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Hora da Família 2017: Família, uma luz para a vida em sociedade”

Família, uma luz para a vida em sociedade” é o tema do subsídio Hora da Família 2017

Neste ano, a reflexão está em sintonia com o impulso da Igreja no Brasil para que seja percebida a importância das ações dos cristãos leigos e leigas na sociedade. O material, preparado pela Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB, por meio da Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF), propõe os sete encontros da Semana Nacional da Família, Leitura Orante da Palavra e celebrações em família. “Desejamos que, ao refletir sobre os sete temas propostos, nossas famílias cresçam na harmonia e na disposição de Servir melhor a Deus sendo realmente uma luz para a sociedade”, espera o assessor nacional da Comissão para a Vida e Família da CNBB e secretário executivo da CNPF, padre Jorge Alves Filho.

Os encontros para a Semana Nacional da Família, que neste ano será de 13 a 19 de agosto, são compostos de orações, cantos, momentos de escuta da Palavra de Deus e de partilha. Em cada um destes, a reflexão da temática é direcionada a partir de textos bíblicos, de trechos de documentos do Magistério da Igreja e de pequenas histórias.

“Família, luz para vida em sociedade” – Hora da Família 2017

Entre os documentos da Igreja dos quais os trechos foram extraídos, estão as exortações apostólicas Amoris Laetitia – sobre o amor na família, do papa Francisco, e Familiaris Consortio, de São João Paulo II; o Documento de Aparecida; o Catecismo; e o Documento 105 da CNBB “Cristãos leigos e leigas na Igreja e na sociedade – sal da terra e luz do mundo”.

A intenção, de acordo com padre Jorge, é que as famílias tornem-se promotoras da transformação da sociedade em lugar de justiça, fraternidade e paz.
Este ano, como compromisso de fé, amor e missão, as famílias poderão consagrar sua casa à Sagrada Família de Nazaré.

Novidades

Neste ano, além dos tradicionais encontros celebrativos para o Dia das Mães e o Dia dos Pais, o Hora da Família apresenta uma sugestão de Leitura Orante com o tema “Valor e virtude do amor”, a partir do texto bíblico contido em I Coríntios, capítulo 13. Outra novidade é a Consagração à Sagrada Família, ao final da celebração da Sagrada Família, que deve ser feita no dia 31 de dezembro. Para este momento, as famílias poderão utilizar o encarte com a imagem da Sagrada Família para consagração da casa como compromisso de fé, amor e missão.

Encontros
1º Encontro: O perfil mariano da Igreja;
2º Encontro: A família;
3º Encontro: A necessária mudança de mentalidade e de estrutura;
4º Encontro: Igreja, comunhão na diversidade;
5º Encontro: O perdão na família: fonte de reconciliação e libertação;
6º Encontro: Serviço cristão no mundo;
7º Encontro: A família promotora da misericórdia na sociedade.

Como adquirir

O subsídio “Hora da Família” é distribuído pela Secretaria Executiva Nacional da Pastoral Familiar (Secren). Encomendas podem ser feitas pela Loja virtual, pelo telefone (61) 3443-2900 ou ainda pelo e-mail vendas@cnpf.org.br

O material também é distribuído pelos casais coordenadores e agentes da Pastoral Familiar nos encontros regionais e diocesanos.

CD Hora da Família 2017

Download do material de divulgação:

Fonte: Portal Kairos / CNBB

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização

Você é madrinha ou padrinho? Sabe o que isso significa?

É sempre um presente maravilhoso ser convidado a apadrinhar alguém, pois este é um serviço de amor. Mas será que temos claro o que isso realmente significa?

Apresentamos, a seguir, 7 ideias sobre a missão que você tem como padrinho/madrinha:

1. Sua vida é seu currículo

Seu testemunho de vida é fundamental para iluminar a vida do seu afilhado em seu caminho cristão.

2. Dê o melhor presente

O melhor presente que você pode dar para o seu afilhado não é algo material no aniversário ou no Natal, e sim um acompanhamento sincero da sua vida espiritual e da sua relação com Jesus.

3. Você não é um pai/mãe substituto(a)

Faz parte da sua missão acompanhar também os pais do seu afilhado, fazer parte dessa família espiritual unida pela fé.

4. Compartilhe o que você tem de melhor

Os padrinhos compartilham sua fé; portanto é preciso alimentá-la e fazê-la crescer, estar preparados para responder às dúvidas do afilhado e acompanhá-lo em seus momentos de escuridão, iluminados especialmente pela Palavra de Deus.

5. Pratique o que você ensina

Os padrinhos são chamados a ser assíduos em sua paróquia, comprometidos com sua fé e com a vida da Igreja, especialmente no que diz respeito à vivência dos sacramentos.

6. Mantenha-se próximo

Procure criar um laço afetivo real com seu afilhado e sua família, compartilhando o tempo juntos, conhecendo seu processo e seu desenvolvimento como pessoa e como cristão.

7. Assuma sua responsabilidade plenamente

O batismo abre as portas do céu ao batizado, que se torna parte da Igreja, filho de Deus e com vocação à vida eterna. Quem aceita ser padrinho ou madrinha o faz de forma permanente, como demonstração de amor, mas também como um serviço a Deus, acompanhando esse novo cristão em seu desenvolvimento e amadurecimento.

Quem aceita este desafio e esta responsabilidade o faz para sempre, pois a condição de filho de Deus é eterna; portanto sua tarefa de amor, companhia, cuidado e orientação não acaba quando seu afilhado se torna adulto, mas continua durante a vida inteira.

Fonte: Aleteia

Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização

Festa da Sagrada Família – Família de Nazaré, modelo para as famílias cristãs do mundo.

Quando Deus quis, no seu amor, enviar seu Filho para morar entre nós, Ele escolheu uma família para receber Verbo Divino. Com isso Deus marcou com maior dignidade a família humana e mostrou que esta instituição é essencial para o desenvolvimento da pessoa.

A família de Nazaré tornou-se assim o modelo para as famílias cristãs do mundo. A bondade de Maria e a justiça de José deveriam ser as virtudes procuradas pelos pais e mães de família. Em Nazaré, Jesus aprendeu a andar, correr, brincar, comer, rezar, cresceu, estudou, foi aprendiz e auxiliar de seu pai adotivo José, a quem amava muito e por ele era muito amado também.

Jesus nasceu numa verdadeira família para receber tudo o que necessitava para crescer e viver, mesmo sendo muito pobre. Teve o amor dos pais unidos pela religião, trabalhadores honrados, solidários com a comunidade, conscientes e responsáveis por sua formação escolar, cívica, religiosa e profissional.

Essa família é o modelo de todos os tempos. É exemplar para toda a sociedade, especialmente nos dias de hoje, tão atormentada por divórcios e separações de tantos casais, com filhos desajustados e todos infelizes. A família deve ser criada no amor, na compreensão, no diálogo, com consciência que haverá momentos difíceis e crises.

Cada homem e cada mulher que deixam o pai e a mãe para se unirem em matrimônio e constituir uma nova família não o podem fazer levianamente, mas devem fazê-lo somente por um autêntico amor, que não é uma entrega passageira, mas uma doação definitiva, absoluta, total até a morte.

Por  Padre Evaldo César de Souza, CSsR – A12.com

Papa Francisco consagra as famílias à Família de Nazaré

Jesus, Maria e José, em Vós contemplamos o esplendor do verdadeiro amor e, confiantes, a Vós nos consagramos.

Sagrada Família de Nazaré, tornai também as nossas famílias lugares de comunhão e cenáculos de oração, autênticas escolas do Evangelho e pequenas igrejas domésticas.

Sagrada Família de Nazaré, que nunca mais haja nas famílias episódios de violência, de fechamento e divisão; e quem tiver sido ferido ou escandalizado, seja rapidamente consolado e curado.

Sagrada Família de Nazaré, fazei que todos nos tornemos conscientes do carácter sagrado e inviolável da família e da sua beleza no projeto de Deus.

Jesus, Maria e José, ouvi-nos e acolhei a nossa súplica. Amém.

Papa Francisco

Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização 

O Céu faz festa quando uma criança nasce, quando a vida se manifesta e vem até nós

De fato, a Vida manifestou-se e nós a vimos, e somos testemunhas, e a vós anunciamos a Vida eterna, que estava junto do Pai e que se tornou visível para nós” (1João 1, 2).

Estamos celebrando a vida eterna que Deus nos trouxe. Não dá para pensarmos na vida sem pensarmos nas crianças, sobretudo porque, quando uma criança nasce, a vida faz festa, porque o nascimento é um grande motivo de alegria não só para o pai e mãe, mas para todos aqueles que fazem parte desse contexto. O nascimento de uma criança deve ser motivo de festa para todo o universo!

O Céu faz festa quando uma criança nasce, quando a vida se manifesta e vem até nós. Cada vida é uma manifestação do amor de Deus entre nós, cada vida que vem à luz é uma manifestação da graça de Deus no meio de nós. É verdade que cada uma delas precisa se revestir da graça divina; e não é à toa que levamos nossas crianças para serem batizadas, para que, desde pequenas, recebam a graça de se tornarem também filhos e filhas de Deus.

Quem nos deu o dom da vida, esse presente, foi Jesus, Nosso Senhor e Salvador, foi o Seu nascimento que nos trouxe a vida nova, à qual somos chamados a viver. Por isso, nesse contexto das Oitavas de Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, queremos fazer uma reverência à vida, queremos realmente assumir a vida nova que Ele nos trouxe e que está pulsando no coração de uma mãe que está grávida. A vida que está pulsando em crianças que estão hospitalizadas e doentes. A vida que está pulsando em uma pessoa, mesmo sendo adulta ou já idosa, mas é uma vida e nós a amamos desde o momento de sua concepção até o último entardecer dela.

A vida de uma criança não é mais valiosa do que a de um idoso. Todos precisamos celebrar a vida, cuidar dela, porque é muito preciosa! É preciso dizer também que não basta viver, é dar-lhe sentido, celebrando-a como dom sagrado. E para que a vida seja celebrada, é preciso introduzir nela o sagrado, que é Deus, é Jesus, a vida nova que Ele trouxe a cada um de nós.

Permita-me dizer ao seu coração: dê qualidade a sua vida. Fala-se tanto em qualidade de vida, de levar a vida com qualidade, e sempre se lembra dos elementos para ter uma boa saúde, boa alimentação e exercícios físicos. Tudo isso é muito importante, não abra mão disso, dê qualidade à sua vida, mas não traga somente qualidade humana para sua vida, qualifique-a no sentido mais sagrado que ela tem. Dê um sabor divino a ela, dê-Lhe o sabor de Deus, o gosto d’Ele que sua vida merece. Que assim seja a vida na sua casa, com seus filhos, onde quer que você esteja.

Onde está o tempero da nossa vida? Manifeste que a sua vida tem gosto, que o tempero d’Ela é Jesus, pois Ele veio para ser sal, fermento, para ser luz! Jesus veio para trazer o equilíbrio interior que nossa vida tanto necessita.

Acolher Jesus é acolher a vida nova no Senhor!

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Deus abençoe você!

Por Padre Roger Araújo, Sacerdote e Jornalista da Comunidade Canção Nova

Adaptação/Foto: Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização 

ESPECIAL JMJ: Papa Francisco fala aos aos recém-casados na Janela Papal do Arcebispado – Cracóvia

Há três palavras que podem ajudar a viver a vida em matrimônio, porque o matrimônio tem suas dificuldades. São: Por favor, obrigado e perdão.
Por favor. Sempre pergunte a mulher ao marido, e o marido à mulher: “O que você pensa?”, nunca tome decisões por conta própria. Segunda palavra: obrigado.  Quantas vezes o esposo deve dizer à esposa “obrigado”? Quantas vezes a esposa deve dizer ao esposo “obrigada”? Agradeçam-se mutuamente, por que o sacramento do matrimônio é celebrado por ambos e essa relação sacramental se mantém para sempre.
E a terceira palavra é perdão. É uma palavra muito difícil de pronunciar. No matrimônio, sempre tem algum desentendimento. Pedir perdão faz muito bem.Vejo jovens famílias, recém-casadas, muitos estão casados e outros estão por casar. São três palavras que ajudarão na vida matrimonial: por favor, obrigado e perdão.Repitamos juntos: por favor, obrigado, perdão. Mais alto: POR FAVOR, OBRIGADO, PERDÃO.
Bem, tudo isto é muito bonito dizer na vida matrimonial mas há sempre problemas e discussões. As discussões entre marido e mulher são normais. Levantam a voz, discutem. E às vezes até os pratos voam.
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Não se preocupe quando isso acontecer. Dou-lhes um conselho: nunca terminem o dia sem fazer as pazes. E assim, no dia seguinte, poderão se olhar nos olhos, não faltando o diálogo. E se encerra. Quando há amor, um gesto basta.
Vamos rezar por todas as famílias presentes, pelos casados que compreendem estas coisas e aos que se casarão.
Rezemos a Ave Maria, cada um no seu idioma. Rezem por mim! De verdade, rezem por mim! Boa noite e bom descanso.
Tradução: Por Portal Terra de Santa Cruz ( não é oficial do Vaticano) 
Foto: Rádio Vaticano (SP)

“A beleza da vocação matrimonial” é tema Congresso Internacional de Famílias

Evento é promovido pela Obra das Famílias do Movimento de Schoenstatt “A beleza da vocação matrimonial” é o tema do Congresso Internacional de Famílias, que será promovido pela Obra das Famílias do Movimento Apostólico de Schoenstatt, de 15 a 17 de julho, em Londrina (PR). O evento é inspirado pelas últimas assembleias sinodais e pela “corrente de reflexões” sobre a família que anima a Igreja, de acordo com os organizadores.

Para o evento, são esperados representantes de toda a Obra das Famílias de Schoenstatt – que é formada pela Liga Apostólica, União Apostólica e Instituto de Famílias – de vários países. No Brasil, cerca de 2 mil famílias integram as comunidades de Schoenstatt.

O Congresso terá entre os palestrantes o casal Luis e Pilar Jensen, do Chile, que fez parte da comissão para o Sínodo das Famílias. Outra palestrante será a irmã Maria Fernanda Balan, que atuou por vários anos na Pastoral Familiar junto à CNBB. Os assistentes nacional e internacional do Instituto de Famílias de Schoenstatt, respectivamente, padre Ivan Simicic e padre Marcel Mouras, também serão facilitadores do Congresso, assim como o casal de argentinos Pepo e Patricia Kostner, membros da direção geral do Instituto.

 Memória

A história do primeiro casal a ingressar no Instituto de Famílias será um dos enfoques do encontro, segundo a organização. Helene e Friedrich Kühr foram co-fundadores, junto ao padre José Kentenich, da Obra Familiar de Schoenstatt.

Friedrich Kühr, diplomata alemão, foi prisioneiro no campo de concentração de Dachau, onde conheceu o padre José Kentenich. Ele fez sua consagração e se tornou o primeiro noviço do Instituto em 16 de julho de 1942. Helene, por sua vez, viajara ao Brasil para conhecer as terras que haviam comprado em Rolândia (PR). No contexto de guerra, ela não pôde voltar para a Alemanha e ficou separada do marido por dez anos, enquanto ele estava preso. Em 1947, Kühr conseguiu viajar ao Brasil para encontrá-la. Eles permaneceram juntos, morando em Rolândia, até 1950, quando ele faleceu.

O Congresso deve vincular a vida matrimonial com o amor conjugal da família Kühr. “Eles são um exemplo para o tempo de hoje; ficaram dez anos separados fisicamente, estiveram numa guerra, tiveram todas as privações e, mesmo assim, mantiveram o amor entre eles, se mantiveram unidos”, conta o casal Diógenes e Paulina Lawand, do Instituto de Famílias. “Hoje nós vivemos grandes desafios na família, principalmente da relação homem-mulher, do amor conjugal. O papa, com o sínodo, retoma de novo o valor e importância da família. Para nós, os Kühr são uma resposta para o tempo atual. Hoje, por muito menos as pessoas se separam, desistem do casamento, então que possamos tê-los como modelo”, afirmam.

Com informações e fotografia do Instituto de Familias de Schoenstatt

Fonte: CNBB.

Adaptação:Portal Terra de Santa Cruz – Boa Nova Web Radio – A Serviço da Evangelização

 

Cardeal Sarah: Ideologia de gênero é mortal e demoníaca

O Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos no Vaticano, Cardeal Robert Sarah, afirmou que a ideologia de gênero é “demoníaca” e um “impulso mortal” que ataca as famílias.

Assim o indicou o Cardeal africano em sua intervenção no tradicional ‘National Catholic Prayer Breakfast’, em Washington (Estados Unidos), no qual se reuniram diversos líderes do país para tratar diversos temas de grande importância.

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Cardeal Robert Sarah. Crédito: Sabrina Fusco (ACI Prensa)

Em sua exposição, o Cardeal disse que em nenhum lugar a perseguição religiosa é “mais clara que na ameaça das sociedades contra as famílias através da uma demoníaca ideologia de gênero, um impulso mortal que se experimenta em um mundo no qual extirpa cada vez mais Deus através da colonização ideológica” denunciada em distintas ocasiões pelo Papa Francisco.

O Prefeito disse ainda que defender a família é uma tarefa fundamental na sociedade atual: “Não é uma guerra ideológica. Trata-se na verdade de defender-nos a nós mesmos, os nossos filhos e as gerações futuras ante uma ideologia demoníaca (a ideologia de gênero), a qual afirma que as crianças não necessitam mães e pais. Ela nega a natureza humana e quer extirpar Deus de gerações inteiras”.

“A ruptura das relações fundamentais na vida da pessoa – por meio da separação, do divórcio ou das imposições distorcidas da família como a convivência e as uniões do mesmo sexo – é uma ferida profunda que fecha o coração ao amor que se entrega até a morte e que leva ao cinismo e à desesperança”.

Estas situações, continuou o Cardeal, “prejudicam as crianças pequenas ao deixá-las com uma dúvida existencial profunda sobre o amor. São um escândalo e um obstáculo, que faz com que os mais vulneráveis não acreditem em tal amor, e um peso, que esmaga e que pode impedir que se abram ao poder de cura do Evangelho”.

Em meio a tudo isto, disse o Cardeal africano, a Igreja e o Papa Francisco tentam combater a globalização da indiferença.

“Por esta razão o Santo Padre, aberta e vigorosamente, defende o ensinamento da Igreja sobre a anticoncepção, o aborto, a homossexualidade, as tecnologias reprodutivas, a educação das crianças e muitos outros”, indicou o Cardeal.

Atualmente, continuou o Cardeal Sarah, “a violência contra os cristãos não é somente física” como a que sofrem os fiéis do Oriente Médio nas mãos do Estado Islâmico, “mas também política, ideológica e cultural”.

“Esta forma de perseguição religiosa é tão ou mais prejudicial, mas é mais escondida. Não destrói fisicamente, mas espiritualmente”, precisou.

Por isso, o Cardeal disse que atualmente e “em nome da ‘tolerância’ os ensinamentos da Igreja sobre o matrimônio, a sexualidade e a pessoa humana estão sendo desmanteladas” e criticou a legalização das uniões de mesmo sexo, o mandato abortista da administração Obama e as leis que permitem o acesso aos banheiros de acordo com a chamada “identidade de gênero”.

Em seguida, o Cardeal se dirigiu aos participantes do ‘National Catholic Prayer Breakfast’ ressaltando que chegou aos Estados Unidos para “encorajá-los a ser proféticos, fiéis e sobretudo a fim de que rezem”.

“Estas três sugestões – prosseguiu – demonstram que a batalha pela alma da América e a alma do mundo é basicamente espiritual. Mostram que a batalha briga primeiro com nossa própria conversão a Deus a cada dia”.

É importante para esta missão, continuou, um grande discernimento a respeito de como “em suas vidas, em seus lares, em seus locais de trabalho, em sua nação, Deus está sendo reduzido, eclipsado e liquidado”.

Recordando o título do seu livro, o Cardeal concluiu: “ao final, é Deus ou nada”.

“Dieu ou rien” (Deus ou nada) é o nome do livro no qual aparece a extensa entrevista realizada pelo jornalista francês Nicolas Diat ao Cardeal Sarah. Este homem de imprensa também escreveu um livro sobre Bento XVI.

Os temas do livro são variados e não excluem alguns polêmicos como os abusos sexuais de alguns membros do clero e a enérgica e decisiva reação de João Paulo II, Bento XVI e Francisco com sua política de tolerância zero; além das grandes perguntas do mundo pós-moderno que vive longe de Deus.

O Cardeal Sarah foi ordenado sacerdote em 1969 e foi consagrado bispo em 1979, tornando-se o bispo mais jovem do mundo.

Em 2001, foi convocado a Roma pelo Papa João Paulo II para servir como Secretário da Evangelização dos Povos.

Bento XVI o escolheu como presidente do Pontifício Conselho Cor Unum em 2010 e em 2014 o Papa Francisco o nomeou Presidente do dicastério vaticano que é responsável pela liturgia.

Fonte: ACIDIGITAL 

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz – Boa Nova Web Rádio – A Serviço da Evangelização

Bispos brasileiros discutem problemas sociais nas grandes cidades

Arcebispos e bispos de 23 dioceses do Brasil encontraram-se, na segunda-feira, 04, no Centro de Formação Sagrada Família, no bairro Ipiranga, para partilhar experiências a partir de problemas sociais enfrentados nas grandes cidades. Entre os temas abordados pelos bispos, ganharam destaque as questões do mundo da educação, dos imigrantes e refugiados e da população em situação de rua.

Em matéria publicada pelo jornal “O São Paulo”, o arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Pedro Scherer explicou que o momento se propôs a partilhar, de modo informal, as “questões desafiadoras e encaminhamentos pastorais nas grandes metrópoles, que têm muita coisa em comum, a fim de melhor conhecer tais desafios e encontrar possíveis encaminhamentos”.

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Um desses encaminhamentos pastorais apontados pelo cardeal foi tratado pelo bispo auxiliar da arquidiocese de São Paulo e vigário episcopal para a Educação e a Universidade, dom Carlos Lema Garcia. Ele falou aos prelados sobre a educação católica, em especial, a atuação do Vicariato e das iniciativas realizadas na arquidiocese.

O bispo ressaltou, ainda, a necessidade de “relançar a identidade católica, assumir como próprias as conquistas científicas e sociais. Por exemplo, a dignidade da pessoa humana; o respeito pela vida desde a concepção à morte natural; a família como célula da sociedade; doutrina social e ecologia”.

Já o arcebispo de Campinas (SP), dom Airton José dos Santos, demonstrou preocupação com a terceirização do ensino católico. Para ele, é preciso que as escolas que nascem católicas tenham cuidado para não deixar, com o passar dos anos e o envelhecimento da Congregação que a fundou, que a identidade católica da instituição se perca.

Migrantes e povos de rua

No encontro, os padres Júlio Lancellotti, vigário episcopal para o Povo da Rua; Marcelo Matias Monge, diretor da Cáritas Arquidiocesana de São Paulo; e Paolo Parise, diretor do Centro de Estudos Migratórios apresentaram a realidade da população em situação de rua e falaram sobre a acolhida realizada aos migrantes e refugiados, em São Paulo.

Padre Júlio, por exemplo, explicou aos bispos sobre a necessidade de um censo nacional que seja feito pelo IBGE, para que se saiba o número real de pessoas que estão nas ruas dos municípios, a fim de direcionar políticas públicas específicas. “Por meio do interesse desses bispos, podemos ter o resgate da condição humana e não ficar sempre no ‘penduricalho’, mas ter um resgate humano dessa pessoa”, afirmou.

Ainda de acordo com ele, a conversa com os bispos mostrou a necessidade de uma melhor articulação do trabalho realizado pela Igreja para a população em situação de rua. “É preciso entender que essas pessoas que vivem na rua não são as causas, são os efeitos, e a Igreja tem que ir ao encontro das causas também e não só dos efeitos”, finalizou.

Olimpíadas

O arcebispo do Rio de Janeiro, cardeal João Orani Tempesta, falou sobre as iniciativas desenvolvidas em prol do maior evento esportivo do mundo, que ocorrerá no Brasil, a partir de agosto. Dom Orani citou, entre outros projetos, os 100 dias de Paz. “Essa proposta nos faz pensar que é possível que nações antagônicas  estejam juntas no mesmo refeitório, no mesmo lugar de hospedagem e no mesmo campo de disputa, sem brigas, apenas vivendo o esporte. É possível trabalharmos juntos buscando a paz”, disse.

Congresso Eucarístico

Outro assunto em pauta foi o XVII Congresso Eucarístico Nacional que acontecerá em Belém, também no mês de agosto, com o tema “Eucaristia e partilha na Amazônia missionária”. O arcebispo de Belém, dom Alberto Taveira, disse que o evento vem sendo preparado desde 2010 e falou da importância da região. “Quando vivemos na Amazônia, vemos o quanto a região tem a oferecer ao País e à Igreja”, disse. (SP-CNBB)

FONTE: Vatican Radio 

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz – Boa Nova Web Radio – A serviço da Evagelização

Campanha abortista de globais é o segundo vídeo mais reprovado da história do YouTube

O vídeo “Meu Corpo, Minhas Regras”, um promocional abortista estrelado por atores globais, atinge uma meta histórica: É o segundo vídeo mais reprovado da história do YouTube. Com incríveis 85% de reprovação, o vídeo que foi escandalosamente defendido pela grande mídia  tem um índice enorme de rejeição. A marca foi atingida em apenas 10 dias.

Não curti

Neste momento o vídeo perde apenas para o clipe da cantora norte americana Rebecca Black que teve uma taxa de 88% de deslike.

No entanto, o vídeo se mostra um forte concorrente a tomar a posição do clipe da Rebecca. ( http://fidespress.com)

Se tudo continuar nesse ritmo, poderemos em breve gritar junto a Galvão Bueno: Ééééééééé do Brasil, e ainda criar a #ÉéédaRedeGloboooooo, teriam eles audiência ? Não, ficariam em primeiro lugar no twtter como assunto mais comentado? Também não.

Isso é para mostrar que não adianta Rede Globo ou qualquer outro meio de comunicação do País fazer apologia ao aborto porque não vai vingar jamais, Deus é maior e seu povo respeita e ama a vida, somos todos a favor da Vida – diga não ao aborto!

Por Portal Terra de Santa Cruz

 

Família e vida na Igreja – Sínodo da Família 2015 2ªparte

A família nos documentos da Igreja

Com o decorrer dos séculos, a Igreja não deixou faltar o seu constante e crescente ensinamento sobre o matrimônio e a família. Uma das expressões mais altas deste Magistério foi proposta pelo Concílio Ecumênico Vaticano II, na Constituição pastoral Gaudium et Spes, que dedica um capítulo inteiro à promoção da dignidade do matrimônio e da família (cf. GS, 47-52). Ele definiu o matrimônio como comunidade de vida e de amor (cf. GS, 48), colocando o amor no centro da família e mostrando, ao mesmo tempo, a verdade deste amor face às diversas formas de reducionismo presentes na cultura contemporânea. O “verdadeiro amor entre marido e esposa” (GS, 49) implica a doação recíproca de si, inclui e integra a dimensão sexual e a afetividade, correspondendo ao desígnio divino (cf. GS, 48-49). Além disso, a Gaudium et Spes, no número 48, frisa a radicação dos esposos em Cristo: Cristo Senhor “vem ao encontro dos cônjuges cristãos no sacramento do matrimônio”, e com eles permanece. Na encarnação, Ele assume o amor humano, purifica-o, leva-o à plenitude e doa aos esposos, com o seu Espírito, a capacidade de o viver, permeando toda a sua vida de fé, esperança e caridade. Deste modo, os esposos são como que consagrados e, mediante uma graça própria, edificam o Corpo de Cristo e constituem como que uma Igreja doméstica (cf. LG, 11), de modo que a Igreja, para compreender plenamente o seu mistério, olha para a família cristã, que o manifesta de modo genuíno

A dimensão missionária da família

 À luz do ensinamento conciliar e magisterial sucessivo, sugere-se que se aprofunde a dimensão missionária da família como Igreja doméstica, que se arraiga no sacramento do Batismo e se realiza cumprindo a própria ministerialidade no seio da comunidade cristã. A família é por sua natureza missionária e incrementa a sua fé no gesto de a doar aos outros. Para empreender percursos de valorização do papel missionário que lhe foi confiado, é urgente que as famílias cristãs voltem a descobrir a chamada a testemunhar o Evangelho com a vida, sem esconder aquilo em que crer. O próprio facto de viver a comunhão familiar é uma forma de anúncio missionário. Sob este ponto de vista, é necessário promover a família como protagonista da obra pastoral mediante alguns modelos de testemunho, entre os quais: a solidariedade para com os pobres, a abertura à diversidade das pessoas, a preservação da criação, o compromisso pela promoção do bem comum a partir do território no qual ela vive.

A família caminho da Igreja

Em continuidade com o Concílio Vaticano II, o Magistério pontifício aprofundou a doutrina sobre o matrimônio e sobre a família. Em particular Paulo VI, com a Encíclica Humanae Vitae, evidenciou o vínculo íntimo entre amor conjugal e geração da vida. São João Paulo II dedicou à família uma atenção especial através das suas catequeses sobre o amor humano, da Carta às famílias (Gratissimam Sane) e sobretudo com a Exortação Apostólica Familiaris Consortio. Nestes documentos, o Pontífice definiu a família “caminho da Igreja”; ofereceu uma visão de conjunto sobre a vocação do homem e da mulher para o amor; propôs as linhas fundamentais para a pastoral da família e para a presença da família na sociedade. Em particular, ao tratar a caridade conjugal (cf. FC, 13), descreveu o modo como os cônjuges, no seu amor recíproco, recebem o dom do Espírito de Cristo e vivem a sua chamada à santidade (IL, 5).

A medida divina do amor

Bento XVI, na Encíclica Deus Caritas Est retomou o tema da verdade do amor entre homem e mulher, que só se ilumina plenamente à luz do amor de Cristo crucificado (cf. DCE, 2). Ele reafirma: “O matrimônio baseado num amor exclusivo e definitivo torna-se o ícone do relacionamento de Deus com o seu povo e, vice-versa, o modo de Deus amar torna-se a medida do amor humano” (DCE, 11). Além disso, na Encíclica Caritas in Veritate, ele evidencia a importância do amor como princípio de vida na sociedade (cf. CiV, 44), lugar no qual se aprende a experiência do bem comum (IL, 6).

A família em oração

O ensinamento dos Pontífices convida a aprofundar a dimensão espiritual da vida familiar a partir da redescoberta da oração em família e da escuta em comum da Palavra de Deus, da qual brota o compromisso de caridade. Para a vida da família é de importância fundamental a redescoberta do dia do Senhor, como sinal do seu profundo radicar-se na comunidade eclesial. Além disso, proponha-se um acompanhamento pastoral adequado para fazer crescer uma espiritualidade familiar encarnada, em resposta às exigências que surgem na vivência diária. Considera-se útil que a espiritualidade da família seja alimentada por fortes experiências de fé e em particular pela participação fiel na Eucaristia, «fonte e ápice de toda a vida cristã (LG, 11).

Família e fé

O Papa Francisco, na Encíclica Lumen Fidei, ao tratar o vínculo entre a família e a fé, escreve: “O encontro com Cristo, o deixar-se conquistar e guiar pelo seu amor alarga o horizonte da existência, dá-lhe uma esperança firme que não desilude. A fé não é um refúgio para gente sem coragem, mas a dilatação da vida: faz descobrir uma grande chamada – a vocação ao amor – e assegura que este amor é fiável, que vale a pena entregar-se a ele, porque o seu fundamento se encontra na fidelidade de Deus, que é mais forte do que toda a nossa fragilidade” (LF,53) (IL, 7).

Catequese e família

Muitos consideram necessária uma renovação dos percursos catequéticos para a família. A este respeito, tenha-se o cuidado de valorizar os casais como protagonistas concretos da catequese, sobretudo em relação aos próprios filhos, em colaboração com sacerdotes, diáconos e pessoas consagradas. Esta colaboração ajuda a considerar avocação para o matrimônio como uma realidade importante, para a qual é preciso preparar-se adequadamente por um período de tempo conveniente. A integração de famílias cristãs sólidas e de ministros confiáveis torna credível o testemunho de uma comunidade que se dirige aos jovens a caminho rumo às grandes opções da vida.

A comunidade cristã renuncie a ser uma agência de serviços para se tornar, ao contrário, um lugar no qual as famílias nascem, se encontram e se confrontam juntas, caminhando na fé e partilhando percursos de crescimento e de intercâmbio recíproco.

A indissolubilidade do matrimônio e a alegria de viver juntos

O dom recíproco constitutivo do matrimônio sacramental está arraigado na graça do batismo, que estabelece a aliança fundamental de cada pessoa com Cristo na Igreja. No acolhimento recíproco e com a graça de Cristo, os nubentes prometem um ao outro o dom total de si, a fidelidade e a abertura à vida, e reconhecem como elementos constitutivos do matrimônio os dons que Deus lhes oferece, levando a sério o seu compromisso mútuo, em seu nome e perante a Igreja. Pois bem, na fé é possível assumir os bens do matrimônio como compromissos que melhor se cumprem mediante a ajuda da graça do sacramento. Deus consagra o amor dos esposos e confirma a sua indissolubilidade, oferecendo-lhes a ajuda para viver a fidelidade, a integração recíproca e a abertura à vida. Por conseguinte, o olhar da Igreja dirige-se aos esposos como ao coração da família inteira que, também ela, fixa o próprio olhar em Jesus.

 A alegria do homem é expressão da plena realização da própria pessoa. Para propor a unicidade da alegria que deriva da união dos cônjuges e da constituição de um novo núcleo familiar, é oportuno apresentar a família como um lugar de relacionamentos pessoais e gratuitos, do modo como não se verifica noutros grupos sociais. O dom recíproco e gratuito, a vida que nasce e a salvaguarda de todos os seus membros, desde os mais pequeninos até aos idosos, são apenas alguns dos aspectos que tornam a família única na sua beleza. É importante fazer amadurecer a ideia de que o matrimónio constitui uma escolha para a vida inteira, que não limita a nossa existência mas torna-a mais rica e completa, inclusive no meio das dificuldades.

Através desta opção de vida, a família edifica a sociedade não como soma de habitantes de um território, nem como conjunto de cidadãos de um Estado, mas como autêntica experiência de povo, e de Povo de Deus.

SÍNODO DOS BISPOS – XIV ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA

A VOCAÇÃO E A MISSÃO DA FAMÍLIA NA IGREJA E NO MUNDO CONTEMPORÂNEO “INSTRUMENTUM LABORIS”

Cidade do Vaticano 2015  


 

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz 

 

Sínodo da Família: Se esperarem “mudança espetacular” de doutrina, ficarão decepcionados

VATICANO, O Cardeal André Vingt-Trois, Arcebispo de Paris e Presidente delegado do Sínodo dos Bispos, iniciou suas sessões nesta manhã e afirmou que os que esperam como resultado deste importante evento eclesial uma mudança “espetacular” na doutrina católica ficarão decepcionados.

Coletiva de Imprensa na Sala de Imprensa do Vaticano. Da esquerda para direita: Dom Bruno Forte, Cardeal André Vingt-Trois, Cardeal Peter Erdö, Pe. Lombardi / Foto: Daniel Ibáñez – ACI Prensa

Assim o indicou o Cardeal francês durante a primeira coletiva de imprensa realizada na Sala de Imprensa do Vaticano, no primeiro dia das sessões dos Padres Sinodais provenientes mundo inteiro.

Respondendo uma das perguntas dos jornalistas, o Cardeal afirmou que “se veio à Roma com a ideia de que voltará com uma mudança espetacular na doutrina da Igreja, voltará ao seu país desiludido”.

“Não é necessário ter a assembleia sinodal para afirmá-lo, basta escutar o Papa semana após semana, durante as audiências das quartas-feiras”, adicionou.

“Em segundo lugar: se você imaginou apenas por um instante que a teoria que o Cardeal Kasper elaborou há vinte anos (sobre a Eucaristia para os divorciados em nova união) e que ele atualizou no ano passado, abriria um acesso a comunhão sem que façam reflexões e (o tema) da decisão pessoal, então você se equivoca”.

“Não é necessário que o Sínodo recomende ao Papa uma disposição geral que evitará confrontar o tema da liberdade pessoal e a responsabilidade individual das pessoas. Se houver um caminho de abertura, este supõe um esforço e, portanto, essa liberdade pessoal”.

“Acho que devemos ser sinceros com vocês (a imprensa) a fim de evitar que nos perguntem amanhã e recebam a mesma resposta que lhes estamos dando agora”.

A respeito do tema da doutrina, o Cardeal Peter Erdö, Relator Geral do Sínodo, explicou que “desde a época do Cardeal John Henry Newman, temos uma visão suficientemente clara daquilo que pode significar o desenvolvimento da doutrina cristã. Não se trata de um desenvolvimento sem limites, sem relação com a tradição, mas é um desenvolvimento orgânico que pode existir e que pode ser legítimo”.

“O órgão principal deste desenvolvimento é o pontificado romano, que com a ajuda do episcopado do mundo pode ser muito eficiente. Então, a ajuda neste sentido, algo que é sensato, é possível”, afirmou o Cardeal.

Por sua parte, o Arcebispo de Chieti-Vasto, Dom Bruno Forte, recordou que o Sínodo dos Bispos sobre a família “não é doutrinal, mas pastoral” e procura enfrentar as novas realidades, “os desafios ante os quais a Igreja não pode ficar insensível”.

“Esta é a verdadeira aposta do Sínodo, com responsabilidade e obediência em torno do Sucessor de Pedro”.

A respeito da pressão da mídia e da influência que pode ter no Sínodo, o Cardeal Vingt-Trois pediu para que seja feita uma distinção entre “os sinais dos tempos” e o “ar dos tempos’.

Para entender e compreender “os sinais dos tempos”, disse, é que os Padres sinodais se reuniram, com “total liberdade”.

O Cardeal explicou que os sinais dos tempos têm a ver com “a interpretação da realidade das coisas”, enquanto o ar dos tempos poderia ser compreendido como uma pressão midiática, por exemplo.

“Pessoalmente, não acredito que os padres estejam submetidos ao ar dos tempos, pois são completamente livres” para discutir acerca dos temas do Sínodo, ressaltou.

Por ACI

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz

Papa inaugura Sínodo da família: Que a Igreja seja ponte, não barreira .

Com uma celebração eucarística na Basílica de São Pedro, o Papa Francisco inaugurou na manhã deste domingo, 4 de outubro, a XIV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, que tem por tema a família.

A Missa foi concelebrada pelos 270 padres sinodais, que a partir desta segunda-feira vão debater “A vocação e a missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo”.

Em sua homilia, o Pontífice comentou as leituras do dia, “que parecem escolhidas de propósito” para o evento que a Igreja se prepara a viver e estão centradas em três argumentos: o drama da solidão, o amor entre homem-mulher e a família.

Papa inaugura Sínodo da família: A Igreja seja ponte, não barreira / Arqrio

 

Solidão

Na primeira Leitura, Adão vivia no paraíso e sentia-se só. A solidão, disse o Papa, “é um drama que ainda hoje aflige muitos homens e mulheres”, e citou os idosos, os viúvos, homens e mulheres deixados pela sua esposa e pelo marido, migrantes e refugiados que escapam de guerras e perseguições; e tantos jovens vítimas da cultura do consumismo e do descarte.

Francisco denunciou o paradoxo do mundo globalizado, “onde há tantas habitações de luxo, mas o calor da casa e da família é cada vez menor; muitos projetos ambiciosos, mas pouco tempo para desfrutá-los; muitos meios sofisticados de diversão, mas um vazio cada vez mais profundo no coração; tantos prazeres, mas pouco amor; tanta liberdade, mas pouca autonomia… Aumenta cada vez mais o número das pessoas que se fecham na escravidão do prazer e do deus-dinheiro”.

O Papa constatou ainda que há pouca seriedade em levar avante uma relação sólida e fecunda de amor. Cada vez mais o amor duradouro e fiel é objeto de zombaria e olhado como se fosse uma antiguidade. Parece que as sociedades mais avançadas sejam precisamente aquelas que têm o índice mais baixo de natalidade e o índice maior de abortos, de divórcios, de suicídios e de poluição ambiental e social.

O amor entre homem e mulher

Deus não criou o ser humano para viver na tristeza ou para estar sozinho, acrescentou, mas para a felicidade, para partilhar o seu caminho com outra pessoa; para amar e ser amado. É Ele que une os corações de duas pessoas que se amam e liga-os na unidade e na indissolubilidade. Isto significa que o objetivo da vida conjugal não é apenas viver juntos para sempre, mas amar-se para sempre.

A família

Citando o Evangelho de São Marcos “O que Deus uniu não o separe o homem”, Francisco afirmou que se trata de uma exortação a superar toda a forma de individualismo. Para Deus, explicou o Papa, o matrimônio não é utopia da adolescência, mas um sonho sem o qual a sua criatura estará condenada à solidão.

Paradoxalmente, também o homem de hoje continua atraído e fascinado por todo o amor autêntico, fecundo, fiel e perpétuo. Corre atrás dos prazeres carnais, mas deseja a doação total.

Neste contexto social e matrimonial bastante difícil, a Igreja é chamada a viver a sua missão na fidelidade e na verdade. Isto é, defender a sacralidade da vida, a indissolubilidade do vínculo conjugal, sem mudar sua doutrina segundo as modas passageiras ou as opiniões dominantes.

Caridade

Outro elemento fundamental, todavia, é também a caridade.

“A Igreja deve viver a sua missão na caridade sem apontar o dedo para julgar os outros, mas se sente no dever de procurar e cuidar dos casais feridos com o óleo da aceitação e da misericórdia; de ser ‘hospital de campanha’, com as portas abertas para acolher todo aquele que bate pedindo ajuda e apoio.”

A Igreja, exortou Francisco, deve procurar o homem e a mulher, para acolhê-los e acompanhá-los, porque uma Igreja com as portas fechadas trai a si mesma e à sua missão e, em vez de ser ponte, torna-se uma barreira.

“Com este espírito, peçamos ao Senhor que nos acompanhe no Sínodo e guie a sua Igreja pela intercessão da Bem-Aventurada Virgem Maria e de São José, seu castíssimo esposo.”

Foto: Reuters – Por Rádio Vaticana

Adaptação Portal Terra de Santa Cruz


 

EDUCAÇÃO | A prova que faltava: livro recomendado pelo MEC ensina “gênero” nas escolas

O livro Sociologia em movimento insiste na tese marxista de que a culpa para as discriminações está na família e na Igreja

 

Certa vez, quando questionado a respeito da popularidade dos jornais, o escritor inglês G. K. Chesterton explicou que aquele sucesso se devia à ficção promovida por eles. “A vida é um mundo, e a vida vista nos jornais é outro”, declarou.

A cobertura da imprensa sobre o debate acerca da inclusão do termo gênero nos Planos Municipais de Educação é o mais recente exemplo dessa ficção. Na maior parte das reportagens, procurou-se transmitir um retrato bastante distorcido da realidade, no qual os cristãos apareciam como Dom Quixote lutando contra moinhos de vento. Quem lesse esses jornais, logo teria a impressão de que a Igreja, movida por um repentino acesso de cólera, havia se levantado para uma cruzada pelo obscurantismo. Gênero, segundo a mídia e os ideólogos de plantão, seria uma expressão inofensiva, cujo significado se resumiria tão somente a uma luta pelo fim da discriminação.

Eis que agora nos surgem as provas cabais de que a Teoria de Gênero é exatamente aquilo tudo que havíamos denunciado aqui no site: um programa de destruição da família e da Igreja. Está nas mãos de alunos do ensino médio um livro chamado Sociologia em movimento. A obra, segundo consta, foi editada em 2013, pela Editora Moderna, de acordo com as determinações do Ministério da Educação para o Programa Nacional do Livro Didático — ou seja, antes mesmo que oPlano Nacional de Educação fosse votado.

No capítulo 14, intitulado Gênero e sexualidade, o leitor encontra uma apologia aberta ao fim da família e da lei natural, em nome de uma suposta liberdade e do que os autores entendem por “identidade de gênero”, isto é, “uma construção cultural estabelecida socialmente através de símbolos e comportamentos, e não uma determinação de diferenças anatômicas entre os seres humanos” [1]. A confissão vem logo nas primeiras linhas: “As permanências da sociedade patriarcal e do androcentrismo estão entre as principais explicações para esse fenômeno (a discriminação), e serão trabalhadas ao longo do capítulo, juntamente com as evidências que apontam para a reversão desse quadro social” [2]. O objetivo do estudo, conforme as próprias palavras do texto, é “reconstruir os papéis sociais estabelecidos” [3].

Quem não está familiarizado com o linguajar revolucionário deste tipo de publicação, é facilmente induzido a trocar gato por lebre. Ocorre que, no mundo pós-moderno, como explica Padre Paulo Ricardo a guerra cultural é uma guerra de palavras. A linguagem é um dos meios mais importantes utilizados pela intelligentsia para refundar o mundo à sua imagem e semelhança.

O próprio debate sobre o uso da palavra “gênero” nos planos de educação comprova isso. Embora o texto vigente do Plano Nacional defenda a “superação das desigualdades educacionais, com ênfase na promoção da cidadania e na erradicação de todas as formas de discriminação”, não faltaram críticas à supressão da tal palavra. Pergunta: se se trata apenas de uma luta pelo respeito, por que não basta dizer “erradicação de todas as formas de discriminação”? Essa é uma questão que eles não respondem. Mas para a qual há uma resposta.

Filhos de Karl Marx

“Para a Sociologia”, diz o livro, “a família (…) pode assumir diferentes configurações e padrões de normalidade”. A pergunta é se os pais estão de acordo com essa visão subjetiva e relativista de família.

A palavra “gênero”, do modo como foi pensada pelos ideólogos, representa todo um projeto de engenharia social. Como fica claro no livro, a tese tem suas raízes no pensamento de Karl Marx e Engels. Na obra A origem da família, da propriedade privada e do Estado, esses dois ídolos do pensamento esquerdista atribuem à família a máxima culpa pelas desigualdades sociais. Eles afirmam: “O primeiro antagonismo de classes que apareceu na história coincide com o desenvolvimento do antagonismo entre o homem e a mulher, na monogamia; e a primeira opressão de classes, com a opressão do sexo feminino pelo masculino”. Seria preciso, portanto, para destruir o capitalismo, destruir primeiro a família. Por isso, quando se fala de luta contra a “família patriarcal” ou “família burguesa”, saiba que se fala de luta contra a família natural, a saber, aquela formada por um homem, uma mulher e seus filhos. Padre Paulo Ricardo explica muito bem essa questão no vídeo Marxismo e a destruição da família.

O marxismo nega a existência da verdade. A estrutura do mundo se resumiria a uma tensão de forças antagonistas, influenciada pelo pensamento dominante ou, nas palavras de Marx, pela ideologia. Essa ideologia, por sua vez, seria a superestrutura, aquelas instituições que sustentam ostatus quo — família e Igreja, por exemplo. Desse modo, para que a estrutura opressora caia, é mister que se corrompa a superestrutura por meio de uma nova ideologia, de um novo discurso. O Papa Pio XI notou que o socialismo propõe “a formação das inteligências e dos costumes” como também “se faz particular amigo da infância e procura aliciá-la, abraça todas as idades e condições, para formar o homem ‘socialista’ que há de constituir mais tarde a sociedade humana plasmada pelo ideal do socialismo”.

É fato. Sem a presença da família, as crianças são “educadas” pela escola, conforme os interesses do Estado. Isso já acontece em países como a Suécia, onde os filhos são completamente retirados do convívio dos pais. A razão é a seguinte: para que as crianças percam a noção de certo e errado, é preciso moldá-las desde a mais tenra idade. A lei que obriga as famílias a colocarem seus filhos nas escolas com apenas quatro anos de idade está intimamente ligada a esse projeto. Aliás, não deixa de ser interessante o fato de que, nos planos municipais de algumas cidades do Brasil, “gênero” apareceu apenas nos parágrafos referentes à educação infantil.

O livro Sociologia em movimento abraça essa tese marxista, bem como a de outras correntes filosóficas contrárias ao cristianismo, quando, por exemplo, defende a ideia de que “o discurso sobre a sexualidade não é uma descrição da natureza reprodutiva, mas sim um meio de estabelecer relações de poder construídas historicamente nas sociedades ocidentais” . Os autores ainda insistem no absurdo:

O peso cultural da família patriarcal e da Igreja em nossa sociedade (…) continua a ser uma forte influência para a marginalização dos grupos LGBT. Isso leva à violência homofóbica e transfóbica (aversão a homossexuais e a transgêneros), assim como à violência doméstica contra mulheres, fenômeno social de intolerância e machismo que por vezes acarreta a morte de mulheres, homossexuais, transgêneros e pessoas que não se enquadram nos estereótipos tradicionais dos gêneros .

No geral, a obra é um conjunto de falácias e preconceitos, que levam o leitor desavisado a acreditar que na origem de todas as desgraças estão a família e a Igreja. E não deixa de ser curiosa a afirmação de que “o discurso da sexualidade” seria apenas uma convenção social para legitimar o poder de algumas instituições. Com isso, o livro dá um tiro no próprio pé e deixa claro o propósito da agenda de gênero: chegar ao poder. Trata-se de uma ideologia criada para levar seus defensores à liderança da sociedade. Dadas as premissas, a conclusão não pode ser outra: se não existe uma lei natural para a sexualidade — mas discursos ideológicos, como dizem —, que seria a questão de gênero senão apenas outra ideologia? O gato se esconde, mas deixa o rabo de fora.

Percebam: o direito natural, como propõe a filosofia perene, desautoriza qualquer interpretação relativista a respeito da pessoa humana. Assim, é preciso destruir a sensibilidade social, para que, uma vez cega aos apelos da natureza e da razão, possa-se instaurar um novo modelo de comportamento, o qual favoreça os interesses ideológicos.

A Igreja, ao contrário, não defende um modelo sexual porque quer dominar as pessoas, mas porque esse modelo corresponde à verdade do ser humano. Se essa lei natural é posta de lado, “abre-se dramaticamente o caminho ao relativismo ético no plano individual e ao totalitarismo do Estado a nível político” . As leis ficam sob o arbítrio da maioria. Perdem o seu fundamento.

Bento XVI deixou isso evidente em uma de suas catequeses sobre Santo Tomás de Aquino:

A defesa dos direitos universais do homem e a afirmação do valor absoluto da dignidade da pessoa postulam um fundamento. Não é precisamente a lei natural, este fundamento com os valores não negociáveis que ela indica? O Venerável João Paulo II escrevia na sua Encíclica Evangelium vitae palavras que permanecem de grande atualidade: “Para o bem do futuro da sociedade e do progresso de uma democracia sadia, urge pois redescobrir a existência de valores humanos e morais essenciais e naturais, que derivam da própria verdade do ser humano, e exprimem e tutelam a dignidade da pessoa: valores que nenhum indivíduo, nenhuma maioria e nenhum estado jamais poderá criar, modificar ou destruir, mas apenas os deverá reconhecer, respeitar e promover“.

A mentira pseudocientífica

Ė uma enorme tolice acreditar que a liberdade virá com o fim da família e da Igreja. Marx descreveu com eloquência, embora de forma bastante desonesta, as dificuldades enfrentadas pelos operários. Pregou a revolução para daí, supostamente, nascer o mundo melhor. Mas nada disse sobre o ordenamento desse mundo, o qual acabou se mostrando, na prática, bem distante da utopia libertadora. O saldo é de mais de 100 milhões de mortos.

A esperança socialista é vazia e duvidosa, porque se fundamenta num erro crasso: o materialismo. Ela ignora que “o homem permanece sempre homem”, que sua “liberdade permanece sempre liberdade, inclusive para o mal” . Um arranjo econômico hipoteticamente superior não pode alterar essa realidade, já que o ser humano “não é só o produto de condições econômicas nem se pode curá-lo apenas do exterior criando condições econômicas favoráveis” . Do mesmo modo, a destruição da estrutura familiar natural, longe de trazer soluções autênticas, só causará mais violência. A experiência dos últimos anos, com tantas famílias em crise, tem provado isso de maneira inequívoca.

Existe, sim, uma realidade chamada pecado. E ignorá-la “dá lugar a graves erros no domínio da educação, da política, da ação social e dos costumes” . É no seio da família, marcada pelas virtudes humanas e teologais, que essa tendência ao mal pode ser enfrentada com verdadeira eficácia. A Agenda de Gênero prega justamente o contrário, a pretexto de uma nova ordem mundial, exercida de maneira raivosa e delinquente.

Desmascarando a farsa

Nenhuma outra instituição no mundo fez mais pela dignidade da mulher que a família e a Igreja. Sociólogos sérios, como o agnóstico Rodney Stark e tantos outros escondidos do público pela mídia e por muitas universidades, reconhecem que o cristianismo exerceu um papel fundamental na emancipação da mulher. Isso explica o grande número de conversões femininas, nos primeiros séculos. É significativa esta declaração de Stark:

Em meio às denúncias atuais de que o cristianismo é patriarcal e sexista, facilmente se esquece de que a Igreja primitiva era tão particularmente atraente para mulheres que no ano 370 o imperador Valentiniano emitiu uma ordem escrita ao papa Dâmaso I requerendo que os missionários cristãos parassem de visitar as casas de mulheres pagãs. Embora alguns autores clássicos afirmem que as mulheres eram presa fácil para qualquer ‘superstição forânea’, muitos reconhecem que o cristianismo era extraordinariamente atraente porque no interior da subcultura cristã as mulheres tinham um status mais elevado do que no mundo greco-romano em geral .

O sociólogo explica que esse status elevado da mulher no cristianismo se devia, entre outras coisas, à visão humanista da religião cristã. Com a proibição ao aborto e ao infanticídio, por exemplo, a mulher deixou de ser vista como propriedade do marido, um objeto descartável, para converter-se em uma companheira, pela qual deveria dar a vida, como Cristo deu a vida pela Igreja (cf. Ef 5, 25). É no cristianismo medieval, sobretudo, que surge a figura das grandes rainhas católicas, cheias de virtudes para pastorear a grei. No paganismo, por outro lado, as mulheres eram vistas simplesmente como objetos de prazer do homem, os quais possuíam mesmo o direito de assassiná-las.

É da pena de Santo Tomás de Aquino que provém uma das mais belas apologias da dignidade feminina já vistas. “Era conveniente que a mulher fosse formada da costela do homem”, ele escreve, “para significar que entre o homem e a mulher deve haver uma união de sociedade, pois nem a mulher deve dominar o homem, e por isso não foi formada da cabeça; nem deve ser desprezada pelo homem, como se lhe fosse servilmente submetida, e por isso não foi formada dos pés” .

Fica evidente, por conseguinte, a falsidade da acusação feita por Marx, Michel Foucault e cia. É no paganismo, na libertinagem sexual, na depravação moral que surgem as opressões contra as mulheres, os homossexuais e outros indivíduos — não no cristianismo. E isso por uma razão óbvia:a libertinagem sexual transforma o ser humano em um ser descartável, em uma massinha de modelar. O comportamento violento dos jovens é resultado direto desse modelo de educação liberal, que os considera animais adestráveis. Um animal se comportará como um animal.

Uma visão distorcida da realidade

“O conceito de gênero”, diz a obra, “não se fundamenta em um princípio evolutivo, biológico ou morfológico, e sim em uma construção social”. Disto a ensinar às crianças que elas devem “construir a própria identidade de gênero” é um passo.

O principal problema dessa questão é de cunho humanístico. A Teoria de Gênero defende uma visão de pessoa humana profundamente equivocada, segundo a qual o ser humano seria determinado apenas pelo ego e pela vontade. O corpo nada tem a dizer nessa história. Trata-se apenas de um instrumento para a satisfação das vontades. Assim, pode-se admitir todo tipo de “união sexual”, desde que exista o desejo e o consentimento para tal. O homem fica reduzido às suas paixões.

Os frutos de uma loucura como essa são colhidos dentro do próprio movimento homossexual, como no caso escandaloso dos clubes do carimbo, que têm espalhado de propósito o vírus do HIV entre os homossexuais. O prazer é a justificativa. Se a lei apóia a libertinagem como um direito inalienável, “nem a Igreja nem a sociedade em seu conjunto deveriam surpreender-se se depois também outras opiniões e práticas distorcidas ganham terreno e se aumentam os comportamentos irracionais e violentos” [14].

Acusar a Igreja e a família de fomentarem a violência é de uma insanidade inominável. A castidade que a Igreja pede aos homossexuais é a mesma pedida aos heterossexuais. Não há nada de homofóbico. Norteados pela regra da caridade fraterna, o que a Igreja e a família têm por princípio são estas palavras de São Bento: “Tolerem pacientissimamente as suas fraquezas, físicas ou morais; rivalizem em prestar mútua obediência; ninguém procure o que julga útil para si, mas sobretudo o que é para o outro” . Já está mais do que na cara o que realmente gera a violência contra as mulheres e os homossexuais.

A resposta necessária

O livro Sociologia em movimento, nas mãos de alunos do ensino médio mesmo depois da aprovação do Plano Nacional da Educação sem referência à gênero, é um insulto à Constituição, à verdade dos fatos e ao bom senso. Mais: trata-se de uma ação orquestrada contra a família e a Igreja, que merece nosso imediato repúdio. Os pais devem, com todo o direito, unir-se em associações e pedir a retirada desse material das bibliotecas de nossas escolas, além de verificar as outras apostilas de seus filhos. É bem possível que o ninho da serpente esteja escondido lá. Estejamos atentos.

Por Equipe Christo Nihil Praeponere – Padre Paulo Ricardo – A Resposta Católica

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz – a fé Católica

Referências

  1. SILVA, A. et al. Sociologia em movimento. São Paulo: Moderna, 2013, p. 339.
  2. SILVA, A. et al. Sociologia em movimento. São Paulo: Moderna, 2013, p. 337.
  3. Idem.
  4. A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado, p. 18.
  5. Pio XI, Carta Encíclica Quadragesimo anno (15 de maio de 1931).
  6. SILVA, A. et al. Sociologia em movimento. Moderna: 2013, p. 347.
  7. Idem, p. 351.
  8. Bento XVI, Audiência Geral (16 de junho de 2010).
  9. Bento XVI, Carta Encíclica Spe Salvi (30 de novembro de 2007), n. 21.
  10. Idem.
  11. Catecismo da Igreja Católica, n. 407.
  12. STARK, Rodney. O crescimento do cristianismo: um sociólogo reconsidera a história. São Paulo: Paulinas, 2006, p. 111.
  13. Suma Teológica, I, q. 92, a. 3.
  14. Congregação para a Doutrina da Fé, Carta aos bispos da Igreja Católica sobre o atendimento pastoral das pessoas homossexuais (1º de outubro de 1986), n. 10.
  15. Regra de São Bento, 72 (PL 66, 927-928).

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