Arquivo da categoria: Semana Santa 2017

Tradição, Fé e Devoção marcaram a semana santa 2017 em Campanha/MG

A Semana Santa começa com o Domingo de Ramos no qual comemoramos a entrada de Jesus em Jerusalém, evento este da vida de Jesus relatado nos quatro evangelhos canônicos (Marcos 11:1, Mateus 21:1-11, Lucas 19:28-44 e João 12:12-19) Esta solene celebração que ocorre no mundo todo pelos cristãos católicos, é um prelúdio das dores e humilhações nas quais Jesus Cristo passara, é partir dela que fomos levados pela liturgia da igreja a caminhar e contemplar os últimos passos de Jesus até sua morte e ressurreição.

Tradicionalmente em Campanha/MG, a abertura da Semana Santa é feita por Sua Excelência Reverendíssima Dom Pedro Cunha Cruz, bispo da Diocese da Campanha, na Catedral de Santo Antônio.

A Missa Pontifical de abertura da Semana Santa ocorreu pela manhã, no domingo, 09 de abril. Os fiéis se reunirão na Igreja Nossa Senhora das Dores para a bênção de ramos, em seguida todos caminharam em procissão conduzida solenemente pela Banda Marcial Irmão Paulo que abrilhantou a caminhada onde atualizamos a entrada de Jesus em Jerusalém aclamado pelo povo com gritos de “Hosana ao filho de Davi, bendito quem vem em nome do Senhor, Hosana nas alturas”.

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DSC04511Ao chegar à Catedral Diocesana de Santo Antônio, Dom Pedro se aproximou da porta principal e com a Cruz processional, a tocou por três vezes dizendo; “Levantai, ó portas, os vossos frontões; abram-se, ó antigos portais, para que entre o Rei da Glória!”. E a porta se abriu… já, no interior da Catedral deu-se continuidade a santa missa, conforme pede a liturgia do dia. Concelebrou com Dom Pedro, o Reverendíssimo Padre Edson Pereira Oliveira, Vigário Paroquial da Campanha e Reitor do Seminário Propedêutico São Pio X.

Pelo anoitecer deste dia, aconteceu à procissão do Triunfo como é chamada pelo povo de nossa cidade, presidida pelo Reverendíssimo Cônego Luzair  Coelho de Abreu, pároco e cura da Catedral da Campanha e chanceler do bispado.

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No decorrer dos dias passamos pelas tradicionais procissões e sermões que enriqueceram nossa mente e coração, mas, acima de tudo a nossa vida de fé. São elas as procissões do Depósito, do Encontro, e da Soledade de Maria, ocorridas na segunda, terça e quarta-feira santa.  Na quarta-feira santa vivemos um dia mais que especial, pois este ano o feriado municipal por ocasião do Nascimento do Beato Francisco de Paula Victor coincidiu com a semana santa e os devotos do beato não deixou de celebra-lo e fazer suas orações ao nosso beato Campanhense, o Pe. Victor. Foi realizada a procissão da penitência para o morro do cruzeiro (Mirante) levando a imagem do beato, mostrando para nós a Cruz do Senhor sinal e símbolo maior da nossa fé. Após a caminhada até o cruzeiro foi realizada a Santa missa presidida pelo Vigário Paroquial Padre Edson Pereira Oliveira.

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A quinta-feira santa é sempre marcada por duas celebrações importantes.  São elas a Missa dos Santos Óleos (Missa da Unidade Diocesana) e a Missa da Ceia do Senhor popularmente chamada de Missa do Lava Pés (Instituição da Santa Eucaristia) ambas presididas por Sua Excelência Reverendíssima Dom Pedro Cunha Cruz.

A Missa dos santos óleos também chamada de missa do crisma e da unidade diocesana, consiste em dois pontos fundamentais: a Bênção dos Santos Óleos, que são os óleos do Crisma, dos Enfermos e do Batismo e por fim a Renovação das Promessas Sacerdotais por parte dos sacerdotes diante do Bispo. Foram mais de 120 sacerdotes de várias paróquias, os regulares, os pertencentes a ordens ou congregações, e padres que auxiliam na Semana Santa nas diversas paróquias da diocese da Campanha.  Além do clero, participaram desta celebração, muitos religiosos, seminaristas e agentes de pastorais e movimentos que vieram em caravanas. Como todo ano o bom povo campanhense doaram bolos, roscas, pães e outras quitandas para bem receber os visitantes que vieram para a missa da unidade diocesana.

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A missa da Ceia do Senhor (Lava Pés): o termo lava-pés designa o gesto praticado por Jesus Cristo na última Ceia. Momento este em que o sacerdote, assistido por dois ministros, lava o pé direito de 12 homens, clérigos ou seculares. Este ano alguns membros do terço dos Homens foram escolhidos para a representarem os 12 apóstolos por ocasião do ano Mariano que nossa igreja no Brasil está vivendo!

Muito além da liturgia católica, o lava pés foi o evento que marcou a insistência do Senhor Jesus em um dos assuntos mais importantes do seu ministério: O papel dos cristãos e da igreja. O serviço. A humildade. O colocar-se abaixo, considerar uns aos outros superiores a si mesmo.

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Sexta-feira Santa da Paixão do Senhor, o dia começou com a Via-sacra encenada pelos Jovens da Paróquia Santo Antônio. Ao cair da tarde, ás 15h, aconteceu a tradicional Ação Litúrgica onde recordamos o drama imenso da morte de Cristo no Calvário. A cruz erguida sobre o mundo segue de pé como sinal de salvação e de esperança. Neste dia não se celebra a missa em todo o mundo.

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O altar é iluminado sem mantel, sem cruz, sem velas nem adornos ficando completamente na penumbra. Esta celebração foi presidida por Sua Excelência Reverendíssima Dom Pedro Cunha Cruz no qual se prostrou no chão frente ao altar no começo da cerimônia sem calçado como pede o rito litúrgico em sinal de humildade e ao mesmo tempo penitente que implora perdão por seus pecados.  Para esta celebração as cores dos paramentos do bispo como dos padres e ministros da palavra são vermelhas, a cor dos mártires: de Jesus, o primeiro testemunho do amor do Pai e de todos aqueles que, como ele, deu e continua dando sua vida para proclamar a libertação que Deus nos oferece.

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Um ato simbólico, mas, muito expressivo e próprio deste dia: a veneração da Santa Cruz apresentada solenemente para os fiéis e é cantando três vezes a aclamação: “Eis o lenho da Cruz, onde esteve pregada a salvação do mundo. Ó VINDE ADOREMOS”, e todos ajoelham uns instantes de cada vez, e então vamos, em procissão, venerar a Cruz pessoalmente, com uma genuflexão (ou inclinação profunda) e um beijo (ou tocando-a com a mão e fazendo o sinal da cruz); enquanto cantamos os louvores ao Cristo na Cruz. Pela noite, um imenso número de pessoas participou da procissão do enterro (Senhor morto) pelas ruas de nossa cidade.

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Por fim, a Vigília Pascal, a mais importante celebração de nossa semana santa (Sábado Santo) que foi presidia pelo nosso Bispo diocesano Dom Pedro Cunha Cruz. A vigília começa após o pôr-do-sol no Sábado Santo fora da igreja, onde o fogo ou fogueira é abençoado pelo celebrante. Este novo fogo simboliza o esplendor do Cristo ressuscitado dissipando as trevas do pecado e da morte. O Círio pascal ou (vela pascal) é abençoado com um rito muito antigo.

A celebração da Vigília pascal articula-se em quatro partes: (ritos) 1) a liturgia da luz; 2) a liturgia da Palavra; 3) a liturgia batismal; 4) a liturgia eucarística.

A liturgia da luz consiste na bênção do fogo, na preparação do círio e na proclamação do louvor pascal. O lume novo e o círio pascal simbolizam a luz da Páscoa, que é Cristo, luz do mundo.

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A liturgia da Palavra propõe sete leituras do Antigo Testamento, que recordam as maravilhas de Deus na história da salvação e duas do Novo Testamento, ou seja, o anúncio da Ressurreição segundo os três Evangelhos sinópticos, e a leitura apostólica sobre o Batismo cristão como sacramento da Páscoa de Cristo.

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A liturgia batismal é parte integrante da celebração. Quando não há Batismo, faz-se a bênção da fonte batismal e a renovação das promessas do Batismo. O rito consta, ainda, o canto da ladainha dos santos, a bênção da água, a aspersão de toda a assembleia com a água benta e a oração universal.

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A liturgia eucarística é o momento culminante da Vigília, qual sacramento pleno da Páscoa, isto é, a memória do sacrifício da Cruz, a presença de Cristo Ressuscitado, o ápice da Iniciação cristã e o antegozo da Páscoa eterna.

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Já no domingo de páscoa como em todos os anos, a procissão da ressurreição acorreu pelas 5h da manhã com grande participação dos fiéis campanhense proclamando o Aleluia, Cristo Ressuscitou e em seguida a Santa Missa na Catedral com a presença do Coral Campanhense.

O Coral Campanhense, mais um ano se fez presente em nossa semana santa, entoando os famosos moteto para cada dia e abrilhantando nossas celebrações litúrgicas nas quais o coral participa solenemente. São 60 anos de história, sempre presente em nossa comunidade paroquial. O coral Catedral também animou nossas celebrações com lindos cantos litúrgicos.

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Por fim agradecemos a todos que de forma direta ou indireta contribuíram para a realização de nossa semana santa 2017 – Deus abençoe a todos!

Fotos e Texto; Por Bruno Henrique Santos 

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Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da evangelização 

Semana Santa- Sermão do Encontro. Proferido pelo Cônego João Luís da Silva em Campanha/MG

Nesta terça-feira santa 11/04, na praça Dr. Jefferson de Oliveira, com a presença de inúmeros fiéis, aconteceu o doloroso encontro de Maria e Jesus. Proferiu o sermão desta noite, o Reverendíssimo Cônego João Luís da Silva da Cidade de Nepomuceno/MG.

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Compacto do Sermão:
“Somos todos caminheiros” assim se inicia o sermão.
Mesmo em vale de lágrimas, o que vale é o caminho, a verdade e a vida, essa é a caminhada ideal. Esse é um encontro único entre mãe e filho, mostrando a profundidade do amor de Deus por nós.

O que sente nosso coração diante desse drama? Os muitos sofrimentos do nosso povo em desencontros no caminho dá vida. A necessidade de um encontro pessoal com Deus, é preciso perceber a importância do outro em nossa vida. A pessoa não basta a si mesmo,. Através do encontro com si mesmo, percebemos a importância do outro é dos dons de Deus. Devemos nos abrir para conviver com o outro através de Deus.

A família (casais, país e filhos, irmãos) forma um importante encontro, onde deve haver princípios éticos que norteiam a felicidade. Na presença de Deus sempre, temos que aprender a respeitar as diferenças, preservando a convivência e o diálogo.
A Igreja tem chamado a atenção para a importância da família, da defesa da família, com respeito, ética, dignidade, em nome do AMOR. Uma boa convivência familiar, leva-nos à unidade dá comunidade através de encontro de casais, catequese, pastorais, para assim construirmos um mundo novo. Um mundo marcado por encontros incontáveis que dão sentido à vida.

A necessidade de ações solidárias para com as pessoas que mais precisam: doentes, idosos, carcerários, os que se isolam. Foi isso que Jesus nos ensinou… o encontro com homens, mulheres, crianças, jovens; justos e pecadores, ricos e pobres; até mesmo com aqueles que resistem ao projeto de vida, justiça, de paz e de amor.

Precisamos ter sensibilidade em nossos corações para acolher Jesus com muito carinho, na presença de nosso irmão. Temos que levar as pessoas ao encantamento com os projetos de Jesus; e de encontro em encontro, Jesus procura lares para ser acolhido.
E nesse encontro de Maria com seu filho, o que sentimos? A presença de Deus na vida deles. Só Deus é nosso defensor, protetor e nossa fortaleza. Assim podemos compreender o significado de vc tanta força perante tanta dor. “Se Deus é por nós, quem será contra nós?”

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O que nos trouxe aqui hoje? O amor a Jesus, o amor para com Maria. A gratidão a Deus, que nos salva e se entrega através do amor.
Somente com Deus em nós, venceremos o desamor que provoca tanto sofrimento. Só com Deus poderemos encontrar sentido para nossa vida. Olhemos para Jesus é Maria: não podemos desistir. A força é a luz de Deus na eucaristia, nas boas obras, no amor aos irmãos são o caminho que nós levam ao céu. Nos encontros nossos de cada dia construiremos o reino de Deus. E… só Jesus é o caminho que nos leva a Deus!

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Coral Campanhense entoa o Moteto PATER MI minutos antes da procissão do Senhor dos Passos sair da Igreja para o sermão do encontro. Confira o vídeo!

Texto: Rondelli Fernandes – Colaboração/Edição/Fotos: Bruno Henrique – Gestor do Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização !!

 

S.SANTA 2017: Fiéis relembram a prisão de Cristo com emocionante sermão do Reverendíssimo Pe. Edson em Campanha/MG

DESTACAMOS PARA VOCÊ, OS PRINCIPAIS PONTOS DO SERMÃO DA PRISÃO DE JESUS, PROFERIDO PELO REVERENDÍSSIMO PADRE EDSON PEREIRA OLIVEIRA EM CAMPANHA/MG


“Segunda-Feira Santa, os fiéis relembram a prisão de Cristo e sua dolorosa caminhada até o Calvário.”

Tradicionalmente, logo após a missa, o cortejo seguiu em procissão até o Adro da Igreja Nossa Senhora das Dores onde o Reverendíssimo Padre Edson Pereira Oliveira – Vigário Paroquial da Campanha e Reitor do Seminário Propedêutico São Pio X, proferiu um breve, mas emocionante sermão.

Padre Edson, pediu aos presentes que olhassem a imagem de Nosso Senhor e cantassem com ele a bela canção Certo Galileu de autoria do Padre Zezinho.

E começou a falar da intenção de Jesus, que nem todos foram capazes de acolher. Lembrando sobre a noite em que Ele agiu com amor e recebeu desamor, dos que mais amava. Falou do gosto amargo da rejeição e uma condenação injusta. Falou da traição de um dos discípulos, dos quais Jesus mais confiava. Lembrou da agonia no Jardim das Oliveiras, daquele que sabia que iria experimentar a pior dor. Falou da oração ao invés da revolta com o Pai, da aceitação naquela noite de traição, do suor de sangue, do abandono dos discípulos na hora em que Ele mais precisava. E do beijo do traidor, que ainda balbuciou um “salve Divino Mestre”, em troca de 30 moedas. Destacou a ira de Pedro que ao ver o Mestre preso, cortou a orelha de um soldado e logo adiante, sua falta de força e fé diante do medo, o faz negar Jesus por três vezes.

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Dos questionamentos feitos a Jesus, em tom de ironia e sarcasmo, onde Ele em silêncio aceitava as provocações, porque sabia que o coração do povo não estava preparado para receber o filho de Deus. Pois “se você ensina um sábio, ganhará um amigo, mas se você ensina um ignorante, terá um inimigo.”

E Jesus só falava a verdade, mas a verdade dói a quem não é da verdade, é mais fácil correr…!

Sutilmente, Padre Edson, trouxe tudo isso para os dias atuais e para nossa vida.

Coincidentemente, Domingo de Ramos no Egito, foi cercado de sangue e ramos, por causa do atentado em duas igrejas, onde morreram vários Cristãos Católicos, mártires dos tempos atuais. Vivemos um tempo de perseguição, onde seguir Jesus é perigoso.

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Questionou, será que somos capazes de derramar nosso sangue por Jesus?  Você é capaz de dar sua vida por Jesus? Se SIM, você ganha à vida eterna. Se não… Está nas mãos de Deus.

DSC04789Quem você quer ser?

Judas? Aquele que trai que não age corretamente, que tira para si o que não lhe pertence, que se corrompe por 30 moedas?

Pedro? Aquele que nega? Que corre? Que abandona os amigos diante das dificuldades?

Ou Jesus? Aquele que falou a verdade, que sofreu as maiores humilhações, foi julgado, condenado, morto… Que passou por tudo isso, mas nunca deixou de CONFIAR NO PAI?

Cabe a cada um de nós a decisão, porque nós sabemos onde colocamos a nosso CONFIANÇA.

Que nós possamos, no nosso dia a dia, nos livrarmos das perseguições.

E não nos esqueçamos da frase do dia dita pele Rei dos Reis: “PAI, AFASTA DE MIM ESSE CÁLICE.”

Escrito por Rondelli Fernandes – Colaboradora do portal Terra de Santa Cruz 


Após o Sermão todos se dirigiram ao interior da igreja para veneração da imagem do Cristo Prisioneiro. Como é de tradição, o Coral Campanhense (60 anos de História) se faz presente mais um ano na Semana Santa da Campanha, entoando os belíssimos motetos.

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Texto: Rondelli Fernandes – Edição/Fotos/Matéria: Bruno Henrique 

Portal Terra de Santa Cruz – a serviço da Evangelização 

Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor em Campanha/MG

A Semana Santa começa com o Domingo de Ramos no qual comemoramos a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, evento este da vida de Jesus relatado nos quatro evangelhos canônicos (Marcos 11:1, Mateus 21:1-11, Lucas 19:28-44 e João 12:12-19) Esta solene celebração que ocorre no mundo toda pelos cristãos católicos, é um prelúdio das dores e humilhações nas qual Jesus Cristo passou.

Em Campanha/MG, como é de tradição, a abertura da Semana Santa é feita por Sua Excelência Reverendíssima Dom Pedro Cunha Cruz, bispo diocesano da Diocese da Campanha, na Catedral de Santo Antônio.

O bispo da Santa Sé Episcopal da Campanha-MG celebrou a Missa Pontifical de abertura da Semana Santa 2017 pela manhã deste domingo 09 de abril. Os fiéis se reunirão na Igreja Nossa Senhora das Dores para a bênção de ramos, em seguida todos seguiram em procissão conduzida solenemente pela Banda Marcial Irmão Paulo que abrilhantou a caminhada onde atualizamos a entrada de Jesus em Jerusalém aclamado pelo povo com gritos de “Hosana ao filho de Davi, bendito quem vem em nome Senhor, Hosana nas alturas”.

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Ao chegar à Catedral Diocesana de Santo Antônio, Dom Pedro se aproximou da porta principal e com a Cruz processional, a tocou por três vezes “Levantai, ó portas, os vossos frontões; abram-se, ó antigos portais, para que entre o Rei da Glória!”. E a porta se abriu… já, no interior da Catedral deu-se continuidade a santa missa, conforme pede a liturgia do dia. Concelebrou com Dom Pedro, o Reverendíssimo Padre Edson Pereira Oliveira, Vigário Paroquial da Campanha e Reitor do Seminário Propedêutico São Pio X.

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O canto litúrgico ficou a cargo do belíssimo Coral Catedral.

DSC04594.JPGAs celebrações do Domingo de Ramos encerraram-se com a procissão do Nosso Senhor do Triunfo e santa missa na Catedral. Os fiéis da Campanha/MG se reuniram na Igreja do Mártir São Sebastião para bênção de Ramos e procissão com a imagem do Nosso Senhor do Triunfo. Presidiu a solene missa o Reverendíssimo Cônego Luzair Coelho de Abreu, pároco e cura da Catedral. Esta foi à última celebração do dia neste Domingo de Ramos deixando aberta a piedosa e tradicional Semana Santa da Campanha/MG.

Por Bruno Henrique Santos/Gestor do Portal Terra de Santa Cruz

PARA SABER: O SIGNIFICADO DOS RAMOS

Os ramos lembram nosso batismo. Esses ramos significam a vitória: “Hosana ao Filho de Davi: bendito seja o que vem em nome do Senhor, o Rei de Israel; hosana nas alturas”. Os ramos santos nos fazem lembrar que somos batizados, filhos de Deus, membros de Cristo, participantes da Igreja, defensores da fé católica, especialmente nestes tempos difíceis em que esta é desvalorizada e espezinhada. Os ramos sagrados que levamos para nossas casas, após a Missa, lembram-nos de que estamos unidos a Cristo na mesma luta pela salvação do mundo, a luta árdua contra o pecado, um caminho em direção ao Calvário, mas que chegará à Ressurreição.

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Domingo de Ramos: Papa, Jesus está presente nos que padecem tribulações como Ele

Inicia-se neste Domingo de Ramos (09/04) a Semana Santa.

O Papa Francisco presidiu a missa deste domingo, na Praça São Pedro, que contou com a participação de vários fiéis e peregrinos, cerca de quarenta mil pessoas.

“Esta celebração tem, por assim dizer, duplo sabor: doce e amargo. É jubilosa e dolorosa, pois nela celebramos o Senhor que entra em Jerusalém, aclamado pelos seus discípulos como rei; ao mesmo tempo, porém, proclama-se solenemente a narração evangélica de sua Paixão. Por isso, o nosso coração experimenta o contraste pungente e prova, embora numa medida mínima, aquilo que deve ter sentido Jesus em seu coração naquele dia, quando rejubilou com os seus amigos e chorou sobre Jerusalém”, disse o Pontífice.

 https://youtu.be/EF8Bt7kBLCE

“Há trinta e dois anos a dimensão jubilosa deste domingo tem sido enriquecida com a festa dos jovens: a Jornada Mundial da Juventude, que, este ano, se celebra no âmbito diocesano, mas daqui a pouco viverá, nesta Praça, um momento sempre emocionante, de horizontes abertos, com a passagem da Cruz dos jovens de Cracóvia para os do Panamá.”

“O Evangelho, proclamado antes da procissão, apresenta Jesus que desce do Monte das Oliveiras montado num jumentinho, sobre o qual ainda ninguém se sentara; evidencia o entusiasmo dos discípulos, que acompanham o Mestre com aclamações festivas; e pode-se, provavelmente, imaginar que isso contagiou os adolescentes e os jovens da cidade, que se juntaram ao cortejo com os seus gritos. O próprio Jesus reconhece neste jubiloso acolhimento uma força irreprimível querida por Deus, respondendo assim aos fariseus escandalizados: «Eu vos digo, se eles se calarem, as pedras gritarão».”

“Mas este Jesus, cuja entrada na Cidade Santa estava prevista precisamente assim nas Escrituras, não é um iludido que apregoa ilusões, um profeta «new age», um vendedor de fumaça. Longe disso! É um Messias bem definido, com a fisionomia concreta do servo, o servo de Deus e do homem que caminha para a paixão; é o grande Padecente da dor humana”, frisou o Papa.

“Assim, enquanto festejamos o nosso Rei, pensemos nos sofrimentos que Ele deverá padecer nesta Semana. Pensemos nas calúnias, nos ultrajes, nas ciladas, nas traições, no abandono, no julgamento iníquo, nas pancadas, na flagelação, na coroa de espinhos… e, por fim, no caminho da cruz até à crucificação.”

“Ele tinha dito claramente aos seus discípulos: «Se alguém quer vir comigo, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga». Nunca prometeu honras nem sucessos. Os Evangelhos são claros. Sempre avisou os seus amigos de que a sua estrada era aquela: a vitória final passaria através da paixão e da cruz. E, para nós, vale o mesmo. Para seguir fielmente a Jesus, peçamos a graça de o fazer não por palavras mas com as obras, e ter a paciência de suportar a nossa cruz: não a recusar nem jogar fora, mas, com os olhos fixos n’Ele, aceitá-la e carregá-la a cada dia.”

“Este Jesus, que aceita ser aclamado, mesmo sabendo que O espera o «crucifica-o!», não nos pede para O contemplarmos apenas nos quadros, nas fotografias, ou nos vídeos que circulam na rede. Não. Está presente em muitos dos nossos irmãos e irmãs que hoje, sim hoje, padecem tribulações como Ele: sofrem com o trabalho de escravos, sofrem com os dramas familiares, as doenças… Sofrem por causa das guerras e do terrorismo, por causa dos interesses que se movem por trás das armas que não cessam de matar. Homens e mulheres enganados, violados na sua dignidade, descartados…. Jesus está neles, em cada um deles, e com aquele rosto desfigurado, com aquela voz rouca, pede para ser enxergado, reconhecido, amado.”

“Não há outro Jesus: é o mesmo que entrou em Jerusalém por entre o acenar de ramos de palmeira e oliveira. É o mesmo que foi pregado na cruz e morreu entre dois ladrões. Não temos outro Senhor para além d’Ele: Jesus, humilde Rei de justiça, misericórdia e paz.”

Por Radio Vaticano