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Papa: não à teologia do ‘pode e não pode’; deixar-se guiar pelo Espírito

O Papa Francisco celebrou a missa, nesta segunda-feira (24/04), na Casa Santa Marta, primeira missa matutina após a pausa das festividades pascais.

O Conselho dos Nove Cardeais (C9), que se reúne com o Santo Padre, no Vaticano, a partir desta segunda-feira até a próxima quarta-feira, 26, também participou da celebração eucarística na Casa Santa Marta.

O encontro de Nicodemos com Jesus e o testemunho de Pedro e João depois da cura de um homem coxo de nascença foram o centro da homilia do Papa Francisco.

“Jesus explica a Nicodemos, com amor e paciência, que é preciso nascer do alto, nascer do Espírito. Portanto, mudar de mentalidade.” Para entender melhor isso, o Papa refletiu sobre a Primeira Leitura da liturgia do dia, extraída do Livro dos Atos dos Apóstolos. “Pedro e João curaram um homem coxo de nascença, e os doutores da lei não sabiam como fazer, como esconder este fato público.”

No interrogatório, Pedro e João “respondem com simplicidade” e quando são intimados a não falar mais sobre o assunto, Pedro responde: “Não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido. Continuaremos assim.”

“Eis a concretude de um fato, a concretude da fé” em relação aos doutores da lei que “querem negociar para alcançar um acordo”: “Pedro e João têm coragem, franqueza, a franqueza do Espírito que significa falar abertamente, com coragem, a verdade, sem nenhum pacto. Este é o ponto, a fé concreta”:

“Às vezes, esquecemo-nos de que a nossa fé é concreta: o Verbo se fez carne, não se fez ideia: tornou-se carne. Quando rezamos o Credo dizemos coisas concretas: Creio em Deus Pai que fez o céu e a terra, creio em Jesus Cristo que nasceu, que morreu…’. São coisas concretas. O Credo não diz: Creio que devo fazer isso, que devo fazer aquilo ou que as coisas são para isso…’ Não! São coisas concretas. A concretude da fé que leva à franqueza, ao testemunho até o martírio, não faz pactos ou idealização da fé.”

“Para os doutores da lei, o Verbo não se fez carne, mas lei. É preciso fazer isso só até aqui. Deve ser feito isso e não aquilo”:

“E assim, se engaiolaram nesta mentalidade racionalista que não terminou com eles, hein? Na História da Igreja muitas vezes, a própria Igreja que condenou o racionalismo, o Iluminismo, caiu nesta teologia do ‘pode e não pode’, do ‘até aqui e até lá’, e se esqueceu da força, da liberdade do Espírito, do renascer do Espírito que nos dá a liberdade, a franqueza da pregação e de anunciar que Jesus Cristo é o Senhor.” 

“Peçamos ao Senhor esta experiência do Espírito que vai e vem e nos leva adiante, do Espírito que nos dá a unção da fé, a unção da concretude da fé”:

”O vento sopra onde quer e ouve-se a sua voz, mas não se sabe de onde vem e nem para onde vai. Assim é todo aquele que nasce do Espírito: ouve a voz, segue o vento, segue a voz do Espírito sem saber aonde terminará, pois optou pela fé concreta e pelo renascimento no Espírito. Que o Senhor dê a todos nós este Espírito pascal a fim de caminhar nas estradas do Espírito sem acordos, sem rigidez, mas com a liberdade de anunciar Jesus Cristo assim como Ele veio: em carne.”

Por Radio Vaticana

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Indulgência Plenária na Festa da Divina Misericórdia

Saiba por que a Igreja celebra, neste domingo, a festa da Divina Misericórdia e aprenda como lucrar a indulgência plenária nessa celebração.

A devoção à Divina Misericórdia, de acordo com as revelações de Nosso Senhor a Santa Faustina Kowalska, é um grande dom concedido à Igreja Católica no terceiro milênio. Essa expressão de piedade foi de tal modo reconhecida e aprovada pela Igreja que, em 2000, o Papa São João Paulo II — conterrâneo de Santa Faustina — instituiu para a Igreja universal a festa da Divina Misericórdia, a ser celebrada todos os anos, na Oitava da Páscoa.

Mas por que instituir essa festa justamente no segundo domingo do Tempo Pascal?

Além do pedido expresso de Jesus Misericordioso [1], uma das razões pode ser encontrada no fato de que, nesse dia, a liturgia católica relembra com particular intensidade dois grandes instrumentos da divina misericórdia para a salvação humana: os sacramentos do Batismo e da Penitência. Esses dois sacramentos são chamados também de “sacramentos de mortos”, porque foram “instituídos principalmente para restituir a vida da graça às almas mortas pelo pecado” [2]: o Batismo, como a porta pela qual todos temos de passar; e a Confissão, como uma “segunda tábua de salvação” [3], pois é por ela que são restituídos à graça os que voltaram a cair depois de terem sido batizados.

De fato, este domingo da Oitava da Páscoa era chamado, desde os primeiros tempos da Igreja, deDominica in albis. A expressão latina significa “em vestes brancas” e faz referência ao fato de que, durante essa celebração, os neófitos que foram batizados na Vigília Pascal pela primeira vez aparecem com suas vestes alvas, simbolizando a brancura da alma purificada do pecado. Também neste domingo, o Evangelho proclama a instituição do sacramento da Penitência, quando Nosso Senhor Ressuscitado se põe no meio dos discípulos e, soprando sobre eles, diz: “Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos.” (Jo 20, 22-23)

Para fazer com que vivêssemos mais intensamente esta celebração, o Papa São João Paulo II estabeleceu, em 2002, através de um decreto com “vigor perpétuo”, que este Domingo da Divina Misericórdia fosse enriquecido com a Indulgência Plenária, entre outras razões, para que os fiéis pudessem ” alimentar uma caridade crescente para com Deus e o próximo“. Os termos da concessão são os seguintes:

Concede-se a Indulgência plenária nas habituais condições (Confissão sacramental, Comunhão eucarística e orações segundo a intenção do Sumo Pontífice) ao fiel que no segundo Domingo de Páscoa, ou seja, da “Misericórdia Divina”, em qualquer igreja ou oratório, com o espírito desapegado completamente da afeição a qualquer pecado, também venial, participe nas práticas de piedade em honra da Divina Misericórdia, ou pelo menos recite, na presença do Santíssimo Sacramento da Eucaristia, publicamente exposto ou guardado no Tabernáculo, o Pai-Nosso e o Credo, juntamente com uma invocação piedosa ao Senhor Jesus Misericordioso (por ex., “Ó Jesus Misericordioso, confio em Ti”).

Concede-se a Indulgência parcial ao fiel que, pelo menos com o coração contrito, eleve ao Senhor Jesus Misericordioso uma das invocações piedosas legitimamente aprovadas.

Também aos homens do mar, que realizam o seu dever na grande extensão do mar; aos numerosos irmãos, que os desastres da guerra, as vicissitudes políticas, a inclemência dos lugares e outras causas do género, afastaram da pátria; aos enfermos e a quantos os assistem e a todos os que, por uma justa causa, não podem abandonar a casa ou desempenham uma actividade que não pode ser adiada em benefício da comunidade, poderão obter a Indulgência plenária no Domingo da Divina Misericórdia, se com total detestação de qualquer pecado, como foi dito acima, e com a intenção de observar, logo que seja possível, as três habituais condições, recitem, diante de uma piedosa imagem de Nosso Senhor Jesus Misericordioso, o Pai-Nosso e o Credo, acrescentando uma invocação piedosa ao Senhor Jesus Misericordioso (por ex., “Ó Jesus Misericordioso, Confio em Ti”).

Se nem sequer isto pode ser feito, naquele mesmo dia poderão obter a Indulgência plenária todos os que se unirem com a intenção de espírito aos que praticam de maneira ordinária a obra prescrita para a Indulgência e oferecem a Deus Misericordioso uma oração e juntamente com os sofrimentos das suas enfermidades e os incómodos da própria vida, tendo também eles o propósito de cumprir logo que seja possível as três condições prescritas para a aquisição da Indulgência plenária.

Aproveitemos essa concessão da Igreja, por ocasião da festa da Divina Misericórdia, para fortalecermos o nosso amor a Cristo, vivendo a vida da graça, e mantermos “o espírito desapegado completamente da afeição a qualquer pecado”, pois só assim poderemos receber de Deus as indulgências que Ele, misericordiosíssimo, sempre nos quer conceder.

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

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Domingo da Divina Misericórdia: “Jesus eu confio em vós”

A primeira leitura deste domingo nos relata a vida dos primeiros cristãos. Ela está estruturada sobre quatro colunas: o ensinamento dos apóstolos, a partilha dos bens, a partilha do pão ou Eucaristia e as orações em comum. 

O ensinamento dos apóstolos ou catequese provocava nos discípulos uma mudança de vida. A fé na palavra de Deus, revelada por e em Jesus Cristo, agora era explicada pelos apóstolos, e os cristãos deixavam de ser simples cidadãos, para com suas vidas, testemunharem Jesus Cristo. Esse testemunho veremos concretamente nas outras três colunas.

Se acreditavam em Jesus Cristo, elas criam que Deus era Pai de todos e isso os levava a um sentimento de radical fraternidade, daí a partilha de bens, a renúncia à propriedade particular, onde tudo é, livremente, colocado em comum e distribuído de acordo com as necessidades pessoais. Com isso não existe mais pobres.

A partilha do pão celebrava a memória de Jesus que partilhou sua vida. Assim, se reuniram para realizar o gesto e o mandamento de Jesus: “Fazei isso em minha memória de mim”.

O Senhor estava presente no meio deles de modo eucarístico e era partilhado como alimento, como sustento para o dia a dia.
Finalmente a Comunidade também se reunia para louvar o Senhor e, certamente, rezar o Pai-Nosso.

O autor dos Atos nos fala ainda que esse estilo de vida simples, fraterno e temente a Deus, suscitava a adesão de outras pessoas a fazerem parte do grupo dos amigos de Jesus.

Peçamos ao Senhor que nossa vida de batizados, de homens e mulheres que crêem em Jesus, seja fiel à nossa profissão de fé.

Para isso vale que cada noite nossa consciência diante do Senhor nos diga até onde vivemos nossa fé, se fomos capazes de partilhar nossos bens, nosso tempo, nossa atenção, nossa capacidade de ajudar o outro.

A partilha do pão eucarístico da vida que é Jesus deverá refletir o meu dia, meu ato de partilhar os bens que geram vida, com aquele irmão ou irmã, aquele próximo que é carente deles.

Por Radio Vaticano

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Dom Pedro proclama a Páscoa do Senhor na noite da Vigília Pascal em Campanha/MG – “A vigília das vigílias, aleluia Ele ressurgiu”

Na noite, em que Jesus Cristo passou da morte à vida, a Igreja convida os seus filhos a reunirem-se em vigília e oração. Na verdade, a Vigília pascal foi sempre considerada a mãe de todas as vigílias, é o coração do Ano litúrgico. Está celebração se estende por toda oitava da páscoa onde nós cantamos Aleluia o Cristo ressurgiu, as trevas foram dissipadas e ao longo do dia do Domingo de Páscoa e semana seguinte, a palavra de Deus vai nos mostrar nas leituras e no evangelho os acontecimentos pós ressurreição, vida nova.

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E foi assim, cantando o Aleluia que sua Excelência Reverendíssima Dom Pedro Cunha Cruz, bispo diocesano da Campanha Proclamou a Páscoa do Senhor na noite da Vigília Pascal (Sábado Santo) na Catedral Diocesana de Santo Antônio em Campanha/MG

Concelebrou esta santa celebração pascal o Reverendíssimo Cônego Luzair Coelho de Abreu, pároco e cura da Catedral e Chanceler do bispado da Campanha. A animação litúrgica ficou a cargo do Coral Catedral.

A comunidade paroquial acolheu dois novos irmãos que foram batizados e crismado neste dia pascal, dia em que como Jesus eles também renascem, para uma vida nova em Deus. Com número expressivo de fiéis Dom Pedro destaca que “vivemos um momento forte e mais importante de nossa caminhada durante a semana santa, chegamos na Vigília pascal, a vigília das vigílias, o ponto culminante da história da humanidade. Cristo ressuscitou, as trevas foram dissipadas, já não há mais dor nem sofrimento, tudo passou. Aleluia Cristo Ressurgiu…” ao final da celebração, Dom Pedro concedeu a bênção solene para todos os fiéis presentes desejando-lhes feliz e santa páscoa!


Na Solene Vigília Pascal é celebrada a Missa da Ressurreição. Essa missa é precedida pela bênção do Fogo Novo e do Círio Pascal, benção da água Batismal e Renovação das Promessas do Batismo.

Fogo: Sinal da presença de Deus na história, em suas manifestações de salvação. Ligado ao fogo, temos o círio pascal que aceso no fogo novo lembra o Cristo ressuscitado.

Luz: Símbolo da vida. Representa a presença de Cristo que é vida e oferece vida e salvação ao homem. Jesus atravessa as portas da mansão dos mortos, vencendo e trazendo a luz para a humanidade.

Água: Também é sinal da vida que é comunicada ao cristão quando ele renasce pelo batismo para um mundo novo.


A celebração da Vigília pascal articula-se em quatro partes: 1) a liturgia da luz ou ‘lucernário’; 2) a liturgia da Palavra; 3) a liturgia batismal; 4) a liturgia eucarística.

1) A liturgia da luz consiste na bênção do fogo, na preparação do círio e na proclamação do louvor pascal. O lume novo e o círio pascal simbolizam a luz da Páscoa, que é Cristo, luz do mundo. O texto do evidencia-o quando afirma que ‘a luz de Cristo (…) dissipa as trevas de todo o mundo» e convida a «celebrar o esplendor admirável desta luz (…) na noite ditosa, em que o céu se une à terra, em que o homem se encontra com Deus!’.

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2) A liturgia da Palavra propõe sete leituras do Antigo Testamento, que recordam as maravilhas de Deus na história da salvação e duas do Novo Testamento, ou seja, o anúncio da Ressurreição segundo os três Evangelhos sinópticos, e a leitura apostólica sobre o Batismo cristão como sacramento da Páscoa de Cristo. Assim, a Igreja, ‘começando por Moisés e seguindo pelos Profetas’ (Lc 24,27), interpreta o mistério pascal de Cristo. Toda a escuta da Palavra é feita à luz do acontecimento-Cristo, simbolizado no círio colocado no candelabro junto ao Ambão ou perto do Altar.

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3) A liturgia batismal é parte integrante da celebração. Quando não há Batismo, faz-se a bênção da fonte batismal e a renovação das promessas do Batismo. Do programa ritual consta, ainda, o canto da ladainha dos santos, a bênção da água, a aspersão de toda a assembleia com a água benta e a oração universal. A Igreja antiga batizava os catecúmenos nesta noite e hoje permanece a liturgia batismal, mesmo sem a celebração do Batismo.

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4) A liturgia eucarística é o momento culminante da Vigília, qual sacramento pleno da Páscoa, isto é, a memória do sacrifício da Cruz, a presença de Cristo Ressuscitado, o ápice da Iniciação cristã e o antegozo da Páscoa eterna.

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O sábado pascal é iniciado com o fogo novo. O que ele nos remete?

A páscoa originalmente era uma celebração típica dos pastores. Depois passou a ser a grande festa da libertação dos hebreus, recordando sua saída do Egito. Mais tarde foi-lhe incorporada uma antiga festa agrícola dos pães sem fermento (ázimos).

Nesse dia a Igreja toda guarda luto pela morte de Jesus. Neste dia se faz também a comemoração das Dores de Nossa Senhora.

É uma celebração que relembra todos os sofrimentos de Nossa Senhora desde o nascimento de Jesus, culminando com a dor infinita à qual se viu exposto o coração de Maria, ao deixar seu divino Filho no sepulcro. Por maior que seja a solidão que algum coração humano já sentiu, por certo, sequer aproximará do amargor, do infinito abandono que se apossou do coração da mãe do Divino Amor.

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Missa da Unidade Diocesana: Fiéis lotam a Catedral da Campanha/MG em Celebração do Santo Crisma

Nesta última quinta-feira santa, dia 13 de abril, aconteceu na Catedral Diocesana de Santo Antônio, em Campanha/MG a solene missa do Santo Crisma, presidida por Sua Excelência Reverendíssima Dom Pedro Cunha Cruz. Concelebrou a mesma, o bispo Emérito Dom Diamantino Prata de Carvalho assim como todo clero diocesano. Nesta celebração o clero renova suas as promessas nas quais fizeram no dia de sua ordenação. Acontece no decorrer da celebração a bênção dos óleos dos enfermos, dos catecúmenos e do Santo Crisma.

Participaram desta solene celebração da unidade diocesana os padres regulares, pertencentes a ordens ou congregações, que auxiliam na Semana Santa nas diversas paróquias da diocese. Além do clero, seminaristas e religiosos também estiveram presentes.

Na missa do crisma, celebramos o nascimento do sacerdócio que é a participação na consagração de Jesus Cristo, o Messias, nosso Senhor e Deus.

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Em sua homilia nosso bispo fala diretamente ao clero: Nós presbíteros fomos chamados na Igreja com uma vocação e missão especial, ou seja, amar a Jesus incondicionalmente; ser pastores com Ele, como Ele e por Ele. “Recebemos uma graça especial para sermos pastores santos” (PO 12). Paulo VI já nos levava a questionar ao dizer: “Se és sacerdote, por que não és santo? E, se não és santo, para que és sacerdote?”. Deus dá aos pastores um caminho para santificar-se. Exercendo autêntica e incansavelmente seu ministério no Espírito de Cristo, cada atividade ministerial produz santidade (PO 13). Desta forma, contemplando O Bom Pastor, os ministros ordenados alcançarão o vínculo o vínculo da perfeição sacerdotal que leva à unidade suas vidas e atividades. Imitamos a Cristo em sua entrega e em seu serviço. “É a doação de nós mesmos que mostra o amor de Cristo por seu rebanho, através de nosso modo de pensar e agir, nosso modo de comportar-nos com o povo” (CF PDV 23). A caridade específica de ministros de Deus, não permite tratar mal o rebanho a nós confiado, mas a leva-lo cada vez mais a Deus, como pontes que devemos ser e não muros da discórdia, da divisão, da insensibilidade e até da infâmia. Somos ministros da misericórdia, para além de um ano só que já vivemos dedicados a ela.   

VEJA NO VÍDEO ABAIXO A HOMILIA COMPLETA OU LEIA AQUI

A animação litúrgica (canto) ficou a cargo do coral da Paróquia Sagrado Coração de Jesus de Três Corações/MG – Cotia, contamos a ilustre presença e participação do Coral Campanhense, entoando o Ecce Sacerdos, tradicional canto sacro, composto para a ocasião; e Ó Redemptor, (versão latina) Acolhei, ó Redentor, pelo Missal Romano, durante a procissão dos Santos Óleos.

Dom Pedro Cunha Cruz encerrou a celebração com Bênção Papal, concedida pelo Santo Padre o Papa Francisco. Ao final da celebração, a paróquia Santo Antônio ofereceu aos visitantes um lanche, doado pelos agentes de pastorais e pela população campanhense.

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Por Bruno Henrique Santos – Gestor do Portal Terra de Santa Cruz

Semana santa 2017

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Semana Santa- Sermão do Encontro. Proferido pelo Cônego João Luís da Silva em Campanha/MG

Nesta terça-feira santa 11/04, na praça Dr. Jefferson de Oliveira, com a presença de inúmeros fiéis, aconteceu o doloroso encontro de Maria e Jesus. Proferiu o sermão desta noite, o Reverendíssimo Cônego João Luís da Silva da Cidade de Nepomuceno/MG.

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Compacto do Sermão:
“Somos todos caminheiros” assim se inicia o sermão.
Mesmo em vale de lágrimas, o que vale é o caminho, a verdade e a vida, essa é a caminhada ideal. Esse é um encontro único entre mãe e filho, mostrando a profundidade do amor de Deus por nós.

O que sente nosso coração diante desse drama? Os muitos sofrimentos do nosso povo em desencontros no caminho dá vida. A necessidade de um encontro pessoal com Deus, é preciso perceber a importância do outro em nossa vida. A pessoa não basta a si mesmo,. Através do encontro com si mesmo, percebemos a importância do outro é dos dons de Deus. Devemos nos abrir para conviver com o outro através de Deus.

A família (casais, país e filhos, irmãos) forma um importante encontro, onde deve haver princípios éticos que norteiam a felicidade. Na presença de Deus sempre, temos que aprender a respeitar as diferenças, preservando a convivência e o diálogo.
A Igreja tem chamado a atenção para a importância da família, da defesa da família, com respeito, ética, dignidade, em nome do AMOR. Uma boa convivência familiar, leva-nos à unidade dá comunidade através de encontro de casais, catequese, pastorais, para assim construirmos um mundo novo. Um mundo marcado por encontros incontáveis que dão sentido à vida.

A necessidade de ações solidárias para com as pessoas que mais precisam: doentes, idosos, carcerários, os que se isolam. Foi isso que Jesus nos ensinou… o encontro com homens, mulheres, crianças, jovens; justos e pecadores, ricos e pobres; até mesmo com aqueles que resistem ao projeto de vida, justiça, de paz e de amor.

Precisamos ter sensibilidade em nossos corações para acolher Jesus com muito carinho, na presença de nosso irmão. Temos que levar as pessoas ao encantamento com os projetos de Jesus; e de encontro em encontro, Jesus procura lares para ser acolhido.
E nesse encontro de Maria com seu filho, o que sentimos? A presença de Deus na vida deles. Só Deus é nosso defensor, protetor e nossa fortaleza. Assim podemos compreender o significado de vc tanta força perante tanta dor. “Se Deus é por nós, quem será contra nós?”

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O que nos trouxe aqui hoje? O amor a Jesus, o amor para com Maria. A gratidão a Deus, que nos salva e se entrega através do amor.
Somente com Deus em nós, venceremos o desamor que provoca tanto sofrimento. Só com Deus poderemos encontrar sentido para nossa vida. Olhemos para Jesus é Maria: não podemos desistir. A força é a luz de Deus na eucaristia, nas boas obras, no amor aos irmãos são o caminho que nós levam ao céu. Nos encontros nossos de cada dia construiremos o reino de Deus. E… só Jesus é o caminho que nos leva a Deus!

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Coral Campanhense entoa o Moteto PATER MI minutos antes da procissão do Senhor dos Passos sair da Igreja para o sermão do encontro. Confira o vídeo!

Texto: Rondelli Fernandes – Colaboração/Edição/Fotos: Bruno Henrique – Gestor do Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização !!

 

S.SANTA 2017: Fiéis relembram a prisão de Cristo com emocionante sermão do Reverendíssimo Pe. Edson em Campanha/MG

DESTACAMOS PARA VOCÊ, OS PRINCIPAIS PONTOS DO SERMÃO DA PRISÃO DE JESUS, PROFERIDO PELO REVERENDÍSSIMO PADRE EDSON PEREIRA OLIVEIRA EM CAMPANHA/MG


“Segunda-Feira Santa, os fiéis relembram a prisão de Cristo e sua dolorosa caminhada até o Calvário.”

Tradicionalmente, logo após a missa, o cortejo seguiu em procissão até o Adro da Igreja Nossa Senhora das Dores onde o Reverendíssimo Padre Edson Pereira Oliveira – Vigário Paroquial da Campanha e Reitor do Seminário Propedêutico São Pio X, proferiu um breve, mas emocionante sermão.

Padre Edson, pediu aos presentes que olhassem a imagem de Nosso Senhor e cantassem com ele a bela canção Certo Galileu de autoria do Padre Zezinho.

E começou a falar da intenção de Jesus, que nem todos foram capazes de acolher. Lembrando sobre a noite em que Ele agiu com amor e recebeu desamor, dos que mais amava. Falou do gosto amargo da rejeição e uma condenação injusta. Falou da traição de um dos discípulos, dos quais Jesus mais confiava. Lembrou da agonia no Jardim das Oliveiras, daquele que sabia que iria experimentar a pior dor. Falou da oração ao invés da revolta com o Pai, da aceitação naquela noite de traição, do suor de sangue, do abandono dos discípulos na hora em que Ele mais precisava. E do beijo do traidor, que ainda balbuciou um “salve Divino Mestre”, em troca de 30 moedas. Destacou a ira de Pedro que ao ver o Mestre preso, cortou a orelha de um soldado e logo adiante, sua falta de força e fé diante do medo, o faz negar Jesus por três vezes.

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Dos questionamentos feitos a Jesus, em tom de ironia e sarcasmo, onde Ele em silêncio aceitava as provocações, porque sabia que o coração do povo não estava preparado para receber o filho de Deus. Pois “se você ensina um sábio, ganhará um amigo, mas se você ensina um ignorante, terá um inimigo.”

E Jesus só falava a verdade, mas a verdade dói a quem não é da verdade, é mais fácil correr…!

Sutilmente, Padre Edson, trouxe tudo isso para os dias atuais e para nossa vida.

Coincidentemente, Domingo de Ramos no Egito, foi cercado de sangue e ramos, por causa do atentado em duas igrejas, onde morreram vários Cristãos Católicos, mártires dos tempos atuais. Vivemos um tempo de perseguição, onde seguir Jesus é perigoso.

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Questionou, será que somos capazes de derramar nosso sangue por Jesus?  Você é capaz de dar sua vida por Jesus? Se SIM, você ganha à vida eterna. Se não… Está nas mãos de Deus.

DSC04789Quem você quer ser?

Judas? Aquele que trai que não age corretamente, que tira para si o que não lhe pertence, que se corrompe por 30 moedas?

Pedro? Aquele que nega? Que corre? Que abandona os amigos diante das dificuldades?

Ou Jesus? Aquele que falou a verdade, que sofreu as maiores humilhações, foi julgado, condenado, morto… Que passou por tudo isso, mas nunca deixou de CONFIAR NO PAI?

Cabe a cada um de nós a decisão, porque nós sabemos onde colocamos a nosso CONFIANÇA.

Que nós possamos, no nosso dia a dia, nos livrarmos das perseguições.

E não nos esqueçamos da frase do dia dita pele Rei dos Reis: “PAI, AFASTA DE MIM ESSE CÁLICE.”

Escrito por Rondelli Fernandes – Colaboradora do portal Terra de Santa Cruz 


Após o Sermão todos se dirigiram ao interior da igreja para veneração da imagem do Cristo Prisioneiro. Como é de tradição, o Coral Campanhense (60 anos de História) se faz presente mais um ano na Semana Santa da Campanha, entoando os belíssimos motetos.

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Texto: Rondelli Fernandes – Edição/Fotos/Matéria: Bruno Henrique 

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