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Série – Doutrina Social da Igreja – Capítulo 2- O Bem comum e a Subsidiariedade.

Os direitos humanos, o bem comum, a vida social, o desenvolvimento, a justiça, a família, o trabalho, a economia, a política, a comunidade internacional, o meio ambiente, a paz. Todos esses são campos sobre os quais a Igreja dirige a sua reflexão no contexto da doutrina social.

Todo homem é um ser aberto à relação com os outros na sociedade. Para assegurar o seu bem pessoal e familiar, cada pessoa é chamada a realizar-se plenamente, promovendo o desenvolvimento e o bem da própria sociedade. Assim, a pessoa é o centro do ensinamento social católico. Qualquer conteúdo da doutrina social encontra seu fundamento na dignidade da pessoa humana. Outros princípios básicos do ensinamento social são: o bem comum, a subsidiariedade e a solidariedade.

A Dignidade da pessoa humana

A Igreja não pensa em primeiro lugar no Estado, no partido ou no grupo étnico. Pensa na pessoa como ser único e irrepetível, criado à imagem de Deus. Uma sociedade só será justa se souber respeitar a dignidade de cada pessoa. Portanto, a ordem social e o progresso devem ordenar-se segundo o bem das pessoas, pois a organização das coisas deve subordinar-se à ordem das pessoas e não o contrário (Gaudium et spes, 26).

O respeito à dignidade humana passa necessariamente por considerar o próximo como outro eu, sem excetuar ninguém. A vida do outro deve ser levada em consideração, assim como os meios necessários para mantê-la dignamente. Assim, o conteúdo da doutrina social é universal, pois considera a dignidade de cada pessoa como inalienável, única e necessária para construir o bem de todos.

O Bem comum

O bem comum é o “conjunto das condições da vida social que permitem, tanto aos grupos como a cada membro, alcançar mais plena e facilmente a própria perfeição” (GS, 26). Não se trata de simples soma dos bens particulares de cada sujeito. É um bem indivisível, porque somente juntos se pode alcançá-lo, aumenta-lo e conservá-lo (CDSI, 164).

Para se colocar autenticamente ao serviço do ser humano, a sociedade deve colocar como meta o bem comum, enquanto bem de todos os homens e do homem todo (CIC, 1912).

O bem comum refere-se, por exemplo, a serviços essenciais ao ser humano: acesso a alimentação, habitação, trabalho, educação, cultura, transporte, saúde, informação, liberdade. Implica também o empenho pela paz, a organização dos poderes do Estado, um sólido ordenamento jurídico, a proteção do meio ambiente.

A Subsidiariedade

O princípio da subsidiariedade indica que, na sociedade, as instituições e organismos de ordem superior devem se colocar em atitude de ajuda (‘subsidium’) – e, portanto, de apoio, promoção e incremento – em relação às menores (CDSI, 186). Por nível superior se entende aquelas que são mais gerais (por exemplo, o governo federal em relação aos governos regionais e estes em relação aos municipais) e os organismos estatais em relação às organizações não-governamentais. É importante notar que o princípio da subsidiariedade inverte a lógica dos governos muito centralizadores e assistencialistas. Para estes governos, o Estado deve organizar e controlar os serviços sociais e as organizações não governamentais apenas o ajudam nesta tarefa. Pelo princípio da subsidiariedade, as pessoas, ao se organizarem, devem procurar, a partir de sua história, de seus valores e princípios, as melhores soluções para seus problemas e o Estado deve ajuda-las a viabilizar estas soluções na busca do bem comum.

O objetivo fundamental deste princípio é garantir o protagonismo da pessoa na sua vida pessoal e social. Ele protege as pessoas dos abusos das instâncias sociais superiores – por exemplo, do Estado – e solicita que as instâncias superiores ajudem os indivíduos e grupos intermediários a desempenhar suas próprias funções (CDSI, 187).

Texto: Aleteia –  Prof. Dr. Francisco Borba Ribeiro Neto, coordenador do Núcleo Fé e Cultura da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP)

Vídeo/Áudio/Imagem: Portal Terra de Santa Cruz 

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SÉRIE – A DOUTRINA SOCIAL DA IGREJA – Capítulo 1 – Transformar a sociedade com a força do Evangelho

Apresentamos neste primeiro capítulo em áudio-vídeo um resumo sobre o que é a doutrina social da Igreja. Neste capítulo vamos ver que a DSI trata-se de um desafio grande da Igreja que tem como objetivo transformar a sociedade com a força do Evangelho.

A função da doutrina social é o anúncio de uma visão global do homem e da humanidade e a denúncia do pecado de injustiça e de violência que de vários modos atravessa a sociedade.

Ao anunciar o Evangelho à sociedade em seu ordenamento político, econômico, jurídico e cultural, a Igreja quer atualizar no curso da história a mensagem de Jesus Cristo. Ela busca colaborar na construção do bem comum, iluminando as relações sociais com a luz do Evangelho.

A expressão “doutrina social” remonta a Pio XI (Carta encicl. Quadragesimo anno, 1931). Designa o corpus doutrinal referente à sociedade desenvolvido na Igreja a partir da encíclica Rerum novarum (1891), de Leão XIII. Em 2004, foi publicado o Compêndio de Doutrina Social da Igreja, organizado pelo Pontifício Conselho Justiça e Paz, que apresenta de forma sistemática o conteúdo da doutrina social da Igreja produzido até aquela ocasião. A partir daí, este se tornou o documento de referência obrigatório para quem deseja aprofundar-se neste campo.

Veja o áudio/vídeo – Capítulo 1 

 

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Arcanjos são companheiros de vida, diz o Papa

Nós e os anjos temos a mesma vocação: “cooperar juntos para o desígnio de salvação de Deus”. Foi o que disse o Papa na homilia da missa celebrada na Casa Santa Marta, por ocasião da Festa dos três arcanjos Miguel, Rafael e Gabriel:

“Somos – por assim dizer – ‘irmãos’ na vocação. E eles estão diante do Senhor para servi-lo, louvá-lo e também para contemplar a glória do rosto do Senhor. Os anjos são os grandes contemplativos. Eles contemplam o Senhor; servem e contemplam. Mas também o Senhor os envia para nos acompanhar no caminho da vida.”

Em especial, Miguel, Gabriel e Rafael, explicou Francisco, têm um “papel importante no nosso caminho rumo à salvação”. “O Grande Miguel é que declara guerra ao diabo”, ao “grande dragão”, à “velha serpente” que “perturba a nossa vida” , seduz “toda a terra habitada” assim como seduziu a nossa mãe Eva com argumentos convincentes e, depois, quando caímos, nos acusa diante de Deus:

“Mas coma o fruto! Lhe fará bem, lhe fará conhecer muitas coisas”… E começa, assim como a serpente, a seduzir, a seduzir … E depois, quando caímos nos acusa diante de Deus: “É um pecador, é meu!”. Ele é meu: é justamente a palavra do diabo. Nos vence com a seduação e, depois, nos acusa diante de Deus: “É meu. Eu o levo comigo”. E Miguel declara guerra. O Senhor lhe pediu que declarasse guerra. Para nós que estamos em caminho nesta vida rumo ao Céu, Miguel nos ajuda a declarar guerra ao diabo, a não nos deixar seduzir.

É um trabalho de defesa que Miguel faz pela “Igreja” e por “cada um de nós”, diferente do papel de Gabriel, “o outro arcanjo de hoje”, aquele que, recorda o Papa, “traz as boas notícias; aquele que levou a notícia a Maria, a Zacarias, a José”: a notícia da salvação. Também Gabriel está conosco, assegura ainda o Papa, e ajuda-nos no caminho, quando “esquecemos” o Evangelho de Deus, que “Jesus veio conosco” para nos salvar.

O terceiro arcanjo que celebramos hoje é Rafael, aquele que “caminha conosco” e que nos ajuda neste caminho: devemos pedir-lhe, é o convite do Papa, para nos proteger da “sedução de dar um passo errado”.

Eis, então os nossos companheiros ao serviço de Deus e da nossa vida que Francisco hoje nos ensina a rezar de maneira simples:

“Miguel, ajude-nos na luta; cada um sabe qual luta tem em sua vida hoje. Cada um de nós conhece a luta principal, que faz arriscar a salvação. Ajude-nos. Gabriel, traga-nos notícias, traga-nos a Boa Notícia da Salvação, que Jesus está conosco, que Jesus nos salvou e nos dê esperança. Rafael, segure a nossa mão e nos ajude no caminho para não errarmos a estrada, para não permanecermos parados. Sempre caminhando, mas ajudados por você”.

 Por Radio Vaticano

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Diocese da Campanha celebra 110 anos de história e evangelização.

Diocese da Campanha celebra 110 anos com solene Missa Pontifical na Catedral de Santo Antônio – Campanha/MG.

As comemorações iniciaram com apresentação da Banda Marcial Irmão Paulo em frente à Catedral em seguida no interior da igreja, uma procissão fez memória dos “feitos” de Deus na Igreja particular da Campanha. A mesma encerrou-se com entrada da Imagem de Nossa Senhora do Carmo, padroeira da Diocese da Campanha e com a narração dos dados históricos da Diocese realizada pelo Reverendíssimo Padre Sérgio Monteiro, reitor do seminário teológico de Pouso Alegre e pároco da paróquia N. Senhora da Conceição em Itanhandu/MG.

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A Santa Missa foi presidiada por sua Excelência Reverendíssima Dom Pedro Cunha Cruz, bispo diocesano da Campanha.  Dom José Luiz Majella Delgado, arcebispo Metropolitano de Pouso Alegre/MG concelebrou esta santa celebração bem como o Cônego Luzair Coelho de Abreu, chanceler do bispado, pároco e cura da Catedral da Campanha.

O clero diocesano se fez presente bem como os religiosos (as) e seminaristas das três casas de formação propedêutica, filosófica, teológica e várias pessoas das diversas paróquias que compõe esta mais que centenária Diocese da Campanha. Participou deste momento importante o Exmo. Sr. Prefeito da Campanha Luiz Fernando Tavares (Nando).

Animou a celebração com belos cantos litúrgicos o Coral da Paróquia Nossa Senhora D’Ajuda de Três Pontas/MG. O povo Campanhense mais uma vez mostrou sua generosidade doando as quitandas para o café oferecido pela Paróquia Santo Antônio aos visitantes.

Confira a Homilia completa de Dom Pedro no vídeo abaixo:

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A Diocese da Campanha

“A Diocese da Campanha foi criada pelo Decreto Pontifício Spirituali fidelium bonum, (O bem espiritual dos fiéis) do Papa São Pio X, a 8 de setembro de 1907. A execução desse Decreto foi confiada à Nunciatura, sendo então nomeado Administrador da novel Diocese, D. João Batista Corrêa Nery, Bispo de Pouso Alegre. […] Começa aí, em 1907, nossa caminhada com Cristo, tendo à nossa frente um representante seu, que nos guia os passos. Somos desde então ‘povo santo de Deus, em plena e ativa participação nas mesmas celebrações litúrgicas, numa única oração, junto a um só altar, presididas pelo Bispo, rodeado de seu presbitério’ (Sacr. Consillium, n. 41) […]”.

A diocese da Campanha ao longo destes 110 anos teve a graça de ser governada por vários bispos amados pelo povo Campanhense e muito dedicados ao serviço da Igreja. São eles: Dom João de Almeida Ferrão (1909 – 1935); Dom Frei Inocêncio Engelke OFM (1935 – 1960); Dom Othon Mota (1960 – 1985); Dom Tarcísio Ariovaldo Amaral C.Ss.R. (1984 – 1991); Dom Aloísio Roque Opermann SCJ (1991 – 1996); Dom Frei Diamantino Prata de Carvalho OFM, atual bispo Emérito (1998 – 2015); e Dom Pedro Cunha da Cruz que assumiu a diocese em 05 de Novembro de 2015 pós-renúncia de Dom Diamantino. Hoje vivemos sob pastoreio de Dom Pedro seu lema episcopal é: Servo de Jesus Cristo (Servus Jesu Christi).

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Nossa diocese contou com grandes administradores apostólicos que contribuíram muito para o crescimento da mesma: São eles: Dom João Batista Correia Nery (1908 – 1909); Dom Antônio Afonso de Miranda (1976 – 1981); Dom José D’Ângelo Neto (1982 – 1984). De 1996 a 1998 a nossa diocese ficou vacante e contou com um administrador Diocesano na época Pe. Guilherme Porto, hoje Dom Guilherme Porto.

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Em 11 de Fevereiro de 1925 a pedido do Bispo Diocesano Dom João de Almeida Ferrão (1909 – 1935), do Cabido e dos fiéis desta Igreja; Nossa Senhora do Carmo foi proclamada Padroeira da Diocese da Campanha. Saiba mais sobre a DIOCESE DA CAMPANHA.

Dentro desta história centenária, momentos importantes marcaram a caminhada pastoral de nossa diocese.  A criação de várias pastorais sociais, apostolados e movimentos que contribuem muito no processo de evangelização do povo de Deus. Nestes 110 anos, as nossas melhores alegrias foram às beatificações de Francisca de Paula de Jesus (Nhá Chica) e Francisco de Paula Victor (Pe.Victor), o reconhecimento das virtudes e obras do Servo de Deus Dom Othon Motta e da Serva de Deus Madre Tereza Margarida “Nossa mãe”. Estes que para nós são exemplos de fé, santidade e dedicação, nos apontam o Cristo no qual seguimos e que é o centro da nossa fé e unidade.

Com tantas alegrias, história e exemplos de fé, rendemos graças a Deus pelos 110 anos da nossa diocese da Campanha. Que Deus abençoe a todos que faz parte desta história, e que juntos possamos evangelizar e contribuir sempre mais para o crescimento desta abençoada Diocese.

Referências Bibliográficas:
LEFORT, J. do P., A Diocese da Campanha, 1993.
Acervo da Diocese da Campanha – http://www.diocesedacampanha.org.br

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Escrito por Bruno Henrique Santos – Portal Terra de Santa Cruz