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Acolhimento e xenofobia: dilemas da migração

Acolhimento, integração, xenofobia: os desafios da migração e suas consequências não dizem respeito somente à Europa ou aos Estados Unidos. Na África do Sul, por exemplo, há milhões de migrantes que querem residir legalmente no país.

Os campos de refugiados na África Austral remontam aos anos 70. Inicialmente, acolhiam pessoas da região. Com o passar dos anos, a situação foi se diversificando e se complicando com refugiados de Ruanda, Burundi, Mali, Somália, Etiópia e atualmente inclusive da Ásia, de onde chegam sobretudo mulheres vítimas do tráfico humano.

Ouça a entrevista com o sacerdote moçambicano Cláudio dos Reis, responsável pelo setor migrações da Imbisa, organismo que reúne os Bispos de nove países da região. Ele fala da geopolítica da região e do trabalho da Igreja em pressionar os governos na assistência aos refugiados:

Por Rádio Vaticano

Portal Terra de Santa Cruz

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Bebê Charlie Gard morre no Reino Unido após batalha judicial

Segundo BBC e Guardian, porta-voz da família confirmou morte da criança, que sofria de síndrome rara e incurável.

Morreu nesta sexta-feira (28) aos 11 meses o bebê Charlie Gard, que sofria de uma doença incurável. A informação foi confirmada pela rede britânica BBC e pelo jornal “The Guardian”. Ele estava internado em um hospital de Londres, no Reio Unido, e sofria de uma síndrome rara e incurável. Seu caso se tornou mundialmente conhecido depois que a justiça britânica proibiu seus pais de retirá-lo do hospital e negou uma transferência aos EUA para um tratamento experimental. Em um comunicado citado pelo “The Guardian”, a mãe do bebê, Connie Yates diz: “Nosso lindo bebê se foi. Nós estamos muito orgulhosos de você, Charlie”.

Após a confirmação da morte, o Papa Francisco postou no Twitter uma mensagem, na qual diz: “confio o pequeno Charlie ao Pai e rezo por seus pais e por todos que o amaram”.

I entrust little Charlie to the Father and pray for his parents and all those who loved him.  4:13 PM – Jul 28, 2017 

Charlie sofria de síndrome de miopatia mitocondrial, uma síndrome genética raríssima e incurável que provoca a perda da força muscular e danos cerebrais. Ele nasceu em agosto de 2016 e dois meses depois precisou ser internado no Great Ormond Street Hospital, em Londres, onde passou o resto de sua vida.

Na manhã de quinta, o juiz Nicholas Francis havia determinado a transferência de Charlie para uma clínica de cuidados paliativos, onde ele “inevitavelmente” viria a falecer em pouco tempo com o desligamento dos aparelhos que o mantinham vivo.

“Não é do interesse de Charlie que a ventilação artificial seja mantida e, portando, é legal e de seu interesse que ela seja retirada”, escreveu na sentença.

O juiz proibiu a divulgação da data da transferência e do nome do local para onde ele seria levado. A decisão foi tomada depois que os pais do bebê e o Great Ormond Street Hospital não conseguiram chegar a um acordo sobre quando e onde ele deveria morrer. Chris Gard e Connie Yates queriam levar o filho para casa para que ele passasse seus últimos momentos ali, mas a equipe médica alegava não ser possível transportar o equipamento hospitalar, o que tornava necessário que ele permanecesse internado.

Na última segunda-feira o casal havia retirado seu apelo às autoridades judiciais britânicas para que a criança fosse mantida viva com a ajuda de aparelhos e para que sua transferência aos EUA – onde seria submetida a um tratamento experimental – fosse autorizada. “Para Charlie, é muito tarde, o tempo acabou. Ele sofreu danos musculares irreversíveis, e o tratamento não pode mais ser bem-sucedido”, declarou na ocasião o advogado da família, Grant Armstrong.

“Nós decidimos deixá-lo ir. Ele tinha uma chance real de melhorar. Agora, nós nunca saberemos o que aconteceria se ele fosse tratado”, disse Connie na saída do julgamento.

Charlie e seus pais (Foto: Reprodução/Twitter/@Fight4Charlie)

Charlie e seus pais (Foto: Reprodução/Twitter/@Fight4Charlie)

Trump e Vaticano

O serviço de saúde pública do Reino Unido (NHS) afirmava que Charlie tinha danos cerebrais irreversíveis, não se movia, escutava ou enxergava, além de ter problemas no coração, fígado e rins. Seus pulmões apenas funcionavam por aparelhos. O NHS disse que os médicos chegaram a tentar um tratamento experimental trazido dos EUA, mas Charlie não apresentou melhora.

Seus pais, porém, lutavam contra a decisão do hospital e pediram permissão para levar o bebê aos Estados Unidos para receber o tratamento experimental diretamente. Mas no dia 27 de junho eles perderam a última instância do pedido na Justiça britânica, que avaliou que a busca pelo tratamento nos EUA apenas prolongaria o sofrimento do bebê sem oferecer possibilidade de cura.

O caso de Charlie atraiu atenção internacional depois que a Corte Europeia de Direitos Humanos (CEDH) apoiou a decisão de instâncias inferiores no Reino Unido e determinou que os aparelhos que mantinham Charlie vivo deveriam ser desligados, mesmo contra a vontade de seus pais.

O Papa Francisco fez apelos sobre o caso, e o presidente dos EUA, Donald Trump, chegou a afirmar que os EUA ficariam felizes em ajudar Charlie e sua família. Na semana passada, um comitê do Congresso americano chegou a aprovar uma emenda para conceder o status de residente permanente para a criança e sua família, para que ela pudesse receber o tratamento no país.

Um hospital infantil ligado ao Vaticano também se manifestou, dizendo que estava em contato com a família para transferir o bebê para a Itália.

Após as manifestações de Trump e do Papa, o Great Ormond Street Hospital anunciou que reavaliaria novas possibilidades de tratamento. “Dois hospitais internacionais e seus pesquisadores nos indicaram nas últimas 24 horas que havia novos elementos para o tratamento experimental que propuseram”, explicou o hospital em um comunicado. “Consideramos, assim como os pais de Charlie, que é justo explorar esses elementos”, acrescentou.

As opções, no entanto, não forneceram chances de cura, segundo os médicos.

Informações: G1.com

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz 

Papa solidário com sofrimento de Charlie e seus pais

 “O Papa Francisco está rezando por Charlie e por seus pais e se sente particularmente próximo a eles neste momento de grande sofrimento. O Santo Padre pede para nos unirmos em oração para que possam encontrar a consolação e o amor de Deus”.

No final da tarde de segunda-feira a Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou uma nota assinada pelo seu Diretor, Greg Burk, a respeito da decisão dos pais de Charlie Gard, de retirar do Tribunal o pedido de levar o bebê aos Estados Unidos, dando assim por encerrado o processo.

“Havia uma possibilidade de dois meses. Infelizmente para Charlie agora é muito tarde. O tratamento não oferece mais chance de sucesso”, disseram os pais na segunda-feira (24/07).

Episcopado da Inglaterra

Também a Conferência Episcopal da Inglaterra e do País de Gales expressou “sua mais profunda simpatia e compaixão” pelos pais de Charlie e por seu filho.

“De fato, é por Charlie, seus pais e família que todos oramos, esperando que eles possam, como família, receber o apoio e o espaço para encontrar a paz nos próximos dias. A despedida de seu filho, pequeno e precioso, toca os corações de todos os que, como o Papa Francisco, seguiram essa história triste e complexa. A vida de Charlie será apreciada com amor até seu fim natural”

No comunicado, os bispos destacam a importância de recordar “que todos os envolvidos nessas decisões agonizantes têm procurado agir com integridade e para o bem de Charlie como eles o veem. O profissionalismo, o amor e o cuidado por muitas crianças gravemente enfermas no Hospital Great Ormond Street também devem ser reconhecidos e aplaudidos”.

A história

Charlie Gard nasceu saudável em 4 de agosto de 2016. Cerca de dois meses mais tarde, os pais – Chris Gard e Connie Yates – perceberam que o bebê tinha dificuldades em se movimentar.

Os médicos descobriram então que Charlie era portador de uma doença genética rara, que provocava um progressivo enfraquecimento dos músculos e danos cerebrais. No momento, não existe nenhum tratamento.

Em outubro de 2016, começaram a se manifestar claras dificuldades respiratórias: Charlie foi então internado no Great Ormond Street Hospital, onde foi mantido vivo graças a aparelhos que o ajudavam a respirar e a absorver substâncias nutritivas.

Em janeiro de 2017 os pais de Charlie lançaram uma campanha de coleta de fundos para levá-lo aos Estados Unidos e submetê-lo a uma terapia experimental.

Batalha legal

Os médicos do Grand Ormond Street Hospital se opuseram, defendendo que a terapia não melhoraria a qualidade de vida de Charlie.

O caso foi parar nos tribunais britânicos – que sempre se pronunciaram favoráveis aos médicos: em 11 de abril em primeira instância, em 25 de maio no apelo, em 8 de junho na Corte Suprema – e na Corte Europeia dos Direitos do Homem, que em 27 de junho indeferiu definitivamente o apelo dos pais.

Chris Gard e Connie Yates haviam pedido para levar Charlie para casa e ali desligar os aparelhos que o mantém vivo. Médicos e juristas explicaram a eles que no hospital existem instrumentos necessários para reduzir ao mínimo o sofrimento das crianças.

Uma última esperança foi oferecida por instituições italianas e estadunidenses, que se ofereceram em acolher Charlie e submetê-los a tratamentos experimentais.

Os pais do pequeno haviam sustentado esta batalha nos tribunais até a decisão de ontem, segunda-feira. (JE)

(from Vatican Radio)

Portal Terra de Santa Cruz

Apelo do Papa pela Venezuela: que cesse toda violência

Após recitar o Angelus e antes de saudar os fiéis e grupos presentes na Praça São Pedro, o Papa Francisco, mais uma vez, dirigiu o seu pensamento à Venezuela, que passa por grave crise social, política e econômica.
Em particular, o Santo Padre pediu o fim da violência, solidarizando-se com as famílias que perderam seu filhos nas manifestações – o número de mortos se aproxima de 90 – rezando com os presentes ao final, uma Ave Maria:
“Em 5 de julho recorre a Festa de Independência da Venezuela. Asseguro a minha oração por esta querida nação e exprimo a minha proximidade às famílias que perderam os seus filhos nas manifestações de rua. Faço um apelo para que se coloque fim à violência e seja encontrada uma solução pacífica e democrática para a crise.

Que Nossa Senhora de Coromoto interceda pela Venezuela. E todos nós, rezemos a Nossa Senhora de Coromoto pela Venezuela…”.

Radio Vaticano

Portal Terra de Santa Cruz