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Inauguração e Bênção do Caminho de Fé Beatos Nhá Chica e Pe. Victor em Campanha/MG

Neste dia 22 de Dezembro do ano de 2016, foi inaugurado em Campanha/MG no morro do Cruzeiro o Caminho de Oração Beata Nhá Chica e Beato Pe. Victor. A Rua Monsenhor Osório, subida para o morro do cruzeiro foi toda pavimentada e marcada com as 15 estações da via-sacra, um caminho lindo de fé e oração para os devotos dos referidos beatos rezarem e fazerem seus pedidos a Deus por intermédio de nossos queridos beatos.

Assim também foi inaugurado o mirante do cruzeiro, mais um local de lazer para o povo Campanhense, mas acima de tudo um local de Oração.

Iniciativa partiu do Poder Legislativo e Executivo da Cidade da Campanha sob orientações e aprovação do Bispo Diocesano da Campanha Dom Pedro Cunha Cruz, o Pároco e Cura da Catedral de Santo Antônio Cônego Luzair Coelho de Abreu e do Vigário Paroquial da Campanha o Reverendíssimo Pe. Edson Pereira Oliveira, cuja bênção do local foi realizada pelo mesmo com a presença do Diácono Clayton.

A cerimônia deu-se início  às 18hs da tarde desta quinta-feira (22/12) com presença dos representantes do poder legislativo e executivo que ambos tiveram seus momentos de fala e colocações importantes. Pe. Edson abençoou as imagens do Beato Pe. Victor e Nhá Chica após o descerramento das placas de ambos os monumentos.

A igreja e o povo da Campanha muito se alegram com esta iniciativa. Rezemos para que o povo seja cada vez mais fiel à intercessão de nossos beatos nesta terra de Santa Cruz.

Deus abençoe a todos que colaboraram de forma direta ou indireta para que esteja iniciativa e homenagem se realizasse.

Beata Nhá Chica e Beato Pe. Victor Rogai por nós!

Texto e Fotos  por Bruno Henrique – Gestor do Portal Terra de Santa Cruz 

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Pe. Victor: Fiéis celebram os 189 anos de nascimento do Beato Campanhense em dia declarado feriado Municipal

Campanha celebrou pela primeira vez o dia do Nascimento de seu filho ilustre Beato Pe. Victor. Dia especial em que a Câmara Municipal da Cidade junto com poder executivo aprovaram e declararam o 12 de abril feriado municipal em Campanha(MG)

A Paróquia Santo Antônio realizou uma bonita festa para este dia, com a celebração da Santa Missa na Catedral, presidida pelo Vigário Paroquial Pe. Edson Pereira Oliveira .

Em Seguida os fiéis saíram em procissão pelas ruas da cidade rezando e cantando hinos de louvores a Deus e o hino do Beato Pe. Victor. Ao passar em frente a casa onde Pe. Victor nasceu e morou, pe. Edson, deu uma bênção aos paroquianos com a relíquia do bem aventurado.

Ao chegar na Catedral, a assembleia participou do momento devocional rezando a ladainha e oração do beato e em seguida receberam a bênção final.

Todos veneraram a relíquia e a imagem do exemplo e modelo de sacerdote a ser seguido pelos seminaristas e clero diocesano, o beato Pe. Victor.

BEATO PE. VICTOR ROGAI POR NÓS

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Por Bruno Henrique Santos/ Gestor do Portal Terra de Santa Cruz

Data de nascimento do Beato Pe. Victor torna-se feriado Municipal em Campanha/MG-12 de Abril

Sancionada lei que define 12 de abril como feriado municipal – já para este ano

 A Prefeitura sancionou a lei que define o dia 12 de abril como feriado no Município da Campanha, data em que se comemora o nascimento do campanhense Francisco de Paula Victor, o Padre Victor, beatificado no ano passado pelo Vaticano. A lei, oriunda de projeto aprovado na Câmara e de autoria da Vereadora Heloisa Helena Limoeiro Müller, passa a valer para este ano e deve incentivar o Município a comemorar o nascimento do beato conterrâneo, o que pode ser alternativa para o desenvolvimento do turismo em Campanha.

 “Há muito tempo a Câmara tem aprovado indicações sobre o tema de Padre Victor. Várias ideias foram propostas, sugerindo, por exemplo, que a Prefeitura pudesse realizar eventos permanentes na data de seu nascimento, 12 de abril. Ainda foram aprovadas indicações que sugeriram o desenvolvimento de um projeto turístico e construção de uma estátua de Padre Victor no Morro do Cruzeiro, bem como, mais recentemente, uma indicação que sugeri o estudo para a criação de um museu do beato, abrigando aqui parte da história do campanhense. Campanha há muito espera que o Poder Público valorize com maior intensidade a importância e a biografia deste ‘bom pastor segundo o coração de Cristo, humilde arauto do Evangelho e zeloso educador dos jovens’, como nos disse o Papa Francisco, por ocasião de seu processo de Beatificação. Agora, através de apelos da comunidade e também de sugestões de autoridades como o Promotor de Justiça da Comarca da Campanha Dr. Paulo Henrique Senra Carneiro Barbosa, pudemos concretizar mais uma etapa em prol do desenvolvimento do turismo e da cultura em Campanha. Acredito que foi dado mais um passo para que os campanhenses possam, neste dia, participar de eventos que possam vir a ser realizados pelo Município, em comemoração à data de nascimento do beato em Campanha MG. O feriado municipal passa a valer já para este ano, no próximo dia 12 de abril. Esperamos que o Município, caso não possa realizar eventos neste ano (pelo tempo escasso), que já programe para o ano que vem comemorações e projetos, através de parcerias com a Paróquia, por exemplo, ou exposições alusivas ao campanhense. É um grande passo para consolidarmos ações para o turismo da cidade, já que aqui nasceu o chamado ‘bem-aventurado’, reconhecido oficialmente pelo Vaticano”, salientou a autora do projeto de lei, a Vereadora Heloisa Helena Limoeiro Müller. 

Texto  http://www.camaracampanha.mg.gov.br

Reveja Chegada da Imagem do Beato em Campanha, um dia após sua beatificação, os Campanhenses receberam Pe. Victor, assim como no passado, o mesmo foi recebido quando retornou do seminário de Mariana/MG para atuar como Pároco de Campanha, com festa ele foi bem recebido.Não foi diferente após sua beatificação, muita festa foi feita para recebe-lo .  Veja o Vídeo desse dia emocionante…

 

CONHEÇA A HISTÓRIA DO BEATO

O livro que conta a história de Francisco de Paula Victor, escrito pelo teólogo italiano Gaetano Passarelli, começa com um sonho. O jovem negro, escravo, que passava seus dias na Campanha (MG) do início do século XIX, revela ao seu professor de alfaiataria que queria ser padre. Era um sonho impossível a pessoas como ele à época, mas ter fé é crer no que não é possível. E Victor venceu todos os preconceitos e barreiras sociais, se tornando o primeiro padre ex-escravo do Brasil. No dia 14 de novembro, ele será beatificado pela Igreja Católica em Três Pontas (MG).

O que se sabe de Victor está descrito nos poucos documentos que ele deixou em vida e nas dezenas de depoimentos das pessoas que o conheceram. São histórias passadas de pais para filhos que contam de sua humildade, total dedicação às pessoas, persistência ante obstáculos racistas. O que se pode perceber na vida de Padre Victor é que a fé realmente “remove montanhas”, e um sonho é capaz de mudar a realidade de uma época.

Vida no interior das Minas de outrora.
A história de Padre Victor começa em um casarão na Rua Direita da Campanha (MG) de 1827. Foi ali que ele nasceu no dia 12 de abril. O primeiro documento consta que ele foi batizado oito dias depois pelo padre Antônio Manoel Teixeira. Cidade mais antiga do Sul de Minas, àquela época a vila de Campanha da Princesa da Beira reunia fazendeiros em busca de ouro e seus escravos. CONTINUE LENDO AQUI

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Por Portal Terra de Santa Cruz 

 

Devotos já atribuem novas graças ao Beato Padre Victor e rezam pela canonização.

ASSOCIAÇÃO PADRE VICTOR PEDE PARA QUE RELATOS APÓS A BEATIFICAÇÃO SEJAM APRESENTADOS

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Depois de 20 anos Três Pontas e os devotos de Francisco de Paula Victor espalhados pelo Brasil inteiro comemoravam a tão sonhada beatificação, que se deu no último dia 14 de novembro, no aeródromo em Três Pontas, quando cerca de 30 mil pessoas acompanharam a celebração. Agora se inicia o processo de canonização, que se dará através da confirmação de um novo milagre a partir da data da beatificação.

De acordo com informações da Associação Padre Victor, depois da beatificação, inúmeras pessoas já procuraram a associação para relatar alguma graça atribuída ao beato Francisco de Paula Victor.

Ao centro o presidente da Associação Padre Victor, Airton Barros de Andrade, sua esposa Silvéria (esquerda) e Adriana Mesquita (direita).

“É importante salientar que as pessoas que tenham alguma graça recebida depois do dia 14 de novembro de 2015, data da beatificação, que venham até a Associação Padre Victor para contar o caso. Esses relatos são feitos de duas maneiras, ou a pessoa escreve e trás pra gente ou vem até nós e nos conta enquanto vamos transcrevendo”, explicou.

Ainda segundo a Associação Padre Victor, uma equipe local estuda e investiga cada caso, que é acompanhado de perto por um médico ligado a associação. Documentos e laudos de outros médicos também são anexados e tudo é encaminhado à postulação.

Do dia 14 de novembro para cá um número incontável de graças atribuídas ao beato negro, filho de escravos, foi apresentada na Associação Padre Victor.

Foto: Conexão Três Pontas/Roger Campos

Beatificação

A beatificação de Padre Victor se deu através da comprovação de um milagre reconhecido pela comissão católica: uma mulher da cidade de Três Pontas que conseguiu engravidar em 2010 após a medicina afirmar que isso seria impossível. A professora Maria Isabel de Figueiredo sonhava ser mãe, mas não podia engravidar. Foram dois anos de tratamentos e muitas desilusões, até que ela pediu ajuda a Padre Victor durante uma novena.

Maria Isabel atribui sua gravidez à intercessão de Padre Victor.

“Eu pedi na novena de 2009 para o Padre Victor que intercedesse a Deus para que eu engravidasse, já que era meu sonho ser mãe. E também, como é tradição na novena, que escreva um pedido e o padre sempre fala que esses pedidos são queimados, no último dia da novena, e que a fumaça é levada aos céus. Então eu escrevi o pedido, com muita fé, acreditando que um dia eu poderia receber essa graça. E em agosto de 2010 me veio a notícia que eu estava grávida sem nenhum tratamento”, contou. (Fonte G1 Sul de Minas)

Canonização

É o ato pelo qual a Igreja Católica Apostólica Romana declara que uma pessoa morta é um santo, inscrevendo-a no cânon, ou lista, dos santos reconhecidos. O ato de canonização é exclusividade do Vaticano – ou seja, a coisa é decidida pelo mais alto escalão do clero e ratificada pelo próprio papa.

Igreja católica inicia o processo de canonização de Padre Victor.

Nos primórdios da Igreja, não havia um processo formal de reconhecimento dos santos. Isso porque os primeiros mártires cristãos, como Pedro (apóstolo de Jesus e o primeiro papa), já eram cultuados popularmente. O primeiro santo canonizado por um papa foi Ulrich, bispo de Augsburg, que foi declarado santo pelo papa João 15, no ano de 993.

O processos de canonização se inicia com a investigação do candidato pelo bispo da diocese em que ele viveu, onde é reunido o material referente à sua suposta santidade, como seus escritos e relatos dos milagres. O bispo aponta então um promotor da causa, para defender o candidato, e um “promotor da fé”, para checar e contrapor os argumentos. Daí são necessários que pelo menos dois milagres autênticos sejam comprovados para que o papa canonize o candidato, sendo um para beatificá-lo e outro para canoniza-lo. (Fonte Revista Super Interessante – Edição 238) 

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Funcionamento da Associação Padre Victor
A associação funciona nos seguintes dias e horários:
_ Segunda a Sexta – Das 08 às 12h e de 14 às 18h.
_Sábado – Das 08 às 12h e de 14 às 16h.
_Domingo – Das 08 às 12h30min.
Maiores informações podem ser obtidas pelo telefone: (35) 3265-2627

Todas informações acima são de autoria do amigo e Jornalista  ROGER CAMPOS gestor do Conexão Três Pontas  

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz 

Agradecimento: Roger Campos e redação Conexão Três Pontas

EMOCIONANTE: O Povo Campanhense reescreve a História e recebe Relíquia e Imagem do Beato Pe. Victor, filho desta terra sul mineira!

Este domingo (15/11) entrou para a história de Campanha-MG. O povo fiel e devotado da Campanha, recebeu a imagem e relíquia do Beato Francisco de Paula Victor, filho ilustre desta terra sul mineira que hoje olha ao céu e vê que tem uma um intercessor direto, que nasceu e viveu em terras campanhenses e exerceu seu ministério sacerdotal por 1 ano e logo após foi transferido para a cidade de Três Potas(MG), onde ficou por mais de 50 anos até sua morte.

O povo se concentrou ansiosos na entrada principal da Cidade que dá acesso a rua principal da Campanha (Rua Direita ou Saturnino de Oliveira).  Moradores e devotos do Beato Eleito, enfeitaram suas casas com flores, toalhas brancas e estandartes com imagem de Pe. Victor, a casa onde o Beato nasceu e morou, a decoração foi maior com um grande estandarte com a Imagem do Pe. Victor, toalhas, flores etc.

A recepção da Relíquia e Imagem do Beato Pe. Victor foi realizada inspirada na chegada do mesmo quando ordenado sacerdote retornou do seminário em Mariana-(MG) para sua terra natal, a Campanha. Para entendermos será preciso voltar ao tempo e relatar o que aconteceu naquele dia em que o jovem negro, ex-escravo, pobre, humilde,  porém com sonho de ser Padre realizado, retorna a cidade onde nasceu e cresceu para celebrar sua primeira missa.

Voltando ao passado na Voz: Segundo consta no livro de Passarelli, “Pe. Victor foi ordenado no dia 14 de junho de 1851 na Cidade de Mariana-MG, o novo consagrado de Deus retorna a sua terra natal. Para recebe-lo  com jubilo o povo se reuniu no início da rua direita, onde foi erguido um arco de plantas ornamentais com flores e bandeirinhas, esperavam-no a banda musical e povo que se reunião para sua chegada, fogos de artifícios demonstrou que a carrete com Dona Mariana , madrinha de Pe. Victor e o Sacerdote estavam chegando. O Momento em que a banda começou a tocar as pessoas começaram a gritar vivas e aplaudiam, Pe. Victor que chegava para celebrar sua primeira missa em terras Campanhenses. ” 

Como consta no livro o povo Campanhense fez neste domingo o mesmo que seus antepassados fizeram para receber o então eleito Beato, Pe. Victor, a Imagem do beato chegou em uma carrete toda ornamentada com flores e cavaleiros carregando as bandeiras da Igreja Católica, da Diocese da Campanha, do Brasil e da Cidade de Campanha(MG) ainda na entrada da Cidade o Vigário Paroquial Pe. Edson Pereira Oliveira, abençoou a imagem  e recebeu o  Relicário que contém um pedaço do Osso do bem aventurado Francisco de Paula Victor. A Emoção tomou conta dos fiéis presentes acada parada com uma benção e relato de partes da história do Beato Campanhense Trespontano Pe. Victor proferidos pelo Vigário Pe. Edson.  Ao chegar no início da praça Dom Ferrão, a Imagem foi retirada da charrete e completou o caminho no andor, conduzida pelos caros seminaristas do Seminário Propedêutica  São Pio X

Ao chegar com a imagem e relíquia na Catedral de Santo Antônio  o povo foi logo se acomodando como podiam, a Igreja repleta de fiéis receberam com palmas e catando o hino do beato eleito em seguida foi celebrada a santa missa e logo após foi feita a entronização da imagem do Beato, do andor para o seu Altar onde ficará para ser venerado pelos fiéis Campanhenses ao lado da beata Nhá Chica.

E Campanha reescreve sua história, e mais um momento histórico de fé fica marcado na memória de toda população e registrado em nosso coração!

Por Bruno Henrique / Gestor do Portal Terra de Santa Cruz

Vejam o Vídeo Completo da procissão de chegada da Imagem e Relíquia do Bem Aventurado Francisco de Paula Victor em Campanha-MG

Vejam as Imagens abaixo :

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Por Portal Terra de Santa Cruz

Especial Pe. Victor: Campanha recebe neste Domingo a Imagem de seu filho ilustre Beato Pe. Victor.

Campanha se prepara para receber a imagem de seu filho ilustre Francisco de Paula Victor que foi declarado Beato da Igreja ontem (sábado 14) em Três Pontas – MG cidade na qual o beato eleito exerceu seu ministério sacerdotal por mais de 50 anos. A Chegada da nova imagem do beato e provavelmente sua relíquia (ainda não confirmada) está programada para  às 17:30h da tarde.

Os devotos e fiéis devem se concentrar na Praça Zoroastro de Oliveira ao lado do Campanha Esporte Club (CEC) (entrada principal da cidade). Movimentos e Pastorais se dedicarão bastante na confecção de bandeirinhas  e enfeitaram a rua principal da Cidade , os moradores enfeitarão suas casas para a procissão do Beato Eleito passar . Veja primeiras imagens de como ficou a ornamentação no centro da cidade e logo mais acontecerá a chegada da Imagem do Beato Campanhense Padre Victor, toda população é convidada a participar desta festa histórica para os Campanhenses. A Banda Marcial Irmão Paulo abrilhantará a festa tocando o hino do Beato Pe. Victor.

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Os preparativos foram feitos inspirados na chegada de Francisco de Paula Victor(Pe. Victor) pela primeira vez como Sacerdote e Pároco na pequena Vila na época chamada Campanha da Princesa. Segundo consta no livro de Passarelli, ordenado 14 de junho de 1851 na Cidade de Mariana-MG, o novo consagrado de Deus retorna a sua terra natal . Padre Victor foi recebido com festas pelos campanhenses mais pobres e simples na época e por cavaleiros, Pe. Victor veio em uma charrete .

Para bem recebe-lo o povo enfeitaram suas casas, colocaram bandeirinhas e cerca de 8 ou mais arcos de flores bem ornamentados por toda rua direita (hoje, Rua Saturnino de Oliveira), considerada vila na época, Campanha era habitada por 3 mil brancos e 7 mil negros conforme está escrito em um documento de inspeção do Império em Campanha, ano de 1737.  Esse documento passou a ser considerado o registro de início da cidade, a mais antiga da região do sul de minas.

Inspirados na festa que os antigos paroquianos fizeram para receber Pe. Victor, voluntários, líderes de pastorais e movimentos se empenharam na confecção de Bandeirinhas e  confeccionarão 2 arcos grandes um para a entrada da Cidade e outro para ser colocado em frente a Catedral de Santo Antônio local onde padre Victor celebrou suas primeiras missas.

Beato Pe. Victor, filho ilustre de Campanha-MG, rogai por nós!

Por Portal Terra de Santa Cruz/ Texto: Bruno Henrique

Especial Pe. Victor: Campanha se prepara para receber a Imagem de seu filho ilustre Beato Pe. Victor.

Campanha se prepara para receber a imagem de seu filho ilustre Francisco de Paula Victor que será declarado Beato da Igreja hoje em Três Pontas – MG cidade na qual o beato eleito exerceu seu ministério sacerdotal por mais de 50 anos. A Chegada da nova imagem do beato e provavelmente sua relíquia (ainda não confirmado) será neste domingo(15) às 17:30h da tarde.

Os devotos e fiéis devem se concentrar na Praça Zoroastro de Oliveira ao lado do Campanha Esporte Club (CEC) (entrada principal da cidade). A Comissão Paroquial pede que todos os moradores da Rua Saturnino de Oliveira enfeite suas casas, com toalhas nas Janelas , bandeiras amarelas e brancas, quem tiver quadro do Pe. Victor em casa podem coloca-lo na porta ou janela, que enfeite suas casas como sinal de que os Campanhenses se alegram com a chegada de pe. Victor na cidade como BEATO ELEITO da Santa Igreja de Cristo.

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Praça Dom Ferrão….Campanha-MG

Tais preparativos estão sendo feitos inspirados na chegada de Francisco de Paula Victor(Pe. Victor) pela primeira vez como Sacerdote e Pároco na pequena Vila na época chamada Campanha da Princesa. Segundo consta no livro de Passarelli, ordenado 14 de junho de 1851 na Cidade de Mariana-MG, o novo consagrado de Deus retorna a sua terra natal . Padre Victor foi recebido com festas pelos campanhenses mais pobres e simples na época e por cavaleiros, Pe. Victor veio em uma charrete .

Para bem recebe-lo o povo enfeitaram suas casas, colocaram bandeirinhas e cerca de 8 ou mais arcos de flores bem ornamentados por toda rua direita (hoje, Rua Saturnino de Oliveira), considerada vila na época, Campanha era habitada por 3 mil brancos e 7 mil negros conforme está escrito em um documento de inspeção do Império em Campanha, ano de 1737.  Esse documento passou a ser considerado o registro de início da cidade, a mais antiga da região do sul de minas.

Inspirados na festa que os antigos paroquianos fizeram para receber Pe. Victor, voluntários, líderes de pastorais e movimentos se empenham na confecção de Bandeirinhas e segundo informações confeccionarão 2 arcos grandes um para a entrada da Cidade e outro para ser colocado em frente a Catedral de Santo Antônio local onde padre victor celebrou suas primeiras missas.

O início dos trabalhos estão marcados para está tarde ás 18h, para que no domingo esteja tudo lindo para bem receber a Imagem do Beato Pe. Victor, filho ilustre de Campanha-MG

Por Portal Terra de Santa Cruz/ Texto: Bruno Henrique

Especial Pe. Victor: História do Campanhense Francisco de Paula Victor, eleito Beato da Igreja.

O livro que conta a história de Francisco de Paula Victor, escrito pelo teólogo italiano Gaetano Passarelli, começa com um sonho. O jovem negro, escravo, que passava seus dias na Campanha (MG) do início do século XIX, revela ao seu professor de alfaiataria que queria ser padre. Era um sonho impossível a pessoas como ele à época, mas ter fé é crer no que não é possível. E Victor venceu todos os preconceitos e barreiras sociais, se tornando o primeiro padre ex-escravo do Brasil. No dia 14 de novembro, ele será beatificado pela Igreja Católica em Três Pontas (MG).

O que se sabe de Victor está descrito nos poucos documentos que ele deixou em vida e nas dezenas de depoimentos das pessoas que o conheceram. São histórias passadas de pais para filhos que contam de sua humildade, total dedicação às pessoas, persistência ante obstáculos racistas. O que se pode perceber na vida de Padre Victor é que a fé realmente “remove montanhas”, e um sonho é capaz de mudar a realidade de uma época.

Vida no interior das Minas de outrora.
A história de Padre Victor começa em um casarão na Rua Direita da Campanha (MG) de 1827. Foi ali que ele nasceu no dia 12 de abril. O primeiro documento consta que ele foi batizado oito dias depois pelo padre Antônio Manoel Teixeira. Cidade mais antiga do Sul de Minas, àquela época a vila de Campanha da Princesa da Beira reunia fazendeiros em busca de ouro e seus escravos.

Casarão em Campanha, MG, onde Padre Victor nasceu - em pé até os dias de hoje (Foto: Samantha Silva / G1)
Casarão em Campanha, MG, onde Padre Victor nasceu

Victor nasceu escravo, mas não viveu como um. Veio ao mundo na casa de dona Marianna Bárbara Ferreira, que de forma contrária à época, tratava os escravos da casa com dignidade. Por Victor, o carinho foi maior ainda e ela se tornou sua madrinha. Sob sua tutela, ele aprendeu a ler, escrever, tocar piano, falar em francês. Aprendeu até a sonhar.

O casarão onde Victor nasceu permanece em pé até os dias de hoje. Atualmente a Rua Direita se chama Saturnino de Oliveira e o casarão abriga uma loja de artesanato da família da artista Marisol Garcia da Luz, de 51 anos. Ela e a filha Júlia da Luz, de 34 anos, tomaram como missão preservar a história de Padre Victor. Formada em turismo, Júlia chegou a desenvolver um trabalho acadêmico sobre a casa em que mora há uma década.

Porão onde provavelmente os escravos dormiam no casarão de Campanha, Padre Victor (Foto: Samantha Silva / G1)
Porão onde provavelmente os escravos dormiam no casarão de Campanha (Foto: Samantha Silva / G1)

Segundo ela, o velho casarão colonial só foi alterado em alguns detalhes, após passar por duas reformas. As telhas mudaram para as francesas e foram tiradas as feitas na coxa pelos escravos. As janelas de guilhotina foram substituídas pelas de folha e detalhes de vidro foram colocados nos pórticos das portas. Banheiros que não existiam na época e uma varanda ao fundo foram construídos.

“Quando chegamos, foi uma surpresa. A gente não sabia que ele tinha nascido aqui, o imóvel já estava fechado há algum tempo. Aí a gente percebeu que tinha muita história [para preservar]”, conta Júlia, e continua descrevendo o que sabe. “Dona Marianna era uma mulher de posses. Eles tinham dinheiro, moravam no centro da [vila]. [A família dela] tinha eira e beira.” A expressão de tempos antigos é explicada por Júlia: eira é o eirado, espaço onde as pessoas secavam sementes, criavam pequenos animais. A beira é o beiral do telhado, e naquela época, ‘beiras’ trabalhadas revelavam um refinamento que só famílias com dinheiro poderiam ter.

“Victor teve muita sorte, foi iluminado, nasceu em uma casa com a dona Marianna, que foi a madrinha dele, pagou tudo o que foi preciso, proporcionou tudo o que ele teve”, completa Júlia.

Júlia e Marisol aos fundos do casarão onde Padre Victor morou, em Campanha, MG (Foto: Samantha Silva / G1)
Júlia e Marisol aos fundos do casarão onde Padre Victor morou, em Campanha (Foto: Samantha Silva / G1)

O sonho revelado
Na juventude, Victor começou a trabalhar como alfaiate e foi ao seu mestre que revelou primeiramente a vontade que tinha de ser padre. A reação, como de qualquer um que ouvisse de um negro escravo que queria uma posição de brancos, não foi boa. Conta-se que após sua revelação, Victor apanhou em rua pública de seu mestre.

Mas reação oposta teve sua madrinha. Ao ouvir o sonho do afilhado, foi atrás do padre da cidade para saber se isso seria possível. Meio incrédulo, porém esperançoso, padre Antônio Felipe de Araújo disse que o bispo de Mariana (MG), Dom Antônio Ferreira Viçoso, visitaria a vila em breve e com ele poderiam consultar a possibilidade.

Segundo o livro de Passarelli, um documento de inspeção do Império em Campanha, em 1737, registra que a vila era habitada por 3 mil brancos e 7 mil negros. Esse documento passou a ser considerado o registro de início da cidade, a mais antiga da região.

À época, jovens negros e escravos não eram aceitos em um seminário católico. A Lei do Ventre Livre e a Lei Áurea, que aboliram a escravidão no Brasil, só se tornaram realidade em 1871 e 1888 respectivamente. Mesmo excluindo suas características de nascença, Victor já não poderia entrar pra vida religiosa simplesmente por ser filho ‘só de mãe’, de pai desconhecido, como explica o atual bispo de Campanha.

Dom Diamantino Prata de Carvalho acompanha o processo de beatificação de Victor desde o início e conta que, admirado com a força de vontade de Victor, o bispo resolveu ajudá-lo. Para ele, a bênção de dom Viçoso foi essencial para que o jovem pudesse se encaminhar no sonho.

“São gestos proféticos, que a gente diz na igreja. Há pessoas que intuem, que preveem certas situações e aí já se movimentam, realizam obras capazes de favorecer aquilo que o movimento quer, [no caso] o movimento da abolição da escravatura”, explica.

Mas se o Brasil caminhava para uma transformação, o Sul de Minas do século XIX não estava preparado para ver a mudança tão cedo. Após ser aceito no seminário, como havia prometido a Deus, Victor fez o caminho até Mariana a pé. Ao chegar, foi recebido com um convite para os fundos da instituição, por onde os escravos entravam. Foi difícil se fazer acreditar que ia entrar pela porta da frente, que seria aluno e não serviçal.

Dom Diamantino, bispo de Campanha: Padre Victor superou tudo com muita dignidade. (Foto: Samantha Silva / G1)
Dom Diamantino, bispo de Campanha: ‘ele superou tudo com muita dignidade’. (Foto: Samantha Silva / G1)

Uma vez lá dentro, o tratamento foi digno de um teste de perseverança. “A repercussão não foi boa. Os próprios colegas de Padre Victor o humilhavam, queriam que ele fizesse trabalhos de escravo, limpar o chão, os sapatos de todos”, continua Dom Diamantino.

Conta-se dessa época que Victor fazia o que pediam, como um escravo, “porque não era trabalho pra ele”. Dom Viçoso interferiu na medida do possível para que ele fosse tratado como aluno, e como a água que aos poucos fura a pedra, ao se formar no seminário, o desprezo dos colegas foi transformado em no mínimo respeito e muita admiração. “Foi muito difícil, mas ele superou com muita dignidade, com muita paciência, humildade”, finaliza dom Diamantino. O jovem negro ex-escravo se tornava padre.

Fotografia que mostra a vila de Três Pontas (Foto: Arquivo Associação Padre Victor)
Fotografia que mostra a vila de Três Pontas (Foto: Arquivo Associação Padre Victor)

Missão religiosa
A ordenação de Padre Victor aconteceu no dia 14 de junho de 1851, com a bênção de todos os religiosos necessários. Uma vez pároco, Victor voltou para Campanha e rezou sua primeira missa na cidade natal. Por lá permaneceu por cerca de um ano, até que chegou a notícia de sua transferência para Três Pontas.

Padre Victor chegou à pequena vila em junho de 1852 para substituir o vigário da paróquia que havia morrido. Ironicamente, segundo consta no livro de Passarelli, a origem de Três Pontas está ligada a duas aldeias de negros fugitivos (quilombos), e para destruí-las, o governo da Capitania de Minas Gerais encarregou dois capitães. Após a missão concluída, eles dividiram o território em lotes de que tomaram posse.

À época em que o padre negro chegava em Três Pontas, a vila reunia em sua maioria fazendeiros que faziam riqueza com o trabalho dos escravos. E se no seminário, onde Deus é chamado todos os dias, a reação em aceitar um padre negro foi difícil, em Três Pontas ela poderia ter se tornado uma tragédia.

”Ele também não foi bem recebido em Três Pontas”, continua Dom Diamantino. “O povo simples o aceitava bem, mas os graúdos… Por exemplo, o visconde de Boa Esperança falava: ‘nós pedimos um padre sábio, um padre bom e manda aqui um negão’. Mas [Padre Victor] foi para amar o povo e perdoar os inimigos.”

Estava acima das humilhações, perseguições. Ele via realmente com o olhar de Cristo.” (Dom Diamantino Prata de Carvalho, bispo da Campanha)
E foi preciso muita sabedoria e persistência para derrubar o grande preconceito que havia na época. Ele passou por agressões, missas rezadas para uma igreja praticamente vazia, piadas ofensivas. Mas a bondade e a caridade que o religioso continuou a dedicar aos moradores da vila, apesar de todas as humilhações, pouco a pouco conquistou até os fazendeiros mais ricos da região e ele passou a ser conhecido como o lendário padre negro de Três Pontas.

Vida ao outro
Desse período, tudo que se conta foi passado de família a família e todos os depoimentos foram reunidos na pesquisa histórica para o processo de beatificação. Muitos se lembram de sua voz grave e de sua personalidade rígida, justa, porém bondosa. Padre Victor morava em um casarão simples e vivia praticamente de doações.

À medida que a estima por ele aumentava, também aumentava o que lhe era doado. Mas nada a ele pertencia. Conta-se que um homem pobre foi a Padre Victor com o estômago vazio pedir o que comer. Victor havia acabado de se encontrar com um dos muitos fazendeiros que passaram a frequentar a igreja após se admirar com o padre negro, e dele ganhou uma quantia de réis para ajudar na paróquia.

Foto mostra Padre Victor em Três Pontas; ainda se desconhece quem seria a família ao lado dele (Foto: Arquivo Secretaria de Cultura de Três Pontas)
Foto mostra Padre Victor em Três Pontas; ainda se desconhece quem seria a família ao lado dele (Foto: Arquivo Secretaria de Cultura de Três Pontas)

O envelope com o dinheiro estava no bolso do religioso, e sem pensar, ao ouvir o pedido do homem, o entregou tudo. Quando o pedinte viu a grande quantia que estava no envelope, voltou correndo para devolver a maior parte e só ficar com o suficiente para comer. Em sua cabeça, o padre se enganou ao lhe dar tanto dinheiro. Mas Victor disse: “eu já lhe dei o que tinha e não quero de volta. Fique com tudo”.

Atitudes como essa foram repetidas por muitos moradores da época. O que tinha na casa do padre era de todos, e todos entravam livremente para pegar comida, dinheiro, objetos. Conta-se que Padre Victor somente repetia que esperava em Deus e por isso nunca iria faltar.  Nos fundos de sua casa, o padre ainda cuidava de um leproso – doente rejeitado pela sociedade da época pela falta de cura para a doença. O homem apareceu na igreja um dia e Padre Victor ofereceu ajuda. No cômodo onde ele passou a viver, só Padre Victor entrava e passou a cuidar do doente por quanto houve necessidade.

Conta-se também que enfrentar o demônio não era coisa difícil para o padre. Victor foi um padre exorcista e foram muitos que procuraram sua ajuda para tirar o demônio de entes queridos e residências familiares. Não há notícias de que alguma vez o padre negro não tenha conseguido expulsar o “ser maligno”.

Casarão onde funcionou o Colégio Sacra Família e onde morou Padre Victor - foto de 1939 (Foto: Arquivo Secretaria de Cultura de Três Pontas)
Casarão onde funcionou o Colégio Sacra Família e onde morou Padre Victor – foto de 1939, atualmente não existe mais (Foto: Arquivo Secretaria de Cultura de Três Pontas)

Educando uma época
Mas além da infinita bondade para com a população, Padre Victor quis doar algo mais para os moradores daquela pequena vila: educação. Conta-se que desde que chegou a Três Pontas, o religioso reunia as crianças e ensinava o que sabia a cada uma delas. Ensinou-lhes música (e se não tinha instrumentos musicais, pedaços de madeira, ferro e restos de casas se transformavam neles), francês, sobre o mundo de Deus.

As crianças o adoravam. Mas em determinado momento, Padre Victor resolveu profissionalizar a educação e fundou uma escola, a primeira de Três Pontas. Ali reuniu filhos de gente simples e gente rica para aprender de professores que trouxe de fora e dele mesmo. Deu aulas no Colégio Sacra Família até quando a saúde dele permitiu. Logo depois, iniciou a reforma da capela para se tornar a Igreja Matriz de Nossa Senhora D’ajuda, até hoje em pé em Três Pontas.

Padre Victor 5
Matriz de Nossa Senhora D’ajuda, até hoje em pé em Três Pontas, essa é o segundo formato da Igreja, o primeiro foi demolido e no lugar construirão esta .
Padre Victor fundou um colégio com grande nº de alunos. Esse educandário, com organização perfeita, adquiriu conceito igual ao do Colégio do Caraça [antiga instituição de MG]. Fez de muitos filhos de famílias humildes, homens de cultura, que passaram a viver da inteligência. Podemos afirmar que a cultura da cidade é ainda fruto da atividade educativa que legou aos pósteros, o amor à instrução e ao aprimoramento do gosto artístico."
Transcrito do Livro: “A História de Três Pontas”, de Amélio Garcia de Miranda

Mas para tornar esses planos realidade, foi preciso muito dinheiro. Mesmo precisando investir nas duas obras, Padre Victor não diminuiu seu lado caridoso e continuou dando tudo o que tinha para todos. De repente, o dinheiro começou a faltar e as dívidas se acumularam.

Uma denúncia foi feita ao Seminário de Mariana sobre os títulos não pagos (ainda) pelo padre de Três Pontas e Victor foi chamado a prestar contas ao bispo. Conta-se que ao chegar na sala de Dom Viçoso, seu velho padrinho, Victor colocou seu chapéu na parede e ele permaneceu dependurado, mas no lugar não havia gancho para segurar o chapéu. Apesar do espanto, dom Viçoso manteve as palavras duras e quis entender o que estava acontecendo. Padre Victor explicou tudo o que estava fazendo, reconheceu seu erro administrativo e prometeu resolver a situação.

Triste com sua desorganização financeira, Padre Victor voltou para Três Pontas com uma decisão drástica: iria pedir demissão da paróquia já que um grande mal havia feito (sem querer) para aquela comunidade. Os moradores se espantaram com a possibilidade de perder o pároco querido e resolveram fazer algo. Conta-se que em uma noite se reuniram todos na porta da casa do padre e lhe entregaram um envelope com todas as suas dívidas quitadas. O povo mesmo reuniu dinheiro pra isso e o fizeram prometer que não deixaria Três Pontas.

Igreja Matriz Nossa Senhora D'Ajuda em 1956 (Foto: Arquivo Secretaria de Cultura de Três Pontas)
Igreja Matriz Nossa Senhora D’Ajuda em 1956 (Foto: Arquivo Secretaria de Cultura de Três Pontas)

Acima de tudo, um grande homem
E ali Padre Victor permaneceu por 53 anos até deixar este mundo. Morreu no dia 23 de setembro de 1905 após ter um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Sua escola formou pessoas importantes para a região como o primeiro bispo de Campanha, dom João de Almeida Ferrão, e o médico Samuel Libânio (que hoje dá nome ao hospital de Pouso Alegre – MG).

Mas sua bondade foi além e formou uma geração que pôde enxergar uma alma semelhante apesar de todas as cores que pudessem nos separar como humanos. “Ele estava acima das humilhações, perseguições. Ele via realmente com o olhar de Cristo”, afirma dom Diamantino. 

“Ele foi um grande ser humano, uma pessoa que tinha muita fé. Acredito que ele foi um homem muito autoconfiante, tinha muita força, muita vontade e fez exatamente o que ele quis. Tudo o que ele podia dar, ele deu. Morreu com a roupa do corpo. Ele realmente foi um homem de Deus”, finaliza Júlia.


 

Oração Oficial do Beato Pe. Victor 

“Ó Deus, Vós modelastes o Beato Francisco de Paula Vítor segundo o Coração de Vosso Filho Jesus, Pelo bem que fez às crianças e aos pobres. Concedei-nos a virtude da caridade, para amarmos a Vós e aos irmãos e irmãs.

Por Cristo, Nosso Senhor. Amém!”

Beato Pe. Victor


Texto e Fotos: Samantha Silva – Jornalista do G1 Sul de Minas

Adaptação e Fotos: Portal Terra de Santa Cruz .

 

Especial Padre Victor: Local da Beatificação está quase pronto e Cardeal Ângelo Amato visita Campanha-MG

Aeroporto já está quase pronto para Beatificação 

Falta apenas um dia para a tão sonhada Missa de Beatificação de Padre Victor, que acontecerá neste sábado as 16 horas para um público que pode passar das 150 mil pessoas. Impressiona o tamanho da estrutura e todo cuidado que será dispensado ao fiéis com vários banheiros, barracas de ajuda e informação, postos médicos, seguranças em grande número, várias saídas de emergência, etc. Certamente algo jamais visto em Três Pontas.

As Informações acima são do Jornalista e Repórter do Conexão Três Pontas Roger Campos

 

Fonte: Conexão Três Pontas/ Roger Campos

Vejam mais imagem em Conexão Três Pontas 


 

Cardeal Ângelo Amato representante do  Papa Francisco visitou Campanha, cidade onde nasceu o Eleito Beato Padre Victor Prefeito da Congregação para a Causa dos Santos do Vaticano representa o Papa Francisco amanhã na beatificação do venerável em Três Pontas(MG) .

Acompanhado do Bispo  Diocesano Dom Diamantino Prata de Carvalho, Frei Paolo Vilotta que é  Postulador da Causa do Venerável Padre Victor e do Tenente Antônio Pedro de Faria, Diretor de Transporte Terrestre do Gabinete Militar do Governador de Minas . Cardeal Ângelo Amato visitou a Catedral de Santo Antônio, rezou na capela do Santíssimo e diante do quadro do beato exposto no presbitério da Catedral, andou pelas redondezas da igreja e da Praça Dom Ferrão .

Na Radio Vaticano,  Cardeal Amato disse: “É verdade. A comunidade cristã de Campanha se apresenta aos olhos da Igreja e do mundo como uma terra de santos, testemunhas críveis da misericórdia de Deus em nosso meio. O Papa Francisco o chama (Padre Victor) de ‘bom pastor segundo o coração de Cristo, humilde arauto do Evangelho e zeloso educador dos jovens’.”

Cardeal Amato celebrar a Solenidade  de Beatificação de Francisco de Paula Victor (Pe.Victor) , amanhã, às 16h, Três Pontas(MG) onde viveu e morreu Francisco de P. Victor, seus restos mortais estão enterrados na Matriz Nossa Senhora D’Ajuda e foram expostos em um relicário nesta quarta-feira aos fiéis e devotos do Beato Eleito. 

Por Portal Terra de Santa Cruz

 

Especial Beato Pe. Victor: Hino Oficial do Beato Francisco de Paula Victor – Letra e vídeo .

1.1

Hino Oficial do Beato Francisco de Paula Victo – (Pe.Victor)

1. Padre Victor de Três Pontas / nobre amigo e intercessor / Vem acolhe o teu povo / que celebra o teu louvor.

REFRÃO: Ao nosso Deus queremos louvar / pois maravilhas em seu Servo realizou / “Francisco Victor, nosso anjo tutelar!” / Bom Sacerdote, por Cristo se doou.

2. Tua vida tão singela / em Campanha começou / Foste filho de escrava: / No teu amor te educou.

3. Encontraste Dom Viçoso / Que a Mariana te levou / Ordenou-te sacerdote / Pra Três Pontas te enviou.

4. O teu zelo apostólico / Aguçou-te a atenção. / As crianças instruíste / com ternura e afeição.

Letra e Composição : Dom Diamantino Prata de Carvalho e Alessandro Carvalho / Diocese da Campanha-MG 

Por Portal Terra de Santa Cruz – Diocese da Campanha-MG

Especial Padre Victor: Restos mortais de Pe. Victor são apresentados aos fiéis trespontanos e oração do beato é revelada!

Em cerimônia rara, devotos puderam ver e tocar urna com restos mortais. Religioso será beatificado no próximo sábado em Três Pontas às 16hs.  

Devotos de Pe. Victor  se emocionaram nesta quarta-feira (11) em Três Pontas (MG) na Matriz Nossa Senhora D’Ajuda quando pela porta principal adentrou-se a urna com restos mortais do venerável Pe. Victor que será declarado BEATO pela Igreja Católica no próximo sábado (14). Aproximadamente mil pessoas acompanharam está cerimônia e se emocionaram ao tocar a urna com restos mortais do novo beato. Este é um ritual muito raro na Igreja Católica, já que os devotos não poderão mais ver os restos mortais do beato de tão perto.

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Foto: Conexão Três Pontas/ Roger Campos

O Jornalista Roger Campos, gestor do Conexão Três Pontas  um importante meio de comunicação local, relata em uma de suas séries sobre Pe. Victor a emoção do povo de Três Pontas em ver o venerável ser elevado as honras do altar e em tocar na urna feita de acrílico e lacrada contendo as relíquias do beato.

Quem esteve no local acompanhando a Veneração aos Restos Mortais, relatou não ter sentido nunca na vida uma emoção tão grande. Muitos se diziam arrepiados, enquanto outros agradeciam, pediam sua intercessão e choravam copiosamente. (Conexão Três Pontas)

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Foto: Conexão Três Pontas/ Roger Campos

Nova Oração e parte do espaço dedicado ao Padre Victor foram apresentado nesta quarta-feira(11) na Matriz da Cidade.

O local onde ficará os restos mortais e imagem com oração de Pe. Victor foi preparado cuidadosamente para que os devotos possam fazer suas orações e pedidos diante da imagem oficial do Beato revelada ontem pela EPTV e Conexão Três Pontas com autorização do Bispo Diocesano Dom Diamantino Prata de Carvalho. 

1.1.“Ó Deus,

Vós modelastes o Beato Francisco de Paula Vítor segundo o Coração de Vosso Filho Jesus, Pelo bem que fez às crianças e aos pobres,

Concedei-nos a virtude da caridade, para amarmos a Vós e aos irmãos e irmãs.

Por Cristo, Nosso Senhor. Amém!”

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Foto: Roger Campos/Conexão Três Pontas 

 

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A outra parte no novo ponto de veneração dos devotos de Padre Victor poderá ser revelado no dia da Beatificação que ocorrerá neste sábado em Três Pontas.

Você pode acompanhar a Beatificação pelos seguintes meios de comunicação: Tv Alterosa, Tv Aparecida, Rádio Diocesana AM. 


 

Texto: Portal Terra de Santa Cruz/Bruno Henrique

Fotos e Referências: Conexão Três Pontas 

Agradecimento: Roger Campos 

Especial Pe.Victor – Cardeal Amato: Pe. Victor, modelo extraordinário de sacerdote e pároco.

Cardeal Amato: Pe. Victor, modelo extraordinário de sacerdote e pároco/ Beatificação em 14 de Novembro 2015

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Foto: Paróquia Nossa Senhora D’Ajuda-Três Pontas – MG

Cidade do Vaticano (RV) – Será beatificado no próximo sábado (14/11), em Três Pontas (MG), Francisco de Paula Victor, sacerdote diocesano que viveu entre 1827 e 1905.

A Rádio Vaticano entrevistou o Prefeito da Congregação das Causas dos Santos, Cardeal Angelo Amato, sobre o futuro beato.

Eminência, o senhor pode dizer alguma coisa sobre Francisco de Paula Victor, sacerdote brasileiro e origem africana que a Igreja beatificará em 14 de novembro?

Cardeal Amato: “Trata-se de um pároco que viveu no século IXX. O Papa Francisco o chama de ‘bom pastor segundo o coração de Cristo, humilde arauto do Evangelho e zeloso educador dos jovens’.”

Se eu não me engano, esta é a segunda beatificação que se realiza na Diocese de Campanha, depois da beatificação de Francisca de Paula de Jesus, Nha’ Chica, realizada em 14 de maio de 2013, em Baependi.

Cardeal Amato: “É verdade. A comunidade cristã de Campanha se apresenta aos olhos da Igreja e do mundo como uma terra de santos, testemunhas críveis da misericórdia de Deus em nosso meio. Deve ser ainda conhecida a bonita história do novo beato. Desde pequeno, com a ajuda concreta da senhora Mariana Barbara Ferreira, ao invés de ser endereçado aos trabalhos agrícolas, foi direcionado ao estudo para se tornar alfaiate. Mas a sua vocação era outra: queria se tornar sacerdote. Superando obstáculos de todo tipo, perseverou neste seu propósito entrando para o seminário. Esta foi uma decisão extraordinária e incomum por causa da discriminação social da época. Mas Francisco, que então tinha vinte e dois anos, merecia o privilégio. Um seu colega de seminário o descreve como um jovem do coração de ouro.”

Onde e como se realizou o seu apostolado?

Cardeal Amato: “Aos vinte e quatro anos foi ordenado sacerdote pelo seu bispo, o Servo de Deus Antônio Ferreira Viçoso. A ordenação foi um verdadeiro milagre, porque tinha vencido os preconceitos raciais de seu tempo. Foi enviado ao ministério para a igreja principal de Campanha (1851-1852) e depois a Três Pontas, onde permaneceu até a morte, ocorrida em 1905.”

Quais são as características de sua santidade?

Cardeal Amato: “Pe. Victor foi um pároco generoso e dinâmico. Garantia sempre a santa missa, celebrada no domingo com grande solenidade e com a participação de pregadores conhecidos. Era muito ativo na catequese e na administração dos sacramentos. Introduziu o mês em homenagem a Nossa Senhora e percorria a cavalo as áreas rurais para levar conforto espiritual aos mais distantes. De 1852 a 1905, ano de sua morte, batizou 8.790 recém-nascidos filhos de brancos e 383 filhos de escravos. Incentivou a educação dos jovens, especialmente os pobres. Por isso, fundou em sua paróquia uma escola gratuita. Dava aos pobres as ofertas que recebia. Beneficiava também aqueles que no início o desprezaram. Os seus paroquianos, cerca de vinte anos depois de sua morte, colocaram uma placa em sua homenagem com a inscrição: “A sua vida foi um Evangelho”.

Quer sublinhar as virtudes do novo beato?

Cardeal Amato: “Gostaria de sublinhar a sua humildade e simplicidade. A este propósito se conta o seguinte episódio. Um dia Pe. Victor voltava de trem de Campanha a Três Pontas. Foi acolhido pelo povo com uma banda de música. No trem havia um general. Pensando que o acolhimento fosse para ele, pediu a Pe. Victor para carregar a sua mala, pois o confundiu com um carregador de bagagens. Com simplicidade o santo sacerdote carregou a mala do general. Quando o povo viu o seu pároco foi ao encontro dele com alegria. Então o general perguntou quem era aquele homem. Alguém lhe respondeu: É Pe. Victor e nós estamos aqui para acolhê-lo.”

Por humildade o sacerdote não revelou a sua identidade.

Cardeal Amato: “O seu funeral foi um triunfo. Mais de três mil pessoas o acompanharam ao cemitério entre lágrimas e homenagens de gratidão. Morreu pobre. Nasceu para o Evangelho e viveu para o povo. Os seus objetos pessoais foram logo considerados relíquias preciosas e conservados com zelo. É um modelo extraordinário de sacerdote e pároco.” (MJ)

Por Rádio Vaticana

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz