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O Reino de Cristo como consequência do Reino da Virgem

Em nossos dias, marcados por uma sensibilidade ecumênica, notamos cada vez mais a valorização da Palavra de Deus, para que a semente do Reino de Deus seja plantada nos corações 5. Vemos também em nossas comunidades uma crescente valorização da Liturgia e da adoração ao Santíssimo Sacramento como momentos de encontro com Jesus Cristo, o Reino de Deus em pessoa. Verificamos ainda o florescimento cada vez maior da devoção a Santíssima Virgem Maria como caminho que leva a Jesus Cristo, tema que queremos tratar mais longamente, a partir da doutrina de São Luís Maria Grignion de Montfort, no seu livro “Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem”. Segundo o Santo, o Reino de Jesus Cristo se estabelecerá no mundo, e também em nossos corações, como consequência necessária do Reino da Virgem Maria, pois ela deu o Filho de Deus ao mundo a primeira vez, e há de fazê-lo resplandecer em sua glória na segunda vinda6. A este respeito, convém esclarecer que a Virgem Maria é Rainha do Céu e da Terra por graça7 e que Jesus Cristo é Rei do Universo por natureza e por conquista8. Deus quis “começar e acabar as suas maiores obras pela Virgem Santíssima depois de a formar, digo que é de crer que não mudará de procedimento em todos os séculos9. Ele é Deus e não muda nem nos Seus sentimentos nem na sua conduta”10. Na “plenitude dos tempos”11, “foi pela Santíssima Virgem Maria que Jesus Cristo veio ao mundo, e é também por Ela que deve reinar no mundo”12.

O Reino da Virgem Maria e de Jesus Cristo se estabelecerão no mundo de forma extraordinária através da consagração total.

Nossa Senhora Rainha

A Virgem Maria é Rainha dos nossos corações

Como vimos anteriormente, o Reino de Jesus Cristo consiste principalmente no coração, no no nosso interior, segundo nos diz a Palavra de Deus: “O Reino de Deus está dentro de vós”13. Santo Agostinho chega a dizer que o Senhor é “superior summo meo et interior intimo meo – maior do que o que há de maior em mim e íntimo do que o que há de mais íntimo em mim”14. Da mesma forma, o Reino da Santíssima Virgem está também em nosso interior, no mais íntimo da nossa alma15. Segundo São Luís Maria, é especialmente nas nossas almas que Nossa Senhora é mais glorificada com seu Filho Jesus Cristo, mais do que em todas as criaturas visíveis, por isso, “podemos chamá-la, com os santos, Rainha dos corações”16. Em vista da sua maternidade espiritual, esta Rainha “recebeu de Deus um grande poder sobre as almas dos eleitos”17. Por graça, Nossa Senhora pode: fazer em nós sua morada, formar, alimentar e gerar para a vida eterna como nossa Mãe; receber-nos por sua herança e parte que lhe cabe; formar-nos em Jesus Cristo e a Jesus Cristo em nós; lançar nos nossos corações a raiz das suas virtudes e ser a companheira inseparável do Espírito Santo nas obras de sua graça18. Entretanto, a Mãe de Deus “não pode, repito, fazer tudo isto se não tiver direito e poder sobre as suas almas. Por singularíssima graça, o Altíssimo, tendo-lhe dado o poder sobre o seu Filho Único e natural, lho deu também sobre os Seus filhos adotivos, e isto não somente quanto ao corpo, o que seria pouco, mas também quanto à alma.”19.

Os efeitos do Reino da Virgem Maria em nossas almas

Quando nos consagramos de corpo e alma a Santíssima Virgem, ela comunica-se a nós para glorificar o Senhor, o seu espírito ocupará o lugar do nosso para se regozijar no Senhor, seu Salvador20, desde que sejamos fiéis às práticas desta devoção. Santo Ambrósio, Bispo e Doutor da Igreja do século IV, já falava desta presença de Nossa Senhora nas almas: “Que a alma de Maria esteja em cada um para glorificar o Senhor; que o espírito de Maria esteja em cada um para se alegrar em Deus”21. São Luís Maria esperou ansiosamente por este Reino da Virgem Maria nas almas: “Ah! Quando virá esse feliz tempo – diz um santo homem dos nossos dias, todo perdido em Maria – Ah! Quando chegará esse feliz tempo em que Maria Santíssima será constituída Senhora e Soberana dos corações, para os submeter plenamente ao Império do seu Grande e Único Amor, Jesus?! Quando é que as almas respirarão Maria como os corpos respiram o ar?! Acontecerão então coisas maravilhosas neste pobre mundo. Porque o Espírito Santo, encontrando a sua amada Esposa reproduzida nas almas, descerá abundantemente sobre elas, plenificando-as de Seus dons, particularmente do dom da sabedoria, para nelas operar maravilhas de graça. Meu querido irmão, quando virá esse tempo feliz, esse século de Maria, em que muitas almas escolhidas e obtidas do Altíssimo por Maria, perdendo-se a si mesmas no abismo do interior d’Ela, se tornarão cópias vivas de Maria, para amar e glorificar a Jesus Cristo? Esse tempo só virá quando a Devoção que ensino for conhecida e praticada: ‘Para que venha o Vosso Reino, ó Jesus, venha o Reino de Maria!’”22.

A consagração a Virgem Maria e o Reino de Jesus Cristo

Assim, o Reino de Jesus Cristo se estabelecerá e crescerá em nossos corações, como consequência necessária do Reino da Virgem Maria23. Esta dinâmica da Mãe de Deus “formar-nos em Jesus Cristo e a Jesus Cristo em nós”24, que se dá pela ação do Espírito Santo, não está de forma alguma separada da ação da Palavra de Deus e da Eucaristia em nossas almas. Quanto mais acolhemos, meditamos a Palavra e rezamos com Ela, mais a Virgem forma-nos em Jesus e Jesus em nós. Quanto mais nos aproximamos de Jesus Cristo, na Santa Missa e na adoração ao Santíssimo Sacramento, mais a Mãe de Deus forma-nos em Cristo e Cristo em nós. Entretanto, este estabelecer-se do Reino de Deus em nós ganhará extraordinária eficácia com a consagração total a Jesus por Maria. Não duvidemos da força desta devoção, pois Maria produziu, com o Espírito Santo, a maior maravilha que já existiu e jamais existirá outra igual: Jesus Cristo, o Homem-Deus. Consequentemente, a Mãe da Igreja também produzirá as coisas mais admiráveis que hão de existir nos últimos tempos25. A este respeito, São Luís Maria profetiza que: “A formação e educação dos grandes santos, que hão de vir no fim do mundo, estão-lhe reservadas, pois só esta Virgem Singular e Miraculosa pode produzir, em união com o Espírito Santo, coisas singulares e extraordinárias”26. Como não enxergar nessa profecia os grandes santos dos últimos tempos, como Santa Teresinha, São João Bosco, São Pio de Pietrelcina, São João Paulo II. Estes e muitos outros grandes santos dos últimos séculos se consagraram e, com maravilhosa eficácia, estabeleceu-se o Reino de Jesus Cristo e da Virgem Maria em seus corações. Nos consagremos, para que o Reino de Jesus e de Maria se estabeleça e cresça de forma também extraordinária em nossos corações. Nossa Senhora de Fátima, rogai por nós!


Escrito por Natalino Ueda, brasileiro, católico, formado em Filosofia e Teologia. Na consagração a Virgem Maria, segundo o Tratado de São Luís Maria Grignion de Montfort, descobriu um caminho fácil, rápido, perfeito e seguro para chegar a Jesus Cristo. Desde então, ensina e escreve sobre esta devoção, o caminho “a Jesus por Maria”, que é hoje o seu maior apostolado.


Fonte: Canção Nova

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz

Você sabe por que o Sábado é dedicado a Nossa Senhora?

Segundo a tradição, a Igreja dedicou o Sábado a Nossa Senhora pelo fato de ter sido no primeiro Sábado Santo que Ela viveu sem ter Jesus vivo. Esse dia foi considerado o Sábado da solidão, do deserto, da morte e do luto. Foi o dia em que Maria Santíssima chorou e sofreu pela ausência de seu Filho. Podemos pensar que foi no sábado que precedeu a Ressurreição de Jesus que a Virgem Maria viveu o mistério da dor, profetizado por Simeão em Lc 2,35: “E uma espada transpassará a tua alma.” Entretanto, Ela manteve-se firme na fé, com esperança inabalável em seu Doloroso e Imaculado Coração, aguardando a Ressurreição d’Ele.

Maria Rainha 1

Para viver esta experiência de fé da Virgem Maria, a Igreja, desde cedo passou a consagrar o sábado à sua devoção. Com o passar do tempo, foram surgindo muitos atos de piedade em honra da Virgem Santíssima, tais como: as “Mil Ave-Marias”, o terço em família e o Ofício da Imaculada Conceição etc.

Nas aparições de 13 de junho e 13 de julho de 1917, Nossa Senhora de Fátima, chamou a atenção de Lúcia para o costume de dedicar os sábados em Sua honra e rezar o terço em reparação: “Jesus quer estabelecer no mundo a devoção do meu Imaculado Coração”. Depois os três pastorzinhos viram Nossa Senhora tendo em sua mão direita um coração cercado de espinhos. Compreenderam que era o Coração Imaculado de Maria, ultrajado pelos pecados da humanidade, que pedia reparação:

“Se fizerem o que vou vos dizer, muitas almas serão salvas e haverá paz. […] Voltarei para pedir a consagração da Rússia ao meu Coração Imaculado e a devoção reparadora dos primeiros sábados (do mês).”
Honrar Nossa Senhora especialmente nos sábados vem nos recordar que a Mãe de Deus quer nos apontara direção de seu Filho que é o Senhor dos nossos dias e todos os outros dias da semana.

Escrito por: Pe. Alberto Gambarini 

Adaptação e Foto: Portal Terra de Santa Cruz 


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Nas dores de Maria encontramos esperança e direção do céu

As dores de Maria não são de desespero, são de confiança, de esperança de uma mãe que nunca tirou o seu coração de Deus!

Mulher, este é o teu filho”. Depois disse ao discípulo: ‘Esta é a tua mãe’” (João 19, 26-27).

Na sequência da Festa da Santa Cruz, celebramos Nossa Senhora das Dores, a mãe dolorosa de Jesus, aquela de quem o profeta Simeão profetizou quando Jesus ainda era criança nos seus braços: “Quanto a ti, uma espada te transpassará a alma” (Lucas 2, 35).

A alma de Maria é transpassada por essa espada por toda a vida. Por causa do seu filho, ela não é compreendida num primeiro momento nem por José; por causa do seu filho, ela precisa fugir para o Egito para que Herodes não mate aquela criança. Ela perde seu filho no templo porque, num primeiro momento, não compreendeu qual era a missão d’Ele [seu filho].

Por causa do seu filho Jesus, ela que tinha n’Ele seu filho único, vai viver sozinha porque, Ele vai cumprir sua missão e José vai para a casa de Deus Pai.

Mas, ela é a mãe dolorosa que está aos pés da cruz vendo seu filho sofrer a pior das humilhações humanas; seu filho que derrama Seu sangue por terra, é açoitado, desprezado, é humilhado.

Que doloroso para uma mãe, seja qual mãe for, ver um filho morrer! A Virgem, Mãe das Dores, é a mãe que consola todas as mães: aflitas, agonizantes, que vivem a saudade dos filhos, que choram a perda de seus filhos; mães que tentam engravidar e não conseguem, mães que buscam luz no céu para criarem seus filhos, mães que não são compreendidas e amadas como deveriam ser pelos filhos.

Maria é mãe companheira, consoladora. É a mãe que soube enfrentar todas as dores que uma mãe enfrenta e transformou suas dores não num inferno, mas, como porta de chegar ao céu! Maria é a mãe que olha para o olhar de cada mãe e diz: ‘Você não está sozinha!’. Maria é a mãe que ajuda cada mãe a carregar seus filhos nos braços; filho criança que chora, que está carente; o filho adolescente com todos os seus problemas e dificuldades; o filho que se perdeu no mundo das drogas; o filho que vive o drama do alcoolismo; o filho que busca soluções para sua vida.

Hoje, convido cada mãe a olhar para a Virgem, Mãe das Dores. As dores de Maria não são de desespero, são de confiança, de esperança de uma mãe que nunca tirou o seu coração de Deus!

Que nossas mães possam, a cada dia, olhar para a Virgem Mãe e não perder a esperança nem a direção do céu!

Escrito por Padre Roger Araújo – sacerdote da Comunidade Canção Nova/cancaonova.com 

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz 


08/09 – Natividade de Maria, rainha do Céu!

O nascimento de Maria Santíssima traz ao mundo o anuncio jubiloso de uma boa nova: a  Mãe do Salvador já está entre nós. Ele é o alvorecer prenunciativo de nossa salvação, o início  histórico da
obra da Redenção. E “como celebraremos o nascimento de Maria?”

Essa pergunta, feita por São Pedro Damião em seu “Segundo Sermão sobre a Natividade de Nossa Senhora”, ainda surge hoje quando se trata de comemorar essa solenidade. O acontecimento é grande demais. E assim o santo justificou sua perplexidade:

“Às trevas do paganismo e à falta de fé dos judeus, representadas pelo templo de Salomão, sucede o dia luminoso no templo de Maria. É justo, portanto, cantar este dia e Aquela que nele nasceu. Mas como poderíamos celebrá-la dignamente? Podemos narrar as façanhas heroicas de um mártir ou as virtudes de um santo, porque são humanas. Mas como poderá a palavra mortal, passageira e transitória exaltar Aquela que deu à luz a Palavra que fica? Como dizer que o Criador nasce da criatura?”

Uma Festa de Alegria

Está inteiramente de acordo com o espírito da Igreja festejar com alegria a Festa da Natividade da Bem-Aventurada Virgem Maria. Sua comemoração é feita no dia 8 de Setembro. “A celebração de hoje é para nós o começo de todas as festas”, afirma o Calendário Litúrgico Bizantino. O nascimento de Maria Santíssima traz ao mundo o anuncio jubiloso de uma boa nova: a mãe do Salvador já está entre nós. Ele é o alvorecer prenunciativo de nossa salvação, o início histórico da obra da Redenção.

São Pedro Damião afirma em sua homilia para essa festa:

“Deus onipotente, antes que o homem caísse, previu a sua queda e decidiu, antes dos séculos, a redenção humana. Decidiu Ele encarnar-se em Maria.” “Hoje é o dia em que Deus começa a pôr em prática o seu plano eterno, pois era necessário que se construísse a casa, antes que o Rei descesse para habitá-la. Casa linda, porque, se a Sabedoria constrói uma casa com sete colunas trabalhadas, este palácio de Maria está alicerçado nos sete dons do Espírito Santo. Salomão celebrou de modo soleníssimo a inauguração de um templo de pedra. Como celebraremos o nascimento de Maria, templo do Verbo encarnado? Naquele dia a glória de Deus desceu sobre o templo de Jerusalém sob forma de nuvem, que o obscureceu.

O Senhor que faz brilhar o sol nos céus, para a sua morada entre nós escolheu a obscuridade (1Rs 8,10-12), disse Salomão na sua oração a Deus. Este mesmo templo estará repleto pelo próprio Deus, que vem para ser a luz dos povos.”

Sao Joaquim e Nossa Senhora Menina - Ig. S.Juan y S. Vicente- Valencia_1.jpg A Natividade de Maria era celebrada no Oriente católico muito antes de ser instituída no Ocidente. Ela tem provavelmente sua origem em Jerusalém, em meados do século V. Foi em Jerusalém que se manteve viva a tradição que a Virgem teria nascido junto à Porta da Piscina Probática.

Nessa festa o mundo católico admira Nossa Senhora como sendo Ela a aurora que anuncia o Sol de justiça que dissipa as trevas do pecado. Nela, a Igreja convida a “contemplarmos uma menina como todas as outras, e que ao mesmo tempo é única, pois, Ela é a “bendita entre todas as mulheres” (Lc 1, 42), a Imaculada “filha de Sião”, destinada a tornar-se a Mãe do Messias”.(João Paulo II, Audiência de 8/9/2004)

Alegria até para os Anjos

A alegria nas comemorações da festa litúrgica do nascimento de Nossa Senhora é justificadamente incentivada a todos, até aos anjos:

“Alegrem-se os Patriarcas do Antigo Testamento que, em Maria, reconheceram a figura da Mãe do Messias. Eles e os justos da Antiga Lei aguardavam há séculos, serem admitidos na glória celeste pela aplicação na fé dos méritos de Cristo, o bendito fruto da Virgem Maria.  “Alegrem-se todos os homens porque o nascimento da Virgem veio anunciar-lhes a aurora do grande dia da libertação pela qual aspiram todos os povos. Alegrem-se todos os anjos porque neste dia foi-lhes dada pela primeira vez a ocasião de reverenciar a sua futura Rainha.” (Lehmann, P. JB. Na luz Perpétua, 1959 p.268)

Só no Céu houve Festa

Ainda que sendo Maria a “Virgem bela e Gloriosa” que Deus amou com predileção desde a sua eternidade, desde toda a Criação como sua obra-prima, enriquecida das graças mais sublimes e elevada à excelsa dignidade de Mãe de Deus, (Patriarca Fócio, Homilia sobre a Natividade,PG 43) visivelmente, nenhum acontecimento extraordinário acompanhou o nascimento de Maria.

Os Evangelhos nada dizem sobre sua natividade. Nenhum relato de profecia, nem aparições de anjos, nem sinais extraordinários são narrados pelos Evangelistas. Só no Céu houve Festa, pois o Filho de Deus vê sua Mãe nascer.

Maria, santa desde o primeiro instante de sua vida

Os Santos e outros abalizados autores, de diversas maneiras exprimiram essa doutrina. Em um de seus arrebatadores sermões dedicados a Nossa Senhora, São Tomás de Villanueva ensina: “Era necessário que a Mãe de Deus fosse também puríssima, sem mancha, sem pecado. E assim não apenas quando donzela, mas em menina foi santíssima, e santíssima no seio de sua mãe, e santíssima em sua concepção. Pois não convinha que o santuário de Deus, a mansão da Sabedoria, o relicário do Espírito Santo, a urna do maná celestial, tivesse em si a menor mácula. Pelo que, antes de receber aquela alma santíssima, foi completamente purificada a carne até do resíduo de toda mancha, e assim, ao ser infundida a alma, não herdou nem contraiu pela carne mancha alguma de pecado, como está escrito: “Fixou sua habitação na paz” (Sl. LXXV, 3). Quer dizer, a mansão da divina Sabedoria foi construída sem a inclinação para o pecado.

Ao assinalar os principais privilégios que acompanharam a Imaculada Conceição de Maria, escreve São João Eudes:

Santa Ana e Nossa Senhora Menina.jpg

“A gloriosa Virgem não apenas foi preservada do pecado original em sua concepção, como foi também adornada da justiça original e confirmada em graça desde o primeiro momento de sua vida, segundo muitos eminentes teólogos, a fim de ser mais digna de conceber e dar à luz o Salvador do mundo. Privilégio que jamais foi concedido a criatura alguma humana nem angélica, pertencendo somente à Mãe do Santo dos Santos, depois de seu Filho Jesus […]

“Todas as virtudes, com todos os dons e frutos do Espírito Santo, e as oito bem-aventuranças evangélicas se encontram no coração de Maria desde o momento de sua concepção, tomando inteira posse e estabelecendo n’Ela seu trono num grau altíssimo e proporcionado à eminência de sua graça”.

“Santo Afonso de Ligório, por sua vez, comenta: “A nossa celeste menina, tanto por causa de seu ofício de medianeira do mundo, como em vista de sua vocação para Mãe do Redentor, recebeu, desde o primeiro instante de sua vida, graça mais abundante que a de todos os Santos reunidos. E que admirável espetáculo para o Céu e para a Terra, não seria a alma dessa bem-aventurada menina, encerrada ainda no seio de sua mãe! Era a criatura mais amável aos olhos de Deus, pois que, já cumulada de graças e méritos, podia dizer: ‘Quando era pequenina agradei ao Altíssimo’. E ao mesmo tempo era a criatura mais amante de Deus, de quantas até então haviam existido.

“Houvera, pois, nascido imediatamente após a sua Imaculada Conceição, e já teria vindo ao mundo mais rica em méritos e mais santa do que toda a corte dos Santos. Imaginemos, agora, quanto mais santa nasceu a Virgem, vendo a luz do mundo só depois de nove meses, os quais passou adquirindo novos merecimentos no seio materno!”

“Preciosa pérola no seio de Sant’Ana

“Com seu gracioso estilo, o Pe. Manuel Bernardes nos apresenta Maria no seio materno sempre santa: “Uma pérola deu a Rainha Cleópatra a Marco Antônio, que se avaliava em muitos mil talentos. Em quanto avaliaremos nós esta pérola animada, que se formou na concha do ventre de Sant’Ana? Há nas Índias pérolas, que, em razão de sua diferente grandeza e figura, se chamam pérolas Ave Marias e pérolas Padre-nossos. Ó que ricas Índias se descobrirão hoje na casa da gloriosíssima e felicíssima matrona Sant’Ana, donde nos veio tal pérola Ave Maria, que nos deu tal pérola Padre Nosso? Por certo que ainda que todo o firmamento fora um livro (como o considera São João no Apocalipse), e se escrevesse todo de letras de algarismo, não somariam o valor destas duas pérolas. Porque, enfim, como dizíamos, e é certo, tudo o que devemos a Cristo Filho de Deus, devemos por conseguinte a Maria, escolhida para Mãe de Deus, e que foi a que deu pés a Deus, para andar com os homens na Terra”.

“Como fecho dos comentários ao presente louvor, ouçamos estas ardorosas palavras do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira:

“”Porque concebida sem pecado original, Nossa Senhora, afirmam os teólogos, foi dotada do uso da razão desde o primeiro instante de seu ser. Portanto, já no ventre materno Ela possuía altíssimos e sublimíssimos pensamentos, vivendo no seio de Sant’Ana como num verdadeiro tabernáculo.

“Temos uma confirmação indireta disso no que narra a Sagrada Escritura (Lc. I, 44) a respeito de São João Batista. Ele, que fora engendrado no pecado original, ao ouvir a voz de Nossa Senhora saudando Santa Isabel, estremeceu de alegria no seio de sua mãe.

“Assim, pode-se acreditar que a Bem-aventurada Virgem, com a altíssima ciência que recebera pela graça de Deus, já no seio de Sant’Ana começou a pedir a vinda do Messias e, com Ele, a derrota de todo mal no gênero humano. E desde o ventre materno se estabeleceu, com certeza, no espírito de Maria, aquele elevadíssimo intuito de vir a ser, um dia, a servidora da Mãe do Salvador.

“Na realidade, por essa forma Nossa Senhora já começava a influir nos destinos da humanidade. Sua presença na Terra era uma fonte de graças para todos aqueles que d’Ela se aproximavam na sua infância, ou mesmo quando ainda se encontrava no seio de Sant’Ana. Pois se da túnica de Nosso Senhor – conta o Evangelho (Lc. VIII, 44-47) – se irradiavam virtudes curativas para quem a tocasse, quanto mais da Mãe de Deus, Vaso de Eleição!

“Por isso, pode-se dizer que, embora fosse Ele criancinha, já em seu natal graças imensas raiaram para a Humanidade”. (“Mons. João Scognamiglio Clá Dias, EP; “Pequeno Ofício da Imaculado Conceição”)

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A Igreja convida a contemplarmos uma menina como todas as outras, e que ao mesmo tempo é única, pois, Ela é a “bendita entre todas as mulheres ” (Lc 1, 42), a Imaculada “filha de Sião, destinada a tornar-se a Mãe do Messias”

(Beato João Paulo II, Audiência de 8/9/2004)

(Fonte: Arautos do Evangelho)


Portal Terra de Santa Cruz 7

Maria quer te ajudar a acreditar na Santa Eucaristia diante das tentações.

Certo sacerdote vivia muito atormentado por graves tentações contra a fé. Sofria dúvidas, principalmente sobre a presença real de Jesus no Santíssimo Sacramento.

Tornaram-se tão graves e tão insistentes, que quase perdeu a coragem de celebrar a Santa Missa. Dirigiu-se então, aflitíssimo à Maria Santíssima suplicando que a ele fosse devolvida, a paz da alma, e afastasse tais tentações. A Virgem Mãe atendeu às orações deste pobre sacerdote.

Certo dia, celebrando ele a Santa missa, aconteceu que, depois do “Pai-Nosso”, desapareceu a Santa Hóstia!

EUCARISTIA+Maria

Procurou-a muito aflito, mas, sem resultado, vendo neste incidente inexplicável, um castigo às suas dúvidas. Mas, eis que teve uma visão de Nossa Senhora, bela e sorridente, trazendo nos braços o Menino Jesus todo amável e carinhoso e diz:

“Vê aqui em meus braços o Menino Jesus, a quem eu dei a luz em Belém, vê o Menino que eu alimentei e carreguei nos meus braços. É este mesmo! O meu Filho a quem consagras na Santa Missa, a quem tomas em tuas mãos e mostras ao povo para adorá-lo. É o mesmo a quem recebes na Santa Comunhão e cujo sangue, bebes. Deito-O, novamente em tuas mãos para que O recebas com fé e amor.”

Ditas estas palavras, Maria Santíssima entregou a ele, o Menino Jesus, que se transformou, imediatamente na figura do pão.

O sacerdote continuou a Santa Missa com indescritível alegria e piedade. Tomou a Santa Comunhão com tanta fé e gratidão, como jamais o fizera em toda a sua vida.

Nossa Senhora devolveu a paz ao pobre sacerdote!

Fonte: Aleteia

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz – Diocese da Campanha-MG


 

Nossa Senhora Rainha por excelência.

A Igreja celebra a festa de Nossa Senhora Rainha no dia 22 de agosto; isto é sete dias após o dia de sua Assunção ao céu, dia 15 de agosto, que foi colocada no domingo seguinte, depois da reforma litúrgica.

Na belíssima e tradicional Ladainha Lauretana, a Igreja saúda Maria com uma série de invocações que se cantavam no santuário de Loreto, na Itália, onde está conservada, segundo uma tradição piedosa, a casa de Nossa Senhora em Nazaré levada para lá. Essa Ladainha é como se fosse um riquíssimo colar de títulos, honras e glórias de Maria, e revela verdades profundas sobre a Mãe de Deus. Ali encontramos Maria sendo saudada como Rainha dos Anjos, dos Patriarcas, dos Profetas, dos Apóstolos, dos Mártires, dos Confessores, das Virgens, de todos os Santos Rainha concebida sem pecado original, Rainha Assunta ao céu, Rainha do sacratíssimo Rosário e Rainha da Paz.

Maria Rainha 1

Ela é a rainha dos Anjos, pois eles a obedecem e, como diz S. Luiz de Montfort, estão ávidos por receber dela uma ordem, a fim de poderem demonstrar seu amor. Também os demônios a obedecem e fogem de sua presença; pois com seus pés virginais ela recebeu de Deus o poder e a missão de esmagar a cabeça de Satanás (Gn 3,15).

Ela é a Rainha dos Patriarcas: Abraão, Isaac, Jacó, David…, os pais do povo de Deus que aguardavam ansiosamente a chegada do reino celeste, o qual veio com Jesus, por Maria.

Se Jesus é o Rei, o Esperado das Nações, Maria é a Rainha que O trouxe.

Ela é a Rainha dos Profetas porque Cristo é o Profeta por excelência. Ele mesmo o disse: “Nenhum profeta é bem aceito em sua pátria” (Lc 4,24). E o povo O aclamava em Jerusalém: “Este é Jesus o profeta de Nazaré da Galileia” (Mt 21,11). Após a multiplicação dos pães o povo dizia: “Este verdadeiramente o profeta que devia vir ao mundo” (Jo 6,14). E todos os profetas antigos O anunciaram.

Ora, se Jesus é o grande Profeta, Sua santíssima Mãe é a Rainha de todos os demais profetas. Santo Efrém, doutor da Igreja, a chamou de “glória dos profetas”; São Jerônimo escreveu que ela foi “a profecia que os profetas profetizaram”; Santo André de Creta dizia que ela era “o resumo das divinas profecias, sobre as quais falaram todos os que receberam o dom de interpretar”, e São Boaventura a louvou como “a voz mais verdadeira das que anunciaram os oráculos de Deus” (Maria Medianeira, p. 90).

Ela é a Rainha dos Apóstolos. Cristo a deu a seus Apóstolos como Mãe aos pés da cruz, para que sob sua proteção materna eles pudessem cumprir a difícil missão de levar o Evangelho a todos. Foi sob sua guarda que a Igreja iniciou sua história missionária no dia de Pentecostes. Nos Atos dos Apóstolos.

Maria aguardava junto com os discípulos o “cumprimento da promessa do Pai” (At 1,4) de que seriam “batizados no Espírito Santo”. E Maria ali presente no Cenáculo, atraiu seu Esposo, o Espírito Santo, sobre todos eles, com suas orações.

Assim, como gerou Jesus, a Cabeçada Igreja, pela ação do Espírito Santo, ela, em Pentecostes, pela ação do mesmo Espírito começava a gerar a Igreja, o corpo Místico de seu querido Jesus.

Quanto não terá Maria consolado, animado e fortalecido aos Apóstolos, com sua fé, seu amor e sua presença!… É fácil de imaginar o quanto ela foi importante para eles após a Ascensão de Jesus ao céu.

Acima de tudo, Maria é a Rainha dos Apóstolos como disse o Papa Paulo VI, na encíclica “Evangeii Nuntiandi”, é “a Estrela da Evangelização”. Em nossos dias sobretudo, com suas mensagens frequentes com muitas aparições, Ela nos ensina como se deve viver o Evangelho de seu Filho.

“Ela tem um poder sobre o coração do homem que só Cristo lhe podia dar, como diz o Pe. Paschoal Rangel. Ela “fala” no mais íntimo dos cristãos, e ali, com essa Palavra interior, é mais apóstola do que o poderiam ser todos os apóstolos” (MM, p. 92).

Ela é também a Rainha dos Mártires que derramaram seu sangue para testemunhar Jesus. Ninguém sofreu tanto por Jesus quanto Maria, por isso ela é a Mártir dos Mártires. Logo na apresentação de Jesus no Templo, quarenta dias após Seu nascimento, o profeta Simeão já lhe avisa sobre o mar de dores que terá pela frente: “Uma espada transpassará tua alma” (Lc 2,35).

O padre Inácio Valle explica muito bem os mistérios ocultos nessa “espada de Simeão”: “Maria compreende a diferença essencial entre o seu oferecimento e o das outras mães, pois estas cumprem uma cerimônia: ofereciam os filhos, e em seguida os tornavam a receber, pagando o resgate no Templo de Jerusalém. Maria sabe que oferece seu Filho para a morte, que Deus o aceita e a morte será infalivelmente executada.

Pela boca do santo velho Simeão, Deus lhe manifesta que também Ela acompanhará os martírios da Vítima com sofrimentos inauditos” (Vamos Todos a Maria Medianeira, p. 51).

Falando sobre isso o Papa Leão XIII, na encíclica “Jucunda semper expectatione”, assim disse: “Quando se ofereceu a Deus como escrava para a missão de mãe, ou quando se ofereceu com seu Filho como total holocausto no Templo, desde esses fatos tornou-se co-participante da laboriosa obra de expiação do gênero humano” (VtMM, p. 51).

Maria sofreu como ninguém por nossa salvação. Ela participou intimamente de toda a paixão de seu Filho, a quem amava infinitamente. Ela viu e experimentou o sofrimento de Jesus, as maiores dores físicas e morais que a um ser humano foi dado experimentar. Por isso é a Rainha dos Mártires, pois viveu o maior martírio.

Podemos dizer com os Santos que Maria sofreu uma série de martírios, mesmo sem morrer. A espada de seu martírio não foi a do carrasco, pior ainda, foi a da alma, da compaixão a Jesus. A dor da alma é pior que a do corpo.

Ensinam-nos os santos que Deus, querendo associar Maria à obra da salvação, fez dela também “a mulher das dores”, e para isto lhe deu a graça e a força sobrenatural para que não desfalecesse em tanto sofrimento.

O Papa Bonifácio IV a chamou de “a Santa dos Mártires”, em 13 de maio de 609, quando incorporou o antigo Panteão ao cristianismo, dedicado a Maria (Temas Marianos, p. 275).

Ninguém como Maria viveu também aquilo que S. Paulo disse: “Eu que agora me alegro nos sofrimentos por vós, e completo na minha carne o que falta ao sofrimento de Cristo pelo Seu corpo, que é a Igreja” (Cl 1,24).

Diz o Pe. Faber, sacerdote espanhol, que “a Paixão foi o sacrifício de Jesus na Cruz e a compaixão foi o de Maria ao pé da cruz, sua oferenda ao Eterno Pai, oferenda de uma criatura sem pecado, consumida para expiar culpas alheias” (TM, p. 276).

O Papa Bento XV, na encíclica “Inter Sodalicia”, de 22 de março de 1918, assim se expressa: “Referem comumente os doutores da Igreja que a Santíssima Virgem, a qual como que ‘se ausentou’ durante a vida pública de Cristo, não sem plano divino se achou presente na hora de Sua crucifixão e morte. A saber, de tal modo sofreu e “morreu” com Cristo paciente e agonizante, de tal modo abdicou do seu direito materno sobre a vida do Filho, imolando-O assim, enquanto podia, à divina justiça, que se pode dizer com razão que Ela remiu o mundo juntamente com Cristo” (VtMM, p. 59).

Por tudo isso, a Virgem Maria é Rainha Rainha dos Anjos, dos Patriarcas, dos Profetas, dos Apóstolos, dos Mártires, dos Confessores, das Virgens, de todos os Santos; Rainha concebida sem pecado original, Rainha Assunta ao céu, Rainha do sacratíssimo Rosário e Rainha da Paz.

Prof.Felipe Aquino


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Solenidade da Assunção (Dormição) da Santíssima Virgem Maria

“A Imaculada Mãe de Deus, a sempre Virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre foi assunta em corpo e alma à glória celestial”. Assim definiu, o Papa Pio XII em 1950 através da Constituição Apostólica Munificentissimus Deus, este dogma que é celebrado solenemente neste dia 15 de agosto – a Assunção da Santíssima Virgem Maria. A Igreja no Brasil celebrará essa solenidade no domingo, 16.

O dogma da Assunção se refere a que a Mãe de Deus, ao cabo de sua vida terrena, foi elevada em corpo e alma à glória celestial.

Virgem

Na celebração desta solenidade, em 2010, o Papa Bento XVI destacou a importância dessa data. “Nesta solenidade da Assunção, contemplamos à Maria: ela nos enche de esperança a um futuro repleto de alegria e nos ensina o caminho para alcançá-lo: acolher na fé o Seu Filho; nunca perder a amizade com Ele, deixando-nos iluminar e guiar pela Sua Palavra; segui-lo cada dia, inclusive naqueles momentos nos quais sentimos que nossas cruzes ficam pesadas. Maria, a arca da Aliança que habita no santuário do céu, nos indica com claridade luminosa que estamos em caminha à nossa verdadeira Casa, a comunhão da alegria e da paz com Deus”.

O Catecismo da Igreja Católica explica que “a Assunção da Santíssima Virgem constitui uma participação singular na Ressurreição do seu Filho e uma antecipação da Ressurreição dos demais cristãos” (966).

A importância da Assunção para homens e mulheres do começo do Terceiro Milênio da Era Cristã reside na relação que existe entre a Ressurreição de Cristo e nossa. A presença de Maria, ser humano como nós, que se encontra em corpo e alma já glorificada no Céu, é isso: uma antecipação da nossa própria ressurreição.

O Papa João Paulo II, em uma de suas catequeses sobre a Assunção, explicou isto nos seguintes termos:

“O dogma da Assunção, afirma que o corpo de Maria foi glorificado depois de sua morte. Com efeito, enquanto para os demais homens a ressurreição dos corpos ocorrerá no fim do mundo, para Maria a glorificação do seu corpo se antecipou por singular privilégio”.

“Contemplando o mistério da Assunção da Virgem, é possível compreender o plano da Providência Divina com respeito a humanidade: depois de Cristo, Verbo Encarnado, Maria é a primeira criatura humana que realizou o ideal escatológico, antecipando a plenitude da felicidade prometida aos eleitos mediante a ressurreição dos corpos”, declarou São Jo0ão Paulo II, na audiência geral de 9 de julho de 1997.

Ao celebrar esta solenidade em 1997, João Paulo II indicou: “Maria Santíssima nos mostra o destino final dos que ‘escutam a Palavra de Deus e a cumprem’ (Lc. 11,28). Nos estimula a elevar nosso olhar às alturas onde se encontra Cristo, sentado à direita do Pai, e onde também está a humilde escrava de Nazaré, já na glória celestial”.

A festa da Assunção

O dogma da Assunção da Virgem Maria foi definido pelo Papa Pio XII em 1 de novembro de 1950 mediante a Constituição Apostólica Munificentissimus Deus. Convém conhecer as palavras do Santo Padre: «Pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que: a imaculada Mãe de Deus, a sempre virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial ». O Catecismo da Igreja Católica (N. 966) diz-nos que a Assunção de Nossa Mãe constitui uma singular participação na ressurreição de seu Filho e uma antecipação da ressurreição de outros cristãos. Sobre a morte de Maria o Papa Pio XII não se pronuncia, simplesmente não julga oportuno declará-la solenemente. João Paulo II nos esclarece o ponto dizendo que:  dado que Cristo morreu, seria difícil afirmar o contrário no que concerne à Mãe.. A Mãe não é superior ao Filho que aceita docilmente a morte e lhe dá um novo significado, transformando-a em instrumento de salvação. Mas, de que morreu Maria? Nada sabemos com certeza. Agora, sem dúvida, sua morte foi, desde todo ponto de vista, exemplar. Qualquer que tenha sido o fato orgânico e biológico que, sob o aspecto físico, causou a cessação da vida do corpo, pode-se dizer que a passagem desta vida à outra constituiu para Maria uma maturação da graça na glória, de tal forma que jamais como nesse caso a morte pôde ser concebida como uma dormida. 

Fontes: AC e http://www.vidacrista.org.br

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz


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Mariologia | A linhagem de Maria de Nazaré na Sagrada Escritura

A Lumen Gentium faz várias alusões a Maria de Nazaré na linhagem das mulheres do Antigo Testamento e de toda a humanidade. Inspirada nessas ideias, falamos das grandes mães e das grandes matriarcas que a precederam, numa tentativa de encontrar evocações e ressonâncias nas palavras de Maria de Nazaré com essas mulheres que a precederam na sua missão e com as mulheres do Novo Testamento.

 Poucas pessoas que estudam a Sagrada Escritura escrevem sobre Maria de Nazaré à luz do Antigo Testamento. Começam sempre pelo Novo Testamento, como que esquecendo a origem primeira dessa santa mulher da qual o Vaticano II, na Lumen Gentium, em seu capítulo VIII, faz várias alusões como filha do Antigo Testamento, coroamento apoteótico da mulher que gera filhos e filhas para a fé.

  1. Maria na Constituição dogmática da Igreja

A Lumen Gentium, por duas vezes, afirma que Maria é sacrário do Espírito Santo, mas ao mesmo tempo está unida, na estirpe de Adão e Eva, com todas as pessoas a serem salvas (cf. LG 53). Não só, mas no número 55 fala das alusões a Maria como mãe do Messias no Antigo Testamento – no qual se descreve a história da salvação em que ocorre a preparação da vinda de Cristo – e na Tradição.

A origem da humanidade, segundo a nossa fé, relaciona-se ao mito adâmico, isto é, ao primeiro casal criado por Deus e colocado no jardim do Éden. Essa citação feita pelo documento, para falar de Maria na história da salvação, tem sua raiz no Antigo Testamento, o qual narra o pecado de orgulho que Adão e Eva cometeram contra Deus, querendo ser iguais a ele. Maria, contrariamente, veio como serva e como a mulher que trouxe o Salvador, o Filho de Deus, para toda a humanidade.

Na parte que fala da Anunciação do Senhor, em que Maria responde seu SIM à interpelação de Deus, aponta-se o exemplo que ela nos dá: Maria, como filha de Adão e Eva, dá seu consentimento à Palavra de Deus e, assim, torna-se mãe de Jesus. Nós também, ouvindo a Palavra de Deus e obedecendo a ela, nos tornamos pessoas seguidoras de Jesus, como fez Maria. Daí por diante, ela se dedicou totalmente à causa de seu filho. Nesse sentido, avançou no caminho da fé e manteve-se unida a Jesus para a salvação de toda a humanidade (cf. LG 56-58).

O pecado de orgulho dos nossos primeiros pais não impediu Maria de dizer seu SIM a Deus sobre o que ele lhe pedia – que fosse a mãe de seu Filho, o Salvador da humanidade toda. Por ter dito SIM ao projeto do Pai, Maria refulge para todos nós como aquela que foi concebida sem pecado, foi preservada, cresceu na santidade e venceu todo o pecado, que tem suas tendências dentro de cada um de nós. Maria, entrando intimamente na história da salvação, leva as pessoas a seu filho, ao seguimento dele e ao próprio destino, que é a participação na vida, paixão, morte e ressurreição de Jesus (cf. LG 65).

Essa é a primeira e mais importante cooperação de Maria na história da salvação, cujo ícone mais claro e evidente é a comunidade de fé reunida em assembleia, a Igreja de Jesus Cristo, Filho de Deus e filho de Maria. A sua cooperação foi livre e inteiramente singular, pela obediência, pela sua fé e pelo amor que nutria pelo projeto divino da salvação, realizado por seu filho, Jesus. Nesse sentido, ela se tornou, para nós, mãe na ordem da graça, porque em toda a história da salvação Maria estava presente com sua cooperação, que continua se estendendo e se estende na milenar missão apostólica da Igreja.

  1. As mulheres que precederam a companheira Maria de Nazaré

Cabe reconhecer que todas as filhas de Israel que desempenharam um papel de cuidado amoroso, de guarda atenta e de libertação junto a seu povo tiveram ressonância na Maria histórica do Novo Testamento e apontaram para a missão de Maria de Nazaré, porque ela vem dessa linhagem. Aqui, podem-se citar, em primeiro lugar, as grandes mães:

Eva, a mãe de todos os viventes, e admira-se nesta mulher seu papel de esposa e a maternidade inicial da humanidade, segundo a Sagrada Escritura.

Sara, nome que significa a princesa, esposa de Abraão, a mulher que, em idade avançada, contra sua própria falta de fé e esperança, dá descendência ao marido, dando à luz Isaac. O autor da carta aos Hebreus interpreta o nascimento de Isaac como uma recompensa de Deus a Sara, que, mesmo tendo duvidado ao ser avisada do fato, considerou fiel o autor da promessa.

E, finalmente, Agar, a mulher que antecede a Sara na descendência, com seu filho Ismael. O deserto no qual ela se encontra a sós com seu filho vem ligado ao nome de um poço com água. Essa figura aponta para o fato de que Deus não cessava de ver seu drama e dele se compadecer, porque esse Deus lhe estava próximo.

 

  1. Ressonâncias e aproximações com as grandes mães

As ressonâncias que se podem verificar e as aproximações que se podem fazer da atuação dessas mulheres citadas acima com a vida cotidiana de mãe e esposa e a missão de Maria de Nazaré encontram-se, a nosso ver, em sementes ainda não brotadas, no expressivo quadro de Maria ao pé da cruz com o discípulo amado e Maria Madalena. Aqui Maria favorece a fé da humanidade inteira e sua maternidade se dilata, vindo a assumir nesse calvário dimensões universais (cf. Marialis Cultus, n. 37).

A leitura que fazemos dos textos apresentados nos leva a aproximar a falta de fé demonstrada por Sara à dúvida que Maria apresentou a Deus por meio do Anjo, na Anunciação: “Como pode ser isso, se não tenho relações conjugais?” (Lc 1,34). Sara acabou reconhecendo a fidelidade de Deus na sua promessa e por fim acreditou. Maria dá seu consentimento não para solucionar um problema contingente, mas para a obra dos séculos.

Pode-se buscar forte correspondência entre a vida da egipciana Agar, a sós com seu filho Ismael, no deserto, e os momentos e situações de solidão e de penumbra vividos por Maria em meio à sua parentela, ao acompanhar o filho que pregava nas casas e se recusava a responder, diretamente, aos seus e à sua mãe, quando estes queriam falar-lhe. Diante da recusa do filho, Maria aderiu à vontade de Deus mesmo quando pouco ou nada compreendia.

  1. Ressonâncias e aproximações com as grandes matriarcas

No contexto em que interpretamos a atuação das matriarcas do Antigo Testamento, verificam-se fortes ressonâncias e são feitas belas aproximações das súplicas, cânticos e clamores dessas mulheres em favor de seu povo. Tais ressonâncias as encontramos nos lábios de Maria, sobretudo no cântico do Magnificat, com o qual ela rende sua ação de graças a Deus pelas maravilhas feitas a seu povo. Não só, mas podemos encontrar essas aproximações e ressonâncias também em outros momentos, vividos pela Maria histórica de Nazaré durante sua peregrinação terrena.

Maria, a irmã de Aarão

Comecemos por Maria, a profetisa, irmã de Aarão. Tomou na mão seu tamborim, e todas as mulheres a seguiram com tamborins, formando coros de dança. E Maria lhes entoava: “Cantai ao Senhor, pois de glória se vestiu” (cf. Ex 15,20s). E desse jeito foi arrastando atrás de si todas as mulheres, para render graças pela graciosa passagem de seu povo pelo mar Vermelho, sem nada lhes acontecer. O cântico entoado por essa profetisa antecipa a irrupção das mulheres que tiveram contato e vivência com o Messias, o qual pregava o Reino incluindo a todos nessa sua pregação, não só os órfãos, as viúvas e os estrangeiros, mas também as mulheres que não pertenciam à aliança.

Maria, irmã de Aarão, evoca uma Maria histórica determinada, com personalidade própria, como encontramos em Lucas: Maria de Nazaré. Por quatro vezes Maria fala com sua autoridade de mãe. Na Anunciação, quando reage com uma pergunta de dúvida ao Anjo, que lhe dá a notícia de sua maternidade messiânica. A seguir, depois da tensão vivida, totalmente acolhedora: “Eis aqui a serva do Senhor” (Lc 1,38). Na perda de Jesus de volta para casa, depois de celebrar a Páscoa em Jerusalém, mobiliza as mulheres e seus maridos, com quem voltava, para procurar seu filho. Ao encontrá-lo, não lhe poupa a chamada de atenção de que não devia fazer aquilo sem avisar seus pais. Ainda que tenha recebido uma resposta que não entendeu, prosseguiu na sua caminhada. E finalmente, sua palavra de orientação aos serventes nas bodas de Caná: “Fazei tudo o que ele vos disser” (Jo 2,5).

A irmã de Aarão mostra determinação e criatividade ao tomar a dianteira e arrastar atrás de si todas as mulheres que aí se encontravam depois da passagem do mar Vermelho. Essas mulheres não se contentam apenas com o canto de Moisés e dos israelitas, mas querem fazer ouvir também sua voz de ação de graças. Nada sabemos se o canto de Maria, irmã de Aarão, que dançava e cantava com as outras mulheres, se reduziu a um estribilho ou se foi longo como o canto de Moisés com os israelitas.

 Rute, a mulher estrangeira

Essa também foi uma mulher ousada. Rute era uma estrangeira que se casou com Booz para preservar a descendência davídica, contrariando a própria lei de seu tempo. A sua coragem vai além da lei prescrita daquele tempo, porque toma consciência da situação de seu povo, que clama por um Libertador que venha da descendência davídica. Não duvida, mas insiste. E, na sua insistência, consegue aquilo que quer para o bem de seu povo.

Como tal episódio ressoa na vida de Maria de Nazaré? Acreditamos que todos os momentos vividos por ela no Novo Testamento evocam alguma coisa que nos remete à história de Rute. Mas um deles nos parece mais importante: o texto da genealogia, em que damos de encontro com uma interrupção que traz a descendência matriarcal à frente da patriarcal, em desacordo com as prescrições da Lei. A citação é clara: Jacó gerou José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus (cf. Mt 1). Cristo vem à margem de todo um povo que foi escolhido por Javé para ser sua herança.

Maria encontra-se fora da estrutura da aliança, mas é por ela que o Cristo salvador vem para toda a humanidade. A mulher, naquele tempo, era vista só como a procriadora de filhos e filhas e tinha como visibilidade o ventre crescido; a partir de então, Maria inverte o andamento das coisas e das leis criadas e ditadas pelos patriarcas. A matriarca trouxe o Salvador, e não o patriarca. Isso mostra que Maria, longe de ser uma mulher passiva diante da própria lei, não duvidou em afirmar que o amor do Senhor se estende sobre aqueles que o temem.

 Ana, mãe de Samuel

Ana, mulher de Elcana, era faminta por descendência. Na sua vida estéril, concebe e dá à luz seu filho Samuel, o profeta de Javé que salva seu povo ao chamado do Senhor. O evangelista Lucas se inspira na oração de Ana e faz sua adaptação para o Magnificat de Maria. Começamos por escrever os versos e as expressões que mais se aproximam do Magnificat. Vejamos como Ana faz sua oração diante do altar do Senhor no Templo:

O meu coração exulta em Javé, […] a minha boca se escancara contra meus inimigos, porque me alegro em tua salvação. Não há Santo como Javé e Rocha alguma existe como o nosso Deus. Não multipliqueis palavras altivas, nem brote dos vossos lábios a arrogância […] O arco dos poderosos é quebrado, os debilitados se cingem de força. Os que viviam na fartura se empregam por comida, os que tinham fome não precisam trabalhar […] É Javé quem empobrece e enriquece, quem humilha e quem exalta. Levanta do pó o fraco e do monturo o indigente, para os fazer assentar-se com os nobres e colocá-los num lugar de honra […] Ele guarda o passo dos que lhe são fiéis, mas os ímpios desaparecem nas trevas, porque não é pela força que o homem triunfa.

 Às nossas leitoras e leitores deixamos que encontrem a evocação do Magnificat de Maria nessa oração suplicante de Ana. Essa foi a inspiração do nosso evangelista Lucas ao colocar nos lábios de Maria o cântico tão conhecido de nós todos. O evangelista faz suas belas adaptações dessa oração de Ana que chorava sua esterilidade e que foi ouvida pelo Senhor. Com suas belas ressonâncias e livres aproximações, o cântico de Maria é considerado como a continuidade da presença do Senhor na missão de cada mulher do Antigo Testamento, missão que irrompeu com a vinda de Jesus no meio de seu povo pelo mistério da Encarnação, em que Maria de Nazaré teve sua participação importante e visível.

A rainha Ester

Outra vez damos de frente com a fidelidade do amor de Deus em favor dos filhos e filhas de Israel por meio de mulheres que, desde o Antigo Testamento, foram atentas às suas intuições de verdadeiras mães do povo e obedientes às situações criadas, em meio às quais o  Deus da história se revelava. Todas elas, por meio de orações, súplicas e cânticos, puseram em risco a própria vida para salvar o povo dos litígios e buscas do poder pelo poder, que contrariavam o bem comum.

Esse amor ao povo manifesta-se na atitude corajosa de Ester, com a qual aqui nos deparamos: a mulher que salva a nação graças à sua intervenção, pois era uma jovem compatriota do povo judeu que havia se tornado rainha e era orientada por seu tio Mardoqueu. Este também faz sua oração de pedido em favor do povo, seguindo-se a súplica de Ester, que obtém do rei a carta de reabilitação dos judeus, prestes a serem exterminados.

Para conseguir seu intento em favor do povo, a rainha Ester abandona suas vestes suntuosas, veste-se com roupas de aflição e luto, humilha-se e cobre o corpo com os longos cabelos com que costumava adornar-se para aparecer em público com a fronte cingida pela coroa real. Em tal atitude, nestes termos suplica ao Senhor Deus de Israel:

A nós e a meu povo, salva-nos, Senhor, com tua mão poderosa, vem em nosso auxílio, pois estamos sós e nada temos fora de ti, Senhor! […] Tu sabes o perigo por que passamos, e eu tenho horror das insígnias de minha grandeza, que me cingem a fronte quando apareço em público. […] Tua serva não comeu à mesa dos reis inimigos do meu povo, nem apreciou os festins reais, nem bebeu o vinho das libações. Tua serva não se alegrou desde que esta situação de perigo se estabeleceu no meio de meu povo, a não ser em ti, Senhor, Deus de Abraão!

 E a rainha Ester apresentou-se ao rei. Este se agradou de sua beleza e nobres sentimentos e concedeu ao povo judeu a liberdade que todos suplicavam. Ester apresenta-se ao Senhor como sua serva, e não como rainha de seu povo. Apresenta-se confiada somente na força do Senhor de Abraão e de seus filhos e filhas para sempre, como prometera a nossos pais.

O cântico de Maria evoca outra vez, a nosso ver, a coragem de Ester no que se refere à sua intercessão contra a dominação das nações vizinhas que escravizavam o povo hebreu, o qual era vendido por seus reis como mercadoria a outros povos para pagamento de suas dívidas externas. Eram realezas inteiras e reis que comandavam essa guerra de poder contra o povo, afastando-o sempre mais da descendência a partir da qual Israel punha sua esperança na vinda do verdadeiro Libertador.

Deve-se enfatizar que era essa a consciência que permanecia viva em todo Israel. Quando Maria de Nazaré abre a boca para render graças pela libertação de Israel, inclui a celebração desses fatos todos a fim de refrescar a memória de um povo sofrido e jogado à própria sorte pelos poderosos e pela força de seus tronos ambiciosos.

 A juíza Débora

A palavra Débora quer dizer abelha, inseto que visita todas as flores que pode para construir seu favo de mel. O simbolismo que traz em seu nome é muito rico: a abelha é organizada, laboriosa e infatigável. Não se submete porque tem asas e canto. Sublima o seu trabalho em mel imortal o frágil perfume das flores. É o quanto basta para conferir elevado alcance espiritual daquilo que representa o mel, fruto de seu labor incessante, paralelamente ao simbolismo temporal. Operárias da colmeia asseguram a perenidade da espécie. “Imitai a prudência das abelhas”, recomenda Teolepto de Filadélfia, citando-as como exemplo na vida espiritual das comunidades monásticas.

Cabe sublinhar que, por causa de seu mel e de seu ferrão, a abelha é considerada o emblema de Cristo: por um lado, sua doçura e sua misericórdia e, por outro, o exercício de sua justiça na qualidade de Cristo-juiz (cf.Dicionário de símbolos, Ed. José Olympio, p. 3-4).

Retornando à juíza Débora, deve-se reconhecer ainda que esta acompanhava de perto as intrigas e as brigas dos israelitas e, por isso, é conhecida como a juíza atuante que regula a conduta de seu povo. Muita gente ia consultá-la para pedir-lhe orientação sobre a questão que pesava sobre o povo de Israel oprimido pelo rei dos cananeus. Quando Débora conseguiu a libertação de Israel, junto com Barac, que trabalhou com ela para esse fim, entoaram um cântico de louvor e de ação de graças por essa conquista. É considerada também, no próprio cântico, “mãe em Israel” (cf. Jz 5). Como esse fato histórico ressoa no Magnificat de Maria de Nazaré e nas bodas de Caná?

Em sua experiência de comunidade, Lucas inspira-se em sua fonte própria, que é o Antigo Testamento, e faz de Maria de Nazaré a mulher profética e revolucionária da história da salvação com o cântico do Magnificat. Entoa sua ação de graças pela chegada do Filho de Deus, o Salvador de toda a humanidade. É claro que o contexto sempre é outro, mas a essência da Tradição revelada por Deus a seu povo permanece em nossos dias.

Evoca também a intervenção de Maria nas bodas de Caná (cf. Jo 2,1-10). Após ter falado com seu filho, Maria de Nazaré dirige-se aos serventes, para dizer-lhes que fizessem o que Jesus lhes ordenasse. A teologia feita na perspectiva da mariologia avança no sentido de pensar que Maria não foi a única mulher que percebeu a falta de vinho. Mas quem se sensibilizou com o fato foi a mãe de Jesus, ainda que tenha sido apoiada e até mesmo alertada pelas mulheres presentes. Trata-se não de regular um litígio, mas de evitar uma vergonha para os noivos. Maria intervém como aquela que reconquista a alegria da festa dos nubentes.

Pode-se explicar esse fato quando chegamos a alargar nossa interpretação do início desta perícope: “Houve um casamento em Caná da Galileia e a mãe de Jesus estava lá”. Ela se antecipou ao filho, provavelmente com outras suas comadres e amigas que iam para ajudar na preparação da festa daquele casamento.

A nosso ver, parece bastante manifesta a liderança de Maria no desenrolar dos acontecimentos em tal evento. Teria sido também alertada por suas companheiras que a acompanhavam nessa preparação festiva e consultada sobre o que fazer diante da situação de tensão que se havia criado.

Podemos também encontrar belas ressonâncias e efetuar belas aproximações do cântico de Maria de Nazaré com a atuação das grandes mães quando Maria reconhece que o Deus todo-poderoso fez nela grandes coisas, entrando assim para a história de seu povo que vive a expectativa do Messias. Maria prossegue proclamando que Deus exalta os humildes, pois era uma humilhação a esterilidade materna de Sara; e, finalmente, a deserdada e esquecida Agar, com seu filho, merece, no cântico do Magnificat, a acolhida de Israel, porque Deus é fiel ao amor que prometeu às pessoas expulsas e esquecidas, dando-lhes descendência.

Maria de Nazaré denuncia em alta voz, no chamado núcleo duro do Magnificat: derrubou poderosos de seus tronos para salvar seu povo; Deus manifestou o poder de seu braço para dispersar não só os soberbos, mas também os poderosos de coração duro, despedindo-os da vida sem os bens que haviam acumulado com sua corrupção contra um povo indefeso e oprimido.

  1. Como Maria se aproxima das mulheres do Novo Testamento

Encontramos Maria na mesma condição de todas as mulheres da desconhecida Nazaré, que fazem o trabalho de casa e atendem a tudo aquilo que se refere à vida cotidiana. O livro publicado pelo frei Clodovis Boff que traz o título O cotidiano de Maria de Nazaré, escrito em linguagem narrativa e muito bem fundamentado, descreve alguns trabalhos realizados por Maria e algum tipo de presença dela junto às mulheres de seu tempo. Assim relata esse autor:

Maria é a primeira a despertar pela manhã. Desperta e se apronta. Aqui temos sua presença de mãe de família que sempre se antecipa ao filho e ao pai. Em seguida põe a casa em ordem. Tudo deve estar em seu lugar antes de tomar a primeira refeição do dia. Quem serve é ela. Acompanha a oração da manhã que o pai e o filho fazem, voltados para a direção do Templo de Jerusalém.

Maria vai apanhar água na fonte e lá se encontra com suas conhecidas, comadres e amigas. É o momento de se trocarem as notícias que correm pela pequena Nazaré, sobre todas as coisas e novidades que a elas interessam. Depois desse belo encontro, cada uma toma seu cântaro e volta ao trabalho. Prepara o pão de cada dia e troca experiências com as amigas e comadres mais próximas dela, sobre como o pão cresceu e ficou apetitoso para a família toda, ou se não deu lá tão certo desta vez.

Cuida do filho que até os cinco anos fica junto à mãe, sob seus cuidados diretos, e ele “cresce em sabedoria, estatura e graça”. Maria não trabalha só em casa, mas ajuda o marido no campo e na sua oficina de carpinteiro Os hebreus têm apreço pelo trabalho manual. Havia um dito entre os rabinos que dizia o seguinte: “Um trabalhador ocupado em sua tarefa não precisa se levantar diante de um doutor, por maior que seja”. Paulo, por exemplo, era fabricante de tendas (cf. At 18,3).

Maria trabalhava também em casa: fiava, tecia e lavava roupa, servia a ceia e preparava o repouso da noite. Como não pensar que, quando ia à sinagoga, encontrava-se com as outras mulheres mais próximas e também as que poucas vezes via durante o ano! Quando subia a Jerusalém para celebrar a festa da Páscoa, preparava-se com a melhor roupa e fazia um penteado muito bonito. Era um momento de encontro e de celebração que se dava só uma vez por ano. Por isso também era bastante curtido e aproveitado.

Já falamos de Maria nas bodas de Caná. Lá estava ela, com as outras mulheres, no meio da festa e toda feliz! Como teria ficado solidária à viúva de Naim, cujo filho Jesus fez reviver outra vez! Ela não estava presente só nas horas alegres, como no casamento, mas também num enterro, quando as pessoas choravam seus falecidos, como foi o caso do filho da viúva de Naim.

Maria não só vai a um casamento e a um enterro, mas também a um nascimento. Lembremos aqui sua visita a Isabel, à casa da qual se dirigiu às pressas para ajudá-la no trabalho de parto de João Batista, que se tornou o precursor de Jesus! E, finalmente, está presente no nascimento da Igreja, no cenáculo, esperando a vinda do Espírito Santo. A aproximação de Maria não é só com as mulheres, mas também com os homens, os apóstolos, escolhidos por Jesus para continuarem a pregação do Reino. Foi acolhida pelo discípulo amado, que, com certeza, não a deixou sozinha, mas na sua companhia, e com todo o carinho e amor estava pronto a atendê-la sempre que precisasse.

Por tudo isso, e por mais do que isso, Maria é inspiração para todas nós, mulheres que servimos dentro e fora de casa, na Igreja e fora dela, nas pequenas comunidades de fé. 

  1. Tentativa de explicar a linhagem da fé vivida por Maria de Nazaré

Em primeiro lugar, reconhecemos que a teologia feita na perspectiva de Maria de Nazaré e de sua missão na história da salvação consiste num esforço de não separar a mãe do Salvador das demais mulheres que a precederam nessa missão, de acordo com a interpretação dada a tais fatos após a ressurreição de Jesus, o Cristo da fé.

O tipo de linhagem genealógica de Maria de Nazaré é da árvore davídica messiânica. O povo não esperava que o Messias viesse por meio de uma humilde mulher do interior da Galileia. O esforço que fizemos para chegar a fundamentar as evocações, as ressonâncias e as aproximações das mulheres do Antigo Testamento com as do Novo Testamento, sobretudo com as atitudes e comportamentos da mulher de Nazaré, é apenas uma tentativa de explicar a diferença existente entre a Maria da história, que só encontramos no Novo Testamento, e a Maria da fé, construída pela experiência do povo de todos os continentes de tradição cristã e católica.

Queremos justificar por que quisemos iniciar este nosso artigo com a Constituição Lumen Gentium, que fala da Igreja em seu oitavo e último capítulo como coroamento da caminhada terrena do povo. Foram as alusões que esta faz a Maria de Nazaré como filha do Antigo Testamento e à mesma origem de toda a humanidade que nos inspiraram e nos ajudaram a encontrar ressonâncias, aproximações e evocações da presença de Maria, em germe, na contribuição dada pelas grandes mães e pelas grandes matriarcas que lutaram em favor de seu povo.

Maria, ao tomar consciência, ainda que de maneira apenas entrevista, de seu lugar e missão na história da salvação, traz para a realidade de seu tempo tudo o que pôde entrever de sua ânsia e de sua espera a respeito da imagem escatológica da Igreja e de toda a humanidade. Essa mesma foi a ânsia e a esperança das mulheres das quais falamos ao longo desta reflexão mariológica centrada em Cristo.

Bibliografia

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GEBARA, Ivone; BINGEMER, Maria Clara. Maria, mãe de Deus e mãe dos pobres: um ensaio a partir da mulher e da América Latina. Petrópolis: Vozes, 1987.

JOÃO PAULO II. Redemptoris Mater (A mãe do Redentor). São Paulo: Paulinas, 1989.

PAULO VI. Marialis Cultus: o culto à bem-aventurada Virgem Maria. São Paulo: Paulinas, 1974.

PINKUS, Lucio. O mito de Maria: uma abordagem simbólica. São Paulo: Paulus, 1991.

VV.AA. Maria nas Igrejas: perspectivas de uma mariologia ecumênica. Concilium, n. 188, 1983. Maria y la mujer. Vida Religiosa, n. 64, maio 1988.

Por Lina Boff, smr

Ir. Lina Boff é professora emérita da Pontifícia Universidade Católica do Rio; professora de Mariologia na Faculdade dos Franciscanos em Petrópolis e professora convidada para bancas de admissão de professores ordinários pelo Antonianum de Roma. Publica em várias revistas, escreve e organiza livros.

Fonte: Revista Vida Pastoral! http://www.vidapastoral.com
Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz.


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História de Nossa Senhora do Carmo

História de Nossa Senhora do Carmo

Senhora do Carmo 5Nossa Senhora do Carmo tem origem no século XII, quando se um grupo de eremitas começou a se formar no monte Carmelo, na Palestina, terra Santa, iniciando um estilo de vida simples e pobre, ao lado da fonte de Elias, que se estendeu ao mundo todo.

A palavra Carmo, corresponde ao monte do Carmo ou monte Carmelo, em Israel, onde o profeta Elias se refugiou. A palavra carmo ou carmelo significa jardim.

História de Nossa Senhora do Carmo e os carmelitas

A ordem dos carmelitas venera com carinho o profeta Elias, que é seu patriarca, e a Virgem Maria, venerada com o título de Bem Aventurada Virgem do Carmo. Devido ao lugar, esse grupo foi chamado de carmelitas. Lá, esse grupo de eremitas construiu uma pequena capela dedicada a Senhora do Carmo, ou Nossa Senhora do Carmelo.

Posteriormente os carmelitas foram obrigados a ir para a Europa fugindo da perseguição dos muçulmanos. Aí se espalhou ainda mais a Ordem do Carmelo.

Devoção a Nossa Senhora do Carmo

Com a expulsão dos carmelitas de Israel, a devoção a Nossa Senhora do Carmo começou a se espalhar por toda a Europa. Também foi levada para a América Latina, logo no começo de sua colonização, passando a ser conhecida em todos os lugares. E não somente no Carmelo. Foram construídas várias igrejas, capelas e até catedrais dedicadas a Senhora do Carmo.

Aparição de Nossa Senhora do Carmo a São Simão

São Simão era um dos mais piedosos carmelitas que vivia na Inglaterra. Vendo a Ordem dos Carmelitas ser perseguida até estar prestes a ser eliminada da face da terra, ele sofria muito e pedia socorro a Nossa Senhora do Carmo.

Sua oração, que os carmelitas usam até hoje, foi a seguinte: Flor do Carmelo, vide florida. Esplendor do Céu. Virgem Mãe incomparável. Doce Mãe, mas sempre virgem. Sede propícia aos carmelitas. Ó Estrela do mar.

Então Maria Santíssima, rodeada de anjos, apareceu para São Simão, entregou-lhe o Escapulário e lhe disse: Recebe, meu filho muito amado, este escapulário de tua ordem, sinal do meu amor, privilégio para ti e para todos os carmelitas. Quem com ele morrer não se perderá. Eis aqui um sinal  da minha aliança, salvação nos perigos, aliança de paz e amor eterno. A partir desse milagre, o escapulário passou a fazer parte do hábito dos carmelitas.

Milagre de Nossa Senhora do Carmo

A partir da aparição de Nossa Senhora do Carmo a São Simão, a Ordem do Carmelo começou a florescer na Europa e em vários lugares do mundo, permanecendo firme até os dias de hoje.

O Escapulário de Nossa Senhora do Carmo, tradição do Carmelo

A palavra escapulário, vem do latim, escápula, que significa  armadura, proteção. O escapulário é uma forma de devoção a Maria Santíssima. O uso do escapulário é um sinal de confiança em Nossa Senhora do Carmo. A pessoa que o usa, é coberta com a proteção e as graças da Virgem Do Carmo.

O escapulário, segundo o Concilio do Vaticano II é um Sacramental, um sinal sagrado, obtendo efeitos de proteção da Igreja Católica. É uma realidade visível que nos conduz a Deus. Santa Tereza dizia que: portar o escapulário, era estar vestida com o hábito de Nossa Senhora.

Oração a Nossa Senhora do Carmo

Senhora do Carmo, Rainha dos anjos, canal das mais ternas mercês de Deus para com os homens. Refúgio e advogada dos pecadores, com confiança eu me prostro diante de vós, suplicando-vos que obtenhais a graça que necessito, ( pede-se a graça). Em reconhecimento, solenemente prometo recorrer a vós em todas as minhas dificuldades, sofrimentos e tentações, e farei de tudo que ao meu alcance estiver, a fim de induzir outros a amar-vos, reverenciar-vos e invocar-vos em todas as suas necessidades.

Agradeço as inúmeras bênçãos que tenho recebido de vossa  mercê e poderosa intercessão.

Continuai a ser meu escudo nos perigos, minha guia na vida e minha consolação na hora da morte. Amém. Nossa Senhora do Carmo, advogado dos pecadores mais abandonados, rogai pela alma do pecador mais abandonado do mundo. Ó Senhora, rogai por nós que recorremos a vós.


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27-JUNHO |Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, senhora da morte e rainha da vida

UMA LINDA HISTÓRIA – O ÍCONE DA VIRGEM

Muitos autores afirmam que o primeiro Ícone de NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO foi pintado em madeira por São Lucas, no século I, na época em que a VIRGEM MARIA morava em Jerusalém. Revela a tradição que Ela viu a pintura com o MENINO JESUS aos braços e apreciou muito, abençoando o artista e o seu trabalho.

Quando Lucas completou o Ícone, é tradição que ele deu de presente ao seu amigo pessoal e patrono Teófilo, e viajou em companhia de São Paulo, no prosseguimento do trabalho de evangelização.  

Consta ainda de informações antigas, que em meados do século V, o Ícone da VIRGEM foi encontrado no Império Bizantino. Santa Pulquéria, que era Rainha e governava o país, ergueu um Santuário em honra da VIRGEM MARIA em Constantinopla, e segundo fontes fidedignas, aquele Ícone permaneceu lá por muitos anos, onde nossa MÃE SANTÍSSIMA era venerada por milhares de cristãos: reis, imperadores, homens, mulheres e crianças, ricos e pobres, e sobre todos derramava, uma quantidade incontável de graças, milagres e benefícios. Também neste período, se tem conhecimento de que já existia pelo menos uma copia do original, que se encontrava no salão imperial de audiências da Rainha em Constantinopla.

Por outro lado, desde longa data, a arte sempre foi influenciada pela religiosidade popular, e mais especificamente nos séculos XII e XIII, com muito fervor foi colocada em grande evidência a Natureza Humana de JESUS, sendo divulgados com frequência os sofrimentos da Paixão, o Drama do Calvário do SENHOR e as Dores de NOSSA SENHORA. Aqueles fatos tristes e terríveis centralizavam a devoção das pessoas, que pelo cultivo deles, revelavam a grandeza de seu piedoso amor e carinho a JESUS e a VIRGEM MARIA. Neste sentido, dois grandes Santos da época contribuíram exercendo uma forte influência com suas pregações, para que existisse de fato um acentuado exercício da devoção aos sofrimentos do SENHOR: foram São Bernardo de Claraval e São Francisco de Assis.

E esta ênfase foi sentida principalmente no Oriente, através da obra evangelizadora dos Padres Franciscanos. E desta realidade, resultou o aparecimento de uma manifestação artística denominada “Kardiotissa”, derivada da palavra grega (kardia ou kardio, que significa coração). Assim, a denominação artística “Kardiotissa” ou “Kariotissa” significava (revelar misericórdia e piedade, mostrar um sentimento de compaixão). Então, esta corrente de pintores colocava as imagens sacras de seus quadros, expressando algum tipo de dor e sofrimento em relação à Paixão do SENHOR.

Historicamente fomos encontrar informações fidedignas relacionadas à pintura de São Lucas, somente a partir desta época, e mais precisamente no ano 1207, num despacho do Papa Inocêncio III, em face da admirável quantidade de milagres que NOSSO SENHOR realizava, pela intercessão da sua MÃE, representada numa pintura em madeira, com o MENINO JESUS ao colo, que afirmavam ser a pintura de São Lucas. Sua Santidade o Papa declarou que “verdadeiramente a alma de MARIA parecia se encontrar na imagem, uma vez que era tão bonita e tão milagrosa”.

Segundo afirma a tradição, São Lucas era grego, da mesma maneira que os seus pais. Assim o estilo bizantino originário daquela região, estava por assim dizer, no seu sangue. Então, nos séculos XII, XIII e XIV, os pintores fizeram diversas cópias em madeira e tela, criando o Ícone de NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO, procurando mesclar o estilo bizantino de Bizâncio, com aquela nova manifestação artística, buscando colocar expressões de sofrimento, dor e expectativa, nas faces da VIRGEM MARIA e do MENINO DEUS.

Importante, todavia, era que o poder da graça Divina continuava operando de maneira notável naqueles Ícones benzidos e consagrados, que se tornaram verdadeiros intercessores milagrosos. A VIRGEM MÃE DE DEUS continuou vivendo naquelas imagens, ajudando, socorrendo as necessidades das pessoas, protegendo, inspirando, e estimulando todos os seus filhos que buscavam a ternura de seu inefável afeto e tão querido amor.

Entretanto o Ícone original desapareceu misteriosamente. A tradição comenta que foi durante o cerco de Constantinopla.

A conquista da capital bizantina pelo Império Otomano, no dia 29 de Maio de 1453, causou o desaparecimento de diversas relíquias cristãs, de valor inestimável. Descreve a tradição que na véspera da queda da Cidade, durante o reboliço vivido pela multidão, cada pessoa se movimentava articulando alguma providência para escapar do cerco turco. À noite alguém se apossou do Ícone da VIRGEM e da Coroa Imperial, dos quais, nunca mais se teve qualquer notícia!

Este fato nos faz presente, que a passagem dos séculos não alterou e nem modificou o comportamento e a dedicação de MARIA em relação a humanidade, Ela continua demonstrado o mesmo carinho, a preciosa atenção e o perpétuo auxílio, através do Ícone pintado por São Lucas, assim como de todos os outros Ícones cópias e imagens, que visam, sobretudo, fazer com que Ela, a MÃE DE DEUS, seja mais conhecida e amada pelos seus filhos.

Assim o Ícone (“eikon”, palavra grega cuja tradução é imagem) de NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO que normalmente conhecemos, é desse tipo: tradicional bizantino ligeiramente modificado pelo medieval estilo “Kardiotissa”. Nele observamos a VIRGEM MARIA segurando o MENINO JESUS aos braços, e ELE, com uma expressão de expectativa um pouco assustado, segurando fortemente com as duas pequenas mãos, o polegar direito de sua MÃE, e olhando na direção do Arcanjo Gabriel. O Arcanjo Gabriel está com a Cruz da Redenção e a esquerda da VIRGEM MARIA, está o Arcanjo São Miguel com os instrumentos da Paixão do SENHOR: a lança, o cravo de ferro, balde e a cana (vara de hissopo) com a esponja molhada no vinagre (conforme Jo 19, 29). Como uma criança assustada diante daqueles terríveis instrumentos de Sua Paixão, ELE deve ter se movimentado nos braços da MÃE e involuntariamente soltado de seu pé direito a sandália, que está dependurada. A face de NOSSA SENHORA é séria e triste, olhando em nossa direção, nos mostrando o seu pequenino e amoroso FILHO, e ao redor, os instrumentos da sua abominável flagelação e crucificação, suscitando nossa piedade e devoção, e nos convidando a lembrar sempre os motivos do sofrimento e das dores de JESUS para Redimir a Humanidade de todas as gerações.

CONTINUAÇÃO DA HISTÓRIA

A Ilha de Creta na Grécia era uma possessão veneziana (Monarquia de Veneza na Itália) desde 1204. Pela facilidade de transporte e comunicação com a Europa, era o centro dominador da produção e distribuição de mercadorias entre o Oriente e o Ocidente.

No século XV, por volta do ano 1498, havia um Ícone muito bonito de NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO numa Igreja na Ilha de Creta, que desde algum tempo vinha atraindo frequentadores e causando emoção pelos milagres de DEUS que aconteciam em face das orações, preces e suplicas do povo à MÃE DE DEUS na presença intercessora daquela imagem. Inclusive pessoas com elevada posição social afirmavam que aquele Ícone era o original pintado por São Lucas.  Ele já estava naquela Igreja há algum tempo e era conhecido e venerado por todas as pessoas. Um dia, um comerciante local, com sérios problemas financeiros, com planos de viajar para a Itália, roubou a imagem e a levou consigo num navio.

Por causa das embarcações não serem suficientemente resistentes, o percurso marítimo era margeando a costa do continente. Entretanto, já distante de Creta, se formou uma grande tempestade, e os marinheiros apavorados imploraram a misericórdia de DEUS, pedindo a NOSSA SENHORA que intercedesse por eles para salvar a embarcação e suas vidas. Suas preces foram ouvidas e eles foram salvos do naufrágio, sem saberem que dentro da embarcação existia uma cópia ou o original, do Ícone da VIRGEM DO PERPÉTUO SOCORRO.

O grego raptor da Imagem desembarcou em Veneza, e trabalhou durante um ano na cidade, quando decidiu mudar para Roma. A imagem seguia com ele, muito bem protegida. Instalado na Cidade Eterna há mais de quatro anos, em face do excesso de trabalho, pegou uma séria enfermidade, que se agravou na sequência dos meses.

Entre as amizades que formou, tinha um amigo especial, também grego como ele, que lá residia há mais de dez anos e inclusive tinha esposa e uma filha.  O raptor sabendo que seu estado de saúde não era bom abriu o coração e narrou ao amigo, à audaciosa aventura de sua vida: “Alguns anos passados, eu roubei um quadro com uma bela imagem da MADONNA na Igreja de Creta! Não era para vender. Estava atravessando uma fase infeliz nos negócios e queria uma proteção pessoal, a fim de ter coragem para me aventurar e desbravar outros horizontes. Não sou um fervoroso religioso, mas só de olhar a imagem, sempre senti crescer uma poderosa força dentro de mim. Por isso, agora doente, no fim da vida, peço levá-la a uma Igreja, e, por favor, descreva este fato apresentando as minhas desculpas. Eu lhe imploro que a imagem seja colocada numa Igreja onde o povo possa visitá-la e honrá-la”.

Assim que ele faleceu, o amigo encontrou o quadro e o levou para sua casa, a fim de mostrá-lo a sua esposa e juntos, escolherem a Igreja, aonde deveriam conduzi-lo. Mas, ao ver a imagem, a esposa ficou admirada e naquele primeiro momento não quis levar o Ícone da VIRGEM para uma Igreja. Na verdade, o casal não era muito religioso, rezavam às vezes, mas nunca seguidamente, por que também nada conhecia da obra de JESUS e da incomensurável grandeza do Amor Divino.

Aquele quadro foi colocado na parede da sala de refeições, e numa posição tão estratégica, que ao passar diante dele, ou estando à mesa durante as refeições, involuntariamente o olhar descansava na beleza invulgar e profunda da MÃE DE DEUS. E assim, o casal adquiriu a delicadeza de olhar a imagem da VIRGEM, sempre que se assentava a mesa. Como primeira manifestação, o casal começou a se persignar diante da imagem antes das refeições. Depois se acostumaram a trocar algumas palavras diante da Imagem, como se a colocassem participando do assunto. E às vezes, em silêncio, deixavam o coração falar… No silêncio da voz o ouvido do coração se abria com mais nitidez a resposta do SENHOR. Outras vezes, confiantemente suplicavam a VIRGEM pedindo a Divina proteção no trabalho, para vencer as dificuldades do cotidiano, conservando-lhes a boa saúde para a continuidade da caminhada existencial.

Certo dia, oito meses após a morte do amigo, junto ao Ícone da VIRGEM, o casal conversava e trocava idéias, sobre a necessidade de ser cumprida a vontade do falecido, como condição primordial, para se conseguir uma necessária paz interior e também, a amizade de NOSSA SENHORA. Eles já estavam frequentando a Igreja com mais pontualidade e até faziam algumas orações. Por esse motivo, naquele momento, contritos e decididos diante da Imagem da VIRGEM, receberam uma “Luz”, que entenderam ser o desejo de NOSSA SENHORA, que o quadro fosse colocado numa Igreja situada entre a Basílica de Santa Maria Maggiore e a Basílica de São João de Latrão.

Naquele mesmo dia 27 de Março de 1499, a imagem foi levada para a Igreja de São Mateus Apóstolo, no Monte Esquilino, uma das sete colinas de Roma, que estava situada entre a Basílica de Santa Maria Maggiore e a Basílica de São João de Latrão. Foi colocada entre duas lindas colunas de mármore preto de Carrara, logo acima de um magnífico altar de mármore branco.

E se constituiu numa maravilha, durante três séculos, desde 1499 até 1798, a Igreja de São Mateus, foi uma das mais procuradas pelos peregrinos que visitavam Roma, porque queriam rezar diante da imagem milagrosa de NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO.

Entretanto, em 1796/1797, o exército francês sob o comando de Napoleão Bonaparte invadiu os Estados Pontifícios. Roma ficou diante da terrível ameaça do inimigo, a tal ponto que o Papa Pio VI, foi forçado a assinar um Tratado de Paz, o Tratado de Tolentino, em 17 de Fevereiro de 1797.

Todavia, um ano após a assinatura do Tratado, o general francês Louis Alexandre Berthier marchou sobre Roma e proclamou a “República Romana Livre”. Ele mentiu, dizendo que não havia liberdade e que o povo estava escravizado. Mas na realidade, o pretexto da quebra do Tratado de Paz foi justamente o assassinato de um general da embaixada francesa em Roma, de nome Mathurin Léonard Duphot, num tumulto popular provocado por revolucionários franceses e italianos no dia 28 de Dezembro de 1797. E por esse motivo, pelo fato de ter mentido e ser muito autoritário, pouco depois, Berthier foi substituído pelo general francês André Masséna.

Em 03 de junho de 1798, o General André Masséna querendo espaço para instalações militares e administrativas na cidade, ordenou que trinta Igrejas fossem destruídas! Uma delas foi a Igreja do Apóstolo São Mateus, onde estava o Ícone da VIRGEM! Foram dias difíceis para os cristãos e as Ordens Religiosas. E como também o Mosteiro Agostiniano estava na relação e foi destruído, os Padres foram autorizados a retornar a Irlanda, a terra natal. Os monges se dividiram: alguns voltaram para a Irlanda, outros ficaram na Igreja Matriz de Santo Agostinho, em Roma e os demais, levaram o Ícone milagroso de NOSSA SENHORA e se mudaram para o Mosteiro de Santo Eusébio, que era pobre e antigo, necessitando de urgentes reparos e muita limpeza.

A imagem de NOSSA SENHORA ficou em Santo Eusébio durante 20 anos. O local foi tratado e ampliado, mas eram poucos monges que viviam ali e o povo quase não tinha acesso a imagem, e assim, também pelo fato de ser muito grande para eles, em 1819, o Papa Pio VII, pediu aos jesuítas para assumirem Santo Eusébio. O Santo Padre deu aos agostinianos a Igreja e o Mosteiro de Santa Maria, em Posterula, do outro lado da cidade, para onde os monges levaram a Imagem milagrosa da VIRGEM MARIA e a colocaram num lugar de honra na Capela do Mosteiro.

Entre os agostinianos estava Frei Agostinho Orsetti que era muito caprichoso e organizado, mantendo a sacristia e as imagens em Santa Maria, com o maior rigor de limpeza. Também treinava os coroinhas, ensinando-lhes o preparo e trabalho no Altar, durante a Santa Missa e primordialmente, o posicionamento correto e digno, nas celebrações e solenidades religiosas. Um dos coroinhas de nome Michael Marchi se tornou muito amigo do Frei Agostinho e sempre estavam conversando. O Frei sempre lhe dizia: “Michael, observe bem esta imagem. É um Ícone muito antigo. É a milagrosa VIRGEM MARIA que estava na Igreja do Apóstolo São Mateus, única imagem nesta cidade. Muitas pessoas vinham rezar diante dela e suplicar sua eficaz intercessão junto a DEUS. Lembre-se sempre do que estou lhe dizendo”.

Em 1854, a Ordem dos Redentoristas foi fundada por Santo Afonso de Ligório. Compraram uma área de terra no Monte Esquilino, no local chamado Villa Caserta, que por uma coincidência toda especial, a tal área também abrangia o local onde existiu a Igreja de São Mateus Apóstolo, onde o Ícone de NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO foi louvado e honrado por muitos cristãos.

Em 1855, Michael Marchi desejando se tornar sacerdote entrou na Ordem Redentorista. Em 25 de março de 1857, fez os votos de pobreza, castidade e obediência e continuou os seus estudos, sendo ordenado sacerdote no dia 2 de outubro de 1859.

 Um dia, quando a Comunidade estava no recreio, um Padre mencionou que havia lido alguns livros antigos sobre uma Imagem milagrosa de NOSSA SENHORA, que tinha sido venerada na antiga Igreja de São Mateus Apóstolo. Padre Michael Marchi com alegria falou para todos: “Eu sei sobre o Ícone milagroso da VIRGEM MARIA. Seu nome é NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO e ele pode ser encontrado na Capela dos Padres Agostinianos, no Mosteiro de Santa Maria, em Posterula. Eu vi a imagem muitas vezes durante os anos de 1850 e 1851 quando ainda era um jovem estudante universitário e servi como coroinha, a Santa Missa em sua Capela”.

Em 7 de Fevereiro de 1863, Francis Blosi, um Padre jesuíta durante uma Santa Missa na Basílica de São João de Latrão, fez um sermão sobre a famosa imagem de NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO. Ele descreveu a imagem da VIRGEM MARIA, e disse: “Espero que alguém na multidão de fiéis que me ouve, saiba onde a imagem está! Se assim for, por favor, diga a pessoa que mantém o Ícone da MÃE DE DEUS escondido por setenta anos, que a VIRGEM ordenou ser este quadro colocado numa Igreja entre as Basílicas de Santa Maria Maggiore e esta Basílica onde estamos, de São João de Latrão. Esperemos que a pessoa se arrependa de seu ato impensado e traga a Imagem para ser colocada no Monte Esquilino, a fim de que todos os fiéis novamente possam honrá-la.”

O sermão do Padre Blosi logo ficou conhecido dos Padres Redentoristas. Sabendo que sua Igreja estava localizada próximo ao local da antiga Igreja de São Mateus Apóstolo, apressaram-se em levar a notícia ao Padre Mauron, que era o Superior Geral dos Redentoristas. Padre Mauron ouviu a notícia e sentiu uma grande alegria, mas não teve pressa. Ele orou por quase três anos para conhecer a Santa Vontade de DEUS, nesta importante questão.

Em 11 de dezembro de 1865, o Padre Mauron e o Padre Michael Marchi, pediram uma audiência ao Papa Pio IX. Ansiosamente, os dois padres, descreveram ao Papa, a história detalhada da imagem de NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO. Eles relembraram inclusive, que a VIRGEM MARIA manifestou o desejo de que a Imagem fosse colocada numa igreja entre as Basílicas de Santa Maria Maggiore e São João de Latrão. Depois de ouvir toda a história, o Papa perguntou-lhes se tinham colocado aquela solicitação por escrito. Padre Mauron entregou a Sua Santidade, um documento que o Padre Marchi tinha escrito e assinado sob juramento.

Sensibilizado com aquela narrativa e tendo o Santo Padre o Papa Pio IX, um grande amor à VIRGEM MARIA, imediatamente pegou a folha de papel onde o Padre Marchi tinha escrito o seu testemunho, e de próprio punho, escreveu uma mensagem no verso do documento:

11 de Dezembro de 1865:

O Cardeal Prefeito vai convocar o Superior da pequena comunidade de Santa Maria, em Posterula e lhe dirá que é nossa vontade que a Imagem de MARIA SANTÍSSIMA, que esta petição trata, seja devolvida a Igreja situada entre São João de Latrão e Santa Maria Maggiore. Todavia, o Superior da Congregação do Santíssimo Redentor está obrigado a substituí-la por outra imagem adequada.

(assinado) O Papa Pio IX

O Papa falou e como é lógico, o caso foi encerrado. A MÃE DO PERPÉTUO SOCORRO, logo estaria em casa, depois de quase 75 anos distante. Na madrugada do dia 19 de Janeiro de 1866, Padre Michael Marchi e Padre Ernesto Bresciani atravessou a cidade de Roma, indo até Santa Maria, em Posterula, para obter a imagem sagrada.

Os agostinianos estavam tristes por ver a sua amada MADONNA partir, mas eles se regozijaram que NOSSA SENHORA voltasse a ser homenageada no lugar onde Ela desejava. Os monges agostinianos quiseram uma cópia exata da imagem original, e isso lhes foi dado pouco tempo depois, conforme a decisão do Santo Padre, o Papa.

Os Redentoristas de Santo Afonso esperaram alegremente pela chegada de NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO e sentiram uma grande felicidade sabendo que Ela ia permanecer definitivamente na sua Igreja. Mas, embora as cores do Ícone ainda estivessem brilhantes, havia muitos buracos de pregos na parte posterior do quadro. Um talentoso artista polonês, que viveu em Roma, foi convidado e restaurou a imagem, cujo trabalho terminou no princípio do mês de Abril.

Dia 26 de abril de 1866, Festa de NOSSA SENHORA DO BOM CONSELHO, uma grande procissão partiu do Mosteiro de Santo Afonso. Durante a procissão muitos acontecimentos milagrosos foram relatados. Uma pobre mãe vendo que a procissão se aproximava, pegou o seu filho de quatro anos de idade, que estava quase morto na cama, com uma doença no cérebro, com febre constante nas últimas três semanas, segurou firme a criança e levou-a até a janela. Quando a Imagem de NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO passou ela gritou: “Ó boa Mãe, quer curar o meu filho ou quer levá-lo consigo para o Paraíso?” Dentro de poucos dias o menino ficou totalmente curado. Ele foi com sua mãe a Igreja de Santo Afonso para acender uma vela de ação de graças no Santuário de NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO.

Em outra casa uma menina de oito anos, estava aleijada e desamparada, desde a idade de quatro anos. Quando a procissão se aproximava e a Imagem milagrosa de NOSSA SENHORA chegou perto, a mãe da criança ofereceu sua filhinha à SANTÍSSIMA VIRGEM. De repente, a criança sentiu uma grande mudança, e recuperou parcialmente o movimento de seus braços e das pernas. Ao ver isto, a mãe ficou muito confiante de que NOSSA SENHORA ia de fato ajudar a menina. No dia seguinte, logo pela manhã, levou a criança a Igreja de Santo Afonso e colocou-a diante da imagem milagrosa de NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO. Olhando para a Imagem, rezou: “Agora, ó minha Mãe MARIA, termine o trabalho que a Senhora começou.” Ela mal tinha acabado de dizer as palavras e de repente à menina se levantou sobre seus pés, totalmente curada!

Na Igreja de Santo Afonso o Ícone da VIRGEM foi colocado no Altar mor. A Igreja estava toda decorada e o Altar feericamente iluminado com grande quantidade de velas. Terminada a procissão, foi celebrada uma solene Santa Missa de ação de graças e, em seguida, o senhor Bispo concedeu a bênção com o Santíssimo Sacramento.

No dia 05 de maio de 1866, o Papa fez uma visita pessoal ao Santuário para conhecer e rezar diante do Ícone da VIRGEM MÃE.

Anos após, um novo Altar de mármore em estilo gótico foi construído possuindo no centro superior uma magnífica decoração brilhante, com guarnição em ouro. Quando tudo estava terminado, o Ícone da VIRGEM MARIA foi carinhosamente colocado naquele lugar, onde se encontra até hoje. A primeira Santa Missa celebrada no novo Altar do Santuário foi no dia 19 março de 1871, Festa de SÃO JOSÉ.


 

Por Apostolado Sagrados Coracões – Angelfire

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz – A fé católica.


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O que são as aparições de Guadalupe?

O que são as aparições de Guadalupe?

Entre as numerosas aparições marianas ocorridas no mundo inteiro, a de Nossa Senhora de Guadalupe continua sendo uma das mais famosas.

A aparição de Maria ao índio Juan Diego, na colina do Tepeyac (México, 1531), para alguns não passa de um mito sincretista entre a religião dos astecas e o catolicismo dos espanhóis. Para João Paulo II, ela é o grande exemplo de uma evangelização perfeitamente inculturada. Graças ao retrato que deixou no manto de Juan Diego, Nossa Senhora de Guadalupe suscitou a conversão massiva dos índios. Sua basílica é atualmente o santuário católico mais visitado do mundo, depois da Basílica de São Pedro, em Roma.

Em 1531, dez anos depois da queda do império asteca e onze após a chegada dos conquistadores, Maria apareceu ao índio Juan Diego Cuauhtlatoatzin no monte Tepeyac e lhe pediu que se erigisse uma igreja nesse lugar. Ela deixou sua imagem impressa sobre o manto de Juan Diego.

Após a chegada dos espanhóis ao México e a queda da dominação náhuatl em 1521, os ritos religiosos acabaram, bem como os sacrifícios humanos oferecidos para alimentar os seus deuses e permitir que o universo perdurasse.

Não alimentando mais os deuses (com o sangue dos corações arrancados no altar do Templo Maior da grande Tenochtitlán), os indígenas temiam um cataclismo e o fim do mundo com o surgimento do “quinto sol”. Toda a sua vida ordenada ao serviço dos deuses e à manutenção do universo havia terminado; sua existência já não tinha sentido algum.

Um pequeno grupo de 12 missionários franciscanos, que chegou em 1524, junto com outros missionários que chegaram anteriormente – como o famoso Frei Pedro de Gante –, começou então a evangelizar os milhares de indígenas do antigo império asteca, que não conseguiam se esquecer dos seus deuses.

Procurando ao mesmo tempo protegê-los dos maus-tratos dos encomendeiros (fazendeiros) espanhóis, os missionários eram perseguidos pelos seus próprios conterrâneos espanhóis. Pelo seu ódio, arrogância e cobiça, a comunidade espanhola estava dividida.

O primeiro governo espanhol (a Primeira Audiência) havia causado muitos danos, sobretudo ao processo de evangelização. Sendo assim, o primeiro bispo do México, Frei Juan de Zumárraga, franciscano, escreveu então (1529) ao rei, escondendo o manuscrito em uma vela de sebo: “Se Deus não agir para remediar a situação o quanto antes, esta terra estará ameaçada de perder-se para sempre”.

Alguns anos depois, em 9 de dezembro de 1531, sobre a colina do Tepeyac, uma jovem mestiça, com vestes brilhantes como o sol, apareceu a Juan Diego, recentemente batizado. Revelando-se como a Virgem Maria, pediu-lhe que solicitasse ao bispo a construção de uma igreja naquele lugar. O bispo Zumárraga, cético, pediu-lhe um sinal.

Em 12 de dezembro, mostrando-se pela última vez a Juan Diego, Maria o enviou a recolher flores no cume pedregoso do Tepeyac. Ele encheu seu manto das mais belas rosas, jamais antes vistas. De volta então ao bispo para entregar-lhe as flores, Juan Diego abriu seu manto, descobrindo então uma extraordinária imagem de Nossa Senhora, impressa no tecido. Em 26 de dezembro, houve outro fenômeno: durante a procissão que conduzia a imagem à nova capela do Tepeyac, um dançante indígena, acidentalmente morto por uma flecha, foi colocado aos pés do manto e ressuscitou.

O retrato, composto por símbolos familiares à sua religião e cultura, podia ser decifrado por todos os índios: Maria, que mostra traços de uma jovem mestiça, apresenta-se como a Mãe do Deus único que vinha a eles para pedir a reconciliação entre índios e espanhóis.

Muitos especialistas estão de acordo em afirmar que a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe sobre o manto de Juan Diego está formada por um conjunto de símbolos que os índios podiam compreender facilmente. 

Era um códice perfeitamente inteligível para a cosmovisão do indígena. O primeiro destes sinais era a presença da imagem sobre o simples manto de um pobre índio.

A imagem representa uma jovem, mestiça – pelo seu rosto e pela diferença das mãos, uma mais branca e mais fina que a outra, o que significava sua pertença a duas etnias diversas. Na época, as crianças nascidas da união entre um espanhol e uma mulher nativa eram rejeitadas por todos.

Por suas mãos unidas e seus joelhos dobrados como em movimento, Nossa Senhora de Guadalupe está representada em uma postura de oração dançante, a mais alta forma de oração para os náhuas. No seu pescoço, a medalha com uma cruz indica que ela pertence à religião cristã trazida pelos espanhóis. A cor azul do seu manto mostra seu sangue real. Pela inclinação do rosto e seu olhar, Ela é toda atenção benevolente com relação aos que a invocam.

Sobre o seu ventre, o símbolo mais sagrado: a flor de quatro pétalas, Nahui Ollin, manifesta a presença de Ometéolt, o deus-deusa supremo dos náhuas, deidade inacessível, mestre de todas as coisas, em cujo seio os contrários se harmonizam e onde os outros deuses não são, em definitivo, mais que manifestações. A fita que ela carrega na parte superior do abdômen mostra que está grávida, enquanto o cabelo solto significa sua virgindade.

Ainda estando rodeada pelo sol, que lhe confere uma aura luminosa, seu manto está coberto por estrelas: a Virgem reconcilia os inimigos da grande guerra celestial, que obrigava os astecas a alimentar o sol com sacrifícios humanos. É o começo de uma nova era. Seus pés colocados no centro da lua (etimologicamente, “México” é o “umbigo da lua”) indicam onde o Deus supremo que ela carrega quer residir.

Após a aparição de Nossa Senhora de Guadalupe, a conversão dos índios é massiva e voluntária. Dela nasce o povo mexicano, profundamente católico. A influência da aparição se estende a todo o continente. Até hoje, o caráter extraordinário da imagem de Nossa Senhora de Guadalupe alimenta a devoção, a pesquisa, os debates e a polêmica.

Depois da aparição de Nossa Senhora de Guadalupe, as conversões se multiplicam em um ritmo que desconcerta os missionários franciscanos. Os nativos chegam inclusive de muito longe para receber o Batismo. Assim, em 1539, nove anos após a aparição, já eram cerca de nove milhões de índios convertidos.

Com relação aos espanhóis, numerosos documentos testemunham a renovação da devoção, que leva muitos deles a ir contemplar a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe. Ao receber este nome, transcrito exatamente como estava no relato original em língua náhuatl, que era muito valorizado pelos espanhóis e estranho para os índios, a Virgem indicou a todos sua pertença religiosa.

Era tão forte a influência da aparição, que não se limitou somente à nação mexicana, senão que se estendeu a todo o continente. Em 1946, Pio XII a proclamou Padroeira das Américas. E, para o Papa João Paulo II, ela continua sendo “o grande exemplo de evangelização perfeitamente inculturada”. Atualmente, o México já não é indígena ou espanhol, mas mestiço em sua maior parte. Naquela época, as crianças mestiças, objeto de vergonha, eram abandonadas. Com seu aspecto mestiço, significando a união entre os povos, a Virgem mostra que o que para os homens era vergonhoso tinha um grande valor aos seus olhos.

Considerada imediatamente como a origem e a protetora desse novo povo, Ela se tornou o estandarte de diferentes causas ao longo da história do país. Em 16 de setembro de 1810, por exemplo, poucas horas após o “Grito de Dolores” (povoado hoje conhecido como Dolores de Hidalgo, próximo à montanha de Cristo Rei, no estado de Guanajuato), o padre do lugar – “Pai da Pátria”, o sacerdote Miguel Hidalgo y Costilla – pegou uma pintura de Nossa Senhora de Guadalupe do Santuário de Atotonilco e fez dela o estandarte do exército insurgente, convertendo-a em padroeira da independência do México. Casos como este marcam a presença de Maria na vida desta nação, de tal maneira que muitos se referem a Ela como “a Virgem que forjou uma pátria”.

Esta imagem tem como suporte uma vestimenta que permanece intacta até hoje, ainda que o tecido vegetal deveria ter se degradado em menos de vinte anos. Além disso, a imagem está “pintada” sobre o tecido sem um primário anterior, algo normalmente impossível. Deixando de lado os retoques, não se distingue traço algum de pincel. A tecnologia moderna revela outras características intrigantes. O caráter extraordinário desta imagem não deixa de atrair as massas, de alimentar pesquisas, debates e polêmicas.

Conclusão

Entre as numerosas aparições marianas ocorridas no mundo inteiro, a de Nossa Senhora de Guadalupe continua sendo uma das mais destacadas: nela, Maria intervém no transcurso da história de um povo e de um continente para modificar seu curso. O estudo deste acontecimento está repleto de interesse e de ensinamentos, tanto para o crente quanto para o não crente.

Referências:

Agradecemos a colaboração de: Paul Badde, correspondente em Roma do jornal alemão Die Welt e autor de um livro sobre Nossa Senhora de Guadalupe (Maria von Guadalupe: Wie das Erscheinen der Jungfrau Weltgeschichte schrieb, Ullstein, Berlim, 2004). Jaime Septién, diretor do jornal católico El Observador (México).

 

Nossa Senhora de Guadalupe, uma grande aliada dos exorcistas.

Nossa Senhora de Guadalupe, uma grande aliada dos exorcistas.

Após sua invocação durante um exorcismo, o demônio respondeu violentamente.

Nossa Senhora de Guadalupe causa muito dano ao demônio”, foi o que afirmou o Padre Sante Babolin, sacerdote exorcista da Diocese de Pádua (Itália), que participou na semana passada de um seminário para sacerdotes exorcistas realizado pela Pontifícia Universidade do  México na capital do país latino-americano. O Padre Babolin, que foi entrevistado pelo Semanário Católico ‘Desde la Fé’, contou como Nossa Senhora de Guadalupe “é uma arma contra o demônio”.

mary ologTal como narra o semanário mexicano, o sacerdote atendia em sua Diocese o caso de um jovem com uma possessão demoníaca. Ao iniciar o ritual do exorcismo o Padre Babolin sentiu a necessidade de invocar Nossa Senhora de Guadalupe, por quem tem grande devoção: “Nossa Senhora de Guadalupe, Rainha de Tepeyac, libertai-o”, disse então o exorcista. Diante disso o demônio lhe respondeu de maneira violenta: “Antes dEla, tudo isto era meu lá”, referindo-se ao México. Nesse momento, pensando em Tonanzin, deusa terra da antiga mitologia mexicana, o exorcista fez outra invocação: “Nossa Senhora de Guadalupe, tu que destruístes o império de Tonanzin (…)”, ao que de imediato respondeu fortemente o demônio: “Coatlicue”, que significa na tal mitologia, serpente.

Ao terminar o rito, o Padre Babolin lhe perguntou ao jovem se conhecia o México e sua história pedindo-lhe que pronunciasse a palavra ‘Coatlicue’, mas foi evidente que não sabia nada de culturas pré-hispânicas e menos do México.

O sacerdote exorcista narrou este episódio para deixar em evidência que invocar a Mãe de Deus durante um exorcismo molesta muito ao demônio, em especial algumas invocações marianas, como Nossa Senhora de Guadalupe. De acordo com o Padre Babolin, a Virgem causa grande dano ao maligno porque ela expressa ternura maternal construindo tudo com amor e não com temor; além disso, “sua imagem de Mãe exalta a família, unida pelo espírito maternal, que oferece amor aos pais e aos filhos; e este mesmo espírito maternal -referindo-se especificamente na Guadalupana- trabalha a fim de que todo o povo mexicanos atue em uma fraternidade humana. Tudo isso molesta ao demônio”.

“Por este motivo -continuou o sacerdote-, desde o princípio de meu ministério do exorcismo, invoquei a Nossa Senhora de Guadalupe, às vezes chamando-a Santa Maria, Mãe de Deus, Nossa Senhora de Guadalupe, Mãe da Misericórdia”.

O triunfo da Mãe do Filho de Deus sobre satanás

O Papa João Paulo II, ao referir-se a Imaculada Conceição, faz precisamente referência ao triunfo da Virgem Maria, Mãe do Filho de Deus, sobre satanás: “O Filho de Maria obteve a vitória definitiva sobre Satanás e fez beneficiária antecipadamente a sua Mãe, preservando-a do pecado. Como consequência, o Filho lhe concedeu o poder de resistir ao demônio, realizando assim no mistério da Imaculada Conceição o mais notável efeito de sua obra redentora (…) O apelativo cheia de graça e o Proto-Evangelho, ao atrair nossa atenção até a santidade especial de Maria e até o fato de que foi completamente liberada do influxo de Satanás, nos fazem intuir no privilégio único concedido a Maria pelo Senhor o início de uma nova ordem, que é fruto da amizade com Deus e que implica, em consequência, uma inimizade profunda entre a serpente e os homens”.


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As 13 figuras nos olhos de Nossa Senhora de Guadalupe Esta incrível descoberta nos revela uma mensagem de Nossa Senhora: diante de Deus, todos são iguais

As 13 figuras nos olhos de Nossa Senhora de Guadalupe

Esta incrível descoberta nos revela uma mensagem de Nossa Senhora: diante de Deus, todos são iguais

Desde o início do século XX, vários pesquisadores, fotógrafos e oftalmologistas afirmaram ter descoberto nos olhos da Virgem de Guadalupe o reflexo de figuras que parecem corresponder a silhuetas humanas.

Alfonso Marcue, fotógrafo oficial da antiga Basílica de Guadalupe, na Cidade do México, descobriu, em 1929, o que parecia uma imagem de um homem de barba refletido no olho direito da Virgem.

Em 1951, José Carlos Salinas Chavez descobriu na mesma imagem com uma lupa observando os olhos da Virgem de Guadalupe, o que também se refletiu no olho esquerdo, o mesmo local como seria projetada em um olho vivo.

virgen maria

Parecer médico e o segredo de seus olhos.

Em 1956, o mexicano Dr. Javier Torroella Bueno publicou o primeiro relatório médico dos olhos da Virgem Negra. O resultado provava que os olhos era, como qualquer olho humano vivo, conforme a lei Purkinje-Samson, ou seja, há uma tripla reflexão de objetos localizados na frente dos olhos da Virgem e as imagens ficam distorcidas pela forma curva de suas córneas.

No mesmo ano, Rafael Torija oftalmologista de Lavoignet, examinou os olhos da imagem Santa e confirmou a existência da silhueta em ambos os olhos da Virgem, tal como tinha descrito o desenhista Salinas Chávez.

Córneas

Desde 1979, o especialista em computação gráfica e pós-graduado em engenharia civil José Aste Tonsmann foi descobrindo o mistério que estava escondido nos olhos da Virgem de Guadalupe. Através do processo de ampliação da imagem por computador encontrou 13 pessoas nos olhos da Virgem Negra de acordo com as leis de Purkinje-Samson.
O diâmetro pequeno das córneas (7 e 8 mm) descarta a possibilidade de de que as figuras foram pintadas por mãos humanas ou mecanicamente nos seus olhos, especialmente quando se toma em consideração o material de forma bruta no qual a imagem é impressa, mesmo com os avanços tecnológicos atuais isso torna-se impossível, ainda mais por qualquer artista ou pintor no ano de 1531!

Personagens

O resultado de 20 anos de estudo cuidadoso dos olhos da Virgem de Guadalupe foi a descoberta de 13 pequenas figuras, diz o Dr. José Aste Tonsmann.

1. Um indígena observa com atenção

Aparece de corpo inteiro, sentado no chão.A cabeça do indígena está ligeiramente levantada parecendo dirigir seu olhar para cima, em sinal de reverencia e atenção. Nota-se uma espécie de brinco e sandálias nos pés.

2. Idoso

A continuação do indígena aprecia um rosto de um homem idoso, careca, nariz proeminente, em linha reta, olhos fundos e barba branca.

As características coincidem com os de um homem branco. Sua semelhança com o rosto do bispo Zumárraga, como nas pinturas de Miguel Cabrera do século XVIII, sugere que esta é a mesma pessoa.

3. Homem jovem

Ao lado do velho homem há um homem jovem, com a face denotando surpresa. A posição dos lábios do jovem parece dirigir a palavra ao suposto bispo. A sua proximidade levou-o a pensar que é um tradutor, como o bispo falava nahuatl. Acredita-se que este é Juan Gonzalez, Espanhol nascido entre 1500 e 1510.

4. Juan Diego

Rosto é evidência de um homem maduro olhar indígena, com uma barba fina, nariz fino e os lábios entreabertos. Ele usa um chapéu em forma de cone, como era costume entre os índios naquela época.

A coisa interessante sobre esta figura é que ele está vestindo um manto ao redor de seu pescoço, braço direito estendido e levantado na direção onde o está homem idoso, a hipótese do pesquisador é que este corresponde ao vidente Juan Diego.

5. Uma mulher negra, uma descoberta surpreendente

Atrás de Juan Diego, há uma mulher com olhos penetrantes olhar de espanto. Pode-se ver o busto e rosto. É de pele escura, nariz achatado e lábios grossos, traços que correspondem aos de uma mulher negra.

Padre Mariano Cuevas em seu livro: “História da Igreja no México” comenta que o bispo Zumárraga em seu testamento havia concedido liberdade a  escrava negra que tinha servido no México.

6. O homem de barba

Na extrema direita de ambas as córneas exibido um homem barbudo com traços europeus, que não foi identificado. Exibe uma atitude contemplativa, com o rosto expressando interesse e perplexidade; mantém seu olhar para o local onde o nativo exibe seu manto.

Dentro do MISTÉRIO (compreendendo Figuras 7, 8, 9, 10, 11, 12 e 13)

No centro de ambos os olhos aparece o que tem sido chamado de “grupo familiar indigena”. As imagens são de tamanhos diferentes uma das outra, no entanto estas pessoas possuem o mesmo tamanho , mas, compõem cenas diferentes.

(7) Uma jovem de características muito finas que parecem olhar para baixo. Tem o cabelo em uma espécie de cocar com tranças no cabelo ornadas com flores. Dá para enxergar por trás de sua cabeça de um bebê envolto em uma bolsa comum naquela época para carregar crianças. (8)

Um pouco mais abaixo e para a direita da jovem mãe,  um homem com um chapéu (9), e entre estes, há um par de crianças (do sexo masculino e do sexo feminino, 10 e 11). Outro par, desta vez para homens e mulheres maduros (12 e 13) está atrás da jovem.

Este homem maduro (13) é a única figura que o pesquisador não encontrou em ambos os olhos da Virgem, está presente apenas na direita.

Significado das imagens

Em 9 de dezembro de 1531, a Virgem Maria pediu a Juan Diego para lhe construir um templo em Tepeyac para que todos possam conhecer a Deus “, e para realizar o que pretende meu compassivo e misericordioso olhar (…)” Não Nican Mopohua 0,33.

De acordo com a hipótese do autor, estas 13 figuras juntas revelam uma mensagem da Virgem Maria dirigindo a toda a humanidade: Diante de Deus todos os homens e mulheres de todas as raças, são iguais.

A presença da família (nas Figuras 7 a 13), em ambos os olhos da Virgem de Guadalupe, na opinião do Dr. Aste são as figuras mais importantes das que se refletem em suas córneas  e como eles estão localizados em suass pupilas,  significa que Maria de Guadalupe tem a família no centro do seu olhar compassivo.

Poderia ser um convite para buscar a unidade familiar, para se aproximar a familia de Deus, especialmente agora que a sociedade moderna tem desvalorizado tanto a família.

A Estampagem

Dr. Aste Tonsmann afirma que no momento em que Juan Diego foi recebido pelo bispo Zumárraga, Maria estava presente, invisível para aqueles que estavam lá, mas vendo toda a cena, e, portanto, reflete em seus olhos as imagens de todos os presentes, incluindo o mesmo Juan Diego.

Quando o vidente desdobrou o manto e as rosas caiu, a estátua de Nossa Senhora foi impresso na capa, como era naquele momento, isto é, tendo em seus olhos o reflexo de todo o grupo de pessoas que assistiram ao evento milagroso.

Assim, a Virgem de Guadalupe quis deixar-nos um “retrato da realidade” de sua milagrosa estampa. É legítimo pensar que, se Juan Diego tinha carregado a imagem e estampada no manto, Zumárraga não teria acreditado.

Teste

Dr. Aste Tonsmann argumenta que uma das evidências mais fortes da existência das figuras nos olhos da imagem da Virgem de Guadalupe, é precisamente a sua presença em ambos os olhos e ao fato de que eles ocupam as mesmas posições relativas, isto é, aparecer no lugar correspondente aos reflexos nas córneas de uma pessoa viva. O resultado surpreendente por si mesmo, elimina a possibilidade de fraude.

Os processos utilizados para a verificação das imagens encontradas no quadro da Virgem de Guadalupe e da verificação de sua existência em outras fotos de si mesma são consistentes com o método científico. Os processos mais importantes são os seguintes:

1) O “mapping”, que consiste em tomar as coordenadas de pares de pontos equivalentes à superfície de ambos os olhos, e, por regressão linear, encontrar duas funções matemáticas para calcular as coordenadas “x” e “y” de cada ponto equivalente, um olho do outro. A coincidência das imagens encontradas por este método é impressionante.

2) A série “transição”. Através do processo de metamorfose (morphing) Dr. Aste encontrada série de imagens que mostram uma sequência de transição entre a face descoberta em uma das córneas e seu equivalente na outra.


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Imaculado Coração de Maria – “Por fim o meu Imaculado Coração Triunfará”

Imaculado Coração de Maria – “Por fim o meu Imaculado Coração Triunfará”

O Primeiro Sábado de Cada Mês.

A devoção ao coração imaculado de Maria é tão antiga como a devoção ao Sagrado Coração de Jesus. Ela surgiu com os membros de várias confrarias do Rosário que tinham o costume de dedicar quinze sábados seguidos à Rainha do Santíssimo Rosário. Isto mostra quão unido está o Coração Imaculado de MARIA ao Sagrado Coração de JESUS Seu Filho e Nosso Senhor.

MariaAssim os dois Corações são inseparáveis pois onde está Um está também o Outro tornando-se assim a Mãe Co-redentora da Humanidade. Quem não honra a Mãe, despreza Seu Filho JESUS.

Vejamos como DEUS, A Virgem Imaculada, os Anjos, Santos do Céu e a Santa Madre Igreja Católica Apostólica Romana através de seus Papas estão intimamente unidos pela salvação da humanidade.

Os quinze sábados em honra de Nossa Senhora do Santíssimo Rosário. “Durante muito tempo, os membros das várias Confrarias do Rosário tiveram o costume de dedicar quinze sábados seguidos à Rainha do Santíssimo Rosário, antes da Sua festa ou em alguma outra época do ano. Em cada um destes sábados, todos recebiam os sacramentos e realizavam exercícios piedosos em honra dos quinze mistérios do Rosário”. Em 1889, o Papa Leão XIII concedeu a todos os fiéis uma indulgência plenária num destes quinze sábados. Em 1892, “concedeu também, àqueles que estavam legitimamente impedidos ao sábado, a possibilidade de realizar este exercício piedoso no Domingo, sem perder as indulgências”.

Os doze Primeiros Sábados do mês. Com o Papa São Pio X, a devoção dos primeiros sábados do mês foi aprovada oficialmente: “Todos os fiéis que, no primeiro sábado ou no primeiro domingo de doze meses seguidos, dedicarem algum tempo à oração vocal ou mental em honra da Imaculada Conceição da Santíssima Virgem ganham, em cada um desses dias, uma indulgência plenária. As condições são: confissão, comunhão e oração pelas intenções do Soberano Pontífice”.

A devoção reparadora dos Primeiros Sábados do mês. Por fim, a 13 de Junho de 1912, São Pio X concedeu novas indulgências a práticas que parece anteciparem exatamente os pedidos de Pontevedra: “Para promover a devoção dos fiéis para com a Imaculada Virgem Maria, Mãe de Deus, e para fazer reparação pelos ultrajes dos homens ímpios ao Seu Santíssimo Nome e aos Seus privilégios, São Pio X concedeu ao primeiro sábado de cada mês uma indulgência plenária, aplicável às almas do purgatório.

As condições são: confissão, comunhão, oração pelas intenções do Soberano Pontífice e exercícios piedosos com o espírito de reparação, em honra da Virgem Imaculada”. Exatamente cinco anos depois deste dia 13 de Junho de 1912, aconteceu em Fátima a grande manifestação do Imaculado Coração de Maria, “cercado de espinhos que O pareciam cravar”. A Irmã Lúcia disse depois: “Nós compreendemos que era o Imaculado Coração de Maria, ultrajado pelos pecados da humanidade, que exigia reparação”.

A 13 de Novembro de 1920, o Papa Bento XV concedeu novas indulgências a esta mesma prática, quando realizada no primeiro sábado de oito meses seguidos.

Uma devoção tradicional … Que maravilhoso é ver o Céu contente pela coroação dum grande movimento de piedade católica, sem fazer mais nada senão dar precisão às decisões de um Papa, sendo esse Papa São Pio X! Também a Santíssima Virgem tinha vindo a Lourdes, confirmar as declarações infalíveis do Papa Pio IX.

Ora bem: ao pedir ao Papa a aprovação solene da Devoção de Reparação revelada em Pontevedra, Nossa Senhora não estava realmente a pedir nada impossível. A Providência tinha preparado tudo tão bem que, em 1925-1926, esta devoção concordava perfeitamente com uma série de decisões papais que foram precursoras e que “anunciavam” a devoção do Primeiro Sábado.

… Em Fátima, no entanto, uma devoção novíssima … Apesar do que foi dito, encontramos novos elementos na mensagem de Pontevedra! Em primeiro lugar, a concessão de excessos de generosidade que só o Céu pode ter a liberdade de conceder: no dia 10 de Dezembro, a Virgem Maria já não pede quinze, nem doze, nem sequer oito sábados a Ela dedicados; Ela bem sabe da nossa falta de constância e pede só cinco sábados – tantos como as dezenas do nosso Terço.

Porém, é sobretudo a promessa unida a esta devoção que aumentou de um modo impressionante. Já não é um caso de indulgências (ou seja, a remissão do castigo por pecados já perdoados); trata-se, antes, de uma graça muito mais notável: a certeza de receber, à hora da morte, “todas as graças necessárias para a salvação”. É difícil imaginar uma promessa mais maravilhosa, porque se refere ao êxito ou ao fracasso na “nossa única e mais importante tarefa: a da nossa salvação eterna”.

A Revelação do dia 29 de Maio de 1930

A Irmã Lúcia estava em Tuy – Espanha nessa época. O seu confessor, o Padre Gonçalves, tinha-lhe feito uma série de perguntas por escrito. Lembramos aqui só a quarta: “Porque hão de ser cinco sábados – perguntou ele – e não nove, ou sete em honra das Dores de Nossa Senhora?” Nessa mesma noite, a vidente implorou a Nosso Senhor que a inspirasse com uma resposta a essas perguntas. Poucos dias depois, ela enviou o seguinte ao seu confessor.

“Ficando na capela, com Nosso Senhor, parte da noite do dia 29 para 30 deste mês de Maio de 1930 (sabemos que era seu costume ter uma hora santa das onze à meia-noite, especialmente às quintas-feiras, segundo os pedidos do Sagrado Coração de Jesus àSanta Margarida Maria Alacoque no mosteiro de Paray-le-Monial a partir de 1673), e falando a Nosso Senhor das duas perguntas, quarta e quinta, senti-me, de repente, possuída mais intimamente da Sua Divina Presença. E, se não me engano, foi-me revelado o seguinte:

“Minha filha, o motivo é simples: são cinco as espécies de ofensas e blasfêmias proferidas contra o Imaculado Coração de Maria:

  1. As blasfêmias contra a Imaculada Conceição;
  2. As blasfêmias contra a Sua Virgindade;
  3. As blasfêmias contra a Maternidade Divina, recusando, ao mesmo tempo, recebê-La como Mãe dos homens;
  4. Os que procuram publicamente infundir, no coração das crianças, a indiferença, o desprezo e até o ódio para com esta Imaculada Mãe;
  5. Os que A ultrajam diretamente nas Suas sagradas imagens.

Eis, Minha filha, o motivo pelo qual o Imaculado Coração de Maria Me levou a pedir esta pequena reparação …”


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A Igreja escondeu alguma parte do terceiro segredo de Fátima? Terceira guerra mundial? Chegada do anticristo? Apesar de já ser público, o 3º segredo de Fátima continua gerando polêmica ou se cumpriu no dia 13 de maio de 1981?

O que aconteceu em Fátima e qual é seu valor?

viewEm 13 de maio de 1917, “uma Senhora mais brilhante que o sol” apareceu a três crianças, convidando-as a rezar e a encontrar-se com ela durante cinco meses, sempre no dia 13. Em sua última aparição, a misteriosa mulher se identificou, diante de milhares de pessoas, como “a Senhora do Rosário” e, a partir disso, ocorreram alguns milagres.

A Igreja aceitou a mensagem de Nossa Senhora em Fátima porque está em conformidade com a revelação divina: seu núcleo fundamental é o convite à conversão e à penitência – precisamente as palavras com as quais Jesus iniciou seu ministério público.

O que é o terceiro segredo de Fátima?

Quando Maria apareceu às três crianças, mostrou-lhes um segredoque, obviamente, não revelaram a ninguém, por expresso desejo da Virgem. Lúcia, uma das sobreviventes, escreveu o segredo quando o bispo de Leiria lhe ordenou e Nossa Senhora permitiu.

Na verdade, mais do que três segredos, é um texto que tem três partes; é por isso que se fala de “a terceira parte do segredo de Fátima”. As duas primeiras partes foram dadas a conhecer na década de 40, quando foram divulgadas no diário da irmã Lúcia.

A terceira parte foi escrita em 1944 e enviada ao Arquivo Secreto do Santo Ofício de Roma. Nem João XXIII nem Paulo VI revelaram seu conteúdo. João Paulo II leu o texto após o atentado que sofreu em 13 de maio de 1981 e, após sua leitura, fez um ato solene de consagração do mundo ao Coração Imaculado de Maria.

Quando o segredo foi revelado e qual é seu conteúdo?

Em uma de suas visitas a Fátima, João Paulo II quis dar a conhecer publicamente a terceira parte do segredo de Fátima. Era 13 de maio de 2000. O secretário de Estado do Papa, cardeal Angelo Sodano, explicou o núcleo da visão, que “tem a ver sobretudo com a luta dos sistemas ateus contra a Igreja e os cristãos, e descreve o imenso sofrimento das testemunhas da fé do último século do segundo milênio”.

Em junho de 2000, a Congregação para a Doutrina da Fé deu a conhecer os manuscritos da vidente Lúcia relativos às três partes do segredo. A primeira é relativa à visão terrível doinferno e a segunda contém a promessa de que, “no final, meu Imaculado Coração triunfará” e haverá paz, depois de ter feito a consagração da Rússia à Mãe do Senhor.

Quanto à terceira parte do segredo, revelado por Nossa Senhora em 13 de julho de 1917 e também escrito à mão por Lúcia, trata-se, em resumo, da visão de um anjo com uma espada de fogo junto a Maria, exortando à penitência.

Além disso, um bispo vestido de branco, junto a outros bispos, sacerdotes e religiosos aparecem subindo uma montanha coroada por uma grande cruz, atravessando, para isso, uma cidade em ruínas, cheia de cadáveres.

Ao chegar ao topo, o bispo é assassinado por soldados, que fazem o mesmo com os demais eclesiásticos e outros fiéis leigos. Sob a cruz, anjos recolhem, em jarras de cristal, o sangue dos mártires e com ele regam as almas que se aproximam de Deus.

A terceira parte do segredo é uma visão profética comparável às da história sagrada. A visão de Fátima se refere sobretudo à luta do comunismo ateu contra a Igreja e os cristãos, e descreve o imenso sofrimento das vítimas da fé no século 20. O bispo vestido de branco representava o Papa João Paulo II que sofria, e foi Nossa Senhora quem desviou a bala disparada no atentado, para evitar sua morte. Veja a Foto abaixo. (Foto:Aleteia)

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13 de Maio de 1981, o então Papa João Paulo II sofre um atentado sendo atingido por dois tiros disparados por um extremista que na ocasião teve um ataque e foi preso. Após recuperação do Papa no dia 15 de Agosto dia da Assunção de Maria o Papa J. Paulo II retornava ao Vaticano. Tempos depois o Papa foi até a cadeia de Roma, conversar com aquele que disparou-lhe dois tiros, não registros do que eles conversaram, o mundo sabe apenas que o Papa o perdoou

Como entender este segredo a partir da fé cristã?

Todo este tema, antes e depois da sua publicação por parte da Igreja, gerou muitas interpretações e comentários.

João Paulo II, na Missa de 13 de maio de 1982, destacou a dimensão do amor materno na mensagem de Fátima, um amor que não só abrange os caminhos do homem a Deus sobre a terra, mas também os que vão além, incluindo o purgatório.

O que está no centro é a vontade de Deus, que quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade. O pecado afasta o homem de Deus, fonte da vida, e acaba condenando-o. A mensagem de Fátima é um convite à conversão urgente.

Bento XVI, no diálogo que teve com os jornalistas em maio de 2010, durante a viagem a Portugal, explicou que, na terceira parte da visão, “indicam-se realidades do futuro da Igreja, que se desenvolvem e se mostram paulatinamente”. Por meio de uma linguagem simbólica e profética, reafirma-se o que o próprio Jesus disse: que a Igreja teria de sofrer sempre, de diversas maneiras, até o fim do mundo.

Por isso, acrescentou, “a resposta de Fátima não tem a ver substancialmente com devoções particulares, mas com a resposta fundamental, ou seja, a conversão permanente, a penitência, a oração e as três virtudes teologais: fé, esperança e caridade”.

Foi o Papa alemão quem melhor resumiu o sentido do terceiro segredo de Fátima e como este deve ser entendido na fé, quando disse: “Somos realistas ao esperar que o mal ataque sempre, do interior e do exterior, mas também que as forças do bem estão presentes e que, no final, o Senhor é mais forte que o mal; e Nossa Senhora, para nós, é a garantia visível e materna da bondade de Deus, que é sempre a última palavra da história”.

Vale a pena ler o denso comentário teológico publicado em 2000, ao revelar a terceira parte do segredo, assinado pelo então prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.

Cabe destacar este trecho: “Os diversos acontecimentos, na medida em que lá são representados, pertencem já ao passado. Quem estava à espera de impressionantes revelações apocalípticas sobre o fim do mundo ou sobre o futuro desenrolar da história, deve ficar desiludido. Fátima não oferece tais satisfações à nossa curiosidade, como, aliás, a fé cristã em geral que não pretende nem pode ser alimento para a nossa curiosidade. O que permanece – dissemo-lo logo ao início das nossas reflexões sobre o texto do ‘segredo’ – é a exortação à oração como caminho para a ‘salvação das almas’, e no mesmo sentido o apelo à penitência e à conversão”. Bem claro.

Em suma, a Igreja ocultou o terceiro segredo de Fátima?

À luz de tudo o que vimos aqui, a resposta tem de ser negativa. Porque a Igreja mostrou, no seu devido tempo, o conteúdo deste segredo tão temido. Da mesma maneira, deu a conhecer o conteúdo dos outros dois, no momento oportuno.

Outra coisa é o que cada um quiser pensar, as polêmicas que queiram criar sobre o tema ou a vontade de buscar aspectos mórbidos ou esotéricos. Aqui se cumpre algo que Jesus disse e que nos remete não a um obscurantismo eclesiástico, e sim a uma estratégia que vem mais de cima: de um Deus que ocultou estas coisas aos sábios e entendidos e as revelou às pessoas simples.

Para saber mais veja este vídeo…


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