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Missa Tridentina 3ª parte: Moto Próprio liberando a Missa Tridentina/Carta Apostólica em forma de “Motu Proprio”

SUMMORUM  PONTIFICUM
Sempre foi preocupação dos Sumos Pontífices até o tempo presente, que a Igreja de Cristo ofereça um culto digno à Divina Majestade “para louvor e glória de seu nome” e “para nosso bem e o de toda sua Santa Igreja”. Desde tempos imemoriais até o futuro deve ser respeitado o princípio “segundo o qual cada Igreja particular deve estar de acordo com a Igreja universal não só sobre a doutrina da fé e os sinais sacramentais, mas nos usos universalmente transmitidos pela tradição apostólica contínua. Estes devem manter-se não só para evitar os enganos, mas também para que a fé seja transmitida em sua integridade, já que a regra de oração da Igreja (lex orandi) corresponde a sua regra da fé (lex credendi).” (1)
Entre os Pontífices que expressaram tal preocupação destacam os nomes de São Gregório Magno, quem se preocupou com a transmissão aos novos povos da Europa tanto a fé Católica como os tesouros do culto e a cultura acumulados pelos romanos durante os séculos precedentes. Temos instruções para a forma da Sagrada Liturgia tanto do Sacrifício da Missa como do Ofício Divino tal como eram celebrados na Cidade. Ele fez grandes esforços para promover monges e monjas, que militavam sob a Regra de São Bento, em todo lugar junto com a proclamação do Evangelho para que suas vidas igualmente exemplificassem aquela tão saudável expressão da regra “Nada, pois, antepor-se à Obra de Deus” (capítulo 43). Desta maneira a Sagrada liturgia segundo a maneira romana fez fértil não só a fé e a piedade, mas a cultura de muitos povos. Mais ainda é evidente que a Liturgia Latina em suas diversas formas estimulou a vida espiritual de muitíssimos Santos em cada século da Era Cristã e fortalecido na virtude da religião a tantos povos e fazendo fértil sua piedade. Entretanto, com o fim que a Sagrada Liturgia possa de modo mais eficaz cumprir com sua missão, muitos outros Romanos Pontífices no curso dos séculos vieram a expressar particular preocupação, entre eles São Pio V é eminente, quem com grande zelo pastoral, segundo a exortação do Concílio de Trento, renovou o culto em toda a Igreja, assegurando a publicação de livros litúrgicos corrigidos e “restaurados segundo as normas dos Pais” e os pôs em uso na Igreja Latina.
É evidente que entre os livros litúrgicos de Rito Romano o Missal Romano é eminente. Nasceu na cidade de Roma e gradualmente ao longo dos séculos tomou formas que são muito similares a aquelas em vigor em recentes gerações. “Este mesmo objetivo foi açoitado pelos Romanos Pontífices ao longo dos séculos seguintes, assegurando a colocação em dia, definindo os ritos e os livros litúrgicos, e empreendendo, do começo deste século, uma reforma mais geral”. (2) Foi desta forma em que atuaram nossos Predecessores Clemente VIII, Urbano VIII, São Pio X (3), Bento XV, Pio XII e o Beato João XXIII.
Mais recentemente, entretanto, o Concílio Vaticano Segundo expressou o desejo de que com o devido respeito e reverência pela divina liturgia esta fora restaurada e adaptada às necessidades de nossa época. Impulsionado por este desejo, nosso Predecessor o Sumo Pontífice Paulo VI em 1970 aprovou para a liturgia da Igreja Latina livros restaurados e parcialmente renovados, e que ao redor do mundo foram traduzidos em diversas línguas vernáculas, foram acolhidos pelos Bispos e pelos sacerdotes e fiéis. João Paulo II revisou a terceira edição típica do Missal Romano. Desta maneira os Romanos Pontífices atuaram para que “este edifício litúrgico, por assim dizer,…volte outra vez a aparecer esplêndido em sua dignidade e harmonia”. (4)
Entretanto, em algumas regiões, um número não pequeno de fiéis estiveram e permanecem aderidos com tão grande amor e afeto às formas litúrgicas prévias, e imbuíram profundamente sua cultura e espírito, que o Sumo Pontífice João Paulo II, movido pela preocupação pastoral por estes fiéis, em 1984 mediante um indulto especial Quattuor abhinc annos, desenhado pela Congregação para a Liturgia Divina, outorgou a faculdade para o uso do Missal Romano publicado por João XXIII em 1962; enquanto que em 1988 João Paulo II uma vez mais, mediante o Motu Proprio Ecclesia Dei, exortou aos Bispos a fazer um uso mais amplo e generoso desta faculdade em favor de todos os fiéis que o solicitem.

Tendo ponderado amplamente os insistentes pedidos destes fiéis a nosso Predecessor João Paulo II, tendo escutado também os Padres do Consistório de Cardeais realizado em 23 de março de 2006, tendo sopesado todos os elementos, invocado o Espírito Santo e pondo nossa confiança no auxílio de Deus, pela presente Carta Apostólica, DECRETAMOS o seguinte:

Art. 1. O Missal Romano promulgado por Paulo VI deve ser considerado como a expressão ordinária da lei da oração (lex orandi) da Igreja Católica de Rito Romano, enquanto que o Missal Romano promulgado por São Pio V e publicado novamente pelo Beato João XXIII como a expressão extraordinária da lei da oração ( lex orandi) e em razão de seu venerável e antigo uso goze da devida honra. Estas duas expressões da lei da oração (lex orandi) da Igreja de maneira nenhuma levam a uma divisão na lei da oração (lex orandi ) da Igreja, pois são dois usos do único Rito Romano. Portanto, é lícito celebrar o Sacrifício da Missa de acordo com a edição típica do Missal Romano promulgado pelo Beato João XXIII em 1962 e nunca anulado, como a forma extraordinária da Liturgia da Igreja. Estas condições estabelecidas pelos documentos prévios Quattuor abhinc annos e Ecclesia Dei para o uso deste Missal são substituídas pelas seguintes:

Art. 2. Em Missas celebradas sem o povo, qualquer sacerdote de Rito Latino, seja secular ou religioso, pode usar o Missal Romano publicado pelo Beato João XXIII em 1962 ou o Missal Romano promulgado pelo Sumo Pontífice Paulo VI em 1970, qualquer dia exceto no Sagrado Tríduo. Para a celebração segundo um ou outro Missal, um sacerdote não requer de nenhuma permissão, nem da Sé Apostólica nem de seu Ordinário.

Art. 3. Se Comunidades ou Institutos de Vida Consagrada ou Sociedades de Vida Apostólica de direito pontifício ou diocesano desejam ter uma celebração da Santa Missa segundo a edição do Missal Romano promulgado em 1962 em uma celebração conventual ou comunitária em seus próprios oratórios, isto está permitido. Se uma comunidade individual ou todo o Instituto ou Sociedade desejam ter tais celebrações freqüente ou habitualmente ou permanentemente, o assunto deve ser decidido pelos Superiores Maiores segundo as normas da lei e das leis e estatutos particulares.

Art. 4. Com a devida observância da lei, inclusive os fiéis Cristãos que espontaneamente o solicitem, podem ser admitidos à Santa Missa mencionada no art. 2.

Art. 5, § 1. Em paróquias onde um grupo de fiéis aderidos à prévia tradição litúrgica existe de maneira estável, que o pároco aceite seus pedidos para a celebração da Santa Missa de acordo ao rito do Missal Romano publicado em 1962. Que o pároco vigie que o bem destes fiéis esteja harmoniosamente reconciliado com o cuidado pastoral ordinário da paróquia, sob o governo do Bispo e segundo o Canon 392, evitando discórdias e promovendo a unidade de toda a Igreja.
§ 2. A celebração segundo o Missal do Beato João XXIII pode realizar-se durante os dias de semana, enquanto que aos Domingos e dias de festa deve haver só uma destas celebrações.
§ 3. Que o pároco permita celebrações desta forma extraordinária para fiéis ou sacerdotes que o peçam, inclusive em circunstâncias particulares tais como matrimônios, funerais ou celebrações ocasionais, como por exemplo peregrinações.
§ 4. Os sacerdotes que usem o Missal do Beato João XXIII devem ser dignos e não impedidos canonicamente.
§ 5. Nas Igrejas que não são nem paroquiais nem conventuais, é o Reitor da Igreja quem concede a permissão acima mencionada.

Art. 6. Nas Missas celebradas com o povo segundo o Missal do Beato João XXIII, as Leituras podem ser proclamadas inclusive nas línguas vernáculas, utilizando edições que tenham recebido a recognitio da Sé Apostólica.

Art. 7. Onde um grupo de fiéis laicos, mencionados no art. 5§1 não obtém o que solicita do pároco, deve informar ao Bispo diocesano do fato. Ao Bispo lhe solicita seriamente aceder a seu desejo. Se não puder prover este tipo de celebração, que o assunto seja referido à Pontifícia Comissão Ecclesia Dei.

Art. 8. O Bispo que deseje estabelecer provisões para os pedidos dos fiéis laicos deste tipo, mas que por diversas razões se vê impedido de fazê-lo, pode referir o assunto à Pontifícia Comissão “Ecclesia Dei”, que deveria proporcionar conselho e ajuda.

Art. 9, § 1. Da mesma forma um pároco pode, uma vez considerados todos os elementos, dar permissão para o uso do ritual mais antigo na administração dos sacramentos do Batismo, Matrimônio, Penitência e Unção dos Enfermos, conforme sugira o bem das almas.
§ 2. Concede-se aos Ordinários a faculdade de celebrar o sacramento da Confirmação utilizando o anterior Missal Romano, conforme sugira o bem das almas.
§ 3. É lícito para sacerdotes em sagradas ordens usar o Breviário Romano promulgado pelo Beato João XXIII em 1962.

Art. 10. É lícito que o Ordinário local, se o considerar oportuno, erija uma paróquia pessoal segundo as normas do Canon 518 para as celebrações segundo a forma anterior do Rito Romano ou nomear um reitor ou capelão, com a devida observância dos requisitos canônicos.

Art. 11. Que a Pontifícia Comissão Ecclesia Dei, ereta em 1988 por João Paulo II, (5) siga levando adiante sua função. Esta Comissão deve ter a forma, tarefas e normas de ação que o Romano Pontífice deseje atribuir.

Art. 12. A mesma Comissão, em adição às faculdades das que atualmente goza, exercerá a autoridade da Santa Sé para manter a vigilância sobre a observância e aplicação destas disposições.

Tudo o que é decretado por Nós mediante este Motu Proprio, ordenamos que seja assinado e ratificado para ser observado a partir de 14 de Setembro deste ano, festa da Exaltação da Santa Cruz, em que pese a todas as coisas em contrário. Dado em Roma, junto a São Pedro, em 7 de julho no Ano do Senhor de 2007, Terceiro de nosso Pontificado. Bento XVI

NOTAS:
1 Instrução Geral do Missal Romano, terceira edição, 2002, N. 397
2 Papa João Paulo II, Carta Apostólica Vicesimus quintus annus, 4 de Dezembro de 1988, N. 3: AAS 81 (1989) P. 899.
3 Ibidem.
4 O Papa São Pio X, Motu Proprio Abhinc duos annos, 23 de Outubro de 1913: AAS 5 (1913) 449-450; cf. O Papa João Paulo II, Ap. Carta Vicesimus quintus annus, 4 Dezembro de 1988,11. 3: AAS 81 (1989) P. 899.
5 Cf. O Papa João Paulo II, Motu proprio Ecclesia Dei adflicta, 2 de Julho de 1988, N. 6: AAS 80 (1988) P. 1498.  (Tradução não oficial de ACI Digital, somente a versão em latim pode ser considerada como original)

A seguir, o texto original em Latim:

LITTERAE APOSTOLICAE
MOTU PROPRIO DATAE BENEDICTUS XVI
SUMMORUM PONTIFICUM

Summorum Pontificum cura ad hoc tempus usque semper fuit, ut Christi Ecclesia Divinae Maiestati cultum dignum offerret, «ad laudem et gloriam nominis Sui» et «ad utilitatem totius Ecclesiae Suae sanctae». Ab immemorabili tempore sicut etiam in futurum, principium servandum est «iuxta quod unaquaeque Ecclesia particularis concordare debet cum universali Ecclesia non solum quoad fidei doctrinam et signa sacramentalia, sed etiam quoad usus universaliter acceptos ab apostolica et continua traditione, qui servandi sunt non solum ut errores vitentur, verum etiam ad fidei integritatem tradendam, quia Ecclesiae lex orandi eius legi credendi respondet»[1].
Inter Pontífices qui talem debitam curam adhibuerunt, nomen excellit sancti Gregorii Magni, qui tam fidem catholicam quam thesauros cultus ac culturae a Romanis in saeculis praecedentibus cumulatos novis Europae populis transmittendos curavit. Sacrae Liturgiae tam Missae Sacrificii quam Officii Divini formam, uti in Urbe celebrabatur, definiri conservarique iussit. Monachos quoque et moniales maxime fovit, qui sub Regula sancti Benedicti militantes, ubique simul cum Evangelii annuntiatione illam quoque saluberrimam Regulae sententiam vita sua illustrarunt, «ut operi Dei nihil praeponatur» (cap. 43). Tali modo sacra liturgia secundum morem Romanum non solum fidem et pietatem sed et culturam multarum gentium fecundavit. Constat utique liturgiam latinam variis suis formis Ecclesiae in omnibus aetatis christianae saeculis permultos Sanctos in vita spirituali stimulasse atque tot populos in religionis virtute roborasse ac eorundem pietatem fecundasse.
Ut autem Sacra Liturgia hoc munus efficacius expleret, plures alii Romani Pontifices decursu saeculorum peculiarem sollicitudinem impenderunt, inter quos eminet Sanctus Pius V, qui magno cum studio pastorali, Concilio Tridentino exhortante, totum Ecclesiae cultum innovavit, librorum liturgicorum emendatorum et «ad normam Patrum instauratorum» editionem curavit eosque Ecclesiae latinae usui dedit.
Inter Ritus romani libros liturgicos patet eminere Missale Romanum, quod in romana urbe succrevit, atque succedentibus saeculis gradatim formas assumpsit, quae cum illa in generationibus recentioribus vigente magnam habent similitudinem.
«Quod idem omnino propositum tempore progrediente Pontifices Romani sunt persecuti, cum novas ad aetates accommodaverunt aut ritus librosque liturgicos determinaverunt, ac deinde cum ineunte hoc nostro saeculo ampliorem iam complexi sunt redintegrationem»[2]. Sic vero egerunt Decessores nostri Clemens VIII, Urbanus VIII, sanctus Pius X[3], Benedictus XV, Pius XII et beatus Ioannes XXIII.
Recentioribus autem temporibus, Concilium Vaticanum II desiderium expressit, ut debita observantia et reverentia erga cultum divinum denuo instauraretur ac necessitatibus nostrae aetatis aptaretur. Quo desiderio motus, Decessor noster Summus Pontifex Paulus VI libros liturgicos instauratos et partim innovatos anno 1970 Ecclesiae latinae approbavit; qui ubique terrarum permultas in linguas vulgares conversi, ab Episcopis atque a sacerdotibus et fidelibus libenter recepti sunt. Ioannes Paulus II, tertiam editionem typicam Missalis Romani recognovit. Sic Romani Pontifices operati sunt ut «hoc quasi aedificium liturgicum […] rursus, dignitate splendidum et concinnitate» appareret[4].
Aliquibus autem in regionibus haud pauci fideles antecedentibus formis liturgicis, quae eorum culturam et spiritum tam profunde imbuerant, tanto amore et affectu adhaeserunt et adhaerere pergunt, ut Summus Pontifex Ioannes Paulus II, horum fidelium pastorali cura motus, anno 1984 speciali Indulto “Quattuor abhinc annos”, a Congregatione pro Cultu Divino exarato, facultatem concessit utendi Missali Romano a Ioanne XXIII anno 1962 edito; anno autem 1988 Ioannes Paulus II iterum, litteris Apostolicis “Ecclesia Dei” Motu proprio datis, Episcopos exhortatus est ut talem facultatem late et generose in favorem omnium fidelium id petentium adhiberent.

Instantibus precibus horum fidelium iam a Praedecessore Nostro Ioanne Paulo II diu perpensis, auditis etiam a Nobis Patribus Cardinalibus in Concistorio die XXIII mensis martii anni 2006 habito, omnibus mature perpensis, invocato Spiritu Sancto et Dei freti auxilio, praesentibus Litteris Apostolicis DECERNIMUS quae sequuntur:

Art. 1. Missale Romanum a Paulo VI promulgatum ordinaria expressio “Legis orandi” Ecclesiae catholicae ritus latini est. Missale autem Romanum a S. Pio V promulgatum et a B. Ioanne XXIII denuo editum habeatur uti extraordinaria expressio eiusdem “Legis orandi” Ecclesiae et ob venerabilem et antiquum eius usum debito gaudeat honore. Hae duae expressiones “legis orandi” Ecclesiae, minime vero inducent in divisionem “legis credendi” Ecclesiae; sunt enim duo usus unici ritus romani. Proinde Missae Sacrificium, iuxta editionem typicam Missalis Romani a B. Ioanne XXIII anno 1962 promulgatam et numquam abrogatam, uti formam extraordinariam Liturgiae Ecclesiae, celebrare licet. Conditiones vero a documentis antecedentibus “Quattuor abhinc annos” et “Ecclesia Dei” pro usu huius Missalis statutae, substituuntur ut sequitur:

Art. 2. In Missis sine populo celebratis, quilibet sacerdos catholicus ritus latini, sive saecularis sive religiosus, uti potest aut Missali Romano a beato Papa Ioanne XXIII anno 1962 edito, aut Missali Romano a Summo Pontifice Paulo VI anno 1970 promulgato, et quidem qualibet die, excepto Triduo Sacro. Ad talem celebrationem secundum unum alterumve Missale, sacerdos nulla eget licentia, nec Sedis Apostolicae nec Ordinarii sui.

Art. 3. Si communitates Institutorum vitae consecratae atque Societatum vitae apostolicae iuris sive pontificii sive dioecesani quae in celebratione conventuali seu “communitatis” in oratoriis propriis celebrationem sanctae Missae iuxta editionem Missalis Romani anno 1962 promulgatam habere cupiunt, id eis licet. Si singula communitas aut totum Institutum vel Societas tales celebrationes saepe vel plerumque vel permanenter perficere vult, res a Superioribus maioribus ad normam iuris et secundum leges et statuta particularia decernatur.

Art. 4. Ad celebrationes sanctae Missae de quibus supra in art. 2 admitti possunt, servatis de iure servandis, etiam christifideles qui sua sponte id petunt.

Art. 5, § 1. In paroeciis, ubi coetus fidelium traditioni liturgicae antecedenti adhaerentium continenter exsistit, parochus eorum petitiones ad celebrandam sanctam Missam iuxta ritum Missalis Romani anno 1962 editi, libenter suscipiat. Ipse videat ut harmonice concordetur bonum horum fidelium cum ordinaria paroeciae pastorali cura, sub Episcopi regimine ad normam canonis 392, discordiam vitando et totius Ecclesiae unitatem fovendo.
§ 2. Celebratio secundum Missale B. Ioannis XXIII locum habere potest diebus ferialibus; dominicis autem et festis una etiam celebratio huiusmodi fieri potest.
§ 3. Fidelibus seu sacerdotibus id petentibus, parochus celebrationes, hac in forma extraordinaria, permittat etiam in adiunctis peculiaribus, uti sunt matrimonia, exsequiae aut celebrationes occasionales, verbi gratia peregrinationes. § 4. Sacerdotes Missali B. Ioannis XXIII utentes, idonei esse debent ac iure non impediti.
§ 5. In ecclesiis, quae non sunt nec paroeciales nec conventuales, Rectoris ecclesiae est concedere licentiam de qua supra.

Art. 6. In Missis iuxta Missale B. Ioannis XXIII celebratis cum populo, Lectiones proclamari possunt etiam lingua vernacula, utendo editionibus ab Apostolica Sede recognitis.

Art. 7. Ubi aliquis coetus fidelium laicorum, de quo in art. 5 § 1 petita a parocho non obtinuerit, de re certiorem faciat Episcopum dioecesanum. Episcopus enixe rogatur ut eorum optatum exaudiat. Si ille ad huiusmodi celebrationem providere non potest res ad Pontificiam Commissionem “Ecclesia Dei” referatur.

Art. 8. Episcopus, qui vult providere huiusmodi petitionibus christifidelium laicorum, sed ob varias causas impeditur, rem Pontificiae Commissioni “Ecclesia Dei” committere potest, quae ei consilium et auxilium dabit.

Art. 9, § 1. Parochus item, omnibus bene perpensis, licentiam concedere potest utendi rituali antiquiore in administrandis sacramentis Baptismatis, Matrimonii, Poenitentiae et Unctionis Infirmorum, bono animarum id suadente.
§ 2. Ordinariis autem facultas conceditur celebrandi Confirmationis sacramentum utendo Pontificali Romano antiquo, bono animarum id suadente.
§ 3. Fas est clericis in sacris constitutis uti etiam Breviario Romano a B. Ioanne XXIII anno 1962 promulgato.

Art 10. Fas est Ordinario loci, si opportunum iudicaverit, paroeciam personalem ad normam canonis 518 pro celebrationibus iuxta formam antiquiorem ritus romani erigere aut rectorem vel cappellanum nominare, servatis de iure servandis.

Art. 11. Pontificia Commissio “Ecclesia Dei” a Ioanne Paulo II anno 1988 erecta[5], munus suum adimplere pergit. Quae Commissio formam, officia et normas agendi habeat, quae Romanus Pontifex ipsi attribuere voluerit.

Art. 12. Eadem Commissio, ultra facultates quibus iam gaudet, auctoritatem Sanctae Sedis exercebit, vigilando de observantia et applicatione harum dispositionum.

Quaecumque vero a Nobis hisce Litteris Apostolicis Motu proprio datis decreta sunt, ea omnia firma ac rata esse et a die decima quarta Septembris huius anni, in festo Exaltationis Sanctae Crucis, servari iubemus, contrariis quibuslibet rebus non obstantibus.
Datum Romae, apud Sanctum Petrum, die septima mensis Iulii, anno Domini MMVII, Pontificatus Nostri tertio. BENEDICTUS PP. XVI

[1] Institutio generalis Missalis Romani, Editio tertia, 2002, 397
[2] Ioannes Paulus Pp. II, Litt. ap. Vicesimus quintus annus (4 Decembris 1988), 3: AAS 81 (1989), 899.
[3]Ibid.
[4]S. Pius Pp. X, Litt. Ap. Motu proprio datae Abhinc duos annos (23 Octobris 1913): AAS 5 (1913), 449-450; cfr Ioannes Paulus II, Litt. ap. Vicesimus quintus annus (4 Decembris 1988), 3: AAS 81 (1989), 899.
[5] Cfr Ioannes Paulus Pp. II, Litt. ap. Motu proprio datae Ecclesia Dei (2 iulii 1988), 6: AAS 80 (1988), 1498.

Tradução: Portal Terra de Santa Cruz 

Missa Tridentina 2ªparte: Carta do Papa aos bispos, sobre o uso da liturgia romana anterior à reforma realizada em 1970

CARTA DO SANTO PADRE BENTO XVI AOS BISPOS
QUE ACOMPANHA O “MOTU PROPRIO”
SUMMORUM PONTIFICUM
SOBRE O USO DA LITURGIA ROMANA
ANTERIOR À REFORMA REALIZADA EM 1970

Amados Irmãos no Episcopado,

Com grande confiança e esperança, coloco nas vossas mãos de Pastores o texto duma nova Carta Apostólica «Motu Proprio data» sobre o uso da liturgia romana anterior à reforma realizada em 1970. O documento é fruto de longas reflexões, múltiplas consultas e de oração.
Notícias e juízos elaborados sem suficiente informação criaram não pouca confusão. Há reações muito divergentes entre si que vão de uma entusiasta aceitação até uma férrea oposição a respeito de um projeto cujo conteúdo na realidade não era conhecido.
Contrapunham-se de forma mais direta a este documento dois temores, dos quais me quero ocupar um pouco mais detalhadamente nesta carta.
Em primeiro lugar, há o temor de que seja aqui afetada a autoridade do Concílio Vaticano II e que uma das suas decisões essenciais – a reforma litúrgica – seja posta em dúvida. Tal receio não tem fundamento. A este respeito, é preciso antes de mais afirmar que o Missal publicado por Paulo VI, e reeditado em duas sucessivas edições por João Paulo II, obviamente é e permanece a Forma normal – a Forma ordinária – da Liturgia Eucarística. A última versão do Missale Romanum, anterior ao Concílio, que foi publicada sob a autoridade do Papa João XXIII em 1962 e utilizada durante o Concílio, poderá, por sua vez, ser usada como Forma extraordinária da Celebração Litúrgica. Não é apropriado falar destas duas versões do Missal Romano como se fossem «dois ritos». Trata-se, antes, de um duplo uso do único e mesmo Rito.
Quanto ao uso do Missal de 1962, como Forma extraordinária da Liturgia da Missa, quero chamar a atenção para o fato de que este Missal nunca foi juridicamente ab-rogado e, consequentemente, em princípio sempre continuou permitido. Na altura da introdução do novo Missal, não pareceu necessário emanar normas próprias para um possível uso do Missal anterior. Supôs-se, provavelmente, que se trataria de poucos casos individuais que seriam resolvidos um a um na sua situação concreta. Bem depressa, porém, se constatou que não poucos continuavam fortemente ligados a este uso do Rito Romano que, desde a infância, se lhes tornara familiar. Isto aconteceu sobretudo em países onde o movimento litúrgico tinha dado a muitas pessoas uma formação litúrgica notável e uma profunda e íntima familiaridade com a Forma anterior da Celebração Litúrgica. Todos sabemos que, no movimento guiado pelo Arcebispo Lefebvre, a fidelidade ao Missal antigo apareceu como um sinal distintivo externo; mas as razões da divisão, que então nascia, encontravam-se a maior profundidade. Muitas pessoas, que aceitavam claramente o caráter vinculante do Concílio Vaticano II e que eram fiéis ao Papa e aos Bispos, desejavam contudo reaver também a forma, que lhes era cara, da sagrada Liturgia; isto sucedeu antes de mais porque, em muitos lugares, se celebrava não se atendo de maneira fiel às prescrições do novo Missal, antes consideravam-se como que autorizados ou até obrigados à criatividade, o que levou frequentemente a deformações da Liturgia no limite do suportável. Falo por experiência, porque também eu vivi aquele período com todas as suas expectativas e confusões. E vi como foram profundamente feridas, pelas deformações arbitrárias da Liturgia, pessoas que estavam totalmente radicadas na fé da Igreja.
Por isso, o Papa João Paulo II viu-se obrigado a estabelecer, através do Motu Proprio «Ecclesia Dei» de 2 de Julho de 1988, um quadro normativo para o uso do Missal de 1962, que no entanto não contém prescrições detalhadas, mas fazia apelo, de forma mais geral, à generosidade dos Bispos para com as «justas aspirações» dos fiéis que requeriam este uso do Rito Romano. Naquela altura, o Papa queria assim ajudar sobretudo a Fraternidade São Pio X a encontrar de novo a plena unidade com o Sucessor de Pedro, procurando curar uma ferida que se ia fazendo sentir sempre mais dolorosamente. Até agora, infelizmente, esta reconciliação não se conseguiu; todavia várias comunidades utilizaram com gratidão as possibilidades deste Motu Proprio. Continuava aberta, porém, a difícil questão do uso do Missal de 1962 fora destes grupos, para os quais faltavam precisas normas jurídicas, antes de mais porque, nestes casos, frequentemente os Bispos temiam que a autoridade do Concílio fosse posta em dúvida. Logo a seguir ao Concílio Vaticano II podia-se supor que o pedido do uso do Missal de 1962 se limitasse à geração mais idosa que tinha crescido com ele, mas entretanto vê-se claramente que também pessoas jovens descobrem esta forma litúrgica, sentem-se atraídas por ela e nela encontram uma forma, que lhes resulta particularmente apropriada, de encontro com o Mistério da Santíssima Eucaristia. Surgiu assim a necessidade duma regulamentação jurídica mais clara, que, no tempo do Motu Proprio de 1988, não era previsível; estas Normas pretendem também libertar os Bispos do dever de avaliar sempre de novo como hão-de responder às diversas situações.
Em segundo lugar, nas discussões à volta do esperado Motu Proprio, manifestou-se o temor de que uma possibilidade mais ampla do uso do Missal de 1962 levasse a desordens ou até a divisões nas comunidades paroquiais. Também este receio não me parece realmente fundado. O uso do Missal antigo pressupõe um certo grau de formação litúrgica e o conhecimento da língua latina; e quer uma quer outro não é muito freqüente encontrá-los. Por estes pressupostos concretos, já se vê claramente que o novo Missal permanecerá, certamente, a Forma ordinária do Rito Romano, não só porque o diz a normativa jurídica, mas também por causa da situação real em que se encontram as comunidades de fiéis.
É verdade que não faltam exageros e algumas vezes aspectos sociais indevidamente vinculados com a atitude de fiéis ligados à antiga tradição litúrgica latina. A vossa caridade e prudência pastoral hão-de ser estímulo e guia para um aperfeiçoamento. Aliás, as duas Formas do uso do Rito Romano podem enriquecer-se mutuamente: no Missal antigo poderão e deverão ser inseridos novos santos e alguns dos novos prefácios. A Comissão «Ecclesia Dei», em contacto com os diversos entes devotados ao usus antiquior, estudará as possibilidades práticas de o fazer. E, na celebração da Missa segundo o Missal de Paulo VI, poder-se-á manifestar, de maneira mais intensa do que frequentemente tem acontecido até agora, aquela sacralidade que atrai muitos para o uso antigo. A garantia mais segura que há de o Missal de Paulo VI poder unir as comunidades paroquiais e ser amado por elas é celebrar com grande reverência em conformidade com as rubricas; isto torna visível a riqueza espiritual e a profundidade teológica deste Missal.
Cheguei assim à razão positiva que me motivou para atualizar através deste Motu Proprio o de 1988. Trata-se de chegar a uma reconciliação interna no seio da Igreja. Olhando para o passado, para as divisões que no decurso dos séculos dilaceraram o Corpo de Cristo, tem-se continuamente a impressão de que, em momentos críticos quando a divisão estava a nascer, não fora feito o suficiente por parte dos responsáveis da Igreja para manter ou reconquistar a reconciliação e a unidade; fica-se com a impressão de que as omissões na Igreja tenham a sua parte de culpa no fato de tais divisões se terem podido consolidar. Esta sensação do passado impõe-nos hoje uma obrigação: realizar todos os esforços para que todos aqueles que nutrem verdadeiramente o desejo da unidade tenham possibilidades de permanecer nesta unidade ou de encontrá-la de novo. Vem-me à mente uma frase da segunda carta aos Coríntios, quando Paulo escreve: «Falamo-vos com toda a liberdade, ó Coríntios. O nosso coração abriu-se plenamente. Há nele muito lugar para vós, enquanto no vosso não há lugar para nós (…): pagai-nos na mesma moeda, abri também vós largamente o vosso coração» (2Cor 6, 11-13). É certo que Paulo fala noutro contexto, mas o seu convite pode e deve tocar-nos também a nós, precisamente neste tema. Abramos generosamente o nosso coração e deixemos entrar tudo aquilo a que a própria fé dá espaço.
Não existe qualquer contradição entre uma edição e outra do Missale Romanum. Na história da Liturgia, há crescimento e progresso, mas nenhuma ruptura. Aquilo que para as gerações anteriores era sagrado, permanece sagrado e grande também para nós, e não pode ser de improviso totalmente proibido ou mesmo prejudicial. Faz-nos bem a todos conservar as riquezas que foram crescendo na fé e na oração da Igreja, dando-lhes o justo lugar. Obviamente, para viver a plena comunhão, também os sacerdotes das Comunidades aderentes ao uso antigo não podem, em linha de princípio, excluir a celebração segundo os novos livros. De fato, não seria coerente com o reconhecimento do valor e da santidade do novo rito a exclusão total do mesmo.
Em conclusão, amados Irmãos, tenho a peito sublinhar que as novas normas não diminuem de modo algum a vossa autoridade e responsabilidade sobre a liturgia nem sobre a pastoral dos vossos fiéis. Com efeito, cada Bispo é o moderador da liturgia na própria diocese (cf. Sacrosanctum Concilium, n.º 22: «Sacræ Liturgiæ moderatio ab Ecclesiæ auctoritate unice pendet quæ quidem est apud Apostolicam Sedem et, ad normam iuris, apud Episcopum»). Por conseguinte, nada se tira à autoridade do Bispo, cuja tarefa, em todo o caso, continuará a ser a de vigiar para que tudo se desenrole em paz e serenidade. Se por hipótese surgisse qualquer problema que o pároco não pudesse resolver, sempre poderia o Ordinário local intervir, mas em plena harmonia com quanto estabelecido pelas novas normas do Motu Proprio.
Além disso, convido-vos, amados Irmãos, a elaborar para a Santa Sé um relatório sobre as vossas experiências, três anos depois da entrada em vigor deste Motu Proprio. Se verdadeiramente tiverem surgido sérias dificuldades, poder-se-á procurar meios para lhes dar remédio.
Amados Irmãos, com ânimo grato e confiante, entrego ao vosso coração de Pastores estas páginas e as normas do Motu Proprio. Tenhamos sempre presente as palavras dirigidas pelo Apóstolo Paulo aos anciãos de Éfeso: «Tomai cuidado convosco e com todo o rebanho, do qual o Espírito Santo vos constituiu vigilantes para apascentardes a Igreja de Deus, que Ele adquiriu com o sangue do seu próprio Filho» (At 20, 28).
Confio à poderosa intercessão de Maria, Mãe da Igreja, estas novas normas e de coração concedo a minha Bênção Apostólica a vós, amados Irmãos, aos párocos das vossas dioceses, e a todos os sacerdotes, vossos colaboradores, como também a todos os vossos fiéis.
Dado em Roma, junto de São Pedro, no dia 7 de Julho de 2007.
BENEDICTUS PP. XVI
Por Documentos Papais
Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz

Conhecendo a Missa Tridentina também chamada de Missa de São Pio V. 1ª Parte

Missa de São Pio V”, é a missa do Rito Romano utilizada até a reforma litúrgica pós Concílio Vaticano II, quando foi promulgado o novo missal, chamado “Novus Ordo Missae”, pelo papa Paulo VI.
 Agora o Santo Padre o Papa Emérito Bento XVI retirou todas as restrições que havia para a sua celebração, e exortou os sacerdotes a atenderem os fiéis, que desejem ter a celebração no rito tridentino:
Que o pároco aceite seus pedidos para a celebração da Santa Missa de acordo ao rito do Missal Romano publicado em 1962″. (Moto Proprio – S Pontificum – Ar5 § 1)
O Rito Tridentino / ORDINÁRIO DA MISSA
PREPARAÇÃO
Orações ao pé do altar

 

De pé, diante dos degraus do altar, o celebrante começa a Missa, fazendo o sinal da cruz:
In nomine Patris, +  et Filii, et Spiritus Sancti. Amen.
Em nome do + Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém
Ant.: Introibo ad altare Dei.
R. Ad Deum qui lætificat juventutem meam.
Ant.: Subirei ao altar de Deus.
R. Ao Deus que é a minha alegria.
Salmo 42 (este salmo omite-se nas Missas de Defuntos e do Tempo da Paixão)
Judica me, Deus, et discerne causam meam de gente non sancta: ab homine iniquo et doloso erue me.
Julgai-me, ó Deus, e separai a minha causa da causa da gente ímpia. Livrai-me do homem injusto e enganador.
R. Quia tu es, Deus, fortitudo mea: quare me repulisti, et quare tristis incedo, dum affligit me inimicus?
R. Pois vós, ó meu Deus, sois a minha força. Por que me repelis? Por que ando eu triste, quando me aflige o inimigo?
Emitte lucem tuam et veritatem tuam: ipsa me deduxerunt et adduxerunt in montem sanctum tuum, et in tabernacula tua.
Enviai-me a vossa luz e a vossa verdade. Elas me guiarão e hão de conduzir-me a vossa montanha santa, ao lugar onde habitais.
R. Et introibo ad altare Dei: ad Deum qui lætificat juventutem meam.
R. E subirei ao altar de Deus: ao Deus que é a minha alegria.
Confitebor tibi in cithara Deus, Deus meus: quare tristis es anima mea, et quare conturbas me?
Louvar-vos-ei ó Deus, Deus meu, ao som da harpa. Por que estais triste, ó minha alma? E por que me inquietas?
R. Spera in Deo, quoniam adhuc confitebor illi: salutare vultus mei, et Deus meus
R. Espera em Deus, porque ainda o louvarei como meu Salvador e meu Deus.
Gloria Patri, et Filio, et Spiritui Sancto.
R. Sicut erat in principo, et nunc, et semper: et in sæcula sæculorum.
Amen.
Glória ao Pai, ao Filho, e ao Espírito Santo.
R. Assim como era no princípio, agora e sempre, e por todos os séculos dos séculos. Amém.
Repete a Antífona:
Introibo ad altare Dei.
Subirei ao altar de Deus.
R. Ad Deum qui lætificat juventutem meam.
R. Ao Deus que é a minha alegria.
Adjutorium+ nostrum in nomine Domine.
O nosso+ auxílio está em nome do Senhor.
R. Qui fecit caelum et terram.
R. Que fez o Céu e a Terra.
Profundamente inclinado, o celebrante diz o Confiteor, e depois dele, os assistentes.
Confiteor Deo omnipotenti, etc.
Eu pecador me confesso, etc.
R. Misereatur tui omnipotens Deus, et dimissis peccatis tuis, perducat te ad vitam æternam.
R. Que Deus onipotente se compadeça de vós, perdoe os vossos pecados e vos conduza à vida eterna.
Celebrante: R. Amen.
Celebrante: R. Amem.
Os assistentes dizem o Confiteor:
Confiteor Deo omnipotenti,
beatæ Mariæ semper Virgini,
beato Michæli Archangelo,
beato Joanni Baptistæ,
sanctis Apostolis Petro et Paulo,
omnibus Sanctis, et tibi, pater: quia peccavi nimis cogitatione, verbo, et opere:
[percutiunt sibi pectus ter, dicentes]:
mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa. Ideo precor beatam Mariam semper Virginem, beatum Michælem Archangelum,
beatum Joannem Baptistam,
sanctos Apostolos Petrum et Paulum,
omnes Sanctos, et te, pater,
orare pro me ad Dominum Deum nostrum.
Eu pecador me confesso a Deus todo-poderoso, à bem-aventurada sempre Virgem Maria, ao bem-aventurado são Miguel Arcanjo, ao bem-aventurado são João Batista, aos santos apóstolos são Pedro e são Paulo, a todos os Santos, e a vós padre, que pequei muitas vezes, por pensamentos, palavras, obras e omissões, [bate três vezes no peito] por minha culpa, minha culpa, minha máxima culpa. Portanto, rogo à bem-aventurada Virgem Maria, ao bem-aventurado são Miguel Arcanjo, ao bem-aventurado são João Batista, aos santos apóstolos são Pedro e são Paulo, a todos os Santos, e a vós padre, que rogueis por mim a Deus Nosso Senhor.
Celebrante:
Misereatur vestri omnipotens Deus, et dimissis peccatis vestris, perducat vos ad vitam æternam. R. Amen.
Que Deus onipotente se compadeça de vós, e perdoando os vossos pecados, vos conduza à vida eterna. R. Amém.
Fazendo o sinal da cruz, o celebrante diz:
Indulgentiam+ absolutionem, et remissionem peccatorum nostrorum, tribuat nobis omnipotens et misericors Dominus: R. Amen.
Indulgência+ absolvição, e remissão dos nossos pecados, conceda-nos o Senhor onipotente e misericordioso. R. Amém.
O celebrante, inclinado, diz:
Deus,
tu conversus vivificabis nos.
Ó Deus, voltando-vos para nós nos dareis a vida.
R. Et plebs tua lætabitur in te.
R. E o vosso povo se alegrará em vós.
Ostende nobis Domine, misericordiam tuam.
Mostrai-nos, Senhor, a vossa misericórdia.
R. Et salutare tuum da nobis.
R. E dai-nos a vossa salvação.
Domine, exaudi orationem meam.
Ouvi, Senhor, a minha oração.
R. Et clamor meus ad te veniat.
R. E chegue até vós o meu clamor.
Dominus vobiscum.
O Senhor seja convosco.
R. Et cum spiritu tuo.
R. E com o vosso espírito.
O celebrante sobe ao altar, dizendo:
Oremus. Aufer a nobis, quæsumus, Domine, iniquitates nostras: ut ad Sancta sanctorum puris mereamur mentibus introire. Per Christum Dominum nostrum. Amen.
Oremos. Pedimos-vos, Senhor, afasteis de nós as nossas iniqüidades, para que, com almas puras, mereçamos entrar no Santo dos Santos. Por Cristo Jesus Nosso Senhor. Amém
O celebrante, inclinado, diz a seguinte oração:
Oramus te, Domine, per merita Sanctorum tuorum, quorum reliquiæ hic sunt, et omnium Sanctorum: ut indulgere digneris omnia peccata mea.
Amen.
Nós vos suplicamos, Senhor, pelos méritos de vossos santos, (beijando o centro do altar) cujas relíquias aqui se encontram, e de todos os demais santos, vos digneis perdoar todos os nossos pecados. Amém.
PRIMEIRA PARTE: ANTE-MISSA
Nas Missas solenes, incensa-se o altar. O celebrante vai para o lado da Epístola, e lê o Introito. Canto solene de entrada, o Intróito como que enuncia o tema geral da Missa ou solenidade do dia. Às primeiras palavras, todos se benzem, ao mesmo tempo que o celebrante.
INTRÓITO [ver Missa do dia]
KYRIE ELEISON
O celebrante, no meio do altar, diz, alternadamente com os assistentes:
S. Kyrie eleison.
M. Kyrie eleison.
S. Kyrie eleison.
M. Christe eleison.
S. Christe eleison.
M. Christe eleison.
S. Kyrie eleison.
M. Kyrie eleison.
S. Kyrie eleison.
Senhor, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Cristo, tende piedade de nós.
Cristo, tende piedade de nós
Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
GLORIA IN EXCELSIS
Canto de alegria, o Gloria in excelsis só se diz nas missas de caráter festivo: Domingos (fora do Advento, Septuagésima e Quaresma), Tempos do Natal, Tempo Pascal, festas de Nosso Senhor, da Santíssima Virgem, dos Anjos e dos Santos, e Missas votivas solenes. Omite-se em todas as outras Missas.
GLORIA IN EXCELSIS DEO.
Et in terra pax hominibus bonæ voluntatis.
Laudamus te. Benedicimus te.
Adoramus te. Glorificamus te.
Gratias agimus tibi propter magnam gloriam tuam.
Domine Deus, Rex coelestis, Deus Pater omnipotens. Domine Fili unigenite, Jesu Christe. Domine Deus, Agnus Dei, Filius Patris.
Qui tollis peccata mundi, miserere nobis.
Qui tollis peccata mundi, suscipe deprecationem nostram. Qui sedes ad dexteram Patris, miserere nobis. Quoniam tu solus Sanctus.
Tu solus Dominus. Tu solus Altissimus, Jesu Christe.
Cum Sancto Spiritu in gloria Dei Patris.Amen.
GLÓRIA A DEUS NAS ALTURAS!
E paz na terra aos homens de boa vontade.
Senhor Deus, Rei dos céus, Deus Pai onipotente.
Nós vos louvamos. Nós vos bendizemos.
Nós vos adoramos. Nós vos glorificamos.
Nós vos damos graças, por vossa imensa glória.
Senhor Jesus Cristo, Filho Unigênito. Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho de Deus Pai.
Vós que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Vós que tirais o pecado do mundo, acolhei a nossa súplica. Vós que estais à direita do Pai, tende piedade de nós.
Só vós sois Santo. Só vós sois o Senhor.
Só vós o Altíssimo, Jesus Cristo. Com o Espírito Santo, na glória de Deus Pai.
Amém.
O celebrante beija o altar, volta-se ao povo e diz:
V. Dominus vobiscum.
O Senhor seja convosco.
R. Et cum spiritu tuo.
R. E com vosso espírito.
Oremus.
Oremos.
COLETA
O celebrante, diante do missal, recita a COLETA. Breve oração que resume e apresenta a Deus os votos de toda a assembléia, votos estes sugeridos pelo mistério ou solenidade do dia.
[ Ver Missa do dia]
…per ómnia saéculua saeculorum.
R. Amen
Conclusão:
…por todos os séculos dos séculos. R. Amém.
EPÍSTOLA
Nas Missas solenes, a Epístola é cantada pelo subdiácono. Nas outras é lida pelo celebrante, em voz alta.
[Ver Missa do dia]
No fim, os assistentes respondem:
R. Deo Grátias!
R.: Graças a Deus!
GRADUAL, ALELUIA, TRACTO
No Tempo da Septuagésima, o Alleluia é substituído pelo Tracto. No Tempo Pascal, omite-se o Gradual, e dizem-se dois Alleluia.
[Ver Missa do dia]
EVANGELHO
O celebrante, ao meio do altar, profundamente inclinado, diz:
Munda cor meum ac lábia mea, omnípotens Deus, qui lábia Isaíae prophétae cálculo mundásti igníto: ita me tua grata miserratióne dignáre mundáre, ut sanctum evangélium tuum digne váleam nuntiáre. Per Christum Domine nostrum. Amem. Jube, Dómine, bene, benedicere. Dominus sit in corde meo et in labiis meis: ut digne et competenter annuntiem evangelium suum. Amen.
Purificai-me, Deus Onipotente, o coração e os lábios, Vós que purificastes os lábios do profeta Isaías com um carvão em brasa; pela vossa misericordiosa bondade, dignai-Vos purificar-me, de vosso santo Evangelho. Por Cristo Nosso Senhor. Amém. Dignai-Vos, Senhor, abençoar-me. – Esteja o Senhor no meu coração e nos meus lábios, para digna e competentemente proclamar o seu Evangelho.
Amém.
Passa para o lado esquerdo do altar, e lê ou canta o Evangelho. Nas Missas solenes, o Evangelho é cantado pelo diácono, o qual, antes disso, diz, de joelhos:
Munda cor meum, etc.,
Purificai-me, etc.
e em seguida pede a benção ao celebrante:
V. Jube, domne, benedícere R. Dominus sit in corde tuo, et in lábiis tuis, ut digne et competénter annúnties evangélium suum: in nominee Patris, et Fílii,+ et Spíritus Sanctis. Amen.
V. Dai-me, senhor, a vossa bênção. R. Esteja o Senhor no teu coração e nos teus lábios, para digna e competentemente proclamares o seu Evangelho. Em nome do Pai e do Filho+e do Espírito Santo. Amém.
Toda a assistência está de pé. Às primeiras palavras – Sequentia, etc. faz-se o sinal da cruz na testa, na boca e no peito. Proclamação solene da Palavra de Deus. Ponto culminante desta primeira parte da Missa, a leitura ou canto do Evangelho é revestida da maior solenidade. O respeito para com ele, exige seja escutado de pé. Nas Missas solenes, o livro é levado honorificamente em procissão. É incensado antes de começar a leitura; e, terminada ela, é reverentemente beijado pelo celebrante.
Dominus vobiscum.
O Senhor seja convosco
R. Et cum spiritu tuo.
R. E com vosso espírito.
Sequentia sancti Evangelii+
secundum NN.
Continuação do santo Evangelho + de NSJC, segundo NN.
No fim, os assistentes respondem:
R. Glória tibi, Domine
R. Glória a Vós Senhor.
[Ver Evangelho do dia]
No fim, responde-se:
R. Laus tibi, Christe
R. Louvor a vós ó Cristo.
O celebrante beija o sagrado texto, dizendo:
Per evangelica dicta
deleantur nostra delicta.
Por este santo Evangelho proclamado, sejam perdoados os nossos pecados.
CREDO
O celebrante vai ao meio do altar e diz o Credo. Este só se diz aos domingos, nas festas de 1a. lasse, nas festas de Nosso Senhor, de Nossa Senhora, nas festas natalícias (nascimento para o céu) dos Apóstolos e Evangelistas, dos Doutores da Igreja e nas missas votivas solenes.
CREDO in unum Deum, Patrem omnipotentem, factorem coeli et terræ, visibilium omnium et invisibilium. Et in unum Dominum Jesum Christum, Filium Dei unigenitum. Et ex Patre natum ante omnia sæcula. Deum de Deo, lumen de lumine, Deum verum de Deo vero. Genitum, non factum, consubstantialem Patri: per quem omnia facta sunt. Qui propter nos homines, et propter nostram salutem descendit de coelis. (Hic genuflectitur) ET INCARNATUS EST DE SPIRITU SANCTO EX MARIA VIRGINE: ET HOMO FACTUS EST. Crucifixus etiam pro nobis; sub Pontio Pilato passus, et sepultus est. Et resurrexit tertia die, secundum Scripturas. Et ascendit in coelum: sedet ad desteram Patris. Et iterum venturus est cum gloria judicare vivos et mortuos: cujus regni non erit finis. Et in Spiritum Sanctum, Dominum et vivificantem: qui ex Patre, Filioque procedit. Qui cum Patre, et Filio simul adoratur et conglorificatur: qui locutus est per Prophetas. Et unam, sanctam, catholicam et apostolicam Ecclesiam. Confiteor unum baptisma in remissionem peccatorum. Et exspecto resurrectionem mortuorum. Et vitam+ venturi sæculi. Amen.
CREIO em um só Deus, Pai onipotente, criador do céu e da terra,de todas as coisas visíveis e invisíveis. Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho unigênito de Deus,nascido do Pai, antes de todos os séculos: Deus de Deus, luz da luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro. Gerado, não criado, consubstancial ao Pai. Por ele todas as coisas foram feitas. Ele, por amor de nós, e para nossa salvação, desceu dos céus; e (todos se ajoelham) SE ENCARNOU POR OBRA DO ESPÍRITO SANTO, EM MARIA VIRGEM, E SE FEZ HOMEM. Também por amor de nós foi crucificado, sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras, e subiu aos Céus, onde está sentado à direita do Pai. E de novo há de vir, em sua glória, para julgar os vivos e os mortos; E o seu reino não terá fim. Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida, e procede do Pai e do Filho; e com o Pai e o Filho é igualmente adorado e glorificado: ele o que falou pelos profetas. Creio na Igreja, una, santa, católica e apostólica. Professo um só Batismo, para a remissão dos pecados. E espero a ressurreição dos mortos e a vida+do mundo que há de vir.
Amém
SEGUNDA PARTE: SACRIFÍCIO
OFERTÓRIO
Preparação para o Sacrifício
Com o Ofertório, começa a segunda parte da Missa ou Sacrifício propriamente dito. O celebrante volta-se ao povo com esta saudação:
Dominus vobiscum.
O Senhor seja convosco.
R. Et cum spiritu tuo.
R. E com vosso espírito.
COLETA
Nas Missas solenes, enquanto o coro canta a antífona do Ofertório, o subdiácono leva para o altar o cálix e a patena com a hóstia, que o diácono apresenta ao celebrante. O acólito leva as galhetas com o vinho e a água.
[Ver Missa do dia]
Oferecimento do pão:
Suscipe, sancte Pater, omnipotens æterne Deus, hanc immaculatam hostiam, quam ego indignus famulus tuus offero tibi, Deo meo vivo et vero, pro innumerabilibus peccatis, et offensionibus, et negligentiis meis, et pro omnibus circumstantibus, sed et pro omnibus fidelibus Christianis vivis atque defunctis: ut mihi, et illis proficiat ad salutem in vitam æternam. Amen.
Recebei, santo Pai, onipotente e eterno Deus, esta hóstia imaculada, que eu vosso indigno servo, vos ofereço, ó meu Deus, vivo e verdadeiro, por meus inumeráveis pecados, ofensas, e negligências, por todos os que circundam este altar, e por todos os fiéis vivos e falecidos, afim de que, a mim e a eles, este sacrifício aproveite para a salvação na vida eterna. Amém
Ao lado direito do altar, o celebrante deita vinho no cálix, a que mistura umas gotas de água, dizendo a seguinte oração:
Deus, + qui humanæ substantiæ dignitatem mirabiliter condidisti, et mirabilius reformasti: da nobis per hujus aquæ et vini mysterium, ejus divinitatis esse consortes, qui humanitatis nostræ fieri dignatus est particeps, Jesus Christus Filius tuus Dominus noster: Qui tecum vivit et regnat in unitate Spiritus Sancti Deus: per omnia sæcula sæculorum.
Amen.
Ó Deus, que maravilhosamente criastes em sua dignidade a natureza humana e mais prodigiosamente ainda a restaurastes, concedei-nos, que pelo mistério desta água e deste vinho, sermos participantes da divindade daquele que se dignou revestir-se de nossa humanidade, Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor Nosso, que sendo Deus convosco vive e reina em união com o Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.
No meio do altar, o celebrante faz o oferecimento do cálix:
Offerimus tibi, Domine, calicem salutaris, tuam deprecantes clementiam: ut in conspectu divinæ maiestatis tuæ, pro nostra et totius mundi salute, cum odore suavitatis ascendat. Amen.
Nós vos oferecemos Senhor, o cálice da salvação, suplicando a vossa clemência. Que ele suba qual suave incenso à presença de vossa divina majestade, para salvação nossa e de todo o mundo. Amém.
Depois, inclinando-se diz:
In spiritu humilitatis
et in animo contrito suscipiamur a te,
Domine: et sic fiat sacrificum nostrum
in conspectu tuo hodie, ut placeat tibi, Domine Deus.
Em espírito de humildade e coração contrito, sejamos por vós acolhidos, Senhor. E assim se faça hoje este nosso sacrifício em vossa presença, de modo que vos seja agradável, ó Senhor Nosso Deus.
Invocação do Espírito Santo:
Veni, Sanctificator, omnipotens æterne Deus:
et bene + dic hoc sacrificum, tuo sancto nomini præparatum.
Vinde, ó Santificador, onipotente e eterno Deus e, abençoai + este sacrifício preparado para glorificar o vosso santo nome
INCENSAÇÃO
Segue-se, nas Missas solenes, o rito da incensão. São incensadas primeiro as oblatas, depois a cruz, o altar, celebrante, ministros e fiéis.
BÊNÇÃO DO INCENSO:
Per intercessionem beati Michaëlis archangeli, stantis a dextris altaris incensi, et omnium electorum suorum, incensum istud dignetur Dominus bene + dicere, et in odorem suavitatis accipere. Per Christum Dominum nostrum. Amen
Pela intercessão do bem-aventurado são Miguel Arcanjo, que está à direita do altar do incenso, e de todos os seus eleitos, digne-se o Senhor abençoar + este incenso, e recebê-lo qual suave perfume. Por Jesus Cristo, Nosso Senhor. Amém.
O celebrante incensa primeiro as oblatas:
Incensum istud, a te benedictum, ascendat ad te, Domine, et descendat super nos misericordia tua.
Que este incenso, por vós abençoado,
se eleve até vós,
e desça sobre nós a vossa misericórdia.
Em seguida incensa a cruz e o altar, dizendo entretanto os seguintes versículos, tirados do Salmo 140:
Dirigatur, Domine, oratio mea, sicut incensum in conspectu tuo: elevatio manuum mearum sacrificium vespertinum. Pone, Domine, custodiam ori meo, et ostium circumstantiæ labiis meis: ut non declinet cor meum in verba malitiæ, ad excusandas excusationes in peccatis.
Suba como incenso até vós, Senhor, a minha oração; e como o sacrifício vespertino, seja a elevação das minhas mãos. Colocai Senhor uma guarda à minha boca, e uma sentinela à porta de meus lábios, para que meu coração não se deixe arrastar por palavras de maldade, procurando pretextos para pecar.
O celebrante entrega o turíbulo ao diácono, dizendo:
R. Accendat in nobis Dominus ignem sui amoris, et flammam æterne caritatis. Amen.
R. Acenda o Senhor em nós o fogo do seu amor e a chama de sua eterna caridade. Amém

O diácono incensa o celebrante, e depois o clero. Nas Missas de defuntos, é incensado só o celebrante.

LAVABO
O celebrante vai à direita do altar e lava as mãos, dizendo entretanto os seguintes versículos do salmo 25:
Lavabo inter innocentes manus meas: et circumdabo altare tuum, Domine. Ut audiam vocem laudis: et enarrem universa mirabila tua. Domine, dilexi decorem domus tuæ: et locum habitationis gloriæ tuæ. Ne perdas cum impiis, Deus, animam meam: et cum viris sanguinum vitam meam. In quorum manibus iniquitates sunt: dextera eorum repleta est muneribus. Ego autem in innocentia mea ingressus sum: redime me, et miserere mei. Pes meus stetit in directo: in ecclesiis benedicam te, Domine. Gloria Patri, et Filio, et Spiritui Sancto. Sicut erat in principio, et nunc, et semper: et in sæcula sæculorum. Amen.
Lavo as minhas mãos entre os inocentes, e me aproximo do vosso altar, ó Senhor, para ouvir o cântico dos vossos louvores, e proclamar todas as vossas maravilhas. Eu amo, Senhor, a beleza da vossa casa, e o lugar onde reside a vossa glória. Não me deixeis, ó Deus, perder a minha alma com os ímpios, nem a minha vida com os sanguinários. Em suas mãos se encontram iniqüidades, sua direita está cheia de dádivas. Eu porém, tenho andado na inocência. Livrai-me, pois, e tende piedade de mim. Meus pés estão firmes no caminho reto. Eu te bendigo, Senhor, nas assembléias dos justos.   Glória ao Pai… Assim como era no princípio…
Nas Missas de defuntos e do Tempo da Paixão omite-se o Gloria Patri.
Oração à Santíssima Trindade
Inclinado, ao meio do altar, o celebrante diz:
Suscipe, sancta Trinitas, hanc oblationem, quam tibi offerimus ob memoriam passionis, resurrectionis, et ascensionis Jesu Christi, Domini nostri, et in honorem beatæ Mariæ semper Virginis, et beati Ioannis Baptistæ, et sanctorum apostolorum Petri et Pauli, et istorum, et omnium sanctorum: ut illis proficiat ad honorem, nobis autem ad salutem: et illi pro nobis intercedere dignentur in cælis, quorum memoriam agimus in terris. Per eumdem Christum Dominum nostrum. Amen.
Recebei, ó Trindade Santíssima,
esta oblação, que vos oferecemos em memória da Paixão,
Ressurreição e Ascensão de Nosso Senhor Jesus Cristo, e em honra da bem-aventurada e sempre Virgem Maria, de são João Batista, dos santos apóstolos Pedro e Paulo, e de todos os Santos; para que, a eles sirva de honra e a nós de salvação, e eles se dignem interceder no céu por nós que na terra celebramos sua memória. Pelo mesmo Cristo, Senhor Nosso.
Amém.
Voltando-se para a assistência, o celebrante convida-a a orar com ele:
Orate Frates
Orate fratres, ut meum ac vestrum sacrificium acceptabile fiat apud Deum Patrem omnipotentem.
Orai irmãos, para que este sacrifício, que também é vosso, seja aceito e agradável a Deus Pai Onipotente.
Resposta da assistência:
R. Suscipiat Dominus sacrificium de manibus tuis (vel meis) ad laudem et gloriam nominis sui, ad utilitatem quoque nostram, totiusque Ecclesiæ suæ sanctæ.
R. Receba, o Senhor,
de vossas mãos este sacrifício,
para louvor e glória de seu nome, para nosso bem e de toda a sua santa Igreja.
O celebrante responde, em voz baixa:
Em seguida lê a Secreta. À Secreta principal, podem, em certas Missas, ajuntar-se outras, em número igual e segundo as mesmas regras da Colecta.
SECRETA [Ver Missa do dia]
Per omnia sæcula sæculorum.
…Por todos os séculos dos séculos. ..
R. Amen.
R. Amém.
CÂNON
Oblação do Sacrifício
O Cânon constitui a parte central da Missa. Com o Prefácio, começa a grande , a solene oração sacerdotal da Igreja e oblação propriamente dita do Sacrifício. Curto diálogo introdutório entre o celebrante e a assembléia desperta nas almas os sentimentos de ação de graças que convêm à celebração dos santos mistérios.
Dominus vobiscum.
O Senhor seja convosco.
R. Et cum spiritu tuo.
R. E com o vosso espírito.
Sursum corda.
Para o alto os corações.
R. Habemus ad Dominum.
R. Já os temos para o Senhor
Gratias agamus Domino Deo nostro
Demos graças ao Senhor, nosso Deus.
R. Dignum et justum est.
R. É digno e justo.
PREFÁCIO COMUM
Este prefácio diz-se sempre que a Missa o não tiver próprio. Ver a seguir, os Prefácios próprios:
Vere dignum et justum est, aequum et salutare, nos tibi semper, et ubique gratias agere: Domine sancte, Pater omniopetens, aeterne Deus. Per Christum Dominum nostrum, per quem majestatem tuam laudant angeli, adorant dominationes, tremunt potestates; coeli coelorumque virtutes, ac beata seraphim, socia exsultatione concelebrant: cum quibus et nostras voces ut admitti jubeas deprecamur, supplici confessione dicentes:
Verdadeiramente é digno e justo, razoável e salutar, que, sempre e em todo lugar vos demos graças, ó Senhor santo, Pai onipotente, eterno Deus, por Jesus Cristo, Nosso Senhor. É por ele que os Anjos louvam a vossa Majestade, as Dominações a adoram, tremem as Potestades. Os céus, as virtudes dos céus, e os bem- aventurados Serafins a celebram com recíproca alegria. Aos seus cânticos, vo-lo pedimos, deixai que se unam nossas vozes, para cantarmos em súplice louvor:
PREFÁCIOS PRÓPRIOS (em breve)
Prefácio do Natal – Prefácio da Epifania – Prefácio da Quaresma – Prefácio da Santa Cruz – Prefácio pascal – Prefácio da Ascensão – Prefácio do Sagrado Coração de Jesus – Prefácio de Cristo-Rei – Prefácio do Espírito Santo – Prefácio da Santíssima Trindade – Prefácio da Santíssima Virgem – Prefácio de S. José – Prefácio dos Apóstolos – Prefácio dos Defuntos.
R. Sanctus, Sanctus, Sanctus, Dominus Deus Sabaoth. Pleni sunt cæli et terra gloria tua. Hosanna in excelsis. Benedictus qui venit in nomine Domini. Hosanna in excelsis.
R. Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do universo. O Céu e a Terra proclamam a vossa glória . Hosana nas alturas.Bendito o que vem em nome do Senhor. Hosana nas alturas!
Continuação do Cânon
O celebrante, profundamente inclinado, beija o altar e continua a grande oração sacerdotal.
Te igitur, clementissime Pater, per Jesum Christum Filium tuum, Dominum nostrum, supplices rogamus ac petimus, uti accepta habeas, et benedicas, hæc + dona, hæc+munera, hæc sancta+ sacrificia illibata;
A vós, Pai clementíssimo, por Jesus Cristo vosso Filho e Senhor nosso, humildemente rogamos e pedimos aceiteis e abençoeis estes dons, estas dádivas, estas santas oferendas ilibadas.
Oração por toda a Igreja, em especial pela hierarquia:
In primis, quae tibi offérimus pro Ecclésia tua sancta cathólica:quam pacificáre,
custódire, adunáre et régere dignéris toto orbe terrárum:
una cum fámulo tuo Papa nostro N. et Antístite nostro N. et ómnibus orthodoxis,
atque cathólicae et apostólicae fídei cultóribus.
Nós Vo-los oferecemos, em primeiro lugar, pela vossa santa Igreja católica, à qual vos dignai conceder a paz, proteger, conservar na unidade e governar, através do mundo inteiro, e também pelo vosso servo o nosso Papa…, pelo nosso Bispo…, e por todos os (bispos) ortodoxos, aos quais incumbe a guarda da fé católica e apostólica.
Memento dos vivos
Memento, Domine, famulorum, famularumque tuarum N. et N. et omnium circumstantium, quorum tibi fides cógnita est, et nota devotio, pro quibus tibi offerimus: vel qui tibi offerunt hoc sacrificium laudis pro se, suisque omnibus: pro redemptione animarum suarum, pro spe salutis, et incolumitatis suæ: tibique reddunt vota sua æterno Deo, vivo et vero.
Lembrai-vos, Senhor, de vossos servos e servas NN., e de todos os que aqui estão presentes, cuja fé e devoção conheceis, e pelos quais vos oferecemos, ou eles vos oferecem, este sacrifício de louvor, por si e por todos os seus, pela redenção de suas almas, pela esperança de sua salvação e de sua conservação, e consagram suas dádivas a vós, o Deus eterno, vivo e verdadeiro.
Memória dos Santos
Communicantes, et memoriam venerantes, in primis gloriosæ semper Virginis Mariæ, Genitricis Dei et Domini nostri Jesu Christi: * sed et beatorum Apostolorum ac Martyrum tuorum, Petri et Pauli, Andreæ, Jacobi, Joannis, Thomæ, Jacobi, Philippi, Bartholomæi, Matthæi, Simonis, et Thaddæi, Lini, Cleti, Clementis,+ ysti, Cornelii, Cypriani, Laurentii, Chrysógoni,Joannis et Pauli, Cosmæ et Damiani, et omnium Sanctorum tuorum; quorum meritis precibusque concedas, ut in omnibus protectionis tua muniamur auxilio. Per eundem Christum Dominum nostrum. Amen.
Unidos na mesma comunhão , veneramos primeiramente a memória da gloriosa e sempre Virgem Maria, Mãe de Deus e Senhor Nosso Jesus Cristo,*a dos vossos bem-aventurados Apóstolos e Mártires: Pedro e Paulo, André, Tiago, João e Tomé, Tiago, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Simão e Tadeu, Lino, Cleto, Clemente,+ isto, Cornélio, Cipriano, Lourenço, Crisógono, João e Paulo, Cosme e Damião, e a de todos os vossos santos. Por seus méritos e preces, concedei-nos, sejamos sempre fortalecidos com o socorro de vossa proteção. Pelo mesmo Cristo, Senhor Nosso.
Amém.
No dia de Natal e durante a Oitava:
Communicantes, et diem sacratissimum (noctem sacratissimam) celebrantes, quo (qua) beatæ Maria intemerata virginitas huic mundo edidit Salvatorem, sed et memoriam venerantes, in primis ejusdem gloriosæ semper Virginis Mariæ, Genitricis Dei et Domini nostri Jesu Christi:
Unidos na mesma comunhão e celebrando o dia (noite) sacratíssimo (a) em que Maria, sem perder a sua imaculada virgindade, deu a este mundo o Salvador, veneramos em primeiro lugar a memória da mesma gloriosa sempre Virgem Maria, Mãe do próprio Filho de Deus e Senhor Nosso Jesus Cristo .
Na festa da Epifania:
Communicantes, et diem sacratissimum celebrantes, quo Unigenitus tuus, in tua tecum gloria coæternus, in veritate carnis nostræ visibiliter corporalis apparuit: sed et memoriam venerantes,
in primis gloriosæ semper Virginis Mariæ, Genitricis ejúsdem Dei et Domini nostri Jesu Christi:
Unidos na mesma comunhão , e celebrando o dia (noite) sacratíssimo (a) em que o vosso Filho Unigênito, eterno convosco na vossa glória, apareceu visivelmente na realidade do nosso corpo de carne, veneramos primeiramente a memória da gloriosa e sempre Virgem Maria, Mãe de Deus e Senhor Nosso Jesus Cristo.
Desde a Vigília pascal até ao Sábado :
Communicantes, et diem sacratissimum (noctem sacratissimam) celebrantes, Resurrectionis Dominui nostri Jesu Christi secundum carnem: sed et memoriam venerantes, in primis gloriosæ semper Virginis Mariæ, Genitricis Dei et Domini nostri Jesu Christi:
Unidos na mesma comunhão
e celebrando o dia (noite) sacratíssimo (a) da Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo a carne,
veneramos primeiramente a memória da gloriosa e sempre Virgem Maria,
Mãe de Deus e Senhor Nosso Jesus Cristo.
Na festa da Ascenção:
Communicantes, et diem sacratissimum celebrantes, quo Dominus noster, unigenitus Filius tuus, unitam sibi fragilitatis nostræ substantiam in gloriæ tuæ dextera collocavit: sed et memoriam venerantes, in primis gloriosa semper Virginis Mariæ, Genitricis Dei et Domini nostri Jesu Christi:
Unidos na mesma comunhão e celebrando o dia (noite) sacratíssimo (a) em que vosso Filho Unigênito e Senhor Nosso entronizou à direita de vossa glória a nossa frágil natureza humana,veneramos primeiramente a memória da gloriosa e sempre Virgem Maria, Mãe de Deus e Senhor Nosso Jesus Cristo.
Desde a Vigilia do Pentecostes até ao sábado seguinte:
Communicantes, et diem sacratissimum Pentecostes celebrantes, quo Spiritus sanctus Apostolis innumeris linguis apparuit:
sed et memoriam venerantes, in primis gloriosæ semper Virginis Mariæ, Genitricis Dei
et Domini nostri Jesu Christi:
Unidos na mesma comunhão e celebrando o dia sacratíssimo de Pentecostes, em que o Espírito Santo, sob forma de numerosas línguas de fogo, apareceu aos Apóstolos, veneramos primeiramente a memória da gloriosa e sempre Virgem Maria, Mãe de Deus e Senhor Nosso Jesus Cristo.
Estendendo as mãos sobre as oblatas, o celebrante diz:
Hanc igitur oblationem servitutis nostræ, sed et cunctæ familiæ tuæ, quæsumus, Domine, ut placatus accipias: diesque nostros in tua pace disponas, atque ab æterna damnatione nos eripi, et in electorum tuorum jubeas grege numerari. Per Christum Dominum nostrum. Amen.
Por isso, vos rogamos, Senhor, aceiteis favoravelmente a homenagem de servidão que nós e toda a vossa Igreja vos prestamos, firmai os nossos dias em vossa paz, arrancai-nos da condenação eterna, e colocai-nos entre os vossos eleitos. Por Jesus Cristo, Senhor Nosso. Amém.
Da Vigília pascal ao sábado e desde a Vigília do Pentecostes até ao sábado seguinte, diz-se:
Quam oblationem tu, Deus, in omnibus, quæsumus, bene + dictam, adscri+ ptam, ra+ tam, rationabilem, acceptabilemque facere digneris: ut nobis Cor+ pus, et San+guis fiat dilectissimi Filii tui Domini nostri Jesu Christi.
Nós vos pedimos, ó Deus, que esta oferta seja por vós em tudo, aben+ çoada, apro+vada, ratifi+  cada, digna e aceitável a vossos olhos, afim de que se torne para nós o Cor+po e o San+ gue de Jesus Cristo, vosso diletíssimo Filho e Senhor Nosso.
CONSAGRAÇÃO
Inclina-se sobre o altar, e profere as palavras da consagração da Hóstia. Em seguida adora-a, e eleva-a aos olhos dos assistentes, para que todos a adorem em silêncio. O mesmo faz, depois, para a consagração do Cálice.
Qui pridie quam pateretur, accepit panem in sanctas ac venerabiles manus suas, et elevatis oculis in cælum ad te Deum Patrem suum omnipotentem, tibi gratias agens, bene+ dixit, fregit, deditque discipulis suis, dicens: Accipite, et manducate ex hoc omnes.
Ele, na véspera de sua paixão, tomou o pão em suas santas e veneráveis mãos, e elevando os olhos ao céu para vós, ó Deus, seu Pai onipotente, dando-vos graças, ben+zeu-o, partiu-o e deu-o a seus discípulos, dizendo: Tomai e Comei Dele, Todos.
HOC EST ENIM CORPUS MEUM
ISTO É O MEU CORPO
Consagração do Cálice:
Simili modo postquam cænatum est, accipiens et hunc præclarum Calicem in sanctas ac venerabiles manus suas: item tibi gratias agens, bene+dixit, deditque discipulis suis, dicens: Accipite, et bibite ex eo omnes.
De igual modo, depois de haver ceado, tomando também este precioso cálice em suas santas e veneráveis mãos, e novamente dando-vos graças, ben+zeu-o e deu-o a seus discípulos, dizendo: Tomai e Bebei Dele Todos.
HIC EST ENIM CALIX SANGUINIS MEI,
NOVI ET ÆTERNI TESTAMENTI:
(MYSTERIUM FIDEI)
QUI PRO VOBIS ET PRO MULTIS EFFUNDETUR IN REMISSIONEM PECCATORUM. HÆC QUOTIESCUMQUE FECÉRIT,
IN MEI MEMÓRIAM FACIÉTIS.
ESTE É O CÁLICE DO MEU SANGUE, DO SANGUE DA NOVA E ETERNA ALIANÇA: (MISTÉRIO DA FÉ!) O QUAL SERÁ DERRAMADO POR AMOR DE VÓS E DE TODOS OS HOMENS PARA A REMISSÃO DOS PECADOS. TODAS AS VEZES QUE ISTO FIZERDES, FAZEI-O EM MEMÓRIA DE MIM
O celebrante continua depois as orações do Cânon:
Unde et memores, Domine,
nos servi tui sed et plebs tua sancta, eiusdem Christi Filii tui Domini nostri tam beatæ Passionis, nec non et ab inferis Resurrectionis, sed et in cælos gloriosæ Ascensionis:
offerimus præclaræ maiestati tuæ de tuis donis ac datis, hostiam +puram, hostiam  +sanctam, hostiam  + immaculatam, Panem  + sanctum vitæ æternæ, et Calicem  +salutis perpetuæ. Supra quæ propitio ac sereno vultu respicere digneris; et accepta habere, sicuti accepta habere dignatus es munera pueri tui justi Abel,
et sacrificium Patriarchæ nostri Abrahæ: et quod tibi obtulit summus sacerdos tuus Melchisedech, sanctum sacrificium, immaculatam hostiam.
Por esta razão, Senhor, nós, vossos servos, com o vosso povo santo, lembrando-nos da bem-aventurada Paixão do mesmo Cristo, vosso Filho e Senhor Nosso, assim como de sua Ressurreição, saindo vitorioso do sepulcro, e de sua gloriação Ascensão aos céus, oferecemos à vossa augusta Majestade, de vossos dons e dádivas, a Hóstia  + pura, a Hóstia  + santa, a Hóstia  + imaculada, o Pão  + santo da vida eterna, e o Cálice da salvação  + perpétua. Sobre estes dons, vos pedimos digneis lançar um olhar favorável, e recebê-los benignamente, assim como recebeste as ofertas do justo Abel, vosso servo, o sacrifício de Abraão, pai de nossa fé, e o que vos ofereceu vosso sumo sacerdote Melquisedeque, Sacrifício santo, Hóstia imaculada.
Profundamente inclinado, o celebrante diz:
Supplices te rogamus, omnipotens Deus, jube hæc perferri per manus sancti Angeli tui in sublime altare tuum, in conspectu divinæ majestatis tuæ: ut quoquot ex hac altaris partecipatione sacrosanctum Filii tui Cor+pus, et San+guinem sumpserimus, omni benedictione cælesti et gratia repleamur. Per eumdem Christum Dominum nostrum.
Amen.
Suplicantes vos rogamos, ó Deus onipotente, que, pelas mãos de vosso santo Anjo, mandeis levar estas ofertas ao vosso Altar sublime, à presença de vossa divina Majestade, para que, todos os que, participando deste altar, recebermos o sacrossanto Cor+po, e San+gue de vosso Filho, sejamos repletos de toda a bênção celeste e da Graça.Pelo mesmo Jesus Cristo, Nosso Senhor. Amém.
Memento dos defuntos:
Memento etiam, Domine, famulorum famularumque tuarum N. et N. qui nos præcesserunt cum signo fidei, et dormiunt in somno pacis Ipsis, Domine, et omnibus in Christo quiescentibus, locum refrigerii, lucis et pacis, ut indulgeas , deprecamur. Per eumdem Christum Dominum nostrum.
Amen.
Lembrai-vos, também, Senhor, de vossos servos e servas (NN. e NN. ), que nos precederam, marcados com o sinal da fé, e agora descansam no sono da paz. A estes, Senhor, e a todos os mais que repousam em Jesus Cristo, nós vos pedimos, concedei o lugar do descanso, da luz e da paz. Pelo mesmo Jesus Cristo, Nosso Senhor. Amém.
O celebrante bate no peito, dizendo:
Nobis quoque peccatoribus, extensis manibus ut prius, secrete prosequitur: famulis tuis, de multitudine miserationum tuarum sperantibus, partem aliquam, et societatem donare digneris, tuis sanctis Apostolis et Martyribus: cum Joanne, Stephano, Matthia, Barnaba, Ignatio, Alexandro, Marcellino, Petro, Felicitate, Perpetua, Agatha, Lucia, Agnete, Cæcilia, Anastasia, et omnibus Sanctis tuis: intra quorum nos consortium non æstimator meriti, sed veniæ, quæsumus, largitor admitte. Per Christum Dominum nostrum. Per quem hæc omnia Domine, semper bona creas, sancti+ficas, vivi+ficas, bene+dicis, et præstas nobis.
Também a nós, pecadores, vossos servos, que esperamos na vossa infinita misericórdia, dignai-vos conceder um lugar na comunidade de vossos santos Apóstolos e Mártires: João, Estevão, Matias, Barnabé, Inácio, Alexandre, Marcelino, Pedro, Felicidade, Perpétua, Águeda, Luzia, Inês, Cecília, Anastácia, e com todos os vossos Santos. Unidos a eles pedimos, vos digneis receber-nos, não conforme nossos méritos mas segundo a vossa misericórdia.Por Jesus Cristo Nosso Senhor.
Amém.
Por Ele, ó Senhor, sempre criais, santi+ficais, vivi +ficais, aben+çoais, e nos concedeis todos estes bens.
DOXOLOGIA FINAL
PER IP+SUM, ET CUM IP+SO, ET IN IP+SO, EST TIBI DEO PATRI  + OMNIPOTENTI, IN UNITATE  + SPIRITUS SANCTI, OMNIS HONOR ET GLORIA. PER OMNIA SÆCULA SÆCULORUM.
POR E+LE, COM E+LE E N+ELE, A VÓS, DEUS PAI  + ONIPOTENTE, NA UNIDADE DO  +ESPÍRITO SANTO, TODA A HONRA E TODA A GLÓRIA POR TODOS OS SÉCULOS DOS SÉCULOS
O celebrante termina em voz alta:
R. Amen.
R. Amém.
COMUNHÃO Participação no Sacrifício “Pater Noster”
Terminado o Cânon, o celebrante diz em voz alta:
OREMUS.
Præceptis salutaribus moniti, et divina institutione formati, audemus dicere:
OREMOS. Fiéis às ordens do Senhor e, instruídos pelos divinos ensinamentos, ousamos dizer:
Pater noster, qui es in cælis: sanctificetur nomen tuum: adveniat regnum tuum: fiat voluntas tua, sicut in cælo, et in terra. Panem nostrum quotibianum da nobis hodie, et dimitte nobis debita nostra, sicut et nos dimittimus debitoribus nostris. Et ne nos inducas in tentationem,
Pai nosso, que estais nos céus, santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje, e perdoai-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores. E não nos deixeis cair em tentação,
R. Sed libera nos a malo.
R. mas livrai-nos do mal
O celebrante diz Amen em voz baixa, e continua:
Libera nos, quæsumus, Domine, ab omnibus malis, præteritis, præsentibus, et futuris: et intercedente beata et gloriosa semper Virgine Dei Genitrice Maria, cum beatis Apostolis tuis Petro et Paulo, atque Andrea, et omnibus Sanctis, da propitius pacem in diebus nostris: ut ope misericordiæ tuæ adiuti, et a peccato simus semper liberi, et ab omni perturbatione securi. Per eumdem Dominum nostrum Jesum Christum, Filium tuum. Qui tecum vivit et regnat in unitate Spíritus Sanctis Deus, Per ómnia saecula saeculórum. R. Amen
Livrai-nos de todos os males, ó Pai, passados, presentes e futuros, e pela intercessão da bem-aventurada e gloriosa sempre Virgem Maria, dos vossos bem-aventurados apóstolos, Pedro, Paulo, André e todos os Santos, dai-nos propício a paz em nossos dias, para que, por vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado, e preservados de toda a perturbação. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que, sendo Deus, convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo, Por todos os séculos dos séculos. R. Amém
Fração da Hóstia
O celebrante parte a Hóstia ao meio, de uma das partes tira um pequeno fragmento que deita no preciosíssimo Sangue, traçando antes, com ele, sobre o Cálice, três vezes, o sinal da cruz, e dizendo:
Pax  + Domini  + sit semper vobis+cum.
A paz+ do Senhor+ seja sempre con+vosco.
R. Et cum spiritu tuo.
R. E com o vosso Espírito.
Hæc commixtio et consecratio Corporis et Sanguinis Domini nostri Jesu Christi fiat accipientibus nobis in vitam æternam.
Amen.
Que esta mistura sacramental do Corpo e do Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, seja para nós que os vamos receber, penhor da vida eterna. Amém.
AGNUS DEI
O celebrante bate três vezes no peito, dizendo:
Agnus Dei, qui tollis peccata mundi,
R. Miserere nobis.
Agnus Dei, qui tollis peccata mundi,
R. Miserere nobis.
Agnus Dei, qui tollis peccata mundi,
R. Dona nobis pacem.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, R. Tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, R. Tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, R. Dai-nos a paz.
Inclinado, recita a oração seguinte, pela paz da Igreja, depois da qual se dá, nas Missas solenes, o ósculo da paz. O celebrante dá-o ao diácono, este ao subdiácono, o qual o transmite ao clero presente. Na Quinta-feira Santa, diz-se das três vezes: miserere nobis. – Nas Missas de Defuntos diz-se: Dona eis requiem; à terceira vez: dona eis requiem sempiternam. Não se bate no peito.
Domine Jesu Christe, qui dixisti Apostolis tuis: Pacem relinquo vobis, pacem meam do vobis: ne respicias peccata mea, sed fidem Ecclesiæ tuæ: eamque secundum voluntatem tuam pacificare et coadunare digneris: qui vivis et regnas Deus, per omnia sæcula sæculorum.
Amen.
Senhor Jesus Cristo, que dissestes aos vossos apóstolos: “Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz”: não olheis os meus pecados, mas para a fé da vossa Igreja; dai-lhe, a paz e a unidade, segundo a vossa misericórdia. Vós que sendo Deus, viveis e reinais, em união com o Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.
Preparação para a Comunhão
Inclinado sobre o altar, o celebrante recita as duas orações seguintes, como preparação imediata para a Comunhão:
Domine Jesu Christe, Fili Dei vivi, qui ex voluntate Patris, cooperante Spiritu Sancto, per mortem tuam mundum vivificasti: libera me per hoc sacrosanctum Corpus et Sanguinem tuum ab omnibus iniquitatibus meis, et universis malis: et fac me tuis semper inhærere mandatis, et a te numquam separari permittas. Qui cum eodem Deo Patre et Spiritu Sancto vivis et regnas Deus in sæcula sæculorum. Amen.
Senhor Jesus Cristo, filho de Deus vivo, que por vontade do Pai, cooperando com o Espírito Santo, por vossa morte destes a vida ao mundo. Livrai-me, por este vosso sacrossanto Corpo e por vosso Sangue, de todos os meus pecados e de todos os males. E, fazei que eu observe sempre os vossos preceitos, e nunca me afaste de Vós, que, sendo Deus, viveis e reinais com Deus Pai e o Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.
Perceptio Corporis tui, Domine Jesu Christe, quod ego, indignus sumere præsumo, non mihi proveniat in judicium et condemnationem; sed pro tua pietate prosit mihi ad tutamentum mentis et corporis, et ad medelam percipiendam. Qui vivis et regnas cum Deo Patre in unitate Spiritus Sancti Deus, per omnia sæcula sæculorum. Amen.
Este vosso Corpo, Senhor Jesus Cristo, que eu, que sou indigno, ouso receber, não seja para mim causa de juízo e condenação, mas por vossa misericórdia, sirva de proteção e defesa à minha alma e ao meu corpo, e de remédio aos meus males. Vós, que sendo Deus, viveis e reinais com Deus Pai e o Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.
Comunhão do celebrante
O celebrante genuflecte e pegando depois na sagrada Hóstia, diz:
Panem cælestem accipiam, et nomen Domini invocabo.
Receberei o Pão do céu e invocarei o nome do Senhor:
Em seguida bate três vezes no peito, dizendo:
Domine, non sum dignus, ut intres sub tectum meum: sed tantum dic verbo, et sanabitur anima mea.
Senhor, eu não sou digno, de que entreis em minha morada, mas dizei uma só palavra e a minha alma será salva.
Faz sobre si o sinal da cruz com a sagrada Hóstia, antes de a comungar:
Corpus Domini nostri Jesu Christi custodiat  + animam meam in vitam æternam. Amen.
O Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo  +guarde a minha alma para a vida eterna. Amém.
Recolhe-se por uns instantes, e depois recita os seguintes versículos:
Quid retribuam Domino pro omnibus quæ tribuit mihi?
Calicem salutaris accipiam, et nomen Domini invocabo.Laudans invocabo Dominum, et ab inimicis méis salvus ero.
Que retribuirei ao Senhor por tudo o que me tem concedido? Tomarei o Cálice da salvação e invocarei o nome do Senhor. Invocarei o Senhor louvando-O, e ficarei livre de meus inimigos.
Toma o preciosíssimo Sangue, fazendo antes sobre si o sinal da cruz, dizendo:
Sanguis Domini nostri Jesu Christi  +custodiat animam meam in vitam æternam. Amen.
O Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo  +guarde a minha alma para a vida eterna. Amém.
Comunhão dos fiéis
Os fiéis, ou o acólito por eles, recitam o CONFITEOR:
Confiteor Deo omnipotenti,
beatæ Mariæ semper Virgini,
beato Michæli Archangelo, beato Joanni Baptistæ, sanctis Apostolis Petro et Paulo, omnibus Sanctis, et tibi, pater: quia peccavi nimis cogitatione, verbo, et opere:
[percutiunt sibi pectus ter, dicentes:]
mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa.   Ideo precor beatam Mariam semper Virginem,
beatum Michælem Archangelum,
beatum Joannem Baptistam, sanctos Apostolos Petrum et Paulum, omnes Sanctos, et te, pater,
orare pro me
ad Dominum Deum nostrum.
Eu pecador me confesso a Deus todo-poderoso, à bem-aventurada sempre Virgem Maria, ao bem-aventurado são Miguel Arcanjo, ao bem-aventurado são João Batista, aos santos apóstolos são Pedro e são Paulo, a todos os Santos, e a vós padre, que pequei muitas vezes, por pensamentos, palavras, obras e omissões, [bate três vezes no peito] por minha culpa, minha culpa, minha máxima culpa. Portanto, rogo à bem-aventurada Virgem Maria, ao bem-aventurado são Miguel Arcanjo, ao bem-aventurado são João Batista, aos santos apóstolos são Pedro e são Paulo, a todos os Santos, e a vós padre, que rogueis por mim a Deus Nosso Senhor.
Voltando-se para os fiéis, o celebrante diz:
Misereatur vestri omnipotens Deus, et dimissis peccatis vestris, perducat vos ad vitam æternam. R. Amen
Que Deus onipotente se compadeça de vós e, perdoando os vossos pecados vos conduza à vida eterna. R. Amém.
Indulgentiam,+ absolutionem, et remissionem peccatorum vestrorum tribuat vobis omnipotens et misericors Dominus. R. Amen.
Indulgência,  + absolvição, e remissão dos nossos pecados, conceda-nos o Senhor onipotente e misericordioso. R. Amém.
O celebrante volta-se para o altar, genuflecte e voltando-se pra os assistentes ergue a Hóstia, dizendo:
Ecce Agnus Dei,
ecce qui tollit peccata mundi.
Eis o Cordeiro de Deus! Eis aquele que tira o pecado do mundo!
E em seguida, três vezes:
Domine, non sum dignus, ut intres sub tectum meum: sed tantum dic verbo, et sanabitur anima mea.
Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma só palavra e a minha alma será salva.
Dirigindo-se à mesa de comunhão diz a cada um dos comungantes:
Corpus Domini nostri Jesu Christi  +custodiat animam tuam in vitam æternam.
Amen.
O Corpo e o Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo  + guarde tua alma para a vida eterna. Amém.
ABLUÇÕES
O celebrante purifica primeiro o cálice e depois os dedos, e toma as abluções. Entretanto vai dizendo:
Quod ore sumpsimus, Domine,
pura mente capiamus,
et de munere temporali fiat nobis remedium sempiternum.
Corpus tuum, Domine,
quod sumpsi, et Sanguis, quem potavi,
adhæreat visceribus meis: et præsta;
ut in me non remaneat scelerum macula, quem pura et sancta refecerunt Sacramenta.
Qui vivis et regnas in sæcula sæculorum.
Amen.
Fazei Senhor, que com o espírito puro, conservemos o que a nossa boca recebeu. E, que desta dádiva temporal, nos venha remédio para a eternidade. Concedei, Senhor, que vosso Corpo e vosso Sangue que recebi, me absorvam intimamente, e fazei que, restabelecido por estes puros e santos Sacramentos, não fique em mim mancha alguma de culpa. Vós, que sendo Deus, viveis e reinais com Deus Pai e o Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.
Limpa o cálice e deixa-o coberto no meio do altar. Nas Missas solenes, é o subdiácono quem limpa o cálice e o leva para a credência.
ANTÍFONA DA COMUNHÃO
O celebrante passa para o lado direito do altar, e recita a antífona da Comunhão.

[Ver Missa do dia]
V. Dóminus vobíscum.
V. O senhor seja convosco
R. Et cum spiritu tuo.
R. E também com o teu espírito.
PÓS-COMUNHÃO
À Pós-comunhão principal da Missa podem, em certos casos, como para a Coleta, juntar-se outras.

[Ver Missa do dia]
… per ómnia sáecula saeculórum. V. Amen
… por todos os séculos dos séculos. V. Amém
Despedida
O celebrante volta ao meio do altar, beija-o, e, voltando-se para os fiéis saúda-os:
Dominus vobiscum.
O Senhor seja convosco
R. Et cum spiritu tuo.
R. E com o vosso espírito.
V.Ite, Missa est.
V. Em boa hora vos ide.
Ou, nas missas em que omite-se o Glória:
V. Benedicamus Domino.
V. Bendigamos ao Senhor.
R. Deo gratias.
R. Demos graças a Deus
Ou ainda, nas missas de Réquiem:
Requiescant in pace.
R. Amen.
Descansem em paz.
R. Amém.
Voltando-se para o altar, recita a seguinte oração
Placeat tibi, sancta Trinitas, obsequium servitutis meæ: et præsta, ut sacrificium quod oculis tuæ maiestatis indignus obtuli, tibi sit acceptabile, mihique, et omnibus pro quibus illud obtuli, sit, te miserante, propitiabile.
Per Christum Dominum nostrum.
Amen.
Seja-vos agradável, ó Trindade santa, a oferta de minha servidão, afim de que este sacrifício que, embora indigno aos olhos de vossa Majestade, vos ofereci, seja aceito por Vós, e por vossa misericórdia, seja propiciatório para mim e para todos aqueles por quem ofereci.
Por Cristo Jesus Nosso Senhor. Amém.
Beija o altar, volta-se para a assistência, e dá a bênção, dizendo:
Benedicat vos omnipotens Deus: Pater, et Filius,  + et Spiritus Sanctus.
Abençoe-vos o Deus onipotente, Pai, e Filho,  + e Espírito Santo.
 R. Amen.
R. Amém.
ÚLTIMO EVANGELHO
O celebrante passa para o lado esquerdo do altar e recita, como último Evangelho, o princípio do Evangelho de São João (que se omite na Quinta-feira Santa e na Vigília pascal).
V.Dominus vobiscum.
O Senhor seja convosco.
R. Et cum spiritu tuo.
R. E com o vosso espírito.
+Initium sancti Evangelii secundum Joannem
+ Início do santo Evangelho segundo são João
R. Gloria tibi, Domine.
Glória a Vós Senhor.
In principio erat Verbum et Verbum erat apud Deum, et Deus erat Verbum. Hoc erat in principio apud Deum. Omnia per ipsum facta sunt, et sine ipso factum est nihil quod factum est; in ipso vita erat, et vita erat lux hominum; et lux in tenebris lucet, et tenebræ eam non comprehenderunt. Fuit homo missus a Deo cui nomen erat Joannes. Hic venit in testimonium, ut testimonium perhiberet de lumine, ut omnes crederent per illum. Non erat ille lux, sed ut testimonium perhiberet de lumine. Erat lux vera quæ illuminat omnem hominem venientem in hunc mundum. In mundo erat, et mundus per ipsum factus est et mundus eum non cognovit. In propria venit, et sui eum non receperunt. Quotquot autem receperunt eum, dedit eis potestatem filios Dei fieri; his qui credunt in nomine ejus, qui non ex sanguinibus, neque ex voluntate carnis, neque ex voluntate viri, sed ex Deo nati sunt.
(ajoelhar)
:
ET VERBUM CARO FACTUM EST, et surgens prosequitur: et habitavit in nobis: et vidimus gloriam ejus, gloriam quasi Unigeniti a Patre, plenum gratiæ et veritatis.
R. Deo gratias.
No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus Todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens. E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam. Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João Este veio como Testemunha para dar testemunho da luz, a fim de que todos cressem por meio dele. Não era Ele a luz, mas veio para dar testemunho da luz. Ali estava a Luz verdadeira, a que ilumina a todo o homem que vem a este mundo Estava no mundo, e o mundo foi feito por Ele, e o mundo não O conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não O receberam. Mas, a todos quantos O receberam, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus, aos que crêem no seu Nome; Os quais não nasceram do sangue, nem do desejo da carne, nem da vontade do homem, mas nasceram de Deus.E O VERBO SE FEZ CARNE, (ajoelhar): e habitou entre nós, e vimos a sua glória, glória própria do Filho Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade. R. Demos graças a Deus
ORAÇÕES NO FIM DA MISSA REZADA
De joelhos diante do altar, o celebrante diz com os fiéis as seguintes preces prescritas pelo papa Leão XIII e por Pio XI enriquecidas de indulgências (10 anos). Este último papa mandou se rezassem pela conversão da Rússia.
Ave Maria,… (três vezes)
Salve Rainha,…
OREMOS: Deus, nosso refúgio e fortaleza, olhai propício para o povo que a Vós clama; e, pela intercessão da gloriosa e imaculada Virgem Maria, Mãe de Deus, de S. José, seu Esposo, dos vossos bem-aventurados Apóstolos S. Pedro e S. Paulo e de todos os Santos, ouvi misericordioso e benigno as preces que Vos dirigimos para a conversão dos pecadores, para a liberdade e exaltação da Santa Madre Igreja. Pelo mesmo Jesus Cristo Senhor Nosso. V. Amém.
São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate, cobri-nos com o vosso escudo contra os embustes e ciladas do demônio. Subjugue-o Deus, instantemente o pedimos. E vós, príncipe da milícia celeste, pelo divino poder, precipitai no inferno a Satanás e a todos os espíritos malignos que andam pelo mundo para perder as almas. Amém
São Pio X pediu se ajuntasse três vezes a seguinte jaculatória:
V. Sacratíssimo Coração de Jesus.
R. Tende piedade de nós.

Por Dicionário da Fé

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz