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Papa Francisco concede indulgência plenária aos fiéis durante o Ano Nacional Mariano

Remissão poderá ser alcançada com peregrinação ao Santuário de Aparecida ou a paróquias dedicadas à padroeira do Brasil

Os fiéis brasileiros poderão alcançar indulgência plenária durante o Ano Nacional Mariano. A Penitenciária Apostólica anunciou o pedido do papa Francisco para o reconhecimento do ano jubilar em curso no Brasil e a concessão da indulgência para aqueles que “verdadeiramente penitentes e impulsionados pela caridade” visitarem na forma de peregrinação a basílica do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (SP), ou qualquer igreja paroquial do Brasil dedicada à padroeira do país.

Convocado pela Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o Ano Nacional Mariano foi estabelecido como um tempo para celebrar, fazer memória e agradecer pelos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora da Conceição no rio Paraíba do Sul. A iniciativa de proclamação, aprovada pela 54ª Assembleia Geral da CNBB, teve início no dia 12 de outubro de 2016 e segue até o dia 11 de outubro de 2017.

Indulgência

Para alcançar a indulgência plenária, serão necessárias as condições habituais: a confissão sacramental, a comunhão eucarística e a oração na intenção do santo padre, o papa. O documento enviado pelo Supremo Tribunal da cúria romana ressalta que a remissão será concedida “aos fiéis verdadeiramente penitentes e impulsionados pela caridade, se em forma de peregrinação visitarem a basílica de Aparecida ou qualquer Igreja paroquial do Brasil, dedicada a Nossa Senhora Aparecida”.

No local, deverão “devotamente participar das celebrações jubilares ou de promoções espirituais ou ao menos, por um conveniente espaço de tempo, elevarem humildes preces a Deus por Maria”. A conclusão deste momento deve acontecer com a Oração Dominical, pelo Símbolo da Fé e pelas invocações da Beata Maria Virgem, em favor da fidelidade do Brasil à vocação cristã, impetrando vocações sacerdotais e religiosas e em favor da defesa da família humana”.

“A indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa. O fiel bem-disposto obtém esta remissão, em determinadas condições, pela intervenção da Igreja que, como dispensadora da redenção, distribui a aplica, por sua autoridade, o tesouro das satisfações (isto é, dos méritos) de Cristo e dos santos” (Paulo VI, Constituição Apostólica Indulgentarium doctrina, Normae I: AAS 59 (1967) 21)

Idosos e enfermos

O documento enviado pelo organismo do Vaticano também estabelece uma condição especial para a obtenção das indulgências pelos devotos fiéis impedidos de fazer sua peregrinação por conta da velhice ou por grave doença. Igualmente poderão alcançar se “assumida a rejeição de todo pecado, e com a intenção de cumprir onde em primeiro lugar for possível as três condições, espiritualmente se dedicarem diante de alguma pequena imagem da Virgem Aparecida, a funções ou peregrinações jubilares, ofertando suas preces e dores ao Deus misericordioso por Maria”.

Orientações aos padres

De acordo com a orientação da Penitenciária Apostólica, os sacerdotes aos quais está confiado o cuidado pastoral da basílica de Aparecida e os párocos das paróquias que possuem o título de Nossa Senhora Aparecida deverão “com animo pronto e generoso” se oferecer para a celebração da Penitência e muitas vezes administrar “a Sagrada Comunhão aos enfermos”.

O pedido de concessão da indulgência durante o Ano Nacional Mariano foi feito pelo arcebispo emérito de Aparecida (SP), cardeal Raymundo Damasceno Assis. Na solicitação, o cardeal explicou que durante o tempo jubilar na Igreja no Brasil serão realizadas “várias celebrações sagradas e peregrinações em honra da celeste Padroeira do Brasil não só na Basílica Nacional Santuário de Aparecida, mas também em todas as igrejas paroquiais dedicadas em honra d’Ela” para que cresça nos fiéis “piedoso afeto para com a ‘Virgem Aparecida’ e assim se tornem mais fortes nos veneradores d’Ela a fé, a esperança e a caridade, e eles próprios, refeitos pelos sacramentos, sejam mais e mais estimulados a conformarem a vida ao Evangelho”.

Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização 

Graças demos à Senhora, Virgem por Deus escolhida Para ser Mãe de Cristo, a Senhora Aparecida”

Escrito por: Thiago Augusto da Silva.

Ao refletir sobre a Solenidade de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Mãe, Rainha e Padroeira do Brasil, sou levado pelas minhas lembranças às rezas dos terços que ocorriam na rua da minha casa, quando eu tinha por volta de seis anos.

Lembro-me que levávamos à Imagem de Nossa Senhora Aparecida de casa em casa, rezando o terço, pedindo pela saúde dos moradores que recebiam a imagem, pelas famílias, por toda paróquia. Foi nesses terços que aprendi a amar Maria de Nazaré.

Filipe Pedroso, Domingos Garcia e João Alves, não podiam imaginar que ao lançar sua rede nas águas do Rio Paraíba, trariam para o barco, naquele 12 de outubro de 1717, um dos maiores símbolos de fé e devoção do povo brasileiro, a Imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida.

A devoção a Nossa Senhora Aparecida, que começou  na casa dos pescadores em um simples oratório, onde a pequena comunidade se reunia para rezar o santo terço, contemplando os mistérios da vida de Jesus, hoje espalhada por todo o Brasil e partes do mundo.

Na Jornada Mundial da Juventude de 2016, muitos jovens brasileiros presentearam as famílias polonesas, onde ficaram hospedados, com uma imagem da santa, um dos símbolos mais representativo da religiosidade do Brasil, a imagem de Nossa Senhora Aparecida.

Neste ano de 2016, às vésperas do tricentenário do encontro de imagem milagrosa, no dia 3 de setembro, foi inaugurado no Vaticano o Momumento a Nossa Senhora Aparecida, Sua Santidade Papa Francisco. Diante destes fatos marcantes, somos levados a refletir o valor simbólico, cultural e espiritual que carrega aquela que é Mãe, Rainha e Padroeira do Brasil.

Como não se emocionar diante da diminuta imagem negra, como nossa gente, que fora escravizada, excluída, abandonada a sua própria sorte. Pois, sendo verdadeiramente Nossa Mãe, assumiu as nossas feições em um período tão difícil na História da Nação. Segundo Padre Omar Cavaca:
“[…] a cor enegrecida da imagem foi interpretada, num tempo de escravatura, como força que testemunha o amor de Deus para com os pobres e os humildes; de uma  imagem enegrecida, Ele se serve para comunicar aos homens e mulheres negros, pobres ou pecadores de todos os tempos que sua descida os eleva à dignidade de plena e realizada imago Dei”.

Maria, a Imaculada Conceição, é aquela que anuncia em seu belo canto do Magnificat, o Deus que  “exalta os humildes” (cf. Lc 1, 52b). É aquela que anuncia o Verbo Eterno, Cristo Jesus, que se fez carne em seu ventre, assumiu as nossas dores, os nossos pecados, a nossa pequenez, para a redenção de toda a humanidade.

Assim diz essa autora: “Maria é a imagem da Filha predileta do Pai porque vive no Verbo a máxima realização da existência humana em seu modo de ser feminino. Esta realização se cumpre em ser interlocutora do Pai em seu Projeto de enviar seu Verbo ao mundo e ela, com sua fé, chega a ser o primeiro membro da comunidade dos crentes em Cristo, que se legitima com sua presença, junto com outras mulheres seguidoras de Jesus (cf. At 1, 12 – 14)”. (Boff, Lina, 2016, pag. 27).

Na imensidão desta “Terra de Santa Cruz”, chamada Brasil, Nossa Senhora é o exemplo de Discípula, pois seguiu os passos de seu Filho, sendo testemunha de todo Evangelho de Sua vida – da manjedoura, passando pela Cruz até a Ascensão de Jesus aos Céus; e de Missionária que vai de casa em casa anunciando Jesus, Caminho, Verdade e Vida.

A imagem da Virgem Maria, sob o título de Conceição Aparecida, está presente na Catedral, nas  capelas a ela dedicadas na zona urbana e rural, em muitas outras capelas dedicadas a outros padroeiros e nas milhares de casas esparramadas pelo município da Campanha, qual estrelas no azul do manto da Mãe de Deus.

Podemos dizer como o poeta: “Dá-me aquela ponta do céu como está agora banhada com as luzes da madrugada.  Não seria um belo manto para a Mãe Santíssima a quem chamamos, com tanto acerto, de Estrela da Manhã?

(Servo de Deus Dom Helder Camara, 1981, p. 48).

Estrela da Manhã, Mãe da Igreja, Cheia de Graça, Nossa Senhora da Conceição Aparecida, viemos hoje, celebrar as maravilhas que o Altíssimo fez por ti. Veneramos sua imagem, ó Mãe de nossa pátria, pedindo que rogueis a Deus por nós, em todas as nossas necessidades espirituais e temporais. Dai-nos a graça de seguir fielmente seu Divino Filho, Jesus Cristo, testemunhando Seu Amor e Sua Infinita Misericórdia a toda criatura humana.

São quase três séculos de uma fé, nascida no meio do povo e, assumida por toda Igreja do Brasil, o pequeno oratório particular, deu lugar ao belíssimo Santuário Nacional. Como outrora faziamos na rua da minha casa, ó Mãe querida, elevamos a ti nosso canto de gratidão, por nos acompanhar em nossa caminhada rumo à Jerusalém Celeste.

“Graças demos à Senhora, Virgem por Deus escolhida
Para ser Mãe de Cristo, a Senhora Aparecida”.


Referências bibliográficas

– CAMARA, Dom Helder, Nossa Senhora no meu caminho. São Paulo: Paulus, 1981.
– Iconografia de Aparecida: Teologia da Imagem. Pe. Valdivino Guimarães (Org.). São Paulo: Paulus; 2016.
– Liturgia das Horas Segundo o Rito Romano, Vol. IV: Tempo Comum, 18°- 34° Semana. São Paulo: Editora Vozes; Paulinas; Paulus; Editora Ave Maria, 1999.
– PENNA, Lucy, Aparecida do Brasil: A Madona negra da abundância. São Paulo: Paulus, 2009.

Graças demos à Senhora!
Em romaria chegaremos aos 300 anos de fé e devoção a Nossa Senhora da Conceição Aparecida.

Escrito por: Thiago Augusto da Silva – Colaborador do Portal Terra de Santa Cruz 

PORTAL TERRA DE SANTA CRUZ – A SERVIÇO DA EVANGELIZAÇÃO

Brasil terá Ano Jubilar mariano a partir de outubro

Aumenta a expectativa pela possibilidade de o Papa Francisco retornar ao Brasil para participar das celebrações dos 300 anos do achado da imagem de Nossa Senhora Aparecida, no Santuário Nacional, em 2017.

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Jardins do Vaticano terão imagem de Nossa Senhora

Enquanto isso, sábado, 3 de setembro, será inaugurada nos Jardins do Vaticano uma imagem da santa padroeira do Brasil. Uma grande delegação virá a Roma da Arquidiocese de Aparecida, liderada pelo Cardeal-arcebispo, Dom Raymundo Damasceno Assis.

Em exclusiva à RV, Dom Raymundo reafirma que a devoção a Nossa Senhora faz parte da história do Brasil. “Maria sempre foi uma porta aberta ao conhecimento de Jesus; é o modelo de seguimento de Cristo, dos valores humanos que marcam a identidade religiosa do povo”:

Em Aparecida, o novo Campanário do Santuário Nacional, obra que foi projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer, será inaugurado no próximo dia 12 de outubro, abrindo o Ano Jubilar mariano em comemoração aos 300 anos da aparição.

Ano Jubilar mariano no Brasil

“A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – revela o cardeal – vai decretar um ano Jubilar mariano a partir de outubro. Será um ano de graça, de modo especial para o Brasil: um momento de louvor e agradecimento especial a Deus por tudo aquilo que Ele tem feito por nós, por intercessão de Nossa Senhora Aparecida, nossa padroeira e nossa Rainha”.

Ouça a entrevista, clicando aqui:

Por Rádio Vaticano 

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz 

Papa reafirma promessa de nova visita ao Brasil em 2017

O Papa quer manter a sua palavra e voltar ao Brasil em 2017.

A promessa feita em julho de 2013, diante dos fiéis em Aparecida, deverá ser cumprida, e foi o próprio Francisco a garanti-lo pessoalmente ao Arcebispo de Aparecida, Dom Raymundo Damasceno Assis.

O cardeal está participando do Sínodo sobre a Família como Presidente Delegado, motivo pelo qual não pode estar em sua arquidiocese, celebrando a padroeira.

Papa reafirma promessa de nova visita ao Brasil em 2017 / Arqrio

“Com muito pesar, estou ausente da celebração da grande festa da nossa padroeira e rainha do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, mas tenho um motivo para justificar a minha ausência: o Papa Francisco me nomeou como um dos Presidentes delegados do Sínodo da Família e por isto estou aqui em Roma, participando do encontro até dia 25. Tive, no entanto, a alegria de participar, e presidir a missa, da comunidade brasileira aqui em Roma, no bairro de Trastevere. Foi uma celebração com uma participação muito grande de brasileiros que vivem em Roma e nos arredores de Roma. Isto me fez, de certo modo, preencher, este sentimento de pesar por não poder participar da celebração de honra e louvor em Aparecida. Estou unido espiritualmente a todos os romeiros, a todos aqueles que estão hoje visitando o Santuário, em peregrinação; estou rezando por todos e pedindo a Deus que, por intercessão de Nossa Senhora Aparecida, que abençoe o nosso Brasil, o nosso povo, que nos dê luzes para podermos seguir o nosso caminho rumo ao crescimento, ao desenvolvimento, sempre na paz e na harmonia, e também na justiça social, onde todos os brasileiros possam usufruir do crescimento e do progresso do nosso país”.

“Estive com o Santo Padre nesta manhã de segunda-feira, 12 de outubro, em seu gabinete na Casa Santa Marta, renovando o convite para que ele possa, se Deus assim o permitir, ir novamente ao Brasil, visitar novamente o Santuário da padroeira do Brasil. É claro que o convite é para 2017, quando celebraremos 300 anos do encontro da imagem de Aparecida no Rio Paraíba. O Santo Padre, é claro, deseja ir, como já o manifestou em outras oportunidades. Está distante ainda, não podemos dizer que esta visita é oficial porque não nos cabe dar esta notícia, pois cabe é claro à Santa Sé, à Sala de Imprensa do Vaticano, comunicar a agenda e a programação do Santo Padre, sobretudo em relação às suas visitas ao exterior, mas nós o aguardamos e esperamos que o Santo Padre nos visite em 2017; será realmente uma bênção muito grande para todo o Brasil a sua visita”.

“Eu lhe lembrei que ele havia feito esta promessa lá na Tribuna Papa Bento XVI, quando se despediu da multidão: ‘Até 2017!’. Ele falou ‘Eu sei disso, me recordo desta minha expressão daquele dia e tenho este desejo muito sincero de voltar a visitar Aparecida, sobretudo nesta ocasião dos 300 anos, que é um acontecimento muito especial, muito singular para Aparecida e para todo o Brasil”.

Foto: AFP – Por: Rádio Vaticano


Adaptação Portal Terra de Santa Cruz 

Consagração a Nossa Senhora Aparecida, nossa Rainha e Padroeira do Brasil

Consagração

“Ó Maria Santíssima, que em vossa querida imagem de Aparecida espalhais inúmeros benefícios sobre todo o Brasil, eu, cheio (a) do desejo de participar dos benefícios de vossa misericórdia, prostrado (a) a vossos pés consagro-vos meu entendimento, para que sempre pense no amor que mereceis.

Consagro-vos minha língua, para que sempre vos louve e propague vossa devoção. Consagro-vos meu coração, para que, depois de Deus, vos ame sobre todas as coisas.

Recebei-me, ó Rainha incomparável, no ditoso número de vossos filhos e filhas.

Acolhei-me debaixo de vossa proteção. Socorrei-me em todas as minhas necessidades espirituais e temporais e, sobretudo, na hora de minha morte. Abençoai-me, ó Mãe Celestial, e com vossa poderosa intercessão fortalecei-me em minha fraqueza, a fim de que, servindo-vos fielmente nesta vida, possa louvar-vos, amar-vos e dar-vos graças no céu, por toda a eternidade.”

Consagração

Assim seja!

Por Portal Terra de Santa Cruz

Nossa Senhora da Conceição Aparecida – Rainha e Padroeira do Brasil

Com muita alegria nós, brasileiros, lembramos e celebramos solenemente o dia da Protetora da Igreja e das famílias brasileiras: Nossa Senhora da Conceição Aparecida

Mãe Rainha do Brasil

A história de Nossa Senhora da Conceição Aparecida tem seu início pelos meados de 1717, quando chegou a notícia de que o Conde de Assumar, D. Pedro de Almeida e Portugal, Governador da Província de São Paulo e Minas Gerais, iria passar pela Vila de Guaratinguetá, a caminho de Vila Rica, hoje cidade de Ouro Preto (MG).

Convocados pela Câmara de Guaratinguetá, os pescadores Domingos Garcia, Filipe Pedroso e João Alves saíram à procura de peixes no Rio Paraíba. Desceram o rio e nada conseguiram.

Depois de muitas tentativas sem sucesso, chegaram ao Porto Itaguaçu, onde lançaram as redes e apanharam uma imagem sem a cabeça, logo após, lançaram as redes outra vez e apanharam a cabeça, em seguida lançaram novamente as redes e desta vez abundantes peixes encheram a rede.

A imagem ficou com Filipe, durante anos, até que presenteou seu filho, o qual usando de amor à Virgem fez um oratório simples, onde passou a se reunir com os familiares e vizinhos, para receber todos os sábados as graças do Senhor por Maria. A fama dos poderes extraordinários de Nossa Senhora foi se espalhando pelas regiões do Brasil.

Por volta de 1734, o Vigário de Guaratinguetá construiu uma Capela no alto do Morro dos Coqueiros, aberta à visitação pública em 26 de julho de 1745. Mas o número de fiéis aumentava e, em 1834, foi iniciada a construção de uma igreja maior (atual Basílica Velha).

No ano de 1894, chegou a Aparecida um grupo de padres e irmãos da Congregação dos Missionários Redentoristas, para trabalhar no atendimento aos romeiros que acorriam aos pés da Virgem Maria para rezar com a Senhora “Aparecida” das águas.

O Papa Pio X em 1904 deu ordem para coroar a imagem de modo solene. No dia 29 de abril de 1908, a igreja recebeu o título de Basílica Menor. Grande acontecimento, e até central para a nossa devoção à Virgem, foi quando em 1929 o Papa Pio XI declarou Nossa Senhora Aparecida Padroeira do Brasil, com estes objetivos: o bem espiritual do povo e o aumento cada vez maior de devotos à Imaculada Mãe de Deus.

Em 1967, completando-se 250 anos da devoção, o Papa Paulo VI ofereceu ao Santuário de Aparecida a Rosa de Ouro, reconhecendo a importância do Santuário e estimulando o culto à Mãe de Deus.

Com o passar do tempo, a devoção a Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi crescendo e o número de romeiros foi aumentando cada vez mais. A primeira Basílica tornou-se pequena. Era necessária a construção de outro templo, bem maior, que pudesse acomodar tantos romeiros. Por iniciativa dos missionários Redentoristas e dos Senhores Bispos, teve início, em 11 de novembro de 1955, a construção de uma outra igreja, a atual Basílica Nova. Em 1980, ainda em construção, foi consagrada pelo Papa João Paulo ll e recebeu o título de Basílica Menor. Em 1984, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) declarou oficialmente a Basílica de Aparecida Santuário Nacional, sendo o “maior Santuário Mariano do mundo”.

Nossa Senhora da Conceição Aparecida, rogai por nós!


 

Curiosidade – Primeira fotografia da imagem original de Nossa Senhora da Conceição Aparecida (sem o manto e a coroa) datada do final do século XIX

A imagem original feita em barro cozido,data do século XVII tendo a sua autoria atribuída a Frei Agostinho de Jesus (1600-1661)
A imagem original recolhida por pescadores em 1717,encontra-se na Basílica do Santuário de Nossa Senhora Aparecida,onde recebeu o título de Padroeira do Brasil em 1909


 

Por Portal Terra de Santa Cruz

De coroa da realeza a sequestro: conheça histórias curiosas de Aparecida

Todos os anos, milhões de romeiros vão até a cidade de Aparecida visitar um dos maiores templos católico do mundo: o Santuário de Nossa Senhora Aparecida, considerado a ‘casa’ da padroeira do Brasil. Localizado a 188km de São Paulo, ele recebe visitantes vindos de todo o país, além do exterior, que procuram o local para orar pela santa, cuja imagem fica exposta em um retábulo de 37 metros de altura no interior da Basílica.

A Basílica é um dos maiores pontos turísticos religiosos do país
A Basílica é um dos maiores pontos turísticos religiosos do país/  Rivaldo Gomes/Folhapress

Lá, são realizadas celebrações eucarísticas que chegam a reunir 30 mil devotos em torno do altar central. Já nas celebrações externas, a capacidade é para 300 mil. Receber tantos peregrinos é possível apenas porque o local possui um dos maiores estacionamentos da América Latina, com 285 mil metros quadrados de extensão e capacidade para dois mil ônibus e três mil carros de passeio, além de receber motos, bicicletas e motorhomes.

Denis Armelini/UOL

Às vésperas do feriado de 12 de outubro, considerado o dia oficial dela no país, confira abaixo alguns fatos e curiosidades sobre a cidade paulista.

Vinícios Pereira/Folhapress

Primeiro milagre
Tudo começou no longínquo ano de 1717, quando a população de Guaratinguetá (SP) precisou organizar uma festa para receber a comitiva do governador da capitania. Mesmo não sendo um período propício, três pescadores foram para o rio Paraíba do Sul atrás de peixes com o intuito de servir os ilustres visitantes. Após diversas tentativas, todas sem sucesso, eles oraram pedindo ajuda para a mãe de Deus e, logo, a rede de pesca voltou com uma imagem de Nossa Senhora da Conceição quebrada. A cabeça apareceu na tentativa seguinte, quando a rede foi jogada em outro ponto, e se encaixou perfeitamente no corpo da estátua. Então, milagrosamente, os peixes passaram a surgir de forma abundante.

Thiago Leon/Santuário Nacional

Bênçãos e mais bênçãos
Após o episódio do barco, a imagem passou 15 anos na casa de um dos pescadores, Filipe Pedroso. Ali, os amigos e vizinhos se encontravam para rezar e agradecer as graças alcançadas com a ajuda da virgem ‘aparecida’. E elas começavam a se multiplicar: velas apagavam e acendiam de repente durante as novenas, um escravo acabou liberto após suas correntes se quebrarem enquanto ele rezava para Nossa Senhora e um cavaleiro, que passava pela região e zombou da fé dos romeiros tentando entrar com o cavalo na igreja para destruir a imagem, teve as patas do animal presas na escadaria.

Eduardo Vessoni/UOL

Família real
Em 1745, foi construída uma capela de taipa e pilão dedicada a santa no morro dos Coqueiros, atual Praça Nossa Senhora Aparecida. O imperador Dom Pedro I, juntamente com uma grande comitiva, fez uma visita a capela em 20 de abril de 1822 com o intuito de homenagear a imagem milagrosa. Também passaram por lá Dom Pedro II (em 1865) e a princesa Isabel (em 1868), que doou uma coroa de ouro para a imagem. O local acolheu os fiéis durante 145 anos, até 1888.

Mais espaço
Como a quantidade de pessoas visitando a imagem aumentava cada vez mais, deu-se início a construção da igreja que hoje é conhecida popularmente como a Basílica Velha (foto), inaugurada em 24 de julho de 1888. O local, construído no estilo barroco, foi tombado em 8 de abril de 1982, por seu valor histórico, religioso e arquitetônico. Atualmente, diversos fiéis costumam pagar promessa andando de joelhos pela Passarela da Fé, trajeto que liga a nova matriz com a antiga e mede 389m.

Thiago Leon/Santuário Nacional
Festa em dezembro
Inicialmente, a celebração da Festa de Nossa Senhora era feita no dia da imaculada Conceição (08/12). Depois, passou para o 5º domingo após a Páscoa, 1º domingo de maio (mês de Maria) e 7 de setembro (Dia da Pátria). Por fim, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em sua assembleia geral em 1953, determinou que fosse celebrada definitivamente no dia 12 de outubro, por ser a data de descobrimento da América, a comemoração do Dia da Criança, e mês de outubro, quando foi encontrada a imagem no rio Paraíba do Sul.
Montagem/Reprodução Youtube
“200 pedaços”
No dia 16 de maio de 1978, um rapaz de 19 anos, chamado Rogério Marcos de Oliveira, quebrou o vidro do local em que se encontrava a verdadeira imagem de Nossa Senhora Aparecida, na Basílica Velha, e tentou levá-la. Na fuga, ela foi ao chão, se despedaçando em cerca de 200 pedaços. As peças foram levadas para o Masp (Museu de Arte de São Paulo) e a artista plástica Maria Helena Chartuni, ex-diretora da instituição, restaurou tudo em 33 dias. No entanto, o antigo reitor do Santuário, padre Izidro, não gostou do resultado – ele queria que a estátua ficasse mais clara – e ‘sequestrou’ a santa, clareando-a com tinta para carro, o que exigiu uma nova restauração.
Reprodução/Youtube
Eliária Andrade/Agência O Globo

Nova casa
A transladação da Imagem da Basílica Velha para a Basílica Nova aconteceu em 3 de outubro de 1982, quando as atividades religiosas no Santuário passaram a ser realizadas de forma definitiva no novo local. As obras tiveram início 39 anos antes, em 10 de setembro de 1946, quando foi lançada a sua pedra fundamental, no local conhecido por Morro das Pitas. Desde o início, a construção é mantida com doações dos devotos. No entanto, a estrutura metálica da Torre Brasília e a construção da Passarela da Fé foram patrocinadas pelo Governo Federal, através dos Presidentes Juscelino Kubitschek e Emílio Medici.

Eduardo Vessoni/UOL

Visitantes ilustres
O Santuário nacional já recebeu três Papas: João Paulo II, em 1980, quando concedeu o título de Basílica Menor para o local; Papa Bento XVI, em maio de 2007, quando abriu a V Conferência Geral do Episcopado Latinoamericana e do Caribe; além do Papa Francisco, em 24 de julho de 2013, durante a Jornada Mundial da Juventude.

Orar e agradecer
Um dos ambientes mais impressionantes de todo o Santuário é a Sala das promessas. Reúne objetos, agradecimentos, fotos e doações espalhados em uma área de 1300 m². Vale uma visita mais demorada para leitura de cartas deixadas por pessoas que, por exemplo, conseguiram largar vícios ou conquistaram bens materiais. Além de conhecer o Santuário, o visitante tem outras opções de turismo em Aparecida. Os bondinhos aéreos, por exemplo, foram inaugurados em junho de 2014 e contam com 47 cabines, que levam seis pessoas por vez em um passeio aéreo por um trecho de 1170m sobre a cidade e a rodovia Presidente Dutra.
Vinícios Pereira/Folhapress

 

Recorde
O maior movimento em um feriado da Padroeira foi em 1996, com 215 mil romeiros. Atualmente, o Santuário Nacional acolhe cerca de 150 mil fiéis no dia 12 de outubro. Para 2015, a previsão do Santuário é receber 160 mil devotos. Durante os dias da Novena e Festa da Padroeira, há uma programação diferenciada. No dia 12, são celebradas, além da missa normal, outra para as crianças e há uma procissão solene, entre as atividades no decorrer da comemoração.