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9ª EDIÇÃO DO TROFÉU LOUVEMOS O SENHOR!

“Quero cantar ao Senhor, sempre, enquanto eu viver
Hei de provar seu amor, seu valor e seu poder.” (Sl 145)
A 9ª edição do Troféu Louvemos o Senhor, no dia 22/06/2017, foi repleta de surpresas e emoções, lugar de celebração e de fazer memória, de encontro entre gerações de cantores católicos. Foi uma alegria imensa perceber a vitalidade da música católica, ver como são discípulos-missionários percorrendo esse Brasil, e outros países, para anunciar a Boa Nova, Cristo Jesus, por meio de suas músicas, seu testemunho.
Neste ano de 2017 celebramos um marco na história da Igreja, há 50 anos surgia o Movimento da Renovação Carismática Católica. Movimento que possui como uma das características principais, sua maneira de cantar  e louvar o Senhor. E ao longo desses cinquenta anos, essa música levou muitas pessoas a uma experiência pessoal com Jesus, Nosso Senhor e Deus.  Músicas que alegraram encontros de jovens, ajudaram a orar no Espírito, propiciaram momentos de cura interior.
Foi celebrado também, o Ano Mariano, festejando os 100 anos da aparição de Nossa Senhora de Fátima aos três pastorinhos, e os 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida aos três pescadores. Maria, Mãe da Igreja, aquela que soube cantar as maravilhas que o Senhor realizou em sua vida.
Nomes consagrados, como Padre Cleidimar Moreira, Diácono Nelsinho Correa, Flavinho, Celina Borges, Dunga, Eliana Ribeiro, Suely Façanha, Ministério Adoração e Vida dividiram o palco com jovens cantores como Tony Allysson, Thiago Brado, Raquel Carpejane, Davidson Silva, Ceremonya, Missionários Shalom e muitos outros novos talentos da música católica.
A música católica é renovada a cada dia pelo Divino Espírito Santo, novos nomes vão surgindo para cantar louvores a Deus, como nos recorda o salmista. Por tudo isso a importância de uma festa como essa, que foi a 9ª Edição do Troféu Louvemos o Senhor. Louvemos o Senhor, com as nossas vozes, louvemos o Senhor com o nosso coração, louvemos o Senhor com os nossos instrumentos, louvemos com as nossas vidas! Louvemos o Senhor!
Confira os premiados das 28 categorias da 9ª Edição do Troféu Louvemos o Senhor:
 Categorias Artísticas:
INTÉRPRETE MASCULINO DO ANO: TONY ALLYSSON – ÁLBUM: SUSTENTA O FOGO.
INTÉRPRETE FEMININO DO ANO: SUELY FAÇANHA – ÁLBUM: JESUS.
BANDA DO ANO: MINISTÉRIO ADORAÇÃO E VIDA – ÁLBUM: SHEKINAH.
ÁLBUM ROCK DO ANO: ÁLBUM: A VIDA NUM SEGUNDO – ARTISTA: CEREMONYA.
ÁLBUM POP DO ANO: ÁLBUM: JESUS – ARTISTA: SUELY FAÇANHA.
ÁLBUM ALTERNATIVO DO ANO: O PREGADOR E O SANFONEIRO – FÁBIO CARNEIRINHO INTERPRETA PE. ZÉZINHO, SCJ.
ARTISTA REVELAÇÃO DO ANO: MAIKEL MARQUES – ÁLBUM: ALÉM DOS SENTIDOS.
ÁLBUM INDEPENDENTE DO ANO: RETRATOS EM CANTO – ARTISTA: RAQUEL CARPEJANI.
ÁLBUM LITÚRGICO DO ANO: LITÚRGICOS – PRIMEIROS FRUTOS – ARTISTA: IVAN DOMINGOS.
CANÇÃO LITÚRGICA DO ANO: MÚSICA: BÍBLIA SAGRADA – COMPOSITOR: FRANCISCO ADOALDO DE SOUZA E SÁ – MINISTÉRIO MISSÃO E CANÇÃO.
DVD DO ANO: GRP – ANJOS DE RESGATE – DIRETORES: ERALDO MATOS E NETINHO CRUZ.
MÚSICA DO ANO: RECEBE NOSSA ADORAÇÃO – COMPOSITORES: AMADEU BRANDÃO E RAQUEL CARPEJANI.
CANTOR SOLO DO ANO: DAVIDSON SILVA – DVD: DAVIDSON SILVA.
CANTORA SOLO DO ANO: RAQUEL CARPEJANI – ÁLBUM: RETRATOS EM CANTO.
ARTISTA DO ANO: DAVIDSON SILVA.
MÉRITO ESPECIAL – PRÊMIO POR UMA VIDA INTEIRA DE REALIZAÇÕES: RENOVAÇÃO CARISMÁTICA CATÓLICA.
Categorias Técnica e Instrumental 
PRODUTOR DO ANO: FÁBIO CARNEIRINHO – ÁLBUM: O PREGADOR E O SANFONEIRO – FÁBIO CARNEIRINHO INTERPRETA PE. ZEZINHO, SCJ.
ARRANJADOR DO ANO: ALEXANDRE PIVATO – BOYNA – ÁLBUM: O AMOR VENCEU – FÁBIO CARNEIRINHO – ÁLBUM: O PREGADOR E O SANFONEIRO – FÁBIO CARNEIRINHO INTERPRETA PE. ZEZINHO, SCJ.
PROJETO GRÁFICO DO ANO: DESIGNERS: DUH MENDES E MAURO JOSÉ SOARES – ÁLBUM: ACHADOS E PERDIDOS.
BAIXISTA DO ANO :JORGE BONINI – MISSIONÁRIO SHALOM.
GUITARRISTA DO ANO: EDUARDO CARDOSO – MISSIONÁRIO SHALOM.
BATERISTA DO ANO: ALLISSON – MISSIONÁRIO SHALOM.
TECLADISTA DO ANO:ALYSSON SILVA – MISSIONÁRIO SHALOM.
CANTORA DE BANDA DO ANO: DEBORA PIRES – MISSIONÁRIO SHALOM.
CANTOR DE BANDA DO ANO: WALMIR ALENCAR – MINISTÉRIO ADORAÇÃO E VIDA.
CLIPE DO ANO: BRADO DE VITÓRIA – ARTISTA: JAKE TREVISAN – DIRETOR: PLÍNIO SCANBORA.
EP DO ANO: SACRO STIGMA – ARTISTA: SACRO STIGMA.
GRAVAÇÃO DO ANO: ÁLBUM: RETRATOS EM CANTO – ARTISTA: RAQUEL CARPEJANI.
Texto: Thiago Augusto da Silva – Campinas, SP. (Colaborador do Portal Terra de Santa Cruz)

Papa Francisco: um padre deve ter paixão, discernimento e denúncia

Um pastor deve ser apaixonado, deve saber discernir e deve saber também denunciar o mal. Foi o que disse o Papa Francisco na missa celebrada na manhã de quinta-feira (22/06) na Casa Santa Marta.
Em sua homilia, o Pontífice se inspirou na Primeira Leitura, extraída da Carta de São Paulo aos Coríntios, para falar de três características de um pastor.
A primeira qualidade, indicou ele, é ser um pastor “apaixonado”, a ponto de dizer à sua gente, ao seu povo: ‘Sinto por vós um amor ciumento semelhante ao amor divino”. É “divinamente ciumento”, comentou o Papa.Uma paixão, portanto, que se torna quase “loucura”, “insensatez” pelo seu povo. “E isso – acrescentou – é aquela característica que nós chamamos de zelo apostólico: não se pode ser um verdadeiro pastor sem este fogo por dentro”.
Já a segunda característica do sacerdote é “um homem que sabe discernir”:
“Sabe que na vida tem a sedução. O pai da mentira é um sedutor. O pastor, não. O pastor ama. Ama. Ao invés, a serpente, o pai da mentira, é um sedutor. É um sedutor que tenta afastar da fidelidade, porque aquele ciúme divino de Paulo era para levar o povo a um único esposo, para manter o povo na fidelidade ao seu esposo. Na história da salvação, nas Escrituras muitas vezes encontramos o afastamento de Deus, as infidelidades ao Senhor, a idolatria, como se fossem uma infidelidade matrimonial”.

A segunda característica, portanto, é que saiba discernir: “discernir onde existem perigos, onde estão as graças… onde está a verdadeira estrada”. Isso “significa que o pastor sempre acompanha as ovelhas: momentos belos e também nos momentos difíceis, inclusive nos momentos da sedução, com a paciência os leva ao redil”. Já a terceira característica é a “capacidade de denunciar”:

“Um apóstolo não pode ser um ingênuo: ‘Ah, está tudo bem, vamos para frente, ok?, está tudo bem … Façamos uma festa, todos … tudo se pode …’. Porque há a fidelidade ao único esposo, a Jesus Cristo, a defender. E ele sabe condenar: aquela concretude, dizer ‘isso não’, como os pais dizem ao filho quando começa a engatinhar e vai na tomada para colocar o dedo: ‘Não, isso não! É perigoso!’. Mas me veem à mente tantas vezes aquele ‘tuca nen’ (não toque em nada) que os meus pais e avós me diziam naqueles momentos em que havia um perigo”.

O Bom Pastor – disse ainda o Papa – sabe denunciar, “com nome e sobrenome”, como fazia São Paulo. Francisco então recordou sua recente visita às cidades italianas de Bozzolo e Barbiana, aos túmulos dos sacerdotes Pe. Milani e Pe. Mazzolari. De modo especial, recordou o que dizia Pe. Milani quando ensinava os jovens:

“I care. Mas o que significa? Explicaram-me que, com isso, ele queria dizer ‘eu me importo’. [Pe. Milani] ensina que as coisas deveriam ser levadas a sério, contra o slogan daquele tempo que [era] ‘eu não me importo’, mas disse em outra linguagem, que eu não ouso dizer aqui. E assim ensinava os jovens a irem avante. Cuide: cuide de sua vida e ‘isso não’!’”

Portanto, saber denunciar “o que vai contra a sua vida”. E muitas vezes, disse, “perdemos esta capacidade de condenar e queremos levar avante as ovelhas um pouco com aquela ‘bondade’ que não é ingênua”, mas faz mal. Aquela “bondade” para atrair a admiração ou o amor dos fiéis “deixando que façam”.

Resumindo: “O zelo apostólico de Paulo, apaixonado, zeloso, é a primeira característica. O homem que sabe discernir porque conhece a sedução e sabe que o diabo seduz é a segunda característica. E um homem com capacidade de condenar as coisas que fazem mal às suas ovelhas é a terceira caraterística”. O Papa então concluiu com uma oração “por todos os pastores da Igreja, para que São Paulo interceda diante do Senhor, para que todos nós pastores possamos ter essas três característica para servir o Senhor”.

 

Por Rádio Vaticano 
Portal Terra de Santa Cruz

Corpus Christi: o que se comemora nesse dia e por que é feriado

Entenda por que, mesmo não sendo um feriado nacional, a solenidade católica é adotada como dia de descanso em quase todo o país

Oficialmente, o dia de Corpus Christi – assim como o Carnaval e a Sexta-feira Santa – não é um feriado nacional. A legislação brasileira delega aos estados e municípios a instituição de outros feriados – não mais que quatro –, além daqueles decretados na lei nº 10.607/2002. Contudo, tradicionalmente, o dia de Corpus Christi é adotado como feriado, ou no mínimo ponto facultativo, por quase todos os municípios do país.

História

A expressão latina Corpus Christi significa “Corpo de Cristo”. É uma comemoração católica, cujo nome litúrgico completo é Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo. Mesmo sendo corriqueira a abreviação em latim, não é de uso universal. Na Itália, por exemplo, o mais comum é se falar em Corpus Domini, “o Corpo do Senhor”.

A solenidade tem a sua origem no século XIII, a partir das inspirações de uma monja agostiniana conhecida como Santa Juliana de Cornillon, que viveu em Liége, na Bélgica. Aos 16 anos, ela teve uma visão na qual se via a Lua, toda brilhante, atravessada por uma faixa escura. Na oração, compreendeu que a Lua representava a vida da Igreja na terra e a faixa sem luz significava a ausência de uma festa litúrgica dedicada à Eucaristia.

A resposta foi positiva e o bispo de Liége – cidade já conhecida por seu fervor pela Eucaristia – instituiu a festa na sua diocese, sendo em seguida imitado por outros bispos. Foi o papa Urbano IV, que havia conhecido Juliana antes de se tornar pontífice, que estendeu a comemoração a toda a Igreja, com a bula Transiturus de hoc mundo, em 1264, seis anos depois da morte de Juliana. A data fixada – e estabelecida como dia de preceito, ou seja, de obrigatoriedade de ir à missa – foi a segunda quinta-feira após a solenidade de Pentecostes, que ocorre, por sua vez, no sétimo domingo a partir da Páscoa.Juliana manteve em segredo a sua visão por cerca de vinte anos. Depois de ter assumido a liderança do convento em que vivia, confidenciou a visão a outras duas religiosas e a um padre, ao qual pediram que sondassem entre os clérigos e os teólogos o que pensavam da proposta.

Festejar a Eucaristia

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Foto: Procissão de Corpus Christi 2016 – Campanha/MG

A data veio ao encontro da ausência de uma comemoração no calendário litúrgico da Igreja Católica dedicada especialmente à exaltação da Eucaristia, o pão e o vinho que, segundo a fé católica, ao serem consagrados na missa com a repetição do gesto e das palavras de Jesus na última ceia, o tornam presente de modo “verdadeiro, real e substancial: com o seu Corpo e o seu Sangue, com a sua Alma e a sua Divindade” (Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, n. 282).

O dia mais propício seria o da instituição do sacramento da Eucaristia, isto é, a Quinta-feira Santa, mas o clima da celebração desse dia, que se encerra com a perspectiva da prisão e da morte de Jesus, não é o mais adequado a uma comemoração festiva. Inserido no Tempo Comum do calendário litúrgico, o dia de Corpus Christi dá espaço a manifestações mais expressivas e alegres da devoção dos fiéis, como a rica decoração que, em muitos lugares, inclusive no Brasil, se caracterizou pela confecção de tapetes para a procissão com a Eucaristia, feitos principalmente com serragem colorida. Ao mesmo tempo, sendo uma data móvel dependente do dia da Páscoa, não perde a sua ligação com o mistério pascal, centro da fé cristã.

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Quando Urbano IV oficializou a comemoração, pediu a santo Tomás de Aquino, um dos maiores teólogos do seu tempo e da história da Igreja, que compusesse os textos do ofício litúrgico da solenidade. Usados até hoje, são largamente difundidos e alimentam a fé dos fiéis. Segundo o papa Bento XVI, “são obras-primas em que se fundem teologia e poesia”.

Corpus Christi e o estado laico

A noção de feriado, isto é, de um dia comemorativo em que não se trabalha, vem do âmbito religioso. Já entre os romanos eram dias de festa que, cumprindo a função de demarcar a passagem do tempo, se referiam a divindades. No cristianismo, têm uma função clara: dispensar o fiel da obrigação do trabalho para que possa participar da missa em um dia importante do calendário da Igreja. Por isso, a existência de feriados religiosos não fere a laicidade do Estado, que apenas garante com isso o direito do fiel participar da vida da sua religião.

Foi só com a Revolução Francesa, no final do século XVIII, que o modelo foi adotado fora da esfera religiosa: o 14 de julho, dia da Queda da Bastilha, se tornou o primeiro feriado de natureza civil. Lentamente, foram se estabelecendo outras datas, como o dia 1º de maio como Dia do Trabalhador, adotado em diversos países na segunda metade do século XIX.

Nem todos os dias de preceito da Igreja Católica são feriados no Brasil. As solenidades da Epifania (6 de janeiro), da Ascensão do Senhor (6ª quinta-feira após a Páscoa), de São Pedro e São Paulo (29 de junho), da Assunção de Nossa Senhora (15 de agosto) e de Todos os Santos (1º de novembro) são comemoradas no país no domingo seguinte, por disposição da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Já a solenidade da Imaculada Conceição (8 de dezembro) é dia de feriado em várias cidades – como Campinas, João Pessoa, Salvador, Aracaju, Manaus e Belo Horizonte –, mas passa despercebida em muitas outras.

Na própria Itália, Corpus Christi não é feriado e a comemoração é transferida para o domingo seguinte. Além disso, lá o dia de Todos os Santos é feriado, mas Finados não é.

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Foto: Procissão de Corpus Christi 2016 – Campanha/MG

Fonte: http://www.semprefamilia.com.br/corpus-christi-o-que-se-comemora-nesse-dia-e-por-que-e-feriado

Reprodução/Fotos: Portal Terra de Santa Cruz 

Homilia do Papa Francisco na Missa de Pentecostes – texto integral

O Papa Francisco presidiu este domingo 4 de junho na Praça São Pedro a Santa Missa pela Solenidade de Pentecostes. Eis sua homilia na íntegra:

“Chega hoje ao seu termo o tempo de Páscoa, desde a Ressurreição de Jesus até ao Pentecostes: cinquenta dias caracterizados de modo especial pela presença do Espírito Santo. De fato, o Dom pascal por excelência é Ele: o Espírito criador, que não cessa de realizar coisas novas. As Leituras de hoje mostram-nos duas novidades: na primeira, o Espírito faz dos discípulos um povo novo; no Evangelho, cria nos discípulos um coração novo.

Um povo novo. No dia de Pentecostes o Espírito desceu do céu em «línguas, à maneira de fogo, que se iam dividindo, e pousou uma sobre cada um deles. Todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar outras línguas» (At 2, 3-4). Com estas palavras, é descrita a ação do Espírito: primeiro, pousa sobre cada um e, depois, põe a todos em comunicação. A cada um dá um dom e reúne a todos na unidade. Por outras palavras, o mesmo Espírito cria a diversidade e a unidade e, assim, molda um povo novo, diversificado e unido: a Igreja universal. Em primeiro lugar, com fantasia e imprevisibilidade, cria a diversidade; com efeito, em cada época, faz florescer carismas novos e variados. Depois, o mesmo Espírito realiza a unidade: liga, reúne, recompõe a harmonia. «Com a sua presença e ação, congrega na unidade espíritos que, entre si, são distintos e separados» (CIRILO DE ALEXANDRIA, Comentário ao Evangelho de João, XI, 11). E desta forma temos a unidade verdadeira, a unidade segundo Deus, que não é uniformidade, mas unidade na diferença.

Para se conseguir isso, ajuda-nos o evitar duas tentações frequentes. A primeira é procurar a diversidade sem a unidade. Sucede quando se quer distinguir, quando se formam coligações e partidos, quando se obstina em posições excludentes, quando se fecha nos próprios particularismos, porventura considerando-se os melhores ou aqueles que têm sempre razão. Desta maneira escolhe-se a parte, não o todo, pertencer primeiro a isto ou àquilo e só depois à Igreja; tornam-se «adeptos» em vez de irmãos e irmãs no mesmo Espírito; cristãos «de direita ou de esquerda» antes de o ser de Jesus; inflexíveis guardiães do passado ou vanguardistas do futuro em vez de filhos humildes e agradecidos da Igreja. Assim, temos a diversidade sem a unidade. Por sua vez, a tentação oposta é procurar a unidade sem a diversidade. Mas, deste modo, a unidade torna-se uniformidade, obrigação de fazer tudo juntos e tudo igual, de pensar todos sempre do mesmo modo. Assim, a unidade acaba por ser homologação, e já não há liberdade. Ora, como diz São Paulo, «onde está o Espírito do Senhor, aí está a liberdade» (2 Cor 3, 17).

Então a nossa oração ao Espírito Santo é pedir a graça de acolhermos a sua unidade, um olhar que, independentemente das preferências pessoais, abraça e ama a sua Igreja, a nossa Igreja; pedir a graça de nos preocuparmos com a unidade entre todos, de anular as murmurações que semeiam cizânia e as invejas que envenenam, porque ser homens e mulheres de Igreja significa ser homens e mulheres de comunhão; é pedir também um coração que sinta a Igreja como nossa Mãe e nossa casa: a casa acolhedora e aberta, onde se partilha a alegria multiforme do Espírito Santo.

E passemos agora à segunda novidade: um coração novo. Quando Jesus ressuscitado aparece pela primeira vez aos seus, diz-lhes: «Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ficarão perdoados» (Jo 20, 22-23). Jesus não condenou os seus, que O abandonaram e renegaram durante a Paixão, mas dá-lhes o Espírito do perdão. O Espírito é o primeiro dom do Ressuscitado, tendo sido dado, antes de mais nada, para perdoar os pecados. Eis o início da Igreja, eis a cola que nos mantém unidos, o cimento que une os tijolos da casa: o perdão. Com efeito, o perdão é o dom elevado à potência infinita, é o amor maior, aquele que mantém unido não obstante tudo, que impede de soçobrar, que reforça e solidifica. O perdão liberta o coração e permite recomeçar: o perdão dá esperança; sem perdão, não se edifica a Igreja.

O Espírito do perdão, que tudo resolve na concórdia, impele-nos a recusar outros caminhos: os caminhos apressados de quem julga, os caminhos sem saída de quem fecha todas as portas, os caminhos de sentido único de quem critica os outros. Ao contrário, o Espírito exorta-nos a percorrer o caminho com duplo sentido do perdão recebido e dado, da misericórdia divina que se faz amor ao próximo, da caridade como «único critério segundo o qual tudo deve ser feito ou deixado de fazer, alterado ou não» (ISAAC DA ESTRELA, Discurso 31). Peçamos a graça de tornar o rosto da nossa Mãe Igreja cada vez mais belo, renovando-nos com o perdão e corrigindo-nos a nós mesmos: só então poderemos corrigir os outros na caridade.

Peçamos ao Espírito Santo, fogo de amor que arde na Igreja e dentro de nós, embora muitas vezes o cubramos com a cinza das nossas culpas: «Espírito de Deus, Senhor que estais no meu coração e no coração da Igreja, Vós que fazeis avançar a Igreja, moldando-a na diversidade, vinde! Precisamos de Vós, como de água, para viver: continuai a descer sobre nós e ensinai-nos a unidade, renovai os nossos corações e ensinai-nos a amar como Vós nos amais, a perdoar como Vós nos perdoais. Amém»”.

Com informações Rádio Vaticano 

Portal Terra de Santa Cruz

Solenidade de Pentecostes: “Assim como o Pai me enviou, eu vos envio”

O autor do Evangelho deste domingo, João Evangelista, nos diz que a vinda do Espírito Santo sobre os apóstolos se deu no dia de Páscoa.

Ele desejava fazer-nos compreender que o Espírito que conduziu Jesus para sua missão de salvar a Humanidade é o mesmo que agora conduz a Igreja, comunidade dos seguidores de Jesus, na continuidade da mesma missão. A Igreja torna presente, na História, o Cristo Redentor.

Quando os discípulos, à tarde do primeiro dia da semana, estão reunidos o Senhor aparece no meio deles e lhes comunica a paz. Mostra-lhes os sinais de seus sofrimentos para lhes dizer que, apesar de seu aspecto glorioso, a memória da paixão não poderá ser deixada de lado, que a glória veio através da cruz.

Estamos no primeiro dia da semana, não nos esqueçamos. Exatamente com esse sentido do novo, do novo pós pascal, isto é, do novo eterno, que não caduca, que não envelhece, Jesus faz a nova criação soprando o Espírito sobre seus seguidores. É uma referência à criação do homem, relatada no cap. 2º, vers. 7 do Gênesis, quando diz que Deus soprou em suas narinas o hálito de vida e o homem passou a viver. No relato desse fato na tarde pascal, temos a criação da Comunidade Cristã.

A missão é dada logo em seguida: perdoar os pecados e até retê-los, se for o caso. Pecado é aquilo que impede a realização do projeto do Pai, que é a felicidade do ser humano. Ora, perdoar os pecados significa lutar para que os planos de Deus cheguem à sua concretização e, evidentemente, devolvendo àquele que está arrependido de suas ações contrárias a esse plano, a reconciliação.

Pelo batismo e pela crisma fazemos parte dessa comunidade que deve continuar a missão redentora de Jesus. Que honra!

Que nossas ações, seja na família, no trabalho ou no meio dos amigos, colaborem com a alegria e felicidade daqueles que nos cercam. Assim estaremos dando glória a Deus, pois a glória de Deus é a felicidade do homem».

(Reflexão do Padre Cesar Augusto dos Santos para a Solenidade de Pentecostes)

Por Radio Vaticano

Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização

Ascensão do Senhor: “Continuar a missão de Jesus”

Celebrar a Ascensão de Jesus é celebrar seu modo novo de estar conosco, do Emanuel, Deus Conosco, manifestar-se em nosso meio.

Certamente esse modo novo do Senhor de se manifestar entre os homens passa pela Comunidade, por suas atitudes que dão continuidade à missão do Senhor e que asseguram a continuidade da construção do Reino de Justiça e de Paz.

O Livro dos Atos dos Apóstolos, do qual é tirada a primeira leitura da solenidade de hoje, nos mostra Jesus dizendo aos seus discípulos que eles receberão o Espirito Santo e que Este os tornará suas testemunhas no mundo inteiro.

O Espírito que os discípulos receberão é o mesmo que esteve presente em Jesus. Os anjos que aparecem após a “subida” de Jesus ao Céu dizem aos discípulos para não ficar de braços cruzados, mas agir, isto é, continuar a missão do Senhor. Os anjos dizem aos discípulos que Jesus vai voltar. Isso nos recorda a parábola contada pelo Senhor em que o patrão quando volta de viagem quer saber de seus servos o que fizeram, qual o produto do trabalho. Os anjos nos recordam a necessidade de deixar de ficar olhando para o céu e colocar mãos à obra, trabalhar!

O Evangelho de Mateus nos fala que o poder que Jesus recebeu do Pai e foi plenificado após sua ressurreição, é dado à Comunidade para que “ Vá e faça discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que lhes ordenei!”

Batismo e catequese! Batismo é a consagração, a configuração a Jesus Cristo, o Ungido e a Catequese é a implementação da Justiça. Logo, deveremos levar as pessoas a se configurarem ao Homem Novo, de acordo com o desejo do Pai e, depois, após conscientizá-los, levá-los a praticar a justiça e as bem-aventuranças. E Mateus termina citando a certeza da presença eterna de Jesus ao nosso lado: “ Eis que eu estarei com vocês todos os dias, até o fim do mundo!”

A Ascensão de Jesus é a transformação da presença do Emanuel, do Deus Conosco. Sua presença é manifestada não através de uma figura visível, a de Jesus, mas através da ação libertadora praticada pelos membros da Comunidade.

Quando chegar o final dos tempos, a Parusia, veremos a “re-velação” do Senhor. Veremos que atrás de cada atitude cristã estava o Redentor – Cristo, o Autor de todo ato de bondade – o Pai, e nos inspirando, o Espírito de Amor».

(Reflexão do Padre Cesar Augusto dos Santos para a Solenidade da Ascensão do Senhor)

Por Radio Vaticano 

Portal Terra de Santa Cruz 

INICIAÇÃO À VIDA CRISTÃ – Por Dom Pedro Cunha Cruz

No início do mês corrente os bispos do Brasil reunidos na 55ª Assembleia Geral, abordaram como tema central a “Iniciação à Vida Cristã” como um itinerário para formar discípulos missionários. À luz do Sínodo sobre a Nova Evangelização para a transmissão da fé cristã, os pastores da Igreja do Brasil estão cada vez mais conscientes da urgência em rever o processo da transmissão da fé que deve abranger não somente os batizados, mas sobretudo os batizados distanciados e que, por várias razões, ainda não vivem as exigências e alegrias do seu batismo e sua pertença a Cristo.

Os desafios inquietantes do mundo atual, longe de nos desestimular, nos interpelam a uma conversão pastoral aonde as luzes para autêntica transmissão da fé sempre aparecem, a fim de que a Igreja continue a dialogar e propor novos paradigmas pautados na Palavra de Deus e no encontro com a pessoa de Cristo. E isto é realizado por meio de símbolos, ritos e celebrações que fazem parte dos momentos mais importantes do Itinerário Catecumenal previstos pelo Ritual da Iniciação Cristã de Adultos (RICA).

Quando falamos de catecumenato pensamos em um primeiro anúncio (Querigma) que abre caminhos para novas etapas do itinerário e que gera uma vida nova de discípulos de Cristo. Daí a necessidade de se partir de alguns ícones bíblicos marcados pelos diálogos de Jesus, que não deixam de ser diálogos catequéticos, como o encontro com a Samaritana, com Nicodemos e com os discípulos de Emaús, dentre muitos. Nestes diálogos, Jesus se faz conhecer, progressivamente, por aqueles que O procuram. Ele é o princípio e o fim, ponto de partida e de chegada, a pergunta e a resposta do homem e o sentido pleno da Revelação.

O tema central se propõe ancorar e inspirar os projetos diocesanos de Iniciação Cristã de nossas igrejas particulares; considerando a grande diversidade pastoral e eclesial de nosso País. Mas sempre visando uma resposta consciente de cada catecúmeno quanto ao verdadeiro desejo de ser tornar cristão. Por isso, as etapas do itinerário visam tornar a catequese menos fragmentada e mais vinculada à vida eclesial e paroquial. Tal propósito reduz o puro interesse do catequizando em apenas receber os sacramentos da Iniciação Cristã como a conclusão de um curso diplomado. Este objetivo só será atingindo se a catequese for entendida como uma responsabilidade que envolve toda a comunidade; é neste sentido que deve ser permanente e motivada pelo testemunho cristão.

Por fim, o seguir a Cristo, sentindo-se seu discípulo que assume o protagonismo do apostolado na Igreja e no mundo, e não buscando simplesmente os sacramentos na Igreja, constitui o grande objetivo deste itinerário catecumenal que visa, além do primeiro anúncio, uma vida de comunhão eclesial, sacramental, de oração e ação pastoral. Somente com estes elementos fundamentais é que a pessoa conhece Jesus e compreende o sentido mais profundo de ser cristão e autêntico discípulo e missionário de Cristo. Vençamos o medo com a armadura da fé que nos leva a superar as barreiras do pessimismo e a encontrar sempre a alegria do anúncio do Evangelho.

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Fonte: www.diocesedacampanha.org.br

Mitra Diocesana da Campanha/MG – Endereço: Rua Maestro Pompeu, 150 – Centro
CEP: 37.400-000 – Campanha (MG) – Fone: (35) 3261-1217 ou (35) 3261-2091

Foto/Reprodução/Capa: Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização 

Dom Hélder Câmara é declarado “Servo de Deus” pela Santa Sé

Aval do Vaticano para abertura do processo de canonização foi enviado ao arcebispo local; primeira reunião para andamento do processo será em 3 de maio. Conhecido como o “Dom da paz”, o ex-arcebispo de Olinda e Recife, Dom Hélder Câmara, recebeu o título de “Servo de Deus”. A Congregação para a Causa dos Santos emitiu o parecer favorável autorizando o início do processo de beatificação e canonização do religioso. O aval da Santa Sé foi comunicado por meio de carta do presidente da Congregação, Cardeal Angelo Amato, menos de dez dias depois que o responsável pelo dicastério confirmou o recebimento do pedido de abertura do processo de Dom Helder, no dia 16 de fevereiro. Contudo, a correspondência só chegou à arquidiocese nesta segunda-feira, 6.

O atual arcebispo de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido, atendeu a imprensa nesta quarta-feira, 8, para explicar como será o andamento do processo daqui para frente. Ele leu o comunicado oficial, traduzido do latim para o português.

Confira como funciona o processo de beatificação/canonização:  A etapa seguinte consiste em reconhecer as “virtudes heróicas” do ex-arcebispo que há 50 anos desembarcou no Estado. Para isso, uma comissão jurídica será nomeada por dom Fernando Saburido, informou a assessoria de comunicação da arquidiocese.

O tribunal, como é chamado o grupo de trabalho, será formado por cinco membros: juiz delegado e promotor de justiça (ambos canonistas), notário, notário adjunto e cursor. A primeira sessão de atividades da comissão será no próximo dia 3 de maio, durante Missa presidida pelo arcebispo, às 9h, na Igreja Catedral Sé de Olinda. Na ocasião haverá a nomeação oficial e o juramento dos escolhidos.

Dom Fernando comentou que, caso a resposta da Santa Sé fosse positiva, autorizando o processo, a arquidiocese estaria preparada para dar andamento a essa que é uma questão de interesse geral.

“Todo mundo está muito motivado, esse é um assunto que realmente interessa muito, basta ver a repercussão que teve essa notícia aqui em Olinda e Recife. Todo mundo torce muito para que de fato chegue essa autorização e possamos, então, iniciar o processo aqui na arquidiocese”.

Dom Hélder Câmara, declarado "Servo de Deus" pela Santa Sé / Foto: Arquivo
Dom Hélder Câmara, declarado “Servo de Deus” pela Santa Sé / Foto: Arquivo

Cardeal Amato enviou carta confirmando que recebeu pedido de beatificação de Dom Hélder; segundo arcebispo, retorno foi acolhido como “sinal muito positivo”

Dom Fernando Saburido, arcebispo de Olinda e Recife / Foto: Arquidiocese de Olinda e Recife

“Um sinal muito positivo”, é a definição do arcebispo de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido, sobre o retorno dado pelo Vaticano que diz respeito à beatificação de Dom Hélder Câmara. A arquidiocese recebeu uma carta informando que o Vaticano recebeu o pedido de abertura do processo de beatificação e aguarda o posicionamento dos dicastérios para dar um parecer. Dom Fernando contou que já havia se encontrado pessoalmente com o prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, Cardeal Angelo Amato, no início desse ano, quando o cardeal esteve no Rio de Janeiro. “Ele disse que estava muito feliz com essa iniciativa e que faria o que fosse possível para poder encaminhar isso o mais rápido possível”.

A carta informa o recebimento do pedido por parte do Vaticano, que aguarda o parecer de todos os dicastérios – alguns já responderam – para dar o retorno final que possibilite o início da fase arquidiocesana do processo.

Caso a resposta seja positiva, a arquidiocese estará preparada para dar andamento; inclusive, Dom Fernando comenta que essa é uma questão de interesse geral. “Todo mundo está muito motivado, esse é um assunto que realmente interessa muito, basta ver a repercussão que teve essa notícia aqui em Olinda e Recife. Todo mundo torce muito para que de fato chegue essa autorização e possamos, então, iniciar o processo aqui na arquidiocese”.

O que motivou o pedido de beatificação?

A fama de santidade de Dom Hélder Câmara foi o fator que motivou a arquidiocese a fazer o pedido de abertura do processo de beatificação ao Vaticano. O arcebispo local destacou que Dom Hélder foi um homem de muita oração e ação, um profeta corajoso que enfrentou muitas dificuldades, sobretudo com a repressão militar.

“Uma pessoa muito humana, muito disponível aos pobres de uma maneira especial. Tudo isso contribui para que nós tenhamos o interesse de encaminhar esse processo”, declarou.

Dom Fernando acrescentou ainda que Dom Hélder foi uma pessoa de grande influência na vida do Brasil. Um exemplo foi sua contribuição para a criação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a CNBB. Além disso, em âmbito internacional, Dom Hélder contribuiu, mesmo que indiretamente, para o andamento do Concílio Vaticano II.

“Tudo isso contribuiu para que ele se projetasse internacionalmente, de modo que é um homem reconhecido como uma grande liderança do país, uma grande personalidade do século XX, como é identificado por muitos”.

Fonte:Arquidiocese de Olinda e Recife – Jéssica Marçal(Portal Canção Nova)

Vaticano: Papa agradece viagem a Fátima

O Papa agradeceu hoje no Vaticano a todos os que viveram com ele a peregrinação a Fátima, a 12 e 13 de maio, recordando em particular o “silêncio” da oração e a canonização de Francisco e Jacinta Marto.

“Ontem [sábado] à tarde regressei da peregrinação a Fátima – vamos saudar Nossa Senhora de Fátima – e a nossa oração mariana de hoje assume um significado particular, carregado de memória e de profecia, porque olha para a história com os olhos da fé”, disse, provocando uma salva de palmas de milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro.

Antes da tradicional recitação da oração do Regina Coeli, que no tempo pascal substitui o ângelus, Francisco passou em revista os vários momentos das mais de 23 horas que acabou de passar em território português.

Em Fátima, sublinhou o Papa, há um “rio” de oração que “corre há 100 anos” para pedir a proteção da Virgem Maria sobre o mundo.

“Agradeço ao Senhor por me te dado a oportunidade de deslocar-me aos pés da Virgem Maria como peregrino de esperança e de paz”, declarou.

O Papa elogiou o “silêncio orante de todos os peregrinos” que o acompanharam desde o início, no seu recolhimento, diante da imagem de Nossa Senhora de Fátima na Capelinha das Aparições.

“Criou-se um clima de recolhimento e contemplativo, no qual se viveram vários momentos de oração”, referiu.

Francisco deixou uma referência à presença de “muitos doentes”, que considerou “protagonistas da vida litúrgica e pastoral de Fátima, como de qualquer santuário mariano”.

O Papa agradeceu “de coração”, pela sua viagem, “aos bispos, o bispo de Leiria-Fátima, às autoridades do Estado, o presidente da República, e a todos os que ofereceram a sua colaboração”.

Este sábado, ao deixar Portugal, Francisco enviou uma mensagem a Marcelo Rebelo de Sousa, na qual manifestava “profunda gratidão” ao povo português pelo seu “caloroso acolhimento e hospitalidade” e deixava votos de “paz e alegria” para o país.

Já o presidente da República Portuguesa, após a partida do Papa, enviou ao pontífice a seguinte mensagem: “Portugal agradece a inesquecível peregrinação de Vossa Santidade a Fátima”.

Por Radio Vaticano 

Portal Terra de Santa Cruz

Especial Centenário de Fátima: Papa Francisco deixa Santuário em festa no final de uma peregrinação inédita à Cova da Iria

O Papa Francisco deixou hoje o Santuário de Fátima em festa, depois da missa conclusiva da peregrinação de 12 e 13 de maio, que este ano coincidiu com a comemoração do Centenário das Aparições de Nossa Senhora na Cova da Iria.

Durante este sábado, o Papa argentino presidiu à canonização dos pastorinhos Jacinta e Francisco Marto, dois dos videntes de Fátima e agora novos santos da Igreja Católica.

“Não podia deixar de vir aqui venerar a Virgem Mãe e confiar-lhe os seus filhos e filhas”, afirmou o Papa durante a homilia, em que pediu paz e esperança “para todos os seus irmãos no Batismo e em humanidade, de modo especial para os doentes e pessoas com deficiência, os presos e desempregados, os pobres e abandonados”.

Foto Arlindo Homem, Papa Francisco em Fátima

A visita do Papa a Portugal que teve como lema ‘Com Maria, peregrino na esperança e na paz’ e fica marcada pelo silêncio no recinto de oração, pelo encontro com doentes e com a decisão de fazer parte do percurso a pé até à Capelinha das Aparições, onde lembrou os “desterrados” da sociedade, propôs uma revolução da “ternura” e desafiou a rejeitar uma religião baseada na superficialidade.

Nessa celebração da noite de sexta-feira, o Papa argentino frisou que Maria não pode ser uma “santinha a quem se recorre para obter favores a baixo preço”.

“Se queremos ser cristãos, devemos ser marianos; isto é, devemos reconhecer a relação essencial, vital e providencial que une Nossa Senhora a Jesus e que nos abre o caminho que leva a Ele”, apontou.

Outro marco da “peregrinação” do Papa ao Santuário de Fátima foi a ‘Procissão do Adeus’.

No final da despedida de Nossa Senhora de Fátima, Francisco saiu em papamóvel pelo meio do recinto de oração, para alegria e emoção de centenas de milhares de pessoas que acenaram para o Papa, de lenços e bandeiras no ar, transformando o espaço num mar de cores, das várias nacionalidades.

A visita do Papa Francisco à Cova da Iria entra agora na sua parte final, primeiro com um almoço com os bispos portugueses, na Casa Nossa Senhora do Carmo, onde o Papa argentino esteve alojado estes dias.

O episcopado português que deixou o recinto em grupo, juntamente com o núncio apostólico (representante da Santa Sé) em Portugal, D. Rino Passigato, distribuindo sorrisos pela multidão, muitos interagindo com grupos das suas respetivas dioceses, de norte a sul do país.

A cerimónia de despedida de Francisco está marcada para a Base Aérea de Monte Real, ponto que marcou também o início da visita do Papa argentino ao Santuário de Fátima.

Depois dos procedimentos protocolares, às 14h45, o voo papal irá seguir às 15h00 em direção ao Aeroporto de Roma/Ciampino.

A chegada do Papa a Roma está prevista para as 19h05 locais, menos uma hora em Fátima.

Infor: Agência Ecclesia

Reprodução: Portal Terra de Santa Cruz

Especial Centenário de Fátima: Papa proclamou santos Francisco e Jacinta Marto

O Papa Francisco proclamou hoje como santos os pastorinhos Francisco e Jacinta Marto, pelas 10h26, no início da Missa da peregrinação do 13 de maio em Fátima, uma celebração inédita em território português.

Francisco proferiu a fórmula de canonização, em português: “Em honra da Santíssima Trindade, para exaltação da fé católica e incremento da vida cristã, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e Nossa, depois de termos longamente refletido, implorado várias vezes o auxílio divino e ouvido o parecer de muitos Irmãos nossos no Episcopado, declaramos e definimos como Santos os Beatos Francisco Marto e Jacinta Marto e inscrevemo-los no Catálogo dos Santos, estabelecendo que, em toda a Igreja, sejam devotamente honrados entre os Santos. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”.

O momento foi sublinhado com duas salvas de palmas pelas centenas de milhares de pessoas presentes no recinto de oração da Cova da Iria.

Foto Lusa, Papa Francisco em Fátima

A procissão de entrada incluiu o andor com a imagem de Nossa Senhora e os dois relicários em forma de candeias com as relíquias de Francisco e Jacinta, transportados pela postuladora da Causa da Canonização dos dois Pastorinhos, irmã Ângela Coelho, e pelo assessor da Postulação, Pedro Valinho Gomes, ladeados por cerca de 20 crianças e jovens, com idades compreendidas entre os 9 e os 16 anos.

Antes da ladainha dos santos, com referências a várias figuras portuguesas, o bispo de Leiria-Fátima pediu formalmente ao Papa que os dois pastorinhos sejam inscritos no “catálogo dos santos” e apresentou uma breve biografia de ambos.

A assembleia cantou o Hino dos Pastorinhos, cuja festa litúrgica se celebra a 20 de fevereiro, data da morte de Santa Jacinta Marto.

D. António Marto e a postuladora da causa agradeceram depois ao Papa: “Santo Padre, em nome da Santa Igreja, agradeço ardentemente a proclamação feita por Vossa Santidade e peço humildemente se digne ordenar que seja redigida a Carta Apostólica relativa à Canonização efetuada”.

A decisão faz com que o culto aos novos santos tenham um âmbito universal, na Igreja Católica.

Homilia lembra sofrimentos da humanidade e pede mobilização contra indiferença

O Papa Francisco disse que, a sua presença em Fátima para a celebração do 13 de maio foi sempre inquestionável, apelando a uma mobilização contra a “indiferença”.

“Irmãos e irmãs, obrigado por me acompanhardes! Não podia deixar de vir aqui venerar a Virgem Mãe e confiar-lhe os seus filhos e filhas”, disse, na homilia da Missa a que presidiu esta manhã, no altar do recinto de oração na Cova da Iria.

Perante centenas de milhares de pessoas, que o têm acompanhado desde a sua chegada, na sexta-feira, o Papa quis deixar uma mensagem de esperança e de paz aos que mais sofrem.

“Suplico [a paz e a esperança] para todos os meus irmãos no Batismo e em humanidade, de modo especial para os doentes e pessoas com deficiência, os presos e desempregados, os pobres e abandonados”, declarou, na terceira intervenção em solo português.

Francisco afirmou que em Fátima se dá uma “verdadeira mobilização geral” contra a “indiferença” que gela o coração humana e “agrava a miopia do olhar”.

“Não queiramos ser uma esperança abortada”, prosseguiu.

A homilia da Missa conclusiva da peregrinação internacional aniversária do 13 de maio abordou depois o tema do sofrimento, referindo aos peregrinos que o próprio Jesus “se humilhou e desceu até à cruz”.

“Sob a proteção de Maria, sejamos, no mundo, sentinelas da madrugada que sabem contemplar o verdadeiro rosto de Jesus Salvador, aquele que brilha na Páscoa, e descobrir novamente o rosto jovem e belo da Igreja, que brilha quando é missionária, acolhedora, livre, fiel, pobre de meios e rica no amor”, apelou.

O Papa Francisco está a realizar a sua primeira visita a Portugal, no contexto do centenário das aparições e da canonização dos pastorinhos Francisco e Jacinta Marto.

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A Missa prosseguiu depois com o canto do Glória. Após a homilia do Papa, os peregrinos vão rezar para que os direitos das crianças sejam respeitados.

VEJA A SANTA MISSA COMPLETA NO VÍDEO ABAIXO

“Por todas as crianças e suas famílias, para que a exemplo dos santos Francisco e Jacinta os inspire a descobrir o sentido da vida e o valor da oração e da penitência, e para que vejam os seus direitos respeitados sempre”, refere a intenção de oração que vai ser proclamada em inglês.

A oração dos fiéis será rezada em várias línguas, recordando os governantes e a necessidade de um mundo “mais fraterno”, os doentes, os migrantes e refugiados.

Depois da Comunhão, o Papa vai saudar e abençoar os doentes com o Santíssimo Sacramento. D. António Marto vai dirigir um discurso de agradecimento do Papa, no final da Missa.

Por Portal Terra de Santa Cruz

Referências e fotos: Agência Ecclesia Portugal 

Especial Centenário de Fátima: Papa abraçou criança curada por intercessão dos Santos Francisco e Jacinta Marto durante canonização

O Papa Francisco abraçou hoje em Fátima a criança brasileira curada por intercessão dos pastorinhos Francisco e Jacinta Marto, canonizados esta manhã na Cova da Iria.

O pequeno Lucas subiu ao altar de mãos dadas com a sua mãe e com a irmã Ângela Coelho, a responsável pelo processo que levou à proclamação dos dois mais jovens videntes de Fátima como santos.

A criança, a sua irmã e os seus pais participaram no cortejo de apresentação dos dons, na Missa conclusiva da peregrinação aniversária internacional do 13 de maio.

Quando tinha cinco anos, Lucas estava a brincar com a irmã Eduarda e caiu de uma janela com 6 metros e meio de altura e, ao bater com a cabeça no chão, fez um “traumatismo craniano muito grave, com perda de tecido cerebral”, lembrou João Batista, pai das crianças, num encontro com jornalistas, esta semana.

Os pais da criança curada por intercessão dos pastorinhos disseram em Fátima que Lucas foi salvo dois dias após as irmãs do Carmelo de Campo Mourão, no Brasil, rezarem a Francisco e Jacinta Marto, e afirmaram “imensa alegria” por ser este o milagre da canonização.

Após ter feito um traumatismo craniano grave, no dia 3 de março de 2013, os prognósticos dos médicos indicavam baixas possibilidades de sobrevivência e, se sobrevivesse, “teria uma recuperação muito demorada ficando certamente com graves deficiências cognitivas ou mesmo em estado vegetativo”, referiu o pai da criança do Brasil.

João Batista disse que Lucas “está completamente bem, sem nenhum sintoma ou sequela” e é agora o que “era antes do acidente”, na “sua inteligência, seu caráter, é tudo igual”.

A cura representou a etapa final no processo de canonização de Francisco e Jacinta Marto, que começou há mais de meio século, já após a trasladação dos restos mortais de Francisco e Jacinta Marto para a Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima.

A 30 de abril de 1952, D. José Alves Correia da Silva, bispo de Leiria, procedeu à abertura dos dois processos diocesanos sobre a vida, virtudes e fama de santidade de Francisco e de Jacinta, que contou com 140 sessões e 52 testemunhos.

Esta fase diocesana só seria encerrada em 1979, seguindo então para o Vaticano, onde em 1989 o Papa João Paulo II assinou o decreto de heroicidade das virtudes do Francisco e da Jacinta.

As duas crianças, as mais novas dos videntes de Fátima, tornam-se neste 13 de maio os mais jovens santos não-mártires na história da Igreja Católica, 17 anos após a sua beatificação, também na Cova da Iria.

Foto Arlindo Homem, Papa saúda criança curada pela intercessão dos pastorinhos

Foto Arlindo Homem, Papa saúda criança curada pela intercessão dos pastorinhos

Infor: Agência Ecclesia 

Reprodução: Portal Terra de Santa Cruz

ESPECIAL FÁTIMA 100 ANOS: Entenda a importância dos Papas na propagação da mensagem de Fátima

A relação que cada Papa com as aparições de Nossa Senhora de Fátima foi fundamental para que a devoção se espalhasse mundo afora. Entenda:

Papa Francisco será o quarto pontífice a visitar Portugal, depois de Paulo VI (1967), João Paulo II (1982, 1991 e 2000) e Bento XVI (2010). A visita de Francisco, no centenário das aparições, confirma a ligação do papado ao santuário português, que começa a definir-se já em 1929, com a bênção de uma imagem de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, pelo Papa Pio XI, para a capela do Pontifício Colégio Português de Roma.

Entenda, nos vídeos, a relação que cada Papa teve com as aparições de Nossa Senhora de Fátima e como foram fundamentais para que a devoção se espalhasse mundo afora.

No contexto do centenário das aparições de Nossa Senhora de Fátima, Dom António Marto, bispo de Leiria-Fátima, e Dom Manuel Clemente, Patriarca de Lisboa, explicam como os Papa olharam a mensagem de Fátima.

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Papa Francisco – 12 e 13 de Maio 2017 – Fátima (Portugal)

Por Portal Canção Nova

Fotos: Rádio Vaticano e Reproduções Google 

Reprodução: Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização 

ESPECIAL FÁTIMA 100 ANOS: Na Capela das Aparições, Papa Francisco reza pelo mundo e pela paz

Francisco rezou diante da imagem de Nossa Senhora de Fátima e ofereceu a Rosa de Ouro, presente especial que os Papas oferecem em visitas marianas

Uma multidão acolheu o Papa Francisco na Cova da Iria, em Fátima, Portugal, nesta sexta-feira, 12. O local é significativo para a Igreja por ser onde Nossa Senhora apareceu às três crianças pastoras, há 100 anos.

O Santo Padre chegou em carro aberto e saudou os fiéis. Já na Capela das Aparições, rezou em silêncio, por alguns minutos, à frente da imagem de Nossa Senhora de Fátima. Em seguida, rezou em voz alta pedindo pelos sofrimentos do mundo.

“No mais íntimo do teu ser, no teu Imaculado Coração, vê as dores da família humana que geme e chora neste vale de lágrimas. No mais íntimo do teu ser, no teu Imaculado Coração, adorna-nos do fulgor de todas as joias da tua coroa e faz-nos peregrinos como peregrina foste Tu”, pediu.

“E assim seremos, como Tu, imagem da coluna luminosa que alumia os caminhos do mundo, a todos mostrando que Deus existe, que Deus está, que Deus habita no meio do seu povo, ontem, hoje e por toda a eternidade”.

A oração foi concluída com a consagração jubiliar rezada junto com os fiéis.

Depois, Francisco ofereceu a Nossa Senhora a Rosa de Ouro. Um presente que, na realidade, é de prata; uma distinção que os Papas fazem em visitas marianas. Uma exclusividade do Pontífice, desde o século IX.

É a segunda vez que um Papa entrega pessoalmente a Rosa de Ouro em Portugal. O primeiro foi Bento XVI, em 2010.

O momento oracional foi concluído com a bênção.

Francisco retornará à Capelinha das Aparições às 17h15 (horário de Brasília), para a oração do Terço e a bênção das velas. No sábado, 13, presidirá à Canonização de Francisco e Jacinta Marto.

Infor: Canção Nova e Rádio Vaticano

Foto: Reprodução CTV

Reprodução: Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização 

No coração do século XX- A mensagem de Fátima

Em 1917, de 13 de maio a 13 de outubro, nos campos em volta da aldeia portuguesa de Fátima a Virgem Maria apareceu seis vezes a três pastorinhos, Lúcia, Francisco e Jacinta, apresentando-se com o rosário nas mãos e identificando-se como Nossa Senhora do rosário. A virgem desceu do céu para falar com as três crianças a fim de transmitir uma fervorosa mensagem à humanidade inteira, no início de um século trágico.

Nota peculiar das aparições de Fátima é estar entre as mais proféticas, porque predisseram as desventuras que incumbiam sobre a humanidade. As aparições marianas são sempre uma manifestação da solicitude materna de Nossa Senhora em relação a nós; são um sinal da sua proximidade aos nossos problemas, às nossas preocupações e às nossas dificuldades; são um apelo a seguir o caminho do bem; e são também expressão do desejo da Mãe de Deus de socorrer a nós, mulheres e homens, envolvidos aqui na terra na luta contra as forças do mal, para nos ajudar a resistir aos perigos que ameaçam a fé e a vida cristã.

A Igreja considera as aparições e as visões como pertencentes à esfera privada, porque nada acrescentam de essencial a quanto já conhecemos, graças à revelação pública contida na Sagrada Escritura e na Tradição. Por esta razão a Igreja nunca relacionou a fé com estas manifestações, mas limitou-se a permitir oficialmente o seu culto e nalguns casos, como este de Fátima, a encorajá-lo e apoiá-lo com gestos significativos, entre os quais a peregrinação ao santuário português de quarto Papas.

As aparições marianas são importantes, porque constituem uma ajuda para descobrir melhor a vontade de Deus em relação a nós e um apelo a amar a Deus e a viver, nas várias conjunturas da história, a vida cristã com coerência, observando os dez mandamentos. Portanto, a mensagem que vem de Fátima é de grande relevo espiritual. Ligada ao contexto histórico dos nossos tempos, pode ser sintetizada em três palavras: oração, penitência, conversão do coração. Com efeito, é uma exortação à oração como via para a salvação das almas; um apelo a mudar o estilo de vida; uma chamada a reparar os pecados com a penitência; um convite a santificar-se e a rezar pela conversão de quantos se encontram no caminho do pecado e do mal. Nossa Senhora indicou também a devoção ao seu coração imaculado como caminho que conduz a Cristo e refúgio nas adversidades.

O conteúdo destes apelos da Virgem está profundamente enraizado no Evangelho, por conseguinte poderíamos afirmar que Fátima é escola de fé e de coerência evangélica, onde a mestra é Maria. Nota caraterística da sua mensagem é que se coloca no centro das preocupações e dos trágicos acontecimentos do século passado, atormentado por duas guerras mundiais, com inúmeras vítimas e destruições, e duas ditaduras: o nazismo, ao qual se uniu o fascismo, e o comunismo soviético, que durou setenta anos. Sistemas ideológicos que causaram atrozes sofrimentos a milhões de pessoas, porque espezinharam os direitos humanos, perseguindo os cristãos e visando desenraizar Deus do coração humano. A luta contra Deus foi realmente grande.

Nossa Senhora de Fátima, adaptando-se à capacidade intelectual dos três pastorinhos, recorrendo a imagens que eles podiam compreender, fez referência às duas guerras mundiais: uma que estava para acabar e outra que teria se desencadeado um pouco mais tarde, ainda mais espantosa. Além disso, numa impressionante visão, cujo conteúdo foi dado publicamente a conhecer só no ano 2000, fez entrever aos três pastorinhos os danos imensos que o regime da União Soviética, mediante a propagação do ateísmo e a perseguição da fé cristã, teria causado à humanidade, espalhando os seus horrores pelo mundo e fazendo pagar a muitos cristãos, inclusive com o sacrifício da vida, o apego à sua fé.

Agora, depois de se ter tornado pública, por desejo de João Paulo II, também a terceira parte do chamado segredo de Fátima, sabemos que a supracitada visão continha também a previsão que a luta contra Deus e contra a Igreja teria chegado ao ponto de querer matar o Papa. De facto, a 13 de maio de 1981 – 13 de maio! – ocorreu o atentado contra o Pontífice. Mas, como declarou o próprio João Paulo II, a mão de Nossa Senhora guiou a trajetória da bala de modo que o Papa pudesse sobreviver. Aquela bala está agora engastada na coroa da estátua de Maria em Fátima. Em seguida, pondo em prática fielmente o pedido da Virgem, no dia 25 de março de 1984, o Pontífice consagrou o mundo, em particular a Rússia, ao coração de Maria em união com os bispos do mundo inteiro. E no que diz respeito ao chamado segredo parece supérfluo realçar que já foi publicado tudo.

Os factos aos quais se refere o segredo de Fátima dizem respeito a vicissitudes que já pertencem ao passado, mas a sua mensagem conserva o seu pleno vigor também para as mulheres e os homens do nosso tempo, e é de grande atualidade e importância para a época que estamos a viver. Os seus apelos dirigem-se também a nós, porque repropõem à Igreja e ao mundo moderno os valores eternos do Evangelho. A mensagem de Fátima orienta para o coração do Evangelho, indica-nos o caminho que leva para o céu e quer fazer crescer no mundo a devoção a Nossa Senhora, mãe bondosa que nos conduz a Cristo, nosso divino salvador, apoiando-nos e encorajando-nos a fazer a vontade de Deus.

Grande é a luz que provém de Fátima. Recordar aquelas aparições ajuda a compreender melhor a presença providencial de Deus nas vicissitudes humanas e convida-nos a olhar para o futuro com esperança, não obstante as provações e as tragédias do nosso tempo, confiantes de que o mal não prevalecerá. Com efeito, Nossa Senhora garantiu-nos: «Por fim, o meu imaculado coração triunfará». Portanto, de Fátima chega a nós uma mensagem de esperança, de salvação e de paz, com um pelo a pôr Deus no centro da nossa vida.

Giovanni Battista http://www.news.va

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