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Economia, instrumento de serviço

O que mais de um século atrás foi tristemente previsto, tornou-se realidade hoje: o lucro do capital coloca fortemente em risco, e corre o risco de suplantar, a renda do trabalho.

Muitos o definiram um verdadeiro Vademecum para a finança ética o documento realizado com a aprovação do Santo Padre pela Congregação para a Doutrina da Fé em colaboração com o Dicastério que se ocupa do Desenvolvimento Humano Integral publicado nesta semana.

Com o título “Oeconomicae pecuniariae quaestiones. Considerações para um discernimento ético sobre alguns aspectos do atual sistema econômico-financeiro”, o Vaticano sai em campo na tentativa de propor e restituir ética à economia e à finança. O documento, como está escrito, pretende dar uma contribuição ao diálogo.

O que mais de um século atrás foi tristemente previsto, tornou-se realidade hoje: o lucro do capital coloca fortemente em risco, e corre o risco de suplantar, a renda do trabalho, comumente confinada às margens dos principais interesses do sistema econômico. Isto proporciona o fato de que o trabalho, – lê-se no documento – com a sua dignidade, não somente se torne uma realidade sempre mais em risco, mas perca também a sua qualidade de “bem” para o homem, transformando-se em um mero meio de troca ao interno de relações sociais tornadas assimétricas.

Os excluídos são “sobras”

Exatamente nesta inversão de ordem entre os meios e os fins, em que o trabalho se torna de um bem em “instrumento” e em que o dinheiro se torna de um meio em um “fim”, encontra um fértil terreno aquela inconsciente e amoral “cultura do descarto” que excluiu grandes massas da população, privando-as de um trabalho digno e tornando-as “sem perspectivas e sem vias de saída”: “não se trata mais simplesmente do fenômeno de exploração e opressão, mas de uma realidade nova”: com a exclusão, fere-se, na própria raiz, a pertença à sociedade onde se vive, pois quem vive nas favelas, na periferia ou sem poder já não está nela, mas fora. Os excluídos não são “explorados”, mas resíduos, “sobras”.

O bem-estar não é só questão de PIB, Produto Interno Bruto, destaca o documento. Nenhum lucro é legítimo quando falta o horizonte da promoção integral do pessoa humana, do destino universal dos bens e da opção preferencial pelos pobres. Todo progresso do sistema econômico – lê-se no texto – não pode se
considerar tal, se medido apenas com parâmetros de quantidade e quantidade e de eficácia na produção de lucro, mas também deve basear-se na qualidade de vida que produz e da extensão social do bem-estar que espalha. Um bem-estar que não pode ser limitado ao aspecto material.

O bem-estar deve ser avaliado com critérios mais amplos da produção interna bruta de um país (PIB), tendo em conta, em vez disso, também outros parâmetros, como a segurança, a saúde, o crescimento do ‘capital humano’, a qualidade da vida social e do trabalho”.

Parâmetros humanizadores

“O lucro deve sempre ser perseguido, mas nunca” a qualquer custo, nem como o referente totalizante da ação econômica, destaca o documento. Daí a importância de “parâmetros humanizadores” capazes de estabelecer um círculo virtuoso entre lucro e solidariedade que, graças ao livre agir do homem, pode desencadear todas as potencialidades positivas do mercados.

O documento também analisa a história recente do tecido econômico mundial. “A recente crise financeira – é enfatizado -, poderia ser uma oportunidade para desenvolver uma nova economia mais atenta aos princípios éticos e para uma nova regulamentação da atividade financeira, neutralizando os aspectos predatórios e especulativos e valorizando os serviços à economia real”. Apesar dos esforços positivos em vários níveis, não houve “uma reação que tenha levado a repensar os critérios obsoletos que continuam a governar o mundo”.

Um fenômeno inaceitável “é lucrar explorando a própria posição dominante com a injusta desvantagem de outras pessoas ou enriquecer-se gerando danos ou perturbações ao bem-estar coletivo”. E esta prática é particularmente deplorável, do ponto de vista moral, quando a mera intenção de ganhar por parte de poucos através do risco de uma especulação visando provocar reduções artificiais nos preços dos títulos da dívida pública, e não se preocupa em afetar negativamente ou agravar a situação econômica de países inteiros.

O dinheiro deve servir

Em um contexto marcado por profundas desigualdades é necessário repensar os modelos econômicos. É tempo de seguir com uma recuperação do que é autenticamente humano, “ampliar os horizontes da mente e do coração, para reconhecer com lealdade o que vem das exigências da verdade e do bem”. Está cada vez mais claro que “o egoísmo no final não paga e faz com que todos paguem um preço alto demais”. A economia não deve ser vista como um instrumento de poder, mas de serviço: “o dinheiro deve servir e não governar”.

Silvonei José – Cidade do Vaticano

Portal Terra de Santa Cruz 

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Como o lucro pode andar junto com a moral cristã? O Vaticano explica

A Igreja Católica condena o lucro, o sistema capitalista? NÃO. A Igreja Católica defende que as atividades financeiras e empresariais devem ser reguladas, até certo ponto, pela autoridade política, para evitar o excesso de concentração de poder econômico e seus abusos? SIM.

De forma super resumida, o parágrafo acima apresenta o centro do conteúdo da Doutrina Social da Igreja (DSI). O conhecimento dessa doutrina é o melhor antídoto para os católicos simpáticos ao socialismo e também para os católicos que defendem que o mercado deve ser absolutamente livre de qualquer controle estatal e regulamentação.

A Doutrina Social da Igreja é sintetizada em um Compêndio. Para facilitar ainda mais a vida da galera, hoje, a Santa Sé divulgou um documento que destaca os principais pontos da DSI, e traz ainda uma análise atualizada sobre os agentes econômicos e financeiros que estão em voga.

Nós apresentamos a seguir um resumo do conteúdo desse documento, que foi publicado sob a liderança do Cardeal Ladaria, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.

Oeconomicae et pecuniariae quaestiones

Considerações para um discernimento ético sobre alguns aspectos do atual sistema econômico-financeiro

A primeira parte do documento esclarece que a espiritualidade católica deve se refletir de forma concreta “no amor social, civil e político”. E isso se realiza por meio de “ações que procuram construir um mundo melhor. O amor à sociedade e o compromisso pelo bem comum são uma forma eminente de caridade…”.

A Igreja reconhece que, com o desenvolvimento das atividades capitalistas, o bem-estar econômico global cresceu ao longo da segunda metade do século XX. Entretanto, isso não anula o fato de que “continua a ser ingente o número de pessoas que vivem em condições de extrema pobreza”.

Sendo assim, é urgente que as nações adotem “princípios éticos e para uma nova regulamentação da atividade financeira, neutralizando os aspectos predatórios e especulativos, e valorizando o serviço à economia real”.

Em outras palavras: é preciso distribuir melhor a grande quantidade de riqueza gerada.

TRÊS PRINCÍPIOS ESSENCIAIS

Três princípios cristãos são necessários para que o lucro seja moral e legítimo:

  • promoção integral da pessoa humana;
  • destinação universal dos bens;
  • opção preferencial pelos pobres.

Aplicando estes três princípios, é possível “libertar todas as potencialidades positivas dos mercados”, e “instaura-se um círculo virtuoso entre ganho e solidariedade”.

A IGREJA É A FAVOR DA LIVRE INICIATIVA

Se, por um lado, “Nenhuma atividade econômica pode sustentar-se longamente se não é vivida em um clima de uma sadia liberdade de iniciativa”, por outro lado, quando os donos do dinheiro gozam dessa liberdade de forma irrestrita, tendem quase sempre a prejudicar os mais fracos:

“….hoje é também evidente que a liberdade de que gozam os atores econômicos, se compreendida de modo absoluto e distante da sua intrínseca referência à verdade e ao bem, tende a gerar centros de supremacias e a inclinar na direção de formas de oligarquias que no final prejudicam a eficiência mesma do sistema econômico.”

Ao contrário do que defendem os liberais, a Igreja entende que os mercados não são capazes de regular-se por si mesmos, sem causar prejuízo à coletividade. É preciso que a autoridade política tenha o poder de intervir, de modo a combater e evitar o surgimento de “hegemonias capazes de influenciar unilateralmente não só os mercados, mas também os sistemas políticos e normativos”.

Dizer que o mercado é capaz de se regular sozinho, sem nenhuma intervenção estatal, é pura INGENUIDADE:

“A experiência dos últimos decênios mostrou com evidência, de uma parte, o quanto seja ingênua a confiança em uma presumida autossuficiência da capacidade funcional dos mercados, independente de qualquer ética, e de outra, a imperiosa necessidade de uma adequada regulação dos mesmos.”

O LUCRO NO MERCADO DE AÇÕES

A possibilidade de lucrar por meio do investimento no mercado de ações é algo bom, desde que se evite concentrar o financiamento em negociações “caracterizadas pelo mero intento especulativo”:

“Assim, também o financiamento do mundo empreendedor, consentindo às empresas de ter acesso ao dinheiro mediante o ingresso no mundo da livre contratação da bolsa, é por si mesmo positivo. Este fenômeno, todavia, corre o risco hoje de acentuar também uma ideia ruim de financiamento da economia, fazendo sim que a riqueza virtual, concentrando-se sobretudo em transações caracterizadas pelo mero intento especulativo e em negociações de alta frequência (high frequency trading), atraia a si excessivas quantidade de capitais, subtraindo-os em tal modo dos circuitos virtuosos da economia real.”

A FUNÇÃO SOCIAL DO CRÉDITO

O crédito é um mecanismo positivo, especialmente quando favorece a “mobilização dos capitais com o objetivo de gerar uma circularidade virtuosa de riqueza”.

“Neste âmbito, parece claro que aplicar taxas de juros excessivamente elevadas, não sustentáveis pelos sujeitos que tomaram os créditos, representa uma operação não somente ilegítima eticamente, mas também disfuncional à saúde do sistema econômico.”

O mal não reside no lucro, mas sim no lucro que é criado sobre o prejuízo alheio:

“O fenômeno inaceitável sob o ponto de vista ético não é o simples ganhar, mas o aproveitar-se de uma assimetria para a própria vantagem, criando notáveis ganhos a dano de outros; é lucrar desfrutando da própria posição dominante com injusta desvantagem do outro ou enriquecer-se gerando dano ou perturbando o bem-estar coletivo.”

Por fim, na terceira parte do documento são analisados os atuais instrumentos econômico-financeiros – e isso é uma atualização muito interessante da DSI! O texto oferece “concretas e específicas orientações éticas” para os profissionais que atuam dos mercados financeiros e na gestão empresarial.

Aí vem um monte de termos específicos dessas áreas, que a grande maioria dos católicos não vai entender e vai ficar boiando: compliance, offshore, credit default swap etc. Não esquenta: o essencial para os fiéis em geral está nas partes I e II documento.

Você pode ler o documento completo no site do Vaticanohttp://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_20180106_oeconomicae-et-pecuniariae_po.html

Artigo retirado do excelente e credenciado site O CATEQUISTA  O Catequista

 

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ECONOMIA: Mercado imobiliário brasileiro pode crescer 10% em 2018

Estimativa da CBIC sinaliza aceleração do crescimento em relação ao ano passado, quando lançamentos subiram 5,2 por cento e vendas aumentaram 9,4 por cento.

Mercado imobiliário: as projeções da entidade para o mercado imobiliário em 2018 seriam ainda melhores, não fosse pela decisão do governo de adiar a reforma da previdência (Paulo Fridman/Bloomberg)

lançamentos e as vendas de imóveis residenciais no Brasil em 2018 devem crescer cerca de 10 por cento ante o ano passado, disse nesta segunda-feira um representante da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

A estimativa para este ano sinaliza uma aceleração do crescimento em relação ao ano passado, quando os lançamentos subiram 5,2 por cento e as vendas aumentaram 9,4 por cento, de acordo com o levantamento da CBIC, com base em 23 cidades e regiões metropolitanas do país.

Mas as projeções da entidade para o mercado imobiliário em 2018 seriam ainda melhores, não fosse pela decisão do governo de adiar a reforma da previdência, destacou o presidente da Comissão da Indústria Imobiliária da CBIC, Celso Petrucci.

“Se tivessem aprovado a reforma da Previdência, nossa expectativa seria muito mais positiva, mas parece que isso ficou para o próximo presidente, então esperamos crescimento em torno de 10 por cento tanto para vendas quanto lançamentos”, disse Petrucci ao apresentar o balanço de 2017.

O presidente da Cbic, José Carlos Martins, destacou ainda que a alta de 10 por cento estimada para 2018 está condicionada a alguns fatores, entre eles a disponibilidade de crédito e a regulamentação dos distratos.

Segundo ele, a Caixa Econômica Federal responde por aproximadamente 70 por cento do financiamento imobiliário e ainda não solucionou seus problemas de enquadramento de capital. Além disso, acrescentou Martins, a caderneta de poupança ainda não se recuperou o suficiente para atender à demanda reprimida no mercado.

“Temos que ter outras formas para entrada de recursos, a Letra Imobiliária Garantida (LIG) é uma delas, mas ainda requer regulamentação”, afirmou o presidente da Cbic.

Ele também ressaltou a importância de se reduzir os juros ao consumidor final, que na avaliação dele devem caminhar para algo em torno dos patamares apurados em 2009 e 2010, entre 8,5 a 9,5 por cento ao ano. “É a taxa que cabe no bolso do consumidor brasileiro”, disse Martins.

Petrucci acrescentou que a Cbic vê potencial de recuperação no preço dos imóveis em 2018, mas alertou que a maior proporção de empreendimentos enquadrados no Minha Casa Minha Vida (MCMV) pode limitar o aumento do valor médio do metro quadrado, em particular na cidade de São Paulo. Em 2017, o preço médio do metro quadrado de área privativa no país foi de 5.999 reais, mostrou a pesquisa.

Por Gabriela Mello, da Reuters – Revista EXAME

Fraude no Bolsa Família: 1,3 bilhões foram pagos indevidamente no programa

O Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU), divulgou na última quinta-feira (4), resultado de uma auditoria realizada pelo Ministério de Desenvolvimento Social (MDS), que aponta 2,5 milhões de famílias que recebiam benefícios do Programa Bolsa Família estavam com indícios de incoerência nos dados cadastrais.

Há indícios que as famílias omitiam dados na hora de declarar renda junto ao cadastro único. Essas informações foram verificadas mediante cruzamento das bases de dados oficiais, que identificou que haviam pagamentos indevidos. Diante disso, previdências foram adotadas para que essa fraude chegasse ao fim, garantindo controle e transparência das informações do Bolsa Família.

O programa atende cerca de 13,5 milhões de famílias que vivem em situação de extrema pobreza, que possuem renda mensal de até R$ 85 por pessoa e de pobreza com renda entre R$ 82 e R$ 170, desde que conste crianças ou adolescentes de 0 a 17 anos. Os dados devem ser atualizados, caso as famílias saiam dessas condições.

O MDS bloqueou o benefício nos casos em que as famílias apresentavam renda per capita superior à permitida. Nas situações em que a fraude foi comprovada, serão aplicadas medidas nas quais a população terá que devolver o valor e ficarão impossibilitadas de retomar o Programa por um ano. Já nos casos que houve bloqueio, mas as pessoas se enquadram em situação de extrema pobreza ou pobreza, deverão realizar um recadastramento com dados atualizados para que o benefício seja desbloqueado.

Ao todo foram quase 346 mil famílias que estavam com fortes indícios de terem falsificado declarações para conseguirem o benefício, em razão disso foram cerca de R$ 1,3 bilhão de pagamentos indevidos no período de dois anos.

O que muda, de acordo com o Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União:

 Adotar processo prévio de verificação das informações declaradas no Cadastro Único como requisito de validação do cadastro, proporcionando transparência em caso de divergência com dados registrados em bases oficiais, presumindo-se a veracidade das informações ratificadas pelo cidadão.
Regulamentar critérios de geração de pendências e de invalidação do cadastro das famílias identificadas no processo de Averiguação Cadastral, incluindo o caso das famílias convocadas que não comparecem para atualização dos dados.
Elaborar e executar plano para adoção de providências para o tratamento dos casos de subdeclararão apontados no Relatório, considerando prioritários os casos mais graves e materialmente mais relevantes, para ressarcimento e aplicação de penalidades.

O Ministério do Desenvolvimento Social informou a adoção de medidas visando o aperfeiçoamento do Cadastro Único, tais como:

         Lançamento da Rede Cadastro Único para coordenação das políticas sociais que utilizam os dados do Cadastro, bem como o lançamento de uma plataforma digital que permite o acesso mensal às bases de dados do Cadastro Único, de Averiguação e de Revisão Cadastral, as quais possuem informações relevantes para a gestão de outras políticas públicas.
Impedimento à habilitação e pagamento do Bolsa Família às famílias cadastradas identificadas com divergência de informação em outras bases de dados oficiais.
Estudo de alternativas para automatização dos cruzamentos mensais entre o Cadastro Único e outras bases de dados oficias, com marcação de pendência diretamente no Cadastro e disponibilização das informações aos municípios para análise e tratamento.

Para evitar fraudes e aprimorar os controles relativos ao Programa Bolsa Família, durante o cadastramento será realizado uma sistematização de cruzamento de dados no momento do cadastro, a fim de confirmar as informações prestadas pelos cidadãos, para que haja um fluxo de informações consistentes junto aos municípios, assim diminuindo o número de irregularidades.

Com informações: Portal de Notícias Web Terra 

Inflação no Brasil fecha 2017 em 2,95%, menor nível em duas décadas

O Brasil fechou 2017 com a menor inflação em duas décadas, graças principalmente à queda dos preços dos alimentos. Segundo dados divulgados nesta quarta-feira pelo IBGE, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrou o ano passado em 2,95%, menor taxa desde 1998 (1,65%) e a segunda menor da série histórica. O número ficou abaixo do piso da meta estabelecida pelo governo, que era de 3%. É a primeira vez que isso acontece desde que o sistema de metas foi implantado, em 1999. Em dezembro, o índice ficou em 0,44%.

Após alta de 8,62% em 2016, os preços de alimentos tiveram deflação de 1,87% no ano passado, o que foi fundamental para que a inflação ficasse abaixo dos 3%. É a primeira vez que o índice anual registra deflação de alimentos desde a implantação do Plano Real. O grupo respondeu por 0,48 ponto percentual do IPCA fechado. Isto é: se os preços desse grupo tivessem ficado estáveis, a inflação do ano passado teria sido de 3,43%.

Com o resultado, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, terá que enviar uma carta ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, explicando por que a inflação ficou tão baixa. A meta para 2017 era de 4,5%, com tolerância de 1,5 ponto para cima ou para baixo. Ou seja, o IPCA deveria ter ficado entre 3% e 6%. O BC já precisou justificar o descumprimento da meta em outras quatro ocasiões (2001, 2002, 2003 e 2015), mas sempre porque a inflação ultrapassou o teto do limite, nunca o piso.

Analistas já esperavam resultado abaixo de 3%. A projeção do mercado para o índice estava em 2,8%, segundo pesquisa da Bloomberg. Os economistas consultados para o boletim Focus, do BC, tinham previsão semelhante, de 2,79%. A expectativa para 2018 é de que o indicador suba para 3,95%. A meta deste ano é a mesma do ano passado.

DEFLAÇÃO DE ALIMENTOS

A primeira deflação anual no preço de alimentos se deveu, principalmente, aos produtos consumidos em casa. Os preços de alimentos para consumo em casa caíram 4,85%, enquanto a alimentação consumida fora de casa avançou 3,83%.

O IBGE destacou o efeito da chamada safra recorde sobre os preços. Em 2017, a produção agrícola cresceu cerca de 30%. Com maior oferta dos produtos, os preços despencaram. O grupo responde por aproximadamente 25% do orçamento das famílias brasileiras.

Na prática, os alimentos reverteram as altas de preços de 2016. O feijão carioca, por exemplo, que havia ficado 46,39% naquele ano, recuou 46,06% em 2017. Já o açúcar cristal, que tinha subido 25,3%, registrou deflação de 22,32%. Nem todos os produtos eliminaram completamente o avanço de preços de dois anos atrás. O feijão-preto, por exemplo, o mais consumido no Rio, havia subido 78,05% em 2016, e caiu 36,09% em 2017. Essa diferença pode fazer o carioca ainda sentir no bolso o peso do produto na hora de fazer as compras.

A deflação dos alimentos ajudou a segurar as influências para alta de inflação em 2017. No ano passado, o brasileiro pagou mais caro pela energia elétrica (10,35%), pelo gás de botijão (16%) e pelos planos de saúde (13,53%) — este último foi o principal impacto para cima sobre o índice no ano. Com a nova política de preços da Petrobras e o aumento de impostos sobre combustíveis, a gasolina também ficou mais cara, subindo 10,32%.

REAJUSTES DE GASOLINA

Segundo o IBGE, de 3 de julho até 28 de dezembro (fim da coleta do IPCA de dezembro), foram concedidos 115 reajustes nos preços da gasolina, acumulando um total de 25,49% de aumento. Foi também em julho que o governo anunciou o reajuste na alíquota de PIS/Cofins dos combustíveis. Na gasolina, a alíquota passou de R$ 0,3816 para R$ 0,7925 por litro.

DEZEMBRO DE 2017 FOI MAIOR QUE DE 2016

Apesar do recorde no resultado fechado do ano, a inflação veio mais alta que o previsto em dezembro. O mercado esperava alta de cerca de 0,3%. O avanço de 0,44% foi a maior taxa mensal de 2017, puxado justamente pelos preços de alimentos, que voltaram a subir após sete meses seguidos de deflação. O grupo registrou alta de 0,54% (em novembro, a deflação havia sido de 0,38%). Frutas (1,33%), frango (2,04%) e pão francês (0,67%) influenciaram o resultado.

A primeira inflação em sete meses pode ter significado o fim do ciclo de quedas generalizadas no preço dos alimentos. Para Fernando Gonçalves, coordenador do índice de preços do IBGE, há um “realinhamento” de preços no setor.

– Os preços realmente estavam muito baixos por conta da safra. Acredito agora que vá haver o realinhamento desses preços – destacou o técnico.

Também houve uma aceleração dos preços de transportes (de 0,52% para 1,23%), por causa da alta de 22,28% das passagens aéreas. A gasolina, que também faz parte do grupo, registrou alta de 2,05%, reflexo dos reajustes no período.

O principal impacto para baixo em dezembro foi do grupo habitação, que engloba a energia elétrica. A conta de luz ficou 3,09% mais barata, por causa da volta ao patamar 1 da bandeira vermelha em 1º de dezembro. A mudança reduziu o custo adicional sobre a tarifa para R$ 0,03 por kwh consumido, em vez da cobrança de R$ 0,05 por kwh da bandeira vermelha 2, em vigor até o mês anterior.

Meta de inflação X IPCA (em %) – Objetivo de 4,5% foi cumprido em apenas três anos

Com informações Jornal O Globo 

Uma inflação baixa estimula o consumidor a adquirir bens e serviços. Um adiamento significa sobretudo que se tem de pagar mais pelo mesmo produto. Além disso uma inflação baixa torna mais interessante contrair um empréstimo porque os juros também são baixos nos períodos de uma inflação baixa.

 

Um em cada quatro brasileiros vivem na pobreza, diz IBGE

Mais de 25 milhões de brasileiros, o equivalente a 25,4% da população, vivem na linha de pobreza e possuem renda familiar equivalente a R$ 387,07 – ou US$ 5,5 por dia, valor adotado pelo Banco Mundial para definir se uma pessoa é pobre.

Os dados foram divulgados hoje (15), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e fazem parte da pesquisa Síntese de Indicadores Sociais 2017 – SIS 2017. Ela indica, ainda, que o maior índice de pobreza se dá na região Nordeste do país, onde 43,5% da população se enquadram nessa situação e, a menor, no Sul: 12,3%.

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A situação é ainda mais grave se levadas em conta as estatísticas do IBGE envolvendo crianças de 0 a 14 anos de idade. No país, 42% das crianças nesta faixa etária se enquadram nestas condições e sobrevivem com apenas US$ 5,5 por dia.

A pesquisa de indicadores sociais revela uma realidade: o Brasil é um país profundamente desigual e a desigualdade gritante se dá em todos os níveis.

Seja por diferentes regiões do país, por gênero – as mulheres ganham, em geral, bem menos que os homens mesmo exercendo as mesmas funções -, por raça e cor: os trabalhadores pretos ou pardos respondem pelo maior número de desempregados, têm menor escolaridade, ganham menos, moram mal e começam a trabalhar bem mais cedo exatamente por ter menor nível de escolaridade.

Um país onde a renda per capita dos 20% que ganham mais, cerca de R$ 4,5 mil, chega a ser mais de 18 vezes que o rendimento médio dos que ganham menos e com menores rendimentos por pessoa – cerca de R$ 243.

No Brasil, em 2016, a renda total apropriada pelos 10% com mais rendimentos (R$ 6,551 mil) era 3,4 vezes maior que o total de renda apropriado pelos 40% (R$ 401) com menos rendimentos, embora a relação variasse dependendo do estado.

Entre as pessoas com os 10% menores rendimentos do país, a parcela da população de pretos ou pardos chega a 78,5%, contra 20,8% de brancos. No outro extremo, dos 10% com maiores rendimentos, pretos ou pardos respondiam por apenas 24,8%.

A maior diferença estava no Sudeste, onde os pretos ou pardos representavam 46,4% da população com rendimentos, mas sua participação entre os 10% com mais rendimentos era de 16,4%, uma diferença de 30 pontos percentuais.

Desigualdade acentuada

No que diz respeito à distribuição de renda no país, a Síntese dos Indicadores Sociais 2017 comprovou, mais uma vez, que o Brasil continua um país de alta desigualdade de renda, inclusive, quando comparado a outras nações da América Latina, região onde a desigualdade é mais acentuada.

Segundo o estudo, em 2017 as taxas de desocupação da população preta ou parda foram superiores às da população branca em todos os níveis de instrução. Na categoria ensino fundamental completo ou médio incompleto, por exemplo, a taxa de desocupação dos trabalhadores pretos ou pardos era de 18,1%, bem superior que o percentual dos brancos: 12,1%.

“A distribuição dos rendimentos médios por atividade mostra a heterogeneidade estrutural da economia brasileira. Embora tenha apresentado o segundo maior crescimento em termos reais nos cinco anos disponíveis (10,9%), os serviços domésticos registraram os rendimentos médios mais baixos em toda a série. Já a Administração Pública acusou o maior crescimento (14,1%) e os rendimentos médios mais elevados”, diz o IBGE.

O peso da escolaridade

Os dados do estudo indicam que, quanto menos escolaridade, mais cedo o jovem ingressa no mercado de trabalho. A pesquisa revela que 39,6% dos trabalhadores ingressaram no mercado de trabalho com até 14 anos.

Para os analistas, “a idade em que o trabalhador começou a trabalhar é um fator que está fortemente relacionado às características de sua inserção no mercado de trabalho, pois influencia tanto na sua trajetória educacional – já que a entrada precoce no mercado pode inibir a sua formação escolar – quanto na obtenção de rendimentos mais elevados”.

Ao mesmo tempo em que revela que 39,6% dos trabalhadores ingressaram no mercado com até 14 anos, o levantamento indica também que este percentual cresce para o grupo de trabalhadores que tinha somente até o ensino fundamental incompleto, chegando a atingir 62,1% do total, enquanto que, para os que têm nível superior completo, o percentual despenca para 19,6%.

Ainda sobre o trabalho precoce, o IBGE constata que, em 2016, a maior parte dos trabalhadores brasileiros (60,4%) começou a trabalhar com 15 anos ou mais de idade. Entre os trabalhadores com 60 anos ou mais houve elevada concentração entre aqueles que começaram a trabalhar com até 14 anos de idade (59%).

A análise por grupos de idade mostra a existência de uma transição em relação à idade que começou a trabalhar, com os trabalhadores mais velhos se inserindo mais cedo no mercado de trabalho, o que pode ser notado porque 17,5% dos trabalhadores com 60 anos ou mais de idade começaram a trabalhar com até nove anos de idade, proporção que foi de 2,9% entre os jovens de 16 a 29 anos.

O IBGE destaca que os trabalhadores de cor preta ou parda também se inserem mais cedo no mercado de trabalho, quando comparados com os brancos, “característica que ajuda a explicar sua maior participação em trabalhos informais”.

Já entre as mulheres foi maior a participação das que começaram a trabalhar com 15 anos ou mais de idade (67,5%) quando comparadas com a dos homens (55%). Para os técnicos do instituto, esta inserção mais tardia das mulheres no mercado de trabalho pode estar relacionada “tanto ao fato de elas terem maior escolaridade que os homens, quanto à maternidade e os encargos com os cuidados e afazeres domésticos”.

Cresce percentual dos que não trabalham nem estudam

O percentual de jovens que não trabalham nem estudam aumentou 3,1 pontos percentuais entre 2014 e 2016, passando de 22,7% para 25,8%. Dados da pesquisa Síntese de Indicadores Sociais 2017 indicam que, no período, cresceu o percentual de jovens que só estudavam, mas diminuiu o de jovens que estudavam e estavam ocupados e também o de jovens que só estavam ocupados.

O fenômeno ocorreu em todas as regiões do Brasil. No Norte, o percentual de jovens nessa situação passou de 25,3% para 28,0%. No Nordeste, de 27,7% para 32,2%. No Sudeste, de 20,8% para 24,0%. No Sul, de 17,0% para 18,7% e no Centro-Oeste, de 19,8% para 22,2%.

Ele atingiu, sobretudo, os jovens com menor nível de instrução, os pretos ou pardos e as mulheres e com maior incidência entre jovens cujo nível de instrução mais elevado alcançado era o fundamental incompleto ou equivalente, que respondia por 38,3% do total.

Pobreza é maior no Nordeste

Quando se avalia os níveis de pobreza no país por estados e capitais, ganham destaque – sob o ponto de vista negativo – as Regiões Norte e Nordeste com os maiores valores sendo observados no Maranhão (52,4% da população), Amazonas (49,2%) e Alagoas (47,4%).

Em todos os casos, a pobreza tem maior incidência nos domicílios do interior do país do que nas capitais, o que está alinhado com a realidade global, onde 80% da pobreza se concentram em áreas rurais.

Ainda utilizando os parâmetros estabelecidos pelo Banco Mundial, chega-se à constatação de que, no mundo, 50% dos pobres têm até 18 anos, com a pobreza monetária atingindo mais fortemente crianças e jovens – 17,8 milhões de crianças e adolescentes de 0 a 14 anos, ou 42 em cada 100 crianças.

Também há alta incidência em homens e mulheres pretas ou pardas, respectivamente, 33,3% e 34,3%, contra cerca de 15% para homens e mulheres brancas. Outro recorte relevante é dos arranjos domiciliares, no qual a pobreza – medida pela linha dos US$ 5,5 por dia – mostra forte presença entre mulheres sem cônjuge, com filhos até 14 anos (55,6%). O quadro é ainda mais expressivo nesse tipo de arranjo formado por mulheres pretas ou pardas (64%), o que indica, segundo o IBGE, o acúmulo de desvantagens para este grupo que merece atenção das políticas públicas.

Por http://congressoemfoco.uol.com.br

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Recessão jogou 5,4 milhões de brasileiros na pobreza extrema, mostra estudo

Após uma década em queda, a pobreza voltou a crescer no Brasil devido à grave recessão entre 2014 e 2016. Segundo levantamento do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets), mais de 9 milhões de brasileiros caíram, em 2015, para abaixo da linha de pobreza (US$ 5,50 per capita por dia ou R$ 387,07 mensais), em decorrência da deterioração do emprego e da renda.

Desse total, 5,4 milhões se enquadram no critério do Banco Mundial para extrema pobreza. Vivem com menos de US$ 1,90 por dia ou R$ 133,72 por mês. As informações, publicadas pelo Valor Econômico, são baseadas na Síntese de Indicadores Sociais, documento elaborado pelo IBGE a partir da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad).

Na última sexta, o IBGE revelou que 52,2 milhões de pessoas viviam abaixo da linha da pobreza em 2016, o equivalente a 25,4% da população. Na pobreza extrema, estão 13,35 milhões de brasileiros (6,5% da população). Com os cortes, o Iets criou uma série histórica para comparar com outros períodos.

De acordo com o pesquisador do instituto Samuel Franco, o país tirou quase 40 milhões de pessoas da pobreza de 2004 a 2014. “O retrocesso ocorre de 2014 para 2015. É quandro a crise [brasileira] começa a afetar a renda, provocar desemprego e gerar informalidade. Os empregos perdidos na construção civil, por exemplo, afetaram muitos trabalhadores”, disse o pesquisador ao Valor Econômico.

O economista Francisco Ferreira, do Banco Mundial, concluiu que a parcela da população em extrema pobreza cresceu de 4,1% para 6,5% em 2016. Segundo o diretor-geral da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação), José Graziano, mais de sete milhões de brasileiros, mesmo vivendo em extrema pobreza, não recebem qualquer assistência social.

Por http://congressoemfoco.uol.com.br

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ECONOMIA: Como posso ter equilíbrio financeiro no fim do ano?

Equilíbrio financeiro no fim do ano é possível? 

As luzes de Natal começam a surgir e, pouco a pouco, o Brasil começa a entrar no clima de fim de ano, período marcado por festas, celebrações, viagens e férias. Como fica sua vida financeira neste tempo? Festas de fim de ano costumam ser marcadas por emoções, novidades, encontros e celebrações, o que nos leva a viver uma etapa atípica do ano. E se as decisões financeiras forem baseadas em emoções, podem ser fontes de estresse financeiro.

Vejamos algumas dicas para economizar dinheiro ou, quem sabe, reequilibrar as contas e planejar, racional e não somente emocionalmente, sua vida financeira.

Planejamento Racional × Planejamento emocional

O fim do ano mexe com a emoção das pessoas. Festas, celebrações, presentes, amigos e família. Todo esse pacote de emoções precisa vir junto com as decisões racionais na área financeira – claro que, nem sempre, 100% racionais! –, como explica o ganhador do prêmio Nobel de economia, em 2017, Richard Thaler. Em sua teoria, nossas decisões são, muitas vezes, muito mais irracionais do que imaginamos. Logo, antes de sair às compras ou gastar o suado 13º salário, procure dar uma nota às suas finanças pessoais.

Você tem dívidas a pagar? Elas estão em dia? Existe algum saldo estourado no cartão de crédito, cheque especial ou financiamento atrasado? Se sim, melhor planejar o fim de ano de forma mais modesta, sem abrir mão, claro, de se divertir e celebrar com a família. Melhor planejar, agora mesmo, e criar, dentro de si, a real situação de onde você quer chegar em 2018: com mais dívidas ou menos contas a pagar?

Essas respostas podem ajudá-lo a resistir às inúmeras tentações financeiras que virão. Isso não significa abrir mão de tudo e passar o Natal sem uma boa ceia ou a família reunida. O ponto é: consigo abrir mão de comprar algumas coisas e esperar as promoções de janeiro? Consigo gastar somente o que reservei para este tempo e pagar as contas atrasadas? Se você conseguir quitar algumas dívidas, celebre esse feito!

Black Friday ou Black Fraude?

Dentre as muitas tentações financeiras de fim ano, tenha olhos abertos à Black Friday. Muitos sites acabam não reduzindo preços, apenas usando a publicidade e o consumismo para abocanhar compradores compulsivos. Se o celular ainda funciona, será mesmo preciso trocá-lo agora? Não existe outra urgência maior a ser atendida? Mais uma vez, é importante usar mais razão e menos emoção. Se seus amigos estão comprando, isso não vale de regra para você. O que pode ser bom para eles pode ser ruim para sua saúde financeira.

O Sonho do 13º Salário

Demorou um ano para cair na sua conta; agora, enfim, chegou o décimo terceiro salário! Muita gente já gastou o dinheiro que ainda nem chegou. Então, para e pense nos pontos um e dois acima. Converse com o marido ou a esposa sobre a prioridade da família, dos filhos, da casa, do carro. Se estiver tudo em dia, então, não seria o caso de guardar uma parte do dinheiro para montar uma reserva de emergência? Vamos ao próximo ponto.

O Prevenido não passa aperto: a reserva para emergências

“Procure não gastar tudo o que ganha.” Você já deve ter ouvido essa frase várias vezes, mas a verdade é que, por trás dela, está uma dura realidade: quando você gasta tudo o que ganha, está muito próximo de contrair dívidas. Embora seja por necessidade, e sabe-se que muitos brasileiros vivem num tremendo aperto, a reserva para emergências precisa ser uma meta financeira de longo prazo. Ela precisa existir.

Muitos dos que, hoje, estão em dívidas não tinham coletes salva-vidas quando a “água subiu”, ou seja, não tinham guardado nada para os imprevistos da vida. Por isso, guardar, ainda que seja R$ 30,00 por mês, e comprar um título do tesouro direto pode ser uma meta a ser alcançada. Não estamos falando de investir milhões, apenas 30 reais.

Aplicativos de celular para economizar

Já existem milhares de brasileiro que instalaram aplicativos de celular para controlar as finanças pessoais. Você ainda não possui? Está esperando o quê? Existem variadas opções! No fim do ano, as contas costumam se acumular, e temos de recorrer às ferramentas de auxílio. Não é bom fazer as contas só de cabeça. Se você não tem memória boa, então, melhor nem pensar duas vezes.

Ao instalar um app de finanças, você já pode, desde já, lançar os gastos futuros que pretende ter no fim do ano, bem como os grandes gastos de janeiro. As decisões financeiras racionais, com fundamentos, tendem a ser mais recompensadoras. As decisões puramente emocionais tendem a trazer surpresas desagradáveis financeiramente.

Natal: família, amigos e fé

O sentido do Natal foi muito diluído como forma de estímulo ao consumo. Alguns dizem que até a cor da roupa vermelha do Papel Noel é para associar-lo a uma marca famosa. O fato é que muito se fala no Papai Noel, mas pouco se fala do Cristo. A verdade é que não há problema em dar nem em ganhar presentes. No entanto, também não se pode deixar de entender e explicar aos filhos ou amigos que o Natal é nascimento do Menino Deus, nascido pobre para enriquecer a humanidade. Que tal copiar o modelo de Jesus e ajudar alguma família carente, doando-lhe uma cesta básica ou roupas? Qualquer gesto já o enriquecerá na alma.

Celebre, curta o fim de ano com consciência, equilíbrio financeiro, amor ao próximo e fé no Cristo.

Por Bruno Cunha – Diretor administrativo e financeiro da Faculdade Canção Nova

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