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Santo Antônio de Lisboa, “Martelo dos Hereges”,“Doutor da Igreja”, “Doutor Evangélico”, “Arca do Testamento”, “Santo de todo o mundo”

“Doutor da Igreja”, “Martelo dos Hereges”, “Doutor Evangélico”, “Arca do Testamento”, “Santo de todo o mundo”

O grande taumaturgo de Pádua embora com uma curta existência terrena, tornou-se um dos santos mais populares do mundo, sendo venerado tanto no Oriente quanto no Ocidente.

MARTELO.jpg“Alegra-te, feliz Lusitânia! Salta de júbilo, Pádua ditosa! Pois gerastes para a Terra e para o Céu um varão que bem pode comparar-se com um astro rutilante, já que brilhando, não só pela santidade da vida e gloriosa fama de milagres, mas também pelo esplendor que por todas as partes derrama a sua celestial doutrina”.

Esse foi o esplêndido elogio que fez desse santo o Papa Pio XII.(1)

“Doutor da Igreja”, “Martelo dos Hereges”, “Doutor Evangélico”, “Arca do Testamento”, “Santo de todo o mundo” –– são alguns dos títulos com que os Soberanos Pontífices honraram aquele cuja vida foi, no dizer de um de seus biógrafos, um milagre contínuo.

Natural de Lisboa onde nasceu em 1191 ou 1195, filho dos nobres Martinho de Bulhões e Teresa Taveira, o futuro santo recebeu no batismo o nome de Fernando. De boa índole, inclinado à piedade e às coisas santas, sua formação espiritual e intelectual foi confiada aos cônegos da Catedral de Lisboa por seu pai, oficial no exército de D. Afonso.

Clérigo Regular de Santo Agostinho

Segundo alguns de seus biógrafos, na adolescência Fernando foi acometido por violenta tentação contra a pureza. traçou uma cruz com os dedos, numa coluna de mármore, ficando nela impressa como em cera.

Avaliando nessa ocasião os perigos que corria, o adolescente quis entrar para o Mosteiro de São Vicente de Fora, dos Clérigos Regulares de Santo Agostinho, nos arredores da capital portuguesa, quando contava 19 anos de idade. Ali permaneceu dois anos, findos os quais, por ser muito procurado por parentes e amigos, pediu aos superiores que o transferissem para o mosteiro Santa Cruz de Coimbra, casa-mãe do Instituto. Foi ordenado sacerdote em 1220. Frei Fernando, entretanto, almejava abraçar um gênero de vida mais perfeito e mais de acordo com suas íntimas aspirações.

Transferência para a Ordem Franciscana

Quando chegaram a Coimbra os restos mortais dos cinco protomártires franciscanos, que deram sua vida pela Fé no Marrocos, Frei Fernando sentiu imenso desejo de imitá-los, vertendo também seu sangue por Cristo.

Um dia, no verão de 1220, quando dois franciscanos foram ao seu mosteiro pedir esmola, Frei Fernando perguntou-lhes se, passando ele para sua Ordem, o enviariam à terra dos mouros para lá sofrer o martírio.

Eles deram resposta afirmativa.

No dia seguinte, depois de obter, a duras penas, autorização de seu Superior, mudou-se para o eremitério franciscano, onde se tornou um filho de São Francisco de Assis.Frei Fernando mudou então seu nome para o do onomástico do eremitério, Antonio, que ele imortalizaria. Conforme o combinado, Frei Antonio foi enviado no fim desse mesmo ano à África. Entretanto não estava nos planos da Providência que ele ilustrasse a Igreja como mártir, mas com suas pregações e santa vida. Assim, chegando ao continente africano, foi atacado de terrível doença, que o reteve no leito por longo período. Os superiores decidiram que, para curar-se, Frei Antonio deveria voltar a Portugal.

Acrisolado pela Divina Providência

A mão da Providência, no entanto, desejava-o em outro campo de luta. O navio em que estava o convalescente, levado pela tempestade, foi parar nas costas da Itália, onde o santo encontrou abrigo em Messina, na Sicília.

Lá soube que o seráfico São Francisco havia convocado um Capítulo em Assis, para maio de 1221. Antonio poderia, enfim, ver o pai e fundador dos franciscanos e contemplar sua angélica virtude.

Naquela grande assembléia o Provincial da Romênia resolveu levá-lo consigo. Frei Antonio obteve dele licença para permanecer no eremitério do Monte Paulo, a fim de entregar-se ao isolamento e à contemplação. Entretanto a mão de Deus velava sobre ele, e chegou o tempo em que aquela luz deveria brilhar para o bem do mundo inteiro.

Começa a vida apostólica como grande pregador

Foi enviado a Forli com alguns franciscanos e dominicanos que deveriam receber as ordens sacras. O Padre guardião do convento em que se hospedavam pediu que algum dos presentes dissesse algo para a glória de Deus e edificação dos demais. Um a um, foram todos escusando-se por não estarem preparados. Restava Antonio. Sem muita convicção, o Superior mandou-lhe então que falasse, à falta dos demais.

Era a primeira vez que Antonio falava em público, e então viu-se a maravilha: de sua boca saíram palavras de fogo, demonstrando profundo conhecimento teológico e das Escrituras, tudo exposto com uma lógica, clareza e concisão que conquistou a todos.

Entusiasmado, o Guardião comunicou aquele sucesso ao Provincial, que transmitiu a notícia a São Francisco. O Poverello mandou então que Frei Antonio estudasse teologia escolástica para dedicar-se à pregação. Pouco depois, em vista de seus progressos, ordenou-lhe S. Francisco que trabalhasse na salvação das almas. Era o ano 1222, e Frei Antonio contava apenas 30 ou 31 anos de idade.

Força irresistível de suas fogosas palavras

Segundo seus biógrafos, “ele tinha um exterior polido, gestos elegantes e aspecto atraente. Sua voz era forte, clara, agradável, e sua memória feliz.A essas vantagens, juntava uma ação cheia de graça”.(2)

Entretanto, “seu traço característico, o milagre constante de sua existência, é a força incontestável de sua pregação, o poder de sua voz sobre os corações e as inteligências”.(3)

“Quando ele fulminava os vícios e as heresias — das quais o mundo estava então extremamente infectado — era como uma torrente de fogo que revira tudo, e à qual ninguém pode resistir. […] Freqüentemente, se bem que falasse [durante o sermão] uma só língua, era entendido por pessoas de toda espécie de países”.(4) Daí seu sucesso extraordinário, tanto na Itália quanto na França.

Milagres como no tempo dos Apóstolos

As multidões acorriam, e até os comerciantes fechavam suas lojas para ir ouvi-lo; a cidade e toda a redondeza literalmente paravam.

Sendo pequenas as igrejas para tanta gente — às vezes chegavam a juntar-se até 30 mil pessoas num só sermão — ele falava nas praças públicas. Quando terminava, “era necessário que alguns homens valentes e robustos o levantassem e protegessem das pessoas que vinham beijar-lhe a mão e tocar-lhe o hábito”.(5) O número de sacerdotes que o acompanhavam era pequeno para depois ouvirem as confissões dos que, tocados por seu sermão, queriam emendar-se de vida.

Seus sermões eram seguidos de milagres como não se viam desde o tempo dos Apóstolos. Praticamente não havia coxo, cego ou paralítico que, depois de receber sua bênção, não ficasse são. Numa ocasião converteu 22 ladrões, que por curiosidade foram ouvi-lo. O número de hereges por ele convertidos não tem fim.

Prega aos peixes para confundir os indiferentes

Um dos milagres mais conhecidos de Santo Antonio foi sua pregação aos peixes. Em Rimini, durante seu sermão, o povo se mantinha indiferente. Abandonando seus ouvintes, foi pregar à beira-mar. Milhares de peixes de vários tipos e tamanhos puseram a cabeça fora da água para ouvir o santo, que tinha sido seguido pela população da cidade, testemunha do milagre. Santo Antonio foi cognominado “Martelo dos Hereges”, porque a heresia não teve inimigo mais formidável.  Sua mais antiga biografia, conhecida pelo nome de Assídua, relata: “Dia e noite tinha discussões com os hereges; expunha-lhes com grande clareza o dogma católico; refutava vitoriosamente os preceitos deles, revelando em tudo ciência admirável e força suave de persuasão que penetrava a alma dos seus contrários”.(6)

Um heresiarca negava a Presença Real no Santíssimo Sacramento. Para acreditar, dizia, queria um milagre. E propôs o seguinte: deixaria sua mula sem comer durante três dias. Depois disso, oferecer-lhe-ia feno e aveia, e Frei Antonio a Hóstia consagrada. Se a besta deixasse a comida para ir adorar a Hóstia, ele creria, disse. Isso foi feito diante de toda a cidade. E a mula faminta, tendo que escolher entre o alimento e o respeito à Hóstia consagrada, foi ajoelhar-se diante desta, que o santo segurava nas mãos.

Desde a mais tenra infância Antonio fora devoto de Nossa Senhora, e Ela várias vezes o socorreu. Um dia, por exemplo, em que o demônio não podia mais suportar o bem que o santo fazia, agarrou-o pelo pescoço tão violentamente, que o enforcava. Antonio mal pôde balbuciar as palavras da antífona a Nossa Senhora, “O Gloriosa Domina”. No mesmo instante o demônio fugiu apavorado. Recomposto, Antonio viu a seu lado a Rainha do Céu resplandecente de glória.

“O santo morreu! O santo morreu!”

No ano de 1231, Frei Antonio, sentindo piorar a hidropisia maligna que o perseguia havia tempos, percebeu que sua hora chegara e quis morrer em Pádua, sua cidade de adoção. Quando o povo paduano ouviu dizer que ele estava chegando, acorreu em tal quantidade, que os frades que o acompanhavam, para livrá-lo do assédio, levaram-no para a casa do capelão das freiras clarissas, onde ele faleceu com apenas 40 anos de idade. Imediatamente as crianças de Pádua saíram espontaneamente pelas ruas gritando: “O santo morreu! O santo morreu!”. Ao mesmo tempo, em Lisboa, sua cidade natal, os sinos puseram-se a repicar por si sós, e o povo saiu às ruas. Somente mais tarde é que souberam do ocorrido.

Tantos foram os milagres operados pelo santo em seu túmulo, que levaram o Papa Gregório IX a canonizá-lo apenas um ano depois de sua morte. O Processo de Canonização mais curto da História da Igreja .

SANTO ANTÔNIO, MARTELO DO HEREGES, PREGADOR DO EVANGELHO, ROGAI POR NÓS!

PORTAL TERRA DE SANTA CRUZ

Perdoa-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos

Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (norte de África), doutor da Igreja  – 1º sermão

Todo o homem é devedor de Deus e tem o seu irmão como seu devedor. Haverá alguém que não deva nada a Deus, senão Aquele em quem não se pode encontrar pecado? E quem é o homem que não tem um irmão como seu devedor, senão aquele a quem ninguém ofendeu? Parece-te possível que haja um único homem a quem não se possa contabilizar qualquer falta para com um irmão?
Portanto, todo o homem é devedor de alguém e tem os seus devedores. Por isso Deus, que é justo, deu-te uma regra para seguires com o teu devedor, e Ele próprio aplicará esta regra para com o seu. Existem, com efeito, duas obras de misericórdia que nos podem libertar; o próprio Senhor as formulou de uma forma breve no seu Evangelho: «Perdoai e ser-vos-á perdoado», «Dai e dar-se-vos-á» (Lc 6,37ss). A primeira tem a ver com o perdão, a segunda com a caridade.
Tu desejas obter o perdão dos teus pecados e também tens pecados a perdoar a alguém. O mesmo se passa com a caridade: o mendigo pede-te esmola e tu és o mendigo de Deus, porque todos somos, quando pedimos, mendigos de Deus. Todos nos prostramos diante da porta do nosso Pai, da sua enorme riqueza. E suplicamos-lhe gemendo, desejosos de receber dele alguma coisa: ora essa coisa é o próprio Deus. Que te pede o mendigo? Pão. E tu, que pedes a Deus? Nada menos que o próprio Cristo, que disse: «Eu sou o pão vivo que desceu do Céu» (Jo 6,51). Quereis ser perdoados? «Perdoai e sereis perdoados.» Quereis receber? «Dai e dar-se-vos-á.»

Celebramos hoje Santa Teresa de Ávila, Virgem e Doutora da Igreja.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc 11, 47-54)

Naquele tempo, disse o Senhor: “Ai de vós, porque construís os túmulos dos profetas; no entanto, foram vossos pais que os mataram. Com isso, vós sois testemunhas e aprovais as obras de vossos pais, pois eles mataram os profetas e vós construís os túmulos.

É por isso que a sabedoria de Deus afirmou: Eu lhes enviarei profetas e apóstolos, e eles matarão e perseguirão alguns deles, a fim de que se peçam contas a esta geração do sangue de todos os profetas, derramado desde a criação do mundo, desde o sangue de Abel até o sangue de Zacarias, que foi morto entre o altar e o santuário. Sim, eu vos digo: serão pedidas contas disso a esta geração. Ai de vós, mestres da Lei, porque tomastes a chave da ciência. Vós mesmos não entrastes, e ainda impedistes os que queriam entrar”.

Quando Jesus saiu daí, os mestres da Lei e os fariseus começaram a tratá-lo mal, e a provocá-lo sobre muitos pontos. Armavam ciladas, para pegá-lo de surpresa, por qualquer palavra que saísse de sua boca.

O Evangelho de hoje continua a nos apresentar a polêmica calorosa que se instalara entre Jesus e os fariseus. Nosso Senhor dirige-lhes duras verdades; dentre elas, o Evangelista São Lucas nos relata as seguintes: “Ai de vós, mestres da Lei”, diz Cristo, “porque tomastes a chave da ciência. Vós mesmos não entrastes, e ainda impedistes os que queriam entrar.” Mas a que ciência, a que chave o Senhor Se refere? Sabemos que o núcleo desta discussão é o fato de que os fariseus e mestres da Lei, embora soubessem o caminho, não quiseram amar a Deus e impediram que outros O amassem; nesse sentido, a ciência de que se fala é justamente o conhecimento do amor de Deus. Eles se fecharam ao amor e, com a sua soberba, com os fardos que impunham ao povo, não deixaram que muitos também pudessem amar.

Esse versículo nos dá ocasião para lermos sob nova luz a vida da grande santa que hoje comemoramos, Teresa d’Ávila. Esta mística de alta envergadura conseguiu a chave da ciência para penetrar o amor de Deus. Ao comparar a alma humana a um magnífico castelo em cujo átrio mais recôndito Deus habita e nos espera, Santa Teresa ensina que a chave para entrarmos nesta morada interior é a oração sincera, a oração de quem deseja real e efetivamente amar a Deus. Não se trata, porém, de devoções: a récita do terço, a assistência diária à Santa Missa etc.; é preciso algo mais. É necessário que travemos com o Senhor um diálogo pessoal, íntimo; uma conversa confiada entre uma alma enamorada por Deus, que O deseja conhecer e amar sempre mais. É esta oração que dá sentido e vigor às nossas devoções. Sem ela, é impossível progredir no amor; sem ela, todos os terços, todas as comunhões, todos os jejuns e penitências, todas as procissões e novenas se tornam coisa supérflua, se tornam uma espécie de farisaísmo cristão que se compraz em cumprir à risca vários “preceitos” religiosos, mas anda esquecido do mais importante: do amor sincero e verdadeiro a Deus.

Santa Teresa d’Ávila, fiel aos princípios que desde sempre balizaram a espiritualidade católica, nos lembra que a oração cristã, longe de ser um encargo fastidioso e mecânico, é algo que brota do fundo de uma alma que deseja, dia após dia, encontrar-se com Deus e comprometer-se a amá-lO com todas as forças de que for capaz. Aprendamos desta santa Doutora o caminho da oração íntima e pessoal que nos conduz à câmara nupcial do nosso coração, onde Deus nos espera, onde Deus faz Sua morada.


 

REZEMOS COM SANTA TERESA DE ÁVILA

Ó Santa Teresa de Jesus, vós sois a mestra da genuína oração e nos ensinais a rezar conversando com Deus Pai, Filho e Espírito Santo. Ó Santa Teresa, ajudai-nos a rezar com fé e confiança, sem nunca duvidar da bondade divina. Ajudai-nos a rezar com inteira conformidade de nossa vontade com a vontade de Deus, com insistente perseverança até alcançarmos aquilo que necessitamos.

Ó Santa Teresa de Jesus, fazei-nos fiéis a nossa oração da manhã e da noite e a transformar em oração o cumprimento de nossas tarefas de cada dia. Que a oração seja para nós a porta de nossa conversão e santificação e a chave de ouro que nos abrirá a porta do Céu. Amém. Santa Teresa de Jesus, rogai por nós!

Santa Teresa, virgem esposa, especialmente amada do Crucificado, doutora da Igreja, permiti que, imitando-vos perfeitamente, eu possa cumprir a vontade e ganhar a amizade do Sumo Bem, antes de buscar as alegrias do mundo. Apesar de todas as minhas contradições e defeitos, dai-me força para seguir vosso exemplo e seguir plenamente a Cristo com aquela perfeição que Ele pede. Com o vosso auxílio eu possa superar as dificuldades desta vida e merecer o repouso sem fim no céu. Amém.

Santa Teresa P

Nada te perturbe, nada te amedronte.
Tudo passa, a paciência tudo alcança.
A quem tem Deus nada falta.  Só Deus basta!

Santa Teresa de Ávila, rogai por nós!


Fonte: Blog Padre Paulo Ricardo

Adaptação, Oração e Foto: Portal Terra de Santa Cruz 

Beato John Henry Newman, cardeal. O sacerdote protestante que converteu-se ao Catolicismo e dizia “Eu seria louco se deixasse a Igreja Católica e voltasse ao reino da escravidão protestante.”

O Beato John Henry Newman nasceu em Londres, em 21 de fevereiro de 1801; era o mais velho de seis irmãos, dentre eles 3 homens e 3 mulheres; morreu em Edgbaston, Birmingham, em 11 de agosto de 1890. Seu pai foi John Newman, um banqueiro, e sua mãe Jumima Fourdrinier. Sabe-se que seu sobrenome, certa vez, foi escrito “Newmann”.Está claro que muitos judeus, ingleses ou estrangeiros, o tinham, por este motivo, suspeitavam que o cardeal fosse de ascendência judia.

Cardeal-Newman

Foi um sacerdote anglicano inglês convertido ao catolicismo, posteriormente nomeado cardeal pelo papa Leão XIII em 1879.

Estudou no Trinity College de Oxford (1816) e no Oriel College (1822) e foi ordenado sacerdote da Igreja Anglicana. Tornou-se mais tarde num dos líderes do “Movimento de Oxford”. Naquela época, ele considerava o anglicanismo de seu tempo excessivamente protestante e laicizado e considerava o catolicismo corrompido em relação às origens do cristianismo. Buscou uma “via média” entre os dois, e, pesquisando sobre os primórdios da Igreja Católica e do cristianismo em geral, terminou por converter-se ao catolicismo.

Depois de sua conversão ao catolicismo (1845), ele foi ordenado sacerdote da Igreja Católica em Roma (1847), abriu e dirigiu em Birmingham um oratório de São Filipe Néri e foi ainda reitor da Universidade Católica da Irlanda (1854).

Foi beatificado no dia 19 de setembro de 2010 pelo Papa Bento XVI.

Por ocasião da cerimônia de sua beatificação, o Papa Bento XVI em sua homilia, citou palavras de Newman e alentou aos cristãos que seguissem seu exemplo, sobretudo, os que estão comprometidos com o ensino e a catequese:

“E na realidade, qual meta melhor poderiam propor-se os professores de religião, do que aquele famoso apelo do Beato John Henry para um laicado inteligente e bem instruído: «Quero um laicado não arrogante nem polêmico, mas homens que conheçam a própria religião, que entrem nela, que saibam bem onde se erigem, que saibam o que creem e não creem, que conheçam de tal modo o próprio credo que dele prestem contas, que conheçam bem a própria história para a poder defender» (The Present Position of Catholics in England, IX, 390). Hoje, quando o autor destas palavras é elevado aos altares, rezo a fim de que, mediante a sua intercessão e o seu exemplo, quantos estão comprometidos na tarefa do ensino e da catequese sejam inspirados pela sua visão a um esforço maior, que está diante de nós de modo tão claro”.

VEJA AQUI A HOMILIA COMPLETA DE BENTO XVI, na beatificação de  John Henry Newman em 2010 


 

 John Henry Newman rogai por nós!

Referências: http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/homilies/2010/documents/hf_ben-xvi_hom_20100919_beatif-newman_po.htmlhttp://pt.wikipedia.org/wiki/John_Henry_Newman

Por Professor Felipe Aquino 

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz 


 

Transito de São Francisco de Assis.

Transito de São Francisco de Assis.

Quando ouvimos falar de “trânsito” logo pensamos em carro e nos engarrafamentos das grande cidades, mas, no caso do Trânsito de São Francisco, quando falamos em “trânsito” falamos em “passagem”, ou seja, da passagem de desta vida para a outra, isto é, de sua morte, acontecida na tarde do dia 3 de outubro de 1226, um sábado. São Francisco tinha mais ou menos 44 anos de idade. Ele morreu cantando um salmo, na presença de seus confrades.
No domingo seguinte, 4 de outubro, foi sepultado na igreja de São Jorge, na cidade de Assis, mas o cortejo fúnebre passou antes pelo mosteiro de São Damião, para que Santa Clara, sua grande amiga, pudesse se despedir.
Por isso, em algumas igrejas franciscanas, as celebrações do dia de São Francisco já se iniciam no dia 3 de outubro, com o Trânsito, seguido de missa. Depois, o dia 4 é todo dedicado ao Santo

“Ao cair da tarde de 3 de outubro, Francisco viu suas forças se reduzirem e a febre aumentar. Pede, então, que os frades o coloquem sobre a terra e cantem com ele o Salmo 141, que fala do desejo de ir para Deus:

“Em voz alta ao Senhor eu imploro,
em voz alta suplico ao Senhor!
Eu derramo na sua presença
o lamento da minha aflição,
diante dele coloco minha dor!
Quando em mim desfalece minh’alma,
conheceis , ó Senhor, meus caminhos!
Na estrada por onde eu andava
contra mim ocultaram ciladas.
Se me volto à direita e procuro,
não encontro quem cuide de mim
e nem tenho aonde fugir;
não importa a ninguém minha vida!
A vós grito, Senhor, a vós clamo
e vos digo: “Sois vós meu abrigo,
minha herança na terra dos vivos”,
Escutai meu clamor, minha prece,
porque fui por demais humilhado!”

São_Francisco

Francisco havia deixado seu corpo sobre a terra. O canto enfraqueceu e se apagou na boca dos frades, que recitaram, emocionados, o Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
Fez-se silêncio na cabana. A natureza se despedia do seu maior cantor. Era sábado, 3 de outubro de 1226!
“Cumpridos, por fim, em Francisco, todos os desígnios divinos, sua alma santíssima, livre já dos liames e abismada no fulgor da claridade divina, adormeceu tranquilamente no Senhor” (Legenda).”

Fonte: Jufra Brasil.

Foto e Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz 

Santo do Dia|Santo Agostinho, grande Doutor da Santa Igreja | Vida e Obra

Vida e Obra

SANTO AGOSTINHO

Santo Agostinho nasceu em Tagaste, norte da África, no dia 13 de novembro do ano 354. Filho de Patrício, pagão e voltado para o materialismo da época, e de Mônica, profundamente cristã, que depois se tornaria santa. A influência dos pais foi muito grande, primeiro a de Patrício, depois a de Santa Mônica.

  • Estudante e Professor

Agostinho realiza os primeiros estudos em Tagaste, indo depois a Madaura.

Aos 17 anos vai a Cartago, onde Romaniano, amigo do pai, o ajuda e se torna seu protetor; durante três anos se dedica ao estudo e à leitura de livros, entre os quais destaca-se o “Hortênsio” de Cícero, que o impressiona profundamente.
Aos 20 anos volta a Tagaste como professor, com uma mulher e um filho, Adeodato, retornando pouco depois para Cartago também como professor. Depois torna-se professor em Roma e, a seguir, vai para Milão, onde ganha a cátedra de retórica da casa imperial e desenvolver também a atividade de professor de retórica.
Agostinho sentia, apesar de tudo, seu coração vazio, inquieto. Não era feliz. Procurou a felicidade em muitos lugares, mas não a encontrava. Seu coração inquieto não achava a verdade e a paz que desejava. Sua mãe encontra-o em Milão e anima-o a freqüentar as pregações de Santo Ambrósio.

  • Conversão

Foi uma longa caminhada e luta para transformar seu coração, mas no mês de agosto de 386, meditando no jardim, ouve uma voz de criança que diz “Tolle et lege” (Toma e lê) e tomando as Cartas de São Paulo lê: “Não é nos prazeres da vida, mas em seguir a Cristo que se encontra a felicidade”. As dúvidas se dissipam e é neste momento que culmina todo o processo de sua conversão. Encontrando Deus no seu coração achou a felicidade, a paz e a verdade que procurava. No ano seguinte, na Vigília da Páscoa é batizado.

  • Vida em Comunidade e Tarefa de Bispo

Agostinho decide voltar a Tagaste, para morar com seus amigos, e entregar-se inteiramente ao serviço de Deus por meio da oração e o estudo. Mas no ano 391, de visita na cidade de Hipona, é proclamado sacerdote pelo povo e ordenado padre pelo bispo Valério. Quatro anos depois é consagrado Bispo da cidade, daí o nome de Agostinho de Hipona.

Ele vive em comunidade, tentando seguir o ideal das primeiras comunidades cristãs, na pobreza e na partilha. A comunidade eclesial de Hipona estava formada em sua grande maioria por pobres. Agostinho se fazia a voz destes pobres, falando por eles na Igreja, indo até as autoridades para interceder por eles e ajudando-os naquilo que podia. Entre as funções que o bispo tinha estava a de administrar os bens da Igreja e repartir o seu benefício entre os pobres, também a de acolher os peregrinos, ser protetor dos órfãos e viúvas… Agostinho realiza todas elas como um serviço aos pobres e à Igreja. Também tinha o bispo que exercer a função de juiz, tarefa que desagradava em extremo a Agostinho, mas que também exerceu com objetividade, justiça e caridade.

  • Escritos

Santo Agostinho 3Agradava muito mais a Agostinho a prática da oração, o estudo e escrever. Agostinho escreveu um enorme número de obras: um total de 113, sem contar as cartas -das quais se conservam mais de 200- e os Sermões. A maior parte das obras de Santo Agostinho surgiram por causa dos problemas ou das preocupações que atormentavam a Igreja do seu tempo; é por isso que em suas obras estão presentes as polêmicas em que ele mesmo esteve envolvido, principalmente contra os maniqueos (seita da qual ele mesmo fez parte antes da conversão e que defendia um confuso dualismo cósmico – o bem contra o mal sempre em conflito um com o outro- e desvalorizavam de forma perversa tudo o criado), os donatistas (que atribuíam a eficácia dos sacramentos unicamente ao ministro, negando sua ação, como sinal eficaz da graça e ainda se consideravam a “Igreja dos santos”) e os pelagianos (que defendiam que o homem se salva por suas próprias forças, sem precisar da graça de Deus). Além destas obras destinadas a combater os adversários e inimigos da Igreja, Agostinho escreveu outras de diverso conteúdo: no campo exegético (principalmente os Comentários ao Gênesis, São João e os Salmos), no dogmático (“Sobre a Trindade”), no Pastoral (“Sobre a Catequese dos simples”). Mas, dentre todas as obras, destacam dois pela genialidade: “A Cidade de Deus”, que representa a primeira tentativa de fazer uma interpretação cristã da história, e “As Confissões”, onde Agostinho manifesta sua fraqueza, que gera o mal, e a Deus, fonte de todo bem e Verdade absoluta; as “Confissões” são um louvor à Graça de Deus. A obra e o pensamento de Agostinho ultrapassam os limites de sua época e exercem uma grande influência na Idade Média e também na nossa época. A influência de Agostinho acontece nos diversos campos do pensamento, da cultura e da vida religiosa. Agostinho morreu no dia 28 de agosto do ano 430 e seus restos, depois de longa peregrinação descansam na cidade de Pavia, no norte da Itália.

Abaixo segue tabela com as obras com as quais Agostinho presentou a humanidade.

DATAS TÍTULO ORIGINAL (EM LATIN) ASSUNTO DA OBRA
386 Contra academicos Contra os céticos
386 De beata vita A vida feliz
386 De ordine A ordem
386/387 Soliloquia Solilóquios
386/387 De immortalitate animae A imortalidade da alma
387/391 De immortalitate animae A imortalidade da alma
387/391 De musica A musica
387/389 De moribus ecclesiae catholicae et de moribus Manichaeorum Costumes da Igreja católica e dos maniqueus
387/388 De quantitate animae A grandeza da alma
388-395 De libero arbitrio O livre arbítrio
389 De magistro O mestre (O professor)
389/391 De vera religione A verdadeira religião
391 De utilitate credendi Utilidade de crer
392/393 De duabus animabus contra Manichaeos Sobre as duas almas (contra os maniqueus)
393 De fide et symbolo A fé e o símbolo
393/394 De sermone Domini in monte O sermão da montanha
395 De continentia Sobre a continência
395 De mendacio Sobre a mentira
396 De agone christiano A luta (esforço, empenho) do cristão
396-426 De doctrina christiana A doutrina cristã
396-420 Enarrationes in Psalmos Comentários sobre os salmos
397-401 Confessiones Confissões
397-398 Contra Faustum Manichaeum Contra Fausto, o maniqueu
399 De natura boni Sobre a natureza do bem
399 Contra Secundinum Manichaeum Contra Secundino, o maniqueu
99-419 De trinitate A Trindade
400 De fide rerum quae non videntur A fé nas coisas invisíveis
400 De consensu evangelistarum O consenso dos Evangelistas
400 De opere monachorum O trabalho dos monges
400 De catechizandis rudibus Instrução dos catecúmenos
400/401 De baptismo contra partem Donati Sobre o Batismo, contra os donatistas
400 De opere monachorum O trabalho dos monges
401 De bono coniugale O bem do casamento
401 De sancta virginate A santa virgindade
401-415 De Genesi ad litteram Sobre a interpretação literal do Gênesis
406-430 In evangelium Ioannis tractatus Tratado do evangelho de João
410 De urbis Romae excidio A destruição da cidade de Roma
412 De peccatorum meritis et remissione et de baptismo parvulorum O merecimento e perdão dos pecadores e o batismo das crianças
412/413 De fide et operibus A fé e as obras
412 De spiritu et littera O espírito e a letra
413-427 De civitate Dei A cidade de Deus
414/415 De natura et gratia A natureza e a graça
415/416 De perfectione iustitiae A perfeição da justicia
417 De gestis Pelagii Os procedimentos de Pelagio
418 De gratia Christi et de peccato originali A graça de Cristo e o pecado original
418 De patientia A paciência
419-421 De anima et eius origine A alma e suas origens
420 Contra mendacium Contra a mentira
420-422 De cura pro mortuis gerenda Os cuidados para com os mortos
421 Contra Iulianum Contra Juliano
426/427 Retractationes Retratações
428 Contra Maximinum Contra Maximino
428/429 De praedestinatione sanctorum A predestinação dos santos
428/429 De dono perseverantiae O dom da perseverança
386-429 Epistulae Cartas (270 cartas)
393-430 Sermones Sermões (390 sermões)

Fonte: www.agostinianos.org.br  Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz


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Santo do Dia – Santo Ivo, advogado, juiz e sacerdote .

Viveu de 1253 a 1303. É chamado “O advogado dos pobres” .

Santo Ivo foi estudar direito civil em Orleans sob o famoso jurista Peter de la Chapelle e completou seus estudou em Paris. Praticou com brilhantismo a advocacia, tanto na corte civil quanto na corte eclesiástica. Em 1284 ele entrou para o sacerdócio e construiu um hospital para os pobres e cuidava dos pobre com considerável fervor.

Foi nomeado juiz eclesiástico pelo decano de Rennes. Ele era um juiz muito justo e venerado até mesmo pela parte perdedora. Mais tarde foi indicado como oficial para Alan de Bruc, Bispo de Tréguier. A defesa de Santo Ivo dos pobres deu a ele o titulo de “Advogado dos Pobres”

19_05_-_San_IvodessAlem de ser considerado um juiz que não aceitava nenhum presente, era considerado o melhor mediador da França, e sempre tentava conseguir acordos fora das cortes para minimizar os custos legais para ambas as partes.

Em 1284, Santo Ivo foi ordenado sacerdote. Em 1287 renunciou ao seus cargos oficiais e devotou todo o seu tempo aos seus paroquianos em Tredrez e depois em Lovannec. Alem de ser um excelente pregador dos ensinamentos de Jesus ele era freqüentemente chamado para arbitrar disputas as mais variadas. Seus conhecimentos legais estavam sempre a disposição dos seus paroquianos e também o seu tempo e seus bens. Sua austeridade é famosa mesmo com sua saúde comprometida. Diz a tradição que certa vez, deu sua capa a um pobre, seu paletó a outro e seus sapatos a um terceiro, indo para casa descalço e só de camisa em pleno inverno. Diz ainda que, doutra vez, deu sua cama a um mendigo que dormia na porta de uma casa e foi dormir onde dormia o mendigo.

Ele distribuía suas rendas e seus bens para os pobres. É o santo padroeiro dos advogados , dos juizes , oficiais de justiça e escrivães.

Morreu rezando a missa da Ascensão. Na liturgia católica ele é mostrado segurando um livro, com um anjo perto de sua cabeça e um leão a seus pés. Foi canonizado em 1347. Sua festa é celebrada no dia 19 de maio.

Cronologia:

Santo Ivo, Padroeiro dos Advogados – OFM (Trequier na Bretanha, nasceu em 17 de Outubro de 1253 e faleceu em 19 de Maio de 1303, com 50 anos de idade).

* Frade Franciscano

* Era filho de Helori, lorde de Kermartin, e Azo du Kenquis.

* Aos 14 anos, foi à Paris, onde cursou filosofia e teologia, direito civil e direito canónico.

* Ordenado sacerdote, por quatro anos foi juiz eclesiástico na diocese de Rennes.

* Era chamado o Advogado dos Pobres.

* Residiu no solar de Kermatin que herdou dos pais. Nele se encontravam um hospital e um recolhimento para velhos e um orfanato para crianças abandonadas. Um dia livrou uma pobre mulher da prisão, quando lhe faltava apenas o veredicto final.

* Não houve, enquanto viveu, advogado de tanto renome e homem mais estimado na Bretanha.

* Vinham ter com ele os ignorantes, pobres e servos que os senhores oprimiam e que Ivo defendia. Santo Ivo granjeou a estima de todos pela integridade de vida e pela imparcialidade de seus juízos.

* Ele próprio ia buscar nos castelos o cavalo, o carneiro roubado dos pobres sob o pretexto de impostos não pagos

* Patrono dos advogados, Santo Ivo entregou-se à defesa dos miseráveis e oprimidos, contra os poderosos.

* Dizia, então: “Jura-me que a sua causa é justa e eu a defenderei gratuitamente”.

* Notabilizou-se, principalmente, por dedicar a sua erudição à defesa, nos tribunais, de toda a minoria deserdada de fortuna.

* Os seus emolumentos, quando exerceu as funções oficiais de Juiz de Rennes, eram oferecidos aos pobres, para que fossem usados em sua defesa.

* No dia 19 de Maio comemora-se o dia de Santo Ivo, o santo padroeiro dos advogados.

O Santo Padroeiro dos advogados nasceu na Bretanha, França, e foi em Paris que mostrou o brilho da sua inteligência, no estudo da Filosofia, da Teologia e do Direito. Ivo de Kermartin, ao voltar à sua terra natal, aceitou o encargo de ser juiz do tribunal eclesiástico, por onde passavam as questões mais espinhosas. Com sua sabedoria, imparcialidade e espírito conciliador desfazia as inimizades e conquistava o respeito até dos que perdiam a questão. A defesa intransigente dos injustiçados e dos necessitados deu-lhe o título de “advogado dos pobres”, um título que continuou merecendo ao tornar-se sacerdote, e ao construir um hospital, onde cuidava dos doentes com as suas próprias mãos. Um exemplo inspirador para os nossos juristas e magistrados.

Oração a Santo Ivo

Glorioso Santo Ivo, lírio da pureza, apóstolo da caridade e defensor intrépido da justiça, vós que, vendo nas leis humanas um reflexo da lei eterna, soubestes conjugar maravilhosamente os postulados da justiça e o imperativo do amor cristão, assisti, iluminai, fortalecei a classe jurídica, os nossos juízes e advogados, os cultores e intérpretes do Direito, para que nos seus ensinamentos e decisões, jamais se afastem da eqüidade e da retidão. Amem eles a justiça, para que consolidem a paz; exerçam a caridade, para que reine a concórdia; defendam e amparem os fracos e desprotegidos, para que, pospostos todo interesse subalterno e toda afeição de pessoas, façam triunfar a sabedoria da lei sobre as forças da injustiça e do mal. Olhai também para nós, glorioso Santo Ivo, que desejamos copiar os vossos exemplos e imitar as vossas virtudes. Exercei junto ao trono de Deus vossa missão de advogado e protetor nosso, a fim de que nossas preces sejam favoravelmente despachadas e sintamos os efeitos do vosso poderoso patrocínio. Amém.

Por Apóstolos Eucarísticos da Divina Misericórdia – Campanha-MG


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