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Solenidade de Corpus Christi em Campanha/MG

A Igreja celebrou no último dia 15 de Junho, a Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo. Em Campanha, a Paróquia Santo Antônio atendeu os fiéis com três missas na Catedral e uma na comunidade N. Sra. Aparecida no Distrito de Ferreiras (Ressaca). Todas as celebrações contaram com um número expressivo de fiéis. Ás 15h realizou-se a última missa do dia na Catedral, presidida por Sua Excelência Reverendíssima Dom Pedro Cunha Cruz, bispo diocesano da Campanha. A Santa Eucaristia foi concelebrada pelo pároco e chanceler do bispado, Reverendíssimo Cônego Luzair Coelho de Abreu e pelo Reverendo Pe. Edson Pereira de Oliveira, vigário paroquial; contou com presença do Monsenhor Con. José Hugo Goulart e Silva.

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Como é de tradição, diversos seguimentos da paróquia se mobilizam para a confecção dos tapetes de Corpus Christi. Estes tapetes representam a manifestação pública da fé dos fiéis no Jesus Sacramentado. Tudo é preparado com muito carinho para Jesus passar e os trabalhos começam bem cedo. Todos os anos fiéis demonstram sua fé e amor ao Cristo Eucarístico, confiando em sua presença viva na hóstia consagrada confeccionando lindos tapetes com desenhos que retratam a liturgia desta solenidade que acontece sempre na primeira quinta-feira pós a festa da Santíssima Trindade (Domingo da Santíssima Trindade). Retratam também o ano em que a Igreja vive, neste caso estamos vivendo o Ano Mariano por decorrência dos 300 anos da Aparição de Nossa Senhora Rainha e Padroeira do Brasil.

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Em sua homilia Dom Pedro partilhou um fato ocorrido com ele e que era propício para o dia. Ele diz: Recebi uma mensagem de um amigo perguntando: Dom Pedro, na quinta-feira de Corpus Christi, eu devo participar somente da missa ou só da procissão? 

DSC05594.JPGA reposta de Dom Pedro imediata: Da missa e da procissão! Por este caminho, nosso pastor nos deu uma mini catequese durante a homilia, explicando-nos que a Procissão do Corpo E Sangue de Cristo (Corpus Christi) é uma procissão de preceito observando que esta solenidade nasceu por uma procissão e que, ela é uma consequência daquilo que é celebrado sobre o altar do Senhor e que isso nos recorda exatamente a caminhada do povo de Deus no deserto em busca da terra prometida. E a cada vez que o povo tinha fome, Deus tinha que providenciar através de Moisés, o manáexplicou Dom Pedro!

O Conselho Pastoral Paroquial realizou minutos antes da procissão uma homenagem ao nosso bispo Dom Pedro, tendo em vista que o mesmo celebrara o seu aniversário natalício no dia seguinte (16/06 – Sexta-feira).

Durante a procissão pelas ruas laterais da Praça Dom Ferrão, aconteceram quatro paradas para bênção do Santíssimo Sacramento. A última bênção se deu adro da Catedral, em seguida realizaram a guarda do Santíssimo e a leitura da mensagem e oração enviadas a todas as dioceses do Brasil pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) intitulada “Jornada de Oração pelo Brasil” por decorrência do atual momento político e ético que vive nosso país, se veem a necessidade urgente de oração pelo mesmo e unidade entre os cristãos.

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Por fim, o Sr. bispo concedeu a bênção final a todos fiéis presentes.

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Por Bruno Henrique Santos–Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização!

Chuva de graças: Povo Campanhense celebram seu Padroeiro Santo Antônio

Padroeiro do povo Campanhense, Santo Antônio é sempre aclamado e invocado durante todo ano nas celebrações realizadas na Catedral Diocesana  porém,  no mês de Junho acontece como de costume a Trezena e Festa de Santo Antônio na Comunidade Paroquial da cidade. A trezena teve início no dia 31/05 encerrando no dia 12/06. Cada dia foi meditado um tema sobre a devoção de Santo Antônio com a Virgem Maria, tendo em vista que, estamos no ano Nacional Mariano.

Santo Antônio foi exímio pregador do evangelho, piedosamente tinha total devoção a Virgem Maria,  foi um santo caridoso, pai dos pobres e necessitados, homem zeloso e temente a Deus.

No dia 13 de junho a Igreja da Campanha-MG e o mundo todo celebra o dia de Santo Antônio. Em Campanha-MG após, treze dias preparatórios, o dia 13 começou com a Alvorada festiva com o dobrar de todos os sinos da Catedral às 06h da manhã.

Ainda na parte da manhã houve uma missa celebrada pelo Monsenhor José Hugo Goulart e Silva na catedral em louvor a Santo Antônio,  fiéis participaram e rezaram junto ao santo, ao final da celebração todos receberam os tradicionais pães de Santo Antônio já abençoados .

No momento em que o relógio marcava 12h, os sinos da Catedral começaram a badalar-se e ao mesmo tempo no alto falante da Igreja tocava-se o hino em Louvor a Santo Antônio, em seguida foi realizada a oração do Angelus.  Por Volta das 16hs os sinos da Catedral voltaram a tocar sinalizando a chegada das carreatas que vinham das comunidades urbanas e rurais da cidade, com seus respectivos padroeiros solenemente enfeitados em seus andores.

O Vigário Paroquial Reverendo Padre Edson Pereira Oliveira, muito animado, com espírito missionário e sua sanfona,  acolheu as comunidades que adentravam  a casa de seu padroeiro maior Santo Antônio.  Cada comunidade foi recebida com palmas e cânticos de saudações e boas vindas.

Conhecido como taumaturgo de Pádua embora com uma curta existência terrena, Santo Antônio tornou-se um dos santos mais populares do mundo, sendo venerado tanto no Oriente quanto no Ocidente. Quando foi canonizado pelo Papa Gregório IX, Antônio ganhou o titulo de Doutor da Igreja, devido aos seus belos sermões e pregações. E é exortado como o “Santo que conforta os pobres e os desesperados”. “Doutor da Igreja”, “Martelo dos Hereges”, “Doutor do Evangelho”, “Arca do Testamento”, “Santo de todo o mundo” –– são alguns dos títulos com que os Soberanos Pontífices honraram aquele cuja vida foi, no dizer de um de seus biógrafos, um milagre contínuo.

Em Campanha o Santo de todos as necessidades, Santo Antônio da Campanha assim chamado pela população, recebe muitas homenagens no dia 13 de junho de todo ano.

Encerrando os festejos do Padroeiro, às 17h deu-se início a Santa Missa Pontifical da Solenidade de Santo Antônio Padroeiro da Campanha e da Catedral Diocesana.

A solene celebração foi presidida pelo Excelentíssimo Reverendíssimo Dom Pedro Cunha Cruz, bispo diocesano da Campanha.

Participaram a santa eucaristia o Cônego Luzair Coelho de Abreu pároco e cura da Catedral e Chanceler do Bispado da Campanha,  o Reverendo Padre Edson Pereira Oliveira vigário paroquial e Reitor do seminário Propedêutico São pio X e o Reverendíssimo Monsenhor Cônego José Hugo Goulart e Silva. Esteve presente na celebração o Sr. Diácono Wendel Rezende bem como todos os seminaristas das casas propedêutica e filosófica, acólitos, coroinhas,  ministros da palavra e da sagrada comunhão, movimentos, pastorais e todas as comunidades da paróquia com seus respectivos padroeiros.

Dom Pedro, destacou o grande pregador do evangelho que Santo Antônio foi, um homem jovem que viveu intensamente sua vocação sacerdotal.  Santo Antônio morreu muito cedo,  mas viveu toda sua vida em santidade, um sacerdote sábio que ao fazer sua primeira pregação não estava preparado porém, o espirito santo agiu nele,  Antônio foi impelido pelo Cristo Jesus por ele muitos milagres aconteceram e muitos se converteram apenas ouvindo seus belos sermões. Cantava louvores a Deus e tinha grande devoção a Maria Santíssima a quem ele sempre recorria nos momentos difíceis.

Que possamos aprender com Santo Antônio a dar o pão aos mais necessitados e sobre tudo do o pão da palavra que é próprio Cristo Jesus.

Após a Santa Missa o grande número de fiéis  e devotos de Santo Antônio acompanharam a procissão com a imagem do santo e as dos padroeiros das comunidades rurais e urbanas pelas ruas da cidade.  Devotos enfeitaram suas casas, estiaram bandeirinhas pelas ruas para a procissão passar assim como os seminaristas do seminário propedêutico que, ornamentaram a sacada do prédio com flores e bandeirinhas, homenageando o padroeiro da Campanha/MG.  No momento em que a procissão se aproximava novamente da catedral, todos foram surpreendidos por uma linda queima de fogos e uma acolhida maravilhosa a Santo Antônio.  Mesmo com chuva os fiéis acompanharam toda procissão, mostrando sua fé e devoção no Santo de todo mundo o Santo de todas necessidades o nosso glorioso Santo Antônio.

Acompanhe abaixo os melhores momentos desta festa:

Dom Pedro C. Cruz abençoou os pães de santo Antônio que foram distribuídos a todos os fiéis presentes na igreja , dando a bênção final a todos. Esta foi a segunda vez que Dom Pedro como bispo titular da santa sé Campanhense presidiu a solene celebração de Santo Antônio, padroeiro da Campanha e de nossa Catedral Diocesana que é a igreja particular do bispo.

Assim encerrou todos os festejos em honra à Santo Antônio de Pádua, “Doutor da Igreja”, “Martelo dos Hereges”, “Doutor Evangélico”, “Arca do Testamento”, “Santo de todo o mundo” com esses nomes que os Soberanos Pontífices honraram aquele cuja vida foi, no dizer de um de seus biógrafos, um milagre contínuo.

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“Alegra-te, feliz Lusitânia! Salta de júbilo, Pádua ditosa! Pois gerastes para a Terra e para o Céu um varão que bem pode comparar-se com um astro rutilante, já que brilhando, não só pela santidade da vida e gloriosa fama de milagres, mas também pelo esplendor que por todas as partes derrama a sua celestial doutrina”.

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Por Bruno Henrique Santos/ Portal Terra de Santa Cruz/Campanha-MG

Santo Antônio de Lisboa, “Martelo dos Hereges”,“Doutor da Igreja”, “Doutor Evangélico”, “Arca do Testamento”, “Santo de todo o mundo”

“Doutor da Igreja”, “Martelo dos Hereges”, “Doutor Evangélico”, “Arca do Testamento”, “Santo de todo o mundo”

O grande taumaturgo de Pádua embora com uma curta existência terrena, tornou-se um dos santos mais populares do mundo, sendo venerado tanto no Oriente quanto no Ocidente.

MARTELO.jpg“Alegra-te, feliz Lusitânia! Salta de júbilo, Pádua ditosa! Pois gerastes para a Terra e para o Céu um varão que bem pode comparar-se com um astro rutilante, já que brilhando, não só pela santidade da vida e gloriosa fama de milagres, mas também pelo esplendor que por todas as partes derrama a sua celestial doutrina”.

Esse foi o esplêndido elogio que fez desse santo o Papa Pio XII.(1)

“Doutor da Igreja”, “Martelo dos Hereges”, “Doutor Evangélico”, “Arca do Testamento”, “Santo de todo o mundo” –– são alguns dos títulos com que os Soberanos Pontífices honraram aquele cuja vida foi, no dizer de um de seus biógrafos, um milagre contínuo.

Natural de Lisboa onde nasceu em 1191 ou 1195, filho dos nobres Martinho de Bulhões e Teresa Taveira, o futuro santo recebeu no batismo o nome de Fernando. De boa índole, inclinado à piedade e às coisas santas, sua formação espiritual e intelectual foi confiada aos cônegos da Catedral de Lisboa por seu pai, oficial no exército de D. Afonso.

Clérigo Regular de Santo Agostinho

Segundo alguns de seus biógrafos, na adolescência Fernando foi acometido por violenta tentação contra a pureza. traçou uma cruz com os dedos, numa coluna de mármore, ficando nela impressa como em cera.

Avaliando nessa ocasião os perigos que corria, o adolescente quis entrar para o Mosteiro de São Vicente de Fora, dos Clérigos Regulares de Santo Agostinho, nos arredores da capital portuguesa, quando contava 19 anos de idade. Ali permaneceu dois anos, findos os quais, por ser muito procurado por parentes e amigos, pediu aos superiores que o transferissem para o mosteiro Santa Cruz de Coimbra, casa-mãe do Instituto. Foi ordenado sacerdote em 1220. Frei Fernando, entretanto, almejava abraçar um gênero de vida mais perfeito e mais de acordo com suas íntimas aspirações.

Transferência para a Ordem Franciscana

Quando chegaram a Coimbra os restos mortais dos cinco protomártires franciscanos, que deram sua vida pela Fé no Marrocos, Frei Fernando sentiu imenso desejo de imitá-los, vertendo também seu sangue por Cristo.

Um dia, no verão de 1220, quando dois franciscanos foram ao seu mosteiro pedir esmola, Frei Fernando perguntou-lhes se, passando ele para sua Ordem, o enviariam à terra dos mouros para lá sofrer o martírio.

Eles deram resposta afirmativa.

No dia seguinte, depois de obter, a duras penas, autorização de seu Superior, mudou-se para o eremitério franciscano, onde se tornou um filho de São Francisco de Assis.Frei Fernando mudou então seu nome para o do onomástico do eremitério, Antonio, que ele imortalizaria. Conforme o combinado, Frei Antonio foi enviado no fim desse mesmo ano à África. Entretanto não estava nos planos da Providência que ele ilustrasse a Igreja como mártir, mas com suas pregações e santa vida. Assim, chegando ao continente africano, foi atacado de terrível doença, que o reteve no leito por longo período. Os superiores decidiram que, para curar-se, Frei Antonio deveria voltar a Portugal.

Acrisolado pela Divina Providência

A mão da Providência, no entanto, desejava-o em outro campo de luta. O navio em que estava o convalescente, levado pela tempestade, foi parar nas costas da Itália, onde o santo encontrou abrigo em Messina, na Sicília.

Lá soube que o seráfico São Francisco havia convocado um Capítulo em Assis, para maio de 1221. Antonio poderia, enfim, ver o pai e fundador dos franciscanos e contemplar sua angélica virtude.

Naquela grande assembléia o Provincial da Romênia resolveu levá-lo consigo. Frei Antonio obteve dele licença para permanecer no eremitério do Monte Paulo, a fim de entregar-se ao isolamento e à contemplação. Entretanto a mão de Deus velava sobre ele, e chegou o tempo em que aquela luz deveria brilhar para o bem do mundo inteiro.

Começa a vida apostólica como grande pregador

Foi enviado a Forli com alguns franciscanos e dominicanos que deveriam receber as ordens sacras. O Padre guardião do convento em que se hospedavam pediu que algum dos presentes dissesse algo para a glória de Deus e edificação dos demais. Um a um, foram todos escusando-se por não estarem preparados. Restava Antonio. Sem muita convicção, o Superior mandou-lhe então que falasse, à falta dos demais.

Era a primeira vez que Antonio falava em público, e então viu-se a maravilha: de sua boca saíram palavras de fogo, demonstrando profundo conhecimento teológico e das Escrituras, tudo exposto com uma lógica, clareza e concisão que conquistou a todos.

Entusiasmado, o Guardião comunicou aquele sucesso ao Provincial, que transmitiu a notícia a São Francisco. O Poverello mandou então que Frei Antonio estudasse teologia escolástica para dedicar-se à pregação. Pouco depois, em vista de seus progressos, ordenou-lhe S. Francisco que trabalhasse na salvação das almas. Era o ano 1222, e Frei Antonio contava apenas 30 ou 31 anos de idade.

Força irresistível de suas fogosas palavras

Segundo seus biógrafos, “ele tinha um exterior polido, gestos elegantes e aspecto atraente. Sua voz era forte, clara, agradável, e sua memória feliz.A essas vantagens, juntava uma ação cheia de graça”.(2)

Entretanto, “seu traço característico, o milagre constante de sua existência, é a força incontestável de sua pregação, o poder de sua voz sobre os corações e as inteligências”.(3)

“Quando ele fulminava os vícios e as heresias — das quais o mundo estava então extremamente infectado — era como uma torrente de fogo que revira tudo, e à qual ninguém pode resistir. […] Freqüentemente, se bem que falasse [durante o sermão] uma só língua, era entendido por pessoas de toda espécie de países”.(4) Daí seu sucesso extraordinário, tanto na Itália quanto na França.

Milagres como no tempo dos Apóstolos

As multidões acorriam, e até os comerciantes fechavam suas lojas para ir ouvi-lo; a cidade e toda a redondeza literalmente paravam.

Sendo pequenas as igrejas para tanta gente — às vezes chegavam a juntar-se até 30 mil pessoas num só sermão — ele falava nas praças públicas. Quando terminava, “era necessário que alguns homens valentes e robustos o levantassem e protegessem das pessoas que vinham beijar-lhe a mão e tocar-lhe o hábito”.(5) O número de sacerdotes que o acompanhavam era pequeno para depois ouvirem as confissões dos que, tocados por seu sermão, queriam emendar-se de vida.

Seus sermões eram seguidos de milagres como não se viam desde o tempo dos Apóstolos. Praticamente não havia coxo, cego ou paralítico que, depois de receber sua bênção, não ficasse são. Numa ocasião converteu 22 ladrões, que por curiosidade foram ouvi-lo. O número de hereges por ele convertidos não tem fim.

Prega aos peixes para confundir os indiferentes

Um dos milagres mais conhecidos de Santo Antonio foi sua pregação aos peixes. Em Rimini, durante seu sermão, o povo se mantinha indiferente. Abandonando seus ouvintes, foi pregar à beira-mar. Milhares de peixes de vários tipos e tamanhos puseram a cabeça fora da água para ouvir o santo, que tinha sido seguido pela população da cidade, testemunha do milagre. Santo Antonio foi cognominado “Martelo dos Hereges”, porque a heresia não teve inimigo mais formidável.  Sua mais antiga biografia, conhecida pelo nome de Assídua, relata: “Dia e noite tinha discussões com os hereges; expunha-lhes com grande clareza o dogma católico; refutava vitoriosamente os preceitos deles, revelando em tudo ciência admirável e força suave de persuasão que penetrava a alma dos seus contrários”.(6)

Um heresiarca negava a Presença Real no Santíssimo Sacramento. Para acreditar, dizia, queria um milagre. E propôs o seguinte: deixaria sua mula sem comer durante três dias. Depois disso, oferecer-lhe-ia feno e aveia, e Frei Antonio a Hóstia consagrada. Se a besta deixasse a comida para ir adorar a Hóstia, ele creria, disse. Isso foi feito diante de toda a cidade. E a mula faminta, tendo que escolher entre o alimento e o respeito à Hóstia consagrada, foi ajoelhar-se diante desta, que o santo segurava nas mãos.

Desde a mais tenra infância Antonio fora devoto de Nossa Senhora, e Ela várias vezes o socorreu. Um dia, por exemplo, em que o demônio não podia mais suportar o bem que o santo fazia, agarrou-o pelo pescoço tão violentamente, que o enforcava. Antonio mal pôde balbuciar as palavras da antífona a Nossa Senhora, “O Gloriosa Domina”. No mesmo instante o demônio fugiu apavorado. Recomposto, Antonio viu a seu lado a Rainha do Céu resplandecente de glória.

“O santo morreu! O santo morreu!”

No ano de 1231, Frei Antonio, sentindo piorar a hidropisia maligna que o perseguia havia tempos, percebeu que sua hora chegara e quis morrer em Pádua, sua cidade de adoção. Quando o povo paduano ouviu dizer que ele estava chegando, acorreu em tal quantidade, que os frades que o acompanhavam, para livrá-lo do assédio, levaram-no para a casa do capelão das freiras clarissas, onde ele faleceu com apenas 40 anos de idade. Imediatamente as crianças de Pádua saíram espontaneamente pelas ruas gritando: “O santo morreu! O santo morreu!”. Ao mesmo tempo, em Lisboa, sua cidade natal, os sinos puseram-se a repicar por si sós, e o povo saiu às ruas. Somente mais tarde é que souberam do ocorrido.

Tantos foram os milagres operados pelo santo em seu túmulo, que levaram o Papa Gregório IX a canonizá-lo apenas um ano depois de sua morte. O Processo de Canonização mais curto da História da Igreja .

SANTO ANTÔNIO, MARTELO DO HEREGES, PREGADOR DO EVANGELHO, ROGAI POR NÓS!

PORTAL TERRA DE SANTA CRUZ

Seminário Arquidiocesano acolhe encontro do Formise – Seminaristas de Pouso Alegre, Campanha e Guaxupé

O Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora Auxiliadora acolhe entre os dias 26 e 28 de maio o Encontro de Formação Missionária dos Seminaristas (Formise) da Província Eclesiástica. Cerca de 120 seminaristas das três etapas formativas (Propedêutico, Filosofia e Teologia) das Dioceses da Campanha e Guaxupé, juntamente com seus formadores, refletem o tema “O missionário presbítero para uma Igreja em saída” e o lema “Ide sem medo para servir”.

O encontro começou nesta sexta-feira, 26, às 17h, com a Santa Missa presidida pelo Arcebispo Metropolitano, Dom José Luiz Majella Delgado – C.Ss.R., e concelebrada pelos padres formadores dos três seminários.  Quem está conduzindo o encontro é o padre Henrique Neveston, da Diocese de Guaxupé. Em 2014, o padre Henrique teve a oportunidade de participar em Roma do Encontro Mundial da Nova Evangelização.

Além das missas, pregações e partilhas missionárias, neste sábado à tarde todos irão participar de visitas missionárias na Comunidade São Sebastião, no bairro Cidade Jardim em Pouso Alegre.

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Texto: Pe. Andrey Nicioli

Fotos e informações: Cristian Diego Rosa e Rafael Henrique Rodrigues (Pouso Alegre/MG)

Foto capa/destaque: Seminarista Bruno Moreira – Diocese da Campanha/MG

Fonte: http://arq.mirade.com.br

Reprodução: Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização 

Festa da Misericórdia e Santa Faustina: Virtudes e desejos…

No Evangelho de São Mateus (18,3) Jesus fala: “Se não mudardes e não vos tornardes como as crianças, de modo algum entrareis no Reino dos Céus”. Também em São Marcos (10,15) o Senhor nos diz que é preciso acolher o Reino de Deus “como uma criança”. Nessas duas passagens podemos destacar duas virtudes de Santa Faustina que nos ajudam a compreender o modo como ela esperou ansiosamente e, de certa forma, antecipou as alegrias da Festa da Misericórdia.

A primeira virtude é a simplicidade

Faustina era, sem dúvida, simples como uma criança nas mãos de Deus, e o próprio Jesus apreciava essa atitude, dando-lhe graças para aperfeiçoá-la. De fato, disse-lhe Jesus: “quero ensinar-te a infância espiritual. Quero que sejas muito pequena, porque, quando és pequena, eu te carrego junto ao meu Coração” (Diário de Santa Faustina, 1481).

A segunda virtude é o reconhecimento

Santa Faustina aprendeu que aquilo que se recebe é dom gratuito e não uma forma de recompensa por nosso merecimento. Como exprime o Pe. Raniero Cantalamessa: “Acolher o Reino como uma criança significa acolhê-lo gratuitamente, como dom, não a título de merecimento. (…) As crianças sabem por instinto a diferença que há entre o merecimento e o privilégio e jamais renunciarão ao seu privilégio de serem crianças, pelo merecimento” (A vida em Cristo, Ed. Loyola, 1998, p. 52).

A Festa da Misericórdia

Há uma passagem do Diário que revela as alegrias do coração de Faustina, tanto por sua participação na obra da Misericórdia quanto pela Festa da Misericórdia. Assim escreveu ela: “Hoje recebi uma carta do Padre Sopocko, pela qual soube que ele pretende mandar imprimir um santinho de Jesus Misericordioso. Pediu-me que lhe enviasse certa oração, que ele quer colocar no verso, se conseguir a aprovação do Arcebispo. Oh! de quanta alegria se enche meu coração por Deus me ter permitido ver essa obra da Sua misericórdia. Oh! quão grandiosa esta obra do Deus Altíssimo! Eu sou apenas seu instrumento. Oh! quão ardentemente desejo ver essa Festa da Misericórdia Divina que Deus está exigindo através de mim, mas se for a vontade de Deus e se ela tiver que ser comemorada solenemente apenas depois da minha morte, eu já agora me alegro com ela e já a comemoro interiormente com a permissão do confessor” (Diário, 711).

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O profundo desejo de Santa Faustina era ver a Festa da Misericórdia ser reconhecida pela Igreja. É uma atitude de respeito à vontade de Deus. Esse é, sem dúvida, o segredo de sua serenidade: embora seja uma exigência de Deus, tudo acontece no “tempo de Deus” e não no “tempo dos homens”.

Contudo, seu desejo não deixa de fazer eco no coração do próprio Jesus, que lhe declara: “Pelos teus ardentes desejos, estou apressando a Festa da Misericórdia” (Diário, 1082). Essa intimidade de Santa Faustina com Jesus, a ponto de mover o coração do Senhor, nos surpreende e ensina. Oxalá também nós tivéssemos esse mesmo nível de confiança em Jesus Misericordioso. Como os apóstolos, devemos sempre elevar a Deus, sem descanso, esse clamor: “Senhor, aumenta-nos a fé!” (Lc 17,5).

Por: Pe. Ednilson de Jesus, MIC – misericordia.org.br 

Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização

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Cartaz Pronto

Tradição, Fé e Devoção marcaram a semana santa 2017 em Campanha/MG

A Semana Santa começa com o Domingo de Ramos no qual comemoramos a entrada de Jesus em Jerusalém, evento este da vida de Jesus relatado nos quatro evangelhos canônicos (Marcos 11:1, Mateus 21:1-11, Lucas 19:28-44 e João 12:12-19) Esta solene celebração que ocorre no mundo todo pelos cristãos católicos, é um prelúdio das dores e humilhações nas quais Jesus Cristo passara, é partir dela que fomos levados pela liturgia da igreja a caminhar e contemplar os últimos passos de Jesus até sua morte e ressurreição.

Tradicionalmente em Campanha/MG, a abertura da Semana Santa é feita por Sua Excelência Reverendíssima Dom Pedro Cunha Cruz, bispo da Diocese da Campanha, na Catedral de Santo Antônio.

A Missa Pontifical de abertura da Semana Santa ocorreu pela manhã, no domingo, 09 de abril. Os fiéis se reunirão na Igreja Nossa Senhora das Dores para a bênção de ramos, em seguida todos caminharam em procissão conduzida solenemente pela Banda Marcial Irmão Paulo que abrilhantou a caminhada onde atualizamos a entrada de Jesus em Jerusalém aclamado pelo povo com gritos de “Hosana ao filho de Davi, bendito quem vem em nome do Senhor, Hosana nas alturas”.

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DSC04511Ao chegar à Catedral Diocesana de Santo Antônio, Dom Pedro se aproximou da porta principal e com a Cruz processional, a tocou por três vezes dizendo; “Levantai, ó portas, os vossos frontões; abram-se, ó antigos portais, para que entre o Rei da Glória!”. E a porta se abriu… já, no interior da Catedral deu-se continuidade a santa missa, conforme pede a liturgia do dia. Concelebrou com Dom Pedro, o Reverendíssimo Padre Edson Pereira Oliveira, Vigário Paroquial da Campanha e Reitor do Seminário Propedêutico São Pio X.

Pelo anoitecer deste dia, aconteceu à procissão do Triunfo como é chamada pelo povo de nossa cidade, presidida pelo Reverendíssimo Cônego Luzair  Coelho de Abreu, pároco e cura da Catedral da Campanha e chanceler do bispado.

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No decorrer dos dias passamos pelas tradicionais procissões e sermões que enriqueceram nossa mente e coração, mas, acima de tudo a nossa vida de fé. São elas as procissões do Depósito, do Encontro, e da Soledade de Maria, ocorridas na segunda, terça e quarta-feira santa.  Na quarta-feira santa vivemos um dia mais que especial, pois este ano o feriado municipal por ocasião do Nascimento do Beato Francisco de Paula Victor coincidiu com a semana santa e os devotos do beato não deixou de celebra-lo e fazer suas orações ao nosso beato Campanhense, o Pe. Victor. Foi realizada a procissão da penitência para o morro do cruzeiro (Mirante) levando a imagem do beato, mostrando para nós a Cruz do Senhor sinal e símbolo maior da nossa fé. Após a caminhada até o cruzeiro foi realizada a Santa missa presidida pelo Vigário Paroquial Padre Edson Pereira Oliveira.

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A quinta-feira santa é sempre marcada por duas celebrações importantes.  São elas a Missa dos Santos Óleos (Missa da Unidade Diocesana) e a Missa da Ceia do Senhor popularmente chamada de Missa do Lava Pés (Instituição da Santa Eucaristia) ambas presididas por Sua Excelência Reverendíssima Dom Pedro Cunha Cruz.

A Missa dos santos óleos também chamada de missa do crisma e da unidade diocesana, consiste em dois pontos fundamentais: a Bênção dos Santos Óleos, que são os óleos do Crisma, dos Enfermos e do Batismo e por fim a Renovação das Promessas Sacerdotais por parte dos sacerdotes diante do Bispo. Foram mais de 120 sacerdotes de várias paróquias, os regulares, os pertencentes a ordens ou congregações, e padres que auxiliam na Semana Santa nas diversas paróquias da diocese da Campanha.  Além do clero, participaram desta celebração, muitos religiosos, seminaristas e agentes de pastorais e movimentos que vieram em caravanas. Como todo ano o bom povo campanhense doaram bolos, roscas, pães e outras quitandas para bem receber os visitantes que vieram para a missa da unidade diocesana.

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A missa da Ceia do Senhor (Lava Pés): o termo lava-pés designa o gesto praticado por Jesus Cristo na última Ceia. Momento este em que o sacerdote, assistido por dois ministros, lava o pé direito de 12 homens, clérigos ou seculares. Este ano alguns membros do terço dos Homens foram escolhidos para a representarem os 12 apóstolos por ocasião do ano Mariano que nossa igreja no Brasil está vivendo!

Muito além da liturgia católica, o lava pés foi o evento que marcou a insistência do Senhor Jesus em um dos assuntos mais importantes do seu ministério: O papel dos cristãos e da igreja. O serviço. A humildade. O colocar-se abaixo, considerar uns aos outros superiores a si mesmo.

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Sexta-feira Santa da Paixão do Senhor, o dia começou com a Via-sacra encenada pelos Jovens da Paróquia Santo Antônio. Ao cair da tarde, ás 15h, aconteceu a tradicional Ação Litúrgica onde recordamos o drama imenso da morte de Cristo no Calvário. A cruz erguida sobre o mundo segue de pé como sinal de salvação e de esperança. Neste dia não se celebra a missa em todo o mundo.

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O altar é iluminado sem mantel, sem cruz, sem velas nem adornos ficando completamente na penumbra. Esta celebração foi presidida por Sua Excelência Reverendíssima Dom Pedro Cunha Cruz no qual se prostrou no chão frente ao altar no começo da cerimônia sem calçado como pede o rito litúrgico em sinal de humildade e ao mesmo tempo penitente que implora perdão por seus pecados.  Para esta celebração as cores dos paramentos do bispo como dos padres e ministros da palavra são vermelhas, a cor dos mártires: de Jesus, o primeiro testemunho do amor do Pai e de todos aqueles que, como ele, deu e continua dando sua vida para proclamar a libertação que Deus nos oferece.

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Um ato simbólico, mas, muito expressivo e próprio deste dia: a veneração da Santa Cruz apresentada solenemente para os fiéis e é cantando três vezes a aclamação: “Eis o lenho da Cruz, onde esteve pregada a salvação do mundo. Ó VINDE ADOREMOS”, e todos ajoelham uns instantes de cada vez, e então vamos, em procissão, venerar a Cruz pessoalmente, com uma genuflexão (ou inclinação profunda) e um beijo (ou tocando-a com a mão e fazendo o sinal da cruz); enquanto cantamos os louvores ao Cristo na Cruz. Pela noite, um imenso número de pessoas participou da procissão do enterro (Senhor morto) pelas ruas de nossa cidade.

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Por fim, a Vigília Pascal, a mais importante celebração de nossa semana santa (Sábado Santo) que foi presidia pelo nosso Bispo diocesano Dom Pedro Cunha Cruz. A vigília começa após o pôr-do-sol no Sábado Santo fora da igreja, onde o fogo ou fogueira é abençoado pelo celebrante. Este novo fogo simboliza o esplendor do Cristo ressuscitado dissipando as trevas do pecado e da morte. O Círio pascal ou (vela pascal) é abençoado com um rito muito antigo.

A celebração da Vigília pascal articula-se em quatro partes: (ritos) 1) a liturgia da luz; 2) a liturgia da Palavra; 3) a liturgia batismal; 4) a liturgia eucarística.

A liturgia da luz consiste na bênção do fogo, na preparação do círio e na proclamação do louvor pascal. O lume novo e o círio pascal simbolizam a luz da Páscoa, que é Cristo, luz do mundo.

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A liturgia da Palavra propõe sete leituras do Antigo Testamento, que recordam as maravilhas de Deus na história da salvação e duas do Novo Testamento, ou seja, o anúncio da Ressurreição segundo os três Evangelhos sinópticos, e a leitura apostólica sobre o Batismo cristão como sacramento da Páscoa de Cristo.

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A liturgia batismal é parte integrante da celebração. Quando não há Batismo, faz-se a bênção da fonte batismal e a renovação das promessas do Batismo. O rito consta, ainda, o canto da ladainha dos santos, a bênção da água, a aspersão de toda a assembleia com a água benta e a oração universal.

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A liturgia eucarística é o momento culminante da Vigília, qual sacramento pleno da Páscoa, isto é, a memória do sacrifício da Cruz, a presença de Cristo Ressuscitado, o ápice da Iniciação cristã e o antegozo da Páscoa eterna.

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Já no domingo de páscoa como em todos os anos, a procissão da ressurreição acorreu pelas 5h da manhã com grande participação dos fiéis campanhense proclamando o Aleluia, Cristo Ressuscitou e em seguida a Santa Missa na Catedral com a presença do Coral Campanhense.

O Coral Campanhense, mais um ano se fez presente em nossa semana santa, entoando os famosos moteto para cada dia e abrilhantando nossas celebrações litúrgicas nas quais o coral participa solenemente. São 60 anos de história, sempre presente em nossa comunidade paroquial. O coral Catedral também animou nossas celebrações com lindos cantos litúrgicos.

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Por fim agradecemos a todos que de forma direta ou indireta contribuíram para a realização de nossa semana santa 2017 – Deus abençoe a todos!

Fotos e Texto; Por Bruno Henrique Santos 

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Dom Pedro proclama a Páscoa do Senhor na noite da Vigília Pascal em Campanha/MG – “A vigília das vigílias, aleluia Ele ressurgiu”

Na noite, em que Jesus Cristo passou da morte à vida, a Igreja convida os seus filhos a reunirem-se em vigília e oração. Na verdade, a Vigília pascal foi sempre considerada a mãe de todas as vigílias, é o coração do Ano litúrgico. Está celebração se estende por toda oitava da páscoa onde nós cantamos Aleluia o Cristo ressurgiu, as trevas foram dissipadas e ao longo do dia do Domingo de Páscoa e semana seguinte, a palavra de Deus vai nos mostrar nas leituras e no evangelho os acontecimentos pós ressurreição, vida nova.

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E foi assim, cantando o Aleluia que sua Excelência Reverendíssima Dom Pedro Cunha Cruz, bispo diocesano da Campanha Proclamou a Páscoa do Senhor na noite da Vigília Pascal (Sábado Santo) na Catedral Diocesana de Santo Antônio em Campanha/MG

Concelebrou esta santa celebração pascal o Reverendíssimo Cônego Luzair Coelho de Abreu, pároco e cura da Catedral e Chanceler do bispado da Campanha. A animação litúrgica ficou a cargo do Coral Catedral.

A comunidade paroquial acolheu dois novos irmãos que foram batizados e crismado neste dia pascal, dia em que como Jesus eles também renascem, para uma vida nova em Deus. Com número expressivo de fiéis Dom Pedro destaca que “vivemos um momento forte e mais importante de nossa caminhada durante a semana santa, chegamos na Vigília pascal, a vigília das vigílias, o ponto culminante da história da humanidade. Cristo ressuscitou, as trevas foram dissipadas, já não há mais dor nem sofrimento, tudo passou. Aleluia Cristo Ressurgiu…” ao final da celebração, Dom Pedro concedeu a bênção solene para todos os fiéis presentes desejando-lhes feliz e santa páscoa!


Na Solene Vigília Pascal é celebrada a Missa da Ressurreição. Essa missa é precedida pela bênção do Fogo Novo e do Círio Pascal, benção da água Batismal e Renovação das Promessas do Batismo.

Fogo: Sinal da presença de Deus na história, em suas manifestações de salvação. Ligado ao fogo, temos o círio pascal que aceso no fogo novo lembra o Cristo ressuscitado.

Luz: Símbolo da vida. Representa a presença de Cristo que é vida e oferece vida e salvação ao homem. Jesus atravessa as portas da mansão dos mortos, vencendo e trazendo a luz para a humanidade.

Água: Também é sinal da vida que é comunicada ao cristão quando ele renasce pelo batismo para um mundo novo.


A celebração da Vigília pascal articula-se em quatro partes: 1) a liturgia da luz ou ‘lucernário’; 2) a liturgia da Palavra; 3) a liturgia batismal; 4) a liturgia eucarística.

1) A liturgia da luz consiste na bênção do fogo, na preparação do círio e na proclamação do louvor pascal. O lume novo e o círio pascal simbolizam a luz da Páscoa, que é Cristo, luz do mundo. O texto do evidencia-o quando afirma que ‘a luz de Cristo (…) dissipa as trevas de todo o mundo» e convida a «celebrar o esplendor admirável desta luz (…) na noite ditosa, em que o céu se une à terra, em que o homem se encontra com Deus!’.

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2) A liturgia da Palavra propõe sete leituras do Antigo Testamento, que recordam as maravilhas de Deus na história da salvação e duas do Novo Testamento, ou seja, o anúncio da Ressurreição segundo os três Evangelhos sinópticos, e a leitura apostólica sobre o Batismo cristão como sacramento da Páscoa de Cristo. Assim, a Igreja, ‘começando por Moisés e seguindo pelos Profetas’ (Lc 24,27), interpreta o mistério pascal de Cristo. Toda a escuta da Palavra é feita à luz do acontecimento-Cristo, simbolizado no círio colocado no candelabro junto ao Ambão ou perto do Altar.

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3) A liturgia batismal é parte integrante da celebração. Quando não há Batismo, faz-se a bênção da fonte batismal e a renovação das promessas do Batismo. Do programa ritual consta, ainda, o canto da ladainha dos santos, a bênção da água, a aspersão de toda a assembleia com a água benta e a oração universal. A Igreja antiga batizava os catecúmenos nesta noite e hoje permanece a liturgia batismal, mesmo sem a celebração do Batismo.

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4) A liturgia eucarística é o momento culminante da Vigília, qual sacramento pleno da Páscoa, isto é, a memória do sacrifício da Cruz, a presença de Cristo Ressuscitado, o ápice da Iniciação cristã e o antegozo da Páscoa eterna.

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O sábado pascal é iniciado com o fogo novo. O que ele nos remete?

A páscoa originalmente era uma celebração típica dos pastores. Depois passou a ser a grande festa da libertação dos hebreus, recordando sua saída do Egito. Mais tarde foi-lhe incorporada uma antiga festa agrícola dos pães sem fermento (ázimos).

Nesse dia a Igreja toda guarda luto pela morte de Jesus. Neste dia se faz também a comemoração das Dores de Nossa Senhora.

É uma celebração que relembra todos os sofrimentos de Nossa Senhora desde o nascimento de Jesus, culminando com a dor infinita à qual se viu exposto o coração de Maria, ao deixar seu divino Filho no sepulcro. Por maior que seja a solidão que algum coração humano já sentiu, por certo, sequer aproximará do amargor, do infinito abandono que se apossou do coração da mãe do Divino Amor.

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Missa da Unidade Diocesana: Fiéis lotam a Catedral da Campanha/MG em Celebração do Santo Crisma

Nesta última quinta-feira santa, dia 13 de abril, aconteceu na Catedral Diocesana de Santo Antônio, em Campanha/MG a solene missa do Santo Crisma, presidida por Sua Excelência Reverendíssima Dom Pedro Cunha Cruz. Concelebrou a mesma, o bispo Emérito Dom Diamantino Prata de Carvalho assim como todo clero diocesano. Nesta celebração o clero renova suas as promessas nas quais fizeram no dia de sua ordenação. Acontece no decorrer da celebração a bênção dos óleos dos enfermos, dos catecúmenos e do Santo Crisma.

Participaram desta solene celebração da unidade diocesana os padres regulares, pertencentes a ordens ou congregações, que auxiliam na Semana Santa nas diversas paróquias da diocese. Além do clero, seminaristas e religiosos também estiveram presentes.

Na missa do crisma, celebramos o nascimento do sacerdócio que é a participação na consagração de Jesus Cristo, o Messias, nosso Senhor e Deus.

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Em sua homilia nosso bispo fala diretamente ao clero: Nós presbíteros fomos chamados na Igreja com uma vocação e missão especial, ou seja, amar a Jesus incondicionalmente; ser pastores com Ele, como Ele e por Ele. “Recebemos uma graça especial para sermos pastores santos” (PO 12). Paulo VI já nos levava a questionar ao dizer: “Se és sacerdote, por que não és santo? E, se não és santo, para que és sacerdote?”. Deus dá aos pastores um caminho para santificar-se. Exercendo autêntica e incansavelmente seu ministério no Espírito de Cristo, cada atividade ministerial produz santidade (PO 13). Desta forma, contemplando O Bom Pastor, os ministros ordenados alcançarão o vínculo o vínculo da perfeição sacerdotal que leva à unidade suas vidas e atividades. Imitamos a Cristo em sua entrega e em seu serviço. “É a doação de nós mesmos que mostra o amor de Cristo por seu rebanho, através de nosso modo de pensar e agir, nosso modo de comportar-nos com o povo” (CF PDV 23). A caridade específica de ministros de Deus, não permite tratar mal o rebanho a nós confiado, mas a leva-lo cada vez mais a Deus, como pontes que devemos ser e não muros da discórdia, da divisão, da insensibilidade e até da infâmia. Somos ministros da misericórdia, para além de um ano só que já vivemos dedicados a ela.   

VEJA NO VÍDEO ABAIXO A HOMILIA COMPLETA OU LEIA AQUI

A animação litúrgica (canto) ficou a cargo do coral da Paróquia Sagrado Coração de Jesus de Três Corações/MG – Cotia, contamos a ilustre presença e participação do Coral Campanhense, entoando o Ecce Sacerdos, tradicional canto sacro, composto para a ocasião; e Ó Redemptor, (versão latina) Acolhei, ó Redentor, pelo Missal Romano, durante a procissão dos Santos Óleos.

Dom Pedro Cunha Cruz encerrou a celebração com Bênção Papal, concedida pelo Santo Padre o Papa Francisco. Ao final da celebração, a paróquia Santo Antônio ofereceu aos visitantes um lanche, doado pelos agentes de pastorais e pela população campanhense.

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Por Bruno Henrique Santos – Gestor do Portal Terra de Santa Cruz

Semana santa 2017

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“Unidade e alegria sacerdotal” – Homilia de Dom Pedro C. Cruz – Missa da Unidade Diocesana (Santos Óleos)

Missa da Unidade – A unidade dos presbíteros com o bispo neste dia é fundamental. Daí a importância de todo o presbitério participar, em todo mundo, desta celebração do Santo  Crisma, onde a nossa unção com óleo da alegria é recordada e renovada. O Decreto Christus Dominus, n. 16 lembra aos bispos: “tratem sempre com especial caridade os sacerdotes, que compartilham de suas funções e solicitude…considerando filhos e amigos, para que possam exercer com fidelidade e fruto o seu ministério”.

    A unidade que celebramos hoje está alicerçada no amor à vontade divina e na caridade e fraternidade sacerdotal; insto é que nos ajuda a construir uma unidade de vida. O sacerdote deve tender a ela sempre por um novo motivo. O crescimento desta unidade entre nós se fundamenta sempre no amor fraterno e na caridade pastoral,  além do testemunho como reflexo de nossa vida interior. “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a Boa-Nova  (Lc 4,18). Se formos pastores desejosos do amor de Cristo e da consequente caridade pastoral, seremos também um Evangelho vivo. Somos portadores de uma consagração ontológica que se estende por tempo integral (não existe folga ou férias do nosso ser padre, nós o somos 24h).

   Nesta celebração recordamos nossa identidade d efundo conferida no sacramento da ordem, sobre a qual se desenvolve fecundamente a graça de nosso pastoreio. Como dizia São João Bosco, é sacerdote no altar e no confessionário, como na escola, pelas ruas e em toda parte. Este ministério não pode ficar na periferia de nossa, mas no seu próprio centro.

   Estamos reunidos hoje nesta celebração porque queremos também reforçar a nossa unidade interior, além daquela com todo presbitério; pois a ruptura da unidade interior no sacerdote gera um esfriamento de sua caridade e ardor pastoral, ou seja, do “amor vigilante do mistério que traz em si para o bem da igreja e da humanidade” (João Paulo II, Pastores dabo Vobis, n. 72). Lembramos  assim, que o sacerdócio ministerial, na medida em que se configura ao ser e ao agir sacerdotais de Cristo, introduz sempre uma novidade na vida e na espiritualidade de quem recebeu este bom. Portanto, não podemos nunca deixar de aprofundar a nossa “consciência de ser ministro” (PDV, N 25); isto é de grande importância para vida espiritual do sacerdote e para a eficácia do seu próprio ministério. Tal foi a “consciência de Jesus” ao tomar o livro do profeta Isaías e afirmar; “hoje se cumpriu esta passagem da escritura que acabaste de ouvir” (Lc 4, 21)

  “Jesus nos ama…fez de nós um reino, sacerdotes para seu Deus e Pai” (Ap 1, 5.6). Nós presbíteros fomos chamados na Igreja com uma vocação e missão especial, ou seja, amar a Jesus incondicionalmente; ser pastores com Ele, como Ele e por Ele. “Recebemos uma graça especial para sermos pastores santos” (PO 12). Paulo VI já nos levava a questionar ao dizer: “Se és sacerdote, por que não és santo? E, se não és santo, para que és sacerdote?”. Deus dá aos pastores um caminho para santificar-se. Exercendo autêntica e incansavelmente seu ministério no Espírito de Cristo, cada atividade ministerial produz santidade (PO 13). Desta forma, contemplando O Bom Pastor, os ministros ordenados alcançarão o vínculo o vínculo da perfeição sacerdotal que leva à unidade suas vidas e atividades. Imitamos a Cristo em sua entrega e em seu serviço. “É a doação de nós mesmos que mostra o amor de Cristo por seu rebanho, através de nosso modo de pensar e agir, nosso modo de comportar-nos com o povo” (CF PDV 23). A caridade específica de ministros de Deus, não permite tratar mal o rebanho a nós confiado, mas a leva-lo cada vez mais a Deus, como pontes que devemos ser e não muros da discórdia, da divisão, da insensibilidade e até da infâmia. Somos ministros da misericórdia, para além de um ano só que já vivemos dedicado a ela.

   Nesta Santa Eucaristia, queremos renovar nossa consciência de ministros de Cristo.  Nem sempre conseguimos atingir um ideal projetado por nossa boa intenção, para fazer tudo e só aquilo que Deus quer; mas se não atingimos este ideal, temos que nos confiar à Providência e deixarmos o restante nas mãos de Deus .  Mais uma vez repito, para atingirmos esta unidade temos que trabalhar sempre em comunhão com o bispo e com todo o presbitério. Trabalhamos assim, os presbíteros encontrarão a unidade da própria vida na própria unidade da missão da igreja (CF PO 14).  Assim seremos sempre consolados e transbordantes de alegria (Unção da Alegria). Lutemos contra tudo aquilo que nos tenta roubar a alegria. Tenhamos sabedoria e força para irmos adiante com alegria, fazendo  também o que nos resulta agradável ou cômodo e servindo alegremente também àqueles a quem no custa aceitar.

  Por fim, mesmo vivendo cada vez mais em uma cultura do ódio, da perseguição, da violência, da intolerância (lembremos de nossos irmãos, cristão coptas, mortos em pleno Domingo de Ramos e tantos outros ainda perseguido), queremos compreender e viver a unidade e harmonia em nossas vidas de pastores e ministros de Deus. Vivemos em um tempo difícil, seja na economia na ética, na política, na área social e previdenciária, em várias esferas da existência, mas queremos agradecera Jesus hoje, sua presença  seu amor por cada um de nós. A nossa unidade deve ser um sinal de contradição a esta cultura dilacerada pela discórdia e divisão.  Como pastores, sentimos a necessidade de encontrar, cada vez mais a unidade e harmonia entre nós, em nossa vida e nosso ministério. Porém, a unidade e a harmonia dependem só do nosso esforço; assim não sentiremos nosso ministério e nossa vida como uma carga pesada. Antes, teremos sabedoria e fortaleza para ir adiante com alegria.

Obrigado pelo “sim” de cada irmão presbítero que se renova neste dia e pelo trabalho que cada um realiza pelo “bom povo” do rebanho campanhense.

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Assista ao Vídeo da Homilia 

Louvado seja nosso senhor Jesus Cristo!

Dom Pedro Cunha Cruz – Bispo diocesano da Campanha/MG

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Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização

Semana Santa- Sermão do Encontro. Proferido pelo Cônego João Luís da Silva em Campanha/MG

Nesta terça-feira santa 11/04, na praça Dr. Jefferson de Oliveira, com a presença de inúmeros fiéis, aconteceu o doloroso encontro de Maria e Jesus. Proferiu o sermão desta noite, o Reverendíssimo Cônego João Luís da Silva da Cidade de Nepomuceno/MG.

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Compacto do Sermão:
“Somos todos caminheiros” assim se inicia o sermão.
Mesmo em vale de lágrimas, o que vale é o caminho, a verdade e a vida, essa é a caminhada ideal. Esse é um encontro único entre mãe e filho, mostrando a profundidade do amor de Deus por nós.

O que sente nosso coração diante desse drama? Os muitos sofrimentos do nosso povo em desencontros no caminho dá vida. A necessidade de um encontro pessoal com Deus, é preciso perceber a importância do outro em nossa vida. A pessoa não basta a si mesmo,. Através do encontro com si mesmo, percebemos a importância do outro é dos dons de Deus. Devemos nos abrir para conviver com o outro através de Deus.

A família (casais, país e filhos, irmãos) forma um importante encontro, onde deve haver princípios éticos que norteiam a felicidade. Na presença de Deus sempre, temos que aprender a respeitar as diferenças, preservando a convivência e o diálogo.
A Igreja tem chamado a atenção para a importância da família, da defesa da família, com respeito, ética, dignidade, em nome do AMOR. Uma boa convivência familiar, leva-nos à unidade dá comunidade através de encontro de casais, catequese, pastorais, para assim construirmos um mundo novo. Um mundo marcado por encontros incontáveis que dão sentido à vida.

A necessidade de ações solidárias para com as pessoas que mais precisam: doentes, idosos, carcerários, os que se isolam. Foi isso que Jesus nos ensinou… o encontro com homens, mulheres, crianças, jovens; justos e pecadores, ricos e pobres; até mesmo com aqueles que resistem ao projeto de vida, justiça, de paz e de amor.

Precisamos ter sensibilidade em nossos corações para acolher Jesus com muito carinho, na presença de nosso irmão. Temos que levar as pessoas ao encantamento com os projetos de Jesus; e de encontro em encontro, Jesus procura lares para ser acolhido.
E nesse encontro de Maria com seu filho, o que sentimos? A presença de Deus na vida deles. Só Deus é nosso defensor, protetor e nossa fortaleza. Assim podemos compreender o significado de vc tanta força perante tanta dor. “Se Deus é por nós, quem será contra nós?”

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O que nos trouxe aqui hoje? O amor a Jesus, o amor para com Maria. A gratidão a Deus, que nos salva e se entrega através do amor.
Somente com Deus em nós, venceremos o desamor que provoca tanto sofrimento. Só com Deus poderemos encontrar sentido para nossa vida. Olhemos para Jesus é Maria: não podemos desistir. A força é a luz de Deus na eucaristia, nas boas obras, no amor aos irmãos são o caminho que nós levam ao céu. Nos encontros nossos de cada dia construiremos o reino de Deus. E… só Jesus é o caminho que nos leva a Deus!

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Coral Campanhense entoa o Moteto PATER MI minutos antes da procissão do Senhor dos Passos sair da Igreja para o sermão do encontro. Confira o vídeo!

Texto: Rondelli Fernandes – Colaboração/Edição/Fotos: Bruno Henrique – Gestor do Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização !!

 

Assembleia Diocesana de Pastoral 2017 – Diocese da Campanha/MG

Assembleia Diocesana de Pastoral 2017

O clero diocesano da Campanha, lideranças de pastorais e movimentos, seminaristas e membros de conselhos diocesanos estiveram presente na Assembleia Diocesana de Pastoral 2017 em Campanha/MG

As assembleias diocesanas são cada vez mais comuns e necessárias em nossos tempos de igreja. Quase toda a diocese do Brasil realiza ao menos uma vez ao ano este encontro geral diocesano para debater, partilhar e acolher novas propostas visando dar continuidade à obra evangelizadora de Jesus.

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As prioridades continuam sendo a Formação de leigos, mundo da fé e política, mundo da Família e Pastoral de Conjunto, entra nessas prioridades o reforço da catequese, comunicação e juventude conforme foi partilhado e debatido nesta assembleia que ocorreu neste último sábado 25 de março no ginásio poliesportivo da congregação dos Irmãos do Sagrado Coração situado em Campanha/MG, sede diocesana.

As assembleias valem não apenas pelo plano de pastoral que delas resulta, mas pela sua própria dinâmica, pois possibilita o encontro de leigos, religiosos, seminaristas, padres e bispos que ouvem, discutem e decidem conjuntamente. Uma verdadeira construção participativa (p.f. 8 p 10 IV Plano Diocesano de Pastoral de Conjunto).

As atividades do encontro começaram com a oração do Ofício Divino das comunidades, em seguida a divisão de grupos por fornias e regiões para debates, partilhas e decisões. Prosseguiu o dia com a apresentação de cada grupo e suas dúvidas e propostas como a palavra central do assessor diocesano de Pastoral o Reverendíssimo Padre Jean Poul Hansen e dos coordenadores das prioridades decididas na ultima assembleia apresentando os trabalhos realizados em cada uma até o presente momento. Caminhando para o final foi feita a leitura da ata, realizada pelo Reverendíssimo Cônego Luzair Coelho de Abreu, chanceler do bispado, pároco e cura da Catedral diocesana de Santo Antônio. Sua Excelência Reverendíssima Dom Pedro Cunha Cruz bispo da Campanha encerrou a assembleia com sua explanação e bênção há todos os presentes.

“Desejo que cada fiel, consagrados e consagradas desta igreja particular da Campanha, assumam seu papel significativo como sujeitos ativos da missão evangelizadora e protagonistas de uma sociedade mais humana e mais justa”. Evangelizar é dever da igreja. Nesta ação ela escuta, dialoga e encontra afim de que possa servir como testemunha de Cristo (E.G.; 27-33). Que o Espírito Santo nos transforme e nos conduza na direção do Reino de Deus. (p.f. 4 p.8 IV Plano Diocesano de Pastoral de Conjunto – Voz do pastor – Dom Pedro Cunha Cruz)

Por Bruno Henrique Santos / Gestor do Portal Terra de Santa Cruz  

Dom Pedro Cunha Cruz lança a CF2017 abrindo o tempo quaresmal na Diocese da Campanha

Fiéis lotaram a Catedral Diocesana de Santo Antônio em Campanha/MG na última quarta-feira 01 de março na Santa Eucaristia que marcou a abertura do tempo quaresmal e da Campanha da Fraternidade 2017 na diocese da Campanha com benção e imposição das Cinzas.

A santa missa foi celebrada por Vossa Excelência Reverendíssima Dom Pedro Cunha Cruz, bispo titular da Diocese da Campanha. Concelebrou a solene eucaristia, o Reverendíssimo Cônego Luzair Coelho de Abreu, chanceler do bispado da Campanha, pároco e Cura da Catedral de Santo Antônio e pelo Reverendo Padre Edson Pereira Oliveira, reitor do seminário propedêutico São Pio X e vigário paroquial. Esteve presente também o Senhor Diácono Wendel Rezende como toda comunidade paroquial.

Em sua homilia Dom Pedro destacou a conversão verdadeira para uma nova vida. O tempo da quaresma é quarenta dias que percorremos buscando a graça da conversão espiritual, comunitária e social. É um tempo marcado pela escuta da palavra de Deus; da reconciliação com Deus e com os irmãos. É o renovar d avida cristã. Destacou e explicou o sentido da imposição das cinzas e se alegrou em ver a quantidade de pessoas presentes na celebração como também nas outras que ocorreram no decorrer da última quarta-feira (Cinzas). Dom Pedro aproveita a ocasião para firmar um compromisso com fiéis, lançando um desafio a todos, pedindo-lhes que façam deste tempo quaresmal um bom e santo retiro espiritual e indicando o caminho para que possam bem viver este tempo; participando das celebrações dominicais, buscando a confissão e o perdão; um conhecimento e aprofundamento intenso na santa palavra de Deus através das liturgias de cada domingo da quaresma.

Destaque para Campanha da Fraternidade 2017 que se se insere exatamente neste tempo quaresmal, pois visa gerar para os fiéis e a sociedade uma conversão pessoal, comunitária e social. Neste sentido a igreja quer conscientizar a todos sobre o cuidado da criação, o cuidado com a casa comum através dos biomas brasileiros. A igreja tem consciência que a sua missão no processo de evangelização dos povos, inclui e prioriza a defesa da vida como dom e presente de Deus.

Veja a homilia completa de Dom Pedro no vídeo abaixo

Após a homilia, seguiu-se o rito de bênção e imposição das cinzas. As cinzas nos lembram de que, somos pó, do pó viemos, e pó voltará a ser, “convertei-vos e credes no evangelho” logo após seguiu-se o rito da celebração.

Ao final da santa missa, Dom Pedro leu a mensagem enviada pelo santo padre o Papa Francisco aos fiéis do Brasil por ocasião da Campanha da Fraternidade 2017, que este ano nos trás o tema: Fraternidade Biomas brasileiros e defesa da vida; e o lema: “Cultivar e guardar a criação” (Gn 2, 15) por fim, com base na CF2017 o senhor Bispo faz um apelo para que defendamos o Circuito das águas presente em nossa região diocesana e o nosso solo rico em minérios abrangendo todo nosso estado de Minas Gerais.

Vejam fotos no álbum-> Facebook Terra de Santa Cruz 

Por Bruno Henrique/ Gestor do Portal Terra de Santa Cruz

Formação da CF2017 – Cultivar e guardar a criação Forania N.Sra das Fontes – Diocese da Campanha/MG

A campanha da fraternidade é realizada todos os anos pela Igreja Católica no Brasil.

A CF 2017 nada mais é do que uma campanha que envolve a comunidade com diversas ações pastorais em todas as regiões do Brasil.

A Campanha da Fraternidade é marcada pelo empenho de todos em favor da solidariedade e fraternidade, sempre abordando temas atuais, que a cada ano propõe uma transformação social e comunitária, seja ela em desafios sociais, econômicos, culturais e até mesmo religiosos, onde toda a população envolvida na Campanha da Fraternidade é convidada a ver, julgar e agir.

Este ano a campanha vem com o tema “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida” e o lema “Cultivar e guardar a criação” (Gn 2.15).  “Cultivar e guardar nasce da admiração”! A beleza que toma o coração faz com que nos inclinemos com reverência diante da criação e de tudo que Deus criou. A iniciativa alerta para o cuidado da criação, de modo especial dos biomas brasileiros que tem sofrido diversas perdas e tem sido explorada de formas erradas por grandes empresas e sentido fortemente o mau cuidado do ser humano. A natureza clama por socorro, sobrevivência.

Bioma é uma unidade que agrupa diversos organismos de acordo com as condições físicas de um mesmo ambiente, como microclima, solo, altitude, temperatura e umidade. Deste modo, é possível generalizar e encontrar semelhanças em espécies animais e vegetais que habitam um mesmo espaço, mesmo que estas não possuam nenhum parentesco entre si. O termo, que pode ser entendido como um ecossistema em larga escala, foi usado pela primeira vez na década de 1940 pelo ecologista norte-americano Frederic Clementes.

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Diversas dioceses do país inteiro estão realizando formações com base nas diretrizes e texto base da CF2017 lançado pelo CNBB assim levando até as paróquias e comunidades a importância de vivenciar e por em prática a proposta da CF2017. Em nossa Diocese da Campanha, foram realizadas as formações divididas por foranias. Todas as foranias se reuniram no dia 12 de fevereiro (domingo) para apresentar as lideranças das paróquias que compõem cada forania a Campanha da Fraternidade 2017 e sua proposta do cuidar e cultiva a criação.

A forania Nossa Senhora das Fontes se reuniu no Salão Paroquial Santo Antônio em Campanha/MG, a formação ficou a cargo dos membros do GRADI (Grupo de Assessores Diocesano) Mirian de Oliveira Cristiano Nascimento e Antônio Tadeu Pires ambos da paróquia Sagrado Coração de Jesus – Cotia – Três Corações/MG. Estiveram presentes no encontro diversos membros de pastoral e conselhos das paróquias pertencentes à forania Nossa Senhora das Fontes.

A formação foi bastante produtiva abordando a realidade dos biomas brasileiros nos dias atuais e vendo as necessidades de cada região e mostrando os caminhos para uma formação consciente de modo que as pessoas contemplem o meio ambiente de uma forma mais cristã.

Os principais biomas terrestres no Brasil são a Amazônia, o Cerrado, a Mata Atlântica, a Caatinga, os Pampas e Pantanal que juntos ocupam todo território brasileiro. Em nossa diocese destacamos a Mata Atlântica que está em nosso território e foi alvo de debates e rodas de conversas durante a tarde de formação.

Foi colocado em questão o processo de conscientização de nossos padres, leigos, instituições, órgãos públicos e famílias em geral. A ideia é fazer com que todos se envolvam por está causa do cuidado da casa comum e tenham consciência de que é importante o trabalho eficaz de cada um pelo bem e cuidado da “MÃE TERRA”.  A Campanha da Fraternidade sugere que durante a Quaresma, que se inicia na Quarta-feira de Cinzas (um de março), todos cristãos busque viver a experiência de uma espiritualidade franciscana, de modo que se torne uma atitude comum e concreta para a vida humana e terrestre.

14721679_1299540356746363_4839742973252826501_n“São Francisco, o grande defensor do meio ambiente, nos ensina com a sua vida e com seus escritos que a natureza não pode ser manipulada muito menos tratada como objeto de lucro, pelo contrário, a natureza é a nossa irmã, o bioma faz parte do nosso relacionamento fraterno”. Já diz um ditado antigo: Deus perdoa sempre, o Homem às vezes, a Natureza nunca.

Que essa campanha da fraternidade possa ser para nós um incentivo a mudar nossas ações com a natureza que possamos cuidar daquilo que Deus nos deu e que acima de tudo, o nosso coração esteja voltado à graça do Pai nesta quaresma, tempo propício para mudança de vida, hábitos e uma profunda conversão ao evangelho de Jesus Cristo e uma consciência ampla sobre o cuidado das coisas de Deus.

Agradecemos os membros do GRADI que se colocaram disposição para passar a formação sobre a CF2017.

Conheça a NATUREZA E MISSÃO DO GRADI: O GRADI é o Grupo de Assessores Diocesanos e, como tal, assessora a Coordenação Diocesana de Pastoral na sua missão própria. Como grupo de assessoria tem natureza consultiva. Sua missão é colaborar com a Coordenação Diocesana de Pastoral na reflexão e na formação e dinamização pastoral da Diocese, falando em seu nome e transmitindo o seu pensamento.

Texto de Bruno Henrique Santos/Gestor do Portal Terra de Santa Cruz 

FOTOS: Miriam de Oliveira Cristiano Nascimento – (GRADI)

CONHEÇA O HINO DA CF2017

https://youtu.be/Ja693wVcyjQ?t=106

O hino da Campanha da Fraternidade 2017 foi escrito pelo Padre José Antônio de Oliveira e música de Wanderson Luiz Freitas.
Acesse: http://www.campanhadafraternidade2017… e saiba mais .

Segue a letra do hino abaixo.

01 – Louvado seja, ó Senhor, pela mãe terra,
que nos acolhe, nos alegra e dá o pão (cf. LS, n.1)
Queremos ser os teus parceiros na tarefa
de “cultivar e bem guardar a criação.”

Refrão:
Da Amazônia até os Pampas,
do Cerrado aos Manguezais,

chegue a ti o nosso canto
pela vida e pela paz (2x)

02 – Vendo a riqueza dos biomas que criaste,
feliz disseste: tudo é belo, tudo é bom!
E pra cuidar a tua obra nos chamaste
a preservar e cultivar tão grande dom (cf. Gn 1-2).

03 – Por toda a costa do país espalhas vida;
São muitos rostos – da Caatinga ao Pantanal:
Negros e índios, camponeses: gente linda,
lutando juntos por um mundo mais igual.

04 – Senhor, agora nos conduzes ao deserto
e, então nos falas, com carinho, ao coração (cf. Os 2.16),
pra nos mostrar que somos povos tão diversos,
mas um só Deus nos faz pulsar o coração.

05 – Se contemplamos essa “mãe” com reverência,
não com olhares de ganância ou ambição,
o consumismo, o desperdício, a indiferença
se tornam luta, compromisso e proteção (cf LS, n.207).

06 – Que entre nós cresça uma nova ecologia (cf LS, cap.IV),
onde a pessoa, a natureza, a vida, enfim,
possam cantar na mais perfeita sinfonia
ao Criador que faz da terra o seu jardim.

PORTAL TERRA DE SANTA CRUZ – A SERVIÇO DA EVANGELIZAÇÃO

GLORIOSO MÁRTIR, SÃO SEBASTIÃO – Por Thiago Augusto da Silva

Quando os ponteiros do relógio marcam meia noite, no dia 31 de dezembro, a vida ganha outra cor, o milagre acontece, tudo o que era velho passou, eis que a vida se renova. Vida nova, ano novo, é janeiro outra vez.

Em Campanha, sul de Minas Gerais, a vida ainda é marcada pelas festas litúrgicas. Festas em louvor ao padroeiro da cidade, aos padroeiros tradicionais das igrejas mais antigas, aos santos, bem-aventurados, servos de Deus e veneráveis da própria região. É um povo que procura consagrar todo o seu tempo às coisas de Deus.

Janeiro traz consigo muitas expectativas, planos, projetos, metas a serem cumpridas ao longo do ano. Mas, para mim, esse mês é especial, por uma festa que me faz retornar à minha infância, festa essa, muito mais tradicional, muito mais antiga. É a festa do glorioso mártir, São Sebastião.

São Sebastião foi capitão da guarda pessoal do imperador Diocleciano. Em um tempo de grande perseguição aos cristãos, testemunhava sua fé e socorria os perseguidos. Fora denunciado ao imperador, atado a uma árvore, ferido por flechas e abandonado como se estivesse morto. Socorrido por uma cristã, ao recobrar a saúde apresentou-se diante do imperador, denunciando as barbaridades ocorridas. Foi espancado com porretes até atingir a coroa do martírio, a 20 de janeiro de 286.

Desde muito pequeno eu frequentei a igreja dedicada a este santo, onde fiz a catequese, a Primeira Eucaristia, onde fui coroinha. Guardo na mente e no coração as quermesses, os bingos, a Banda Marcial Dom Inocêncio apresentando-se no barracão depois das missas. Enquanto coroinha, todo o ano rezava para não chover no dia da procissão. E chovia! Como chovia…

Quando não chovia, a alegria era tamanha, as procissões eram solenes, participativas, piedosas de verdade. As liturgias, bem celebradas, capazes de preencher a alma dos fieis dos mais nobres sentimentos.

Toda igreja cantando: “Glorioso mártir, São Sebastião, dai a seus devotos, firme proteção…”.

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Imagem de São Sebastião Foto de 20/01/2016

Nos últimos anos, o resgate da procissão com carros de bois pelas ruas da cidade, vem trazendo mais beleza e significado a história e a luta do povo campanhense. Os louvores a Deus sobem aos céus, pelo cantar das rodas dois carros de boi. São imagens que ficaram gravadas com muito carinho na minha memória. Os anos passam rápido demais, estou fora da Campanha a quase sete anos, de janeiro a janeiro, com o tempo marcado pelos sinais da fé, a história vai sendo vivida, guardada no coração.

A vida segue o ritmo da liturgia e, “assim preservados, possamos viver, para seu nome santo, sempre bendizer.”. É janeiro uma vez, que o exemplo deste guerreiro do evangelho, mártir da fé, possa encorajar-nos a anunciar o Evangelho de Jesus Cristo, neste mundo, cada vez mais hostil à mensagem do Divino Mestre.

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Por Thiago Augusto da Silva, (Colaborador e Colunista do Portal Terra de Santa Cruz – Campinas-SP)

Campinas, São Paulo, 20 de janeiro de 2017.

PORTAL TERRA DE SANTA CRUZ – A SERVIÇO DA EVANGELIZAÇÃO

Inauguração e Bênção do Caminho de Fé Beatos Nhá Chica e Pe. Victor em Campanha/MG

Neste dia 22 de Dezembro do ano de 2016, foi inaugurado em Campanha/MG no morro do Cruzeiro o Caminho de Oração Beata Nhá Chica e Beato Pe. Victor. A Rua Monsenhor Osório, subida para o morro do cruzeiro foi toda pavimentada e marcada com as 15 estações da via-sacra, um caminho lindo de fé e oração para os devotos dos referidos beatos rezarem e fazerem seus pedidos a Deus por intermédio de nossos queridos beatos.

Assim também foi inaugurado o mirante do cruzeiro, mais um local de lazer para o povo Campanhense, mas acima de tudo um local de Oração.

Iniciativa partiu do Poder Legislativo e Executivo da Cidade da Campanha sob orientações e aprovação do Bispo Diocesano da Campanha Dom Pedro Cunha Cruz, o Pároco e Cura da Catedral de Santo Antônio Cônego Luzair Coelho de Abreu e do Vigário Paroquial da Campanha o Reverendíssimo Pe. Edson Pereira Oliveira, cuja bênção do local foi realizada pelo mesmo com a presença do Diácono Clayton.

A cerimônia deu-se início  às 18hs da tarde desta quinta-feira (22/12) com presença dos representantes do poder legislativo e executivo que ambos tiveram seus momentos de fala e colocações importantes. Pe. Edson abençoou as imagens do Beato Pe. Victor e Nhá Chica após o descerramento das placas de ambos os monumentos.

A igreja e o povo da Campanha muito se alegram com esta iniciativa. Rezemos para que o povo seja cada vez mais fiel à intercessão de nossos beatos nesta terra de Santa Cruz.

Deus abençoe a todos que colaboraram de forma direta ou indireta para que esteja iniciativa e homenagem se realizasse.

Beata Nhá Chica e Beato Pe. Victor Rogai por nós!

Texto e Fotos  por Bruno Henrique – Gestor do Portal Terra de Santa Cruz 

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