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INICIAÇÃO À VIDA CRISTÃ – Por Dom Pedro Cunha Cruz

No início do mês corrente os bispos do Brasil reunidos na 55ª Assembleia Geral, abordaram como tema central a “Iniciação à Vida Cristã” como um itinerário para formar discípulos missionários. À luz do Sínodo sobre a Nova Evangelização para a transmissão da fé cristã, os pastores da Igreja do Brasil estão cada vez mais conscientes da urgência em rever o processo da transmissão da fé que deve abranger não somente os batizados, mas sobretudo os batizados distanciados e que, por várias razões, ainda não vivem as exigências e alegrias do seu batismo e sua pertença a Cristo.

Os desafios inquietantes do mundo atual, longe de nos desestimular, nos interpelam a uma conversão pastoral aonde as luzes para autêntica transmissão da fé sempre aparecem, a fim de que a Igreja continue a dialogar e propor novos paradigmas pautados na Palavra de Deus e no encontro com a pessoa de Cristo. E isto é realizado por meio de símbolos, ritos e celebrações que fazem parte dos momentos mais importantes do Itinerário Catecumenal previstos pelo Ritual da Iniciação Cristã de Adultos (RICA).

Quando falamos de catecumenato pensamos em um primeiro anúncio (Querigma) que abre caminhos para novas etapas do itinerário e que gera uma vida nova de discípulos de Cristo. Daí a necessidade de se partir de alguns ícones bíblicos marcados pelos diálogos de Jesus, que não deixam de ser diálogos catequéticos, como o encontro com a Samaritana, com Nicodemos e com os discípulos de Emaús, dentre muitos. Nestes diálogos, Jesus se faz conhecer, progressivamente, por aqueles que O procuram. Ele é o princípio e o fim, ponto de partida e de chegada, a pergunta e a resposta do homem e o sentido pleno da Revelação.

O tema central se propõe ancorar e inspirar os projetos diocesanos de Iniciação Cristã de nossas igrejas particulares; considerando a grande diversidade pastoral e eclesial de nosso País. Mas sempre visando uma resposta consciente de cada catecúmeno quanto ao verdadeiro desejo de ser tornar cristão. Por isso, as etapas do itinerário visam tornar a catequese menos fragmentada e mais vinculada à vida eclesial e paroquial. Tal propósito reduz o puro interesse do catequizando em apenas receber os sacramentos da Iniciação Cristã como a conclusão de um curso diplomado. Este objetivo só será atingindo se a catequese for entendida como uma responsabilidade que envolve toda a comunidade; é neste sentido que deve ser permanente e motivada pelo testemunho cristão.

Por fim, o seguir a Cristo, sentindo-se seu discípulo que assume o protagonismo do apostolado na Igreja e no mundo, e não buscando simplesmente os sacramentos na Igreja, constitui o grande objetivo deste itinerário catecumenal que visa, além do primeiro anúncio, uma vida de comunhão eclesial, sacramental, de oração e ação pastoral. Somente com estes elementos fundamentais é que a pessoa conhece Jesus e compreende o sentido mais profundo de ser cristão e autêntico discípulo e missionário de Cristo. Vençamos o medo com a armadura da fé que nos leva a superar as barreiras do pessimismo e a encontrar sempre a alegria do anúncio do Evangelho.

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Fonte: www.diocesedacampanha.org.br

Mitra Diocesana da Campanha/MG – Endereço: Rua Maestro Pompeu, 150 – Centro
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Foto/Reprodução/Capa: Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização 

Dom Hélder Câmara é declarado “Servo de Deus” pela Santa Sé

Aval do Vaticano para abertura do processo de canonização foi enviado ao arcebispo local; primeira reunião para andamento do processo será em 3 de maio. Conhecido como o “Dom da paz”, o ex-arcebispo de Olinda e Recife, Dom Hélder Câmara, recebeu o título de “Servo de Deus”. A Congregação para a Causa dos Santos emitiu o parecer favorável autorizando o início do processo de beatificação e canonização do religioso. O aval da Santa Sé foi comunicado por meio de carta do presidente da Congregação, Cardeal Angelo Amato, menos de dez dias depois que o responsável pelo dicastério confirmou o recebimento do pedido de abertura do processo de Dom Helder, no dia 16 de fevereiro. Contudo, a correspondência só chegou à arquidiocese nesta segunda-feira, 6.

O atual arcebispo de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido, atendeu a imprensa nesta quarta-feira, 8, para explicar como será o andamento do processo daqui para frente. Ele leu o comunicado oficial, traduzido do latim para o português.

Confira como funciona o processo de beatificação/canonização:  A etapa seguinte consiste em reconhecer as “virtudes heróicas” do ex-arcebispo que há 50 anos desembarcou no Estado. Para isso, uma comissão jurídica será nomeada por dom Fernando Saburido, informou a assessoria de comunicação da arquidiocese.

O tribunal, como é chamado o grupo de trabalho, será formado por cinco membros: juiz delegado e promotor de justiça (ambos canonistas), notário, notário adjunto e cursor. A primeira sessão de atividades da comissão será no próximo dia 3 de maio, durante Missa presidida pelo arcebispo, às 9h, na Igreja Catedral Sé de Olinda. Na ocasião haverá a nomeação oficial e o juramento dos escolhidos.

Dom Fernando comentou que, caso a resposta da Santa Sé fosse positiva, autorizando o processo, a arquidiocese estaria preparada para dar andamento a essa que é uma questão de interesse geral.

“Todo mundo está muito motivado, esse é um assunto que realmente interessa muito, basta ver a repercussão que teve essa notícia aqui em Olinda e Recife. Todo mundo torce muito para que de fato chegue essa autorização e possamos, então, iniciar o processo aqui na arquidiocese”.

Dom Hélder Câmara, declarado "Servo de Deus" pela Santa Sé / Foto: Arquivo
Dom Hélder Câmara, declarado “Servo de Deus” pela Santa Sé / Foto: Arquivo

Cardeal Amato enviou carta confirmando que recebeu pedido de beatificação de Dom Hélder; segundo arcebispo, retorno foi acolhido como “sinal muito positivo”

Dom Fernando Saburido, arcebispo de Olinda e Recife / Foto: Arquidiocese de Olinda e Recife

“Um sinal muito positivo”, é a definição do arcebispo de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido, sobre o retorno dado pelo Vaticano que diz respeito à beatificação de Dom Hélder Câmara. A arquidiocese recebeu uma carta informando que o Vaticano recebeu o pedido de abertura do processo de beatificação e aguarda o posicionamento dos dicastérios para dar um parecer. Dom Fernando contou que já havia se encontrado pessoalmente com o prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, Cardeal Angelo Amato, no início desse ano, quando o cardeal esteve no Rio de Janeiro. “Ele disse que estava muito feliz com essa iniciativa e que faria o que fosse possível para poder encaminhar isso o mais rápido possível”.

A carta informa o recebimento do pedido por parte do Vaticano, que aguarda o parecer de todos os dicastérios – alguns já responderam – para dar o retorno final que possibilite o início da fase arquidiocesana do processo.

Caso a resposta seja positiva, a arquidiocese estará preparada para dar andamento; inclusive, Dom Fernando comenta que essa é uma questão de interesse geral. “Todo mundo está muito motivado, esse é um assunto que realmente interessa muito, basta ver a repercussão que teve essa notícia aqui em Olinda e Recife. Todo mundo torce muito para que de fato chegue essa autorização e possamos, então, iniciar o processo aqui na arquidiocese”.

O que motivou o pedido de beatificação?

A fama de santidade de Dom Hélder Câmara foi o fator que motivou a arquidiocese a fazer o pedido de abertura do processo de beatificação ao Vaticano. O arcebispo local destacou que Dom Hélder foi um homem de muita oração e ação, um profeta corajoso que enfrentou muitas dificuldades, sobretudo com a repressão militar.

“Uma pessoa muito humana, muito disponível aos pobres de uma maneira especial. Tudo isso contribui para que nós tenhamos o interesse de encaminhar esse processo”, declarou.

Dom Fernando acrescentou ainda que Dom Hélder foi uma pessoa de grande influência na vida do Brasil. Um exemplo foi sua contribuição para a criação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a CNBB. Além disso, em âmbito internacional, Dom Hélder contribuiu, mesmo que indiretamente, para o andamento do Concílio Vaticano II.

“Tudo isso contribuiu para que ele se projetasse internacionalmente, de modo que é um homem reconhecido como uma grande liderança do país, uma grande personalidade do século XX, como é identificado por muitos”.

Fonte:Arquidiocese de Olinda e Recife – Jéssica Marçal(Portal Canção Nova)

Vaticano: Papa agradece viagem a Fátima

O Papa agradeceu hoje no Vaticano a todos os que viveram com ele a peregrinação a Fátima, a 12 e 13 de maio, recordando em particular o “silêncio” da oração e a canonização de Francisco e Jacinta Marto.

“Ontem [sábado] à tarde regressei da peregrinação a Fátima – vamos saudar Nossa Senhora de Fátima – e a nossa oração mariana de hoje assume um significado particular, carregado de memória e de profecia, porque olha para a história com os olhos da fé”, disse, provocando uma salva de palmas de milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro.

Antes da tradicional recitação da oração do Regina Coeli, que no tempo pascal substitui o ângelus, Francisco passou em revista os vários momentos das mais de 23 horas que acabou de passar em território português.

Em Fátima, sublinhou o Papa, há um “rio” de oração que “corre há 100 anos” para pedir a proteção da Virgem Maria sobre o mundo.

“Agradeço ao Senhor por me te dado a oportunidade de deslocar-me aos pés da Virgem Maria como peregrino de esperança e de paz”, declarou.

O Papa elogiou o “silêncio orante de todos os peregrinos” que o acompanharam desde o início, no seu recolhimento, diante da imagem de Nossa Senhora de Fátima na Capelinha das Aparições.

“Criou-se um clima de recolhimento e contemplativo, no qual se viveram vários momentos de oração”, referiu.

Francisco deixou uma referência à presença de “muitos doentes”, que considerou “protagonistas da vida litúrgica e pastoral de Fátima, como de qualquer santuário mariano”.

O Papa agradeceu “de coração”, pela sua viagem, “aos bispos, o bispo de Leiria-Fátima, às autoridades do Estado, o presidente da República, e a todos os que ofereceram a sua colaboração”.

Este sábado, ao deixar Portugal, Francisco enviou uma mensagem a Marcelo Rebelo de Sousa, na qual manifestava “profunda gratidão” ao povo português pelo seu “caloroso acolhimento e hospitalidade” e deixava votos de “paz e alegria” para o país.

Já o presidente da República Portuguesa, após a partida do Papa, enviou ao pontífice a seguinte mensagem: “Portugal agradece a inesquecível peregrinação de Vossa Santidade a Fátima”.

Por Radio Vaticano 

Portal Terra de Santa Cruz

Especial Centenário de Fátima: Papa Francisco deixa Santuário em festa no final de uma peregrinação inédita à Cova da Iria

O Papa Francisco deixou hoje o Santuário de Fátima em festa, depois da missa conclusiva da peregrinação de 12 e 13 de maio, que este ano coincidiu com a comemoração do Centenário das Aparições de Nossa Senhora na Cova da Iria.

Durante este sábado, o Papa argentino presidiu à canonização dos pastorinhos Jacinta e Francisco Marto, dois dos videntes de Fátima e agora novos santos da Igreja Católica.

“Não podia deixar de vir aqui venerar a Virgem Mãe e confiar-lhe os seus filhos e filhas”, afirmou o Papa durante a homilia, em que pediu paz e esperança “para todos os seus irmãos no Batismo e em humanidade, de modo especial para os doentes e pessoas com deficiência, os presos e desempregados, os pobres e abandonados”.

Foto Arlindo Homem, Papa Francisco em Fátima

A visita do Papa a Portugal que teve como lema ‘Com Maria, peregrino na esperança e na paz’ e fica marcada pelo silêncio no recinto de oração, pelo encontro com doentes e com a decisão de fazer parte do percurso a pé até à Capelinha das Aparições, onde lembrou os “desterrados” da sociedade, propôs uma revolução da “ternura” e desafiou a rejeitar uma religião baseada na superficialidade.

Nessa celebração da noite de sexta-feira, o Papa argentino frisou que Maria não pode ser uma “santinha a quem se recorre para obter favores a baixo preço”.

“Se queremos ser cristãos, devemos ser marianos; isto é, devemos reconhecer a relação essencial, vital e providencial que une Nossa Senhora a Jesus e que nos abre o caminho que leva a Ele”, apontou.

Outro marco da “peregrinação” do Papa ao Santuário de Fátima foi a ‘Procissão do Adeus’.

No final da despedida de Nossa Senhora de Fátima, Francisco saiu em papamóvel pelo meio do recinto de oração, para alegria e emoção de centenas de milhares de pessoas que acenaram para o Papa, de lenços e bandeiras no ar, transformando o espaço num mar de cores, das várias nacionalidades.

A visita do Papa Francisco à Cova da Iria entra agora na sua parte final, primeiro com um almoço com os bispos portugueses, na Casa Nossa Senhora do Carmo, onde o Papa argentino esteve alojado estes dias.

O episcopado português que deixou o recinto em grupo, juntamente com o núncio apostólico (representante da Santa Sé) em Portugal, D. Rino Passigato, distribuindo sorrisos pela multidão, muitos interagindo com grupos das suas respetivas dioceses, de norte a sul do país.

A cerimónia de despedida de Francisco está marcada para a Base Aérea de Monte Real, ponto que marcou também o início da visita do Papa argentino ao Santuário de Fátima.

Depois dos procedimentos protocolares, às 14h45, o voo papal irá seguir às 15h00 em direção ao Aeroporto de Roma/Ciampino.

A chegada do Papa a Roma está prevista para as 19h05 locais, menos uma hora em Fátima.

Infor: Agência Ecclesia

Reprodução: Portal Terra de Santa Cruz

Especial Centenário de Fátima: Papa proclamou santos Francisco e Jacinta Marto

O Papa Francisco proclamou hoje como santos os pastorinhos Francisco e Jacinta Marto, pelas 10h26, no início da Missa da peregrinação do 13 de maio em Fátima, uma celebração inédita em território português.

Francisco proferiu a fórmula de canonização, em português: “Em honra da Santíssima Trindade, para exaltação da fé católica e incremento da vida cristã, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e Nossa, depois de termos longamente refletido, implorado várias vezes o auxílio divino e ouvido o parecer de muitos Irmãos nossos no Episcopado, declaramos e definimos como Santos os Beatos Francisco Marto e Jacinta Marto e inscrevemo-los no Catálogo dos Santos, estabelecendo que, em toda a Igreja, sejam devotamente honrados entre os Santos. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”.

O momento foi sublinhado com duas salvas de palmas pelas centenas de milhares de pessoas presentes no recinto de oração da Cova da Iria.

Foto Lusa, Papa Francisco em Fátima

A procissão de entrada incluiu o andor com a imagem de Nossa Senhora e os dois relicários em forma de candeias com as relíquias de Francisco e Jacinta, transportados pela postuladora da Causa da Canonização dos dois Pastorinhos, irmã Ângela Coelho, e pelo assessor da Postulação, Pedro Valinho Gomes, ladeados por cerca de 20 crianças e jovens, com idades compreendidas entre os 9 e os 16 anos.

Antes da ladainha dos santos, com referências a várias figuras portuguesas, o bispo de Leiria-Fátima pediu formalmente ao Papa que os dois pastorinhos sejam inscritos no “catálogo dos santos” e apresentou uma breve biografia de ambos.

A assembleia cantou o Hino dos Pastorinhos, cuja festa litúrgica se celebra a 20 de fevereiro, data da morte de Santa Jacinta Marto.

D. António Marto e a postuladora da causa agradeceram depois ao Papa: “Santo Padre, em nome da Santa Igreja, agradeço ardentemente a proclamação feita por Vossa Santidade e peço humildemente se digne ordenar que seja redigida a Carta Apostólica relativa à Canonização efetuada”.

A decisão faz com que o culto aos novos santos tenham um âmbito universal, na Igreja Católica.

Homilia lembra sofrimentos da humanidade e pede mobilização contra indiferença

O Papa Francisco disse que, a sua presença em Fátima para a celebração do 13 de maio foi sempre inquestionável, apelando a uma mobilização contra a “indiferença”.

“Irmãos e irmãs, obrigado por me acompanhardes! Não podia deixar de vir aqui venerar a Virgem Mãe e confiar-lhe os seus filhos e filhas”, disse, na homilia da Missa a que presidiu esta manhã, no altar do recinto de oração na Cova da Iria.

Perante centenas de milhares de pessoas, que o têm acompanhado desde a sua chegada, na sexta-feira, o Papa quis deixar uma mensagem de esperança e de paz aos que mais sofrem.

“Suplico [a paz e a esperança] para todos os meus irmãos no Batismo e em humanidade, de modo especial para os doentes e pessoas com deficiência, os presos e desempregados, os pobres e abandonados”, declarou, na terceira intervenção em solo português.

Francisco afirmou que em Fátima se dá uma “verdadeira mobilização geral” contra a “indiferença” que gela o coração humana e “agrava a miopia do olhar”.

“Não queiramos ser uma esperança abortada”, prosseguiu.

A homilia da Missa conclusiva da peregrinação internacional aniversária do 13 de maio abordou depois o tema do sofrimento, referindo aos peregrinos que o próprio Jesus “se humilhou e desceu até à cruz”.

“Sob a proteção de Maria, sejamos, no mundo, sentinelas da madrugada que sabem contemplar o verdadeiro rosto de Jesus Salvador, aquele que brilha na Páscoa, e descobrir novamente o rosto jovem e belo da Igreja, que brilha quando é missionária, acolhedora, livre, fiel, pobre de meios e rica no amor”, apelou.

O Papa Francisco está a realizar a sua primeira visita a Portugal, no contexto do centenário das aparições e da canonização dos pastorinhos Francisco e Jacinta Marto.

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A Missa prosseguiu depois com o canto do Glória. Após a homilia do Papa, os peregrinos vão rezar para que os direitos das crianças sejam respeitados.

VEJA A SANTA MISSA COMPLETA NO VÍDEO ABAIXO

“Por todas as crianças e suas famílias, para que a exemplo dos santos Francisco e Jacinta os inspire a descobrir o sentido da vida e o valor da oração e da penitência, e para que vejam os seus direitos respeitados sempre”, refere a intenção de oração que vai ser proclamada em inglês.

A oração dos fiéis será rezada em várias línguas, recordando os governantes e a necessidade de um mundo “mais fraterno”, os doentes, os migrantes e refugiados.

Depois da Comunhão, o Papa vai saudar e abençoar os doentes com o Santíssimo Sacramento. D. António Marto vai dirigir um discurso de agradecimento do Papa, no final da Missa.

Por Portal Terra de Santa Cruz

Referências e fotos: Agência Ecclesia Portugal 

Especial Centenário de Fátima: Papa abraçou criança curada por intercessão dos Santos Francisco e Jacinta Marto durante canonização

O Papa Francisco abraçou hoje em Fátima a criança brasileira curada por intercessão dos pastorinhos Francisco e Jacinta Marto, canonizados esta manhã na Cova da Iria.

O pequeno Lucas subiu ao altar de mãos dadas com a sua mãe e com a irmã Ângela Coelho, a responsável pelo processo que levou à proclamação dos dois mais jovens videntes de Fátima como santos.

A criança, a sua irmã e os seus pais participaram no cortejo de apresentação dos dons, na Missa conclusiva da peregrinação aniversária internacional do 13 de maio.

Quando tinha cinco anos, Lucas estava a brincar com a irmã Eduarda e caiu de uma janela com 6 metros e meio de altura e, ao bater com a cabeça no chão, fez um “traumatismo craniano muito grave, com perda de tecido cerebral”, lembrou João Batista, pai das crianças, num encontro com jornalistas, esta semana.

Os pais da criança curada por intercessão dos pastorinhos disseram em Fátima que Lucas foi salvo dois dias após as irmãs do Carmelo de Campo Mourão, no Brasil, rezarem a Francisco e Jacinta Marto, e afirmaram “imensa alegria” por ser este o milagre da canonização.

Após ter feito um traumatismo craniano grave, no dia 3 de março de 2013, os prognósticos dos médicos indicavam baixas possibilidades de sobrevivência e, se sobrevivesse, “teria uma recuperação muito demorada ficando certamente com graves deficiências cognitivas ou mesmo em estado vegetativo”, referiu o pai da criança do Brasil.

João Batista disse que Lucas “está completamente bem, sem nenhum sintoma ou sequela” e é agora o que “era antes do acidente”, na “sua inteligência, seu caráter, é tudo igual”.

A cura representou a etapa final no processo de canonização de Francisco e Jacinta Marto, que começou há mais de meio século, já após a trasladação dos restos mortais de Francisco e Jacinta Marto para a Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima.

A 30 de abril de 1952, D. José Alves Correia da Silva, bispo de Leiria, procedeu à abertura dos dois processos diocesanos sobre a vida, virtudes e fama de santidade de Francisco e de Jacinta, que contou com 140 sessões e 52 testemunhos.

Esta fase diocesana só seria encerrada em 1979, seguindo então para o Vaticano, onde em 1989 o Papa João Paulo II assinou o decreto de heroicidade das virtudes do Francisco e da Jacinta.

As duas crianças, as mais novas dos videntes de Fátima, tornam-se neste 13 de maio os mais jovens santos não-mártires na história da Igreja Católica, 17 anos após a sua beatificação, também na Cova da Iria.

Foto Arlindo Homem, Papa saúda criança curada pela intercessão dos pastorinhos

Foto Arlindo Homem, Papa saúda criança curada pela intercessão dos pastorinhos

Infor: Agência Ecclesia 

Reprodução: Portal Terra de Santa Cruz

ESPECIAL FÁTIMA 100 ANOS: Entenda a importância dos Papas na propagação da mensagem de Fátima

A relação que cada Papa com as aparições de Nossa Senhora de Fátima foi fundamental para que a devoção se espalhasse mundo afora. Entenda:

Papa Francisco será o quarto pontífice a visitar Portugal, depois de Paulo VI (1967), João Paulo II (1982, 1991 e 2000) e Bento XVI (2010). A visita de Francisco, no centenário das aparições, confirma a ligação do papado ao santuário português, que começa a definir-se já em 1929, com a bênção de uma imagem de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, pelo Papa Pio XI, para a capela do Pontifício Colégio Português de Roma.

Entenda, nos vídeos, a relação que cada Papa teve com as aparições de Nossa Senhora de Fátima e como foram fundamentais para que a devoção se espalhasse mundo afora.

No contexto do centenário das aparições de Nossa Senhora de Fátima, Dom António Marto, bispo de Leiria-Fátima, e Dom Manuel Clemente, Patriarca de Lisboa, explicam como os Papa olharam a mensagem de Fátima.

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Papa Francisco – 12 e 13 de Maio 2017 – Fátima (Portugal)

Por Portal Canção Nova

Fotos: Rádio Vaticano e Reproduções Google 

Reprodução: Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização 

ESPECIAL FÁTIMA 100 ANOS: Na Capela das Aparições, Papa Francisco reza pelo mundo e pela paz

Francisco rezou diante da imagem de Nossa Senhora de Fátima e ofereceu a Rosa de Ouro, presente especial que os Papas oferecem em visitas marianas

Uma multidão acolheu o Papa Francisco na Cova da Iria, em Fátima, Portugal, nesta sexta-feira, 12. O local é significativo para a Igreja por ser onde Nossa Senhora apareceu às três crianças pastoras, há 100 anos.

O Santo Padre chegou em carro aberto e saudou os fiéis. Já na Capela das Aparições, rezou em silêncio, por alguns minutos, à frente da imagem de Nossa Senhora de Fátima. Em seguida, rezou em voz alta pedindo pelos sofrimentos do mundo.

“No mais íntimo do teu ser, no teu Imaculado Coração, vê as dores da família humana que geme e chora neste vale de lágrimas. No mais íntimo do teu ser, no teu Imaculado Coração, adorna-nos do fulgor de todas as joias da tua coroa e faz-nos peregrinos como peregrina foste Tu”, pediu.

“E assim seremos, como Tu, imagem da coluna luminosa que alumia os caminhos do mundo, a todos mostrando que Deus existe, que Deus está, que Deus habita no meio do seu povo, ontem, hoje e por toda a eternidade”.

A oração foi concluída com a consagração jubiliar rezada junto com os fiéis.

Depois, Francisco ofereceu a Nossa Senhora a Rosa de Ouro. Um presente que, na realidade, é de prata; uma distinção que os Papas fazem em visitas marianas. Uma exclusividade do Pontífice, desde o século IX.

É a segunda vez que um Papa entrega pessoalmente a Rosa de Ouro em Portugal. O primeiro foi Bento XVI, em 2010.

O momento oracional foi concluído com a bênção.

Francisco retornará à Capelinha das Aparições às 17h15 (horário de Brasília), para a oração do Terço e a bênção das velas. No sábado, 13, presidirá à Canonização de Francisco e Jacinta Marto.

Infor: Canção Nova e Rádio Vaticano

Foto: Reprodução CTV

Reprodução: Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização 

No coração do século XX- A mensagem de Fátima

Em 1917, de 13 de maio a 13 de outubro, nos campos em volta da aldeia portuguesa de Fátima a Virgem Maria apareceu seis vezes a três pastorinhos, Lúcia, Francisco e Jacinta, apresentando-se com o rosário nas mãos e identificando-se como Nossa Senhora do rosário. A virgem desceu do céu para falar com as três crianças a fim de transmitir uma fervorosa mensagem à humanidade inteira, no início de um século trágico.

Nota peculiar das aparições de Fátima é estar entre as mais proféticas, porque predisseram as desventuras que incumbiam sobre a humanidade. As aparições marianas são sempre uma manifestação da solicitude materna de Nossa Senhora em relação a nós; são um sinal da sua proximidade aos nossos problemas, às nossas preocupações e às nossas dificuldades; são um apelo a seguir o caminho do bem; e são também expressão do desejo da Mãe de Deus de socorrer a nós, mulheres e homens, envolvidos aqui na terra na luta contra as forças do mal, para nos ajudar a resistir aos perigos que ameaçam a fé e a vida cristã.

A Igreja considera as aparições e as visões como pertencentes à esfera privada, porque nada acrescentam de essencial a quanto já conhecemos, graças à revelação pública contida na Sagrada Escritura e na Tradição. Por esta razão a Igreja nunca relacionou a fé com estas manifestações, mas limitou-se a permitir oficialmente o seu culto e nalguns casos, como este de Fátima, a encorajá-lo e apoiá-lo com gestos significativos, entre os quais a peregrinação ao santuário português de quarto Papas.

As aparições marianas são importantes, porque constituem uma ajuda para descobrir melhor a vontade de Deus em relação a nós e um apelo a amar a Deus e a viver, nas várias conjunturas da história, a vida cristã com coerência, observando os dez mandamentos. Portanto, a mensagem que vem de Fátima é de grande relevo espiritual. Ligada ao contexto histórico dos nossos tempos, pode ser sintetizada em três palavras: oração, penitência, conversão do coração. Com efeito, é uma exortação à oração como via para a salvação das almas; um apelo a mudar o estilo de vida; uma chamada a reparar os pecados com a penitência; um convite a santificar-se e a rezar pela conversão de quantos se encontram no caminho do pecado e do mal. Nossa Senhora indicou também a devoção ao seu coração imaculado como caminho que conduz a Cristo e refúgio nas adversidades.

O conteúdo destes apelos da Virgem está profundamente enraizado no Evangelho, por conseguinte poderíamos afirmar que Fátima é escola de fé e de coerência evangélica, onde a mestra é Maria. Nota caraterística da sua mensagem é que se coloca no centro das preocupações e dos trágicos acontecimentos do século passado, atormentado por duas guerras mundiais, com inúmeras vítimas e destruições, e duas ditaduras: o nazismo, ao qual se uniu o fascismo, e o comunismo soviético, que durou setenta anos. Sistemas ideológicos que causaram atrozes sofrimentos a milhões de pessoas, porque espezinharam os direitos humanos, perseguindo os cristãos e visando desenraizar Deus do coração humano. A luta contra Deus foi realmente grande.

Nossa Senhora de Fátima, adaptando-se à capacidade intelectual dos três pastorinhos, recorrendo a imagens que eles podiam compreender, fez referência às duas guerras mundiais: uma que estava para acabar e outra que teria se desencadeado um pouco mais tarde, ainda mais espantosa. Além disso, numa impressionante visão, cujo conteúdo foi dado publicamente a conhecer só no ano 2000, fez entrever aos três pastorinhos os danos imensos que o regime da União Soviética, mediante a propagação do ateísmo e a perseguição da fé cristã, teria causado à humanidade, espalhando os seus horrores pelo mundo e fazendo pagar a muitos cristãos, inclusive com o sacrifício da vida, o apego à sua fé.

Agora, depois de se ter tornado pública, por desejo de João Paulo II, também a terceira parte do chamado segredo de Fátima, sabemos que a supracitada visão continha também a previsão que a luta contra Deus e contra a Igreja teria chegado ao ponto de querer matar o Papa. De facto, a 13 de maio de 1981 – 13 de maio! – ocorreu o atentado contra o Pontífice. Mas, como declarou o próprio João Paulo II, a mão de Nossa Senhora guiou a trajetória da bala de modo que o Papa pudesse sobreviver. Aquela bala está agora engastada na coroa da estátua de Maria em Fátima. Em seguida, pondo em prática fielmente o pedido da Virgem, no dia 25 de março de 1984, o Pontífice consagrou o mundo, em particular a Rússia, ao coração de Maria em união com os bispos do mundo inteiro. E no que diz respeito ao chamado segredo parece supérfluo realçar que já foi publicado tudo.

Os factos aos quais se refere o segredo de Fátima dizem respeito a vicissitudes que já pertencem ao passado, mas a sua mensagem conserva o seu pleno vigor também para as mulheres e os homens do nosso tempo, e é de grande atualidade e importância para a época que estamos a viver. Os seus apelos dirigem-se também a nós, porque repropõem à Igreja e ao mundo moderno os valores eternos do Evangelho. A mensagem de Fátima orienta para o coração do Evangelho, indica-nos o caminho que leva para o céu e quer fazer crescer no mundo a devoção a Nossa Senhora, mãe bondosa que nos conduz a Cristo, nosso divino salvador, apoiando-nos e encorajando-nos a fazer a vontade de Deus.

Grande é a luz que provém de Fátima. Recordar aquelas aparições ajuda a compreender melhor a presença providencial de Deus nas vicissitudes humanas e convida-nos a olhar para o futuro com esperança, não obstante as provações e as tragédias do nosso tempo, confiantes de que o mal não prevalecerá. Com efeito, Nossa Senhora garantiu-nos: «Por fim, o meu imaculado coração triunfará». Portanto, de Fátima chega a nós uma mensagem de esperança, de salvação e de paz, com um pelo a pôr Deus no centro da nossa vida.

Giovanni Battista http://www.news.va

 Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização

Valorize os talentos que Deus te deu

No Evangelho de Mateus, capítulo 25, encontramos a conhecida parábola dos talentos. O senhor chama seus servos e lhes entrega seus bens para que, em sua ausência, não fiquem sem cuidado. É interessante que Ele não dá quantidades iguais a cada servo, mas “a cada um de acordo com a sua capacidade”. Hoje em dia, isso pode parecer estranho, alguns poderiam até falar em discriminação. Será que Deus me ama menos porque me criou com menos capacidades? Talvez, o ponto central da questão aqui não está exatamente em Deus.

Desde um ponto de vista meramente humano, podemos ver que os próprios homens valorizam mais alguns talentos que outros. Monetariamente falando, podemos dizer que aqui no Brasil um jogador de futebol é mais valorizado que um jogador de vôlei, ou que, algumas carreiras profissionais são mais valorizadas que outras. A nossa sociedade (E não Deus) criou alguns padrões de valorização que quase obrigam as pessoas, especialmente os jovens, a tomarem decisões sem levar em consideração quem realmente são, mas sucumbindo à tentação de encaixar-se no modelo, buscando essa valorização.

Se voltamos agora à passagem de Marcos, chama a atenção que os servos não se voltem uns para os outros e se digam: “Porque você recebeu mais do que eu?; “Eu sou mais capaz que você e recebi menos talentos”; “O senhor não confia em mim”; “Não acho justa essa divisão”. E se a escritura não entra nesse mérito é porque essa não é a mensagem central. Qual é, então, a mensagem central? Que Deus, a quem conhecemos por um Pai amoroso, sábio e misericordioso, conhece quem somos e reparte seus dons da melhor maneira. E que espera de nós, que recebemos esses dons, que os trabalhemos com esmero para dar frutos.

Todas as demais perguntas surgem de uma visão não cristã da realidade que, infelizmente, é predominante em nossa sociedade e que não poucas vezes se infiltra no meio católico, na mentalidade das pessoas que estão buscando viver uma vida de fé. Um exemplo que pode deixar mais claro do que estamos falando é o de Nossa Senhora. Sabemos que ela recebeu dons extraordinários, para começar, o da Imaculada Conceição, depois, o de ser a Mãe do Senhor e por aí poderíamos continuar com vários outros. Mas não é muito comum que nos perguntemos porque ela recebeu tantos e eu tão poucos dons? Não costumamos ter inveja dos seus talentos, pelo contrário, louvamos a Deus por eles. Porque o mesmo não acontece com o irmão que está do meu lado?

Será que a inveja (Tristeza ao me deparar que o outro tem mais dons, ou dons mais valorizados) ou a frustração (Tristeza ao perceber que eu não estou à altura dos talentos que o mundo valoriza) que sentimos não é fruto de uma visão mundana de quem somos? Uma visão que diminui o valor da pessoa de acordo com aquilo que ela possui? Será que experimentaríamos o mesmo se percebêssemos que o valor do meu irmão, assim como o meu, está em que Deus deu a sua vida por nós? Independentemente do que sejamos capazes ou não de fazer, da quantidade de dons e talentos que recebamos, é certo que os recebemos das mãos de Deus e por isso são muito bons e Ele espera que tenhamos uma boa atitude em relação a eles.

Essa parábola dos talentos, nesse sentido, é um chamado à conversão. A olhar com valentia os muitos, ou muito poucos talentos que Deus nos deu e coloca-los a serviço do seu Reino, sem deixar que o mundo nos diga que valemos mais ou menos por eles. Todas as vezes que se infiltra uma mentalidade mundana no cristão, surgem conflitos que não deveriam existir e por isso é preciso estar atento. E se as capacidades dos homens são diferentes, único é o destino a qual somos chamados: Viver eternamente junto a Ele no Céu.

Ir. João Antônio – Jovens de Maria

Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização

ESPECIAL FÁTIMA 100 ANOS: Papa em Fátima, “com Maria, peregrino na esperança e na paz”

“Com Maria, peregrino na esperança e na paz”. Este é o lema da Viagem Apostólica do Santo Padre o Papa Francisco em Fátima – Portugal 

A viagem do Papa a Fátima nos dias 12 e 13 de maio será uma “peregrinação”. Os detalhes desta que será a 19ª viagem internacional de seu Pontificado foram apresentados na manhã desta sexta-feira na Sala de Imprensa da Santa Sé, pelo seu Diretor, Greg Burke.

“Com Maria, peregrino na esperança e na paz”. Este é o lema da Viagem Apostólica do Santo Padre, que pela primeira vez estará em no Santuário de Fátima em Portugal, precisamente cem anos após as aparições de Nossa Senhora aos três pastorzinhos na Cova da Iria.

Francisco visitará o Santuário português 50 anos após a viagem do Papa Paulo VI – o primeiro Pontífice a peregrinar àquele Santuário mariano e no sulco das três viagens de São João Paulo II – 1982, 1991 e 2000 – e mais recentemente de Bento XVI, em 2010.

A peregrinação do Papa Francisco atende ao convite do Presidente da República e dos bispos portugueses, em pleno mês mariano. Na ocasião o Papa canonizará Francisco e Jacinta Marto, que junto com Lúcia dos Santos, presenciaram as aparições de Nossa Senhora entre maio e outubro de 1917.

Francisco chegará no Santuário mariano de helicóptero, na tarde de 12 de maio, saído diretamente da Base Militar de Monte Real, distante 40 km de Fátima, onde aterrissará o avião proveniente de Roma e onde terá um encontro privado com o Presidente da República portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa.

Assim que chegar em Fátima, o Papa irá à Capela das Aparições onde, após um momento de oração privada, pronunciará o primeiro dos quatro discursos previstos em terras lusitanas, todos em português.

Após o jantar, o Papa retornará à Capela para a cerimônia da Bênção das Velas e a recitação do Terço. O dia se concluirá com a celebração, às 22 horas, na Basílica de Fátima, de uma Vigília de Oração presidida pelo Cardeal Secretário de Estado Pietro Parolin.

Na manhã do dia 13 de maio, o Papa Francisco – após um encontro com o Primeiro Ministro português – presidirá às 10 horas a Santa Missa com a canonização de Francisco e Jacinta Marto, na área diante do Santuário que tem a capacidade para acolher 600 mil fiéis. Após a celebração, o Santo Padre abençoará um grupo de enfermos.

Após o almoço com os bispos portugueses e o séquito, terá lugar a cerimônia de despedida, na presença do Presidente português, na Base Aérea de Monte Real, de onde o avião com o Papa retornará a Roma.

Info: Rádio Vaticano 

Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização 

 

VOCAÇÃO: Como discernir a nossa?

A imposição ou o equívoco no discernimento da vocação tende a gerar pessoas frustradas. Mas como acertar e buscar aquela vida feliz, cheia de sentido, de quando se realiza a vocação?

Quando uma pessoa realiza sua vocação, ela realiza o sentido da vida.

O discernimento da vocação exige o confronto pessoal e a percepção mais profunda de si. Quem se sente confuso, deve buscar ajuda em pessoas sólidas, que tenham boa formação. Isso para realizar um trabalho de organização interna, pelo qual se criam as condições de enxergar mais profundamente dentro de si. Para o cristão, o discernimento implica ainda a oração, a relação de intimidade com Deus. Cada pessoa é chamada (vocação vem do latim ‘vocare’ – chamar) por Deus a ter uma vida realizada e plena.

A seguir, transcrição da conversa com Iamara Porcelli, psicóloga clínica e hospitalar, especialista em logoterapia, membro consagrado da Comunidade Senhor da Vida (Brasil).

A definição mais simples de vocação é: chamado. Trata-se de um chamado a um estado de vida. Mas, primeiramente, é o chamado de Deus despertando para a própria vida.

Tomar consciência de que a vocação é um chamado de Deus à vida deve levar à percepção de como se vive este chamado, esta vida que lhe foi dada não só como dádiva, mas também como incumbência; não só como dom, mas como tarefa. Ou seja, como você vai desenvolver esta vocação, este chamado que recebeu na sua concepção.

Vocação é algo diferente de aptidão. As aptidões definem, por exemplo, a profissão de uma pessoa. Já a vocação define um estado de vida. Isso significa que o chamado da vocação ocorre num nível mais profundo dentro de nós: o existencial. Não é só o psicológico. Ou seja, ele é mais abrangente, porque compreende um todo: a pessoa em sua realidade física, psíquica e espiritual.

Hoje as pessoas têm muita dificuldade de perceber a sua vocação fundamental, ou seja, se vão se casar ou ser consagradas. Isso porque elas têm dificuldade de se perceber na sua própria vida, na sua própria existência. Sendo assim, fica ainda mais difícil perceber como vão se desenvolver.

Por exemplo, se a pessoa quer discernir se o chamado dela é viver a vida celibatária, ela tem de conhecer a sua realidade física, enquanto necessidades, enquanto manifestações.

É preciso também ter consciência da realidade psicológica, no sentido do seu desenvolvimento, ou seja, se existe o chamado a querer viver um relacionamento específico com alguém, ou o chamado a viver a afetividade de uma forma geral, na partilha com todos.

O sentido espiritual é outro elemento. Em Mateus 19, lemos: “aqueles que se tornaram eunucos livremente por causa do Reino”. Isso quer dizer que, por causa do Reino, no sentido mais profundo, espiritual, quer-se viver a vida exclusiva de intimidade, de amor e de serviço a Deus. Quem está nessa condição vai abraçar a vida consagrada. Já para a vida conjugal, é necessário o discernimento para ver se existe a disposição interior de dividir a sua vida com alguém, de forma exclusiva.

O discernimento sincero da vocação só acontece a partir do momento em que a pessoa se dispõe a se confrontar. O ser humano só se conhece quando se confronta. Quando não há essa confrontação, acaba-se correndo o risco de se enganar e se iludir. Para o cristão, a oração é algo fundamental nesse processo.

A confrontação implica estar atento no seu dia-a-dia, dando passos concretos em direção àquilo que, em princípio, se sente chamado. Ou seja, é preciso enfrentar as realidades que existem dentro de nós. Porque a partir do momento em que há o confronto e o enfrentamento interior, vai-se descobrindo se tem ou não a disposição interna para viver aquela realidade.

Para se criar de forma confiável o espaço do confronto pessoal no discernimento vocacional, é necessário buscar o conhecimento em pessoas sólidas, que tenham boa formação. E também realizar um trabalho pessoal.

Se a pessoa percebe que precisa de orientação, deve ir atrás disso. Se percebe que precisa de um trabalho para se organizar internamente, que o faça. Isso para aprender a lidar com algumas questões que muitas vezes são simples de ser organizadas. E a partir do momento em que há uma organização interna, criam-se as condições para enxergar mais profundamente dentro de si.

É preciso dar passos efetivos, concretos, em busca, na direção do discernimento. E não achar simplesmente: “ok, eu quero ser padre, ou, eu quero me casar, agora deixa eu ver o que vai acontecer”. Não. Tem de lutar. É um processo inclusive de luta.

O amadurecimento vai acontecendo ao longo da minha vida exatamente na proporção em que eu me coloco nessa vida, à medida que eu vou me lançando nessa vida. Privar-se, seja por não querer sofrer, ou por achar que será muito difícil, detém o amadurecimento. As pessoas brecam o seu desenvolvimento quando dizem: “não, não quero mexer nisso”, “isso vai ser muito difícil”…

Para o cristão e para aqueles que estão discernindo a vocação à vida consagrada, a oração é um pano de fundo muito importante. Ela permeia o sucesso da vocação. É preciso colocar-se diante de Deus, em uma relação diária de intimidade, com coragem de perguntar o que Ele quer para nossa vida. Só assim as coisas se clareiam. A relação diária de intimidade com Deus é o que sustenta a vida consagrada.

A vocação nunca deve ser imposta. Quem está ao lado deve acompanhar, respeitando muito. Impor a vocação tende a gerar frustrações. Já a realização da vocação é uma forma muito garantida de ser feliz.

Quem acompanha alguém que esteja discernindo a sua vocação deve atuar como um sinalizador, ajudando nesse processo, mas absolutamente sem impor nada. Nunca dizer: “olha, eu acho que a sua vocação é esta; pode ir tranquilo que eu tenho certeza que a sua vocação é ser padre!” De jeito nenhum. Você tem de ir vendo os sinais e, à medida que a pessoa vai emitindo aqueles sinais, você pode ajudá-la a perceber isso mais claramente, e o que ela pode fazer, o direcionamento que pode dar àquilo que está despontando dentro dela.

Impor a vocação gera pessoas frustradas. É tão arrasador você impor um destino a alguém, seja uma vocação a um estado de vida, seja uma profissão. Eu conheci um rapaz que o pai o obrigou a fazer uma faculdade de Administração de Empresas. Ele era músico e queria fazer uma faculdade de música. Mas aí o pai o obrigou. Ele fez. No dia da formatura ele entregou o diploma ao pai e disse: “este aqui é seu; agora eu vou fazer o que eu quero”. E realmente foi e fez. Hoje ele vive da música.

Quem vive um momento de confusão e incerteza deve buscar ajuda profissional. Se a pessoa não percebe a si mesma, como é que vai perceber a sua vocação, as suas aptidões? Fica bem difícil. Por isso, se você quer fazer um caminho sério, se você quer realmente descobrir o seu chamado, as suas aptidões, se você não está tendo clareza, mas dificuldades, que não tenha medo de buscar ajuda. Não tome isso como um problema, mas como um desafio, independente da idade.

Hoje, por exemplo, há uma grande confusão com o mundo virtual. Criam-se outros “eus”, os “eus” virtuais. Isso pode confundir ainda mais na busca, especialmente quando o “eu” virtual não tem nada a ver com o “eu” real.

Realizar a própria vocação é uma dimensão fundamental da vida. Quando uma pessoa realiza sua vocação, ela realiza o sentido da vida. É alguém que vai estar sempre ali de bem com a vida, feliz. Não se diz que o que o ser humano mais busca é a felicidade? Então, é uma forma muito garantida de ser feliz. Muito garantida.

Por Afonso Gati – Aleteia 

Adaptação/Foto: Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da evangelização!!

Papa Francisco: não aos rígidos de vida dupla, na Igreja é necessária a mansidão

Também hoje, na Igreja, existem pessoas que usam a rigidez para encobrir os próprios pecados. Esta foi a advertência que o Papa Francisco fez na homilia da missa celebrada esta sexta-feira (05/05) na capela da Casa Santa Marta.

Comentando a Primeira Leitura, extraída dos Atos dos Apóstolos, o Pontífice falou sobre a figura de São Paulo que, de rígido perseguidor, se tornou manso e paciente anunciador do Evangelho.

“A primeira vez que aparece o nome de Saulo – observou Francisco – é na lapidação de Estevão”. Saulo era um “jovem, rígido, idealista” e estava “convencido” da rigidez da Lei.

Não aos rígidos de vida dupla

Era rígido, comentou o Papa, mas “era honesto”. Ao invés, Jesus “teve que condenar os rígidos que não eram honestos”:

“São os rígidos de vida dupla: se mostram belos, honestos, mas quando ninguém os vê, fazem coisas feias. Ao invés, este jovem era honesto: acreditava nisso. Quando falo disso, penso em muitos jovens que caíram na tentação da rigidez, hoje, na Igreja. Alguns são honestos, são bons, devemos rezar para que o Senhor os ajude a crescer no caminho da mansidão”.

Francisco prosseguiu dizendo que outras pessoas “usa a rigidez para encobrir as fraquezas, pecados, doenças de personalidade e usam a rigidez” para se afirmar sobre os outros. O Papa observou que Saulo, crescido nesta rigidez, não pode tolerar aquela que para ele é uma heresia e, assim, começa a perseguir os cristãos. “Pelo menos – comenta o Pontífice com amargura – deixava as crianças vivas: hoje, nem isso”.

Saulo então vai a Damasco para capturar os cristãos e conduzi-los prisioneiros a Jerusalém. E no caminho há o encontro “com outro homem que fala com uma linguagem de mansidão: ‘Saulo, Saulo, por que me persegues?’”.

De perseguidor, São Paulo se torna evangelizador

A criança, disse, “o rapaz rígido, que se fez homem rígido – mas honesto! – se fez criança e se deixou conduzir para onde o Senhor o chamou. A força da mansidão do Senhor”. Saulo se torna então Paulo, anuncia o Senhor até o fim e sofre por Ele:

“E assim, este homem da própria experiência prega aos outros, de uma parte a outra: perseguido, com muitos problemas, inclusive na Igreja, também teve que sofrer com o fato que os próprios cristãos brigassem entre si. Mas ele, que tinha perseguido o Senhor com o zelo da Lei, dirá aos cristãos: ‘Com o mesmo que se afastaram do Senhor, pecaram, com a mente, com o corpo, com tudo, com os mesmos membros agora sejam perfeitos, deem glória a Deus’”.

Que os rígidos sigam o caminho da mansidão de Jesus

“Existe o diálogo entre a suficiência, a rigidez e a mansidão”, disse o Papa. “O diálogo entre um homem honesto e Jesus que lhe fala com doçura”. E assim, destacou, “começa a história deste homem que conhecemos ainda jovem, na lapidação de Estevão, e que acabará traído por um cristão”. Para alguns, a vida de São Paulo “é uma falência”, assim como aquela de Jesus:

“Este é o caminho do cristão: ir avante pelos vestígios que Jesus deixou, vestígios da pregação, do sofrimento, da Cruz, da ressurreição. Peçamos a Saulo, hoje, de modo especial pelos rígidos que existem na Igreja; pelos rígidos-honestos como ele, que têm zelo, mas erram. E pelos rígidos hipócritas, os de vida dupla, aqueles aos quais Jesus dizia: ‘Façam o que dizem, mas não o que fazem’. Hoje, rezemos pelos rígidos”.

Por Radio Vaticano 

Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização 

Grave advertência do Cardeal Sarah: “Risco de cisma na Igreja”

Existe uma “insistência” em reduzir a Igreja a uma espécie de “federação de associações nacionais” sem identidade clara.

cardeal africano Robert Sarah, prefeito da Congregação para o Culto Divino, fez uma grave advertência a respeito de um risco real para a unidade da Igreja: o catolicismo está sendo ameaçado hoje por líderes influentes que “insistem”, internamente, na ideia de que as Igrejas nacionais poderiam “decidir por si mesmas” sobre questões morais e doutrinais, além de reduzirem a missão da Igreja a um conjunto diluído de atividades sociais.

Sarah fez os comentários durante uma entrevista concedida no último dia 18 de abril à fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS). O assunto era a relação entre a Igreja na África e a totalidade da Igreja católica. O cardeal chamou a atenção para o erro de se usarem expressões como “Igreja africana” ou “Igreja europeia”, por exemplo, explicando que, estritamente, isso não existe: o que existe é a Igreja católica, que é una.

“A Igreja católica não é uma espécie de federação de igrejas locais. A Igreja é simbolizada e representada pela Igreja de Roma, com o Papa como cabeça, sucessor de São Pedro e chefe do Colégio Apostólico. Portanto, é ela que deu à luz todas as igrejas locais e é ela que as sustenta na unidade da fé e do amor. Sem uma fé comum, a Igreja é ameaçada pela confusão e, progressivamente, pode acabar deslizando para a dispersão e o cisma. Hoje existe um sério risco de fragmentação da Igreja, de se dividir o Corpo Místico de Cristo ao se insistir na identidade nacional das igrejas e, portanto, na sua capacidade de decidir por si mesmas, sobretudo no domínio tão crucial da doutrina e da moral”.

O Credo Niceno, professado por todos os católicos, afirma que a Igreja é “Una, Santa, Católica e Apostólica”, deixando clara a sua unidade, que deve ser inquebrantável.

Em sua entrevista, o cardeal Sarah reforçou que a Igreja só vai crescer no mundo todo se permanecer unidapela nossa fé comum e pela nossa fidelidade a Cristo e ao seu Evangelho, em união com o Papa“.

E complementou:

“Como o Papa Bento XVI nos diz, ‘é claro que a Igreja não cresce ao se tornar individualizada, separando-se no nível nacional, encerrando-se fora do contexto ou dentro de um contexto culturalmente específico, ou se outorgando um papel inteiramente cultural ou nacional. Em vez disso, a Igreja precisa ter unidade de fé, unidade de doutrina, unidade de ensino moral. Ela precisa do primado do Papa e da sua missão de confirmar na fé os seus irmãos”.

Para o cardeal, a Igreja estaria “gravemente equivocada” se pensasse que as questões de justiça social, como a luta contra a pobreza e a ajuda aos migrantes, fossem a sua verdadeira missão:

“A Igreja está gravemente equivocada quanto à natureza da crise real se ela acha que a sua missão essencial é oferecer soluções para todos os problemas políticos relacionados com a justiça, a paz, a pobreza, a recepção de migrantes etc., enquanto negligencia a evangelização”.

Se a Igreja se reduzir aos problemas humanos, prosseguiu Sarah, ela acabará “falhando em sua missão” por esquecer o seu verdadeiro propósito. Ele se baseou em Yahya Pallavicini, ex-católica italiana que se converteu ao islã, para conduzir este argumento:

“Se a Igreja, com a obsessão que tem hoje com os valores da justiça, dos direitos sociais e da luta contra a pobreza, acabar esquecendo a sua alma contemplativa, ela vai falhar na sua missão e vai ser abandonada por muitos dos seus fiéis, porque eles não reconhecerão mais nela o que constitui a sua missão específica”.

O próprio Papa Francisco já reiterou em diversas ocasiões que “a Igreja não é uma ONG“.

É evidente que faz parte da missão da Igreja o cuidado dos pobres e necessitados, já que é mandamento explícito de Cristo que realizemos todas e cada uma das 14 obras de misericórdia, das quais 7 são dedicadas à dimensão corporal do ser humano. Aliás, o mesmo Cristo deixou claro que seremos julgados pelo cumprimento da caridade e da misericórdia para com o nosso irmão.

O que é preciso entender é que a missão da Igreja não é APENAS isso: para esse tipo de cuidado, afinal, nem seria preciso que existisse a Igreja – bastaria um conjunto de associações, fundações, organizações jurídicas, ONGs…

A Igreja é uma realidade essencialmente espiritual: e é a consciência deste fato fundamental o que o Papa e o cardeal destacam que não pode jamais ser deixado de lado.

Por Aleteia
Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização

Indulgência Plenária na Festa da Divina Misericórdia

Saiba por que a Igreja celebra, neste domingo, a festa da Divina Misericórdia e aprenda como lucrar a indulgência plenária nessa celebração.

A devoção à Divina Misericórdia, de acordo com as revelações de Nosso Senhor a Santa Faustina Kowalska, é um grande dom concedido à Igreja Católica no terceiro milênio. Essa expressão de piedade foi de tal modo reconhecida e aprovada pela Igreja que, em 2000, o Papa São João Paulo II — conterrâneo de Santa Faustina — instituiu para a Igreja universal a festa da Divina Misericórdia, a ser celebrada todos os anos, na Oitava da Páscoa.

Mas por que instituir essa festa justamente no segundo domingo do Tempo Pascal?

Além do pedido expresso de Jesus Misericordioso [1], uma das razões pode ser encontrada no fato de que, nesse dia, a liturgia católica relembra com particular intensidade dois grandes instrumentos da divina misericórdia para a salvação humana: os sacramentos do Batismo e da Penitência. Esses dois sacramentos são chamados também de “sacramentos de mortos”, porque foram “instituídos principalmente para restituir a vida da graça às almas mortas pelo pecado” [2]: o Batismo, como a porta pela qual todos temos de passar; e a Confissão, como uma “segunda tábua de salvação” [3], pois é por ela que são restituídos à graça os que voltaram a cair depois de terem sido batizados.

De fato, este domingo da Oitava da Páscoa era chamado, desde os primeiros tempos da Igreja, deDominica in albis. A expressão latina significa “em vestes brancas” e faz referência ao fato de que, durante essa celebração, os neófitos que foram batizados na Vigília Pascal pela primeira vez aparecem com suas vestes alvas, simbolizando a brancura da alma purificada do pecado. Também neste domingo, o Evangelho proclama a instituição do sacramento da Penitência, quando Nosso Senhor Ressuscitado se põe no meio dos discípulos e, soprando sobre eles, diz: “Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos.” (Jo 20, 22-23)

Para fazer com que vivêssemos mais intensamente esta celebração, o Papa São João Paulo II estabeleceu, em 2002, através de um decreto com “vigor perpétuo”, que este Domingo da Divina Misericórdia fosse enriquecido com a Indulgência Plenária, entre outras razões, para que os fiéis pudessem ” alimentar uma caridade crescente para com Deus e o próximo“. Os termos da concessão são os seguintes:

Concede-se a Indulgência plenária nas habituais condições (Confissão sacramental, Comunhão eucarística e orações segundo a intenção do Sumo Pontífice) ao fiel que no segundo Domingo de Páscoa, ou seja, da “Misericórdia Divina”, em qualquer igreja ou oratório, com o espírito desapegado completamente da afeição a qualquer pecado, também venial, participe nas práticas de piedade em honra da Divina Misericórdia, ou pelo menos recite, na presença do Santíssimo Sacramento da Eucaristia, publicamente exposto ou guardado no Tabernáculo, o Pai-Nosso e o Credo, juntamente com uma invocação piedosa ao Senhor Jesus Misericordioso (por ex., “Ó Jesus Misericordioso, confio em Ti”).

Concede-se a Indulgência parcial ao fiel que, pelo menos com o coração contrito, eleve ao Senhor Jesus Misericordioso uma das invocações piedosas legitimamente aprovadas.

Também aos homens do mar, que realizam o seu dever na grande extensão do mar; aos numerosos irmãos, que os desastres da guerra, as vicissitudes políticas, a inclemência dos lugares e outras causas do género, afastaram da pátria; aos enfermos e a quantos os assistem e a todos os que, por uma justa causa, não podem abandonar a casa ou desempenham uma actividade que não pode ser adiada em benefício da comunidade, poderão obter a Indulgência plenária no Domingo da Divina Misericórdia, se com total detestação de qualquer pecado, como foi dito acima, e com a intenção de observar, logo que seja possível, as três habituais condições, recitem, diante de uma piedosa imagem de Nosso Senhor Jesus Misericordioso, o Pai-Nosso e o Credo, acrescentando uma invocação piedosa ao Senhor Jesus Misericordioso (por ex., “Ó Jesus Misericordioso, Confio em Ti”).

Se nem sequer isto pode ser feito, naquele mesmo dia poderão obter a Indulgência plenária todos os que se unirem com a intenção de espírito aos que praticam de maneira ordinária a obra prescrita para a Indulgência e oferecem a Deus Misericordioso uma oração e juntamente com os sofrimentos das suas enfermidades e os incómodos da própria vida, tendo também eles o propósito de cumprir logo que seja possível as três condições prescritas para a aquisição da Indulgência plenária.

Aproveitemos essa concessão da Igreja, por ocasião da festa da Divina Misericórdia, para fortalecermos o nosso amor a Cristo, vivendo a vida da graça, e mantermos “o espírito desapegado completamente da afeição a qualquer pecado”, pois só assim poderemos receber de Deus as indulgências que Ele, misericordiosíssimo, sempre nos quer conceder.

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

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