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Eleições 2016:CNBB lança cartilha de Orientação Política

O objetivo da Cartilha é contribuir para a formação política das pessoas, motivá-las à participação no processo político e fornecer critérios para orientá-las nas eleições municipais deste ano.

A cartilha é elaborada numa linguagem simples, é didática e com 24 páginas coloridas. Traz indicações básicas sobre o universo da política a partir do olhar da Igreja Católica e trata das mudanças na legislação eleitoral.

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Preço:

– R$ 0,90  a unidade (Pedido mínimo 100 unidades)

Pode-se fazer o pedido diretamente pelo site www.cnbbs2.or.br 

Informações: DIOCESE DA CAMPANHA/MG

Portal Terra de Santa Cruz

A CNBB e a Reforma Política.

A reforma política, um dos itens mais citados na pauta das manifestações populares realizadas no País desde 2013, é uma necessidade urgente.

No documento “Por uma reforma do Estado com participação democrática”, a CNBB, em 2010, já apontava alguns dos graves motivos que justificam a necessidade da reforma política: “as crises consecutivas nas casas legislativas em todos os níveis da Federação, os escândalos que se sucedem nos executivos em suas relações com o capital privado e nas suas relações nada republicanas com os legislativos pertinentes” (doc. 91 da CNBB, 100). O documento defende a participação “de todas as instâncias da cidadania” no processo da reforma política e sugere “alguns eixos básicos para nortear a definição das propostas”.

Tendo concluído, após debates internos, que, ao consenso da inadiável necessidade da reforma, somava-se, na sociedade brasileira, o mais forte dissenso sobre como fazê-la e que pontos considerar, e entendendo que só a mobilização popular poderia lograr êxito no propósito da desejada reforma política, a CNBB uniu-se à OAB, ao Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral e à Plataforma dos Movimentos Sociais pela Reforma do Sistema Político e decidiu convidar, em agosto de 2013, várias entidades para discutir uma proposta a ser apresentada ao Congresso Nacional por meio de um projeto de lei de iniciativa popular. Nascia, ali, a Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas, que hoje reúne mais de cem entidades.

A diversidade das propostas analisadas exigiu muito discernimento e diálogo entre as entidades da Coalização, que, ao final dos debates, entraram em consenso em torno de quatro pontos: a proibição do financiamento de campanhas por empresas; a adoção do voto proporcional em dois turnos, denominado voto transparente; a alternância de homens e mulheres nas listas de candidatos e o fortalecimento da democracia mediante a regulamentação do artigo 14, caput, da Constituição Federal, que trata das formas como é exercida a soberania popular. Das reuniões, resultou a elaboração de um projeto de lei de iniciativa popular que detalha cada um desses pontos (www.reformapoliticademocratica.com.br).

O projeto recebeu o endosso da 52ª Assembleia Geral da CNBB, em maio de 2014, com a aprovação do documento “Pensando o Brasil”. Por iniciativa da Coalizão, o Projeto (PL 6316/2013), foi apresentado, mediante subscrição de parlamentares de diversos partidos, à Câmara dos Deputados, onde tramita desde agosto de 2013. Para apoiá-lo, está-se realizando a coleta de 1,5 milhão de assinaturas de eleitores, providência fundamental para pressionar o Congresso a votar mais esta proposta de iniciativa popular.

Ao declarar seu apoio ao Projeto, a CNBB o faz com a consciência de que é dever da Igreja cooperar com a sociedade para a construção do bem comum, conservando a autonomia e independência que a caracterizam em relação à comunidade política, como lembra o Concílio Vaticano II (GS 76). Se à Igreja não cabe assumir a responsabilidade da organização política da sociedade nem colocar-se no lugar do Estado, como nos recorda Bento XVI, tampouco pode ela ficar alheia à luta pela justiça. “Toca à Igreja, e profundamente, o empenhar-se pela justiça trabalhando para a abertura da inteligência e da vontade às exigências do bem” (Deus Caritas Est, 28).

A CNBB acredita que, para levar a bom termo um empreendimento tão amplo e complexo como a reforma política, é preciso juntar esforços e superar os radicalismos e as ideias preconcebidas que obstruem a via do diálogo e impedem o aperfeiçoamento da democracia. Considera saudável, tanto para o mundo político quanto para a Igreja, o pluralismo que marca a sociedade democrática na qual vivemos: ele favorece o diálogo, o debate respeitoso e a busca de harmonia nas diferenças. Por isso, quanto ao projeto que tem o seu apoio, a CNBB se declara aberta ao debate e reitera profundo respeito à pluralidade que enriquece a sociedade brasileira.

Escrito por: Cardeal Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida (SP) e Presidente da CNBB.

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 Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz 

 

Artigo: Reconstrução Política|Por Dom Walmor…

A reconstrução política é meta basilar neste momento crítico vivido pela sociedade brasileira. Trata-se de prioridade, que deve anteceder qualquer questão meramente partidária. É incontestável a necessidade de se promover uma qualificação específica no âmbito dos partidos, que precisam superar os interesses cartoriais e o fisiologismo.  Quando se prioriza interesses mesquinhos de grupos, são comprometidas instâncias democráticas e cidadãs, produzindo crises. É lamentável quando o âmbito partidário torna-se um “quartel” na defesa de interesses de poucos, na contramão da cidadania, para alimentar esquemas de corrupção e a depredação do erário.

Os desvirtuamentos da política em razão das mediocridades partidárias são evidentes, urgindo reconfigurações mais radicais. O problema é que há resistências de todo o tipo. Basta analisar sobre o tanto que se discutiu a respeito da reforma política. A casa maior do Legislativo não conseguiu assimilar contribuições sérias e com força para conduzir a política partidária no rumo de uma qualificação melhor. É terrível a postura de certos políticos que deveriam exercer a nobre missão de representar o povo e de se colocar a seu serviço com lucidez legislativa capaz de reorientar caminhos. Hoje, por exemplo, no “olho do furacão” da crise econômica, agravada pela crise política, alguns representantes da população, em causa própria, votam aumento de seus próprios salários. Exemplar, cidadã e destemida foi a atitude de uma comunidade que impediu a vereança do seu município de aumentar os próprios vencimentos.

Há, na verdade, uma “ladainha” de vícios no âmbito da política partidária que precisa de correções, retardadas pela falta de estatura dos que se oferecem à tarefa-missão de representar o povo, suas comunidades e seus interesses. Condenáveis são as disputas partidárias, o tirar proveito de situações, a atitude de se apresentar como tendo “a carta na manga” para solucionar problemas complexos. Percebe-se que é preciso uma reconstrução política que atinja as raízes da cidadania. Para isso, é necessário, agora, aprender as lições que toda crise ensina, numa cultura cidadã nova e diferente. Ao lado do empenho nos urgentes entendimentos políticos, para a formação de consenso em torno de agendas que viabilizem a superação da crise econômica, é hora de um pacto de reeducação cidadã.

Não basta apenas corrigir as instâncias governamentais e as instituições políticas. É preciso convocar cada cidadão, da criança ao mais velho, a acolher e a refletir sobre o peso próprio da crise. Não se pode correr o risco de deixar essa discussão simplesmente nas mesas dos representantes do povo, dos governos. As pancadas nas panelas – como legítima manifestação de protesto cidadão – precisam ser martelos na consciência de todos. Assim, será possível alcançar uma sensibilidade que sustente atitudes na contramão do consumismo, do desperdício, da indiferença para com os pobres e do desrespeito ao bem comum.  Também poderá ser superada a produção que busca somente o lucro, dando lugar a razões nobres e próprias de uma cidadania que consegue ir além de interesses particulares.

É importante e indispensável que as lições das crises “martelem” as consciências na mesa das casas de cada família, nas salas das escolas, nos templos religiosos, no auge dos shows artísticos, nas festas e eventos de todo tipo, nas manifestações públicas e em cada coração. Trata-se de caminho para obter o entendimento e a lucidez que são necessários diante das muitas adversidades. Existem saídas para as crises. Porém, elas não são encontradas porque, de modo geral, não se quer abrir mão de privilégios, reconfigurar gastos, orçamentos e projetos.

Pode-se chegar ao absurdo de não se mover, esperando que alguém ou alguma instância “faça milagre”, na ilusão de depois continuar a usufruir de benesses até então garantidas. Isto é prática que revela mesquinhez.  Das crises, podem nascer consequências positivas. Basta lembrar que certos países, em período pós-guerra, reconfiguraram o tecido de sua cultura para se reerguerem e avançarem no que é interesse de todos. Que o momento atual da sociedade brasileira torne-se oportunidade para as mudanças necessárias, particularmente em uma reconstrução política que ampare o exercício da cidadania.

Escrito por Dom Walmor Oliveira de Azevedo 

Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte

Fonte: (RV)


Adaptação : Portal Terra de Santa Cruz

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Sacerdotes que pregam a Teologia da Libertação são excomungados pelo Papa e estes ainda tem a arrogância de afrontar sua Santidade!

A Teologia da Libertação diz quer justiça social, preferência aos pobres, felicidade somente aqui na terra e botam em segundo plano a salvação das almas!

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Sacerdotes que pregam a Teologia da Libertação são excomungados pelo Papa e estes ainda tem a arrogância de afrontar sua Santidade!

“Tudo é permitido, mas nem tudo é oportuno. Tudo é permitido, mas nem tudo edifica. Ninguém busque o seu interesse, mas o do próximo”. (I Cor. 10,23-24)   Ou seja quando não evangelizamos não buscamos o interesse do próximo, quanto mais o de Deus que mais importa! Querem alguns antes impor suas próprias idéias e filosofias aos leigos mais destraidos, que inocentes não percebam o dano a sua salvação.

“Mas temo que, como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim se corompam os vossos pensamentos e se apartem da sinceridade para com Cristo. Porque quando aparece alguém pregando-vos outro Jesus, diferente daquele que temos pregado, ou se trata de aparecer outro espírito, diferente do que haveis recebido, ou outro evangelho, diverso do que haveis abraçado, de boa mente o aceitais”. (II Cor 11,3-4)

Este falso zelo da Teologia da Libetação pela Igreja e pelo Evangelho de que estamos ajudando o povo a viver bem melhor neste mundo por parte de alguns, acham e ensinam que á esperança de um mundo melhor que não virá.

Quando na verdade deveríamos estar ensinando a cumprir e a viver os mandamentos, que muitos não estão seguindo, como no caso do dizimo por exemplo.

Dai se vê um povo paganizado com uma Evangelização deficiente sem saber que o que se prega muitas vezes no pulpito se trata de Teologia da Libertação. E que esta filosofia herética e pagã em todo seu conteúdo não se enquadra nos ensinamentos de nosso Senhor Jesus Cristo.

E muitos incautos estão caindo nessa armadilha! (Efe. 4,17-24)

“Ai daqueles que o mal chamam bem, e ao bem, mal, que mudam as trevas em luz e a luz em trevas, que tornam doce o que é amargo, e amargo o que é doce!”. (Isaías 5.20)

Já podem ter recebido sua recompença nesta vida!

O que Jesus de fato disse foi: “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.” (Marcos 16:15)

“Estai de sobreaviso, para que ninguém vos engane com filosofias e vãos sofismas baseados nas tradições humanas, nos rudimentos do mundo, em vez de se apoiar em Cristo”. (Col. 2,8)

Nota: Infelizmente ainda tem gente que prega isto em nossa região e até indica livros.

Povo de Deus conheça o pensamento do Papa Bento XVI sobre a Teologia da Libertação

É importante conhecer o pensamento do nosso Papa em alguns assuntos que são fundamentais para a fé e a moral cristã, pois o Papa é o Pastor universal das almas.

Esses ensinamentos foram dados quando ele era ainda o Cardeal Ratzinger.

Encontramo-nos, em resumidas contas, em uma situação singular: a teologia da libertação tentou dar ao cristianismo, cansado dos dogmas, uma nova praxe mediante a qual finalmente teria lugar a redenção. Mas essa praxe deixou, para trás de si, ruínas em lugar de liberdade. Fica o relativismo e a tentativa de nos conformar com ele. Mas o que assim nos oferece é tão vazio que as teorias relativistas procuram ajuda na teologia da libertação, para, a partir dela, poder ser levadas a prática». (Conferência em Guadalajara (México). Novembro de 1996.) Não se pode tampouco localizar o mal principal e unicamente nas ‘estruturas’ econômicas, sociais ou políticas más, como se todos os outros males se derivassem, como de sua causa, destas estruturas, de sorte que a criação de um ‘homem novo’ dependesse da instauração de estrutura econômicas e sócias-políticas diferentes. Certamente há estruturas iníquas e geradoras de iniqüidades, que é preciso ter a valentia de mudar. Frutos da ação do homem, as estruturas, boas ou más são conseqüências antes de ser causas. A raiz do mal reside, pois, nas pessoas livres e responsáveis, que devem ser convertidas pela graça de Jesus Cristo, para viver e atuar como criaturas novas, no amor ao próximo, a busca eficaz da justiça, do domínio de sim e do exercício das virtudes». Quando fica como primeiro imperativo a revolução radical das relações sociais e se questiona, a partir daqui, a busca da perfeição pessoal, entra-se no caminho da negação do sentido da pessoa e de sua transcendência, e se arruína a ética e seu fundamento que é o caráter absoluto da distinção entre o bem e o mal. Por outra parte, sendo a caridade o princípio da autêntica perfeição, esta última não pode conceber-se sem abertura aos outros e sem espírito de serviço. Recordemos que o ateísmo e a negação da pessoa humana, de sua liberdade e de seus direitos, estão no centro da concepção marxista. Esta contém pois enganos que ameaçam diretamente as verdades da fé sobre o destino eterno das pessoas. Ainda mais, querer integrar na teologia uma ‘análise’ cujos critérios de interpretação dependem desta concepção atéia é encerrar-se em ruinosas contradições. O desconhecimento da natureza espiritual da pessoa conduz a subordiná-la totalmente à coletividade e, portanto, a negar os princípios de uma vida social e política de acordo com a dignidade humana. Esta concepção totalizante impõe sua lógica e arrasta as ‘teologias da libertação’ a aceitar um conjunto de posições incompatíveis com a visão cristã do homem. Em efeito, o núcleo ideológico, tirado do marxismo, ao qual faz referência, exerce a função de um princípio determinante. Esta função lhe deu em virtude da qualificação de científico, quer dizer, de necessariamente verdadeiro, que lhe atribuiu. As teologias da libertação», que têm o mérito de ter valorizado os grandes textos dos Profetas e do Evangelho sobre a defesa dos pobres, conduzem a um amalgama ruinosa entre o pobre da Escritura e o proletariado de Marx. Por isso o sentido cristão do pobre se perverte e o combate pelos direitos dos pobres se transforma em combate de classe na perspectiva ideológica da luta de classes. A Igreja dos pobres significa assim uma Igreja de classe, que tomou consciência das necessidades da luta revolucionária como etapa para a libertação e que celebra esta libertação em sua liturgia.

(Instrução sobre alguns aspectos da Teologia da Libertação LIBERTATIS NUNTIUS. Agosto de 1984)

Por Papa Emérito Bento VXI


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