Arquivo da categoria: Missões

Missão Continental: abandonado à própria sorte, povo se apega a Deus

Na sua solidão e no seu abandono, o povo se apega a Deus. É uma “maneira muito espiritual que o povo tem para enfrentar tanto sofrimento”, afirma Dom Sebastião Bandeira.

Amigo ouvinte, a edição de hoje do quadro semanal “O Brasil na Missão Continental” conclui a participação do bispo da Diocese de Coroatá, Dom Sebastião Bandeira Coêlho, que esteve conosco estes dias neste espaço de formação e aprofundamento.

Apresentando-nos esta Igreja particular maranhense situada na Região dos Cocais, pertencente à Amazônia Legal, nosso convidado traçou-nos nas edições precedentes o perfil de uma diocese em estado permanente de saída missionária, no signo da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, “a qual veio nos acordar para a consciência missionária”, destacou.

Esforço da Igreja para que ninguém se sinta esquecido ou abandonado

Tendo abraçado plenamente a “Missão Continental” proposta pela Conferência de Aparecida e tendo assumido concretamente o compromisso de testemunhar Jesus Cristo em todos os lugares da sociedade, afirmara precedentemente o bispo de Coroatá, “esta Igreja particular esforça-se para que ninguém se sinta esquecido ou abandonado”, num contexto em que o povo “se sente muito abandonado pelo Estado, pelas autoridades”, ressaltara.

Pois bem, na edição de hoje em suas considerações finais Dom Sebastião retoma essa questão para afirmar que “no mundo nosso onde os políticos estão decepcionando, onde a saúde é precária, há pouca assistência médica, onde a justiça não age, o povo na sua solidão e no seu abandono se apega a Deus”. Ele diz tratar-se de uma “maneira muito espiritual que o povo tem para enfrentar tanto sofrimento”.

Vamos ouvir:

Raimundo de Lima – Vatican News 

 

 

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Evangelizar, missão essencial da Igreja: uma revisitação à Evangelii nuntiandi

A “Evangelii gaudium” do Papa Francisco, Exortação Apostólica de novembro de 2013 sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual, traz grande inspiração da Evangelli nuntiandi de Paulo VI.

Amigo ouvinte, o quadro “Nova Evangelização e Concílio Vaticano II” tem destacado, entre outros,  a imprescindível necessidade de conhecer os documentos da Igreja. Nesse sentido, temos evidenciado a importância de conhecer, aprofundar e revisitar tais documentos para continuar nossa caminhada missionária servindo-nos do rico patrimônio doutrinal de que dispomos, de modo particular na esteira do Concílio ecumênico Vaticano II.

Na edição de hoje gostaria de lançar um olhar, muito brevemente e de forma circunscrita, a um importante documento magisterial pertinente à missionariedade da Igreja. Trata-se da exortação apostólica “Evangelii nuntiandi” do Papa Paulo VI, de 1975, documento que conferiu um notável dinamismo à ação evangelizadora da Igreja nas décadas seguintes, acompanhada por uma autêntica promoção humana.

Fruto do Sínodo dos Bispos sobre a evangelização, o Beato Paulo VI a escreveu após 10 anos do Decreto conciliar “Ad gentes”. Paulo VI fala dos “tempos novos da evangelização”, prefigurando a “nova evangelização” tão auspiciada por João Paulo II, depois incrementada por Bento XVI e agora impulsionada pelo Papa Francisco.

Efetivamente, publicada no dia 8 de dezembro de 1975, na exortação, o Beato Paulo VI recolheu os resultados da Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos de 1974, dedicada ao tema A evangelização no mundo moderno.

Nesta edição propomos uma breve passagem do Capítulo I: “De Cristo evangelizador a uma Igreja evangelizadora”, o qual traz alguns aspectos essenciais do testemunho e missão de Jesus. O n.12 da Exortação Apostólica destaca Jesus que aperfeiçoa “a sua revelação, completando-a e confirmando-a com toda a manifestação da sua pessoa, com palavras e obras, com sinais e milagres”…

A esse propósito, a Constituição dogmática sobre a Divina Revelação, Dei Verbum (do Concílio Vaticano II), fala da plenitude da Revelação em Jesus Cristo em “gestis verbisque“, isto é, em gestos e palavras. A Revelação de Jesus através da Igreja se faz também em palavras e gestos.

O Papa Paulo VI fala do evangelizador como responsável pela evangelização porque associado à obra de Cristo. De fato, afirma, “a Igreja existe para evangelizar”. A título de revisitação, vejamos o que diz a Exortação em seu n. 14:

Evangelização, vocação própria da Igreja

“A Igreja sabe-o bem, ela tem consciência viva de que a palavra do Salvador, “Eu devo anunciar a Boa Nova do reino de Deus”, se lhe aplica com toda a verdade. Assim, ela acrescenta de bom grado com São Paulo: “Anunciar o Evangelho não é título de glória para mim; é, antes uma necessidade que se me impõe. Ai de mim, se eu não anunciar o evangelho”. Foi com alegria e reconforto que nós ouvimos, no final da grande assembleia de outubro de 1974, estas luminosas palavras: “Nós queremos confirmar, uma vez mais ainda, que a tarefa de evangelizar todos os homens constitui a missão essencial da Igreja”; tarefa e missão, que as amplas e profundas mudanças da sociedade atual tornam ainda mais urgentes. Evangelizar constitui, de fato, a graça e a vocação própria da Igreja, a sua mais profunda identidade. Ela existe para evangelizar, ou seja, para pregar e ensinar, ser o canal do dom da graça, reconciliar os pecadores com Deus e perpetuar o sacrifício de Cristo na santa missa, que é o memorial da sua morte e gloriosa ressurreição.”

Papa concluir, vale aqui lembrar que a “Evangelii gaudium” do Papa Francisco, Exortação Apostólica de novembro de 2013 sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual, traz grande inspiração da Evangelli nuntiandi de Paulo VI.

Raimundo de Lima – Vatican News 

Papa: Dia Mundial das Missões, São João Paulo II interceda pela missão da Igreja

Após a oração mariana do Angelus, deste domingo (22/10), o Papa Francisco recordou que neste sábado (22/10), em Barcelona, Espanha, foram beatificados Matteo Casals, Teofilo Casajús, Fernando Saperas e 106 companheiros mártires, da Congregação religiosa dos Claretianos, mortos por ódio à fé durante a guerra civil espanhola.

“Que o seu exemplo heroico e sua intercessão ajudem os cristãos que, também em nossos dias, e muitos, em várias partes do mundo, sofrem discriminações e perseguições”, disse o Papa.

Francisco recordou que, neste domingo, celebra-se o Dia Mundial das Missões sobre o tema “A missão no coração da fé cristã”, e a memória litúrgica de São João Paulo II.

“Exorto-os a viver a alegria da missão, testemunhando o Evangelho nos ambientes em que cada um vive e trabalha. Ao mesmo tempo, somos chamados a apoiar com o afeto, ajuda concreta e oração os missionários que partiram para anunciar Cristo às pessoas que ainda não o conhecem. Recordo também que tenho a intenção de promover um Mês Missionário Extraordinário, em outubro de 2019, a fim de alimentar o ardor da atividade evangelizadora da Igreja ad gentes. No dia em que celebramos a memória litúrgica de São João Paulo II, Papa missionário, confiamos à sua intercessão a missão da Igreja no mundo.”

O Papa pediu aos fiéis para que se unam à sua oração pela paz no mundo.

“Nestes dias, acompanho com atenção particular o Quênia, que visitei em 2015, pelo qual rezo a fim de que todo o país saiba enfrentar as dificuldades atuais num clima de diálogo construtivo, tendo no coração a busca do bem comum.”

A seguir, o Papa saudou os peregrinos provenientes da Itália, Luxemburgo e Ibiza, o Movimento Família do Imaculado Coração de Maria do Brasil e as Irmãs de Nossa Senhora das Dores.

Saudou e abençoou, com afeto, a comunidade peruana de Roma que foi, em procissão, à Praça São Pedro, neste domingo, com a imagem do Senhor dos Milagres, uma devoção nascida no Peru que se espalhou pelo mundo através dos peruanos que vivem fora do país. No penúltimo domingo de outubro, a comunidade peruana de Roma vai em procissão até a Praça São Pedro, para ser abençoada pelo Papa.

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Roma: vigília missionária diocesana em São João de Latrão

Realizar-se-á na próxima quinta-feira (19/10), na Basílica de São João de Latrão, em Roma, a vigília missionária diocesana presidida pelo Vigário do Papa para a Diocese de Roma, Dom Angelo De Donatis.

No Brasil, coleta nacional das missões nos dias 21 e 22 deste mês.

O evento tem como tema “Ouvi o grito do meu povo”, extraído do livro do Êxodo 3, 7. Durante o encontro, o arcebispo dará o mandato missionário a alguns irmãos e irmãs da Diocese de Roma que partirão, este ano, para levar o Evangelho ao mundo.

Promovida pelo Centro diocesano de cooperação missionária entre as Igrejas, a vigília será uma introdução do Dia Mundial das Missões que a Igreja celebrará no próximo domingo, 22.

No encontro de quinta-feira próxima, se rezará pelo Pe. Maurizio Pallù sacerdote florentino da Diocese de Roma sequestrado na última quinta-feira, dia 12, na Nigéria, por uma milícia armada.

Além disso, dois missionários darão o próprio testemunho. Trata-se do Bispo de Djibuti, Dom Giorgio Bertin, Administrador Apostólico de Mogadíscio, na Somália, onde foi perpetrado o mais grave atentado da história do país, no último sábado (14/10), que causou mais de 300 vítimas e vários feridos. Italiano de Galzignano Terme, Província de Pádua, e franciscano, Dom Bertin desempenhou seu ministério na Somália junto com o Bispo Pietro Salvatore Colombo, assassinado em 1989. No final de seu testemunho, o bispo rezará com a Igreja romana pelo povo da Somália.

Despois, segue o testemunho do missionário do PIME Pe. Daniele Mazza, romano, que desde 2008 vive na Tailândia. Além do profícuo diálogo com os budistas, ele realiza atividades ligadas à educação e assistência às crianças abandonadas, deficientes e idosos.

Na mensagem para o Dia Mundial das Missões deste ano, sobre o tema “A missão no coração da fé cristã”, o Papa escreve: “Este Dia nos convida a refletir novamente sobre a missão no coração da fé cristã. De fato a Igreja é, por sua natureza, missionária; se assim não for, deixa de ser a Igreja de Cristo, não passando duma associação entre muitas outras, que rapidamente veria exaurir-se a sua finalidade e desapareceria. Por isso, somos convidados a interrogar-nos sobre algumas questões que tocam a própria identidade cristã e as nossas responsabilidades de crentes, num mundo baralhado com tantas quimeras, ferido por grandes frustrações e dilacerado por numerosas guerras fratricidas, que injustamente atingem sobretudo os inocentes”.

Seguindo essa exortação, o Centro diocesano de cooperação missionária entre as Igrejas irá propor um percurso de reflexão em cinco encontros que, a partir do mês de novembro, terá como tema menores, migração, tráfico de pessoas, desafios para a missão da Igreja e para a cidade de Roma.

A coleta do Dia Mundial das Missões será destinada às Pontifícias Obras Missionárias, através do Centro Missionário Diocesano que irá  distribui-la segundo as exigências dos vários países.

Por Rádio Vaticano

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Mensagem do 4º Congresso Missionário Nacional às comunidades eclesiais do Brasil

Vocês serão minhas testemunhas até os confins da terra (cf. At 1,8).

Reunidos no 4º Congresso Missionário Nacional, de 7 a 10 de setembro de 2017, no Colégio Damas, em Recife (PE), nós, os 700 missionários e missionárias, vindos de todas as regiões do Brasil, fomos fortemente desafiados a testemunhar “A alegria do Evangelho para uma Igreja em saída”. A Arquidiocese de Olinda e Recife, com calorosa e fraterna acolhida, levou nosso Congresso para as ruas, antes mesmo de ele ser aberto, com a realização da Semana Missionária, nos seus oito vicariatos, atitude pioneira que enriqueceu nosso encontro. Seremos sempre agradecidos a esta Arquidiocese pela generosidade e disponibilidade que nos dispensou, nesses dias, no autêntico espírito de serviço amoroso e gratuito.

Aprendemos com o Papa Francisco que “a alegria é o bilhete de identidade do cristão”. Essa alegria foi o espírito que marcou os quatro dias em que estivemos juntos. Ela nasce do Evangelho que liberta e salva; expressa-se na sinodalidade e na comunhão que impulsionam a vida e a missão da Igreja; anima o testemunho e o profetismo que, a partir da cruz de Cristo, apontam para o nosso compromisso de discípulos missionários e missionárias.

Contemplar a realidade com o olhar de discípulo missionário

O exemplo dos mártires e profetas, como Dom Helder Câmara, ajudou-nos a olhar para o Brasil, mergulhado numa profunda crise que fere, no coração e na alma, a nós e a tantos irmãos e irmãs empobrecidos, excluídos e descartados.

Como se estivesse anestesiada, a população brasileira assiste ao fortalecimento de políticas neoliberais que retiram direitos e agravam a situação dos trabalhadores/as, dos povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, pescadores e dos que vivem em outras periferias geográficas e existenciais. As reformas trabalhista, previdenciária, política e da educação, bem como a retomada das privatizações mostram que o governo e o Congresso Nacional viraram as costas ao povo. A corrupção e a falta de ética, que atingem tanto a classe política, quanto empresarial e outros setores da sociedade, têm levado o desencanto e a desesperança aos brasileiros e brasileiras.

Causam-nos indignação a devastação da Amazônia, a degradação da natureza e a violência que ceifa a vida de lideranças, como o assassinato do casal Terezinha Rios Pedrosa e Aloísio da Silva Lara, ocorrido no Mato Grosso nesta semana, e o massacre de indígenas, em agosto deste ano, no Vale do Javari, Amazonas, divulgado enquanto acontecia o Congresso. O decreto do governo que extingue a Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca) é um duro golpe nos direitos dos povos indígenas e no bioma amazônico.

Essa realidade, longe de nos desanimar, cobra-nos uma ação missionária vigorosa, transformadora, libertadora. Revigorados pelo espírito da Conferência de Medellín que, há 50 anos, deu à Igreja Latino-americana o rosto de uma Igreja em saída, pobre, missionária e pascal, somos motivados a vencer a tentação da indiferença, do comodismo, do desencanto, do desânimo e do clericalismo presentes em muitas de nossas comunidades. Somos guiados pela fé e pela esperança cristãs capazes de reacender, no coração de todos, a chama do amor pela vida, pela justiça e pela paz.

Discernir os caminhos da missão que gera alegria

A palavra de Deus é luz, sabedoria e força que nos tornam discípulos missionários e missionárias ousados e criativos, mais capazes de colaborar com a transformação de estruturas caducas e a construção de uma nova sociedade, que seja sinal do Reino de Deus em nosso meio. Os documentos da Igreja são também fonte salutar que nos ajudam a compreender melhor a natureza missionária da Igreja. Nesse particular, destacamos as palavras e gestos do Papa Francisco, base do conteúdo deste Congresso. É surpreendente como ele se coloca à nossa frente, a passos largos e rápidos. Ele é, verdadeiramente, um profeta missionário que nos anima na caminhada.

A missão constitui verdadeiro kairòs, tempo propício de salvação na história. Somos provocados a sair de nós mesmos, deixar nossa terra, tirar as sandálias para “pisar” o solo sagrado do outro, como hóspedes, aqui e além-fronteiras. A proximidade e a reciprocidade levam ao encontro com o outro que faz contemplar o horizonte escatológico do Reino de Deus.

Na missão, animam-nos o testemunho e o profetismo de tantas mulheres e homens que encontraram sua alegria no Evangelho e a partilharam com os prediletos de Deus na radicalidade da doação de sua vida. Os profetas e mártires são exemplo de coragem e de fidelidade a Cristo e ao Evangelho até o extremo de entregar a própria vida: “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos” (Jo 15, 13). Sustentados pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, os missionários e missionárias têm, hoje e sempre, a responsabilidade de não deixar morrer a profecia, lembrando que “o sangue dos mártires é semente de novos cristãos”.

Na missão, Aquele que chama e envia, bem como a mensagem enviada e seu destinatário são maiores que o enviado, isto é, o missionário. Sem este, no entanto, não há quem seja enviado e a mensagem do amor de Deus não chega a seus destinatários. O missionário, porém, só cumpre autenticamente a missão se caminhar junto com outros missionários, vencendo a tentação do monopólio da Boa Nova, reconhecendo a riqueza da unidade na diversidade e ultrapassando os estreitos limites da Igreja particular para lançar-se ao mundo. No cumprimento da missão, os evangelizadores se lembrem de que sua alegria não está nos prodígios que possam realizar, no sucesso que venham a alcançar, mas em saber que seus nomes estarão inscritos na “memória afetiva de Deus” por terem sido fieis mensageiros do Evangelho (cf. Lc 10,17-20).

Comprometer-se com Jesus Cristo e o Reino de Deus para uma Igreja em saída

O 4º Congresso Missionário Nacional foi o encontro de irmãs e irmãos que partilharam sua fé, suas lutas, suas angústias, seus sonhos, suas esperanças. Durante todo o tempo, sentimos agir em nós o Espírito Santo, protagonista da missão, reforçando nossa convicção de que ser missionário é uma graça e uma responsabilidade. Por isso, renovamos nosso compromisso com a Infância e Adolescência Missionária e com a Juventude Missionária, em união com as demais expressões juvenis, a fim de que crianças, adolescentes e jovens sejam protagonistas da missão onde quer que estejam.

Reafirmamos a vocação dos cristãos leigos e leigas como sujeitos na missão. Confirmamos o testemunho das consagradas e consagrados, dos seminaristas, dos ministros ordenados – diáconos, padres e bispos – que cada vez mais assumem a missão como resposta ao chamado de Deus. Impulsionados pela Santíssima Trindade, viveremos esta nossa vocação na sinodalidade e na comunhão, comprometidos com a Igreja em saída que promove o encontro e anuncia a alegria do Evangelho a todos. Assumimos a tarefa de apostar, cada vez mais, nos espaços que nos ajudam a ser uma Igreja sinodal, fortalecendo os organismos e conselhos missionários em todas as instâncias.

Para a vivência da missionariedade é imprescindível a atitude da escuta. Contribui para isso a formação missionária contínua que alimenta nossa espiritualidade, cria a cultura da missão e contribui para que todos os batizados assumam sua vocação missionária. Assim, onde estivermos iremos ecoar o refrão que ficou gravado em nossos corações: “Tudo com missão, nada sem missão”.

Deixemos arder em nosso peito o apelo do Papa Francisco: “Saiamos, saiamos para oferecer a todos a vida de Jesus Cristo! (…) Mais do que o temor de falhar, espero que nos mova o medo de nos encerrarmos nas estruturas que nos dão uma falsa proteção, nas normas que nos transformam em juízes implacáveis, nos hábitos em que nos sentimos tranquilos, enquanto lá fora há uma multidão faminta e Jesus repete-nos sem cessar: ‘Dai-lhes vós mesmos de comer’ (Mc 6, 37)” (EG, 49).

Maria, Mãe Aparecida, comunicadora da alegria do Evangelho, caminhe conosco!

Recife, 10 de setembro de 2017 

Participantes do 4º Congresso Missionário Nacional.

Por Radio Vaticano 

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POM: divulgado o tema e cartaz da Campanha Missionária 2017 e o texto base do 4º Congresso Missionário Nacional

A Campanha Missionária acontece no mês de outubro quando se realiza, no penúltimo final de semana, a Coleta do Dia Mundial das Missões (este ano dias 21 e 22)

A alegria do Evangelho para uma Igreja em saída”. Este é o tema escolhido pelas Pontifícias Obras Missionárias (POM) para a Campanha Missionária de 2017. É o mesmo o tema do 4º Congresso Missionário Nacional, que acontecerá nos dias 7 a 10 de setembro em Recife (PE).

Tudo está em sintonia como os ensinamentos do papa Francisco quando afirma: “A alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontraram com Jesus” (EG 1). Essa alegria precisa ser anunciada pela Igreja que caminha unida, em todos os tempos e lugares, e em perspectiva ad gentes. Por isso o lema: “Juntos na missão permanente”.

A Campanha Missionária acontece todos os anos no mês de outubro quando se realiza, no penúltimo final de semana, a Coleta do Dia Mundial das Missões (este ano dias 21 e 22).

Cartaz CM 2017: O cartaz destaca a alegria do Evangelho e a Igreja que caminha unida. A arte mostra a Igreja, Povo de Deus, formada por diferentes sujeitos da missão (leigos e leigas, consagrados e consagradas, diáconos, padres, bispos e o papa), representantes de todas as idades e diversas etnias. Todos caminham juntos, depois de terem sido encontrados por Jesus Cristo, e como Igreja em saída, ad gentes, enviada a testemunhar a alegria do Evangelho em todo o mundo. O povo traz a Palavra de Deus, fonte da missão. Carrega também, a Cruz das missões jesuíticas, que marcou a Bolívia e toda a América Latina, no processo de evangelização. Este é o principal símbolo do 5º Congresso Missionário Americano (CAM 5) a ser realizado na Bolívia em 2018. As cores missionárias recordam a dimensão universal da missão. A arte é uma criação do Ateliê15.

Novidade (Zapcode)
Este ano, o cartaz e outros materiais da Campanha trazem o Zapcode. Para utilizá-lo basta baixar gratuitamente o Aplicativo Zappar no Smartphone (celular e tablet). Depois, ao direcionar o aparelho para o cartaz é possível assistir a um vídeo e acessar os conteúdos da Campanha Missionária.

Materiais
Para animar a Campanha, as Pontifícias Obras Missionárias estão preparando subsídios: o cartaz com o tema e o lema; a Novena missionária; Mensagem do papa para o Dia Mundial das Missões; DVD com testemunhos missionários; orações dos fiéis para os cinco domingos de outubro; envelopes para a Coleta do Dia Mundial das Missões e duas versões de marcadores de páginas com a oração missionária. O envio de todos esses materiais para as dioceses de todo o Brasil será feito no final do mês de junho. Os materiais também serão disponibilizados no site das POM.

4º Congresso Missionário Nacional

A Comissão Organizadora acaba de divulgar o Texto-base do 4º Congresso Missionário Nacional (4º CMN) que será realizado em Recife (PE), entre os dias 7 e 10 de setembro. Promovido pelas Pontifícias Obras Missionárias (POM) em comunhão com o Conselho Missionário Nacional (Comina) e a arquidiocese de Olinda e Recife, o Congresso tem como tema central “A alegria do Evangelho para uma Igreja em saída”.

Elaborado por uma equipe da Rede Latino-americana de Missiólogos e Missiólogas (Relami), o Texto-base do 4º CMN é inspirado no documento do 5º Congresso Missionário Americano (CAM 5). O trabalho resultou em uma versão pastoral mais enxuto e acessível para facilitar o estudo do tema nas comunidades.

Seguindo o método Ver, Julgar e Agir, o documento de 56 páginas está organizado em três capítulos e contempla três eixos temáticos: I) A Alegria do Evangelho; II) Sinodalidade e Comunhão; e III) Testemunho e Profetismo. Nesses três eixos, há um eixo transversal que percorre todo o documento: a Igreja em saída na perspectiva ad gentes. No final de cada capítulo o texto propõe algumas perguntas para motivar a reflexão.
O documento será enviado aos regionais da CNBB, ainda em maço para ser distribuído nas dioceses.

Clique aqui para baixar o livro Texto-base

O objetivo geral 4º CMN é impulsionar as Igrejas particulares para um dinamismo de saída e caminhar juntos no testemunho da alegria do Evangelho, da comunhão e do profetismo. O evento deverá reunir 600 delegados representantes dos 18 regionais da CNBB e outros 100 convidados que serão hospedados por famílias da arquidiocese de Olinda e Recife. As inscrições serão efetuadas somente por meio dos Conselhos Missionários Regionais (Comires), conforme vagas disponibilizadas.

O 4º Congresso Missionário Nacional está em sintonia com a caminhada missionária da Igreja e serve de preparação do Brasil ao 5º Congresso Missionário Americano (CAM 5), a ser realizado nos dias 11 a 15 de julho de 2018, em Santa Cruz de la Sierra (Bolívia), com a temática “A alegria do Evangelho, coração da missão profética, fonte de reconciliação e comunhão”.

Histórico
O 1º Congresso Missionário Nacional aconteceu em 2003, na arquidiocese de Belo Horizonte (MG), o 2º em Aparecida (SP), em 2008 e o 3º na cidade de Palmas (TO), em 2012.

Font: http://www.pom.org.br

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Semana Missionária em Virgínia/MG – 150 anos da Paróquia Nª Senhora da Conceição

Na última segunda-feira, dia 12 de Dezembro, deu-se início a semana missionária na cidade de Virgínia/MG.

As atividades missionárias iniciaram com a Santa Missa presidida pelo Reverendíssimo Pe. Sérgio Monteiro, pároco da Paróquia Nossa Senhora da Conceição em Itanhandu/MG e Reitor da Comunidade teológica Nossa Senhora do Carmo (COTESC) em Pouso Alegre/MG.  Concelebrou a santa missa os Padres, Robson Antônio Leite, pároco, Walter José Brito Pinto, SJ, vigário paroquial, ambos da Paróquia Nossa Senhora da Conceição em Virgínia/MG.

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Cerca de 25 seminaristas da Diocese da Campanha estiveram presentes durante toda semana missionária, realizando visitas nas casas da cidade e outras atividades de oração e formação juntamente com os padres locais. Os paroquianos de Virgínia/MG receberam os seminaristas em suas casas com muito carinho e alegria. A Paróquia vive um momento festivo que são os seus 150 anos de existência, de evangelização deste bom povo virginense, foi uma semana de grande graça para todos.

Todas as lideranças da paróquia Nossa Senhora da Conceição se envolveram nos trabalhos da semana missionária, muitos estiveram acompanhando os seminaristas nas visitas e outras atividades dentro das comemorações dos 150 anos da paróquia.

Após um proveitoso e agraciado trabalho, no sábado dia 17/12 aconteceu a Solene Missa de Ação de Graças encerrando as festividades dos 150 anos da referida paróquia. A santa missa foi presidida por sua Excelência Reverendíssima Dom Frei Diamantino Prata de Carvalho, OFM – Bispo Emérito da Diocese da Campanha, com grande participação dos fiéis e devotos da Virgem da Conceição.

No domingo dia 18/12, foi encerrada a semana de missões com a Santa Missa presidida pelo Reverendíssimo Pe. Sérgio Monteiro, com concelebração do Administrador Paroquial de Virginia, Pe. Robson Antônio Leite. Participaram da santa celebração os Seminaristas que estiveram em missão durante os oito dias de evangelização.

Que deus abençoe todos os paroquianos de Virgínia/MG e todos os seminaristas que estiveram neste bonito trabalho missionário, que a Virgem da Conceição interceda pela vocação de cada um e que seus olhares e coração sejam cada vez mais voltados para a figura de Jesus Cristo.

Missão, ir de encontro ao próximo é ser uma Igreja em saída, uma igreja Santa e Missionária.

Parabéns pelos 150 anos da Paróquia Nossa Senhora da Conceição em Virgínia – Diocese da Campanha/MG

Escrito por Bruno Henrique Santos/Gestor do Portal Terra de Santa Cruz

Fotos: Pascom/Paróquia Nossa Senhora da Conceição

 Vejam mais fotos na página oficial da Paróquia AQUI 

Informações: Seminaristas da Diocese da Campanha