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Santo Agostinho nos explica para que servem as palavras na oração.

“…não pensemos que são necessárias para informar o Senhor ou forçar a sua vontade”

Na oração, as palavras servem para nos estimular e nos fazer compreender melhor o que pedimos; não pensemos que são necessárias para informar o Senhor ou forçar a sua vontade. Quando dizemos: «Santificado seja o vosso nome», estimulamo-nos a desejar que o nome de Deus, que é sempre santo em Si mesmo, seja também honrado como santo entre os homens, e nunca desprezado; e isto não é para benefício de Deus, mas dos homens.

Quando dizemos: «Venha a nós o vosso reino» – que há-de vir certamente, quer queiramos, quer não –, excitamos a nossa aspiração por aquele reino, para que ele de facto venha a nós e mereçamos reinar nele. Quando dizemos: «Seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu», pedimos ao Senhor que nos dê a virtude para que se cumpra em nós a sua vontade, como os anjos a cumprem no Céu.

Quando dizemos: «Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido», tomamos consciência do que pedimos, e do que devemos fazer para merecermos receber o perdão. Quando dizemos: «Livrai-nos do mal», recordamos que ainda não estamos naquele sumo bem onde já não é possível sofrer qualquer mal. E estas últimas palavras da oração dominical têm um significado tão amplo, que o cristão, seja qual for a tribulação em que se encontre, pode com elas exprimir os seus gemidos ou lamentações, dar início, continuar ou terminar a sua oração.

Tínhamos necessidades destas palavras para gravar na memória todas estas realidades. Quaisquer outras palavras que possamos usar na oração nada mais dizem para além do que se encontra já na oração do Senhor, se de facto oramos como convém.

(Santo Agostinho, Carta 130, a Proba, sobre a oração, 11-12)

Fonte; Aleteia 

Reprodução: Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização 

“Tarde Te amei!” De Santo Agostinho, uma das mais arrebatadoras orações de todos os tempos

1. Tarde Te amei, ó Beleza tão antiga e tão nova… Tarde Te amei! Trinta anos estive longe de Deus. Mas, durante esse tempo, algo se movia dentro do meu coração… Eu era inquieto, alguém que buscava a felicidade, buscava algo que não achava… Mas Tu Te compadeceste de mim e tudo mudou, porque Tu me deixaste conhecer-Te. Entrei no meu íntimo sob a Tua Guia e consegui, porque Tu Te fizeste meu auxílio.

2. Tu estavas dentro de mim e eu fora… “Os homens saem para fazer passeios, a fim de admirar o alto dos montes, o ruído incessante dos mares, o belo e ininterrupto curso dos rios, os majestosos movimentos dos astros. E, no entanto, passam ao largo de si mesmos. Não se arriscam na aventura de um passeio interior”. Durante os anos de minha juventude, pus meu coração em coisas exteriores que só faziam me afastar cada vez mais d’Aquele a Quem meu coração, sem saber, desejava… Eis que estavas dentro e eu fora! Seguravam-me longe de Ti as coisas que não existiriam senão em Ti. Estavas comigo e não eu Contigo…

3. Mas Tu me chamaste, clamaste por mim e Teu grito rompeu a minha surdez… “Fizeste-me entrar em mim mesmo… Para não olhar para dentro de mim, eu tinha me escondido. Mas Tu me arrancaste do meu esconderijo e me puseste diante de mim mesmo, a fim de que eu enxergasse o indigno que era, o quão deformado, manchado e sujo eu estava”. Em meio à luta, recorri a meu grande amigo Alípio e lhe disse: “Os ignorantes nos arrebatam o céu e nós, com toda a nossa ciência, nos debatemos em nossa carne”. Assim me encontrava, chorando desconsolado, enquanto perguntava a mim mesmo quando deixaria de dizer “Amanhã, amanhã”… Foi então que escutei uma voz que vinha da casa vizinha… Uma voz que dizia: “Pega e lê. Pega e lê!”.

4. Brilhaste, resplandeceste sobre mim e afugentaste a minha cegueira. Então corri à Bíblia, abri-a e li o primeiro capítulo sobre o qual caiu o meu olhar. Pertencia à carta de São Paulo aos Romanos e dizia assim: “Não em orgias e bebedeiras, nem na devassidão e libertinagem, nem nas rixas e ciúmes. Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo” (Rm 13,13s). Aquelas Palavras ressoaram dentro de mim. Pareciam escritas por uma pessoa que me conhecia, que sabia da minha vida.

5. Exalaste Teu Perfume e respirei. Agora suspiro por Ti, anseio por Ti! Deus… de Quem separar-se é morrer, de Quem aproximar-se é ressuscitar, com Quem habitar é viver. Deus… de Quem fugir é cair, a Quem voltar é levantar-se, em Quem apoiar-se é estar seguro. Deus… a Quem esquecer é perecer, a Quem buscar é renascer, a Quem conhecer é possuir. Foi assim que descobri a Deus e me dei conta de que, no fundo, era a Ele, mesmo sem saber, a Quem buscava ardentemente o meu coração.

6. Provei-Te, e, agora, tenho fome e sede de Ti. Tocaste-me, e agora ardo por Tua Paz. “Deus começa a habitar em ti quando tu começas a amá-Lo”. Vi dentro de mim a Luz Imutável, Forte e Brilhante! Quem conhece a Verdade conhece esta Luz. Ó Eterna Verdade! Verdadeira Caridade! Tu és o meu Deus! Por Ti suspiro dia e noite desde que Te conheci. E mostraste-me então Quem eras. E irradiaste sobre mim a Tua Força dando-me o Teu Amor!

7. E agora, Senhor, só amo a Ti! Só sigo a Ti! Só busco a Ti! Só ardo por Ti!…

8. Tarde te amei! Tarde Te amei, ó Beleza tão antiga e tão nova! Tarde demais eu Te amei! Eis que estavas dentro, e eu, fora – e fora Te buscava, e me lançava, disforme e nada belo, perante a beleza de tudo e de todos que criaste. Estavas comigo, e eu não estava Contigo… Seguravam-me longe de Ti as coisas que não existiriam senão em Ti. Chamaste, clamaste por mim e rompeste a minha surdez. Brilhaste, resplandeceste, e a Tua Luz afugentou minha cegueira. Exalaste o Teu Perfume e, respirando-o, suspirei por Ti, Te desejei. Eu Te provei, Te saboreei e, agora, tenho fome e sede de Ti. Tocaste-me e agora ardo em desejos por Tua Paz!

Santo Agostinho, Confissões 10, 27-29

Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da evangeização

Perdoa-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos

Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (norte de África), doutor da Igreja  – 1º sermão

Todo o homem é devedor de Deus e tem o seu irmão como seu devedor. Haverá alguém que não deva nada a Deus, senão Aquele em quem não se pode encontrar pecado? E quem é o homem que não tem um irmão como seu devedor, senão aquele a quem ninguém ofendeu? Parece-te possível que haja um único homem a quem não se possa contabilizar qualquer falta para com um irmão?
Portanto, todo o homem é devedor de alguém e tem os seus devedores. Por isso Deus, que é justo, deu-te uma regra para seguires com o teu devedor, e Ele próprio aplicará esta regra para com o seu. Existem, com efeito, duas obras de misericórdia que nos podem libertar; o próprio Senhor as formulou de uma forma breve no seu Evangelho: «Perdoai e ser-vos-á perdoado», «Dai e dar-se-vos-á» (Lc 6,37ss). A primeira tem a ver com o perdão, a segunda com a caridade.
Tu desejas obter o perdão dos teus pecados e também tens pecados a perdoar a alguém. O mesmo se passa com a caridade: o mendigo pede-te esmola e tu és o mendigo de Deus, porque todos somos, quando pedimos, mendigos de Deus. Todos nos prostramos diante da porta do nosso Pai, da sua enorme riqueza. E suplicamos-lhe gemendo, desejosos de receber dele alguma coisa: ora essa coisa é o próprio Deus. Que te pede o mendigo? Pão. E tu, que pedes a Deus? Nada menos que o próprio Cristo, que disse: «Eu sou o pão vivo que desceu do Céu» (Jo 6,51). Quereis ser perdoados? «Perdoai e sereis perdoados.» Quereis receber? «Dai e dar-se-vos-á.»

Artigo|Santo Agostinho – da esbórnia à santidade.

Hoje vamos falar de um Santo muito especial, meus amigos: o primeiro dos quatro doutores do ocidente, a luz filosófica da antiguidade cristã. Ninguém mais, ninguém menos do que Santo Agostinho!

Santo Agostinho 2Juntamente com Santo Ambrósio, São Jerônimo e São Gregório Magno, Santo Agostinho nos direciona para o cristianismo como o conhecemos. Sua influência é enorme no mundo ocidental. Se você não o conhece, não leu pelo menos “As Confissões”, você não tem a menor ideia de onde está. O papel de Santo Agostinho nos primeiros séculos depois de Cristo é comparável com o de São Paulo na Igreja primitiva.

Sua grandeza está principalmente no fato de que ele soube, como nenhum outro, relacionar a filosofia helenista (grega) e romana com os preceitos da fé cristã, caminho que mais tarde seria retomado com brilho pelo grande São Tomás de Aquino. O pensamento agostiniano faz a ponte filosófica necessária do conhecimento platônico-aristotélico para Santo Anselmo, e daí para São Tomás de Aquino.

A quantidade de títulos de Santo Agostinho, por si só, já dariam um post, “Doutor da Caridade”, “Doutor da Graça”, Doutor da Humildade”, “Doutor da Oração” e muitos outros. Viveu na fronteira de dois tempos: sua vida transcorreu no ocaso do Império Romano do Ocidente e também na ascensão do cristianismo e declínio do paganismo.

Foi um dos três homens mais inteligentes que a humanidade já conheceu. Falar de Santo Agostinho é falar de um parelho de Aristóteles e Platão. Metafísico, filósofo, psicólogo, os interesses de Santo Agostinho confundem-se com a meditação sobre o destino do homem.

FAMÍLIA

Nasceu Aurelius Augustinus em 15 de novembro de 354, na cidade de Tagaste, Numídia, uma província romana no Norte da África (atualmente o nome da cidade é Souk-Ahras, e fica na Argélia). Seu pai, chamado Patrício, era um pagão de personalidade violenta.

Sua mãe era Santa Mônica, uma mulher de bom coração, que aos poucos foi domando o caráter agressivo do marido; ao mesmo tempo, educou Agostinho e dirigiu o menino pelo caminho da cristianismo, fazendo dele catecúmeno.  Foi Santa Mônica a principal responsável por Agostinho vir a se tornar um santo.

CURTINDO A VIDA ADOIDADO

Santo Agostinho foi na juventude uma espécie de James Dean (essa referência é somente para os fortes) da sociedade decadente do Império Romano do Ocidente moribundo. Bom aluno, foi mandado para Cartago, o principal centro de estudos e a maior cidade da África, uma espécie de Los Angeles para malucos superdotados e um centro de esbórnia.

Como todo jovem sem supervisão (tinha dezessete anos) vivia na boemia. Das suas relações, digamos, “acadêmicas”, nasceu seu único filho, Adeodato. Apesar das suas maluquices juvenis, Santo Agostinho foi um grande pai e nunca abandonou o filho.

Os jovens de hoje, que se acham tão espertos, não sabem, de fato, nada. Santo Agostinho, em 371, já vivia e sentia exatamente as mesma coisas que eles, só que sem smartphone e Ipad. E como eles, Santo Agostinho sentia o vazio de uma existência sem sentido. Graças a Deus, não existia as parafernalhas de hoje, e Agostinho pôde ler sem Kindle o diálogo “Hortêncio” de Cícero, que versa sobre a possibilidade da eterna bem-aventurança. Vejamos um trecho:

“Se tudo acaba com a vida presente, não é já pequena sorte o ter ocupado a existência no estudo de assunto tão importante; se, como tudo parece indicar, nossa vida continua depois da morte, a investigação constante da verdade é o meio mais seguro para preparar-nos para esta outra existência.”

Esse tipo de conhecimento estava além da capacidade de seus mestres pagãos. Agostinho sentia falta do Salvador, do Mestre dos mestres que havia conhecido através de sua mãe. Mas para saciar sua necessidade de Jesus, ele precisava fazer um duplo sacrifício: a submissão da inteligência e a pureza da vida. Definitivamente, o jovem Agostinho ainda não estava preparado para tanto.

APÓSTOLO DO ERRO MANIQUEÍSTA

O paganismo não era um caminho aceitável para Agostinho. Voltou-se para o estudo das Sagradas Escrituras, mas quem lhe daria o entendimento dessa leitura? Como sabemos, somente a Igreja Católica é capaz da fazê-lo, por sua autoridade. Mas esse caminho é deveras difícil, por conta das crenças errôneas que confundiam a razão de Agostinho.

Contrapunha-se à Sã Doutrina a heresia maniqueísta, uma seita em que os mestres desprezavam os dogmas da fé católica e adoravam às artes e letras profanas. Era um tipo de relativismo antigo, onde o juízo pessoal era a medida fé. Sem contar que a dualidade (Deus bom em oposição a Deus mau) era suficiente para jogar a culpa do pecado na influência alheia. Seríamos eternos coitadinhos por essa ótica, sempre podendo imputar a culpa dos nossos mal feitos no Deus mau. Que lindo!

Analisando o mundo a nossa volta, podemos ver claramente que o maniqueísmo não morreu. “Sou um menino malvado, a culpa não é minha, é do Deus mau! Eu acredito no Deus bom! Ai de mim!”. Para os moleques da época isso era muito atraente, pois era a justificativa para qualquer bobagem que viessem a cometer.

Santo Agostinho abraçou o maniqueísmo com toda a vontade e tornou-se um dos seus principais apóstolos, levando para essa heresia muitos dos seus companheiros de cátedra. Chegou até a tentar converter sua mãe, mas com Santa Mônica isso demonstrou ser uma tremenda perda de tempo.

O SONHO DE SANTA MÔNICA

Por aquela época, Santa Mônica teve um sonho profético sobre seu filho rebelde. Um anjo lhe disse:

“Onde tu estás, ele também está.” 

santa_monicaO confessor a quem Santa Mônica confiava suas angústias aconselhou-a a continuar rezando por Agostinho. Graças às preces da mãe, chegaria o dia em que o filho retornaria ao caminho de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Agostinho voltou para sua cidade natal e tornou-se professor de retórica. Mas o lugar era pequeno demais para suas ambições e brilhantismo. Retornou a Cartago, onde suas carreira deslanchou a ponto de buscar novos horizontes na capital do Império, Roma.

Ao partir da África, já tinha se desligado dos maniqueístas – perseverar em furada não era mesmo a dele. A princípio, não adotou uma nova fé, decidiu esperar para que a verdade se apresenta-se a ele com plena certeza.

DEUS E PLATÃO

Em Roma, abriu a Cátedra de Retórica nos mesmos moldes que havia feito em Tagaste e em Cartago. Seus primeiros alunos eram os mesmos que o acompanhavam desde Cartago, e a esses juntaram-se novos e tanto uns quantos outros que não pagavam um centavo.

Para se sustentar, Santo Agostinho arrumou um emprego na Cátedra de Milão, onde entrou em contado com a obra de Platão que tinha acabado de ser traduzida por Vitoriano do grego para o latim (observem que JÁ EXISTIA TRADUÇÕES DE PLATÃO EM LATIM NO SÉCULO IV. Quem é que precisava de árabes, bwana!!!????). Foi o velho filósofo que mostrou a Agostinho que a visão maniqueísta de um Deus basicamente materialista nada tinha a ver com a realidade de um Deus criador.

AS ORAÇÕES DE SANTA MÔNICA

Platão foi o primeiro passo da conversão de Santo Agostinho, mas ainda não era suficiente, pois este mostrava o verdadeiro Deus, mas não mostrava o caminho para o convívio dos eleitos. Essa segunda etapa só seria possível ao entregar-se nos braços de Nosso Senhor Jesus Cristo. Foram as orações de sua mãe Santa Mônica que possibilitaram esta graça. Foi a santa juntar-se ao filho amado em Milão.

A primeira coisa com que ela teve que lidar foi com a união ilegítima de Santo Agostinho com a mãe de seu filho Adeodato. A mãe do menino era um mulher de bom coração, e consentiu em separar-se de Adeodato e retornar a Tagaste, onde viveu seus dias em retiro, servindo a Deus. Agostinho ainda não sentia-se pronto para entregar-se a Cristo e ainda era prisioneiro de suas paixões.

Foi por meio da mediação de Santa Mônica que Agostinho conheceu Santo Ambrósio, bispo de Milão, de quem se tornou discípulo. Santo Ambrósio que colocou Santo Agostinho na linha de uma vez por todas. Baixando a bola, ele venceu seu orgulho e voltou a ler e estudar as Escrituras, em especial as Epístolas de São Paulo, onde encontrou a cura para suas tentações do mundo (eu mesmo preciso fazer isso sempre e sempre devemos fazê-lo, para salvação de nossas almas).

Outro fato interessante e que teve forte impacto em Santo Agostinho foi a conversão de Vitorino, o filósofo que havia traduzido Platão para o latim.

ENFIM, A CONVERSÃO

Agosto de 386. Agostinho vivia em Milão com sua mãe, seu filho e alguns amigos. Entre esses amigos, havia um certo Alípio, que servia-lhe como confessor de suas angústias espirituais. Receberam um dia a visita de Ponticiano que, vendo espalhadas sobre a mesa as cartas de São Paulo, congratulou Agostinho por se ocupar daquele tipo de leitura.

Mas Ponticiano não era exatamente uma sumidade intelectual; o fato daquele humilde amigo estar mais próximo de Deus do que ele naquele momento, mesmo com toda sua inteligência, deixou Agostinho perturbado. Agostinho parecia dividido entre o chamado de Deus e o chamado do mundo, exatamente como quase todos nós.  Foi ao ler a seguinte passagem das cartas de São Paulo que se fez luz em sua alma:

“Nada de comilança, nem bebedeiras, nada de luxúria, nem de desfreamento, nada de brigas nem invejas; ao contrário, revesti-vos de Jesus Cristo, o Senhor, e não busqueis satisfazer os baixos instintos” (Romanos).

O batismo de Santo Agostinho foi realizado por Santo Ambrósio, em Milão. Eles compuseram juntos na ocasião o cântico “Te Deum laudanus”, que se tornou o hino litúrgico de ação de graças de toda Igreja Católica. Um momento de enorme dor seguiu-se: pouco tempos depois, Adeodato, o filho de Santo Agostinho, morreu.

Convertido, Agostinho retornou à África, tendo junto consigo Santa Mônica. Durante a longa viagem, fizeram uma parada em Óstia, e aí sua mãe veio a adoecer e faleceu, cinco dias depois.

O APOSTOLADO DE SANTO AGOSTINHO

Depois de prantear sua mãe, Santo Agostinho iniciou seu projeto de vida religiosa. O então bispo de Hipona, Valério, conferiu-lhe o sacerdócio em 391. A partir daí, Santo Agostinho instituiu uma ordem religiosa (que subsiste até hoje e segue a mesma regra) que unia o apostolado com os exercícios de claustro. Fundou também um convento, do qual sua irmã mais velha tornou-se a primeira superiora.

Foi após a morte de Valério que Santo Agostinho se tornou Bispo de Hipona. Suas principais atividades como bispo foram: direção de monastérios, instrução dos fiéis e defesa da Igreja a contra as heresias. Foi o mais severo demolidor dos hereges arianos, maniqueístas, pelagianos e donatistas. Por jogar por terra as ideias de todos esses manés, ficou conhecido como “Martelo dos hereges”. Acabou com o cisma dos donatistas, que destruíram o Norte da África. Defenestrou com o pelagianismo, heresia que dizia que a graça de Deus não era necessária para a salvação, o que lhe valeu um outro famoso título “Doutor da Graça”.

Fonte: ocatequista.com.br 

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz 


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