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Papa Francisco: “pensar na morte faz bem, será o encontro com o Senhor”

Refletir sobre o fim do mundo e também sobre o fim de cada um de nós: é o convite que a Igreja nos faz através do trecho evangélico de Lucas, comentado pelo Papa na homilia da missa matutina, na Casa Santa Marta.

O trecho narra a vida normal dos homens e mulheres antes do dilúvio universal e nos dias de Lot: comiam, bebiam, compravam, vendiam, se casavam… mas depois, como um trovão, chega o dia da manifestação do Filho do homem… e as coisas mudam.

A Igreja, que é mãe – diz o Papa na homilia – quer que cada um de nós pense em sua própria morte. Todos nós estamos acostumados à normalidade da vida: horários, compromissos, trabalho, momentos de descanso… e pensamos que será sempre assim. Mas um dia, prossegue Francisco, Jesus chamará e nos dirá: ‘Vem!’ Para alguns, este chamado será repentino, para outros, virá depois de uma longa doença; não sabemos.

No entanto, repete o Papa, “O chamado virá!”. E será uma surpresa, mas depois, virá ainda outra surpresa do Senhor: a vida eterna. Por isso, “a Igreja nestes dias nos diz: pare um pouco, pare e pense na morte”. O Papa Francisco descreve o que acontece normalmente: até participar do velório ou ir ao cemitério se torna um evento social. Vai-se, fala-se com os outros e em alguns casos, até se come e se bebe: “É uma reunião a mais, para não pensar”.

“E hoje a Igreja, hoje o Senhor, com aquela bondade que é sua, diz a cada um de nós: ‘Pare, pare, nem todos os dias serão assim. Não se acostume como se esta fosse a eternidade. Haverá um dia em que você será levado e o outro ficará, você será levado’. É ir com o Senhor, pensar que a nossa vida terá fim. Isto faz bem”.

Isto faz bem – explica o Papa – diante do início de um novo dia de trabalho, por exemplo, podemos pensar: ‘Hoje talvez será o último dia, não sei, mas farei bem meu trabalho’. E o mesmo nas relações de família ou quando vamos ao médico.

Pensar na morte não é uma fantasia ruim, é uma realidade. Se é feia ou não feia, depende de mim, como eu a penso, mas que ela chegará, chegará. E ali será o encontro com o Senhor, esta será a beleza da morte, será o encontro com o Senhor, será Ele a vir ao seu encontro, será Ele a dizer: “Vem, vem, abençoado do meu Pai, vem comigo”.

E ao chamado do Senhor não haverá mais tempo para resolver nossas coisas. Francisco relata o que um sacerdote lhe disse recentemente:

“Dias atrás encontrei um sacerdote, 65 anos mais ou menos, e ele tinha algo que não estava bem, ele não se sentia bem … Ele foi ao médico que lhe disse: “Mas olhe – isso depois da visita – o senhor tem isso, e isso é algo ruim, mas talvez tenhamos tempo para detê-lo, nós faremos isso, se não parar, faremos isso e, se não parar, começaremos a caminhar e eu vou acompanhá-lo até o fim”. “Muito bom aquele médico”.

Assim também nós, exorta o Papa, vamos nos fazer acompanhar nesta estrada, façamos de tudo, mas sempre olhando para lá, para o dia em que “o Senhor virá me buscar para ir com Ele”.

Por Rádio Vaticano

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Igreja no Brasil se prepara para celebrar a abertura do Ano Nacional do Laicato

Após as comemorações do Ano Nacional Mariano, instituído pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Igreja no Brasil se prepara agora para celebrar a abertura do Ano do Laicato no próximo dia 26 de novembro. Com o tema “Cristãos Leigos e Leigas, sujeitos na ‘Igreja em saída’, a serviço do Reino” e o lema “Sal da Terra e Luz do Mundo”, a iniciativa de acordo com o papa Francisco, deseja fazer crescer “a consciência da identidade e da missão dos leigos na igreja”.

“O Ano do Laicato nos empolga e fomenta em nós uma feliz e agradável expectativa, para juntos escutarmos o que diz o Espírito Santo aos nossos corações e assumirmos a ação transformadora na Igreja e no

mundo. A obra é de Deus e de todos nós”, afirma o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato da CNBB, dom Severino Clasen.

O bispo espera que no Ano do Laicato, a partir de cada reflexão, os leigos possam ouvir Jesus Cristo os chamando e os enviando para serem sal, luz e fermento na massa. “Vamos todos, através da oração e meditação da Palavra de Deus, de olhos abertos para a realidade onde vivemos, transformar as injustiças em relações de paz e amor”, exorta.

Para o bom êxito do Ano Nacional do Laicato, que seguirá até o dia 25 de novembro de 2018, o assessor da Comissão para o Laicato, Laudelino Augusto dos Santos Azevedo aponta que é preciso em primeiro lugar a abertura do coração, presença e participação de todos. “É participando que a gente vai adquirir conhecimentos, experiências, vai entender melhor a nossa identidade como cristão leigo e leiga, a nossa vocação, espiritualidade e missão”, garante.

Laudelino faz ainda um apelo para que todos contribuam com o sucesso do Ano do Laicato: “Você aí que é cristão leigo e leiga ou você que tenha algum ministério na igreja mesmo não sendo ordenado, religioso ou religiosa, diácono, bispo ou presbítero você pode com a sua presença, com a sua participação, levar o bom êxito para o Ano Nacional do Laicato.

Subsídios – Para vivenciar a proposta do Ano, a Comissão Especial para o Ano do Laicato preparou alguns subsídios que contém orientações metodológicas para as comunidades. Um deles é composto por orientações para os grupos de reflexões e o outro por propostas de celebração.

De acordo com a secretária da Comissão para o Laicato, Pietra da Silva os membros da Comissão Especial para o Ano do Laicato estão muito felizes com a procura do material pelas dioceses e paróquias. “A gente recebe muitos e-mails e telefonemas; todo mundo solicitando o material e é aí que a gente percebe que o Ano do Laicato está acontecendo e está acontecendo em todos os regionais e em todas as dioceses”, afirma.

Para ela, ter esse contato com o material é um momento também de aprendizado. “A partir do material que estamos produzindo, vamos aprendendo sobre qual é o nosso papel dentro da Igreja, dentro do mundo em que vivemos e também vamos passando isso para as pessoas que estão à nossa volta e as pessoas com as quais convivemos”, afirma.

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Além dos roteiros para as comunidades, a Comissão disponibilizou também o cartaz oficial do Ano do Laicato, além de banners. Os materiais podem ser adquiridos no site da editora da CNBB – Edições CNBB.

CONHEÇA O HINO DO ANO DO LAICATO 

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16º Congresso Nacional da Divina Misericórdia – Santuário da Divina Misericórdia / Curitiba-PR

Na última sexta-feira, 10 de novembro, teve início o 16º Congresso Nacional da Divina Misericórdia, cujo o tema dessa edição foi ‘’Maria: a mulher que acreditou que para Deus tudo é possível. E por isso é Bem-Aventurada.’’  A cerimônia de abertura contou com a participação do padre Francisco Anchieta Cardoso de Muniz, MIC, padre Sandro Souza, MIC, que fez a acolhida inicial e também com a presença do novo provincial da Congregação dos Padres Marianos padre Jair Batista de Souza, MIC.
 
O Padre Jair fez fez um breve comentário, falando sobre a importância do evento para todos e então junto com os congressistas rezou um Pai-Nosso. Então declarou oficialmente aberto a 16° edição do Congresso Nacional da Divina Misericórdia. No segundo dia a noite, a programação contou com o Show de Danielle Quirino, o Teatro das Irmãs de Jesus Misericordioso, que encenaram a Vida de Santa Faustina, e com a Procissão Luminosa.
 
Show: No sábado(11), os congressistas puderam participar de um show com a cantora curitibana, Danielle Quirino. O show contou com a participação do Padre Sandro Souza, MIC. No início, padre falou sobre a música ‘’Aliado fiel’’ da cantora, contando que essa canção o marcou muito.
 
Após algumas músicas, Daniele começou o seu momento de partilha e de testemunha, contanto a sua história de devoção com Maria. Danielle falou sobre sua dificuldade em engravidar e também sobre a doença que a impossibilitava de ter um filho. Depois de muita oração e de acompanhamento médico, em 2008, a cantora conseguiu engravidar de sua primeira filha, Maria Vitória.
 
‘’Nossa Senhora movimenta o céu em favor de você’’, fala a cantora durante seu momento de partilha. Após o testemunho, se iniciou um momento de oração, no qual Daniele e Padre Sandro chamaram todas as mulheres que ali estavam que gostariam de engravidar e não conseguiam.
 
Essas mulheres foram convidadas a irem até o altar, onde receberam orações para gravidez. ‘’Haverá uma grande manifestação de vida dentro do Santuário’’, profetiza a cantora. O momento se encerrou com Danielle cantando mais algumas de suas músicas no novo CD Sopro de Vida. Após esse momento, houve a encenação do teatro com as Irmãs de Jesus Misericordioso.
 
Teatro: Santa Faustina, é conhecida de todos por sua devoção a Jesus e também por ser a primeira divulgadora da Divina Misericórdia. As Irmãs de Jesus Misericordioso, encenaram um pequeno teatro relatando a história de Santa Faustina com sua devoção a Maria. As irmãs postulantes da congregação, Irmã Ingrid e Irmã Bruna fizeram os papéis principais, sendo respectivamente Santa Faustina e Maria Santíssima. A história mostrou desde que Helena Kowalska (Santa Faustina) ainda não tinha entrado em um convento.
 
A jovem moça, já no início de sua vida, sentia o forte desejo de ser irmã e de consagrar sua vida à Jesus. Maria sempre foi uma figura presente na vida da jovem freira e esteve junto de Faustina em todos os momentos. Foi mostrado também sua entrada no convento, seus votos perpétuos e  os momentos difíceis de sua vida, como os que a tentação vinham lhe provocar.
 
‘’A preparação desse teatro começou há um mês e conversando com o Padre Sandro, falamos do nosso desejo de fazer algo que relacionasse Santa Faustina com Maria Santíssima (…) O intuito é mostrar como Maria se faz presente em nossas vidas e ela sempre está ali como uma mãe, muitas vezes calada, mas sempre ali para ajudar seu filho’’, explica Irmã Glória da Santa Cruz.
 
O teatro emocionou todos os congressistas que ali estavam. Muitos relataram que o momento mais marcante foi o que Maria vai até Faustina após um forte momento de tentação.
 
Procissão Luminosa: Ainda na noite de sábado, encerrando a programação do dia, ocorreu o momento da procissão luminosa. Os congressistas saíram do salão com suas velas acessas e se dirigiram ao Santuário em oração. A procissão foi conduzida por padre Sandro Souza, MIC, e guiada pela imagem de Nossa Senhora Aparecida. Orações foram feitas e canções marianas foram cantadas. Houve duas paradas antes de chegarem ao Santuário para o momento de Adoração ao Santíssimo.
Dentro do Santuário da Divina Misericórdia, o ícone da Mãe Aparecida, ficou ao lado do altar, onde estava exposto Jesus, para o momento de adoração. O momento de adoração foi celebrado pelo pároco, Padre Francisco Anchieta Cardoso de Muniz, MIC. Muitos congressistas saíram muito emocionados do local e partilharam que foi um momento único e maravilhoso.
FOTOS

Colaboração Willian Leonardo – PASCOM.
Fotos: Wesley Carvalho. 

Por misericordia.org.br 

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz

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Papa diz que “Escândalos que ferem os corações e matam esperanças e ilusões”

“Escândalos que ferem os corações e matam esperanças e ilusões”, palavras proferidas pelo Papa Francisco na missa matutina celebrada, nesta segunda-feira (13/11), na Capela da Casa Santa Marta. “É inevitável que aconteçam escândalos”, recordou o Pontífice, retomando as palavras de Jesus no Evangelho do dia, “mas ai daquele que produz escândalos!”. E Jesus adverte os seus discípulos: “Prestem atenção em vocês mesmos!”.

“Ou seja, fiquem atentos a não escandalizar. O escândalo é feio porque o escândalo fere, fere a vulnerabilidade do povo de Deus, fere a fragilidade do povo de Deus e muitas vezes essas feridas são carregadas pro toda a vida. Não somente fere, o escândalo é capaz de matar: matar esperanças, matar ilusões, matar famílias, matar muitos corações.”

“Prestem atenção em vocês mesmos” é uma advertência a todos, sublinhou Francisco, especialmente a quem se diz cristão, mas vive como pagão. Este é “o escândalo do povo de Deus”.

“Muitos cristãos com o seu exemplo distanciam as pessoas, com a sua incoerência, com a própria incoerência: a incoerência dos cristãos é uma das armas mais fáceis que o diabo tem para enfraquecer o povo de Deus e distanciar o povo de Deus do Senhor. Dizer uma coisa e fazer outra.”

Esta é a “incoerência” que faz escândalo, que deve hoje nos fazer perguntar – disse o Papa -: “como é a minha coerência de vida? Coerência com o Evangelho, Coerência com o Senhor?” Francisco citou como exemplo os empreendedores cristãos que não pagam os salários justos e se servem das pessoas para se enriquecerem e também o escândalo dos pastores na Igreja que não cuidam das ovelhas e se afastam.

“Jesus nos diz que não se pode servir a dois senhores, a Deus e ao dinheiro, e quando o pastor é alguém apegado ao dinheiro, escandaliza. E as pessoas se escandalizam: o pastor apegado ao dinheiro. Todo pastor deve se perguntar: como é minha amizade com o dinheiro? Ou o pastor que procura subir, a vaidade o leva a escalar, em vez de ser gentil, humilde, porque a gentileza e a humildade favorecem a proximidade com as pessoas. Ou o pastor que se sente senhor e comanda todos, orgulhoso, e não o pastor servidor do povo de Deus”…

“Hoje pode ser – concluiu Francisco a sua homilia – um bom dia para fazer um exame consciência sobre isso: escandalizo ou não, e como? E assim poderemos responder ao Senhor e nos aproximarmos um pouco mais d’Ele”.

Portal Terra de Santa Cruz

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