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Você é madrinha ou padrinho? Sabe o que isso significa?

É sempre um presente maravilhoso ser convidado a apadrinhar alguém, pois este é um serviço de amor. Mas será que temos claro o que isso realmente significa?

Apresentamos, a seguir, 7 ideias sobre a missão que você tem como padrinho/madrinha:

1. Sua vida é seu currículo

Seu testemunho de vida é fundamental para iluminar a vida do seu afilhado em seu caminho cristão.

2. Dê o melhor presente

O melhor presente que você pode dar para o seu afilhado não é algo material no aniversário ou no Natal, e sim um acompanhamento sincero da sua vida espiritual e da sua relação com Jesus.

3. Você não é um pai/mãe substituto(a)

Faz parte da sua missão acompanhar também os pais do seu afilhado, fazer parte dessa família espiritual unida pela fé.

4. Compartilhe o que você tem de melhor

Os padrinhos compartilham sua fé; portanto é preciso alimentá-la e fazê-la crescer, estar preparados para responder às dúvidas do afilhado e acompanhá-lo em seus momentos de escuridão, iluminados especialmente pela Palavra de Deus.

5. Pratique o que você ensina

Os padrinhos são chamados a ser assíduos em sua paróquia, comprometidos com sua fé e com a vida da Igreja, especialmente no que diz respeito à vivência dos sacramentos.

6. Mantenha-se próximo

Procure criar um laço afetivo real com seu afilhado e sua família, compartilhando o tempo juntos, conhecendo seu processo e seu desenvolvimento como pessoa e como cristão.

7. Assuma sua responsabilidade plenamente

O batismo abre as portas do céu ao batizado, que se torna parte da Igreja, filho de Deus e com vocação à vida eterna. Quem aceita ser padrinho ou madrinha o faz de forma permanente, como demonstração de amor, mas também como um serviço a Deus, acompanhando esse novo cristão em seu desenvolvimento e amadurecimento.

Quem aceita este desafio e esta responsabilidade o faz para sempre, pois a condição de filho de Deus é eterna; portanto sua tarefa de amor, companhia, cuidado e orientação não acaba quando seu afilhado se torna adulto, mas continua durante a vida inteira.

Fonte: Aleteia

Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização

Festa da Sagrada Família – Família de Nazaré, modelo para as famílias cristãs do mundo.

Quando Deus quis, no seu amor, enviar seu Filho para morar entre nós, Ele escolheu uma família para receber Verbo Divino. Com isso Deus marcou com maior dignidade a família humana e mostrou que esta instituição é essencial para o desenvolvimento da pessoa.

A família de Nazaré tornou-se assim o modelo para as famílias cristãs do mundo. A bondade de Maria e a justiça de José deveriam ser as virtudes procuradas pelos pais e mães de família. Em Nazaré, Jesus aprendeu a andar, correr, brincar, comer, rezar, cresceu, estudou, foi aprendiz e auxiliar de seu pai adotivo José, a quem amava muito e por ele era muito amado também.

Jesus nasceu numa verdadeira família para receber tudo o que necessitava para crescer e viver, mesmo sendo muito pobre. Teve o amor dos pais unidos pela religião, trabalhadores honrados, solidários com a comunidade, conscientes e responsáveis por sua formação escolar, cívica, religiosa e profissional.

Essa família é o modelo de todos os tempos. É exemplar para toda a sociedade, especialmente nos dias de hoje, tão atormentada por divórcios e separações de tantos casais, com filhos desajustados e todos infelizes. A família deve ser criada no amor, na compreensão, no diálogo, com consciência que haverá momentos difíceis e crises.

Cada homem e cada mulher que deixam o pai e a mãe para se unirem em matrimônio e constituir uma nova família não o podem fazer levianamente, mas devem fazê-lo somente por um autêntico amor, que não é uma entrega passageira, mas uma doação definitiva, absoluta, total até a morte.

Por  Padre Evaldo César de Souza, CSsR – A12.com

Papa Francisco consagra as famílias à Família de Nazaré

Jesus, Maria e José, em Vós contemplamos o esplendor do verdadeiro amor e, confiantes, a Vós nos consagramos.

Sagrada Família de Nazaré, tornai também as nossas famílias lugares de comunhão e cenáculos de oração, autênticas escolas do Evangelho e pequenas igrejas domésticas.

Sagrada Família de Nazaré, que nunca mais haja nas famílias episódios de violência, de fechamento e divisão; e quem tiver sido ferido ou escandalizado, seja rapidamente consolado e curado.

Sagrada Família de Nazaré, fazei que todos nos tornemos conscientes do carácter sagrado e inviolável da família e da sua beleza no projeto de Deus.

Jesus, Maria e José, ouvi-nos e acolhei a nossa súplica. Amém.

Papa Francisco

Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização 

O Céu faz festa quando uma criança nasce, quando a vida se manifesta e vem até nós

De fato, a Vida manifestou-se e nós a vimos, e somos testemunhas, e a vós anunciamos a Vida eterna, que estava junto do Pai e que se tornou visível para nós” (1João 1, 2).

Estamos celebrando a vida eterna que Deus nos trouxe. Não dá para pensarmos na vida sem pensarmos nas crianças, sobretudo porque, quando uma criança nasce, a vida faz festa, porque o nascimento é um grande motivo de alegria não só para o pai e mãe, mas para todos aqueles que fazem parte desse contexto. O nascimento de uma criança deve ser motivo de festa para todo o universo!

O Céu faz festa quando uma criança nasce, quando a vida se manifesta e vem até nós. Cada vida é uma manifestação do amor de Deus entre nós, cada vida que vem à luz é uma manifestação da graça de Deus no meio de nós. É verdade que cada uma delas precisa se revestir da graça divina; e não é à toa que levamos nossas crianças para serem batizadas, para que, desde pequenas, recebam a graça de se tornarem também filhos e filhas de Deus.

Quem nos deu o dom da vida, esse presente, foi Jesus, Nosso Senhor e Salvador, foi o Seu nascimento que nos trouxe a vida nova, à qual somos chamados a viver. Por isso, nesse contexto das Oitavas de Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, queremos fazer uma reverência à vida, queremos realmente assumir a vida nova que Ele nos trouxe e que está pulsando no coração de uma mãe que está grávida. A vida que está pulsando em crianças que estão hospitalizadas e doentes. A vida que está pulsando em uma pessoa, mesmo sendo adulta ou já idosa, mas é uma vida e nós a amamos desde o momento de sua concepção até o último entardecer dela.

A vida de uma criança não é mais valiosa do que a de um idoso. Todos precisamos celebrar a vida, cuidar dela, porque é muito preciosa! É preciso dizer também que não basta viver, é dar-lhe sentido, celebrando-a como dom sagrado. E para que a vida seja celebrada, é preciso introduzir nela o sagrado, que é Deus, é Jesus, a vida nova que Ele trouxe a cada um de nós.

Permita-me dizer ao seu coração: dê qualidade a sua vida. Fala-se tanto em qualidade de vida, de levar a vida com qualidade, e sempre se lembra dos elementos para ter uma boa saúde, boa alimentação e exercícios físicos. Tudo isso é muito importante, não abra mão disso, dê qualidade à sua vida, mas não traga somente qualidade humana para sua vida, qualifique-a no sentido mais sagrado que ela tem. Dê um sabor divino a ela, dê-Lhe o sabor de Deus, o gosto d’Ele que sua vida merece. Que assim seja a vida na sua casa, com seus filhos, onde quer que você esteja.

Onde está o tempero da nossa vida? Manifeste que a sua vida tem gosto, que o tempero d’Ela é Jesus, pois Ele veio para ser sal, fermento, para ser luz! Jesus veio para trazer o equilíbrio interior que nossa vida tanto necessita.

Acolher Jesus é acolher a vida nova no Senhor!

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Deus abençoe você!

Por Padre Roger Araújo, Sacerdote e Jornalista da Comunidade Canção Nova

Adaptação/Foto: Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização 

ESPECIAL JMJ: Papa Francisco fala aos aos recém-casados na Janela Papal do Arcebispado – Cracóvia

Há três palavras que podem ajudar a viver a vida em matrimônio, porque o matrimônio tem suas dificuldades. São: Por favor, obrigado e perdão.
Por favor. Sempre pergunte a mulher ao marido, e o marido à mulher: “O que você pensa?”, nunca tome decisões por conta própria. Segunda palavra: obrigado.  Quantas vezes o esposo deve dizer à esposa “obrigado”? Quantas vezes a esposa deve dizer ao esposo “obrigada”? Agradeçam-se mutuamente, por que o sacramento do matrimônio é celebrado por ambos e essa relação sacramental se mantém para sempre.
E a terceira palavra é perdão. É uma palavra muito difícil de pronunciar. No matrimônio, sempre tem algum desentendimento. Pedir perdão faz muito bem.Vejo jovens famílias, recém-casadas, muitos estão casados e outros estão por casar. São três palavras que ajudarão na vida matrimonial: por favor, obrigado e perdão.Repitamos juntos: por favor, obrigado, perdão. Mais alto: POR FAVOR, OBRIGADO, PERDÃO.
Bem, tudo isto é muito bonito dizer na vida matrimonial mas há sempre problemas e discussões. As discussões entre marido e mulher são normais. Levantam a voz, discutem. E às vezes até os pratos voam.
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Não se preocupe quando isso acontecer. Dou-lhes um conselho: nunca terminem o dia sem fazer as pazes. E assim, no dia seguinte, poderão se olhar nos olhos, não faltando o diálogo. E se encerra. Quando há amor, um gesto basta.
Vamos rezar por todas as famílias presentes, pelos casados que compreendem estas coisas e aos que se casarão.
Rezemos a Ave Maria, cada um no seu idioma. Rezem por mim! De verdade, rezem por mim! Boa noite e bom descanso.
Tradução: Por Portal Terra de Santa Cruz ( não é oficial do Vaticano) 
Foto: Rádio Vaticano (SP)

“A beleza da vocação matrimonial” é tema Congresso Internacional de Famílias

Evento é promovido pela Obra das Famílias do Movimento de Schoenstatt “A beleza da vocação matrimonial” é o tema do Congresso Internacional de Famílias, que será promovido pela Obra das Famílias do Movimento Apostólico de Schoenstatt, de 15 a 17 de julho, em Londrina (PR). O evento é inspirado pelas últimas assembleias sinodais e pela “corrente de reflexões” sobre a família que anima a Igreja, de acordo com os organizadores.

Para o evento, são esperados representantes de toda a Obra das Famílias de Schoenstatt – que é formada pela Liga Apostólica, União Apostólica e Instituto de Famílias – de vários países. No Brasil, cerca de 2 mil famílias integram as comunidades de Schoenstatt.

O Congresso terá entre os palestrantes o casal Luis e Pilar Jensen, do Chile, que fez parte da comissão para o Sínodo das Famílias. Outra palestrante será a irmã Maria Fernanda Balan, que atuou por vários anos na Pastoral Familiar junto à CNBB. Os assistentes nacional e internacional do Instituto de Famílias de Schoenstatt, respectivamente, padre Ivan Simicic e padre Marcel Mouras, também serão facilitadores do Congresso, assim como o casal de argentinos Pepo e Patricia Kostner, membros da direção geral do Instituto.

 Memória

A história do primeiro casal a ingressar no Instituto de Famílias será um dos enfoques do encontro, segundo a organização. Helene e Friedrich Kühr foram co-fundadores, junto ao padre José Kentenich, da Obra Familiar de Schoenstatt.

Friedrich Kühr, diplomata alemão, foi prisioneiro no campo de concentração de Dachau, onde conheceu o padre José Kentenich. Ele fez sua consagração e se tornou o primeiro noviço do Instituto em 16 de julho de 1942. Helene, por sua vez, viajara ao Brasil para conhecer as terras que haviam comprado em Rolândia (PR). No contexto de guerra, ela não pôde voltar para a Alemanha e ficou separada do marido por dez anos, enquanto ele estava preso. Em 1947, Kühr conseguiu viajar ao Brasil para encontrá-la. Eles permaneceram juntos, morando em Rolândia, até 1950, quando ele faleceu.

O Congresso deve vincular a vida matrimonial com o amor conjugal da família Kühr. “Eles são um exemplo para o tempo de hoje; ficaram dez anos separados fisicamente, estiveram numa guerra, tiveram todas as privações e, mesmo assim, mantiveram o amor entre eles, se mantiveram unidos”, conta o casal Diógenes e Paulina Lawand, do Instituto de Famílias. “Hoje nós vivemos grandes desafios na família, principalmente da relação homem-mulher, do amor conjugal. O papa, com o sínodo, retoma de novo o valor e importância da família. Para nós, os Kühr são uma resposta para o tempo atual. Hoje, por muito menos as pessoas se separam, desistem do casamento, então que possamos tê-los como modelo”, afirmam.

Com informações e fotografia do Instituto de Familias de Schoenstatt

Fonte: CNBB.

Adaptação:Portal Terra de Santa Cruz – Boa Nova Web Radio – A Serviço da Evangelização

 

Cardeal Sarah: Ideologia de gênero é mortal e demoníaca

O Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos no Vaticano, Cardeal Robert Sarah, afirmou que a ideologia de gênero é “demoníaca” e um “impulso mortal” que ataca as famílias.

Assim o indicou o Cardeal africano em sua intervenção no tradicional ‘National Catholic Prayer Breakfast’, em Washington (Estados Unidos), no qual se reuniram diversos líderes do país para tratar diversos temas de grande importância.

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Cardeal Robert Sarah. Crédito: Sabrina Fusco (ACI Prensa)

Em sua exposição, o Cardeal disse que em nenhum lugar a perseguição religiosa é “mais clara que na ameaça das sociedades contra as famílias através da uma demoníaca ideologia de gênero, um impulso mortal que se experimenta em um mundo no qual extirpa cada vez mais Deus através da colonização ideológica” denunciada em distintas ocasiões pelo Papa Francisco.

O Prefeito disse ainda que defender a família é uma tarefa fundamental na sociedade atual: “Não é uma guerra ideológica. Trata-se na verdade de defender-nos a nós mesmos, os nossos filhos e as gerações futuras ante uma ideologia demoníaca (a ideologia de gênero), a qual afirma que as crianças não necessitam mães e pais. Ela nega a natureza humana e quer extirpar Deus de gerações inteiras”.

“A ruptura das relações fundamentais na vida da pessoa – por meio da separação, do divórcio ou das imposições distorcidas da família como a convivência e as uniões do mesmo sexo – é uma ferida profunda que fecha o coração ao amor que se entrega até a morte e que leva ao cinismo e à desesperança”.

Estas situações, continuou o Cardeal, “prejudicam as crianças pequenas ao deixá-las com uma dúvida existencial profunda sobre o amor. São um escândalo e um obstáculo, que faz com que os mais vulneráveis não acreditem em tal amor, e um peso, que esmaga e que pode impedir que se abram ao poder de cura do Evangelho”.

Em meio a tudo isto, disse o Cardeal africano, a Igreja e o Papa Francisco tentam combater a globalização da indiferença.

“Por esta razão o Santo Padre, aberta e vigorosamente, defende o ensinamento da Igreja sobre a anticoncepção, o aborto, a homossexualidade, as tecnologias reprodutivas, a educação das crianças e muitos outros”, indicou o Cardeal.

Atualmente, continuou o Cardeal Sarah, “a violência contra os cristãos não é somente física” como a que sofrem os fiéis do Oriente Médio nas mãos do Estado Islâmico, “mas também política, ideológica e cultural”.

“Esta forma de perseguição religiosa é tão ou mais prejudicial, mas é mais escondida. Não destrói fisicamente, mas espiritualmente”, precisou.

Por isso, o Cardeal disse que atualmente e “em nome da ‘tolerância’ os ensinamentos da Igreja sobre o matrimônio, a sexualidade e a pessoa humana estão sendo desmanteladas” e criticou a legalização das uniões de mesmo sexo, o mandato abortista da administração Obama e as leis que permitem o acesso aos banheiros de acordo com a chamada “identidade de gênero”.

Em seguida, o Cardeal se dirigiu aos participantes do ‘National Catholic Prayer Breakfast’ ressaltando que chegou aos Estados Unidos para “encorajá-los a ser proféticos, fiéis e sobretudo a fim de que rezem”.

“Estas três sugestões – prosseguiu – demonstram que a batalha pela alma da América e a alma do mundo é basicamente espiritual. Mostram que a batalha briga primeiro com nossa própria conversão a Deus a cada dia”.

É importante para esta missão, continuou, um grande discernimento a respeito de como “em suas vidas, em seus lares, em seus locais de trabalho, em sua nação, Deus está sendo reduzido, eclipsado e liquidado”.

Recordando o título do seu livro, o Cardeal concluiu: “ao final, é Deus ou nada”.

“Dieu ou rien” (Deus ou nada) é o nome do livro no qual aparece a extensa entrevista realizada pelo jornalista francês Nicolas Diat ao Cardeal Sarah. Este homem de imprensa também escreveu um livro sobre Bento XVI.

Os temas do livro são variados e não excluem alguns polêmicos como os abusos sexuais de alguns membros do clero e a enérgica e decisiva reação de João Paulo II, Bento XVI e Francisco com sua política de tolerância zero; além das grandes perguntas do mundo pós-moderno que vive longe de Deus.

O Cardeal Sarah foi ordenado sacerdote em 1969 e foi consagrado bispo em 1979, tornando-se o bispo mais jovem do mundo.

Em 2001, foi convocado a Roma pelo Papa João Paulo II para servir como Secretário da Evangelização dos Povos.

Bento XVI o escolheu como presidente do Pontifício Conselho Cor Unum em 2010 e em 2014 o Papa Francisco o nomeou Presidente do dicastério vaticano que é responsável pela liturgia.

Fonte: ACIDIGITAL 

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz – Boa Nova Web Rádio – A Serviço da Evangelização

Bispos brasileiros discutem problemas sociais nas grandes cidades

Arcebispos e bispos de 23 dioceses do Brasil encontraram-se, na segunda-feira, 04, no Centro de Formação Sagrada Família, no bairro Ipiranga, para partilhar experiências a partir de problemas sociais enfrentados nas grandes cidades. Entre os temas abordados pelos bispos, ganharam destaque as questões do mundo da educação, dos imigrantes e refugiados e da população em situação de rua.

Em matéria publicada pelo jornal “O São Paulo”, o arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Pedro Scherer explicou que o momento se propôs a partilhar, de modo informal, as “questões desafiadoras e encaminhamentos pastorais nas grandes metrópoles, que têm muita coisa em comum, a fim de melhor conhecer tais desafios e encontrar possíveis encaminhamentos”.

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Um desses encaminhamentos pastorais apontados pelo cardeal foi tratado pelo bispo auxiliar da arquidiocese de São Paulo e vigário episcopal para a Educação e a Universidade, dom Carlos Lema Garcia. Ele falou aos prelados sobre a educação católica, em especial, a atuação do Vicariato e das iniciativas realizadas na arquidiocese.

O bispo ressaltou, ainda, a necessidade de “relançar a identidade católica, assumir como próprias as conquistas científicas e sociais. Por exemplo, a dignidade da pessoa humana; o respeito pela vida desde a concepção à morte natural; a família como célula da sociedade; doutrina social e ecologia”.

Já o arcebispo de Campinas (SP), dom Airton José dos Santos, demonstrou preocupação com a terceirização do ensino católico. Para ele, é preciso que as escolas que nascem católicas tenham cuidado para não deixar, com o passar dos anos e o envelhecimento da Congregação que a fundou, que a identidade católica da instituição se perca.

Migrantes e povos de rua

No encontro, os padres Júlio Lancellotti, vigário episcopal para o Povo da Rua; Marcelo Matias Monge, diretor da Cáritas Arquidiocesana de São Paulo; e Paolo Parise, diretor do Centro de Estudos Migratórios apresentaram a realidade da população em situação de rua e falaram sobre a acolhida realizada aos migrantes e refugiados, em São Paulo.

Padre Júlio, por exemplo, explicou aos bispos sobre a necessidade de um censo nacional que seja feito pelo IBGE, para que se saiba o número real de pessoas que estão nas ruas dos municípios, a fim de direcionar políticas públicas específicas. “Por meio do interesse desses bispos, podemos ter o resgate da condição humana e não ficar sempre no ‘penduricalho’, mas ter um resgate humano dessa pessoa”, afirmou.

Ainda de acordo com ele, a conversa com os bispos mostrou a necessidade de uma melhor articulação do trabalho realizado pela Igreja para a população em situação de rua. “É preciso entender que essas pessoas que vivem na rua não são as causas, são os efeitos, e a Igreja tem que ir ao encontro das causas também e não só dos efeitos”, finalizou.

Olimpíadas

O arcebispo do Rio de Janeiro, cardeal João Orani Tempesta, falou sobre as iniciativas desenvolvidas em prol do maior evento esportivo do mundo, que ocorrerá no Brasil, a partir de agosto. Dom Orani citou, entre outros projetos, os 100 dias de Paz. “Essa proposta nos faz pensar que é possível que nações antagônicas  estejam juntas no mesmo refeitório, no mesmo lugar de hospedagem e no mesmo campo de disputa, sem brigas, apenas vivendo o esporte. É possível trabalharmos juntos buscando a paz”, disse.

Congresso Eucarístico

Outro assunto em pauta foi o XVII Congresso Eucarístico Nacional que acontecerá em Belém, também no mês de agosto, com o tema “Eucaristia e partilha na Amazônia missionária”. O arcebispo de Belém, dom Alberto Taveira, disse que o evento vem sendo preparado desde 2010 e falou da importância da região. “Quando vivemos na Amazônia, vemos o quanto a região tem a oferecer ao País e à Igreja”, disse. (SP-CNBB)

FONTE: Vatican Radio 

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz – Boa Nova Web Radio – A serviço da Evagelização