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Solenidade de Corpus Christi em Campanha/MG

A Igreja celebrou no último dia 15 de Junho, a Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo. Em Campanha, a Paróquia Santo Antônio atendeu os fiéis com três missas na Catedral e uma na comunidade N. Sra. Aparecida no Distrito de Ferreiras (Ressaca). Todas as celebrações contaram com um número expressivo de fiéis. Ás 15h realizou-se a última missa do dia na Catedral, presidida por Sua Excelência Reverendíssima Dom Pedro Cunha Cruz, bispo diocesano da Campanha. A Santa Eucaristia foi concelebrada pelo pároco e chanceler do bispado, Reverendíssimo Cônego Luzair Coelho de Abreu e pelo Reverendo Pe. Edson Pereira de Oliveira, vigário paroquial; contou com presença do Monsenhor Con. José Hugo Goulart e Silva.

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Como é de tradição, diversos seguimentos da paróquia se mobilizam para a confecção dos tapetes de Corpus Christi. Estes tapetes representam a manifestação pública da fé dos fiéis no Jesus Sacramentado. Tudo é preparado com muito carinho para Jesus passar e os trabalhos começam bem cedo. Todos os anos fiéis demonstram sua fé e amor ao Cristo Eucarístico, confiando em sua presença viva na hóstia consagrada confeccionando lindos tapetes com desenhos que retratam a liturgia desta solenidade que acontece sempre na primeira quinta-feira pós a festa da Santíssima Trindade (Domingo da Santíssima Trindade). Retratam também o ano em que a Igreja vive, neste caso estamos vivendo o Ano Mariano por decorrência dos 300 anos da Aparição de Nossa Senhora Rainha e Padroeira do Brasil.

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Em sua homilia Dom Pedro partilhou um fato ocorrido com ele e que era propício para o dia. Ele diz: Recebi uma mensagem de um amigo perguntando: Dom Pedro, na quinta-feira de Corpus Christi, eu devo participar somente da missa ou só da procissão? 

DSC05594.JPGA reposta de Dom Pedro imediata: Da missa e da procissão! Por este caminho, nosso pastor nos deu uma mini catequese durante a homilia, explicando-nos que a Procissão do Corpo E Sangue de Cristo (Corpus Christi) é uma procissão de preceito observando que esta solenidade nasceu por uma procissão e que, ela é uma consequência daquilo que é celebrado sobre o altar do Senhor e que isso nos recorda exatamente a caminhada do povo de Deus no deserto em busca da terra prometida. E a cada vez que o povo tinha fome, Deus tinha que providenciar através de Moisés, o manáexplicou Dom Pedro!

O Conselho Pastoral Paroquial realizou minutos antes da procissão uma homenagem ao nosso bispo Dom Pedro, tendo em vista que o mesmo celebrara o seu aniversário natalício no dia seguinte (16/06 – Sexta-feira).

Durante a procissão pelas ruas laterais da Praça Dom Ferrão, aconteceram quatro paradas para bênção do Santíssimo Sacramento. A última bênção se deu adro da Catedral, em seguida realizaram a guarda do Santíssimo e a leitura da mensagem e oração enviadas a todas as dioceses do Brasil pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) intitulada “Jornada de Oração pelo Brasil” por decorrência do atual momento político e ético que vive nosso país, se veem a necessidade urgente de oração pelo mesmo e unidade entre os cristãos.

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Por fim, o Sr. bispo concedeu a bênção final a todos fiéis presentes.

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Por Bruno Henrique Santos–Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização!

Chuva de graças: Povo Campanhense celebram seu Padroeiro Santo Antônio

Padroeiro do povo Campanhense, Santo Antônio é sempre aclamado e invocado durante todo ano nas celebrações realizadas na Catedral Diocesana  porém,  no mês de Junho acontece como de costume a Trezena e Festa de Santo Antônio na Comunidade Paroquial da cidade. A trezena teve início no dia 31/05 encerrando no dia 12/06. Cada dia foi meditado um tema sobre a devoção de Santo Antônio com a Virgem Maria, tendo em vista que, estamos no ano Nacional Mariano.

Santo Antônio foi exímio pregador do evangelho, piedosamente tinha total devoção a Virgem Maria,  foi um santo caridoso, pai dos pobres e necessitados, homem zeloso e temente a Deus.

No dia 13 de junho a Igreja da Campanha-MG e o mundo todo celebra o dia de Santo Antônio. Em Campanha-MG após, treze dias preparatórios, o dia 13 começou com a Alvorada festiva com o dobrar de todos os sinos da Catedral às 06h da manhã.

Ainda na parte da manhã houve uma missa celebrada pelo Monsenhor José Hugo Goulart e Silva na catedral em louvor a Santo Antônio,  fiéis participaram e rezaram junto ao santo, ao final da celebração todos receberam os tradicionais pães de Santo Antônio já abençoados .

No momento em que o relógio marcava 12h, os sinos da Catedral começaram a badalar-se e ao mesmo tempo no alto falante da Igreja tocava-se o hino em Louvor a Santo Antônio, em seguida foi realizada a oração do Angelus.  Por Volta das 16hs os sinos da Catedral voltaram a tocar sinalizando a chegada das carreatas que vinham das comunidades urbanas e rurais da cidade, com seus respectivos padroeiros solenemente enfeitados em seus andores.

O Vigário Paroquial Reverendo Padre Edson Pereira Oliveira, muito animado, com espírito missionário e sua sanfona,  acolheu as comunidades que adentravam  a casa de seu padroeiro maior Santo Antônio.  Cada comunidade foi recebida com palmas e cânticos de saudações e boas vindas.

Conhecido como taumaturgo de Pádua embora com uma curta existência terrena, Santo Antônio tornou-se um dos santos mais populares do mundo, sendo venerado tanto no Oriente quanto no Ocidente. Quando foi canonizado pelo Papa Gregório IX, Antônio ganhou o titulo de Doutor da Igreja, devido aos seus belos sermões e pregações. E é exortado como o “Santo que conforta os pobres e os desesperados”. “Doutor da Igreja”, “Martelo dos Hereges”, “Doutor do Evangelho”, “Arca do Testamento”, “Santo de todo o mundo” –– são alguns dos títulos com que os Soberanos Pontífices honraram aquele cuja vida foi, no dizer de um de seus biógrafos, um milagre contínuo.

Em Campanha o Santo de todos as necessidades, Santo Antônio da Campanha assim chamado pela população, recebe muitas homenagens no dia 13 de junho de todo ano.

Encerrando os festejos do Padroeiro, às 17h deu-se início a Santa Missa Pontifical da Solenidade de Santo Antônio Padroeiro da Campanha e da Catedral Diocesana.

A solene celebração foi presidida pelo Excelentíssimo Reverendíssimo Dom Pedro Cunha Cruz, bispo diocesano da Campanha.

Participaram a santa eucaristia o Cônego Luzair Coelho de Abreu pároco e cura da Catedral e Chanceler do Bispado da Campanha,  o Reverendo Padre Edson Pereira Oliveira vigário paroquial e Reitor do seminário Propedêutico São pio X e o Reverendíssimo Monsenhor Cônego José Hugo Goulart e Silva. Esteve presente na celebração o Sr. Diácono Wendel Rezende bem como todos os seminaristas das casas propedêutica e filosófica, acólitos, coroinhas,  ministros da palavra e da sagrada comunhão, movimentos, pastorais e todas as comunidades da paróquia com seus respectivos padroeiros.

Dom Pedro, destacou o grande pregador do evangelho que Santo Antônio foi, um homem jovem que viveu intensamente sua vocação sacerdotal.  Santo Antônio morreu muito cedo,  mas viveu toda sua vida em santidade, um sacerdote sábio que ao fazer sua primeira pregação não estava preparado porém, o espirito santo agiu nele,  Antônio foi impelido pelo Cristo Jesus por ele muitos milagres aconteceram e muitos se converteram apenas ouvindo seus belos sermões. Cantava louvores a Deus e tinha grande devoção a Maria Santíssima a quem ele sempre recorria nos momentos difíceis.

Que possamos aprender com Santo Antônio a dar o pão aos mais necessitados e sobre tudo do o pão da palavra que é próprio Cristo Jesus.

Após a Santa Missa o grande número de fiéis  e devotos de Santo Antônio acompanharam a procissão com a imagem do santo e as dos padroeiros das comunidades rurais e urbanas pelas ruas da cidade.  Devotos enfeitaram suas casas, estiaram bandeirinhas pelas ruas para a procissão passar assim como os seminaristas do seminário propedêutico que, ornamentaram a sacada do prédio com flores e bandeirinhas, homenageando o padroeiro da Campanha/MG.  No momento em que a procissão se aproximava novamente da catedral, todos foram surpreendidos por uma linda queima de fogos e uma acolhida maravilhosa a Santo Antônio.  Mesmo com chuva os fiéis acompanharam toda procissão, mostrando sua fé e devoção no Santo de todo mundo o Santo de todas necessidades o nosso glorioso Santo Antônio.

Acompanhe abaixo os melhores momentos desta festa:

Dom Pedro C. Cruz abençoou os pães de santo Antônio que foram distribuídos a todos os fiéis presentes na igreja , dando a bênção final a todos. Esta foi a segunda vez que Dom Pedro como bispo titular da santa sé Campanhense presidiu a solene celebração de Santo Antônio, padroeiro da Campanha e de nossa Catedral Diocesana que é a igreja particular do bispo.

Assim encerrou todos os festejos em honra à Santo Antônio de Pádua, “Doutor da Igreja”, “Martelo dos Hereges”, “Doutor Evangélico”, “Arca do Testamento”, “Santo de todo o mundo” com esses nomes que os Soberanos Pontífices honraram aquele cuja vida foi, no dizer de um de seus biógrafos, um milagre contínuo.

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“Alegra-te, feliz Lusitânia! Salta de júbilo, Pádua ditosa! Pois gerastes para a Terra e para o Céu um varão que bem pode comparar-se com um astro rutilante, já que brilhando, não só pela santidade da vida e gloriosa fama de milagres, mas também pelo esplendor que por todas as partes derrama a sua celestial doutrina”.

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Por Bruno Henrique Santos/ Portal Terra de Santa Cruz/Campanha-MG

Santo Antônio de Lisboa, “Martelo dos Hereges”,“Doutor da Igreja”, “Doutor Evangélico”, “Arca do Testamento”, “Santo de todo o mundo”

“Doutor da Igreja”, “Martelo dos Hereges”, “Doutor Evangélico”, “Arca do Testamento”, “Santo de todo o mundo”

O grande taumaturgo de Pádua embora com uma curta existência terrena, tornou-se um dos santos mais populares do mundo, sendo venerado tanto no Oriente quanto no Ocidente.

MARTELO.jpg“Alegra-te, feliz Lusitânia! Salta de júbilo, Pádua ditosa! Pois gerastes para a Terra e para o Céu um varão que bem pode comparar-se com um astro rutilante, já que brilhando, não só pela santidade da vida e gloriosa fama de milagres, mas também pelo esplendor que por todas as partes derrama a sua celestial doutrina”.

Esse foi o esplêndido elogio que fez desse santo o Papa Pio XII.(1)

“Doutor da Igreja”, “Martelo dos Hereges”, “Doutor Evangélico”, “Arca do Testamento”, “Santo de todo o mundo” –– são alguns dos títulos com que os Soberanos Pontífices honraram aquele cuja vida foi, no dizer de um de seus biógrafos, um milagre contínuo.

Natural de Lisboa onde nasceu em 1191 ou 1195, filho dos nobres Martinho de Bulhões e Teresa Taveira, o futuro santo recebeu no batismo o nome de Fernando. De boa índole, inclinado à piedade e às coisas santas, sua formação espiritual e intelectual foi confiada aos cônegos da Catedral de Lisboa por seu pai, oficial no exército de D. Afonso.

Clérigo Regular de Santo Agostinho

Segundo alguns de seus biógrafos, na adolescência Fernando foi acometido por violenta tentação contra a pureza. traçou uma cruz com os dedos, numa coluna de mármore, ficando nela impressa como em cera.

Avaliando nessa ocasião os perigos que corria, o adolescente quis entrar para o Mosteiro de São Vicente de Fora, dos Clérigos Regulares de Santo Agostinho, nos arredores da capital portuguesa, quando contava 19 anos de idade. Ali permaneceu dois anos, findos os quais, por ser muito procurado por parentes e amigos, pediu aos superiores que o transferissem para o mosteiro Santa Cruz de Coimbra, casa-mãe do Instituto. Foi ordenado sacerdote em 1220. Frei Fernando, entretanto, almejava abraçar um gênero de vida mais perfeito e mais de acordo com suas íntimas aspirações.

Transferência para a Ordem Franciscana

Quando chegaram a Coimbra os restos mortais dos cinco protomártires franciscanos, que deram sua vida pela Fé no Marrocos, Frei Fernando sentiu imenso desejo de imitá-los, vertendo também seu sangue por Cristo.

Um dia, no verão de 1220, quando dois franciscanos foram ao seu mosteiro pedir esmola, Frei Fernando perguntou-lhes se, passando ele para sua Ordem, o enviariam à terra dos mouros para lá sofrer o martírio.

Eles deram resposta afirmativa.

No dia seguinte, depois de obter, a duras penas, autorização de seu Superior, mudou-se para o eremitério franciscano, onde se tornou um filho de São Francisco de Assis.Frei Fernando mudou então seu nome para o do onomástico do eremitério, Antonio, que ele imortalizaria. Conforme o combinado, Frei Antonio foi enviado no fim desse mesmo ano à África. Entretanto não estava nos planos da Providência que ele ilustrasse a Igreja como mártir, mas com suas pregações e santa vida. Assim, chegando ao continente africano, foi atacado de terrível doença, que o reteve no leito por longo período. Os superiores decidiram que, para curar-se, Frei Antonio deveria voltar a Portugal.

Acrisolado pela Divina Providência

A mão da Providência, no entanto, desejava-o em outro campo de luta. O navio em que estava o convalescente, levado pela tempestade, foi parar nas costas da Itália, onde o santo encontrou abrigo em Messina, na Sicília.

Lá soube que o seráfico São Francisco havia convocado um Capítulo em Assis, para maio de 1221. Antonio poderia, enfim, ver o pai e fundador dos franciscanos e contemplar sua angélica virtude.

Naquela grande assembléia o Provincial da Romênia resolveu levá-lo consigo. Frei Antonio obteve dele licença para permanecer no eremitério do Monte Paulo, a fim de entregar-se ao isolamento e à contemplação. Entretanto a mão de Deus velava sobre ele, e chegou o tempo em que aquela luz deveria brilhar para o bem do mundo inteiro.

Começa a vida apostólica como grande pregador

Foi enviado a Forli com alguns franciscanos e dominicanos que deveriam receber as ordens sacras. O Padre guardião do convento em que se hospedavam pediu que algum dos presentes dissesse algo para a glória de Deus e edificação dos demais. Um a um, foram todos escusando-se por não estarem preparados. Restava Antonio. Sem muita convicção, o Superior mandou-lhe então que falasse, à falta dos demais.

Era a primeira vez que Antonio falava em público, e então viu-se a maravilha: de sua boca saíram palavras de fogo, demonstrando profundo conhecimento teológico e das Escrituras, tudo exposto com uma lógica, clareza e concisão que conquistou a todos.

Entusiasmado, o Guardião comunicou aquele sucesso ao Provincial, que transmitiu a notícia a São Francisco. O Poverello mandou então que Frei Antonio estudasse teologia escolástica para dedicar-se à pregação. Pouco depois, em vista de seus progressos, ordenou-lhe S. Francisco que trabalhasse na salvação das almas. Era o ano 1222, e Frei Antonio contava apenas 30 ou 31 anos de idade.

Força irresistível de suas fogosas palavras

Segundo seus biógrafos, “ele tinha um exterior polido, gestos elegantes e aspecto atraente. Sua voz era forte, clara, agradável, e sua memória feliz.A essas vantagens, juntava uma ação cheia de graça”.(2)

Entretanto, “seu traço característico, o milagre constante de sua existência, é a força incontestável de sua pregação, o poder de sua voz sobre os corações e as inteligências”.(3)

“Quando ele fulminava os vícios e as heresias — das quais o mundo estava então extremamente infectado — era como uma torrente de fogo que revira tudo, e à qual ninguém pode resistir. […] Freqüentemente, se bem que falasse [durante o sermão] uma só língua, era entendido por pessoas de toda espécie de países”.(4) Daí seu sucesso extraordinário, tanto na Itália quanto na França.

Milagres como no tempo dos Apóstolos

As multidões acorriam, e até os comerciantes fechavam suas lojas para ir ouvi-lo; a cidade e toda a redondeza literalmente paravam.

Sendo pequenas as igrejas para tanta gente — às vezes chegavam a juntar-se até 30 mil pessoas num só sermão — ele falava nas praças públicas. Quando terminava, “era necessário que alguns homens valentes e robustos o levantassem e protegessem das pessoas que vinham beijar-lhe a mão e tocar-lhe o hábito”.(5) O número de sacerdotes que o acompanhavam era pequeno para depois ouvirem as confissões dos que, tocados por seu sermão, queriam emendar-se de vida.

Seus sermões eram seguidos de milagres como não se viam desde o tempo dos Apóstolos. Praticamente não havia coxo, cego ou paralítico que, depois de receber sua bênção, não ficasse são. Numa ocasião converteu 22 ladrões, que por curiosidade foram ouvi-lo. O número de hereges por ele convertidos não tem fim.

Prega aos peixes para confundir os indiferentes

Um dos milagres mais conhecidos de Santo Antonio foi sua pregação aos peixes. Em Rimini, durante seu sermão, o povo se mantinha indiferente. Abandonando seus ouvintes, foi pregar à beira-mar. Milhares de peixes de vários tipos e tamanhos puseram a cabeça fora da água para ouvir o santo, que tinha sido seguido pela população da cidade, testemunha do milagre. Santo Antonio foi cognominado “Martelo dos Hereges”, porque a heresia não teve inimigo mais formidável.  Sua mais antiga biografia, conhecida pelo nome de Assídua, relata: “Dia e noite tinha discussões com os hereges; expunha-lhes com grande clareza o dogma católico; refutava vitoriosamente os preceitos deles, revelando em tudo ciência admirável e força suave de persuasão que penetrava a alma dos seus contrários”.(6)

Um heresiarca negava a Presença Real no Santíssimo Sacramento. Para acreditar, dizia, queria um milagre. E propôs o seguinte: deixaria sua mula sem comer durante três dias. Depois disso, oferecer-lhe-ia feno e aveia, e Frei Antonio a Hóstia consagrada. Se a besta deixasse a comida para ir adorar a Hóstia, ele creria, disse. Isso foi feito diante de toda a cidade. E a mula faminta, tendo que escolher entre o alimento e o respeito à Hóstia consagrada, foi ajoelhar-se diante desta, que o santo segurava nas mãos.

Desde a mais tenra infância Antonio fora devoto de Nossa Senhora, e Ela várias vezes o socorreu. Um dia, por exemplo, em que o demônio não podia mais suportar o bem que o santo fazia, agarrou-o pelo pescoço tão violentamente, que o enforcava. Antonio mal pôde balbuciar as palavras da antífona a Nossa Senhora, “O Gloriosa Domina”. No mesmo instante o demônio fugiu apavorado. Recomposto, Antonio viu a seu lado a Rainha do Céu resplandecente de glória.

“O santo morreu! O santo morreu!”

No ano de 1231, Frei Antonio, sentindo piorar a hidropisia maligna que o perseguia havia tempos, percebeu que sua hora chegara e quis morrer em Pádua, sua cidade de adoção. Quando o povo paduano ouviu dizer que ele estava chegando, acorreu em tal quantidade, que os frades que o acompanhavam, para livrá-lo do assédio, levaram-no para a casa do capelão das freiras clarissas, onde ele faleceu com apenas 40 anos de idade. Imediatamente as crianças de Pádua saíram espontaneamente pelas ruas gritando: “O santo morreu! O santo morreu!”. Ao mesmo tempo, em Lisboa, sua cidade natal, os sinos puseram-se a repicar por si sós, e o povo saiu às ruas. Somente mais tarde é que souberam do ocorrido.

Tantos foram os milagres operados pelo santo em seu túmulo, que levaram o Papa Gregório IX a canonizá-lo apenas um ano depois de sua morte. O Processo de Canonização mais curto da História da Igreja .

SANTO ANTÔNIO, MARTELO DO HEREGES, PREGADOR DO EVANGELHO, ROGAI POR NÓS!

PORTAL TERRA DE SANTA CRUZ

Seminário Arquidiocesano acolhe encontro do Formise – Seminaristas de Pouso Alegre, Campanha e Guaxupé

O Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora Auxiliadora acolhe entre os dias 26 e 28 de maio o Encontro de Formação Missionária dos Seminaristas (Formise) da Província Eclesiástica. Cerca de 120 seminaristas das três etapas formativas (Propedêutico, Filosofia e Teologia) das Dioceses da Campanha e Guaxupé, juntamente com seus formadores, refletem o tema “O missionário presbítero para uma Igreja em saída” e o lema “Ide sem medo para servir”.

O encontro começou nesta sexta-feira, 26, às 17h, com a Santa Missa presidida pelo Arcebispo Metropolitano, Dom José Luiz Majella Delgado – C.Ss.R., e concelebrada pelos padres formadores dos três seminários.  Quem está conduzindo o encontro é o padre Henrique Neveston, da Diocese de Guaxupé. Em 2014, o padre Henrique teve a oportunidade de participar em Roma do Encontro Mundial da Nova Evangelização.

Além das missas, pregações e partilhas missionárias, neste sábado à tarde todos irão participar de visitas missionárias na Comunidade São Sebastião, no bairro Cidade Jardim em Pouso Alegre.

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Texto: Pe. Andrey Nicioli

Fotos e informações: Cristian Diego Rosa e Rafael Henrique Rodrigues (Pouso Alegre/MG)

Foto capa/destaque: Seminarista Bruno Moreira – Diocese da Campanha/MG

Fonte: http://arq.mirade.com.br

Reprodução: Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização