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Conhecendo melhor a Igreja Ortodoxa Russa

Cidade do Vaticano (RV) – Realiza-se esta sexta-feira, 12 de fevereiro, o histórico encontro entre um Pontífice da Igreja de Roma e um Patriarca da Igreja Ortodoxa de Moscou. As duas Igrejas estão separadas desde o grande Cisma do Oriente, de 1054. Em vista do encontro, propomos alguns dados sobre a Igreja Ortodoxa Russa.

A Igreja Ortodoxa Russa (também chamada de Patriarcado), é uma Igreja autocéfala ortodoxa de tradição bizantina. As Igrejas Ortodoxas de tradição bizantina caracterizam-se pelo fato de terem reconhecido, como a Igreja Católica, os sete Concílios Ecumênicos do primeiro milênio (do Concílio de Niceia I, em 325 ao de Niceia II, em 787). Já as Igrejas chamadas “Ortodoxas Orientais” (de tradição siríaca, copta ou armênia) reconhecem somente os primeiros três Concílios Ecumênicos (por esta razão são às vezes chamadas “pré-calcedonenses”, porque não reconhecem o quarto Concílio, o de Calcedônia).

Estas Igrejas são chamadas “autocéfalas” porque cada uma tem seu próprio Primaz. São às vezes também definidas como “Igrejas locais”, enquanto têm jurisdição em determinado território. Elas estão, de qualquer forma, em comunhão eucarística entre elas e compartilham a mesma fé e a mesma sucessão apostólica. À frente destas Igrejas autocéfalas está um Patriarca (nesta caso, se fala de “Patriarcado”), um Metropolita ou um Arcebispo. Algumas destas Igrejas nasceram na época apostólica ou nos primeiros séculos do cristianismo (Constantinopla, Alexandria, Antioquia, Jerusalém, Chipre, Geórgia, Grécia), outras no segundo milênio (Sérvia, Rússia, Romênia, Bulgária, Albânia, Polônia, República Tcheca e Eslováquia). Cada uma tem uma posição precisa na ordem (a “taxis”) das Igrejas, segundo a ordem cronológica (mas não somente) de reconhecimento das autocefalias, que é a mesma ordem dos dípticos (oração para as Igrejas na liturgia eucarística). Esta ordem (sobre a qual nem todas concordam) é a seguinte:

1. Constantinopla, 2. Alexandria, 3. Antioquia, 4. Jerusalém, 5. Moscou, 6. Servia, 7. Romênia, 8. Bulgária, 9. Geórgia, 10. Chipre, 11. Grécia, 12. Polônia, 13. Albânia, 14. Tcheca e Eslováquia. Algumas Igrejas Ortodoxas (eslavas) reconhecem também uma 15° Igreja autocéfala: a Igreja Ortodoxa na América.

Desde a separação da Igreja Católica, o Patriarcado de Constantinopla (chamado também Patriarcado Ecumênico) ocupa o primeiro lugar como “primus inter pares” na ordem de precedência das Igrejas. Isto confere a ela alguma prerrogativas no seio das Igrejas Ortodoxas, entre as quais, a convocação e a presidência dos Concílios pan-ortodoxos.

Existe uma distinção entre estas Igrejas autocéfalas e as Igrejas autônomas, que têm algumas prerrogativas dentro de um patriarcado, como por exemplo, a Igreja da Ucrânia, ou da Bielorussia, no Patriarcado de Moscou. Estas autonomias são reconhecidas por cada Igreja mãe.

A Igreja Ortodoxa Russa é autocéfala desde 1448, e patriarcal desde 1589. Ocupa o quinto lugar na ordem das Igrejas Ortodoxas. Todavia, há muito tempo é a mais importante pelo número de fieis. De fato, quase dois terços dos ortodoxos no mundo – cerca de 200 milhões – dependem do Patriarcado de Moscou.

Durante o século XX, a Igreja Ortodoxa Russa sofreu a mais violenta e mais longa perseguição da história do cristianismo. Segundo dados, cerca de 350 mil ortodoxos russos (entre os quais 140 mil membros do clero e 400 bispos) foram perseguidos pela sua fé entre 1917 e 1941. Em 1939, somente 350 igrejas ortodoxas estavam ainda abertas e somente dois bispos exerciam o seu ministério. Depois da II Guerra Mundial, a Igreja Ortodoxa foi autorizada a reconstruir-se, mas sob estreito controle do regime.

O Patriarcado de Moscou teve, a partir de 1988, um desenvolvimento único na história do cristianismo. Tinha naquela época somente 76 dioceses, 6.900 paróquias e 22 mosteiros. Em 2016, por sua vez,  conta com 293 dioceses, 35 mil paróquias e 900 mosteiros. Em 1988, a Igreja Ortodoxa Russa tinha somente 74 bispos e 6.700 sacerdotes; em 2016, este número passou para 384 bispos (cinco vezes o número inicial) e  35 mil sacerdotes, e compreende na Rússia, num universo de 143 milhões de habitantes, cerca de cem milhões de fieis. A reconstrução da Catedral de Cristo Salvador, destruída com a dinamite de Stalin, em 1931, foi reconstruída em poucos anos e inaugurada no ano 2000, tonando-se o símbolo do renascimento da Igreja russa. Numerosos institutos de formação teológica foram fundados e refundados para fazer frente ao grande aumento de vocações. Em 1988, o Patriarcado de Moscou tinha somente duas Academias e três Seminários, passando, em 2016, a cinco academias, quatro universidades e 50 seminários.

A Igreja Ortodoxa Russa tem um caráter multinacional. Reivindica a jurisdição em 14 países, por ela definidos como “territórios canônicos”. Única instituição a ter sobrevivido aos vários regimes que se sucederam na história da Rússia, o Patriarcado de Moscou é também o único a cobrir o antigo espaço geográfico russo e soviético. Segundo os Estatutos da Igreja Ortodoxa Russa, existem dentro do Patriarcado de Moscou cinco “Igrejas administradas autonomamente”: as Igrejas Ortodoxas da Letônia, da Moldávia, da Estônia e da Igreja Ortodoxa ucraniana, que gozam de um estatuto de “ampla autonomia”, e às quais juntaram-se, em 2007, a Igreja Ortodoxa Russa além fronteiras e um “Exarcado” (da Bielorrússia). Estão também incluídas a Igreja autônoma do Japão e da China. Por fim, o Patriarcado de Moscou conta com cerca de vinte dioceses situadas no exterior, que dele dependem diretamente.

O Primaz da Igreja Ortodoxa Russa é o Patriarca. A instituição patriarcal foi abolida de 1721 a 1917, e de fato, de 1925 à 1943. Após a morte do Patriarca Alexis, em 5 de dezembro de 2008, o Metropolita Kirill foi eleito pelo Concílio local reunido de 27 a 28 de janeiro de 2009, 16º Patriarca de Moscou e de todas as Rússias. Em conformidade com o Concílio de Moscou de 1917-1918, o supremo órgão decisional da Igreja Ortodoxa Russa é o concílio local, que compreende bispos, sacerdotes e leigos, mas não é especificada a frequência com a qual ele deve reunir-se. Na prática, é convocado somente para a eleição do Patriarca. O Concílio episcopal deve ser convocado a cada quatro anos (recentemente o foi, nos dias 2 e 3 de fevereiro de 2016). O Santo Sínodo é o órgão que governa a Igreja nos períodos interconciliares e compreende, além do Patriarca que o presidiu, doze membros, entre estes, sete permanente e cinco temporários.

A Igreja Ortodoxa Russa é membro do Conselho Ecumênico das Igrejas desde 1961 e participa da Comissão Internacional para o Diálogo Teológico entre a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa no seu conjunto. Entre 1969 e 1986, autorizou, em circunstâncias específicas, a intercomunhão entre católicos e ortodoxos. O Metropolita Hilarion (Alfeyev) tornou-se o sucessor do Metropolita Kirill como Presidente do Departamento para as Relações Eclesiásticas Exteriores do Patriarcado de Moscou. Neste cargo, é responsável pelas relações com a Igreja Católica.

A Igreja Ortodoxa Russa participará do Concílio pan-ortodoxo, cuja convocação foi anunciada em Genebra por ocasião da sinaxys dos Chefes das Igrejas autocéfalas realizada de 21 a 28 de janeiro de 2016. Iniciou-se a preparar este Concílio no início dosa nos sessenta, por impulso do Patriarca Atenágora. Ele terá lugar em Creta por ocasião do Pentecostes ortodoxo, de 16 a 27 de junho de 2016. Não se trata de um Concílio Ecumênico – que na perspectiva ortodoxa, requer a presença da Igreja ocidental. Deve ser considerado no sulco dos grandes Concílios Ortodoxos que se reuniram no decorrer do segundo século, para resolver problemas doutrinais ou canônicos. Todavia, tratar-se-á de um evento extraordinário pelo número de Igrejas autocéfalas que estarão representadas. Os temas que serão tratados são: o regulamento para a organização e o funcionamento do Santo e Grande Concílio, o Sacramento do Matrimônio e os seus impedimentos, a importância do jejum e a sua atual observância, as relações da Igreja Ortodoxa com o resto do mundo cristão, a autonomia e o modo em que esta deve ser proclamada, a missão da Igreja Ortodoxa no mundo moderno, a diáspora russa, o regulamento a respeito do funcionamento das assembleias episcopais na diáspora ortodoxa.

Por Rádio Vaticana 

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz

Especial Santos Reis: Folia de Reis sua origem e canções.

De origem portuguesa, a Folia de Reis é uma Festa católica ligada à comemoração do Natal, comemorada desde o século XIX. Segundo a lenda, quando Jesus nasceu, três reis magos foram visitá-lo, levando presentes.

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Essa data, fixada em 6 de janeiro, passou a ter grande importância em países de origem latina, especialmente os que a cultura é de origem espanhola. Em alguns lugares esta comemoração se tornou mais importante até que o próprio Natal. Em Muqui, no Espírito Santo por exemplo, acontece desde 1950 o maior encontro nacional de folia de reis, reunindo cerca de 90 grupos de foliões do de regiões como Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, organizado pela Secretaria Municipal de Cultura.i

Cidades brasileiras como o Rio de Janeiro, realizam folias até o dia 20 de janeiro, dia de São Sebastião, padroeiro do estado. Em outros estados a comemoração acontece com frequência em cidades do interior. Grupos de foliões visitam as casas que os acolhem e fazem doações , cantando e tocando músicas de louvor a Jesus e aos Santos Reis , em volta do presépio, com muita alegria.

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Os instrumentos utilizados normalmente são a viola caipira, o acordeom ou sanfona,  a gaita, o reco-reco e a flauta. Liderados pelo Capitão da Folia, seguem reverenciando a bandeira, carregada pelo bandeireiro. A bandeira carrega o símbolo da folia. Decorada com figuras que levam ao menino Jesus, feita geralmente de tecido, é enfeitada com fitas e flores de plástico, tecido ou papel, sempre costuradas ou presas com alfinete, nunca amarradas com nós cegos, para segundo a crença não “amarrar” os foliões ou atrapalhar a caminhada

DSC_0803Ao chegar às casas que os recebem, a primeira a entrar é a bandeira, que fica hasteada e todos então cantam a canção de chegada. Em seguida acontecem as paradas para os almoços e jantares, oferecidos pelos donos das casas e que são agradecidos pelos foliões com modas de viola e danças como o cateretê e catira.

O Bastião ou palhaço, que usa roupas coloridas, máscara e carrega uma espada e é o responsável por abrir passagem para a Folia, também recita poesias e cita passagens da Bíblia. Os demais participantes se dividem de forma que cada um cante de uma maneira no coro de vozes e isso traz um som muito agradável.

O mestre, sempre inicia os cânticos, é a posição mais importante do bando, pois ele é o responsável pelo andamento dos cantos, da colocação das vozes, é uma espécie de maestro, além de ser o que conhece a origem do grupo, o fundamento e a história da trajetória.

Com versos improvisados de agradecimento pela acolhida, os demais, cada qual na sua voz e vez, repetem os versos acompanhados pelos seus instrumentos. Estes instrumentos são sempre enfeitados com fitas coloridas, cada cor representa um simbolismo, rosa, amarela e azul, podem representar Maria, a branca o Espírito Santo.

Na casa que recebe os foliões tem o festeiro, que é o responsável pela preparação da festa da chegada da bandeira. Ao sair os foliões então cantam a canção de despedida e agradecem os donativos e partem para outra casa que os receberão.

Você confere agora um vídeo abaixo com algumas canções e versos de Folias de Reis mais conhecidas pela população.

Este folclore nacional, embora um pouco desconhecido das grandes cidades tem grande significância no interior de grandes Estados.

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz

Fontes: http://pt.wikipedia.org/wiki/Folia_de_Reis/ InfoEscola 

Especial Santos Reis: Os Três Reis Magos, uma lição de fé.

O Filho de Deus nasceu revestido de nossa miséria humana, escondendo-se sob as feições de um menino comum toda a “plenitude de sua divindade” como disse São Paulo.

Santos Reis P1Assim quase ninguém pôde suspeitar que naquele Menino chamado Jesus se ocultasse Deus. Mas Deus, de sua maneira, quis manifestar a sua glória, dignidade e a divindade.

Houve a primeira manifestação aos pastores pobres de Belém, os primeiros judeus a reconhecerem o seu Deus; eles contemplaram os Anjos cantando o “Glória in excelsis Deo”. Esses pastores, avisados pelos Anjos, naquela mesma noite reconheceram e adoraram o recém-nascido Salvador do Mundo.

Uma segunda manifestação da divindade de Jesus aconteceu quarenta dias após o nascimento, em sua apresentação no Templo. Simeão e Ana manifestaram a sua glória. Uma terceira vez, ainda mais solene, aconteceu por meio de ilustres personagens, provenientes de longe: é a terceira Epifania (manifestação) de Jesus ao mundo, mas agora aos pagãos.

Enquanto os anjos, com seus cânticos, anunciavam nos campos de Belém o nascimento de Jesus, uma nova Estrela anunciava-O no Oriente de maneira misteriosa. Os representantes dos pagãos foram os Magos; homens que se ocupavam das ciências, especialmente da astronomia, da medicina e da matemática.

Pouco sabemos sobre esses reis Magos; eram pequenos reis soberanos de tribos primitivas do Oriente, viviam como patriarcas, senhores de rebanhos. Não há consenso sobre o país exato de onde vieram. São Jerônimo (†420) e Santo Agostinho (†430) diziam que os Magos vieram da Caldéia.

Os Padres gregos, a tradição da Síria, vários doutores da Igreja, afirmam que vieram da Pérsia. São Clemente de Alexandria (†215), São João Crisóstomo (†407), Santo Efrém (†373), S. Cirilo de Alexandria (†442), doutores da Igreja, afirmam que vieram da Pérsia, onde eram sacerdotes e pertenciam à uma casta religiosa e científica. Esses têm a seu favor as pinturas das Catacumbas de Roma, dos primeiros séculos, que os representam sempre com roupas persas: chapéus altos com abas caindo sobre os dois lados do rosto; túnica branca e comprida presa na cintura, sobre a qual cai longo manto para trás.

Segundo esses Padres, os reis Magos eram cultos, conheciam os livros dos judeus e professavam uma religião muita acima do paganismo; conheciam a ciência dos astros e liam pergaminhos antigos. De alguma forma conheciam a fé do povo judeu, a espera do Messias que traria salvação não só para Israel, mas também para as demais nação. Não podemos esquecer daquele eunuco etíope, evangelizado e batizado por S. Felipe (At 8,29ss).

E este oriental lia o profeta Isaias, e exatamente o trecho que falava do Servo Sofredor (Is 53,7). Este fato é uma prova de que muitos no oriente conheciam a glória de Israel e a sua fé.

E não podemos esquecer também que: “A rainha de Sabá, tendo ouvido falar de Salomão e da glória do Senhor, veio prová-lo com enigmas.(1Rs 10,1-2).

Ora, se a rainha de Sabá conhecia a fama de Salomão, 900 anos antes de Cristo, então, os reis Magos também podiam conhecer a fé judaica. Eles possuíam os livros dos hebreus deixados no exílio; e neles se falava de um Salvador que nasceria de uma virgem em Israel, e que seria adorado por todas as nações do mundo, e que seria o redentor da humanidade.

Neste tempo muitos no Oriente já usavam o astrolábio para conhecer as estrelas e estudavam atentamente o céu. Não é fantasioso imaginar que no mesmo dia do nascimento de Jesus eles possam ter vislumbrado um astro diferente no céu, de uma beleza singular, que os fez concluir que aparecera  a “estrela de Jacó”, que se movia do sul para o norte, em sentido contrário aos demais astros.

Santo Inácio de Antioquia (†107), mártir em Roma, diz na Carta aos Efésios que este astro que guiou os Magos era como aquela coluna de fogo que guiou Israel pelo deserto em sua marcha à Terra Prometida. Enfim, a fé os levou em busca do Salvador, e eles não desanimaram até encontrá-Lo. Segundo uma tradição esses reis magos simbolizavam as três raças humanas: a amarela, a negra a e branca, descendentes dos três filhos de Noé: Sem (Gaspar), Cam (Balthazar) e Jafé (Melchior).

Gaspar que dizer: “ele vai levado pelo amor”; Balthazar quer dizer: “sua vontade é rápida como a flecha e faz a vontade de Deus”; Melchior significa: “Ele penetra docilmente”. Os reis da Abissínia reivindicam a honra de serem descendentes dos reis Magos.

A estrela milagrosa, servindo-lhes de guia, conduziu-os até a Cidade Santa e desapareceu. A tal desaparecimento, pensaram os Magos que o Menino tivesse nascido nessa cidade, razão pela qual perguntaram: “Onde nasceu o Rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no Oriente e viemos para adorá-Lo.” (Mt 2, 2)

Eles esperavam encontrar Jerusalém exultante e em festa, mas ficaram decepcionados ao perceber que ninguém ali sabia informar sobre o “Rei dos Judeus”. Certamente um desânimo profundo os abateu; mas a fé e a coragem reviveram em seus pobres corações. Quem acendera no firmamento aquela Estrela brilhante e os trouxera de tão longe, não os abandonaria agora que chegaram.

Deus age assim mesmo com os seus escolhidos; é para lhes testar a fé e aumentar ainda mais os seus méritos. Conosco também é assim quando somos guiados por Deus para fazer sua obra.

As caravanas desses reis entraram em Jerusalém e assustaram a cidade; deixando Herodes preocupado e sentindo-se ameaçado por aquele Menino. Isto mostra que não estamos diante de uma lenda ou fantasia, mas algo histórico. Herodes I, chamado o Grande, era descendente de Esaú e não de Jacó, era de Edom, não era judeu. Fez-se eleger rei da Judéia por ser adulador de Julio César.

Os Magos concordaram com a “proposta” de Herodes, saindo da cidade, foram novamente guiados pela estrela até o lugar onde se encontravam José, Maria e o Menino. Aqueles reis compareceram com seus servos diante da Sagrada Família e lhes deram presentes, depois de adorar o Menino. Encontraram e viram o Criador feito Menino, no regaço de Maria, que em sua simplicidade se preparara para receber a singular visita, e, humildemente prostrados a seus pés, cheios de fé e veneração, adoraram-No e se ofereceram a si mesmos juntamente com as suas nações. É incrível que na fé régia os Magos não tivessem se abalado diante da pobreza do Rei dos Judeus. Como pode um rei nascer tão pobre e abandonado?

É um milagre não terem voltado atrás desiludidos; esta é a maior prova de que foram conduzidos por Deus até Belém para em nome dos pagãos de todos os tempos prestarem o culto de adoração ao Menino Deus. Souberam deixar que Deus lhes governasse os corações. Tomaram portanto os vasos preciosos, expostos pelos servos em cima dos tapetes, e, abrindo-os, ofereceram ao Menino, ouro, incenso e mirra: misteriosa oblação em sinal dos profundos sentimentos de fé, amor e veneração que lhes enchiam a alma, e símbolo da divindade do Menino, de sua majestade e de sua missão redentora.

Após os mais vivos agradecimentos, regressaram, e, avisados em sonho pelo Anjo do Senhor para não tornarem a Herodes, por outro caminho voltaram à sua pátria. Estava cumprida a sua missão. Uma bela missão de fé.

Por Prof. Felipe Aquino

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz

Dia Nacional de Ação de Graças “Feliz é a nação cujo Deus é o SENHOR, e o povo ao qual escolheu para sua herança.” (Salmos 33 : 12)

Origem do Dia de Ação de Graças

As primeiras comemorações do Dia de Ação de Graças na Nova Inglaterra eram festividades de gratidão a Deus, em agradecimento às boas colheitas anuais. Por esta razão, o Dia de Ação de Graças é festejado nos Estados Unidos no outono, após a colheita ter sido recolhida.O primeiro deles foi celebrado em Plymouth, Massachusetts, pelos colonos que fundaram a vila em 1619. Após péssimas colheitas e um inverno rigoroso, os colonos tiveram uma boa colheita de milho no verão de 1621. Por ordem do governador da vila, em homenagem ao progresso desta em relação a anos anteriores, uma festividade foi marcada no início do outono de 1621. Os homens de Plymouth mataram patos e perus. Outras comidas que fizeram parte do cardápio eram peixes e milho. Cerca de 90 índios também atenderam a festividade. Todos comiam ao ar livre, em grandes mesas.Porém, por muitos anos, o Dia de Ação de Graças não foi instituído como feriado nacional, sendo observado como tal em apenas certos Estados americanos como Nova Iorque, Massachusetts e Virgínia. Em 1863, o então presidente dos Estados Unidos, Abraham Lincoln, declarou que a última quinta-feira do mês de novembro seria o dia nacional de Ação de Graças.Mas em 1939, o presidente Franklin Delano Roosevelt instituiu que esse dia seria celebrado na terceira semana de novembro, com o intuito de ajudar o comércio, aumentando o tempo disponível para propagandas e compras antes do Natal (À época, era considerado inapropriado fazer propagandas de produtos à venda antes do Dia de Ação de Graças). Como a declaração de Roosevelt não era mandatória, 23 Estados adotaram a medida instituída por Roosevelt, e 22 não o fizeram, com o restante tomando ambas a quinta-feira da terceira e da quarta semana de novembro como Dia de Ação de Graças. O Congresso americano, para resolver este impasse, instituiu então que o Dia de Ação de Graças seria comemorado definitivamente na quinta-feira da quarta semana de novembro, e que seria um feriado nacional.

Dia de Ação de Graças no Brasil

 O Dia Nacional de ação de Graças é uma data oficial intituída com aprovação da lei 781 de 17 agosto de 1949; segundo relatos a criação desta data foi motivada pela declaração do Embaixador brasileiro nos Estados Unidos Joaquim Nabuco logo após ele ter participado de uma cerimônia religiosa em Washington em 1909, na ocasião o Embaixador ficou muito impressionado com aquele momento de adoração do povo americano diante a Deus e em tom profético ele disse, “quisera que toda a humanidade se unisse em mesmo dia, para um universal agradecimento a Deus”, Joaquim Nabuco faleceu em janeiro de 1910 e não teve a oportunidade de ver a nação brasileira unida em reconhecimento ao infinito amor de Deus, mas as suas palavras não foram esquecidas e em 1949 nas homenagens do centenário do seu nascimento o Presidente Gaspar Dutra aprovou a lei que instituía o dia nacional de ação de graças, em 1965 o presidente Castelo Branco assinou o decreto que regulamentava como os órgãos público deveriam proceder em relação a data, no ano seguinte o Presidente Castelo Branco sancionou a lei 5.110, esta nova lei fez uma pequena mudança em relação ao calendário do dia de ação de graças, passando suas comemorações da última quinta-feira do mês de novembro para a quinta-feira da 4ª semana também do mês novembro, além do governo federal principal responsável pela comemoração do dia de ação de graças na capital brasileira, atualmente já existem vários seguimentos da sociedade brasileira que adotaram esta data em seus calendários a exemplo de várias igrejas evangélicos e escolas de ensino de língua inglesa.

Tanto nos Estados Unidos quanto no Canadá, o Dia de Ação Graças é uma data em que geralmente as pessoas utilizam o tempo livre para ficar com a família, fazendo grandes reuniões e jantares familiares. Muitas pessoas dedicam seu tempo para pensamentos religiosos, serviços nas igrejas e orações. O Dia de Ação de Graças é celebrado também com grandes desfiles e, nos Estados Unidos, com a realização de jogos de futebol americano. O principal prato típico do Dia de Ação de Graças geralmente é peru, o que dá ao Dia de Ação de Graça o nome de “Dia do Peru”(turkey day)
Portal Terra de Santa Cruz

II Encontro de Sineiros de Minas Gerais acontece nos dias 28 e 29 de novembo, em Ouro Preto

II Encontro de Sineiros de Minas Gerais 

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No próximo dia 28 e 29 de novembro de 2015 o IPHAN, juntamente com a Associação de Sineiros de Ouro Preto (ASSOP) e sineiros de outras cidades mineiras, realizará o II Encontro de Sineiros de Minas Gerais.

O Encontro, que será realizado na Casa de Gonzaga, situada à Rua Cláudio Manuel nº 61, Bairro Centro, e que contará com a participação de cerca de 30 sineiros de cidades como São João Del Rei, Tiradentes, Congonhas, Serro, Diamantina, Sabará, Catas Altas, Mariana, Bom Sucesso e Oliveira, tem o apoio da Secretaria de Cultura e Patrimônio de Ouro Preto.

O Toque dos Sinos em Minas Gerais constitui em uma forma de expressão que associa os sinos, as torres, os sineiros e a comunidade que os ouve em um processo dinâmico de codificação e decodificação de mensagens há muito tempo transmitidas nas antigas cidades mineiras.

Essa forma de expressão, que associa a estrutura dos toques à ocasião religiosa em que devem ser tocados, contribui para o agenciamento de formas de sociabilidade, originalmente, relacionados à vida religiosa daquelas comunidades, mas que, hoje, ultrapassa essa dimensão, abrangendo sentidos e significados relacionados à sua identidade cultural.

Para fazer jus ao legado cultural proveniente desta forma de expressão, o Toque do Sinos e o Ofício de Sineiro foram reconhecidos como bens culturais de nosso país desde 2009, sendo registrados como Patrimônio Cultural do Brasil.

Este Encontro integra o Plano de Salvaguarda do Toque dos Sinos e do Ofício de Sineiro de Minas Gerais e é de suma importância para que o ofício se perpetue e para que a linguagem de nossos sinos não se cale jamais.

PROGRAMAÇÃO

Mais informações: corina@iphan.gov.br ou (31) 3222-2440.

Fonte e mais informações em: Cultura em Revista

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz 

Procissão das Congadas com Imagem N.S. do Rosário agita a cidade da Campanha-MG

Tradição, Religiosidade e Cultura.

Neste Domingo, 08/11 aconteceu em Campanha-MG a tradicional procissão das congadas com a imagem de Nossa Senhora do Rosário na comunidade N.S. do Rosário, (Chapada) .

Realizada pela Associação dos Moradores do Bairro da Chapada, a festa deu-se início no último dia 30 com movimento de barracas, shows todas as noites e apresentação dos Ternos de Congadas, encerrando-se no dia de hoje(08/11)

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Tradição, Religiosidade e Cultura faz dessa festa uma das mais esperadas do ano na cidade de Campanha-MG. Em louvor a Nossa Senhora do Rosário, São Benedito, Santa Efigênia entre outros ternos de congadas que estiveram presente no centro da Cidade tocando seus versos diante da Catedral de Santo Antônio na qual se concentraram para receber a benção e envio da procissão à comunidade do Rosário . A benção foi realizada pelo Vigário Paroquial, Padre Edson Pereira Oliveira e em seguida a Imagem de N.S.Rosário foi conduzida pelos ternos de congadas até a comunidade no qual é Padroeira (Bairro Chapada) .

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 Os coletivos denominados “ternos de congado” realizam cortejos nas festas organizadas em homenagem à “Nossa Senhora do Rosário” ou “São Benedito” (os mais populares) onde através do canto, da dança e da manipulação de objetos simbólicos saúdam santos e santas da Igreja e coroam o Rei e a Rainha dos Congos e dialogam com outros grupos de congado através dos versos e ritmos.  

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Durante os dias de festejos foram realizadas as seguintes etapas:       A oferta de alimentos aos congadeiros visitantes e o troféu da Festa como sinal de agradecimento e amizade . Alguns dias antes dos ternos de congadas saírem totalmente uniformizados e bem ensaiados, foi feita saudação aos mastros (ou levantamento dos mastros) que leva o nome do Terno e a imagem do santo no qual fazem seus cultos e louvores, esses mastros forão erguidos em frente a Igreja que leva o Nome de Nossa Senhora do Rosário. Realizaram ainda visitas em  residências, cortejos pelas ruas da cidade, chegando até a Matriz Principal (Catedral de Santo Antônio).

As festividades podem anunciar-se em nome de um ou outro santo católico, entretanto, por toda parte é justamente Nossa Senhora do Rosário que ocupa uma “posição privilegiada” no festejo e na devoção dos congadeiros. Elas ocorrem em períodos variados e os ternos convidam uns aos outros para estarem presentes em suas cidades na época programada para celebrar a Senhora do Rosário.

Os festejos continuam pela região de Minas Gerais até o fim do mês de Novembro, quando muitos integrantes de Ternos de Congadas dão lugar as Folias de Reis que começam a se movimentar nos meses de Dezembro e Janeiro devido as festividades de Natal e o Dia de Santo Reis . Os Terno de Congadas voltam a se movimentar com seus festejos a Nossa Senhora a partir do Mês de Maio mês este dedicado a Maria mãe de Jesus Cristo e ai por diante começam novamente suas caminhadas pelas ruas e estradas de Minas Gerais cantando, dançando e rezando a Nossa Senhora do Rosário.

Confira abaixo,  o Vídeo da Procissão e os Ternos de Congadas 

Confira algumas das imagens registradas pelo Portal Terra de Santa Cruz em Campanha-MG

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Vejam Mais FOTOS AQUI 

Fotos e Texto: Por Bruno Henrique Santos – Gestor do Portal Terra de Santa Cruz 


 

Portal Terra de Santa Cruz 

Fórum das Letras homenageia Graciliano Ramos.

Entrará em cartaz, na próxima semana, a exposição “A palavra foi feita para dizer”, que homenageia o escritor Graciliano Ramos. A mostra estará em cartaz na Casa dos Contos durante o Fórum das Letras de Ouro Preto, que será realizado entre os dias 4 e 8 de novembro, na cidade mineira, símbolo do barroco nacional. Dividida em dois temas, a exposição contará com vídeos, fotos, capas e manuscritos que contam a história e as memórias do autor de “Vidas Secas”, um dos clássicos da literatura nacional. A visitação é gratuita.

Graciliano Ramos também ocupará lugar de destaque na programação do evento. Na abertura, a ensaísta Elizabeth Ramos e o autor Ricardo Ramos, netos do alagoano, participarão do debate “Graciliano Ramos e a Liberdade de Expressão”, juntamente com Wander Melo Miranda e Audálio Dantas. A conversa, mediada pela escritora Guiomar de Grammont, acontecerá no Cine Vila Rica, um dos locais mais nobres da cidade. Este ano, o Fórum das Letras de Ouro Preto será norteado pelo tema “Diversidade Cultural e Liberdade de Expressão e terá também a presença de Laerte, Jorge Mautner e Jards Macalé, entre outros.
O evento conta com patrocínio do Ministério da Cultura, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, BNDES, Petrobras (patrocinador exclusivo do Fórum das Letrinhas) e Samarco. Governo Federal: pátria educadora.

Mais informações: www.forumdasletras.ufop.br.

Fórum das Letras de Ouro Preto
Data: 4 a 8 de novembro
Local: Ouro Preto (consultar a grade de programação)
Gratuito

Fonte: Cultura em Revista 

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz