Arquivo da categoria: Defesa da Vida

Formação da CF2017 – Cultivar e guardar a criação Forania N.Sra das Fontes – Diocese da Campanha/MG

A campanha da fraternidade é realizada todos os anos pela Igreja Católica no Brasil.

A CF 2017 nada mais é do que uma campanha que envolve a comunidade com diversas ações pastorais em todas as regiões do Brasil.

A Campanha da Fraternidade é marcada pelo empenho de todos em favor da solidariedade e fraternidade, sempre abordando temas atuais, que a cada ano propõe uma transformação social e comunitária, seja ela em desafios sociais, econômicos, culturais e até mesmo religiosos, onde toda a população envolvida na Campanha da Fraternidade é convidada a ver, julgar e agir.

Este ano a campanha vem com o tema “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida” e o lema “Cultivar e guardar a criação” (Gn 2.15).  “Cultivar e guardar nasce da admiração”! A beleza que toma o coração faz com que nos inclinemos com reverência diante da criação e de tudo que Deus criou. A iniciativa alerta para o cuidado da criação, de modo especial dos biomas brasileiros que tem sofrido diversas perdas e tem sido explorada de formas erradas por grandes empresas e sentido fortemente o mau cuidado do ser humano. A natureza clama por socorro, sobrevivência.

Bioma é uma unidade que agrupa diversos organismos de acordo com as condições físicas de um mesmo ambiente, como microclima, solo, altitude, temperatura e umidade. Deste modo, é possível generalizar e encontrar semelhanças em espécies animais e vegetais que habitam um mesmo espaço, mesmo que estas não possuam nenhum parentesco entre si. O termo, que pode ser entendido como um ecossistema em larga escala, foi usado pela primeira vez na década de 1940 pelo ecologista norte-americano Frederic Clementes.

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Diversas dioceses do país inteiro estão realizando formações com base nas diretrizes e texto base da CF2017 lançado pelo CNBB assim levando até as paróquias e comunidades a importância de vivenciar e por em prática a proposta da CF2017. Em nossa Diocese da Campanha, foram realizadas as formações divididas por foranias. Todas as foranias se reuniram no dia 12 de fevereiro (domingo) para apresentar as lideranças das paróquias que compõem cada forania a Campanha da Fraternidade 2017 e sua proposta do cuidar e cultiva a criação.

A forania Nossa Senhora das Fontes se reuniu no Salão Paroquial Santo Antônio em Campanha/MG, a formação ficou a cargo dos membros do GRADI (Grupo de Assessores Diocesano) Mirian de Oliveira Cristiano Nascimento e Antônio Tadeu Pires ambos da paróquia Sagrado Coração de Jesus – Cotia – Três Corações/MG. Estiveram presentes no encontro diversos membros de pastoral e conselhos das paróquias pertencentes à forania Nossa Senhora das Fontes.

A formação foi bastante produtiva abordando a realidade dos biomas brasileiros nos dias atuais e vendo as necessidades de cada região e mostrando os caminhos para uma formação consciente de modo que as pessoas contemplem o meio ambiente de uma forma mais cristã.

Os principais biomas terrestres no Brasil são a Amazônia, o Cerrado, a Mata Atlântica, a Caatinga, os Pampas e Pantanal que juntos ocupam todo território brasileiro. Em nossa diocese destacamos a Mata Atlântica que está em nosso território e foi alvo de debates e rodas de conversas durante a tarde de formação.

Foi colocado em questão o processo de conscientização de nossos padres, leigos, instituições, órgãos públicos e famílias em geral. A ideia é fazer com que todos se envolvam por está causa do cuidado da casa comum e tenham consciência de que é importante o trabalho eficaz de cada um pelo bem e cuidado da “MÃE TERRA”.  A Campanha da Fraternidade sugere que durante a Quaresma, que se inicia na Quarta-feira de Cinzas (um de março), todos cristãos busque viver a experiência de uma espiritualidade franciscana, de modo que se torne uma atitude comum e concreta para a vida humana e terrestre.

14721679_1299540356746363_4839742973252826501_n“São Francisco, o grande defensor do meio ambiente, nos ensina com a sua vida e com seus escritos que a natureza não pode ser manipulada muito menos tratada como objeto de lucro, pelo contrário, a natureza é a nossa irmã, o bioma faz parte do nosso relacionamento fraterno”. Já diz um ditado antigo: Deus perdoa sempre, o Homem às vezes, a Natureza nunca.

Que essa campanha da fraternidade possa ser para nós um incentivo a mudar nossas ações com a natureza que possamos cuidar daquilo que Deus nos deu e que acima de tudo, o nosso coração esteja voltado à graça do Pai nesta quaresma, tempo propício para mudança de vida, hábitos e uma profunda conversão ao evangelho de Jesus Cristo e uma consciência ampla sobre o cuidado das coisas de Deus.

Agradecemos os membros do GRADI que se colocaram disposição para passar a formação sobre a CF2017.

Conheça a NATUREZA E MISSÃO DO GRADI: O GRADI é o Grupo de Assessores Diocesanos e, como tal, assessora a Coordenação Diocesana de Pastoral na sua missão própria. Como grupo de assessoria tem natureza consultiva. Sua missão é colaborar com a Coordenação Diocesana de Pastoral na reflexão e na formação e dinamização pastoral da Diocese, falando em seu nome e transmitindo o seu pensamento.

Texto de Bruno Henrique Santos/Gestor do Portal Terra de Santa Cruz 

FOTOS: Miriam de Oliveira Cristiano Nascimento – (GRADI)

CONHEÇA O HINO DA CF2017

https://youtu.be/Ja693wVcyjQ?t=106

O hino da Campanha da Fraternidade 2017 foi escrito pelo Padre José Antônio de Oliveira e música de Wanderson Luiz Freitas.
Acesse: http://www.campanhadafraternidade2017… e saiba mais .

Segue a letra do hino abaixo.

01 – Louvado seja, ó Senhor, pela mãe terra,
que nos acolhe, nos alegra e dá o pão (cf. LS, n.1)
Queremos ser os teus parceiros na tarefa
de “cultivar e bem guardar a criação.”

Refrão:
Da Amazônia até os Pampas,
do Cerrado aos Manguezais,

chegue a ti o nosso canto
pela vida e pela paz (2x)

02 – Vendo a riqueza dos biomas que criaste,
feliz disseste: tudo é belo, tudo é bom!
E pra cuidar a tua obra nos chamaste
a preservar e cultivar tão grande dom (cf. Gn 1-2).

03 – Por toda a costa do país espalhas vida;
São muitos rostos – da Caatinga ao Pantanal:
Negros e índios, camponeses: gente linda,
lutando juntos por um mundo mais igual.

04 – Senhor, agora nos conduzes ao deserto
e, então nos falas, com carinho, ao coração (cf. Os 2.16),
pra nos mostrar que somos povos tão diversos,
mas um só Deus nos faz pulsar o coração.

05 – Se contemplamos essa “mãe” com reverência,
não com olhares de ganância ou ambição,
o consumismo, o desperdício, a indiferença
se tornam luta, compromisso e proteção (cf LS, n.207).

06 – Que entre nós cresça uma nova ecologia (cf LS, cap.IV),
onde a pessoa, a natureza, a vida, enfim,
possam cantar na mais perfeita sinfonia
ao Criador que faz da terra o seu jardim.

PORTAL TERRA DE SANTA CRUZ – A SERVIÇO DA EVANGELIZAÇÃO

CF2017: O urgente desafio de despertar a consciência coletiva ambiental e uma conversão pessoal e comunitária.

A CF2017 vem com o tema ‘Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida’ e o lema ‘Cultivar e guardar a criação’ a Campanha de 2017, nos mostra a urgência do despertar das pessoas, para uma consciência coletiva ambiental e uma conversão pessoal e comunitária. Esse despertar deve começar primeiramente nas pequenas e grandes comunidades das diversas paróquias/dioceses de nosso país

Padre Leandro Alves de Souza que é o assessor da Campanha da Fraternidade da sub-região pastoral de Aparecida (SP), vai nos explicar no texto abaixo a importância da conscientização sobre as ações direcionadas ao meio ambiente. A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) traz a reflexão sobre os biomas brasileiros (Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal) na Campanha da Fraternidade desse ano.

“O grande desafio da Campanha da Fraternidade 2017, como em todos os anos, é a formação da consciência de modo que as pessoas contemplem o meio ambiente de uma forma mais cristã”, enfatiza padre Leandro Alves de Souza. 

O sacerdote cita o livro de Gênesis que fala da criação do mundo, dando o exemplo do limite colocado por Deus ao proibir o homem de comer o fruto da árvore, explicando que “o ser humano não é capaz de perceber se as suas ações são boas ou ruins, precisando de fato da luz de Deus” Como base nisso, a Igreja vê a necessidade de refletir cada vez mais a importância do pensamento coletivo, de uma responsabilidade assumida verdadeiramente com respeito ao próximo e à natureza, como princípios de um bom cristão.

“Outro grande desafio é esse individualismos acentuado que a gente vive. Vimos há alguns anos essa a crise hídrica enfrentada no estado de São Paulo. E ficou claro que muitas pessoas só tomavam consciência do problema se abrissem a torneira e não caísse um pingo d’água. A gente continuou vendo o desperdício, atitudes totalmente irresponsáveis. Então na verdade o grande desafio nosso é despertar essa consciência coletiva”, expressou padre Leandro.

Para contribuir na formação das pessoas e incentivar ações que favoreçam o meio ambiente e as gerações futuras, a CNBB preparou uma série de atividades como via-sacra, círculo bíblico, temas para reflexões em família e celebração penitencial. Padre Leandro aponta que essas reflexões são urgentes e necessárias e deixa uma pergunta, que em sua opinião, deveria nortear as atitudes de cada pessoa:

“Qual o mundo ou qual o meio ambiente entregaremos para os filhos, para os netos, para as gerações futuras?”

“Até quando o ser humano vai tratar a natureza simplesmente com objeto de lucro…?
Padre Leandro levanta um questionamento preocupante: “Até quando o ser humano vai tratar a natureza simplesmente com objeto de lucro, manipulando-a cada vez mais, sem pensar nas consequências futuras”?”.

Ele destaca alguns gestos concretos que podem motivar a política pública a criar ações que promovam um meio ambiente sustentável como incentivar projetos de lei que proíbam, por exemplo, o uso de agrotóxicos, cobrar dos políticos atenção aos malefícios que as queimadas e a poluição urbana provocam e incentivar a participação dos leigos e leigos nos conselhos paritários, como o Conselho Municipal do Meio Ambiente.

O assessor da Campanha da Fraternidade sugere que durante a Quaresma, que se iniciam na Quarta-feira de Cinzas (um de março), os cristãos busque viver a experiência de uma espiritualidade franciscana, de modo que se torne uma atitude comum e concreta para a vida.

“São Francisco, o grande defensor do meio ambiente, nos ensina com a sua vida e com seus escritos que a natureza não pode ser manipulada muito menos tratada como objeto de lucro, pelo contrário, a natureza é a nossa irmã, o bioma faz parte do nosso relacionamento fraterno”, concluiu padre Leandro.

Referências:  a12.com

 

O que é Bioma

Bioma é uma unidade que agrupa diversos organismos de acordo com as condições físicas de um mesmo ambiente, como macroclima, solo, altitude, temperatura e umidade. Deste modo, é possível generalizar e encontrar semelhanças em espécies animais e vegetais que habitam um mesmo espaço, mesmo que estas não possuam nenhum parentesco entre si. O termo, que pode ser entendido como um ecossistema em larga escala, foi usado pela primeira vez na década de 1940 pelo ecologista norte-americano Frederic Clements.

Principais Biomas Terrestres

Os principais biomas terrestres são: florestas tropicais, temperadas e coníferas; savanas; desertos; chaparral; campos temperados; zonas de montanha; e tundra. No Brasil, os maiores são a Amazônia, o Cerrado e a Mata Atlântica, que juntos ocupam mais de 80% do território brasileiro.


Por Portal Terra de Santa Cruz – Serviço da Evangelização 

 

FEMINISMO E ABORTO — EMANCIPAÇÃO DA MULHER E LIBERDADE DA MÃE MATAR O FILHO? UMA UTOPIA EQUIVOCADA.

Decidimos postar novamente este artigo retirado da Folha de São Paulo, estamos em um momento em que a mídia apoia de forma descarada este movimento chamado feminismo e o aborto, duas ideologias que assolam nossas virtudes, valores e desafiam nossa própria lógica e razão, querem por toda leia dizer manipuladamente que o aborto deve ser liberado com a pequena frase “Meu Corpo, minha regra” . A Mídia precisamente a Rede Globo de Televisão tem investido pesado na divulgação asquerosa do aborto com vídeos usando seus artistas, logo estará nas novelas tais atos como esse, por isso vamos entender um pouco mais da legalização do aborto e os direitos da mulher de matar seu próprio filho que ainda está em seu ventre, algo absurdo que não dá para acreditar . Leia abaixo. 

A legalização do aborto é considerada, infelizmente, uma das leis que indicam a modernidade de um país: De fato, a possibilidade de abortar assinala — na opinião de muitos — uma meta indiscutível no processo de libertação da mulher, a ponto de se entender o aborto como um “direito da mulher” que deve ser defendido a todo custo.

É terrível pensar que a liberdade das mulheres deva ser medida em relação à morte de outro ser humano, o qual, além de tudo, é o mais fraco dos seres, um filho que depende da mãe para virão mundo. É um terrível equívoco acreditar que a emancipação das mulheres possa fundamentar-se sobre essa legalização, inclusive porque, para a mulher, o aborto é sempre um momento de dor, dor física e psíquica, de autodestruição e não apenas de destruição. Ônus? Para se igualar aos homens, elas não precisam se libertar da maternidade.

Esse erro nasce de um conceito equivocado de emancipação, da ideia de que, para se igualarem aos homens, as mulheres devam tornar-se como eles, ou seja, libertar-se da maternidade, aliviar-se de um ônus que é também um mistério maravilhoso, graças ao qual elas se tornam criadoras de uma maneira inigualável, que as faz protagonistas de uma relação extremamente intensa e especial com outros seres humanos, únicas, diferentes.

É uma ideologia perigosa, uma das várias utopias equivocadas da modernidade que quer garantir a igualdade das mulheres apagando toda diferença, e particularmente a diferença que constitui sua especificidade:
a maternidade.

Nos países em que o aborto foi legalizado há dezenas de anos, e é realizado em entidades públicas, já se começa a falar do desconforto que essa intervenção provoca em todos os que nela atuam: médicos e enfermeiros — embora favoráveis à liberdade de abortar — pedem para trabalhar em turnos breves por se sentirem deprimidos e desmotivados quando destinados por longas horas a esse tipo de ocupação.

Sem falar nas mulheres que o sofrem, embora por sua livre escolha e vivendo num contexto cultural que não as julga de maneira negativa, mas, ao contrário, considera o aborto um direito como outro qualquer.

Hoje, depois de muitas intervenções, médicos e psicólogos sabem que são extremamente frequentes as depressões pós-aborto, cuja manifestação pode ocorrer anos depois do episódio médico, aparentemente esquecido.

Aliás, o próprio fato de vivenciá-lo com leviandade, de enfrentá-lo como uma intervenção qualquer, torna mais difícil a aceitação do pesar e, portanto, as mulheres têm dificuldade em reconhecer e encarar a dor que ele acarreta.

É como se se submetessem a uma tortura e depois fossem informadas de que esse é um direito que deve ser defendido.

Uma tortura que não envolve apenas a mãe.

As descobertas mais recentes sobre a constituição biológica do feto revelam que algumas terminações nervosas já estão formadas 40 dias depois da concepção; portanto, a ideia de que os fetos não sofram no aborto não passa de uma mentira piedosa. Tanto é verdade que já se aventou a possibilidade de submeter o feto destinado ao aborto a uma anestesia…

São reconhecimentos dramáticos, que se contrapõem à leviandade ideológica com que a intervenção é considerada e defendida nas batalhas pró-aborto, enganando mais uma vez as mulheres, induzindo-as a um conformismo “politicamente correto” que prejudica somente elas.

A legalização do aborto possibilita — e em geral realiza imediatamente — a seleção eugenética dos nascituros: os exames pré-natais distinguem nitidamente entre crianças saudáveis e crianças doentes, e as mães são aconselhadas pelos médicos a eliminar o feto doente “pelo seu próprio bem”.

Inútil dizer que as associações de portadores de deficiências não se cansam de declarar que eles estão felizes por ter nascido: a mentira continua prosperando.

E se depois se constata que a medicina não é uma ciência exata, e uma criança sadia foi eliminada, paciência! É curioso notar que nesses casos ninguém processa o médico — mas se o médico errou prometendo um filho saudável, e este nasce “imperfeito”, imediatamente se desencadeiam
batalhas legais.

A legalização do aborto induz inclusive alguns casais a pediremindenizações por um filho imperfeito, indiferentes ao fato de que ele está ali, diante deles, assistindo a uma ação legal que revela que os pais acham que teria sido melhor que ele não tivesse nascido.

O aborto, e a possibilidade legal de retirar um embrião ou um feto do único lugar em que ele está protegido, o útero materno, favoreceram o surgimento das novidades biotecnológicas que hoje permitem “fazer” filhos de “proveta” em balcão de laboratório,escolher os embriões melhores, modificá-los, inserir no processo de concepção óvulos ou embriões diferentes dos solicitados pelos pais, como um produto, um artefato.

E, portanto, todos os graves problemas de bioética decorrentes do processo.

Além disso, a legalização do aborto introduz em nossas democracias uma forte contradição, que enfraquece o próprio conceito de igualdade de todos os seres humanos; de fato, ela implica existirem seres indignos de nascer, que não são iguais aos outros.

Retirado “O Estado de S. Paulo”, domingo, 8 de março de 2015″

Por Portal Terra de Santa Cruz 

 

Campanha abortista de globais é o segundo vídeo mais reprovado da história do YouTube

O vídeo “Meu Corpo, Minhas Regras”, um promocional abortista estrelado por atores globais, atinge uma meta histórica: É o segundo vídeo mais reprovado da história do YouTube. Com incríveis 85% de reprovação, o vídeo que foi escandalosamente defendido pela grande mídia  tem um índice enorme de rejeição. A marca foi atingida em apenas 10 dias.

Não curti

Neste momento o vídeo perde apenas para o clipe da cantora norte americana Rebecca Black que teve uma taxa de 88% de deslike.

No entanto, o vídeo se mostra um forte concorrente a tomar a posição do clipe da Rebecca. ( http://fidespress.com)

Se tudo continuar nesse ritmo, poderemos em breve gritar junto a Galvão Bueno: Ééééééééé do Brasil, e ainda criar a #ÉéédaRedeGloboooooo, teriam eles audiência ? Não, ficariam em primeiro lugar no twtter como assunto mais comentado? Também não.

Isso é para mostrar que não adianta Rede Globo ou qualquer outro meio de comunicação do País fazer apologia ao aborto porque não vai vingar jamais, Deus é maior e seu povo respeita e ama a vida, somos todos a favor da Vida – diga não ao aborto!

Por Portal Terra de Santa Cruz

 

“Nada neste mundo pode me fazer voltar a realizar um aborto”

O aborto era uma prática corriqueira no trabalho do Dr. Anthony Levatino. Ele chegou a realizar mais de mil deles nos anos 80. Até que um acidente mudou a sua opinião sobre o assunto – e deu um giro de 180 graus na sua vida.

Em 1976, o obstetra e ginecologista Dr. Anthony Levatino tinha acabado de receber a sua graduação em medicina e era, sem sombra de dúvida, a favor do aborto. Ele defendia convicto o chamado “direito ao aborto” e acreditava que o tema não passava de uma decisão a ser tomada apenas entre uma mulher e o seu médico.

“Muitas pessoas se identificam como sendo contra (pro-life) ou a favor do aborto (pro-choice), mas, para a maior parte delas, nada disso as afeta pessoalmente, nada disso impacta as suas vidas do modo como eu queria que as impactasse”, diz Levatino em uma palestra para a associação Pro-Life Action League. “Mas, quando você é um obstetra ou ginecologista e se diz a favor do aborto, a coisa se torna bem mais pessoal, porque é você quem realiza os abortos e é você quem deve tomar a decisão de fazer aquilo ou não.”

Defensor do “direito da mulher sobre o próprio corpo”, Levatino tomou a sua decisão e aprendeu a fazer abortos no primeiro e segundo trimestres de gravidez. À época, trinta a quarenta anos atrás, o procedimento para interromper a gestação no segundo trimestre era a perigosa prática da injeção salina.

Nesse mesmo período, Levatino e sua esposa estavam lutando com problemas de fertilidade e começaram a pensar na possibilidade de uma adoção. O procedimento, porém, era complicado, sem falar da dificuldade em encontrar uma criança recém-nascida. “Foi a primeira vez em que comecei a ter dúvidas sobre o que estava fazendo, porque eu sabia bem que um dos motivos pelos quais é tão difícil achar crianças para adotar é que médicos como eu os estão matando em abortos“, disse Levatino.

Finalmente, em 1978, o casal adotou a sua primeira filha, Heather. Pouco depois disso, eles descobriram que estavam esperando outro filho. Até então, Anthony descreve uma vida “perfeitamente feliz” e diz que, apesar das primeiras dúvidas a respeito do aborto, ele voltou a realizá-los, sem maiores problemas.

Em 1981, depois de terminar a sua residência, Levatino fez um curso de obstetrícia e ginecologia que incluía um novo método de fazer abortos. Até então, o envenenamento salino era o método mais comum para os abortos de segundo trimestre, mas sempre trazia o risco de bebês nascessem vivos. Os procedimentos também eram caros, difíceis e exigiam que as mulheres entrassem em trabalho de parto. Levatino e seus companheiros foram treinados, então, para realizar o método chamado de “dilatação e evacuação” (D&E), que ainda é o mais comum hoje em dia.

Dr. Anthony Levatino

Em sua palestra, ele descreve exatamente como é realizar esse tipo de procedimento:

“Você pega um instrumento como esse, chamado fórceps, e você basicamente, a operação consiste em você literalmente dilacerar uma criança em pedaços. A sucção é apenas para o fluído. Todo o resto [do procedimento] consiste literalmente em desmembrar a criança, pedaço por pedaço, com esse instrumento de aborto.”

Ao longo dos quatro anos seguintes, Levatino realizaria em torno de 1.200 abortos, sendo 100 deles abortos tardios realizados por “dilatação e evacuação”.

Em um belo dia de junho de 1984, no entanto, sua vida viraria de ponta cabeça. Sua família estava em casa se divertindo com alguns amigos, quando, de repente, Levatino escutou o barulho de pneus freando na pista. As crianças tinham corrido para a rua e Heather havia sido atingida por um carro.

“Ela estava destruída”, ele explica. “Fizemos tudo o que podíamos, mas, naquela mesma noite, ela morreu, literalmente em nossos braços, no caminho para o hospital.”

Depois de um tempo, Anthony tinha que voltar ao trabalho. Um dia, agendaram para ele um aborto por “dilatação e evacuação”. Era o primeiro que ele iria fazer depois do acidente. Na cabeça de Anthony, nenhuma preocupação. Para ele, seria mais um procedimento de rotina que ele já tinha realizado várias vezes antes. Mas, não foi bem isso o que aconteceu.

“Eu comecei aquele aborto, peguei o fórceps, e literalmente quebrei um braço ou uma perna, e eu simplesmente parei naquele movimento”, ele diz. “Mas, sabe de uma coisa, quando você um aborto, você não pode parar. Se você não remove todos os pedaços – e não os ‘estende’ literalmente do lado da mesa de operação, sua paciente vai voltar, ou com uma infecção, ou com uma hemorragia, ou morta. Então, eu segui em frente e terminei aquele aborto.”

Quando concluiu, porém, Anthony estava começando a sentir uma mudança dentro de si:

Pela primeira vez na minha vida, depois de todos aqueles anos e todos aqueles abortos, eu olhei para aquele pilha de resíduos do lado da mesa e a única coisa que eu conseguia enxergar era o corpo de um filho. Eu não conseguia ver o grande médico que eu estava sendo. Não conseguia ver como tinha ajudado aquela mulher em sua crise. Não conseguia ver os 600 dólares que tinha acabado de fazer em 15 minutos. Tudo o que eu conseguia ver era o corpo do filho de alguém. Depois de perder a minha filha, tudo aquilo estava parecendo muito, muito diferente para mim.”

Anthony parou de realizar abortos tardios, mas continuou a prover abortos de primeiro trimestre nos meses seguintes, até ele finalmente perceber que matar um bebê com 20 semanas de gestação era exatamente o mesmo que matar um com nove ou mesmo duas semanas de gravidez. Ele tinha entendido que não importa quão grande ou pequeno seja um bebê, ele não deixa de ser uma vida humana. Desde fevereiro de 1985, Levatino nunca mais realizou um aborto e, diz ele, “não há absolutamente nenhuma chance” de que ele volte a fazer algum.

Teimando que nunca faria parte do movimento pró-vida – que, para ele, não passava de um “bando de loucos” –, Levatino foi eventualmente convidado a um jantar onde, ao contrário do que imaginava, ele conheceria pessoas inteligentes, homens que trabalhavam voluntariamente gastando o seu tempo – e a sua vida – para defender a vida dos que ainda não nasceram.

Hoje, Levatino faz conferências públicas sobre o assunto, especialmente para jovens, descrevendo-lhes com detalhes em que realmente consiste um aborto. Ele já deu o seu testemunho no próprio Congresso Federal, pedindo que o “aborto legal” acabe de uma vez por todas nos Estados Unidos da América.

Que o seu testemunho também ajude o Brasil a perceber a maldade da prática do aborto e a importância que há em uma sociedade defender os seus membros mais frágeis e indefesos: os não-nascidos.

Fonte: Live Action News

Tradução: Equipe CNP / Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz

 

Entenda porque os atores da Globo estão em uma campanha a favor do aborto.

Muitas pessoas surpreenderam-se nesta semana com um vídeo de alguns atores da Rede Globo defendendo abertamente o aborto. Além disto, ridicularizam o fato de Nossa Senhora ter gerado e gestado, sendo virgem, seu Filho Jesus. Além de cometerem pelo menos um delito neste vídeo, a saber, incitação ao crime (promover o aborto é promover um crime!) e atentar contra nós crentes, vilipendiando nossa fé, as “estrelas” da televisão deste país mostram-nos algo bem maior: seu desespero.

Aborto Não

O que eles esperavam

Os defensores do assassinato das crianças estão desesperados, pois sua ideologia de morte está perdendo terreno cada dia mais. Vamos aos fatos: A Indústria do aborto, tão presente nos Estados Unidos, anseia muito pela legalização do aborto no Brasil, para ter mais um mercado consumidor onde possa faturar em cima do sofrimento de crianças e mães, por meio do procedimento em si, da venda de remédios e da comercialização dos corpos das crianças abortadas (clique aqui para ler a matéria) .

A Rede Globo e a mídia secular em geral, anseiam pela liberação do aborto porque este contribui para o seu projeto de Revolução cultural, cujo objetivo é destruir os valores cristãos na sociedade. Além disto, a vida promíscua que a maior parte destes midiáticos vive leva-os a querer a sua libertinagem ampliada a toda sociedade.

A própria ONU, usando da tática de manipulação da linguagem, ao defender nos países membros o “Direito Sexual e Reprodutivo” tem trabalhado arduamente para impor o aborto no mundo.

É sabido que, segundo os planos dos abortistas e pelo montante de dinheiro por eles investido, o aborto já deveria estar legalizado no Brasil há pelo menos uma década. O partido que há mais de dez anos está no poder se comprometeu com esta legalização.Clique aqui para ver a resolução.

A realidade

Não obstante toda ação para legalizar o aborto, isto não somente não aconteceu como a opinião pública tem sido cada vez mais contrária ao aborto, passando de 80% o número de brasileiros que desaprovam este assassinato.

Diversos países, além do Brasil, não obstante toda pressão política e financeira não têm avançado na liberação do aborto.

Para piorar as coisas para os abortistas a última eleição que tivemos para o Legislativo formou uma Casa ainda mais conservadora, impedindo que a legalização do aborto passe como lei.

Os defensores da vida têm se organizado de uma forma cada vez melhor no país, inclusive com ação política.

Por fim, estamos às vésperas de uma grande vitória pró-vida: logo irá para votação na Câmara o Projeto de Lei 5.069 que dirime as brechas na lei 12845 – sancionada pela Presidente Dilma em 2013 – que praticamente banaliza o aborto. Com sua aprovação o aborto continuará sendo um crime, os estupradores serão condenados e a indústria do aborto não poderá lucras às custas do drama alheio, clique aqui e veja o PL5069 – Por que apoiamos.

Por tudo isso os fautores da cultura de morte precisam criar filmes e campanhas publicitárias na tentativa de ganharem a opinião pública, sempre por meio da mentira e das meias verdades.

Se é verdade que a nossa luta é de Davi contra Golias, pois eles detêm a mídia, o dinheiro e a fama, nós detemos a verdade, algo que fala direto ao coração humano. Mas, assim como eles não descansam na busca de seu objetivo sórdido – o assassinato – muito mais nós – cidadãos comuns -devemos nos empenhar por um país de cultura de vida.

O que fazer? Não dê audiência para estes atores. Não assista a seus filmes e novelas. Esta deve ser a resposta do povo brasileiro aos promotores do assassinato de bebês. Não doe para o Criança Esperança. Conheça ações em defesa da vida próximas a você: em seu bairro, sua cidade, sua igreja e faça ali sua doação.
Informe-se sobre o PL 5.069 e divulgue-o, para que esta lei passe e o Brasil seja livre do aborto.

Clique abaixo

assine-ja

Texto: http://casaprovidami.com.br

Adaptação e Foto: Portal Terra de Santa Cruz

Um ataque aos direitos humanos |Quando a Igreja defende a lei natural, ela defende os próprios fundamentos dos direitos humanos

A insistência da Igreja Católica no combate à legalização do aborto e de outras práticas contrárias à família é fonte de muitas críticas. Não se consegue entender por que uma instituição religiosa poderia influenciar nas decisões políticas de um Estado que, a princípio, se declara laico. Assistimos a este tipo de argumentação, por exemplo, durante o debate acerca da Sugestão Legislativa 15/2014, a qual pretende “regular a interrupção voluntária da gravidez, dentro das doze primeiras semanas de gestação, pelo Sistema Único de Saúde”.

Corrente

 

Essa confusão sobre o papel da Igreja na sociedade tem sua origem em um problema bastante complexo para a mentalidade moderna, e que diz respeito aos próprios fundamentos dos direitos humanos. “A ideia do direito natural” é vista, nos dias de hoje, como “uma doutrina católica bastante singular, sobre a qual não valeria a pena discutir fora do âmbito católico, de tal modo que quase se tem vergonha mesmo só de mencionar o termo” [1]. Isso se deve basicamente a dois fatores: a) a cisão entre fé e razão, a qual gerou uma noção de lei natural rígida demais, sem a consideração de processos históricos; b) o surgimento da doutrina positivista, cuja explicação sobre o ser humano tende a reduzi-lo a uma natureza apenas funcional.

Há, no entanto, outro aspecto a ser considerado. A lei natural constitui um obstáculo à arbitrariedade, pois exige do indivíduo uma adequação às necessidades dos outros, de modo que as paixões não deteriorem a harmonia social. Ela assegura ao homem o direito à objeção de consciência frente a imposições injustas, mesmo quando aprovadas pela maioria ou por juízes aparentemente capazes. O próprio Hans Kelsen, um dos maiores opositores da lei natural, viu-se obrigado a evocá-la para condenar a perseguição nazista que sofreu.

Eis o ponto. Toda a luta a favor do aborto, como disse Padre Paulo Ricardo durante o debate, resume-se a uma luta contra o direito natural. Não se trata de uma defesa das minorias marginalizadas, não se trata de uma defesa das mulheres pobres e negras nem da saúde pública — apesar de insistirem muito neste discurso. O objetivo é bem outro: manipulação e poder.

A razão defende a lei natural

A luz da razão mostra-nos que existe uma verdade natural acerca do ser humano e que, precisamente por isso, deve existir uma coerência ética comum para que essa verdade seja respeitada como um direito inalienável da humanidade. Isso se expressa de maneira eloquente no desejo moral compartilhado por vários grupos étnicos, culturais e sociais ao longo da história. Em praticamente todas as sociedades de que se tem notícia, encontra-se uma máxima ligada à famosaregra de ouro, isto é, aquele conselho de não fazer aos outros aquilo que não queres que façam contigo. Vemos, assim, que a moral não é uma construção social, embora seja influenciada por esse aspecto. Trata-se de algo que corresponde às exigências do próprio ser.

Na tradição filosófica clássica, essa verdade sobre o homem e o meio à sua volta foi denominada lei natural. Aristóteles, talvez o maior expoente desse período, considerava moralmente lícito aquilo que correspondia à natureza [2]. Nesta visão, o Estagirita queria explicar que a busca do homem pela felicidade só poderia ser plenamente cumprida se houvesse um respeito à sua vocação. Aqui entra o papel de instituições como a família e o Estado.

O homem, para poder cumprir sua vocação, necessita de condições favoráveis ao seu agir moral. Nem todos os preceitos da lei natural são evidentes. Eles precisam ser refletidos e ponderados pela razão, para que possam ganhar clareza e força de adesão. No entanto, em um ambiente de vícios, em que se proliferem preconceitos, paixões e má vontade, o indivíduo facilmente tende a ignorar a lei natural, senão mesmo a repudiá-la [3]. Como explica Santo Tomás de Aquino, “a lei natural pode ser destruída do coração humano, seja por más persuasões, como se dão erros relativos às conclusões necessárias na ordem especulativa, seja por maus costumes e hábitos corruptos” [4]. Nestas condições, restam a anarquia e a lei dos mais fortes.

A partir disso, podemos intuir a função da família. Cabe a ela o dever de assegurar uma educação virtuosa, a fim de que os filhos mantenham-se sempre atentos à verdade. Para Aristóteles, as famílias “originam-se da necessidade de os seres humanos manterem-se vivos e protegerem e criarem seus filhos” [5]. E isso postula a complementariedade dos sexos. O Estado, por sua vez, tem a obrigação de proteger as famílias, ajudando-as a educar as crianças para as virtudes. Isso porque a pessoa é “anterior à sociedade e a sociedade é humanizadora somente quando responde às expectativas inscritas na pessoa enquanto ser social” [6].

Por isso a Igreja defende a lei natural. Defendê-la é defender o homem, como explicou o Papa Emérito Bento XVI no Congresso do Partido Popular Europeu, em 2006. A “tutela da vida em todas as suas fases”, o “reconhecimento e promoção da estrutura natural da família” e a “tutela do direito dos pais de educar os próprios filhos” são direitos humanos inegociáveis, que garantem a perfeita realização do ser humano [7]:

Estes princípios não são verdades de fé mesmo se recebem ulterior luz e confirmação da fé. Eles estão inscritos na natureza humana e, portanto, são comuns a toda a humanidade. A ação da Igreja de os promover não assume, por conseguinte, um caráter confessional, mas dirige-se a todas as pessoas, prescindindo da sua filiação religiosa. Ao contrário, esta ação é tanto mais necessária quanto mais estes princípios forem negados ou mal compreendidos porque isto constitui uma ofensa contra a verdade da pessoa humana, uma grave ferida infligida à própria justiça.

Uma antropologia manipuladora

As fundações internacionais — relativistas que são — negam a existência do direito natural e, por assim dizer, a inviolabilidade desses três valores defendidos não somente pela fé católica, mas, em primeiro lugar, pela racionalidade das coisas. Entendem a sociedade como uma massa de modelar, passível de modificações arbitrárias, pois, afinal, na origem de sua constituição, não haveria princípios elementares para a manutenção de um ambiente virtuoso, voltado para a realização do homem conforme sua própria natureza. Ao contrário. A sociedade atual, para esses ideólogos, seria apenas resultado de uma estrutura opressora, sustentada pelo discurso da Igreja e de outras instituições, no jargão marxista, burguesas.

Encontramos esse tipo de abordagem no livro Sociologia em movimento, comentado recentemente aqui no site. A moral sexual, segundo dizem, seria apenas “um meio de estabelecer relações de poder construídas historicamente nas sociedades ocidentais” [8].

As fundações Ford, Rockfeller, MacArthur e cia. puseram na cabeça que o grande mal da humanidade é o crescimento populacional. Até a década de 1950, a estratégia adotada para impedir novos nascimentos foi o apoio maciço à indústria contraceptiva. O método, porém, não obteve o resultado almejado. A partir da década de 1960, com o investimento em pesquisas sociológicas, essas mesmas fundações encontraram um meio de danificar o tecido social, incentivando o aborto e justificando todos os tipos de práticas sexuais desordenadas.

Essa é a razão da causa LGBT e da liberação do aborto estarem tão atreladas. Qualquer coisa que corrompa a sensibilidade humana para a lei inscrita em sua própria natureza serve como instrumento de manipulação. Tudo se resume a um grande engodo, como já mostramos aqui em outras ocasiões. Acompanhem o raciocínio: se, em matéria sexual, não existe verdade — não existe lei natural, diferentemente do que indica a razão —, mas apenas discursos para a legitimação de poderes “historicamente construídos”, acaso essa crítica não caberia também à própria sociologia desenvolvida pelos pesquisadores financiados por tais fundações? A rigor, a tese deles é esta: deixem de ser manipulados pela malvada Igreja Católica para serem manipulados por nós, as fundações internacionais, pois sabemos o que é melhor para a humanidade.

A “ditadura do relativismo”, para usar uma expressão do Cardeal J. Ratzinger, é a única tábua de salvação para essas fundações internacionais — em que pese todas as lacunas dessa ditadura. O que elas querem é o poder; por isso, precisam quebrar a coluna da sociedade, ou seja, destruir o direito natural, pois quando este é negado, o que resta é somente a “vontade do legislador que faz a lei” [9].

O que está em jogo nesta questão não é só a aprovação do aborto, que de per si já bastaria para protestarmos. Estamos diante de um ataque orquestrado aos fundamentos dos direitos humanos, sob uma falsa promessa de liberdade e defesa dos oprimidos. O aborto é só a ponta do iceberg.

Fonte : Christo Nihil Praeponere

Adaptação PTSC( Portal Terra de Santa Cruz)



EDUCAÇÃO | A prova que faltava: livro recomendado pelo MEC ensina “gênero” nas escolas

O livro Sociologia em movimento insiste na tese marxista de que a culpa para as discriminações está na família e na Igreja

 

Certa vez, quando questionado a respeito da popularidade dos jornais, o escritor inglês G. K. Chesterton explicou que aquele sucesso se devia à ficção promovida por eles. “A vida é um mundo, e a vida vista nos jornais é outro”, declarou.

A cobertura da imprensa sobre o debate acerca da inclusão do termo gênero nos Planos Municipais de Educação é o mais recente exemplo dessa ficção. Na maior parte das reportagens, procurou-se transmitir um retrato bastante distorcido da realidade, no qual os cristãos apareciam como Dom Quixote lutando contra moinhos de vento. Quem lesse esses jornais, logo teria a impressão de que a Igreja, movida por um repentino acesso de cólera, havia se levantado para uma cruzada pelo obscurantismo. Gênero, segundo a mídia e os ideólogos de plantão, seria uma expressão inofensiva, cujo significado se resumiria tão somente a uma luta pelo fim da discriminação.

Eis que agora nos surgem as provas cabais de que a Teoria de Gênero é exatamente aquilo tudo que havíamos denunciado aqui no site: um programa de destruição da família e da Igreja. Está nas mãos de alunos do ensino médio um livro chamado Sociologia em movimento. A obra, segundo consta, foi editada em 2013, pela Editora Moderna, de acordo com as determinações do Ministério da Educação para o Programa Nacional do Livro Didático — ou seja, antes mesmo que oPlano Nacional de Educação fosse votado.

No capítulo 14, intitulado Gênero e sexualidade, o leitor encontra uma apologia aberta ao fim da família e da lei natural, em nome de uma suposta liberdade e do que os autores entendem por “identidade de gênero”, isto é, “uma construção cultural estabelecida socialmente através de símbolos e comportamentos, e não uma determinação de diferenças anatômicas entre os seres humanos” [1]. A confissão vem logo nas primeiras linhas: “As permanências da sociedade patriarcal e do androcentrismo estão entre as principais explicações para esse fenômeno (a discriminação), e serão trabalhadas ao longo do capítulo, juntamente com as evidências que apontam para a reversão desse quadro social” [2]. O objetivo do estudo, conforme as próprias palavras do texto, é “reconstruir os papéis sociais estabelecidos” [3].

Quem não está familiarizado com o linguajar revolucionário deste tipo de publicação, é facilmente induzido a trocar gato por lebre. Ocorre que, no mundo pós-moderno, como explica Padre Paulo Ricardo a guerra cultural é uma guerra de palavras. A linguagem é um dos meios mais importantes utilizados pela intelligentsia para refundar o mundo à sua imagem e semelhança.

O próprio debate sobre o uso da palavra “gênero” nos planos de educação comprova isso. Embora o texto vigente do Plano Nacional defenda a “superação das desigualdades educacionais, com ênfase na promoção da cidadania e na erradicação de todas as formas de discriminação”, não faltaram críticas à supressão da tal palavra. Pergunta: se se trata apenas de uma luta pelo respeito, por que não basta dizer “erradicação de todas as formas de discriminação”? Essa é uma questão que eles não respondem. Mas para a qual há uma resposta.

Filhos de Karl Marx

“Para a Sociologia”, diz o livro, “a família (…) pode assumir diferentes configurações e padrões de normalidade”. A pergunta é se os pais estão de acordo com essa visão subjetiva e relativista de família.

A palavra “gênero”, do modo como foi pensada pelos ideólogos, representa todo um projeto de engenharia social. Como fica claro no livro, a tese tem suas raízes no pensamento de Karl Marx e Engels. Na obra A origem da família, da propriedade privada e do Estado, esses dois ídolos do pensamento esquerdista atribuem à família a máxima culpa pelas desigualdades sociais. Eles afirmam: “O primeiro antagonismo de classes que apareceu na história coincide com o desenvolvimento do antagonismo entre o homem e a mulher, na monogamia; e a primeira opressão de classes, com a opressão do sexo feminino pelo masculino”. Seria preciso, portanto, para destruir o capitalismo, destruir primeiro a família. Por isso, quando se fala de luta contra a “família patriarcal” ou “família burguesa”, saiba que se fala de luta contra a família natural, a saber, aquela formada por um homem, uma mulher e seus filhos. Padre Paulo Ricardo explica muito bem essa questão no vídeo Marxismo e a destruição da família.

O marxismo nega a existência da verdade. A estrutura do mundo se resumiria a uma tensão de forças antagonistas, influenciada pelo pensamento dominante ou, nas palavras de Marx, pela ideologia. Essa ideologia, por sua vez, seria a superestrutura, aquelas instituições que sustentam ostatus quo — família e Igreja, por exemplo. Desse modo, para que a estrutura opressora caia, é mister que se corrompa a superestrutura por meio de uma nova ideologia, de um novo discurso. O Papa Pio XI notou que o socialismo propõe “a formação das inteligências e dos costumes” como também “se faz particular amigo da infância e procura aliciá-la, abraça todas as idades e condições, para formar o homem ‘socialista’ que há de constituir mais tarde a sociedade humana plasmada pelo ideal do socialismo”.

É fato. Sem a presença da família, as crianças são “educadas” pela escola, conforme os interesses do Estado. Isso já acontece em países como a Suécia, onde os filhos são completamente retirados do convívio dos pais. A razão é a seguinte: para que as crianças percam a noção de certo e errado, é preciso moldá-las desde a mais tenra idade. A lei que obriga as famílias a colocarem seus filhos nas escolas com apenas quatro anos de idade está intimamente ligada a esse projeto. Aliás, não deixa de ser interessante o fato de que, nos planos municipais de algumas cidades do Brasil, “gênero” apareceu apenas nos parágrafos referentes à educação infantil.

O livro Sociologia em movimento abraça essa tese marxista, bem como a de outras correntes filosóficas contrárias ao cristianismo, quando, por exemplo, defende a ideia de que “o discurso sobre a sexualidade não é uma descrição da natureza reprodutiva, mas sim um meio de estabelecer relações de poder construídas historicamente nas sociedades ocidentais” . Os autores ainda insistem no absurdo:

O peso cultural da família patriarcal e da Igreja em nossa sociedade (…) continua a ser uma forte influência para a marginalização dos grupos LGBT. Isso leva à violência homofóbica e transfóbica (aversão a homossexuais e a transgêneros), assim como à violência doméstica contra mulheres, fenômeno social de intolerância e machismo que por vezes acarreta a morte de mulheres, homossexuais, transgêneros e pessoas que não se enquadram nos estereótipos tradicionais dos gêneros .

No geral, a obra é um conjunto de falácias e preconceitos, que levam o leitor desavisado a acreditar que na origem de todas as desgraças estão a família e a Igreja. E não deixa de ser curiosa a afirmação de que “o discurso da sexualidade” seria apenas uma convenção social para legitimar o poder de algumas instituições. Com isso, o livro dá um tiro no próprio pé e deixa claro o propósito da agenda de gênero: chegar ao poder. Trata-se de uma ideologia criada para levar seus defensores à liderança da sociedade. Dadas as premissas, a conclusão não pode ser outra: se não existe uma lei natural para a sexualidade — mas discursos ideológicos, como dizem —, que seria a questão de gênero senão apenas outra ideologia? O gato se esconde, mas deixa o rabo de fora.

Percebam: o direito natural, como propõe a filosofia perene, desautoriza qualquer interpretação relativista a respeito da pessoa humana. Assim, é preciso destruir a sensibilidade social, para que, uma vez cega aos apelos da natureza e da razão, possa-se instaurar um novo modelo de comportamento, o qual favoreça os interesses ideológicos.

A Igreja, ao contrário, não defende um modelo sexual porque quer dominar as pessoas, mas porque esse modelo corresponde à verdade do ser humano. Se essa lei natural é posta de lado, “abre-se dramaticamente o caminho ao relativismo ético no plano individual e ao totalitarismo do Estado a nível político” . As leis ficam sob o arbítrio da maioria. Perdem o seu fundamento.

Bento XVI deixou isso evidente em uma de suas catequeses sobre Santo Tomás de Aquino:

A defesa dos direitos universais do homem e a afirmação do valor absoluto da dignidade da pessoa postulam um fundamento. Não é precisamente a lei natural, este fundamento com os valores não negociáveis que ela indica? O Venerável João Paulo II escrevia na sua Encíclica Evangelium vitae palavras que permanecem de grande atualidade: “Para o bem do futuro da sociedade e do progresso de uma democracia sadia, urge pois redescobrir a existência de valores humanos e morais essenciais e naturais, que derivam da própria verdade do ser humano, e exprimem e tutelam a dignidade da pessoa: valores que nenhum indivíduo, nenhuma maioria e nenhum estado jamais poderá criar, modificar ou destruir, mas apenas os deverá reconhecer, respeitar e promover“.

A mentira pseudocientífica

Ė uma enorme tolice acreditar que a liberdade virá com o fim da família e da Igreja. Marx descreveu com eloquência, embora de forma bastante desonesta, as dificuldades enfrentadas pelos operários. Pregou a revolução para daí, supostamente, nascer o mundo melhor. Mas nada disse sobre o ordenamento desse mundo, o qual acabou se mostrando, na prática, bem distante da utopia libertadora. O saldo é de mais de 100 milhões de mortos.

A esperança socialista é vazia e duvidosa, porque se fundamenta num erro crasso: o materialismo. Ela ignora que “o homem permanece sempre homem”, que sua “liberdade permanece sempre liberdade, inclusive para o mal” . Um arranjo econômico hipoteticamente superior não pode alterar essa realidade, já que o ser humano “não é só o produto de condições econômicas nem se pode curá-lo apenas do exterior criando condições econômicas favoráveis” . Do mesmo modo, a destruição da estrutura familiar natural, longe de trazer soluções autênticas, só causará mais violência. A experiência dos últimos anos, com tantas famílias em crise, tem provado isso de maneira inequívoca.

Existe, sim, uma realidade chamada pecado. E ignorá-la “dá lugar a graves erros no domínio da educação, da política, da ação social e dos costumes” . É no seio da família, marcada pelas virtudes humanas e teologais, que essa tendência ao mal pode ser enfrentada com verdadeira eficácia. A Agenda de Gênero prega justamente o contrário, a pretexto de uma nova ordem mundial, exercida de maneira raivosa e delinquente.

Desmascarando a farsa

Nenhuma outra instituição no mundo fez mais pela dignidade da mulher que a família e a Igreja. Sociólogos sérios, como o agnóstico Rodney Stark e tantos outros escondidos do público pela mídia e por muitas universidades, reconhecem que o cristianismo exerceu um papel fundamental na emancipação da mulher. Isso explica o grande número de conversões femininas, nos primeiros séculos. É significativa esta declaração de Stark:

Em meio às denúncias atuais de que o cristianismo é patriarcal e sexista, facilmente se esquece de que a Igreja primitiva era tão particularmente atraente para mulheres que no ano 370 o imperador Valentiniano emitiu uma ordem escrita ao papa Dâmaso I requerendo que os missionários cristãos parassem de visitar as casas de mulheres pagãs. Embora alguns autores clássicos afirmem que as mulheres eram presa fácil para qualquer ‘superstição forânea’, muitos reconhecem que o cristianismo era extraordinariamente atraente porque no interior da subcultura cristã as mulheres tinham um status mais elevado do que no mundo greco-romano em geral .

O sociólogo explica que esse status elevado da mulher no cristianismo se devia, entre outras coisas, à visão humanista da religião cristã. Com a proibição ao aborto e ao infanticídio, por exemplo, a mulher deixou de ser vista como propriedade do marido, um objeto descartável, para converter-se em uma companheira, pela qual deveria dar a vida, como Cristo deu a vida pela Igreja (cf. Ef 5, 25). É no cristianismo medieval, sobretudo, que surge a figura das grandes rainhas católicas, cheias de virtudes para pastorear a grei. No paganismo, por outro lado, as mulheres eram vistas simplesmente como objetos de prazer do homem, os quais possuíam mesmo o direito de assassiná-las.

É da pena de Santo Tomás de Aquino que provém uma das mais belas apologias da dignidade feminina já vistas. “Era conveniente que a mulher fosse formada da costela do homem”, ele escreve, “para significar que entre o homem e a mulher deve haver uma união de sociedade, pois nem a mulher deve dominar o homem, e por isso não foi formada da cabeça; nem deve ser desprezada pelo homem, como se lhe fosse servilmente submetida, e por isso não foi formada dos pés” .

Fica evidente, por conseguinte, a falsidade da acusação feita por Marx, Michel Foucault e cia. É no paganismo, na libertinagem sexual, na depravação moral que surgem as opressões contra as mulheres, os homossexuais e outros indivíduos — não no cristianismo. E isso por uma razão óbvia:a libertinagem sexual transforma o ser humano em um ser descartável, em uma massinha de modelar. O comportamento violento dos jovens é resultado direto desse modelo de educação liberal, que os considera animais adestráveis. Um animal se comportará como um animal.

Uma visão distorcida da realidade

“O conceito de gênero”, diz a obra, “não se fundamenta em um princípio evolutivo, biológico ou morfológico, e sim em uma construção social”. Disto a ensinar às crianças que elas devem “construir a própria identidade de gênero” é um passo.

O principal problema dessa questão é de cunho humanístico. A Teoria de Gênero defende uma visão de pessoa humana profundamente equivocada, segundo a qual o ser humano seria determinado apenas pelo ego e pela vontade. O corpo nada tem a dizer nessa história. Trata-se apenas de um instrumento para a satisfação das vontades. Assim, pode-se admitir todo tipo de “união sexual”, desde que exista o desejo e o consentimento para tal. O homem fica reduzido às suas paixões.

Os frutos de uma loucura como essa são colhidos dentro do próprio movimento homossexual, como no caso escandaloso dos clubes do carimbo, que têm espalhado de propósito o vírus do HIV entre os homossexuais. O prazer é a justificativa. Se a lei apóia a libertinagem como um direito inalienável, “nem a Igreja nem a sociedade em seu conjunto deveriam surpreender-se se depois também outras opiniões e práticas distorcidas ganham terreno e se aumentam os comportamentos irracionais e violentos” [14].

Acusar a Igreja e a família de fomentarem a violência é de uma insanidade inominável. A castidade que a Igreja pede aos homossexuais é a mesma pedida aos heterossexuais. Não há nada de homofóbico. Norteados pela regra da caridade fraterna, o que a Igreja e a família têm por princípio são estas palavras de São Bento: “Tolerem pacientissimamente as suas fraquezas, físicas ou morais; rivalizem em prestar mútua obediência; ninguém procure o que julga útil para si, mas sobretudo o que é para o outro” . Já está mais do que na cara o que realmente gera a violência contra as mulheres e os homossexuais.

A resposta necessária

O livro Sociologia em movimento, nas mãos de alunos do ensino médio mesmo depois da aprovação do Plano Nacional da Educação sem referência à gênero, é um insulto à Constituição, à verdade dos fatos e ao bom senso. Mais: trata-se de uma ação orquestrada contra a família e a Igreja, que merece nosso imediato repúdio. Os pais devem, com todo o direito, unir-se em associações e pedir a retirada desse material das bibliotecas de nossas escolas, além de verificar as outras apostilas de seus filhos. É bem possível que o ninho da serpente esteja escondido lá. Estejamos atentos.

Por Equipe Christo Nihil Praeponere – Padre Paulo Ricardo – A Resposta Católica

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz – a fé Católica

Referências

  1. SILVA, A. et al. Sociologia em movimento. São Paulo: Moderna, 2013, p. 339.
  2. SILVA, A. et al. Sociologia em movimento. São Paulo: Moderna, 2013, p. 337.
  3. Idem.
  4. A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado, p. 18.
  5. Pio XI, Carta Encíclica Quadragesimo anno (15 de maio de 1931).
  6. SILVA, A. et al. Sociologia em movimento. Moderna: 2013, p. 347.
  7. Idem, p. 351.
  8. Bento XVI, Audiência Geral (16 de junho de 2010).
  9. Bento XVI, Carta Encíclica Spe Salvi (30 de novembro de 2007), n. 21.
  10. Idem.
  11. Catecismo da Igreja Católica, n. 407.
  12. STARK, Rodney. O crescimento do cristianismo: um sociólogo reconsidera a história. São Paulo: Paulinas, 2006, p. 111.
  13. Suma Teológica, I, q. 92, a. 3.
  14. Congregação para a Doutrina da Fé, Carta aos bispos da Igreja Católica sobre o atendimento pastoral das pessoas homossexuais (1º de outubro de 1986), n. 10.
  15. Regra de São Bento, 72 (PL 66, 927-928).

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A encíclica de Francisco diz claramente NÃO à ideologia de gênero.

A encíclica de Francisco diz claramente NÃO à ideologia de gênero.

Em continuidade com o magistério precedente, o texto destaca a necessidade de uma ecologia humana que respeite as diferenças sexuais.

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Que o papa Francisco está bem atento às questões relacionadas com as raízes biológicas e antropológicas do homem, já era claro faz tempo. Em várias ocasiões durante as últimas semanas, o papa recordou a necessidade de salvaguardar a complementaridade entre homem e mulher, chamando-a de “vértice da criação de Deus”.

Esta sensibilidade do papa se refletiu também na encíclica “Laudato sì”. Numa passagem crucial do texto, ele destaca que “não se pode propor uma relação com o ambiente que prescinda da relação com as outras pessoas e com Deus”. Tal atitude, avisa Francisco, evitando qualquer equívoco ambientalista, não passaria de “individualismo romântico disfarçado de beleza ecológica e um sufocante fechar-se na imanência”. Em suma, o respeito pelo homem precede e antecipa o respeito pelo meio ambiente.

Já na catequese de 5 de junho de 2013, Dia Mundial do Meio Ambiente, o Santo Padre salientou que “cultivar e salvaguardar” são conceitos que não compreendem apenas “a relação entre nós e o meio ambiente, entre o homem e a criação”, mas envolvem “também as relações humanas”. Daí a necessidade, sentida por Francisco, de redescobrir uma “ecologia humana”, termo usado pela primeira vez por São João Paulo II na “Centesimus Annus”. O papa polonês observou que, “para além da destruição irracional do ambiente natural, deve-se lembrar a destruição ainda mais grave do ambiente humano, que está longe de receber a atenção necessária”.

A ligação entre aquele aviso da “Centesimus Annus” e as solicitações do papa Francisco está no discurso que Bento XVI pronunciou no Bundestag, o parlamento federal alemão, em setembro de 2011. “O homem também tem uma natureza que ele deve respeitar e que não pode manipular à vontade. O homem não é apenas uma liberdade que ele cria para si mesmo. O homem não cria a si mesmo. Ele é espírito e vontade, mas é também natureza, e a sua vontade é justa quando ele respeita a natureza, a escuta e aceita a si mesmo como aquilo que é e que não foi ele quem criou”.

Quando o homem pretende governar a natureza para esvaziá-la de significado e substituir a Deus, a sua vontade assume contornos que não são justos, mas soberbos, evocando o mito de Prometeu, que rouba de Zeus o fogo e decreta assim a própria condenação. É nesta perspectiva que se coloca a redefinição do sexo com bases meramente culturais: o homem que se arvora como Deus se arroga a ilusão de controlar até a própria identidade sexual, de torná-la um elemento líquido em que as diferenças se confundem e se dissolvem.

Nasce assim a ideologia de gênero, que, na audiência geral de 15 de abril, o papa Francisco perguntou se “não é uma expressão de frustração e resignação, que visa apagar a diferença sexual porque não sabe mais lidar com ela”. O papa observou ainda que a remoção da diferença é “o problema, não a solução”.

O assunto foi retomado dois meses depois, em 8 de junho. Recebendo os bispos de Porto Rico em visita ad limina ao Vaticano, o papa explicou que “as diferenças entre homens e mulheres não são para contraposição ou subordinação, mas para comunhão e geração, sempre à imagem e semelhança de Deus”. Daí o apelo do papa aos bispos da Estônia e da Letônia, dois dias depois, a “promoverem a família como dom de Deus para a realização do homem e da mulher criados à sua imagem e como célula fundamental da sociedade”.

No domingo seguinte, abrindo o Congresso Eclesial da Diocese de Roma, Francisco se dirigiu às famílias incentivando-as a enfrentar a batalha contra a “colonização ideológica” sub-repticiamente introduzida nas escolas italianas e “que envenena a alma e a família”.

Esse veneno, que mina as bases biológicas e antropológicas do homem, é mais prejudicial que o veneno que se dissolve nos oceanos ou que penetra nas raízes de árvores seculares: ele pode corroer até demolir a humanidade, porque mata a propensão ao encontro entre homem e mulher como ocasião e condição essencial para a reprodução da espécie humana.

No terceiro capítulo, “Ecologia da vida cotidiana”, nº 155, a encíclica “Laudato sì” aborda com muita clareza a ideologia de gênero, mesmo sem nunca mencioná-la explicitamente. “A aceitação do próprio corpo como dom de Deus é necessária para acolher e aceitar o mundo inteiro como um dom do Pai e como casa comum; já uma lógica de domínio sobre o próprio corpo se torna uma lógica às vezes sutil de domínio sobre a criação”.

Portanto, “aprender a acolher o próprio corpo, cuidar dele e respeitar os seus significados é essencial para uma verdadeira ecologia humana”. E “também apreciar o próprio corpo na sua feminilidade ou masculinidade é necessário para se reconhecer no encontro com o outro diferente. Desta forma, é possível aceitar com alegria o dom específico do outro ou da outra, obra de Deus Criador, e enriquecer uns aos outros”. Assim, conclui com palavras inequívocas, “não é sadia uma atitude que pretenda ‘apagar a diferença sexual por não saber mais lidar com ela’”.

Esta passagem da encíclica traça uma clara linha de continuidade entre os três últimos papas no tocante à “ecologia do homem”.

Fonte: ZENIT


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Repúdio dos bispos à aprovação da introdução da “identidade de gênero” no plano municipal de educação.

Nos dias de hoje temos ouvido isso mais comumente. Isso é um movimento considerado anticatólico, que diz o seguinte: a criança nasce sem um sexo definido. Quando a criança nasce não deve ser considerada do sexo masculino ou sexo feminino; depois ela fará esta escolha. Essa é a chamada Identidade de gênero ou Ideologia de gênero.

downloadInclusive, já existem escolas para crianças na Suécia e na Holanda, onde não se pode chamar o aluno de menino ou menina, chama-os apenas de crianças, porque eles devem decidir quando crescerem se serão homens ou mulheres, o que é antinatural.

Veja o que Prof. Felipe tem a dizer sobre este assunto:

Repúdio dos bispos à aprovação da introdução da “identidade de gênero” no plano municipal de educação

homememulherVários Bispos do Brasil estão se manifestando fortemente na Internet contra o absurdo plano do governo federal de aprovar a introdução da famigerada “Identidade de Gênero” na educação das crianças brasileiras. O governo não conseguiu aprovar esta medida absurda no Plano Nacional de Educação, e agora empurrou- a para os municípios aprovarem pelas Câmaras de Vereadores.

A Proposta de Lei de Diretrizes, Metas, Estratégias dos Planos Estadual e Municipal de Educação (2015-2025), com base na Lei 13.005/2014, pretende incluir a “ideologia de gênero” nas escolas e a possibilidade de ensinar as crianças, a partir dos três anos de idade, que não existe diferença entre homem e mulher, um absurdo diante da natureza.

“A ideologia de gênero, ensina a liberdade de cada um construir a própria identidade sexual; algo que destrói o ser humano em sua integralidade e, por conseguinte, a sociedade, cuja célula-mãe é a família”.

Recentemente, Papa Francisco nos alertou quanto a esse perigo, dizendo que: “A ideologia de gênero é contrária ao plano de Deus; é um erro da mente humana que provoca muita confusão e ataca a família”. E lamentou “a prática ocidental de impor uma agenda de gênero a outras nações por meio de ajuda externa”. Chamou isso de “colonização ideológica”, comparando-o à máquina de propaganda nazista. Segundo ele, existem “Herodes” modernos que “destroem e tramam projetos de morte, que desfiguram a face do homem e da mulher, destruindo a criação.”

O ponto mais preocupante da Proposta é a estratégia de número 12.6, que defende o seguinte: “Garantir condições institucionais para o debate e a promoção da diversidade étnico-racial, de gênero, diversidade sexual e religiosa, por meio de políticas pedagógicas e de gestão específicas para esse fim”.

Existem organizações nacionais e internacionais, como a ONU e outras, que querem destruir a família natural, constituída por um pai, uma mãe e seus filhos. Hoje um dos recursos mais perigosos para atentar contra a família é exatamente a “ideologia de gênero”. Ela ensina que ninguém nasce homem ou mulher e que todos devem construir sua própria identidade, isto é, seu gênero, ao longo de sua vida. Segundo os teóricos de gênero, cada um deveria ser identificado não por seu sexo biológico, mas pela identidade que ele constrói para si mesmo. Isso tem provocado modificações legais que ferem gravemente a dignidade do matrimônio, o respeito ao direito à vida e a identidade da família”.

A Identidade de Gênero, dizem os bispos, é uma forma da criatura subverter o plano do Criador, a partir de nossas escolas, repetindo o episódio bíblico da torre de Babel no qual os homens querem desafiar a Deus colocando-se no seu lugar (cf. Gn 11,1-9).

Se não há homem e mulher como um dado da criação, então deixa de existir também a família como realidade divina. Assim, o filho, de sujeito jurídico que era, com direito próprio, passa agora necessariamente a objeto, ao qual se tem direito e que, como objeto de um direito, se pode adquirir.

A aprovação “ideologia de gênero” e da livre opção sexual em leis federais, estaduais ou municipais, obriga que nossas crianças deverão aprender que não são meninos ou meninas, e que precisam inventar um gênero para si mesmas. Para isso receberão materiais didáticos destinados a deformarem sua identidade. Sendo obrigatório por lei, os pais que se opuserem, poderão ser criminalizados por isso. Na Alemanha, e em outros países, já há pais que são detidos, porque seus filhos se recusam a assistir às aulas de gênero.

Por esta e outras razões, os católicos, sobretudo os vereadores, tem a obrigação moral, diante de Deus, de nossas crianças e da Nação, de não apoiar a aprovação desta lei desumana, anticristã e ofensiva ao Criador, pelas Câmaras de Vereadores dos municípios. Não permitamos que a ordem natural seja subvertida por meio de conteúdos antinaturais ministrados em nossas escolas.

Todo cidadão brasileiro, que respeita Deus e o homem, deve entrar neste combate à ideologia de gênero de teor “diabólico”, como tem declarado o Papa Francisco.

Alguns dos Bispos que já se manifestaram pela Internet:

Dom Philip Dickmans – Presidente do Regional Norte 3 da CNBB e Bispo da Diocese de Miracema do Tocantins

Dom Pedro Brito Guimarães – Arcebispo de Palmas

Dom Romualdo Matias Kujawski – Bispo da Diocese de Porto Nacional

Dom Giovane Pereira de Melo – Bispo da Diocese de Tocantinópolis

Dom Rodolfo Luiz Weber – Bispo da Prelazia de Cristalândia

Dom Antonio Keller – Bispo de Frederico Westfalia

Dom Pedro Carlos Cipollini – Bispo de Amparo

Dom Fernando Arêas Rifan – Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney

Por Professor Felipe Aquino – Editora Cléofas


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Reflexões sobre a “ideologia de gênero” | Por Dom Orani João, Cardeal Tempesta – RJ

Reflexões sobre a “ideologia de gênero”

diadamulherA “revolucionária” ideologia de gênero vem tentando se implantar no Brasil por meio de grandes esforços do poder reinante ou dominante. Diante desta situação, incumbe-nos, enquanto brasileiros e cristãos, saber o que é essa ideologia muito comentada, mas pouco definida, quais são suas raízes, como ela se impõe, que objetivos tem e qual deve ser a nossa posição frente a ela.

É ponto de partida desse sistema ideológico o seguinte postulado: nós nascemos com um sexo biológico definido (homem ou mulher), mas, além dele, existiria o sexo psicológico ou o gênero que poderia ser construído livremente pela sociedade na qual o indivíduo está inserido. Desse modo, em última análise, não existiria uma mulher ou um homem naturais. Ao contrário, o ser humano nasceria sexualmente neutro, do ponto de vista psíquico, e seria constituído socialmente homem ou mulher.

Nada de novo debaixo do sol. Simone de Beauvoir, filósofa existencialista, já dizia exatamente isso. Não se nasce mulher, mas você se torna mulher; não se nasce homem, mas você se torna homem. Em suma, nada dependeria da natureza, mas, sim, de uma construção sociocultural capaz de levar a relações igualitárias entre dois seres humanos, naturalmente, diferentes quanto à sexualidade.

Uma nota da Conferência Episcopal do Peru, emitida em abril de 1998, com o título La ideologia de género: sus peligros y alcances aponta a raiz marxista e ateia desse sistema ideológico e assegura que segundo a ideologia de gênero, não é a natureza, mas a sociedade quem vai impondo ao homem ou à mulher certos comportamentos típicos. Desse modo, se a menina prefere brincar de casinha ou aconchegar a boneca isso não se deveria ao seu instinto natural à maternidade, mas tão-somente a uma convenção social dominadora. Se as mulheres se casam com homens e não com outras mulheres, isso nada teria de natural, mas dever-se-ia apenas a uma “tradição social” das classes dominantes.

Mais: se o homem brinca de bola e sente necessidade de trabalhar fora de casa a fim de melhor sustentar a família ao passo que as mulheres preferem, via de regra, passar mais tempo em casa junto aos filhos (cf. Sueli C. Uliano. Por um novo feminismo. São Paulo: Quadrante, 1995, p. 51-53), não estariam, de modo algum, atendendo a seus anseios inatos, mas apenas se acomodando ao desejo elitista de uma tradição opressora que deve ser rompida a qualquer momento. Sim, pois segundo os defensores da ideologia de gênero essas construções sociais opressivas só serviram até hoje para minimizar a mulher frente aos homens. Seria necessário conscientizá-las de que a sua vida de casa, cozinha e criança não tem mais sentido, essa conscientização levaria a mulher a entender o quanto é explorada e enganada pelo modelo patriarcal de sociedade em que vivemos.

Uma vez liberta, ela poderia optar por reconstruir-se do modo que bem entender. Faria a sua escolha sexual com todas as consequências dela derivadas, ou seja, poderia também optar por levar adiante uma gravidez ou praticar o aborto que, na doutrina de gênero, não seria crime algum, mas, ao contrário um direito que caberia à mãe. Embora, para não chocar a sociedade com o homicídio, prefira-se um termo manipulado por meio de engenharia verbal como é, por exemplo, “interrupção voluntária da gravidez”.

Isso posto, já devemos – coma Carta aos Bispos da Igreja Católica sobre a colaboração do Homem e da Mulher na Igreja e na Sociedade, da Congregação para a Doutrina da Fé, de 31 de maio de 2004 – aproveitar fazer, rapidamente, a refutação de duas correntes contemporâneas que propalam pensamentos absurdos a respeito da mulher: a subordinacionista, que a vê qual escrava, submissa ao homem em nível familiar e social, e a de gênero, desejosa de apagar as diferenças naturais entre homem e mulher. Afinal, a Escritura apresenta a mulher como ezer (auxiliar ou companheira) do homem por analogia com Deus que é ezer do homem (cf. Gn 2,4-25; Êx 18,4; Sl 10,35). Há entre mulher e homem complementaridade, apesar das diferenças fisiológicas e psicológicas (não meramente culturais). Iguais quanto à sua dignidade – um não é mais que o outro – não se identificam em suas características peculiares, pois Deus criou homem e mulher, não um andrógino polimorfo ou capaz de ter várias formas.

Outro ponto a ser refutado é o que defende a liberdade de construção sexual. Com efeito, assim como toda ideologia, a de gênero – considerada pelo estudioso argentino Jorge Scala, em sua obra Ideologia de gênero: neototalitarismo e morte da família (São Paulo: Katechesis, 2011), a mais radical já conhecida na história, pois se aplicada destruiria o ser humano em sua integralidade e, por conseguinte, a sociedade, cuja célula-mãe é a família – é também mentirosa. Ela oferece às pessoas a ilusão de que serão plenamente livres em matéria sexual, contudo, uma vez que essas pessoas tenham tomado a mentira por verdade, são aqueles que detêm o poder real que escolherão, a seu beneplácito, o modo como o povo deverá – padronizadamente – exercer a sua sexualidade sob o olhar forte do Estado que tutelaria para que cada um fizesse o que bem entendesse. Dentro da cartilha estatal, é óbvio. Só não se toleraria, por enquanto, as relações sexuais não consentidas, todas as demais seriam válidas e deveriam ser toleradas pelo Governo e pela sociedade em geral como lícitas.

Ora, uma ideologia tão antinatural e artificial dessas não consegue se impor do dia para a noite, nem recebe tão fácil acolhida da população, mas, ao contrário, provoca resistências entre as pessoas sensatas em geral. Daí os arautos da ideologia de gênero usarem, de modo conjunto, importantes estratégias para dominarem o grande número de hesitantes.

Sim, é imprescindível contar com os meios de propaganda de grande alcance tais como o rádio, o jornal, as revistas, a TV, a internet, pois são veículos de comunicação unidirecionais, ou seja, não permitem que o receptor da informação dialogue com o emissor (sabemos como são manipuladas as opiniões que se enviam para os sites) para, no caso de gênero, por exemplo, contestá-lo das inverdades que diz. Apenas se aceita muito passivamente aquilo que lhe é transmitido.

Outro meio formidável é o sistema educacional formal ou a escola. Por meio dela – em um processo educacional inverso ao que sempre se conheceu, no qual o papel primordial da educação ética e religiosa cabe aos pais – se veiculariam os métodos impostos pelo Estado a ditarem as normas de vida social aos alunos e estes deveriam, em casa, ensinar seus pais ou responsáveis doutrinando-os a fim de que também aceitem as novas concepções totalitárias, incluindo como carro-chefe a revolucionária ideologia de gênero, mãe de todas os outros “libertinismos” sexuais.

Tudo isso, porém, depende, para ser imposto, de uma ardilosa máquina de propaganda que age especialmente, a partir de três etapas fundamentais: primeiro, usar, desde logo, uma palavra comum, mas com sentido totalmente diferente. Desse modo, falar-se-ia em sexo e gênero, alternadamente, como se fossem meros sinônimos até que as pessoas, de maneira imperceptível, começassem a usá-las sem se questionar, ao menos em alguns ambientes específicos como as escolas, redações de jornais, rádios, igrejas etc.

Segundo, bombardear a opinião pública pelos meios de educação formais (escola) e informais (rádios, TVs, jornais, revistas, internet) valendo-se da palavra antiga com sentido novo ou transfigurado pela cirurgia ideológica nela realizada. Aqui já se substituiria o vocábulo sexo por gênero e se lhe acrescentaria os sentidos revolucionários de “sexo socialmente construído” em oposição ao sexo biologicamente dado pela natureza, falar-se-ia em “tipos de casamentos” e não mais no matrimônio monogâmico e estável com bases religiosas, etc.

Observa-se, então, que as pessoas aceitariam o termo clássico (sexo) com um conteúdo novo (gênero). Estaria imposta, por uma forte “heterossugestão”, um novo modelo de pensar: simples homens e mulheres, sem qualquer pressuposto filosófico, sociológico ou antropológico, estaria falando, de modo falacioso, que gênero é a “autoconstrução livre da própria sexualidade”. A opinião pública estaria dominada para acatar todo tipo de “vida sexual” contrária à natureza: poligamia, prostituição, orgias, pedofilia, pornografia, zoofilia (relação sexual com animais), necrofilia (encenação de ato sexual com defuntos) etc.

Tudo isso graças ao substrato de uma nova linguagem de características obscuras, próprias para causar confusão na mente de quem com elas toma contato, evitando, assim, que o ouvinte ou o leitor consiga rebater a mensagem implícita naqueles termos que parecendo esdrúxulos têm uma finalidade muito específica na veiculação da ideologia de gênero. Alguns deles são “sexismo”, sexualidade polimórfica, homofobia, “androcentrismo”, tipos de família, “parentalidade”, heterossexualidade obrigatória, etc. e quem toma contato, sem pressupostos, aceita às escuras tais termos e os repete trabalhando, ingenuamente, para a ideologia de gênero e, por consequência, contra a vida, a família e os alicerces da própria sociedade.

Pergunta-se, então, se diante de uma ideologia “revolucionária” e perversa, como se revela ser a ideologia de gênero, cabe aos católicos a coragem ou o medo? – Scala responde com uma citação de Jean Gitton, filósofo francês, que diz o seguinte: “Em todos os séculos, diz-se que a Igreja vai cair, e ela se mantém. É incrível. Em cada século diz-se que não é como os séculos precedentes, que desta vez é definitiva e que a Igreja não se salvará. E sempre se salva. Veja, ainda no século XX. O comunismo a enterraria. Todo mundo dizia isso. Eu também esperava o pior, na Europa e em todos os lugares. O que aconteceu? A Igreja enterrou o comunismo. E já veremos que a mesma coisa vai acontecer com o liberalismo que se acredita eterno. Aos olhos humanos nenhuma pessoa sensata poria um centavo nas ações do ‘Catolicismo’. Hoje em dia se diz: o consumismo e o sexo varrerão a Igreja. Bom, eu não acredito. Uma vez mais, acontecerá algo, não sei o quê. Repito: é incrível. Toda esta história é inverossímil” (Mi testamento filosófico apud Scala, p. 195).

Certo é que não basta só confiar nessa força sobrenatural da Igreja, é preciso fazer a nossa parte conhecendo e apresentando ao público a verdadeira face da ideologia de gênero escondida atrás de uma fantasia carnavalesca. Olha-nos sorridente para conquistar-nos. Uma vez conseguido seu intento, fecha sua carranca e ataca-nos impiedosamente para destruir a vida, a família e os valores sociais alicerçados na lei natural moral que ensina a fazer o bem e evitar o mal. Todavia, quem se julgar livre para defender os valores naturais e cristãos pode ser duramente perseguido, moral e fisicamente, como já se faz, ainda que um tanto veladamente, em não poucos países. A classificação de “retrógrado” e outros nomes é muito comum na verbalização e condenação daqueles que conseguem refletir sobre esses fatos.

Em tempos como os nossos, ter coragem para defender os princípios cristãos libertadores – é para a liberdade que Cristo nos libertou, Gl 5,1 – é expor-se ao próprio martírio de sangue, mas as palavras do Senhor Jesus nos encorajam: No mundo tereis tribulações, mas tende bom ânimo. Eu venci o mundo (cf. Jo 15,18-27).

Fazemos votos para que todas as forças vivas da nação se unam em defesa da vida e da família e, consequentemente, da sociedade em geral a fim de que possamos, diante de Deus, deixar ao nosso povo em geral, especialmente às nossas crianças, adolescentes e jovens, a certeza de que não fomos omissos e lutamos, dentro da lei e da ordem, para que uma ideologia que pretende ser “revolucionária” como a de gênero não os prejudicasse. Nem hoje, nem amanhã.

Orani João, Cardeal Tempesta, O. Cist.

Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ.


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Papa Francisco condena ideologia de gênero pela terceira vez: ‘A família está sendo atacada’

Papa Francisco condena ideologia de gênero pela terceira vez:

‘A família está sendo atacada’

Pope FrancisPela terceira vez em seu pontificado, o Papa Francisco usou uma linguagem muito forte para condenar a ideologia de gênero, uma das bases intelectuais da agenda ‘LGBT’. No último domingo, falando aos jovens em sua viagem a Nápoles, Itália, o Papa Francisco falou da “colonização ideológica” das famílias vista na Europa e no Ocidente.

“A ideologia de gênero é um erro da mente humana que provoca muita confusão”, disse ele. “Portanto, a família está sendo atacada.” No que diz respeito a como lidar com a “secularização” ou a “colonização ideológica”, o Papa disse que ele não tem a resposta. Porém, ele mencionou o Sínodo da Família, que ele disse ser inspirado pelo Senhor.

Os comentários ecoam aqueles feitos em uma entrevista realizada durante o voo de retorno de Manila, nas Filipinas, em 19 de janeiro de 2015. Francisco lamentou a prática ocidental de impor uma agenda homossexual a outras nações por meio de ajuda externa, algo que ele chamou de uma forma de “colonização ideológica” e comparou com a máquina de propaganda nazista.

Depois que um jornalista pediu ao Papa que explicasse a frase “colonização ideológica”, o Papa deu um exemplo de 1995 quando, disse ele, uma ministra da educação de uma região pobre foi informada de que ela poderia ter um empréstimo para construir escolas, contanto que estas utilizassem livros que ensinavam a “ideologia de gênero”.

“Isso é colonização ideológica”, disse ele. “Coloniza-se as pessoas com uma ideia que quer mudar uma mentalidade ou uma estrutura.” Essa colonização ideológica, acrescentou ele, “não é nova, os ditadores do século passado fizeram o mesmo.” “Eles vieram com sua própria doutrina. Pense em BalilLa (a Juventude Fascista de Mussolini), pense na Juventude Hitlerista.”

Os primeiros comentários de Francisco da mesma natureza foram feitos em uma entrevista de outubro de 2014 que só foi publicada em janeiro deste ano no livro Papa Francesco: questa economia uccide” (‘Papa Francisco: esta economia mata’).

Nela o Papa fala dos “Herodes” modernos que “destroem, que tramam projetos de morte, que desfiguram a face do homem e da mulher, destruindo a criação.” Ao dar exemplos, ele disse: “Pensemos nas armas nucleares, na possibilidade de aniquilar em alguns instantes um número muito elevado de seres humanos. Pensemos também na manipulação genética, na manipulação da vida, ou na ideologia de gênero, que não reconhece a ordem da criação.”

“Com essa atitude, o homem comete um novo pecado, aquele pecado contra Deus Criador… Deus colocou o homem e a mulher no topo da criação e confiou a eles a terra… O projeto do Criador está escrito na natureza.”

As condenações do Papa Francisco à ideologia de gênero seguem os passos do Papa Bento XVI, que explicou “a profunda falsidade” da ideologia de gênero e a “revolução antropológica contida nela.”

Bento XVI descreveu a ideologia de gênero como pessoas opondo-se “à ideia de que elas têm uma natureza, dada por sua identidade corporal, que serve como um elemento definidor do ser humano.” Em vez reconhecer que Deus criou as pessoas como homens e mulheres, a ideologia afirma que [o ser homem e o ser mulher] são constructos sociais e que agora nós podemos decidir o que seremos.

“Quando a liberdade para ser criativo se torna liberdade para criar a si mesmo, então necessariamente o próprio Criador é negado e no final das contas também o homem é despojado de sua dignidade como criatura de Deus, como a imagem de Deus no núcleo do seu ser”, concluiu Bento XVI. “A defesa da família tem a ver com o próprio homem. E fica claro que, quando se nega a Deus, a dignidade humana também desaparece.”

Por John-Henry Westen – LifeSiteNews.com


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Veja o que Padre Paulo Ricardo diz sobre a Ideologia de Gênero . A Destruição da Família.

imagesfrdsA ideologia de gênero é uma nova técnica, idealizada, em conjunto com fundações internacionais, pelos partidos de esquerda que pretende, utilizando o sistema escolar, abolir a família como instituição social. Aprovado o Plano Nacional de Educação, no ano que vem poderá ser apresentado outro projeto de lei, que proporá a educação sexual obrigatória nas escolas, sem direito a objeções de consciência por parte dos pais, conforme já faz parte das orientações internacionais da ONU a este respeito. Quando estas duas leis estiverem aprovadas, o sistema educacional brasileiro será transformado em uma máquina armada para a demolição e a destruição da família natural. É a nova revolução socialista de que o PT, orientado por organizações internacionais, é atualmente o principal protagonista no Brasil.Se o Plano for aprovado, nos próximos dez anos nossos filhos serão educados segundo a nova ideologia de gênero.

Veja o que Padre Paulo Ricardo diz sobre a Ideologia de Gênero . A Destruição da Família.

Diga NÂO à IDEOLOGIA DE GÊNERO nas Escolas através do Plano Nacional da Educação

Leia o Blog do Padre Paulo Ricardo: https://padrepauloricardo.org/blog/ur…

O que fazer – Em primeiro lugar, assine a petição da citizengo:

Assine a Petição Citizengo:
http://www.citizengo.org/pt-pt/5312-i…

As assinaturas estão sendo impressas, recolhidas e levadas à Câmara por membros e deputados pró-família.

Depois ligue para o telefone da câmara: 0800 619 619 e aperte a tecla “9” e peça a rejeição à ideologia de gênero em nosso sistema educacional, peça para enviar a mensagem para todos os deputados e lideranças dos partidos.

Leia este texto de Dale O’Leary:

http://www.votopelavida.com/agendagen…

Assista ao vídeo de Padre Paulo. Na ocasião, o PNE (Plano Nacional da Educação) seria votado no Senado. Lá, a ideologia de gênero foi retirada, mas o projeto voltou para a Câmara, e agora eles reinseriram o termo.
https://www.youtube.com/watch?v=yvtCy…

A. Fale com o professor de seu filho

Baixe aqui em pdf o relatório “A Agenda de Gênero”, que explica em detalhes o que é, e como surgiu a ideologia de gênero. Peçam que eles se manifestem junto à câmara dos deputados.

B. Escreva e telefone para os deputados

Depois de ter lido esta mensagem, escreva e telefone aos deputados da Comissão Especial que irão votar o Plano Nacional de Educação para explicar-lhes o que significa ideologia de gênero e pedir-lhes não introduzam no Plano Nacional de Educação a igualdade de gênero e orientação sexual como meta da educação brasileira. Escreva também para as lideranças dos partidos.

Deputado Relator

Angelo Vanhoni PT/PR: (61) 3215-5672 / (61) 3215-2672 / dep.angelovanhoni@camara.leg.br

Demais Deputados da Comissão Especial

Renan Filho PMDB/AL: (61) 3215-5907 / (61) 3215-2907 / dep.renanfilho@camara.leg.br

Eduardo Barbosa PSDB/MG: (61) 3215-1540 / (61) 3215-2540 / dep.eduardobarbosa@camara.leg.br

Mara Gabrilli PSDB/SP: (61) 3215-5226 / (61) 3215-2226 / dep.maragabrilli@camara.leg.br

Nelson Marchezan Junior PSDB/RS: (61) 3215-5250 / (61) 3215-2250 / dep.nelsonmarchezanjunior@camara.leg.br

Nilson Pinto PSDB/PA: (61) 3215-5527 / (61) 3215-2527 / dep.nilsonpinto@camara.leg.br

Marcos Montes PSD/MG: (61) 3215-5334 / (61) 3215-2334 / dep.marcosmontes@camara.leg.br

Antônio Roberto PV/MG: (61) 3215-5736 / (61) 3215-2736 / dep.antonioroberto@camara.leg.br

Efraim Filho DEM/PB: (61) 3215-5744 / (61) 3215-2744 / dep.efraimfilho@camara.leg.br

Professora Dorinha Rezende DEM/TO: (61) 3215-5432 / (61) 3215-2432 / dep.professoradorinhaseabrarezende@camar­a.leg.br

Leopoldo Meyer PSB/PR: (61) 3215-5233 / (61) 3215-2233 / dep.leopoldomeyer@camara.leg.br

Alex Canziani PTB/PR: (61) 3215-5842 / (61) 3215-2842 / dep.alexcanziani@camara.leg.br

Lista de e-mails dos deputados da comissão especial

dep.angelovanhoni@camara.leg.br

dep.renanfilho@camara.leg.br

dep.lelocoimbra@camara.leg.br

dep.gabrielchalita@camara.leg.br

dep.professorsetimo@camara.leg.br

dep.pedrochaves@camara.leg.br

dep.raulhenry@camara.leg.br

dep.eduardobarbosa@camara.leg.br

dep.alfredokaefer@camara.leg.br

dep.izalci@camara.leg.br

dep.maragabrilli@camara.leg.br

dep.nelsonmarchezanjunior@camara.leg.br

dep.nilsonpinto@camara.leg.br

dep.joselinhares@camara.leg.br

dep.esperidiaoamin@camara.leg.br

dep.waldirmaranhao@camara.leg.br

dep.efraimfilho@camara.leg.br

dep.onyxlorenzoni@camara.leg.br

dep.jorginhomello@camara.leg.br

dep.professoradorinhaseabrarezende@camar­a.leg.br

dep.paulofreire@camara.leg.br

dep.dr.ubiali@camara.leg.br

dep.leopoldomeyer@camara.leg.br

dep.pastoreurico@camara.leg.br

dep.severinoninho@camara.leg.br

dep.stefanoaguiar@camara.leg.br

dep.andrefigueiredo@camara.leg.br

dep.marcosrogerio@camara.leg.br

dep.antonioroberto@camara.leg.br

dep.alexcanziani@camara.leg.br

dep.paeslandim@camara.leg.br

dep.andremoura@camara.leg.br

dep.antoniobulhoes@camara.leg.br

dep.marcosmontes@camara.leg.br

dep.ronaldonogueira@camara.leg.br

Lideranças dos partidos

lid.govcamara@camara.leg.br

lid.ptb@camara.leg.br

lid.min@camara.leg.br

lid.pt@camara.leg.br

lid.pmdb@camara.leg.br

lid.psdb@camara.leg.br

lid.psd@camara.leg.br

lid.pp@camara.leg.br

lid.pr@camara.leg.br

lid.dem@camara.leg.br

lid.psb@camara.leg.br

lid.solidariedade@camara.leg.br

lid.pdt@camara.leg.br

lid.pv@camara.leg.br

lid.pros@camara.leg.br

Padre Paulo Ricardo, Padre Roger Luis, Padre Duarte Lara, Padre Demétrio Gomes, Canção Nova, Escola da fé, Professor Felipe Aquino, Padre Fabio de Melo, Papa Francisco, Papa Bento XVI, Papa João Paulo II, Papa João XXIII, Igreja Católica.


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Notícias | Ativistas exploram abuso de menor para legalizar aborto no Paraguai.

Menina de 10 anos grávida por estupro é o novo “cavalo de batalha” da Anistia Internacional para legalizar o aborto na América Latina.

“Menina de 10 anos grávida por estupro no Paraguai”: uma manchete assim, sem dúvidas, é de chocar e paralisar qualquer um. Como mãe de uma menina de 12 anos que vive no Paraguai, não posso sequer começar a imaginar o que sentiria em meu coração se algo desse tipo acontecesse a minha filha.

Há alguns dias atrás, a mídia no Paraguai reportou justamente essa manchete. Uma garota de 10 anos foi levada à unidade de emergência de um hospital em Assunção, reclamando de dores abdominais e de um inexplicável crescimento no tamanho de sua barriga. Depois de vários testes, os médicos chegaram a uma conclusão: a menina estava grávida.

Em 2014, a mãe da garota havia denunciado o homem com quem vivia para a polícia, acusando-o de molestar a sua filha, que, então, tinha nove anos de idade. A polícia começou a investigar o caso, mas a mãe logo retirou a acusação, assegurando à polícia que tudo não passava de um mal-entendido. A mãe continuou a viver com o homem, e agora, um ano depois, sua filha pequena está grávida de 23 semanas. Acredita-se que a menina era sujeita a abusos constantes e que sua mãe sabia, ou pelo menos suspeitava o que estava acontecendo.

Neste caso terrível, há duas vítimas e vários culpados. Obviamente, as vítimas são a jovem garota e o seu bebê. Tenho sentimentos divididos em relação à mãe da garota pequena. Como mulher, não colocaria toda a culpa sobre a mãe da menina, pois estou convencida de que a violência experimentada pela garota provavelmente também foi sofrida e temida por sua mãe. Contudo, como mãe que sou, também sei que lutaria com unhas e dentes contra qualquer um que tentasse ferir algum dos meus filhos. Daria alegremente a minha vida para defendê-los.

Não se pode desculpar as ações ou, neste caso, a omissão de uma mãe que fracassou em proteger a sua filha – e a mãe agora se encontra presa por sua cumplicidade no abuso. A polícia afirmou que por mais de um ano a mãe da garota sabia que sua filha era abusada por seu parceiro, mas deixou que isso continuasse.

Neste ínterim, o principal criminoso, o homem que estuprou e engravidou a menina de 10 anos, está foragido, tendo se escondido desde o momento em que o caso se tornou público.

Diante de tragédias desse gênero, no entanto, nossa sociedade é obrigada a lidar com uma situação mais comum do que se pode imaginar. De acordo com o Ministro da Saúde do Paraguai, em 2014, houve 684 casos de gravidez em garotas entre 10 e 14 anos. Essa estatística deixa entrever a magnitude do problema.

Agora, o que deve ser feito com a jovem menina grávida?

A Anistia Internacional está usando este caso para pedir a legalização do aborto. A organização montou um lobby intenso para pressionar o governo paraguaio a abortar a criança com 27 semanas de vida. Estão apelando para a chamada “interrupção legal da gravidez”, com vistas a proteger a saúde da jovem menina.

Os advogados dessa campanha repetem o mantra de que o Estado deve agir “o mais rápido possível para proteger todos os direitos humanos das mulheres, começando com o direito à vida, à saúde e à integridade física e psicológica, a curto, médio e longo prazo”. Eles dizem defender o “direito à escolha”.

Eu me pergunto se os ativistas da Anistia Internacional estão realmente preocupados com a jovem garota. Porque, aparentemente, o que eles estão realmente fazendo é usar a menina, usar a sua trágica circunstância, para fazer avançar a sua própria agenda.

Será que eles não percebem que o que estão propondo como solução é simplesmente cometer uma outra injustiça? Que dois erros não fazem um acerto? Que aquela que estão punindo com a morte é a mais indefesa e inocente das partes envolvidas?

O art. 4º da Constituição da República do Paraguai é claro em afirmar que o Estado deve proteger a vida desde o momento da concepção (“El derecho a la vida es inherente a la persona humana. Se garantiza su protección, en general, desde la concepción.”). Neste caso, seja a garota de 10 anos que foi abusada, seja o bebê que ela carrega em seu ventre, ambas têm o direito de demandar que o Estado aja para proteger as suas vidas. Ambas devem ter acesso a todos os esforços médicos necessários para atendê-las; ambas são vítimas e merecem todo o suporte da sociedade e do Estado.

O valor de uma vida não é definido pela sua idade, por seu estágio de desenvolvimento ou pelas circunstâncias sob as quais foi concebida. Toda vida é valiosa em si mesma. As autoridades têm a obrigação moral e o dever constitucional de proteger ambas as crianças e dar a elas o cuidado necessário para salvar as suas vidas.

Ainda que a Anistia Internacional afirme que o aborto seja necessário para salvar a vida e a saúde da jovem criança, no momento, felizmente, a sua vida não se encontra em risco. A médica que a está acompanhando, Dolores Castellanos, confirmou que a gravidez está se desenvolvendo sem afetar a saúde do bebê ou da pequena garota. No entanto, a propaganda midiática em torno do caso insiste que a jovem irá morrer se chegar ao final da gestação.

Para o seu maior crédito, o governo tem sido cauteloso e equilibrado. O Ministro da Saúde, Antonio Barrios, não sucumbiu à pressão do lobby internacional pró-aborto. Ele afirmou que o governo tomou medidas estritas para proteger a criança e o bebê.

Além disso, várias organizações sem fins lucrativos e outras instituições do Paraguai se apressaram em oferecer ajuda com assistência integral, como aconselhamento, suporte material e financeiro a curto e longo prazo, e apoio contínuo, levando em consideração – o que é o mais importante – a vida de ambas as crianças, a jovem mãe e o seu bebê. Já outros, como a Anistia Internacional, não oferecem assistência às vítimas, mas, ao contrário, apenas tiram proveito da situação, tentando estabelecer um precedente para a legalização do aborto, a fim de criar leis que violem o direito à vida.

Se, por um lado, é louvável o cuidado integral e generoso pela jovem garota e sua filha, por outro, trata-se apenas de apagar um fogo que infelizmente se acenderá de novo no futuro. Mais deve ser feito para atingir as raízes da tragédia com que essa garota e outras tantas crianças têm que lidar.

Ao invés do aborto, é hora do governo sancionar soluções efetivas para o abuso infantil. Que ele legisle para promover campanhas de combate a esse problema, em primeiro lugar, e que promova uma cultura de apreço e cuidado pelas crianças – ao invés de criar uma sociedade ainda mais insensível e que tolere o assassinato de crianças como solução. Há que se proteger todas as crianças, nascidas e não nascidas, porque são o rosto futuro da sociedade.

Mas, acima de tudo, urge compreender que a melhor resposta para o abuso infantil sempre esteve bem à frente dos nossos olhos. É uma solução tão óbvia que chega a ser inacreditável que tantos “especialistas” não a tenham enxergado: é preciso fortalecer a família encabeçada por um pai e uma mãe. A família é a mais básica organização sem fins lucrativos, e aquela que mais visa o bem comum. É focada na saúde do indivíduo e é a única verdadeira fundação da sociedade.

A pequena garota hoje grávida vem de uma família que é o retrato da disfunção familiar. A mãe, que tinha um emprego de baixa renda, tinha três filhos de três diferentes pais: um de 13 anos, a pequena menina de 10 que está grávida, e um menino de 8 anos. Importa, pois, atacar as raízes profundas do problema.

Não há melhor investimento para o governo do que fortalecer, proteger e promover o casamento e a família como coluna social insubstituível, especialmente quando há jovens crianças envolvidas nisso. A sociedade como um todo deve abraçar uma cultura que reconheça e valorize a família e todos os seus membros como um tesouro a ser cuidado e preservado.

Isso por que essa pequena garota e outras como ela passaram é algo impossível de apagar. Foi roubada delas a inocência da infância. O abuso ao qual ela foi sujeita deixará uma marca permanente em sua memória e em sua alma. Isso requer o nosso suporte e a nossa ajuda. Mas pensar que matar o bebê em seu ventre vai ajudá-la de alguma forma é um erro grave. Isso não vai amenizar, ao contrário, só vai aumentar o estrago causado por essa experiência. Violência não pode ser apagada com mais violência.

Como minha avó me dizia: “Não importa o quanto me enfureça um prato quebrado, nunca acharei que a solução seja destruir o resto da porcelana.”

Por Andrea Radil | Tradução: Equipe CNP


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Por que NÃO à Eutanásia?

A Declaração sobre a eutanásia do Vaticano nos ensina:

Resultado de imagem para eutanásiaEtimologicamente, a palavra “eutanásia”  deriva do grego “eu”, que significa “bom”, e “thanatos” que significa “morte”. Isto quer dizer principalmente boa morte, morte aprazível, sem sofrimento. Segundo a tradição cristã, chega-se à boa morte quando se prepara espiritualmente ao encontro com Deus. Só dentro da perspectiva cristã da redenção, o sofrimento alcança seu valor pleno. A dor pode ser um instrumento de salvação, quando é vivido de maneira cristã e iluminada pela Palavra de Deus.

“…segundo a doutrina cristã, a dor, sobre tudo a dos últimos momentos da vida, assume um significado particular no plano salvífico de Deus; com efeito, é uma participação na Paixão de Cristo e uma união com o sacrifício redentor que Ele ofereceu em obediência à vontade do Pai. Não deve pois maravilhar se alguns cristãos desejam moderar o uso dos analgésicos, para aceitar voluntariamente ao menos uma parte de seus sofrimentos e associar-se assim de modo consciente aos sofrimentos de Cristo crucificado (cf. Mateus 27:34).”

Não colocamos um nome mais “doce”, porque não há; que alguns  inventem suas próprias histórias e justificativas a respeito -bem afastadas da realidade, por certo-, é outra história. De acordo com o Santo Padre, “a eutanásia, embora não esteja motivada pelo rechaço egoísta de fazer-se cargo da existência daquele  que sofre, deve considerar-se como uma falsa piedade, mais ainda, como uma preocupante «perversão» da mesma. Com efeito, a verdadeira «compaixão» faz solidários com a dor de outros, e não elimina a pessoa cujo sofrimento não  pode suportar. O gesto da eutanásia aparece ainda mais perverso se é realizado por quem –como os familiares– deveriam assistir com paciência e amor a seu próximo, ou por quantos –como os médicos–, por sua profissão específica, deveriam cuidar do doente inclusive nas condições terminais mais penosas. A opção da eutanásia é mais grave quando se configura como um homicídio que outros praticam em uma pessoa que não  pediu de nenhum modo e que nunca deu seu consentimento. chega-se além ao cúmulo do arbítrio e da injustiça quando alguns, médicos ou legisladores, se atribuem poder de decidir sobre quem deve viver ou morrer.

Deste modo, a vida do mais fraco fica nas mãos do mais forte; perde-se o sentido da justiça na sociedade e se mina em sua própria raiz a confiança recíproca, fundamento de toda relação autêntica entre as pessoas. O desejo que brota do coração do homem diante do supremo encontro com o sofrimento e a morte, especialmente quando sente a tentação de cair no desespero e quase de abater-se nela, é sobre tudo aspiração de companhia, de solidariedade e de apoio na provação. É petição de ajuda para seguir esperando, quando todas as esperanças humanas se desvanecem”. Parece mentira que um médico e legislador pertencente à esquerda -suposta defensora dos direitos humanos- possa apresentar semelhante projeto, claramente contrário ao principal direito de todo homem: o direito à vida. Entretanto, é compreensível. Porque quem não tem fé, quem vê a vida de um ponto de vista meramente utilitarista e o homem como um ser puramente material, obviamente se desespera diante da dor e a morte. A todos consta que suportar estes transes, torna-se com freqüência mais difícil para os que acompanham e cercam o doente, que para o doente mesmo; então, sejamos sinceros: a quem se pretende ajudar legalizando a eutanásia?; ao doente, ou aos que decidem sua morte? Alguém por acaso já se propôs estudar  que conseqüências traz em uma pessoa tomar consciência de sua responsabilidade na morte de um ser querido? Aos defensores da eutanásia, isso importa? É interessante considerar o que traça a Conferência Episcopal Espanhola em um documento difundido em 19 de fevereiro de 1998, com motivo de uma campanha realizada naquele país para legalizar a  eutanásia:

 

“Hoje a eutanásia é novamente aceitável para alguns por causa do estendido individualismo e da conseguinte má compreensão da liberdade como uma mera capacidade de decidir algo com tal de que o indivíduo a julgue necessária ou conveniente. “Minha vida é minha: ninguém pode me dizer o que tenho que fazer com ela.” “Tenho direito a viver, mas não me pode obrigar a viver.” Afirmações como estas são as que se repetem para justificar o que se chama “o direito à morte digna”, eufemismo para dizer, em realidade, o “direito de se matar”. Mas este modo de falar denota um egocentrismo que se torna literalmente mortal e que põe em perigo a convivência justa entre os homens. Os indivíduos se erigem, deste modo, em falsos “deuses” dispostos a decidir sobre sua vida e sobre a de outros.

 

Ao mesmo tempo, a existência humana tende a ser concebida como uma mera ocasião para “desfrutar”. Não são poucos os falsos profetas da vida “indolor” que exortam a não agüentar nada absolutamente e a que nos rebelemos contra o menor contratempo. Segundo eles, o sofrimento, a resistência e o sacrifício, são coisas do passado, quinquilharias que a vida moderna teria superado já totalmente. Uma vida “de qualidade” seria hoje uma vida sem sofrimento algum. Quem pensa que resta ainda algum lugar para a dor e o sacrifício, é tachado de “antigo” e de cultivador de uma moral para escravos. Não é estranho que desde atitudes hedonistas deste tipo, unidas ao individualismo, se ouça supostas justificações da eutanásia como estas: “eu decido quando minha vida já não vale a pena” ou “ninguém pode ser obrigado a viver uma vida sem qualidade”. Merece viver uma pessoa idosa, que não pode valer-se já se por si mesma, depois de ter deixado a vida em benefício da sociedade, e em muitas ocasiões, daqueles que vão decidir sobre sua morte? Vale a pena prestar assistência aos deficientes, já que sua produtividade é menor, mínima ou nula? O que fazemos se faltarem leitos nos hospícios? Ampliamos a um um custo sempre alto, ou o “damos um fim” para os doentes irrecuperáveis, sem necessidade de investir um centavo? Se o projeto de lei fora efetivamente apresentado e tivesse receptividade entre gente de outros partidos políticos, os deficientes e os idosos -os mais frágeis da sociedade- ficariam com o tempo a mercê de médicos que se atribuem o direito de decidir quem deve viver e quem deve morrer. Com todos os meios ao seu dispor para pôr “pra dormir” a quem lhe agrade…

Vejamos alguns dados do que vem acontecendo em outros países.

“Em 1995, por exemplo morreram na Holanda 19.600 pessoas de morte causada (“sanitariamente”) por ação ou omissão. Destas pessoas só 5.700 sabiam o que estava acontecendo. No resto dos casos, os interessado não sabiam que outros tomavam por eles a decisão de que já não tinham que continuar vivendo”.

Se estes dados forem aterradores, não menos são dramáticos alguns casos particulares, como o de um médico cordobês que deu uma dose letal de clorofórmio a seu filho doente de difteria, precisamente no dia anterior ao anúncio da Roux de seu descobrimento do soro antidiftérico. Ou o caso de Maria Belém, uma bebê rosarina que em 1995 esteve 40 dias internada com um quadro de encefalite aguda. Os médicos disseram que não havia nada que fazer, um neurologista de Buenos Aires aconselhou “jogá-la no lixo”, um profissional amigo se ofereceu a dar uma injeção para “ajudá-la a morrer”. Mas os pais se opuseram e hoje Maria Belém tem 5 anos, há 12 meses não sofre convulsões, recuperou a vista e grande parte da audição e come e brinca com seu irmãozinho .

Também está o caso de Karen Ann Quinlan, uma norte-americana de 21 anos que entrou em coma por uma overdose de álcool e drogas. Seus pais adotivos, logo depois de uma longa batalha legal, solicitaram aos médicos a interrupção dos tratamentos extraordinários, para permitir que a jovem morresse naturalmente. Entretanto, logo depois da desconexão, a paciente continuou com vida por dez anos.

Outro caso famoso, bastante parecido ao anterior, é o de Nancy Beth Cruzan, uma jovem de 25 anos que permaneceu em estado vegetativo persistente durante 8 anos até que a Suprema Corte autorizou a interrupção da administração de alimentos, falecendo em 1990. Esta última decisão é claramente objetável; porque prover nutrientes a um ser humano, é satisfazer suas necessidades básicas, e privar  uma pessoa delas é homicídio por inanição.

Afirma Antonio Orozco que “uma sociedade que legitima a eutanásia suicida não está propiciando mortes dignas, mas sim a multiplicação incalculável de patéticas covardias diante da morte, a justificação de um temor perpétuo -inevitável em semelhante sociedade- a ser conduzido ao sanatório por razões exclusivamente utilitárias. Uma sociedade que legitima a eutanásia suicida, é uma sociedade que está proclamando sua inépcia para oferecer autêntica solidariedade, afeto, carinho a seus doentes terminais”. Ao parecer, nossa sociedade tem estas características. Segundo uma pesquisa realizada por Equipes Consultores  49% dos uruguaios parece ser partidário da eutanásia .

E as sociedades, têm os médicos que merecem. Aqui temos o deputado – doutor Gallo e nos Estados Unidos têm o tristemente célebre Dr. Kevorkian. Este personagem -o “Dr. Morte” para a imprensa-, parece-se mais ao velho carrasco de tocha e capuz, que ao grande Hipócrates, pois ganhava a vida vendendo uma máquina que ajudava as pessoas a morrer sem dor, escolhendo para isso os Estados que não tinham  pena para ajuda ao suicídio. Foi julgado e absolvido em um deles, de maneira escandalosa, porque o jurado entendeu que não havia no médico “dolo” de homicídio (intenção de matar). Mais recentemente Kevorkian, chegou ao cúmulo de obter que a CBS transmitisse ao vivo um suicídio assistido… Embora a nível local há alguns seguidores de Kevorkian, também há legisladores que têm o poder -e o dever- de decidir se forem deixar atuar impunemente os mercados da morte, ou se, em nome dos mais fracos, vão promover com todos os meios a seu alcance, a pesquisa e o desenvolvimento dos “cuidados paliativos”, expressão genuína da cultura da vida, que nos propomos a defender. Estes cuidados, permitem “facilitar uma morte verdadeiramente digna, quer dizer, uma morte o mais lúcida possível com a menor dor possível, sem violentar a natureza das coisas. É falso que a Igreja católica defenda o encarniçamento médico. O que defende é precisamente o direito de morrer com dignidade. E abençoa a quantos de uma maneira ou outra procuram paliar a dor, especialmente o dos doentes terminais. É mais, os cuidados paliativos -diz- constituem uma forma privilegiada da caridade desinteressada. Por esta razão devem ser incentivados (CEC N. 2.279)”.

Resultado de imagem para frases eutanásiaNão é mediante o assassinato ou o suicídio assistido que se ajuda às pessoas a morrer dignamente: a morte verdadeiramente digna, proporciona, sem dúvida, quem se aproxima do idoso ou doente  terminal dispostos a padecer com ele, quem solidariamente se entrega a sua cuidado e atenção, quem alivia suas dores físicas e morais. Esperamos que nossos legisladores – crentes ou não-, atuem com sensatez; e desejamos que, sem resignar-se diante da dificuldade que é  para o homem de hoje enfrentar a dor e a morte, manifestem-se a favor da vida: DE TODA VIDA HUMANA, VALIOSA E DIGNA ENQUANTO  TAL. Faz quase duas décadas os orientais se reuniram em frente ao Obelisco “Por um Uruguai sem exclusões”. Continua de pé o compromisso?

POR AVE FAMÍLIA

  • (1) Evangelium Vitae «Eu dou a morte e dou a vida» (Dt 32, 39) o drama
  • da eutanásia)
  • (2) Conferência Episcopal Espanhola, Sobre a Eutanásia, , II, b), 7.e 8.
  • http://www.arvo.net
  • (3) Conferência Episcopal Espanhola, Op.cit. III, c) 15. Cf. W.J. Eijk / J.P.M.
  • Lelkens, Medical-Ethical Decisions and Life-Terminating Actions in The
  • Neederlands 1990-1995. Evaluation of the Second Survey of the Pratice of
  • Euthanasia, Medicina e Morale 47 (1997) 475-501, 491.
  • (4) M.G. Morelli, La Eutanasia, Cfr. TALE, Camilo, La eutanasia,
  • comunicación al Congreso Nacional de Jóvenes, Córdoba, 1994).
  • http://www.vidahumana.org
  • (5) M.G. Morelli, Op. cit., Diario La Capital de Rosario, 26/7/95)
  • http://www.vidahumana.org
  • (6) M.G. Morelli, Op.cit.; Sobre el tema, v. Sgreccia, Elio, Manual de
  • Bioética, ed. Diana, México, 1996, tomo 1, p. 610. http://www.vidahumana.org
  • (7) Antonio Orozco, “La escalera de los siete escalones” (Equivalencia de la
  • eutanasia activa al suicidio asistido). http://www.arvo.net.
  • (8) El Observador (12/04/2001)
  • (9) A. Orozco, Op. cit.