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Indulgência Plenária na Festa da Divina Misericórdia

Saiba por que a Igreja celebra, neste domingo, a festa da Divina Misericórdia e aprenda como lucrar a indulgência plenária nessa celebração.

A devoção à Divina Misericórdia, de acordo com as revelações de Nosso Senhor a Santa Faustina Kowalska, é um grande dom concedido à Igreja Católica no terceiro milênio. Essa expressão de piedade foi de tal modo reconhecida e aprovada pela Igreja que, em 2000, o Papa São João Paulo II — conterrâneo de Santa Faustina — instituiu para a Igreja universal a festa da Divina Misericórdia, a ser celebrada todos os anos, na Oitava da Páscoa.

Mas por que instituir essa festa justamente no segundo domingo do Tempo Pascal?

Além do pedido expresso de Jesus Misericordioso [1], uma das razões pode ser encontrada no fato de que, nesse dia, a liturgia católica relembra com particular intensidade dois grandes instrumentos da divina misericórdia para a salvação humana: os sacramentos do Batismo e da Penitência. Esses dois sacramentos são chamados também de “sacramentos de mortos”, porque foram “instituídos principalmente para restituir a vida da graça às almas mortas pelo pecado” [2]: o Batismo, como a porta pela qual todos temos de passar; e a Confissão, como uma “segunda tábua de salvação” [3], pois é por ela que são restituídos à graça os que voltaram a cair depois de terem sido batizados.

De fato, este domingo da Oitava da Páscoa era chamado, desde os primeiros tempos da Igreja, deDominica in albis. A expressão latina significa “em vestes brancas” e faz referência ao fato de que, durante essa celebração, os neófitos que foram batizados na Vigília Pascal pela primeira vez aparecem com suas vestes alvas, simbolizando a brancura da alma purificada do pecado. Também neste domingo, o Evangelho proclama a instituição do sacramento da Penitência, quando Nosso Senhor Ressuscitado se põe no meio dos discípulos e, soprando sobre eles, diz: “Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos.” (Jo 20, 22-23)

Para fazer com que vivêssemos mais intensamente esta celebração, o Papa São João Paulo II estabeleceu, em 2002, através de um decreto com “vigor perpétuo”, que este Domingo da Divina Misericórdia fosse enriquecido com a Indulgência Plenária, entre outras razões, para que os fiéis pudessem ” alimentar uma caridade crescente para com Deus e o próximo“. Os termos da concessão são os seguintes:

Concede-se a Indulgência plenária nas habituais condições (Confissão sacramental, Comunhão eucarística e orações segundo a intenção do Sumo Pontífice) ao fiel que no segundo Domingo de Páscoa, ou seja, da “Misericórdia Divina”, em qualquer igreja ou oratório, com o espírito desapegado completamente da afeição a qualquer pecado, também venial, participe nas práticas de piedade em honra da Divina Misericórdia, ou pelo menos recite, na presença do Santíssimo Sacramento da Eucaristia, publicamente exposto ou guardado no Tabernáculo, o Pai-Nosso e o Credo, juntamente com uma invocação piedosa ao Senhor Jesus Misericordioso (por ex., “Ó Jesus Misericordioso, confio em Ti”).

Concede-se a Indulgência parcial ao fiel que, pelo menos com o coração contrito, eleve ao Senhor Jesus Misericordioso uma das invocações piedosas legitimamente aprovadas.

Também aos homens do mar, que realizam o seu dever na grande extensão do mar; aos numerosos irmãos, que os desastres da guerra, as vicissitudes políticas, a inclemência dos lugares e outras causas do género, afastaram da pátria; aos enfermos e a quantos os assistem e a todos os que, por uma justa causa, não podem abandonar a casa ou desempenham uma actividade que não pode ser adiada em benefício da comunidade, poderão obter a Indulgência plenária no Domingo da Divina Misericórdia, se com total detestação de qualquer pecado, como foi dito acima, e com a intenção de observar, logo que seja possível, as três habituais condições, recitem, diante de uma piedosa imagem de Nosso Senhor Jesus Misericordioso, o Pai-Nosso e o Credo, acrescentando uma invocação piedosa ao Senhor Jesus Misericordioso (por ex., “Ó Jesus Misericordioso, Confio em Ti”).

Se nem sequer isto pode ser feito, naquele mesmo dia poderão obter a Indulgência plenária todos os que se unirem com a intenção de espírito aos que praticam de maneira ordinária a obra prescrita para a Indulgência e oferecem a Deus Misericordioso uma oração e juntamente com os sofrimentos das suas enfermidades e os incómodos da própria vida, tendo também eles o propósito de cumprir logo que seja possível as três condições prescritas para a aquisição da Indulgência plenária.

Aproveitemos essa concessão da Igreja, por ocasião da festa da Divina Misericórdia, para fortalecermos o nosso amor a Cristo, vivendo a vida da graça, e mantermos “o espírito desapegado completamente da afeição a qualquer pecado”, pois só assim poderemos receber de Deus as indulgências que Ele, misericordiosíssimo, sempre nos quer conceder.

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização

Domingo da Divina Misericórdia: “Jesus eu confio em vós”

A primeira leitura deste domingo nos relata a vida dos primeiros cristãos. Ela está estruturada sobre quatro colunas: o ensinamento dos apóstolos, a partilha dos bens, a partilha do pão ou Eucaristia e as orações em comum. 

O ensinamento dos apóstolos ou catequese provocava nos discípulos uma mudança de vida. A fé na palavra de Deus, revelada por e em Jesus Cristo, agora era explicada pelos apóstolos, e os cristãos deixavam de ser simples cidadãos, para com suas vidas, testemunharem Jesus Cristo. Esse testemunho veremos concretamente nas outras três colunas.

Se acreditavam em Jesus Cristo, elas criam que Deus era Pai de todos e isso os levava a um sentimento de radical fraternidade, daí a partilha de bens, a renúncia à propriedade particular, onde tudo é, livremente, colocado em comum e distribuído de acordo com as necessidades pessoais. Com isso não existe mais pobres.

A partilha do pão celebrava a memória de Jesus que partilhou sua vida. Assim, se reuniram para realizar o gesto e o mandamento de Jesus: “Fazei isso em minha memória de mim”.

O Senhor estava presente no meio deles de modo eucarístico e era partilhado como alimento, como sustento para o dia a dia.
Finalmente a Comunidade também se reunia para louvar o Senhor e, certamente, rezar o Pai-Nosso.

O autor dos Atos nos fala ainda que esse estilo de vida simples, fraterno e temente a Deus, suscitava a adesão de outras pessoas a fazerem parte do grupo dos amigos de Jesus.

Peçamos ao Senhor que nossa vida de batizados, de homens e mulheres que crêem em Jesus, seja fiel à nossa profissão de fé.

Para isso vale que cada noite nossa consciência diante do Senhor nos diga até onde vivemos nossa fé, se fomos capazes de partilhar nossos bens, nosso tempo, nossa atenção, nossa capacidade de ajudar o outro.

A partilha do pão eucarístico da vida que é Jesus deverá refletir o meu dia, meu ato de partilhar os bens que geram vida, com aquele irmão ou irmã, aquele próximo que é carente deles.

Por Radio Vaticano

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Festa da Misericórdia e Santa Faustina: Virtudes e desejos…

No Evangelho de São Mateus (18,3) Jesus fala: “Se não mudardes e não vos tornardes como as crianças, de modo algum entrareis no Reino dos Céus”. Também em São Marcos (10,15) o Senhor nos diz que é preciso acolher o Reino de Deus “como uma criança”. Nessas duas passagens podemos destacar duas virtudes de Santa Faustina que nos ajudam a compreender o modo como ela esperou ansiosamente e, de certa forma, antecipou as alegrias da Festa da Misericórdia.

A primeira virtude é a simplicidade

Faustina era, sem dúvida, simples como uma criança nas mãos de Deus, e o próprio Jesus apreciava essa atitude, dando-lhe graças para aperfeiçoá-la. De fato, disse-lhe Jesus: “quero ensinar-te a infância espiritual. Quero que sejas muito pequena, porque, quando és pequena, eu te carrego junto ao meu Coração” (Diário de Santa Faustina, 1481).

A segunda virtude é o reconhecimento

Santa Faustina aprendeu que aquilo que se recebe é dom gratuito e não uma forma de recompensa por nosso merecimento. Como exprime o Pe. Raniero Cantalamessa: “Acolher o Reino como uma criança significa acolhê-lo gratuitamente, como dom, não a título de merecimento. (…) As crianças sabem por instinto a diferença que há entre o merecimento e o privilégio e jamais renunciarão ao seu privilégio de serem crianças, pelo merecimento” (A vida em Cristo, Ed. Loyola, 1998, p. 52).

A Festa da Misericórdia

Há uma passagem do Diário que revela as alegrias do coração de Faustina, tanto por sua participação na obra da Misericórdia quanto pela Festa da Misericórdia. Assim escreveu ela: “Hoje recebi uma carta do Padre Sopocko, pela qual soube que ele pretende mandar imprimir um santinho de Jesus Misericordioso. Pediu-me que lhe enviasse certa oração, que ele quer colocar no verso, se conseguir a aprovação do Arcebispo. Oh! de quanta alegria se enche meu coração por Deus me ter permitido ver essa obra da Sua misericórdia. Oh! quão grandiosa esta obra do Deus Altíssimo! Eu sou apenas seu instrumento. Oh! quão ardentemente desejo ver essa Festa da Misericórdia Divina que Deus está exigindo através de mim, mas se for a vontade de Deus e se ela tiver que ser comemorada solenemente apenas depois da minha morte, eu já agora me alegro com ela e já a comemoro interiormente com a permissão do confessor” (Diário, 711).

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O profundo desejo de Santa Faustina era ver a Festa da Misericórdia ser reconhecida pela Igreja. É uma atitude de respeito à vontade de Deus. Esse é, sem dúvida, o segredo de sua serenidade: embora seja uma exigência de Deus, tudo acontece no “tempo de Deus” e não no “tempo dos homens”.

Contudo, seu desejo não deixa de fazer eco no coração do próprio Jesus, que lhe declara: “Pelos teus ardentes desejos, estou apressando a Festa da Misericórdia” (Diário, 1082). Essa intimidade de Santa Faustina com Jesus, a ponto de mover o coração do Senhor, nos surpreende e ensina. Oxalá também nós tivéssemos esse mesmo nível de confiança em Jesus Misericordioso. Como os apóstolos, devemos sempre elevar a Deus, sem descanso, esse clamor: “Senhor, aumenta-nos a fé!” (Lc 17,5).

Por: Pe. Ednilson de Jesus, MIC – misericordia.org.br 

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VEJA PROGRAMAÇÃO DA FESTA DA MISERICÓRDIA EM CAMPANHA/MG E PARTICIPE

Cartaz Pronto

Festa da Divina Misericórdia e sua essência

No ano de 1931, pela primeira vez Nosso Senhor falou sobre a instituição da Festa da
Misericórdia à Santa Faustina – na mesma ocasião em que pediu que fosse pintada a
Imagem da Misericórdia: “Eu desejo que haja a Festa da Misericórdia. Quero que essa imagem, que pintarás com o pincel, seja abençoada solenemente no primeiro domingo depois da Páscoa, e esse Domingo deve ser a Festa da Misericórdia” (Diário de Santa Faustina, 49).

Por que no domingo após a Páscoa?

Entre todas as formas de Devoção à Divina Misericórdia, reveladas por Jesus à Santa Faustina, a Festa da Misericórdia merece uma observação mais atenta da nossa parte. No Diário da santa o tema aparece em 37 números.

A escolha do primeiro domingo depois da Páscoa para se celebrar a Festa da Misericórdia tem um amplo sentido teológico. Mostra a estreita união que existe entre o mistério Pascal da Redenção e o mistério da Misericórdia de Deus. Esta união é ainda sublinhada pela Novena à Divina Misericórdia, com o Terço da Misericórdia, começando na sexta-feira santa.

A instituição da Festa em toda a Igreja

No dia 30 de abril de 2000, na Praça de São Pedro, em Roma, o Papa João Paulo II canonizou Santa Faustina Kowaslka e instituiu solenemente a Festa da Misericórdia em toda a Igreja. Na homilia daquela celebração, à qual acorreram milhares de pessoas, o Papa declarou: “É importante, então, que acolhamos inteiramente a mensagem que nos vem da palavra de Deus neste segundo domingo de Páscoa, que de agora em diante, na Igreja inteira, tomará o nome de domingo da Divina Misericórdia. Nas diversas leituras, a liturgia parece traçar o caminho da misericórdia que, enquanto reconstrói a relação de cada um com Deus, suscita também entre os homens novas relações de solidariedade fraterna”. E disse, ainda: “Quantas almas já foram consoladas pela invocação Jesus, eu confio em Vós, que a providência sugeriu através da Irmã Faustina! Este simples ato de abandono a Jesus dissipa as nuvens mais densas e faz chegar um raio de luz à vida de cada um”.

São João Paulo II, portanto, recebeu de Deus a graça de ter sido escolhido como instrumento para a realização do desejo profundo de Jesus, a instituição da Festa da Misericórdia. Hoje, quando celebramos aqui na terra a solenidade da Misericórdia Divina, juntamos nossas vozes à voz de Santa Faustina e de Karol Wojtyla, já participantes da glória eterna, para proclamar: “Misericórdia Divina, eu confio em Vós”.

Uma Festa de todos os dias

A Festa da Misericórdia não se resume apenas àquele dia (primeiro domingo após a Páscoa) para, de modo especial, louvar a Deus no mistério da Misericórdia. Esta Festa constitui um tempo de graça para toda a humanidade. “Desejo que a Festa da Misericórdia seja refúgio e abrigo para todas as almas, especialmente para os pecadores” (Diário, 699). “As almas se perdem, apesar da minha amarga Paixão. Estou lhes dando a última tábua de salvação, isto é, a Festa da minha misericórdia. Se não venerarem a minha misericórdia, perecerão por toda a eternidade” (Diário, 965).

A grandeza dessa Festa só pode ser avaliada pelas extraordinárias promessas que Nosso Senhor atribuiu a ela: “…alcançará perdão total das faltas e dos castigos aquele que, nesse dia, se aproximar da Fonte da Vida” (Diário, 300). “Neste dia, estão abertas as entranhas da minha misericórdia. Derramo todo um mar de graças sobre as almas que se aproximam da fonte da minha misericórdia. (…) Que nenhuma alma tenha medo de se aproximar de mim, ainda que seus pecados sejam como o escarlate” (Diário, 699).

Como alcançar as promessas de Jesus?

Para aproveitar destes grandes dons, que Jesus promete com a celebração da Festa da Misericórdia, é preciso cumprir as condições da devoção à Misericórdia Divina: confiança na bondade de Deus, o amor ativo para com o próximo e encontrar-se em estado de graça santificante (após a confissão) dignamente recebendo a Sagrada Comunhão.

“Nenhuma alma terá justificação — esclareceu Nosso Senhor — enquanto não se dirigir, com confiança, à minha misericórdia. (…) Nesse dia, os sacerdotes devem falar às almas desta minha grande e insondável misericórdia” (Diário, 570).

Por: Pe. Ednilson de Jesus, MIC

Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização

Papa Francisco: Quero misericórdia, tema da iniciativa “24 horas para o Senhor”2017

Realiza-se nos dias 24 e 25 deste mês, em Roma, a iniciativa “24 horas para o Senhor”, promovida pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, no Tempo da Quaresma.

O Papa presidirá a liturgia penitencial na Basílica de São Pedro, nesta sexta-feira (17/03), antecipando de uma semana a data em que todas as Igrejas colocarão o Sacramento da Reconciliação no centro do caminho da nova evangelização em toda a Igreja.

O tema deste ano é “Eu quero misericórdia”, extraído do Evangelho de Mateus (Mt 9,13).

Para participar da liturgia na Basílica de São Pedro, na tarde de sexta-feira, são necessários bilhetes que são distribuídos gratuitamente pela Prefeitura da Casa Pontifícia.

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Na sexta-feira, 24 de março, a partir das 20h até a manhã do dia seguinte, as Igrejas de Santa Maria in Trastevere e a dos Estigmas de São Francisco ficarão abertas para a adoração eucarística e confissões.

No sábado, 25, às 17h locais, se concluirá a iniciativa “24 horas para o Senhor” na Igreja de Santo Spirito in Sassia, com a celebração de ação de graças das Primeiras Vésperas do IV Domingo do Senhor, presididas pelo Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, Dom Rino Fisichella.

(from Vatican Radio) 

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização

A SANTA IRMÃ MARIA FAUSTINA KOWALSKA – Apóstola do Divino Coração Misericordioso de Jesus Cristo

BIOGRAFIA (1905-1938)

A Irmã Faustina Kowalska, apóstola da Misericórdia de Deus conhecida em todo o mundo,
é considerada pelos teólogos como uma pessoa que faz parte de um grupo de notáveis místicos da Igreja. Nasceu no dia 25 de agosto de 1905, como a terceira dos dez filhos numa pobre mas piedosa família de aldeões, em Glogowiec (Polônia). No batismo, que se realizou na igreja paroquial de Swinice Warskie, recebeu o nome de Helena. Desde a infância distinguiu-se pela piedade, pelo amor à oração, pela diligência e obediência, e ainda por uma grande sensibilidade à miséria humana. Apesar de ter frequentado a escola por menos de três anos, no ”Diário” por ela deixado, numa linguagem extremamente transparente, descreveu exatamente o que queria dizer, sem ambiguidades, com muita simplicidade e precisão.
Glogowiec, lugar de nascimento de irmã Faustina
Irmã Faustina com seus familiares (1935)

Nesse ”Diário”, escreve ela a respeito das vivências da sua infância:

“… eu senti a graça à vida religiosa desde os sete anos. Aos sete anos de vida ouvi pela primeira vez a voz de Deus em minha alma, ou seja, o convite à vida religiosa, mas nem sempre fui obediente à voz da graça. Não me encontrei com ninguém que me pudesse esclarecer essas coisas”.

Aos dezesseis anos de idade, deixou a casa paterna para ir trabalhar como empregada doméstica em Aleksandrów, perto de Lodz, a fim de angariar meios para a subsistência própria e ajudar os pais. Nesse tempo o desejo de ingressar na vida religiosa aos poucos ia amadurecendo nela. Visto que seus pais não concordavam com tal decisão, Heleninha procurou sufocar em si o chamado divino.

Anos depois, escreveria em seu “Diário”:

“Numa ocasião, eu estava com uma de minhas irmãs num baile. Enquanto todos se divertiam a valer, a minha alma sentia tormentos interiores. No momento em que comecei a dançar, de repente vi Jesus a meu lado, Jesus sofredor, despojado de Suas vestes, todo coberto de chagas e que me disse estas palavras: “Até quando hei de ter paciência contigo e até quando tu me decepcionarás?” Nesse momento parou a música animada, não vi mais as pessoas que comigo estavam, somente Jesus e eu ali permanecíamos. Sentei-me ao lado de minha irmã, disfarçando com uma dor de cabeça o que se passava comigo. Em seguida, afastei-me discretamente dos que me acompanhavam e fui à catedral de S. Estanislau Kostka. Já começava a anoitecer e havia poucas pessoas na catedral. Sem prestar atenção a nada do que ocorria à minha volta, caí de bruços diante do Santíssimo Sacramento e pedi ao Senhor que me desse a conhecer o que devia fazer a seguir. Então, ouvi estas palavras: “Vai imediatamente a Varsóvia (Polônia) e lá entrarás no convento”. Terminada a oração, levantei-me, fui para casa e arrumei as coisas indispensáveis. Da maneira como pude, relatei a minha irmã o que havia acontecido na minha alma. Pedi que se despedisse por mim de meus pais e assim, só com a roupa do corpo, sem mais nada, vim para Varsóvia (Diário, 9).

Em Varsóvia (Polônia), procurou um lugar para si em diversas comunidades religiosas, mas em todas foi recusada. Foi somente no dia 1 de agosto de 1925 que se apresentou à Congregação das Irmãs da Divina Misericórdia, na Rua Zytnia, e ali foi aceita. Antes disso, para atender às condições, teve que trabalhar como empregada doméstica numa família numerosa na região de Varsóvia, para dessa forma conseguir o enxoval pessoal.

Ela descreveu em seu “Diário” os sentimentos que a acompanhavam após ter ingressado
na vida religiosa:

“Sentia-me imensamente feliz, parecia que havia entrado na vida do paraíso.
O meu coração só era capaz de uma contínua oração de ação de graças”
(Diário, 17).

Parque Veneza, em Lodz − o lugar do baile

Catedral de S. Estanislau Kostka em Lodz, Polônia

Interior da catedral. Neste lugar Jesus Cristo chamou irmã Faustina à vida religiosa

Casa geral da Congregação de Nossa Senhora Mãe da Misericórdia  em Varsóvia, Polônia, Rua Zytnia 3/9, na qual ingressou irmã Faustina.
Na congregação recebeu o nome de irmã Maria Faustina. Realizou o noviciado em Cracóvia
e foi ali que, na presença do bispo Estanislau Rospond, professou tanto os primeiros votos religiosos como, passados cinco anos, os votos perpétuos de castidade, pobreza e obediência. Trabalhou em diversas casas da Congregação, porém permaneceu mais tempo em Cracóvia (Polônia), Vilna (Lituânia) e Plock (Polônia), exercendo as funções de cozinheira, jardineira e porteira. Exteriormente nada deixava transparecer a sua profunda vida mística. Ela cumpria assiduamente as suas funções, guardando com zelo a regra religiosa. Era recolhida e silenciosa, embora ao mesmo tempo fosse desembaraçada, serena, cheia de amor benevolente e desinteressado para com o próximo. O severo estilo de vida e os extenuantes jejuns que ela se impunha antes ainda de ingressar na Congregação enfraqueceram tão severamente seu organismo que já no postulado teve de ser encaminhada para tratamento de saúde.

Após o primeiro ano do noviciado vieram as experiências místicas extremamente dolorosas – da chamada noite escura, e depois os sofrimentos espirituais e morais relacionados com o cumprimento da missão que havia recebido de Jesus Cristo. Irmã Faustina ofereceu a sua vida a Deus em sacrifício pelos pecadores, a fim de salvar as suas almas, e por essa razão foi submetida a numerosos sofrimentos.

Nos últimos anos de vida intensificaram-se as enfermidades do organismo: desenvolveu-se a tuberculose, que atacou os pulmões e o trato alimentar. Por essa razão, por duas vezes, durante alguns meses, permaneceu em tratamento no hospital.

Completamente esgotada fisicamente, mas em plena maturidade espiritual e misticamente unida a Deus, faleceu no dia 5 de outubro de 1938 com fama de santidade, tendo apenas 33 anos de idade, dos quais 13 anos de vida religiosa. (Notas do “Diário” de santa irmã Faustina)

Santa Faustina

VATICANO, Praça de S. Pedro, 30 de abril de 2000. O Papa João Paulo II proclama a Irmã Faustina Kowalska santa.
REUTERS, Photographer VINCENZO PINTO

Casa da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia, Plock, Praça Stary Rynek 14/18,  na qual Jesus Cristo apareceu à irmã Faustina e lhe recomendou a pintura da imagem de Jesus Misericordioso  e expressou o desejo de que fosse instituída a Festa da Misericórdia.

Casa da Congregação de Nossa Senhora da Misericórdia, onde nos anos 1933-1936 residiu a irmã Faustina  e onde Jesus Cristo lhe ditou o terço da Divina Misericórdia. Vilna (Lituânia), Rua Grybo, 29

Convento da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora Mãe da Misericórdia  em Cracóvia – Lagiewniki, Rua Irmã Faustina 3, na Polônia  – onde se encontra ao sarcófago com os restos mortais de irmã Faustina.  Aqui Nosso Senhor expressou o desejo de que fosse cultuada a hora da Sua morte − a Hora da Misericórdia.

Trecho do manuscrito do Diário de santa Irmã Faustina.



Em consequência de empenhos das autoridades locais, no dia 10 de dezembro de 2005, por um decreto da Santa Sé, a santa irmã Faustina foi proclamada padroeira da cidade de Lodz (Polônia).

Monumento à santa irmã Faustina na Praça da Independência, em Lodz.

PORTAL TERRA DE SANTA CRUZ – A SERVIÇO DA EVANGELIZAÇÃO 

ESPECIAL JMJ: O Brasil se destaca na Jornada Mundial da Juventude em Cracóvia e jovens da Diocese da Campanha divulga a Beata Nhá Chica.

País é o terceiro em número de peregrinos inscritos, à frente de muitas nações europeias.

À espera de mais de 2 milhões de peregrinos, abriu-se nesta semana a 31ª edição da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que vai até domingo, 31 de julho, na terra de São João Paulo II e terra onde aconteceu as revelações de Jesus a Santa Faustina dando ao mundo a devoção a sua infinita e inesgotável misericórdia que está acima de todas as obras corporais e espirituais como única e ultima tábua de justiça e salvação para o mundo. 

Cracóvia recebe o grande encontro de jovens pela segunda vez: a bela cidade do sul da Polônia também foi a sede da JMJ de 1991. São João Paulo II, que idealizou as jornadas e realizou a primeira em 1986, em Roma, foi homenageado na missa de abertura desta edição, celebrada nesta terça-feira, 26.

O cardeal dom Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro e membro da comitiva papal em Cracóvia, recorda:

Tudo começou em Roma com João Paulo II e hoje corre mundo afora. Vendo a realidade do mundo na época, ele considerou importante fazer com que os jovens se aprofundassem na fé da forma que eles gostam, num evento grande em que estivessem juntos”.

gmg cracovia

O Papa Francisco presidirá os atos centrais do evento, como a Acolhida, a Via Sacra, a Vigília e a Missa de Envio, que encerra a jornada e, ao mesmo tempo, abre os preparativos da próxima.

O Brasil, que sediou a edição passada no Rio de Janeiro, tem importante presença no encontro de Cracóvia: apesar da distância, trata-se do terceiro país em número de peregrinos na Polônia, atrás da própria Polônia (com 25,5% dos jovens inscritos) e da Itália (com 13,6%). O Brasil supera países europeus muito mais próximos de Cracóvia, como a Alemanha, a França, a Espanha e Portugal, e países das Américas como os Estados Unidos, o México, a Argentina e o Chile.

Parte da grande participação brasileira se deve ao sucesso da JMJ no Rio, que superou todas as expectativas de público.

Missa de abertura JMJ 2013 Rio de Janeiro
WYD Rio 2013 - pt

Números da JMJ de Cracóvia 2016

– São esperados 2 milhões de participantes nesta edição da Jornada.

– Os peregrinos são de mais de 100 países.

– O número de jovens inscritos previamente chega a 600 mil.

– Dos 600 mil inscritos, 13 mil são brasileiros.

– 150 voluntários do Brasil participam da organização do evento.

– 14 locais de catequese serão em língua portuguesa, 5 deles coordenados por brasileiros, inclusive 30 bispos do Brasil.

Preocupações e confiança

Dom Orani observa que há questões preocupantes, em particular a dos refugiados, a das ameaças terroristas e a da crise econômica, que afeta todos os países. No entanto, ele mantém a confiança:

Tudo isso gera preocupação, mas não pode chamar atenção apenas diante de um grande evento. São questões que precisam de prioridade o tempo todo. A Jornada é um evento muito pacífico e aberto a todos. Estou confiante“.

Participação à distância

Dom Frank Caggiano, arcebispo de Bridgeport, nos Estados Unidos, recorda que a jornada é para todos os católicos do mundo, e não só para os que puderem estar presentes em Cracóvia:

Queremos que todos saibam que ninguém está excluído de uma peregrinação como esta. Cada um é chamado a ser um peregrino, independentemente de poder ou não viajar à Polônia. Queremos que cada jovem, que cada adulto jovem, saiba que faz parte desta peregrinação, fisicamente em Cracóvia ou espiritualmente em casa”.


Você pode acompanhar a JMJ 2016 pela Tv Canção Nova, Tv Aparecida, Rede Vida, pelo canal da Radio Vaticano no You Tube e pelas várias redes sociais.

Aqui em nosso site você também ficará bem informado dos principais destaques da JMJ 2016 com nossa correspondente peregrina Patrícia Silveira da paróquia Santo Antônio-Campanha/MG (foto acima em destaque) que está mandando informações para nós, logo mais uma matéria exclusiva direto da Polônia. Nossa amiga está representando nossa diocese da Campanha juntamente com outros jovens e padres de nossa igreja diocesana nesta JMJ 2016. Não podia faltar claro a bandeira de nosso país e a bandeira com a imagem de nossa Beata Nhá Chica na foto. Que nossa querida beata interceda por todos!

Que Deus os abençoe!!

Referências: Radio Catedral,  Aleteia

Texto: Portal terra de Santa Cruz – A serviço da evangelização!

Papa Francisco é o terceiro apóstolo da Divina Misericórdia, diz Card. Dziwisz

“O Papa Francisco é o terceiro apóstolo da Divina Misericórdia, após Irmã Faustina e Karol Wojtyla”. É o que afirma o Arcebispo de Cracóvia, Cardeal Stanislaw Dziwisz, na reportagem intitulada “O diário da misericórdia, visões e profecia de Irmã Faustina”, que vai ao ar na TV2000 neste 3 de maio, às 22h30min, no programa  “Investigação nos limites do Sagrado”, de David Mugia.

“O Santo Padre Francisco – afirma o cardeal polonês – nos disse, quando nos recebeu na visita ad Limina, que aprendeu a prática do Terço da Misericórdia na casa de sua avó. Desde pequeno ele rezava o Terço da Divina Misericórdia”.

As câmaras da TV2000 mostrarão com exclusividade imagens do Diário da Irmã Faustina Kowalska, conhecida como a Apóstola da Divina Misericórdia. São cerca de 400 páginas, de poesia e teologia, que fizeram volta ao mundo, traduzidas em todas as línguas: do árabe ao chinês. Elas falam das recordações, orações, aparições, profecias, revelações privadas e fatos cotidianos da mística polonesa.

Graças a este diário o mundo pode conhecer do que se trata precisamente a Divina Misericórdia. Irmã Faustina foi canonizada em 30 de abril de 2000, pelas mãos do Papa João Paulo II, de quem também conseguiu a instituição da Festa da Divina Misericórdia.

A misericórdia também é uma das marcas do pontificado de Francisco, que instituiu o Jubileu Extraordinário da Misericórdia, que teve início em 8 de dezembro de 2015.

Por Rádio Vaticano

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz 

A TEOLOGIA DA MISERICÓRDIA – PADRE FÁBIO DE MELO

Eu pensava que havia me capacitado para ser padre, mas descobri que havia uma Teologia maior do que eu havia estudado, uma que sempre esteve ao meu alcance, uma fé viva, testemunhada. O primeiro livro que lancei foi na cidade de Formigas e minha mãe foi. Chegando em casa, minha mãe me disse: “meu Deus, como posso ter um filho tão inteligente assim”?! E ali disse a ela que tudo o que eu sabia de Deus havia aprendido com ela. Não há nada que aprendi com Deus que não tenha sido pela senhora, mãe.

Eu pensava que havia me capacitado para ser padre, mas descobri que havia uma Teologia maior do que eu havia estudado, uma que sempre esteve ao meu alcance, uma fé viva, testemunhada. O primeiro livro que lancei foi na cidade de Formigas e minha mãe foi. Chegando em casa, minha mãe me disse: “meu Deus, como posso ter um filho tão inteligente assim”?! E ali disse a ela que tudo o que eu sabia de Deus havia aprendido com ela. Não há nada que aprendi com Deus que não tenha sido pela senhora, mãe.
A Festa da Misericórdia não pode ser compreendida pelos livros de Teologia, quem nos ensina é a mãe, o pai, não adianta escutar que Deus é amor, é misericórdia, é perdão. É para aqueles que tiveram a experiência, como eu, que tive a minha mãe me sustentando. Nasci em uma casa simples e bem pobre e um dia quebrei uma xícara em casa, estávamos eu e minha irmã em casa. Minha irmã olhou para mim e disse: “Bem feito! Você vai ver quando minha mãe chegar”. Quando ouvi que minha mãe que estava chegando e minha irmã gritando: “é agora”, eu corri e escondi debaixo da cama.
Minha mãe me ensina, porque ela luta para não ter ressentimentos, mágoas. Minha mãe é o lugar onde a misericórdia de Deus acontece. Seja lugar da misericórdia para as pessoas. Não adianta seus filhos terem a Catequese do que é misericórdia, eles precisam da experiência com a misericórdia. Seja lugar da misericórdia.

Conhecer a misericórdia

A primeira renúncia para conhecer a misericórdia é a das mágoas e ressentimentos. Porque nada adianta saber a doutrina.
Viver a mágoa é colocar na sala da sua vida, no seu coração, um defunto. É preciso jogar fora o defunto do ódio, senão, ele ocupa o centro da sua vida.

O terço da misericórdia

Toda vez que nos aproximamos da misericórdia, ela precisa repercutir na nossa vida. Cada vez que você reza o terço é a oportunidade de lavar suas mazelas. Rezar o terço da misericórdia não é dever, mas é o direito de ser menos egoísta, de ser mais curado.

Como escolher alguém para casar

Ontem fui celebrar um casamento e disse que neste mundo estamos acostumados a receber o que foi feito para todo mundo. Você vai comprar uma blusa tem M, G e GG. Desde a Revolução Industrial passou-se a produzir em série. Às vezes também amamos assim, de forma generalizada. Quando for escolher alguém, você precisa escolher alguém configurado a Jesus, aquele que te olha na fraqueza e te levanta. Não importa que seja bonito ou não. A falta de conversão compromete a educação dos nossos filhos. Seu filho precisa olhar para você e aprender sobre o amor de Deus. Misericórdia aprendemos em casa, no colo do pai e da mãe. Quando um pai negocia obediência com seu filho, é porque sua autoridade afetiva foi embora faz tempo

Servir na igreja

Como vou dar testemunho se não sou capaz de renunciar um cargo na igreja, porque sou vaidoso e gosto de mandar em tudo. Como dar testemunho da misericórdia, ou convencer o outro do cristianismo, se sou um cavalo nos meus relacionamentos, dentro da Igreja? Olha o exemplo de Bento XVI, ele teve a coragem de renunciar. Tenha a coragem de renunciar para ser mais humano, mais misericórdia. O ateísmo cresce com a nossa hipocrisia, a nossa falta de testemunho. Não adianta repetir a devoção da misericórdia, é preciso uma fé viva, uma fé nova.

Compromisso

Agradeça a Deus porque você tem o Papa que é pura misericórdia, ele sabe que o que o salva não é o fato de ser papa, mas o que ele vive. O que nos salva é o que no íntimo do nosso coração está sendo construído. Não queira ser juiz de ninguém, leve consigo a leveza de quem vive clamando a misericórdia de Deus. O que vai nos salvar no último dia é o quanto nós amamos misericordiosamente quem passou na nossa vida. Olhe para você, olhe para sua vida, tem ódio? Ressentimentos? Renuncie, porque isso lhe pesa e lhe faz mal, mas hoje você tem a oportunidade de tirar isso de você. Fale para Jesus que você confia nele.
Assista na Integra a Palestra de Pe. Fábio de Melo na Canção nova no Domingo da Festa da Misericórdia 2016
https://www.youtube.com/watch?v=vMX8yxBN4Rk
JESUS EU CONFIO EM VÓS
Portal Terra de Santa Cruz.

FESTA DA MISERICÓRDIA: Fiéis participam da Hora da Misericórdia em Campanha(MG)

A hora da Misericórdia neste domingo 03 de Abril. aconteceu na Igreja Nossa Senhora das Dores. O Evento organizado pelos Apóstolos Eucarísticos da Divina Misericórdia da Paróquia Santo Antônio Campanha(MG), contou com a presença do querido Pe. Aylton Marcos, vigário paroquial da Paróquia Nossa Senhora dos Remédios Caxambu(MG). Animou este lindo momento a Banda Trilhos do Céu de Três Corações. (Contrate a Banda Trilhos do Céu para seu evento)

Foi uma tarde de oração e adoração de honras a Misericórdia do Senhor. Abaixo você encontra uma breve síntese do que é e como se deu a Hora da Misericórdia no mundo e sua importância.

A história da Igreja está repleta de homens e mulheres que procuravam viver intensamente os mistérios da vida de Jesus. Dentre elas, modernamente se destaca Santa Faustina Kowalska (+1938), que foi associada pelo próprio Jesus ao seu mistério pascal como raramente se encontra na hagiografia cristã (outros exemplos seriam o de S. Gema Galgani, S. Padre Pio etc.).

Ele deixou claro que a meditação sobre a sua Paixão é uma fonte inesgotável de bênçãos para o indivíduo: “Concedo as graças mais abundantes às almas que meditam piedosamente sobre a Minha Paixão” (D 737).

Deste modo, a hora da sua entrega por nós na cruz – 3 horas da tarde – foi-se tornando um elemento distintivo na espiritualidade da santa polonesa e assim no movimento que, sem saber, estava-se iniciando.

Ao longo de 4 anos (1935-1938) o próprio Jesus lhe foi instruindo a respeito desta hora sagrada:
Jesus disse a Santa Faustina
“Às três horas da tarde, implora à Minha misericórdia especialmente pelos pecadores e, ao menos por um breve tempo, reflete sobre a Minha Paixão, especialmente sobre o abandono em que Me encontrei no momento da agonia. Esta é a Hora de grande misericórdia para o Mundo inteiro. Permitirei que penetres na Minha tristeza mortal. Nessa hora nada negarei à alma que Me pedir pela Minha Paixão…” (D 1320).

Ainda, tempos antes da morte de Santa Faustina Jesus completou suas promessas relacionadas a Hora da Misericórdia.

“Lembro-te, Minha filha, que todas as vezes que ouvires o bater do relógio, às três horas da tarde, deves mergulhar toda na Minha misericórdia, adorando-A e glorificando-A. Implora a onipotência dela em favor do Mundo inteiro e especialmente dos pobres pecadores, porque nesse momento foi largamente aberta para toda a alma. Nessa hora, conseguirás tudo para ti e para os outros. Nessa hora, realizou-se a graça para todo o Mundo: a misericórdia venceu a justiça. Minha filha, procura rezar, nessa hora, a Via-sacra, na medida em que te permitirem os teus deveres, e se não puderes fazer a Via-sacra, entra, ao menos por um momento na capela e adora o Meu Coração, que está cheio de misericórdia no Santíssimo Sacramento. Se não puderes sequer ir à capela, recolhe-te em oração onde estiveres, ainda que seja por um breve momento. Exijo honra à Minha misericórdia de toda criatura, mas de ti em primeiro lugar, porque te dei a conhecer mais profundamente esse mistério” (D 1572).

Assim nós Apóstolos de Cristo neste novo tempo, continuamos a fazer aquilo que Jesus pediu e ordenou a Santa Faustina, render culto a Vossa Misericórdia .

Em todo momento e lugar podemos prestar honra à divina misericórdia, mas Jesus nos propõe fazermos memória da sua entrega suprema às 3 horas da tarde.

Portanto, caro irmão e irmã, onde quer que esteja (programe o seu relógio para disparar também às 15h!), una-se a nós neste momento de adoração, ação de graças, reparação e súplica à divina misericórdia, com confiança na sua imensa generosidade para conosco!

Confira o Vídeo da Adoração ao Santíssimo um momento marcante nesta tarde da Misericórdia.

Vejam algumas Fotos

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Texto: Bruno Henrique/Gestor do Portal Terra de Santa Cruz e Coordenador dos Apóstolos Eucarísticos da Divina Misericórdia 

2º Domingo da Páscoa/ Festa da Divina Misericórdia

Neste domingo de bênçãos e graças, celebramos a Misericórdia Divina, recebemos de Deus a misericórdia, dom do Espírito Santo que é derramado em nossos corações. É Ele quem opera isso em nós, que nos perdoa, lava-nos de nossos pecados e dá-nos a graça de perdoarmos uns aos outros pelas falhas e pecados. O Espírito Santo é derramado como dom primeiro para os apóstolos, que exercem, em nome de Deus, na autoridade apostólica, o sacramento da penitência.

LITURGIA – Primeira Leitura (At 5, 12-16)
Leitura dos Atos dos Apóstolos:

Muitos sinais e maravilhas eram realizados entre o povo pelas mãos dos apóstolos. Todos os fiéis se reuniam, com muita união, no Pórtico de Salomão. Nenhum dos outros ousava juntar-se a eles, mas o povo estimava-os muito. Crescia sempre mais o número dos que aderiam ao Senhor pela fé; era uma multidão de homens e mulheres.

Chegavam a transportar para as praças os doentes em camas e macas, a fim de que, quando Pedro passasse, pelo menos a sua sombra tocasse alguns deles.

A multidão vinha até das cidades vizinhas de Jerusalém, trazendo doentes e pessoas atormentadas por maus espíritos. E todos eram curados.

Responsório (Sl 117) – Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! “Eterna é a sua misericórdia!”

— Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! “Eterna é a sua misericórdia!”

— A casa de Israel agora o diga:/ “Eterna é a sua misericórdia!’/ A casa de Aarão agora o diga:/ “Eterna é a sua misericórdia!”/ Os que temem o Senhor, agora o digam:/ “Eterna é a sua misericórdia!”

— “A pedra que os pedreiros rejeitaram/ tornou-se agora pedra angular./ Pelo Senhor é que foi feito tudo isso:/ Que maravilhas ele fez a nossos olhos!/ Este é o dia que o Senhor fez para nós,/ Alegremo-nos e nele exultemos!

— Ó Senhor, dai-nos a vossa salvação,/ ó Senhor,/ dai-nos também prosperidade!”/ Bendito seja, / em nome do Senhor,/ aquele que em seus átrios vai entrando!/ Desta casa do Senhor vos bendizemos./ Que o Senhor e nosso Deus nos ilumine!

Segunda Leitura (Ap 1,9-11a.12-13.17-19)
Leitura do Livro do Apocalipse de São João:

Eu, João, vosso irmão e companheiro na tribulação, e também no reino e na perseverança em Jesus, fui levado à ilha de Patmos, por causa da Palavra de Deus e do testemunho que eu dava de Jesus. No dia do Senhor, fui arrebatado pelo Espírito e ouvi atrás de mim uma voz forte, como de trombeta, a qual dizia: “O que vais ver, escreve-o num livro”.

Então voltei-me para ver quem estava falando; e ao voltar-me, vi sete candelabros de ouro. No meio dos candelabros havia alguém semelhante a um “filho de homem”, vestido com uma túnica comprida e com uma faixa de ouro em volta do peito.

Ao vê-lo, caí como morto a seus pés, mas ele colocou sobre mim sua mão direita e disse: “Não tenhas medo. Eu sou o Primeiro e o Último, aquele que vive. Estive morto, mas agora estou vivo para sempre. Eu tenho a chave da morte e da região dos mortos.

Escreve pois o que viste, aquilo que está acontecendo e que vai acontecer depois”.

– Palavra do Senhor.

Anúncio do Evangelho (Jo 20,19-31)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e, pondo-se no meio deles, disse: “A paz esteja convosco”.

Depois dessas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor. Novamente, Jesus disse: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio”.

E, depois de ter dito isso, soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos”.

Tomé, chamado Dídimo, que era um dos doze, não estava com eles quando Jesus veio. Os outros discípulos contaram-lhe depois: “Vimos o Senhor!”

Mas Tomé disse-lhes: “Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei”.

Oito dias depois, encontravam-se os discípulos novamente reunidos em casa, e Tomé estava com eles. Estando fechadas as portas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: “A paz esteja convosco”.

Depois disse a Tomé: “Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel”.

Tomé respondeu: “Meu Senhor e meu Deus!”
Jesus lhe disse: “Acreditaste, porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!”
Jesus realizou muitos outros sinais diante dos discípulos, que não estão escritos neste livro. Mas estes foram escritos para que acrediteis que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais a vida em seu nome.

Palavra da Salvação

Portal Terra de Santa Cruz

DOMINGO DA DIVINA MISERICÓRDIA

O tempo Pascal nos trás uma imensa alegria, pois vivemos a Ressurreição de nosso Mestre e Senhor Jesus Cristo. Ele, depois de sua ressurreição, continuou a ensinar seus Apóstolos e nos deixou ensinamentos perenes, que edificaram a Igreja nestes milênios. Um destes ensinamentos é quando Ele visita seus discípulos que estavam reunidos logo após sua morte e adentra a sala, mesmo estando elas com as portas trancadas. Sopra sobre eles o Espírito Santo e deixa a nós a essência de seu coração: a Misericórdia. Diz a eles claramente: “a paz esteja convosco. Como o Pai me enviou também vos envio”. E depois de soprar sobre eles o Espírito Santo diz: “recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhe serão retidos” (Jo 20, 21-23)

Isto aconteceu uma semana depois de Sua Ressurreição. Pois bem, estava Instituído o Sacramento da Penitência, que é o Sacramento do Perdão, que é o Sacramento da Misericórdia. Vejam que a Igreja entendeu perfeitamente a ordem e passou então a ministrar o perdão para aqueles que assim desejam e confessam seus pecados.

Entretanto Jesus quis mais. Ele desejou que este domingo, após a Ressurreição, se tornasse o Domingo da Divina Misericórdia. Manifestou este desejo faz até pouco tempo, para uma jovem Freira Polaca, que viveu o mesmo que o Mestre: apenas 33 anos. Ela morreu em 1938 com fama de Santidade e foi elevada aos altares no ano 2000 pelo Papa João Paulo II, que instituiu neste mesmo ano a Festa da Divina Misericórdia.

Estamos falando de Santa Faustina, que é considerada a “Apóstola” ou “Secretaria da Divina Misericórdia” e teve do próprio Jesus a revelação de que desejava que fosse instituída esta Festa e mais ainda, qual pintura deveria retratar seu coração misericordioso. Logicamente aqui é um texto resumido, mas com certeza vale a pena conhecer um pouco mais desta grande Santa de nossos tempos atuais.

É sempre bom termos um pouco do conhecimento da história desta Festa, mas o mais importante é que queremos que todos reflitam sobre o que é misericórdia.

A expressão misericórdia tem origem latina, é formada pela junção de miserere (ter compaixão), e cordis (coração). “Ter compaixão do coração”, significa ter capacidade de sentir aquilo que a outra pessoa sente, aproximar seus sentimentos dos sentimentos de alguém, ser solidário com as pessoas.

Imaginem que é exatamente isto que deseja nosso Deus e Salvador: sentindo as nossas misérias, nos perdoa de coração.

A Festa da Divina Misericórdia tem neste ano uma relevância ainda maior, pois estamos bem no centro do ano Jubilar da Misericórdia, que nos agracia com as Indulgencias Plenárias, através do Sacramento da Confissão, da Eucaristia e da Oração nas intenções do Santo Padre o Papa Francisco, adentrando logicamente uma das Portas Santas da Misericórdia.

Portanto, o Senhor, que sempre tem a iniciativa de nos perdoar, deseja mais do nunca derramar sua misericórdia sobre toda a humanidade.

Aproveite e se aproprie deste desejo ardente do Coração de Jesus, mas lembre-se do que Ele mesmo nos ensinou: a medida que somos perdoados, devemos perdoar. Lembram-se do que pedimos e rezamos a todo momento: “Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”. Por isso cuidado: É o tempo do perdão, mas não apenas pedir, mas sobretudo dar o perdão!

Reflitamos então:

  • Até que ponto tenho exercitado o pedir e dar perdão?
  • Ainda tenho rancores, ressentimentos em meu coração? Será que não está na hora da cura?
  • Será que esta cura não está relacionado a experimentarmos a misericórdia, mas no pedir, mas sim no dar?
  • Estou neste ano dedicando um tempo a mais para além de mim, oferecer as indulgências, para as almas necessitadas?

Que tenhamos todos um excelente domingo,   mergulhados no coração misericordioso de nosso Senhor e exclamando com toda a confiança: “Jesus, eu Confio em Vós”.

Fonte: http://www.uniaodefamilias.com.br

Adaptação Portal Terra de Santa Cruz 

Assim será o Rito de Abertura da Porta da Misericórdia nas Igrejas particulares

O Santo Padre Francisco, por meio da Bula “Misericordiae Vultus” – com a qual convocou o Jubileu Extraordinário da Misericórdia -, estabeleceu que o Ano Santo seja inaugurado no próximo dia 08 de dezembro na solenidade da Imaculada Conceição. Como sinal deste acontecimento o Papa abrirá a Porta Santa na Basílica de São Pedro no Vaticano, onde qualquer um que ingresse “poderá experimentar o amor de Deus que consola, perdoa e oferece esperança”.

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No domingo seguinte, quer dizer, no dia 13 de dezembro -que é o III Domingo do Advento- se abrirá a Porta Santa na Basílica de São João de Latrão e depois nas demais Basílicas Papais. Para esta mesma data o Papa estabeleceu que em cada Igreja particular, seja na Catedral ou na co-Catedral, inclusive em uma igreja de especial significado e nos Santuários, se abra para todo o Ano Santo uma ‘Porta da Misericórdia’, lugares que serão determinados pelo Bispo diocesano.

“Cada Igreja particular, então, estará diretamente comprometida a viver este Ano Santo como um momento extraordinário de graça e de renovação espiritual. O Jubileu, portanto, será celebrado em Roma assim como nas Igrejas particulares como sinal visível da comunhão de toda a Igreja”, disse o Papa na Bula do Jubileu.

Com o objetivo de animar a vivência da abertura deste tempo de graça, o Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização –  dicastério vaticano encarregado da promoção das atividades do Ano Santo – elaborou o subsidio pastoral “Celebrar a Misericórdia” (parte de uma coleção de cinco subsídios para o Ano Santo, editados e traduzidos pela Paulus), em que apresenta o Ritual de abertura da ‘Porta da Misericórdia’ das Catedrais, templos ou santuários jubilares, para a  celebração de abertura do tempo jubilar que se desenvolverá através de cinco momentos:

A ‘statio’ em uma igreja ou em outro lugar apropriado. Deve se escolher uma igreja significativa e ampla para celebrar ali os ritos de introdução, que não esteja demasiado longe da Catedral, tampouco muito perto, para que permita o desenvolvimento do caminho processional. A saudação e a moção inicial, a proclamação da perícopa evangélica, e a leitura da parte inicial da Bula ‘Misericordiae Vultus’, são os momentos constitutivos da ‘statio’.

Assim será o Rito de Abertura da Porta da Misericórdia nas Igrejas particulares 1.jpg

O caminho processional. Esse é sinal de peregrinação, que será o que identifique também o Ano Santo, “porque é imagem do caminho que cada pessoa realiza em sua existência”, como sublinha o Papa na Bula. Neste caminho processional, se dá realce ao Livro dos Eva
ngelhos, que é levado pelo Diácono e é sinal de Cristo que caminha diante de seu povo e de sua Palavra, guia e luz para seus discípulos.

A abertura da Porta da Misericórdia e o ingresso à Catedral. O ingresso ao templo se faz a partir de sua porta principal, que no Jubileu extraordinário será a ‘Porta da Misericórdia’. O Bispo diocesano será quem a abrirá, e o fará invocando as palavras do Salmo 118. Para isso se ornamentará a porta com ramos frondosos e símbolos cristológicos apropriados. Ao abri-la, e antes de cruzar a Porta, o Bispo se detêm para dar-lhe especial valor à pausa no umbral da porta, e oferecendo o Livro dos Evangelhos, se dirige em procissão até o altar. Após ele ingressam os concelebrantes e ministros, e posteriormente os fiéis, que se dispõem em seus postos.

A memória do batismo. O Bispo abençoa e asperge a água, sinal do Batismo, que é porta de ingresso à Igreja em comunidade.

A celebração Eucarística. A Santa Missa, como diz a Instrução Geral do Missão Romano, é “o centro de toda a vida cristã para a Igreja, tanto universal, como local, e para cada um dos fiéis. Pois nela se tem o cume, tanto da ação pela qual Deus, em Cristo, santifica ao mundo, como a do culto que os homens tributam ao Pai, adorando-o por meio de Cristo, Filho de Deus, no Espírito Santo”. Por esta razão, a Eucaristia se constitui no eixo central da celebração da abertura do Jubileu. (GPE/EPC)

fonte: Gaudium Press

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz

Diocese de Roma apresenta Guia para o Jubileu da Misericórdia

Roma (RV) – “Misericordiosos como o Pai”: esse é o tema do Guia para os eventos da Diocese de Roma no âmbito do Jubileu da Misericórdia, apresentado esta segunda-feira à imprensa no Palácio Lateranense, sede do vicariato.

Vigário do Papa para a Diocese de Roma, Cardeal Agostino Vallini – ANSA
O livreto – além de ilustrar todas as iniciativas promovidas por ocasião deste Ano Santo especial – contém indicações práticas sobre como deslocar-se na cidade e sobre todos os serviços de acolhimento aos peregrinos, preparados pela “Obra Romana Peregrinações”.

Destaque para as aberturas das Portas Santas das quatro Basílica papais e uma nova no Santuário do Divino Amor, esta última, a ser aberta em 6 de janeiro próximo. Ademais, os itinerários espirituais, dois caminhos especiais, um papal e outro do peregrino, e muitas iniciativas na diocese, como as catequeses da misericórdia para preparar as paróquias para a peregrinação rumo à Porta Santa. Em suma, o Guia apresenta muitas propostas para os eventos da Diocese de Roma.

O itinerário jubilar está subdividido em quatro etapas: a catequese, a penitência, o testemunho e a peregrinação. “Queremos que seja o Jubileu de todos e para ajudar os peregrinos a chegar à Porta Santa com uma preparação espiritual distribuiremos, em vários pontos da diocese, catequeses sobre esses temas”, explicou o vigário do Papa para a Diocese de Roma, Cardeal Agostino Vallini.

E pela primeira vez, em 18 de dezembro (dez dias após o início do Jubileu da Misericórdia) se terá também a Porta Santa da caridade, que será aberta pelo próprio Papa Francisco no Abrigo Caritas Pe. Luigi Di Liegro.

“Para nós é uma grande alegria, porém, os peregrinos que passarem por aquela porta não deverão somente rezar, mas também servir aos pobres: este Jubileu é sobretudo para eles”, frisou, por sua vez, o diretor da Caritas diocesana, Mons. Enrico Feroci.

Uma das iniciativas da Caritas por ocasião deste Ano especial é a criação de um Fundo para ajudar aquelas famílias menos favorecidas que não conseguem chegar ao fim do mês.

Fonte: Rádio Vaticano

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz

Santa Faustina Kowalska, a Secretária da Divina Misericórdia

ORIGENS : Faustina nasceu na aldeia de Glogowiec, distrito de Turek, prefeitura de Poznan (atualmente Swinice Warckie, principado de Konin), na Polônia, no dia 25/08/1905. Ela é a terceira de dez filhos do casal Estanislau Kowalska e Mariana Babel. Foi batizada com o nome de Helena Kowalska.

Santa Faustina P

VOCAÇÃO : A vida espiritual de Helena começara cedo. Em seu Diário escreve: “Quando eu tinha sete anos ouvi pela primeira vez a voz de Deus na minha alma”.

Em 1920 e 1922 a jovem lhes pede permissão para entrar no convento, mas os pais o recusam. Não possuem recursos para lhe dar o dote necessário, estão mergulhados em dívidas – e, acima de tudo, estão muito ligados à filha.

O desejo de se consagrar totalmente a Deus lhe acompanhava, mas, perante as dificuldades, por um tempo Helena desiste da ideia. Entrega-se, então, à “vaidade da vida”, aos “passatempos”, como anos depois escreveria em seu Diário.

Deus, porém, não volta atrás. Estando um dia num baile com sua irmã, uma visão de Cristo Sofredor interpela a jovem Helena: “Até quando hei de ter paciência contigo e até quando tu Me desiludirás?” (Diário, 9). Decide entrar no convento. Bateu em várias portas até ser acolhida no dia 01 de agosto de 1925 na clausura do convento da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia, em Varsóvia. Foi tentada a deixar essa comunidade várias vezes, mas Jesus lhe apareceu e exortou: “Chamei-te para este e não para outro lugar e preparei muitas graças para ti” (D. 19).

REVELAÇÕES: Dentro da Congregação, Helena recebeu o hábito e o nome de Irmã Maria Faustina, em 1926. Dois anos depois faria a primeira profissão dos votos religiosos. Em sua vida exterior nada deixava transparecer da sua profunda vida espiritual, que haveria de incluir as graças extraordinárias da contemplação infusa, o conhecimento da misericórdia divina, visões, aspirações, estigmas escondidos, o dom da profecia e discernimento, e o raro dom dos esponsais místicos (D. 1056). Um sonho a movia – viver plenamente o mandamento do amor:

“Ó meu Jesus, Vós sabeis que desde os meus mais tenros anos eu desejava tornar-me uma grande santa, isto é, desejava amar-Vos com um amor tão grande com que até então nenhuma alma Vos tinha amado” (D. 1372).

O Senhor a escolhe para uma missão especial. Depois de atravessar pela “noite escura” das provações físicas, morais e espirituais, a partir de 22/02/1931, em Plock, o próprio Senhor Jesus Cristo começa a se manifestar à Irmã Faustina de um modo particular, revelando de um modo extraordinário a centralidade do mistério da misericórdia divina para o mundo e a história– presente em todo o agir divino, particularmente na Cruz Redentora de Cristo – e novas formas de culto e apostolado em prol desta sua divina misericórdia. Descreve esta primeira visão:

“Da túnica entreaberta sobre o peito saíam dois grandes raios, um vermelho e outro pálido. (…) Logo depois, Jesus me disse: Pinta uma Imagem de acordo com o modelo que estás vendo, com a inscrição: Jesus, eu confio em Vós” (D. 47).

Segundo um dos mais famosos estudiosos do mesmo, Pe. Ignacy Rózycki, no Diário – e numa das Cartas de Santa Faustina – encontramos, dentre outros, 83 revelações particulares especiais sobre o mistério e o culto da Divina Misericórdia. Ao longo do Diário descobrimos que Jesus a escolhe como secretária, apóstola, testemunha e dispensadora da divina misericórdia(nn. 965; 1142; 400; 570). Já pode ser considerado como um dos clássicos da espiritualidade católica, ao lado de História de uma alma, A prática do amor a Jesus Cristo, Filotéia e outros.

PÁSCOA : Assim como na vida de Santa Teresinha, Jesus pede também à Santa Faustina que se ofereça como vítima pelos pecadores. Na Quinta-feira Santa de 1934, Jesus lhe revela o seu desejo que se entregue pela conversão dos pecadores. A este desejo Irmã Faustina respondeu prontamente com um ato de consagração no qual se oferece voluntariamente pelos pecadores.

Nos últimos anos de sua breve vida aumentaram os seus tormentos interiores e os padecimentos do organismo. Desenvolve-se uma tuberculose que lhe atacou os pulmões e os intestinos.

No dia da sua morte ela recebe o viático do Pe. Andrasz. Pede mas logo recusa uma injeção, dizendo: “Deus exige sacrifício”. Plenamente unida a Deus, na presença da irmã Ligoria, erguendo os olhos para o céu, Irmã Faustina falece com fama de santidade às 22h45min do dia 5/10/1938, com apenas 33 anos de vida. O seu corpo foi depositado no cemitério do convento em Cracóvia-Lagiewniki.

CANONIZAÇÃO : O processo informativo para a canonização da Irmã Faustina se iniciou em 1965. O Cardeal Karol Wojtyla o encerra com uma sessão solene no dia 20/09/1967. Anos depois (1978) Karol Wojtyla se tornaria o Papa João Paulo II, e por suas mãos Irmã Faustina seria beatificada (1993) e canonizada (2000), tornando-se assim a primeira santa canonizada no III Milênio cristão. O milagre que permitiu a sua canonização foi a cura do Pe. Romualdo P. Pytel que sofria de “estenose aórtica predominante, calcificada e localizada na bicúspide, com insuficiência aórtica associada, e descompensação cardíaca esquerda” (in Laria, Raffaele, Santa Faustina e a Divina Misericórdia, Paulus, Apelação, 2004, p. 84). A data de sua celebração litúrgica é o dia 5 de outubro, que marca seu nascimento para o céu.

Se você deseja conhecer mais sobre a vida desta grande cristã, adquira o Diário de Santa Faustina, a biografia escrita por Sophia Michalenko intitulada: “Misericórdia – Minha Missão“, e também um bestseller traduzido em vários idiomas intitulado “Biografia de uma santa – Faustina Kowalska” de autoria de Ewa Czaczkowska, todos editados pela Editora Apostolado da Divina Misericórdia.

(Clique aqui)

“A Misericórdia é o maior atributo de Deus” (D. 611)

Santa Faustina Kowalska: rogai por nós!

Fonte: Apóstolos Eucarísticos da Divina Misericórdia/Campanha-MG


Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz