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Diplomação dos novos Cônegos da Catedral da Campanha/MG

O dia 13 de junho é marcado por expressões de grande piedade popular em Campanha. Santo Antônio é o titular da Catedral e os campanhenses sempre demonstram sua fé em um dos mais populares santos católicos. Os festejos tiveram início logo pela manhã e encerraram à tarde, na grande missa solene com bênção e distribuição dos pãezinhos de Santo Antônio.

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Às 10h, a missa foi presidida pelo bispo diocesano D. Pedro Cunha Cruz e concelebrada por um número significativo de padres de nossa diocese. Durante a celebração foram diplomados os novos cônegos do cabido diocesano. Muitas caravanas das diversas comunidades de nossa paróquia, sobretudo aquelas onde os cônegos atuam se fizeram presentes.

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Para a ocasião, Dom Pedro selecionou as leituras da missa do comum dos Doutores, que ressaltam a importância da sabedoria para a pregação do Evangelho de Cristo. Em sua homilia, o bispo iniciou ressaltando a devoção popular a Santo Antônio. “Em junho nós celebramos os santos mais populares da Piedade do Povo de Deus. Entre eles está Santo Antônio, que me traz à memória, tanto enquanto o padre e Bispo do Rio de Janeiro, a grande expressão de devoção do nosso povo. O santo tem um grande apelo popular não só no Brasil, mas também no mundo inteiro, talvez pela própria adequação da palavra de Deus em vida, com testemunho que ele deu para a história dos homens e da Igreja. Tendo sido este Santo mal interpretado, e muitas vezes foi até expulso da cidade por algumas pessoas que não compreendiam o significado da palavra de Deus. […] Santo Antônio foi o homem que teve uma sensibilidade para além do seu tempo.”

“O santo exortava continuamente a combater a cobiça e a praticar as virtudes da pobreza e da generosidade. Por isso quando nós falamos em Santo Antônio, pelo menos para mim, o que vem à minha mente é um homem de Deus, da caridade. Nós podemos ser homens de Deus, mas nem sempre temos a sensibilidade para sermos homens da caridade. Por isso ele recebe em muitos lugares o título de Santo Antônio dos Pobres, onde nós observamos a sua imagem com um pedaço de pão na mão, dando aos necessitados. Nós sabemos que ele nunca dava apenas o pão físico, associado a ele vinha a pregação da Palavra.”

Uma das principais características da vida de santo Antônio foi ressaltada por Dom Pedro durante a homilia: a sua pregação. “Santo Antônio é exemplo de um religioso santo que cumpre com solicitude o Ministério do anúncio e, ao mesmo tempo, a atualização da palavra de Deus no meio do seu povo. Aí nós temos a famosa língua de Santo Antônio, que é o que mais chama atenção dos devotos que vão a Pádua. Inclusive é uma disputa entre portugueses e italianos: é Santo Antônio de Lisboa ou Santo Antônio de Pádua? Mas independente disso é a língua que mais marca a vida do sacerdote consagrado. É o que ele fala, é o que ele prega. Nós vamos observar nos sermões de Santo Antônio que ele pede adequação entre a pregação e o próprio testemunho da vida.”

Ao final, Dom Pedro fez questão de dirigir uma palavra aos novos padres cônegos. “Gostaria de chamar atenção agora, a partir da beleza da solenidade, como Santo Antônio diz muito para o nosso ministério sacerdotal! Nós estamos agora para diplomar esses novos cônegos e não me cabe aqui, agora, rebuscar quantos cônegos marcaram nossa diocese da Campanha pelos trabalhos evangelizadores e, sobretudo, sociais nos diversos municípios. Deus mesmo coloca esses homens como instrumentos! Isso é muito bonito de ver dentro da nossa diocese: tantos padres que marcaram a vida do povo, da sua comunidade, seja na pregação da palavra, seja no testemunho do reino. É por isso que eu queria chamar atenção de nossos Cônegos: que eles entrassem um pouco nessa linha! Todo cargo, todo ministério, tudo é graça, tudo é dom de Deus! Cargos e títulos servem para nos colocarmos ainda mais a serviço. Muitos padres me perguntam: ‘como é a sua vida de bispo em relação à vida de um padre’? Eu sempre respondo: ‘é serviço! É mais serviço!” Esses cônegos vão ser colaboradores do bispo (…) Mas também eu peço que inspirados nesta solenidade local de Santo Antônio, nosso padroeiro, que ajudem não somente o Bispo, mas também os sacerdotes. Sobretudo os sacerdotes mais necessitados! […] Eu quero que eles façam uma coisa a mais: que eles ajudem os sacerdotes! Já é uma tarefa que eu vou dar a eles: eu quero que eles ajudem a organizar o Estatuto de nossa diocese junto com os dois padres que são coordenadores da pastoral presbiteral. Esse documento deve pensar no futuro: para que o padre possa ser assistido material e espiritualmente. Muitas vezes nossos irmãos sacerdotes se sentem um pouco na solidão, esquecidos. Gostaria de pedir muito isso! Pedido esse feito em público para que fique registrado na mente de todos que estão aqui participando! Cabido é cabide; é onde o Bispo pode se apoiar. Cabido significa isso: aquele que pode ser um amparo não só para o Bispo, mas para o irmão que necessita.”

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Logo após a homilia procedeu-se a diplomação dos novos cônegos. São eles: Pe. Bruno César Dias Graciano, pároco da paróquia São Lourenço Mártir (São Lourenço); Pe. Marcos Antônio Menezes Thomaz, pároco da paróquia N. Sra. da Saúde (Lambari); Pe. Sérgio Roberto Monteiro, reitor da Comunidade Teológica N. Sra. do Carmo (Pouso Alegre) e administrador paroquial da Paróquia Nossa Senhora da Conceição (Itanhandu) e Pe. Wanderlei Procópio do Nascimento, pároco da paróquia de São José (Itamonte).

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Para a diplomação, os cônegos proclamaram publicamente sua fé, utilizando o símbolo Niceno-Constantinopolitano e fizeram o juramento de fidelidade. Dom Pedro concedeu indulgência plenária aos padres do cabido e, por fim, fez a imposição do barrete e bênção do anel dos novos cônegos.

O cabido ficou assim constituído: Arcediago – Côn. José Douglas Baroni; Arcipreste – Côn. Luzair Coelho de Abreu; Chantre – Côn. Marcos Antônio Menezes Thomaz e Tesoureiro-mor – Côn. Bruno César Dias Graciano.

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A parte musical da celebração ficou a cargo do magnífico reitor do seminário filosófico N. Sra. das Dores, Pe. Edson Pereira de Oliveira, que ensaiou e regeu o coral composto pelos seminaristas das duas casas de formação de Campanha (Propedêutico e Filosofia).

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Ao final da celebração, seguindo a tradição para o dia de Santo Antônio, D. Pedro abençoou os pães que os fiéis levaram e concedeu bênção solene com a relíquia do padroeiro da catedral.

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Texto: Flávio Maia

Fotos: Bruno Henrique

PasCom Paróquia Santo Antônio – Campanha/MG

 

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Missa dos Santos Óleos e Unidade Diocesana em Campanha/MG

A Celebração dos Santos Óleos e Unidade Diocesana aconteceu como de costume na Catedral Diocesana de Santo Antônio de Pádua em Campanha(MG). Trata-se de uma das celebrações mais importantes que acontece na vida diocesana, dentro da Semana Santa.  Ela é presidida pelo bispo diocesano, na manhã de quinta-feira santa.  A missa celebra a unidade do bispo com o seu presbitério, ou seja, o conjunto dos padres da Diocese. Durante a celebração os padres renovam os votos sacerdotais e ouvem uma palavra amiga do bispo. 

Ainda neste dia é celebrada pela Igreja a Instituição do Sacerdócio e Eucaristia, uma atualização da Santa Ceia dada à Igreja como aliança de Cristo com seu povo, como prova de seu amor maior nos deixou até o fim dos tempos a Santa Eucaristia, o seu Corpo e Sangue.

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Presidiu a celebração, Sua Excelência Reverendíssima  Dom Pedro Cunha Cruz, bispo diocesano da Campanha. Participaram com celebrando a santa eucaristia, o bispo Emérito  da Diocese da Campanha, Dom Frei Diamantino Prata de Carvalho e  o bispo Emérito da Diocese de Sete Lagoas/MG, Dom Guilherme Porto assim como os Cônegos José Douglas Baroni, Vigário Geral da diocese da Campanha e Luzair  Coelho de Abreu, Pároco e Cura da Catedral e Chanceler do Bispado.

Juntamente com mais de 100 padres reunidos em unidade, representantes das diversas paróquias da diocese estiveram presentes assim como seminaristas, religiosos e religiosas, e lideres de pastorais e movimentos .

Na Missa da Unidade Diocesana também ocorre a bênção dos santos óleos dos enfermos, do crisma e dos catecúmenos, usados para a administração dos sacramentos em toda a diocese ao longo do ano.

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DSCF1441Dom Pedro, acolheu a todos presentes na Catedral com a aspersão da água benta nos fieis, momentos antes da celebração começar, e se dirigiu a Capela do Santíssimo para uma breve oração.

Agora você confere na integra toda a homilia proferida por Dom Pedro Cunha Cruz no vídeo e texto abaixo.

Na celebração deste dia, somos chamados a renovar nosso sacerdócio entorno do bispo, do presbitério e todo povo de Deus aqui representado. Sabemos que vivemos o nosso sacerdócio em um contexto que se faz cada vez mais crítico, mas que aponta também para a necessidade de uma profunda reforma no clima de degradação moral de nossa sociedade; falsas notícias, divisões ideológicas e políticas que, não poucas vezes, entram no próprio ambiente eclesial. Uma razão que se fecha em suas próprias medidas, com opções e posturas radicais. Talvez, neste sentido é que o Papa Francisco use, com frequência, a expressão “mundanismo” na Igreja. Na origem de tudo isso, individuamos a eliminação da presença e da realidade de Deus, na vida e na sociedade. Vivemos em um ambiente que se demonstra desinteressado por pontos de referência sólidos e ancorados em princípios que iluminam o verdadeiro sentido da vida. Uma sociedade que tende cada vez mais a se dividir, com efeitos também entre nós. Este é o contexto humano em que vivemos nosso ministério sacerdotal.

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Tudo isso, porém, suscita em nós não apenas um juízo claro de recusa, mas também um ardente ímpeto missionário. Sentimos a urgência das pessoas se reencontrarem com o anúncio de Cristo. Muitos são aqueles que ainda não fizeram uma experiência viva e autêntica Dele. Sentimos a urgência de sermos instrumentos que facilitam e tornam possível a experiência humana de Jesus. Não desanimemos; não deixemos que nos roubem a alegria do anúncio e do nosso “Sim” sacerdotal. A nossa missão é preencher os corações das pessoas que esperam este encontro vivo. Existem também muitas experiências positivas e frutos que nos alegram: a volta de muitos fiéis afastados à prática religiosa, o incremento de uma catequese que gera um discipulado missionário, a formação e o protagonismo dos nossos leigos e leigas, o dinamismo de nossas comunidades paroquiais. Mas tudo isso se deve, e chega a bom termo, na interação e comunhão de nossos leigos, com a indispensável presença, trabalho e entrega de nossos sacerdotes.

Quando pensamos no centro da nossa existência sacerdotal, nos cabe fazer uma pergunta crucial: O que identifica a nossa vida de padres? Não poucas vezes, São João Paulo II dizia que o centro da nossa vida sacerdotal é a identificação com Cristo (representatio Christi capitis), o ser sacramento de Cristo, cabeça do seu corpo. Sem esta identificação com Cristo, não somos nada. Nosso ser homens com suas exigências e fraquezas, se realiza na resposta alegre ao Senhor que nos chama. Eu sou este “Sim” Àquele que me chama. A vocação é dada pelo Pai. “Cada vocação cristã encontra o seu fundamento na eleição prévia e gratuita por parte do Pai, que nos abençoou com toda espécie de bênçãos espirituais nos céus em Cristo” (Pastores dabo vobis, n. 45). Estas palavras nos recordam a absoluta gratuidade da vocação. A vocação por parte do Pai é constitutiva do nosso ser. Sem este chamado nós não seríamos nada. É o primado da graça em nossa vocação: “Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi” (Jo 15,16). Nossa unção nos coloca a serviço do Povo de Deus com uma peculiar pertença e configuração a Jesus Cristo e com a autoridade de atuar no nome e na pessoa Dele, cabeça e pastor da Igreja. A vocação do Pai nos lembra, em primeiro lugar, a graça de sermos amados, mas também o fato de que somos pais dos nossos fiéis e que temos que amá-los como ama um pai. Eles estão aqui presentes para confirmarem o amor pelos sacerdotes e rezarem pela renovação do “Sim” de cada um nesta celebração.

“Portanto, os presbíteros são chamados a prolongar a presença de Cristo, atualizando seu estilo de vida e tornando-se como que a Sua transparência no meio do rebanho a eles confiados” (PDV, n. 14). “O ministério do presbítero existe em favor da Igreja; e para a promoção do exercício do sacerdócio comum de todo o povo de Deus” (PDV, n. 16). Cada um deve se colocar com admiração, com gratidão e também com o coração contrito diante desta graça.

“No desenvolvimento de nossa vida espiritual, é fundamental a consciência de que nunca falta ao sacerdote a graça do Espírito Santo, como Dom totalmente gratuito e tarefa responsabilizadora. A consciência do Dom infunde e sustenta a inabalável confiança do padre nas dificuldades, nas tentações, nas fraquezas que se encontram no seu caminho” (PDV, n. 33). Por isso, temos que lembrar hoje da nossa espiritualidade de comunhão (Missa da Unidade). O presbítero não existe fora da comunhão com o seu Bispo; não existe fora da comunhão com os seus irmãos leigos (Ano do Laicato) e padres no presbitério. Cada pessoa não existe fechada em si mesma, mas sim em relação às outras (“hierarquia de comunhão”). Isso determina um estilo que entre nós tem ainda muito que crescer. É o estilo determinado pelo horizonte da comunhão, da fraternidade sacerdotal. O horizonte da nossa vida não é a nossa pessoa individual, a nossa paróquia ou o nosso grupo, mas em primeiro lugar o bem da Igreja, a comunhão com Ela.

Para encerrar, gostaria de resgatar umas palavras do Papa Francisco em uma de suas catequeses ao tratar do testemunho: “Jesus não nos pede para conservar a sua graça em um cofre (lembremos da primeira leitura e do Evangelho de hoje: “O Espírito me consagrou para anunciar a Boa Nova aos pobres…). Jesus não nos pede isso, mas quer que usemos em benefício dos outros. Todos os bens que nós recebemos são para dá-los aos outros, e assim crescem. Qualquer ambiente, mesmo o mais distante e impraticável, pode se tornar lugar onde fazer frutificar os talentos. O testemunho que Jesus nos pede não é fechado, é aberto, depende de nós”. “Vós sois os sacerdotes do senhor, chamados ministros de Deus” (Is 61,6). Como ouvimos na oração da Coleta da Missa de hoje: “Concedei que participando de sua consagração, sejamos no mundo testemunhas da redenção que Ele nos trouxe”. Assim seja!


 

Ao final da celebração foi oferecido um lanche comunitário para as caravanas das paróquias que estiveram presente. Já é uma tradição do povo campanhense oferecer este lanche para quem vem à missa do Santos Óleos (Do Crisma) e Unidade Diocesana.

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Servo de Deus Dom Othon Motta – 33º Aniversário de Morte – 04/01

Nesta quinta-feira celebramos o 33° aniversário de morte do Servo de Deus Dom Othon Motta, 3° bispo diocesano da Campanha.

Dom Othon Motta nasceu no Rio de Janeiro em 12 de maio de 1933. Realizou seus estudos nos seminários do Rio de Janeiro e São Paulo, concluindo a Teologia, em 1935.

Foi ordenado presbítero em 12 de janeiro de 1936, sendo imediatamente designado professor, no Seminário São José do Rio Comprido, da arquidiocese do Rio de Janeiro, onde também foi Diretor Espiritual. Foi criado cônego do cabido metropolitano do Rio de Janeiro.

Em 10 de março de 1953, foi eleito bispo titular de Uzita, sendo sagrado em 24 de maio de 1953 e nomeado bispo auxiliar de Juiz de Fora. Em 1955, foi nomeado bispo auxiliar da arquidiocese do Rio de Janeiro, cujo arcebispo era o cardeal Dom Jaime de Barros Câmara.

A 30 de maio de 1959 foi designado bispo coadjutor da Campanha, com direito à sucessão, o que ocorreu a 16 de maio de 1960, quando sucedeu a Dom Frei Inocêncio Engelke O.F.M.

Foi pastor zeloso, competente, modesto, afável e acessível a todos. Realizando as visitas pastorais, percorreu, por várias vezes, todo o território de seu bispado. Em 16 de janeiro de 1982, renunciou ao bispado da Campanha. Vitimado pela Doença de Parkinson, faleceu em 4 de janeiro de 1985, sendo sepultado na cripta da catedral de Santo Antônio, na Campanha.

Devido a sua fama de santidade e diante de vários relatos de graças alcançadas por sua intercessão, em 2016, a diocese da Campanha anunciou a abertura do processo de beatificação de Dom Othon Motta, com autorização do Vaticano, o que fez com que recebesse o título de Servo de Deus. Confira o anúncio aqui

Em setembro de 2016, a diocese da Campanha inaugurou o Memorial Dom Othon Motta, com pertences do bispo, aberto à visitação pública. MEMORIAL

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Em 5 de novembro de 2016, foi instalado o tribunal eclesiástico para a causa de beatificação de Dom Othon Motta. Seus restos mortais foram reconhecidos oficialmente (de forma canônica) e transferidos da cripta para o interior da catedral, em virtude do início de seu processo de beatificação. Matéria aqui

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Rezemos a oração pela beatificação de Dom Othon Motta. Para que logo, seja elevado a honra dos Altares:

Ó Trindade Santa, fonte de toda santidade, nós vos louvamos pela vida de vosso servo, Dom Othon Motta, Pastor do vosso rebanho, que a todos mostrou a vossa ternura e misericórdia, dai-nos a graça de viver a caridade fraterna, dando especial atenção aos mais necessitados e frágeis. Concedei, também, que por sua intercessão alcancemos a graça especial de que tanto necessitamos (em silêncio apresentar a intenção), se for com o nosso bem e nossa salvação, e que um dia possamos vê-lo inscrito entre os vosso santos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém.

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“Um Santo não morre. No Céu, Dom Othon, que reza por sua saudosa Diocese, ora também por mim…”, escreveu por ocasião do centenário de nascimento de Dom Othon, o Bispo emérito de Taubaté Dom Antônio Afonso de Miranda SDN, que fora Aministrador Apostólico de 1977 – 1981.

SERVO DE DEUS DOM OTHON MOTTA ROGAI POR NÓS!

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Decreto: Diocese da Campanha proíbe consumo de bebidas alcoólicas em eventos da Igreja

De acordo com nova diretriz da Igreja Católica aprovada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O documento número 100, intitulado ‘Comunidade de comunidades: uma nova paróquia’, prevê a extinção da venda e consumo de bebidas alcoólicas em festas de comunidade.

Assim a Diocese da Campanha na pessoa de seu pastor, Dom Pedro Cunha Cruz juntamente com o chanceler do bispado, Cônego Luzair Coelho de Abreu baixou o decreto Nº 433/2017 tornando total e absolutamente proibido o uso de quaisquer bebidas alcoólicas em eventos públicos oficiais de paróquias, movimentos, grupos ou pastorais da referida diocese.

Para Bispo Diocesano da Campanha se faz necessário respeitar o trabalho da Igreja na Pastoral da Sobriedade, que visa libertar do vício do álcool os que dele dependem e restaurar as famílias destruídas por este tremendo vício. Segundo o Decreto, considera-se a orientação feita por Dom Pedro em maio de 2016 para que evite a comercialização de bebidas alcoólicas em festas da igreja. O documento Nº100 da CNBB citado no início desta matéria, considera-se também a proibição de vendas de cigarros no Vaticano decretada pelo Santo Padre o Papa Francisco e entra em vigor a partir do ano de 2018.

Para tal considera-se o parecer favorável do Colégio dos Consultores da Diocese da Campanha. O Decreto entrou em vigor  nesta sexta-feira 08 de dezembro, 2017 quando o mesmo foi publicado.

VEJA ABAIXO O DECRETO postado no site oficial da Diocese da Campanha 

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Texto: Bruno Henrique – Campanha/MG 

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Diocese da Campanha celebra 110 anos de história e evangelização.

Diocese da Campanha celebra 110 anos com solene Missa Pontifical na Catedral de Santo Antônio – Campanha/MG.

As comemorações iniciaram com apresentação da Banda Marcial Irmão Paulo em frente à Catedral em seguida no interior da igreja, uma procissão fez memória dos “feitos” de Deus na Igreja particular da Campanha. A mesma encerrou-se com entrada da Imagem de Nossa Senhora do Carmo, padroeira da Diocese da Campanha e com a narração dos dados históricos da Diocese realizada pelo Reverendíssimo Padre Sérgio Monteiro, reitor do seminário teológico de Pouso Alegre e pároco da paróquia N. Senhora da Conceição em Itanhandu/MG.

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A Santa Missa foi presidiada por sua Excelência Reverendíssima Dom Pedro Cunha Cruz, bispo diocesano da Campanha.  Dom José Luiz Majella Delgado, arcebispo Metropolitano de Pouso Alegre/MG concelebrou esta santa celebração bem como o Cônego Luzair Coelho de Abreu, chanceler do bispado, pároco e cura da Catedral da Campanha.

O clero diocesano se fez presente bem como os religiosos (as) e seminaristas das três casas de formação propedêutica, filosófica, teológica e várias pessoas das diversas paróquias que compõe esta mais que centenária Diocese da Campanha. Participou deste momento importante o Exmo. Sr. Prefeito da Campanha Luiz Fernando Tavares (Nando).

Animou a celebração com belos cantos litúrgicos o Coral da Paróquia Nossa Senhora D’Ajuda de Três Pontas/MG. O povo Campanhense mais uma vez mostrou sua generosidade doando as quitandas para o café oferecido pela Paróquia Santo Antônio aos visitantes.

Confira a Homilia completa de Dom Pedro no vídeo abaixo:

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A Diocese da Campanha

“A Diocese da Campanha foi criada pelo Decreto Pontifício Spirituali fidelium bonum, (O bem espiritual dos fiéis) do Papa São Pio X, a 8 de setembro de 1907. A execução desse Decreto foi confiada à Nunciatura, sendo então nomeado Administrador da novel Diocese, D. João Batista Corrêa Nery, Bispo de Pouso Alegre. […] Começa aí, em 1907, nossa caminhada com Cristo, tendo à nossa frente um representante seu, que nos guia os passos. Somos desde então ‘povo santo de Deus, em plena e ativa participação nas mesmas celebrações litúrgicas, numa única oração, junto a um só altar, presididas pelo Bispo, rodeado de seu presbitério’ (Sacr. Consillium, n. 41) […]”.

A diocese da Campanha ao longo destes 110 anos teve a graça de ser governada por vários bispos amados pelo povo Campanhense e muito dedicados ao serviço da Igreja. São eles: Dom João de Almeida Ferrão (1909 – 1935); Dom Frei Inocêncio Engelke OFM (1935 – 1960); Dom Othon Mota (1960 – 1985); Dom Tarcísio Ariovaldo Amaral C.Ss.R. (1984 – 1991); Dom Aloísio Roque Opermann SCJ (1991 – 1996); Dom Frei Diamantino Prata de Carvalho OFM, atual bispo Emérito (1998 – 2015); e Dom Pedro Cunha da Cruz que assumiu a diocese em 05 de Novembro de 2015 pós-renúncia de Dom Diamantino. Hoje vivemos sob pastoreio de Dom Pedro seu lema episcopal é: Servo de Jesus Cristo (Servus Jesu Christi).

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Nossa diocese contou com grandes administradores apostólicos que contribuíram muito para o crescimento da mesma: São eles: Dom João Batista Correia Nery (1908 – 1909); Dom Antônio Afonso de Miranda (1976 – 1981); Dom José D’Ângelo Neto (1982 – 1984). De 1996 a 1998 a nossa diocese ficou vacante e contou com um administrador Diocesano na época Pe. Guilherme Porto, hoje Dom Guilherme Porto.

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Em 11 de Fevereiro de 1925 a pedido do Bispo Diocesano Dom João de Almeida Ferrão (1909 – 1935), do Cabido e dos fiéis desta Igreja; Nossa Senhora do Carmo foi proclamada Padroeira da Diocese da Campanha. Saiba mais sobre a DIOCESE DA CAMPANHA.

Dentro desta história centenária, momentos importantes marcaram a caminhada pastoral de nossa diocese.  A criação de várias pastorais sociais, apostolados e movimentos que contribuem muito no processo de evangelização do povo de Deus. Nestes 110 anos, as nossas melhores alegrias foram às beatificações de Francisca de Paula de Jesus (Nhá Chica) e Francisco de Paula Victor (Pe.Victor), o reconhecimento das virtudes e obras do Servo de Deus Dom Othon Motta e da Serva de Deus Madre Tereza Margarida “Nossa mãe”. Estes que para nós são exemplos de fé, santidade e dedicação, nos apontam o Cristo no qual seguimos e que é o centro da nossa fé e unidade.

Com tantas alegrias, história e exemplos de fé, rendemos graças a Deus pelos 110 anos da nossa diocese da Campanha. Que Deus abençoe a todos que faz parte desta história, e que juntos possamos evangelizar e contribuir sempre mais para o crescimento desta abençoada Diocese.

Referências Bibliográficas:
LEFORT, J. do P., A Diocese da Campanha, 1993.
Acervo da Diocese da Campanha – http://www.diocesedacampanha.org.br

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Escrito por Bruno Henrique Santos – Portal Terra de Santa Cruz 

 

Diocese da Campanha ganha dois novos presbíteros para o serviço de Deus e seu povo – Ordenação de Wendel Rezende e Rafael Soares

Cerca de 750 pessoas estiveram presentes na Ordenação Presbiteral dos Diáconos Wendel de Oliveira Rezende e Rafael dos Reis Soares

A celebração aconteceu no dia 19 de agosto, (Sábado) na Catedral de Santo Antônio em Campanha/MG. Caravanas de diversas paróquias foram recepcionadas com orientação para estacionamento de ônibus entre outros veículos, acolhida e um café preparado pelas lideranças da paróquia Santo Antônio da Campanha.

Presidiu a Santa Eucaristia a sua Excelência Reverendíssima Dom Pedro Cunha Cruz, bispo diocesano da Campanha, concelebrou a santa missa, sua Excelência Reverendíssima Dom Diamantino Prata de Carvalho, bispo emérito da diocese da Campanha, o Vigário Geral Diocesano Reverendíssimo Monsenhor Cônego José Douglas Baroni, o Pároco e Cura da Catedral Diocesana Cônego Luzair Coelho de Abreu, os Reverendíssimos Padres Ednaldo Barbosa, Alexandre Costa Solaira, Carlos Ribeiro Natali, Excelentíssimos Senhores Padres Reitores das três casas de formação propedêutica, filosófica e teológica Edson Pereira Oliveira, Sérgio Monteiro e demais presbíteros da diocese da campanha.

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Estiveram presentes também os sacerdotes da arquidiocese de Pouso Alegre, leigos e religiosos da Diocese de Bragança do Pará onde os caríssimos diáconos realizaram trabalhos pastorais; os vocacionados da diocese da Campanha que estavam participando do encontro no Centro Pastoral de Três Corações também participaram da Ordenação que, para alguns foi à primeira vez que estiveram em uma celebração tão rica em seus ritos litúrgicos e muito esperada pelos referidos diáconos.

As famílias dos neo sacerdotes, participaram da celebração juntamente com os padrinhos e madrinhas de cada eleito. O canto litúrgico ficou a cargo do Coral da Paróquia São Gonçalo do Amarante – São Gonçalo do Sapucaí/MG que abrilhantou toda celebração com lindas e belas canções.

Durante a homilia, Dom Pedro reforçou a alegria da diocese em receber novos sacerdotes e pediu que a humildade prevalecesse nos trabalhos que cada um irá exercer em suas respectivas paróquias, ainda ressalta a importância de serem companheiros de Cristo, que nada mais é empreender um percurso de vida que não nos dá nenhuma garantia, mas que se abre ao Mistério de Deus que chama. Dom Pedro encerrou sua homilia dizendo aos eleitos: “Caríssimos diáconos Wendel e Rafael, peço-lhes que nos dias difíceis e sombrios da missão sacerdotal não deixem de se voltar para a Virgem mãe de Deus e nossa Mãe. Não poderia deixar de dar esta recomendação no importante Ano anto Mariano que estamos vivendo.”.

A celebração

O rito da missa seguiu-se normalmente, após a homilia foi realizado o rito da ordenação sacerdotal. Em um gesto de humildade, os dois eleitos se deitaram no chão, demonstrando que estão dispostos ao despojamento e à humildade. Em seguida foi o momento de ungir as mãos dos novos padres. O óleo da crisma simbolizou a unção do Espírito Santo, permitindo-lhes, a partir daquele momento, exercer as funções exclusivas dos sacerdotes.

Após o rito, os novos sacerdotes receberam a bênção e os cumprimentos de todos os padres presentes. Conheça e saiba mais sobre o RITO DE ORDENAÇÃO SACERDOTAL AQUI

Para seu sacerdócio, Rafael dos Reis Soares escolheu como lema a passagem bíblica: “Sem Ti, Senhor, nada poderei fazer” (Jo 15,15);

Padre Wendel de Oliveira Rezende, optou por escolher a frase de São Tomás de Aquino: “Nada mais que Tu, Senhor” como lema sacerdotal.

Primeiros passos

Os primeiros passos dados pelos padres recém – ordenados serão dados em caminhos já conhecidos. Eles exercerão os primeiros momentos do sacerdócio nas paróquias em que já trabalhavam na função de diáconos.

Padre Wendel permanecerá na Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Monsenhor Paulo/MG e Reitor do Seminário Propedêutico São Pio X. O sacerdote Rafael, será vigário paroquial na Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Careaçu/MG.

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Mensagem Final Portal Terra de Santa Cruz

Aos queridos amigos ordenados sacerdotes neste dia, deixamos nosso abraço e felicitações de um ministério sacerdotal feliz e de grandes realizações, que sejam verdadeiros pastores, zelosos, humildes e que cuidem bem de suas ovelhas. Que seja sinal de Cristo por onde passar.

Deus abençoe os dois novos Padres da Diocese da Campanha.

Texto: Por Bruno Henrique Santos/ Gestor do Portal Terra de Santa Cruz

II Encontro Diocesano de Acólitos em Caxambu/MG – Servidores do altar em oração!

Aconteceu no dia 02 de julho de 2017, em Caxambu/MG, o Encontro Diocesano de Acólitos da Diocese da Campanha/MG (EDA)

O Encontro contou com a presença de 840 acólitos de toda a diocese, participaram 59 paróquias, das sete Foranias e a presença do nosso querido Bispo Sua Exa. Revma. Dom Pedro Cunha Cruz, que foi recebido com uma calorosa acolhida dos acólitos, com a participação de diversos padres.

O Evento deu-se início às 09h da manhã.  Assessor do Setor Juventude da Diocese da Campanha e organizador do encontro o Reverendo Pe.  Aylton Marcos de Jesus Santos, Vigário Paroquial de Caxambu, realizou juntamente com Acolita Mariana Bueno, da Paróquia São Sebastião de Varginha/MG e o EAC (Encontro de Jovens com Cristo) de Caxambu, uma animada e linda a acolhida de todos os presentes, por foranias citando cada paróquia presente.

A Paróquia de Santa Catarina de Alexandria – Natércia/MG, sede do encontro diocesano de acólitos do ano passado (2016), levou a Cruz que acompanha todos os encontros. Houve, ainda, uma linda lembrança de como surgiu à ideia de realizar o EDA e uma linda homenagem a Nossa Senhora Aparecida, encontrada no Rio Paraíba, representado pelas águas das doze fontes da cidade de Caxambu. Tendo em vista que vivemos o Ano Nacional Mariano por decorrência da celebração dos 300 anos de Aparecida!

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e atividades ao ar livre

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Programação da manhã

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e área internaLogo após este momento de acolhida, e de abertura oficial do evento, os representantes da Paróquia São Sebastião, de Varginha, conduziu a oração do Ofício Divino, acompanhada por todos os presentes.

Dom Pedro, realizou com os acólitos um momento de formação. Falando da importância deste ministério, enfatizou que os acólitos, apesar de estarem em uma posição muito próxima do altar, devem ter sempre, muita discrição, zelo, humildade e amor ao serviço ao altar. Lembrou-os que não devem nunca deixar-se cair no automático, em um serviço corriqueiro. Devem sempre servir como se fosse à primeira vez. O mesmo fez comentários, muito úteis aos acólitos, ações que ele observou em suas visitas em nossa Diocese. Acreditamos que sua explanação abriu o olhar e sanou muitas dúvidas dos acólitos que lá estavam.

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Após este momento de formação, Sua Exa. Revma. Dom Pedro Cunha Cruz presidiu a Santa Missa concelebrada pelo Reverendíssimo Cônego José Douglas Baroni, pelos Reverendos Padres Everson de Souza Marcelino (Assessor Diocesano dos Acólitos e Pároco de Heliodora/MG), Aloísio Gustavo Dias, Nelson Barbosa Lima e Aylton Marcos de Jesus S. (Pároco e Vigários de Caxambu).

Neste dia importante para os acólitos a Igreja celebra a Solenidade de São Pedro e São Paulo, dois mártires e pilares de nossa Igreja. Para a celebração da santa missa todos os acólitos se paramentaram com suas túnicas, deixando o Sacrifício da Santa Eucaristia mais belo e solene.  Serviram no altar os acólitos da Paróquia Nossa Senhora dos Remédios, de Caxambu.

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O povo caxambuense, muito acolhedor, preparou um almoço caprichado, gostoso e farto, todos os presentes puderam fazer sua refeição com tranquilidade, em um ambiente preparado com muito carinho para receber os acólitos.

Após o almoço, os acólitos contaram com a recepção fervorosa e animada da equipe de canto de Caxambu, a maioria deles foi para a quadra onde cantaram e dançaram ao som de músicas católicas, demonstrando a alegria de ser jovem, e jovem da Igreja Católica.

Programação da Tarde

O Reverendo Padre Edson Pereira Oliveira, Reitor do Seminário Propedêutico São Pio X, e Vigário Paroquial da Campanha/MG, realizou uma palestra respondendo 38 perguntas que foram tiradas dos grupos dos acólitos por foranias, esclarecendo dúvidas pertinentes ao ministério em questão. A ordem de importância das celebrações litúrgicas, as funções que o acólito exerce e o paramento do acólito, foram temas centrais da palestra e das perguntas respondidas pelo padre.

Pe. Edson nos diz que “Tudo aquilo que chama a atenção para nós mesmos, durante a celebração, esvazia o Mistério”, alertando que o acólito deve servir de forma simples, humilde e zelosa.

Adoração

Ao término do dia, o Reverendo Padre Everson de Souza Marcelino presidiu o momento adoração ao Santíssimo Sacramento, todos os acólitos devidamente paramentados, se ajoelharam diante do Cristo Eucarístico no Altar. Momento este para render graças, agradecimentos, fazer pedidos, desejos de serem bons servidores do altar do Senhor.

Em seguida, os 840 acólitos presentes seguiram em procissão até a Igreja Matriz de Nossa Senhora dos Remédios, em duas filas, ladeando o Santíssimo Sacramento, que foi transladado pelos Padres Everson, Edson e pelo Padre Noel Victor Gonzaga Reitor do Santuário de Nossa Senhora da Conceição da Beata Nhá Chica em Baependi/MG.

Foi um momento de muita devoção, de prova da entrega e do amor ao serviço do altar, que cada acólito traz no coração. Foi uma procissão silenciosa, organizada, com muito zelo e respeito ao Senhor que estava entre nós. A procissão foi longa, não se conseguia ver, ao mesmo tempo, seu início e seu fim. Uma verdadeira peregrinação eucarística pelas ruas de Caxambu.

Ao chegar à Matriz de destino, padre Everson realizou a Bênção Solene com o Santíssimo Sacramento, a Igreja tomada pelos acólitos, prostrados diante do Senhor em perfeita e mais sincera adoração.

Encerramento

Este grande dia de formação, oração e demonstração de amor ao Ministério dos Acólitos, foi finalizado com uma encenação, releitura do evangelho das Bodas de Cana. Padre Aylton narrou e mostrou aos acólitos que o serviço do acolitato começou na primeira manifestação pública do Senhor, demonstrado através dos garçons que o ajudaram carregando os jarros com água para o seu primeiro milagre.

Temos certeza, todos que estiveram presente e participaram deste dia, voltaram para suas casas com os corações mais piedosos, mais humildes e mais cheios de amor ao serviço que prestam ao altar do Senhor.

E agora, ficam todos na espera e expectativa do Encontro de Acólitos de 2018 que acontecerá na cidade de Três Pontas/MG.

Agradecimentos

Deixamos aqui nossos agradecimentos a todos os que de alguma forma ajudaram para que este encontro acontecesse de forma bela e organizada.

Ao povo acolhedor de Caxambu; às equipes de organização; aos párocos que abraçaram esta ideia; aos coordenadores paroquiais por animarem suas equipes; aos acólitos que participaram de forma zelosa;

Gratidão ao Padre Everson de Souza Marcelino nosso Assessor Diocesano dos Acólitos; ao padre Aloisio (Liu), que abriu as portas de sua Paróquia; aos padres que lá estiveram presentes, que nos ajudaram neste dia importante de formação;

Abraço fraterno em nosso querido Pastor Dom Pedro Cunha Cruz, por sua presença neste evento nos mostrando a importância e a humildade deste ministério.

Por fim rendemos graças a Deus pela vida do querido Padre Aylton, que tanto se dedicou e empenhou para que tudo ocorresse de forma tranquila e bela.

A todos o nosso muito Obrigado!

Escrito por Setor Juventude da Diocese da Campanha – Colaboração de Mariana Bueno, acolita da Paróquia do Mártir em Varginha. 

Fotos: Maria Aparecida Andrade Anésio – Três Corações/MG 

Fotos Adoração/Capa: Salomé Cassimiro  Varginha/MG

Edição: Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização 

Chuva de graças: Povo Campanhense celebram seu Padroeiro Santo Antônio

Padroeiro do povo Campanhense, Santo Antônio é sempre aclamado e invocado durante todo ano nas celebrações realizadas na Catedral Diocesana  porém,  no mês de Junho acontece como de costume a Trezena e Festa de Santo Antônio na Comunidade Paroquial da cidade. A trezena teve início no dia 31/05 encerrando no dia 12/06. Cada dia foi meditado um tema sobre a devoção de Santo Antônio com a Virgem Maria, tendo em vista que, estamos no ano Nacional Mariano.

Santo Antônio foi exímio pregador do evangelho, piedosamente tinha total devoção a Virgem Maria,  foi um santo caridoso, pai dos pobres e necessitados, homem zeloso e temente a Deus.

No dia 13 de junho a Igreja da Campanha-MG e o mundo todo celebra o dia de Santo Antônio. Em Campanha-MG após, treze dias preparatórios, o dia 13 começou com a Alvorada festiva com o dobrar de todos os sinos da Catedral às 06h da manhã.

Ainda na parte da manhã houve uma missa celebrada pelo Monsenhor José Hugo Goulart e Silva na catedral em louvor a Santo Antônio,  fiéis participaram e rezaram junto ao santo, ao final da celebração todos receberam os tradicionais pães de Santo Antônio já abençoados .

No momento em que o relógio marcava 12h, os sinos da Catedral começaram a badalar-se e ao mesmo tempo no alto falante da Igreja tocava-se o hino em Louvor a Santo Antônio, em seguida foi realizada a oração do Angelus.  Por Volta das 16hs os sinos da Catedral voltaram a tocar sinalizando a chegada das carreatas que vinham das comunidades urbanas e rurais da cidade, com seus respectivos padroeiros solenemente enfeitados em seus andores.

O Vigário Paroquial Reverendo Padre Edson Pereira Oliveira, muito animado, com espírito missionário e sua sanfona,  acolheu as comunidades que adentravam  a casa de seu padroeiro maior Santo Antônio.  Cada comunidade foi recebida com palmas e cânticos de saudações e boas vindas.

Conhecido como taumaturgo de Pádua embora com uma curta existência terrena, Santo Antônio tornou-se um dos santos mais populares do mundo, sendo venerado tanto no Oriente quanto no Ocidente. Quando foi canonizado pelo Papa Gregório IX, Antônio ganhou o titulo de Doutor da Igreja, devido aos seus belos sermões e pregações. E é exortado como o “Santo que conforta os pobres e os desesperados”. “Doutor da Igreja”, “Martelo dos Hereges”, “Doutor do Evangelho”, “Arca do Testamento”, “Santo de todo o mundo” –– são alguns dos títulos com que os Soberanos Pontífices honraram aquele cuja vida foi, no dizer de um de seus biógrafos, um milagre contínuo.

Em Campanha o Santo de todos as necessidades, Santo Antônio da Campanha assim chamado pela população, recebe muitas homenagens no dia 13 de junho de todo ano.

Encerrando os festejos do Padroeiro, às 17h deu-se início a Santa Missa Pontifical da Solenidade de Santo Antônio Padroeiro da Campanha e da Catedral Diocesana.

A solene celebração foi presidida pelo Excelentíssimo Reverendíssimo Dom Pedro Cunha Cruz, bispo diocesano da Campanha.

Participaram a santa eucaristia o Cônego Luzair Coelho de Abreu pároco e cura da Catedral e Chanceler do Bispado da Campanha,  o Reverendo Padre Edson Pereira Oliveira vigário paroquial e Reitor do seminário Propedêutico São pio X e o Reverendíssimo Monsenhor Cônego José Hugo Goulart e Silva. Esteve presente na celebração o Sr. Diácono Wendel Rezende bem como todos os seminaristas das casas propedêutica e filosófica, acólitos, coroinhas,  ministros da palavra e da sagrada comunhão, movimentos, pastorais e todas as comunidades da paróquia com seus respectivos padroeiros.

Dom Pedro, destacou o grande pregador do evangelho que Santo Antônio foi, um homem jovem que viveu intensamente sua vocação sacerdotal.  Santo Antônio morreu muito cedo,  mas viveu toda sua vida em santidade, um sacerdote sábio que ao fazer sua primeira pregação não estava preparado porém, o espirito santo agiu nele,  Antônio foi impelido pelo Cristo Jesus por ele muitos milagres aconteceram e muitos se converteram apenas ouvindo seus belos sermões. Cantava louvores a Deus e tinha grande devoção a Maria Santíssima a quem ele sempre recorria nos momentos difíceis.

Que possamos aprender com Santo Antônio a dar o pão aos mais necessitados e sobre tudo do o pão da palavra que é próprio Cristo Jesus.

Após a Santa Missa o grande número de fiéis  e devotos de Santo Antônio acompanharam a procissão com a imagem do santo e as dos padroeiros das comunidades rurais e urbanas pelas ruas da cidade.  Devotos enfeitaram suas casas, estiaram bandeirinhas pelas ruas para a procissão passar assim como os seminaristas do seminário propedêutico que, ornamentaram a sacada do prédio com flores e bandeirinhas, homenageando o padroeiro da Campanha/MG.  No momento em que a procissão se aproximava novamente da catedral, todos foram surpreendidos por uma linda queima de fogos e uma acolhida maravilhosa a Santo Antônio.  Mesmo com chuva os fiéis acompanharam toda procissão, mostrando sua fé e devoção no Santo de todo mundo o Santo de todas necessidades o nosso glorioso Santo Antônio.

Acompanhe abaixo os melhores momentos desta festa:

Dom Pedro C. Cruz abençoou os pães de santo Antônio que foram distribuídos a todos os fiéis presentes na igreja , dando a bênção final a todos. Esta foi a segunda vez que Dom Pedro como bispo titular da santa sé Campanhense presidiu a solene celebração de Santo Antônio, padroeiro da Campanha e de nossa Catedral Diocesana que é a igreja particular do bispo.

Assim encerrou todos os festejos em honra à Santo Antônio de Pádua, “Doutor da Igreja”, “Martelo dos Hereges”, “Doutor Evangélico”, “Arca do Testamento”, “Santo de todo o mundo” com esses nomes que os Soberanos Pontífices honraram aquele cuja vida foi, no dizer de um de seus biógrafos, um milagre contínuo.

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“Alegra-te, feliz Lusitânia! Salta de júbilo, Pádua ditosa! Pois gerastes para a Terra e para o Céu um varão que bem pode comparar-se com um astro rutilante, já que brilhando, não só pela santidade da vida e gloriosa fama de milagres, mas também pelo esplendor que por todas as partes derrama a sua celestial doutrina”.

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Por Bruno Henrique Santos/ Portal Terra de Santa Cruz/Campanha-MG

Memória da Bem-Aventurada Nhá Chica, a “Santinha de Baependi” – 14 de Junho

“É porque eu rezo com fé”, costumava dizer a Bem-Aventurada Francisca de Paula de Jesus àqueles que recorriam a ela. Negra, analfabeta e filha de escravos, Nhá Chica, como ficou conhecida, dedicou sua vida humilde à caridade e é celebrada neste dia 14 de junho.

A imagem pode conter: 1 pessoaFrancisca de Paula de Jesus nasceu em 1808 em São João del-Rei (MG) e mudou-se com a mãe e o irmão para Baependi, no mesmo estado. Ficou órfão aos dez anos, seu irmão tinha 12 anos, e os dois ficaram sob os cuidados de Nossa Senhora, a quem Francisca logo passou a chamar “Minha Sinhá”.

Foi de sua mãe que ela recebeu uma grande devoção a Nossa Senhora da Conceição, que carregou ao longo de toda a sua vida. Soube administrar bem tal herança espiritual e ficou conhecida como “mãe dos pobres”.

Nunca se casou, porque decidiu dedicar-se totalmente ao Senhor. Sendo analfabeta, gostava quando alguém lia para ela as Sagradas Escrituras. Não pertenceu a uma organização religiosa e era respeitada por todos que a conheciam, desde o mais humilde dos homens aos mais poderosos de seu tempo.

Sempre atendeu com especial atenção cada pessoa que a procurava, muitos em busca de conselhos, palavras de conforto e oração.

Uma das coisas que se destaca em sua vida é a novena que compôs à Nossa Senhora da Conceição. Do mesmo modo, em honra a Ela, construiu ao lado de sua casa uma pequena igreja, onde venerava uma imagem desta devoção mariana e diante da qual rezava piedosamente por todas as pessoas que se recomendavam a ela.

Em 1954, esta igreja foi confiada à Congregação das Irmãs Franciscanas do Senhor e, atualmente, é o Santuário de Nossa Senhora da Conceição. Ao lado do templo é realizado um trabalho de assistência a crianças carentes que é mantido por devotos de Nhá Chica.

Finalmente, depois de uma vida dedicada à oração e ao serviço aos necessitados, a Santinha de Baependi morreu em 14 de junho de 1895.

Em maio de 2013, em uma histórica cerimônia para a Igreja no Brasil, foi beatificada, após o reconhecido da cura milagrosa de um problema de nascença no coração da professora Ana Lucia Meirelles Leite, o qual, no momento em que ela ia ser operada, foi constatado pelos médicos que havia desaparecido.

Portal Terra de Santa Cruz 

Santo Antônio de Lisboa, “Martelo dos Hereges”,“Doutor da Igreja”, “Doutor Evangélico”, “Arca do Testamento”, “Santo de todo o mundo”

“Doutor da Igreja”, “Martelo dos Hereges”, “Doutor Evangélico”, “Arca do Testamento”, “Santo de todo o mundo”

O grande taumaturgo de Pádua embora com uma curta existência terrena, tornou-se um dos santos mais populares do mundo, sendo venerado tanto no Oriente quanto no Ocidente.

MARTELO.jpg“Alegra-te, feliz Lusitânia! Salta de júbilo, Pádua ditosa! Pois gerastes para a Terra e para o Céu um varão que bem pode comparar-se com um astro rutilante, já que brilhando, não só pela santidade da vida e gloriosa fama de milagres, mas também pelo esplendor que por todas as partes derrama a sua celestial doutrina”.

Esse foi o esplêndido elogio que fez desse santo o Papa Pio XII.(1)

“Doutor da Igreja”, “Martelo dos Hereges”, “Doutor Evangélico”, “Arca do Testamento”, “Santo de todo o mundo” –– são alguns dos títulos com que os Soberanos Pontífices honraram aquele cuja vida foi, no dizer de um de seus biógrafos, um milagre contínuo.

Natural de Lisboa onde nasceu em 1191 ou 1195, filho dos nobres Martinho de Bulhões e Teresa Taveira, o futuro santo recebeu no batismo o nome de Fernando. De boa índole, inclinado à piedade e às coisas santas, sua formação espiritual e intelectual foi confiada aos cônegos da Catedral de Lisboa por seu pai, oficial no exército de D. Afonso.

Clérigo Regular de Santo Agostinho

Segundo alguns de seus biógrafos, na adolescência Fernando foi acometido por violenta tentação contra a pureza. traçou uma cruz com os dedos, numa coluna de mármore, ficando nela impressa como em cera.

Avaliando nessa ocasião os perigos que corria, o adolescente quis entrar para o Mosteiro de São Vicente de Fora, dos Clérigos Regulares de Santo Agostinho, nos arredores da capital portuguesa, quando contava 19 anos de idade. Ali permaneceu dois anos, findos os quais, por ser muito procurado por parentes e amigos, pediu aos superiores que o transferissem para o mosteiro Santa Cruz de Coimbra, casa-mãe do Instituto. Foi ordenado sacerdote em 1220. Frei Fernando, entretanto, almejava abraçar um gênero de vida mais perfeito e mais de acordo com suas íntimas aspirações.

Transferência para a Ordem Franciscana

Quando chegaram a Coimbra os restos mortais dos cinco protomártires franciscanos, que deram sua vida pela Fé no Marrocos, Frei Fernando sentiu imenso desejo de imitá-los, vertendo também seu sangue por Cristo.

Um dia, no verão de 1220, quando dois franciscanos foram ao seu mosteiro pedir esmola, Frei Fernando perguntou-lhes se, passando ele para sua Ordem, o enviariam à terra dos mouros para lá sofrer o martírio.

Eles deram resposta afirmativa.

No dia seguinte, depois de obter, a duras penas, autorização de seu Superior, mudou-se para o eremitério franciscano, onde se tornou um filho de São Francisco de Assis.Frei Fernando mudou então seu nome para o do onomástico do eremitério, Antonio, que ele imortalizaria. Conforme o combinado, Frei Antonio foi enviado no fim desse mesmo ano à África. Entretanto não estava nos planos da Providência que ele ilustrasse a Igreja como mártir, mas com suas pregações e santa vida. Assim, chegando ao continente africano, foi atacado de terrível doença, que o reteve no leito por longo período. Os superiores decidiram que, para curar-se, Frei Antonio deveria voltar a Portugal.

Acrisolado pela Divina Providência

A mão da Providência, no entanto, desejava-o em outro campo de luta. O navio em que estava o convalescente, levado pela tempestade, foi parar nas costas da Itália, onde o santo encontrou abrigo em Messina, na Sicília.

Lá soube que o seráfico São Francisco havia convocado um Capítulo em Assis, para maio de 1221. Antonio poderia, enfim, ver o pai e fundador dos franciscanos e contemplar sua angélica virtude.

Naquela grande assembléia o Provincial da Romênia resolveu levá-lo consigo. Frei Antonio obteve dele licença para permanecer no eremitério do Monte Paulo, a fim de entregar-se ao isolamento e à contemplação. Entretanto a mão de Deus velava sobre ele, e chegou o tempo em que aquela luz deveria brilhar para o bem do mundo inteiro.

Começa a vida apostólica como grande pregador

Foi enviado a Forli com alguns franciscanos e dominicanos que deveriam receber as ordens sacras. O Padre guardião do convento em que se hospedavam pediu que algum dos presentes dissesse algo para a glória de Deus e edificação dos demais. Um a um, foram todos escusando-se por não estarem preparados. Restava Antonio. Sem muita convicção, o Superior mandou-lhe então que falasse, à falta dos demais.

Era a primeira vez que Antonio falava em público, e então viu-se a maravilha: de sua boca saíram palavras de fogo, demonstrando profundo conhecimento teológico e das Escrituras, tudo exposto com uma lógica, clareza e concisão que conquistou a todos.

Entusiasmado, o Guardião comunicou aquele sucesso ao Provincial, que transmitiu a notícia a São Francisco. O Poverello mandou então que Frei Antonio estudasse teologia escolástica para dedicar-se à pregação. Pouco depois, em vista de seus progressos, ordenou-lhe S. Francisco que trabalhasse na salvação das almas. Era o ano 1222, e Frei Antonio contava apenas 30 ou 31 anos de idade.

Força irresistível de suas fogosas palavras

Segundo seus biógrafos, “ele tinha um exterior polido, gestos elegantes e aspecto atraente. Sua voz era forte, clara, agradável, e sua memória feliz.A essas vantagens, juntava uma ação cheia de graça”.(2)

Entretanto, “seu traço característico, o milagre constante de sua existência, é a força incontestável de sua pregação, o poder de sua voz sobre os corações e as inteligências”.(3)

“Quando ele fulminava os vícios e as heresias — das quais o mundo estava então extremamente infectado — era como uma torrente de fogo que revira tudo, e à qual ninguém pode resistir. […] Freqüentemente, se bem que falasse [durante o sermão] uma só língua, era entendido por pessoas de toda espécie de países”.(4) Daí seu sucesso extraordinário, tanto na Itália quanto na França.

Milagres como no tempo dos Apóstolos

As multidões acorriam, e até os comerciantes fechavam suas lojas para ir ouvi-lo; a cidade e toda a redondeza literalmente paravam.

Sendo pequenas as igrejas para tanta gente — às vezes chegavam a juntar-se até 30 mil pessoas num só sermão — ele falava nas praças públicas. Quando terminava, “era necessário que alguns homens valentes e robustos o levantassem e protegessem das pessoas que vinham beijar-lhe a mão e tocar-lhe o hábito”.(5) O número de sacerdotes que o acompanhavam era pequeno para depois ouvirem as confissões dos que, tocados por seu sermão, queriam emendar-se de vida.

Seus sermões eram seguidos de milagres como não se viam desde o tempo dos Apóstolos. Praticamente não havia coxo, cego ou paralítico que, depois de receber sua bênção, não ficasse são. Numa ocasião converteu 22 ladrões, que por curiosidade foram ouvi-lo. O número de hereges por ele convertidos não tem fim.

Prega aos peixes para confundir os indiferentes

Um dos milagres mais conhecidos de Santo Antonio foi sua pregação aos peixes. Em Rimini, durante seu sermão, o povo se mantinha indiferente. Abandonando seus ouvintes, foi pregar à beira-mar. Milhares de peixes de vários tipos e tamanhos puseram a cabeça fora da água para ouvir o santo, que tinha sido seguido pela população da cidade, testemunha do milagre. Santo Antonio foi cognominado “Martelo dos Hereges”, porque a heresia não teve inimigo mais formidável.  Sua mais antiga biografia, conhecida pelo nome de Assídua, relata: “Dia e noite tinha discussões com os hereges; expunha-lhes com grande clareza o dogma católico; refutava vitoriosamente os preceitos deles, revelando em tudo ciência admirável e força suave de persuasão que penetrava a alma dos seus contrários”.(6)

Um heresiarca negava a Presença Real no Santíssimo Sacramento. Para acreditar, dizia, queria um milagre. E propôs o seguinte: deixaria sua mula sem comer durante três dias. Depois disso, oferecer-lhe-ia feno e aveia, e Frei Antonio a Hóstia consagrada. Se a besta deixasse a comida para ir adorar a Hóstia, ele creria, disse. Isso foi feito diante de toda a cidade. E a mula faminta, tendo que escolher entre o alimento e o respeito à Hóstia consagrada, foi ajoelhar-se diante desta, que o santo segurava nas mãos.

Desde a mais tenra infância Antonio fora devoto de Nossa Senhora, e Ela várias vezes o socorreu. Um dia, por exemplo, em que o demônio não podia mais suportar o bem que o santo fazia, agarrou-o pelo pescoço tão violentamente, que o enforcava. Antonio mal pôde balbuciar as palavras da antífona a Nossa Senhora, “O Gloriosa Domina”. No mesmo instante o demônio fugiu apavorado. Recomposto, Antonio viu a seu lado a Rainha do Céu resplandecente de glória.

“O santo morreu! O santo morreu!”

No ano de 1231, Frei Antonio, sentindo piorar a hidropisia maligna que o perseguia havia tempos, percebeu que sua hora chegara e quis morrer em Pádua, sua cidade de adoção. Quando o povo paduano ouviu dizer que ele estava chegando, acorreu em tal quantidade, que os frades que o acompanhavam, para livrá-lo do assédio, levaram-no para a casa do capelão das freiras clarissas, onde ele faleceu com apenas 40 anos de idade. Imediatamente as crianças de Pádua saíram espontaneamente pelas ruas gritando: “O santo morreu! O santo morreu!”. Ao mesmo tempo, em Lisboa, sua cidade natal, os sinos puseram-se a repicar por si sós, e o povo saiu às ruas. Somente mais tarde é que souberam do ocorrido.

Tantos foram os milagres operados pelo santo em seu túmulo, que levaram o Papa Gregório IX a canonizá-lo apenas um ano depois de sua morte. O Processo de Canonização mais curto da História da Igreja .

SANTO ANTÔNIO, MARTELO DO HEREGES, PREGADOR DO EVANGELHO, ROGAI POR NÓS!

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