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Vídeo: Sacerdotes e bispo surpreendem as redes com “carpool karaokê” “fui para o seminário e o resultado foi uma vida muito feliz”. Diz um dos sacerdotes…

Um vídeo do YouTube, no qual se pode ver dois sacerdotes e um bispo católicos cantando temas de Taylor Swift e Justin Timberlake, surpreendeu as redes sociais nos últimos dias.

No vídeo, os jovens sacerdotes Pe. Keith Romke e Pe. Kyle Manno aparecem cantando junto com o Bispo de Rockford, Dom David Malloy, enquanto se dirigem a um evento vocacional realizado no último dia 30 de outubro, no qual participaram centenas de jovens entre 13 e 16 anos.  O vídeo imita o formato do popular “carpool karaokê” de James Corden ‘The Late Show’, no qual o apresentador do programa escolhe atores e músicos famosos para cantar temas de outros artistas que escutam na rádio.

No vídeo, o Prelado conta brevemente a sua história vocacional que o permitiu viver feliz durante 29 anos como sacerdote e mais de 4 anos como bispo.

“Venho de uma família de médicos e enfermeiras e pensei que seria médico. Todos os meus estudos na universidade foram de ciências e nesse tempo participava da missa todos os dias, também ia à adoração eucarística e rezava meu rosário. Uma pessoa também pode rezar o rosário e ser um bom médico”.

Nesse processo, continuou o Prelado, “o Senhor me dizia: ‘nunca será feliz até que me escute, até que aceite o que estou te pedindo’. Então, fui para o seminário e o resultado foi uma vida muito feliz”. “Não renunciaria isso por nada”, sublinhou Dom Malloy.

Segundo informa o ‘Rrstar.com’, o Pe. Romke comentou que no encontro vocacional com os jovens para onde se dirigiam, o Bispo foi recebido como se fosse uma celebridade. Os jovens “o rodeavam e queriam tirar uma selfie com ele”, assinala.  Assista:

Fonte: ACI Digital

Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da evangelização

Faleceu Pe. Salvatore, o jovem que comoveu o Papa Francisco com seu desejo de ser sacerdote.

A história do Pe. Salvatore Mellone comoveu milhares de pessoas. Faltava dois anos para ser ordenado sacerdote e foi diagnosticado com câncer no esôfago em fase terminal. Entretanto, com uma permissão especial do seu Bispo e a bênção do Papa Francisco, pôde receber a ordem sacerdotal.

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O jovem padre de 38 anos faleceu ontem, dia da solenidade de São Pedro e São Pablo, dois meses e meio depois de ser ordenado sacerdote. Com suas últimas forças presidiu a Eucaristia cada dia, pôde administrar o Batismo em uma menina e consolou alguns doentes.

O funeral foi presidido nesta terça-feira por Dom Giovanni Battista Pichierri, Arcebispo do Trani-Barletta, na Igreja da Santa Cruz, na qual milhares de pessoas assistiram ao vivo a sua ordenação sacerdotal, no dia 16 de abril.

Dois dias antes de sua ordenação, o Papa Francisco telefonou para o seminarista Salvatore Mellone e lhe disse: “Salvatore, eu estou contigo. Serás ordenado e celebrarás Missa”. Foi ordenado sacerdote e enviou a sua primeira bênção ao Santo Padre.

Em sua ordenação, Pe. Salvatore disse: “Hoje sinto que Cristo me carregou nos seus ombros; e como sacerdote levarei esta estola com Cristo, para a salvação do mundo… Celebrar por uma única vez a Eucaristia seria para mim a participação do sacerdócio real de Cristo”.

Hoje nasceu ao céu

A Arquidiocese de Trani-Barletta publicou um comunicado sobre o falecimento do jovem sacerdote. “Às 15:15 do dia 29 de junho de 2015, DonSalvatore Mellone, da Arquidiocese de Trani-Barletta-Bisceglie, um sacerdote pela graça de Deus (como se chamava a si mesmo), depois de uma doença incurável, com apenas 38 anos, nasceu para o céu”, informou a Arquidiocese.

O comunicado adiciona também: “Don Salvatore normalmente dizia às diversas pessoas que o visitavam durante os últimos meses: ‘Ser sacerdote é maravilhoso’”.

“Apesar da sua doença, sempre acolheu todos aqueles que o procuravam. Ouvia e consolava a todos”, indica a nota.

Segundo o comunicado “Don Salvatore era natural de Barletta, sul da Itália, nasceu no dia 07 de março de 1977. Recebeu uma educação cristã sólida graças à família muito religiosa. Foi um jovem que sempre ajudava na vida da Igreja”.

“Ingressou no seminário em 2011 e dentro da comunidade era um homem de oração, de profunda espiritualidade e grande abertura cultural”.

“Durante o último ano, Don Salvatore passou muito tempo nos hospitais e apesar de sofrer fortes dores, sempre encontrava o tempo e as palavras adequadas para animar e inspirar esperança”.

Nos últimos dias de vida, quando sua visão estava diminuída, Don Salvatore Mellone disse: “Aprendi a rezar com a natureza. Rezo combinando incessantemente minha voz débil ao ritmo da vida que através do meu balcão entrou no meu quarto”, conclui o comunicado.

Fonte: ACIDITAL

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz – Boa Nova Web Radio – A SERVIÇO DA EVANGELIZAÇÃO

A milagrosa história de Nossa Senhora dos Desamparados

Apesar dos exames realizados, até hoje não se sabe de que material foi esculpida a imagem, atribuída aos anjos

N Sra Desamparados

Valência, no leste da Espanha, às margens do Mar Mediterrâneo, é uma cidade carregada de história. Ela foi invadida pelos muçulmanos no fim do século XI e reconquistada pelo grande herói Cid Campeador, que foi seu soberano e ali faleceu.

Em Valência nasceu o extraordinário São Vicente Ferrer, que lutou contra a decadência da Idade Média com tal vigor e eloquência que foi chamado de Anjo do Apocalipse.

A padroeira de Valência é Nossa Senhora dos Desamparados, cuja belíssima história é, em breves traços, a seguinte:

No início do século XV – quando ainda vivia o grande São Vicente Ferrer – foi fundada em Valência a Confraria dos Desamparados. Ela visava socorrer os doentes e dar digna sepultura aos cadáveres abandonados nos campos.

O principal inspirador foi o Beato Padre Jofré. A confraria era composta sobretudo de artesãos, mas chegou a ter entre seus membros também duques, marqueses, condes e ricos burgueses. Eles obtiveram uma capela, mas faltava uma imagem de Nossa Senhora que exprimisse o espírito daquela instituição.

Em 1414, apareceram na casa de um confrade – cuja esposa era cega e paralítica – três jovens muito bem apessoados, em traje de peregrinos. Disseram ser escultores e se dispuseram a fazer uma imagem da Virgem para a confraria. Pediram apenas um local isolado para trabalharem e que, durante três dias, ninguém os visitasse.

Consultado o Beato Jofré, a proposta foi aceita. No quarto dia, o mesmo homem de Deus, acompanhado de várias pessoas, foi até o local onde estavam os três jovens. Bateram à porta. Como ninguém atendesse, arrombaram-na.

Oh magnífica surpresa! Os jovens haviam desaparecido, mas deixaram uma belíssima imagem de Nossa Senhora com o Menino Jesus.

Todos entenderam que os peregrinos escultores eram anjos. A esposa cega do confrade, que recebera os três anjos, foi conduzida até o local onde estava a imagem. Chegando diante da bela escultura, imediatamente recobrou a vista e o movimento de seus membros.

A partir de então, mediante a intercessão de Nossa Senhora dos Desamparados, ocorreram muitos milagres, entre os quais a cessação da terrível peste que grassou em Valência e outras partes da Espanha em meados do século XVII, no reinado de Filipe IV.

A imagem de Nossa Senhora dos Desamparados mede 1,40m e a representa carregando, no braço esquerdo, o Menino Jesus; o braço direito, cuja mão segura um ramo de lírios de prata, está estendido em direção ao solo. Sobre a cabeça de Nossa Senhora há uma grande e riquíssima coroa, cravejada de brilhantes, pérolas, rubis e outras pedras preciosas. Atrás da coroa, um belo resplendor com doze estrelas. O Menino Jesus segura em seus braços uma cruz. A Virgem e seu divino Filho portam túnicas e mantos primorosamente lavrados. Apesar dos exames realizados, até hoje não se sabe exatamente de que material foi esculpida a imagem.

Hoje, tantas pessoas estão no desamparo, sobretudo espiritual. Se Nossa Senhora enviou três anjos para o socorro material dos homens no século XV, com quanto mais razão não enviará legiões de espíritos angélicos para nos proporcionar auxílio sobrenatural contra a degenerescência moral catastrófica em que o mundo se encontra!

É preciso pedirmos com fé, perseverança, humildade e confiança:

Nossa Senhora dos Desamparados, socorrei-nos, a nós, abandonados neste mundo neopagão!

A festa de Nossa Senhora dos Desamparados é celebrada no segundo domingo de maio.

Nossa Senhora dos Desamparados é também padroeira da Costa Rica.

A partir do blog Orações e Milagres Medievais

Adaptação Portal Terra de Santa Cruz 

Ator de Star Wars conta sua história de conversão à Igreja Católica

Alec Guinness ficou mundialmente conhecido por interpretar Ben Kenobi em “Guerra nas Estrelas”. O que poucos sabem é que o ator britânico era católico, não só de nome, mas por convicção.

 

Alec Guinness († 2000) é considerado um dos melhores atores do século XX, conhecido por sua habilidade em interpretar um amplo leque de personagens. Sua atuação como Hamlet no teatro de Londres foi largamente aclamada e ele granjeou sucesso internacional em seus filmes.

Em 1957, Guinness ganhou da academia um prêmio de melhor ator por sua performance em “A Ponte do Rio Kwai”. Dois anos mais tarde, ele foi condecorado com o título de cavaleiro da Ordem do Império Britânico pela Rainha Elizabeth II. Em 1962, fez o Príncipe Faiçal, em “Lawrence da Arábia” e, em 1977, ficou famoso por interpretar o personagem Ben Kenobi, em “Guerra nas Estrelas”.

Mesmo assim, em sua autobiografia Blessings in Disguise (Akadine Pr, 2001), Guinness quase dá maior destaque a sua conversão à Igreja Católica que ao sucesso de sua carreira artística.

Eis a história de sua conversão fora do comum.

Alec Guinness nasceu em Londres, em 1914, de Agnes Cuffe, uma mãe solteira que cuidou dele de maneira desordenada. Ela recusou-se a divulgar a identidade do seu pai e ele nunca descobriu por que o nome Guinness aparecia em sua certidão de nascimento. Aos seis anos de idade, frequentemente a criança era deixada sozinha por várias horas seguidas. Sua mãe entrou em um breve relacionamento com um homem brutal que era odiado e temido pelo jovem Alec. Ele só veio a livrar-se da miséria da pobreza e da negligência quando mandado à escola. Na adolescência, Guinness descobriu o encantamento pelo teatro.

Com 16 anos, ele foi confirmado na fé anglicana. Secretamente, porém, declarava-se ateu. “Certos acontecimentos ou palavras do Novo Testamento – ele escreveu – me moviam, de tempos em tempos, a algo próximo da fé, e eu, mesmo sendo um ignorante em teologia, mantinha um constante interesse por assuntos religiosos. Na maioria das vezes, porém, tudo cedia ao meu cinismo de adolescente.”

Esse “constante interesse por assuntos religiosos” levou o jovem Guinness a participar de cultos presbiterianos por um tempo, mas o entusiasmo não durou. Ele escreve em sua autobiografia nunca ter sequer passado pela sua mente a possibilidade de entrar em uma igreja católica. Sua “tolerância em relação aos católicos se limitava a uma visão simpática, mas condescendente”.

Guinness deixou a escola aos 18 e começou a trabalhar como redator para uma agência de publicidade. Já não pensava muito sobre religião, acreditando que tudo não passava de “um monte de lixo, um esquema maligno do establishment para manter o trabalhador em seu devido lugar”. Flertou com o comunismo, divulgando literatura marxista-leninista, participou de reuniões dosquakers, investigou o budismo e chegou a envolver-se com a tarologia.

Como a carreira de redator fracassasse, ele voltou ao teatro, realizando um sonho que tinha desde a infância. O sucesso não demorou chegar.

Enquanto interpretava Hamlet no Old Vic de Londres, um padre anglicano foi ter com ele no vestiário. O clérigo reclamou que Guinness não estava fazendo direito o sinal da cruz na peça. O encontro fez despertar novamente o seu interesse pelo Cristianismo.

Em uma noite terrível durante a Segunda Guerra Mundial, quando Londres estava sob um ataque da força aérea alemã (Deutsche Luftwaffe), Guinness refugiou-se no vicariato do reverendo Cyril Tomkinson. Ele estava preocupado com sua mulher e o filho pequeno, que se encontravam em um chalé alugado, na cidade de Stratford-upon-Avon. Entre um copo e outro de vinho, o padre anglicano deu a Guinness uma cópia de “Introdução à Vida Devota”, de São Francisco de Sales, e advertiu-o a sempre fazer uma genuflexão diante do altar. Guinness não fazia ideia do que fosse a tal “presença real”, mas, com bombas explodindo ao seu redor, aquele não parecia o momento apropriado para uma conversa do tipo.

Guinness voltou à fé anglicana e frequentemente andava de bicicleta nas manhãs escuras de inverno para receber a comunhão em uma igreja do interior. Sua amizade com Tomkinson diminuiu o seu anticlericalismo, mas não a sua aversão à Igreja de Roma. Foi preciso o Padre Brown para iniciar esse processo.

 

Padre Brown é um ordinário e brilhante personagem criado pelo escritor católico G. K. Chesterton. Uma das mais memoráveis interpretações de Guinness nos cinemas foi a desse humilde clérigo e detetive (Father Brown, de 1954). O filme estava sendo gravado em um remoto vilarejo da França. Uma noite, Guinness, ainda de hábito, estava em seu caminho de volta para os seus aposentos. Um garotinho, confundindo-o com um padre de verdade, segurou a sua mão e confiantemente fez-lhe companhia.

Aquele episódio aparentemente insignificante marcou profundamente Guinness. “Seguindo meu caminho – ele diz –, refleti que uma Igreja que conseguia inspirar tal confiança em uma criança, tornando padres tão facilmente acessíveis, mesmo quando desconhecidos, não poderia ser tão astuciosa ou assustadora como tantas vezes se pintava. Meus preconceitos de longa data começaram a ser abalados.”

Pouco tempo depois, o filho de Guinness, Matthew, de 11 anos, foi acometido por poliomielite e ficou paralisado da cintura para baixo. O futuro do garoto parecia incerto e, no final do trabalho diário no filme, Guinness começou a passar em uma pequena igreja católica no caminho para casa. Ele decidiu arriscar uma barganha com Deus: se Ele curasse o seu filho, Guinness não se oporia a que o filho se fizesse católico.

Felizmente, Matthew foi completamente curado e Guinness e sua esposa matricularam-no em uma escola jesuíta. Com 15 anos, ele anunciou que queria tornar-se católico. Mantendo a sua parte da promessa, o pai prontamente concordou com a decisão de Matthew.

Mas Deus queria muito mais. Guinness começou a estudar a religião católica. Teve longas conversas com um padre católico. Fez um retiro em um mosteiro trapista. Chegou inclusive a assistir Missa com a atriz Grace Kelly, enquanto trabalhava em um filme em Los Angeles. As doutrinas das indulgências e da infalibilidade papal seguraram-no por um tempo, mas, um dia, ele finalmente cedeu. “Não houve nenhuma turbulência emocional, nenhuma grande intuição, nenhum interesse adequado por questões teológicas; apenas um senso de história e de proporção das coisas.”

Guinness foi recebido na Igreja Católica pelo bispo de Portsmouth, e enquanto estava no Sri Lanka gravando “A Ponte do Rio Kwai”, foi surpreendido pela conversão de sua esposa. Como geralmente acontece com novos convertidos, ele experimentou períodos de profunda paz, alternados com deleites físicos. Ele relatava como, certa vez, começou a correr feito um louco para visitar o Santíssimo Sacramento em uma pequena igreja anônima. Refletindo sobre esse episódio, ele escreve: “Se a religião significava alguma coisa, era que o homem todo – mente e corpo igualmente – tem o dever de adorar. Senti uma certa segurança quando descobri que o bom, brilhante e agudamente sensato Ronald Knox já se tinha flagrado a si mesmo correndo, em várias ocasiões, para visitar o Santíssimo Sacramento.”

Sir Alec Guinness morreu em 2000, com 86 anos, agradecido ao Padre Brown, de Chesterton, que o conduziu pela mão até a Igreja, e grato pela recuperação de seu filho, que terminou fechando um negócio altamente proveitoso para o ator: a vida da graça, prelúdio da eternidade.

Fonte: Catholic Culture – 

Tradução e adaptação: Portal Terra de Santa Cruz

De drogado a franciscano: uma trajetória de sofrimento, conversão e, finalmente, paz!

Antes do chamado de Deus, a vida deste jovem de 32 anos era marcada pelo sofrimento.

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© assisiofm.it

O italiano Daniele Maria Piras é um jovem franciscano de 32 anos, nascido na ilha da Sardenha e protagonista de uma vida que, antes do chamado de Deus à Ordem dos Frades Menores, foi marcada por um profundo sofrimento e falta de sentido.

“Desde que eu era pequeno, principalmente por causa de problemas econômicos, a minha família vivia grandes dificuldades de relacionamento, em especial entre a minha mãe e o meu pai. Quando terminei o ensino médio, comecei a trabalhar com o meu pai na empresa dele de construção. Naqueles anos, para fugir da pressão da família, comecei a ter ‘más companhias’, a beber, usar drogas ‘leves’, depois mais pesadas… Inclusive para anestesiar a dor que eu sentia no coração”, conta Daniele na ‘Rivista Porziuncola’, dos franciscanos.

O abuso das drogas o transformou em dependente químico aos 16 anos. “Durante sete anos eu não consegui sair daquela escravidão. Sabia que era ruim, mas já estava no círculo vicioso, não podia evitar. Eu era muito fraco e, quando quis sair, notei que era tarde e que a minha vontade estava muito frágil. Procurei psicólogos, tomei medicamentos para a abstinência, mas os resultados foram poucos”.

Daniele escondeu a situação da família no começo, mas seus pais se deram conta com o tempo. “A minha mãe me deu força, ficou perto de mim e me amava do jeito que eu era”.

Foi justamente por meio da mãe que a paz voltou para o lar de Daniele: “Quando ela era jovem, logo depois que recebeu os sacramentos, a minha mãe tinha se afastado da Igreja, mas, vários anos depois, se reaproximou por causa da relação dolorosa que estava vivendo com o meu pai. Aquela relação era a sua cruz: aquela cruz tinha um nome, meu pai, Carlo, que estava numa situação muito difícil depois de ter perdido o trabalho”.

O jovem franciscano conta que a mãe encontrou consolo num grupo de amigas que rezavam o terço: “Maria a reconduziu ao Filho dela: na oração, na Palavra, nos sacramentos. Foi lá que ela encontrou a força para viver aquela situação de dor e decidiu ficar do lado do meu pai e amá-lo como ele era (…) Isso ajudou Aquele que venceu a morte a levar a salvação para a nossa família e renovar todas as coisas”.

O testemunho de fé da mãe logo serviu de exemplo para a irmã de Daniele, Chiara Redenta, que sentiu o chamado de Jesus e entrou na ordem das clarissas em 2005. “A minha experiência de morte, assim como o testemunho da minha mãe e da minha irmã, me levaram a pedir ajudar e eu comecei a invocar o nome do Senhor”.

A conversão chegou em novembro de 2006, quando a mãe o convidou a participar de um congresso na Solenidade de Cristo Rei do Universo. “A Palavra que guiava o Congresso era um versículo do Salmo 107, 14: ‘Ele os tirou das trevas e da sombra de morte e rompeu as suas correntes’. Participei da catequese de um padre franciscano. Parecia que eu tinha contado a minha história para ele… Ele explicava como o mal, através das atrações do mundo, que apresenta uma felicidade aparente, tenta destruir o nosso corpo, que é o templo do Espírito Santo, morada de Deus, lugar onde podemos fazer a experiência d’Ele”.

O jovem decidiu falar com o sacerdote franciscano, contar que era viciado em drogas e pedir orações. “O frade me convidou a pedir que Jesus interviesse, me abençoasse, e eu voltei para o meu lugar. Depois passou um sacerdote com Jesus Eucaristia no meio de 600 pessoas (…) Jesus passou do meu lado! Depois voltou para o altar e eu senti dentro de mim o desejo de ir lá tocá-lo (…) Eu o toquei e voltei para o meu lugar”.

Menos de dois anos depois desta experiência, em 29 de setembro de 2008, e após duas convivências com os franciscanos em Assis, o jovem Daniele entrou no postulantado dos Frades Menores.

“O sofrimento da nossa família se revelou pedagógico: acolhido na fé, ele preparou os nossos corações para acolher o Mistério (…) Só Ele diz: ‘Eu vim para que tenham vida e vida em abundância”, compartilha o jovem franciscano.

Com informações dos sites assisiofm.it

Portal Terra de Santa Cruz.

O milagre que levou “Obi Wan Kenobi” a converter-se ao catolicismo

Sir Alec Guinness é um dos atores mais reconhecidos do século 20. Embora tenha atuado em muitos filmes ao longo de sua vida e ter ganho muitos prêmios, é conhecido mundialmente por ter interpretado o personagem Obi-Wan Kenobi na trilogia original de Star Wars. O que muita gente não sabe é que à idade de 42 se converteu ao catolicismo, em parte devido a um fato milagroso.

Foto: starwarsalways.wordpress.com

Guinness nasceu em 1914 em Londres em uma família com problemas. Nunca conheceu seu pai e se criou na pobreza. Apesar de ter recebido a Confirmação na Igreja anglicana aos 16 anos, não estava seguro do que realmente pensava sobre a religião. Logo trocou a fé anglicana pelo presbiterianismo, o ateísmo, o marxismo, o budismo. E, como um típico inglês de princípios do século 20, o catolicismo não lhe inspirava interesse algum. Enquanto ensaiava para a obra Hamlet, um sacerdote anglicano se aproximou dele e explicou que fazia mal o sinal da cruz e mostrou-lhe o modo correto. Este encontro teve um impacto espiritual no ator que recuperou certo interesse no anglicanismo.

Sentiu-se mais atraído à fé anglicana durante o turbilhão da Segunda Guerra Mundial, mas em 1954 aos 40 anos de idade outra experiência o levou a considerar o catolicismo.

Estava na França trabalhando no filme “O Padre Brown”, baseado no famoso sacerdote que resolvia crimes, criado pelo escritor católico britânico GK Chesterton. Ele era o protagonista e andava vestido como sacerdote católico. Enquanto caminhava pela rua, um menino do lugar o confundiu com um verdadeiro sacerdote. O menino correu, tomou sua mão com confiança, e caminhou com ele.

A confiança e o afeto do menino para com os sacerdotes católicos tiveram um profundo impacto nele e começou a pensar seriamente no catolicismo.

Sobre esta experiência alguma vez disse: “Enquanto continuava minha caminhada, pensei que uma Igreja que podia inspirar tanta confiança em um menino, fazendo que os sacerdotes, embora desconhecidos, fossem de tão fácil acesso, não podia ser tão intrigante ou horripilante como tantas vezes era apresentada. Comecei a me desprender de meus antigos preconceitos que foram aprendidos e absorvidos”.

Pouco depois, seu filho Mateo contraiu poliomielite e parecia estar perto da morte. Desesperado e procurando ajuda divina, Guinness começou a visitar uma igreja católica local para orar.

Então fez um trato com Deus: se Mateo se curava, ele se converteria ao catolicismo.

Contra todas as expectativas, seu filho se recuperou. Foi então que Guinness e sua esposa o inscreveram em um colégio jesuíta. Uns anos mais tarde, Guinness, sua esposa e seu filho se converteram ao catolicismo.

Guinness seguiu sendo um católico fiel o resto de sua vida até sua morte no ano 2000.

Publicado originalmente no site Churchpop.com

Adaptação: Portal Terra  de Santa Cruz / Fonte primeira: ACI Digital 

“Eu não me acostumei nas terras onde andei…”CATÓLICO, de fato e de direito!

Conheça a história do jovem universitário que foi desafiado por seu amigo a assistir às aulas do Padre Paulo Ricardo. “Eu não me acostumei nas terras onde andei…”, diz a música do Padre Zezinho que serve de trilha para a leitura desse belo testemunho de conversão. Como a falta de uma sólida catequese foi decisiva para que este homem andasse “por mil caminhos”, no entanto, Deus o chamou de volta e agora, conhecendo a beleza da Igreja, pode dizer: “Aqui é o meu lugar”.

“Nasci em família tipicamente católica, tradicional, numerosa, que educava os seus membros na fé e na moral da Igreja. Vivendo sob esta perspectiva, também era eu católico, ia à Santa Missa aos domingos e rezava antes de dormir, onde sempre terminava a oração pedindo a “bença” à “Mamãe do Céu” e ao “Papai do Céu”.

Havia um problema, porém, que infelizmente é comum nos nossos tempos: faltou-me a catequese adequada. Fruto desta deficiência, brotou em mim uma consciência protestante, ainda que eu não me desse conta. Comecei a buscar a fundamentação para as práticas da Igreja (que eu sequer conhecia direito) na Bíblia. Lia e interpretava a Bíblia sem o devido cuidado e preparação. O resultado não poderia ser outro: desacreditei da Igreja Católica, pois algumas coisas, pensava eu, não se adequavam com as Escrituras, como a veneração aos santos, o papel de Nossa Senhora para o catolicismo, o Sacramento da Confissão etc. Até a adoração ao Santíssimo Sacramento eu reputei como sendo idolatria!

Foi com esta fé estremecida que entrei para a faculdade de direito. Neste ambiente, como o senhor sabe bem, fui influenciado pelo pensamento acadêmico, predominantemente de esquerda e contrário ao catolicismo. Estudei Nietzsche, Marx, Escola de Frankfurt, Foucault… O resultado, mais uma vez, era previsível: tornei-me ateu. Convicto. Inimigo da Igreja. Afinal, o ateísmo era “cool” e dava um ar de intelectualidade, que, para mim, era incompatível com a crença religiosa.

Eis que certo dia, porém, um amigo me desafiou a ver o seu curso sobre marxismo cultural e revolução cultural. Aceitei, com o objetivo de refutar, é claro. Surpreendi-me. O senhor falava com propriedade. Não parecia um ignorante supersticioso. Não consegui refutar.

Fui assistir seus vídeos sobre outros temas. Um sobre São Tomás de Aquino me marcou. Que gênio era São Tomás! Depois, ainda através do seu trabalho, conheci a obra de Joseph Ratzinger. Foi um tiro certeiro. A fé não era mais inimiga da razão, mas irmã. Ou, ainda, nos dizeres de Santo Agostinho: “intellige ut credas, crede ut intelligas”.

Assisti mais e mais vídeos do senhor nas férias, ao ponto do meu velho pai indagar: ” Só fica vendo esse careca aí, rapaz, vá sair de casa” (risos). Tive a felicidade de conhecer sua relação de amizade com os saudosos Dom Eugênio e Dom Heitor de Araújo Sales, ambos potiguares e com imensos serviços prestados à Arquidiocese de Natal, da qual faço parte. Este último ainda vem à pequena São Paulo do Potengi todos os anos, rezar pela alma do Monsenhor Expedito Sobral, amigo íntimo tanto de um quanto de outro.

Foi com este ânimo, e tendo o seu trabalho como porta de entrada, que comecei a estudar e pesquisar o que de fato era e no que de fato cria a Igreja Católica. Deparei-me, para utilizar suas próprias palavras, com “um colosso teológico, cultural e intelectual”. Senti-me em casa.

Hoje sou católico “de fato e de direito”, sem nenhuma possibilidade de mudança. Tenho consciência de que não é a Bíblia que respalda a Igreja, mas a Igreja que respalda a Bíblia, que, por sua vez, deve ser lida segundo à Tradição Apostólica. Sei que é a Santa Igreja a guardiã do Depósito da Fé, ou, para usar as palavras de São Paulo, ela é a “coluna e sustentáculo da Verdade” (1 Tm 3,15).

Vivo uma conversão diária, por vezes árdua, mas sempre peço a Deus que fortaleça minha fé e me conceda a graça de carregar a minha cruz com amor. Nas provações, recorro à Santíssima Mãe e inspiro-me na persistência de São Padre Pio e na obediência de São Miguel Arcanjo (cujas histórias, também, conheci por meio deste sítio), para que, ainda que caia, possa me levantar, por amor a Cristo.

Escrevo isto para que o senhor saiba da sua importância nesta minha volta para casa. Hoje estou preparado para responder, com temor e mansidão, àqueles que pedirem às razões da minha esperança (1 Pd 3,15).

Assim sigo convicto, como Santo Agostinho, de que Deus nos fez para Ele, e inquieto está nosso coração enquanto n’Ele não repousar. Nas palavras do padre Zezinho:Andei por mil caminhos / e, como as andorinhas, /eu vim fazer meu ninho / em tua casa e repousar. /Embora eu me afastasse /e andasse desligado, /meu coração cansado, / resolveu voltar.

Por Christo Nihil Praeponere!
Silvério Alves da Silva Filho

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz