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Pesar do Papa Francisco pela morte do cardeal Jean-Louis Tauran

O cardeal Jean-Louis Tauran era Presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo inter-religioso e Camerlengo da Santa Igreja Romana. Anunciou ao mundo a eleição de Francisco. Tinha 75 anos.

Faleceu, na tarde desta quinta-feira (05/7), em Connecticut, EUA, com a idade de 75 anos, o Cardeal Jean-Louis Tauran, Presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo inter-religioso e Camerlengo da Santa Igreja Romana, acometido por muito tempo pela doença de Parkinson.

Em 13 de março de 2013, o Cardeal Tauran, Protodiácono da Santa Igreja, anunciou ao mundo a eleição do Papa Francisco, com a célebre frase “Habemus Papam”.

Num telegrama enviado, nesta sexta-feira (06/07), à irmã do cardeal Tauran, senhora Geneviève Dubert, o Papa Francisco manifesta seu pesar pela morte do purpurado, recordando a sua fidelidade e o amor pela Igreja.

“O cardeal Jean-Louis Tauran, que confio à misericórdia de Deus, marcou profundamente a vida da Igreja universal. Entrou no serviço diplomático da Santa Sé e exerceu com competência, entre outros, o cargo de secretário das Relações com os Estados. Nomeado pelo Papa Bento XVI presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso, foi um conselheiro ouvido e apreciado, de modo particular, graças às relações de confiança e estima que soube estabelecer com o mundo muçulmano”, destaca Francisco no texto.

“Por causa de seu espírito de serviço e seu amor pela Igreja eu o nomeei Camerlengo da Santa Igreja Romana. Mantenho uma lembrança comovente deste homem de profunda fé que corajosamente serviu a Igreja de Cristo até o fim, não obstante o peso da doença. Que o Senhor acolha o seu servo na paz e na alegria que nunca terminam”!

O Papa conclui o telegrama, abençoando toda a família do cardeal Tauran, o Colégio Cardinalício, todas as pessoas próximas ao purpurado falecido, os pastores e fiéis da Arquidiocese de Bordeaux, e todas as pessoas que participarão de suas exéquias.

Biografia

Jean-Louis Tauran nasceu em Bordeaux em 5 de abril de 1943. Estudou na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, no Instituto Católico de Toulouse e na Pontifícia Academia Eclesiástica de Roma.

Foi ordenado sacerdote em 20 de setembro de 1969, em Bordeaux, onde foi pároco. Prestou serviço diplomático junto à Santa Sé em 1975; foi Secretário da Nunciatura na República Dominicana (1975-1978), Secretário da Nunciatura no Líbano (1979-1983); participou de missões especiais no Haiti (1984) e em Beirute e Damasco (1986); foi membro da delegação da Santa Sé na Conferência sobre Segurança e Cooperação Europeia, na Conferência sobre o Desarmamento, em Estocolmo, Suécia, e no Fórum Cultural em Budapeste, Hungria.

Ao ser nomeado arcebispo foi Secretário da Secretaria de Estado para as Relações com os Estados (1990) e Secretário da Congregação para os Bispos.

O Cardeal Tauran foi criado Cardeal no Consistório de 2003; Arquivista e Bibliotecário da Santa Igreja Romana (2003- 2007); participou, como representante do Papa, na inauguração do novo Museu do Holocausto Yad Vashem, em Jerusalém, em 2005.

O Cardeal Jean-Louis Tauran tomou parte da X Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos (2005), e da XII Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos (2008).

Foi Enviado especial do Papa na conclusão do Ano Paulino (2009), na Turquia; participou da II Assembleia Especial para a África do Sínodo dos Bispos (2009), e da II Assembleia Especial para o Oriente Médio do Sínodo dos Bispos (2010); recebeu o Doutorado honoris causa no Instituto Católico de Paris.

Confirmado pelo Papa Bento XVI como Cardeal protodiácono no Consistório de 2011 e confirmado, por cinco anos, como Presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-Religioso.

Como Cardeal-protodiácono, anunciou ao mundo a eleição do novo Papa, Jorge Maria Bergoglio, após o Conclave de 2013; impôs o pálio sagrado sobre o Papa Francisco, no início do seu ministério petrino, em 19 de março de 2013.

Em junho de 2013, o Santo Padre o nomeou membro da Pontifícia Comissão do Instituto para as Obras de Religião (Banco do Vaticano) e confirmado como membro da Congregação para os Bispos em 16 de dezembro de 2013.

Em 20 de dezembro de 2014, o Papa Francisco confirmou o Cardeal Jean-Louis Tauran como Camerlengo da Santa Igreja Romana.

Com a morte do Cardeal Jean-Louis Tauran o Colégio Cardinalício fica composto de 225 Cardeais, dos quais 124 eleitores (em un eventual Conclave) e 101 não eleitores.

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Angelus: a falta de fé é um obstáculo à graça de Deus

Na alocução que precedeu a oração mariana do Angelus no domingo, 08 de julho, o Papa Francisco falou do “escândalo da encarnação”.

Devemos nos esforçar para abrir o coração e a mente, para acolher a realidade divina que vem ao nosso encontro: este foi o convite que o Papa Francisco fez este domingo (08/07) ao rezar com os fiéis e peregrinos na Praça S. Pedro a oração do Angelus.

Um profeta só não é estimado em sua pátria

Em sua alocução, o Pontífice comentou o Evangelho do dia, em que Jesus volta a Nazaré e começa a ensinar na sinagoga.

Desde que havia ido embora e iniciado a pregar nos povoados e nos vilarejos das redondezas, não tinha mais regressado à sua pátria. Portanto, toda a cidadezinha se reuniu para ouvir Jesus.

Mas aquilo que se anunciava um sucesso, se transformou numa “clamorosa rejeição”, a ponto que Jesus não pôde realizar nenhum milagre, mas somente curar alguns doentes.

Jesus utiliza uma expressão que se tornou proverbial: “Um profeta só não é estimado em sua pátria”.

Escândalo da encarnação

O Papa explica essa transformação dos habitantes de Nazaré porque eles fazem uma comparação entre a humilde origem de Jesus e as suas capacidades atuais: de um carpinteiro semestudos, se torna um pregador melhor que os escribas. E ao invés de se abrirem à realidade, se escandalizam.

“ É o escândalo da encarnação: o evento desconcertante de um Deus feito carne, que pensa com a mente de um homem, trabalha e atua com as mãos de um homem, ama com coração de homem, um Deus que fadiga, come e dorme como um de nós. ”

O Filho de Deus, prosseguiu o Papa, inverte todo esquema humano: não são os discípulos que lavam os pés ao Senhor, mas é o Senhor que lava os pés aos discípulos. “Este é um motivo de escândalo e de incredulidade em todas as épocas, inclusive hoje.”

Ter fé

A inversão provocada por Jesus implica aos seus discípulos de ontem e de hoje analisar a vida pessoal e comunitária. O Senhor nos convida a assumir uma atitude de escuta humilde e de espera dócil, porque a graça de Deus com frequência se apresenta a nós de maneira surpreendente, que não corresponde às nossas expectativas. E citou como exemplo Madre Teresa de Calcutá, que “revolucionou a caridade na Igreja”.

“ Deus não se conforma aos preconceitos. Devemos nos esforçar para abrir o coração e a mente, para acolher a realidade divina que vem ao nosso encontro. Trata-se de ter fé: a falta de fé é um obstáculo à graça de Deus. ”

Muitos batizados, afirma Francisco, vivem como se Cristo não existisse: repetem-se os gestos e os sinais da fé, mas a eles não corresponde uma real adesão à pessoa de Jesus e ao seu Evangelho.

Vida coerente

Ao invés, todo cristão é chamado a aprofundar esta pertença fundamental, buscando testemunhá-la com uma conduta de vida coerente, cujo fio condutor é a caridade.

“Peçamos ao Senhor, por intercessão da Virgem Maria, que dissolva a dureza dos corações e a limitação da mente, para que estejamos abertos à sua graça, à sua verdade e à sua missão de bondade e de misericórdia, que é endereçada a todos, sem qualquer exclusão.”

Bianca Fraccalvieri – Vatican News 

Papa: o cristão reza pelo seu inimigo e o ama

“A oração mafiosa é: ‘Você me paga’. A oração cristã é: ‘Senhor, dê-lhe a sua bênção e ensine-me a amá-lo’. Pensemos num inimigo: todos temos um. Pensemos nele. Rezemos por ele. Peçamos ao Senhor a graça de amá-lo”, disse o Papa na homilia.

O perdão, a oração e o amor por que quem nos quer destruir, pelo nosso inimigo. Assim foi a homilia do Papa Francisco na missa celebrada na capela da Casa Santa Marta esta terça-feira (19/06).

Comentando o trecho proposto pela Leitura do dia, extraído do Evangelho de Mateus, o Papa admitiu a dificuldade humana em seguir o modelo do nosso Pai celeste e propôs novamente o desafio do cristão, isto é, de pedir ao Senhor a “graça” de saber “abençoar os nossos inimigos” e nos comprometer a amá-los.

Perdoar para ser perdoados

“Nós sabemos que devemos perdoar os nossos inimigos”, afirmou o Papa, nós dizemos isso todos os dias no Pai-Nosso. Pedimos perdão assim como nós perdoamos: é uma condição…”, embora não seja fácil. Assim como “rezar pelos outros”, por aqueles que nos dão problemas, que nos colocam à prova: também isto é difícil, mas o fazemos. Ou pelo menos muitas vezes conseguimos fazê-lo “:

Mas rezar por aqueles que querem me destruir, os inimigos, para que Deus os abençoe: isso é realmente difícil de entender. Pensemos no século passado, os pobres cristãos russos que somente pelo fato de serem cristãos eram enviados para a Sibéria para morrer de frio: e eles deveriam rezar pelo governante carrasco que os enviava ali? Mas como é possível? E muitos o fizeram: rezaram. Pensemos em Auschwitz e em outros campos de concentração: eles deveriam rezar por este ditador que queria a raça pura e matava sem escrúpulo, e rezar para que Deus os abençoasse! E muitos fizeram isso.

Aprender com a lógica de Jesus e dos mártires

É a difícil lógica de Jesus, que no Evangelho está contida na oração e na justificação daqueles que “o mataram” na cruz: “perdoa-os Pai, porque não sabem o que fazem”. Jesus pede perdão para eles, recordou o Papa, assim como fez como Santo Estevão no momento do martírio:

Mas quanta distância, uma infinita distância entre nós que muitas vezes não perdoamos pequenas coisas, e isso que nos pede o Senhor e de qual sempre nos deu exemplo: perdoar aqueles que tentam nos destruir. Nas famílias, às vezes, é muito difícil perdoarem-se os cônjuges depois de alguma briga, ou perdoar a sogra também: não é fácil. O filho pedir perdão ao pai é difícil. Mas perdoar os que o estão matando, que querem eliminá-lo … Não somente perdoar: rezar por eles, para que Deus os proteja! E mais: amá-los. Somente a palavra de Jesus pode explicar isso. Eu não consigo ir além.

Pedir a graça de ser perfeito como o Pai

Portanto, destacou Francisco, é a graça de pedir para entender algo deste mistério cristão e ser perfeitos como o Pai, que dá todos os seus bens aos bons e aos maus. O Papa concluiu afirmando que nos fará bem pensar nos nossos inimigos, pois todos nós temos algum:

Hoje, nos fará bem pensar num inimigo – creio que todos nós temos um -, alguém que nos fez mal ou que nos quer fazer mal ou tenta nos prejudicar: pensar nesta pessoa. A oração mafiosa é: “Você me paga”. A oração cristã é: “Senhor, dê-lhe a sua bênção e ensine-me a amá-lo”. Pensemos num inimigo: todos temos um. Pensemos nele. Rezemos por ele. Peçamos ao Senhor a graça de amá-lo.

Gabriella Ceraso – Vatican News

Papa: permanecer confiantes quando a esperança parece naufragar

“Hoje o Senhor nos exorta a uma atitude de fé que supera nossos projetos, os nossos cálculos, as nossas previsões. É um convite para nos abrirmos com mais generosidade aos planos de Deus, tanto a nível pessoal como comunitário”, disse o Papa Francisco em sua reflexão.

No Angelus deste XI Domingo do Tempo Comum, o Papa Francisco nos exortou à confiança e esperança:

“No Evangelho de hoje, Jesus fala à multidão do Reino de Deus e da dinâmica do seu crescimento, e faz isso contando duas breves parábolas.

Na primeira parábola o Reino de Deus é comparado ao crescimento misterioso da semente, que é jogada no chão e em seguida germina, cresce e produz a espiga, independentemente do cuidado do agricultor, que após a maturação, faz a colheita.

A mensagem que esta parábola nos dá é esta: por meio da pregação e a ação de Jesus, o Reino de Deus é anunciado, irrompe no campo do mundo e, como a semente, cresce e se desenvolve por si só, por força própria e segundo critérios humanamente não decifráveis.

Ele, em seu crescimento e brotação na história, não depende tanto da obra do homem, mas é acima de tudo expressão do poder e da bondade de Deus, da força do Espírito Santo que leva em frente a vida cristã no Povo de Deus.

Às vezes, a história, com seus acontecimentos e os seus protagonistas, parece ir na direção oposta ao plano do Pai celeste, que deseja para todos os seus filhos a justiça, a fraternidade, a paz. Mas nós somos chamados a viver esses períodos como estações de provação, de esperança e de espera vigilante da colheita.

De fato, ontem como hoje, o Reino de Deus cresce no mundo de maneira misteriosa, de maneira surpreendente, revelando o poder escondido da pequena semente, sua vitalidade vitoriosa. Dentro dos mistérios de acontecimentos pessoais e sociais que, por vezes, parecem marcar o naufrágio de esperança, devemos permanecer confiantes no agir humilde mas poderoso de Deus.

Por isto, nos momentos de escuridão e de dificuldades, nós não devemos nos abater, mas permanecer ancorados à fidelidade de Deus, em sua presença, que sempre salva. Recordem disto: Deus sempre salva, é o salvador.

Na segunda parábola (veja os versículos 30-32), Jesus compara o Reino de Deus a um grãozinho de mostarda. É uma semente muito pequena, mas se desenvolve tanto que se torna a maior de todas as plantas do jardim: um crescimento surpreendente e imprevisível. Não é fácil para nós entrar nesta lógica da imprevisibilidade de Deus e aceitá-la em nossas vidas.

Mas hoje o Senhor nos exorta a uma atitude de fé que supera nossos projetos, os nossos cálculos, as nossas previsões. Deus é sempre o Deus das surpresas. O Senhor sempre nos surpreende. É um convite para nos abrirmos com mais generosidade aos planos de Deus, tanto a nível pessoal como comunitário. Em nossas comunidades é preciso dar atenção às pequenas e grandes oportunidades de bem que o Senhor nos dá, deixando-nos envolver em sua dinâmica de amor, de acolhida e de misericórdia para com todos.

A autenticidade da missão da Igreja não é dada pelo sucesso ou pela gratificação dos resultados, mas pelo ir em frente com a coragem da confiança e o humilde abandono em Deus. Ir em frente na confissão de Jesus e com a força do Espírito Santo. É a consciência de ser instrumentos pequenos e fracos, que nas mãos de Deus e com a sua graça podem realizar grandes obras, fazendo progredir o seu Reino que é “justiça, paz e alegria no Espírito Santo”.

Que a Virgem Maria nos ajude a ser simples, a ser atentos, para colaborar com a nossa fé e com o nosso trabalho no crescimento do Reino de Deus nos corações e na história”.

Vatican News

Portal Terra de Santa Cruz 

Pentecostes: “Força do Espírito é um reconstituinte para a vida”

Em sua homilia, o Papa afirmou que “o Espírito lembra à Igreja que não obstante os seus séculos de história, é sempre uma jovem de vinte anos, a Noiva jovem por quem está perdidamente apaixonado o Senhor”.

A Basílica de São Pedro ficou lotada na manhã deste domingo (20/05) para a celebração da missa de Pentecostes, presidida pelo Papa Francisco. Cardeais, bispos e sacerdotes, usando paramentos vermelhos, concelebraram a liturgia com o Papa.

A homilia do Papa Francisco começou com a explicação da primeira leitura do dia, que narra a rajada de vento que veio do céu com um ruído e que encheu toda a casa em que os discípulos se encontravam: a vinda do Espírito Santo no Pentecostes é a força divina que muda o mundo.

Muda os corações

“Aqueles discípulos que antes viviam no medo, fechados em casa, mesmo depois da ressurreição do Mestre, são transformados pelo Espírito e – disse o Papa, desta vez mencionando o Evangelho do dia – «dão testemunho d’Ele»”.

“De hesitantes, tornam-se corajosos e, partindo de Jerusalém, lançam-se até aos confins do mundo. Medrosos quando Jesus estava entre eles, agora são ousados sem Ele, porque o Espírito mudou os seus corações”.

“ A experiência ensina que nenhuma tentativa terrena de mudar as coisas satisfaz plenamente o coração do homem ”

“A mudança do Espírito é diferente: não revoluciona a vida ao nosso redor, mas muda o nosso coração, transformando-o de pecador em perdoado”.

O Espírito como um reconstituinte de vida

A partir desta reflexão, o Papa sugeriu que quando precisarmos de uma verdadeira mudança, quando as nossas fraquezas nos oprimem, quando avançar é difícil e amar parece impossível, faria bem tomar diariamente este reconstituinte de vida: é Ele, a força de Deus.

Muda as vicissitudes

Prosseguindo a homilia, o Papa disse que depois dos corações, o Espírito, como o vento, sopra por todo o lado e chega às situações mais imprevistas.

“Como na família, quando nasce uma criança, esta complica os horários, faz perder o sono, mas traz uma alegria que renova a vida, impelindo-a para a frente, dilatando-a no amor, do mesmo modo o Espírito traz à Igreja um «sabor de infância»; realiza renascimentos contínuos. Reaviva o amor do começo”.

“ O Espírito lembra à Igreja que, não obstante os seus séculos de história, é sempre uma jovem de vinte anos, a Noiva jovem por quem está perdidamente apaixonado o Senhor ”

Gaza, nome que suscita dor

Citando o episódio dos Atos dos Apóstolos em que o diácono Filipe é impelido “por uma estrada deserta, de Jerusalém a Gaza”, o Papa acrescentou: “como este nome soa doloroso, hoje! Que o Espírito mude os corações e as vicissitudes e dê paz à Terra Santa!”.

Terminando, o Papa pediu que Espírito Santo, rajada de vento de Deus, sopre sobre nós: “Soprai nos nossos corações e fazei-nos respirar a ternura do Pai. Soprai sobre a Igreja e impeli-a até aos últimos confins; vinde, Espírito Santo, mudai-nos por dentro e renovai a face da terra”.

Informações: Vatican News 

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Como o lucro pode andar junto com a moral cristã? O Vaticano explica

A Igreja Católica condena o lucro, o sistema capitalista? NÃO. A Igreja Católica defende que as atividades financeiras e empresariais devem ser reguladas, até certo ponto, pela autoridade política, para evitar o excesso de concentração de poder econômico e seus abusos? SIM.

De forma super resumida, o parágrafo acima apresenta o centro do conteúdo da Doutrina Social da Igreja (DSI). O conhecimento dessa doutrina é o melhor antídoto para os católicos simpáticos ao socialismo e também para os católicos que defendem que o mercado deve ser absolutamente livre de qualquer controle estatal e regulamentação.

A Doutrina Social da Igreja é sintetizada em um Compêndio. Para facilitar ainda mais a vida da galera, hoje, a Santa Sé divulgou um documento que destaca os principais pontos da DSI, e traz ainda uma análise atualizada sobre os agentes econômicos e financeiros que estão em voga.

Nós apresentamos a seguir um resumo do conteúdo desse documento, que foi publicado sob a liderança do Cardeal Ladaria, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.

Oeconomicae et pecuniariae quaestiones

Considerações para um discernimento ético sobre alguns aspectos do atual sistema econômico-financeiro

A primeira parte do documento esclarece que a espiritualidade católica deve se refletir de forma concreta “no amor social, civil e político”. E isso se realiza por meio de “ações que procuram construir um mundo melhor. O amor à sociedade e o compromisso pelo bem comum são uma forma eminente de caridade…”.

A Igreja reconhece que, com o desenvolvimento das atividades capitalistas, o bem-estar econômico global cresceu ao longo da segunda metade do século XX. Entretanto, isso não anula o fato de que “continua a ser ingente o número de pessoas que vivem em condições de extrema pobreza”.

Sendo assim, é urgente que as nações adotem “princípios éticos e para uma nova regulamentação da atividade financeira, neutralizando os aspectos predatórios e especulativos, e valorizando o serviço à economia real”.

Em outras palavras: é preciso distribuir melhor a grande quantidade de riqueza gerada.

TRÊS PRINCÍPIOS ESSENCIAIS

Três princípios cristãos são necessários para que o lucro seja moral e legítimo:

  • promoção integral da pessoa humana;
  • destinação universal dos bens;
  • opção preferencial pelos pobres.

Aplicando estes três princípios, é possível “libertar todas as potencialidades positivas dos mercados”, e “instaura-se um círculo virtuoso entre ganho e solidariedade”.

A IGREJA É A FAVOR DA LIVRE INICIATIVA

Se, por um lado, “Nenhuma atividade econômica pode sustentar-se longamente se não é vivida em um clima de uma sadia liberdade de iniciativa”, por outro lado, quando os donos do dinheiro gozam dessa liberdade de forma irrestrita, tendem quase sempre a prejudicar os mais fracos:

“….hoje é também evidente que a liberdade de que gozam os atores econômicos, se compreendida de modo absoluto e distante da sua intrínseca referência à verdade e ao bem, tende a gerar centros de supremacias e a inclinar na direção de formas de oligarquias que no final prejudicam a eficiência mesma do sistema econômico.”

Ao contrário do que defendem os liberais, a Igreja entende que os mercados não são capazes de regular-se por si mesmos, sem causar prejuízo à coletividade. É preciso que a autoridade política tenha o poder de intervir, de modo a combater e evitar o surgimento de “hegemonias capazes de influenciar unilateralmente não só os mercados, mas também os sistemas políticos e normativos”.

Dizer que o mercado é capaz de se regular sozinho, sem nenhuma intervenção estatal, é pura INGENUIDADE:

“A experiência dos últimos decênios mostrou com evidência, de uma parte, o quanto seja ingênua a confiança em uma presumida autossuficiência da capacidade funcional dos mercados, independente de qualquer ética, e de outra, a imperiosa necessidade de uma adequada regulação dos mesmos.”

O LUCRO NO MERCADO DE AÇÕES

A possibilidade de lucrar por meio do investimento no mercado de ações é algo bom, desde que se evite concentrar o financiamento em negociações “caracterizadas pelo mero intento especulativo”:

“Assim, também o financiamento do mundo empreendedor, consentindo às empresas de ter acesso ao dinheiro mediante o ingresso no mundo da livre contratação da bolsa, é por si mesmo positivo. Este fenômeno, todavia, corre o risco hoje de acentuar também uma ideia ruim de financiamento da economia, fazendo sim que a riqueza virtual, concentrando-se sobretudo em transações caracterizadas pelo mero intento especulativo e em negociações de alta frequência (high frequency trading), atraia a si excessivas quantidade de capitais, subtraindo-os em tal modo dos circuitos virtuosos da economia real.”

A FUNÇÃO SOCIAL DO CRÉDITO

O crédito é um mecanismo positivo, especialmente quando favorece a “mobilização dos capitais com o objetivo de gerar uma circularidade virtuosa de riqueza”.

“Neste âmbito, parece claro que aplicar taxas de juros excessivamente elevadas, não sustentáveis pelos sujeitos que tomaram os créditos, representa uma operação não somente ilegítima eticamente, mas também disfuncional à saúde do sistema econômico.”

O mal não reside no lucro, mas sim no lucro que é criado sobre o prejuízo alheio:

“O fenômeno inaceitável sob o ponto de vista ético não é o simples ganhar, mas o aproveitar-se de uma assimetria para a própria vantagem, criando notáveis ganhos a dano de outros; é lucrar desfrutando da própria posição dominante com injusta desvantagem do outro ou enriquecer-se gerando dano ou perturbando o bem-estar coletivo.”

Por fim, na terceira parte do documento são analisados os atuais instrumentos econômico-financeiros – e isso é uma atualização muito interessante da DSI! O texto oferece “concretas e específicas orientações éticas” para os profissionais que atuam dos mercados financeiros e na gestão empresarial.

Aí vem um monte de termos específicos dessas áreas, que a grande maioria dos católicos não vai entender e vai ficar boiando: compliance, offshore, credit default swap etc. Não esquenta: o essencial para os fiéis em geral está nas partes I e II documento.

Você pode ler o documento completo no site do Vaticanohttp://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_20180106_oeconomicae-et-pecuniariae_po.html

Artigo retirado do excelente e credenciado site O CATEQUISTA  O Catequista

 

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Os Papas em Fátima: um manto de luz sobre o mundo – 13 de maio, N. Sra. de Fátima

No dia 13 de maio, a Igreja celebra a Bem-aventurada Virgem Maria de Fátima. Nesta ocasião, recordamos as peregrinações dos Papas ao Santuário Português, com imagens de Francisco, Bento XVI, São João Paulo II e Paulo VI.

“A Santíssima Virgem de Fátima – escreve o Papa Francisco em um tweet – dirige o seu olhar sobre nós, sobre nossas famílias, sobre o nosso país, sobre o mundo”. Foi um dia “abençoado” aquele de 13 de maio de 1917: aos videntes de Fátima a Mãe do Céu apareceu pela primeira vez na Cova da Iria. Cem anos depois, Francisco recorda o evento na Solenidade da Bem-aventurada Virgem Maria de Fátima, celebrando no adro do Santuário mariano da cidade portuguesa a missa com a canonização de Francisco e Jacinta Marto, os dois pastorzinhos que com a prima Lúcia dos Santos assistiram às aparições da “Senhora tão linda”.

A bênção de Francisco
Diante de dezenas de milhares de peregrinos, que o Papa havia abençoado do alto chegando no dia anterior de helicóptero, Francisco lembra que a Maria e ao seu “manto de luz” podemos “nos apegar” para viver da “esperança que está em Jesus”. Uma esperança que se concretiza no abraço ao menino brasileiro  Lucas Maeda de Oliveira, que milagrosamente ficou curado, presente na celebração com a família. “Que cada um de nós se torne, com Maria, sinal e sacramento da misericórdia de Deus, que perdoa sempre, perdoa tudo”, dissera também na precedente bênção das velas.

Bento XVI e a missão profética
A tradicional bênção das velas também caracterizou a visita de Bento XVI em 2010 a Fátima, no décimo aniversário da beatificação de Francisco e Jacinta. Clara a mensagem de Joseph Ratzinger: “se iludiria quem pensasse que a missão profética de Fátima acabou”, sublinhou, porque “com a família humana pronta a sacrificar os seus laços mais sagrados sobre o altar de mesquinhos egoísmos de nação, raça, ideologia, grupo, individuo, veio do Céu a nossa Mãe Santíssima, oferecendo-se para transplantar nos corações daqueles que confiam, o amor de Deus que arde no seu coração”.

João Paulo II, o ataque e a salvação
Em vez disso, foram três as peregrinações de São João Paulo II ao santuário Português em 1982, em 1991 e em 2000. Do Papa Wojtyla é conhecida a vontade de conservar no Santuário de Fátima a bala, – depois colocada na coroa da imagem de Nossa Senhora -, que o atingiu no atentado de 13 de maio de 1981, na Praça de São Pedro, “que misteriosamente coincidiu – disse – com o aniversário da primeira aparição” naquela terra, reconhecendo na intercessão de Nossa Senora o motivo da sua salvação. E exortou a ler a mensagem da “Senhora”, à luz do “amor materno”. Sua “maternidade universal”, explicou ele em 1991, é “a âncora segura de salvação da humanidade inteira”, chamando Maria de “Mãe da confiança de todas as gerações humanas.” No ano 2000, na beatificação dos dois “pastorzinhos” Francisco e Jacinta, o pensamento de Karol Wojtyla foi para as muitas vítimas do século XX, aos horrores das duas “grandes guerras” e para aqueles de outros conflitos no mundo, “aos campos de concentração e extermínio, aos gulags, às limpezas étnicas e às perseguições, ao terrorismo, aos sequestros de pessoas, à droga, aos atentados contra os nascituros e contra a família”. A mensagem de Fátima – explicou – “é um chamado à conversão”.

O terceiro segredo
Depois confiou ao Cardeal Angelo Sodano, então Secretário de Estado do Vaticano, a leitura do terceiro segredo de Fátima, de acordo com a interpretação de Francisco e Jacinta confirmada pela Irmã Lúcia, que São João Paulo II encontrou várias vezes: o “bispo vestido de branco “que reza por todos os fiéis é – foi explicado – o Papa. “Também ele, caminhando com fadiga em direção da Cruz por entre os cadáveres daqueles que foram martirizados (bispos, sacerdotes, religiosos, religiosas e numerosos leigos) cai no chão como morto sob os disparos de arma de fogo”. Depois do atentado, portanto, ao Papa João Paulo II pareceu evidente que era “uma mão materna que guiou a trajetória da bala”, permitindo ao “Papa agonizante” de parar “no limiar da morte”. No entanto, em face às turbulências diárias, “ainda que os eventos referidos pela terceira parte do segredo de Fátima pareçam uma coisa do passado”, o chamado de Nossa Senhora “à conversão e à penitência” conserva – é evidenciado – uma “estimulante atualidade”.

Paulo VI, primeiro Papa em peregrinação a Fátima
Em 1967, o primeiro Papa a ir em peregrinação a Fátima foi Paulo VI, que dedicou a viagem ao tema da paz, no 50º aniversário das aparições e 25º da consagração do mundo ao Coração Imaculado de Maria. “O mundo está em perigo – disse Papa Montini – por isso Nós viemos aos pés da Rainha da Paz para lhe pedir como dom, que só Deus pode dar, a paz”. Um dom, especificou, “que precisa de uma livre aceitação e de uma livre colaboração”: a do homem.

Silvonei José, Giada Aquilino 

Santíssima Virgem, que nos montes de Fátima vos dignastes revelar aos três pastorinhos os tesouros de graças que podemos alcançar, rezando o santo rosário, ajudai-nos a apreciar sempre mais esta santa oração, a fim de que, meditando os mistérios da nossa redenção, alcancemos as graças que insistentemente vos pedimos (pedir a graça). Ó meu bom Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente as que mais precisarem. Nossa Senhora de Fátima, rogai por nós.

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Papa aplaude as mães de todo o mundo

Francisco recordou também a Mãe do céu: “Rezemos pela nossa mãe celeste que hoje, 13 de maio, com o nome de Nossa Senhora de Fátima nos ajuda a prosseguir no nosso caminho” .

Por ocasião do Dia das Mães o Papa Francisco, na conclusão do Regina Coeli neste domingo (13/05), convidou os fiéis presentes na Praça São Pedro a “aplaudirem as mães”.

“Eu gostaria de cumprimentar todas as mães, agradecê-las pelo cuidado da família – disse Francisco. Recordo também as mães que nos olham do céu e continuam a nos cuidar com a oração. Rezemos pela nossa mãe celeste que hoje, 13 de maio, com o nome de Nossa Senhora de Fátima nos ajuda a prosseguir no nosso caminho “.

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Papa: a caridade dos cristãos não nasce de ideologias mas de Jesus

Comentando o Evangelho do dia que propõe o momento em que Jesus se apresenta como a verdadeira videira o Papa observa: “Trata-se de permanecer com o Senhor para encontrar a coragem de sair de nós mesmos”

“Toda atividade, pequena ou grande que seja – o trabalho e o descanso, a vida familiar e social, o exercício de responsabilidades políticas, culturais e econômicas – toda atividade, se vivida em união com Jesus e com uma atitude de amor e de serviço, é uma oportunidade para viver em plenitude o Batismo e a santidade evangélica”. Foi o que disse o Papa Francisco na alocução que precedeu neste V Domingo de Páscoa, (29/04) a oração do Regina Coeli na Praça São Pedro diante de fiéis e peregrinos de todas as partes do mundo.

O Pontífice recordou: “o dinamismo da caridade do crente não é resultado de estratégias, não nasce de solicitações externas, de instâncias sociais ou ideológicas, mas do encontro com Jesus e do permanecer em Jesus. Ele para nós é a videira da qual absorvemos a linfa, isto é, a ‘vida’ para levar para a sociedade uma maneira diferente de viver e de se doar, o que coloca os últimos em primeiro lugar”.

Comentando o Evangelho do dia que propõe o momento em que Jesus se apresenta como a verdadeira videira e nos convida a permanecer unidos a Ele para dar muito fruto, o Papa observa:

“Trata-se de permanecer com o Senhor para encontrar a coragem de sair de nós mesmos, de nossas comodidades, de nossos espaços restritos e protegidos, para entrarmos no mar aberto das necessidades dos outros e dar amplo respiro ao nosso testemunho cristão no mundo. Essa coragem de entrar nas necessidades dos outros nasce da fé no Senhor ressuscitado e da certeza de que o seu Espírito acompanha a nossa história”.

“Um dos frutos mais maduros que brota da comunhão com Cristo é, de fato – acrescentou o Papa -, o compromisso de caridade para com o próximo, amando os irmãos com abnegação de si mesmo, até as últimas consequências, como Jesus nos amou”.

“Quando alguém é íntimo com o Senhor, como são íntimos e unidos entre si a videira e os ramos, se é capaz de produzir frutos de vida nova, de misericórdia, de justiça e de paz, derivados da ressurreição do Senhor”.

E o Papa recordou o santos: “Isto é o que os santos fizeram, aqueles que viveram em plenitude a vida cristã e o testemunho da caridade, porque foram verdadeiros ramos da videira do Senhor. Mas para ser santo – recordou Francisco – não é necessário ser bispo, sacerdote, religioso ou religiosa. Todos nós somos chamados a ser santos vivendo com amor e oferecendo a cada um o seu testemunho no ocupações de todos os dias, ali onde se encontra”’.

O Papa concluiu suas palavras pedindo a ajuda de Maria, Rainha dos Santos e modelo de perfeita comunhão com o Filho divino. “Que Ela nos ensine a permanecer em Jesus, como ramos à videira, e a jamais nos separarmos de seu amor. De fato, nada podemos fazer sem Ele, porque a nossa vida é Cristo vivo, presente na Igreja e no mundo”.

Silvonei José – Vatican News

Papa: não estamos sós na luta contra o mal

É cansativo combater contra o mal, fugir de seus enganos, recuperar as forças depois de uma luta exaustiva, mas devemos saber que toda a vida cristã é um combate. Mas, nesta luta, nunca estamos sós!”, encorajou o Papa.

Neste 25 de abril, feriado da “Libertação” na Itália, o Papa Francisco acolheu milhares de fiéis e peregrinos para a Audiência Geral. Num típico dia primaveril em Roma, o Pontífice prosseguiu seu ciclo de catequese sobre o Batismo, falando hoje sobre “A força de vencer o mal”.

A beleza da oração

“Não vamos à fonte batismal sozinhos”, explicou o Papa, mas acompanhados pela oração de toda a Igreja, como indica a invocação dos Santos que precede a oração do exorcismo e a unção com o óleo dos catecúmenos.

São gestos que, desde a antiguidade, certificam, a quantos estão para renascer como filhos de Deus, de que a oração da Igreja os assiste na luta contra o mal, ajudando-os a libertar-se do poder do pecado para passar ao reino da graça divina.

“A Igreja reza e reza por todos. É belo rezar pelos outros. Pedir por quem se encontra na necessidade, por quem não tem fé. A oração da Igreja está sempre em ato, devemos rezar por todo o povo de Deus e por quem necessita de oração”, disse Francisco.

Fórmula mágica

Por isso, o caminho dos catecúmenos adultos é marcado por repetidos exorcismos pronunciados pelo sacerdote: são orações que invocam a libertação de tudo o que os separa de Cristo e impede a sua união íntima com Ele. E, no caso do Batismo de crianças, pede-se a Deus que as liberte do pecado original e as consagre como habitação do Espírito Santo.

“Não se trata, porém, de uma fórmula mágica, mas é um dom do Espírito Santo que habilita, quem o recebe, a lutar contra o espírito do mal acreditando que Deus enviou o seu Filho ao mundo para destruir o poder de satanás e transferir o homem liberto das trevas para o seu reino de luz infinita”, explicou o Pontífice.

Por experiência, sabe-se que a vida cristã é um combate sem fim contra o mal, pois estamos sempre sujeitos à tentação de nos separar de Deus e da sua vontade, para recair nos laços das seduções mundanas. “O Batismo nos dá força para esta luta cotidiana”, reiterou o Papa.

Não estamos sós

Além da oração de exorcismo, temos a unção no peito com o óleo dos catecúmenos, como sinal de salvação que significa que a força de Cristo Salvador nos fortalece para lutar contra o mal e vencê-lo.

“É cansativo combater contra o mal, fugir de seus enganos, recuperar as forças depois de uma luta exaustiva, mas devemos saber que toda a vida cristã é um combate. Mas, nesta luta, nunca estamos sozinhos!”, encorajou o Papa.

A Igreja reza pelos seus filhos regenerados no Batismo para que não sucumbam às ciladas do maligno, mas as vençam com a força do Senhor ressuscitado, que derrotou o demônio. E assim também nós podemos repetir com a fé de São Paulo: «De tudo sou capaz Naquele que me dá força». “Todos nós podemos vencer, mas com a força que vem de Jesus”, concluiu o Papa.

Vatican News

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