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O dia que me disseram que Senhor dos Anéis era do capeta

Eram os velhos tempos de Orkut. Não lembro se a comunidade era sobre Tolkien, Senhor dos Anéis, cristianismo ou literatura.

Na época, eu com meus doze anos, li em uma discussão algo mais ou menos assim: “Mas Senhor dos Anéis e Crônicas de Nárnia são coisas ocultistas! TEM MAGIA! Bruxaria!”

Foi o suficiente para deixar o coração do menino, que ia à missa todo domingo, bastante aflito. “Caramba, eu gosto de coisa do capeta?”

E lá fui eu pesquisar no Google. Que foi outra burrice. A internet é um perigo.

Devo ter jogado algo como “Senhor dos anéis é do diabo?”, e lá pelas tantas estava lendo um texto que dava as definições dos seres da Terra-Média, do tipo: “anão: ser da mitologia nórdica que vive embaixo da terra, demônio”; “elfo: ser da mitologia celta que vivem bosques e pratica travessuras com os transeuntes, demônio da floresta”.

Provavelmente era um site ligado à Universal, mas menino de doze anos confere as fontes?

Pessoal, não vamos cair nesse erro. Tem que ser muito tapado para ver qualquer coisa anticristã nessas obras.

As Crônicas de Nárnia são profundamente alegóricas: Aslam é Jesus em forma de leão (morre para salvar um traidor e ressuscita). Ele literalmente DIZ ISSO, quando fala para as crianças: “no seu mundo tenho outro nome”. A coisa era tão na cara que Tolkien, autor de Senhor dos Anéis, brigou com C.S. Lewis, autor de Nárnia, alegando que ele forçava muito a barra.

É a obra de um dos maiores apologetas cristãos do século XX. Lewis escreveu mais defesa da fé cristã do que ficção (leiam Cristianismo Puro e Simples, Os Quatro Amores, A Abolição do Homem…). Só bobeou por ser anglicano (mas eu creio que hoje é católico, no Céu).

E o autor do Senhor dos Anéis não é para menos. Tolkien, de fato, não era um apologeta do cristianismo. Não ficava escrevendo sobre a defesa da fé cristã. Mas o homem viveu seu catolicismo. Foi a amizade dele que trouxe C.S. Lewis para o cristianismo, para início de conversa.

Tolkien foi criado por um sacerdote oratoriano, Padre Francis Morgan, pois perdeu os pais cedo. Teve quatro filhos, um deles sacerdote. Catolicíssimo, suas cartas valem a leitura para qualquer cristão, e se não foi beatificado, sua vida é no mínimo muito exemplar.

O Senhor dos Anéis não se propõe a ser alegórico. Tolkien só quis contar uma história. Mas, assim como já vimos com Flannery O’Connor, tudo o que saía da sua mente era reflexo de uma vida católica e a partir de uma perspectiva católica.

Por isso vemos, em Aragorn, a figura de um rei aguardado, que retorna para restaurar um reino (e que cura pelas mãos; e que é desprezado no início; e cuja vinda era aguardada… tá bom, a coisa beirava o alegórico). Vemos em Frodo uma figura que está disposta a dar a vida pela salvação de muitos. Vemos até mesmo, na data que Tolkien escolheu para a derrota de Sauron, um forte sinal – 25 de março, quando lembramos a Encarnação do Verbo no seio de Maria.

Então, não vamos cair em puritanismo (que aliás, é heresia). Há magia em histórias fantásticas. Mas antes de jogar na fogueira (esse hábito de países puritanos, alheio ao catolicismo) se pergunte o que é a magia ali? Onde está o bem? Onde está o mal?

O próprio Tolkien reconhece que a fantasia pode ser usada para o mal, em seu ensaio “Sobre Histórias de Fadas”:

“É claro que a Fantasia pode ser levada ao excesso. Pode ser malfeita. Pode ser empregada para maus usos. Pode até mesmo iludir as mentes das quais surgiu. Mas de que coisa humana neste mundo decaído isso não é verdade?”

Pode ser usado para propagar ocultismo? Claro que pode. Mas isso até as novelas podem (e o espiritismo cresceu muito no Brasil graças a elas).

Mas, como disse Chesterton, que muito influenciou Tolkien: “o bebê conhece intimamente o dragão desde que começa a imaginar. O que o conto lhe dá é um São Jorge para matá-lo”. Magia, fantasia, e mesmo a ficção mais trevosa e hardcore podem ser usados para nos levar ao heroísmo, à virtude, e a conhecer um pouco de Deus, o maior dos autores.

Longe de nós, puritanismo! Examinai tudo e ficai com o que é bom (e voltai aqui para mais dicas e recomendações).

Artigo retirado do excelente e credenciado site O CATEQUISTA  O Catequista

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Cinderela X Merida – A força feminina que reside na humildade, não na rebeldia

Reparem no modelo de mulher que vem dominando os comerciais de TV: insolente, impaciente, grossa, sempre quer ficar por cima da carne seca e, acima de tudo, não perde a oportunidade de ridicularizar e o seu marido/namorado como um completo idiota. Acham que tô exagerando? Então deem uma olhada nesses dois breves vídeos abaixo.

O fato desse tipo de propaganda não causar asco e rejeição da maioria da sociedade sinaliza que achamos esse comportamento feminino, no mínimo, aceitável. E assim, às vezes sem perceber, as meninas e mulheres cristãs absorvem e imitam esse modelo promovido pela mídia. E deixam de cultivar a delicadeza, a humildade e a capacidade de silenciar e de se resignar, como se essas fossem coisas de mulher derrotada e fraca, que não luta pela sua felicidade.

Não creio que seja obrigatório ser doce e gentil o tempo todo – rodar a baiana de vez em quando pode ser necessário. Porém, é desolador ver uma geração de jovens incapazes de cultivar a virtude da mansidão, da qual Jesus e Nossa Senhora nos deram tão grande exemplo.

A mansidão é vista como fraqueza pelas mulheres de hoje. Paradoxalmente, foi com mansidão que a Virgem Maria convenceu Seu Filho salvar as Bodas de Caná de um ruidoso fracasso, pela falta de vinho. Sua força estava na doçura.

“Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra!” (Mateus 5,5)

No cenário atual, “Cinderela”, o novo filme da Disney, é tão fantástico que chega ao ponto de chocar – e muito positivamente. Antes de falecer, a mãe de Cinderela adverte a filha de que, na vida, ela deverá passar por provações. Então, é muito superficial dizer que os contos de fadas prometem uma vida para sempre feliz e perfeita: na verdade, a cruz está sempre lá.

A mãe reforça que a força da menina está em sua BONDADE. Na bondade reside grande PODER. E assim, a ela deveria sempre manter a CORAGEM e a GENTILEZA. Cinderela foi sempre obediente a esses conselhos maternos, mesmo diante das injustiças de sua madrasta e de suas “irmãs”.

Os menos atentos dirão que Cinderela é submissa demais. Na verdade, ela é humilde na medida certa, e está bem longe de ser burra ou manipulável. Na hora crucial, Cinderela soube dizer “não” aos abusos da madrasta. Também teve ousadia para contestar o modo de agir e pensar do príncipe, e o levou a ter uma nova visão sobre a vida.

Por falar no príncipe, este se opõe a seu pai, que deseja para ele um vantajoso casamento arranjado. Porém, o príncipe em momento algum falta ao respeito por seu pai. Bem diferente disso, pondera que seu pai sempre deseja o melhor para ele. É interessante comparar o modo como o príncipe de Cinderela enfrenta esse dilema com a reação da princesa de outro filme da Disney – Merida:

– Você é um monstro, isso é o que você é! Nunca serei como você. Eu prefiro morrer a ser como você! – diz Merida à mãe, recusando-se a casar com um dos pretendentes dos diversos clãs aliados.

“Valente” é o nome do filme da princesa Merida. De fato, ela atira flechas muito bem, é uma ágil e intrépida alpinista… e só. Porém, que valentia há em dar piti diante das contrariedades, ignorar completamente o seu papel na sociedade (como se não fizesse parte de um “todo”) e, de quebra, ainda se meter com bruxaria e fazer uma macumba para a própria mãe?

Valente ou menina tola? Merida é incapaz de deter seus instintos, não refreia a língua, coloca sua vontade acima de tudo e de todos, é irresponsável, imprudente e arrogante. Pra piorar, seguindo a mesma ideia dos comerciais que mostramos, o filme “Valente” mostra os homens como um bando de retardados. O trecho abaixo resume esse espírito:

Sim, Merida aprendeu algumas lições. Aprendeu a valorizar a tradição de sua família e se arrependeu de ter feito mandinga pra sua pobre mãe. Mas seus graves erros saíram muito, muito barato. O filme passa a mensagem que vale a pena sair chutando o balde quando o mundo é injusto, e as pessoas não te compreendem. Se as coisas não estão legais pra você, rebele-se, pise em todo o mundo. No fim, tudo dá certo! Eis a lição de “Valente”.

Já Cinderela mostra uma moça verdadeiramente “valente”, que não se destrambelha diante dos sofrimentos injustos, sabe calar, sabe perdoar, é capaz de se sacrificar. É claro que existem meninas e mulheres de todos os jeitos e temperamentos, e isso é muito bom. Não se trata se seguir uma determinada etiqueta, e sim refletir sobre a força feminina que brota da doçura. Cinderela é certamente uma personagem inspiradora, nesse sentido.

Ficamos devendo um post sobre o filme em si. Vale muito a pena… em tempos de tanto destrambelhamento, chega a ser emocionante ver um filme que conserva os valores tradicionais.

Artigo retirado do excelente e credenciado site O CATEQUISTA  O Catequista

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Catelivros – E se a sua vocação fosse escrever?

Você! Você mesmo!

Você conhece Flannery O’Connor? Ela venceu muitos obstáculos e se tornou uma escritora incrível. E um dos fatores do seu sucesso foi encarar o dom de escrever como uma verdadeira vocação. E você? Já pensou que esse pode ser o seu chamado também?

É impressionante a quantidade de gente que trabalha ou estuda sem fazer o que gosta, querendo apenas “ganhar dinheiro” (e isso é bem discutível, porque hoje nada dá dinheiro…). Muitos além de não encherem o porquinho de dinheiro, acabam enchendo a gaveta com montes de contos autorais. Mas encaram a escrita como hobby, não como trabalho ou vocação…

Se você é um desses, talvez não entenda como “Jogos Vorazes” vendeu tanto e “Dragões de Éter” ganhou uma nova edição. E mais! Talvez esteja certo de que as trinta páginas que você conseguiu escrever poderiam ser um livro muito melhor do que esses.

Se você é assim ou conhece alguém assim, dê uma olhada nesse trecho da carta que São João Paulo II escreveu aos artistas:

“Quem tiver notado em si mesmo esta espécie de centelha divina que é a vocação artística — de poeta, escritor, pintor, escultor, arquiteto, músico, ator… —, adverte ao mesmo tempo a obrigação de não desperdiçar este talento, mas de o desenvolver para colocá-lo ao serviço do próximo e de toda a humanidade”.

Olhe bem o que esse Papa santo coloca como uma obrigação: não desperdiçar esse talento! Você lembra como Nosso Senhor disse que seria tratado o servo que enterrasse o talento? Pois é. Nada legal. Escritor católico, se você tem vocação, trate ela com seriedade!

E como o exemplo arrasta mais do que as palavras, eu vou contar uma história. A história de uma católica que encarou a escrita como vocação.

Era uma vez uma jovem norte-americana que, com muito esforço e dedicação, deixou sua casa na zona rural para se dedicar ao seu sonho: escrever.

Ela foi aprovada em uma escola literária de prestígio, após concluir um mestrado em belas artes, e foi para NY. Lá, conviveu com os grandes escritores da época, em um ambiente de efervescência cultural, e foi tratada como uma igual.

Além disso, revisava seu primeiro romance, com vistas à publicação. Que alegria!

Mas tudo isso mudou quando ela passou mal e foi diagnosticada com lúpus. A doença incurável que matou seu pai, dez anos antes.

De uma hora para outra, tudo desabou.

Por muito menos, não poucos jogam tudo para o alto e se revoltam ou se entregam à depressão. Seria razoável supor que a jovem abandonou sua carreira.

Mas essa é a história de Flannery O’Connor, uma das maiores escritoras do século XX. E ela era profundamente católica.

Flannery abraçou sua cruz e seguiu o Cristo. Retornou a fazenda de sua mãe (e seus 44 pavões. Sim, bastante exótico) e, naquele retiro interiorano, longe das grandes mentes da cidade, viveu uma rotina de religiosa. Mas de religiosa escritora.

Começava seus dias cedo, com a missa. Depois de um café da manhã simples, escrevia sem parar por três horas, diariamente. Após o almoço, recebia visitantes, respondia correspondência, lia (e um escritor deve sempre estar lendo alguma coisa), e… alimentava os pavões (todo mundo precisa contribuir com a fazenda da família). Após a janta, ela lia um pouco mais, fazia suas orações da noite e meditava questões da Suma Teológica (sim, a de Santo Tomás!), até às 21h.

E no outro dia, tudo de novo. Foi sua rotina ao longo dos 14 anos em que combateu o lúpus. Morreu cedo, aos 39, e muitos dizem que só não ficou entre os grandes nomes da literatura universal por ter nos deixado em tão pouco tempo.

Nesse tempo, levou a sério as palavras de São João Paulo II:

“A vocação diferente de cada artista, ao mesmo tempo que determina o âmbito do seu serviço, indica também as tarefas que deve assumir, o trabalho duro a que tem de sujeitar-se, a responsabilidade que deve enfrentar”.

Vendo a vida de uma escritora piedosa, você até pode até ter se animado para continuar aquele livro que você enrola há 5 anos para dar continuidade, mas talvez esteja pensando: “Daniel, eu não sei escrever histórias bíblicas e vidas de santos. Só gosto de falar de dragão, vampiro e cabeça decepada. Não seria um bom escritor católico”.

Primeiramente: tamo junto!

Em segundo lugar: o exemplo de Flannery O’Connor é ótimo justamente por isso. Ela, como Tolkien, Chesterton e tantos outros escritores católicos, estava interessada em ser uma boa escritora, e não em escrever contos piedosos (o que é justo e necessário, mas não era a vocação dela).

Ela queria escrever boas histórias que atingissem ao público, e seus dois romances e mais de 80 contos ficaram famosos pelo uso do grotesco e do violento. E não há nada de errado nisso, pois são histórias que, indiretamente (e por vezes, explicitamente) mostram um mundo marcado pelo pecado que necessita da misericórdia divina.

Se você alimenta sua alma com a Palavra e os sacramentos, medita os mistérios da fé e busca dar testemunho, necessariamente sua arte vai refletir isso. Ainda que fale de apocalipse zumbi, máfia ou impérios intergalácticos.

Uma vez perguntaram a Flannery porque ela escrevia. Sua resposta? “Porque sou boa nisso”.

Ela não estava se exibindo. Estava mostrando um catolicismo consciente que reconhece que todos os dons vêm de Deus. Precisamos usar isso para a maior glória Dele.

Não enterremos nossos talentos.

Artigo retirado do excelente e credenciado site O CATEQUISTA  O Catequista

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Produção da Fundação Clóvis Salgado é eleita a melhor ópera de 2017

Em seu balanço anual sobre a produção operística brasileira, o site Movimento.com, especializado no tema, elegeu Norma, montagem da Fundação Clóvis Salgado, a melhor produção de ópera no Brasil em 2017. A exitosa temporada realizada em Minas Gerais também ganhou destaque em outras categorias.

Melhor produção de ópera: Norma, produção da Fundação Clóvis Salgado para o Palácio das Artes, em Belo Horizonte, por sua encenação criativa e eficiente e pela excelente performance musical geral (solistas bem escalados fazem a diferença).

Melhor figurinista: Sayonara Lopez, por seus trabalhos nas duas produções do Palácio das Artes (Norma e Porgy and Bess), ambos marcados por grande criatividade e riqueza de caracterização (esta com o auxílio de Lázaro Lambertucci).

Melhor iluminador: Fabio Retti, por seu excelente trabalho na Norma de Belo Horizonte, no qual contribuiu para a construção de uma ambientação ao mesmo tempo crua e atraente, de acordo com a proposta da encenação.

Melhor regente: Silvio Viegas, por seus ótimos trabalhos de direção musical e regência nas produções mineiras de Norma e Porgy and Bess, e, especialmente, pela sua excelente condução de Don Giovanni no Theatro da Paz.

Melhor cantor: Fernando Portari, tenor, por sua performance brilhante e irrepreensível como Pollione, em Norma, no Palácio das Artes.

A reportagem está disponível no link http://www.movimento.com/2017/12/resumo-da-opera-2017-um-balanco-da-temporada-e-os-melhores-do-ano/

Com informações: SECULT de Minas Gerais

DENÚNCIA: Heresia em Cambuquira/MG; A folia de Reis que faz Carnaval fora época se prepara para blasfemar mais uma vez.

O período natalino no Brasil é riquíssimo, de modo muito particular no estado de Minas Gerais onde encontramos a tradicional Festa de Santos Reis, ou simplesmente conhecida como Folia de Reis. É uma cultura cristã de origem portuguesa que teve início nos tempos da colonização. O Brasil, Terra de Santa Cruz recebeu uma identidade católica e essas tradições piedosas ajudam ainda hoje a garantir uma formação culturalmente religiosa, é um verdadeiro instrumento de evangelização.

A Folia Reis como toda forma de piedade popular católica evangeliza por meio de palavras e símbolos. Ela possui vários personagens, mas o mais destacado e conhecido depois dos três Reis Santos é o marungo, também chamado de bastião ou simplesmente palhaço. Os marungos devem caminhar junto à bandeira, com roupas coloridas e espada na mão animando o povo. Em alguns locais aparecem em dois, porque em três as pessoas confundem com os três Reis Magos, em outros não podem passar de três, algumas folias tem até 15 ou trinta marungos, porém, religiosamente falando nada se compara à folia de Reis da cidade de Cambuquira no sul de Minas Gerais onde uma companhia de Reis possui mais de 100 palhaços. A página da folia na facebook que já tem mais de 600 curtidas é repleta das fotos dos palhaços. (Veja algumas abaixo)

Folia de Cambuquira

A imagem pode conter: 2 pessoas, pessoas em pé

A imagem pode conter: 2 pessoas, pessoas sorrindo
Boa tarde pessoal , todo ano acontece um sorteio de uma mascara para os marungos.
Este ano consegui 4 patrocínio https://www.facebook.com/Folia-de-Reis-de-Cambuquira-1829026760716393/ REALIZAM A VENDA DE MASCARAS 
folia.png
dia 31/12 acontecerá o sorteio de Máscara  Para participar entrem no grupo do whatsapp pelo link :                                       https://chat.whatsapp.com/EF0c9OfTDfnGH5US7cLKmC                                        ISSO É DE ASSUSTAR, AINDA FAZEM SORTEIOS DE MASCARAS

 

Um fato curioso é que os principais meios de comunicação da região desde do ano de 2015 vem denunciando essa heresia que acontece em Cambuquira/MG. Em 2016 o nosso site publicou uma matéria sobre esta determinada “Folia de Reis” VEJA AQUI  A matéria obteve mais de 400 compartilhamento nas redes sociais e no site. Temos a absoluta certeza que chegou ao departamento de cultura e a Igreja (Paróquia) São Sebastião de Cambuquira. Essa Folia não é folia de Reis, estes palhaços não são marungos e simplesmente destroem o sentido religioso e cultural da Folia de Reis.  Tais departamentos tomaram providências contra essa heresia? Pelo jeito não, pois, a informação que nos chega é que jovens já planejam com antecedência os dias de reis, pois querem sair de palhaços na referida cidade, fazendo mais uma vez um carnaval fora época.

OUVINDO O POVO

Isso não agrada grande parte da população católica do município que há anos vem reclamando da ausência de regras que muitos deles possuem. Foliões conhecedores da tradição também se sentem ofendidos quando veem os mais de cem palhaços que não seguem e nem querem seguir a tradição.

Muitos vestem qualquer fantasia, capa de chuva, uniforme do exército e se esquecem do tradicional pano de chitão ou das rendas. Saem à procura da folia como demônios, alguns bêbados, drogados, não acompanham a bandeira e muito menos sabem recitar os versos bíblicos. Pulam, cantam e transformam aquilo que deveria parecer mais uma romaria em uma verdadeira festa do dia das bruxas ou bloco de carnaval “dá uma pra mim, dá uma pra mim! O pezinho está inchado e logo vai subir ao céu.”  Utilizam máscaras de carnaval com o intuito de assustarem as crianças e mexerem com as meninas. Muitas das jovens gostam do carnaval e fazem questão de irem trajadas com roupas curtas propícias para banho de praia ou baile funk.  Tais pessoas se esqueceram completamente que Folia de Reis antes de ser uma manifestação cultural é um culto religioso, de tradição cristã católica. Não é uma simples festa, mas um momento propício para adorarmos e louvarmos a Deus na figura de um menino frágil, nascido em uma manjedoura que veio retirar todo o pecado do mundo.

Veja no vídeo abaixo o carnaval do dia 06 de Janeiro de 2017 em Cambuquira/MG

 

VAMOS ENTENDER UM POUCO O QUE DIZ A PALAVRA DE DEUS E A HISTÓRIA DAS FESTAS DE REIS COMO TAMBÉM O SENTIDO DA BANDEIRA DE REIS E O SIGNIFICADO DA EPIFANIA DO SENHOR .

No Evangelho segundo São Mateus aprendemos que é um dever de qualquer cristão alertar o irmão dos pecados cometidos, principalmente quando estes pecados podem colocar toda uma população em risco. “Se teu irmão tiver pecado contra ti, vai e repreende-o entre ti e ele somente; se te ouvir, terás ganhado teu irmão. Se não te escutar, toma contigo uma ou duas pessoas, a fim de que toda a questão se resolva pela decisão de duas ou três testemunhas. Se recusa ouvi-los, dize-o à Igreja. E se recusar ouvir também a Igreja, seja ele para ti como um pagão e um publicano” (São Mateus 18, 15-17).

NATAL E SANTOS REIS

Sabemos que anualmente o tempo do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo se inicia no dia 25 de dezembro, nesta mesma data as Folias de Reis urbanas ou rurais à meia noite abrem a bandeira sagrada, mas isso depois de celebrarem a Santa Missa ou rezarem o Rosário. Na Solenidade da Santa Mãe de Deus que é celebrada no primeiro dia do ano quando também celebramos o dia mundial da paz à meia noite tem a saída da bandeira de Santos Reis.

A BANDEIRA DE SANTOS REIS

A bandeira é um verdadeiro sacramental, sinal sagrado que percorrerá as casas dos fiéis católicos com o objetivo de levar bênçãos. Por isso, em cada casa quando for recebida pelos moradores será conduzida a todos os cômodos de sua morada onde os mesmos aproveitam para fazer súplicas, preces ou rezar pelas graças alcançadas pela intercessão de Nossa Senhora, São José e Santos Reis. Em algumas casas os féis também pedem para os foliões, homens, mulheres e crianças que acompanham a bandeira com instrumentos musicais para cantarem.

Foto: Ano 2015 / Em Campanha/MG

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Eles entoam versículos bíblicos lembrando o nascimento de Cristo, mas também preces de bênçãos aos fieis que acolheram a bandeira. E assim a bandeira segue seu caminho até a “Gruta de Belém” iluminada pela Estrela Dalva por seis dias juntamente com os foliões e o povo que a acompanha lembrando a caminhada dos três Reis Magos e Santos, denominados Melchior, Baltasar e Gaspar.

A CHEGADA DE REIS

A festa de Santos Reis acontece no dia 06 de janeiro e as Companhias de Reis (ou Folia de Reis)  fazem a grande festa da chegada representando os três Reis Santos que encontram o Menino Jesus na manjedoura.

É montado na rua ou na casa do organizador da folia um presépio e diante dele a bandeira de Santos Reis é entregue. Lembremos que os Santos Reis deram três presentes ao Menino Deus, ouro representando a Riqueza que é o próprio Cristo Jesus, incenso mostrando a Divindade do Menino Deus e mirra lembrando a humanidade do Salvador.

No Brasil, anos atrás o dia 6 era feriado, a Igreja celebrava a Epifania neste mesmo dia, porém o dia 6 deixou de ser feriado no Brasil e em alguns países. Com a reforma do calendário litúrgico, em muitos países a data celebra-se no domingo entre o dia 2 e o dia 8 de janeiro (dois domingos após o Natal).

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Foto: Ano 2015 – Catedral da Campanha/MG

O QUE É EPIFANIA DO SENHOR?

A Epifania é a manifestação de Jesus como Filho de Deus e Salvador do mundo. Desde o pecado de Adão e Eva, Deus toma a iniciativa e vem ao encontro da humanidade para se revelar como o Deus que salva. O Papa emérito Bento XVI diz que, por amor, Jesus fez-se história na nossa história.

Na vida de Jesus encontramos outras Epifanias que se destacam: A primeira foi sua manifestação aos Magos do Oriente na gruta de Belém. Também temos a Epifania no momento do Batismo, quando o Pai revela que Jesus é seu Filho amado (Mt 3,17). A Epifania no início de sua vida pública, nas bodas de Caná (Jo 2,1-11). E a Epifania na Cruz, quando o centurião romano diz: “verdadeiramente este era o Filho de Deus”(Mt 27,54).

A Liturgia da Festa da Epifania tem como tema a luz. Não há treva no mundo que resista a luz de Cristo. Os Reis Magos buscam a verdade com o coração revestido de humildade e, iluminados pelo Cristo, mudam suas atitudes, a direção de suas vidas. Nos presentes oferecidos ao Menino está o reconhecimento de quem realmente Ele é, e a missão que veio realizar entre os homens: O Ouro simboliza sua realeza; o incenso sua divindade e a mirra sua humanidade.

Os Reis Magos representam todos os povos e nações, chamados ao encontro com Deus, em Jesus Cristo. Pois Jesus não veio salvar somente um povo, um grupo religioso, mas ele nasce para salvar os homens e mulheres de todas as culturas e nações.

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Assim quase ninguém pôde suspeitar que naquele Menino chamado Jesus se ocultasse Deus. Mas Deus, de sua maneira, quis manifestar a sua glória, dignidade e a divindade.

OS MARUNGOS NAS CIA DE REIS

O marungo tem a função de fazer brincadeiras e assustar o Rei Herodes para os Magos prosseguirem, mas não para por ai, devem também guardar a bandeira sagrada.   Eles têm o dever de proteger o menino Jesus dos soldados de Herodes.  Realmente é o personagem mais curioso da folia de reis, por isso, veste roupas bem diversificadas e coloridas, utiliza máscaras confeccionadas por pele de animal, isso com o intuito de distrair e divertir as pessoas que seguem a bandeira.

Os marungos também possuem regras, sendo uma delas a de respeitar a casa onde entram. Podem chegar brincando, mas sempre andando junto à bandeira. Quando encontram um presépio devem louvar, rezar diante dele ajoelhados e sem máscara, nunca mexer nas coisas da casa também é uma regra importante. Outra função do marungo é cantar, precisa saber entoar versos bíblicos, recitar as profecias, trechos que relatam a vinda do Salvador nascido em Belém. Ele precisa ter disciplina, respeito e ao mesmo tempo ser engraçado. Também é o marungo quem chega primeiro nas casas  para pedir água, comida o pouso.

UM ALERTA AO POVO, PARÓQUIA E SECRETARIA DE CULTURA DA CIDADE DE CAMBUQUIRA/MG

A referida folia de Reis cometem blasfêmias atuando desta maneira e permitindo o uso de mascarás e fantasias carnavalescas. É importante alertar a população cristã e católica de Cambuquira que recebem a Bandeira de Santos Reis com piedade em suas casas do que sobre o que é  BLASFÊMIAS.

De acordo com o Catecismo da Igreja Católica: “A blasfêmia opõe-se diretamente ao segundo mandamento. Ela consiste em proferir contra Deus interior ou exteriormente – palavras de ódio, de ofensa, de desafio, em falar mal de Deus, faltar-lhe deliberadamente com o respeito ao abusar do nome de Deus. São Tiago reprova “os que blasfemam contra o nome sublime (de Jesus) que foi invocado sobre eles” (Tg 2,7). A proibição da blasfêmia se estende às palavras contra a Igreja de Cristo, os santos, as coisas sagradas. É também blasfemo recorrer ao nome de Deus para encobrir práticas criminosas, reduzir povos à servidão, torturar ou matar. O abuso do nome de Deus para cometer um crime provoca a rejeição da religião. A blasfêmia é contrária ao respeito devido a Deus e o seu santo nome. E em si um pecado grave. O segundo mandamento proíbe todo uso inconveniente do nome de Deus. A blasfêmia consiste em usar o nome de Deus, de Jesus Cristo, da Virgem Maria e dos santos de maneira injuriosa”.

O que os palhaços fazem na Folia de Reis é uma verdadeira blasfêmia, estão desrespeitando o Sagrado. Tal atitude não tem sentido religioso e muito menos cultural. Se há apoio da secretaria de cultura da cidade, só nos restas dizer que a mesma precisa saber o que é cultura de verdade.

Estamos vivendo em uma sociedade totalmente imoral, cada vez mais as pessoas têm perdido o referencial de respeito e de temor a Deus, dizendo e fazendo coisas extremamente graves, mas que acreditam estarem corretos pelo simples fato de ser prazeroso e politicamente correto.

Blasfêmia é ofender de alguma forma a Deus, seja através de pensamentos, de palavras ou de alguma atitude. A falta de respeito às coisas sagradas como é o caso da Folia de Reis é uma verdadeira blasfêmia, merecedora até de um ato de desagravo. As blasfêmias podem ser perdoadas por Deus mediante o arrependimento, por isso o  Catecismo da Igreja Católica aborda esse ensinamento: “Não há limites para a misericórdia de Deus, mas qualquer um que deliberadamente se recusa a aceitar sua misericórdia arrependendo-se rejeita o perdão de seus pecados e a salvação oferecida pelo Espírito Santo. Tal dureza de coração pode levar a impenitência final e perda eterna”.

Todo Cristão Católico, consciente da fé que professa deve orientar. Um dos maiores problemas da Igreja Católica de hoje, ao contrário do que se acredita, não se encontra nos escândalos envolvendo leigos e cleros católicos e no persistente criticismo da mídia pagã Brasileira, mas na inegável decadência do ensino adequado da fé.

O Católico que conhece a própria fé Evangeliza a todos e jamais deixa a Santa Igreja. “Não é uma questão meramente de passagem da doutrina, mas sim de um encontro pessoal e profundo com o Salvador”. Saibamos que buscar a conversão do irmão não é um ato orgulhoso de quem se acha melhor que os outros, nem pode ser feito como querendo impor algo ao próximo. Buscar a conversão do irmão é um ato espontâneo e natural de amor ao próximo feito com constância por aquele que encontrou a Pedra Preciosa e realmente ama o próximo.

POR FIM: Fica aqui mais uma vez a nossa denúncia e pedido de que esta heresia que ocorre todos anos em Cambuquira/MG, acabe de um a vez por todas. Estamos acompanhando.

Portal Terra de Santa Cruz

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Conheça no vídeo abaixo algumas canções e versos de Folias de Reis mais conhecidas pela população. 

 

SAIBA MAIS SOBRE OS SANTOS REIS E AS LIÇÕES QUE NOS DÃO

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CNBB cria comissão especial para cuidar dos patrimônios culturais da Igreja no Brasil

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) criou a Comissão Episcopal Especial para os Bens Culturais que terá o papel de fomentar o cuidado com o patrimônio material e imaterial da Igreja no Brasil, em diálogo com os órgãos governamentais e eclesiais especializados. Esse é um dos projetos da Comissão Episcopal Pastoral para a Cultura e a Educação da CNBB.

A Comissão nomeada tem como presidente dom João Justino de Medeiros, arcebispo coadjutor de Montes Claros (MG), que também preside a Comissão Episcopal para Cultura e Educação. Também compõem a comissão o arcebispo de Maceió, dom Antônio Muniz e o bispo de Petrópolis (RJ), dom Gregório Paixão.

“O patrimônio histórico-artístico pertencente à Igreja nos coloca diante de um privilegiado potencial evangelizador e de um qualificado instrumento para o diálogo com a cultura. Muitas dioceses no Brasil já organizaram comissões locais e tem dispensado esforços de trabalho para a preservação dos seus bens histórico-artísticos. São visíveis os resultados dessas comissões. Também alguns Regionais da CNBB fizeram o mesmo. O objetivo da comissão será o de estimular a atuação da Igreja no Brasil a fim de que se efetive o cuidado, a preservação e o uso desse enorme patrimônio que nos foi legado pelas gerações passadas como uma expressão de fé”, destacou dom João Justino.

A assessoria será feita pelo Padre Danilo Pinto, que também é o assessor do Setor Universidades da CNBB. “Sinto-me, no mínimo, honrado por contribuir como primeiro assessor de comissão tão necessária, além de trabalhar ao lado dos membros desta nova comissão”, destacou padre Danilo.

O Brasil possui relevante acervo e contribuição, no âmbito dos bens culturais, no cenário internacional. Padre Danilo faz um panorama dessas influências, “Retrato disto é a mistura da belle epoche paraense com traços amazônidas, o barroco baiano e mineiro de influência lusitana com matrizes afro, imprimidos pelo Cabra, na Bahia, e por Aleijadinho, nas Gerais, o neogótico nas regiões sulistas de colonização alemã e italiana, e o moderno concreto em curva de Niemeyer, no Distrito Federal”.

Ele acrescenta ainda que ás vezes, num único canto, é possível testemunhar diferentes estilos, períodos e autores históricos. “Este colorário de igrejas, arte sacra e tradições, são retrato da fé cristã impressa e vivenciada no país, nestes mais de quinhentos anos de anúncio de Jesus Cristo. Infelizmente, este patrimônio eclético, por carência de recursos ou desinformação, tem sido alvo de depreciação. Sem incluir nesta conta os inúmeros casos de furtos e vandalismo, recentes”, finalizou.

Legenda: A igreja de São Miguel, em estilo barroco, fica localizada em São Miguel das Missões (RS) e foi construída pelo arquiteto italiano Gian Batista Primoli, a partir de 1735 e tombada pelo Iphan em 1938. Foto: Sylvia Braga/Iphan

Por CNBB

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Conhecendo melhor a Igreja Ortodoxa Russa

Cidade do Vaticano (RV) – Realiza-se esta sexta-feira, 12 de fevereiro, o histórico encontro entre um Pontífice da Igreja de Roma e um Patriarca da Igreja Ortodoxa de Moscou. As duas Igrejas estão separadas desde o grande Cisma do Oriente, de 1054. Em vista do encontro, propomos alguns dados sobre a Igreja Ortodoxa Russa.

A Igreja Ortodoxa Russa (também chamada de Patriarcado), é uma Igreja autocéfala ortodoxa de tradição bizantina. As Igrejas Ortodoxas de tradição bizantina caracterizam-se pelo fato de terem reconhecido, como a Igreja Católica, os sete Concílios Ecumênicos do primeiro milênio (do Concílio de Niceia I, em 325 ao de Niceia II, em 787). Já as Igrejas chamadas “Ortodoxas Orientais” (de tradição siríaca, copta ou armênia) reconhecem somente os primeiros três Concílios Ecumênicos (por esta razão são às vezes chamadas “pré-calcedonenses”, porque não reconhecem o quarto Concílio, o de Calcedônia).

Estas Igrejas são chamadas “autocéfalas” porque cada uma tem seu próprio Primaz. São às vezes também definidas como “Igrejas locais”, enquanto têm jurisdição em determinado território. Elas estão, de qualquer forma, em comunhão eucarística entre elas e compartilham a mesma fé e a mesma sucessão apostólica. À frente destas Igrejas autocéfalas está um Patriarca (nesta caso, se fala de “Patriarcado”), um Metropolita ou um Arcebispo. Algumas destas Igrejas nasceram na época apostólica ou nos primeiros séculos do cristianismo (Constantinopla, Alexandria, Antioquia, Jerusalém, Chipre, Geórgia, Grécia), outras no segundo milênio (Sérvia, Rússia, Romênia, Bulgária, Albânia, Polônia, República Tcheca e Eslováquia). Cada uma tem uma posição precisa na ordem (a “taxis”) das Igrejas, segundo a ordem cronológica (mas não somente) de reconhecimento das autocefalias, que é a mesma ordem dos dípticos (oração para as Igrejas na liturgia eucarística). Esta ordem (sobre a qual nem todas concordam) é a seguinte:

1. Constantinopla, 2. Alexandria, 3. Antioquia, 4. Jerusalém, 5. Moscou, 6. Servia, 7. Romênia, 8. Bulgária, 9. Geórgia, 10. Chipre, 11. Grécia, 12. Polônia, 13. Albânia, 14. Tcheca e Eslováquia. Algumas Igrejas Ortodoxas (eslavas) reconhecem também uma 15° Igreja autocéfala: a Igreja Ortodoxa na América.

Desde a separação da Igreja Católica, o Patriarcado de Constantinopla (chamado também Patriarcado Ecumênico) ocupa o primeiro lugar como “primus inter pares” na ordem de precedência das Igrejas. Isto confere a ela alguma prerrogativas no seio das Igrejas Ortodoxas, entre as quais, a convocação e a presidência dos Concílios pan-ortodoxos.

Existe uma distinção entre estas Igrejas autocéfalas e as Igrejas autônomas, que têm algumas prerrogativas dentro de um patriarcado, como por exemplo, a Igreja da Ucrânia, ou da Bielorussia, no Patriarcado de Moscou. Estas autonomias são reconhecidas por cada Igreja mãe.

A Igreja Ortodoxa Russa é autocéfala desde 1448, e patriarcal desde 1589. Ocupa o quinto lugar na ordem das Igrejas Ortodoxas. Todavia, há muito tempo é a mais importante pelo número de fieis. De fato, quase dois terços dos ortodoxos no mundo – cerca de 200 milhões – dependem do Patriarcado de Moscou.

Durante o século XX, a Igreja Ortodoxa Russa sofreu a mais violenta e mais longa perseguição da história do cristianismo. Segundo dados, cerca de 350 mil ortodoxos russos (entre os quais 140 mil membros do clero e 400 bispos) foram perseguidos pela sua fé entre 1917 e 1941. Em 1939, somente 350 igrejas ortodoxas estavam ainda abertas e somente dois bispos exerciam o seu ministério. Depois da II Guerra Mundial, a Igreja Ortodoxa foi autorizada a reconstruir-se, mas sob estreito controle do regime.

O Patriarcado de Moscou teve, a partir de 1988, um desenvolvimento único na história do cristianismo. Tinha naquela época somente 76 dioceses, 6.900 paróquias e 22 mosteiros. Em 2016, por sua vez,  conta com 293 dioceses, 35 mil paróquias e 900 mosteiros. Em 1988, a Igreja Ortodoxa Russa tinha somente 74 bispos e 6.700 sacerdotes; em 2016, este número passou para 384 bispos (cinco vezes o número inicial) e  35 mil sacerdotes, e compreende na Rússia, num universo de 143 milhões de habitantes, cerca de cem milhões de fieis. A reconstrução da Catedral de Cristo Salvador, destruída com a dinamite de Stalin, em 1931, foi reconstruída em poucos anos e inaugurada no ano 2000, tonando-se o símbolo do renascimento da Igreja russa. Numerosos institutos de formação teológica foram fundados e refundados para fazer frente ao grande aumento de vocações. Em 1988, o Patriarcado de Moscou tinha somente duas Academias e três Seminários, passando, em 2016, a cinco academias, quatro universidades e 50 seminários.

A Igreja Ortodoxa Russa tem um caráter multinacional. Reivindica a jurisdição em 14 países, por ela definidos como “territórios canônicos”. Única instituição a ter sobrevivido aos vários regimes que se sucederam na história da Rússia, o Patriarcado de Moscou é também o único a cobrir o antigo espaço geográfico russo e soviético. Segundo os Estatutos da Igreja Ortodoxa Russa, existem dentro do Patriarcado de Moscou cinco “Igrejas administradas autonomamente”: as Igrejas Ortodoxas da Letônia, da Moldávia, da Estônia e da Igreja Ortodoxa ucraniana, que gozam de um estatuto de “ampla autonomia”, e às quais juntaram-se, em 2007, a Igreja Ortodoxa Russa além fronteiras e um “Exarcado” (da Bielorrússia). Estão também incluídas a Igreja autônoma do Japão e da China. Por fim, o Patriarcado de Moscou conta com cerca de vinte dioceses situadas no exterior, que dele dependem diretamente.

O Primaz da Igreja Ortodoxa Russa é o Patriarca. A instituição patriarcal foi abolida de 1721 a 1917, e de fato, de 1925 à 1943. Após a morte do Patriarca Alexis, em 5 de dezembro de 2008, o Metropolita Kirill foi eleito pelo Concílio local reunido de 27 a 28 de janeiro de 2009, 16º Patriarca de Moscou e de todas as Rússias. Em conformidade com o Concílio de Moscou de 1917-1918, o supremo órgão decisional da Igreja Ortodoxa Russa é o concílio local, que compreende bispos, sacerdotes e leigos, mas não é especificada a frequência com a qual ele deve reunir-se. Na prática, é convocado somente para a eleição do Patriarca. O Concílio episcopal deve ser convocado a cada quatro anos (recentemente o foi, nos dias 2 e 3 de fevereiro de 2016). O Santo Sínodo é o órgão que governa a Igreja nos períodos interconciliares e compreende, além do Patriarca que o presidiu, doze membros, entre estes, sete permanente e cinco temporários.

A Igreja Ortodoxa Russa é membro do Conselho Ecumênico das Igrejas desde 1961 e participa da Comissão Internacional para o Diálogo Teológico entre a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa no seu conjunto. Entre 1969 e 1986, autorizou, em circunstâncias específicas, a intercomunhão entre católicos e ortodoxos. O Metropolita Hilarion (Alfeyev) tornou-se o sucessor do Metropolita Kirill como Presidente do Departamento para as Relações Eclesiásticas Exteriores do Patriarcado de Moscou. Neste cargo, é responsável pelas relações com a Igreja Católica.

A Igreja Ortodoxa Russa participará do Concílio pan-ortodoxo, cuja convocação foi anunciada em Genebra por ocasião da sinaxys dos Chefes das Igrejas autocéfalas realizada de 21 a 28 de janeiro de 2016. Iniciou-se a preparar este Concílio no início dosa nos sessenta, por impulso do Patriarca Atenágora. Ele terá lugar em Creta por ocasião do Pentecostes ortodoxo, de 16 a 27 de junho de 2016. Não se trata de um Concílio Ecumênico – que na perspectiva ortodoxa, requer a presença da Igreja ocidental. Deve ser considerado no sulco dos grandes Concílios Ortodoxos que se reuniram no decorrer do segundo século, para resolver problemas doutrinais ou canônicos. Todavia, tratar-se-á de um evento extraordinário pelo número de Igrejas autocéfalas que estarão representadas. Os temas que serão tratados são: o regulamento para a organização e o funcionamento do Santo e Grande Concílio, o Sacramento do Matrimônio e os seus impedimentos, a importância do jejum e a sua atual observância, as relações da Igreja Ortodoxa com o resto do mundo cristão, a autonomia e o modo em que esta deve ser proclamada, a missão da Igreja Ortodoxa no mundo moderno, a diáspora russa, o regulamento a respeito do funcionamento das assembleias episcopais na diáspora ortodoxa.

Por Rádio Vaticana 

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz

Especial Santos Reis: Folia de Reis sua origem e canções.

De origem portuguesa, a Folia de Reis é uma Festa católica ligada à comemoração do Natal, comemorada desde o século XIX. Segundo a lenda, quando Jesus nasceu, três reis magos foram visitá-lo, levando presentes.

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Essa data, fixada em 6 de janeiro, passou a ter grande importância em países de origem latina, especialmente os que a cultura é de origem espanhola. Em alguns lugares esta comemoração se tornou mais importante até que o próprio Natal. Em Muqui, no Espírito Santo por exemplo, acontece desde 1950 o maior encontro nacional de folia de reis, reunindo cerca de 90 grupos de foliões do de regiões como Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, organizado pela Secretaria Municipal de Cultura.i

Cidades brasileiras como o Rio de Janeiro, realizam folias até o dia 20 de janeiro, dia de São Sebastião, padroeiro do estado. Em outros estados a comemoração acontece com frequência em cidades do interior. Grupos de foliões visitam as casas que os acolhem e fazem doações , cantando e tocando músicas de louvor a Jesus e aos Santos Reis , em volta do presépio, com muita alegria.

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Os instrumentos utilizados normalmente são a viola caipira, o acordeom ou sanfona,  a gaita, o reco-reco e a flauta. Liderados pelo Capitão da Folia, seguem reverenciando a bandeira, carregada pelo bandeireiro. A bandeira carrega o símbolo da folia. Decorada com figuras que levam ao menino Jesus, feita geralmente de tecido, é enfeitada com fitas e flores de plástico, tecido ou papel, sempre costuradas ou presas com alfinete, nunca amarradas com nós cegos, para segundo a crença não “amarrar” os foliões ou atrapalhar a caminhada

DSC_0803Ao chegar às casas que os recebem, a primeira a entrar é a bandeira, que fica hasteada e todos então cantam a canção de chegada. Em seguida acontecem as paradas para os almoços e jantares, oferecidos pelos donos das casas e que são agradecidos pelos foliões com modas de viola e danças como o cateretê e catira.

O Bastião ou palhaço, que usa roupas coloridas, máscara e carrega uma espada e é o responsável por abrir passagem para a Folia, também recita poesias e cita passagens da Bíblia. Os demais participantes se dividem de forma que cada um cante de uma maneira no coro de vozes e isso traz um som muito agradável.

O mestre, sempre inicia os cânticos, é a posição mais importante do bando, pois ele é o responsável pelo andamento dos cantos, da colocação das vozes, é uma espécie de maestro, além de ser o que conhece a origem do grupo, o fundamento e a história da trajetória.

Com versos improvisados de agradecimento pela acolhida, os demais, cada qual na sua voz e vez, repetem os versos acompanhados pelos seus instrumentos. Estes instrumentos são sempre enfeitados com fitas coloridas, cada cor representa um simbolismo, rosa, amarela e azul, podem representar Maria, a branca o Espírito Santo.

Na casa que recebe os foliões tem o festeiro, que é o responsável pela preparação da festa da chegada da bandeira. Ao sair os foliões então cantam a canção de despedida e agradecem os donativos e partem para outra casa que os receberão.

Você confere agora um vídeo abaixo com algumas canções e versos de Folias de Reis mais conhecidas pela população.

Este folclore nacional, embora um pouco desconhecido das grandes cidades tem grande significância no interior de grandes Estados.

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz

Fontes: http://pt.wikipedia.org/wiki/Folia_de_Reis/ InfoEscola 

Especial Santos Reis: Os Três Reis Magos, uma lição de fé.

O Filho de Deus nasceu revestido de nossa miséria humana, escondendo-se sob as feições de um menino comum toda a “plenitude de sua divindade” como disse São Paulo.

Santos Reis P1Assim quase ninguém pôde suspeitar que naquele Menino chamado Jesus se ocultasse Deus. Mas Deus, de sua maneira, quis manifestar a sua glória, dignidade e a divindade.

Houve a primeira manifestação aos pastores pobres de Belém, os primeiros judeus a reconhecerem o seu Deus; eles contemplaram os Anjos cantando o “Glória in excelsis Deo”. Esses pastores, avisados pelos Anjos, naquela mesma noite reconheceram e adoraram o recém-nascido Salvador do Mundo.

Uma segunda manifestação da divindade de Jesus aconteceu quarenta dias após o nascimento, em sua apresentação no Templo. Simeão e Ana manifestaram a sua glória. Uma terceira vez, ainda mais solene, aconteceu por meio de ilustres personagens, provenientes de longe: é a terceira Epifania (manifestação) de Jesus ao mundo, mas agora aos pagãos.

Enquanto os anjos, com seus cânticos, anunciavam nos campos de Belém o nascimento de Jesus, uma nova Estrela anunciava-O no Oriente de maneira misteriosa. Os representantes dos pagãos foram os Magos; homens que se ocupavam das ciências, especialmente da astronomia, da medicina e da matemática.

Pouco sabemos sobre esses reis Magos; eram pequenos reis soberanos de tribos primitivas do Oriente, viviam como patriarcas, senhores de rebanhos. Não há consenso sobre o país exato de onde vieram. São Jerônimo (†420) e Santo Agostinho (†430) diziam que os Magos vieram da Caldéia.

Os Padres gregos, a tradição da Síria, vários doutores da Igreja, afirmam que vieram da Pérsia. São Clemente de Alexandria (†215), São João Crisóstomo (†407), Santo Efrém (†373), S. Cirilo de Alexandria (†442), doutores da Igreja, afirmam que vieram da Pérsia, onde eram sacerdotes e pertenciam à uma casta religiosa e científica. Esses têm a seu favor as pinturas das Catacumbas de Roma, dos primeiros séculos, que os representam sempre com roupas persas: chapéus altos com abas caindo sobre os dois lados do rosto; túnica branca e comprida presa na cintura, sobre a qual cai longo manto para trás.

Segundo esses Padres, os reis Magos eram cultos, conheciam os livros dos judeus e professavam uma religião muita acima do paganismo; conheciam a ciência dos astros e liam pergaminhos antigos. De alguma forma conheciam a fé do povo judeu, a espera do Messias que traria salvação não só para Israel, mas também para as demais nação. Não podemos esquecer daquele eunuco etíope, evangelizado e batizado por S. Felipe (At 8,29ss).

E este oriental lia o profeta Isaias, e exatamente o trecho que falava do Servo Sofredor (Is 53,7). Este fato é uma prova de que muitos no oriente conheciam a glória de Israel e a sua fé.

E não podemos esquecer também que: “A rainha de Sabá, tendo ouvido falar de Salomão e da glória do Senhor, veio prová-lo com enigmas.(1Rs 10,1-2).

Ora, se a rainha de Sabá conhecia a fama de Salomão, 900 anos antes de Cristo, então, os reis Magos também podiam conhecer a fé judaica. Eles possuíam os livros dos hebreus deixados no exílio; e neles se falava de um Salvador que nasceria de uma virgem em Israel, e que seria adorado por todas as nações do mundo, e que seria o redentor da humanidade.

Neste tempo muitos no Oriente já usavam o astrolábio para conhecer as estrelas e estudavam atentamente o céu. Não é fantasioso imaginar que no mesmo dia do nascimento de Jesus eles possam ter vislumbrado um astro diferente no céu, de uma beleza singular, que os fez concluir que aparecera  a “estrela de Jacó”, que se movia do sul para o norte, em sentido contrário aos demais astros.

Santo Inácio de Antioquia (†107), mártir em Roma, diz na Carta aos Efésios que este astro que guiou os Magos era como aquela coluna de fogo que guiou Israel pelo deserto em sua marcha à Terra Prometida. Enfim, a fé os levou em busca do Salvador, e eles não desanimaram até encontrá-Lo. Segundo uma tradição esses reis magos simbolizavam as três raças humanas: a amarela, a negra a e branca, descendentes dos três filhos de Noé: Sem (Gaspar), Cam (Balthazar) e Jafé (Melchior).

Gaspar que dizer: “ele vai levado pelo amor”; Balthazar quer dizer: “sua vontade é rápida como a flecha e faz a vontade de Deus”; Melchior significa: “Ele penetra docilmente”. Os reis da Abissínia reivindicam a honra de serem descendentes dos reis Magos.

A estrela milagrosa, servindo-lhes de guia, conduziu-os até a Cidade Santa e desapareceu. A tal desaparecimento, pensaram os Magos que o Menino tivesse nascido nessa cidade, razão pela qual perguntaram: “Onde nasceu o Rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no Oriente e viemos para adorá-Lo.” (Mt 2, 2)

Eles esperavam encontrar Jerusalém exultante e em festa, mas ficaram decepcionados ao perceber que ninguém ali sabia informar sobre o “Rei dos Judeus”. Certamente um desânimo profundo os abateu; mas a fé e a coragem reviveram em seus pobres corações. Quem acendera no firmamento aquela Estrela brilhante e os trouxera de tão longe, não os abandonaria agora que chegaram.

Deus age assim mesmo com os seus escolhidos; é para lhes testar a fé e aumentar ainda mais os seus méritos. Conosco também é assim quando somos guiados por Deus para fazer sua obra.

As caravanas desses reis entraram em Jerusalém e assustaram a cidade; deixando Herodes preocupado e sentindo-se ameaçado por aquele Menino. Isto mostra que não estamos diante de uma lenda ou fantasia, mas algo histórico. Herodes I, chamado o Grande, era descendente de Esaú e não de Jacó, era de Edom, não era judeu. Fez-se eleger rei da Judéia por ser adulador de Julio César.

Os Magos concordaram com a “proposta” de Herodes, saindo da cidade, foram novamente guiados pela estrela até o lugar onde se encontravam José, Maria e o Menino. Aqueles reis compareceram com seus servos diante da Sagrada Família e lhes deram presentes, depois de adorar o Menino. Encontraram e viram o Criador feito Menino, no regaço de Maria, que em sua simplicidade se preparara para receber a singular visita, e, humildemente prostrados a seus pés, cheios de fé e veneração, adoraram-No e se ofereceram a si mesmos juntamente com as suas nações. É incrível que na fé régia os Magos não tivessem se abalado diante da pobreza do Rei dos Judeus. Como pode um rei nascer tão pobre e abandonado?

É um milagre não terem voltado atrás desiludidos; esta é a maior prova de que foram conduzidos por Deus até Belém para em nome dos pagãos de todos os tempos prestarem o culto de adoração ao Menino Deus. Souberam deixar que Deus lhes governasse os corações. Tomaram portanto os vasos preciosos, expostos pelos servos em cima dos tapetes, e, abrindo-os, ofereceram ao Menino, ouro, incenso e mirra: misteriosa oblação em sinal dos profundos sentimentos de fé, amor e veneração que lhes enchiam a alma, e símbolo da divindade do Menino, de sua majestade e de sua missão redentora.

Após os mais vivos agradecimentos, regressaram, e, avisados em sonho pelo Anjo do Senhor para não tornarem a Herodes, por outro caminho voltaram à sua pátria. Estava cumprida a sua missão. Uma bela missão de fé.

Por Prof. Felipe Aquino

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz

Dia Nacional de Ação de Graças “Feliz é a nação cujo Deus é o SENHOR, e o povo ao qual escolheu para sua herança.” (Salmos 33 : 12)

Origem do Dia de Ação de Graças

As primeiras comemorações do Dia de Ação de Graças na Nova Inglaterra eram festividades de gratidão a Deus, em agradecimento às boas colheitas anuais. Por esta razão, o Dia de Ação de Graças é festejado nos Estados Unidos no outono, após a colheita ter sido recolhida.O primeiro deles foi celebrado em Plymouth, Massachusetts, pelos colonos que fundaram a vila em 1619. Após péssimas colheitas e um inverno rigoroso, os colonos tiveram uma boa colheita de milho no verão de 1621. Por ordem do governador da vila, em homenagem ao progresso desta em relação a anos anteriores, uma festividade foi marcada no início do outono de 1621. Os homens de Plymouth mataram patos e perus. Outras comidas que fizeram parte do cardápio eram peixes e milho. Cerca de 90 índios também atenderam a festividade. Todos comiam ao ar livre, em grandes mesas.Porém, por muitos anos, o Dia de Ação de Graças não foi instituído como feriado nacional, sendo observado como tal em apenas certos Estados americanos como Nova Iorque, Massachusetts e Virgínia. Em 1863, o então presidente dos Estados Unidos, Abraham Lincoln, declarou que a última quinta-feira do mês de novembro seria o dia nacional de Ação de Graças.Mas em 1939, o presidente Franklin Delano Roosevelt instituiu que esse dia seria celebrado na terceira semana de novembro, com o intuito de ajudar o comércio, aumentando o tempo disponível para propagandas e compras antes do Natal (À época, era considerado inapropriado fazer propagandas de produtos à venda antes do Dia de Ação de Graças). Como a declaração de Roosevelt não era mandatória, 23 Estados adotaram a medida instituída por Roosevelt, e 22 não o fizeram, com o restante tomando ambas a quinta-feira da terceira e da quarta semana de novembro como Dia de Ação de Graças. O Congresso americano, para resolver este impasse, instituiu então que o Dia de Ação de Graças seria comemorado definitivamente na quinta-feira da quarta semana de novembro, e que seria um feriado nacional.

Dia de Ação de Graças no Brasil

 O Dia Nacional de ação de Graças é uma data oficial intituída com aprovação da lei 781 de 17 agosto de 1949; segundo relatos a criação desta data foi motivada pela declaração do Embaixador brasileiro nos Estados Unidos Joaquim Nabuco logo após ele ter participado de uma cerimônia religiosa em Washington em 1909, na ocasião o Embaixador ficou muito impressionado com aquele momento de adoração do povo americano diante a Deus e em tom profético ele disse, “quisera que toda a humanidade se unisse em mesmo dia, para um universal agradecimento a Deus”, Joaquim Nabuco faleceu em janeiro de 1910 e não teve a oportunidade de ver a nação brasileira unida em reconhecimento ao infinito amor de Deus, mas as suas palavras não foram esquecidas e em 1949 nas homenagens do centenário do seu nascimento o Presidente Gaspar Dutra aprovou a lei que instituía o dia nacional de ação de graças, em 1965 o presidente Castelo Branco assinou o decreto que regulamentava como os órgãos público deveriam proceder em relação a data, no ano seguinte o Presidente Castelo Branco sancionou a lei 5.110, esta nova lei fez uma pequena mudança em relação ao calendário do dia de ação de graças, passando suas comemorações da última quinta-feira do mês de novembro para a quinta-feira da 4ª semana também do mês novembro, além do governo federal principal responsável pela comemoração do dia de ação de graças na capital brasileira, atualmente já existem vários seguimentos da sociedade brasileira que adotaram esta data em seus calendários a exemplo de várias igrejas evangélicos e escolas de ensino de língua inglesa.

Tanto nos Estados Unidos quanto no Canadá, o Dia de Ação Graças é uma data em que geralmente as pessoas utilizam o tempo livre para ficar com a família, fazendo grandes reuniões e jantares familiares. Muitas pessoas dedicam seu tempo para pensamentos religiosos, serviços nas igrejas e orações. O Dia de Ação de Graças é celebrado também com grandes desfiles e, nos Estados Unidos, com a realização de jogos de futebol americano. O principal prato típico do Dia de Ação de Graças geralmente é peru, o que dá ao Dia de Ação de Graça o nome de “Dia do Peru”(turkey day)
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