Arquivo da categoria: Santa Faustina

Indulgência Plenária na Festa da Divina Misericórdia

Saiba por que a Igreja celebra, neste domingo, a festa da Divina Misericórdia e aprenda como lucrar a indulgência plenária nessa celebração.

A devoção à Divina Misericórdia, de acordo com as revelações de Nosso Senhor a Santa Faustina Kowalska, é um grande dom concedido à Igreja Católica no terceiro milênio. Essa expressão de piedade foi de tal modo reconhecida e aprovada pela Igreja que, em 2000, o Papa São João Paulo II — conterrâneo de Santa Faustina — instituiu para a Igreja universal a festa da Divina Misericórdia, a ser celebrada todos os anos, na Oitava da Páscoa.

Mas por que instituir essa festa justamente no segundo domingo do Tempo Pascal?

Além do pedido expresso de Jesus Misericordioso [1], uma das razões pode ser encontrada no fato de que, nesse dia, a liturgia católica relembra com particular intensidade dois grandes instrumentos da divina misericórdia para a salvação humana: os sacramentos do Batismo e da Penitência. Esses dois sacramentos são chamados também de “sacramentos de mortos”, porque foram “instituídos principalmente para restituir a vida da graça às almas mortas pelo pecado” [2]: o Batismo, como a porta pela qual todos temos de passar; e a Confissão, como uma “segunda tábua de salvação” [3], pois é por ela que são restituídos à graça os que voltaram a cair depois de terem sido batizados.

De fato, este domingo da Oitava da Páscoa era chamado, desde os primeiros tempos da Igreja, deDominica in albis. A expressão latina significa “em vestes brancas” e faz referência ao fato de que, durante essa celebração, os neófitos que foram batizados na Vigília Pascal pela primeira vez aparecem com suas vestes alvas, simbolizando a brancura da alma purificada do pecado. Também neste domingo, o Evangelho proclama a instituição do sacramento da Penitência, quando Nosso Senhor Ressuscitado se põe no meio dos discípulos e, soprando sobre eles, diz: “Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos.” (Jo 20, 22-23)

Para fazer com que vivêssemos mais intensamente esta celebração, o Papa São João Paulo II estabeleceu, em 2002, através de um decreto com “vigor perpétuo”, que este Domingo da Divina Misericórdia fosse enriquecido com a Indulgência Plenária, entre outras razões, para que os fiéis pudessem ” alimentar uma caridade crescente para com Deus e o próximo“. Os termos da concessão são os seguintes:

Concede-se a Indulgência plenária nas habituais condições (Confissão sacramental, Comunhão eucarística e orações segundo a intenção do Sumo Pontífice) ao fiel que no segundo Domingo de Páscoa, ou seja, da “Misericórdia Divina”, em qualquer igreja ou oratório, com o espírito desapegado completamente da afeição a qualquer pecado, também venial, participe nas práticas de piedade em honra da Divina Misericórdia, ou pelo menos recite, na presença do Santíssimo Sacramento da Eucaristia, publicamente exposto ou guardado no Tabernáculo, o Pai-Nosso e o Credo, juntamente com uma invocação piedosa ao Senhor Jesus Misericordioso (por ex., “Ó Jesus Misericordioso, confio em Ti”).

Concede-se a Indulgência parcial ao fiel que, pelo menos com o coração contrito, eleve ao Senhor Jesus Misericordioso uma das invocações piedosas legitimamente aprovadas.

Também aos homens do mar, que realizam o seu dever na grande extensão do mar; aos numerosos irmãos, que os desastres da guerra, as vicissitudes políticas, a inclemência dos lugares e outras causas do género, afastaram da pátria; aos enfermos e a quantos os assistem e a todos os que, por uma justa causa, não podem abandonar a casa ou desempenham uma actividade que não pode ser adiada em benefício da comunidade, poderão obter a Indulgência plenária no Domingo da Divina Misericórdia, se com total detestação de qualquer pecado, como foi dito acima, e com a intenção de observar, logo que seja possível, as três habituais condições, recitem, diante de uma piedosa imagem de Nosso Senhor Jesus Misericordioso, o Pai-Nosso e o Credo, acrescentando uma invocação piedosa ao Senhor Jesus Misericordioso (por ex., “Ó Jesus Misericordioso, Confio em Ti”).

Se nem sequer isto pode ser feito, naquele mesmo dia poderão obter a Indulgência plenária todos os que se unirem com a intenção de espírito aos que praticam de maneira ordinária a obra prescrita para a Indulgência e oferecem a Deus Misericordioso uma oração e juntamente com os sofrimentos das suas enfermidades e os incómodos da própria vida, tendo também eles o propósito de cumprir logo que seja possível as três condições prescritas para a aquisição da Indulgência plenária.

Aproveitemos essa concessão da Igreja, por ocasião da festa da Divina Misericórdia, para fortalecermos o nosso amor a Cristo, vivendo a vida da graça, e mantermos “o espírito desapegado completamente da afeição a qualquer pecado”, pois só assim poderemos receber de Deus as indulgências que Ele, misericordiosíssimo, sempre nos quer conceder.

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização

SEMANA PAROQUIAL DA MISERICÓRDIA 2016 – Campanha/MG “Sede misericordiosos como vosso Pai é misericordioso” (Lc 6,36).

Aconteceu entre os dias 17 e 22 de outubro, a Semana Paroquial da Misericórdia, promovida pelos Apóstolos Eucarísticos da Divina Misericórdia da Paróquia Santo Antônio da Campanha.

O evento trouxe como tema central “Misericórdia e Justiça no cuidado da Casa Comum”, escolhido por ocasião do Ano Santo da Misericórdia e a Campanha da Fraternidade 2016, que nos convida a refletir sobre o cuidado da Casa Comum com base na Encíclica Laudato Si (Louvado Sejas) escrita recentemente pelo Santo Padre, o Papa Francisco, que nos exorta a colocar como obra de misericórdia, o cuidado da criação.

Desde o princípio, a justiça social (Êx22:21-23;23:2-9; Lv 19:10; Pv 14:31; 29:7) fez parte das leis de Deus e de seu ideal para seu povo. A justiça social é a intenção original de Deus para a sociedade humana: um mundo em que as necessidades básicas são satisfeitas, as pessoas prosperem e a paz reine.

Durante toda semana vários temas foram abordados, que nos levaram à compreender um pouco mais a Misericórdia e a Justiça de Deus, o cuidado com a Casa Comum, sendo a primeira casa o nosso coração.

Ministraram palestras os Reverendíssimos Padres Rogério Ferreira da Silva, Carlos Henrique Machado Paiva, Reginaldo Sebastião Oliveira e o Cônego Luzair Coelho de Abreu. Ainda, houve debates e rodas de conversas sobre Ano Santo da Misericórdia ministrado pelo Irmão Augusto Cezar, da Congregação dos Irmãos do Sagrado Coração e o Seminarista Vinícius Thiago Amaral.

No primeiro momento refletimos sobre o tema “Cuidado da Casa Comum como Obra de Misericórdia”; sobre isso, nos orienta o Santo Padre, Papa Francisco, “É preciso que tenhamos como obra de misericórdia espiritual “a grata contemplação do mundo” e a corporal, os “simples gestos quotidianos” que permitem quebrar “a lógica da violência, da exploração, do egoísmo”.

No Jubileu da Misericórdia, Ano Santo Extraordinário que acontece até o dia 20 de novembro de 2016, nos propomos a reconhecer os pecados que cometemos contra a criação, para que seja possível “dar passos concretos no caminho da conversão ecológica”.

Em uma de suas várias mensagens o Santo Padre, Papa Francisco, nos ensina: “Habitados por tal arrependimento, podemos confessar os nossos pecados contra o Criador, contra a criação, contra os nossos irmãos e irmãs”, ou seja, podemos e temos condições de cuidar da nossa casa comum, buscando diariamente a conversão, o perdão, a boa convivência com os outros e acima de tudo cuidar de nós mesmos, entendendo que somos limitados e pecadores, e assim saber que onde Deus faz morada, onde Deus revela sua face e a beleza da criação, tudo isso começa em nós e por nós. Toda a Criação é bela, seja mineral, vegetal ou animal; e tudo foi feito para o homem. “O homem é a única criatura que Deus quis por si mesma” (GS, 24). Tudo é fruto da misericórdia divina: “Os Céus e a Terra proclamam a Vossa glória!

Refletimos a Misericórdia e a Justiça como marcas do povo de Deus, como atributo máximo da nossa salvação e como bem comum dado por Deus a nós. Misericórdia é quando a miséria do outro nos toca profundamente, é quando temos a capacidade de trazermos o outro para dentro de nós mesmos; quando o nosso coração é mísero, aberto e despojado, temos a possibilidade de acolher as outras pessoas dentro dele e sermos misericordiosos para com eles.

A Justiça é dar a cada um aquilo que lhe é devido. A justiça de Deus não é a mesma que humanamente conhecemos, aquelas que estão ligadas ao cumprimento da lei. Quando passamos a pensar em justiça de Deus, compreendemos que, o seu fundamento é o amor e é a partir do amor de Deus que seremos julgados, assim como diz São João da Cruz “no anoitecer da vida, seremos julgados pelo amor”.

Não podemos e nem devemos falar de misericórdia e justiça separados. No coração de Deus a misericórdia abrange a justiça, mas não se submete às leis e julgamentos humanos, é superior, pois, vem de um Deus que é misericordioso e que a pratica, baseada no amor em plenitude.

Dentre outras, refletimos sobre a parábola do Pai Misericordioso (O Filho Pródigo – Lucas 15,1-3. 11-31). Essa parábola vem como uma história que nos mostra as imagens e figuras concretas, de um Pai que é pura misericórdia e de um o filho que além de pedir sua parte da herança, corta relações com o seu pai e sai de casa, gasta todo o dinheiro que recebeu sem qualquer escrúpulo, e com isso perdeu sua dignidade e o que ele acreditava ser importante: o dinheiro. Com o passar do tempo, lembrou que os empregados do pai comiam com fartura, mas ele, naquele momento precisava ao menos da comida que alimentava os porcos para sobreviver.

Nesse estado miserável, de pecado e dor que o filho se encontrava, não resistiu e decidiu voltar pra casa de seu Pai e esse Pai o esperava todos os dias. Quando o filho chegou, seu pai o avistou de longe e foi logo ao seu encontro, e ouviu seu filho: “Pai, pequei contra o Céu e contra ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus empregados”. E o pai cheio de amor e compaixão apenas o cobriu de beijos, o abraçou e disse aos seus empregados: “Trazei depressa a melhor túnica e vista-lhe, dai-lhe um anel para o dedo e sandálias para os pés. Trazei o vitelo gordo e matai-o; vamos fazer um banquete e alegrar-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi encontrado” (Lucas 15, 11-31).

O Pai poderia ter dado ao filho uma bronca, talvez nem o aceitar de volta, porém, o pai agiu como um verdadeiro pai misericordioso, cobriu-o de beijos, devolveu a ele a dignidade, a vida novamente e mostrou ao filho que seu amor por ele era imenso.

É dessa forma que Deus age, Ele nos acolhe, nos abraça, se enche de compaixão por nós e vem ao nosso encontro e nos pede para ficarmos junto d’Ele. Sua Misericórdia nos é revelada todos os dias… muito ele tem a nos dar pois sua misericórdia é infinita.

A misericórdia de Deus é o atributo máximo da nossa salvação, e quando falamos em salvação, para consegui-la, não basta ter fé. Nós precisamos mostrar essa fé em nossa casa, testemunhá-la e vivenciá-la (Atos 4:10, 12; Romanos 10:9, 10; Hebreus 5:9). A salvação não depende de nós. A salvação é dom de Deus (Efésios 2:8, 9). Que possamos abrir o nosso coração e acolher a salvação que Deus oferece incessantemente a nós pecadores.

            O nome de Deus é misericórdia: com esse pensamento, o Papa Francisco iniciou a Bula de Proclamação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia. Desta forma, aprendemos que é possível ver, sentir e ser tocado pela Misericórdia, pois em todas as ações de Jesus vemos a misericórdia do Pai. A misericórdia é o caminho de união entre Deus e o homem, é sempre assim que Deus vem ao nosso encontro, através da misericórdia, vemos toda manifestação do amor de Deus.

Quando falamos em Ano da Misericórdia, entendemos que, de maneira muito especial, Deus vem manifestar todo seu amor como sempre o faz, porém, de maneira ainda mais intensa, forte e precisa, pois Ele estará derramando seu manancial de amor e misericórdia abundantemente sobre todo o seu povo.

Nesse ano que estamos vivendo, somos convidados a conhecer mais sobre este poder da misericórdia de Deus que tudo vence, enche o coração de amor e consola com o perdão.

Quando olhamos para algumas realidades desse tempo, vemos o quanto é necessário repetir o que São João Paulo II dizia: “Há uma urgência de anunciar e testemunhar a misericórdia de Deus. (…) É tempo de regresso ao essencial, para cuidar das fraquezas e dificuldades dos nossos irmãos. O perdão é uma força que ressuscita para nova vida e infunde a coragem para olhar o futuro com esperança”. Precisamos levar muitos irmãos a se encontrarem com a misericórdia, viver e sentir de verdade todo esse amor infinito que vem de Deus, mesmo sendo eu, você, miseráveis pecadores, é a nós que Ele quer atingir com os raios de sua misericórdia .

A Semana Paroquial da Misericórdia 2016 encerrou-se com a Santa Missa às 18h30m na Catedral de Santo Antônio, dia de São João Paulo II. A celebração foi presidida pelo Reverendíssimo Cônego Luzair Coelho de Abreu, Pároco e Cura da Catedral da Campanha.

Por fim, no dia 23/10 (domingo) aconteceu a Peregrinação pelos locais santos de nossa cidade, selando toda semana de formação e oração que vivemos. A peregrinação iniciou-se Cruzeiro localizado na Praça Zoroastro de Oliveira, passando pelas Igrejas de Nossa Senhora das Dores, São Sebastião, Oratório do Lar Vicentino, Cemitério Municipal, Capela São Miguel Arcanjo, Memorial Servo de Deus Dom Othon Motta, no qual rezamos pela sua santificação, encerrando a peregrinação na Catedral, onde todos os peregrinos puderam passar pela Porta Santa da Misericórdia, participar da Santa Missa, realizando assim todos os passos para se alcançar as indulgências do Ano Santo da Misericórdia.

Por Bruno Henrique Santos – Coordenador dos Apóstolos Eucarísticos da Divina Misericórdia e Gestor do Portal Terra de Santa Cruz  – Paróquia Santo Antônio – Campanha/MG

Veja todos as fotos no álbum da Paróquia Santo Antônio – Campanha

Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização 

A SANTA IRMÃ MARIA FAUSTINA KOWALSKA – Apóstola do Divino Coração Misericordioso de Jesus Cristo

BIOGRAFIA (1905-1938)

A Irmã Faustina Kowalska, apóstola da Misericórdia de Deus conhecida em todo o mundo,
é considerada pelos teólogos como uma pessoa que faz parte de um grupo de notáveis místicos da Igreja. Nasceu no dia 25 de agosto de 1905, como a terceira dos dez filhos numa pobre mas piedosa família de aldeões, em Glogowiec (Polônia). No batismo, que se realizou na igreja paroquial de Swinice Warskie, recebeu o nome de Helena. Desde a infância distinguiu-se pela piedade, pelo amor à oração, pela diligência e obediência, e ainda por uma grande sensibilidade à miséria humana. Apesar de ter frequentado a escola por menos de três anos, no ”Diário” por ela deixado, numa linguagem extremamente transparente, descreveu exatamente o que queria dizer, sem ambiguidades, com muita simplicidade e precisão.
Glogowiec, lugar de nascimento de irmã Faustina
Irmã Faustina com seus familiares (1935)

Nesse ”Diário”, escreve ela a respeito das vivências da sua infância:

“… eu senti a graça à vida religiosa desde os sete anos. Aos sete anos de vida ouvi pela primeira vez a voz de Deus em minha alma, ou seja, o convite à vida religiosa, mas nem sempre fui obediente à voz da graça. Não me encontrei com ninguém que me pudesse esclarecer essas coisas”.

Aos dezesseis anos de idade, deixou a casa paterna para ir trabalhar como empregada doméstica em Aleksandrów, perto de Lodz, a fim de angariar meios para a subsistência própria e ajudar os pais. Nesse tempo o desejo de ingressar na vida religiosa aos poucos ia amadurecendo nela. Visto que seus pais não concordavam com tal decisão, Heleninha procurou sufocar em si o chamado divino.

Anos depois, escreveria em seu “Diário”:

“Numa ocasião, eu estava com uma de minhas irmãs num baile. Enquanto todos se divertiam a valer, a minha alma sentia tormentos interiores. No momento em que comecei a dançar, de repente vi Jesus a meu lado, Jesus sofredor, despojado de Suas vestes, todo coberto de chagas e que me disse estas palavras: “Até quando hei de ter paciência contigo e até quando tu me decepcionarás?” Nesse momento parou a música animada, não vi mais as pessoas que comigo estavam, somente Jesus e eu ali permanecíamos. Sentei-me ao lado de minha irmã, disfarçando com uma dor de cabeça o que se passava comigo. Em seguida, afastei-me discretamente dos que me acompanhavam e fui à catedral de S. Estanislau Kostka. Já começava a anoitecer e havia poucas pessoas na catedral. Sem prestar atenção a nada do que ocorria à minha volta, caí de bruços diante do Santíssimo Sacramento e pedi ao Senhor que me desse a conhecer o que devia fazer a seguir. Então, ouvi estas palavras: “Vai imediatamente a Varsóvia (Polônia) e lá entrarás no convento”. Terminada a oração, levantei-me, fui para casa e arrumei as coisas indispensáveis. Da maneira como pude, relatei a minha irmã o que havia acontecido na minha alma. Pedi que se despedisse por mim de meus pais e assim, só com a roupa do corpo, sem mais nada, vim para Varsóvia (Diário, 9).

Em Varsóvia (Polônia), procurou um lugar para si em diversas comunidades religiosas, mas em todas foi recusada. Foi somente no dia 1 de agosto de 1925 que se apresentou à Congregação das Irmãs da Divina Misericórdia, na Rua Zytnia, e ali foi aceita. Antes disso, para atender às condições, teve que trabalhar como empregada doméstica numa família numerosa na região de Varsóvia, para dessa forma conseguir o enxoval pessoal.

Ela descreveu em seu “Diário” os sentimentos que a acompanhavam após ter ingressado
na vida religiosa:

“Sentia-me imensamente feliz, parecia que havia entrado na vida do paraíso.
O meu coração só era capaz de uma contínua oração de ação de graças”
(Diário, 17).

Parque Veneza, em Lodz − o lugar do baile

Catedral de S. Estanislau Kostka em Lodz, Polônia

Interior da catedral. Neste lugar Jesus Cristo chamou irmã Faustina à vida religiosa

Casa geral da Congregação de Nossa Senhora Mãe da Misericórdia  em Varsóvia, Polônia, Rua Zytnia 3/9, na qual ingressou irmã Faustina.
Na congregação recebeu o nome de irmã Maria Faustina. Realizou o noviciado em Cracóvia
e foi ali que, na presença do bispo Estanislau Rospond, professou tanto os primeiros votos religiosos como, passados cinco anos, os votos perpétuos de castidade, pobreza e obediência. Trabalhou em diversas casas da Congregação, porém permaneceu mais tempo em Cracóvia (Polônia), Vilna (Lituânia) e Plock (Polônia), exercendo as funções de cozinheira, jardineira e porteira. Exteriormente nada deixava transparecer a sua profunda vida mística. Ela cumpria assiduamente as suas funções, guardando com zelo a regra religiosa. Era recolhida e silenciosa, embora ao mesmo tempo fosse desembaraçada, serena, cheia de amor benevolente e desinteressado para com o próximo. O severo estilo de vida e os extenuantes jejuns que ela se impunha antes ainda de ingressar na Congregação enfraqueceram tão severamente seu organismo que já no postulado teve de ser encaminhada para tratamento de saúde.

Após o primeiro ano do noviciado vieram as experiências místicas extremamente dolorosas – da chamada noite escura, e depois os sofrimentos espirituais e morais relacionados com o cumprimento da missão que havia recebido de Jesus Cristo. Irmã Faustina ofereceu a sua vida a Deus em sacrifício pelos pecadores, a fim de salvar as suas almas, e por essa razão foi submetida a numerosos sofrimentos.

Nos últimos anos de vida intensificaram-se as enfermidades do organismo: desenvolveu-se a tuberculose, que atacou os pulmões e o trato alimentar. Por essa razão, por duas vezes, durante alguns meses, permaneceu em tratamento no hospital.

Completamente esgotada fisicamente, mas em plena maturidade espiritual e misticamente unida a Deus, faleceu no dia 5 de outubro de 1938 com fama de santidade, tendo apenas 33 anos de idade, dos quais 13 anos de vida religiosa. (Notas do “Diário” de santa irmã Faustina)

Santa Faustina

VATICANO, Praça de S. Pedro, 30 de abril de 2000. O Papa João Paulo II proclama a Irmã Faustina Kowalska santa.
REUTERS, Photographer VINCENZO PINTO

Casa da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia, Plock, Praça Stary Rynek 14/18,  na qual Jesus Cristo apareceu à irmã Faustina e lhe recomendou a pintura da imagem de Jesus Misericordioso  e expressou o desejo de que fosse instituída a Festa da Misericórdia.

Casa da Congregação de Nossa Senhora da Misericórdia, onde nos anos 1933-1936 residiu a irmã Faustina  e onde Jesus Cristo lhe ditou o terço da Divina Misericórdia. Vilna (Lituânia), Rua Grybo, 29

Convento da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora Mãe da Misericórdia  em Cracóvia – Lagiewniki, Rua Irmã Faustina 3, na Polônia  – onde se encontra ao sarcófago com os restos mortais de irmã Faustina.  Aqui Nosso Senhor expressou o desejo de que fosse cultuada a hora da Sua morte − a Hora da Misericórdia.

Trecho do manuscrito do Diário de santa Irmã Faustina.



Em consequência de empenhos das autoridades locais, no dia 10 de dezembro de 2005, por um decreto da Santa Sé, a santa irmã Faustina foi proclamada padroeira da cidade de Lodz (Polônia).

Monumento à santa irmã Faustina na Praça da Independência, em Lodz.

PORTAL TERRA DE SANTA CRUZ – A SERVIÇO DA EVANGELIZAÇÃO