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Diplomação dos novos Cônegos da Catedral da Campanha/MG

O dia 13 de junho é marcado por expressões de grande piedade popular em Campanha. Santo Antônio é o titular da Catedral e os campanhenses sempre demonstram sua fé em um dos mais populares santos católicos. Os festejos tiveram início logo pela manhã e encerraram à tarde, na grande missa solene com bênção e distribuição dos pãezinhos de Santo Antônio.

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Às 10h, a missa foi presidida pelo bispo diocesano D. Pedro Cunha Cruz e concelebrada por um número significativo de padres de nossa diocese. Durante a celebração foram diplomados os novos cônegos do cabido diocesano. Muitas caravanas das diversas comunidades de nossa paróquia, sobretudo aquelas onde os cônegos atuam se fizeram presentes.

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Para a ocasião, Dom Pedro selecionou as leituras da missa do comum dos Doutores, que ressaltam a importância da sabedoria para a pregação do Evangelho de Cristo. Em sua homilia, o bispo iniciou ressaltando a devoção popular a Santo Antônio. “Em junho nós celebramos os santos mais populares da Piedade do Povo de Deus. Entre eles está Santo Antônio, que me traz à memória, tanto enquanto o padre e Bispo do Rio de Janeiro, a grande expressão de devoção do nosso povo. O santo tem um grande apelo popular não só no Brasil, mas também no mundo inteiro, talvez pela própria adequação da palavra de Deus em vida, com testemunho que ele deu para a história dos homens e da Igreja. Tendo sido este Santo mal interpretado, e muitas vezes foi até expulso da cidade por algumas pessoas que não compreendiam o significado da palavra de Deus. […] Santo Antônio foi o homem que teve uma sensibilidade para além do seu tempo.”

“O santo exortava continuamente a combater a cobiça e a praticar as virtudes da pobreza e da generosidade. Por isso quando nós falamos em Santo Antônio, pelo menos para mim, o que vem à minha mente é um homem de Deus, da caridade. Nós podemos ser homens de Deus, mas nem sempre temos a sensibilidade para sermos homens da caridade. Por isso ele recebe em muitos lugares o título de Santo Antônio dos Pobres, onde nós observamos a sua imagem com um pedaço de pão na mão, dando aos necessitados. Nós sabemos que ele nunca dava apenas o pão físico, associado a ele vinha a pregação da Palavra.”

Uma das principais características da vida de santo Antônio foi ressaltada por Dom Pedro durante a homilia: a sua pregação. “Santo Antônio é exemplo de um religioso santo que cumpre com solicitude o Ministério do anúncio e, ao mesmo tempo, a atualização da palavra de Deus no meio do seu povo. Aí nós temos a famosa língua de Santo Antônio, que é o que mais chama atenção dos devotos que vão a Pádua. Inclusive é uma disputa entre portugueses e italianos: é Santo Antônio de Lisboa ou Santo Antônio de Pádua? Mas independente disso é a língua que mais marca a vida do sacerdote consagrado. É o que ele fala, é o que ele prega. Nós vamos observar nos sermões de Santo Antônio que ele pede adequação entre a pregação e o próprio testemunho da vida.”

Ao final, Dom Pedro fez questão de dirigir uma palavra aos novos padres cônegos. “Gostaria de chamar atenção agora, a partir da beleza da solenidade, como Santo Antônio diz muito para o nosso ministério sacerdotal! Nós estamos agora para diplomar esses novos cônegos e não me cabe aqui, agora, rebuscar quantos cônegos marcaram nossa diocese da Campanha pelos trabalhos evangelizadores e, sobretudo, sociais nos diversos municípios. Deus mesmo coloca esses homens como instrumentos! Isso é muito bonito de ver dentro da nossa diocese: tantos padres que marcaram a vida do povo, da sua comunidade, seja na pregação da palavra, seja no testemunho do reino. É por isso que eu queria chamar atenção de nossos Cônegos: que eles entrassem um pouco nessa linha! Todo cargo, todo ministério, tudo é graça, tudo é dom de Deus! Cargos e títulos servem para nos colocarmos ainda mais a serviço. Muitos padres me perguntam: ‘como é a sua vida de bispo em relação à vida de um padre’? Eu sempre respondo: ‘é serviço! É mais serviço!” Esses cônegos vão ser colaboradores do bispo (…) Mas também eu peço que inspirados nesta solenidade local de Santo Antônio, nosso padroeiro, que ajudem não somente o Bispo, mas também os sacerdotes. Sobretudo os sacerdotes mais necessitados! […] Eu quero que eles façam uma coisa a mais: que eles ajudem os sacerdotes! Já é uma tarefa que eu vou dar a eles: eu quero que eles ajudem a organizar o Estatuto de nossa diocese junto com os dois padres que são coordenadores da pastoral presbiteral. Esse documento deve pensar no futuro: para que o padre possa ser assistido material e espiritualmente. Muitas vezes nossos irmãos sacerdotes se sentem um pouco na solidão, esquecidos. Gostaria de pedir muito isso! Pedido esse feito em público para que fique registrado na mente de todos que estão aqui participando! Cabido é cabide; é onde o Bispo pode se apoiar. Cabido significa isso: aquele que pode ser um amparo não só para o Bispo, mas para o irmão que necessita.”

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Logo após a homilia procedeu-se a diplomação dos novos cônegos. São eles: Pe. Bruno César Dias Graciano, pároco da paróquia São Lourenço Mártir (São Lourenço); Pe. Marcos Antônio Menezes Thomaz, pároco da paróquia N. Sra. da Saúde (Lambari); Pe. Sérgio Roberto Monteiro, reitor da Comunidade Teológica N. Sra. do Carmo (Pouso Alegre) e administrador paroquial da Paróquia Nossa Senhora da Conceição (Itanhandu) e Pe. Wanderlei Procópio do Nascimento, pároco da paróquia de São José (Itamonte).

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Para a diplomação, os cônegos proclamaram publicamente sua fé, utilizando o símbolo Niceno-Constantinopolitano e fizeram o juramento de fidelidade. Dom Pedro concedeu indulgência plenária aos padres do cabido e, por fim, fez a imposição do barrete e bênção do anel dos novos cônegos.

O cabido ficou assim constituído: Arcediago – Côn. José Douglas Baroni; Arcipreste – Côn. Luzair Coelho de Abreu; Chantre – Côn. Marcos Antônio Menezes Thomaz e Tesoureiro-mor – Côn. Bruno César Dias Graciano.

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A parte musical da celebração ficou a cargo do magnífico reitor do seminário filosófico N. Sra. das Dores, Pe. Edson Pereira de Oliveira, que ensaiou e regeu o coral composto pelos seminaristas das duas casas de formação de Campanha (Propedêutico e Filosofia).

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Ao final da celebração, seguindo a tradição para o dia de Santo Antônio, D. Pedro abençoou os pães que os fiéis levaram e concedeu bênção solene com a relíquia do padroeiro da catedral.

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Texto: Flávio Maia

Fotos: Bruno Henrique

PasCom Paróquia Santo Antônio – Campanha/MG

 

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Semana Santa 2018 – Celebração da Santa Ceia do Senhor – Lava Pés

Missa da Ceia do Senhor

No início da noite, D. Pedro, presidiu a celebração vespertina da Ceia do Senhor. Concelebraram, pe. Luzair Coelho de Abreu, pároco e chanceler do bispado e o frei Marcus Vinícius Andrade dos Santos, Carmelita Mensageiro do Espírito Santo.

Esta celebração abre o Tríduo Pascal e é o início dos acontecimentos do Mistério Pascal de Cristo Jesus. Tal como celebramos hoje, a missa da Ceia do Senhor foi reintroduzida no calendário litúrgico pelo Papa Pio XII, em 1955, sendo celebrada no início da noite, ou pelo menos após às 16h.

Lava-Pés

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Encontramos relato da realização do Lava Pés, imitando o gesto de Jesus, na igreja primitiva. Desde o século IV ele é descrito em todas as liturgias. Com a reforma do missal promovida por Paulo VI, em 1970, o rito do Lava Pés tornou-se obrigatório em todas as celebrações da Ceia do Senhor. Esse gesto de doação total feito por Jesus na Última Ceia, abaixando-se e lavando os pés de cada um de seus apóstolos, deve ser recordado e atualizado. Por isso, muitas comunidades optam por eleger membros atuantes na comunidade para terem seus pés lavados. Como a igreja está vivendo o ano do laicato, foram escolhidos membros de diferentes segmentos pastorais para representarem os apóstolos da comunidade.

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O Hino de Louvor

Na celebração da Ceia do Senhor, já se pode cantar o Hino de Louvor (o Glória). Após 40 dias sem executar este tradicional canto de nossa liturgia, os fiéis o entoam acompanhado pelo repicar dos sinos da Catedral e das sinetas tocadas pelos coroinhas. É a marca que estamos iniciando o tempo mais forte de todo calendário litúrgico.

 Liturgia Eucarística e Transladação do Santíssimo Sacramento

Na sexta-feira santa é celebrado nenhum sacramento na Igreja. Por isso, na celebração de quinta-feira, é consagrado um número maior de hóstias, pois serão utilizadas tanto na missa do dia quanto na Celebração da Paixão do Senhor (na sexta-feira, 15h).

Como é feita memória da Instituição da Eucaristia na celebração, já se tornou um costume na Paróquia de Campanha os fiéis receberem a comunhão sob as duas espécies.

Após o rito do Lava Pés, Jesus está no Horto das Oliveira rezando e é preso. Inicia-se seu julgamento. Por isso, durante a Liturgia Eucarística, não são mais utilizadas as sinetas pelos acólitos e coroinhas. Ela são substituídas pela matraca, instrumento de madeira com uma argola de ferro. Durante a quaresma e na Semana Santa, a matraca é utilizada para indicar silêncio. Em Campanha, ela é utilizada na quinta e na procissão de sexta-feira santas.

Após a comunhão, Dom Pedro conduziu o Santíssimo Sacramento para a capela lateral do templo, onde ficou exposto para adoração aos fiéis até às 0h. A transladação do Santíssimo foi acompanhada por procissão composta por todos aqueles que participaram da liturgia da missa. O cortejo seguiu pelo centro da nave central da Catedral e pelo corredor lateral, acompanhado por matracas e o tradicional cântico Pange Lingua.

O canto Pange Lingua Gloriosi Corporis Mysterium, executado pelo  Coral Campanhense, é um hino latino escrito por São Tomás de Aquino para a solenidade de Corpus Christi. Nas cidades históricas, o hino também é cantado na Quinta-feira Santa, durante o traslado do Santíssimo Sacramento. A canção se refere à doutrina da Igreja sobre a transubstanciação. Os últimos versos, cantados quando o Santíssimo já está na capela, é composto do Tantum Ergum (Tão Sublime)

DSC00364.JPGDSC00373.JPG Pange lingua gloriosi corporis mysterium

sanguinisque pretiosi quem in mundi pretium

Fructus ventris generosi rex effudit gentium.

Nobis datus nobis natus ex intacta virgine

DSC00361.JPGTantum ergo Sacramentum veneremur cernui:

et antiquum documentum novo cedat ritui:

Praestet fides supplementum sensuum defectui.

Genitori, Genitoque laus et iubilatio,

DSC00371.JPGSalus, honor, virtus quoque sit et benedictio;

Procedenti ab utroque compar sit laudatio.

Cante, ó língua minha, este mistério do glorioso corpo

Cujo precioso sangue que, para redimir o mundo,

DSC00368.JPGDo generoso fruto do ventre, o rei das nações deixou fluir.

Dado a nós, nascido por nós, de uma virgem imaculada.

Deixe-nos venerar, prostrando-nos, este grande sacramento

DSC00304.JPGE as antigas leis dão lugar a um novo rito.

A fé serve para complementar aos defeitos dos sentidos.

Ao Pai e ao Filho, louvores e jubilações.

Saudações, glória e honra a Eles e a bênção;

                                                                          E louvor àquele que vêm dos dois.


Homilia: O pregador da Missa de Lava Pés, foi o frei Marcus Vinícius Andrade dos Santos, carmelita Mensageiro do Espírito Santo, residente na diocese de Santo Amaro, e que está auxiliando os padres na sé de Campanha.


Tríduo Pascal

O Tríduo Pascal deve ser celebrado pelos fiéis como uma celebração única, que começa na quinta-feira, tem continuidade na sexta-feira, e sua conclusão com a Vigília Pascal. Você pode observar isso ao final das celebrações: não há bênção final na quinta e na sexta-feira. A grande bênção acontece na Solene Vigília Pascal.

Texto: Flávio Maia 

Fotos: Portal Terra de Santa Cruz 

Missa dos Santos Óleos e Unidade Diocesana em Campanha/MG

A Celebração dos Santos Óleos e Unidade Diocesana aconteceu como de costume na Catedral Diocesana de Santo Antônio de Pádua em Campanha(MG). Trata-se de uma das celebrações mais importantes que acontece na vida diocesana, dentro da Semana Santa.  Ela é presidida pelo bispo diocesano, na manhã de quinta-feira santa.  A missa celebra a unidade do bispo com o seu presbitério, ou seja, o conjunto dos padres da Diocese. Durante a celebração os padres renovam os votos sacerdotais e ouvem uma palavra amiga do bispo. 

Ainda neste dia é celebrada pela Igreja a Instituição do Sacerdócio e Eucaristia, uma atualização da Santa Ceia dada à Igreja como aliança de Cristo com seu povo, como prova de seu amor maior nos deixou até o fim dos tempos a Santa Eucaristia, o seu Corpo e Sangue.

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Presidiu a celebração, Sua Excelência Reverendíssima  Dom Pedro Cunha Cruz, bispo diocesano da Campanha. Participaram com celebrando a santa eucaristia, o bispo Emérito  da Diocese da Campanha, Dom Frei Diamantino Prata de Carvalho e  o bispo Emérito da Diocese de Sete Lagoas/MG, Dom Guilherme Porto assim como os Cônegos José Douglas Baroni, Vigário Geral da diocese da Campanha e Luzair  Coelho de Abreu, Pároco e Cura da Catedral e Chanceler do Bispado.

Juntamente com mais de 100 padres reunidos em unidade, representantes das diversas paróquias da diocese estiveram presentes assim como seminaristas, religiosos e religiosas, e lideres de pastorais e movimentos .

Na Missa da Unidade Diocesana também ocorre a bênção dos santos óleos dos enfermos, do crisma e dos catecúmenos, usados para a administração dos sacramentos em toda a diocese ao longo do ano.

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DSCF1441Dom Pedro, acolheu a todos presentes na Catedral com a aspersão da água benta nos fieis, momentos antes da celebração começar, e se dirigiu a Capela do Santíssimo para uma breve oração.

Agora você confere na integra toda a homilia proferida por Dom Pedro Cunha Cruz no vídeo e texto abaixo.

Na celebração deste dia, somos chamados a renovar nosso sacerdócio entorno do bispo, do presbitério e todo povo de Deus aqui representado. Sabemos que vivemos o nosso sacerdócio em um contexto que se faz cada vez mais crítico, mas que aponta também para a necessidade de uma profunda reforma no clima de degradação moral de nossa sociedade; falsas notícias, divisões ideológicas e políticas que, não poucas vezes, entram no próprio ambiente eclesial. Uma razão que se fecha em suas próprias medidas, com opções e posturas radicais. Talvez, neste sentido é que o Papa Francisco use, com frequência, a expressão “mundanismo” na Igreja. Na origem de tudo isso, individuamos a eliminação da presença e da realidade de Deus, na vida e na sociedade. Vivemos em um ambiente que se demonstra desinteressado por pontos de referência sólidos e ancorados em princípios que iluminam o verdadeiro sentido da vida. Uma sociedade que tende cada vez mais a se dividir, com efeitos também entre nós. Este é o contexto humano em que vivemos nosso ministério sacerdotal.

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Tudo isso, porém, suscita em nós não apenas um juízo claro de recusa, mas também um ardente ímpeto missionário. Sentimos a urgência das pessoas se reencontrarem com o anúncio de Cristo. Muitos são aqueles que ainda não fizeram uma experiência viva e autêntica Dele. Sentimos a urgência de sermos instrumentos que facilitam e tornam possível a experiência humana de Jesus. Não desanimemos; não deixemos que nos roubem a alegria do anúncio e do nosso “Sim” sacerdotal. A nossa missão é preencher os corações das pessoas que esperam este encontro vivo. Existem também muitas experiências positivas e frutos que nos alegram: a volta de muitos fiéis afastados à prática religiosa, o incremento de uma catequese que gera um discipulado missionário, a formação e o protagonismo dos nossos leigos e leigas, o dinamismo de nossas comunidades paroquiais. Mas tudo isso se deve, e chega a bom termo, na interação e comunhão de nossos leigos, com a indispensável presença, trabalho e entrega de nossos sacerdotes.

Quando pensamos no centro da nossa existência sacerdotal, nos cabe fazer uma pergunta crucial: O que identifica a nossa vida de padres? Não poucas vezes, São João Paulo II dizia que o centro da nossa vida sacerdotal é a identificação com Cristo (representatio Christi capitis), o ser sacramento de Cristo, cabeça do seu corpo. Sem esta identificação com Cristo, não somos nada. Nosso ser homens com suas exigências e fraquezas, se realiza na resposta alegre ao Senhor que nos chama. Eu sou este “Sim” Àquele que me chama. A vocação é dada pelo Pai. “Cada vocação cristã encontra o seu fundamento na eleição prévia e gratuita por parte do Pai, que nos abençoou com toda espécie de bênçãos espirituais nos céus em Cristo” (Pastores dabo vobis, n. 45). Estas palavras nos recordam a absoluta gratuidade da vocação. A vocação por parte do Pai é constitutiva do nosso ser. Sem este chamado nós não seríamos nada. É o primado da graça em nossa vocação: “Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi” (Jo 15,16). Nossa unção nos coloca a serviço do Povo de Deus com uma peculiar pertença e configuração a Jesus Cristo e com a autoridade de atuar no nome e na pessoa Dele, cabeça e pastor da Igreja. A vocação do Pai nos lembra, em primeiro lugar, a graça de sermos amados, mas também o fato de que somos pais dos nossos fiéis e que temos que amá-los como ama um pai. Eles estão aqui presentes para confirmarem o amor pelos sacerdotes e rezarem pela renovação do “Sim” de cada um nesta celebração.

“Portanto, os presbíteros são chamados a prolongar a presença de Cristo, atualizando seu estilo de vida e tornando-se como que a Sua transparência no meio do rebanho a eles confiados” (PDV, n. 14). “O ministério do presbítero existe em favor da Igreja; e para a promoção do exercício do sacerdócio comum de todo o povo de Deus” (PDV, n. 16). Cada um deve se colocar com admiração, com gratidão e também com o coração contrito diante desta graça.

“No desenvolvimento de nossa vida espiritual, é fundamental a consciência de que nunca falta ao sacerdote a graça do Espírito Santo, como Dom totalmente gratuito e tarefa responsabilizadora. A consciência do Dom infunde e sustenta a inabalável confiança do padre nas dificuldades, nas tentações, nas fraquezas que se encontram no seu caminho” (PDV, n. 33). Por isso, temos que lembrar hoje da nossa espiritualidade de comunhão (Missa da Unidade). O presbítero não existe fora da comunhão com o seu Bispo; não existe fora da comunhão com os seus irmãos leigos (Ano do Laicato) e padres no presbitério. Cada pessoa não existe fechada em si mesma, mas sim em relação às outras (“hierarquia de comunhão”). Isso determina um estilo que entre nós tem ainda muito que crescer. É o estilo determinado pelo horizonte da comunhão, da fraternidade sacerdotal. O horizonte da nossa vida não é a nossa pessoa individual, a nossa paróquia ou o nosso grupo, mas em primeiro lugar o bem da Igreja, a comunhão com Ela.

Para encerrar, gostaria de resgatar umas palavras do Papa Francisco em uma de suas catequeses ao tratar do testemunho: “Jesus não nos pede para conservar a sua graça em um cofre (lembremos da primeira leitura e do Evangelho de hoje: “O Espírito me consagrou para anunciar a Boa Nova aos pobres…). Jesus não nos pede isso, mas quer que usemos em benefício dos outros. Todos os bens que nós recebemos são para dá-los aos outros, e assim crescem. Qualquer ambiente, mesmo o mais distante e impraticável, pode se tornar lugar onde fazer frutificar os talentos. O testemunho que Jesus nos pede não é fechado, é aberto, depende de nós”. “Vós sois os sacerdotes do senhor, chamados ministros de Deus” (Is 61,6). Como ouvimos na oração da Coleta da Missa de hoje: “Concedei que participando de sua consagração, sejamos no mundo testemunhas da redenção que Ele nos trouxe”. Assim seja!


 

Ao final da celebração foi oferecido um lanche comunitário para as caravanas das paróquias que estiveram presente. Já é uma tradição do povo campanhense oferecer este lanche para quem vem à missa do Santos Óleos (Do Crisma) e Unidade Diocesana.

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Portal Terra de Santa Cruz 

Há 100 anos, Vital Brazil marcava história na ciência ao receber patente do soro antiofídico

Médico nascido em Campanha (MG) marcou história na ciência com suas pesquisas.

Nas ruas da pequena Campanha, no Sul de Minas Gerais, não é difícil encontrar algum monumento que rememore o nome do homem que revolucionou a história da medicina no país. Vital Brazil ficou conhecido como personagem importante nas pesquisas de combate às epidemias que assolavam a nação entre o final do século XIX e o início do século XX. Há 100 anos, ele entrava na história ao receber e doar a patente do soro antiofídico, sua mais importante descoberta, para o governo.

As íntegras dos arquivos da época estão disponíveis para turistas e historiadores no museu dedicado ao médico na cidade mineira. Em uma das salas do memorial, é possível ver um recorte da publicação, datada de maio de 1917, quando o médico recebia a patente do soro.

Em agosto do mesmo ano, ele doou o registro para o Governo do Estado de São Paulo, tornando público o acesso ao remédio que viria a curar inúmeras pessoas vítimas de ataques de animais peçonhentos.

No museu é possível encontrar a reprodução do arquivo que comprova a doação da patente do soro antiofídico, em 1917 (Foto: Bruno de Oliveira/G1)
No museu é possível encontrar a reprodução do arquivo que comprova a doação da patente do soro antiofídico, em 1917 (Foto: Bruno de Oliveira/G1)

Primeiros anos de vida

Nascido em 28 de abril de 1865, o médico viveu até os cinco anos de idade em Campanha. A casa onde morou abriga hoje um memorial com boa parte de sua história de vida. Com arquitetura do período colonial, o prédio foi restaurado em 1985 e inaugurado como museu três anos depois.

Segundo o historiador Hebert Godói, o nome dado pelo pai ao cientista, um tanto quanto irreverente, é fruto de uma desavença familiar.

“O seu pai estava com o casamento arranjado. A família era natural de Itajubá, só que ele se apaixona por uma campanhense. Nisso, ele briga com sua família e declara que nenhum dos seus filhos vai receber o nome de sua família”, conta.

“Como ele nasceu no dia de São Vital, na cidade da Campanha, em Minas Gerais, no Brasil, ele recebeu o nome de Vital Brazil Mineiro da Campanha”, diz o historiador.

Início dos estudos

Aos 21 anos, Vital ingressou na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, onde começou a se interessar pelas pesquisas de tratamento antiofídico. Quando se formou, em 1891, foi contratado pelo Serviço de Saúde Pública do Estado de São Paulo.

Ele se casou na capital paulista e se mudou posteriormente para Botucatu, no interior do estado, onde teve contato com pessoas que sofreram com picadas de cobras nos cafezais da região.

“Ele vai para São Paulo, e lá ele começa a exercer a medicina, onde ele vai trabalhar mais voltado para o combate de doenças endêmicas. Até que ele decide, após tratar um caso de picada de cobra, pesquisar mais sobre o assunto”, diz Godói.

Diante deste cenário, ele acabou desenvolvendo as pesquisas que resultaram na criação do soro antiofídico contra os venenos das cobras cascavel e jararaca, duas espécies que mais vitimavam pessoas no Brasil.

“Nessa época, o Brasil ainda era marcadamente muito rural e as pessoas não tinham uma instrução de como tratar ou como prevenir picadas de cobra. E como os índices estatísticos de picadas de cobra eram altíssimos, ele decide então intensificar pesquisas para combater e para tratar esse tipo de enfermidade”, explica.

Nomeado inspetor de Saúde Pública, o médico sanitarista acompanhou de perto o avanço da febre amarela e da peste bubônica no interior paulista.

Em 1899, assumiu a direção do Instituto Butatan e permaneceu no cargo por 20 anos. Também fundou o Instituto Vital Brazil em Niterói, que foi doado para o Governo do Estado do Rio de Janeiro após sua morte, em 1950.

Todas as suas pesquisas chamaram a atenção dentro e fora do país. Elas foram fundamentais para revolucionar o tratamento de pessoas atacadas por animais peçonhentos.

Museu destinado ao médico guarda animais e itens utilizados em suas pesquisas (Foto: Bruno de Oliveira/G1)
Museu destinado ao médico guarda animais e itens utilizados em suas pesquisas (Foto: Bruno de Oliveira/G1)

Espírito humanitário

Além de pesquisador, Vital tinha uma faceta menos conhecida, a do bom trato com todos que atendia. Durante sua vida em São Paulo, fazia questão de visitar pacientes em suas casas antes de ir para o trabalho no instituto que dirigia.

Segundo o historiador, tanto pela sua trajetória de vida quanto pela sua origem humilde, Vital Brazil enxergava na medicina uma forma de ajudar as outras pessoas.

No museu, é possível encontrar os tubos de ensaio utilizados pelo pesquisador (Foto: Bruno de Oliveira/G1)
No museu, é possível encontrar os tubos de ensaio utilizados pelo pesquisador (Foto: Bruno de Oliveira/G1)

Orgulho da cidade

Quem chega no museu dedicado ao cientista para fazer uma visita encontra a guia Rogéria de Souza Pereira. Funcionária do local há 20 anos, ela conta que se tornou, de certa forma, íntima da história de Vital Brazil.

“Com o tempo a gente vai até se apegando aos objetos e as fotos dele. Tem muita coisa ainda guardada, conservada. Os vidros de perfume, se você abrir, tem o cheiro do perfume”, diz.

“É uma honra morar na cidade onde nasceu o Vital Brazil. E trabalhar é melhor ainda. Ter a oportunidade de saber tudo sobre a vida dele”, diz a guia.

Foram tantos anos em contato com os objetos, que ela se diz fascinada pela trajetória do cientista. “Cada dia que passa você ficava sabendo alguma coisa. Ele não tinha nada. Para estudar, ficava com livros emprestados para ler a noite inteira para entregar no outro dia para os colegas e para poder ter como estudar medicina, porque ele era pobre”, ressalta.

Conterrânea do pesquisador, Rogéria se diz feliz por trabalhar no memorial que guarda o acervo de Vital Brazil, mas lamenta o desconhecimento da história dele por parte das novas gerações.

“Trabalhar aqui pra mim é uma honra. Pena que está sendo muito esquecido hoje. Ainda chega gente aqui e pergunta para mim quem é o Vital Brazil. Eu acho que as escolas estão deixando de ensinar mais sobre ele”, conta.

Rogéria é guia no museu e se diz fascinada pela história do pesquisador (Foto: Bruno de Oliveira/G1)
Rogéria é guia no museu e se diz fascinada pela história do pesquisador (Foto: Bruno de Oliveira/G1) 

Vida pessoal

O médico, que adorava crianças, teve 21 filhos, todos frutos de dois casamentos. No cotidiano familiar, era um homem que gostava de ouvir as notícias do rádio e que não gostava de armas.

“Nós sabemos que ele era um homem de família. Valorizava muito a presença dos filhos e dos netos e gostava de ter a casa cheia”, diz o historiador.

Brazil morreu no Rio de Janeiro em 8 de maio de 1950. De lá pra cá, sobram ruas a avenidas espalhadas pelo país que levam o nome do pesquisador. Tudo isso, símbolo de sua relevância para a ciência.

Vital Brazil é lembrado até hoje pelas suas pesquisas na Medicina (Foto: Bruno de Oliveira/G1 Sul de Minas)
Vital Brazil é lembrado até hoje pelas suas pesquisas na Medicina (Foto: Bruno de Oliveira/G1 Sul de Minas) 

Legado que permanece

Segundo o historiador, a herança de suas pesquisas permanece até os dias de hoje. “O Vital Brazil é uma figura extremamente importante para o desenvolvimento científico brasileiro, porque até então o Brasil nunca foi visto como um celeiro de cientistas ou de pesquisadores”.

Além disso, muitos estudiosos seguem os caminhos daquele que foi o precursor das pesquisas que resultaram no remédio contra o veneno de animais peçonhentos no país.

“Como ele conseguiu um reconhecimento internacional, quase que de imediato, ele colocou o Brasil num hall de onde é possível haver pesquisadores e cientistas. Durante o desenvolvimento do seu trabalho, ele influenciou muita gente a pesquisar e a descobrir coisas novas também”, conclui Godói.

Reportagem Especial – G1.com/Sul de Minas Por Bruno de Oliveira, Campanha, MG

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz

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Solenidade da Padroeira do Brasil – Jubileu 300 anos de bênçãos e de graças! – Campanha/MG

A Paróquia Santo Antônio em Campanha/MG celebrou solenemente os 300 anos da Aparição de Nossa Senhora Aparecida no Rio Paraíba do Sul. Em todas as dioceses e paróquias do Brasil foi realizada uma programação especial para celebrar o Jubileu 300 anos de Bênçãos e de Graças – Aparecida 1717-2017. Em Campanha não foi diferente, a paróquia se movimentou e preparou com muito carinho uma grande programação solene e emocionante.

As festividades começaram no dia 01 de Outubro, dia em que a Igreja faz memória de Santa Terezinha do Menino Jesus, doutora da Igreja e padroeira das santas missões. Neste dia a comunidade paroquial da Campanha recebeu a Imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida. Para contar um pouco sobre esta imagem que peregrinou a toda a Diocese da Campanha, segue o relato escrito pelo Reverendíssimo Padre Edson Pereira Oliveira. Relato este que, foi lido no dia em que a imagem retornou à Catedral da Campanha.

No dia 08 de agosto de 2015, na Romaria da Diocese à Aparecida-SP, Dom Raimundo Damasceno entregou a Dom Diamantino então bispo desta diocese a imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida, que peregrinaria todas as 70 paróquias da diocese.

Naquele mesmo dia, ela foi recebida com muita fé e alegria pelos fiéis de nossa paróquia, na Praça Zoroastro de Oliveira e conduzida até a Catedral onde Dom Diamantino presidiu a missa de acolhida da imagem na diocese. Ela permaneceu conosco uma semana. Percorreu todas as nossas comunidades tanto urbanas como rurais. Visitou o Lar Vicentino, a Santa Casa de Misericórdia, nossas escolas e a casa de alguns enfermos.

Na semana seguinte ela foi levada a Passa Quatro/MG onde acontecia o retiro do clero e foi acolhida naquela paróquia, da qual seguiu visitando todas as paróquias de nossa Diocese, concluindo sua visita na cidade de Nepomuceno/MG.

A pedido de nosso Pároco Côn. Luzair, Dom Pedro concedeu-nos este presente, a imagem peregrina hoje vem para nossa catedral, não mais para fazer uma visita. Mas para estabelecer morada perpétua nesta igreja mãe de nossa diocese.

Quantas estradas esta imagem percorreu, asfalto, terra, barro, trilhos… Quantas Famílias visitou, desde casas abastadas a casas muito simples… Quantos Jovens, adolescentes, homens e mulheres renderam a Maria sua homenagem através desta imagem… Quantos idosos e doentes esta imagem não levou consolo e esperança.

As preces dos devotos foram tantas que ao toque de incontáveis mãos, sua cor morena desbotou. Com certeza esta imagem tem o “cheiro” do seu povo…

Recebemos agora com muito amor e carinho esta imagem, sinal singelo da presença de Maria entre nós. Seja bem vinda mãe Aparecida. Esta quase tricentenária cidade te acolhe de braços abertos. Campanha quer ser para vós uma eterna morada. Não queremos somente que habite em nosso bem mais precioso, a catedral, mas no coração de cada campanhense. Vem Maria! Vem Mãe de Jesus. Vem ao nosso encontro. Seja sempre a nossa luz.

Após a leitura do referido texto, o Côn. Luzair introduziu a Imagem Peregrina da Senhora Aparecida na Catedral. Os fiéis cataram com o coro a música Romaria e em seguida todos rezaram a Oração Jubilar dos 300 anos de Aparecida.

 

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No dia 02/10, Campanha celebrou 280 anos de história e uma missa em Ação de Graças foi realizada ás 17h na Catedral. Após a santa missa todos os movimentos e pastorais da paróquia se reuniram para reza do rosário luminoso que foi conduzido pelo Vigário Paroquial Pe. Edson Pereira Oliveira. Cada pastoral e movimentos reuniram cerca de dez pessoas, cada uma com vela em mãos, Ao todo 200 pessoas participaram do Rosário Luminoso. O rosário foi rezado na intenção do povo campanhense por ocasião do aniversário da cidade e em preparação para a novena da padroeira do Brasil que teve seu início no dia 03/10.

Com muita fé e devoção a paróquia deu início à novena de Nossa Senhora Aparecida, novena esta muito esperada pelos paroquianos devotos de nossa senhora. A paróquia possui três comunidades que tem como padroeira a Senhora Aparecida. Com. Urbana de N. Sra. Aparecida na COHAB, Com. Rural do Distrito de Ferreiras (Ressaca) e Com. Rural da Conquista. Cada comunidade realizou a novena da padroeira de acordo com seus costumes e criatividades.

A novena aconteceu também na catedral de Santo Antônio, cada dia ficou na responsabilidade de uma pastoral ou movimento. Cada dia da novena foi emocionante, as entradas da imagem da Mãe Aparecida foram realizadas com muita criatividade e devoção.  A participação do povo foi muito linda, era visível a emoção no olhar e na oração de cada fiel que participou e rezou esta novena.

Na madrugada do dia 12/10, dia da Padroeira do Brasil fiéis se reuniram na Catedral para saírem em romaria para à comunidade de Nossa Senhora Aparecida no distrito de Ferreiras. Os romeiros foram conduzidos pelo Reverendíssimo Padre Edson Pereira Oliveira que juntos rezaram o rosário, cantaram e no caminho assistiram as encenações dos principais milagres de Nossa Senhora Aparecida. Foram quase 7 horas de caminhada até a comunidade rural do Distrito de Ferreiras, comunidade está que preparou um lanche e acolhida aos romeiros na entrada do distrito, precisamente na quadra ao lado da APAS. Após a acolhida e alimentação, os romeiros e os fiéis que ali já esperavam para missa, acompanharam com fé e devoção à procissão que passou pelas principais ruas do distrito. Após a procissão, precisamente às 10h15min da manhã, todos participaram da Santa Missa solene, presidida pelo Monsenhor José Hugo Goulart e Silva. A prefeitura municipal da Campanha disponibilizou ônibus para trazer os romeiros de volta a cidade. Às 14h na comunidade rural da Conquista foi celebrada a missa festiva de Nossa Senhora Aparecida, presidida pelo vigário paroquial Pe. Edson Pereira Oliveira.

Na Catedral houve duas celebrações solenes, às 07h e ás 10h da manhã, presididas pelo Reverendíssimo Cônego Luzair Coelho de Abreu, pároco e cura da catedral.

Encerrando os festejos da padroeira às 17h na catedral, fiéis saíram em procissão com a imagem da Virgem Mãe Aparecida em direção a Igreja da COHAB, onde a Mãe Aparecida é padroeira. Foram cerca de uma hora e meia de caminhada. Durante este temo, os fiéis rezaram o Rosário conduzido pelo Cônego Luzair. O pessoal da comunidade da COHAB organizou e enfeitaram lindamente as ruas do bairro, na chegada da procissão, todos acolheram a imagem de Nossa Senhora cantando a tradicional canção “Dai-nos a bênção, oh mãe querida, Nossa Senhora Aparecida” e muitos aplausos e vivas a padroeira do Brasil. A santa missa foi presidida pelo Reverendíssimo Pe. Edson Pereira Oliveira e concelebrada pelo Pe. Rogério da Diocese de Uruaçu-GO que neste mesmo dia dava início as santas missões nas comunidades N. Senhora Rainha da Paz e N. Senhora do Rosário juntamente com as Irmãs Salesianas que foram enviadas em missão nesta mesma celebração. Ao final da Santa Missa todos realizaram a consagração a Nossa Senhora Aparecida.

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Nossa Senhora Aparecida, rogai a Deus por nós!

Jubileu 300 anos de bênçãos e de graças – 1717 – 2017

Por Bruno Henrique Santos – Gestor do site Terra de Santa Cruz

Lançamento do livro “O Escravo Herói” – Beato Francisco de Paula Victor – Campanha/MG

No dia 23 de Setembro de 2017 foi lançado em Campanha o livro “O ESCRAVO HERÓI”. Uma obra que narra a história do Beato Francisco de Paula Victor (Beato Pe. Victor) de forma completa. Essa obra relata os passos do “Santo Pe. Victor”, um caminho de caridade, fé e santidade. A autoria do livro é do escritor Marcelo Nascimento, natural de Varginha/MG e está lançando sua terceira obra.

O lançamento aconteceu em Campanha, em frente à casa onde nasceu Pe. Victor. A cerimônia iniciou-se com a apresentação do autor do livro que, relatou aos presentes, o processo de criação desta obra; após, foi lido alguns trechos do livro por convidados do autor.

Marcelo Nascimento relatou sua devoção, amor e carinho pelo Beato Pe. Victor, segundo ele, esse sentimento vem do aprendizado que tivera com seus pais desde muito pequeno. Estiveram presentes na cerimônia a Secretaria de Cultura, Srª. Luciana Claudia e equipe, representantes da Folha Campanhense entre outros convidados e devotos do Beato Pe. Victor.

O livro também será lançado em Três Pontas muito em breve e em outras cidades da região sendo que uma segunda edição já está na editora, no Rio de Janeiro, logo estará disponível para compra.

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Em conversa com o autor após a cerimônia de lançamento, em um bate papo rápido ele explica o porquê do livro se chamar o “Escravo Herói” diz ele: “O título já diz tudo, o escravo herói; porque este titulo? As pessoas  terão que ler o livro…a capa do livro já convida o leitor à ler, o título já convida, eu vou saber o porque que o Pe. Victor é herói…ele foi um escravo herói, eu falo em um poema sobre ele,       [Petulante, onde já se viu naquela época um preto querer ser padre? Era impossível, era um herói]. Em plena escravidão, tempo onde tudo era difícil. O negro era uma mercadoria, não se dava valor a sua vida. Onde já se viu, um negro escravo querer ser padre! Era um cargo importante, tinha lei que proibia o negro de ocupar um cargo, principalmente dentro da Igreja, era uma ousadia… Pe. Victor dizia para Dona Mariana: espera aí! Se existe santo negro, São Benedito, Santa Efigênia e Nossa Senhora Aparecida. Se a Mãe de Deus pode ser preta, porque um preto não pode ser Padre?… Eu uso essa expressão “preta” criando um diálogo, é legal neste sentido”.

Em outro ponto da conversa, Marcelo me relata um acontecimento em sua vida onde atribui tal momento à intercessão do Beato, diz ele: “Eu faço a novena do Pe. Victor, esse ano fui todos os dias em Três Pontas fazer minha novena. No primeiro dia, no caminho de Três Pontas, um cavalo surge de repente na pista e ele veio para cima do meu carro, mas por questão de segundos, eu dei uma acelerada e o caminhão atropelou o cavalo e virou na pista e se esse caminhão tivesse virado quando eu estava passando segundos antes? Teria arrebentado meu carro e a gente não sabe qual teria sido nosso destino. Eu tenho certeza absoluta que foi a intercessão do Beato Pe. Victor naquela hora em que eu estava indo para novena que colocou sua mão ali. Então eu devo muito ao Pe. Victor, muitas outras coisas eu devo ao Santo Pe. Victor, ele pode contar sempre com meu carinho e respeito pois eu conto sempre com ele”.

Confira a entrevista completa com Marcelo Nascimento no vídeo abaixo.

Uma parte da renda da venda do livro “O Escravo Herói” serão destinadas às obras da primeira Igreja do Beato Pe. Victor no Brasil, que está sendo construída no bairro Pe. Victor na cidade de Varginha/MG.

A venda dos livros em Campanha serão no escritório paroquial no valor de R$30,00. Caro leitor do Portal Terra de Santa Cruz, adquira e se emocione com essa rica obra sobre o Bem Aventurado Francisco de Paula Victor. O campanhense e trêspontano, que ele interceda pela nossa querida cidade da Campanha que nesse ano completará 280 anos de história, sendo que o Beato Pe. Victor faz parte dela.

Por Bruno Henrique Santos – Gestor do Portal Terra de Santa Cruz

Campanha 23 de Setembro, 2017

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Portal Terra de Santa Cruz 

PE. VICTOR 2017: Em Campanha/MG, lançamento do Livro “Escravo Herói” com programação religiosa especial e cerca de 50 mil fiéis devem passar por Três Pontas/MG na festa do beato.

No dia 23 de Outubro a Igreja no Brasil em especial a Diocese da Campanha celebra os 112 anos de morte de Padre Victor o Campanhense trespontano primeiro beato negro do Brasil.
Para bem celebrar este dia, fiéis em Campanha acompanharão a procissão com a Imagem do Beato saindo da Catedral de Santo Antônio para o morro do cruzeiro (Caminho de Oração Beata Nhá Chica e Beato Pe. Victor inaugurado no dia 22 de Dezembro do ano de 2016) onde haverá a missa solene. A procissão sairá às 07h da manhã.
Às 18h haverá o lançamento do livro “ESCRAVO HERÓI” Uma história que jamais pode ser esquecida. O evento será em frente a casa onde nasceu o Beato Padre Victor em Campanha/MG.
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Três Pontas/MG
A população de Três Pontas já se prepara para os festejos do Beato Pe. Victor com a tradicional novena do beato, celebrações ao longo do dia na Matriz Nossa Senhora D’Ajuda onde se encontra o túmulo e relíquias do querido e amado beato Pe. Victor.
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Foto: Conexão Três Pontas

Durante a madrugada do sábado dezenas de fiéis do Beato participarão da procissão da penitência e da alvorada musical. Sua Excelência Reverendíssima Dom Pedro Cunha Cruz presidirá a Santa Missa na capela do Padre Victor, na zona rural.

Além dos romeiros e fiéis de Três Pontas, diversos religiosos e religiosas devem comparecer nas celebrações do dia 23/09 bem como o clero diocesano da Campanha e os seminaristas das três casas de formação tendo em vista que os da casa filosófica já estão à caminho da cidade em peregrinação a pé. (Foto abaixo)

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Foto: Marly De Azevedo

Conheça a história do Beato Padre Victor 

Beatificação
A missa de beatificação de Padre Victor aconteceu no dia 14 de novembro de 2015, no Campo de Aviação, em Três Pontas. A celebração foi presidida pelo cardeal Ângelo Amato, responsável pela Congregação da Causa dos Santos. Na ocasião, a prefeitura de Três Pontas também decretou ponto facultativo para as repartições públicas.

A data de beatificação foi marcada depois que o Vaticano reconheceu, em junho de 2015, um milagre atribuído à intercessão do Venerável. O pedido foi feito pela professora Maria Isabel de Figueiredo, que não podia engravidar. Foram dois anos de tratamentos e muitas desilusões, até que ela pediu ajuda a Padre Victor durante uma novena em 2009. Um ano depois, a professora conseguiu engravidar de uma menina, contrariando todas as previsões médicas.

Conheça o hino do Beato Pe. Victor – letra

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Beato Pe. Victor, rogai por nós! 

Por Portal Terra de Santa Cruz

Referências: G1.com e Conexão Três Pontas 

Diocese da Campanha celebra 110 anos de história e evangelização.

Diocese da Campanha celebra 110 anos com solene Missa Pontifical na Catedral de Santo Antônio – Campanha/MG.

As comemorações iniciaram com apresentação da Banda Marcial Irmão Paulo em frente à Catedral em seguida no interior da igreja, uma procissão fez memória dos “feitos” de Deus na Igreja particular da Campanha. A mesma encerrou-se com entrada da Imagem de Nossa Senhora do Carmo, padroeira da Diocese da Campanha e com a narração dos dados históricos da Diocese realizada pelo Reverendíssimo Padre Sérgio Monteiro, reitor do seminário teológico de Pouso Alegre e pároco da paróquia N. Senhora da Conceição em Itanhandu/MG.

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A Santa Missa foi presidiada por sua Excelência Reverendíssima Dom Pedro Cunha Cruz, bispo diocesano da Campanha.  Dom José Luiz Majella Delgado, arcebispo Metropolitano de Pouso Alegre/MG concelebrou esta santa celebração bem como o Cônego Luzair Coelho de Abreu, chanceler do bispado, pároco e cura da Catedral da Campanha.

O clero diocesano se fez presente bem como os religiosos (as) e seminaristas das três casas de formação propedêutica, filosófica, teológica e várias pessoas das diversas paróquias que compõe esta mais que centenária Diocese da Campanha. Participou deste momento importante o Exmo. Sr. Prefeito da Campanha Luiz Fernando Tavares (Nando).

Animou a celebração com belos cantos litúrgicos o Coral da Paróquia Nossa Senhora D’Ajuda de Três Pontas/MG. O povo Campanhense mais uma vez mostrou sua generosidade doando as quitandas para o café oferecido pela Paróquia Santo Antônio aos visitantes.

Confira a Homilia completa de Dom Pedro no vídeo abaixo:

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A Diocese da Campanha

“A Diocese da Campanha foi criada pelo Decreto Pontifício Spirituali fidelium bonum, (O bem espiritual dos fiéis) do Papa São Pio X, a 8 de setembro de 1907. A execução desse Decreto foi confiada à Nunciatura, sendo então nomeado Administrador da novel Diocese, D. João Batista Corrêa Nery, Bispo de Pouso Alegre. […] Começa aí, em 1907, nossa caminhada com Cristo, tendo à nossa frente um representante seu, que nos guia os passos. Somos desde então ‘povo santo de Deus, em plena e ativa participação nas mesmas celebrações litúrgicas, numa única oração, junto a um só altar, presididas pelo Bispo, rodeado de seu presbitério’ (Sacr. Consillium, n. 41) […]”.

A diocese da Campanha ao longo destes 110 anos teve a graça de ser governada por vários bispos amados pelo povo Campanhense e muito dedicados ao serviço da Igreja. São eles: Dom João de Almeida Ferrão (1909 – 1935); Dom Frei Inocêncio Engelke OFM (1935 – 1960); Dom Othon Mota (1960 – 1985); Dom Tarcísio Ariovaldo Amaral C.Ss.R. (1984 – 1991); Dom Aloísio Roque Opermann SCJ (1991 – 1996); Dom Frei Diamantino Prata de Carvalho OFM, atual bispo Emérito (1998 – 2015); e Dom Pedro Cunha da Cruz que assumiu a diocese em 05 de Novembro de 2015 pós-renúncia de Dom Diamantino. Hoje vivemos sob pastoreio de Dom Pedro seu lema episcopal é: Servo de Jesus Cristo (Servus Jesu Christi).

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Nossa diocese contou com grandes administradores apostólicos que contribuíram muito para o crescimento da mesma: São eles: Dom João Batista Correia Nery (1908 – 1909); Dom Antônio Afonso de Miranda (1976 – 1981); Dom José D’Ângelo Neto (1982 – 1984). De 1996 a 1998 a nossa diocese ficou vacante e contou com um administrador Diocesano na época Pe. Guilherme Porto, hoje Dom Guilherme Porto.

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Em 11 de Fevereiro de 1925 a pedido do Bispo Diocesano Dom João de Almeida Ferrão (1909 – 1935), do Cabido e dos fiéis desta Igreja; Nossa Senhora do Carmo foi proclamada Padroeira da Diocese da Campanha. Saiba mais sobre a DIOCESE DA CAMPANHA.

Dentro desta história centenária, momentos importantes marcaram a caminhada pastoral de nossa diocese.  A criação de várias pastorais sociais, apostolados e movimentos que contribuem muito no processo de evangelização do povo de Deus. Nestes 110 anos, as nossas melhores alegrias foram às beatificações de Francisca de Paula de Jesus (Nhá Chica) e Francisco de Paula Victor (Pe.Victor), o reconhecimento das virtudes e obras do Servo de Deus Dom Othon Motta e da Serva de Deus Madre Tereza Margarida “Nossa mãe”. Estes que para nós são exemplos de fé, santidade e dedicação, nos apontam o Cristo no qual seguimos e que é o centro da nossa fé e unidade.

Com tantas alegrias, história e exemplos de fé, rendemos graças a Deus pelos 110 anos da nossa diocese da Campanha. Que Deus abençoe a todos que faz parte desta história, e que juntos possamos evangelizar e contribuir sempre mais para o crescimento desta abençoada Diocese.

Referências Bibliográficas:
LEFORT, J. do P., A Diocese da Campanha, 1993.
Acervo da Diocese da Campanha – http://www.diocesedacampanha.org.br

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Escrito por Bruno Henrique Santos – Portal Terra de Santa Cruz 

 

Diocese da Campanha ganha dois novos presbíteros para o serviço de Deus e seu povo – Ordenação de Wendel Rezende e Rafael Soares

Cerca de 750 pessoas estiveram presentes na Ordenação Presbiteral dos Diáconos Wendel de Oliveira Rezende e Rafael dos Reis Soares

A celebração aconteceu no dia 19 de agosto, (Sábado) na Catedral de Santo Antônio em Campanha/MG. Caravanas de diversas paróquias foram recepcionadas com orientação para estacionamento de ônibus entre outros veículos, acolhida e um café preparado pelas lideranças da paróquia Santo Antônio da Campanha.

Presidiu a Santa Eucaristia a sua Excelência Reverendíssima Dom Pedro Cunha Cruz, bispo diocesano da Campanha, concelebrou a santa missa, sua Excelência Reverendíssima Dom Diamantino Prata de Carvalho, bispo emérito da diocese da Campanha, o Vigário Geral Diocesano Reverendíssimo Monsenhor Cônego José Douglas Baroni, o Pároco e Cura da Catedral Diocesana Cônego Luzair Coelho de Abreu, os Reverendíssimos Padres Ednaldo Barbosa, Alexandre Costa Solaira, Carlos Ribeiro Natali, Excelentíssimos Senhores Padres Reitores das três casas de formação propedêutica, filosófica e teológica Edson Pereira Oliveira, Sérgio Monteiro e demais presbíteros da diocese da campanha.

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Estiveram presentes também os sacerdotes da arquidiocese de Pouso Alegre, leigos e religiosos da Diocese de Bragança do Pará onde os caríssimos diáconos realizaram trabalhos pastorais; os vocacionados da diocese da Campanha que estavam participando do encontro no Centro Pastoral de Três Corações também participaram da Ordenação que, para alguns foi à primeira vez que estiveram em uma celebração tão rica em seus ritos litúrgicos e muito esperada pelos referidos diáconos.

As famílias dos neo sacerdotes, participaram da celebração juntamente com os padrinhos e madrinhas de cada eleito. O canto litúrgico ficou a cargo do Coral da Paróquia São Gonçalo do Amarante – São Gonçalo do Sapucaí/MG que abrilhantou toda celebração com lindas e belas canções.

Durante a homilia, Dom Pedro reforçou a alegria da diocese em receber novos sacerdotes e pediu que a humildade prevalecesse nos trabalhos que cada um irá exercer em suas respectivas paróquias, ainda ressalta a importância de serem companheiros de Cristo, que nada mais é empreender um percurso de vida que não nos dá nenhuma garantia, mas que se abre ao Mistério de Deus que chama. Dom Pedro encerrou sua homilia dizendo aos eleitos: “Caríssimos diáconos Wendel e Rafael, peço-lhes que nos dias difíceis e sombrios da missão sacerdotal não deixem de se voltar para a Virgem mãe de Deus e nossa Mãe. Não poderia deixar de dar esta recomendação no importante Ano anto Mariano que estamos vivendo.”.

A celebração

O rito da missa seguiu-se normalmente, após a homilia foi realizado o rito da ordenação sacerdotal. Em um gesto de humildade, os dois eleitos se deitaram no chão, demonstrando que estão dispostos ao despojamento e à humildade. Em seguida foi o momento de ungir as mãos dos novos padres. O óleo da crisma simbolizou a unção do Espírito Santo, permitindo-lhes, a partir daquele momento, exercer as funções exclusivas dos sacerdotes.

Após o rito, os novos sacerdotes receberam a bênção e os cumprimentos de todos os padres presentes. Conheça e saiba mais sobre o RITO DE ORDENAÇÃO SACERDOTAL AQUI

Para seu sacerdócio, Rafael dos Reis Soares escolheu como lema a passagem bíblica: “Sem Ti, Senhor, nada poderei fazer” (Jo 15,15);

Padre Wendel de Oliveira Rezende, optou por escolher a frase de São Tomás de Aquino: “Nada mais que Tu, Senhor” como lema sacerdotal.

Primeiros passos

Os primeiros passos dados pelos padres recém – ordenados serão dados em caminhos já conhecidos. Eles exercerão os primeiros momentos do sacerdócio nas paróquias em que já trabalhavam na função de diáconos.

Padre Wendel permanecerá na Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Monsenhor Paulo/MG e Reitor do Seminário Propedêutico São Pio X. O sacerdote Rafael, será vigário paroquial na Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Careaçu/MG.

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Mensagem Final Portal Terra de Santa Cruz

Aos queridos amigos ordenados sacerdotes neste dia, deixamos nosso abraço e felicitações de um ministério sacerdotal feliz e de grandes realizações, que sejam verdadeiros pastores, zelosos, humildes e que cuidem bem de suas ovelhas. Que seja sinal de Cristo por onde passar.

Deus abençoe os dois novos Padres da Diocese da Campanha.

Texto: Por Bruno Henrique Santos/ Gestor do Portal Terra de Santa Cruz

Solenidade de Corpus Christi em Campanha/MG

A Igreja celebrou no último dia 15 de Junho, a Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo. Em Campanha, a Paróquia Santo Antônio atendeu os fiéis com três missas na Catedral e uma na comunidade N. Sra. Aparecida no Distrito de Ferreiras (Ressaca). Todas as celebrações contaram com um número expressivo de fiéis. Ás 15h realizou-se a última missa do dia na Catedral, presidida por Sua Excelência Reverendíssima Dom Pedro Cunha Cruz, bispo diocesano da Campanha. A Santa Eucaristia foi concelebrada pelo pároco e chanceler do bispado, Reverendíssimo Cônego Luzair Coelho de Abreu e pelo Reverendo Pe. Edson Pereira de Oliveira, vigário paroquial; contou com presença do Monsenhor Con. José Hugo Goulart e Silva.

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Como é de tradição, diversos seguimentos da paróquia se mobilizam para a confecção dos tapetes de Corpus Christi. Estes tapetes representam a manifestação pública da fé dos fiéis no Jesus Sacramentado. Tudo é preparado com muito carinho para Jesus passar e os trabalhos começam bem cedo. Todos os anos fiéis demonstram sua fé e amor ao Cristo Eucarístico, confiando em sua presença viva na hóstia consagrada confeccionando lindos tapetes com desenhos que retratam a liturgia desta solenidade que acontece sempre na primeira quinta-feira pós a festa da Santíssima Trindade (Domingo da Santíssima Trindade). Retratam também o ano em que a Igreja vive, neste caso estamos vivendo o Ano Mariano por decorrência dos 300 anos da Aparição de Nossa Senhora Rainha e Padroeira do Brasil.

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Em sua homilia Dom Pedro partilhou um fato ocorrido com ele e que era propício para o dia. Ele diz: Recebi uma mensagem de um amigo perguntando: Dom Pedro, na quinta-feira de Corpus Christi, eu devo participar somente da missa ou só da procissão? 

DSC05594.JPGA reposta de Dom Pedro imediata: Da missa e da procissão! Por este caminho, nosso pastor nos deu uma mini catequese durante a homilia, explicando-nos que a Procissão do Corpo E Sangue de Cristo (Corpus Christi) é uma procissão de preceito observando que esta solenidade nasceu por uma procissão e que, ela é uma consequência daquilo que é celebrado sobre o altar do Senhor e que isso nos recorda exatamente a caminhada do povo de Deus no deserto em busca da terra prometida. E a cada vez que o povo tinha fome, Deus tinha que providenciar através de Moisés, o manáexplicou Dom Pedro!

O Conselho Pastoral Paroquial realizou minutos antes da procissão uma homenagem ao nosso bispo Dom Pedro, tendo em vista que o mesmo celebrara o seu aniversário natalício no dia seguinte (16/06 – Sexta-feira).

Durante a procissão pelas ruas laterais da Praça Dom Ferrão, aconteceram quatro paradas para bênção do Santíssimo Sacramento. A última bênção se deu adro da Catedral, em seguida realizaram a guarda do Santíssimo e a leitura da mensagem e oração enviadas a todas as dioceses do Brasil pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) intitulada “Jornada de Oração pelo Brasil” por decorrência do atual momento político e ético que vive nosso país, se veem a necessidade urgente de oração pelo mesmo e unidade entre os cristãos.

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Por fim, o Sr. bispo concedeu a bênção final a todos fiéis presentes.

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Por Bruno Henrique Santos–Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização!