Arquivo da categoria: Aparições de Nossa Senhora de Fátima

Solene Coroação da Virgem Gloriosa de Fátima – Arautos do Evangelho (Vídeo-áudio)

Solenidade de Nossa Senhora de Fátima 13 de Maio
Solene Coroação da Virgem Gloriosa de Fátima – Arautos do Evangelho

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Ficha
01 Narração – Introdução
02 Toque de Trompete
03 Cantate Domino
04 Narração – Entrada da Imagem Peregrina
05 Toque de Trompete
06 Toque de Percussão
07 Toque de Trompete
08 Vivas
09 Quão Formosa Sois, ó Maria!
10 Toque de Trompete
11 Ouverture da Obra “The Occasional Oratorio”
12 Ave Maria
13 Conclamação
14 Narração – Imposição do Santo Rosário
15 Toque de Trompete
16 Ouverture da Obra “The Royal Fireworks Music”
17 Toque de Trompete
18 Santa e Imaculada Rainha
19 Narração – Proclamação do Triunfo de Maria
20 Vossa Destra Merecerá
21 Narração – Invocação ao Espírito Santo
22 Vinde, ó Santo Espírito
23 Narração – Coroação da Imagem Peregrina
24 Toque de Trompete
25 Vinde Senhora e Reinai
26 Martial Symphony da Obra “Belshazzar, an Oratorio”
27 Narração
28 Marcia Trionfale dell’Opera Aida
29 Hallelujah Chorus da Obra “The Messiah, an Oratorio”
30 Narração – Consagração a Jesus por Maria
31 Oração
32 Encerramento – Ó Glória Incomparável
33 Narração – Cortejo de Saída
34 Hino Pontifício

Produção: Associação Internacional de Direito Pontíficio

Reprodução e Edição de Portal Terra de Santa Cruz
Gravação: Sob licença da Associação Cultural de Nossa Senhora de Fátima

Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização 

ESPECIAL FÁTIMA 100 ANOS: A vida mística dos pastorinhos de Fátima, Francisco e Jacinta

Lúcia, Jacinta e Francisco eram, antes de 1916, crianças católicas do vilarejo de Aljustrel, na diocese de Leiria, Portugal. Brincavam como todas as crianças, gostavam de jogos e de dançar animados, enquanto pastoreavam as ovelhas da família. Viviam um catolicismo verdadeiro, porém como muitas crianças, limitavam-se ao mínimo necessário. Lúcia conta que às vezes, para que o terço passasse mais depressa, em vez de rezar as orações completas, limitavam-se a dizer: Pai Nosso, Ave Maria, Ave Maria, Ave Maria…. Ora, para que estas alminhas, inocentes e comuns, pudessem ter a honra de ver Nossa Senhora, um anjo lhes aparecerá por três vezes, fazendo dessas crianças verdadeiras almas de oração.

 Vamos acompanhar a transformação.

 Estamos em 1916.

 Na primavera deste ano (março ou abril), Lúcia, Jacinta e Francisco estavam na Loca do Cabeço pastoreando as ovelhas quando viram um ser luminoso vindo em sua direção. Ele tinha os traços de um rapaz de 14 a 15 anos. O anjo lhes disse:

«Não tenham medo. Rezem comigo».

 E num gesto de grande familiaridade e simplicidade, pôs-se ao lado das crianças e prostrando-se com o rosto por terra disse esta oração:

 «Meu Deus eu creio, adoro, espero e amo-Vos; peço-Vos perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam e Vos não amam.

 Orai assim; os Corações de Jesus e Maria estão atentos à voz das vossas súplicas» (2ª Memória).

 E o anjo desapareceu.

 Esta primeira aparição do anjo foi como uma aproximação do sobrenatural na vida das crianças. Servirá para familiariza-las com os seres e os costumes do céu: a adoração, os atos de fé, esperança e caridade, a reparação e o nome de Deus, deste Deus atento às suas súplicas. A própria Lúcia, na 4ª Memória, dirá que «Levados por um movimento sobrenatural, imitamo-lo e repetimos as palavras que o ouvimos pronunciar».

Nossos pastorinhos, doravante alunos do céu, sentirão imediatamente o peso da presença da vida sobrenatural. Passarão vários dias num estado de abatimento físico, de recolhimento, de um silêncio difícil de ser rompido e principalmente de paz interior.

«Acontece, porém, ainda depois de passado, ficar a vontade tão embebida e o entendimento tão absorto, que assim permanecem o dia todo e até vários dias…Quando volta a si, está com tão imensos lucros e tem em tão pouco as coisas da terra que todas lhe parecem cisco em comparação do que viu. Daí em diante vive muito penada, e tudo o que lhe costumava causar prazer não lhe infunde a menor consolação.» – Sta Tereza d’Avila, Castelo Interior, Sextas Moradas, cap. IV e V

 Tinham dificuldade de brincar, de falar e até mesmo de se mover. Daí em diante eles passarão várias horas em oração, prostrados como o amigo do céu, repetindo: Meu Deus eu creio, adoro, espero e vos amo…. Só muitos dias depois que este estado de alma diminuirá pouco a pouco.

 Eis como nos conta Lúcia, na 4ª Memória:

«A atmosfera do sobrenatural, que nos envolveu era tão intensa que quase não nos dávamos conta da própria existência, por um grande espaço de tempo, permanecendo na posição em que nos tinha deixado, repetindo sempre a mesma oração. A presença de Deus sentia-se tão intensa e íntima, que nem mesmo entre nós nos atrevíamos a falar. No dia seguinte, sentíamos o espírito ainda envolvido por essa atmosfera, que só muito lentamente foi desaparecendo. Nesta aparição, nenhum pensou em falar, nem em recomendar segredo. Ela de si o impôs. Era tão íntima, que não era fácil pronunciar sobre ela a menor palavra. Fez-nos talvez também maior impressão por ser a primeira assim manifesta».

 A segunda aparição foi no verão deste mesmo ano (julho ou agosto). Será a segunda lição de vida sobrenatural, centrada sobre o espírito de sacrifício. Após lhes dizer para rezar muito, o anjo acrescenta:

 – Os Corações Santíssimos de Jesus  e Maria têm sobre vós desígnios de misericórdia. E acrescenta: Oferecei constantemente ao Altíssimo orações e sacrifícios.

 – Como nos havemos de sacrificar? pergunta Lucia.

 – De tudo o que puderes oferecei a Deus sacrifício em ato de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido, e súplica pela conversão dos pecadores. Atraí, assim, sobre a vossa Pátria a Paz….sobretudo aceitai e suportai com submissão os sofrimento que o Senhor vos enviar.(2ª Memória)

Eis, então, que Deus pede a Lúcia e seus companheiros muito mais do que na primeira vez. É normal que eles tenham perguntado ao anjo como se sacrificar. Para crianças daquela idade a palavra sacrifício tem um sentido limitado, infantil. Deus queria que eles fossem além. Por isso o anjo lhes ensina a se sacrificar, e traz para eles algumas noções até então ignoradas: ato de reparação pelos pecados, súplica pela conversão dos pecadores, aceitação das cruzes que Deus nos envia.

 Que impressão causou esta nova lição do anjo, em suas almas? Lúcia nos conta:

«Estas palavras do Anjo gravaram-se em nosso espírito, como uma luz que nos fazia compreender quem era Deus; como nos amava e queria ser amado; o valor do sacrifício, e como ele lhe era agradável; como, por atenção a ele, convertia os pecadores. Por isso, desde esse momento começamos a oferecer ao Senhor tudo o que nos mortificava, mas sem discorrermos a procurar outras mortificações ou penitências, exceto a de passarmos horas seguidas prostrados por terra, repetindo a oração que o Anjo nos tinha ensinado». (4ª Memória)

Vemos neste texto a origem da grande mortificação das três crianças. Ela não nasceu de uma vontade mórbida qualquer, de um fanatismo fabricado pela imaginação; ela não lhes foi inspirada por nenhum sacerdote exagerado. A luz divina que invadiu suas almas as levou com mansidão e naturalidade a um conhecimento tal da vida divina, do olhar de Deus sobre nós, que eles não conseguiriam mais viver sem este espírito e prática do sacrifício reparador.

 É de se notar que os efeitos da primeira aparição limitam-se a um estado de alma por certa presença do sobrenatural. Nesta, trata-se de um verdadeiro conhecimento de Deus e de seu relacionamento com suas almas.

Por aí se vê que é impossível proceder da imaginação. Também não pode ser obra do demônio, pois não tem ele poder para apresentar coisas que tanta operação e paz e sossego e aproveitamento produzem na alma. Especialmente três são os frutos que deixa em subido grau.
Primeiro: conhecimento da grandeza de Deus, a qual se nos dá a entender na medida das luzes maiores que temos sobre Ele.
Segundo:  conhecimento próprio e humildade, ao ver como criatura tão baixa em comparação do Criador de tantas grandezas, ousou ofendê-lo; até mesmo não sabe como se atreve a por nele os olhos.
Terceiro: baixo apreço de todas as coisas da terra, com exceção das que lhe podem ser úteis para serviço de tão grande Deus. – Sta Tereza d’Avila, Castelo Interior, Sextas Moradas, cap. V

A terceira aparição do Anjo levará a formação espiritual das crianças a um ponto altíssimo, onde a própria comunhão eucarística marcará a Caridade que Deus lhes comunica.

Estavam eles numa gruta de difícil acesso, para rezar escondidos. Estavam assim, prostrados, repetindo a oração do Anjo: “Meu Deus eu creio, adoro…etc.”

«Não sei quantas vezes tínhamos repetido esta oração, quando vemos que sobre nós bilha uma luz desconhecida. Erguemo-nos para ver o que se passava, e vemos o Anjo, tendo na mão esquerda um cálice, sobre o qual está suspensa uma Hóstia, da qual caem algumas gotas de sangue dentro do cálice. O Anjo deixa suspenso no ar o cálice, ajoelha junto de nós e faz-nos repetir três vezes:

–         Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, ofereço-Vos o Preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-Vos a conversão dos pobres pecadores.

 Depois levanta-se, toma em suas mãos o cálice e a Hóstia. Dá-me a Sagrada Hóstia a mim, e o Sangue do cálice dividiu-O pela Jacinta e o Francisco, dizendo ao mesmo tempo: – Tomai e bebei o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, horrivelmente ultrajado pelos homens ingratos! Reparai os seus crimes e consolai o vosso Deus. E prostrando-se de novo em terra, repetiu conosco outras três vezes a mesma oração e desapareceu. Nós permanecemos  na mesma atitude, repetindo sempre as mesmas palavras, e quando nos erguemos vimos que era noite, e por isso horas de virmos para casa» (2ª Memória)

Na quarta Memória, Lúcia dá detalhes sobre as conseqüências desta última aparição do Anjo:

«A força da presença de Deus era tão intensa que nos absorvia e aniquilava quase por completo. Parecia privar-nos até do uso dos sentidos corporais por um grande espaço de tempo. Nesses dias, fazíamos as ações materiais como que levados por  esse mesmo ser sobrenatural que a isso nos impelia. A paz e felicidade que sentíamos era grande, mas só íntima, completamente concentrada a alma em Deus. O abatimento físico que nos prostrava também era grande».

Um pouco antes ela escrevia: «Na terceira aparição a presença do sobrenatural foi ainda muitíssimo mais intensa. Por vários dias nem mesmo o Francisco se atrevia a falar. Depois dizia: Gosto muito de ver o Anjo; mas o pior é que depois não somos capazes de nada! Eu nem andar podia! Não sei o que tinha».

Era tanto o abatimento espiritual e corporal, era tal o  êxtase dessas crianças, que nem viram a noite chegar: «Apesar de tudo, foi ele (Francisco) que se deu conta das proximidades da noite. Foi quem disso nos advertiu e quem pensou em conduzir o rebanho para casa».

Procurei citar toda a passagem das Memórias de Lúcia devido ao seu caráter eminentemente sobrenatural. É muito difícil ler estas palavras e dizer que tudo foi invenção. Os detalhes de vida espiritual são muito fortes. Já estavam as crianças levadas espiritualmente à oração constante e mortificada. O Anjo lhes ensina uma oração nova, onde destacamos:

–          a adoração à Santíssima Trindade
–          o oferecimento de Jesus na Sagrada Hóstia como reparação
–          o Imaculado Coração de Maria medianeira de todas as graças, participando dos méritos do Sagrado Coração.

 Lúcia conta que recebeu uma verdadeira hóstia. Jacinta recebe o Preciosíssimo Sangue sabendo que é a comunhão. Já Francisco não percebe de imediato que está comungando.

 Só passados alguns dias, quando conseguem falar novamente, é que o menino pergunta:

«O Anjo, a ti deu-te a Sagrada Comunhão; mas a mim e à Jacinta, que foi o que ele nos deu?!

Foi também a Sagrada Comunhão! respondeu a Jacinta numa alegria indizível. Não vês que era o Sangue que caía da Hóstia?!

 E Francisco diz então estas palavras, que são a prova da veracidade das graças com as quais Deus enchia estas almas infantis:

 «–Eu sentia que Deus estava em mim, mas não sabia como era!

 E prostrando-se por terra, permaneceu por largo tempo, com sua irmã, repetindo a oração do Anjo: Santíssima Trindade…etc.».

Aqui se lhe comunicam todas três Pessoas, e lhe falam, e lhe dão a compreender aquelas palavras do Senhor no Evangelho, quando disse que viria Ele com o Pai e o Espírito Santo a morarem na alma que o ama e guarda os seus mandamentos… E cada dia se admira mais esta alma, porque lhe parece que as Pessoas Divinas nunca mais se apartaram dela; antes, notoriamente vê que, do modo sobredito, as tem em seu interior, no mais íntimo, num abismo muito fundo; e não sabe dizer como é, porque não tem letras, mas sente em si esta divina companhia.  – Sta Tereza d’Avila, Castelo Interior, Sétimas Moradas, cap. I

 É no exemplo vivo desta criança que aprendemos o que muitos espirituais nos ensinam com palavras humanas e que nos torna difícil a compreensão do que seja a Santa Comunhão. Que extraordinária ação de graças fazem estas crianças, dias depois de receberem a comunhão, milagrosamente, das mãos de um Anjo, elevadas a um júbilo sobrenatural ao compreenderem que era Jesus escondido que os visitara.

 A lição estava dada, a formação espiritual alcançara um grau em que já era possível que elas entendessem profundamente as graças que a Mãe do Céu viria lhes dar.

 A história da vida de oração, da vida interior deles, apenas começava. E se foi com razão que disseram que o grande milagre de Lourdes foi a alma de Santa Bernadete, podemos dizer o mesmo destas três crianças, ou pelo menos das duas menores, visto que Lúcia ainda vive.

 As aparições de Nossa Senhora

 Chegamos ao dia 13 de maio de 1917.

 Comecemos pela descrição que Lúcia nos faz na sua 4ª Memória. Transcrevo-a toda para os que nunca a leram. As crianças viram um reflexo de luz no céu, como um relâmpago, e com medo de uma chuva, vão tocando as ovelhas em direção à casa, quando vêem um segundo clarão e, logo depois, uma senhora sobre uma carrasqueira «Vestida de branco, mais brilhante que o sol, espargindo luz mais clara e intensa que um copo de cristal cheio d’água cristalina, atravessado pelos raios do sol mais ardente…estávamos tão perto que ficávamos dento da luz que a cercava ou que ela espargia. Talvez a metro e meio de distância, mais ou menos». Esta proximidade com a luz  que dela saía tem sua importância pelo que virá.

 «– Não tenhais medo. Eu não vos faço mal.
– De onde é vossemecê? perguntei.
– Sou do Céu.
– E o que é que Vossemecê me quer?
– Vim para vos pedir que venhais aqui seis meses seguidos, no dia 13, a esta mesma hora. Depois vos direi quem sou e o que quero. Depois voltarei ainda aqui uma sétima vez.
– E eu também vou para o Céu? – Sim, vais.
– E a Jacinta?  – Também.
– E o Francisco? – Também, mas tem que rezar muitos Terços.»

Depois desta introdução, que segue com perguntas sobre as amigas de Lúcia já falecidas, Nossa Senhora dirá o que realmente quer das crianças, dizendo coisas parecidas com as palavras do Anjo, já conhecidas dos três. Não vemos aqui Nossa Senhora ensinando-os a rezar ou as crianças perguntando do que se trata. Tudo é claro e rápido:

– «Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser enviar-vos, em ato de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido, e de súplica pela conversão dos pecadores?
– Sim, queremos.
– Ide pois, ter muito que sofrer, mas a graça de Deus será o vosso conforto.

Dentro do nosso estudo das graças místicas das três crianças, temos os seguintes elementos nesta primeira aparição:
–          elas se encontram dentro da luz que emana da Virgem.
–          Nossa Senhora lhes pede sofrimentos e eles aceitam já sabendo do que se trata.
–          Ela confirma que sofrerão muito e terão o socorro especial da graça de Deus.

 O que segue, é a conseqüência disso:

«Foi ao pronunciar as últimas palavras que abriu pela primeira vez as mãos, comunicando-nos uma luz tão intensa, como que reflexo que delas expedia, que nos penetrava no peito e no mais íntimo da alma, fazendo-nos ver a nós mesmos em Deus, que era essa luz, mais claramente que nos vemos no melhor dos espelhos.»

 Estando dentro da luz que emana de Nossa Senhora elas vêem, das palmas das mãos da Senhora, brotar mais luz ainda. E essa nova luz penetra no íntimo de suas almas, dando-lhes  um conhecimento que uma simples criança não poderia ter: conhecimento de si mesmos em Deus que era aquela luz. Ora, isso é o que acontecerá conosco no céu. Durante alguns instantes, que não foram demorados, mas também não foram muito rápido, elas estiveram no céu. O que mais impressiona é que elas não tenham morrido de amor, passando do êxtase para a glória. O fato é que a terra, naquele momento desapareceu para eles:

«Então, por um impulso íntimo, também comunicado, caímos de joelhos e repetíamos intimamente: “Ó Santíssima Trindade, eu Vos adoro. Meu Deus, meu Deus, eu Vos amo no Santíssimo Sacramento”. Passados os primeiros momentos Nossa Senhora acrescentou: Rezem o Terço todos os dias, para alcançarem a paz para o mundo e o fim da guerra».

Nossa Senhora não repetiu para eles a oração. Ela brota da iluminação em que estão mergulhados. A Santíssima Trindade já era deles conhecida pela oração do Anjo, assim como o amor por Jesus escondido no Santíssimo Sacramento. Ambos lhes foram comunicados na terceira aparição do Anjo, quando as crianças comungam de suas mãos.

 É preciso compreender que o que há de mais rico e elevado nesta aparição de Nossa Senhora está escondido no coração das crianças: «Omnis glóriae filiae Regis ab intus – toda a glória da filha do Rei vem do interior» (Sl.44). E a Virgem Maria permanece ali, no silêncio das colinas de Fátima, rodeada por três inocentes criancinhas, mergulhadas num êxtase de amor. Quanto tempo ficou ali a Mãe de Deus? Ninguém sabe.

Na verdade, o que Nossa Senhora comunicou às almas das crianças naquele momento foi algo diferente das aparições do Anjo: «A aparição de Nossa Senhora veio de novo a concentrar-nos no sobrenatural, mas mais suavemente. Em vez daquele aniquilamento na Divina presença, que prostrava mesmo fisicamente, deixou-nos uma paz e alegria expansiva que nos não impedia falar, em seguida, de quanto se tinha passado.» (4ª Memória).

 E, de fato, os três falavam entre si com facilidade sobre o grande acontecimento. Jacinta será mesmo indiscreta, contando em casa o acontecido, o que será motivo de muito sofrimento e humilhações para os três.

«…foi ela que, não podendo conter em si tanto gozo, quebrou o nosso contrato de não dizer nada a ninguém. Quando, nesta mesma tarde, absorvidos pela surpresa, permanecíamos pensativos, a Jacinta, de vez em quando, exclamava com entusiasmo: Ai! que Senhora tão bonita!» (1ª Memória)

 E Francisco também expansivo:

 «Oh! Minha Nossa Senhora, terços rezo todos quantos Vós quiserdes!» E ainda: «Gostei muito de ver o Anjo; mas gostei ainda mais de Nossa Senhora. Do que gostei mais foi de ver a Nosso Senhor naquela luz que Nossa Senhora nos meteu no peito. Gosto tanto de Deus! Mas Ele está tão triste por causa de tantos pecados. Nós nunca havemos de fazer nenhum.»

 A vida dos pastores se transforma e seria muito longo nós comentarmos todas as impressionantes mortificações que eles farão, pela conversão dos pecadores, para que as almas não se percam no inferno, para consolar o Bom Deus já tão ofendido.

No entanto devemos marcar a vocação própria dos dois menores: Jacinta fica muito impressionada com o inferno, antes mesmo de terem a visão da terceira aparição; a pequenina pensa com freqüência nos pobres pecadores que sofrerão para sempre ali.

Francisco, o mais interior dos três, isola-se em oração, rezando o Terço, pensando sempre em consolar a Deus.

Mas as graças não param na primeira aparição. Suas almas ainda têm mais a aprender sobre Deus e sobre elas mesmas. E a lição de vida mística continuará na segunda aparição.

A Segunda Aparição: 13 de junho de 1917.

Tanto pelas palavras de Nossa Senhora quanto pela visão da luz que se irradia novamente de suas mãos, esta segunda aparição nos mostra a missão de cada uma delas e a  importantíssima revelação da devoção ao Imaculado Coração de Maria:

Queria pedir-lhe para nos levar para o Céu.
–  Sim, a Jacinta e o Francisco levo-os em breve. Mas tu ficas cá m ais algum tempo. Jesus quer servir-se de ti para Me fazer conhecer e amar. Ele quer estabelecer no mundo a devoção a Meu Imaculado Coração.
–  Fico cá sozinha? perguntei com pena.
–  Não filha. E tu sofres muito?! Não desanimes. Eu nunca te deixarei. O meu Imaculado Coração será o teu refúgio, e o caminho que te conduzirá até Deus.

Foi no momento em que disse estas últimas palavras que abriu as mãos e nos comunicou, pela segunda vez, o reflexo dessa luz imensa. Nela nos víamos como que submergidos em Deus. A Jacinta e o Francisco parecia estarem na parte dessa luz que se elevava para o Céu, e eu na que se espargia sobre a terra. À frente da palma da mão direita de Nossa Senhora estava um coração cercado de espinhos que parecia estarem-lhe cravados. Compreendemos que era o Imaculado Coração de Maria, ultrajado pelos pecados da humanidade, que queria reparação.» (4ª Memória)

 Esta visão sublime e tão importante foi como um segredo que eles conseguiram guardar, pois tratava-se da vida deles. Só em 1941, ao redigir estas Quartas Memórias, é que irmã Lúcia revelará ao mundo esta luz.

 Porém, o modo como Deus se serviu de seus inocentes amiguinhos para revelar ao mundo o Imaculado Coração de sua Mãe Santíssima é outra marca da grandeza dos acontecimentos de Fátima.

«Parece-me que neste dia, este reflexo teve por fim principal infundir em nós um conhecimento e amor especial para com o Coração Imaculado de Maria, assim como das outras duas vezes o teve, me parece, a respeito de Deus e do mistério da Santíssima Trindade.» (3ª Memória).

Vemos assim que não foi por causa da visão do Coração na palma da mão que os corações das crianças passaram a ter grande amor pelo Imaculado Coração, mas sim pela luz divina que lhes foi comunicada, com o conhecimento infuso da realidade de fé que se escondia por detrás daquela visão extraordinária. Devoção real, sólida, profunda, sem nada de sentimental. «Desde esse dia sentimos no coração um amor mais ardente pelo Coração Imaculado de Maria.A Jacinta dizia-me de vez em quando: “Aquela Senhora disse que o Seu Imaculado Coração será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá a Deus. Não gostas tanto? Eu gosto tanto do seu Coração. É tão bom!» E antes de ir para o hospital ela insistia com Lúcia para não ter medo de, chegada a hora, dizer ao mundo que Deus queria a devoção ao Imaculado Coração de Maria.

 Não sei se as longas citações das Memórias de Irmã Lúcia nos desvia das considerações de ordem espiritual, no sentido da vida mística das crianças. Mas tudo o que foi citado mostra as principais etapas e acontecimentos que foram formando e elevando as suas almas.

Assim é que, entre a segunda e a terceira aparição aconteceu um fato de grande importância para o que estamos a tratar. Lúcia passa por uma grande noite da Fé. Ela, cheia de dúvidas, achando que tudo aquilo pode ser do demônio, e os seus priminhos chorando e sofrendo por ver a prima naquele estado. Grandes purificações para grandes almas. Todos os esforços foram vãos para convencer a mais velha, que só foi ao encontro por ter sido arrancada de sua casa por um impulso mais forte do que ela, indo encontrar os dois pequenos chorando de joelhos em sua casa. E Francisco dirá depois como se comporta os santos diante das grandes decisões: «Credo! Aquela noite não dormi nada; passei-a toda a chorar e a rezar para que Nossa Senhora te fizesse ir!» (4ª Memória)

 Eles estavam, enfim, prontos para a grande revelação que Nossa Senhora queria lhes fazer.

A Terceira Aparição: 13 de julho de 1917.

A narrativa da terceira aparição nos afastaria do nosso assunto. Lembremos apenas que ela é o centro do conjunto de aparições e de fatos sobrenaturais que as três crianças assistiram:

– a visão do inferno para onde vão as almas dos pecadores
– o Imaculado Coração de Maria como remédio para salvar a humanidade desse inferno
– a Rússia, castigo para esse mundo pecador
– a terceira parte do segredo, que segundo testemunho de altas personalidades da Igreja, que a leram, fala da terrível crise de fé que assola o mundo e a Igreja desde o último Concílio.

O que mais nos interessa aqui é a impressão que lhes ficou da visão do inferno e das profecias ditas por Nossa Senhora: «Na terceira aparição, o Francisco pareceu ser o que menos se impressionou com a vista do Inferno, embora lhe causasse também uma sensação bastante grande. O que mais o impressionava ou absorvia era Deus, a Santíssima Trindade, nessa luz imensa que nos penetrava no mais íntimo da alma. Depois dizia: “Nós estávamos a arder naquela luz, que é Deus e não nos queimávamos! Como é Deus!…não se pode dizer! Isto sim, que a gente nunca pode dizer! Mas que pena Ele estar tão triste! Se eu O pudesse consolar!…» (4ª Memória)

 Esta elevada e bela afirmação vem se juntar a todas as outras que já fizemos da vida de Francisco Marto, onde sua alma de criança e de santo se desenha com tanta clareza, inundada desta graça de vida mística, de vida perdida em Deus.

Jacinta, ela, viverá até o fim com esta visão do inferno diante de si, como um aguilhão que lhe dará sempre mais forças para sofrer: «A vista do Inferno tinha-a horrorizado  a tal ponto que todas as penitências e mortificações lhe pareciam nada, para conseguir livrar de lá algumas almas… Algumas pessoas, mesmo piedosas, não querem falar às crianças do Inferno, para não as assustar; mas Deus não hesitou em mostrá-lo a três e uma de seis anos apenas, e que Ele sabia se havia de horrorizar a ponto de, quase me atrevia a dizer, de susto se definhar.

 Com freqüência se sentava no chão ou nalguma pedra e pensativa começava a dizer: “O inferno, o inferno! Que pena eu tenho das almas que vão para o inferno! E as pessoas lá, vivas, a arder como a lenha no fogo! E meio trêmula ajoelhava, de mãos postas, a rezar a oração que Nossa Senhora nos havia ensinado: “Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do Inferno, levai as alminhas todas para o Céu, principalmente as que mais precisarem”.» (3ª Memória)

Muitas graças extraordinárias são descritas por Lúcia sobre seus primos. A visão que Francisco tem de um demônio, como o que eles viram na visão do inferno, a visão que Jacinta tem do Papa, bi-locação, as profecias sobre as modas que ofenderão a Deus. Um pouco antes de sua morte, Nossa Senhora aparece para ela e lhe pergunta se ela aceita continuar a salvar as almas do inferno. Todas elas são confirmações, conseqüências da elevação a um alto grau de santidade operada pelo aprendizado do Céu, desde as aparições do Anjo até a morte das duas crianças. Mas voltemos ao dia 13 de julho:

Quando Nossa Senhora chega sobre a azinheira, Lúcia fica muda, em êxtase, diante dessa luz intensa, da qual ela tinha duvidado. Foi Jacinta que a alertou: fale pois ela já está falando com você. Lúcia, sempre discreta sobre as graças recebidas por ela própria ficará sempre com saudades do céu, e quando ela manifestava isso a eles, Jacinta lhe lembrava que o Imaculado Coração de Maria seria o seu refúgio. Sua missão quase profética de anunciar a revelação do Imaculado Coração de Maria parece, aliás, ter começado ainda no dia da última aparição. Eis o que nos conta o Dr. Carlos Mendes:

 «Quando o sol voltou ao normal, tomei Lúcia nos meus braços para leva-la até o caminho. Meus ombros foram assim o primeiro púlpito de onde ela pregou a mensagem que acabara de lhe confiar Nossa Senhora do Rosário. Com grande entusiasmo e Fé ela gritava: “Façam penitência, façam penitência! Nossa Senhora quer que façais penitência. Se fizerdes penitência a guerra acabará”. Ela parecia inspirada. Era impressionante ouvi-la. Sua voz tinha entoações como a voz de um grande profeta

A Continuação

Depois da morte de Francisco e Jacinta, Lúcia continuará recebendo muitas graças e procurando desempenhar seu papel de testemunha da vontade de Nossa Senhora. No dia 10 de dezembro de 1925, apareceu-lhe a Santíssima Virgem e ao lado, suspenso numa nuvem luminosa, um Menino. Nossa Senhora pôs sua mão no ombro da religiosa e mostrou-lhe na palma da outra mão, seu Coração cercado de espinhos. Disse o Menino: “Tem pena do coração de tua Santíssima Mãe, que está coberto de espinhos, que os homens ingratos a todos os momentos lhe cravam, sem haver quem faça um ato de reparação para os tirar.

E Nossa Senhora pede, então, que irmã Lúcia espalhe pelo mundo a devoção dos 5 Primeiros sábados do mês. A todos os que se confessarem, recebendo a Sagrada Comunhão, meditando nos quinze mistérios do Rosário, com o fim de desagravar ao Imaculado Coração de Maria, a boa Mãe do Céu promete assistir na hora da morte com todas as graças necessárias para a salvação. E mais tarde Nossa Senhora explicará porque pediu 5 sábados: porque são cinco as espécies de ofensas e blasfêmias proferidas contra o Imaculado Coração de Maria:

–          blasfêmias contra a Imaculada Conceição
–          contra sua Virgindade
–          contra a Maternidade divina, e recusa de recebe-la como Mãe
–          os que procuram infundir nos corações das crianças a indiferença, o desprezo e até  o ódio para com esta Imaculada Mãe.
–          os que a ultrajam em suas sagradas imagens.

Os grandes mistérios revelados e vividos pelas criancinhas de Fátima continuam, portanto, diante de nós, diante do mundo indiferente. Cabe a cada um de nós tomar a iniciativa de se entregar ao amor desta incomparável Mãe, que trouxe o Céu até a terra, nas terras de Portugal, para a nossa salvação. Que os bem-aventurados Francisco e Jacinta de Fátima intercedam por nós, para que nós estejamos à altura deste amor Maternal que Nossa Senhora quer nos comunicar. Rezemos o Terço todos os dias.

Infor: permanencia.org.br

Reprodução: Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização 

ESPECIAL FÁTIMA 100 ANOS: Entenda a importância dos Papas na propagação da mensagem de Fátima

A relação que cada Papa com as aparições de Nossa Senhora de Fátima foi fundamental para que a devoção se espalhasse mundo afora. Entenda:

Papa Francisco será o quarto pontífice a visitar Portugal, depois de Paulo VI (1967), João Paulo II (1982, 1991 e 2000) e Bento XVI (2010). A visita de Francisco, no centenário das aparições, confirma a ligação do papado ao santuário português, que começa a definir-se já em 1929, com a bênção de uma imagem de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, pelo Papa Pio XI, para a capela do Pontifício Colégio Português de Roma.

Entenda, nos vídeos, a relação que cada Papa teve com as aparições de Nossa Senhora de Fátima e como foram fundamentais para que a devoção se espalhasse mundo afora.

No contexto do centenário das aparições de Nossa Senhora de Fátima, Dom António Marto, bispo de Leiria-Fátima, e Dom Manuel Clemente, Patriarca de Lisboa, explicam como os Papa olharam a mensagem de Fátima.

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Papa Francisco – 12 e 13 de Maio 2017 – Fátima (Portugal)

Por Portal Canção Nova

Fotos: Rádio Vaticano e Reproduções Google 

Reprodução: Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização 

ESPECIAL FÁTIMA 100 ANOS: Criança curada por intercessão dos pastorinhos acompanhará a canonização em Fátima

A criança brasileira curada por intercessão dos Beatos Francisco e Jacinta Marto estará na canonização desses dois videntes da Virgem Maria, no dia 13 de maio, em Fátima, Portugal.

A informação foi confirmada pelo site oficial da visita do Papa Francisco a Fátima, segundo o qual, a criança que recebeu a cura milagrosa acompanhará a celebração junto com sua família.

“No dia 11 de maio, a família vai fazer uma declaração em Fátima sobre o milagre, estando disponível para falar com a Comunicação Social, assistindo, no dia 13, à canonização dos dois Pastorinhos”, informa o comunicado no site.

Entretanto, ressalta que “até lá, a família não vai dar entrevistas nem fazer declarações, por pretender que o seu testemunho seja feito no Santuário de Fátima”.

Explicam ainda que “a identidade da criança, por ser menor, e pormenores exatos da cura estão sob reserva, não podendo ser divulgados pela Postulação da Causa da Canonização dos Santos”.

O milagre reconhecido pelo Papa e que levará à canonização de Francisco e Jacinta, segundo a Rádio Vaticano, diz respeito a uma criança que ficou em coma após cair por acidente de uma janela de cerca de sete metros de altura e teve que ser operada.

Embora os médicos tenham previsto que a criança ficaria com graves sequelas por conta do traumatismo crânio-encefálico, três dias depois, recebeu alta e não ficou com qualquer dano.

O reconhecimento de um milagre realizado por sua intercessão depois da beatificação é um processo da competência da Congregação para a Causa dos Santos, regulado pela Constituição Apostólica Divinus Perfectionis Magister , promulgada pelo Papa São João Paulo II em 1983.

Uma comissão de teólogos analisou a decisão da comissão de peritos ou científica sobre o milagre e recomendou à Congregação a aceitação do mesmo.

Em seguida, o decreto da Congregação para a Causa dos Santos declarando como santos os dois beatos foi submetido à aprovação do Papa Francisco no dia 23 de março.

No último dia 20 de abril, durante o Consistório Ordinário Público para a Canonização dos Beatos, no Vaticano, o Pontífice confirmou que a canonização de Francisco e Jacinta será no dia 13 de maio, em Fátima.

Foto: Facebook Santuário de Fátima

Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização 

ESPECIAL FÁTIMA 100 ANOS: Este foi o milagre que levará à canonização dos Pastorinhos de Fátima

Lucas, um menino brasileiro, foi quem, aos 5 anos, recebeu a cura milagrosa por intercessão dos pastorinhos Francisco e Jacinta, após cair de uma janela e ficar em coma; uma história que foi contada pelos pais do menino curado.

ESPECIAL FÁTIMA 100 ANOS: A Virgem Maria não é uma “santinha” que dá favores baratos, diz Papa Francisco

No marco da vigília de oração pelos 100 anos das aparições da Virgem de Fátima, o Papa Francisco recordou aos fiéis reunidos no santuário mariano que Santa Maria é “Mestra de vida espiritual” e não uma “santinha” que outorga “favores a baixo preço”.

Já se passava das 21h (hora local) quando o Santo Padre chegou ao Santuário de Fátima e rezou em silêncio por cerca de quatro minutos. Em seguida, realizou a bênção das velas das centenas de milhares de pessoas reunidas no local.

Em sua oração, o Santo Padre pediu a Deus que, “por intercessão da Virgem Maria, que aqui se manifestou revestida de Tua luz, faça com que perseveremos na fé”.

Na mensagem que pronunciou pouco depois, o Santo Padre, citando Paulo VI, assegurou que “e queremos ser cristãos, devemos ser marianos” e disse que “sempre que rezamos o Terço, neste lugar bendito como em qualquer outro lugar, o Evangelho retoma o seu caminho na vida de cada um, das famílias, dos povos e do mundo”.

Francisco incentivou a ser “peregrinos com Maria”, mas questionou: “Qual Maria? Uma ‘Mestra de vida espiritual’, a primeira que seguiu Cristo pelo caminho ‘estreito’ da cruz dando-nos o exemplo, ou então uma Senhora ‘inatingível’ e, consequentemente, inimitável?”.

“A ‘Bendita por ter acreditado’ sempre e em todas as circunstâncias nas palavras divinas, ou então uma ‘Santinha’ a quem se recorre para obter favores a baixo preço?”.

O Papa insistiu no questionamento sobre se confiamos na “Virgem Maria do Evangelho venerada pela Igreja orante, ou uma esboçada por sensibilidades subjetivas que A veem segurando o braço justiceiro de Deus pronto a castigar: uma Maria melhor do que Cristo, visto como Juiz impiedoso; mais misericordiosa que o Cordeiro imolado por nós”.

O Santo Padre assinalou que “grande injustiça fazemos a Deus e à sua graça, quando se afirma em primeiro lugar que os pecados são punidos pelo seu julgamento, sem antepor – como mostra o Evangelho – que são perdoados pela sua misericórdia”.

“Devemos antepor a misericórdia ao julgamento e, em todo o caso, o julgamento de Deus será sempre feito à luz da sua misericórdia. Naturalmente a misericórdia de Deus não nega a justiça, porque Jesus tomou sobre Si as consequências do nosso pecado juntamente com a justa pena”.

Francisco destacou que em Santa Maria “vemos que a humildade e a ternura não são virtudes dos fracos mas dos fortes, que não precisam de maltratar os outros para se sentirem importantes”.

“Tomados pela mão da Virgem Mãe e sob o seu olhar, podemos cantar, com alegria, as misericórdias do Senhor. Podemos dizer-Lhe: A minha alma canta para Vós, Senhor”, assegurou.

O Papa destacou também que “nenhuma outra criatura viu brilhar sobre si a face de Deus” como Santa Maria, que “deu um rosto humano ao Filho do eterno Pai, podendo nós agora contemplá-Lo nos sucessivos momentos gozosos, luminosos, dolorosos e gloriosos da sua vida, que repassamos na recitação do Rosário”.

“Com Cristo e Maria, permaneçamos em Deus”, incentivou.

Concluindo sua mensagem, o Santo Padre presidiu a oração do Santo Terço em diversos idiomas, como português, árabe, espanhol, inglês e francês.

Infor: ACIDIGITAL 

Reprodução: Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização 

ESPECIAL FÁTIMA 100 ANOS: Todos os cristãos devem ser marianos, diz Papa Francisco em Fátima

Francisco abençoou as Velas e participou da oração do Terço na Capelinha das Aparições

Na noite desta sexta-feira, 12, primeiro dia da Peregrinação do Papa Francisco ao Santuário de Fátima, em Portugal, o Santo Padre abençoou as velas na Capelinha das Aparições e recitou o terço com a multidão presente em Fátima para as comemorações do Centenário das Aparições.

Desde já desejo assegurar aos que estão unidos a mim, aqui ou em qualquer outro lugar, que os tenho todos no coração. Sinto que Jesus lhes confiou a mim e, a todos, abraço e confio a Jesus, ‘principalmente os que mais precisam», como Nossa Senhora nos ensinou a rezar”, disse o Pontífice em seu discurso.

Francisco destacou que sempre que o Terço é rezado, seja em Fátima ou em qualquer outro lugar, o Evangelho retoma o seu caminho na vida de cada um, das famílias, dos povos e do mundo.

“Se queremos ser cristãos, devemos ser marianos; isto é, devemos reconhecer a relação essencial, vital e providencial que une Nossa Senhora a Jesus e que nos abre o caminho que leva a Ele”, enfatizou o Santo Padre.

Francisco afirmou ainda que “devemos antepor a misericórdia ao julgamento e, em todo o caso, o julgamento de Deus será sempre feito à luz da sua misericórdia”.

O Papa disse ainda que sempre que as pessoas olham para Maria, voltam a acreditar na força revolucionária da ternura e do carinho. “Nela vemos que a humildade e a ternura não são virtudes dos fracos mas dos fortes, que não precisam maltratar os outros para se sentirem importantes. Esta dinâmica de justiça e de ternura, de contemplação e de caminho ao encontro dos outros é aquilo que faz d’Ela um modelo eclesial para a evangelização. Possamos, com Maria, ser sinal e sacramento da misericórdia de Deus que perdoa sempre, perdoa tudo.”

Após o discurso, Francisco acompanhou a oração do terço, e em seguida, recolheu-se à Casa do Carmo, onde pernoita.

Neste domingo, 13, último dia da visita do Papa a Portugal, o Santo Padre preside a Cerimônia de Canonização dos Pastorinhos Francisco e Jacinta, em unidade com as celebrações do centenário das aparições de Fátima.

Por Rádio Vaticano e Site oficial de Fátima

Foto: papa2017.fatima.pt

 

ESPECIAL FÁTIMA 100 ANOS: FÁTIMA PREPARA-SE PARA CANONIZAÇÃO DE JACINTA E FRANCISCO

O Papa Francisco irá como peregrino ao Santuário de Fátima, por ocasião dos festejos dos 100 anos das aparições da Virgem Maria aos três pastorinhos.

O Pontífice partirá do Aeroporto Fiumicino, em Roma, às 14 horas de sexta-feira (hora italiana), devendo chegar às 16h20 (hora portuguesa) na Base Aérea de Monte Real.

No sábado, dia 13 de maio, preside a Missa com o rito de canonização de Jacinta e Francisco Marto, a partir das 5h50 de Brasília.

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Imagens oficiais dos novos santos da Igreja

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As duas crianças, as mais novas dos videntes de Fátima, vão tornar-se a 13 de maio os mais jovens santos não-mártires na história da Igreja Católica, 17 anos após a sua beatificação, também na Cova da Iria,

O antigo prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, que acompanhou este processo, recorda que antes da beatificação dos pastorinhos de Fátima, em 2010, a Igreja acreditava que as crianças, devido à sua idade, “ainda não tinham a capacidade de praticar em grau heroico as virtudes cristãs”.

“Eu aqui fiz uma revolução, porque estava convencido de que o Francisco e a Jacinta praticaram as virtudes cristãs que talvez não tenham os adultos”. Dom José Saraiva Martins.

O cardeal dá como exemplo a atitude dos pastorinhos durante os interrogatórios de agosto de 1917, nos quais se mostraram prontos a morrer, recusando mentir.

“Preferir morrer a dizer uma mentira: gostaria de saber quantos adultos teriam esta heroicidade”, realça Dom José

A causa de canonização dos pastorinhos contou, ao longo dos anos, com o apoio de fiéis e responsáveis da Igreja em todo o mundo, que escreveram ao Vaticano para solicitar que o mesmo avançasse.

Foi no pontificado de João Paulo II que se decidiu analisar, com a ajuda de peritos – teólogos, psicólogos, pedagogos – a possibilidade de beatificar crianças que morreram aos 10 e 9 anos, superando a oposição existente.

O processo começou há mais de meio século, já após a trasladação dos restos mortais de Francisco e Jacinta Marto para a Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima.

A 30 de abril de 1952, D. José Alves Correia da Silva, bispo de Leiria, procedeu à abertura dos dois processos diocesanos sobre a vida, virtudes e fama de santidade de Francisco e de Jacinta, que contou com 140 sessões e 52 testemunhos.

Esta fase diocesana só seria encerrada em 1979, seguindo então para o Vaticano, onde em 1989 o Papa João Paulo II assinou o decreto de heroicidade das virtudes do Francisco e da Jacinta

“Os decretos das virtudes dos irmãos Marto, e a consequente concessão do título de veneráveis, representam um momento verdadeiramente significativo para a História da Igreja, na medida em que, pela primeira vez, e depois de um longo período de reflexão teológica iniciada precisamente em resposta à Causa dos dois pastorinhos de Fátima, é reconhecida a heroicidade das virtudes e a maturidade de fé de crianças não-mártires, abrindo assim o precedente para que a santidade das crianças seja reconhecida”, refere uma nota do Santuário de Fátima.

Após esta decisão, seguiu-se o necessário reconhecimento de milagres atribuídos à intercessão dos pastorinhos, que levaram à sua beatificação e, agora, canonização, alargando o seu culto para o âmbito universal, na Igreja Católica.

Informações- AGÊNCIA ECCLESIA / RADIO VATICANO 

Fotos: Radio Vaticano 

Por Portal Terra de Santa Cruz 

ESPECIAL FÁTIMA 100 ANOS: No dia 13 de maio o terço vai ser rezado simultaneamente em Fátima e em Roma

O Santuário de Fátima e a Basílica de Santa Maria Maior, em Roma, vão estar unidos na noite de 13 de maio para a recitação do rosário, com a presença de uma imagem da Virgem Peregrina na capital italiana.

A página na internet da visita do Papa Francisco, do Santuário de Fátima, informa que o bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto, vai rezar um dos mistérios da oração do Terço que vai ser transmitida, em direto, para a Basílica de Santa Maria Maior.

O terço vai começar a ser rezado às 21h30 na Cova da Iria (22h30 em Roma) após uma vigília de oração na maior igreja mariana de Roma.

A oração na basílica italiana vai ser rezada diante de uma imagem da Virgem Peregrina de Fátima que chega à Praça de São Pedro esta sexta-feira, dia 12 de maio, às 17h30 locais (16h30 em Lisboa).

O arcipreste da Basílica de São Pedro e vigário-geral do Papa para o Vaticano, o cardeal Angelo Comastri, vai receber a imagem “em comunhão com o Papa Francisco”, que vai estar em Fátima como peregrino.

Depois a imagem vai em procissão até à Basílica de São João de Latrão, para uma vigília de oração.

A página papa2017.fatima.pt informa ainda que vários santuários marianos do mundo, como de Nossa Senhora de Lourdes (França), de Nossa Senhora Aparecida (Brasil) e de Nossa Senhora de Fátima do Rio de Janeiro (Brasil), vão transmitir também em live streaming “todas as cerimónias” da viagem do Papa Francisco à Cova da Iria, a 12 e 13 de maio.

 

Rogai por nós Senhora de Fátima

Info: Agência Ecclesia

Adaptação/Foto/Reprodução: Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização 

ESPECIAL FÁTIMA 100 ANOS: Confira a oração que o Papa fará na Capelinha em Fátima

O primeiro compromisso público do Papa em sua próxima peregrinação à Fátima será a visita à Capelinha das Aparições, no dia 12 de maio, por volta das 18h45, após a sua chegada à Base Militar.

O Vaticano divulgou segunda-feira (08/05) o missal das celebrações pontifícias da peregrinação apostólica e a oração que ele fará na Capelinha.

Francisco se apresenta como bispo vestido de branco, evocando a Senhora da veste branca no local onde há cem anos mostrou os desígnios da misericórdia do nosso Deus.

“Seremos, na alegria do Evangelho, a Igreja vestida de branco, da alvura branqueada no sangue do Cordeiro derramado ainda em todas as guerras que destroem o mundo em que vivemos”, diz a oração.

O Papa recorda o exemplo dos bem-aventurados Francisco e Jacinta, os pastorzinhos que vai canonizar no dia seguinte, 13 de maio, e de todos os que se confiam à mensagem do Evangelho.

“Percorreremos, assim, todas as rotas, seremos peregrinos de todos os caminhos, derrubaremos todos os muros e venceremos todas as fronteiras, saindo em direção a todas as periferias, aí revelando a justiça e a paz de Deus”, diz a prece, que se conclui com a consagração do Papa a Virgem do Rosário de Fátima.

Na sequência, Francisco deposita seu presente junto à imagem, a Rosa de Ouro, um dom específico dos Pontífices a Santuários marianos

Antes de se retirar para a Casa de Nossa Senhora das Dores, onde passará a noite, Francisco permanece ainda alguns minutos em oração silenciosa na Capelinha.

O Papa retorna às 21h30 para a bênção das velas e ele mesmo acende uma.  Em seguida, Francisco faz uma breve alocução para a introdução dos mistérios do terço, que prossegue conduzido pelo Cardeal Secretário de Estado Pietro Parolin.

Info: Rádio Vaticano 

Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização 

Fátima: Imagens de Francisco e Jacinta vão ficar expostas na fachada da Basílica de Nossa Senhora do Rosário

Santuário apresentou imagens oficiais dos futuros santos

O Santuário de Fátima apresentou hoje em conferência de imprensa as imagens oficiais de Francisco e Jacinta Marto, que vão ser colocadas na fachada da Basílica de Nossa Senhora do Rosário, durante a canonização das duas crianças.

 

Fátima, 08 mai 2017 (Ecclesia) – O Santuário de Fátima apresentou hoje em conferência de imprensa as imagens oficiais de Francisco e Jacinta Marto, que vão ser colocadas na fachada da Basílica de Nossa Senhora do Rosário, durante a canonização das duas crianças.

O reitor do Santuário, padre Carlos Cabecinhas, disse aos jornalistas que o objetivo é permitir que as mesmas sejam “claramente vistas” por todos os peregrinos, “em qualquer parte do recinto de oração”.

As telas para a canonização, com cerca de 11 metros de altura e 3 metros de largura, foram adaptadas pela designer Inês do Carmo, a partir das imagens da  pintora Sílvia Patrício, permanecendo no local até ao dia 13 de outubro, segundo o reitor do santuário.

O padre Carlos Cabecinhas mostrou-se muito “tranquilo” em relação aos últimos preparativos para a vinda do Papa, antecidada já por um “enorme movimento” de peregrinos: “Tudo está pronto”.

O Papa Francisco vai canonizar os dois videntes mais jovens de Fátima na Missa do dia 13 de maio, precisamente 17 anos após a sua beatificação, pelo Papa João Paulo II, também na Cova da Iria.

O padre Carlos Cabecinhas precisou que as imagens pretendem transmitir “traços da santidade” dos dois pastorinhos, motivo pelo qual não se recorreu a fotografias, ao contrário do que aconteceu em 2000.

As obras têm um caráter “devocional”, acrescentou o reitor.

A postuladora da Causa de Canonização de Francisco e Jacinta Marto, irmã Ângela Coelho, afirmou por sua vez que as imagens procuram mostrar “a forma particular como eles se relacionaram com Deus”.

Sílvia Patrício, autora das imagens, falou da grande “responsabilidade” desta tarefa, na qual quis transmitir traços da “personalidade” dos futuros santos portugueses.

Inspiradas numa foto tirada pouco antes das aparições de 13 de outubro de 1917, as imagens são acompanhadas por uma candeia na mão de cada santo, evocando a expressão “candeias que Deus acendeu” usada por João Paulo II a 13 de maio de 2000.

Os beatos Francisco e Jacinta nasceram em Aljustrel, na freguesia de Fátima, o primeiro a 11 de junho de 1908 e a irmã a 11de março de 1910.

Ainda com tenra idade começaram a trabalhar no pastoreio do rebanho dos pais, na zona da Cova da Iria, e foi nesse local que juntamente com a prima Lúcia testemunharam seis aparições de Nossa Senhora, num período entre maio e outubro de 1917.

Na biografia publicada pelo Santuário de Fátima, Francisco é apresentado como uma criança que “queria dar alegria a um Deus que estava triste com os agravos ao Seu coração”.

Por isso “vivia intensamente a oração contemplativa” e “passava horas seguidas em oração em frente ao sacrário, na Igreja Paroquial de Fátima”.

Já Jacinta, “tímida mas serena”, é descrita nas memórias da prima Lúcia como alguém que apesar de muito nova era já muito tocada pelo sofrimento dos outros, muito sensível às dificuldades das pessoas.

“Jacinta afligia-se com o sofrimento dos pecadores” e tinha o seu coração “cheio de compaixão por eles e de devoção ao Imaculado Coração de Maria”, recorda o Santuário.

Os futuros santos, que estão sepultados na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, situada junto ao recinto de oração, acabaram por viver uma vida intensa mas curta.

Francisco Marto faleceu a 4 de abril de 1919 em Aljustrel, com 10 anos, vítima de um surto de gripe pneumónica que assolou Portugal nesta época.

Quanto à irmã, Jacinta Marto, morreu a 20 de fevereiro de 1920, com 9 anos, mas em Lisboa, no Hospital Dona Estefânia, onde estava internada devido à mesma doença.

Agência Ecclesia

Fátima: Papa Francisco será recebido por crianças na Capelinha das Aparições

Santuário de Fátima será visitado pelo Papa Francisco nos dias 12 e 13 de maio.

Fátima (RV) – O Santuário de Fátima informa que o Papa Francisco vai ser acolhido por crianças das três escolas católicas da região quando chegar à Capelinha das Aparições na tarde de 12 de maio.

Numa nota enviada nesta terça-feira à Agência Ecclesia, o santuário mariano da Cova da Iria explica que Francisco vai ter à sua espera as crianças das escolas do Sagrado Coração de Maria, de São Miguel e do Centro de Estudos de Fátima.

A passagem do pontífice pela capelinha, para um momento de oração, vai ser o primeiro ato oficial da Peregrinação ao Santuário de Fátima onde vai presidir ao Centenário das Aparições de Nossa Senhora aos pastorzinhos.

Já no dia seguinte, a 13 de maio, o Papa Francisco presidirá a Eucaristia onde canonizará os beatos Francisco e Jacinta Marto. Cerca de 20 crianças, de 6 a 16 anos, vão “escoltar” as relíquias dos irmãos videntes na procissão de entrada.

As relíquias, um fragmento de osso de Francisco e uma mecha de cabelo de Jacinta, vão ser transportadas em dois relicários que têm a forma de candeia e ser colocadas à direita do altar, junto à imagem de Nossa Senhora de Fátima.

Os relicários serão transportados pela postuladora da Causa de Canonização de Francisco e Jacinta, irmã Ângela Coelho, e por Pedro Valinho, assessor da Postulação.

Os pastorzinhos se tornarão os mais jovens santos não-mártires da história da Igreja Católica.

O Papa Francisco é o quarto pontífice a visitar Fátima, depois de Paulo VI, em 1967, São João Paulo II, em 1982, 1991 e 2000, e pelo Papa emérito Bento XVI, em 2010.

Por Agência Ecclesia / Radio Vaticano 

Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização 

Segunda Aparição de Nossa Senhora de Fátima

Dia 13 de Junho de 1917.

Lúcia começou a falar com Nossa Senhora.Antes da segunda aparição, os pastorinhos notaram novamente um clarão, a que chamavam relâmpago, mas que não era propriamente um relâmpago. Era o reflexo de uma luz que se aproximava. Além dos pastorinhos, havia, também, cerca de 50 pessoas. Mas essas pessoas não viam Nossa Senhora.

Lúcia: “Vossemecê que me quer? ”Nossa Senhora: “Quero que venhais aqui no dia treze do mês que vem. Que Rezeis o Terço todos os dias, e que aprendais a ler. Depois direi o que quero”

Lúcia pediu a cura de uma pessoa doente, e Nossa Senhora lhe disse:

Nossa Senhora: “Se se converter, curar-se-á durante o ano.”

Lúcia: “Queria pedir-lhe para nos levar para o Céu”.

Nossa Senhora: “Sim. A Jacinta e o Francisco, levo-os em breve. Mas tu, ficas cá mais algum tempo. Jesus quer servir-se de ti para me fazer conhecer e amar. Ele quer estabelecer no mundo a devoção ao Meu Imaculado Coração. A quem a abraçar, prometo a salvação. E serão queridas de DEUS estas almas, como flores postas por Mim a adornar o Seu trono”.

Lúcia: “Fico cá sozinha?”

Nossa Senhora: “Não filha. E tu sofres muito? Não desanimes. Eu nunca te deixarei. O meu Imaculado Coração será o teu refúgio, e o caminho que te conduzirá até Deus”.

Foi no momento em que disse estas últimas palavras, que Nossa Senhora abriu as mãos e iluminou os pastorinhos, pela segunda vez, com o reflexo dessa luz imensa. Nela eles sentiram-se como que envolvidos por Deus.

À frente da palma da mão direita de Nossa Senhora, estava um Coração cercado de espinhos, que pareciam estar cravados nele. Os três pastorinhos compreenderam que era o Imaculado Coração de Maria, ofendido pelos pecados da humanidade, que queriam ser reparados.

Nossa Senhora, envolta ainda na luz que dEla irradiava, elevou-se sem esforço, suavemente, até desaparecer.

Portal Terra de Santa Cruz 

Primeira Aparição de Nossa Senhora de Fátima

Dia 13 de Maio de 1917.

Lúcia, Francisco e Jacinta estavam brincando num lugar chamado Cova da Iria. De repente, observaram dois clarões como de relâmpagos, e em seguida viram, sobre a copa de uma pequena árvore chamada azinheira, uma Senhora de beleza incomparável.

Era uma Senhora vestida de branco, mais brilhante que o sol, irradiando luz mais clara e intensa que um copo de cristal cheio de água cristalina, atravessado pelos raios do sol mais ardente.

Sua face, indescritivelmente bela, não era nem alegre e nem triste, mas séria, com ar de suave censura. As mãos juntas, como a rezar, apoiadas no peito, e voltadas para cima. Da sua mão direita pendia um Rosário. As vestes pareciam feitas somente de luz. A túnica e o manto eram brancos com bordas douradas, que cobria a cabeça da Virgem Maria e lhe descia até os pés.

Lúcia jamais conseguiu descrever perfeitamente os traços dessa fisionomia tão brilhante. Com voz maternal e suave, Nossa Senhora tranqüiliza as três crianças, dizendo:

Nossa Senhora: “Não tenhais medo. Eu não vos farei mal.”

E Lúcia pergunta:

Lúcia: “Donde é Vossemecê?”

Nossa Senhora: “Sou do Céu!”

Lúcia: “E que é que vossemecê me quer?

Nossa Senhora: “Vim para pedir que venhais aqui seis meses seguidos, sempre no dia 13, a esta mesma hora. Depois vos direi quem sou e o que quero. Em seguida, voltarei aqui ainda uma sétima vez.”

Lúcia: “E eu também vou para o Céu?”

Nossa Senhora: “Sim, vais.”

Lúcia: “E a Jacinta?”

Nossa Senhora: “Também”

Lúcia: “E o Francisco?”

Nossa Senhora: “Também. Mas tem que rezar muitos terços”.

Nossa Senhora: “Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser mandar-vos, em ato de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido, e de súplica pela conversão dos pecadores?”

Lúcia: “Sim, queremos”

Nossa Senhora: “Tereis muito que sofrer, mas a graça de Deus será o vosso conforto”.

Ao pronunciar estas últimas palavras, Nossa Senhora abriu as mãos, e delas saía uma intensa luz.

Os pastorinhos sentiram um impulso que os fez cair de joelhos, e rezaram em silêncio a oração que o Anjo havia lhes ensinado:

As três crianças: “Ó Santíssima Trindade, eu Vos adoro. Meu Deus, meu Deus, eu Vos amo no Santíssimo Sacramento.”

Passados uns momentos, Nossa Senhora acrescentou:

Nossa Senhora: “Rezem o Terço todos os dias, para alcançarem a paz para o mundo, e o fim da guerra.”

Em seguida, cercada de luz, começou a elevar-se serenamente, até desaparecer.

Portal Terra de Santa Cruz