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Cruzadas: Deus queria e muitos santos também!

Como os católicos de hoje avaliam o fenômeno das Cruzadas? Em geral, há dois grupos extremados: o dos que renegam e condenam o seu espírito e os que louvam as Cruzadas fervorosamente, sem enxergar nenhuma mácula nesse passado.

As Cruzadas foram acontecimentos complexos, muito difíceis de julgar com a mentalidade que temos hoje. Se por um lado os fãs do espírito cruzado muitas vezes romantizam demais as Cruzadas, por outro lado, aqueles que as desprezam se distanciam da opinião de alguns dos maiores santos da Igreja.

Olha só o nível da lista de alguns dos santos e beatos apoiadores das Cruzadas:

  • Santa Joana D’Arc ameaçou os hereges hussitas de promover uma Cruzada contra eles;
  • Santa Catarina de Sena vivia clamando pela convocação de uma Cruzada pela libertação de Jerusalém (isso foi citado até mesmo por São João Paulo II, na Carta Apostólica Amantíssima Providentia, de 29/04/1980);
  • Beato Urbano II convocou a Primeira Cruzada;
  • São Bernardo de Claraval foi um fervoroso pregador da Segunda Cruzada;
  • São Luís IX foi um Rei Cruzado que liderou a Sétima e a Oitava Cruzada;
  • Santa Teresinha de Lisieux vivia dizendo eu adoraria ter combatido os hereges com a espada.

Sim, ela mesma! Aquela santa fofinha, que em suas imagens é sempre retratada carregando flores delicadas, tão delicadas quanto os traços de seu belo rosto. Santa Teresinha dizia:

Sinto em mim a vocação de guerreiro, de sacerdote, de apóstolo, de Doutor, de mártir, em suma, eu sinto a necessidade, o desejo de realizar por Vós, Jesus, todas as obras as mais heroicas. Eu sinto em minha alma a coragem de um cruzado, de um zuavo pontifício: eu quereria morrer num campo de batalha para defender a Igreja…

No dia 4 de agosto de 1897, no leito de morte, ela murmurou para a Superiora:

Oh, não, eu não teria medo de ir à guerra. Por exemplo, na época das Cruzadas, com quanta alegria eu teria partido para combater os hereges.”

– História de uma Alma

Não podemos, entretanto, de fazer essa observação: se Santa Teresinha e os católicos que veneram a ação dos cruzados soubessem o que eles precisaram fazer em meio à guerra, se tivessem noção do que realmente aconteceu nas batalhas e cercos, talvez muitos não mais se identificariam com a imagem de cruzado.

As ações militares nas cruzadas não se limitavam simplesmente de pegar a espada e combater infiéis. Muitas vezes, havia cercos que levavam populações inteiras, inclusive crianças de colo, a morrerem de fome. Esse foi o caso do cerco à cidade de Damieta, no Egito.

Inclusive um dos companheiros de São Francisco de Assis tentou cuidar de algumas dessas crianças, que foram encontradas famélicas junto aos cadáveres de seus pais, quando Damieta finalmente invadida, depois de muitos meses de cerco. Mas morreram quase todas. Não era uma crueldade especial dos cruzados. Quase toda guerra nos tempos antigos tinha cerco.

A gente imagina a guerra como um monte de macho se enfrentando em campo de batalha, com as crianças e mulheres devidamente protegidas atrás dos muros. Mas a guerra em campo aberto é apenas uma parcela do que acontece. No fim das contas, quase todos têm que responder diante de Deus por um monte de mulheres estupradas e por crianças mortas.

A despeito disso, as Cruzadas tiveram grandes momentos de testemunho de santidade, e por meio delas muitos deixaram para trás a vida de pecados, tomaram para si o caminho da penitência e, certamente, encontraram o Céu.

Reprodução: Portal Terra de Santa Cruz 

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Artigo retirado do excelente e credenciado site O CATEQUISTA  

O Catequista

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Você conhece a profecia da Igreja sobre o Anticristo e a perseguição final aos cristãos?

O Catecismo da Igreja Católica descreve a chamada Grande Tribulação na qual se manifestará o mistério do mal sob a impostura religiosa do Anticristo, algo que terá que acontecer necessariamente antes da Segunda Vinda de Jesus. Apesar de não fazer nenhuma demonstração detalhista de tempo, circunstâncias e pessoas, a doutrina da Igreja nos dá os princípios a partir da Revelação e da tradição apostólica para julgar os sinais dos tempos afim de não cairmos no grande engano satânico deste tempo. Portanto, devemos “orar e vigiar para não cairmos em tentação” na agonia final do mundo e da Igreja.

Seguem-se os parágrafos do Catecismo que expõe a matéria profética. Leia e aprofunde:

673. A partir da ascensão, a vinda de Cristo na glória está iminente (630) mesmo que não nos «pertença saber os tempos ou os momentos que o Pai determinou com a sua autoridade» (Act 1, 7) (631). Este advento escatológico pode realizar-se a qualquer momento (632), ainda que esteja «retido», ele e a provação final que o há-de preceder (633).

674. A vinda do Messias glorioso está pendente, a todo o momento da história (634), do seu reconhecimento por «todo o Israel» (635), do qual «uma parte se endureceu» (636) na «incredulidade» (Rm 11, 20) em relação a Jesus. E Pedro quem diz aos judeus de Jerusalém, após o Pentecostes: «Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que os pecados vos sejam perdoados. Assim, o Senhor fará que venham os tempos de alívio e vos mandará o Messias Jesus, que de antemão vos foi destinado. O céu tem de O conservar até à altura da restauração universal, que Deus anunciou pela boca dos seus santos profetas de outrora» (Act 3, 19-21). E Paulo faz-se eco destas palavras: «Se da sua rejeição resultou a reconciliação do mundo, o que será a sua reintegração senão uma ressurreição de entre os mortos?» (Rm 11, 15). A entrada da totalidade dos judeus (637) na salvação messiânica, a seguir à «conversão total dos pagãos» (638), dará ao povo de Deus ocasião de «realizar a plenitude de Cristo» (Ef 4, 13), na qual «Deus será tudo em todos» (1 Cor 15, 2).

675. Antes da vinda de Cristo, a Igreja deverá passar por uma prova final, que abalará a fé de numerosos crentes (639). A perseguição, que acompanha a sua peregrinação na Terra (640), porá a descoberto o «mistério da iniquidade», sob a forma duma impostura religiosa, que trará aos homens uma solução aparente para os seus problemas, à custa da apostasia da verdade. A suprema impostura religiosa é a do Anticristo, isto é, dum pseudo-messianismo em que o homem se glorifica a si mesmo, substituindo-se a Deus e ao Messias Encarnado (641).

676. Esta impostura anticrística já se esboça no mundo, sempre que se pretende realizar na história a esperança messiânica, que não pode consumar-se senão para além dela, através do juízo escatológico. A Igreja rejeitou esta falsificação do Reino futuro, mesmo na sua forma mitigada, sob o nome de milenarismo (642), e principalmente sob a forma política dum messianismo secularizado, «intrinsecamente perverso» (643).

677. A Igreja não entrará na glória do Reino senão através dessa última Páscoa, em que seguirá o Senhor na sua morte e ressurreição (644). O Reino não se consumará, pois, por um triunfo histórico da Igreja (645) segundo um progresso ascendente, mas por uma vitória de Deus sobre o último desencadear do mal (646), que fará descer do céu a sua Esposa (647). O triunfo de Deus sobre a revolta do mal tomará a forma de Juízo final (648), após o último abalo cósmico deste mundo passageiro (649).

Autoria/ edição: Pe. Augusto Bezerra

Fonte: http://augustobezerra.wordpress.com

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01/11: Solenidade de todos os Santos – Conheça a origem desta solene festa

“Alegrando-se todos no Senhor nesta solenidade…”, assim reza a antífona de entrada. É a Igreja militante que honra a Igreja triunfante e presta, à incomensurável multidão de santos que povoam o Reino dos Céus, a homenagem que ela não pode prestar individualmente a cada um deles — como sucede no calendário cristão.

“Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus”, promete Jesus no sermão da montanha. Quem são os pobres, segundo Jesus? São as “testemunhas de Deus”, para usar uma expressão de Isaías. Com os pobres, apoderaram-se do Reino dos Céus os mansos, os puros de coração, os misericordiosos, os pacíficos, aqueles que sofrem e que têm fome e sede de justiça, em um mundo no qual vige sempre a lei do mais forte. Os perseguidos por causa da justiça e todos quantos são vítimas inocentes da calúnia, da maledicência, da pública ofensa ou do vilipêndio dos manipuladores da opinião pública.

Esses sinais estão em todos os santos que tiveram fé na promessa do Reino dos Céus: a vergonha das violências, dos ultrajes, das torturas e humilhações de que foram alvo, e sobretudo da prova extrema do martírio, da dor física e moral, da aparente derrota do bem e do triunfo dos maus. Os fiéis são convidados a alegrar-se e a exultar com todos esses santos que “passaram à melhor vida”.

A fé nos assegura, diz são Paulo, de que somos realmente filhos de Deus e herdeiros do reino, mas esta realidade não é plenamente completa em nosso corpo de carne. Vivemos na esperança, e esta se torna certeza em razão do que cremos. A origem dessa festa remonta ao século IV. Em Antioquia, celebrava-se no primeiro domingo depois de Pentecostes. No século VII, a data foi fixada em 13 de maio, Dia da Consagração do Panteão a santa Maria dos Mártires. Naquele dia, fazia-se descer da claraboia da grande cúpula uma chuva de rosas vermelhas. Gregório IV removeu a celebração para o dia 1º de novembro, depois da colheita de outono, quando era mais fácil encontrar alimento para os numerosos peregrinos que, depois dos trabalhos do verão, dirigiam-se em peregrinação à Cidade dos Mártires.

(Retirado do livro “Os Santos e os Beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente”, Paulinas Editora)

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“A Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica” Somos a Igreja de Cristo!

Quando professamos o nosso “credo”, dizemos que “cremos na Igreja Católica”. Este artigo de fé pode ser encontrado de forma mais desenvolvido no símbolo niceno-constantinopolitano, quando afirma a fé na Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica. Estas quatro notas condensam as afirmações essenciais sobre a Igreja e sua missão. Vejamos o significado de cada uma delas.

A Igreja é Una

Vários são os elementos de unidade da Igreja: uma única fonte (a Trindade); um único modelo (a vida íntima de Deus); um único fundador (Jesus Cristo); e, uma só alma (Espírito de Deus). A expressão desta unidade espiritual é visível na própria realidade eclesial, quando todo o corpo apresenta a mesma profissão de fé e de disciplina moral; a celebração comum do culto divino, sobretudo dos sacramentos; e, a sucessão apostólica, por meio do Sacramento da Ordem. Aliás, esta última se torna a base das outras, pois ao Colégio Apostólico (e os bispos são os sucessores dos apóstolos), do qual o Papa é o chefe, Jesus confiou todos os bens da Nova Aliança, para serem dispensados entre os homens.

A unidade da Igreja, CIC nº 814, se apresenta com uma grande diversidade. Esta se dá, primeiro, pela riqueza de dons, carismas e ministérios que o Espírito Santo dota a Igreja a fim de que ela cumpra sua missão. Uma segunda é o número de culturas que assimilam o Evangelho. Cada povo,com sua próprias peculiaridades,vai acolhendo e iluminando seu jeito de ser pelas palavras de Jesus. A única Igreja se espalha pelo mundo todo e, nas diferentes culturas, testemunha a fé em Jesus, nosso Senhor.

A Igreja é santa

Dizer que a Igreja é santa implica em duas instâncias: ela é santificada e santificante. A Igreja é santificada, pois ela não é uma mera instituição histórica. Ela é o Corpo de Cristo. Com a efusão do Espírito Santo, os discípulos de Jesus entram individualmente e comunitariamente em comunhão com Ele. Esta unidade é de tal expressão que separados são membros e juntos são o próprio Corpo do Senhor. A santidade da Igreja vem da comunhão com o Ressuscitado e da ação do Espírito em suas ações. Sendo santa, a Igreja passa a santificar os homens. A vida sacramental é a expressão de sua ação santificante, pois mediante estas ações sagradas os homens entram em comunhão eficaz com Deus, se tornam templos do Espírito Santo e podem viver uma vida de acordo com a vontade de Deus. O múnus santificante da Igreja é testemunhado pelos santos canonizados.

A Igreja é católica

Quando se diz que a Igreja é católica, se quer destacar duas realidades importantes. Primeiro, a Igreja é o próprio Corpo de Cristo. Ela é a resposta salvífica universal de Deus para os homens, pois possui a confissão de fé correta e reta; a vida sacramental integral e o ministério ordenado na sucessão apostólica. Dizer que ela é católica, é afirmar que ela possui todos os elementos para a salvação dos homens. A segunda razão de ela ser chamada de católica é em consequência de sua missão. Ela foi enviada por Cristo à universalidade do gênero humano: todos os homens, de todos os tempos e culturas, devem ser alcançados pelo anúncio da Boa-Nova. A expressão da universalidade da missão da Igreja pode ser encontrada no mandato missionário dado por Jesus aos seus discípulos.

A Igreja é apostólica

Na leitura dos Evangelhos podemos constatar duas realidades: Jesus se apresenta como o enviado do Pai e Ele, por sua vez, envia os seus discípulos. O termo “enviado” em grego deu origem à palavra “apóstolo” em português. Por conseguinte, a Igreja é enviada (apostólica) pelo próprio Deus em missão. Desta afirmação decorrem três realidades importantes: o testemunho dos primeiros apóstolos é a base da doutrina católica (depósito da fé); com a assistência do Espírito Santo, a Igreja conserva e transmite esta doutrina as novas gerações (Tradição e Sagrada Escritura); e, através do Papa e dos bispos, a comunidade eclesial continua sendo santificada, ensinada e guiada (Magistério) até a segunda vinda de Jesus.

Por Padre Vitor Gino Finelon – Professor das Escolas de Fé e Catequese Mater Ecclesiae e Luz e Vida

 

Os Sacramentos da Igreja 

1 – Batismo

O Batismo é entendido como o sacramento que abre as portas da vida cristã ao batizado, incorporando-o à comunidade católica, ao grande Corpo Místico de Cristo, que é a Igreja em si. Este ritual de iniciação cristã é feito normalmente com água sobre o batizando, através de imersão,efusão ou aspersão. Ou, utilizando outras palavras do Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, “o rito essencial deste sacramento consiste em imergir na água o candidato ou em derramar a água sobre a sua cabeça, enquanto é invocado o Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. O Baptismo significa imergir “na morte de Cristo e ressurgir com Ele como nova criatura” .

O Batismo perdoa o pecado original e todos os pecados pessoais e as penas devidas ao pecado. Possibilita aos batizados a participação na vida trinitária de Deus mediante a graça santificante e a incorporação em Cristo e na Igreja. Confere também as virtudes teologais e os dons do Espírito Santo. Uma vez batizado, o cristão é para sempre um filho de Deus e um membro inalienável da Igreja e também pertence para sempre a Cristo .

Embora o Batismo seja fundamental para a salvação, os catecúmenos, todos aqueles que morrem por causa da fé (Batismo de sangue), […] todos os que sob o impulso da graça, sem conhecer Cristo e a Igreja, procuram sinceramente a Deus e se esforçam por cumprir a sua vontade (Batismo de desejo), conseguem obter a salvação sem serem batizados porque, segundo a doutrina da Igreja Católica, Cristo morreu para a salvação de todos. Quanto às crianças mortas sem serem batizadas, a Igreja na sua liturgia confia-as à misericórdia de Deus, que é ilimitada e infinita .

Na Igreja Católica, o Batismo é dado tanto às crianças como aos convertidos adultos que não tenham sido antes batizados validamente (o batismo da maior parte das igrejas cristãs é considerado válido pela Igreja Católica visto que se considera que o efeito chega diretamente de Deus independentemente da fé pessoal, embora não da intenção, do sacerdote).

Mas, a Igreja Católica insiste no batismo às crianças porque “tendo nascido com o pecado original, elas têm necessidade de ser libertadas do poder do Maligno e de ser transferidas para o reino da liberdade dos filhos de Deus” . Por essa razão, a Igreja recomenda os seus fiéis a fazerem tudo para evitar que uma pessoa não batizada venha a morrer em sua presença sem a graça do batismo. Assim, embora o sacramento deva ser ministrado por um sacerdote, diante de um enfermo não batizado, qualquer pessoa pode e deve batizá-lo, dizendo “Eu te batizo, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”, enquanto que, com o polegar da mão direita, desenha uma cruz sobre a testa, a boca e o peito do enfermo .

O fato de que o batismo seja geralmente ministrado a crianças recém-nascidas, que, por isso, não estão entrando na vida cristã por vontade própria, explica que se requeira a estas pessoas a recepção de um outro sacramento, a Crisma, quando cheguem a uma idade em que tenham discernimento e capacidade intelectual suficiente para professarem conscientemente a sua fé e decidirem se querem ou não permanecer na Igreja Católica. Se sim, então estarão, neste caso, confirmando a decisão que os seus pais ou responsáveis fizeram em seu nome no dia do seu batismo. Entretanto, como este sacramento imprime caráter, quem recebeu o batismo, independente de que o confirme ou não através do sacramento do Crisma ou Confirmação, estará batizado para sempre.

Na Igreja Católica, o sacramento do batismo tem vários símbolos, mas existem quatro principais, que são eles: água, óleo, veste branca e a vela. Cada um representa um mistério na vida do batizado. Além desses símbolos (que são os principais) o rito romano ainda estabelece o sal, mas este símbolo só é usado conforme as orientações pastorais das Igrejas particulares.

Vejamos os significados dos símbolos:

– Água: Representa a passagem da vida “pagã” para uma “nova vida”. Ela tem o fator de purificação, lavando-nos do pecado original.

– Óleo: Representa a fortaleza do Espírito Santo. Antigamente, os lutadores usavam o óleo antes das lutas para deixarem seus músculos rígidos e assim poderem vencer. Na nova vida adquirida pelo batismo ele tem a mesma função, revestir o batizado para as lutas cotidianas contra as ciladas do maligno.

– Veste branca: Representa a nova vida adquirida pelo batismo. Quando tomamos banho vestimos uma roupa limpa, no batismo não seria diferente. Somos lavados na água e vestidos de uma nova vida.

– Vela: Tem dois significados: o Espírito Santo e o dom da fé. Pelo batismo somos revestidos de muitas graças e a principal é o Espírito Santo, pois seremos unidos a Deus como filhos para sermos santificados e esta santificação é realizada através do Espírito Santo. A fé é um dom fundamental para nossa vida, é através dela que reconhecemos Deus e por ela recebemos as suas graças.

2 – Crisma ou Confirmação

Confirmação do Batismo ou Crisma o batizado reafirma sua fé em Cristo, sendo ungido durante a cerimônia, recebendo os sete dons do Espírito Santo. A unção é feita pelo Bispo ou padre autorizado, com óleo abençoado na quinta-feira da Semana Santa.

É um sacramento instituído para dar oportunidade a uma pessoa – que foi batizada por decisão alheia e que tem, perante a Igreja, compromissos assumidos por outras pessoas em seu nome diante da pia batismal – de confirmar o desejo de ser membro da família cristã dentro da Igreja Católica e de reafirmar aqueles compromissos, depois de atingir a “idade da razão”.

Simplificadamente, a cerimônia consiste na renovação das “promessas do batismo”, mediante perguntas do Bispo, que em geral a preside, feitas em voz alta e do mesmo modo respondidas pelo crismando perante a comunidade.

Como o batismo, o Crisma também imprime caráter, podendo ser ministrado apenas uma vez a cada pessoa.

Por ser um ato de afirmação de compromissos, a pessoa pode jamais receber o crisma ou, indo participar da cerimônia, deixar de confirmar esses compromissos.

De qualquer modo, quem não foi crismado ou quem se recusou a renovar os compromissos do batismo, pode fazê-lo em qualquer tempo.

O Crisma é, portanto, um sacramento dependente, complementar ao batismo, já que não tem qualquer significação se ministrado a quem não tenha sido batizado.

3 – Eucaristia

É a celebração em memória de Cristo, recordando a santa ceia, a paixão e a ressurreição, em que o Cristão recebe a hóstia consagrada.

É o sacramento culminante, que dá aos fieis a oportunidade de receber e ingerir fisicamente o que consideram como sendo o corpo de Jesus Cristo, em que se transformou o pão consagrado pelo sacerdote, assim como o vinho se transforma no Seu sangue.

No sacramento da Eucaristia, a hóstia consagrada (o pão) é distribuída aos fiéis, que a colocam na boca e ingerem lenta e respeitosamente.

Para receber a hóstia, o fiel deve estar em “estado de graça”, ou seja, deve ter antes confessado os seus pecados e recebido o perdão divino através do sacramento da Confissão ou Penitência.

A consagração não faz parte do sacramento da eucaristia. É um rito precedente e separado. É um ato que só os sacerdotes têm o poder de praticar.

A Igreja Católica sustenta que, quando o sacerdote pronuncia as palavras rituais “Isto é o meu corpo” em relação pão e “Isto é o meu sangue” em relação vinho, acontece um fenômeno chamado transubstanciação, ou seja, a substância material que constitui o pão se converte no corpo de Cristo e a que constitui o vinho se transmuda no Seu sangue.

O pão transubstanciado é distribuído aos fiéis que, ao ingerirem a hóstia estão ingerindo o corpo de Cristo. A Eucaristia é considerada o sacramento da ação de graças, na acepção da palavra original grega εὐχαριστία (transc. “eukharistia”).

4 – Reconciliação ou Penitência

É a confissão dos pecados a um sacerdote, que aplica a penitência para, uma vez cumprida, propiciar a reconciliação com Cristo. Por outras palavras, é o sacramento que dá ao cristão católico a oportunidade de reconhecer as suas faltas e, se delas estiver arrependido, ser perdoado por Deus.

O reconhecimento das faltas é a sua confissão a um sacerdote, que pode ouví-la em nome de Deus e conceder àquele fiel o Seu perdão.

Do ponto de vista formal, o confessante se ajoelha perante um sacerdote, o confessor, e a ele declara que pecou, que deseja confessar o que fez e pedir a Deus que perdoe os seus pecados.

Após ouvi-lo, cabe ao sacerdote oferecer as suas palavras de conselho, de censura, de orientação e conforto ao penitente, recomendando a penitência a ser cumprida.

O confessado deve rezar a oração denominada Ato de Contrição, após o que o sacerdote profere as palavras do perdão e abençoa o penitente, que se retira para cumprir a penitência que lhe foi prescrita.

A Igreja Católica considera o sacramento da penitência um ato purificador, que deve ser praticado antes da Eucaristia, para que esta seja recebida com a alma limpa pelo perdão dos pecados. Mas, entende-se também que esse efeito purificador é salutar, sendo benéfico para o espírito cada vez que é praticado.

Um dos mais rígidos deveres impostos ao sacerdote pela Igreja é o segredo da confissão.

O sacerdote é rigorosamente e totalmente proibido de revelar o que ouve dos fiéis no confessionário. O descumprimento desse dever é considerado um dos maiores e mais graves pecados que um sacerdote pode cometer e o sujeita a penalidades severíssimas impostas pela Igreja.

5 – Unção dos enfermos

A Unção dos enfermos é o sacramento pelo qual o sacerdote reza e unge os enfermos para estimular-lhes a cura mediante a fé, ouve deles os arrependimentos e promove-lhes o perdão de Deus. Este sacramento Pode ser dado a qualquer pessoa que se encontra em estado de enfermidade, e não somente a pessoas que estão em estado de falecer a qualquer momento.

6 – Ordem

O sacramento da ordem concede a autoridade para exercer funções e ministérios eclesiásticos que se referem ao culto de Deus e à salvação das almas. É dividido em três graus:

O Episcopado: Confere a plenitude da ordem e torna o candidato legítimo sucessor dos apóstolos e lhe é confiado os ofícios de ensinar, santificar e reger.

O Presbiterado: Configura o candidato ao Cristo sacerdote e bom pastor.É capaz de agir em nome de Cristo cabeça e ministrar o culto divino.

O Diaconato: Confere ao candidato a ordem para o serviço na Igreja, através do culto divino, da pregação, da orientação e sobretudo, na caridade.

7 – Matrimônio

O sacramento que, estabelecendo e santificando a união entre um homem e uma mulher, funda uma nova família cristã. Matrimônio é o casamento entre homem e mulher, celebrado na Igreja e santificado na indissolubilidade e na fidelidade;

É um dos sacramentos que imprimem caráter, embora de forma distinta do batismo, do crisma e da ordem. Estes três últimos deixam no fiel que o recebe uma marca indelével que o acompanha por toda a eternidade. Quem foi batizado ou crismado, quem foi ordenado sacerdote terá essa condição independente de qualquer coisa, inclusive de que decida depois converter-se a outro credo religioso ou abandonar o sacerdócio.

O matrimônio imprime caráter sobre o casal, sobre o conjunto que os dois nubentes passaram a formar, e é, por isso, doutrinariamente indissolúvel. O caráter impresso pelo matrimônio se dissolve com a morte de um dos cônjuges. É um sacramento que só se consuma havendo dois participantes. A morte de um dissolve o casal, extinguindo o matrimônio.

Outra característica peculiar do sacramento do matrimônio é que não é ministrado pelo sacerdote, mas pelos noivos que, realizando o sacramento perante a Igreja, pedem e recebem do sacerdote a bênção para a nova família que está nascendo.

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Carismas que brotaram com a renovação trazida pelo Concílio Vaticano II

Com o Concílio Vaticano II um novo sopro do Espírito Santo entrou na Igreja, o que também suscitou o surgimento de novos carismas. O Papa Paulo VI escrevia ao Congresso de Teologia pós-Conciliar (21/09/1966), logo após a conclusão do Concílio:

“A tarefa do Concílio Ecumênico não está completamente terminada com a promulgação de seus documentos. Esses, como o ensina a história dos Concílios, representam antes um ponto de partida que um alvo atingido. É preciso ainda que toda a vida da Igreja seja impregnada e renovada pelo vigor e pelo espírito do Concílio, é preciso, que as sementes de vida lançadas pelo Concílio no campo que é a Igreja cheguem à plena maturidade”.

Uma das importantes imagens, comparações utilizadas pela Lumen Gentium a respeito da Igreja é a Igreja entendida como Povo de Deus. Este entendimento por parte dos Padres Conciliares abriu caminho para um maior protagonismo dos leigos na Igreja, e aliado a isto, o surgimento de novos carismas.

E justamente “Os carismas que brotaram com a renovação trazida pelo Concílio Vaticano II”, é o tema da reflexão do Padre Gerson Schimdt para esta quarta-feira:

“O pregador da Casa Pontifícia, Raniero Cantalamessa falou exaustivamente dos diversos dons carismáticos na Igreja, que brotaram após o Concílio Vaticano II. Falou nas pregações do Advento do Jubileu de Ouro que a RCC celebrou nesse ano de 2017. Nesse embalo de recordar os frutos do Concílio, quero lembrar aqui um outro carisma importante fruto da Renovação Conciliar, que brotou também junto como Concilio Vaticano II: o caminho Neocatecumenal. O Cardeal Gerhard Müller, no Teatro Olímpico de Roma, em 25 de novembro do ano passado, fez uma lição Magistral sobre o carisma do Caminho Neocatecumenal.

Nessa declaração, Cardeal Müller lembrou que o primeiro capítulo da Lumen Gentium, que fala dos dons hierárquicos e carismáticos, está centrado sobre o mistério da Igreja como tal. Lembrou São Cipriano de Cartago que define a Igreja como “um povo reunido pela unidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (De orat. Dom., 23).Lembro de suas palavras textuais:

“A iniciativa salvífica de reunir o povo da Aliança, parte do Pai e torna realidade histórica na encarnação da Palavra em Jesus Cristo, Filho do Pai. E é por isso que a Igreja de Cristo é sinal e instrumento da íntima união dos homens com Deus e da unidade de todo o gênero humano no amor divino (LG 1). Completada a obra salvífica de Deus na história, Ele enviou o Paráclito, o Espírito do Pai e do Filho, a fim de que pudesse continuamente santificar a Igreja e fazer que nós, por intermédio do Filho, tivéssemos acesso ao Pai.

A obra inteira santificante da Igreja, que se realiza no anúncio da Palavra, na celebração dos sacramentos e na guia dos fiéis por obra dos pastores instituídos por Deus, não só na sua missão dirigida ao exterior, toma força divina do Espírito Santo.

A tríplice ação da Igreja, isto é, martyria, leiturgia e diakonia, não é, portanto, mera atividade humana, em grau somente de indicar um Deus distante, mas antes expressão da cooperação entre Deus os homens, a fim de que Deus possa agir por nosso intermédio, e também nós, nas nossas atividades humanas –, isto é, na oração, no pensamento e na ação – possamos agir pelo Reino de Deus, assumindo a plena responsabilidade na nossa qualidade de colaboradores da Sua graça e verdade.

Por isso, a Igreja não é somente – para dizer com termos protestantes – criatura da Palavra de Deus, objetivo passivo do Seu agir na justificação dos pecadores ou no declará-los justos, porque isso permitiria que a distância infinita entre o Deus santo e o pecador exista para sempre.

A Igreja é antes – para dizer com termos católicos – purificada e santificada em Cristo. Sendo o Seu Corpo, a Igreja vive em eterna união com Cristo, sua Cabeça. Não obstante Cabeça e Corpo sejam duas coisas diversas, esses formam uma unidade orgânica de vida. “Ao contrário – afirma São Paulo –, vivendo segundo a verdade na caridade, buscamos crescer em cada coisa em direção a Ele, que é a Cabeça, Cristo do qual todo o Corpo, bem ajustado e unido, mediante a colaboração de toda junta e ligadura, segundo a energia própria de cada membro, recebe força para crescer de modo a edificar a si mesmo na caridade” (Ef 4, 15s).

O Cardeal Müller disse ainda que a “ Igreja não é somente objeto, mas também instrumento da obra salvífica de Deus”, “sacramento de salvação do mundo em Cristo, é verdadeira mediadora da salvação dos homens”.

E, falou do Espírito Santo na Igreja, como também foi o tema de Cantamessa no Advento, como já recordamos.  Apontou o Cardeal Lumen Gentium, número 4: “O Espírito habita na Igreja e nos corações dos fiéis como em um templo (cfr. 1 Cor 3, 16; 6,19) e nela reza e dá testemunho da sua condição de filhos de Deus por adoção (cfr. Gl 4,6; Rm 8, 15-16.26). Ele – o Espírito Santo – introduz a Igreja na plenitude da verdade (cfr. Jo 16,13), a unifica na comunhão e no ministério, a provê e dirige com diversos dons hierárquicos e carismáticos, a embeleza com seus frutos (cfr. Ef 4, 11- 12; 1 Cor 12, 4; Gl 5, 22). Com a força do Evangelho a faz rejuvenescer, continuamente a renova e a conduz à perfeita união com seu Esposo. Porque o Espírito Santo e a esposa dizem ao Senhor Jesus: Vem (cfr. Ap 22, 17)” (LG 4).

São palavras literais do Cardeal Gerhard Müller, em 25 de novembro do ano passado, quando fez uma declaração a favor dos carismas na Igreja, particularmente aqui do Caminho Neocatecumenal, cujo cinquentenário também está sendo celebrado, fruto do Concílio Vaticano II. Na próxima oportunidade, continuaremos essa abordagem dos novos carismas e dessa declaração do Cardeal Müller”.

Por Rádio Vaticano 

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A história milagrosa de como morreu o último apóstolo de Cristo

Dos 12 apóstolos chamados por Jesus, 10 deles morreram como mártires. Judas, o traidor, tirou a própria vida. Mas o último apóstolo a morrer, João, encontrou um destino muito diferente. Vivendo quase até o final do século I, ele morreu de causas naturais – e foi por causa de um milagre surpreendente.

A tradição diz que João foi o autor do último livro do Novo Testamento, Apocalipse, como também três cartas e o Evangelho que tem seu nome. Neste último, ele é descrito como “o discípulo que Jesus amava” e é recebe de Jesus na cruz a missão de cuidar da Virgem Maria. Acredita-se que ele tenha sido o mais jovem dos apóstolos. Isso explica parcialmente porque os estudiosos pensam que ele viveu um longo caminho até chegar aos 95 anos.

Mas se Pedro foi crucificado de cabeça para baixo, Tomé foi morto por lança, Judas Tadeu com flechadas (apenas para enumerar como alguns dos Apóstolos morreram) – como João escapou de um destino semelhante por tanto tempo?

A resposta: as autoridades tentaram matar João de uma maneira horrível, mas Deus não deixou.

A história conta que, após a Assunção da Bem Aventura Virgem Maria, João foi preso pelas autoridades e levado para Roma, onde foi condenado à morte.

O método de execução prescrito? Sendo mergulhado em óleo quente fervente na frente de uma multidão de espectadores no Coliseu.

O fogo foi aceso embaixo da panela, o óleo estava fervendo, e João foi trazido para fora. Guardas o apanharam e então forçosamente o mergulharam no líquido escaldante.

Foi quando algo incrível aconteceu. Em vez de ver um homem ser brutalmente fervido até a morte, a multidão testemunhou um milagre: João ficou no óleo completamente ileso!

Algumas versões da história dizem que muitos ou mesmo todos os espectadores se converteram por causa do que viram. O governante romano, furioso e envergonhado por não poder matar João , decidiu, em vez disso, bani-lo para a pequena ilha grega de Patmos.

Mas Deus redimiu até mesmo o desterro de João: foi lá em Patmos que recebeu a visão que transcreveu no livro do Apocalipse.

Em algum momento, João foi capaz de deixar Patmos e viajar de volta para Éfeso, onde morreu de causas naturais. Dado tudo o que tinha acontecido, viver quase cem anos foi realmente algo milagroso.


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Pio XII apoiou planos para derrubar o regime nazista, revela novo livro

O apoio secreto do Papa Pio XII a tentativas de derrocar o ditador nazista Adolf Hitler é o tema de um novo livro, que aborda documentos de guerra e entrevistas com o agente de inteligência americana que os escreveu. O título do livro (tradução livre) é “A Igreja dos Espiões: A guerra secreta do Papa contra Hitler”, do historiador Mark Riebling.

“Este livro é a verdade –o melhor que pude expô-la após vários anos de investigação– sobre as operações secretas do Papa na Segunda guerra mundial”.

A principal premissa do livro, explicou Riebling, “é que Pio decidiu resistir a Hitler com uma ação encoberta em vez de protestar abertamente. Como resultado, envolveu-se em três diferentes complôs dos dissidentes alemães para eliminar Hitler”.

“Pensei que esta ideia –que a Igreja esteja envolvida em operações secretas durante os anos mais sangrentos da história, na parte mais controvertida de sua história recente– não era só uma nota ao pé de página, era algo que valia a pena investigar”, disse.

No final da década de 1990, o debate sobre Pio XII e se ele fez o suficiente para combater os nazistas alcançou o ponto mais alto com a publicação do livro profundamente controvertido chamado “O Papa de Hitler”, do jornalista britânico John Cornwell.

Esse texto foi muito crítico com Pio XII, acusando-o de sustentar um silêncio culpado –ou até mesmo cúmplice– durante o auge do nazismo, quando na verdade ajudou a salvar a mais de 800 mil judeus neste período.

“Até os maiores críticos da Igreja na época nazista, ao menos os principais deles, admitem que Pio XII odiava Hitler e trabalhou secretamente para derrocá-lo”, disse Riebling. Durante sua investigação para um livro prévio, sobre a “guerra secreta entre o FBI e a CIA”, o historiador descobriu documentos de guerra que relacionavam o Papa Pio XII com tentativas de derrocar Hitler.

“Havia ao menos dez documentos implicando Pio XII e seus conselheiros mais próximos em não só um, mas três complôs para eliminar a Hitler –que se estendem de 1939 até 1944.

De acordo com Riebling, seu livro não denuncia que o Papa “tentou matar Hitler”. As ações do Papa foram mais sutis.

“Pio se converte em uma peça chave nas conspirações para eliminar um governante que é uma sorte de anticristo, porque as boas pessoas pedem sua ajuda, e ele procura em sua consciência, e aceita converter-se em um intermediário para os conspiradores –um tipo de agente estrangeiro–, e portanto se converte em um cúmplice de seus complôs”.

Pio XII teve conexões com três complôs contra Hitler. O primeiro, de outubro de 1939 a maio de 1940, envolveu a conspiradores militares alemães. De fins de 1941 à a primavera de 1943, uma série de complôs que envolveram a jesuítas alemães culminaram em uma bomba plantada no avião de Hitler que não explodiu.

O terceiro complô envolveu jesuítas alemães e também o coronel militar alemão Claus von Stauffenberg. Embora o coronel tenha colocado com sucesso uma bomba perto do ditador nazista, não conseguiu matar Hitler. Os sacerdotes tiveram que escapar depois do atentado fracassado.

Em um ponto, Hitler planejou invadir o Vaticano, sequestrar ao Papa e levá-lo a Alemanha. O líder nazista Heinrich Himmler “queria realizar uma execução pública do Santo Padre para a inauguração de um novo estádio de futebol”, disse Riebling.

“Pio se deu conta destes planos, através de seus agentes papais secretos; e, em minha opinião, isso influenciou a decisão do Santo Padre de envolver-se com a resistência anti-nazista”.

“Sabendo o que sei sobre Pio XII, e havendo-o investigado durante muitos anos, acredito que ele queria ser santo. Queria que o povo da Alemanha fosse santo”, acrescentou.

“Quando ele escutava que um sacerdote foi detido por rezar pelos judeus e enviado a um campo de concentração, dizia ‘quisera que todos fizessem o mesmo”. Esta frase, jamais foi dita em público, reconheceu o historiador, mas deixou por escrito em uma carta secreta aos bispos alemães.

Fonte: ACI Digital 

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz 

A posição da Igreja sobre o Capitalismo e o Socialismo por Papa Pio XI.

Com frequência os católicos perguntam-se qual a posição da Igreja frente ao capitalismo e ao socialismo. Uma vez que as respostas costumam ser diferentes entre si e até confusas, resolvi elaborar este pequeno artigo explicando e resumindo o ensinamento da doutrina social da Igreja sobre o assunto.

Papa Pio XI
O sistema capitalista
Primeiramente, é necessário definir o que é o capitalismo e o socialismo. Vamos começar pelo capitalismo. Na doutrina social da Igreja, capitalismo é “aquele sistema econômico no qual o trabalho e o capital conjuntamente necessários para a produção são providenciados por pessoas diferentes”. A definição encontra-se na encíclica Quadragesimo Anno (1931) do Papa Pio XI. Significa dizer que este sistema caracteriza-se por uma relação em que, de um lado, há os empregados – que contribuem com seu trabalho em troca de um salário – e, de outro, os capitalistas – que são os donos do empreendimento ou negócio.
Empregados e capitalistas não são definidos, dessa forma, por serem uns pobres e outros ricos. Um gerente numa empresa, por exemplo, pode receber um salário alto e viver confortavelmente; assim como um pequeno empreendedor pode ter uma margem de lucro baixa e enfrentar problemas econômicos. O que define os dois grupos é a relação entre eles: um é dono do capital e fica com os lucros do empreendimento, enquanto o outro vende seu trabalho.
A primeira pergunta, então, é: existe algo de errado com este arranjo?  A resposta de Pio XI é categórica: o capitalismo não é, em si mesmo, condenável. Ele ensina:

Foi esta espécie de economia que Leão XIII procurou com todas as veras regular segundo as normas da justiça; donde se segue que de per si não é condenável.

O capitalismo torna-se condenável, segundo Pio XI, somente quando viola normas de justiça, ou seja, quando os trabalhadores tem seus direitos violados, desprezando-se a dignidade humana e a função social da economia.

Na mesma linha é o ensinamento do Papa João Paulo II na encíclica Centesimus Annus (1991). Perguntando-se se devemos propor o capitalismo como modelo aos países “que procuram a estrada do verdadeiro progresso econômico e civil”, ele responde desta forma:

A resposta apresenta-se obviamente complexa. Se por «capitalismo» se indica um sistema econômico que reconhece o papel fundamental e positivo da empresa, do mercado, da propriedade privada e da consequente responsabilidade pelos meios de produção, da livre criatividade humana no sector da economia, a resposta é certamente positiva, embora talvez fosse mais apropriado falar de «economia de empresa», ou de «economia de mercado», ou simplesmente de «economia livre». Mas se por «capitalismo» se entende um sistema onde a liberdade no sector da economia não está enquadrada num sólido contexto jurídico que a coloque ao serviço da liberdade humana integral e a considere como uma particular dimensão desta liberdade, cujo centro seja ético e religioso, então a resposta é sem dúvida negativa.

“Economia de empresa”, “economia de mercado” ou “economia livre”, portanto, são termos que designam um modelo aceitável e legítimo para a doutrina social da Igreja. Na mesma encíclica, o Papa reconhece que “o livre mercado parece ser o instrumento mais eficaz para dinamizar os recursos e corresponder eficazmente às necessidades”.

Mas João Paulo II também alerta: a Igreja não tem modelos a propor. Não defende o capitalismo. Tal como tem sido praticado, o capitalismo possui muitos elementos negativos. Falaremos mais disto no final do artigo.

O sistema socialista

Foi visto que a Igreja vê o capitalismo como, em si (desde que limitado por uma ordem justa), legítimo. O mesmo não pode ser dito do socialismo. Este consiste na pregação de uma luta de classes (dos trabalhadores contra os capitalistas) e na abolição da propriedade privada. Seu objetivo é, segundo Friedrich Engels, “concentrar cada vez mais nas mãos do Estado todo o capital, toda a agricultura, toda a indústria, todo o transporte, toda a troca” (Princípios do Comunismo). Desse modo, o Estado poderia distribuir de forma mais justa os bens e serviços.

Sobre a luta de classes, Leão XIII ensina (Rerum Novarum, 9):

O erro capital na questão presente é crer que as duas classes são inimigas natas uma da outra, como se a natureza tivesse armado os ricos e os pobres para se combaterem mutuamente num duelo obstinado. Isto é uma aberração tal, que é necessário colocar a verdade numa doutrina contrariamente oposta […]. Na sociedade, as duas classes estão destinadas pela natureza a unirem-se harmoniosamente e a conservarem-se mutuamente em perfeito equilíbrio. Elas têm imperiosa necessidade uma da outra: não pode haver capital sem trabalho, nem trabalho sem capital.

Em suma: não luta, mas concórdia de classes.

A Igreja reconhece o direito à propriedade, inclusive sobre os meios de produção. Na realidade, o ideal da Igreja é que haja o maior número possível de proprietários na sociedade. Diz Leão XIII: “A lei, portanto, deve favorecer a propriedade, e de modo tal que cresça tanto quanto possível o número de proprietários” (Rerum Novarum, n. 28). Em outras palavras, é preciso combater a concentração das riquezas, seja nas mãos de capitalistas ou de burocratas.

E em sua encíclica Quadragesimo Anno, o Papa Pio XI ensina de forma categórica:

[O socialismo] funda-se numa própria concepção da sociedade humana, diametralmente oposta à verdadeira doutrina católica. Socialismo religioso, socialismo católico são termos contraditórios: ninguém pode ser ao mesmo tempo bom católico e verdadeiro socialista.

Mas ele também nota que, já no seu tempo, os socialistas estavam dividindo-se em dois grupos: os socialistas revolucionários e os moderados (ou reformistas). Sobre este segundo grupo, Pio XI lamenta que “em geral não renegam a luta de classes nem a abolição da propriedade, apenas as mitigam”. O Papa também diz:

Quem quer ser apóstolo entre os socialistas, é preciso que professe franca e lealmente toda a verdade cristã, e que de nenhum modo feche os olhos ao erro. Esforcem-se antes, se querem ser verdadeiros arautos do Evangelho, por mostrar aos socialistas, que as suas reclamações, na parte que tem de justas, se defendem muito mais vigorosamente com os princípios da fé e se promovem muito mais eficazmente com as forças da caridade.

Nem todas as reivindicações dos socialistas são injustas. Só para citar um exemplo, Pio XI reconhece que “certos gêneros de bens sejam reservados ao Estado, quando o poderio que trazem consigo é tal, que, sem perigo do mesmo Estado, não pode deixar-se em mãos dos particulares”. Também ensina que a livre concorrência deve estar “contida dentro de justos e razoáveis limites” e “mais ainda o poderio econômico deve estar efetivamente sujeito à autoridade pública, em tudo o que é da sua alçada”. Estes e outros pontos importantes são reforçados e explicados em todas as encíclicas citadas.

Vale lembrar que, quando se trata do socialismo materialista e ateu, Pio XI diz que “é intrinsecamente perverso e não se pode admitir em campo nenhum a colaboração com ele, da parte de quem quer que deseje salvar a civilização cristã” (Divinis Redemptoris).

A questão principal

A grande questão em torno dos diversos sistemas econômicos, para a Igreja, não é simplesmente material. Em sua obra Comunismo e a Consciência do Ocidente, o Arcebispo Fulton Sheen diz:

A Igreja concorda com alguns dos protestos do comunismo. De fato, existe uma crítica bem melhor da ordem econômica existente… nas duas encíclicas de Leão XIII e Pio XI do que em todos os escritos de Marx. Mas as reformas do comunismo estão erradas, porque são inspiradas nos próprios erros que combatem. O comunismo começa com o erro liberal e capitalista de que o homem é econômico e, em vez de corrigir isto, meramente o intensifica até que o homem torna-se um robô em uma vasta máquina econômica. Eles [liberais e comunistas] concordam na base materialista da civilização; eles discordam apenas sobre quem deve controlar essa base, os capitalistas ou os burocratas.

Isto quer dizer que a proposta da Igreja transcende os erros do liberalismo e do socialismo materialista. Em primeiro lugar, é preciso reconhecer que o homem não é puramente econômico e a salvação da civilização não está na economia. Conforme João Paulo II ensina:

É na resposta ao apelo de Deus… que o homem toma consciência da sua dignidade transcendente. Cada homem deve dar esta resposta, na qual se encontra o clímax da sua humanidade, e nenhum mecanismo social ou sujeito colectivo o pode substituir. A negação de Deus priva a pessoa do seu fundamento e consequentemente induz a reorganizar a ordem social, prescindido da dignidade e responsabilidade da pessoa.

(…)

[A Igreja] opõe-se à colectivização pelo Estado dos meios de produção, que reduziria cada cidadão a uma «peça» na engrenagem da máquina do Estado. Igualmente critica uma concepção do Estado que deixe totalmente a esfera da economia fora do seu campo de interesse e de acção.

O que a Igreja ensina é, em primeiro lugar, que a sociedade deve organizar-se reconhecendo o Criador e a importância da família.  Além disso, fornece direções essenciais para uma economia justa. Mas essas direções não cabem todas neste artigo, por isso recomendo a leitura integral das encíclicas.

Por fim, alguns importantes intelectuais católicos propõem um terceiro sistema – nem capitalista, nem socialista – como uma alternativa que melhor encaixa-se na doutrina social da Igreja: o distributismo.

Estes são os principais documentos da Igreja sobre questões econômicas e sociais:

Rerum Novarum de Leão XIII, sobre a condição dos operários (1891).

Quadragesimo Anno de Pio XI, sobre a restauração e aperfeiçoamento da ordem social em conformidade com a lei evangélica (1931).

Divinis Redemptoris de Pio XI, sobre o comunismo ateu (1937).

Centesimus Annus de João Paulo II (1991).


O Tempo das Catacumbas

As catacumbas são cemitérios gigantescos, subterrâneos, onde gerações de cristãos enterraram seus mortos. As mais importantes estão em Roma, mas as encon
tramos também em Nápoles, Siracusa, na África, Egito e Ásia Menor. As mais antigas de Roma são as grutas vaticanas, do século I, Comodila, Domitila, Giovani, Panfilo, São Sebastião, Santa Priscila, Santa Domitila, Santos Marcelino e Pedro, Santa Sabrina e São Calisto. Os cristãos preferiam sepultar os seus mortos ao invés de incinerá-los como faziam os romanos, pois a tradição bíblica nunca falou em cremação, embora esta seja hoje permitida pela Igreja, desde que não seja para desafiar a fé na ressurreição (cf. CIC §2301).

Para livrar-se da perseguição os cristãos haviam convertido as catacumbas em intrincados labirintos. Mas este recurso não lhes salvou do ódio dos pagãos, encurralando-os e matando-os como se fossem bestas ferozes. De modo especial isso ocorreu no século III.catacumbaas

Flávia Domitila, sobrinha do imperador Vespasiano (69-79), convertida, entregou o terreno de uma de suas casas de campo para a sepultura dos seus parentes cristãos e demais fiéis. A lei romana considerava sagrado o lugar de um cemitério. Esses cemitérios cristãos cresceram tanto que tinham um administrador. No ano 217 um desses se tornou o Papa Calisto I (217-223), cujo nome ficou ligado a uma dessas regiões. Essa Roma subterrânea é imensa; algumas delas têm cinco andares e a mais profunda chega a 25 metros abaixo da superfície. O total de seu comprimento é algo em torno de mil quilômetros. A de Santa Sabrina, que não é a mais extensa, tinha 16.500 metros quadrados de superfície e 1600 metros de comprimento, com 7736 túmulos (Rops, Vol. I, p. 200).

Os cadáveres se depositavam em nichos construídos nas paredes dos corredores, alguns tão estreitos que só permitiam passar uma pessoa. Mas existiam lugares onde se alargavam formando pequenas criptas e ali se celebrava a Santa Missa. Ali, na escuridão daqueles lugares, esperava a Igreja, orando e sofrendo com paciência, que chegasse a hora de brilhar a luz do sol.

Nelas se encontram muitas figuras religiosas pintadas, o que mostra que os primeiros cristãos nunca rejeitaram as imagens. Encontramos a mais antiga imagem da Virgem Maria nas catacumbas de Priscila, em Roma. Pode-se ver claramente a representação do mistério central da nossa fé, a Encarnação: “Ali se vê a figura de um homem que aponta para uma estrela, situada acima da Virgem com o Menino, um profeta, provavelmente Balaão a anunciar que um astro procedente de Jacó se torna chefe” (Nm 24,17) (Catecismo da Igreja, Ed. Loyola, pp. 19-20).

Pode-se conhecer muito da história do Cristianismo nascente pela imensa quantidade de documentos arqueológicos encontrados nas catacumbas: diversos textos, cartas de bispos e santos, obras místicas, etc., que podem ser vistos no livro de Fabrizio Mancinelli.

De 117 a 138, reinou Adriano, que construiu o seu famoso mausoléu, hoje chamado de Castelo de Sant´Angelo próximo do Vaticano. A princípio Adriano mostrou certa tolerância com os cristãos, até que em 133 os romanos travaram três anos de guerra contra os judeus na Terra Santa e Adriano mandou profanar ali os lugares sagrados, tanto dos judeus como dos cristãos, sem que estes tivessem participado das revoltas contra o Império. Ele implantou o paganismo na Terra Santa e construiu sobre os lugares santos do Cristianismo, templos aos deuses romanos. A Palestina foi transformada na província romana Aelia Capitolina e a entrada em Jerusalém foi proibida a judeus e cristãos. O templo de Salomão foi transformado em templo de Júpiter; o Gólgota (Calvário) foi todo coberto para desaparecer, e sobre o túmulo de Jesus foi construído um templo a Vênus. Isto fez com que Santa Helena, no século IV, pudesse encontrar exatamente os lugares sagrados. Do mal Deus sabe preparar o bem.

Infelizmente os cristãos foram erroneamente identificados com os judeus, piores inimigos dos romanos; e a perseguição recomeçou, com muitos mártires. Em sua perseguição morreram os Papas Sisto I (115-125) e Telésforo (125-136).

De 138 a 161 reinou Antonino Pio e a perseguição continuou. O Liber Pontificalis e o Martirológio Romano afirmam que o Papa Santo Higino (136-140) sofreu o martírio no dia 11 de janeiro de 140 durante esta perseguição e foi sepultado junto ao corpo de São Pedro no Vaticano. O Martirológio diz ainda que foram mártires sete filhos da senhora Felicidade:

“Em Roma [festeja-se] a paixão dos santos sete irmãos mártires, isto é Januário, Félix, Filipe, Silvano, Alexandre, Vidal e Marcial no tempo do imperador Antonino, quando era prefeito da cidade Públio. Entre esses, Januário, após ter sido açoitado com varas e padecido no cárcere, foi morto com flagelos chumbados; Félix e Filipe foram mortos a cacete, Silvano foi jogado num precipício; Alexandre, Vidal e Marcial foram punidos com sentença capital” (Sgarbossa, 1996, p. 216).

De 161 a 180 reinou o filósofo estoico Marco Aurélio, que perseguiu os cristãos; foram martirizados São Justino (†165) o senador Apolônio, os Papas Aniceto (155-166), Sotero (166-175) e São Policarpo de Esmirna, que foi discípulo de São João em Éfeso. Em 172 o bispo Melitão de Sardes, na Lídia, escreveu uma Apologia a Marco Aurélio, mostrando que um bom entendimento entre o Estado e a Igreja seria bom para ambos. Também, em 177, Atenágoras de Atenas escreveu ao mesmo imperador e a seu filho Cômodo a respeito dos cristãos.

No ano de 177 um furor popular anticristão estourou em Lião, na Gália, em uma festa. Cerca de cinquenta cristãos, depois de torturados foram jogados às feras por serem “ateus”; não cultuavam os deuses. Em 180 seis cristãos de Cílio, no norte da África foram condenados à morte pelo procônsul Saturnino. O relato deste martírio é o primeiro texto cristão em língua latina.

De 180 a 192, reinou Cômodo, filho de Marco Aurélio; houve também mártires. No entanto, uma das mulheres de Cômodo, Márcia, tinha simpatia pelo Cristianismo e conseguiu que seu esposo diminuísse a perseguição aos cristãos. Muitos cristãos foram livres do exílio, da prisão e trabalhos forçados que estavam sofrendo. Embora o Cristianismo tenha sido considerado ilegal, a perseguição diminuiu e a Igreja pôde descansar durante um tempo. Mas a perseguição voltaria pesada no século III.

De 193 a 211, reinou Septímio Severo, que baixou um decreto contra os cristãos e judeus, e proibiu as conversões ao Cristianismo. Foram martirizados: Santa Perpétua e Santa Felicidade, em Cartago; Clemente de Alexandria e os Papas Vitor I (189-199) e Zeferino (199-217).

Tertuliano (†220) em 197, escreveu o seu Apologeticum aos governantes do Império, onde ataca as violações do direito nos processos contra os cristãos: falta de advogado, torturas usadas, condenação apenas por causa do nome de cristãos, enquanto os filósofos pagãos podiam negar impunemente a existência dos deuses. Ele escreveu que: “Pendemos da cruz, somos devorados pelas chamas, a espada abre nossas gargantas e as bestas ferozes se lançam contra nós” (Apologeticum 31; cf. 12,50). E fazia esta observação aos pagãos, falando dos cristãos: “Vede como se amam mutuamente e como estão prontos a morrer um pelo outro!” (Idem 39). São Justino (†165), escreveu:

“Cortam-nos a cabeça, crucificam-nos, expõem-nos às feras, atormentam-nos com cadeias, com o fogo, com os suplícios mais terríveis” (Diálogo com Trifão 110, p. 278).

Clemente de Alexandria (†215), escreveu:

“Diariamente vemos com os nossos olhos correr torrentes de sangue de mártires queimados vivos, crucificados ou decapitados” (Stromata II).

Em Roma, a morte dos condenados era para o povo um espetáculo. Dizia o poeta Prudêncio que “a dor de alguns é o prazer de todos” (Contra symmachum II, 11,26).

O Cristianismo era perseguido também pelos escritores pagãos como Celso, platônico, que no ano 178 atacava a fé cristã em suas obras; foi refutado por Orígenes em 245.

FONTE: História da Igreja – Idade Antiga / Escrito por Prof. Felipe Aquino / Cação Nova

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz


 

“A Missa é ação trinitária, não humana”

Não é estranho que muitos cristãos – pausados e até solenes na vida social (não têm pressa), nas suas pouco ativas atuações profissionais, à mesa e no descanso (também não têm pressa) – se sintam apressados e apressem o Sacerdote na sua ânsia de encurtar, de abreviar o tempo dedicado ao Santíssimo Sacrifício do Altar? (Caminho, 530)

A Missa – insisto – é ação divina, trinitária, não humana. O sacerdote que celebra está a serviço dos desígnios do Senhor, emprestando-lhe seu corpo e sua voz. Não atua, porém, em nome próprio, mas in persona et in nomine Christi, na Pessoa de Cristo e em nome de Cristo.


O amor da Trindade pelos homens faz com que, da presença de Cristo na Eucaristia, nasçam para a Igreja e para a humanidade todas as graças. Este é o sacrifício profetizado por Malaquias: Desde o nascer do sol até o ocaso, é grande meu nome entre os povos; e em todo o lugar se oferece ao meu nome um sacrifício fumegante e uma oblação pura. É o Sacrifício de Cristo, oferecido ao Pai com a cooperação do Espírito Santo: oblação de valor infinito, que eterniza em nós a Redenção que os sacrifícios da Antiga Lei não podiam alcançar. (É Cristo que passa, 86)

Fonte: Paraclitos 


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