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Teologia da prosperidade, a paganização do cristianismo. Uma Heresia!

“A teologia da prosperidade é a paganização do cristianismo, pois tal qual ocorre nos cultos pagãos, faz-se uma “oferenda”, não mais em encruzilhadas, mas na conta bancária da igreja. De forma asséptica, rápida e quase indolor, munido apenas de um cartão, oferece-se um “sacrifício”, pagando pelo serviço que Deus irá prestar. Isso é paganismo”

Antes de definir o que é a chamada “teologia da prosperidade”, que tem seduzido a muitos atualmente, é necessário entender a sua origem. Ela nasceu no movimento pentecostal e este teve três grandes “ondas” no Brasil.

A primeira onda é representada pelas igrejas pentecostais “clássicas”, por assim dizer, tais como Assembleia de Deus, Congregação Cristã do Brasil etc. Ela se caracterizava pela centralidade em Deus, ou seja, Jesus iria voltar em breve, por isso era necessário responder com a busca sincera pela santidade. É a onda do “Deus dos carismas”.

Aquelas igrejas receberam influência direta de um movimento americano denominado “Hollyness” o qual enfatizada precisamente a grandeza de Deus, a centralidade do retorno de Nosso Senhor Jesus Cristo e a santidade na vida pessoal, por isso, a primeira onde de pentecostalismo pode ser definida como uma busca de santidade de vida na presença de Deus.

A segunda onda de pentecostalismo no Brasil se manifesta nas igrejas Deus É Amor, Igreja do Evangelho Quadrangular, O Brasil para Cristo etc, e a centralidade se concentra agora nos carismas e nos milagres, por isso são chamadas de “taumatúrgicas”, ou seja, voltadas para as curas, os prodígios, das poderosas unções e todo tipo de “serviços” e cultos religiosos voltados para os milagres.

Por fim, a terceira onda do movimento pentecostal é justamente a da “Teologia da Prosperidade”. Se antes era o Deus dos carismas (1ª onda), depois os carismas de Deus (2ª onda), agora, finalmente, o homem tomou o centro e é Deus quem está a seu serviço.

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A teologia da prosperidade baseia-se na chamada “lei da reciprocidade”, ou seja, se o ser humano for bom para com Deus, Deus é “obrigado” a ser bom de volta. É uma relação matemática, com ação e reação; na medida em que a fidelidade humana é demonstrada de forma material, necessariamente se obterá a prosperidade material nesta vida.

O pentecostalismo dessa teologia é antropocêntrico: não é o homem que serve a Deus, mas Deus que serve ao homem. As Igrejas dessa onda não tem fiéis e sim, clientes. O que leva inevitavelmente a uma progressiva paganização do cristianismo, pois as pessoas pulam de igreja em igreja não em busca de salvação, mas de um “serviço”.

A teologia da prosperidade traiu o cristianismo de forma clara. Enquanto nas duas ondas precedentes observava-se ainda um núcleo cristão, nesta o que se tem é um desagregamento do que é próprio do cristão, pois toda a tradição evangélica segue a teologia de que o que importa é a fé e não as obras. A teologia da prosperidade consegue perverter essa tradição por meio de um jogo linguístico em que as obras são renomeadas como “materialização, manifestação da fé”. Isso significa que o que importa são as obras, pois Deus irá “pagar”.

Mas não é só isso. A teologia da prosperidade trai também o próprio cristianismo, pois ela não exige conversão, mudança de vida, uma vida moral reta. O que se tem no neo-pentecostalismo, em que a teologia da prosperidade se insere, uma acentuação no fato de que as obras morais são desprezíveis, o que se traduz pela aceitação de todo tipo de desregramento sexual.

Diante disso, é possível afirmar que a teologia da prosperidade é a paganização do cristianismo, pois tal qual ocorre nos cultos pagãos, faz-se uma “oferenda”, não mais em encruzilhadas, mas na conta bancária da igreja. De forma asséptica, rápida e quase indolor, munido apenas de um cartão, oferece-se um “sacrifício”, pagando pelo serviço que Deus irá prestar. Isso é paganismo.

Enquanto no cristianismo o homem crê que Deus é o Senhor e que deve estar a serviço Dele, no paganismo é justamente o contrário: Deus é que está a serviço do homem. E cada vez mais novas “fórmulas” são apresentadas para que Deus se torne como que escravo do homem e atenda a todos os seus caprichos.

Por tudo isso conclui-se que a teologia da prosperidade é muito equivocada. Ela só se explica como uma verdadeira tentação satânica em que cristãos, aos poucos, são levados a transformar o cristianismo e o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo em uma fórmula mágica e pagã.

Durante muito tempo os evangélicos acusaram os católicos de praticarem um cristianismo paganizado, no entanto, com a teologia da prosperidade, a acusação voltou-se para eles mesmos, pois, enfim, os evangélicos paganizaram o cristianismo.

Por Padre Paulo Ricardo – A Reposta Católica

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz


 

O que devemos pensar a respeito do candomblé? Pe. Paulo Ricardo explica…

O que devemos pensar a respeito do candomblé?

Pe. Paulo Ricardo explica no Resposta Católica

A história da Salvação passou por diversas fases, culminando com a vinda de Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Desde o início, Deus teve que usar de uma pedagogia toda especial para retirar o homem da idolatria, seja de falsos deuses, seja de forças e princípios cósmicos. O candomblé e as religiões pagãs, todavia, permanecem nessa atitude de idolatria.

No candomblé, o deus maior não pode ser cultuado, mas tão-somente os orixás, as divindades menores que regem a vida de cada homem de acordo com a personalidade de cada um. Da mesma forma que nas antigas religiões greco-romanas, existe no candomblé um “deus”, uma força cósmica para cada característica humana. E, igualmente, o “Deus” criador de todas as coisas não pode ser adorado, visto não ser possível manter nenhum tipo de relacionamento com o homem, dada a Sua perfeição e imutabilidade.

Não há como negar que existe uma certa lógica nesse pensamento pagão, pois, de fato, Deus Criador está muito além do homem, mera criatura. Ele “habita em luz inacessível” (ITm 6,16), porém, o Catecismo vai mais além e diz que “Deus, infinitamente Perfeito e Bem-aventurado em si mesmo, em um desígnio de pura bondade, criou livremente o homem para fazê-lo participar de sua vida bem-aventurada.” Para tanto, na plenitude dos tempos enviou Seu Filho (Gl 4,4), “como Redentor e Salvador (…). Nele e por Ele, chama os homens a se tornarem, no Espírito Santo, seus filhos adotivos” e, deste modo, torna-os seus herdeiros e participantes de sua vida. (CIC 01)

É esta ação e desejo de Deus – de fazer os homens participarem de sua vida bem-aventurada – que diferencia o cristianismo de todas as outras ditas religiões. Por causa dele, Deus Criador, o Imutável, o Perfeito, o Sumo Bem desceu dos céus e veio habitar entre os homens: Jesus é o próprio Deus que se fez homem.

Deste modo, cultuar criaturas em vez de o Deus verdadeiro é grave infração. Deus transcende a criação, está presente nela e a sustenta. É o que ensina o Catecismo:

“Deus é infinitamente maior que todas as suas obras: “Sua majestade é mais alta do que os céus, é incalculável a sua grandeza. Mas, por ser o Criador soberano e livre, causa primeira de tudo o que existe, Ele está presente no mais íntimo de suas criaturas: “Nele vivemos, nos movemos e existimos. Segundo as palavras de Santo Agostinho, ele é ‘superior summo meo et interior intimo meo’ – maior do que o que há em mim e mais íntimo do que o que há de mais íntimo em mim.” (CIC 300)

Por isso, Deus não cabe na mente do homem, não é seu funcionário, nem lhe faz todas as vontades. O deus que se submete ao intelecto humano deixa de ser onipotente, imutável e torna-se apenas um ídolo. E a idolatria (politeísmo) é uma afronta ao primeiro mandamento da lei divina. O Catecismo ensina que:

“O primeiro mandamento condena o politeísmo. Exige que o homem não acredite em outros deuses afora Deus, que não venere outras divindades afora a única. A escritura lembra constantemente esta rejeição de ídolos, ouro e prata, obras das mãos dos homens, os quais têm boca e não falam, olhos e não veem. Esses ídolos vãos tornam as pessoas vãs: ‘Como eles serão os que o fabricaram e quem quer que ponha neles a sua fé.” Deus, pelo contrário, é o “Deus Vivo” que faz viver e intervém na história” (CIC 2112)

Se, portanto, “o desejo de Deus está inscrito no coração do homem, já que o homem é criado por Deus e para Deus; e Deus não cessa de atrair o homem a si, e somente em Deus o homem há de encontrar a verdade e a felicidade que não cessa de procurar” (CIC 27), não se pode ignorar a incompletude do candomblé e das religiões pagãs como um todo. Insistir em suas práticas é colocar a própria felicidade – e salvação eterna – nas mãos de algo incapaz de propiciar aquilo que se busca e que só o Deus Perfeito e Criador do céu, da terra, das coisas visíveis e invisíveis pode proporcionar.

A Resposta Católica – Padre Paulo Ricardo


 

Você sabe por que o católico não pode ser Espírita?

Você sabe por que o católico não pode ser Espírita?

Cada religião possui seus dogmas, seus artigos de fé. Se duas religiões possuíssem os mesmos pensamentos e dogmas não seriam duas, mas apenas uma.
Por isso, uma pessoa não pode participar de duas religiões, pois não cumprirá honestamente nem uma, nem outra.

Você sabe por que o católico não pode ser Espírita?

O católico não pode ser espírita porque:

1. O católico admite a possibilidade do Mistério e aceita Verdades sempre que tem certeza que foram reveladas por Deus.

2. O espírita proclama que não há mistérios e tudo o que a mente humana não pode compreender é falso e deve ser rejeitado.

3. O católico instruído crê que Deus pode e faz milagres.

4. O espírita rejeita a possibilidade de milagres e ensina que Deus também deve obedecer as leis da natureza.

5. O católico crê que a Bíblia foi inspirada por Deus e, portanto, não pode conter erros em questão de fé e moral.

6. O espírita declara que a Bíblia está cheia de erros e contradições e que esta nunca foi inspirada por Deus.

7. O católico crê que Jesus enviou o Espírito Santo aos apóstolos e seus sucessores para que pudessem transmitir fielmente a sua doutrina.

8. O espírita declara que os apóstolos e seus sucessores não entenderam os ensinamentos de Cristo e que tudo quanto transmitiram está errado ou foi falsificado.

9. O católico crê que o papa, sucessor de São Pedro, é infalível em questões de fé e moral.
O espírita declara que os papas só espalharam o erro e a incredulidade.

10. O católico crê que Jesus instituiu a Igreja para continuar a sua obra.
O espírita declara que até a vinda de Allan Kardec, a obra de Cristo estava inutilizada e perdida.

11. O católico crê que Jesus ensinou toda a Revelação e que não há mais nada para ser revelado.
O espírita proclama que o Espiritismo é a terceira revelação, destinada a retificar e até mesmo substituir o Evangelho de Cristo.

12. O católico crê no mistério da Santíssima Trindade.

13. O espírita nega esse augusto mistério.

14. O católico crê que Deus é o Criador de tudo, Ser pessoal, distinto do mundo.
O espírita afirma que os homens são partículas de Deus (verdadeiro panteísmo).

15. O católico crê que Deus criou a alma humana no momento de sua união com o corpo.
O espírita afirma que nossa alma é resultado de lenta e longa evolução, tendo passado pelo reino mineral, vegetal e animal.

16. O católico que o homem é uma composição substancial entre corpo e alma.
O espírita afirma que é composto entre perispírito e alma e que o corpo é apena um invólucro temporário, um “alambique para purificar o espírito”.

17. O católico obedece a Deus que, sob severas penas, proibiu a evocação dos mortos.
O espírita faz desta evocação uma nova religião.

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O católico crê na existência de anjos e demônios.

19. O espírita afirma que não há anjos, mas espíritos evoluídos e que eram homens; que não há demônios, mas apenas espíritos imperfeitos que alcançarão a perfeição.

20. O católico crê que Jesus Cristo é verdadeiramente o Filho Unigênito de Deus, Segunda Pessoa da Santíssima Trindade.

21. O espírita nega esta verdade fundamental da fé cristã e afirma que Cristo era apenas um grande médium e nada mais.

22. O católico crê também que Jesus é verdadeiro homem, com corpo real e alma humana.
Grande parte dos espíritas afirma que Cristo tinha apenas um corpo aparente ou fluídico.

23. O católico crê que Maria é a Mãe de Deus, Imaculada e assumta ao céu. O espírita nega e ridiculariza todos os privilégios de Maria.

24. O católico crê que Jesus veio para nos salvar, por sua Paixão e Morte.
O espírita afirma que Jesus não é nosso Redentor, mas apenas veio para ensinar algumas verdades e de modo obscuro; e que cada pessoa precisa remir-se a si mesma.

25. O católico crê que Deus pode perdoar o pecador arrependido.
O espírita afirma que Deus não pode perdoar os pecados sem que se proceda rigorosa expiação e reparação feita pelo próprio pecador, sempre em novas reencarnações.

26. O católico crê nos Sete Sacramentos e na graça própria de cada Sacramento.
O espírita não aceita nenhum Sacramento, nem mesmo o poder da graça santificante.

27. O católico crê que o homem vive uma só vez sobre a Terra e que desta única existência depende a vida eterna.

28. O espírita afirma que a gente nasce, vive, morre e renasce, e progride continuamente (reencarnação).

29. O católico crê que após esta vida exista o céu e o inferno.

30. O espírita nega, pois crê em novas reencarnações.

Fonte: Aleteia

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz.


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O que é 666? Quem são os 144 mil? As duas bestas? Estude antes de falar asneira protestante!

Os católicos não podem se deixar levar pelas superstições que se originaram ao redor desta data. Para não ser enganado é preciso saber o que os números representavam para os antigos judeus. Por exemplo, os 144 mil eleitos (Apocalipse, cap. 14): é o povo cristão, que não aderiu ao culto imperial, permanecendo fiel a Cristo. 144.000 = 12 x 12 x 1000. O número 12 era símbolo da perfeição e é citado 187 vezes na Bíblia. O número 1000 representava a glória de Deus.

O simbolismo do 666 é claramente interpretado pela Igreja. A mentalidade judia afirmava que o número 7 significava a perfeição e o contato com Deus, e o que estava abaixo era imperfeito, de modo que o número 6 era sinal de imperfeição, erro. Temos por exemplo os 7 Sacramentos, os 7 dons do Espírito Santo, as 7 dores de Virgem Maria e de São José, etc; é um número símbolo de perfeição. O número 6 repetido quer dizer “perfeição da maldade” e o autor do Apocalipse identifica a besta com o 666, fala desta como de vários personagens ou de alguém que perseguia os cristãos dessa época.

666

É bom lembrar que o Apocalipse foi escrito no final do séc. I (95 d.C), em grego, e tinha como destinatário as comunidades cristãs da Ásia Menor (Ap 1,4; 2,1-3,22) que falavam o grego. Nessa época, esta região estava sob o domínio do Império Romano e o Cristianismo era duramente perseguido pelo terrível imperador Domiciano (81-96 d.C). Este imperador se considerava um deus e exigia que todos os seus súditos o adorassem, o que os cristãos jamais aceitaram.

São João, assim, escreve o Apocalipse, divinamente inspirado, e proclama que, no final, o Cristianismo sairá vencedor. Querendo dizer quem era a Besta, sem poder falar claramente para não ser acusado de crime de “lesa majestade” (estava desterrado na ilha de Patmos por causa da Palavra de Deus – cf. Ap. 1,9). De maneira que o apóstolo fez uso da gematria, que consistia em atribuir um número formado pela soma das letras de certo alfabeto para expressar uma verdade conhecida pelos leitores.

Os povos antigos não usavam o sistema arábico (o nosso) para expressar os números, mas sim, as próprias letras do alfabeto. Os romanos usavam apenas 7 letras. Também os judeus e os gregos atribuíam números às letras de seus respectivos alfabetos, mas de forma muito mais ampla que os romanos, já que toda letra (grega ou hebraica) possuía um certo valor. Alfabeto Grego: Alfa = 1; Beta = 2; Gama = 3; Delta = 4; Epsilon = 5; Stigma = 6 (antiga letra grega que depois de certo tempo deixou de ser usada); Zeta = 7; Eta = 8; Teta = 9; Iota = 10; Kapa = 20; Lamba = 30; Mu = 40; Nu = 50; Xi = 60; Omicron = 70; Pi = 80; Ro = 100; Sigma = 200; Tau = 300; Upsilon = 400; Phi = 500; Chi = 600; Psi = 700 e Omega = 800. Alfabeto Hebraico: Alef = 1; Bet = 2; Guimel = 3; Dalet = 4; He = 5; Vau = 6; Zayin = 7; Chet = 8; Tet = 9; Yod = 10; Kaf = 20; Lamed = 30; Mem = 40; Num = 50; Sameq = 60; Ayin = 70; Pe = 80; Tsadi = 90; Kof = 100; Resh = 200; Shin = 300; Tau = 400.

São João era de origem hebraica e escreveu o Apocalipse em grego. Se fizermos a gematria da expressão grega “NVRN RSQ” (César Nero), usando o alfabeto hebraico, totalizaremos 666, pois: N(50)V(6)R(200)N(50) R(200)S(60)Q(100)=666.

As comunidades da Ásia Menor falavam o grego, mas conheciam os caracteres hebraicos. São João misturou aí os dois idiomas, ou seja, o grego e hebraico por esse fato. Se, acaso, o livro caísse nas mãos das autoridades romanas, que não conheciam o hebraico, não colocaria em risco seus leitores. Nero (†67) foi o primeiro grande perseguidor dos cristãos e, na época em que foi escrito o Apocalipse (anos 90), Domiciano voltava a perseguir os cristãos com mais força e crueldade. Era “um novo Nero”. Esta e outras evidências levaram aos estudiosos a interpretar que a Besta do Apocalipse era o próprio Imperador Romano, perseguidor dos cristãos.

O Ap 17,10-11 reafirma esta interpretação. Este versículo diz: “São também sete reis, dos quais cinco já caíram, um existe e o outro ainda não veio, mas quando vier deverá permanecer por pouco tempo. A Besta que existia e não existe mais é ela própria o oitavo e também um dos sete, mas caminha para a perdição”. Os reis de que trata a citação são os imperadores romanos. Considerando, cronologicamente, os imperadores a partir da vinda de Cristo, até a época da redação do livro do Apocalipse: 5 já caíram – Augusto (31aC-14dC), Tibério (14-37dC), Calígula (37-41dC), Cláudio (41-54dC) e Nero (54-68dC); 1 existe – Vespasiano (69-79dC); e 1 que durará pouco – Tito (79-81dC: só 2 anos!); a besta é o oitavo – Domiciano (81-96dC).

E as duas bestas (Apocalipse, cap.13) quem são? A primeira besta, que sobe do mar (v. 1), é o próprio imperador de Roma, Domiciano (como foi explicado); o mar é o Mar Mediterrâneo, onde se localizava Roma, a capital do Império. Sua autoridade vem de Satanás (v. 2) e as palavras blasfêmicas que profere (v. 5) se referem ao culto de adoração ao imperador imposto por Domiciano a todos os povos do Império. A segunda besta, que sai da terra (v.11), classificada como “falso profeta” (Ap 16, 13; 19,20; 20,10), é a ideologia do culto imperial favorecido pelas religiões pagãs. A prostituta (caps. 16-17) significa a Roma pagã e idólatra (v. 9). Os reis das terras que se prostituíram com ela (v. 2) são os povos que adotaram o culto de adoração ao imperador.

De maneira figurada o 666 pode ser símbolo também de toda força, cultura, pessoa, que combata contra Deus e a sua santa Igreja. São João dizia, no séc. I, que o anti-Cristo já estava no mundo.

Por Prof. Felipe Aquino.


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O Espiritismo é cristão?

Vamos apresentar a doutrina espírita, com as palavras dos próprios adeptos dessa religião, a fim de mostrar que ela é absolutamente incompatível com a doutrina católica e com o Cristianismo tradicional.

Para tal intento, será utilizado um trecho da obra “Doutrina Espírita para Principiantes”, mais especificamente o segundo capítulo, que faz um resumo sistemático da doutrina espírita. Já que vários aspectos de seu surgimento – como a filiação de Allan Kardec à maçonaria e a ligação dos primeiros codificadores espíritas à teosofia – foram propositalmente omitidos da obra e levaria muito tempo trazer à luz textos biográficos e outros documentos históricos, o primeiro capítulo, que aborda a história do espiritismo, será colocado à parte nesta aula.

Em um parágrafo do segundo capítulo, sobre “O Consolador Prometido” (referência clara ao Paráclito prometido por Jesus aos seus apóstolos ), é possível ler:

O Consolador prometido por Jesus, também designado pelo apóstolo João como o «Santo Espírito», seria enviado à Terra com a missão de consolar e lidar com a verdade. Sob o nome de Consolador e de Espírito de Verdade, Jesus anunciou a vinda daquele que havia de ensinar todas as coisas e de lembrar o que ele dissera. A relação entre o Espiritismo e o Consolador está no fato de a Doutrina Espírita conter todas as condições do Consolador que Jesus prometeu; ou seja, o Espiritismo vem abrir os olhos e os ouvidos, pois fala sem figuras, sem alegorias, levantando o véu intencionalmente lançado sobre certos mistérios; vem, finalmente, trazer a consolação suprema aos deserdados da Terra e a todos os que sofrem. Jesus sabia que seria inoportuna uma revelação mais ampla, já que o homem da sua época não estava amadurecido e além disso previa que a sua mensagem seria distorcida com o correr do tempo; e por isso prometeu um Consolador.

Então, o espiritismo autoproclama-se “o Consolador prometido por Jesus”. Para nós, católicos, Jesus, ao falar desse Consolador, faz referência à terceira pessoa da Santíssima Trindade. Os espíritas, porém, copiam alguns hereges antigos que também se intitulavam “o Consolador” – esse foi um artifício dos montanistas e dos milenaristas, notadamente do abade Joaquim de Fiore –, dividindo a história em três partes: o Antigo Testamento, a revelação mosaica; o Novo Testamento, a revelação cristã; e, então, o Consolador, que seria a religião inventada por eles. É precisamente nisto que consiste o cerne da chamada “revelação espírita”, como se pode ler, ainda na obra de Rivas:

Definamos primeiro o sentido da palavra revelação. Revelar, do latim revelare, cuja raiz, velum véu, significa literalmente descobrir de sob o véu e, figuradamente, descobrir, dar a conhecer uma coisa. A característica essencial de qualquer revelação tem que ser a verdade. Revelar um segredo é dar a conhecer um fato; se este é falso já não é um fato e por consequência não existe revelação. O Espiritismo, partindo das próprias palavras do Cristo, como este partiu das de Moisés, é consequência direta da sua doutrina. A ideia vaga da vida futura, acrescenta a revelação da existência do mundo invisível que nos rodeia, povoa o espaço e levanta o véu que ocultava aos homens os mistérios do nascimento e da morte. A primeira revelação teve a sua personificação em Moisés, a segunda no Cristo, a terceira não a tem em indivíduo algum. As duas primeiras foram individuais, a terceira coletiva; aí está um caráter essencial de grande importância. Ninguém, por consequência, pode inculcar-se como seu profeta exclusivo; foi espalhada simultaneamente, por sobre a Terra, a milhões de pessoas, de todas as idades e condições, a fim de servir um dia a todos, de ponto de ligação. Chegou numa época de emancipação e maturidade intelectual, na qual o homem não aceita nada às cegas. A revelação espírita é progressiva. O Espiritismo não têm dito a última palavra, mas tem aberto um campo amplo para o estudo e a observação. Pela sua natureza possui duplo caráter, é ao mesmo tempo divina e humana. Divina porque provém da iniciativa dos Espíritos e humana porque é fruto do trabalho do homem. Os ensinamentos dos Espíritos, por toda parte, nos mostram a unidade da lei. Em virtude dessa unidade, reinam na obra eterna a ordem e a harmonia.

Fica nas entrelinhas a ideia de que a revelação de Jesus foi um estágio imperfeito. Para Allan Kardec, Ele “falou de tudo, mas em termos mais ou menos claros, de maneira que, para entender o sentido oculto de certas palavras, era preciso que novas ideias e novos conhecimentos viessem dar-nos a chave”. Essa “chave” seria o espiritismo: Jesus falou por meio de parábolas, de modo simbólico; agora, que já foi dado o “tempo à ciência para progredir”, os espíritas são quem têm a palavra. Essa pretensão cientificista dos espíritas traz à tona o caráter “naturalista” de sua religião. A ciência é, sem dúvida, um instrumento importante, mas deve atuar em seu âmbito próprio, que é a análise dos fenômenos da natureza. A revelação divina, ao contrário, não deve ser medida com instrumentos empíricos, que são insuficientes.

Mas, deixando de lado também o exame científico da questão espírita, é absolutamente inaceitável para um cristão dizer que o ensinamento de nosso Senhor Jesus Cristo pode ser “corrigido” ou “aperfeiçoado”. O Catecismo da Igreja Católica diz, com toda a clareza, que “o Filho é a Palavra definitiva do Pai, de sorte que depois dele não haverá outra Revelação”; e ainda: “A fé cristã não pode aceitar ‘revelações’ que pretendam ultrapassar ou corrigir a Revelação da qual Cristo é a perfeição. Este é o caso de certas religiões não-cristãs e também de certas seitas recentes que se fundamentam em tais ‘revelações”.

O livro “Doutrina Espírita para Principiantes” traz também as cinco obras fundamentais do espiritismo kardecista, todas elas escritas por Allan Kardec, pseudônimo utilizado pelo francês Hippolyte Léon Denizard Rivail (1804 – 1869), considerado o “codificador” da doutrina espírita:

1) O Livro dos Espíritos (1857):

Contém os princípios da Doutrina Espírita. Trata sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da humanidade – segundo os ensinos dados por Espíritos superiores com o concurso de diversos médiuns – recebidos e coordenados por Allan Kardec. Divide-se em quatro tópicos: «As causas primárias»; «Mundo espírita ou dos Espíritos»; «As leis morais»; e «Esperanças e consolações».

Enquanto os cristãos lançam um olhar de reverência para Jesus e para as Sagradas Escrituras, nas obras de Kardec, os espíritos estão a todo o momento corrigindo a Bíblia – a base de “O Livro dos Espíritos” são “os ensinos dados por Espíritos superiores com o concurso de diversos médiuns” –, fazendo uma “adaptação” completamente pervertida de seu conteúdo.

2) O Livro dos Médiuns (1861):

Orienta a conduta prática das pessoas que exercem a função de intermediar o mundo espiritual com o material. Mostra aos médiuns os inconvenientes da mediunidade, suas virtudes e os perigos provindos de uma faculdade descontrolada. Ensina a forma de se obter contatos proveitosos e edificantes junto à Espiritualidade. A obra demonstra ainda as consequências morais e filosóficas decorrentes das relações entre o invisível e o visível. É o maior tratado de paranormalidade já escrito.

Médium, para a doutrina espírita, é uma pessoa que tem a capacidade de estabelecer comunicações entre os dois mundos: o dos “espíritos encarnados” e o dos “espíritos desencarnados”. “O Livro dos Médiuns” seria, na linguagem de Rivas, “o maior tratado de paranormalidade já escrito”. Trata-se de uma confusão constante no vocabulário espírita: eles frequentemente reputam como normais acontecimentos que são, na verdade, extraordinários. A alma de um falecido comunicar-se com os vivos, por exemplo, é algo absolutamente fora do comum, enquanto, para eles, seria algo ordinário e natural.

3) O Evangelho segundo o Espiritismo (1864):

Trata-se da parte moral e religiosa da Doutrina Espírita. Ensina a teoria e a prática do Cristianismo, através de comentários sobre as principais passagens da vida de Jesus, feitos por Allan Kardec e pelos Espíritos superiores. Mostra que as parábolas existentes no Evangelho, que aos olhos humanos parecem fantasias, na verdade exprimem o mais profundo código de conduta moral de que se tem notícia.

“O Evangelho segundo o Espiritismo” ensinaria, nas palavras de Rivas, “a teoria e a prática do Cristianismo”. Ou seja, Allan Kardec diz-se o legítimo intérprete do Evangelho, tendo recebido a chave de interpretação dos espíritos. Essa ideia é de uma pretensão indubitavelmente inaceitável para os cristãos.

4) O Céu e o Inferno (1865):

Neste livro, através da evocação dos Espíritos, Allan Kardec apresenta a verdadeira face do desejado «céu», do temido «inferno», como também do chamado «purgatório». Põe fim às penas eternas, demonstrando que tudo no Universo evolui e que as teorias sobre o sofrimento no fogo do inferno nada mais são do que uma ilusão. Comunicações de Espíritos desencarnados, de cultura e hábitos diversos, são analisadas e comentadas pelo Codificador, mostrando a situação de felicidade, de arrependimento ou sofrimento dos que habitam o mundo espiritual.

Nesse livro, Allan Kardec distorce totalmente a doutrina cristã sobre a escatologia. Ao pôr “fim às penas eternas”, ele praticamente nega a existência do inferno, corroborada tantas vezes por Cristo nas Escrituras.

5) A Gênese (1868):

Este livro é um estudo a respeito de como foi criado o mundo, como apareceram as criaturas e como é o Universo em suas faces material e espiritual. É a parte científica da Doutrina Espírita. Explica a Criação, colocando Ciência e Religião face a face. A Gênesis bíblica é estudada e vista como uma realidade científica, disfarçada por alegorias e lendas. Os seis dias narrados nas Escrituras Sagradas são mostrados como o tempo que o Criador teria gasto com a formação do Universo e da Terra; eras geológicas, que seguem a ordem cronológica comprovada pela Ciência em suas pesquisas. Os «milagres», realizados por Jesus, são explicados como sendo produto da modificação dos elementos da natureza, sob a ação de sua poderosa mediunidade.

“A Gênese”, na verdade, não passa de uma das maiores farsas do espiritismo. Camille Flammarion, que ajudou Kardec a escrever essa obra, ao falar sobre o cosmos, comete equívocos clamorosos, errando números de satélites e vários princípios básicos de astronomia – algo inaceitável para espíritos supostamente tão sábios. Perguntado sobre os erros contidos no livro, Flammarion afirmou que se tratava do conhecimento que eles tinham na época, ou seja, deixou claro que aquelas informações não vieram do “mundo dos espíritos”, mas tão somente de suas cabeças. Até hoje, no entanto, Flammarion é venerado e não há nenhum pedido de desculpas e nenhuma retratação desse fato – um exemplo flagrante de desonestidade intelectual.

Ainda na “Doutrina Espírita para Principiantes”, são elencados os “Princípios Fundamentais” dos ensinamentos dos Espíritos”, a saber:

1) A Existência de Deus: Inteligência Suprema, causa primeira de todas as coisas.

Os termos empregados são cuidadosos: procuram mascarar a doutrina espírita para dar-lhe um ar cristão. No entanto, a visão espírita de Deus é deísta. Kardec, ao definir a divindade, ao invés de perguntar “quem é Deus”, usa a expressão “o que é Deus”, como que a indicar: Deus é a “Inteligência Suprema”, mas não é necessariamente um ser pessoal, alguém com quem o homem pode verdadeiramente se relacionar. Isso não se coaduna com a religião cristã, na qual Deus é um só, em três pessoas realmente distintas.

2) A Imortalidade da Alma: Somos em essência Espíritos, seres inteligentes da criação. O espírito é o princípio inteligente do Universo.

Nós, católicos, estamos de acordo com o princípio da imortalidade da alma, mas não da forma como é exposto acima. Não “somos em essência Espíritos”: “a pessoa humana, criada à imagem de Deus, é um ser ao mesmo tempo corporal e espiritual”; “o espírito e a matéria no homem não são duas naturezas unidas, mas a união deles forma uma única natureza”.  A grande dificuldade antropológica do espiritismo está justamente neste dualismo: o homem seria só a sua alma e o seu corpo, uma prisão. A Igreja já condenou há muito tempo a metempsicose e a apocatástase, de Orígenes, que são doutrinas defendidas sob outros nomes pelos espíritas. Elas podem ser aceitas pelo orfismo e pelo platonismo, mas não pela religião cristã.

3) A Reencarnação: Criado simples e ignorante, o Espírito decide e cria seu próprio destino usando o livre arbítrio. Seu progresso é consequência das experiências adquiridas em diversas existências, evoluindo constantemente, tanto em inteligência como em moralidade.

4) A Pluralidade dos Mundos Habitados: Os diferentes orbes do Universo constituem as diversas moradas dos Espíritos.

Segundo o espiritismo, aquilo que de mal as pessoas cometem deve ser pago em outras existências. No Cristianismo, ao contrário, o Verbo se fez homem e o Seu sofrimento tem um poder redentor para a humanidade. Por isso, não é necessário que o ser humano pague mais nada, ele já foi remido pela Cruz de Cristo. Nesse sentido, a reencarnação torna vã toda a obra da salvação. Com essa pretensão de enquadrar o mistério do sofrimento em uma lógica matemática, o espiritismo abole o perdão e acaba se tornando uma doutrina terrificante, ao invés de consoladora.

Além disso, olhando filosoficamente a questão, a doutrina espírita não passa de uma “torre de Babel”: o espírito “cria seu próprio destino” por meio de um “progresso” e evolução constantes. Só que o abismo entre Criador e criatura não pode ser rompido senão pelo andar de cima: ou Deus vem salvar e redimir o homem ou ele está irremediavelmente perdido.

De fato, os espíritas só aderem à “torre de Babel” porque não creem que Jesus Cristo seja Deus – e essa é a razão principal pela qual o espiritismo não pode ser chamado de cristão. Na doutrina espírita, Cristo tem um papel irrisório: é um “guia” evoluído tão somente para este planeta (já que existiriam outros habitados por espíritos).

5) A Comunicabilidade dos Espíritos: Os Espíritos são os seres humanos desencarnados. Através dos médiuns podem comunicar-se com o mundo material.

Conforme a doutrina católica, quando as pessoas morrem, as almas são separadas (não “desencarnadas”) dos seus corpos. Esta alma separada – agora, no Céu, no Inferno ou no Purgatório – pode comunicar-se com os vivos? De forma ordinária, não. Ou seja, os espíritos dos mortos não se comunicam conosco, habitualmente. Mas é possível, sob a forma de milagre, que Deus permita esse tipo de comunicação, tanto das almas que estão no Céu – como acontece nas aparições de Nossa Senhora – e no Purgatório – para ensinar a importância de rezar pela Igreja padecente –, quanto das que estão no Inferno – para excitar no homem o temor de Deus. O contato ordinário com os espíritos, na doutrina católica, não acontece com as almas dos falecidos, mas com outras criaturas: os anjos.

Então, à “comunicabilidade dos espíritos” a Igreja responde: é possível que aconteça, mas não ordinariamente. Por outro lado, é absolutamente proibida pela Revelação a evocação dos mortos. Recorrer a essa prática de desobediência significa expor-se a grandes perigos espirituais.

Por fim, o livro de Rivas também cita como fundamento da doutrina espírita:

A Moral Espírita: Baseada no Evangelho de Jesus, é a máxima moral para a vida.

Trata-se do único item pelo qual os espíritas poderiam ser remotamente chamados de cristãos. Diz-se “remotamente” porque, ao mesmo tempo em que eles seguem algumas orientações morais do Evangelho, rejeitam outras, como o divórcio ou o “casamento” homossexual. Então, é só em um sentido muito estrito que se pode chamar o espiritismo de cristão.

Por Padre Paulo Ricardo – Comunidade Canção Nova

Referências

  1. Luis Hu Rivas (org.), Doutrina Espírita para Principiantes: introdução ao estudo da doutrina que ilumina consciências e consola corações, Conselho Espírita Internacional, Brasília, 2009, 160p.
  2. Cf. Jo 16, 5s
  3. O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. 1, n. 4
  4. Catecismo da Igreja Católica, n. 73
  5. Ibidem, n. 67
  6. Cf. Mt 5, 22.29; 13, 42.50; 25, 41; Mc 9, 43-48
  7. O Livro dos Espíritos, livro I, cap. 1, I
  8. Catecismo da Igreja Católica, n. 362
  9. Ibidem, n. 365
  10. Cf. Lv 20, 27; Dt 18, 10ss; 2 Rs 21, 6; 23, 24; 1 Cr 10, 13; Is 8, 19

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O que devemos pensar a respeito do candomblé?

A história da Salvação passou por diversas fases, culminando com a vinda de Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Desde o início, Deus teve que usar de uma pedagogia toda especial para retirar o homem da idolatria, seja de falsos deuses, seja de forças e princípios cósmicos. O candomblé e as religiões pagãs, todavia, permanecem nessa atitude de idolatria.

No candomblé, o deus maior não pode ser cultuado, mas tão-somente os orixás, as divindades menores que regem a vida de cada homem de acordo com a personalidade de cada um. Da mesma forma que nas antigas religiões greco-romanas, existe no candomblé um “deus”, uma força cósmica para cada característica humana. E, igualmente, o “Deus” criador de todas as coisas não pode ser adorado, visto não ser possível manter nenhum tipo de relacionamento com o homem, dada a Sua perfeição e imutabilidade.

Não há como negar que existe uma certa lógica nesse pensamento pagão, pois, de fato, Deus Criador está muito além do homem, mera criatura. Ele “habita em luz inacessível” (ITm 6,16), porém, o Catecismo vai mais além e diz que “Deus, infinitamente Perfeito e Bem-aventurado em si mesmo, em um desígnio de pura bondade, criou livremente o homem para fazê-lo participar de sua vida bem-aventurada.” Para tanto, na plenitude dos tempos enviou Seu Filho (Gl 4,4), “como Redentor e Salvador (…). Nele e por Ele, chama os homens a se tornarem, no Espírito Santo, seus filhos adotivos” e, deste modo, torna-os seus herdeiros e participantes de sua vida. (CIC 01)

É esta ação e desejo de Deus – de fazer os homens participarem de sua vida bem-aventurada – que diferencia o cristianismo de todas as outras ditas religiões. Por causa dele, Deus Criador, o Imutável, o Perfeito, o Sumo Bem desceu dos céus e veio habitar entre os homens: Jesus é o próprio Deus que se fez homem.

Deste modo, cultuar criaturas em vez de o Deus verdadeiro é grave infração. Deus transcende a criação, está presente nela e a sustenta. É o que ensina o Catecismo:

“Deus é infinitamente maior que todas as suas obras: “Sua majestade é mais alta do que os céus, é incalculável a sua grandeza. Mas, por ser o Criador soberano e livre, causa primeira de tudo o que existe, Ele está presente no mais íntimo de suas criaturas: “Nele vivemos, nos movemos e existimos. Segundo as palavras de Santo Agostinho, ele é ‘superior summo meo et interior intimo meo’ – maior do que o que há em mim e mais íntimo do que o que há de mais íntimo em mim.” (CIC 300)

Por isso, Deus não cabe na mente do homem, não é seu funcionário, nem lhe faz todas as vontades. O deus que se submete ao intelecto humano deixa de ser onipotente, imutável e torna-se apenas um ídolo. E a idolatria (politeísmo) é uma afronta ao primeiro mandamento da lei divina. O Catecismo ensina que:

“O primeiro mandamento condena o politeísmo. Exige que o homem não acredite em outros deuses afora Deus, que não venere outras divindades afora a única. A escritura lembra constantemente esta rejeição de ídolos, ouro e prata, obras das mãos dos homens, os quais têm boca e não falam, olhos e não veem. Esses ídolos vãos tornam as pessoas vãs: ‘Como eles serão os que o fabricaram e quem quer que ponha neles a sua fé.” Deus, pelo contrário, é o “Deus Vivo” que faz viver e intervém na história” (CIC 2112)

Se, portanto, “o desejo de Deus está inscrito no coração do homem, já que o homem é criado por Deus e para Deus; e Deus não cessa de atrair o homem a si, e somente em Deus o homem há de encontrar a verdade e a felicidade que não cessa de procurar” (CIC 27), não se pode ignorar a incompletude do candomblé e das religiões pagãs como um todo. Insistir em suas práticas é colocar a própria felicidade – e salvação eterna – nas mãos de algo incapaz de propiciar aquilo que se busca e que só o Deus Perfeito e Criador do céu, da terra, das coisas visíveis e invisíveis pode proporcionar.

Veja o Vídeo onde Padre Paulo Ricardo fala sobre o assunto acima transcrito .

Por Padre Paulo Ricardo – Comunidade Canção Nova.


 

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A igreja Universal do Reino de Deus – De pequena Igreja à um “grande negócio”

IURD dove.svgA igreja Universal do Reino de Deus foi fundada por Edir Macedo no Brasil no ano de 1977. Antes de se auto proclamar “Bispo”, Macedo trabalhou como caixeiro da loteria no estado do Rio de Janeiro.

Aos 20 anos abandonou o catolicismo e se converteu ao pentecostalismo, ingressando à denominada Igreja Nova Vida. Permaneceu ali durante 10 anos antes de abandoná-la -segundo disse- por ser “elitista”. Em 1977, junto com um grupo de amigos abriu um pequeno local em um bairro pobre do Rio de Janeiro. Declarou se “bispo” e fundou a Igreja Universal do Reino de Deus. Nos primeiros anos apenas sobrevivia economicamente até que uma crente vendeu um terreno e lhe doou o dinheiro. Nesse momento comprou 10 minutos por dia na Rádio Metropolitana. Começou o êxito.

Em 1980 tinha várias horas de rádio e uma hora de televisão no canal Rio Tupi. Abriu um local na cidade de São Paulo e em 1982 comprou a primeira emissora de rádio -Rio Copacabana -. Seu carisma, falte de limites e o uso de técnicas de manipulação produziram uma explosão em sua igreja e um crescimento incomparável.

No que Acreditam

A Igreja Universal é similar a outros evangélicos pentecostais. Por exemplo, crêem na deidade de Jesus Cristo, a Trindade, a ressurreição corporal de Jesus Cristo e a salvação pela graça através da fé.

Entretanto, Macedo incorporou novos elementos a sua doutrina que pouco têm a ver com o bíblico. Para curar-se vendem “pedras da tumba de Jesus”, ” a água benta do rio Jordão”, “a rosa milagrosa”, “sal abençoado pelo Espírito Santo”. Além disso, convidam aos fiéis a participar das reuniões e “comer o pão abençoado para curar doenças”.

Atualmente existem mais de 2.000 templos em todo Brasil, com aproximadamente 6 milhões de membros.

A doutrina central do “bispo” Macedo é a luta contra os demônios e a teologia da prosperidade. A Igreja Universal pratica a libertação de demônios nos fiéis. Em todos seus templos se reza pela libertação de espíritos, tais como a feitiçaria, adultério, fornicação, zelos, pleitos, invejas, embriagues, etc.

Em um de seus livros o bispo Macedo diz que “Há algumas doenças que caracterizam possessão (pelo diabo): a neurose, dores de cabeça constantes, insônia, temor, desmaios ou ataques; desejos suicidas, as doenças que os médicos não podem descobrir, vícios e depressão”. Além disso culpa ao demônio pela homossexualidade e a AIDS.

Desde o princípio Edir Macedo copiou dos pregadores norte-americanos a chamada teologia da prosperidade, quer dizer, que os fiéis devem entregar seus dízimos para não serem conduzidos às garras de Satanás.

Na Igreja Universal as reuniões duram aproximadamente duas horas com a metade do tempo dedicada à Bíblia e a outra metade a arrecadar dinheiro. Os seguidores de Macedo têm que aderir-se às seguintes normas:

– Se quiser sair da miséria, se quiser conseguir um emprego, se quiser curar-se de alguma doença deve entregar o dízimo.

– Deus disse: trazei os dízimos. Quando você dá o seu dízimo, Deus abre as janelas do céu e derrama bênçãos.

– O dízimo não é somente o dinheiro do salário, também da aposentadoria e da pensão.

– Se não entrega seu dízimo o dinheiro vai desaparecendo porque o demônio devorador entrou.

– Tirem todas as moedas que vocês têm. Eu não quero tirar dez centavos. Isso não existe. Quero todas as moedas porque elas representam a miséria.

– Se for dizimista, conseguirá trabalho. O dízimo não é uma doação é uma devolução. Honra a Deus com teus bens.

Arrecadações milionárias

O tema da arrecadação de dinheiro converteu-se no melhor negócio de Macedo. Diferente de outros cultos pentecostais que promete a seus fiéis a felicidade no ‘além’, Macedo assegura que Deus dará as gratificações de seus fiéis aqui na t
Terra. Daí que quanto mais dinheiro se entrega, terá mais possibilidades de ser rico nesta vida.

Diversas organizações, incluindo as Associações Evangélicas do Brasil, denunciaram Macedo por utilizar a manipulação como método para obter dinheiro.

Nos suplementos econômicos dos noticiários brasileiros pode-se ler este tipo de notícias: “A Igreja Universal fatura mais que a Autolatina: Em um ano a Igreja teve um ganho de 735 milhões de dólares, enquanto a Autolatina somente 337 milhões, sendo esta a melhor empresa privada do país”.

Em menos de 20 anos, Edir Macedo converteu um pequeno local alugado de um bairro humilde do Rio de Janeiro na maior multinacional brasileira.

Hoje a Igreja Universal conta com 6 milhões de fiéis e 1 milhão de ingressos anuais que produz, livre de impostos, tem 3.000 templos distribuídos maioritariamente no Brasil e em 46 países de todo o mundo.

A Igreja Universal conta em todos os seus templos, mais de 2.000 só no Brasil, com cinco cultos por dia onde os fiéis são incentivados a doar seu dízimo. Macedo organizou sua empresa de forma piramidal, ele é o dono, o segue um grupo seleto de bispos, que discutem duas vezes por ano as políticas a seguir, e mais de 7.000 pastores que cobram um salário de 700 dólares, recebem uma casa e um carro quando pastoreiam em mais de um templo. O que se diz um negócio redondo.

Alguns personagens vinculados a Macedo dizem que seu sonho é converter o Brasil em um estado religioso e governar com mão dura e messiânica.

O poder dos meios de comunicação e a política

Além de concentrar seu capital na expansão de seus templos, outra das obsessões e Macedo é, ser o dono da mais importante rede de meios de comunicação. Efetivamente o proprietário de dois jornais com mais de um milhão de exemplares, de 30 emissoras de rádio e da segunda rede de televisão mais importante do Brasil.

Em 1989 comprou a tradicional cadeia de televisão TV Recórd com 25 repetidoras em todo o país. Em um princípio a cadeia televisiva converteu-se em um púlpito de 24 horas, em pouco tempo contratou um serviço de notícias independente, adquiriu os melhores filmes dos Estados Unidos e obteve direitos para televisionar as partidas do clube São Paulo, uma das equipes de futebol mais populares. Atualmente a emissora se converteu em uma rival da famosa rede Globo. Além disso no exterior comprou e contratou emissoras em Portugal, Moçambique e Argentina.

Outra das áreas de interesse e de poder de Macedo encontra-se na política partidária.

Sua participação começou em 1986 quando patrocinou a vários candidatos a deputados que lhe prometeram benefícios para a Igreja. Atualmente a igreja universal apresenta seus próprios candidatos e nas últimas eleições conseguiu eleger 34 deputados.

Para o sociólogo brasileiro Alexandre Fonseca existem vários motivos para que os fiéis não hesitem em votar nos candidatos da igreja universal, mas principalmente sobressai a idéia de que são perseguidos.

Malversação de fundos

Em meados de 1990 a Justiça brasileira começou a investigar o bispo Macedo e os negócios da Igreja Universal. Em 1992 terminou preso durante doze dias acusado de fraude e malversação já que sua conta bancária tinha acumulado mais de 100 milhões de dólares. No fim seus advogados conseguiram a absolvição no processo judicial.

Em 1995, Carlos Magno de Miranda, um bispo dissidente da Igreja Universal, relatou que narcotraficantes colombianos tinham entregado em 1989 vários milhões de dólares para a compra da TV Recórd, a cadeia televisiva; que Macedo utilizava a Igreja para a lavagem de dinheiro do Cartel de Cali e utilizava uma dupla contabilidade para evadir a fiscalização.

A justiça começou a investigar Macedo por fraude fiscal, extorsão de seus fiéis para obter contribuições e laços com o narcotráfico. O juiz Guilherme Calmon derrubou 12 locais da seita e ordenou quebrar o sigilo bancário das empresas e dos líderes da Igreja universal.

Nestas circunstâncias a rede televisiva Globo aproveitou e mostrou, uma e outra vez, imagens do bispo Macedo ensinando a seus pastores a pedir dinheiro.

A rede Globo obteve um vídeo onde se observava em um cenário de um templo, um pastor da igreja universal do reino de Deus chutando e quebrando em pedaços a figura da padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida.

Frente à gravíssima situação que irritou a milhões de católicos brasileiros, a Confederação Nacional dos Bispos (CNBB) pediu aos fiéis não responder aos ataques e somente realizar atos de desagravo à padroeira do Brasil.

Invasão na América Latina

A seita de Macedo está presente em mais de 40 países (por toda a América Latina, em algumas cidades dos Estados Unidos, Europa, África e Ásia).

Possuem, só no Brasil, em Banco, dois jornais, uma revista, 30 emissoras de rádio e a rede televisiva TV Recórd com 25 repetidoras em todo o território. Desde vários anos a Justiça e o governo do Brasil investigam aos líderes por presumidas vinculações com o Cartel de Cali e a lavagem de dinheiro.

Em 1990 instalaram o primeiro templo na Argentina. Hoje expandiram-se por todo o território argentino.

A seita chegou á Argentina em 1990. Em princípio se instalaram mais ativamente no interior do país, especialmente nas províncias do Norte e a capital de Córdoba. Quando se consolidaram começaram uma atividade agressiva na Capital e grande Buenos Aires com a abertura de uma grande quantidade de templos.

A partir do crescimento massivo no país compraram as 24 horas de programação de uma rádio Argentina, uma AM com alcance em todo o território nacional. A rádio tem um formato similar às emissoras brasileiras onde se promovem atividades da Igreja Universal.

Um novo Templo cujo o nome é “TEMPLO DE SALOMÃO”

Imagem da fachada do Templo.Recentemente Edir Macedo deu um passo maior que as pernas, algo sem nexo e sem necessidade por puro ego e ostentação inaugurou no dia 31 de Julho de 2014 o Templo de Salomão . Sua capacidade é de mais de dez mil pessoas na área principal bem com uma área de 70 mil m2, o equivalente a 16 campos de futebol. O “altar” e a fachada do templo foram feitos com pedras nativas de Israel. A construção consumiu mais de 28 mil m³ de concreto e duas mil toneladas de aço, o bastante para construir duas vezes o Palácio do Planalto que é a sede do gabinete presidencial localizado na cidade de Brasília. As medidas e arquitetura do templo são com base nas orientações bíblicas.

O Templo de Salomão conta com 126 metros de comprimento, 104 metros de largura, 55 metros de altura com dois subsolos, que corresponde a de um prédio de 18 andares, quase duas vezes a altura da estátua do Cristo Redentor. E o templo tem 36 salas de Escola Bíblica Infantil (EBI) com capacidade para receber aproximadamente 1.300 crianças, estúdios de televisão e rádio, auditório para 500 pessoas e estacionamento para dois mil carros. Além de 59 apartamentos do tipo quitinetes, 12 apartamentos com 1 suite e 13 de duas suítes para abrigar pastores e bispos da instituição. “Este empreendimento é arrojado e empregou tecnologia de ponta para que, quando as pessoas entrarem no local, viajem pelo tempo e sintam-se como se estivessem no primeiro templo construído por Salomão, diz ” Rogério Silva de Araújo, arquiteto da obra em entrevista. É ou não é muita ostentação, fazer um templo e nele abrigar luxo e conforto para si? Coisas de Edir Macedo.

O local não será de ouro, mas as riquezas de detalhes empregados em cada parte do templo serão muito parecidas com os do antigo santuário.
— Edir Macedo falando a respeito do Templo.

A construção foi projetada para causar o menor impacto possível ao meio ambiente, e foi erguida com materiais já reutilizados, que proporcionarão um melhor uso da energia e água, possibilitando a reutilização delas. Além disso, Macedo diz ainda que a igreja terá um memorial com 250 metros quadrados que poderá ser usado como um espaço para exposições e eventos diversos. “A ideia seria contar ali não só a história da Igreja, mas também explicar um pouco do funcionamento do templo como obra de engenharia.” Diz Edir. “Ao derredor do templo, será somente possível a passagem de pedestres, fazendo assim que a igreja se destaque pois está somente entre as paisagens”, diz os construtores responsáveis do projeto. Uma Arca da Aliança de efeito tridimensional feita de ouro foi colocada no meio do altar.7 A arca, quando aberta, revela o batistério com 100 metros quadrados de vitrais dourados.  Acima do altar e da Arca da Aliança foi colocada a inscrição “Santidade ao Senhor”, frase que na época do Primeiro Templo era colocada na frente das vestes dos sacerdotes.

As poltronas do templo foram trazidas da Espanha para acomodar um público de 10 mil pessoas e teve o custo de 2.200 reais cada e ao todo custaram 22 milhões, mármore rosa italiano e 12 oliveiras de mais de trezentos anos que vieram do Uruguai para reproduzir o Getsêmani do Monte das Oliveiras. Contém 10.000 lâmpadas de LED instaladas no teto da nave principal, que tem pé-direito de 18 metros. Nas paredes laterais da nave, existem 12 menorás que pesam 300 quilos cada e tem 5 metros de altura.4

O espaço possui também o Cenáculo, que dentro conta com um museu que traz a história dos Templos antigos, com cópias dos artefatos originais, para que os visitantes sintam-se como se estivessem nos tempos bíblicos. O lugar conta também a história da construção da igreja da IURD. O Templo está no site oficial da prefeitura da cidade de São Paulo como um dos principais pontos turísticos da cidade.

 Construção

A construção do edifício foi investigada pela Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo e pela Receita Federal por causa de 40.000 metros quadrados de pedras vindas da antiga capital do reino de Davi, Hebron, em Israel. O Estado cobrou um total de 1,8 milhão de reais de ICMS e 615 mil reais em outros impostos, entre eles o IPI. Segundo a IURD, são rochas sagradas. De clara coloração, e é trazido a sua semelhança com as do Muro das Lamentações, lugar sagrado por judeus em Jerusalém. As pedras colocadas terão um acabamento lapidado, menos rústico e poroso. Sua importação custou cerca de 10 milhões de reais, e revestirão as colunas e a fachada do lado externo do templo, o corredor central e o altar no interior do novo templo também serão revestidos. A função é deixar que as pessoas toquem nas pedras durante suas orações, igual o que acontece no Muro das Lamentações. Em intensas ações judiciais a IURD venceu e perdeu diversas desses processos. Suas derrotas ocorreram principalmente na esfera da Secretaria da Fazenda. Os advogados da Universal não conseguiram fazer que a Justiça tirasse o ICMS da obra. Em audiência que ocorreu em novembro de 2012, o desembargador Torres de Carvalho não aceitou o pedido de isenção com a seguinte justificativa: “Não me convenci de que o revestimento do templo com pedras especiais vindas de Israel, com todo o respeito que a crença religiosa mereça, seja essencial para o atendimento dos objetivos da Universal conforme consta em seu estatuto social”. Houve o entendimento que, caso comprasse o revestimento no Brasil, a Universal pagaria o ICMS, uma vez que o imposto está embutido no valor final da mercadoria. Contudo esse tipo de entendimento não é unânime na área jurídica. Para o advogado tributarista Miguel Silva, do escritório Miguel Silva & Yamashita, a Universal tem chances de vitória. “Não cabe ao agente fiscal discutir a fé que a Carta Magna protege”, afirma o advogado. Em nota oficial a igreja disse: “Estamos confiantes em que prevalecerá no Poder Judiciário a liberdade de culto prevista na lei”. Algumas organizações judaicas do mundo classificaram a obra como “blasfêmia”. A artista israelense Yael Bartana fez uma paráfrase em 2013 ao Templo de Salomão no filme Inferno, onde ele é implodido e sofre um incêndio. A igreja afirmou que não vê o filme como uma crítica. De acordo com a Promotoria de Justiça, Habitação e Urbanismo do Ministério Público de São Paulo, o Templo foi construído com alvará de reforma, e não de construção. Tal permissão foi feita em 22 de outubro de 2008. A possível irregularidade fez com que a construção de cinco mil metros quadrados não pagasse uma alíquota de 5% do valor da obra, de 680 milhões de reais, que chega aos 35 milhões de reais, para fazer melhorias viárias ao redor da igreja. De acordo com outra investigação do Ministério Público cerca de 600 metros cúbicos de terras possivelmente contaminadas foram jogadas no terreno do campus da USP Leste de maneira irregular.