 

ESPECIAL FÁTIMA 100 ANOS: Todos os cristãos devem ser marianos, diz Papa Francisco em Fátima

Francisco abençoou as Velas e participou da oração do Terço na Capelinha das Aparições

Na noite desta sexta-feira, 12, primeiro dia da Peregrinação do Papa Francisco ao Santuário de Fátima, em Portugal, o Santo Padre abençoou as velas na Capelinha das Aparições e recitou o terço com a multidão presente em Fátima para as comemorações do Centenário das Aparições.

Desde já desejo assegurar aos que estão unidos a mim, aqui ou em qualquer outro lugar, que os tenho todos no coração. Sinto que Jesus lhes confiou a mim e, a todos, abraço e confio a Jesus, ‘principalmente os que mais precisam», como Nossa Senhora nos ensinou a rezar”, disse o Pontífice em seu discurso.

Francisco destacou que sempre que o Terço é rezado, seja em Fátima ou em qualquer outro lugar, o Evangelho retoma o seu caminho na vida de cada um, das famílias, dos povos e do mundo.

“Se queremos ser cristãos, devemos ser marianos; isto é, devemos reconhecer a relação essencial, vital e providencial que une Nossa Senhora a Jesus e que nos abre o caminho que leva a Ele”, enfatizou o Santo Padre.

Francisco afirmou ainda que “devemos antepor a misericórdia ao julgamento e, em todo o caso, o julgamento de Deus será sempre feito à luz da sua misericórdia”.

O Papa disse ainda que sempre que as pessoas olham para Maria, voltam a acreditar na força revolucionária da ternura e do carinho. “Nela vemos que a humildade e a ternura não são virtudes dos fracos mas dos fortes, que não precisam maltratar os outros para se sentirem importantes. Esta dinâmica de justiça e de ternura, de contemplação e de caminho ao encontro dos outros é aquilo que faz d’Ela um modelo eclesial para a evangelização. Possamos, com Maria, ser sinal e sacramento da misericórdia de Deus que perdoa sempre, perdoa tudo.”

Após o discurso, Francisco acompanhou a oração do terço, e em seguida, recolheu-se à Casa do Carmo, onde pernoita.

Neste domingo, 13, último dia da visita do Papa a Portugal, o Santo Padre preside a Cerimônia de Canonização dos Pastorinhos Francisco e Jacinta, em unidade com as celebrações do centenário das aparições de Fátima.

Por Rádio Vaticano e Site oficial de Fátima

Foto: papa2017.fatima.pt

 

No coração do século XX- A mensagem de Fátima

Em 1917, de 13 de maio a 13 de outubro, nos campos em volta da aldeia portuguesa de Fátima a Virgem Maria apareceu seis vezes a três pastorinhos, Lúcia, Francisco e Jacinta, apresentando-se com o rosário nas mãos e identificando-se como Nossa Senhora do rosário. A virgem desceu do céu para falar com as três crianças a fim de transmitir uma fervorosa mensagem à humanidade inteira, no início de um século trágico.

Nota peculiar das aparições de Fátima é estar entre as mais proféticas, porque predisseram as desventuras que incumbiam sobre a humanidade. As aparições marianas são sempre uma manifestação da solicitude materna de Nossa Senhora em relação a nós; são um sinal da sua proximidade aos nossos problemas, às nossas preocupações e às nossas dificuldades; são um apelo a seguir o caminho do bem; e são também expressão do desejo da Mãe de Deus de socorrer a nós, mulheres e homens, envolvidos aqui na terra na luta contra as forças do mal, para nos ajudar a resistir aos perigos que ameaçam a fé e a vida cristã.

A Igreja considera as aparições e as visões como pertencentes à esfera privada, porque nada acrescentam de essencial a quanto já conhecemos, graças à revelação pública contida na Sagrada Escritura e na Tradição. Por esta razão a Igreja nunca relacionou a fé com estas manifestações, mas limitou-se a permitir oficialmente o seu culto e nalguns casos, como este de Fátima, a encorajá-lo e apoiá-lo com gestos significativos, entre os quais a peregrinação ao santuário português de quarto Papas.

As aparições marianas são importantes, porque constituem uma ajuda para descobrir melhor a vontade de Deus em relação a nós e um apelo a amar a Deus e a viver, nas várias conjunturas da história, a vida cristã com coerência, observando os dez mandamentos. Portanto, a mensagem que vem de Fátima é de grande relevo espiritual. Ligada ao contexto histórico dos nossos tempos, pode ser sintetizada em três palavras: oração, penitência, conversão do coração. Com efeito, é uma exortação à oração como via para a salvação das almas; um apelo a mudar o estilo de vida; uma chamada a reparar os pecados com a penitência; um convite a santificar-se e a rezar pela conversão de quantos se encontram no caminho do pecado e do mal. Nossa Senhora indicou também a devoção ao seu coração imaculado como caminho que conduz a Cristo e refúgio nas adversidades.

O conteúdo destes apelos da Virgem está profundamente enraizado no Evangelho, por conseguinte poderíamos afirmar que Fátima é escola de fé e de coerência evangélica, onde a mestra é Maria. Nota caraterística da sua mensagem é que se coloca no centro das preocupações e dos trágicos acontecimentos do século passado, atormentado por duas guerras mundiais, com inúmeras vítimas e destruições, e duas ditaduras: o nazismo, ao qual se uniu o fascismo, e o comunismo soviético, que durou setenta anos. Sistemas ideológicos que causaram atrozes sofrimentos a milhões de pessoas, porque espezinharam os direitos humanos, perseguindo os cristãos e visando desenraizar Deus do coração humano. A luta contra Deus foi realmente grande.

Nossa Senhora de Fátima, adaptando-se à capacidade intelectual dos três pastorinhos, recorrendo a imagens que eles podiam compreender, fez referência às duas guerras mundiais: uma que estava para acabar e outra que teria se desencadeado um pouco mais tarde, ainda mais espantosa. Além disso, numa impressionante visão, cujo conteúdo foi dado publicamente a conhecer só no ano 2000, fez entrever aos três pastorinhos os danos imensos que o regime da União Soviética, mediante a propagação do ateísmo e a perseguição da fé cristã, teria causado à humanidade, espalhando os seus horrores pelo mundo e fazendo pagar a muitos cristãos, inclusive com o sacrifício da vida, o apego à sua fé.

Agora, depois de se ter tornado pública, por desejo de João Paulo II, também a terceira parte do chamado segredo de Fátima, sabemos que a supracitada visão continha também a previsão que a luta contra Deus e contra a Igreja teria chegado ao ponto de querer matar o Papa. De facto, a 13 de maio de 1981 – 13 de maio! – ocorreu o atentado contra o Pontífice. Mas, como declarou o próprio João Paulo II, a mão de Nossa Senhora guiou a trajetória da bala de modo que o Papa pudesse sobreviver. Aquela bala está agora engastada na coroa da estátua de Maria em Fátima. Em seguida, pondo em prática fielmente o pedido da Virgem, no dia 25 de março de 1984, o Pontífice consagrou o mundo, em particular a Rússia, ao coração de Maria em união com os bispos do mundo inteiro. E no que diz respeito ao chamado segredo parece supérfluo realçar que já foi publicado tudo.

Os factos aos quais se refere o segredo de Fátima dizem respeito a vicissitudes que já pertencem ao passado, mas a sua mensagem conserva o seu pleno vigor também para as mulheres e os homens do nosso tempo, e é de grande atualidade e importância para a época que estamos a viver. Os seus apelos dirigem-se também a nós, porque repropõem à Igreja e ao mundo moderno os valores eternos do Evangelho. A mensagem de Fátima orienta para o coração do Evangelho, indica-nos o caminho que leva para o céu e quer fazer crescer no mundo a devoção a Nossa Senhora, mãe bondosa que nos conduz a Cristo, nosso divino salvador, apoiando-nos e encorajando-nos a fazer a vontade de Deus.

Grande é a luz que provém de Fátima. Recordar aquelas aparições ajuda a compreender melhor a presença providencial de Deus nas vicissitudes humanas e convida-nos a olhar para o futuro com esperança, não obstante as provações e as tragédias do nosso tempo, confiantes de que o mal não prevalecerá. Com efeito, Nossa Senhora garantiu-nos: «Por fim, o meu imaculado coração triunfará». Portanto, de Fátima chega a nós uma mensagem de esperança, de salvação e de paz, com um pelo a pôr Deus no centro da nossa vida.

Giovanni Battista http://www.news.va

 Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização

ESPECIAL FÁTIMA 100 ANOS: FÁTIMA PREPARA-SE PARA CANONIZAÇÃO DE JACINTA E FRANCISCO

O Papa Francisco irá como peregrino ao Santuário de Fátima, por ocasião dos festejos dos 100 anos das aparições da Virgem Maria aos três pastorinhos.

O Pontífice partirá do Aeroporto Fiumicino, em Roma, às 14 horas de sexta-feira (hora italiana), devendo chegar às 16h20 (hora portuguesa) na Base Aérea de Monte Real.

No sábado, dia 13 de maio, preside a Missa com o rito de canonização de Jacinta e Francisco Marto, a partir das 5h50 de Brasília.

santos_pastorinhos2017
Imagens oficiais dos novos santos da Igreja

18342124_1270355019739209_2833885258262390809_n  18342230_1270355009739210_4519889645214313120_n

As duas crianças, as mais novas dos videntes de Fátima, vão tornar-se a 13 de maio os mais jovens santos não-mártires na história da Igreja Católica, 17 anos após a sua beatificação, também na Cova da Iria,

O antigo prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, que acompanhou este processo, recorda que antes da beatificação dos pastorinhos de Fátima, em 2010, a Igreja acreditava que as crianças, devido à sua idade, “ainda não tinham a capacidade de praticar em grau heroico as virtudes cristãs”.

“Eu aqui fiz uma revolução, porque estava convencido de que o Francisco e a Jacinta praticaram as virtudes cristãs que talvez não tenham os adultos”. Dom José Saraiva Martins.

O cardeal dá como exemplo a atitude dos pastorinhos durante os interrogatórios de agosto de 1917, nos quais se mostraram prontos a morrer, recusando mentir.

“Preferir morrer a dizer uma mentira: gostaria de saber quantos adultos teriam esta heroicidade”, realça Dom José

A causa de canonização dos pastorinhos contou, ao longo dos anos, com o apoio de fiéis e responsáveis da Igreja em todo o mundo, que escreveram ao Vaticano para solicitar que o mesmo avançasse.

Foi no pontificado de João Paulo II que se decidiu analisar, com a ajuda de peritos – teólogos, psicólogos, pedagogos – a possibilidade de beatificar crianças que morreram aos 10 e 9 anos, superando a oposição existente.

O processo começou há mais de meio século, já após a trasladação dos restos mortais de Francisco e Jacinta Marto para a Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima.

A 30 de abril de 1952, D. José Alves Correia da Silva, bispo de Leiria, procedeu à abertura dos dois processos diocesanos sobre a vida, virtudes e fama de santidade de Francisco e de Jacinta, que contou com 140 sessões e 52 testemunhos.

Esta fase diocesana só seria encerrada em 1979, seguindo então para o Vaticano, onde em 1989 o Papa João Paulo II assinou o decreto de heroicidade das virtudes do Francisco e da Jacinta

“Os decretos das virtudes dos irmãos Marto, e a consequente concessão do título de veneráveis, representam um momento verdadeiramente significativo para a História da Igreja, na medida em que, pela primeira vez, e depois de um longo período de reflexão teológica iniciada precisamente em resposta à Causa dos dois pastorinhos de Fátima, é reconhecida a heroicidade das virtudes e a maturidade de fé de crianças não-mártires, abrindo assim o precedente para que a santidade das crianças seja reconhecida”, refere uma nota do Santuário de Fátima.

Após esta decisão, seguiu-se o necessário reconhecimento de milagres atribuídos à intercessão dos pastorinhos, que levaram à sua beatificação e, agora, canonização, alargando o seu culto para o âmbito universal, na Igreja Católica.

Informações- AGÊNCIA ECCLESIA / RADIO VATICANO 

Fotos: Radio Vaticano 

Por Portal Terra de Santa Cruz 

Valorize os talentos que Deus te deu

No Evangelho de Mateus, capítulo 25, encontramos a conhecida parábola dos talentos. O senhor chama seus servos e lhes entrega seus bens para que, em sua ausência, não fiquem sem cuidado. É interessante que Ele não dá quantidades iguais a cada servo, mas “a cada um de acordo com a sua capacidade”. Hoje em dia, isso pode parecer estranho, alguns poderiam até falar em discriminação. Será que Deus me ama menos porque me criou com menos capacidades? Talvez, o ponto central da questão aqui não está exatamente em Deus.

Desde um ponto de vista meramente humano, podemos ver que os próprios homens valorizam mais alguns talentos que outros. Monetariamente falando, podemos dizer que aqui no Brasil um jogador de futebol é mais valorizado que um jogador de vôlei, ou que, algumas carreiras profissionais são mais valorizadas que outras. A nossa sociedade (E não Deus) criou alguns padrões de valorização que quase obrigam as pessoas, especialmente os jovens, a tomarem decisões sem levar em consideração quem realmente são, mas sucumbindo à tentação de encaixar-se no modelo, buscando essa valorização.

Se voltamos agora à passagem de Marcos, chama a atenção que os servos não se voltem uns para os outros e se digam: “Porque você recebeu mais do que eu?; “Eu sou mais capaz que você e recebi menos talentos”; “O senhor não confia em mim”; “Não acho justa essa divisão”. E se a escritura não entra nesse mérito é porque essa não é a mensagem central. Qual é, então, a mensagem central? Que Deus, a quem conhecemos por um Pai amoroso, sábio e misericordioso, conhece quem somos e reparte seus dons da melhor maneira. E que espera de nós, que recebemos esses dons, que os trabalhemos com esmero para dar frutos.

Todas as demais perguntas surgem de uma visão não cristã da realidade que, infelizmente, é predominante em nossa sociedade e que não poucas vezes se infiltra no meio católico, na mentalidade das pessoas que estão buscando viver uma vida de fé. Um exemplo que pode deixar mais claro do que estamos falando é o de Nossa Senhora. Sabemos que ela recebeu dons extraordinários, para começar, o da Imaculada Conceição, depois, o de ser a Mãe do Senhor e por aí poderíamos continuar com vários outros. Mas não é muito comum que nos perguntemos porque ela recebeu tantos e eu tão poucos dons? Não costumamos ter inveja dos seus talentos, pelo contrário, louvamos a Deus por eles. Porque o mesmo não acontece com o irmão que está do meu lado?

Será que a inveja (Tristeza ao me deparar que o outro tem mais dons, ou dons mais valorizados) ou a frustração (Tristeza ao perceber que eu não estou à altura dos talentos que o mundo valoriza) que sentimos não é fruto de uma visão mundana de quem somos? Uma visão que diminui o valor da pessoa de acordo com aquilo que ela possui? Será que experimentaríamos o mesmo se percebêssemos que o valor do meu irmão, assim como o meu, está em que Deus deu a sua vida por nós? Independentemente do que sejamos capazes ou não de fazer, da quantidade de dons e talentos que recebamos, é certo que os recebemos das mãos de Deus e por isso são muito bons e Ele espera que tenhamos uma boa atitude em relação a eles.

Essa parábola dos talentos, nesse sentido, é um chamado à conversão. A olhar com valentia os muitos, ou muito poucos talentos que Deus nos deu e coloca-los a serviço do seu Reino, sem deixar que o mundo nos diga que valemos mais ou menos por eles. Todas as vezes que se infiltra uma mentalidade mundana no cristão, surgem conflitos que não deveriam existir e por isso é preciso estar atento. E se as capacidades dos homens são diferentes, único é o destino a qual somos chamados: Viver eternamente junto a Ele no Céu.

Ir. João Antônio – Jovens de Maria

Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização

10 anos da Visita de Bento XVI – Jovem, lembra o que o Papa disse a você no Pacaembu?

Você pode não se recordar, mas o Papa Bento XVI durante a passagem pelo Brasil deixou uma mensagem muito latente para a juventude. Depois de 10 anos, as palavras do Santo Padre no Pacaembu, no encontro com 40 mil jovens de todo o país, ainda se fazem atuais. Talvez você não fosse jovem ainda naquela época ou não lembra ao certo o que foi dito pelo Papa. Então, recordamos alguns dos trechos desse momento singular para a juventude no Brasil.

Nas primeiras palavras, Bento já começou a conquistar os jovens. Ele disse que havia desejado ardentemente encontrar-se com a juventude na primeira viagem à América Latina. “Ontem pela tarde, ao sobrevoar o território brasileiro, pensava já neste nosso encontro no Estádio do Pacaembu, com o desejo de dar um grande abraço bem brasileiro a todos vós”. Depois dessas palavras, não tinha como não amar o Santo Padre.

Mas ele não disse só isso, não! Ele fez o apelo aos jovens para que não desperdiçassem a juventude e que não tentassem fugir dela. E pediu para que vivamos intensamente, nos consagrando aos elevados ideais da fé e da solidariedade humana.

“Vós, jovens, não sois apenas o futuro da Igreja e da humanidade, como uma espécie de fuga do presente. Pelo contrário: vós sois o presente jovem da Igreja e da humanidade. Sois seu rosto jovem. A Igreja precisa de vós, como jovens, para manifestar ao mundo o rosto de Jesus Cristo, que se desenha na comunidade cristã. Sem o rosto jovem a Igreja se apresentaria desfigurada”.

Por último, ele nos lembrou de que Cristo nos chama para sermos santos e que Ele quer andar conosco, para animar com nosso espírito os passos do Brasil neste início do terceiro milênio da era cristã. Ele encerrou pedindo que Senhora Aparecida nos conduzisse, com seu auxílio materno e nos acompanhasse ao longo da vida.

Uma década depois, vemos o quão atual são as palavras de Bento. E, depois dessas palavras fica o questionamento: O que estamos fazendo para ser essa juventude que o Santo Padre tanto almejou?

Allan Ribeiro – Jovens de Maria

Foto: Sérgio Andrade/Governo do Estado de São Paulo

Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização

Nomeados três novos bispos no Brasil

A Igreja no Brasil recebe esta quarta-feira (10/05) três novos bispos.

Aceitando a renúncia apresentada por Dom José Haring, O.F.M., o Papa nomeou para a Diocese de Limoeiro do Norte (CE), o Pe. André Vital Félix da Silva, S.C.I., que até agora era Conselheiro Provincial da Província Brasil Recife dos Sacerdotes do Sagrado Coração de Jesus (Dehonianos).

Dom André é pernambucano nascido em 1965 em Recife, onde estudou Filosofia. Cursou Teologia em Olinda e em Roma, obteve o mestrado em Teologia Bíblica na Pontifícia Universidade Gregoriana.

Ordenado em 1986, foi vigário paroquial, formador, administrador paroquial, vice-provincial e membro da Comissão Dehoniana de Teologia da América Latina.

Para a Diocese de São Luiz de Cáceres (MT), Francisco escolheu o Pe. Jacy Diniz Rocha, que até o momento era pároco de Santo Antônio de Coluna e coordenador diocesano de pastoral da diocese de Guanhães (MG).

Dom Jacy Diniz Rocha nasceu em 1958 em São João Evangelista (MG), estudou Filosofia em Brasília e Teologia em Brasília, Barra (BA)e Belo Horizonte. Foi ordenado em 1984 e incardinado em Barreiras (BA). Em 2003 foi transferido para Guanhães, onde foi administrador apostólico, pároco, responsável e professor de agentes de pastoral e membro do Conselho Presbiteral e do Colégio de Consultores.

Já a Arquidiocese de Niterói (RJ) recebe um bispo auxiliar: Pe. Luiz Antônio Lopes Ricci, que provém do clero da Diocese de Bauru (SP), onde é pároco de “São Cristóvão”.

Dom Luiz Antônio Lopes Ricci é de 1966, nativo de Bauru. Estudou Filosofia e Teologia em Marília (SP) e em Roma, na Academia Alfonsiana, obteve mestrado e doutorado em Teologia Moral. Em seguida, frequentou o pós-doutorado em Bioética no Centro Universitário “São Camilo” em São Paulo.

Ordenado sacerdote em 1997, foi incardinado em Bauru, tendo sido reitor do Seminário Provincial de Marília; administrador paroquial em Cabrália Paulista e Piratininga (SP); assistente espiritual do Movimento “Encontro de Casais com Cristo”; coordenador diocesano de pastoral; professor da Faculdade João Paulo II em Marília; vigário-geral; membro do Conselho presbiteral e do Colégio de Consultores.

Desde 2016 é Diretor da Faculdade João Paulo II em Marília.

Info: CNBB

Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização

Representante da Santa Sede avalia locais para sediar eventos da JMJ no Panamá

Como parte das atividades que marcam o início dos atos da Jornada Mundial da Juventude de 2019, a ser realizada na República do Panamá, o Presidente Juan Carlos Varela recebeu na quinta-feira (4/5) o Comandante da  Gendarmaria do Vaticano, Dr. Domenico Giani.

O representante vaticano está no país, para avaliar possíveis locais que poderão sediar os eventos deste megaencontro internacional.

O mandatário assegurou ao Comandate da Gendarmaria que o Estado panamenho dará todo apoio necessário para garantir o bom êxito da JMJ 2019, especialmente nas áreas de logística, segurança,  proteção civil e saúde.

O Comandate Giani, por sua vez, manifestou ao Presidente o interesse da Santa Sé em coordenar junto aos organizadores e autoridades locais, todos os pormenores do encontro, que reunirá jovens de todo o mundo.

Como parte de sua visita de três dias no Panamá, o Dr. Giani reuniu-se ainda com os responsáveis pelos serviços de segurança do país, para coordenar tudo o que diz respeito ao encontro que se realizará entre os dias 22 e 27 de janeiro de 2019.

Info: Rádio Vaticano 

Portal Terra de Santa Cruz- A serviço da Evangelização 

Logotipo da JMJ 2019 será apresentado no Panamá em 14 de maio

O logotipo oficial da Jornada Mundial da Juventude, a ser realizada em janeiro de 2019 no Panamá, será divulgado no domingo, 14 de maio.

A Igreja panamenha apresentará o logotipo durante o 47º Encontro Eucarístico que se realizará durante todo o dia na Arena Roberto Durán.

Segundo Dom José Domingo Ulloa, durante o evento os jovens panamenhos também apresentarão a Cruz Peregrina, que chegará no sábado ao Panamá.

Para recebê-la, está programada uma Vigília até o amanhecer do domingo, quando inicia o Encontro Eucarístico.

A Arquidiocese do Panamá fez um chamado desde o mês de fevereiro para a criação do logotipo e do hino deste evento, que deverá reunir milhares de jovens.

Na última semana, o Governo criou uma Comissão de apoio, formada por várias instituições que destinarão parte de seu tempo e pessoal às atividades de logística e organização da JMJ.

Info:Rádio Vaticano 

Portal Terra de Santa Cruz- A serviço da Evangelização

Portal criado para evangelização e informação com conteúdos de entretenimento, liturgia, notícias, oração e leitura. Somos independentes. Nosso trabalho é evangelizar independente da nossa localização. Aqui divulgamos a Igreja de maneira geral. Estamos a serviço da evangelização. Nosso objetivo é levar a mensagem Jesus Cristo através de artigos, notícias, formação, música e liturgia. Estamos a SERVIÇO DA EVANGELIZAÇÃO.

%d blogueiros gostam disto: