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Tradição, Fé e Devoção marcaram a semana santa 2017 em Campanha/MG

A Semana Santa começa com o Domingo de Ramos no qual comemoramos a entrada de Jesus em Jerusalém, evento este da vida de Jesus relatado nos quatro evangelhos canônicos (Marcos 11:1, Mateus 21:1-11, Lucas 19:28-44 e João 12:12-19) Esta solene celebração que ocorre no mundo todo pelos cristãos católicos, é um prelúdio das dores e humilhações nas quais Jesus Cristo passara, é partir dela que fomos levados pela liturgia da igreja a caminhar e contemplar os últimos passos de Jesus até sua morte e ressurreição.

Tradicionalmente em Campanha/MG, a abertura da Semana Santa é feita por Sua Excelência Reverendíssima Dom Pedro Cunha Cruz, bispo da Diocese da Campanha, na Catedral de Santo Antônio.

A Missa Pontifical de abertura da Semana Santa ocorreu pela manhã, no domingo, 09 de abril. Os fiéis se reunirão na Igreja Nossa Senhora das Dores para a bênção de ramos, em seguida todos caminharam em procissão conduzida solenemente pela Banda Marcial Irmão Paulo que abrilhantou a caminhada onde atualizamos a entrada de Jesus em Jerusalém aclamado pelo povo com gritos de “Hosana ao filho de Davi, bendito quem vem em nome do Senhor, Hosana nas alturas”.

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DSC04511Ao chegar à Catedral Diocesana de Santo Antônio, Dom Pedro se aproximou da porta principal e com a Cruz processional, a tocou por três vezes dizendo; “Levantai, ó portas, os vossos frontões; abram-se, ó antigos portais, para que entre o Rei da Glória!”. E a porta se abriu… já, no interior da Catedral deu-se continuidade a santa missa, conforme pede a liturgia do dia. Concelebrou com Dom Pedro, o Reverendíssimo Padre Edson Pereira Oliveira, Vigário Paroquial da Campanha e Reitor do Seminário Propedêutico São Pio X.

Pelo anoitecer deste dia, aconteceu à procissão do Triunfo como é chamada pelo povo de nossa cidade, presidida pelo Reverendíssimo Cônego Luzair  Coelho de Abreu, pároco e cura da Catedral da Campanha e chanceler do bispado.

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No decorrer dos dias passamos pelas tradicionais procissões e sermões que enriqueceram nossa mente e coração, mas, acima de tudo a nossa vida de fé. São elas as procissões do Depósito, do Encontro, e da Soledade de Maria, ocorridas na segunda, terça e quarta-feira santa.  Na quarta-feira santa vivemos um dia mais que especial, pois este ano o feriado municipal por ocasião do Nascimento do Beato Francisco de Paula Victor coincidiu com a semana santa e os devotos do beato não deixou de celebra-lo e fazer suas orações ao nosso beato Campanhense, o Pe. Victor. Foi realizada a procissão da penitência para o morro do cruzeiro (Mirante) levando a imagem do beato, mostrando para nós a Cruz do Senhor sinal e símbolo maior da nossa fé. Após a caminhada até o cruzeiro foi realizada a Santa missa presidida pelo Vigário Paroquial Padre Edson Pereira Oliveira.

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A quinta-feira santa é sempre marcada por duas celebrações importantes.  São elas a Missa dos Santos Óleos (Missa da Unidade Diocesana) e a Missa da Ceia do Senhor popularmente chamada de Missa do Lava Pés (Instituição da Santa Eucaristia) ambas presididas por Sua Excelência Reverendíssima Dom Pedro Cunha Cruz.

A Missa dos santos óleos também chamada de missa do crisma e da unidade diocesana, consiste em dois pontos fundamentais: a Bênção dos Santos Óleos, que são os óleos do Crisma, dos Enfermos e do Batismo e por fim a Renovação das Promessas Sacerdotais por parte dos sacerdotes diante do Bispo. Foram mais de 120 sacerdotes de várias paróquias, os regulares, os pertencentes a ordens ou congregações, e padres que auxiliam na Semana Santa nas diversas paróquias da diocese da Campanha.  Além do clero, participaram desta celebração, muitos religiosos, seminaristas e agentes de pastorais e movimentos que vieram em caravanas. Como todo ano o bom povo campanhense doaram bolos, roscas, pães e outras quitandas para bem receber os visitantes que vieram para a missa da unidade diocesana.

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A missa da Ceia do Senhor (Lava Pés): o termo lava-pés designa o gesto praticado por Jesus Cristo na última Ceia. Momento este em que o sacerdote, assistido por dois ministros, lava o pé direito de 12 homens, clérigos ou seculares. Este ano alguns membros do terço dos Homens foram escolhidos para a representarem os 12 apóstolos por ocasião do ano Mariano que nossa igreja no Brasil está vivendo!

Muito além da liturgia católica, o lava pés foi o evento que marcou a insistência do Senhor Jesus em um dos assuntos mais importantes do seu ministério: O papel dos cristãos e da igreja. O serviço. A humildade. O colocar-se abaixo, considerar uns aos outros superiores a si mesmo.

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Sexta-feira Santa da Paixão do Senhor, o dia começou com a Via-sacra encenada pelos Jovens da Paróquia Santo Antônio. Ao cair da tarde, ás 15h, aconteceu a tradicional Ação Litúrgica onde recordamos o drama imenso da morte de Cristo no Calvário. A cruz erguida sobre o mundo segue de pé como sinal de salvação e de esperança. Neste dia não se celebra a missa em todo o mundo.

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O altar é iluminado sem mantel, sem cruz, sem velas nem adornos ficando completamente na penumbra. Esta celebração foi presidida por Sua Excelência Reverendíssima Dom Pedro Cunha Cruz no qual se prostrou no chão frente ao altar no começo da cerimônia sem calçado como pede o rito litúrgico em sinal de humildade e ao mesmo tempo penitente que implora perdão por seus pecados.  Para esta celebração as cores dos paramentos do bispo como dos padres e ministros da palavra são vermelhas, a cor dos mártires: de Jesus, o primeiro testemunho do amor do Pai e de todos aqueles que, como ele, deu e continua dando sua vida para proclamar a libertação que Deus nos oferece.

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Um ato simbólico, mas, muito expressivo e próprio deste dia: a veneração da Santa Cruz apresentada solenemente para os fiéis e é cantando três vezes a aclamação: “Eis o lenho da Cruz, onde esteve pregada a salvação do mundo. Ó VINDE ADOREMOS”, e todos ajoelham uns instantes de cada vez, e então vamos, em procissão, venerar a Cruz pessoalmente, com uma genuflexão (ou inclinação profunda) e um beijo (ou tocando-a com a mão e fazendo o sinal da cruz); enquanto cantamos os louvores ao Cristo na Cruz. Pela noite, um imenso número de pessoas participou da procissão do enterro (Senhor morto) pelas ruas de nossa cidade.

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Por fim, a Vigília Pascal, a mais importante celebração de nossa semana santa (Sábado Santo) que foi presidia pelo nosso Bispo diocesano Dom Pedro Cunha Cruz. A vigília começa após o pôr-do-sol no Sábado Santo fora da igreja, onde o fogo ou fogueira é abençoado pelo celebrante. Este novo fogo simboliza o esplendor do Cristo ressuscitado dissipando as trevas do pecado e da morte. O Círio pascal ou (vela pascal) é abençoado com um rito muito antigo.

A celebração da Vigília pascal articula-se em quatro partes: (ritos) 1) a liturgia da luz; 2) a liturgia da Palavra; 3) a liturgia batismal; 4) a liturgia eucarística.

A liturgia da luz consiste na bênção do fogo, na preparação do círio e na proclamação do louvor pascal. O lume novo e o círio pascal simbolizam a luz da Páscoa, que é Cristo, luz do mundo.

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A liturgia da Palavra propõe sete leituras do Antigo Testamento, que recordam as maravilhas de Deus na história da salvação e duas do Novo Testamento, ou seja, o anúncio da Ressurreição segundo os três Evangelhos sinópticos, e a leitura apostólica sobre o Batismo cristão como sacramento da Páscoa de Cristo.

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A liturgia batismal é parte integrante da celebração. Quando não há Batismo, faz-se a bênção da fonte batismal e a renovação das promessas do Batismo. O rito consta, ainda, o canto da ladainha dos santos, a bênção da água, a aspersão de toda a assembleia com a água benta e a oração universal.

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A liturgia eucarística é o momento culminante da Vigília, qual sacramento pleno da Páscoa, isto é, a memória do sacrifício da Cruz, a presença de Cristo Ressuscitado, o ápice da Iniciação cristã e o antegozo da Páscoa eterna.

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Já no domingo de páscoa como em todos os anos, a procissão da ressurreição acorreu pelas 5h da manhã com grande participação dos fiéis campanhense proclamando o Aleluia, Cristo Ressuscitou e em seguida a Santa Missa na Catedral com a presença do Coral Campanhense.

O Coral Campanhense, mais um ano se fez presente em nossa semana santa, entoando os famosos moteto para cada dia e abrilhantando nossas celebrações litúrgicas nas quais o coral participa solenemente. São 60 anos de história, sempre presente em nossa comunidade paroquial. O coral Catedral também animou nossas celebrações com lindos cantos litúrgicos.

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Por fim agradecemos a todos que de forma direta ou indireta contribuíram para a realização de nossa semana santa 2017 – Deus abençoe a todos!

Fotos e Texto; Por Bruno Henrique Santos 

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O Canto das Kalendas – O Anúncio do Natal – Forma Ordinária

Na forma extraordinária, se canta após a hora de Prima, que foi suprimida na forma ordinária, restando, então, para o rito moderno, a opção de se usar as Kalendas combinadas com a Missa ou como cerimônia à parte.

O Papa João Paulo II fazia cantar as Kalendas no início da Missa. Bento XVI manteve o costume, mas mudou nas últimas Missas para antes da celebração, o que é também possível, dado que, em sentido estrito, as Kalendas são parte do Martirológio Romano.

É uma boa tradição litúrgica para se colocar em prática em nossas Missas.

Eis o texto, e vídeo em português e latim, para a forma ordinária:

Vinte e Cinco de Dezembro. Décima-nona Lua.

Tendo transcorrido muitos séculos desde a criação do mundo,

Quando no princípio Deus tinha criado o céu e a terra e tinha feito o Homem à sua imagem;

E muitos séculos de quando, depois do dilúvio, o Altíssimo tinha feito resplandecer o arco-íris, sinal da Aliança e da Paz;

Vinte e um séculos depois da partida de Abraão, nosso pai na fé, de Ur dos Caldeus;

Treze séculos depois da saída de Israel do Egito, sob a guia de Moisés;

Cerca de mil anos depois da unção de David como rei de Israel;

Na sexagésima quinta semana, segundo a profecia de Daniel;

Na época da centésima nonagésima quarta Olimpíada;

No ano setecentos e cinqüenta e dois da fundação da cidade de Roma;

No quadragésimo segundo ano do Império de César Otaviano Augusto;

Quando em todo o mundo reinava a paz, Jesus Cristo, Deus Eterno e Filho do Eterno Pai, querendo santificar o mundo com a sua vinda, tendo sido concebido por obra do Espírito Santo, tendo transcorrido nove meses, (aqui eleva-se a voz, e todos se ajoelham) nasce em Belém da Judeia da Virgem Maria, feito homem:

Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo a natureza humana.

R. Graças a Deus.

Fonte: Salvem a Liturgia

Foto/Adaptação/Vídeo: Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização

Vaticano divulga novo documento sobre formação de sacerdotes

A formação dos padres terá que ser ampliada. Além dos estudos de filosofia e teologia, os seminaristas vão ter que comprovar maturidade humana, espiritual e pastoral. A conclusão é de um documento divulgado pelo Vaticano.

 

Fonte: Canção Nova

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Vídeo: Sacerdotes e bispo surpreendem as redes com “carpool karaokê” “fui para o seminário e o resultado foi uma vida muito feliz”. Diz um dos sacerdotes…

Um vídeo do YouTube, no qual se pode ver dois sacerdotes e um bispo católicos cantando temas de Taylor Swift e Justin Timberlake, surpreendeu as redes sociais nos últimos dias.

No vídeo, os jovens sacerdotes Pe. Keith Romke e Pe. Kyle Manno aparecem cantando junto com o Bispo de Rockford, Dom David Malloy, enquanto se dirigem a um evento vocacional realizado no último dia 30 de outubro, no qual participaram centenas de jovens entre 13 e 16 anos.  O vídeo imita o formato do popular “carpool karaokê” de James Corden ‘The Late Show’, no qual o apresentador do programa escolhe atores e músicos famosos para cantar temas de outros artistas que escutam na rádio.

No vídeo, o Prelado conta brevemente a sua história vocacional que o permitiu viver feliz durante 29 anos como sacerdote e mais de 4 anos como bispo.

“Venho de uma família de médicos e enfermeiras e pensei que seria médico. Todos os meus estudos na universidade foram de ciências e nesse tempo participava da missa todos os dias, também ia à adoração eucarística e rezava meu rosário. Uma pessoa também pode rezar o rosário e ser um bom médico”.

Nesse processo, continuou o Prelado, “o Senhor me dizia: ‘nunca será feliz até que me escute, até que aceite o que estou te pedindo’. Então, fui para o seminário e o resultado foi uma vida muito feliz”. “Não renunciaria isso por nada”, sublinhou Dom Malloy.

Segundo informa o ‘Rrstar.com’, o Pe. Romke comentou que no encontro vocacional com os jovens para onde se dirigiam, o Bispo foi recebido como se fosse uma celebridade. Os jovens “o rodeavam e queriam tirar uma selfie com ele”, assinala.  Assista:

Fonte: ACI Digital

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ESPECIAL JMJ: Jovens e as lições de Auschwitz hoje o perdão e misericórdia

A visita do Papa aos campos de concentração de Auschwitz e Birkenau foi assunto entre os jovens na manhã desta sexta-feira, (29/07).

Muitos aproveitaram a ocasião para recordar a visita no centro do Holocausto, assim como o bispo que conduziu a catequese, e os sacerdotes presentes.

Dom Dino Marchió, bispo de Caruaru (PE): “O Papa sempre nos fala também com gestos e sua santidade pessoal. Este gesto de hoje toca toda a humanidade, para que o mundo perceba a gravidade destes eventos como em Auschwitz”.

Lucas Araújo de Silva e Silva: “Lá a gente vivencia a melancolia que foi vivida lá. Um passeio triste mas que não deve deixar de ser feito”.

Luara Bezerra da Rocha: “É importante visitar e conhecer por mais que as memórias sejam tristes, porque é importante para que os jovens tenham sempre a certeza e faça um compromisso com a próximas gerações para que a história de horror não venha a se repetir. Cabe a nós”.

Gabriel Bastos Nardino: “É uma visita fantástica e triste, ao mesmo tempo. É uma verdadeira lição de misericórdia. É uma visita mais de cunho cultural do que religioso. Mas tem a lição da misericórdia. Se em 1945 precisa, hoje precisamos muito mais”.

Padre Gregório Paderewsky: “Acho que são duas principais mensagens: Deus em primeiro lugar. Porque quem tem Deus no coração não vai conseguir fazer essas coisas. Outra coisa é o perdão; porque todas estas pessoas que lá sofreram, e as famílias com a perda de tantos entes queridos, somente era possível continuar a vida dando e pedindo perdão. Então, acho que são essas duas mensagens principais que temos que divulgar para que todos tenham isso no coração”.

De Cracóvia para a Rádio Vaticano, Rafael Belincanta.

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz 

ESPECIAL JMJ: Papa acolheu os jovens no Parque Jordan em Blonia / Cracóvia – Jesus Cristo é um dom, não se compra e não se vende, diz Francisco

Papa Francisco no encontro com os Jovens no Parque Jordan em Blonia participou de vários momentos importantes . Os representantes dos países participantes da JMJ desfilaram com suas bandeiras e as figuras das “testemunhas da misericórdia”, que representam os diversos continentes do mundo: São Vicente de Paola (Europa), bem-aventurada Madre Teresa de Calcutá (Ásia), Santa Maria McKillop (Austrália e Oceania), São Damião de Veuster de Molokai (América do Norte), e a bem-aventurada Irmã Dulce (América do Sul).

O arcebispo de Cracóvia, Cardeal Stanislaw Dziwisz, fez seu discurso de boas-vindas a Francisco e aos milhares de jovens que participam desta 31ª Jornada Mundial da Juventude. Foi um momento emocionante, todos ovacionaram o Santo Padre que por sua vez transparecia um olhar de profunda alegria e emoção ao ver tantos Jovens ali presente.

Depois de uma bela encenação dos jovens e da leitura do episódio evangélico de Marta e Maria, o Pontífice tomou a palavra e disse:“Finalmente nos encontramo-nos! Obrigado pela calorosa recepção!

Obrigado aos que tornaram possível a nossa presença aqui. Agradeço de modo especial a São João Paulo II que sonhou e deu impulso a estes encontros da juventude. Do céu, ele nos acompanha, sobretudo os tantos jovens pertencentes a povos, culturas, línguas diferentes”.

A misericórdia tem sempre um rosto jovem!

Os jovens, disse Francisco, são animados por um único motivo: celebrar Jesus, vivo no meio de nós, que renova o nosso desejo de segui-lo, de viver com paixão o seu seguimento. E perguntou: “Qual ocasião melhor para renovar a nossa amizade com Jesus e entre nós, reforçar nossa amizade com ele e partilhá-la com os outros? Qual maneira melhor para viver a alegria do Evangelho e com ele contagiar o mundo, em meio a tantas situações dolorosas e difíceis?” E respondeu:

“Jesus nos convocou para esta 31ª JMJ e nos diz: ‘Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia». Felizes os que sabem perdoar, ter um coração compassivo, dar o melhor de si mesmos aos outros. Nestes dias, a Polônia está em festa e representa o rosto sempre jovem da Misericórdia. Unidos espiritualmente aos jovens que não puderam estar presentes, celebramos a nossa Jornada e a Festa Jubilar”.

Hoje, acrescentou o Papa, a Igreja quer aprender, com vocês, renovar a sua confiança na Misericórdia do Pai, que tem o rosto sempre jovem e não cessa de nos convidar para segui-lo. Por outro lado, Francisco frisou que “o rosto da misericórdia é jovem.

Um coração misericordioso, afirmou, não se deixa levar pela comodidade; sabe ir ao encontro dos outros e abraçar a todos; sabe ser refúgio, acolhedor e capaz de compaixão; sabe partilhar o pão com o faminto; sabe receber o refugiado e o migrante. Misericórdia significa oportunidade, futuro, compromisso, confiança, abertura, hospitalidade, compaixão, sonhos.

Partindo da sua experiência pessoal, Francisco expressou sua tristeza por ver certos jovens que parecem “aposentados”, que se arrendem, são desanimados e apáticos, que buscam falsas ilusões.

A força para vencer todos os obstáculos da vida, recordou o Pontífice, vem de uma pessoa: Jesus Cristo. Ele nos leva a dar o melhor de nós mesmos, nos interpela, nos convida e ajuda a reerguer-nos e nos impele a levantar o olhar para o céu.

Aqui, o Papa se referiu à passagem evangélica de Marta, Maria e Lázaro, que acolhem Jesus em sua casa. Às vezes, disse, as nossas lidas nos fazem agir como Marta: ativos, distraídos, sempre atarefados; outras vezes somos como Maria: refletimos, ouvimos. E acrescentou:

“Nestes dias da JMJ, Jesus quer entrar em nossa casa; dar-se conta das nossas preocupações, da nossa pressa, como fez com Marta… e espera que o escutemos como Maria: que tenhamos coragem de confiar nele. Que estes sejam dias dedicados a Jesus, à sua Palavra e àqueles que refletem o seu rosto”.

Conclusão

A felicidade, afirmou o Pontífice, germina e desabrocha na misericórdia. A misericórdia, repetiu, tem rosto jovem, como o de Maria de Nazaré, a “Mãe da Misericórdia”. E concluiu convidando os jovens a rezarem com ele:

“Peçamos ao Senhor que nos lance na aventura da misericórdia, na aventura de construir pontes e derrubar muros e barreiras de arame farpado; na aventura de socorrer os pobres, os excluídos, os abandonados, os desesperados, os idosos. Eis-nos aqui, Senhor! Enviai-nos para partilhar vosso Amor Misericordioso. Queremos acolher-vos nesta JMJ e confirmar que a vida é plena quando é vivida com misericórdia”.

Com este discurso, o Santo Padre concluiu seu segundo dia de permanência em terras polonesas.

VOCÊ LEU O DISCURSO DO PAPA , AGORA VEJA NA INTEGRA O VÍDEO  COMPLETO COM TUDO QUE OCORREU EM CRACÓVIA NO ENCONTRO COM OS JOVENS, EMOCIONANTE 

Guardemos em nossa mente e coração as palavras do Santo Padre o Papa Francisco que exorta-nos a viver a misericórdia, ser misericordiosos, perdoando e amando a todos. Que sejamos Jovens firmes na fé, jovens que caem mas levantam sempre pois, com a mão estendida a nos levantar está o Cristo Nosso Senhor que é a própria misericórdia . Como diz Francisco: “O rosto da Misericórdia é Jovem”, sejam firmes jovens não desanimem, continuem no caminho do Pai que é amor e misericórdia para nós!

Discurso do papa: Rádio Vaticano

Escritas extras/Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização

 

ESPECIAL JMJ: Papa celebra a Santa Missa por ocasião do 1050º aniversário do batismo da Polônia.

O Papa Francisco começou suas atividades em Cracóvia  rezando na Capela de Nossa Senhora Negra e presidindo Santa  a Missa no Santuário mariano de Jasna Gora, em Czestochowa . Chegando de papamóvel, saudou uma dezena de pessoas doentes e cadeirantes que o aguardavam na entrada.

Ao visitar a Capela de Nossa Senhora Negra  Francisco rezou diante da imagem, que apresenta algumas rachaduras provocadas por atos vandalismo no século XV. Obedecendo uma tradição iniciada por Paulo VI, Francisco deixou à Virgem uma rosa de ouro. Segundo a tradição católica, a imagem da Virgem Negra foi “pintada por São Lucas e apresenta o verdadeiro rosto de Maria”, embora especialistas assegurem que o ícone é bizantino e datado entre os séculos VI e IX.

Cerca de 300 mil pessoas entoavam cantos e orações no parque do Santuário, à espera do Papa. Centenas de bispos e sacerdotes de várias nacionalidades concelebraram a missa, que recordou os 1050 anos do batismo da Polônia, a conversão do país ao cristianismo. O Presidente, Andrzej Duda, e várias autoridades, também estavam presentes.

A Eucaristia foi celebrada em latim e polonês. A homilia do Pontífice foi lida em italiano e se concentrou em três conceitos: pequenez, proximidade e concretude de Deus e de Maria.

Deus é pequeno

“Deus prefere encerrar-se no que é pequeno, ao contrário do homem que tende a querer possuir algo sempre maior. Deixar-se atrair pelo poder, a grandeza e a visibilidade é tragicamente humano; já o Senhor prefere os pequeninos, porque se opõem ao ‘estilo de vida orgulhoso’ que vem do mundo”. “E é por isso que Jesus chama pessoas simples e disponíveis para serem seus porta-vozes”, disse, mencionando João Paulo II e Santa Faustina, “anunciadores mansos e fortes da misericórdia”.

Deus é próximo

Deus é próximo, “não quer ser temido como um soberano poderoso e distante, mas gosta de caminhar conosco”. A respeito da missão principal da Igreja, o Pontífice disse que “somos chamados a ouvir e se envolver, partilhando as alegrias e as canseiras das pessoas”.

Deus é concreto 

“O Verbo se faz carne – destacou – e o Eterno se comunica transcorrendo o tempo com pessoas e em situações concretas”. Nesta ótica, o Papa recordou a importância da fé na família, de pai para filho e, sobretudo, pelas mães e as avós, a quem muito devemos agradecer”.

Maria é pequena

“Maria é a escada que Deus percorreu para descer até nós; é Ela o sinal mais claro da plenitude do tempo”. Para o Papa, Maria “tem aquela pequenez amada por Deus, que ‘pôs os olhos na humildade da sua serva’ e ‘exaltou os humildes’”.

Maria é próxima

Maria é próxima ao homem “porque nos ajuda a descobrir o que falta à plenitude da vida e nos ensinando a evitar arbítrios e murmurações em nossas comunidades. Como Mãe de família, nos quer guardar juntos”. Partindo deste exemplo, o Papa exortou os fiéis “a superarem as injustiças e as feridas do passado e criar comunhão com todos, sem nunca ceder à tentação de se isolar e se impor”.

Maria é concreta

Terminando sua reflexão, Francisco frisou que Maria é concreta porque “tem a peito os problemas e intervém, sabe identificar os momentos difíceis e dar-lhes remédio com discrição, eficácia e determinação. Não é patroa nem protagonista, mas Mãe e serva”.

Na conclusão, o Papa convidou todos a espelhar-se na “sensibilidade e imaginação de Maria ao servir quem passa necessidade, a dedicar a vida pelos outros sem preferências nem distinções, agindo na pequenez e acompanhando-nos de perto, com coração simples e aberto”.

Que possamos seguir este caminho que o Papa Francisco nos apresentou nesta primeira missa celebrada por ele dentro da Jornada Mundial da Juventude 2016. Possamos ser e ter a pequenez, a proximidade e a concretude de Deus e de Maria .

Continuemos acompanhando a JMJ 2016

Referências de texto: Radio Vaticano 

Adaptação do Texto: Portal Terra de Santa Cruz (adaptação própria)

Vídeos: Radio Vaticano

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