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Chuva de graças: Povo Campanhense celebram seu Padroeiro Santo Antônio

Padroeiro do povo Campanhense, Santo Antônio é sempre aclamado e invocado durante todo ano nas celebrações realizadas na Catedral Diocesana  porém,  no mês de Junho acontece como de costume a Trezena e Festa de Santo Antônio na Comunidade Paroquial da cidade. A trezena teve início no dia 31/05 encerrando no dia 12/06. Cada dia foi meditado um tema sobre a devoção de Santo Antônio com a Virgem Maria, tendo em vista que, estamos no ano Nacional Mariano.

Santo Antônio foi exímio pregador do evangelho, piedosamente tinha total devoção a Virgem Maria,  foi um santo caridoso, pai dos pobres e necessitados, homem zeloso e temente a Deus.

No dia 13 de junho a Igreja da Campanha-MG e o mundo todo celebra o dia de Santo Antônio. Em Campanha-MG após, treze dias preparatórios, o dia 13 começou com a Alvorada festiva com o dobrar de todos os sinos da Catedral às 06h da manhã.

Ainda na parte da manhã houve uma missa celebrada pelo Monsenhor José Hugo Goulart e Silva na catedral em louvor a Santo Antônio,  fiéis participaram e rezaram junto ao santo, ao final da celebração todos receberam os tradicionais pães de Santo Antônio já abençoados .

No momento em que o relógio marcava 12h, os sinos da Catedral começaram a badalar-se e ao mesmo tempo no alto falante da Igreja tocava-se o hino em Louvor a Santo Antônio, em seguida foi realizada a oração do Angelus.  Por Volta das 16hs os sinos da Catedral voltaram a tocar sinalizando a chegada das carreatas que vinham das comunidades urbanas e rurais da cidade, com seus respectivos padroeiros solenemente enfeitados em seus andores.

O Vigário Paroquial Reverendo Padre Edson Pereira Oliveira, muito animado, com espírito missionário e sua sanfona,  acolheu as comunidades que adentravam  a casa de seu padroeiro maior Santo Antônio.  Cada comunidade foi recebida com palmas e cânticos de saudações e boas vindas.

Conhecido como taumaturgo de Pádua embora com uma curta existência terrena, Santo Antônio tornou-se um dos santos mais populares do mundo, sendo venerado tanto no Oriente quanto no Ocidente. Quando foi canonizado pelo Papa Gregório IX, Antônio ganhou o titulo de Doutor da Igreja, devido aos seus belos sermões e pregações. E é exortado como o “Santo que conforta os pobres e os desesperados”. “Doutor da Igreja”, “Martelo dos Hereges”, “Doutor do Evangelho”, “Arca do Testamento”, “Santo de todo o mundo” –– são alguns dos títulos com que os Soberanos Pontífices honraram aquele cuja vida foi, no dizer de um de seus biógrafos, um milagre contínuo.

Em Campanha o Santo de todos as necessidades, Santo Antônio da Campanha assim chamado pela população, recebe muitas homenagens no dia 13 de junho de todo ano.

Encerrando os festejos do Padroeiro, às 17h deu-se início a Santa Missa Pontifical da Solenidade de Santo Antônio Padroeiro da Campanha e da Catedral Diocesana.

A solene celebração foi presidida pelo Excelentíssimo Reverendíssimo Dom Pedro Cunha Cruz, bispo diocesano da Campanha.

Participaram a santa eucaristia o Cônego Luzair Coelho de Abreu pároco e cura da Catedral e Chanceler do Bispado da Campanha,  o Reverendo Padre Edson Pereira Oliveira vigário paroquial e Reitor do seminário Propedêutico São pio X e o Reverendíssimo Monsenhor Cônego José Hugo Goulart e Silva. Esteve presente na celebração o Sr. Diácono Wendel Rezende bem como todos os seminaristas das casas propedêutica e filosófica, acólitos, coroinhas,  ministros da palavra e da sagrada comunhão, movimentos, pastorais e todas as comunidades da paróquia com seus respectivos padroeiros.

Dom Pedro, destacou o grande pregador do evangelho que Santo Antônio foi, um homem jovem que viveu intensamente sua vocação sacerdotal.  Santo Antônio morreu muito cedo,  mas viveu toda sua vida em santidade, um sacerdote sábio que ao fazer sua primeira pregação não estava preparado porém, o espirito santo agiu nele,  Antônio foi impelido pelo Cristo Jesus por ele muitos milagres aconteceram e muitos se converteram apenas ouvindo seus belos sermões. Cantava louvores a Deus e tinha grande devoção a Maria Santíssima a quem ele sempre recorria nos momentos difíceis.

Que possamos aprender com Santo Antônio a dar o pão aos mais necessitados e sobre tudo do o pão da palavra que é próprio Cristo Jesus.

Após a Santa Missa o grande número de fiéis  e devotos de Santo Antônio acompanharam a procissão com a imagem do santo e as dos padroeiros das comunidades rurais e urbanas pelas ruas da cidade.  Devotos enfeitaram suas casas, estiaram bandeirinhas pelas ruas para a procissão passar assim como os seminaristas do seminário propedêutico que, ornamentaram a sacada do prédio com flores e bandeirinhas, homenageando o padroeiro da Campanha/MG.  No momento em que a procissão se aproximava novamente da catedral, todos foram surpreendidos por uma linda queima de fogos e uma acolhida maravilhosa a Santo Antônio.  Mesmo com chuva os fiéis acompanharam toda procissão, mostrando sua fé e devoção no Santo de todo mundo o Santo de todas necessidades o nosso glorioso Santo Antônio.

Acompanhe abaixo os melhores momentos desta festa:

Dom Pedro C. Cruz abençoou os pães de santo Antônio que foram distribuídos a todos os fiéis presentes na igreja , dando a bênção final a todos. Esta foi a segunda vez que Dom Pedro como bispo titular da santa sé Campanhense presidiu a solene celebração de Santo Antônio, padroeiro da Campanha e de nossa Catedral Diocesana que é a igreja particular do bispo.

Assim encerrou todos os festejos em honra à Santo Antônio de Pádua, “Doutor da Igreja”, “Martelo dos Hereges”, “Doutor Evangélico”, “Arca do Testamento”, “Santo de todo o mundo” com esses nomes que os Soberanos Pontífices honraram aquele cuja vida foi, no dizer de um de seus biógrafos, um milagre contínuo.

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“Alegra-te, feliz Lusitânia! Salta de júbilo, Pádua ditosa! Pois gerastes para a Terra e para o Céu um varão que bem pode comparar-se com um astro rutilante, já que brilhando, não só pela santidade da vida e gloriosa fama de milagres, mas também pelo esplendor que por todas as partes derrama a sua celestial doutrina”.

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Por Bruno Henrique Santos/ Portal Terra de Santa Cruz/Campanha-MG

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Santo Antônio de Lisboa, “Martelo dos Hereges”,“Doutor da Igreja”, “Doutor Evangélico”, “Arca do Testamento”, “Santo de todo o mundo”

“Doutor da Igreja”, “Martelo dos Hereges”, “Doutor Evangélico”, “Arca do Testamento”, “Santo de todo o mundo”

O grande taumaturgo de Pádua embora com uma curta existência terrena, tornou-se um dos santos mais populares do mundo, sendo venerado tanto no Oriente quanto no Ocidente.

MARTELO.jpg“Alegra-te, feliz Lusitânia! Salta de júbilo, Pádua ditosa! Pois gerastes para a Terra e para o Céu um varão que bem pode comparar-se com um astro rutilante, já que brilhando, não só pela santidade da vida e gloriosa fama de milagres, mas também pelo esplendor que por todas as partes derrama a sua celestial doutrina”.

Esse foi o esplêndido elogio que fez desse santo o Papa Pio XII.(1)

“Doutor da Igreja”, “Martelo dos Hereges”, “Doutor Evangélico”, “Arca do Testamento”, “Santo de todo o mundo” –– são alguns dos títulos com que os Soberanos Pontífices honraram aquele cuja vida foi, no dizer de um de seus biógrafos, um milagre contínuo.

Natural de Lisboa onde nasceu em 1191 ou 1195, filho dos nobres Martinho de Bulhões e Teresa Taveira, o futuro santo recebeu no batismo o nome de Fernando. De boa índole, inclinado à piedade e às coisas santas, sua formação espiritual e intelectual foi confiada aos cônegos da Catedral de Lisboa por seu pai, oficial no exército de D. Afonso.

Clérigo Regular de Santo Agostinho

Segundo alguns de seus biógrafos, na adolescência Fernando foi acometido por violenta tentação contra a pureza. traçou uma cruz com os dedos, numa coluna de mármore, ficando nela impressa como em cera.

Avaliando nessa ocasião os perigos que corria, o adolescente quis entrar para o Mosteiro de São Vicente de Fora, dos Clérigos Regulares de Santo Agostinho, nos arredores da capital portuguesa, quando contava 19 anos de idade. Ali permaneceu dois anos, findos os quais, por ser muito procurado por parentes e amigos, pediu aos superiores que o transferissem para o mosteiro Santa Cruz de Coimbra, casa-mãe do Instituto. Foi ordenado sacerdote em 1220. Frei Fernando, entretanto, almejava abraçar um gênero de vida mais perfeito e mais de acordo com suas íntimas aspirações.

Transferência para a Ordem Franciscana

Quando chegaram a Coimbra os restos mortais dos cinco protomártires franciscanos, que deram sua vida pela Fé no Marrocos, Frei Fernando sentiu imenso desejo de imitá-los, vertendo também seu sangue por Cristo.

Um dia, no verão de 1220, quando dois franciscanos foram ao seu mosteiro pedir esmola, Frei Fernando perguntou-lhes se, passando ele para sua Ordem, o enviariam à terra dos mouros para lá sofrer o martírio.

Eles deram resposta afirmativa.

No dia seguinte, depois de obter, a duras penas, autorização de seu Superior, mudou-se para o eremitério franciscano, onde se tornou um filho de São Francisco de Assis.Frei Fernando mudou então seu nome para o do onomástico do eremitério, Antonio, que ele imortalizaria. Conforme o combinado, Frei Antonio foi enviado no fim desse mesmo ano à África. Entretanto não estava nos planos da Providência que ele ilustrasse a Igreja como mártir, mas com suas pregações e santa vida. Assim, chegando ao continente africano, foi atacado de terrível doença, que o reteve no leito por longo período. Os superiores decidiram que, para curar-se, Frei Antonio deveria voltar a Portugal.

Acrisolado pela Divina Providência

A mão da Providência, no entanto, desejava-o em outro campo de luta. O navio em que estava o convalescente, levado pela tempestade, foi parar nas costas da Itália, onde o santo encontrou abrigo em Messina, na Sicília.

Lá soube que o seráfico São Francisco havia convocado um Capítulo em Assis, para maio de 1221. Antonio poderia, enfim, ver o pai e fundador dos franciscanos e contemplar sua angélica virtude.

Naquela grande assembléia o Provincial da Romênia resolveu levá-lo consigo. Frei Antonio obteve dele licença para permanecer no eremitério do Monte Paulo, a fim de entregar-se ao isolamento e à contemplação. Entretanto a mão de Deus velava sobre ele, e chegou o tempo em que aquela luz deveria brilhar para o bem do mundo inteiro.

Começa a vida apostólica como grande pregador

Foi enviado a Forli com alguns franciscanos e dominicanos que deveriam receber as ordens sacras. O Padre guardião do convento em que se hospedavam pediu que algum dos presentes dissesse algo para a glória de Deus e edificação dos demais. Um a um, foram todos escusando-se por não estarem preparados. Restava Antonio. Sem muita convicção, o Superior mandou-lhe então que falasse, à falta dos demais.

Era a primeira vez que Antonio falava em público, e então viu-se a maravilha: de sua boca saíram palavras de fogo, demonstrando profundo conhecimento teológico e das Escrituras, tudo exposto com uma lógica, clareza e concisão que conquistou a todos.

Entusiasmado, o Guardião comunicou aquele sucesso ao Provincial, que transmitiu a notícia a São Francisco. O Poverello mandou então que Frei Antonio estudasse teologia escolástica para dedicar-se à pregação. Pouco depois, em vista de seus progressos, ordenou-lhe S. Francisco que trabalhasse na salvação das almas. Era o ano 1222, e Frei Antonio contava apenas 30 ou 31 anos de idade.

Força irresistível de suas fogosas palavras

Segundo seus biógrafos, “ele tinha um exterior polido, gestos elegantes e aspecto atraente. Sua voz era forte, clara, agradável, e sua memória feliz.A essas vantagens, juntava uma ação cheia de graça”.(2)

Entretanto, “seu traço característico, o milagre constante de sua existência, é a força incontestável de sua pregação, o poder de sua voz sobre os corações e as inteligências”.(3)

“Quando ele fulminava os vícios e as heresias — das quais o mundo estava então extremamente infectado — era como uma torrente de fogo que revira tudo, e à qual ninguém pode resistir. […] Freqüentemente, se bem que falasse [durante o sermão] uma só língua, era entendido por pessoas de toda espécie de países”.(4) Daí seu sucesso extraordinário, tanto na Itália quanto na França.

Milagres como no tempo dos Apóstolos

As multidões acorriam, e até os comerciantes fechavam suas lojas para ir ouvi-lo; a cidade e toda a redondeza literalmente paravam.

Sendo pequenas as igrejas para tanta gente — às vezes chegavam a juntar-se até 30 mil pessoas num só sermão — ele falava nas praças públicas. Quando terminava, “era necessário que alguns homens valentes e robustos o levantassem e protegessem das pessoas que vinham beijar-lhe a mão e tocar-lhe o hábito”.(5) O número de sacerdotes que o acompanhavam era pequeno para depois ouvirem as confissões dos que, tocados por seu sermão, queriam emendar-se de vida.

Seus sermões eram seguidos de milagres como não se viam desde o tempo dos Apóstolos. Praticamente não havia coxo, cego ou paralítico que, depois de receber sua bênção, não ficasse são. Numa ocasião converteu 22 ladrões, que por curiosidade foram ouvi-lo. O número de hereges por ele convertidos não tem fim.

Prega aos peixes para confundir os indiferentes

Um dos milagres mais conhecidos de Santo Antonio foi sua pregação aos peixes. Em Rimini, durante seu sermão, o povo se mantinha indiferente. Abandonando seus ouvintes, foi pregar à beira-mar. Milhares de peixes de vários tipos e tamanhos puseram a cabeça fora da água para ouvir o santo, que tinha sido seguido pela população da cidade, testemunha do milagre. Santo Antonio foi cognominado “Martelo dos Hereges”, porque a heresia não teve inimigo mais formidável.  Sua mais antiga biografia, conhecida pelo nome de Assídua, relata: “Dia e noite tinha discussões com os hereges; expunha-lhes com grande clareza o dogma católico; refutava vitoriosamente os preceitos deles, revelando em tudo ciência admirável e força suave de persuasão que penetrava a alma dos seus contrários”.(6)

Um heresiarca negava a Presença Real no Santíssimo Sacramento. Para acreditar, dizia, queria um milagre. E propôs o seguinte: deixaria sua mula sem comer durante três dias. Depois disso, oferecer-lhe-ia feno e aveia, e Frei Antonio a Hóstia consagrada. Se a besta deixasse a comida para ir adorar a Hóstia, ele creria, disse. Isso foi feito diante de toda a cidade. E a mula faminta, tendo que escolher entre o alimento e o respeito à Hóstia consagrada, foi ajoelhar-se diante desta, que o santo segurava nas mãos.

Desde a mais tenra infância Antonio fora devoto de Nossa Senhora, e Ela várias vezes o socorreu. Um dia, por exemplo, em que o demônio não podia mais suportar o bem que o santo fazia, agarrou-o pelo pescoço tão violentamente, que o enforcava. Antonio mal pôde balbuciar as palavras da antífona a Nossa Senhora, “O Gloriosa Domina”. No mesmo instante o demônio fugiu apavorado. Recomposto, Antonio viu a seu lado a Rainha do Céu resplandecente de glória.

“O santo morreu! O santo morreu!”

No ano de 1231, Frei Antonio, sentindo piorar a hidropisia maligna que o perseguia havia tempos, percebeu que sua hora chegara e quis morrer em Pádua, sua cidade de adoção. Quando o povo paduano ouviu dizer que ele estava chegando, acorreu em tal quantidade, que os frades que o acompanhavam, para livrá-lo do assédio, levaram-no para a casa do capelão das freiras clarissas, onde ele faleceu com apenas 40 anos de idade. Imediatamente as crianças de Pádua saíram espontaneamente pelas ruas gritando: “O santo morreu! O santo morreu!”. Ao mesmo tempo, em Lisboa, sua cidade natal, os sinos puseram-se a repicar por si sós, e o povo saiu às ruas. Somente mais tarde é que souberam do ocorrido.

Tantos foram os milagres operados pelo santo em seu túmulo, que levaram o Papa Gregório IX a canonizá-lo apenas um ano depois de sua morte. O Processo de Canonização mais curto da História da Igreja .

SANTO ANTÔNIO, MARTELO DO HEREGES, PREGADOR DO EVANGELHO, ROGAI POR NÓS!

PORTAL TERRA DE SANTA CRUZ

Fiéis celebram em Campanha/MG, a solene festa de seu Padroeiro Santo Antônio de Pádua (ou de Lisboa) .

Padroeiro do povo Campanhense, Santo Antônio é sempre aclamado e invocado durante todo ano nas celebrações realizadas na Catedral Diocesana  porém,  no mês de Junho acontece como de costume a Trezena e Festa de Santo Antônio na Comunidade Paroquial da cidade.

A trezena teve início no dia 31/05 encerrando no dia 12/06. Cada dia foi meditado um tema sobre as obras de Misericórdia espirituais e corporais tendo em vista que, estamos no ano santo da Misericórdia. Santo Antônio foi exímio pregador do evangelho e praticou piedosamente  todas obras de misericórdia, foi um santo caridoso, pai dos pobres e necessitados, homem zeloso e temente a Deus.

No dia 13 de junho a Igreja da Campanha-MG e o mundo todo celebra o dia de Santo Antônio.

Em Campanha-MG após, treze dias preparatórios, o dia 13 começou com a Alvorada festiva com o dobrar dos sinos da Catedral às 06h da manhã.  Este ano novamente a Banda Marcial Irmão Paulo se fez presente tocando o hino de Santo Antônio entre outras canções.

Ainda na parte da manhã houve uma missa celebrada pelo Monsenhor José Hugo Goulart e Silva na catedral em louvor a Santo Antônio,  fiéis participaram e rezaram junto ao santo, ao final da celebração todos receberam os tradicionais pães de Santo Antônio já abençoados .

No momento em que o relógio marcava 12h, os sinos da Catedral começaram a badalar-se e ao mesmo tempo no alto falante da Igreja tocava-se o hino em Louvor a Santo Antônio, em seguida foi realizada a oração do Angelus.  Por Volta das 16hs os sinos da Catedral voltaram a tocar sinalizando a chegada das carreatas que vinham das comunidades urbanas e rurais da cidade, com seus respectivos padroeiros solenemente enfeitados em seus andores.

O Vigário Paroquial Padre Edson Pereira Oliveira, muito animado, com espírito missionário e sua sanfona,  acolheu as comunidades que adentravam  a casa de seu padroeiro maior Santo Antônio.  Cada comunidade foi recebida com palmas e cânticos de saudações e boas vindas.

Conhecido como taumaturgo de Pádua embora com uma curta existência terrena, Santo Antônio tornou-se um dos santos mais populares do mundo, sendo venerado tanto no Oriente quanto no Ocidente. Quando foi canonizado pelo Papa Gregório IX, Antônio ganhou o titulo de Doutor da Igreja, devido aos seus belos sermões e pregações. E é exortado como o “Santo que conforta os pobres e os desesperados”. “Doutor da Igreja”, “Martelo dos Hereges”, “Doutor do Evangelho”, “Arca do Testamento”, “Santo de todo o mundo” –– são alguns dos títulos com que os Soberanos Pontífices honraram aquele cuja vida foi, no dizer de um de seus biógrafos, um milagre contínuo.

Em Campanha o Santo de todos as necessidades, Santo Antônio da Campanha assim chamado pela população, recebe muitas homenagens no dia 13 de junho de todo ano.

Encerrando os festejos do Padroeiro, às 17h deu-se início a Santa Missa Pontifical da Solenidade de Santo Antônio Padroeiro da Campanha e da Catedral Diocesana.

A Missa foi presidida pelo bispo diocesano Dom Pedro Cunha Cruz e concelebrada pelos padres Luzair Coelho de Abreu pároco e cura da Catedral, Edson Pereira Oliveira vigário paroquial e Reitor do seminário Propedêutico São pio X, Carlos Henrique Machado pároco na paróquia Sagrado Coração em Cordislândia/MG e Reitor do seminário filosófico Nossa Senhora das Dores situado em Campanha/MG. Esteve presente na celebração o Diácono José Rodrigo como todos os seminaristas das casas propedêutica e filosófica, acólitos, coroinhas,  ministros da palavra e da sagrada comunhão .

Dom Pedro Cunha Cruz destacou em sua homilia as obras de misericórdias espirituais e corporais meditadas durante toda trezena, relacionando-as com a vida de Santo Antônio que viveu e praticou obras de misericórdias. Antônio se entregou completamente ao serviço de amor e caridade para com os mais pobres. Conhecido também como Santo Antônio dos pobres, ele ia sempre de encontro ao outro, dando de comer a quem tinha fome, de beber a quem tinha cede.

Nosso bispo deixou em destaque, o grande pregador da palavra do evangelho que Santo Antônio foi, um homem jovem que viveu intensamente sua vocação sacerdotal.  Santo Antônio morreu muito cedo,  mas viveu toda sua vida em santidade, um sacerdote sábio que ao fazer sua primeira pregação não estava preparado porém, o espirito santo agiu nele,  Antônio foi impelido pelo Cristo Jesus por ele muitos milagres aconteceram e muitos se converteram apenas ouvindo seus belos sermões .

Que possamos aprender com Santo Antônio a dar o pão aos mais necessitados e sobre tudo do o pão da palavra que é próprio Cristo Jesus. Encerrou Dom Pedro…

Após a Santa Missa o grande número de fiéis  e devotos de Santo Antônio acompanharam a procissão com a imagem do santo e as dos padroeiros das comunidades rurais e urbanas pelas ruas da cidade.  Devotos enfeitaram suas casas, estiaram bandeirinhas pelas ruas para a procissão passar assim como os seminaristas do seminário propedêutico que, ornamentaram a sacada do prédio com flores e bandeirinhas, homenageando o padroeiro da Campanha/MG.  No momento em que a procissão se aproximava novamente da catedral, todos foram surpreendidos por uma linda queima de fogos e uma acolhida maravilhosa a Santo Antônio, todos catando o hino e saudando o santo Padroeiro da Campanha, como você pode ver no Vídeo abaixo:

Dom Pedro C. Cruz abençoou os pães de santo Antônio que foram distribuídos a todos os fiéis presentes na igreja , dando a bênção final a todos. Esta foi a primeira vez que Dom Pedro como bispo titular da santa sé Campanhense presidiu a solene celebração de Santo Antônio, padroeiro da Campanha e de nossa Catedral Diocesana que é a igreja particular do bispo.

Assim encerrou todos os festejos em honra à Santo Antônio de Pádua, “Doutor da Igreja”, “Martelo dos Hereges”, “Doutor Evangélico”, “Arca do Testamento”, “Santo de todo o mundo” com esses nomes que os Soberanos Pontífices honraram aquele cuja vida foi, no dizer de um de seus biógrafos, um milagre contínuo.

“Alegra-te, feliz Lusitânia! Salta de júbilo, Pádua ditosa! Pois gerastes para a Terra e para o Céu um varão que bem pode comparar-se com um astro rutilante, já que brilhando, não só pela santidade da vida e gloriosa fama de milagres, mas também pelo esplendor que por todas as partes derrama a sua celestial doutrina”. Esse foi o esplêndido elogio que fez desse santo o Papa Pio XII.(1)

Escrito por Bruno Henrique Santos/ Portal Terra de Santa Cruz/Campanha-MG

Fotos

PORTAL TERRA DE SANTA CRUZ

Milagres de Santo Antônio e sua língua miraculosamente conservada em Pádua – Itália

Milagres de Santo Antônio e sua língua miraculosamente conservada em Pádua –  Itália

Esta é a língua, peixes, do vosso grande pregador, que também foi rêmora vossa, enquanto o ouvistes; e porque agora está muda (posto que ainda se conserva inteira) se veem e choram na terra tantos naufrágios.
Antônio Vieira, Sermão de Santo Antônio aos Peixes

Detalhe do relicário com a língua de Santo Antônio em Pádua, Itália.

LÍNGUA DE SANTO ANTÔNIO DE LISBOA (TAMBÉM DITO DE PÁDUA) QUE OPEROU MILAGRES QUANDO FOI PREGAR AOS PEIXES E TOMAR SOPA ENVENENADA

Você já deveria saber que no meu bloco desfilam balões e bolcheviques, fuzis e margaridas. e só agora nota essas fitas alegóricas ao redor do andor? meu olho não é seco, é de terra. por isso quando uma água o molha não vem da íris nem é nada cristalina. é um barro, uma lama. mas erra muitíssimo quem a pense suja. não está sempre aí, ela surge. e quando vem, é uma argila. dessa mesma que é feito o homem e suas costelas, pois as barras dessas jaulas que no peito levam nossos tigres não detêm o sopro de um colibri. não é só da carne que lhe falo. é também da alma, da miraculosa língua de santo Antônio, até hoje conservada intacta. quem prega sacrifícios se santifica. mas será que vive ou se mantém cativo? também o santo vai à praia quando o povo lhe dá as costas. e então a sua palavra faz piscosas umas águas antes só de algas. porém nem sempre o remorso previne erros com cautelas. no miracolo della minestra a fé mudou o veneno em alimento quando Antônio disse ao agiota: por vossa alma eu tomo essa peçonha de cobra. aí convém aceitar a humana realidade e arriscar o ímpeto apesar da falha. a soberba doma a alma se a invocação de um santo indaga: tentando se é tentado? embora peque e morra, o santo é mais forte porque acredita. ele acode quando menos se imagina. a sua fé ama enquanto desafia. ela é a fome de um pão ainda sem seu trigo. a confiança que une a graça ao pedido. é pura promessa e espera porque conhece o lugar onde a semente guarda o tempo. sei e sabemos que é do humano tanto a raiva quanto o ciúme. e que por muito pouco pode a vida se tornar mais ácida, afinal toda carne apodrece e passa. mas, enquanto aguarda, a palavra é mágica. e ela fica, não finge que acredita. a luz é boa mesmo se às vezes o seu brilho é duro, sobretudo quando reúnam, junto à santa língua, diamante e dinamite. a fé transmuta quem dela se ilumine. a fé aclara muito quando se duvida. ela não entende, não explica, não decifra. só redime e nem sempre é macia. e se ela remove até montanhas, não lhe seria fácil demolir a esfinge? contudo a fé a trata como inexistisse. seu mistério não é charada nem enigma. não devora nem adivinha. só inspira. se é fácil? quem disse? no bem querer, o simples é ainda mais difícil.

Por Marcus Fabiano


Momentos de Antônio

Certa vez quando o Frei Antônio pregava o Evangelho da Bíblia na cidade de Rímini, Itália, os moradores locais não queria escutá-lo e começaram a ofendê-lo a ponto de quererem agredi-lo fisicamente.

O Milagre da Mula

Santo Antônio pregava sobre o Santíssimo Sacramento em Toulouse, sul da França, ano 1227. No meio da pregação um senhor se levantou e o desafiou, dizendo que a presença de Cristo na Hóstia Consagrada era uma mentira. Santo Antônio lhe respondeu: – Que problema há, no corpo de Cristo estar velado pelas aparências do pão e do vinho, conforme suas próprias palavras. E senhor incrédulo o desafia: – Se Cristo está presente nesta Hóstia, sua presença deveria ser sentida por todas as criaturas viventes. Então pegarei minha mula e na próxima missa estaremos aqui, se a mula conseguir ver Cristo na Hóstia, acreditarei no senhor e na sua fé. Santo Antônio resolveu concordar com o desafio.

Passou-se três dias e uma multidão se aglomerou na praça, muitos pela missa e outros tantos para conferir o resultado do desafio do homem infiel. Enquanto Santo Antônio caminhava com o Santíssimo Sacramento e todos os católicos se colocavam de joelhos rezando. O senhor infiel chega conduzindo sua mula, a qual maliciosamente foi privada de alimento durante os últimos dias. Faminto, o animal estava tão violento que nem o próprio dono obedecia. Contudo, ao se aproximar do Santíssimo, a mula se acalmou, e diante de todos ali presentes, milagrosamente a mula se ajoelhou perante a Hóstia Consagrada ostentada por Santo Antônio. O Milagre gerou gritos e admiração por todos, os católicos entoaram cânticos emocionados. Muitos hereges que ali estavam por curiosidade se converteram ao catolicismo, assim como o senhor dono da mula que reconheceu imediatamente a presença de Cristo e se ajoelhou.

O MILGRE DOS PEIXES
Certa vez quando o Frei Antônio pregava o Evangelho da Bíblia na cidade de Rímini, Itália, os moradores locais não queria escutá-lo e começaram a ofendê-lo a ponto de quererem agredi-lo fisicamente. Foi então que Antônio se viu forçado a sair da praça e caminhou em direção a praia.  Na areia de costas para aqueles que caçoavam de Evangelho de Cristo, Antônio falou em voz alta. – “Escutai a Palavra de Deus, vós que sois peixes e vives no mar, já que infiéis não a querem ouvir.” Em seguida diversos peixes começaram a agrupasse na beira da praia e postaram suas cabeças para fora d’água. E ali ficaram ouvindo as santas palavras proferidas pelo frei, até que terminou dizendo. –  “Bendizei ao Senhor, vós que sois também criaturas de Deus!” E aqueles que presenciaram este milagre creram no frei e se converteram ao cristianismo!

Painel em cerâmica ilustrando Sermão de Santo António aos Peixes

PODER SOBRENATURAL:

“O dom de falar ou interagir com os animais” foi apenas um dos poderes sobrenaturais manifestado por Santo Antônio. Outro frei famoso que se destacou com o dom de falar com os animais foi o frei são Francisco de Assis.

O MILAGRE DA BILOCAÇÃO (projeção astral)
Em Portugal, seu pai havia sido julgado por um assassinato que não cometera. No exato momento que a sentença de morte na forca foi proferida, a quilômetros de distância na Itália, frei Antônio entra em transe e surge materializado diante dos juizes de seu pai. Após o espanto das testemunhas, Antônio diz – “Venham comigo ao cemitério e eu irei provar a inocência de meu pai”. Chegando ao local, pediu para que o túmulo do morto fosse aberto, em seguida disse em vos alta. – “Levanta-te e diga para todos que aqui estão. Foi o meu pai, Martinho Bulhões quem o matou?” Para espanto de todos ali presentes, o morto levantou-se e respondeu. – Não, não foi Martinho Bulhões quem me matou. Depois que o morto se recolheu para seu caixão, à sentença foi anulada.
CURIOSIDADE: Este episódio deu origem expressão popular “tirar o pai da forca”.
PODER SOBRENATURAL: A “Bilocação” é o fenômeno sobrenatural raro, explicado pela parapsicologia como um tipo de projeção astral, onde um indivíduo aparece em dois locais diferentes ao mesmo tempo. A diferença é que na bilocação é possível testemunhar visualmente o corpo projetado o que não ocorre na simples projeção astral.

O MILAGRE DO MENINO JESUS
Este milagre foi relatado pelo então Conde Tiso VI. Quando o conde estava para entrar no quarto de Antônio, presencia a aparição (transfiguração) de uma luminosa senhora (Virgem Maria) entregando uma pequena criança para o frei Antônio, (o menino Jesus). A criança abraça Antônio e sussurra segredos ao seu ouvido. Somente quando a aparição se desfez, Antônio percebeu a presença do Conde e imediatamente solicita segredo sobre o que ele testemunhou. Este milagre só foi divulgado após a morte de Santo Antônio.
CURIOSIDADE: É por causa deste milagre que a imagem de Santo Antônio é representada com o Menino Jesus no colo.
PODER SOBRENATURAL:  “A transfiguração” é um outro fenômeno sobrenatural raro, diferente de uma simples aparição. A transfiguração pode ser facilmente testemunhada por qualquer pessoa que esteja no local onde ocorre o fenômeno.

Esta ilustração mostra o conde Tiso VI, canto direito da imagem, testemunhado a transfiguração do Menino Jesus.

SANTO ANTES DE MORRER
Mesmo antes de morrer Antônio já era conhecido como “o santo”.
E seus sermões considerados verdadeiras inspirações de Deus.

MILAGRE POS MORTE
Quando sua basílica foi construída em 1263, em Pádua seu sarcófago teve que ser aberto, devido ao traslado para um novo local. Para contemplação dos presentes, sua língua e parte de sua garganta estavam intactas, provando mais uma vez sua santidade para os fiéis.
PODER SOBRENATURAL: “Ter o corpo ou parte dele incorrupto após a morte”, é um dos fenômenos sobrenaturais que assinala forte evidência de santidade. Muitos santos e videntes católicos tiveram seus corpos incorruptos. Santa Catarina Laboure, Padre Pio de Pietrelcina, Jacinta Marto a vidente de Fátima,  Vidente Bernadete da cidade de Lourdes. Independente de religiões há numerosos casos de corpos incorruptos registrados no mundo.

O MILAGRE DO CASAMENTO
Uma jovem que queria muita se casar, pegou uma imagem de Santo Antônio e pediu-lhe em forma de promessa que lhe encontra-se um noivo. Em seguida colocou a imagem no beiral da janela e aguardou… o tempo passou, e nada, nenhum homem surgiu em sua vida! Após muito tempo, decepcionada com a ineficácia da promessa a Santo Antônio, ela deu um tapa na imagem tão forte que o santo voou pela janela a fora e caiu na cabeça de um rapaz que passava na rua. Assustada com as conseqüências de seu ato correu para socorrer o rapaz ferido… Dias depois, adivinhem, os dois se casaram!
CURIOSIDADE: É devido a esta passagem que surgiu a superstição de colocar a imagem do Santo Antônio de castigo quando o milagre demora acontece; virando a estátua para a parede ou colocando-a de cabeça para baixo num copo com água (ou como com arroz se a intenção for casamentos)
 
SOBRE O SANTO
Santo Antonio nasceu em Lisboa, Portugal em 1195 e faleceu em Pádua Itália no dia 13 de junho de 1231. Foi um Santo poderoso em vida e é um dos mais populares da igreja católica. Apesar de ser conhecido por ser um santo casamenteiro, seus milagres vão além de juntar casais. Quando foi canonizado pelo Papa Gregório IX, Antônio ganhou o titulo de Doutor da Igreja, devido aos seus belos sermões e pregações. E é exortado como o “Santo que conforta os pobres e os desesperados”.

Artigo retirado do Livro Antônio de Lisboa.

Adaptação e Edição, Bruno Henrique/Portal Terra de Santa Cruz