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Teologia da prosperidade, a paganização do cristianismo. Uma Heresia!

“A teologia da prosperidade é a paganização do cristianismo, pois tal qual ocorre nos cultos pagãos, faz-se uma “oferenda”, não mais em encruzilhadas, mas na conta bancária da igreja. De forma asséptica, rápida e quase indolor, munido apenas de um cartão, oferece-se um “sacrifício”, pagando pelo serviço que Deus irá prestar. Isso é paganismo”

Antes de definir o que é a chamada “teologia da prosperidade”, que tem seduzido a muitos atualmente, é necessário entender a sua origem. Ela nasceu no movimento pentecostal e este teve três grandes “ondas” no Brasil.

A primeira onda é representada pelas igrejas pentecostais “clássicas”, por assim dizer, tais como Assembleia de Deus, Congregação Cristã do Brasil etc. Ela se caracterizava pela centralidade em Deus, ou seja, Jesus iria voltar em breve, por isso era necessário responder com a busca sincera pela santidade. É a onda do “Deus dos carismas”.

Aquelas igrejas receberam influência direta de um movimento americano denominado “Hollyness” o qual enfatizada precisamente a grandeza de Deus, a centralidade do retorno de Nosso Senhor Jesus Cristo e a santidade na vida pessoal, por isso, a primeira onde de pentecostalismo pode ser definida como uma busca de santidade de vida na presença de Deus.

A segunda onda de pentecostalismo no Brasil se manifesta nas igrejas Deus É Amor, Igreja do Evangelho Quadrangular, O Brasil para Cristo etc, e a centralidade se concentra agora nos carismas e nos milagres, por isso são chamadas de “taumatúrgicas”, ou seja, voltadas para as curas, os prodígios, das poderosas unções e todo tipo de “serviços” e cultos religiosos voltados para os milagres.

Por fim, a terceira onda do movimento pentecostal é justamente a da “Teologia da Prosperidade”. Se antes era o Deus dos carismas (1ª onda), depois os carismas de Deus (2ª onda), agora, finalmente, o homem tomou o centro e é Deus quem está a seu serviço.

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A teologia da prosperidade baseia-se na chamada “lei da reciprocidade”, ou seja, se o ser humano for bom para com Deus, Deus é “obrigado” a ser bom de volta. É uma relação matemática, com ação e reação; na medida em que a fidelidade humana é demonstrada de forma material, necessariamente se obterá a prosperidade material nesta vida.

O pentecostalismo dessa teologia é antropocêntrico: não é o homem que serve a Deus, mas Deus que serve ao homem. As Igrejas dessa onda não tem fiéis e sim, clientes. O que leva inevitavelmente a uma progressiva paganização do cristianismo, pois as pessoas pulam de igreja em igreja não em busca de salvação, mas de um “serviço”.

A teologia da prosperidade traiu o cristianismo de forma clara. Enquanto nas duas ondas precedentes observava-se ainda um núcleo cristão, nesta o que se tem é um desagregamento do que é próprio do cristão, pois toda a tradição evangélica segue a teologia de que o que importa é a fé e não as obras. A teologia da prosperidade consegue perverter essa tradição por meio de um jogo linguístico em que as obras são renomeadas como “materialização, manifestação da fé”. Isso significa que o que importa são as obras, pois Deus irá “pagar”.

Mas não é só isso. A teologia da prosperidade trai também o próprio cristianismo, pois ela não exige conversão, mudança de vida, uma vida moral reta. O que se tem no neo-pentecostalismo, em que a teologia da prosperidade se insere, uma acentuação no fato de que as obras morais são desprezíveis, o que se traduz pela aceitação de todo tipo de desregramento sexual.

Diante disso, é possível afirmar que a teologia da prosperidade é a paganização do cristianismo, pois tal qual ocorre nos cultos pagãos, faz-se uma “oferenda”, não mais em encruzilhadas, mas na conta bancária da igreja. De forma asséptica, rápida e quase indolor, munido apenas de um cartão, oferece-se um “sacrifício”, pagando pelo serviço que Deus irá prestar. Isso é paganismo.

Enquanto no cristianismo o homem crê que Deus é o Senhor e que deve estar a serviço Dele, no paganismo é justamente o contrário: Deus é que está a serviço do homem. E cada vez mais novas “fórmulas” são apresentadas para que Deus se torne como que escravo do homem e atenda a todos os seus caprichos.

Por tudo isso conclui-se que a teologia da prosperidade é muito equivocada. Ela só se explica como uma verdadeira tentação satânica em que cristãos, aos poucos, são levados a transformar o cristianismo e o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo em uma fórmula mágica e pagã.

Durante muito tempo os evangélicos acusaram os católicos de praticarem um cristianismo paganizado, no entanto, com a teologia da prosperidade, a acusação voltou-se para eles mesmos, pois, enfim, os evangélicos paganizaram o cristianismo.

Por Padre Paulo Ricardo – A Reposta Católica

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz


 

O que devemos pensar a respeito do candomblé? Pe. Paulo Ricardo explica…

O que devemos pensar a respeito do candomblé?

Pe. Paulo Ricardo explica no Resposta Católica

A história da Salvação passou por diversas fases, culminando com a vinda de Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Desde o início, Deus teve que usar de uma pedagogia toda especial para retirar o homem da idolatria, seja de falsos deuses, seja de forças e princípios cósmicos. O candomblé e as religiões pagãs, todavia, permanecem nessa atitude de idolatria.

No candomblé, o deus maior não pode ser cultuado, mas tão-somente os orixás, as divindades menores que regem a vida de cada homem de acordo com a personalidade de cada um. Da mesma forma que nas antigas religiões greco-romanas, existe no candomblé um “deus”, uma força cósmica para cada característica humana. E, igualmente, o “Deus” criador de todas as coisas não pode ser adorado, visto não ser possível manter nenhum tipo de relacionamento com o homem, dada a Sua perfeição e imutabilidade.

Não há como negar que existe uma certa lógica nesse pensamento pagão, pois, de fato, Deus Criador está muito além do homem, mera criatura. Ele “habita em luz inacessível” (ITm 6,16), porém, o Catecismo vai mais além e diz que “Deus, infinitamente Perfeito e Bem-aventurado em si mesmo, em um desígnio de pura bondade, criou livremente o homem para fazê-lo participar de sua vida bem-aventurada.” Para tanto, na plenitude dos tempos enviou Seu Filho (Gl 4,4), “como Redentor e Salvador (…). Nele e por Ele, chama os homens a se tornarem, no Espírito Santo, seus filhos adotivos” e, deste modo, torna-os seus herdeiros e participantes de sua vida. (CIC 01)

É esta ação e desejo de Deus – de fazer os homens participarem de sua vida bem-aventurada – que diferencia o cristianismo de todas as outras ditas religiões. Por causa dele, Deus Criador, o Imutável, o Perfeito, o Sumo Bem desceu dos céus e veio habitar entre os homens: Jesus é o próprio Deus que se fez homem.

Deste modo, cultuar criaturas em vez de o Deus verdadeiro é grave infração. Deus transcende a criação, está presente nela e a sustenta. É o que ensina o Catecismo:

“Deus é infinitamente maior que todas as suas obras: “Sua majestade é mais alta do que os céus, é incalculável a sua grandeza. Mas, por ser o Criador soberano e livre, causa primeira de tudo o que existe, Ele está presente no mais íntimo de suas criaturas: “Nele vivemos, nos movemos e existimos. Segundo as palavras de Santo Agostinho, ele é ‘superior summo meo et interior intimo meo’ – maior do que o que há em mim e mais íntimo do que o que há de mais íntimo em mim.” (CIC 300)

Por isso, Deus não cabe na mente do homem, não é seu funcionário, nem lhe faz todas as vontades. O deus que se submete ao intelecto humano deixa de ser onipotente, imutável e torna-se apenas um ídolo. E a idolatria (politeísmo) é uma afronta ao primeiro mandamento da lei divina. O Catecismo ensina que:

“O primeiro mandamento condena o politeísmo. Exige que o homem não acredite em outros deuses afora Deus, que não venere outras divindades afora a única. A escritura lembra constantemente esta rejeição de ídolos, ouro e prata, obras das mãos dos homens, os quais têm boca e não falam, olhos e não veem. Esses ídolos vãos tornam as pessoas vãs: ‘Como eles serão os que o fabricaram e quem quer que ponha neles a sua fé.” Deus, pelo contrário, é o “Deus Vivo” que faz viver e intervém na história” (CIC 2112)

Se, portanto, “o desejo de Deus está inscrito no coração do homem, já que o homem é criado por Deus e para Deus; e Deus não cessa de atrair o homem a si, e somente em Deus o homem há de encontrar a verdade e a felicidade que não cessa de procurar” (CIC 27), não se pode ignorar a incompletude do candomblé e das religiões pagãs como um todo. Insistir em suas práticas é colocar a própria felicidade – e salvação eterna – nas mãos de algo incapaz de propiciar aquilo que se busca e que só o Deus Perfeito e Criador do céu, da terra, das coisas visíveis e invisíveis pode proporcionar.

A Resposta Católica – Padre Paulo Ricardo


 

Você sabe por que o católico não pode ser Espírita?

Você sabe por que o católico não pode ser Espírita?

Cada religião possui seus dogmas, seus artigos de fé. Se duas religiões possuíssem os mesmos pensamentos e dogmas não seriam duas, mas apenas uma.
Por isso, uma pessoa não pode participar de duas religiões, pois não cumprirá honestamente nem uma, nem outra.

Você sabe por que o católico não pode ser Espírita?

O católico não pode ser espírita porque:

1. O católico admite a possibilidade do Mistério e aceita Verdades sempre que tem certeza que foram reveladas por Deus.

2. O espírita proclama que não há mistérios e tudo o que a mente humana não pode compreender é falso e deve ser rejeitado.

3. O católico instruído crê que Deus pode e faz milagres.

4. O espírita rejeita a possibilidade de milagres e ensina que Deus também deve obedecer as leis da natureza.

5. O católico crê que a Bíblia foi inspirada por Deus e, portanto, não pode conter erros em questão de fé e moral.

6. O espírita declara que a Bíblia está cheia de erros e contradições e que esta nunca foi inspirada por Deus.

7. O católico crê que Jesus enviou o Espírito Santo aos apóstolos e seus sucessores para que pudessem transmitir fielmente a sua doutrina.

8. O espírita declara que os apóstolos e seus sucessores não entenderam os ensinamentos de Cristo e que tudo quanto transmitiram está errado ou foi falsificado.

9. O católico crê que o papa, sucessor de São Pedro, é infalível em questões de fé e moral.
O espírita declara que os papas só espalharam o erro e a incredulidade.

10. O católico crê que Jesus instituiu a Igreja para continuar a sua obra.
O espírita declara que até a vinda de Allan Kardec, a obra de Cristo estava inutilizada e perdida.

11. O católico crê que Jesus ensinou toda a Revelação e que não há mais nada para ser revelado.
O espírita proclama que o Espiritismo é a terceira revelação, destinada a retificar e até mesmo substituir o Evangelho de Cristo.

12. O católico crê no mistério da Santíssima Trindade.

13. O espírita nega esse augusto mistério.

14. O católico crê que Deus é o Criador de tudo, Ser pessoal, distinto do mundo.
O espírita afirma que os homens são partículas de Deus (verdadeiro panteísmo).

15. O católico crê que Deus criou a alma humana no momento de sua união com o corpo.
O espírita afirma que nossa alma é resultado de lenta e longa evolução, tendo passado pelo reino mineral, vegetal e animal.

16. O católico que o homem é uma composição substancial entre corpo e alma.
O espírita afirma que é composto entre perispírito e alma e que o corpo é apena um invólucro temporário, um “alambique para purificar o espírito”.

17. O católico obedece a Deus que, sob severas penas, proibiu a evocação dos mortos.
O espírita faz desta evocação uma nova religião.

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O católico crê na existência de anjos e demônios.

19. O espírita afirma que não há anjos, mas espíritos evoluídos e que eram homens; que não há demônios, mas apenas espíritos imperfeitos que alcançarão a perfeição.

20. O católico crê que Jesus Cristo é verdadeiramente o Filho Unigênito de Deus, Segunda Pessoa da Santíssima Trindade.

21. O espírita nega esta verdade fundamental da fé cristã e afirma que Cristo era apenas um grande médium e nada mais.

22. O católico crê também que Jesus é verdadeiro homem, com corpo real e alma humana.
Grande parte dos espíritas afirma que Cristo tinha apenas um corpo aparente ou fluídico.

23. O católico crê que Maria é a Mãe de Deus, Imaculada e assumta ao céu. O espírita nega e ridiculariza todos os privilégios de Maria.

24. O católico crê que Jesus veio para nos salvar, por sua Paixão e Morte.
O espírita afirma que Jesus não é nosso Redentor, mas apenas veio para ensinar algumas verdades e de modo obscuro; e que cada pessoa precisa remir-se a si mesma.

25. O católico crê que Deus pode perdoar o pecador arrependido.
O espírita afirma que Deus não pode perdoar os pecados sem que se proceda rigorosa expiação e reparação feita pelo próprio pecador, sempre em novas reencarnações.

26. O católico crê nos Sete Sacramentos e na graça própria de cada Sacramento.
O espírita não aceita nenhum Sacramento, nem mesmo o poder da graça santificante.

27. O católico crê que o homem vive uma só vez sobre a Terra e que desta única existência depende a vida eterna.

28. O espírita afirma que a gente nasce, vive, morre e renasce, e progride continuamente (reencarnação).

29. O católico crê que após esta vida exista o céu e o inferno.

30. O espírita nega, pois crê em novas reencarnações.

Fonte: Aleteia

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz.


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O que é 666? Quem são os 144 mil? As duas bestas? Estude antes de falar asneira protestante!

Os católicos não podem se deixar levar pelas superstições que se originaram ao redor desta data. Para não ser enganado é preciso saber o que os números representavam para os antigos judeus. Por exemplo, os 144 mil eleitos (Apocalipse, cap. 14): é o povo cristão, que não aderiu ao culto imperial, permanecendo fiel a Cristo. 144.000 = 12 x 12 x 1000. O número 12 era símbolo da perfeição e é citado 187 vezes na Bíblia. O número 1000 representava a glória de Deus.

O simbolismo do 666 é claramente interpretado pela Igreja. A mentalidade judia afirmava que o número 7 significava a perfeição e o contato com Deus, e o que estava abaixo era imperfeito, de modo que o número 6 era sinal de imperfeição, erro. Temos por exemplo os 7 Sacramentos, os 7 dons do Espírito Santo, as 7 dores de Virgem Maria e de São José, etc; é um número símbolo de perfeição. O número 6 repetido quer dizer “perfeição da maldade” e o autor do Apocalipse identifica a besta com o 666, fala desta como de vários personagens ou de alguém que perseguia os cristãos dessa época.

666

É bom lembrar que o Apocalipse foi escrito no final do séc. I (95 d.C), em grego, e tinha como destinatário as comunidades cristãs da Ásia Menor (Ap 1,4; 2,1-3,22) que falavam o grego. Nessa época, esta região estava sob o domínio do Império Romano e o Cristianismo era duramente perseguido pelo terrível imperador Domiciano (81-96 d.C). Este imperador se considerava um deus e exigia que todos os seus súditos o adorassem, o que os cristãos jamais aceitaram.

São João, assim, escreve o Apocalipse, divinamente inspirado, e proclama que, no final, o Cristianismo sairá vencedor. Querendo dizer quem era a Besta, sem poder falar claramente para não ser acusado de crime de “lesa majestade” (estava desterrado na ilha de Patmos por causa da Palavra de Deus – cf. Ap. 1,9). De maneira que o apóstolo fez uso da gematria, que consistia em atribuir um número formado pela soma das letras de certo alfabeto para expressar uma verdade conhecida pelos leitores.

Os povos antigos não usavam o sistema arábico (o nosso) para expressar os números, mas sim, as próprias letras do alfabeto. Os romanos usavam apenas 7 letras. Também os judeus e os gregos atribuíam números às letras de seus respectivos alfabetos, mas de forma muito mais ampla que os romanos, já que toda letra (grega ou hebraica) possuía um certo valor. Alfabeto Grego: Alfa = 1; Beta = 2; Gama = 3; Delta = 4; Epsilon = 5; Stigma = 6 (antiga letra grega que depois de certo tempo deixou de ser usada); Zeta = 7; Eta = 8; Teta = 9; Iota = 10; Kapa = 20; Lamba = 30; Mu = 40; Nu = 50; Xi = 60; Omicron = 70; Pi = 80; Ro = 100; Sigma = 200; Tau = 300; Upsilon = 400; Phi = 500; Chi = 600; Psi = 700 e Omega = 800. Alfabeto Hebraico: Alef = 1; Bet = 2; Guimel = 3; Dalet = 4; He = 5; Vau = 6; Zayin = 7; Chet = 8; Tet = 9; Yod = 10; Kaf = 20; Lamed = 30; Mem = 40; Num = 50; Sameq = 60; Ayin = 70; Pe = 80; Tsadi = 90; Kof = 100; Resh = 200; Shin = 300; Tau = 400.

São João era de origem hebraica e escreveu o Apocalipse em grego. Se fizermos a gematria da expressão grega “NVRN RSQ” (César Nero), usando o alfabeto hebraico, totalizaremos 666, pois: N(50)V(6)R(200)N(50) R(200)S(60)Q(100)=666.

As comunidades da Ásia Menor falavam o grego, mas conheciam os caracteres hebraicos. São João misturou aí os dois idiomas, ou seja, o grego e hebraico por esse fato. Se, acaso, o livro caísse nas mãos das autoridades romanas, que não conheciam o hebraico, não colocaria em risco seus leitores. Nero (†67) foi o primeiro grande perseguidor dos cristãos e, na época em que foi escrito o Apocalipse (anos 90), Domiciano voltava a perseguir os cristãos com mais força e crueldade. Era “um novo Nero”. Esta e outras evidências levaram aos estudiosos a interpretar que a Besta do Apocalipse era o próprio Imperador Romano, perseguidor dos cristãos.

O Ap 17,10-11 reafirma esta interpretação. Este versículo diz: “São também sete reis, dos quais cinco já caíram, um existe e o outro ainda não veio, mas quando vier deverá permanecer por pouco tempo. A Besta que existia e não existe mais é ela própria o oitavo e também um dos sete, mas caminha para a perdição”. Os reis de que trata a citação são os imperadores romanos. Considerando, cronologicamente, os imperadores a partir da vinda de Cristo, até a época da redação do livro do Apocalipse: 5 já caíram – Augusto (31aC-14dC), Tibério (14-37dC), Calígula (37-41dC), Cláudio (41-54dC) e Nero (54-68dC); 1 existe – Vespasiano (69-79dC); e 1 que durará pouco – Tito (79-81dC: só 2 anos!); a besta é o oitavo – Domiciano (81-96dC).

E as duas bestas (Apocalipse, cap.13) quem são? A primeira besta, que sobe do mar (v. 1), é o próprio imperador de Roma, Domiciano (como foi explicado); o mar é o Mar Mediterrâneo, onde se localizava Roma, a capital do Império. Sua autoridade vem de Satanás (v. 2) e as palavras blasfêmicas que profere (v. 5) se referem ao culto de adoração ao imperador imposto por Domiciano a todos os povos do Império. A segunda besta, que sai da terra (v.11), classificada como “falso profeta” (Ap 16, 13; 19,20; 20,10), é a ideologia do culto imperial favorecido pelas religiões pagãs. A prostituta (caps. 16-17) significa a Roma pagã e idólatra (v. 9). Os reis das terras que se prostituíram com ela (v. 2) são os povos que adotaram o culto de adoração ao imperador.

De maneira figurada o 666 pode ser símbolo também de toda força, cultura, pessoa, que combata contra Deus e a sua santa Igreja. São João dizia, no séc. I, que o anti-Cristo já estava no mundo.

Por Prof. Felipe Aquino.


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