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O Reino de Cristo como consequência do Reino da Virgem

Em nossos dias, marcados por uma sensibilidade ecumênica, notamos cada vez mais a valorização da Palavra de Deus, para que a semente do Reino de Deus seja plantada nos corações 5. Vemos também em nossas comunidades uma crescente valorização da Liturgia e da adoração ao Santíssimo Sacramento como momentos de encontro com Jesus Cristo, o Reino de Deus em pessoa. Verificamos ainda o florescimento cada vez maior da devoção a Santíssima Virgem Maria como caminho que leva a Jesus Cristo, tema que queremos tratar mais longamente, a partir da doutrina de São Luís Maria Grignion de Montfort, no seu livro “Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem”. Segundo o Santo, o Reino de Jesus Cristo se estabelecerá no mundo, e também em nossos corações, como consequência necessária do Reino da Virgem Maria, pois ela deu o Filho de Deus ao mundo a primeira vez, e há de fazê-lo resplandecer em sua glória na segunda vinda6. A este respeito, convém esclarecer que a Virgem Maria é Rainha do Céu e da Terra por graça7 e que Jesus Cristo é Rei do Universo por natureza e por conquista8. Deus quis “começar e acabar as suas maiores obras pela Virgem Santíssima depois de a formar, digo que é de crer que não mudará de procedimento em todos os séculos9. Ele é Deus e não muda nem nos Seus sentimentos nem na sua conduta”10. Na “plenitude dos tempos”11, “foi pela Santíssima Virgem Maria que Jesus Cristo veio ao mundo, e é também por Ela que deve reinar no mundo”12.

O Reino da Virgem Maria e de Jesus Cristo se estabelecerão no mundo de forma extraordinária através da consagração total.

Nossa Senhora Rainha

A Virgem Maria é Rainha dos nossos corações

Como vimos anteriormente, o Reino de Jesus Cristo consiste principalmente no coração, no no nosso interior, segundo nos diz a Palavra de Deus: “O Reino de Deus está dentro de vós”13. Santo Agostinho chega a dizer que o Senhor é “superior summo meo et interior intimo meo – maior do que o que há de maior em mim e íntimo do que o que há de mais íntimo em mim”14. Da mesma forma, o Reino da Santíssima Virgem está também em nosso interior, no mais íntimo da nossa alma15. Segundo São Luís Maria, é especialmente nas nossas almas que Nossa Senhora é mais glorificada com seu Filho Jesus Cristo, mais do que em todas as criaturas visíveis, por isso, “podemos chamá-la, com os santos, Rainha dos corações”16. Em vista da sua maternidade espiritual, esta Rainha “recebeu de Deus um grande poder sobre as almas dos eleitos”17. Por graça, Nossa Senhora pode: fazer em nós sua morada, formar, alimentar e gerar para a vida eterna como nossa Mãe; receber-nos por sua herança e parte que lhe cabe; formar-nos em Jesus Cristo e a Jesus Cristo em nós; lançar nos nossos corações a raiz das suas virtudes e ser a companheira inseparável do Espírito Santo nas obras de sua graça18. Entretanto, a Mãe de Deus “não pode, repito, fazer tudo isto se não tiver direito e poder sobre as suas almas. Por singularíssima graça, o Altíssimo, tendo-lhe dado o poder sobre o seu Filho Único e natural, lho deu também sobre os Seus filhos adotivos, e isto não somente quanto ao corpo, o que seria pouco, mas também quanto à alma.”19.

Os efeitos do Reino da Virgem Maria em nossas almas

Quando nos consagramos de corpo e alma a Santíssima Virgem, ela comunica-se a nós para glorificar o Senhor, o seu espírito ocupará o lugar do nosso para se regozijar no Senhor, seu Salvador20, desde que sejamos fiéis às práticas desta devoção. Santo Ambrósio, Bispo e Doutor da Igreja do século IV, já falava desta presença de Nossa Senhora nas almas: “Que a alma de Maria esteja em cada um para glorificar o Senhor; que o espírito de Maria esteja em cada um para se alegrar em Deus”21. São Luís Maria esperou ansiosamente por este Reino da Virgem Maria nas almas: “Ah! Quando virá esse feliz tempo – diz um santo homem dos nossos dias, todo perdido em Maria – Ah! Quando chegará esse feliz tempo em que Maria Santíssima será constituída Senhora e Soberana dos corações, para os submeter plenamente ao Império do seu Grande e Único Amor, Jesus?! Quando é que as almas respirarão Maria como os corpos respiram o ar?! Acontecerão então coisas maravilhosas neste pobre mundo. Porque o Espírito Santo, encontrando a sua amada Esposa reproduzida nas almas, descerá abundantemente sobre elas, plenificando-as de Seus dons, particularmente do dom da sabedoria, para nelas operar maravilhas de graça. Meu querido irmão, quando virá esse tempo feliz, esse século de Maria, em que muitas almas escolhidas e obtidas do Altíssimo por Maria, perdendo-se a si mesmas no abismo do interior d’Ela, se tornarão cópias vivas de Maria, para amar e glorificar a Jesus Cristo? Esse tempo só virá quando a Devoção que ensino for conhecida e praticada: ‘Para que venha o Vosso Reino, ó Jesus, venha o Reino de Maria!’”22.

A consagração a Virgem Maria e o Reino de Jesus Cristo

Assim, o Reino de Jesus Cristo se estabelecerá e crescerá em nossos corações, como consequência necessária do Reino da Virgem Maria23. Esta dinâmica da Mãe de Deus “formar-nos em Jesus Cristo e a Jesus Cristo em nós”24, que se dá pela ação do Espírito Santo, não está de forma alguma separada da ação da Palavra de Deus e da Eucaristia em nossas almas. Quanto mais acolhemos, meditamos a Palavra e rezamos com Ela, mais a Virgem forma-nos em Jesus e Jesus em nós. Quanto mais nos aproximamos de Jesus Cristo, na Santa Missa e na adoração ao Santíssimo Sacramento, mais a Mãe de Deus forma-nos em Cristo e Cristo em nós. Entretanto, este estabelecer-se do Reino de Deus em nós ganhará extraordinária eficácia com a consagração total a Jesus por Maria. Não duvidemos da força desta devoção, pois Maria produziu, com o Espírito Santo, a maior maravilha que já existiu e jamais existirá outra igual: Jesus Cristo, o Homem-Deus. Consequentemente, a Mãe da Igreja também produzirá as coisas mais admiráveis que hão de existir nos últimos tempos25. A este respeito, São Luís Maria profetiza que: “A formação e educação dos grandes santos, que hão de vir no fim do mundo, estão-lhe reservadas, pois só esta Virgem Singular e Miraculosa pode produzir, em união com o Espírito Santo, coisas singulares e extraordinárias”26. Como não enxergar nessa profecia os grandes santos dos últimos tempos, como Santa Teresinha, São João Bosco, São Pio de Pietrelcina, São João Paulo II. Estes e muitos outros grandes santos dos últimos séculos se consagraram e, com maravilhosa eficácia, estabeleceu-se o Reino de Jesus Cristo e da Virgem Maria em seus corações. Nos consagremos, para que o Reino de Jesus e de Maria se estabeleça e cresça de forma também extraordinária em nossos corações. Nossa Senhora de Fátima, rogai por nós!


Escrito por Natalino Ueda, brasileiro, católico, formado em Filosofia e Teologia. Na consagração a Virgem Maria, segundo o Tratado de São Luís Maria Grignion de Montfort, descobriu um caminho fácil, rápido, perfeito e seguro para chegar a Jesus Cristo. Desde então, ensina e escreve sobre esta devoção, o caminho “a Jesus por Maria”, que é hoje o seu maior apostolado.


Fonte: Canção Nova

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz

Você sabe por que o Sábado é dedicado a Nossa Senhora?

Segundo a tradição, a Igreja dedicou o Sábado a Nossa Senhora pelo fato de ter sido no primeiro Sábado Santo que Ela viveu sem ter Jesus vivo. Esse dia foi considerado o Sábado da solidão, do deserto, da morte e do luto. Foi o dia em que Maria Santíssima chorou e sofreu pela ausência de seu Filho. Podemos pensar que foi no sábado que precedeu a Ressurreição de Jesus que a Virgem Maria viveu o mistério da dor, profetizado por Simeão em Lc 2,35: “E uma espada transpassará a tua alma.” Entretanto, Ela manteve-se firme na fé, com esperança inabalável em seu Doloroso e Imaculado Coração, aguardando a Ressurreição d’Ele.

Maria Rainha 1

Para viver esta experiência de fé da Virgem Maria, a Igreja, desde cedo passou a consagrar o sábado à sua devoção. Com o passar do tempo, foram surgindo muitos atos de piedade em honra da Virgem Santíssima, tais como: as “Mil Ave-Marias”, o terço em família e o Ofício da Imaculada Conceição etc.

Nas aparições de 13 de junho e 13 de julho de 1917, Nossa Senhora de Fátima, chamou a atenção de Lúcia para o costume de dedicar os sábados em Sua honra e rezar o terço em reparação: “Jesus quer estabelecer no mundo a devoção do meu Imaculado Coração”. Depois os três pastorzinhos viram Nossa Senhora tendo em sua mão direita um coração cercado de espinhos. Compreenderam que era o Coração Imaculado de Maria, ultrajado pelos pecados da humanidade, que pedia reparação:

“Se fizerem o que vou vos dizer, muitas almas serão salvas e haverá paz. […] Voltarei para pedir a consagração da Rússia ao meu Coração Imaculado e a devoção reparadora dos primeiros sábados (do mês).”
Honrar Nossa Senhora especialmente nos sábados vem nos recordar que a Mãe de Deus quer nos apontara direção de seu Filho que é o Senhor dos nossos dias e todos os outros dias da semana.

Escrito por: Pe. Alberto Gambarini 

Adaptação e Foto: Portal Terra de Santa Cruz 


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Nas dores de Maria encontramos esperança e direção do céu

As dores de Maria não são de desespero, são de confiança, de esperança de uma mãe que nunca tirou o seu coração de Deus!

Mulher, este é o teu filho”. Depois disse ao discípulo: ‘Esta é a tua mãe’” (João 19, 26-27).

Na sequência da Festa da Santa Cruz, celebramos Nossa Senhora das Dores, a mãe dolorosa de Jesus, aquela de quem o profeta Simeão profetizou quando Jesus ainda era criança nos seus braços: “Quanto a ti, uma espada te transpassará a alma” (Lucas 2, 35).

A alma de Maria é transpassada por essa espada por toda a vida. Por causa do seu filho, ela não é compreendida num primeiro momento nem por José; por causa do seu filho, ela precisa fugir para o Egito para que Herodes não mate aquela criança. Ela perde seu filho no templo porque, num primeiro momento, não compreendeu qual era a missão d’Ele [seu filho].

Por causa do seu filho Jesus, ela que tinha n’Ele seu filho único, vai viver sozinha porque, Ele vai cumprir sua missão e José vai para a casa de Deus Pai.

Mas, ela é a mãe dolorosa que está aos pés da cruz vendo seu filho sofrer a pior das humilhações humanas; seu filho que derrama Seu sangue por terra, é açoitado, desprezado, é humilhado.

Que doloroso para uma mãe, seja qual mãe for, ver um filho morrer! A Virgem, Mãe das Dores, é a mãe que consola todas as mães: aflitas, agonizantes, que vivem a saudade dos filhos, que choram a perda de seus filhos; mães que tentam engravidar e não conseguem, mães que buscam luz no céu para criarem seus filhos, mães que não são compreendidas e amadas como deveriam ser pelos filhos.

Maria é mãe companheira, consoladora. É a mãe que soube enfrentar todas as dores que uma mãe enfrenta e transformou suas dores não num inferno, mas, como porta de chegar ao céu! Maria é a mãe que olha para o olhar de cada mãe e diz: ‘Você não está sozinha!’. Maria é a mãe que ajuda cada mãe a carregar seus filhos nos braços; filho criança que chora, que está carente; o filho adolescente com todos os seus problemas e dificuldades; o filho que se perdeu no mundo das drogas; o filho que vive o drama do alcoolismo; o filho que busca soluções para sua vida.

Hoje, convido cada mãe a olhar para a Virgem, Mãe das Dores. As dores de Maria não são de desespero, são de confiança, de esperança de uma mãe que nunca tirou o seu coração de Deus!

Que nossas mães possam, a cada dia, olhar para a Virgem Mãe e não perder a esperança nem a direção do céu!

Escrito por Padre Roger Araújo – sacerdote da Comunidade Canção Nova/cancaonova.com 

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz 


08/09 – Natividade de Maria, rainha do Céu!

O nascimento de Maria Santíssima traz ao mundo o anuncio jubiloso de uma boa nova: a  Mãe do Salvador já está entre nós. Ele é o alvorecer prenunciativo de nossa salvação, o início  histórico da
obra da Redenção. E “como celebraremos o nascimento de Maria?”

Essa pergunta, feita por São Pedro Damião em seu “Segundo Sermão sobre a Natividade de Nossa Senhora”, ainda surge hoje quando se trata de comemorar essa solenidade. O acontecimento é grande demais. E assim o santo justificou sua perplexidade:

“Às trevas do paganismo e à falta de fé dos judeus, representadas pelo templo de Salomão, sucede o dia luminoso no templo de Maria. É justo, portanto, cantar este dia e Aquela que nele nasceu. Mas como poderíamos celebrá-la dignamente? Podemos narrar as façanhas heroicas de um mártir ou as virtudes de um santo, porque são humanas. Mas como poderá a palavra mortal, passageira e transitória exaltar Aquela que deu à luz a Palavra que fica? Como dizer que o Criador nasce da criatura?”

Uma Festa de Alegria

Está inteiramente de acordo com o espírito da Igreja festejar com alegria a Festa da Natividade da Bem-Aventurada Virgem Maria. Sua comemoração é feita no dia 8 de Setembro. “A celebração de hoje é para nós o começo de todas as festas”, afirma o Calendário Litúrgico Bizantino. O nascimento de Maria Santíssima traz ao mundo o anuncio jubiloso de uma boa nova: a mãe do Salvador já está entre nós. Ele é o alvorecer prenunciativo de nossa salvação, o início histórico da obra da Redenção.

São Pedro Damião afirma em sua homilia para essa festa:

“Deus onipotente, antes que o homem caísse, previu a sua queda e decidiu, antes dos séculos, a redenção humana. Decidiu Ele encarnar-se em Maria.” “Hoje é o dia em que Deus começa a pôr em prática o seu plano eterno, pois era necessário que se construísse a casa, antes que o Rei descesse para habitá-la. Casa linda, porque, se a Sabedoria constrói uma casa com sete colunas trabalhadas, este palácio de Maria está alicerçado nos sete dons do Espírito Santo. Salomão celebrou de modo soleníssimo a inauguração de um templo de pedra. Como celebraremos o nascimento de Maria, templo do Verbo encarnado? Naquele dia a glória de Deus desceu sobre o templo de Jerusalém sob forma de nuvem, que o obscureceu.

O Senhor que faz brilhar o sol nos céus, para a sua morada entre nós escolheu a obscuridade (1Rs 8,10-12), disse Salomão na sua oração a Deus. Este mesmo templo estará repleto pelo próprio Deus, que vem para ser a luz dos povos.”

Sao Joaquim e Nossa Senhora Menina - Ig. S.Juan y S. Vicente- Valencia_1.jpg A Natividade de Maria era celebrada no Oriente católico muito antes de ser instituída no Ocidente. Ela tem provavelmente sua origem em Jerusalém, em meados do século V. Foi em Jerusalém que se manteve viva a tradição que a Virgem teria nascido junto à Porta da Piscina Probática.

Nessa festa o mundo católico admira Nossa Senhora como sendo Ela a aurora que anuncia o Sol de justiça que dissipa as trevas do pecado. Nela, a Igreja convida a “contemplarmos uma menina como todas as outras, e que ao mesmo tempo é única, pois, Ela é a “bendita entre todas as mulheres” (Lc 1, 42), a Imaculada “filha de Sião”, destinada a tornar-se a Mãe do Messias”.(João Paulo II, Audiência de 8/9/2004)

Alegria até para os Anjos

A alegria nas comemorações da festa litúrgica do nascimento de Nossa Senhora é justificadamente incentivada a todos, até aos anjos:

“Alegrem-se os Patriarcas do Antigo Testamento que, em Maria, reconheceram a figura da Mãe do Messias. Eles e os justos da Antiga Lei aguardavam há séculos, serem admitidos na glória celeste pela aplicação na fé dos méritos de Cristo, o bendito fruto da Virgem Maria.  “Alegrem-se todos os homens porque o nascimento da Virgem veio anunciar-lhes a aurora do grande dia da libertação pela qual aspiram todos os povos. Alegrem-se todos os anjos porque neste dia foi-lhes dada pela primeira vez a ocasião de reverenciar a sua futura Rainha.” (Lehmann, P. JB. Na luz Perpétua, 1959 p.268)

Só no Céu houve Festa

Ainda que sendo Maria a “Virgem bela e Gloriosa” que Deus amou com predileção desde a sua eternidade, desde toda a Criação como sua obra-prima, enriquecida das graças mais sublimes e elevada à excelsa dignidade de Mãe de Deus, (Patriarca Fócio, Homilia sobre a Natividade,PG 43) visivelmente, nenhum acontecimento extraordinário acompanhou o nascimento de Maria.

Os Evangelhos nada dizem sobre sua natividade. Nenhum relato de profecia, nem aparições de anjos, nem sinais extraordinários são narrados pelos Evangelistas. Só no Céu houve Festa, pois o Filho de Deus vê sua Mãe nascer.

Maria, santa desde o primeiro instante de sua vida

Os Santos e outros abalizados autores, de diversas maneiras exprimiram essa doutrina. Em um de seus arrebatadores sermões dedicados a Nossa Senhora, São Tomás de Villanueva ensina: “Era necessário que a Mãe de Deus fosse também puríssima, sem mancha, sem pecado. E assim não apenas quando donzela, mas em menina foi santíssima, e santíssima no seio de sua mãe, e santíssima em sua concepção. Pois não convinha que o santuário de Deus, a mansão da Sabedoria, o relicário do Espírito Santo, a urna do maná celestial, tivesse em si a menor mácula. Pelo que, antes de receber aquela alma santíssima, foi completamente purificada a carne até do resíduo de toda mancha, e assim, ao ser infundida a alma, não herdou nem contraiu pela carne mancha alguma de pecado, como está escrito: “Fixou sua habitação na paz” (Sl. LXXV, 3). Quer dizer, a mansão da divina Sabedoria foi construída sem a inclinação para o pecado.

Ao assinalar os principais privilégios que acompanharam a Imaculada Conceição de Maria, escreve São João Eudes:

Santa Ana e Nossa Senhora Menina.jpg

“A gloriosa Virgem não apenas foi preservada do pecado original em sua concepção, como foi também adornada da justiça original e confirmada em graça desde o primeiro momento de sua vida, segundo muitos eminentes teólogos, a fim de ser mais digna de conceber e dar à luz o Salvador do mundo. Privilégio que jamais foi concedido a criatura alguma humana nem angélica, pertencendo somente à Mãe do Santo dos Santos, depois de seu Filho Jesus […]

“Todas as virtudes, com todos os dons e frutos do Espírito Santo, e as oito bem-aventuranças evangélicas se encontram no coração de Maria desde o momento de sua concepção, tomando inteira posse e estabelecendo n’Ela seu trono num grau altíssimo e proporcionado à eminência de sua graça”.

“Santo Afonso de Ligório, por sua vez, comenta: “A nossa celeste menina, tanto por causa de seu ofício de medianeira do mundo, como em vista de sua vocação para Mãe do Redentor, recebeu, desde o primeiro instante de sua vida, graça mais abundante que a de todos os Santos reunidos. E que admirável espetáculo para o Céu e para a Terra, não seria a alma dessa bem-aventurada menina, encerrada ainda no seio de sua mãe! Era a criatura mais amável aos olhos de Deus, pois que, já cumulada de graças e méritos, podia dizer: ‘Quando era pequenina agradei ao Altíssimo’. E ao mesmo tempo era a criatura mais amante de Deus, de quantas até então haviam existido.

“Houvera, pois, nascido imediatamente após a sua Imaculada Conceição, e já teria vindo ao mundo mais rica em méritos e mais santa do que toda a corte dos Santos. Imaginemos, agora, quanto mais santa nasceu a Virgem, vendo a luz do mundo só depois de nove meses, os quais passou adquirindo novos merecimentos no seio materno!”

“Preciosa pérola no seio de Sant’Ana

“Com seu gracioso estilo, o Pe. Manuel Bernardes nos apresenta Maria no seio materno sempre santa: “Uma pérola deu a Rainha Cleópatra a Marco Antônio, que se avaliava em muitos mil talentos. Em quanto avaliaremos nós esta pérola animada, que se formou na concha do ventre de Sant’Ana? Há nas Índias pérolas, que, em razão de sua diferente grandeza e figura, se chamam pérolas Ave Marias e pérolas Padre-nossos. Ó que ricas Índias se descobrirão hoje na casa da gloriosíssima e felicíssima matrona Sant’Ana, donde nos veio tal pérola Ave Maria, que nos deu tal pérola Padre Nosso? Por certo que ainda que todo o firmamento fora um livro (como o considera São João no Apocalipse), e se escrevesse todo de letras de algarismo, não somariam o valor destas duas pérolas. Porque, enfim, como dizíamos, e é certo, tudo o que devemos a Cristo Filho de Deus, devemos por conseguinte a Maria, escolhida para Mãe de Deus, e que foi a que deu pés a Deus, para andar com os homens na Terra”.

“Como fecho dos comentários ao presente louvor, ouçamos estas ardorosas palavras do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira:

“”Porque concebida sem pecado original, Nossa Senhora, afirmam os teólogos, foi dotada do uso da razão desde o primeiro instante de seu ser. Portanto, já no ventre materno Ela possuía altíssimos e sublimíssimos pensamentos, vivendo no seio de Sant’Ana como num verdadeiro tabernáculo.

“Temos uma confirmação indireta disso no que narra a Sagrada Escritura (Lc. I, 44) a respeito de São João Batista. Ele, que fora engendrado no pecado original, ao ouvir a voz de Nossa Senhora saudando Santa Isabel, estremeceu de alegria no seio de sua mãe.

“Assim, pode-se acreditar que a Bem-aventurada Virgem, com a altíssima ciência que recebera pela graça de Deus, já no seio de Sant’Ana começou a pedir a vinda do Messias e, com Ele, a derrota de todo mal no gênero humano. E desde o ventre materno se estabeleceu, com certeza, no espírito de Maria, aquele elevadíssimo intuito de vir a ser, um dia, a servidora da Mãe do Salvador.

“Na realidade, por essa forma Nossa Senhora já começava a influir nos destinos da humanidade. Sua presença na Terra era uma fonte de graças para todos aqueles que d’Ela se aproximavam na sua infância, ou mesmo quando ainda se encontrava no seio de Sant’Ana. Pois se da túnica de Nosso Senhor – conta o Evangelho (Lc. VIII, 44-47) – se irradiavam virtudes curativas para quem a tocasse, quanto mais da Mãe de Deus, Vaso de Eleição!

“Por isso, pode-se dizer que, embora fosse Ele criancinha, já em seu natal graças imensas raiaram para a Humanidade”. (“Mons. João Scognamiglio Clá Dias, EP; “Pequeno Ofício da Imaculado Conceição”)

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A Igreja convida a contemplarmos uma menina como todas as outras, e que ao mesmo tempo é única, pois, Ela é a “bendita entre todas as mulheres ” (Lc 1, 42), a Imaculada “filha de Sião, destinada a tornar-se a Mãe do Messias”

(Beato João Paulo II, Audiência de 8/9/2004)

(Fonte: Arautos do Evangelho)


Portal Terra de Santa Cruz 7

Maria quer te ajudar a acreditar na Santa Eucaristia diante das tentações.

Certo sacerdote vivia muito atormentado por graves tentações contra a fé. Sofria dúvidas, principalmente sobre a presença real de Jesus no Santíssimo Sacramento.

Tornaram-se tão graves e tão insistentes, que quase perdeu a coragem de celebrar a Santa Missa. Dirigiu-se então, aflitíssimo à Maria Santíssima suplicando que a ele fosse devolvida, a paz da alma, e afastasse tais tentações. A Virgem Mãe atendeu às orações deste pobre sacerdote.

Certo dia, celebrando ele a Santa missa, aconteceu que, depois do “Pai-Nosso”, desapareceu a Santa Hóstia!

EUCARISTIA+Maria

Procurou-a muito aflito, mas, sem resultado, vendo neste incidente inexplicável, um castigo às suas dúvidas. Mas, eis que teve uma visão de Nossa Senhora, bela e sorridente, trazendo nos braços o Menino Jesus todo amável e carinhoso e diz:

“Vê aqui em meus braços o Menino Jesus, a quem eu dei a luz em Belém, vê o Menino que eu alimentei e carreguei nos meus braços. É este mesmo! O meu Filho a quem consagras na Santa Missa, a quem tomas em tuas mãos e mostras ao povo para adorá-lo. É o mesmo a quem recebes na Santa Comunhão e cujo sangue, bebes. Deito-O, novamente em tuas mãos para que O recebas com fé e amor.”

Ditas estas palavras, Maria Santíssima entregou a ele, o Menino Jesus, que se transformou, imediatamente na figura do pão.

O sacerdote continuou a Santa Missa com indescritível alegria e piedade. Tomou a Santa Comunhão com tanta fé e gratidão, como jamais o fizera em toda a sua vida.

Nossa Senhora devolveu a paz ao pobre sacerdote!

Fonte: Aleteia

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz – Diocese da Campanha-MG


 

Nossa Senhora Rainha por excelência.

A Igreja celebra a festa de Nossa Senhora Rainha no dia 22 de agosto; isto é sete dias após o dia de sua Assunção ao céu, dia 15 de agosto, que foi colocada no domingo seguinte, depois da reforma litúrgica.

Na belíssima e tradicional Ladainha Lauretana, a Igreja saúda Maria com uma série de invocações que se cantavam no santuário de Loreto, na Itália, onde está conservada, segundo uma tradição piedosa, a casa de Nossa Senhora em Nazaré levada para lá. Essa Ladainha é como se fosse um riquíssimo colar de títulos, honras e glórias de Maria, e revela verdades profundas sobre a Mãe de Deus. Ali encontramos Maria sendo saudada como Rainha dos Anjos, dos Patriarcas, dos Profetas, dos Apóstolos, dos Mártires, dos Confessores, das Virgens, de todos os Santos Rainha concebida sem pecado original, Rainha Assunta ao céu, Rainha do sacratíssimo Rosário e Rainha da Paz.

Maria Rainha 1

Ela é a rainha dos Anjos, pois eles a obedecem e, como diz S. Luiz de Montfort, estão ávidos por receber dela uma ordem, a fim de poderem demonstrar seu amor. Também os demônios a obedecem e fogem de sua presença; pois com seus pés virginais ela recebeu de Deus o poder e a missão de esmagar a cabeça de Satanás (Gn 3,15).

Ela é a Rainha dos Patriarcas: Abraão, Isaac, Jacó, David…, os pais do povo de Deus que aguardavam ansiosamente a chegada do reino celeste, o qual veio com Jesus, por Maria.

Se Jesus é o Rei, o Esperado das Nações, Maria é a Rainha que O trouxe.

Ela é a Rainha dos Profetas porque Cristo é o Profeta por excelência. Ele mesmo o disse: “Nenhum profeta é bem aceito em sua pátria” (Lc 4,24). E o povo O aclamava em Jerusalém: “Este é Jesus o profeta de Nazaré da Galileia” (Mt 21,11). Após a multiplicação dos pães o povo dizia: “Este verdadeiramente o profeta que devia vir ao mundo” (Jo 6,14). E todos os profetas antigos O anunciaram.

Ora, se Jesus é o grande Profeta, Sua santíssima Mãe é a Rainha de todos os demais profetas. Santo Efrém, doutor da Igreja, a chamou de “glória dos profetas”; São Jerônimo escreveu que ela foi “a profecia que os profetas profetizaram”; Santo André de Creta dizia que ela era “o resumo das divinas profecias, sobre as quais falaram todos os que receberam o dom de interpretar”, e São Boaventura a louvou como “a voz mais verdadeira das que anunciaram os oráculos de Deus” (Maria Medianeira, p. 90).

Ela é a Rainha dos Apóstolos. Cristo a deu a seus Apóstolos como Mãe aos pés da cruz, para que sob sua proteção materna eles pudessem cumprir a difícil missão de levar o Evangelho a todos. Foi sob sua guarda que a Igreja iniciou sua história missionária no dia de Pentecostes. Nos Atos dos Apóstolos.

Maria aguardava junto com os discípulos o “cumprimento da promessa do Pai” (At 1,4) de que seriam “batizados no Espírito Santo”. E Maria ali presente no Cenáculo, atraiu seu Esposo, o Espírito Santo, sobre todos eles, com suas orações.

Assim, como gerou Jesus, a Cabeçada Igreja, pela ação do Espírito Santo, ela, em Pentecostes, pela ação do mesmo Espírito começava a gerar a Igreja, o corpo Místico de seu querido Jesus.

Quanto não terá Maria consolado, animado e fortalecido aos Apóstolos, com sua fé, seu amor e sua presença!… É fácil de imaginar o quanto ela foi importante para eles após a Ascensão de Jesus ao céu.

Acima de tudo, Maria é a Rainha dos Apóstolos como disse o Papa Paulo VI, na encíclica “Evangeii Nuntiandi”, é “a Estrela da Evangelização”. Em nossos dias sobretudo, com suas mensagens frequentes com muitas aparições, Ela nos ensina como se deve viver o Evangelho de seu Filho.

“Ela tem um poder sobre o coração do homem que só Cristo lhe podia dar, como diz o Pe. Paschoal Rangel. Ela “fala” no mais íntimo dos cristãos, e ali, com essa Palavra interior, é mais apóstola do que o poderiam ser todos os apóstolos” (MM, p. 92).

Ela é também a Rainha dos Mártires que derramaram seu sangue para testemunhar Jesus. Ninguém sofreu tanto por Jesus quanto Maria, por isso ela é a Mártir dos Mártires. Logo na apresentação de Jesus no Templo, quarenta dias após Seu nascimento, o profeta Simeão já lhe avisa sobre o mar de dores que terá pela frente: “Uma espada transpassará tua alma” (Lc 2,35).

O padre Inácio Valle explica muito bem os mistérios ocultos nessa “espada de Simeão”: “Maria compreende a diferença essencial entre o seu oferecimento e o das outras mães, pois estas cumprem uma cerimônia: ofereciam os filhos, e em seguida os tornavam a receber, pagando o resgate no Templo de Jerusalém. Maria sabe que oferece seu Filho para a morte, que Deus o aceita e a morte será infalivelmente executada.

Pela boca do santo velho Simeão, Deus lhe manifesta que também Ela acompanhará os martírios da Vítima com sofrimentos inauditos” (Vamos Todos a Maria Medianeira, p. 51).

Falando sobre isso o Papa Leão XIII, na encíclica “Jucunda semper expectatione”, assim disse: “Quando se ofereceu a Deus como escrava para a missão de mãe, ou quando se ofereceu com seu Filho como total holocausto no Templo, desde esses fatos tornou-se co-participante da laboriosa obra de expiação do gênero humano” (VtMM, p. 51).

Maria sofreu como ninguém por nossa salvação. Ela participou intimamente de toda a paixão de seu Filho, a quem amava infinitamente. Ela viu e experimentou o sofrimento de Jesus, as maiores dores físicas e morais que a um ser humano foi dado experimentar. Por isso é a Rainha dos Mártires, pois viveu o maior martírio.

Podemos dizer com os Santos que Maria sofreu uma série de martírios, mesmo sem morrer. A espada de seu martírio não foi a do carrasco, pior ainda, foi a da alma, da compaixão a Jesus. A dor da alma é pior que a do corpo.

Ensinam-nos os santos que Deus, querendo associar Maria à obra da salvação, fez dela também “a mulher das dores”, e para isto lhe deu a graça e a força sobrenatural para que não desfalecesse em tanto sofrimento.

O Papa Bonifácio IV a chamou de “a Santa dos Mártires”, em 13 de maio de 609, quando incorporou o antigo Panteão ao cristianismo, dedicado a Maria (Temas Marianos, p. 275).

Ninguém como Maria viveu também aquilo que S. Paulo disse: “Eu que agora me alegro nos sofrimentos por vós, e completo na minha carne o que falta ao sofrimento de Cristo pelo Seu corpo, que é a Igreja” (Cl 1,24).

Diz o Pe. Faber, sacerdote espanhol, que “a Paixão foi o sacrifício de Jesus na Cruz e a compaixão foi o de Maria ao pé da cruz, sua oferenda ao Eterno Pai, oferenda de uma criatura sem pecado, consumida para expiar culpas alheias” (TM, p. 276).

O Papa Bento XV, na encíclica “Inter Sodalicia”, de 22 de março de 1918, assim se expressa: “Referem comumente os doutores da Igreja que a Santíssima Virgem, a qual como que ‘se ausentou’ durante a vida pública de Cristo, não sem plano divino se achou presente na hora de Sua crucifixão e morte. A saber, de tal modo sofreu e “morreu” com Cristo paciente e agonizante, de tal modo abdicou do seu direito materno sobre a vida do Filho, imolando-O assim, enquanto podia, à divina justiça, que se pode dizer com razão que Ela remiu o mundo juntamente com Cristo” (VtMM, p. 59).

Por tudo isso, a Virgem Maria é Rainha Rainha dos Anjos, dos Patriarcas, dos Profetas, dos Apóstolos, dos Mártires, dos Confessores, das Virgens, de todos os Santos; Rainha concebida sem pecado original, Rainha Assunta ao céu, Rainha do sacratíssimo Rosário e Rainha da Paz.

Prof.Felipe Aquino


Portal Terra de Santa Cruz

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Solenidade da Assunção (Dormição) da Santíssima Virgem Maria

“A Imaculada Mãe de Deus, a sempre Virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre foi assunta em corpo e alma à glória celestial”. Assim definiu, o Papa Pio XII em 1950 através da Constituição Apostólica Munificentissimus Deus, este dogma que é celebrado solenemente neste dia 15 de agosto – a Assunção da Santíssima Virgem Maria. A Igreja no Brasil celebrará essa solenidade no domingo, 16.

O dogma da Assunção se refere a que a Mãe de Deus, ao cabo de sua vida terrena, foi elevada em corpo e alma à glória celestial.

Virgem

Na celebração desta solenidade, em 2010, o Papa Bento XVI destacou a importância dessa data. “Nesta solenidade da Assunção, contemplamos à Maria: ela nos enche de esperança a um futuro repleto de alegria e nos ensina o caminho para alcançá-lo: acolher na fé o Seu Filho; nunca perder a amizade com Ele, deixando-nos iluminar e guiar pela Sua Palavra; segui-lo cada dia, inclusive naqueles momentos nos quais sentimos que nossas cruzes ficam pesadas. Maria, a arca da Aliança que habita no santuário do céu, nos indica com claridade luminosa que estamos em caminha à nossa verdadeira Casa, a comunhão da alegria e da paz com Deus”.

O Catecismo da Igreja Católica explica que “a Assunção da Santíssima Virgem constitui uma participação singular na Ressurreição do seu Filho e uma antecipação da Ressurreição dos demais cristãos” (966).

A importância da Assunção para homens e mulheres do começo do Terceiro Milênio da Era Cristã reside na relação que existe entre a Ressurreição de Cristo e nossa. A presença de Maria, ser humano como nós, que se encontra em corpo e alma já glorificada no Céu, é isso: uma antecipação da nossa própria ressurreição.

O Papa João Paulo II, em uma de suas catequeses sobre a Assunção, explicou isto nos seguintes termos:

“O dogma da Assunção, afirma que o corpo de Maria foi glorificado depois de sua morte. Com efeito, enquanto para os demais homens a ressurreição dos corpos ocorrerá no fim do mundo, para Maria a glorificação do seu corpo se antecipou por singular privilégio”.

“Contemplando o mistério da Assunção da Virgem, é possível compreender o plano da Providência Divina com respeito a humanidade: depois de Cristo, Verbo Encarnado, Maria é a primeira criatura humana que realizou o ideal escatológico, antecipando a plenitude da felicidade prometida aos eleitos mediante a ressurreição dos corpos”, declarou São Jo0ão Paulo II, na audiência geral de 9 de julho de 1997.

Ao celebrar esta solenidade em 1997, João Paulo II indicou: “Maria Santíssima nos mostra o destino final dos que ‘escutam a Palavra de Deus e a cumprem’ (Lc. 11,28). Nos estimula a elevar nosso olhar às alturas onde se encontra Cristo, sentado à direita do Pai, e onde também está a humilde escrava de Nazaré, já na glória celestial”.

A festa da Assunção

O dogma da Assunção da Virgem Maria foi definido pelo Papa Pio XII em 1 de novembro de 1950 mediante a Constituição Apostólica Munificentissimus Deus. Convém conhecer as palavras do Santo Padre: «Pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que: a imaculada Mãe de Deus, a sempre virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial ». O Catecismo da Igreja Católica (N. 966) diz-nos que a Assunção de Nossa Mãe constitui uma singular participação na ressurreição de seu Filho e uma antecipação da ressurreição de outros cristãos. Sobre a morte de Maria o Papa Pio XII não se pronuncia, simplesmente não julga oportuno declará-la solenemente. João Paulo II nos esclarece o ponto dizendo que:  dado que Cristo morreu, seria difícil afirmar o contrário no que concerne à Mãe.. A Mãe não é superior ao Filho que aceita docilmente a morte e lhe dá um novo significado, transformando-a em instrumento de salvação. Mas, de que morreu Maria? Nada sabemos com certeza. Agora, sem dúvida, sua morte foi, desde todo ponto de vista, exemplar. Qualquer que tenha sido o fato orgânico e biológico que, sob o aspecto físico, causou a cessação da vida do corpo, pode-se dizer que a passagem desta vida à outra constituiu para Maria uma maturação da graça na glória, de tal forma que jamais como nesse caso a morte pôde ser concebida como uma dormida. 

Fontes: AC e http://www.vidacrista.org.br

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz


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