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Reconhecimento Canônico dos restos mortais do Servo de Deus Dom Othon Motta e instalação do Tribunal para causa de Beatificação – Catedral da Campanha/MG

Dia histórico e emocionante para o povo Campanhense e toda Diocese da Campanha.

Aos cinco dias do mês de Novembro do ano de 2016, aconteceu  na Catedral Diocesana da Campanha, às 10h da manhã, sábado, o reconhecimento Canônico dos Restos Mortais do Servo de Deus Dom Othon Motta (3º Bispo Diocesano da Campanha de 1960 a 1985), e instalação do Tribunal para a Causa de Beatificação.

Os atos solenes se deram com o início da Santa Missa presidida por Vossa Excelência Reverendíssima Dom Pedro Cunha Cruz, bispo diocesano da Campanha. Concelebraram esta santa eucaristia, a Vossa Excelência Reverendíssima Dom Diamantino Prata de Carvalho, bispo emérito da diocese da Campanha, o Reverendíssimo Cônego Luzair Coelho de Abreu, chanceler do bispado, pároco e cura da Catedral de Santo Antônio da Campanha, o Reverendíssimo Padre Bruno Cesar Dias Graciano, promotor da Causa do Servo de Deus Dom Othon Motta e pároco na Paróquia São Lourenço Mártir em São Lourenço/MG, entre outros presbíteros, diáconos, seminaristas e religiosas(os).

Cerimônia realizada na Catedral da Campanha, faz parte da primeira fase do processo de beatificação do Servo de Deus. Em sua homilia Vª Exª Reverendíssima Dom Pedro C. relata um pouco da Vida de Dom Othon, sua humildade, seu desprendimento das coisas matérias, sua preocupação com os mais necessitados e o grande pastor que Dom Othon foi.

Confira no vídeo abaixo a homilia completa :

      Os restos mortais de Dom Othon Motta foram exumados há uma semana em uma cerimônia fechada. Neste sábado(05), a igreja apresentou aos fiéis os restos mortais do servo de Deus fazendo o reconhecimento canônico e instalação do tribunal para a causa de beatificação.  A ata da cerimônia foi lida pelo chanceler do bispado, o Reverendo Cônego Luzair Coelho de Abreu e em seguida foi colocada junto aos restos mortais de Dom Othon Motta.  Feito o simulacro pelo postulador da causa dos Santos em Roma, o Sr. Paolo Villota , deu-se início a transladação dos restos mortais para a urna fixada no interior da Catedral, onde os  fiéis poderão realizarem suas orações e veneração.

Confira o momento do simulacro e transladação dos restos mortais do Servo de Deus Dom Othon Motta

      Sendo essa a primeira fase do processo de Dom Othon Motta, neste mesmo dia após a Santa Missa e translado da urna, todos os presentes na igreja participaram da Instalação do Tribunal para a Causa de Beatificação.  Esse tribunal vai se ocupar de entrevistar das testemunhas que conheceram o servo de Deus. Vai procurar fotos, pertences e histórias sobre Dom Othon Motta. Estarão conhecendo a família e toda a vida dele e sobre tudo as virtudes do Servo de Deus. O Memorial para Dom Othon Motta já foi inaugurado em Campanha e funciona das 14h às 16h de segunda à sexta-feira e aos sábados e domingos das 09h30m às 11h30m. Rua João Luiz Alves 116 – Centro.

Dom Othon nasceu da cidade de Santa Cruz, no Rio de Janeiro a 12 de maio de 1913. Ordenado sacerdote em 12 de janeiro de 1936, sagrado Bispo em 24 de maio de 1953, chegou à cidade da Campanha em 15 de setembro de 1959 para ser Bispo Coadjutor de Dom Frei Inocêncio Engelke OFM (1935- 1960), com direito a sucessão.  Em 1960 tornou-se bispo titular da Diocese da Campanha. Ficou como bispo da Campanha até ano de 1982, quando tornara-se emérito por motivo de saúde. Faleceu, em 4 janeiro de 1985, aos 72 anos.

Dom Othon, o homem humilde,  desprendido,  muito culto e inteligente e, mais do que isso, muito virtuoso.”  já era reverenciado entre os fiéis, morreu com fama de santidade.  Ele  sempre foi lembrado por todos aqueles que o conheceram. Em junho deste ano o vaticano deu início ao processo de beatificação. Sua vida fora marcada “Nos vínculos da Caridade”, conforme seu lema episcopal, foi de suma importância para apascentar e governar nossa Diocese num período de mudanças profundas na Igreja e no mundo.

Cabe a nós fiéis e devotos, rezarmos para que, em breve possamos ver o Servo de Deus Dom Othon Motta, entre os beatos e tão logo entre os Santos de nossa igreja.

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“Um Santo não morre. No Céu, Dom Othon, que reza por sua saudosa Diocese, ora também por mim…”, escreveu por ocasião do centenário de nascimento de Dom Othon, o Bispo emérito de Taubaté Dom Antônio Afonso de Miranda SDN, que fora Aministrador Apostólico de 1977 – 1981.

SERVO DE DEUS DOM OTHON MOTTA ROGAI POR NÓS!

Por Bruno Henrique/ Gestor do Portal Terra de Santa Cruz 

Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da evangelização

Missionárias da Caridade preparam canonização de Madre Teresa

Madre Teresa de Calcutá será canonizada pelo papa Francisco no próximo dia 4 de setembro. Para esta ocasião, as missionárias da Caridade preparam-se com um programa festivo, que se estenderá de 1º a 8 de setembro. Com o tema “Portadora do amor terno e misericordioso de Deus”, o evento contará com celebrações litúrgicas e diversas atividades.

De acordo com as missionárias da Caridade, a canonização se realizará durante o Jubileu da Misericórdia, em particular durante a celebração do Jubileu dos Trabalhadores e voluntários da misericórdia.

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Programação

No dia 1° de setembro, às 9 horas, será inaugurada, na Universidade LUMSA, a “Exposição da vida, o espírito e a mensagem de Madre Teresa”. Na parte da tarde, das 16h às 20h30, se realizará no Auditório Santa Cecília “Festejo familiar com os pobres e para os pobres das Missionárias da Caridade”.

No dia seguinte, 02 de setembro, serão celebradas missas em diferentes idiomas na Basílica Santa Anastácia, de Roma. A Eucaristia em espanhol será presidida pelo arcebispo emérito de Yucatán do México, dom Emilio Carlos Berlie, às 10h30. Depois de cada celebração haverá a possibilidade de venerar as relíquias da futura santa.

Já na parte da noite, das 20h30 às 10 horas, ocorrerá, na Basílica São João de Latrão, a Vigília de Oração com adoração solene, presidida pelo vigário geral do papa para a diocese de Roma, cardeal Agostino Vallini. O tema do encontro será “Irradiando a Luz de cristo: Um chamado à Santidade”.

No sábado, 3 de setembro, às 10 horas, terá lugar a catequese do papa Francisco, na Praça São Pedro. Já às 17h, a Basílica San Andreadella Valle receberá o evento “Oração e Meditação Musical”, um oratório em homenagem à beata Teresa de Calcutá, seguido pela veneração das relíquias da beata e a missa, às 19h.

Canonização

No domingo, 4 de setembro, haverá a missa de canonização da fundadora das Missionárias da Caridade, às 10 horas, na Praça São Pedro, presidida pelo papa Francisco.

Na segunda-feira, 5 de setembro, será celebrada, na Praça São Pedro, a primeira festa de Santa Teresa de Calcutá e a missa de ação de graças, que será presidida pelo cardeal secretário de Estado, Pietro Parolin. Na parte da tarde, das 16 às 18h30,  na Basílica São João de Latrão, acontecerá a veneração das relíquias da nova santa.

No dia seguinte, 6 de setembro, os fiéis terão novamente a oportunidade de venerar as relíquias na Basílica São João de Latrão, das 7 horas às 18h30.

Por fim, as relíquias serão trasladadas para a Igreja São Gregório Magno no Celio, para a veneração nos dias 7 e 8 de setembro, das 9 às 18 horas. Os fiéis terão a oportunidade ainda de visitar o quarto de madre Teresa no Convento de São Gregório, das 8h30 às 12 horas, e das 16h às 19 horas.

O programa completo (em espanhol) está no site das Missionárias da Caridade.

Com informações e foto da Rádio Vaticano

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz – Boa Nova Web Radio – A Serviço da Evangelização

Memória do Beato João Batista Scalabrini

João Batista Scalabrini, nasceu perto de Como, Itália, em 8 de julho de 1839. A sua família era humilde, honesta e cristã. Ele desejou tornar-se padre e entrou no seminário diocesano, no qual se distinguiu pela inteligência e perseverança. Foi ordenado sacerdote em 1863. Iniciou o apostolado como professor do seminário e colaborador em paróquias da região. Possuía alma de missionário, mas não conseguiu realizar sua vontade de ser um deles na Índia.


Scalabrini foi designado pároco da paróquia urbana de São Bartolomeu em 1871. Seu ministério foi marcante e priorizou a catequese da infância e da juventude. Atento aos inúmeros problemas sociais do seu tempo, escreveu vários livros e publicou até um catecismo.

Ao ser nomeado bispo de Piacenza, ficou surpreso. Tinha trinta e seis anos e lá permaneceu quase trinta como pastor sábio, prudente e zeloso. Reorganizou os seminários, cuidando da reforma dos estudos eclesiásticos. Foi incansável na pregação, administração dos sacramentos e na formação do povo.

Scalabrini, como excelente observador da realidade de sua época, fundou um instituto para surdos-mudos e uma organização assistencial para mulheres abandonadas das zonas rurais, pertencentes à sua diocese.

Mas o trabalho que mais o instigou e para o qual não media esforços foi o que desenvolveu com os migrantes. Entre os anos de 1850 e 1900, foram milhões de europeus que deixaram seus lares e pátria em busca da sobrevivência. Para eles o bispo Scalabrini criou a Casa dos Migrantes.

Um dia, ele estava na estação ferroviária e viu centenas de migrantes esperando, com suas trouxas, o trem que os levaria ao porto de embarque. A situação de pobreza e abandono desses irmãos infelizes marcaram para sempre seu coração. Em seguida, Scalabrini recebeu uma carta de um emigrante da América do Sul, suplicando que um padre fosse para aquele continente, porque, como dizia, “aqui se vive e se morre como os animais”.

A partir daquele momento, Scalabrini foi o apóstolo dos italianos que abandonaram a própria pátria. Em 1887, fundou a Congregação dos Missionários de São Carlos Borromeu, conhecidos atualmente como padres scalabrinianos, para a assistência religiosa, moral e social aos emigrantes em todo o mundo, e criou a Sociedade São Rafael, um movimento leigo a serviço dos migrantes.

Ele próprio planejou e realizou viagens para visitar os missionários na América Latina, pois queria que estivessem estimulados e encorajados a dar a assistência religiosa e social aos emigrantes. Percebendo que sua obra não estava completa, em 1895 fundou a Congregação das Missionárias de São Carlos Borromeu, hoje das irmãs scalabrinianas, e concedeu reconhecimento diocesano às Irmãs Apóstolas do Sagrado Coração, enviando-as para o trabalho com os emigrantes italianos do Brasil em 1900. Apesar de todo esse trabalho, jamais descuidou de sua diocese.

Scalabrini dizia que sua inspiração tinha origem na ilimitada fé em Jesus Cristo presente na eucaristia e na oferta dele na cruz. Morreu no dia 1º de junho de 1905, na cidade de Piacenza, Itália, deixando esta mensagem aos seus filhos e filhas: “Levai onde quer que esteja um migrante o conforto da fé e o sorriso de sua pátria. Devemos sair do templo, se quisermos exercer uma ação salutar dentro do templo”.

O papa João Paulo II beatificou-o com o título de “Pai dos Migrantes” em 1997.Os restos mortais do beato João Batista Scalabrini se encontram na Catedral de Piacenza, Itália.

Fonte:www.cemcrei.org.br

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz 

 

Papa reconhece milagre e José Sánchez del Río será canonizado

Aprovado o decreto que vai elevar à honra dos altares o bem-aventurado José Luis Sánchez del Río, o menino mexicano que queria morrer por Cristo Rei. O Papa Francisco reconheceu, no último dia 21 de janeiro, o milagre que vai elevar à honra dos altares o beato José Luis Sánchez del Río, o menino mexicano que queria morrer por Cristo Rei.

O milagre aconteceu em 2008 e a agraciada foi Ximena, uma bebê vítima de meningite, tuberculose, convulsões e um infarto cerebral – para quem, “humanamente, já não havia esperança de vida”. O relato do milagre foi feito há alguns dias pela mãe da criança, Paulina Gálvez Ávila, na página do Facebook dedicada ao mártir cristero.

Ximena nasceu nos Estados Unidos, no dia 8 de setembro de 2008. Com um mês de vida, seus pais levaram-na à cidade de Sahuayo, na costa oeste do México, terra natal do beato José Sánchez del Río. Com apenas alguns dias, ela começou a ter febres e foi internada em um hospital da cidade.

Logo a bebê recebeu alta, mas, como a febre não baixava, decidiram levá-la à cidade de Aguascalientes, onde o Dr. Rosendo Sánchez assumiu o seu caso. A situação não melhorava e, considerando o risco em que se encontrava Ximena, os seus pais decidiram chamar um sacerdote e dar à menina o sacramento do Batismo.

Os médicos continuaram tentando solucionar a questão, até descobrirem um problema no sistema respiratório de Ximena: ela tinha água em um dos pulmões e precisava ser operada. “O Dr. Rosendo falou conosco e nos informou que teria que submetê-la a uma operação muito delicada, já que ela poderia ter uma hemorragia e morrer”, conta a mãe. “Consentimos e dissemos a ele que fizesse o necessário para salvar Ximenita, e que a entregávamos nas mãos de Deus.”

Depois da cirurgia, o médico analisou um pedaço do pulmão da menina e confirmou o diagnóstico de tuberculose. Ximena voltou à unidade de terapia intensiva, mas começou a ter convulsões incontroláveis:

“No dia seguinte, quando passei pela terapia intensiva, disseram-me que ela havia convulsionado. Ao vê-la, comecei a rezar. Então, ela começou a ter convulsões de novo. Pedi às enfermeiras que viessem rapidamente. Aplicaram-lhe uma injeção, mas não parava. Fizeram um encefalograma e uma tomografia, mas tudo foi em vão. Pedi a elas que me deixassem vê-la, mas, antes de entrar, fecharam a porta e a doutora me disse que minha bebê estava em estado vegetativo, e que eles já tinham iniciado os trâmites correspondentes. Quando chegou o Dr. Rosendo, eu, chorando, pedi a ele, por favor, que salvasse a minha filha. Eles induziram o coma e deram-nos 72 horas para ver se ela sobreviveria, já que 90% do seu cérebro estava morto.”

Enquanto isso, a família se apegava à oração. “Fomos à Missa todos os dias para pedir a Deus e a Joselito que intercedessem por minha bebê”, ela conta. Foi quando o milagre aconteceu:

“Antes de desligarem os aparelhos, pedi-lhes que me deixassem estar com ela e abraçá-la. Quando desligaram, pus o meu bebê nas mãos de Deus e na intercessão de Joselito e, nisso, ela abriu os seus olhos e sorriu para mim, olhou para os médicos e começou a rir com eles. (…) Levaram-na para fazer uma tomografia e um encefalograma e, nesse dia, 80% do seu cérebro estava recuperado. Estive com ela o dia todo. No dia seguinte, eles fazem novos estudos e seu cérebro aparece totalmente recuperado.”

A equipe que cuidou do caso ficou impressionada não só pela cura inexplicável que aconteceu, mas também porque Ximenita, hoje com 7 anos, “está perfeitamente bem” e não tem absolutamente nenhuma sequela. “Eles ficaram surpreendidos porque acreditavam que, se sobrevivesse, ela provavelmente não caminharia, não falaria, não veria ou não escutaria, devido ao infarto cerebral”, conta a senhora Ávila. “Humanamente não havia esperança de vida. Foi Deus quem fez tudo, pela intercessão de Joselito.

O bem-aventurado José Luis Sánchez del Río – ou Joselito, como é carinhosamente chamado por seus devotos – foi um dos mártires da perseguição religiosa comandada por Plutarco Elías Calles, que presidiu o México de 1924 a 1928. Ele foi morto com apenas 14 anos, no dia 10 de fevereiro de 1928, tendo nos lábios o nome de Cristo Rei, a quem se recusou a negar, mesmo sob dolorosas torturas. Sua história ficou particularmente conhecida depois do filme For Greater Glory (“Cristiada”, no Brasil), de 2012, retratar o seu martírio.

O decreto que reconhece a autenticidade do milagre de Joselito foi assinado pelo Santo Padre e promulgado pela Congregação para a Causa dos Santos, mas ainda não foi definida uma data para a cerimônia da canonização. Até lá, porém, já é possível fazer orações e novenas em sua honra. Peçamos, pois, ao jovem mártir mexicano que nos ajude a tomar a nossa cruz, dia após dia, no seguimento Cristo Rei e de Sua mãe, a santa Virgem de Guadalupe.

Beato José Luis Sánchez del Río,
rogai por nós!

Fonte: Equipe CNP | Com informações de News.va

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz

Mais uma Santa para Igreja de Cristo: Francisco aprova milagre brasileiro e Madre Teresa será santa.

No dia de seu aniversário (17/12), o Pontífice aprovou o milagre atribuído à intercessão de Madre Teresa de Calcutá, beatificada por São João Paulo II, em 2003. A data da canonização ainda deverá ser confirmada, mas é possível que seja incluída nas celebrações do Jubileu da Misericórdia.

Madre Teresa segura um recém-nascido em Calcutá, em 1978 – AP
 A Congregação para a Causa dos Santos concluiu em julho deste ano as investigações no Brasil sobre o milagre para a cura inexplicável de um homem em Santos (SP), em meados de 2008.

O Milagre

O caso da cura milagrosa em chegou ao Vaticano no início de 2015 e logo foi considerado válido por apresentar elementos contundentes para a instauração de um processo. O Promotor de Justiça no processo local, Padre Caetano Rizzi, afirmou que tudo aconteceu muito rapidamente porque os fatos são evidentes.

“Ouvimos diversas testemunhas, ouvimos o possível miraculado. Foi um processo longo, intenso, com muitas audiências e muito trabalho. Mas a graça de Deus nos faz chegar a conclusão de que não temos aqui uma palavra para explicar o que aconteceu. Está sendo um processo muito rápido porque os fatos são evidentes”, explicou.

Na época, o miraculado havia 35 anos e, à beira da morte por causa de uma grave doença cerebral, de forma inexplicável, recuperou-se. O Delegado episcopal vaticano para o tribunal local, Monsenhor Robert Sarno.

A vida da santa

Madre Teresa nasceu em 1910 em Skopje, território albanês, atualmente capital da Macedônia, e morreu em 1997 em Calcutá, na Índia. Anjezë Gonxhe Bojaxhiu recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1979 por sua atuação missionária.

A futura santa deixou sua terra natal aos 18 anos, podendo retornar somente décadas mais tarde, quando iniciava a derrocada do regime comunista de Enver Hoxha.

Recorde as palavras de São João Paulo II ao beatificar Madre Teresa, em 2003.

SOLENE RITO DE BEATIFICAÇÃO DE MADRE TERESA NO DIA MISSIONÁRIO MUNDIAL

HOMILIA DO PAPA JOÃO PAULO II

Domingo, 19 de Outubro de 2003

1. “Quem quiser ser o primeiro entre vós, faça-se servo de todos” (Mc 10, 44). Estas palavras de Jesus aos discípulos, que ressoaram há pouco nesta Praça, indicam qual é o caminho que leva à “grandeza” evangélica. É o caminho que o próprio Cristo percorreu até à Cruz; um itinerário de amor e de serviço, que inverte qualquer lógica humana. Ser o servo de todos!

Madre Teresa de Calcutá, Fundadora dos Missionários e das Missionárias da Caridade, que hoje tenho a alegria de inscrever no Álbum dos Beatos, deixou-se guiar por esta lógica. Estou pessoalmente grato a esta mulher corajosa, que senti sempre ao meu lado. Ícone do Bom Samaritano, ela ia a toda a parte para servir Cristo nos mais pobres entre os pobres. Nem conflitos nem guerras conseguiam ser um impedimento para ela.

De vez em quando vinha falar-me das suas experiências ao serviço dos valores evangélicos. Recordo, por exemplo, as suas intervenções a favor da vida e contra o aborto, também quando lhe foi conferido o prémio Nobel pela paz (Oslo, 10 de Dezembro de 1979). Costumava dizer: “Se ouvirdes que alguma mulher não deseja ter o seu menino e pretende abortar, procurai convencê-la a trazer-mo. Eu amá-lo-ei, vendo nele o sinal do amor de Deus”.

2. Não é significativo que a sua beatificação se realize precisamente no dia em que a Igreja celebra o Dia Missionário Mundial?Com o testemunho da sua vida, Madre Teresa recorda a todos que a missão evangelizadora da Igreja passa através da caridade,alimentada na oração e na escuta da palavra de Deus. É emblemática deste estilo missionário a imagem que mostra a nova Beata que, com uma mão, segura uma criança e, com a outra, desfia o Rosário.

Contemplação e acção, evangelização e promoção humana: Madre Teresa proclama o Evangelho com a sua vida inteiramente doada aos pobres mas, ao mesmo tempo, envolvida pela oração.

3. “Quem quiser ser grande entre vós faça-se Vosso servo” (Mc 10, 43). É com particular emoção que hoje recordamos Madre Teresa, grande serva dos pobres, da Igreja e do Mundo inteiro. A sua vida é um testemunho da dignidade e do privilégio do serviço humilde. Ela escolheu ser não apenas a mais pequena, mas a serva dos mais pequeninos. Como mãe autêntica dos pobres, inclinou-se diante dos que sofriam várias formas de pobreza. A sua grandeza reside na sua capacidade de doar sem calcular o custo, de se doar “até doer”. A sua vida foi uma vivência radical e uma proclamação audaciosa do Evangelho.

O brado de Jesus na cruz, “Tenho sede” (Jo 19, 28), que exprime a profundidade do desejo que o homem tem de Deus, penetrou no coração de Madre Teresa e encontrou terreno fértil no seu coração. Satisfazer a sede que Jesus tem de amor e de almas, em união com Maria, Sua Mãe, tinha-se tornado a única finalidade da existência de Madre Teresa, e a força interior que a fazia superar-se a si mesma e “ir depressa” de uma parte a outra do mundo, a fim de se comprometer pela salvação e santificação dos mais pobres.

4. “Sempre que fizestes isto a um destes Meus irmãos mais pequeninos, a Mim mesmo o fizestes” (Mt 25, 40). Este trecho do Evangelho, tão fundamental para compreender o serviço de Madre Teresa aos pobres, estava na base da sua convicção, cheia de fé, que ao tocar os corpos enfraquecidos dos pobres tocava o corpo de Cristo. O seu serviço destinava-se ao próprio Jesus, escondido sob as vestes angustiantes dos mais pobres. Madre Teresa realça o significado mais profundo do serviço: um gesto de amor feito aos famintos, aos sequiosos, aos estrangeiros, a quem está nu, doente, preso (cf. Mt 25, 34-36), é feito ao próprio Jesus.

Ao reconhecê-l’O servia-O com grande devoção, exprimindo a delicadeza do seu amor esponsal. Assim, no dom total de si a Deus e ao próximo, Madre Teresa encontrou a sua satisfação mais nobre e viveu as qualidades mais elevadas da sua feminilidade.Desejava ser um “sinal do amor de Deus, da presença de Deus, da compaixão de Deus” e, desta forma, recordar a todos o valor e a dignidade de cada filho de Deus “criado para amar e para ser amado”. Era assim que Madre Teresa “levava as almas para Deus e Deus às almas”, aliviando a sede de Cristo, sobretudo das pessoas mais necessitadas, cuja visão de Deus tinha sido ofuscada pelo sofrimento e pela dor.

5. “Porque o Filho do Homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida em resgate por muitos” (Mc 10, 45). Madre Teresa partilhou a paixão do Crucificado, de modo especial durante longos anos de “obscuridade interior”. Aquela foi a prova, por vezes lancinante, acolhida como um singular “dom e privilégio”.

Nos momentos mais difíceis ela recorria com mais tenacidade à oração diante do Santíssimo Sacramento. Esta difícil angústia espiritual levou-a a identificar-se cada vez mais com aqueles que servia todos os dias, experimentando o sofrimento e por vezes até a recusa. Gostava de repetir que a maior pobreza é não sermos desejados, não ter ninguém que se ocupe de nós.

6. “Dai-nos, Senhor, a Vossa graça, em Vós esperamos!”. Quantas vezes, como o Salmista, também Madre Teresa, nos momentos de desolação interior, repetiu ao seu Senhor: “Em Vós, meu Deus, em Vós espero!”.

Prestemos honra a esta pequena mulher apaixonada por Deus, humilde mensageira do Evangelho e infatigável benfeitora da nossa época. Aceitemos a sua mensagem e sigamos o seu exemplo.

Virgem Maria, Rainha de todos os Santos, ajuda-nos a ser mansos e humildes de coração como esta intrépida mensageira do Amor. Ajuda-nos a servir com a alegria e com o sorriso todas as pessoas que encontramos. Ajuda-nos a ser missionários de Cristo, nossa paz e nossa esperança. Amém!

Rendemos Glórias ao Senhor por sua Igreja Católica Apostólica Romana que ganha no ano Jubilar da Misericórdia, mais uma Santa, Madre Teresa de Calcutá. É providência Divina isso para nós, elevar aos altares neste ano especial uma Mulher que viveu a Misericórdia, foi misericordiosa como vosso pai és misericordioso, foi humilde, acolhia os pobres, dava de beber a quem tinha cede, vestia os nus, dava de comer a quem tinha fome, foi guerreiro em meio a tantos desafios de sua época, jamais desistiu da Evangelização, jamais deixou o evangelho de cristo passar despercebido. Madre Teresa foi e é um exemplo de santidade a ser seguido. Jubilosos cantemos e adoremos ao Senhor, a ele toda honra e toda glória e que Santa Teresa de Calcutá interceda por nós!

Por Portal Terra de Santa Cruz

Referência: Rádio Vaticana.  

Pais de Santa Teresinha são primeiro casal a ser canonizado pela Igreja neste domingo

O Papa Francisco vai presidiu neste domingo (18), a cerimônia de canonização dos dos pais de Santa Teresinha, primeiro casal a ser canonizado em conjunto. A celebração ocorreu durante o Sínodo dos Bispos sobre a família, no Vaticano.

casal_martinLouis Martin (1823-1894) e Zélie Guérin Martin (1831-1877) são considerados pela Santa Sé, como “dois exemplos concretos de santidade familiar”.

A data da canonização do casal Martin é rica em significado. Primeiro por acontecer durante o Sínodo dos Bispos sobre a família, que decorre até ao próximo dia 25, e segundo por ser no Dia Mundial das Missões, de que Santa Teresa do Menino Jesus, filha do casal, é padroeira.

Os pais de Santa Teresinha foram declarados beatos pelo Papa emérito Bento XVI, no dia 19 de outubro de 2008, numa cerimônia presidida em Lisieux (França) pelo cardeal português dom José Saraiva Martins.

Louis era relojoeiro, e Zélie Martin, bordadeira. Casaram-se em 1858 e tiveram nove filhos: quatro faleceram ainda na infância e as cinco filhas seguiram a vida religiosa.

O casal Martin casou-se em 1858 e tiveram nove filhos: quatro faleceram ainda na infância e as cinco filhas seguiram a vida religiosa, entre elas, Santa Teresinha.

Para a canonização foram reconhecidas duas curas milagrosas: Da criança italiana, Pietro, nascida em 2002, com uma malformação pulmonar, e a criança Carmen, nascida na Espanha, em 2008, que nasceu prematura e com uma grave hemorragia.

As relíquias dos novos santos forão apresentadas neste domingo pelas duas crianças durante a Missa que o Papa Francisco presidiu, na Praça de São Pedro.

Francisco disse que os novos santos “viveram o serviço cristão na família, construindo dia após dia um ambiente cheio de fé e amor; e, neste clima, germinaram as vocações das filhas, nomeadamente a de Santa Teresinha do Menino Jesus”.

Na sua homilia, o Papa sustentou que há “incompatibilidade entre ambições e carreirismo e o seguimento de Cristo; incompatibilidade entre honras, sucesso, fama, triunfos terrenos e a lógica de Cristo crucificado”.

A canonização, ato reservado à Santa Sé desde o século XIII, é a confirmação, por parte da Igreja Católica, de que um fiel católico é digno de culto público universal e de ser apresentado aos fiéis como intercessor e modelo de santidade.

O Papa canonizou ainda Vincenzo Grossi (Itália, 1845-1917), padre diocesano, fundador do Instituto das Filhas do Oratório, e Maria da Imaculada Conceição (Espanha, 1926-1998), religiosa da Congregação das Irmãs da Companhia da Cruz.

“São Vicente Grossi foi pároco zeloso, sempre atento às necessidades do seu povo, especialmente à fragilidade dos jovens. Com ardor, repartiu o pão da Palavra para todos e tornou-se bom samaritano para os mais necessitados”, recordou Francisco.

“Santa Maria da Imaculada Conceição serviu pessoalmente, com grande humildade, os últimos, com uma atenção especial aos filhos dos pobres e aos doentes”, acrescentou.

“O testemunho luminoso destes novos Santos impele-nos a perseverar no caminho dum serviço alegre aos irmãos, confiando na ajuda de Deus e na protecção materna de Maria. Que eles, do Céu, velem sobre nós e nos apoiem com a sua poderosa intercessão”, concluiu o Papa.


 

Referência e Vídeo: Rádio Vaticano

Por Portal Terra de Santa Cruz

Processo de Canonização da Beata Elena Guerra tem avanço

Nos últimos dias, o processo de canonização da Beata Elena Guerra teve um avanço considerável. Passando por uma fase importante neste processo. Para entendermos melhor e para saber o que foi esse avanço pedimos ao Padre Eduardo Braga, vice-postulador da causa de canonização da beata para que nos explicasse melhor sobre essa evolução.

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Beata Elena Guerra

Confira abaixo a nota do Padre Dudu:

Aos irmãos e irmãs que amam o Espírito Santo,

Paz e Alegria da Parte do Divino Paráclito!

Comunico-vos com alegria que a Sagrada Congregação para a Causa dos Santos, acolheu os últimos exames que foram pedidos para a complementação do processo de Canonização da Beata Elena Guerra. Levei-os à Roma em Junho passado, e dizem respeito ao pressuposto milagre acontecido em Uberlândia em favor de Paulo Gontijo em 2010.

Irmãos, todo o processo consta de duas fases. O que agora concluímos foi a primeira fase, chamada “fase diocesana”. A segunda que irá começar em breve, chama-se “fase romana”. Tudo será submetido aos médicos, e caso seja aprovado, posteriormente aos Cardeais e ao Santo Padre.

Agradeço a todos que nestes anos colaboraram mais diretamente comigo: Familiares de Paulo, Dom Paulo, Bispo de Uberlândia, sacerdotes que auxiliaram no processo, e especialmente Débora, secretaria da Cúria e Notária do mesmo processo, e grande colaboradora. Louvor à Deus por todos que estão orando pela glorificação da Apóstola do Espírito Santo. Agradeço ainda a RCCBRASIL e as Novas Comunidades que a adotaram como baluarte.

Unidos pela Cultura de um Novo e Permanente Pentecostes!

Bendito seja o Espírito Santo Paráclito!

Vosso irmão menor, servo do Espírito,

Padre Dudu

Brasília, 24 de Setembro de 2015 a.D

Fonte: RCC BRASIL

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz