Arquivo da categoria: Santos Reis Magos

Onde estão as relíquias dos três reis magos? Conheça a intrigante história dos três personagens mais polêmicos do Novo Testamento

Conheça a intrigante história dos três personagens mais polêmicos do Novo Testamento (e a catedral alemã que supostamente guarda seus restos mortais)

É possível que os ossos dos reis magos descansem em um túmulo dourado na maior catedral gótica da Europa? Uma antiga tradição relata a história de como os corpos dos magos que visitaram o Menino Jesus terminaram sua viagem encontrando repouso na catedral de Colônia, na Alemanha.

A história se encontra no livro do século XIV, de John of Hildesheim, “Historia Trium Regum” (“História dos três reis”). John afirma que Baltasar, Melchior e Gaspar eram da Índia, Pérsia e Caldeia (atualmente Irã e Iraque). Iniciaram sua viagem de forma separada, se reuniram em Jerusalém e depois continuaram juntos até Belém. Depois de adorar Jesus, voltaram juntos à Índia, onde construíram uma igreja e, após uma visão que lhes revelou que sua vida terrena estava a ponto de terminar, faleceram ao mesmo tempo e foram enterrados em sua igreja na Índia.

Duzentos anos mais tarde, segundo o autor, Santa Helena, mãe do imperador Constantino, viajou à Índia e recuperou seus corpos. Depositou-os em um túmulo belíssimo e o colocou na grande igreja de Santa Sofia, em Constantinopla. No final do século VI, o imperador Maurício transportou as relíquias à cidade italiana de Milão.

No século XII, a cidade de Milão se rebelou contra o imperador e este recorreu ao arcebispo de Colônia, que recuperou Milão para o imperador. Como gesto de gratidão, o imperador transferiu as relíquias ao arcebispo, que as levou a Colônia, onde mais tarde se construiria uma catedral gótica para honrá-los. Os ossos estão lá atualmente, dentro de um belo relicário de ouro.

Em 1864, o relicário foi aberto e descobriram os esqueletos de três homens. É possível que estes sejam os restos dos três reis magos que adoraram Jesus, ou seriam apenas três esqueletos anônimos que se fizeram passar pelos magos no início da Idade Média?

Há algumas pistas intrigantes. Um esqueleto pertence a um homem jovem, outro a um homem de meia-idade e outra a um idoso. Um mosaico do século VI em Ravena, que representa os três magos, mostra precisamos homens com estas características. Este detalhe coincide, mas o que acontece com o resto da história.

O relato de John of Hildesheim sobre a origem dos reis magos se baseia em lendas anteriores, dos séculos V e VI. Ao pesquisar sobre a história dos reis magos, é possível encontrar abundantes histórias locais e lendas da Idade Média que chegam à Pérsia, Índia e até China. Brent Landau, erudito do Novo Testamento, traduziu um manuscrito sírio do século VIII que ele considera ter sua origem em tradições muito anteriores.

No entanto, a investigação de Landau só destaca a existência de numerosas e diferentes versões da história dos magos no começo da Idade Média. Cada lenda fala de um lugar de origem e dá um nome diferente aos reis. De todos os personagens do Novo Testamento, os mais polêmicos são os reis magos, pelas histórias, lendas e mitos milagrosos sobre eles. Todos os antigos cristãos do Paquistão, China, Etiópia, Pérsia e Ásia Central garantem ser descendentes deles.

De fato, não temos praticamente nenhuma evidência específica arqueológica ou textual que explique quem eram os reis magos nem de onde eles vinham. O Evangelho de Mateus narra somente que “chegaram do Oriente”, enquanto os primeiros críticos das Escrituras diferem. Alguns sugerem que os magos vinham da Pérsia, outros dizem que eram judeus do Iêmen, e alguns ainda afirmam que os magos eram da Arábia.

Então, o túmulo da catedral de Colônia tem ou não tem os ossos dos três reis magos? É quase certo que não. No entanto, esses esqueletos nos conectam, sim, com o remoto século VI, e com o intrincado tapete de histórias medievais sobre as mais misteriosas figuras do Novo Testamento.

Moral da história: o relicário e a catedral de Colônia permanecem como um enriquecedor testemunho do poder e da inspiração da história de três misteriosos reis magos que abandonaram tudo para embarcar em uma longa e árdua viagem para encontrar Jesus Cristo. E, se eles se aventuraram de tal maneira para descobrir a luz do mundo, nós faríamos muito bem em seguir seu exemplo.

Por PE. DWIGHT LONGENECKER

Fonte: Aleteia

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz

Anúncios

Especial Santos Reis|As lições que nos dão os pastores e reis magos, segundo o Papa

No Angelus do Dia de Reis, o Papa iniciou sua reflexão a partir do Evangelho do dia, cuja narrativa dos Reis Magos, vindos do Oriente a Belém para adorar o Messias, confere à festa da Epifania um fôlego de universalidade.

“Este é o fôlego da Igreja, que deseja que todos os povos da terra possam encontrar Jesus, ter a experiência do Seu amor misericordioso”, reiterou o Papa.

Ao recordar que as figuras dos Reis Magos representavam as diversas culturas que iam ao encontro do recém-nascido Messias, Francisco disse que a Igreja sempre viu neles a imagem de toda a humanidade.

“E com a celebração da Epifania, a Igreja quer quase guiar respeitosamente todos os homens e mulheres deste mundo em direção ao Menino que nasceu para a salvação de todos”, afirmou o Pontífice.

Caminho da Estrela

Ao recordar que na noite de Natal Jesus manifestou-se aos pastores, homens “humildes e desprezados” que “foram os primeiros a levar um pouco de calor àquela fria gruta de Belém”, o Papa disse que Reis Magos e pastores são muito diferentes entre si, mas que têm algo em comum: o céu.

“Os pastores e os Reis Magos nos ensinam que para encontrar Jesus é preciso saber sempre voltar o olhar ao céu, não estar fechado em si mesmo, mas ter o coração e a mente abertos ao horizonte de Deus, que sempre nos surpreende”.

Francisco concluiu sua reflexão usando a metáfora da Estrela de Belém, que é o Evangelho, “luz que nos guia em direção a Cristo”. Por fim, o Papa expressou sua proximidade aos cristãos do Oriente que celebram o Natal do Senhor nesta quinta-feira, dia 7.

Fonte: Rádio Vaticano

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz

Especial Santos Reis: Folia de Reis sua origem e canções.

De origem portuguesa, a Folia de Reis é uma Festa católica ligada à comemoração do Natal, comemorada desde o século XIX. Segundo a lenda, quando Jesus nasceu, três reis magos foram visitá-lo, levando presentes.

P1020054

Essa data, fixada em 6 de janeiro, passou a ter grande importância em países de origem latina, especialmente os que a cultura é de origem espanhola. Em alguns lugares esta comemoração se tornou mais importante até que o próprio Natal. Em Muqui, no Espírito Santo por exemplo, acontece desde 1950 o maior encontro nacional de folia de reis, reunindo cerca de 90 grupos de foliões do de regiões como Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, organizado pela Secretaria Municipal de Cultura.i

Cidades brasileiras como o Rio de Janeiro, realizam folias até o dia 20 de janeiro, dia de São Sebastião, padroeiro do estado. Em outros estados a comemoração acontece com frequência em cidades do interior. Grupos de foliões visitam as casas que os acolhem e fazem doações , cantando e tocando músicas de louvor a Jesus e aos Santos Reis , em volta do presépio, com muita alegria.

DSC05107

Os instrumentos utilizados normalmente são a viola caipira, o acordeom ou sanfona,  a gaita, o reco-reco e a flauta. Liderados pelo Capitão da Folia, seguem reverenciando a bandeira, carregada pelo bandeireiro. A bandeira carrega o símbolo da folia. Decorada com figuras que levam ao menino Jesus, feita geralmente de tecido, é enfeitada com fitas e flores de plástico, tecido ou papel, sempre costuradas ou presas com alfinete, nunca amarradas com nós cegos, para segundo a crença não “amarrar” os foliões ou atrapalhar a caminhada

DSC_0803Ao chegar às casas que os recebem, a primeira a entrar é a bandeira, que fica hasteada e todos então cantam a canção de chegada. Em seguida acontecem as paradas para os almoços e jantares, oferecidos pelos donos das casas e que são agradecidos pelos foliões com modas de viola e danças como o cateretê e catira.

O Bastião ou palhaço, que usa roupas coloridas, máscara e carrega uma espada e é o responsável por abrir passagem para a Folia, também recita poesias e cita passagens da Bíblia. Os demais participantes se dividem de forma que cada um cante de uma maneira no coro de vozes e isso traz um som muito agradável.

O mestre, sempre inicia os cânticos, é a posição mais importante do bando, pois ele é o responsável pelo andamento dos cantos, da colocação das vozes, é uma espécie de maestro, além de ser o que conhece a origem do grupo, o fundamento e a história da trajetória.

Com versos improvisados de agradecimento pela acolhida, os demais, cada qual na sua voz e vez, repetem os versos acompanhados pelos seus instrumentos. Estes instrumentos são sempre enfeitados com fitas coloridas, cada cor representa um simbolismo, rosa, amarela e azul, podem representar Maria, a branca o Espírito Santo.

Na casa que recebe os foliões tem o festeiro, que é o responsável pela preparação da festa da chegada da bandeira. Ao sair os foliões então cantam a canção de despedida e agradecem os donativos e partem para outra casa que os receberão.

Você confere agora um vídeo abaixo com algumas canções e versos de Folias de Reis mais conhecidas pela população.

Este folclore nacional, embora um pouco desconhecido das grandes cidades tem grande significância no interior de grandes Estados.

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz

Fontes: http://pt.wikipedia.org/wiki/Folia_de_Reis/ InfoEscola 

Especial Santos Reis: Os Três Reis Magos, uma lição de fé.

O Filho de Deus nasceu revestido de nossa miséria humana, escondendo-se sob as feições de um menino comum toda a “plenitude de sua divindade” como disse São Paulo.

Santos Reis P1Assim quase ninguém pôde suspeitar que naquele Menino chamado Jesus se ocultasse Deus. Mas Deus, de sua maneira, quis manifestar a sua glória, dignidade e a divindade.

Houve a primeira manifestação aos pastores pobres de Belém, os primeiros judeus a reconhecerem o seu Deus; eles contemplaram os Anjos cantando o “Glória in excelsis Deo”. Esses pastores, avisados pelos Anjos, naquela mesma noite reconheceram e adoraram o recém-nascido Salvador do Mundo.

Uma segunda manifestação da divindade de Jesus aconteceu quarenta dias após o nascimento, em sua apresentação no Templo. Simeão e Ana manifestaram a sua glória. Uma terceira vez, ainda mais solene, aconteceu por meio de ilustres personagens, provenientes de longe: é a terceira Epifania (manifestação) de Jesus ao mundo, mas agora aos pagãos.

Enquanto os anjos, com seus cânticos, anunciavam nos campos de Belém o nascimento de Jesus, uma nova Estrela anunciava-O no Oriente de maneira misteriosa. Os representantes dos pagãos foram os Magos; homens que se ocupavam das ciências, especialmente da astronomia, da medicina e da matemática.

Pouco sabemos sobre esses reis Magos; eram pequenos reis soberanos de tribos primitivas do Oriente, viviam como patriarcas, senhores de rebanhos. Não há consenso sobre o país exato de onde vieram. São Jerônimo (†420) e Santo Agostinho (†430) diziam que os Magos vieram da Caldéia.

Os Padres gregos, a tradição da Síria, vários doutores da Igreja, afirmam que vieram da Pérsia. São Clemente de Alexandria (†215), São João Crisóstomo (†407), Santo Efrém (†373), S. Cirilo de Alexandria (†442), doutores da Igreja, afirmam que vieram da Pérsia, onde eram sacerdotes e pertenciam à uma casta religiosa e científica. Esses têm a seu favor as pinturas das Catacumbas de Roma, dos primeiros séculos, que os representam sempre com roupas persas: chapéus altos com abas caindo sobre os dois lados do rosto; túnica branca e comprida presa na cintura, sobre a qual cai longo manto para trás.

Segundo esses Padres, os reis Magos eram cultos, conheciam os livros dos judeus e professavam uma religião muita acima do paganismo; conheciam a ciência dos astros e liam pergaminhos antigos. De alguma forma conheciam a fé do povo judeu, a espera do Messias que traria salvação não só para Israel, mas também para as demais nação. Não podemos esquecer daquele eunuco etíope, evangelizado e batizado por S. Felipe (At 8,29ss).

E este oriental lia o profeta Isaias, e exatamente o trecho que falava do Servo Sofredor (Is 53,7). Este fato é uma prova de que muitos no oriente conheciam a glória de Israel e a sua fé.

E não podemos esquecer também que: “A rainha de Sabá, tendo ouvido falar de Salomão e da glória do Senhor, veio prová-lo com enigmas.(1Rs 10,1-2).

Ora, se a rainha de Sabá conhecia a fama de Salomão, 900 anos antes de Cristo, então, os reis Magos também podiam conhecer a fé judaica. Eles possuíam os livros dos hebreus deixados no exílio; e neles se falava de um Salvador que nasceria de uma virgem em Israel, e que seria adorado por todas as nações do mundo, e que seria o redentor da humanidade.

Neste tempo muitos no Oriente já usavam o astrolábio para conhecer as estrelas e estudavam atentamente o céu. Não é fantasioso imaginar que no mesmo dia do nascimento de Jesus eles possam ter vislumbrado um astro diferente no céu, de uma beleza singular, que os fez concluir que aparecera  a “estrela de Jacó”, que se movia do sul para o norte, em sentido contrário aos demais astros.

Santo Inácio de Antioquia (†107), mártir em Roma, diz na Carta aos Efésios que este astro que guiou os Magos era como aquela coluna de fogo que guiou Israel pelo deserto em sua marcha à Terra Prometida. Enfim, a fé os levou em busca do Salvador, e eles não desanimaram até encontrá-Lo. Segundo uma tradição esses reis magos simbolizavam as três raças humanas: a amarela, a negra a e branca, descendentes dos três filhos de Noé: Sem (Gaspar), Cam (Balthazar) e Jafé (Melchior).

Gaspar que dizer: “ele vai levado pelo amor”; Balthazar quer dizer: “sua vontade é rápida como a flecha e faz a vontade de Deus”; Melchior significa: “Ele penetra docilmente”. Os reis da Abissínia reivindicam a honra de serem descendentes dos reis Magos.

A estrela milagrosa, servindo-lhes de guia, conduziu-os até a Cidade Santa e desapareceu. A tal desaparecimento, pensaram os Magos que o Menino tivesse nascido nessa cidade, razão pela qual perguntaram: “Onde nasceu o Rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no Oriente e viemos para adorá-Lo.” (Mt 2, 2)

Eles esperavam encontrar Jerusalém exultante e em festa, mas ficaram decepcionados ao perceber que ninguém ali sabia informar sobre o “Rei dos Judeus”. Certamente um desânimo profundo os abateu; mas a fé e a coragem reviveram em seus pobres corações. Quem acendera no firmamento aquela Estrela brilhante e os trouxera de tão longe, não os abandonaria agora que chegaram.

Deus age assim mesmo com os seus escolhidos; é para lhes testar a fé e aumentar ainda mais os seus méritos. Conosco também é assim quando somos guiados por Deus para fazer sua obra.

As caravanas desses reis entraram em Jerusalém e assustaram a cidade; deixando Herodes preocupado e sentindo-se ameaçado por aquele Menino. Isto mostra que não estamos diante de uma lenda ou fantasia, mas algo histórico. Herodes I, chamado o Grande, era descendente de Esaú e não de Jacó, era de Edom, não era judeu. Fez-se eleger rei da Judéia por ser adulador de Julio César.

Os Magos concordaram com a “proposta” de Herodes, saindo da cidade, foram novamente guiados pela estrela até o lugar onde se encontravam José, Maria e o Menino. Aqueles reis compareceram com seus servos diante da Sagrada Família e lhes deram presentes, depois de adorar o Menino. Encontraram e viram o Criador feito Menino, no regaço de Maria, que em sua simplicidade se preparara para receber a singular visita, e, humildemente prostrados a seus pés, cheios de fé e veneração, adoraram-No e se ofereceram a si mesmos juntamente com as suas nações. É incrível que na fé régia os Magos não tivessem se abalado diante da pobreza do Rei dos Judeus. Como pode um rei nascer tão pobre e abandonado?

É um milagre não terem voltado atrás desiludidos; esta é a maior prova de que foram conduzidos por Deus até Belém para em nome dos pagãos de todos os tempos prestarem o culto de adoração ao Menino Deus. Souberam deixar que Deus lhes governasse os corações. Tomaram portanto os vasos preciosos, expostos pelos servos em cima dos tapetes, e, abrindo-os, ofereceram ao Menino, ouro, incenso e mirra: misteriosa oblação em sinal dos profundos sentimentos de fé, amor e veneração que lhes enchiam a alma, e símbolo da divindade do Menino, de sua majestade e de sua missão redentora.

Após os mais vivos agradecimentos, regressaram, e, avisados em sonho pelo Anjo do Senhor para não tornarem a Herodes, por outro caminho voltaram à sua pátria. Estava cumprida a sua missão. Uma bela missão de fé.

Por Prof. Felipe Aquino

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz