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IV Domingo do Advento – “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor é contigo!”

Irmãos e irmãs, nos encontramos já, às vésperas do Natal do Senhor. Logo entraremos na alegria que Deus Pai nos revelou e nos concede: “a revelação do mistério escondido desde os tempos eternos
mas agora manifestado”, como ouvimos do Apóstolo Paulo. Deus revela-nos o seu mistério a nós, revelação que foi preparada “pelas escrituras dos Profetas
segundo a ordem do Deus eterno”. Mas que mistério é esse?

São Paulo, quando utiliza esta palavra, não quer dizer algo que não  pode ser revelado. É exatamente o contrário! É algo que é revelado, porém que não pode ser totalmente compreendido, pois como diz ele mesmo “Quem conheceu o pensamento do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro? (Rm 11,34) e ainda o salmista: “Quão insondáveis são os vossos pensamentos!/ Incontável, ó Senhor, é o seu número!/ Se eu os conto, serão mais que os grãos de areia; se chego ao fim, ainda falta conhecer-vos” (Sl 138, 17-18).

Deste modo, que mistério é esse que é-nos revelado, e ao mesmo tempo, é para nós como um abismo que não podemos penetrar totalmente?

São Paulo nos responde: “o meu Evangelho e a pregação de Jesus Cristo”.

Ora, o Evangelho de Paulo é o mesmo do Senhor. Ele próprio se faz totalmente servo daquilo que ele recebeu e transmitiu: “Transmiti-vos, em primeiro lugar, aquilo que eu mesmo recebi, isto é: Cristo morreu pelos nossos pecados, conforme as Escrituras; foi sepultado, ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras; apareceu a Pedro e depois aos Doze” (1 Cor 15, 3-5).

Mas retornemos ao início, à pergunta que não foi respondida: que mistério é esse? Nós o contemplamos surpreendidos como a Virgem de Nazaré. Uma mulher prometida em casamento e com obrigações para com o seu noivo. Nazaré, uma aldeia perdida, na considerada perdida Galiléia, chamada “dos pagãos” por causa da influência da dominação grega; debochada pelos judeus: “pode vir algo de bom da Galiléia”? Uma aldeia que não é mencionada nem uma vez no AT e, por isso considerada fora dos planos de Deus.

O que contemplamos? A cena da Anunciação, bem conhecida de todos. Mas penetremos mais profundamente nos significados escondidos que apontam para a realização das promessas de Deus.

Em primeiro lugar: é sempre Deus quem tem o absoluto controle sobre a História humana, mesmo que o homem queira negá-lo e não o perceba; segundo: Deus, é Ele quem eleva, não o homem. Nosso culto a Deus não lhe acrescenta nada, mas acrescenta, pelo contrário a nós mesmos. Somos nós os enriquecidos quando damos culto a Deus; terceiro: É Deus quem nos escolhe, não nós a Ele.

Pois bem: quando Davi lhe quer construir uma casa: Deus responde que é Ele quem vai realizar isto e – maravilha! – Em benefício de Davi. O seu trono durará para sempre. Claro, Deus não deixa de lembrar a Davi sua humilde origem, afim de que compreenda que É Ele quem tudo conduz e está com os homens que lhe obedecem.

Ao contrário de Davi, Maria se coloca espantada, por ser escolhida como serva e aceita esta honra: “Eis aqui a serva do Senhor”. Dela devemos aprender: quando servimos a Deus, é aí que nós reinamos! Mas Maria também pergunta, porque quer compreender, como Deus se digna vir a ela, prometida em casamento, mas não ainda convivente: “Não conheço homem”; “Como será isso”?

Estas perguntas, surgem sempre na SE quando querem se referir a uma vocação. Deus quem chama, está sempre acima, infinitamente acima daqueles que chama. Mas eis que Deus não se ofende, pelo contrário, quer sempre uma resposta livre. Ao dizer do Anjo: “O Senhor está contigo”, é a afirmação da assistência constante de Deus para a missão que Deus lhe quer confiar: ser a Mãe do Messias, do descendente de Davi; Mas e o “como?” Aqui o grande mistério que podemos contemplar para, ao menos obscuramente compreender e, ainda, nos calarmos e adorar: “O Espírito Santo virá sobre ti
e a força do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra”. Isto aponta para os fatos do AT em que Deus nunca abandonou o seu povo, mas sempre lhe indicou o caminho pelos Juízes e Profetas.

E a promessa que Deus fez a Davi e que o Profeta Natã lhe transmite: “O Senhor anuncia que te vai fazer uma casa”. Se realizará no ventre de Maria. Aqui também há algo surpreendente: Deus promete uma descendência a Davi e que seu reino será eterno. Ora, Maria não era da Tribo de Judá, de onde tinha saído Davi. Prometida em casamento, tinha direitos e deveres, um dos quais a fidelidade; se surgisse uma gravidez, esta era considerada legítima se fosse fruto dos dois e assumida pelo pai. Mas o que se dá aqui é diverso. Poderia ser apedrejada e rejeitada. Maria não leva em conta tais empecilhos, tem a garantia, pela palavra de Gabriel e da gravidez de Isabel, de que a Deus nada é impossível. Aceita, pois sabe que Deus não abandona os que a Ele se confiam.

É neste drama, nesta tensão, que se insere o modo surpreendente de Deus agir. Escolhe uma virgem fora dos círculos sociais e importantes de Jerusalém. Uma prometida em casamento que não teria como explicar a gravidez. Mas aqui a maravilha: quem era seu noivo?… O justo José, este sim da tribo de Davi! E porque justo, não desconfia da honra e fidelidade de sua noiva; sabe perceber a “mão” de Deus agindo. Por isso tinha medo. Percebia que “algo” estava envolvendo Maria; já a sabia pertencente não mais a si, por isso queria despedi-la em segredo. Silenciosa e obedientemente, tudo acolhe como vontade misteriosa de Deus, depois do anúncio pelo Anjo, através do sonho.

Assim, Deus realiza seu mistério, seu Plano de Salvação: através da cooperação de alguns homens e mulheres. Este plano é em benefício nosso, da nossa Salvação. Como não adorar e agradecer? Como não implorar perdão por não corresponder como devíamos? Como não pedir que Deus nos seja propício e misericordioso? Tudo isto nós fazemos quando celebramos a Eucaristia que realiza a Igreja, ali onde é celebrada, seja numa grande Catedral, numa capelinha de roça, ou barraco de periferia… A Igreja não é um lugar, mas os cristãos reunidos com Sua Cabeça que é Cristo Jesus…

Graças à Encarnação do seu Filho e da casa que Ele edifica, a Igreja que, doravante reúne em seu seio todos aqueles que Deus, por Seu Filho, quer salvar. Ela anuncia a mesma Salvação  a todos os demais, para que acolham o grande dom de Graça e Amor que o Senhor concede ao se Encarnar. Por sua Santa Encarnação Ele se une misteriosamente a cada homem. “Deus desce até o homem, com a encarnação, para que o homem se transforme em deus. O Verbo, pela sua imensa caridade, se tornou aquilo que somos, para dar-nos e tornar-nos aquilo que Ele é. Aquele que é Filho de Deus se fez filho do homem, a fim de que o homem ganhasse a adoção e se tornasse filho de Deus. Cabe ao Espírito Santo dar-nos esta participação na vida divina” (Santo Irineu).

Professemos, pois a nossa fé e depois invoquemos do Pai o Espírito sobre as oferendas a fim de que o Filho de Deus Encarnado nos alimente para a vida eterna e esteja conosco para cumprirmos também, sem medo, o plano de Deus para a nossa vida e em benefício dos que Deus nos concede, do seu amor por nós dando testemunho fiel, como missionários seus, quando daqui sairmos, “pelas estradas da vida, pois nunca sozinhos” estaremos, uma vez que conosco, “Santa Maria vai”, mesmo que digam os homens, tu nada podes mudar”… Amém!(Portal Católico)

 

LEITURA DA PALAVRA

Primeira Leitura (2Sm 7,1-5.8b-12.14a.16)

Leitura do Segundo Livro de Samuel:

1Tendo-se o rei Davi instalado já em sua casa e tendo-lhe o Senhor dado a paz, livrando-o de todos os seus inimigos, 2ele disse ao profeta Natã: “Vê: eu resido num palácio de cedro, e a arca de Deus está alojada numa tenda!”

3Natã respondeu ao rei: “Vai e faze tudo o que diz o teu coração, pois o Senhor está contigo”.

4Mas, nessa mesma noite, a palavra do Senhor foi dirigida a Natã nestes termos: 5“Vai dizer ao meu servo Davi: ‘Assim fala o Senhor: Porventura és tu que me construirás uma casa para eu habitar? 8bFui eu que te tirei do pastoreio, do meio das ovelhas, para que fosses o chefe do meu povo, Israel.

9Estive contigo em toda a parte por onde andaste, e exterminei diante de ti todos os teus inimigos, fazendo o teu nome tão célebre como o dos homens mais famosos da terra.

10Vou preparar um lugar para o meu povo, Israel: eu o implantarei, de modo que possa morar lá sem jamais ser inquietado. Os homens violentos não tornarão a oprimi-lo como outrora, 11no tempo em que eu estabelecia juízes sobre o meu povo, Israel. Concedo-te uma vida tranquila, livrando-te de todos os teus inimigos. E o Senhor te anuncia que te fará uma casa.

12Quando chegar o fim dos teus dias e repousares com teus pais, então, suscitarei, depois de ti, um filho teu, e confirmarei a sua realeza. 14aEu serei para ele um pai e ele será para mim um filho.

16Tua casa e teu reino serão estáveis para sempre diante de mim, e teu trono será firme para sempre’”

— Palavra do Senhor.— Graças a Deus.

Responsório (Sl 88)

— Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor!

— Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor!

— Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor, de geração em geração eu cantarei vossa verdade! Porque dissestes: “O amor é garantido para sempre!” E a vossa lealdade é tão firme como os céus.

— “Eu firmei uma Aliança com meu servo, meu eleito, e eu fiz um juramento a Davi, meu servidor. Para sempre, no teu trono, firmarei tua linhagem, de geração em geração garantirei o teu reinado!

— Ele, então, me invocará: ‘Ó Senhor, vós sois meu Pai, sois meu Deus, sois meu Rochedo onde encontro a salvação!’ Guardarei eternamente para ele a minha graça e com ele firmarei minha Aliança indissolúvel”.

Segunda Leitura (Rm 16,25-27)

Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos:

Irmãos: 25Glória seja dada àquele que tem o poder de vos confirmar na fidelidade ao meu evangelho e à pregação de Jesus Cristo, de acordo com a revelação do mistério mantido em sigilo desde sempre.

26Agora este mistério foi manifestado e, mediante as Escrituras proféticas, conforme determinação do Deus eterno, foi levado ao conhecimento de todas as nações, para trazê-las à obediência da fé.

27A ele, o único Deus, o sábio, por meio de Jesus Cristo, a glória, pelos séculos dos séculos. Amém!

— Palavra do Senhor. — Graças a Deus.

Anúncio do Evangelho (Lc 1,26-38)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 26o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da virgem era Maria. 28O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!”

29Maria ficou perturbada com essas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação.

30O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”.

34Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?”

35O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. 36Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37porque para Deus nada é impossível”. 38Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se.

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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Reflexão de Advento: “Cristo é o centro do meu tempo?”

O pregador oficial da Casa Pontfícia, Frei Raniero Cantalamessa, intitulou a reflexão “Cristo é o mesmo, ontem, hoje e sempre”, iniciando-a com ‘a onipresença de Cristo no tempo’. Frei Raniero Cantalamessa propôs ao Papa Francisco e a seus colaboradores a sua segunda e última meditação do tempo de Advento. Na capela Redemptoris Mater, no Vaticano, Frei Cantalamessa intitulou a reflexão “Cristo é o mesmo, ontem, hoje e sempre”, iniciando-a com ‘a onipresença de Cristo no tempo’.
Cristo e o tempo
“Cristo, afirmou o pregador, está no mundo, mas não é do mundo; está na história e no tempo, mas transcende a história e o tempo. Não é uma presença abstrata e uniforme, pois atua de modo diferenciado nas diversas fases da história da salvação”.

Cristo: figura, evento e sacramento

“Ele está presente no Antigo Testamento como figura, está presente no Novo Testamento como evento e está presente no tempo da Igreja como sacramento. A figura anuncia, antecipa e prepara o evento, enquanto o sacramento o celebra, o torna presente, o atualiza e, em certo sentido, o prolonga”.

A constatação de que Cristo é reconhecido como o pivô e o eixo do tempo não deve ser para um cristão um motivo de orgulho e triunfalismo, mas uma oportunidade para um exame de consciência. Frei Cantalamessa sugeriu as seguintes questões:

“Cristo também é o centro da minha vida, da minha pequena história pessoal? Do meutempo? Ele ocupa um lugar central apenas na teoria, ou também de fato?”

“Cristo não é apenas o centro, ou o baricentro, da história humana, aquele que, com a sua vinda, cria um antes e um depois no passar do tempo: Ele também é aquele que preenche todos os momentos deste tempo; é “a plenitude”, também no sentido ativo que enche de si a história da salvação: primeiro como figura, depois como evento e, finalmente, como sacramento.

O encontro que muda a vida

Conduzindo a reflexão ao plano pessoal, o capuchinho afirmou que isso significa que Cristo também deve preencher nosso tempo: “Preencher de Jesus mais instantes possíveis da própria vida não é um programa impossível, não é uma questão de passar todo o tempo pensando em Jesus, mas de “perceber” sua presença, abandonando-se à sua vontade”.

E mencionou um exemplo prático e vivido recentemente por ele mesmo, quando em uma viagem, ficou algum tempo sem conexão à internet até consegui-la, finalmente. “E o que é essa conexão em comparação com aquela que se realiza quando alguém se “conecta” pela fé com Jesus Ressuscitado e vivo? No primeiro caso, a pessoa se abre para um pobre e trágico mundo dos homens; aqui, a pessoa se abre ao mundo de Deus, porque Cristo é a porta, é o caminho que conduz à Trindade e ao infinito”.

Chegando à conclusão, o Frei afirmou:

“ Diante de Deus, o melhor momento da vida não é o mais cheio de possibilidades e atividades, mas o tempo mais repleto de Cristo porque esse já se insere na eternidade ”

Pensando já no que vem, quando os jovens estarão no centro da atenção da Igreja com o sínodo sobre “Os jovens e a fé”, propôs que os ajudemos “a preencher de Cristo a sua juventude, oferecendo-lhes o dom mais bonito”.

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O quarto domingo do advento e a missa do galo serão no mesmo dia. Veja como participar das celebrações, ambas de preceito.

Neste ano, a Véspera de Natal cai no mesmo dia do IV Domingo do Advento. Natal é dia de preceito tanto quanto o Domingo. Não queiram dar uma de joão-sem-braço e com uma Missa só “cumprir” dois preceitos.

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As alternativas são:

a) Preceito dominical cumprido na Missa de Domingo antecipada para a tarde de sábado (23/dez) + preceito natalino cumprido no Domingo à tarde (Missa da Vigília, 24/dez);

b) Preceito dominical cumprido na Missa de Domingo antecipada para a tarde de sábado (23/dez) + preceito natalino cumprido no Domingo à noite (Missa da Noite, também chamada “Missa do Galo”, 24/dez);

c) Preceito dominical cumprido na Missa de Domingo antecipada para a tarde de sábado (23/dez) + preceito natalino cumprido na segunda-feira, festa do Natal, no amanhecer (Missa da Aurora, 25/dez);

d) Preceito dominical cumprido na Missa de Domingo antecipada para a tarde de sábado (23/dez) + preceito natalino cumprido na segunda-feira, festa do Natal, de dia ou de tarde ou de noite (Missa do Dia, 25/dez);

e) Preceito dominical cumprido na Missa de Domingo de manhã (24/dez) + preceito natalino cumprido no Domingo à tarde (Missa da Vigília, 24/dez);

f) Preceito dominical cumprido na Missa de Domingo de manhã (24/dez) + preceito natalino cumprido no Domingo à noite (Missa da Noite, também chamada “Missa do Galo”, 24/dez);

g) Preceito dominical cumprido na Missa de Domingo de manhã (24/dez) + preceito natalino cumprido na segunda-feira, festa do Natal, no amanhecer (Missa da Aurora, 25/dez);

h) Preceito dominical cumprido na Missa de Domingo de manhã (24/dez) + preceito natalino cumprido na segunda-feira, festa do Natal, de dia ou de tarde ou de noite (Missa do Dia, 25/dez);

i) Preceito dominical cumprido no Domingo à tarde (Missa da Vigília, 24/dez) + preceito natalino cumprido no Domingo à noite (Missa da Noite, também chamada “Missa do Galo”, 24/dez);

j) Preceito dominical cumprido no Domingo à tarde (Missa da Vigília, 24/dez) + preceito natalino cumprido na segunda-feira, festa do Natal, no amanhecer (Missa da Aurora, 25/dez);

h) Preceito dominical cumprido no Domingo à tarde (Missa da Vigília, 24/dez) + preceito natalino cumprido na segunda-feira, festa do Natal, de dia ou de tarde ou de noite (Missa do Dia, 25/dez).

A Missa DA VIGÍLIA pode suprir o preceito dominical porque ainda estamos no dia de Domingo (como sábado à tarde também é Domingo liturgicamente). Todavia, se ela for usada para cumprir o Domingo, ainda resta o cumprimento do Natal, quer na Missa da Noite, horas mais tarde, quer nas Missas do dia 25 mesmo. Já a Missa da Noite, mesmo celebrada na noite do dia 24, que é civilmente um Domingo, NÃO supre o Domingo, pois já é Natal.

Publicado originalmente no Facebook de Rafael Vitola Brodbeck.

Resumindo: é necessário ir a duas missas. Uma missa relativa ao Domingo do Advento e a outra relativa ao Natal. 

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Reflexão para o III Domingo do Advento – Alegrai-vos no Senhor

No Evangelho a figura de João Batista, austera e sisuda, prega a conversão e mais que qualquer outro profeta, revela, mostra o Messias presente em meio ao povo.

O belíssimo trecho de Isaías escolhido para a liturgia deste domingo nos fala do anúncio da boa nova aos pobres, aos sofridos, aos marginalizados. É Deus quem conduz seu profeta para acarinhar o pequeno com a mensagem de libertação, de alegria, de vida. O profeta diz que Deus o vestiu com as vestes da salvação e o envolveu com o manto da justiça.

Do mesmo modo Isaías tem certeza desse carinho de Deus pelo povo sofrido e canta: “Exulto de alegria no Senhor e minha alma regozija-se em meu Deus”, como fará Maria, tempos depois: “A minha alma glorifica o Senhor, e o meu espírito exulta em Deus meu Salvador!”

As vestes a que se refere Isaías nos indicam a união definitiva do povo com o Senhor, união que na Bíblia sempre é identificada como um casamento, aliás é o casamento por excelência. Dentro de nossa visão judaico-cristã, o casamento quer simbolizar a entrega e a união de Deus com seu povo.

Para permitir que o noivo, o Senhor venha até nós e nos despose, é necessário que antes O permitamos nos vestir com a justiça e a salvação. O Senhor quer nos redimir, mas respeita nossa liberdade. Nosso comportamento deve demonstrar que ardemos de desejo por sua salvação e por isso nos convertemos mudando nosso modo de viver, de encarar a realidade.

O final do Evangelho nos diz que João Batista preparava as pessoas para o encontro com Deus, do outro lado do Jordão. Isso significa que atravessar o Jordão é assumir uma vida nova como no casamento. Popularmente falamos “casou e mudou”. Quem adere a Jesus, une-se a ele para sempre e muda de vida.

No Evangelho a figura de João Batista, austera e sisuda, prega a conversão e mais que qualquer outro profeta, revela, mostra o Messias presente em meio ao povo. Maria nos deu Jesus, João Batista o aponta.

Ao mesmo tempo, João Batista nos dá uma lição de humildade, de honestidade, não aceitando nenhum título, por honroso que seja, que falseie sua identidade. Ele não é o Messias, não é Elias e nem um dos grandes profetas. Ele se auto-denomina “a voz”, “a voz que clama no deserto”.

Se pensarmos bem, a voz tem uma missão ao mesmo tempo passageira e permanente. Passageira porque assim que leva a mensagem, ela desaparece. Tem missão permanente enquanto a mensagem que porta permanece para sempre na memória e no coração de quem a recebeu.

Por isso João Batista se intitula a voz. Ele anuncia Jesus Cristo, a luz, e este assume o protagonismo, enquanto o outro desaparece. João nos traz a luz e, cumprida a missão, desaparece.

Também temos a missão de levar Cristo, levar a luz a todos. Essa missão a recebemos de modo scramental quando, no batismo, o padre nos colocou uma vela acesa em nossas mãos e nos incumbiu de levarmos sempre conosco essa luz, a luz de Cristo e de a mantermos acesa até a vida eterna.

Tanto Maria, como Isaías, como João Batista foram anunciadores da chegada do Messias, dos novos tempos. Somos convidados também a essa missão. Para executá-la, deveremos estar revestidos de justiça e com a perspectiva da salvação. Juntamente com essas vestes, tenhamos consciência de que somos apenas um veículo para o Messias, de que ele é o protagonista, ele deverá aparecer e brilhar, ele é a luz!

Essa missão não é um arrogar-se sobre si uma tarefa sublime, mas ela nos foi imposta no dia de nosso batismo, ao recebermos a vela acesa no círio pascal.

Essa luz deverá brilhar sempre, seja em momentos harmoniosos, seja em momentos de conflitos. Ela é a luz que deve sempre imperar porque é a luz da Vida. Essa luz ilumina sempre e aquece porque é a Luz de Deus.

O denominado espírito de Natal é um clima de alegria, harmonia e paz, não porque as pessoas resolveram esquecer problemas e conflitos, mas porque estão mais sensíveis ao sentido da proximidade do Senhor, do Emanuel, Deus – Conosco.

Esse clima, esse espírito deveria estar sempre presente em meio aos cristãos e em qualquer situação. Exatamente aí onde as coisas não estão claras, onde a dúvida e dor se fazem presentes, exatamente aí se precisa da Luz de Cristo, desse espírito de harmonia, de paz, de lucidez.

Preparemo-nos para essa união profunda e radical com o nosso Deus, simbolizada pelo casamento, permitindo ao Senhor que nos vista com as vestes da salvação e nos envolva com o manto da justiça e que em nossa vida resplandeça a Luz de Cristo. (Padre Cesar Augusto dos Santos – Cidade do Vaticano)

LITURGIA DA PALAVRA

Primeira Leitura (Is 61,1-2a.10-11) 

1O espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu; enviou-me para dar a boa-nova aos humildes, curar as feridas da alma, pregar a redenção para os cativos e a liberdade para os que estão presos; 2apara proclamar o tempo da graça do Senhor.

10Exulto de alegria no Senhor e minh’alma regozija-se em meu Deus; ele me vestiu com as vestes da salvação, envolveu-me com o manto da justiça e adornou-me como um noivo com sua coroa ou uma noiva com suas joias. 11Assim como a terra faz brotar a planta e o jardim faz germinar a semente, assim o Senhor Deus fará germinar a justiça e a sua glória diante de todas as nações.

– Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

Responsório (Ct. Lc 1)

— A minh’alma se alegra no meu Deus.

— A minh’alma se alegra no meu Deus.

— A minha alma engrandece ao Senhor, e se alegrou o meu espírito em Deus, meu Salvador, pois, ele viu a pequenez de sua serva, desde agora as gerações hão de chamar-me de bendita.

— A minh’alma se alegra no meu Deus.

— O Poderoso fez por mim maravilhas. E Santo é o seu nome! Seu amor, de geração em geração, chega a todos que o respeitam.

— De bens saciou os famintos, e despediu os ricos sem nada. Acolheu Israel, seu servidor, fiel ao seu amor.

Segunda Leitura (1Ts 5,16-24)

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses:

Irmãos: 16Estai sempre alegres! 17Rezai sem cessar. 18Dai graças em todas as circunstâncias, porque essa é a vosso respeito a vontade de Deus em Jesus Cristo.

19Não apagueis o espírito! 20Não desprezeis as profecias, 21mas examinai tudo e guardai o que for bom. 22Afastai-vos de toda espécie de maldade! 23Que o próprio Deus da paz vos santifique totalmente, e que tudo aquilo que sois — espírito, alma, corpo — seja conservado sem mancha alguma para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo! 24Aquele que vos chamou é fiel; ele mesmo realizará isso.

– Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

Anúncio do Evangelho (Jo 1,6-8.19-28)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.

— Glória a vós, Senhor.

6Surgiu um homem enviado por Deus; seu nome era João. 7Ele veio como testemunha, para dar testemunho da luz, para que todos chegassem à fé por meio dele. 8Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz. 19Este foi o testemunho de João, quando os judeus enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para perguntar: “Quem és tu?” 20João confessou e não negou. Confessou: “Eu não sou o Messias”.

21Eles perguntaram: “Quem és, então? És tu Elias?” João respondeu: “Não sou”. Eles perguntaram: “És o Profeta?” Ele respondeu: “Não”.

22Perguntaram então: “Quem és, afinal? Temos que levar uma resposta para aqueles que nos enviaram. O que dizes de ti mesmo?” 23João declarou: “Eu sou a voz que grita no deserto: ‘Aplainai o caminho do Senhor’” — conforme disse o profeta Isaías. 24Ora, os que tinham sido enviados pertenciam aos fariseus 25e perguntaram: “Por que então andas batizando, se não és o Messias, nem Elias, nem o Profeta?”

26João respondeu: “Eu batizo com água; mas no meio de vós está aquele que vós não conheceis, 27e que vem depois de mim. Eu não mereço desamarrar a correia de suas sandálias”.

28Isso aconteceu em Betânia, além do Jordão, onde João estava batizando.

— Palavra da Salvação.  — Glória a vós, Senhor.

O caminho que abre a nós a passagem para o Senhor, é o caminho mudado e renovado. Aquilo que está no exterior precisa ser a expressão daquilo que está em nós. Não adianta tantas luzes acesas se o coração está apagado; não adianta tantas luzes brilhando, se não brilha a nossa caridade, os nossos gestos, as nossas atitudes.

A nossa voz deve ser a voz que aponta Deus para os outros. Não podemos usar a nossa voz para ser instrumento do mal e nem para amaldiçoar os outros; a nossa voz precisa ser como a voz do Senhor, a Palavra de Deus ressoa e chega aos homens.

Vamos aplainar os caminhos, abrir as estradas, vamos abrir as portas do coração, da casa, da vida de cada um de nós para que, as pessoas possam encontrar o Messias, como encontraram através da pregação, da vida e no exemplo de João. (Padre Roger – Canção Nova)

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Reflexão para o II Domingo do Advento: “Preparai o caminho do Senhor”

Em um ambiente onde se respira a opressão e as pessoas não são felizes, a libertação, a abertura de uma janela, de uma porta se torna vital.

Esse ambiente de constrangimento existe no meio do Povo de Israel e finalmente, após 40 anos, surge um profeta que anuncia estar próxima a libertação. Um novo espírito renasce no coração do povo e a expectativa é grande. Surgiu para eles a famosa luz no fundo do túnel. À medida que caminham, se aproximam da libertação. Todo e qualquer passo adiante é e sempre será um passo para a felicidade, aliás, qualquer passo proporciona esse sentimento de felicidade, de alegria.

Também nós, que vivemos no sufoco, que atravessamos graves dificuldades, que enfrentamos problemas aparentemente insolúveis, mudamos e criamos vida nova quando sabemos que existe uma solução, uma solução positiva, libertadora.

A liturgia do 2º Domingo do Advento nos traz esta boa nova, de que nossas aflições, nossas angústias terminarão porque o Senhor virá com sua Mensagem de Paz e colocará tudo em seu lugar e o ser humano voltará a desfrutar da tranquilidade, alegria e paz nas quais foi chamado a viver e nas quais viverá eternamente.

Deus age e envia seu Messias, mas Deus também pede a nossa conversão e, muitas vezes, é nossa adesão ao pecado, através da solidariedade para com o opressor, nossa conformação à situação de injustiça, que favorecem a não mudança dos dominadores.

Portanto, somos causadores de nossa própria desdita e da de nossos irmãos. Por isso deveremos fazer um exame de consciência sobre nossa participação ou nossa convivência em situações de opressão e descobrir quais são os laços que nos unem, nos atam ao pecado.

Só seremos perdoados se além do arrependimento, fizermos o propósito de mudança de vida, de valores. É necessário que nos convertamos ao bem, a Deus. Só então o caminho para a vinda do Messias, do Salvador estará aplainado e a Vida se revelará, se manifestará em nosso meio.

Preparemo-nos para o Natal! Mas a verdadeira preparação, aquela que terá dimensões de eternidade, será a conversão de nosso coração. Conversão do coração para o outro, para Deus, fazendo o bem e fomentando a vida! (Reflexão do Padre Cesar Augusto dos Santos para o II Domingo do Advento – Radio Vaticano Brasil)

LITURGIA DA PALAVRA

Primeira Leitura (Is 40,1-5.9-11)

Leitura do Livro do profeta Isaías:

1“Consolai o meu povo, consolai-o! — diz o vosso Deus —. 2Falai ao coração de Jerusalém e dizei em alta voz que sua servidão acabou e a expiação de suas culpas foi cumprida; ela recebeu das mãos do Senhor o dobro por todos os seus pecados”. 3Grita uma voz: “Preparai no deserto o caminho do Senhor, aplainai na solidão a estrada de nosso Deus. 4Nivelem-se todos os vales, rebaixem-se todos os montes e colinas; endireite-se o que é torto e alisem-se as asperezas”: 5a glória do Senhor então se manifestará, e todos os homens verão juntamente o que a boca do Senhor falou.

9Sobe a um alto monte, tu, que trazes a boa-nova a Sião; levanta com força a tua voz, tu, que trazes a boa-nova a Jerusalém, ergue a voz, não temas; dize às cidades de Judá: ‘Eis o vosso Deus, 10eis que o Senhor Deus vem com poder, seu braço tudo domina: eis, com ele, sua conquista, eis à sua frente a vitória. 11Como um pastor, ele apascenta o rebanho, reúne, com a força dos braços, os cordeiros e carrega-os ao colo; ele mesmo tange as ovelhas-mães’”.

– Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

Responsório (Sl 84)

— Mostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade, e a vossa salvação nos concedei!

— Mostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade, e a vossa salvação nos concedei!

— Quero ouvir o que o Senhor irá falar: é a paz que ele vai anunciar; a paz para o seu povo e seus amigos, para os que voltam ao Senhor seu coração. Está perto a salvação dos que o temem, e a glória habitará em nossa terra.

— A verdade e o amor se encontrarão, a justiça e a paz se abraçarão; da terra brotará a fidelidade, e a justiça olhará dos altos céus.

— O Senhor nos dará tudo o que é bom, e a nossa terra nos dará suas colheitas; a justiça andará na sua frente e a salvação há de seguir os passos seus.

Segunda Leitura (2Pd 3,8-14)

Leitura da Segunda Carta de São Pedro:

8Uma coisa vós não podeis desconhecer, caríssimos: para o Senhor, um dia é como mil anos e mil anos como um dia. 9O Senhor não tarda a cumprir sua promessa, como pensam alguns, achando que demora. Ele está usando de paciência para convosco. Pois não deseja que alguém se perca. Ao contrário, quer que todos venham a converter-se.

10O dia do Senhor chegará como um ladrão, e então os céus acabarão com barulho espantoso; os elementos, devorados pelas chamas, se dissolverão, e a terra será consumida com tudo o que nela se fez. 11Se desse modo tudo se vai desintegrar, qual não deve ser o vosso empenho numa vida santa e piedosa, 12enquanto esperais com anseio a vinda do Dia de Deus, quando os céus em chama se vão derreter, e os elementos, consumidos pelo fogo, se fundirão?

13O que nós esperamos, de acordo com a sua promessa, são novos céus e uma nova terra, onde habitará a justiça. 14Caríssimos, vivendo nessa esperança, esforçai-vos para que ele vos encontre numa vida pura e sem mancha e em paz.

– Palavra do Senhor.  – Graças a Deus.

II Domingo do Advento – Anúncio do Evangelho (Mc 1,1-8)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.

— Glória a vós, Senhor.

1Início do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus.

2Está escrito no livro do profeta Isaías: “Eis que envio meu mensageiro à tua frente, para preparar o teu caminho. 3Esta é a voz daquele que grita no deserto: ‘Preparai o caminho do Senhor, endireitai suas estradas!’”

4Foi assim que João Batista apareceu no deserto, pregando um batismo de conversão para o perdão dos pecados. 5Toda a região da Judeia e todos os moradores de Jerusalém iam ao seu encontro. Confessavam os seus pecados e João os batizava no rio Jordão.

6João se vestia com uma pele de camelo e comia gafanhotos e mel do campo. 7E pregava, dizendo: “Depois de mim virá alguém mais forte do que eu. Eu nem sou digno de me abaixar para desamarrar suas sandálias. 8Eu vos batizei com água, mas ele vos batizará com o Espírito Santo”.

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

O caminho para irmos ao encontro do Senhor é o caminho da conversão; é nos convertermos de verdade

Quando somos chamados à penitência, somos chamados a rever as nossas atitudes e gestos; somos chamados a repensar a forma como conduzimos e levamos a nossa vida. Por isso, hoje, a graça que pedimos a Deus é a de termos um coração convertido.

João é para nós uma “seta”, é aquele que aponta-nos o caminho e indica a nós quem é o Salvador.

Aprendamos com João, esse homem de ascese, de vida espiritual renovada e elevada a elevarmos o nosso coração a Deus por uma verdadeira conversão. (Padre Roger Araújo – Sacerdote da Comunidade Canção Nova)

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Reflexão para o I Domingo do Advento: “Vigiar, sempre”!

A graça de Deus nos oferece um novo ano litúrgico e, com ele, nova oportunidade para colocarmos nossa vida de acordo com a mensagem cristã haurida da Sagrada Escritura.

A primeira leitura nos relata uma situação muito difícil na vida do Povo de Israel: ele vive um momento de exílio. Suas cidades foram destruídas, sua população assassinada, inclusive suas crianças, e os que restaram foram feitos escravos. Nessa situação de extrema dor e total carência, os que sobraram dirigem seus olhares para o Senhor, chamando-o de Pai, de Redentor, para que se manifeste e mantenha suas promessas de proteção e amparo.

Deus não se manifesta e aparentemente não mantém as promessas feitas anteriormente. Essa ocasião propicia ao povo um exame de consciência que os leva à conclusão de que foram eles, com suas más ações, que romperam a aliança.

Por outro lado, esse exame mostrou a todos a própria incapacidade de serem fiéis e até a fragilidade de seus atos religiosos.

Nesse momento o povo chegou ao grau máximo de lucidez e percebeu que somente Deus poderia salvá-lo, redimi-lo. Nesse exato momento, de profunda humildade, ele foi salvo.

O Evangelho nos fala em vigiar e vigiar sempre. Quando alguém vigia é porque deseja não ser surpreendido. Quando a enfermeira fica de plantão vigiando um doente em estado grave, ela está atenta para impedir que o quadro da saúde piore; quando um policial permanece de plantão ao lado de um banco, seu intuito é evitar a ação de um ladrão.

E para Jesus, o que significa para ele vigiar? Para Jesus significa um constante estado de alerta à espera da chegada do mundo novo, ou melhor, do homem novo, dele mesmo, Jesus Cristo, o Messias, o Redentor.Essa vigília significa não dormir no pecado, mas estar acordado pela fé, pela esperança, praticando aquilo que é justiça, que é amor.

Somente aqueles que estão antenados na chegada do Redentor é que irão conhecer o momento e poderão abrir seus corações ao Salvador, como aconteceu em sua primeira vinda.

As pessoas estavam tão voltadas para si mesmas, que não tiveram sensibilidade para perceber a necessidade de uma grávida prestes a dar à luz, e simplesmente se fecharam no seu conforto, mesmo miserável; também aquelas pessoas que não foram lúcidas para distinguir entre um benfeitor que curava, alimentava, perdoava, reconciliava e um bandido, ladrão e assassino, pediram a libertação deste e a crucifixão do outro.

Estejamos acordados, lúcidos para podermos acolher o nosso Salvador. Como os israelitas da primeira leitura, sejamos humildes e abertos ao Redentor. Reconheçamos nossos limites e digamos “Vem Senhor Jesus, Vem”!

Com a frase que encerra o trecho da carta de Paulo da liturgia de hoje, encerramos nossa reflexão: ”Deus é fiel; por ele fostes chamados à comunhão com seu Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor”».

(Reflexão do Padre Cesar Augusto dos Santos para o I Domingo de Advento )

Por Rádio Vaticano 

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ADVENTO: Entenda o significado e a origem!

Todos os grandes eventos exigem uma preparação. Por isso, a Igreja instituiu, na Liturgia, um período que antecede o Natal: o Advento que, ao longo da história da Igreja, tomou diversas formas.

Receber uma visita é uma arte que uma dona de casa exercita com freqüência. E quando o visitante é ilustre, os preparativos são mais exigentes. Imagine o leitor que numa Missa de domingo seu pároco anunciasse a visita pastoral do bispo diocesano, acrescida de uma particularidade: um dos paroquianos seria escolhido à sorte para receber o prelado em sua casa, para almoçar, após a Missa.

Certamente, durante alguns dias, tudo no lar da família eleita se voltaria para a preparação de tão honrosa visita. A seleção do menu, para o almoço, o que melhorar na decoração do lar, que roupas usar nessa ocasião única. Na véspera, uma arrumação geral na casa seria de praxe, de modo a ficar tudo eximiamente ordenado, na expectativa do grande dia.

Essa preparação que normalmente se faz, na vida social, para receber um visitante de importância, também é conveniente fazer-se no campo sobrenatural. É o que ocorre, no ciclo litúrgico, em relação às grandes festividades, como por exemplo o Natal. A Santa Igreja, em sua sabedoria multissecular, instituiu um período de preparação, com a finalidade de compenetrar todas as almas cristãs da importância desse acontecimento e proporcionar-lhes os meios de se purificarem para celebrar essa solenidade dignamente. Esse período é chamado de Advento.

Significado do termo Advento – adventus, em latim – significa vinda, chegada. É uma palavra de origem profana que designava a vinda anual da divindade pagã, ao templo, para visitar seus adoradores. Acreditava-se que o deus cuja estátua era ali cultuada permanecia em meio a eles durante a solenidade. Na linguagem corrente, significava também a primeira visita oficial de um personagem importante, ao assumir um alto cargo. Assim, umas moedas de Corinto perpetuam a lembrança do adventus augusti, e um cronista da época qualifica de adventus divi o dia da chegada do Imperador Constantino. Nas obras cristãs dos primeiros tempos da Igreja, especialmente na Vulgata, adventus se transformou no termo clássico para designar a vinda de Cristo à terra, ou seja, a Encarnação, inaugurando a era messiânica e, depois, sua vinda gloriosa no fim dos tempos.

Surgimento do Advento cristão

Os primeiros traços da existência de um período de preparação para o Natal aparecem no século V, quando São Perpétuo, Bispo de Tours, estabeleceu um jejum de três dias, antes do nascimento do Senhor. É também do final desse século a “Quaresma de São Martinho”, que consistia num jejum de 40 dias, começando no dia seguinte à festa de São Martinho.

São Gregório Magno (590- 604) foi o primeiro Papa a redigir um ofício para o Advento, e o Sacramentário Gregoriano é o mais antigo em prover missas próprias para os domingos desse tempo litúrgico.

No século IX, a duração do Advento reduziu-se a quatro semanas, como se lê numa carta do Papa São Nicolau I (858-867) aos búlgaros. E no século XII o jejum havia sido já substituído por uma simples abstinência.

Apesar do caráter penitencial do jejum ou abstinência, a intenção dos papas, na alta Idade Média, era produzir nos fiéis uma grande expectativa pela vinda do Salvador, orientando-os para o seu retorno glorioso no fim dos tempos. Daí o fato de tantos mosaicos representarem vazio o trono do Cristo Pantocrator. O velho vocábulo pagão adventus se entende também no sentido bíblico e escatológico de “parusia”.

O Advento nas Igrejas do Oriente

Nos diversos ritos orientais, o ciclo de preparação para o grande dia do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo formou-se com uma característica acentuadamente ascética, sem abranger toda a amplitude de espera messiânica que caracteriza o Advento na liturgia romana.

Na liturgia bizantina destaca-se, no domingo anterior ao Natal, a comemoração de todos os patriarcas, desde Adão até José, esposo Cristo Rei.jpgda Santíssima Virgem Maria. No rito siríaco, as semanas que precedem o Natal chamam-se “semanas das anunciações”. Elas evocam o anúncio feito a Zacarias, a Anunciação do Anjo a Maria, seguida da Visitação, o nascimento de João Batista e o anúncio a José.

O Advento na Igreja Latina

É na liturgia romana que o Advento toma o seu sentido mais amplo. Muito diferente do menino pobre e indefeso da gruta de Belém,nos aparece Cristo, no primeiro domingo, cheio de glória e esplendor, poder e majestade, rodeado de seus Anjos, para julgar os vivos e os mortos e proclamar o seu Reino eterno, após os acontecimentos que antecederão esse triunfo: “Haverá sinais no Sol, na Lua e nas estrelas; e, na Terra, angústia entre as nações aterradas com o bramido e a agitação do mar” (Lc 21, 25). “Vigiai, pois, em todo o tempo e orai, a fim de que vos torneis dignos de escapar a todos estes males que hão de acontecer, e de vos apresentar de pé diante do Filho do Homem” (Lc 21, 36). É a recomendação do Salvador.

Como ficar de pé diante do Filho do Homem? A nós cabe corar de vergonha, como diz a Escritura. A Igreja assim nos convida à penitência e à conversão e nos coloca, no segundo domingo, diante da grandiosa figura de São João Batista, cuja mensagem ajuda a ressaltar o caráter penitencial do Advento.

Com a alegria de quem se sente perdoado, o terceiro domingo se inicia com a seguinte proclamação: “Alegrai-vos sempre no Senhor. De novo eu vos digo: alegrai-vos! O Senhor está perto”. É o domingo Gaudete. Estando já próxima a chegada do Homem- Deus, a Igreja pede que “a bondade do Senhor seja conhecida de todos os homens”. Os paramentos são cor-de-rosa.

No quarto domingo, Maria, a estrela da manhã, anuncia a chegada do verdadeiro Sol de Justiça, para iluminar todos os homens. Quem, melhor do que Ela, para nos conduzir a Jesus? A Santíssima Virgem, nossa doce advogada, reconcilia os pecadores com Deus, ameniza nossas dores e santifica nossas alegrias. É Maria a mais sublime preparação para o Natal.

Coroa do Advento

Ela é tão simples quanto bonita: um círculo feito de ramos verdes, geralmente de ciprestes ou cedros. Nele coloca-se uma fita vermelha longa que, ao mesmo tempo enfeita e mantém presos à haste circular os ramos. Quatro velas de cores variadas completam essa bela guirlanda que, nos países cristãos, orna e marca há séculos a época do advento. A esta guirlanda dá-se o nome de Coroa do Advento.

Um antigo costume piedoso

Nos domingos de Advento, existe o piedoso costume de as famílias e as comunidades católicas se reunirem em torno de uma coroa para rezar. A “liturgia da coroa”, como é conhecida esta oração, realiza-se de um modo muito simples. Todos os participantes da oração colocam-se em torno daquela guirlanda enfeitada e a cerimônia tem início, Em cada uma das quatro semanas do advento acende-se uma nova vela, até que todas sejam acesas.

O acender das velas é sempre acompanhado com um canto. Logo em seguida, lê-se uma passagem das Sagradas Escrituras que seja própria para o tempo do Advento e é feita uma pequena meditação. Depois disso é que são realizadas algumas orações e são feitos alguns louvores para encerrar a cerimônia. Geralmente a guirlanda da coroa, bem como as velas são bentas por um sacerdote.

Origem

A Coroa de Advento tem sua origem na Europa. No inverno, seus ainda bárbaros habitantes acendiam algumas velas que representavam a luz do Sol. Assim, eles afirmavam a esperança que tinham de que a luz e o calor do astro-rei voltaria a brilhar sobre eles e aquecê-los. Com o desejo de evangelizar aquelas almas, os primeiros missionários católicos que lá chegaram quiseram, a partir doscostumes dos da terra, ensinar-lhes a Fé e conduzi-los para Jesus Cristo. Foi assim que, criaram a “coroa do advento”, carregada de símbolos, ensinamentos e lições de vida.

A forma circular

O círculo não tem princípio, nem fim. É interpretado como sinal do amor de Deus que é eterno, não tendo princípio e nem fim. O círculo simboliza também o amor do homem a Deus e ao próximo que nunca deve se acabar, chegar ao fim. O círculo ainda traz a ideia de um “elo” de união que liga Deus e as pessoas, como uma grande “Aliança”.

Ramos verdes 

Verde é a cor que representa a esperança, a vida. Deus quer que esperemos a sua graça, o seu perdão misericordioso e a glória da vida eterna no final de nossa vida terrena. Os ramos verdes lembram as bênçãos que sobre os homens foram derramadas por Nosso Senhor Jesus Cristo, em sua primeira vinda entre nós e que, agora, com uma esperança renovada, aguardamos a sua consumação, na segunda e definitiva volta dEle.

Quatro velas

O advento tem quatro semanas, cada vela colocada na coroa simboliza uma dessas quatro semanas. No início a Coroa está sem luz, sem brilho, sem vida: ela lembra a experiencia de escuridão do pecado.

À medida em que nos aproximamos do Natal, a cada semana do Advento, uma nova vela vai sendo acesa, representando a aproximação da chegada até nós Daquele que é a Luz do mundo, Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele é quem dissipa toda escuridão, é quem traz aos nossos corações a reconciliação tão esperada entre nós e Deus e, por amor a Ele, a “paz na Terra entre os homens de boa vontade”.

Com esse tempo de preparação, quer a Igreja ensinar-nos que a vida neste vale de lágrimas é um imenso advento e, se vivermos bem, isto é, de acordo com a Lei de Deus, Jesus Cristo será nossa recompensa e nos reservará no Céu um belo lugar, como está escrito: “Coisas que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem o coração humano imaginou, tais são os bens que Deus tem preparado para aqueles que O amam” (1Cor 2, 9).

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(Fontes: Pe. Mauro Sérgio da Silva Isabel, EP; Revista Arautos do Evangelho, Dez/2006, n. 60, p. 18-19/ – http://www.acidigital.com)

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Saiba como preparar o presépio por etapas na sua casa e a importância do mesmo explicada pelo Papa Francisco

Esquecido (de propósito) pela mídia, ele é muito mais importante do que a árvore de Natal. Resgate o seu riquíssimo significado e prepare-o!

árvore ornamentada é um símbolo natalino acolhido há séculos pelo cristianismo. São Bonifácio, provavelmente, foi o primeiro santo católico a usar a árvore nesse contexto, ainda no século VIII. Em seu trabalho de catequese junto aos druidas, que adoravam árvores de carvalho como símbolos da divindade, São Bonifácio começou a usar outra árvore, o abeto, porque a sua forma triangular ajuda a simbolizar a Santíssima Trindade e porque os seus ramos verdes apontam para o céu.

Quando as árvores de Natal começaram a se popularizar, houve preocupação com o caráter pagão da sua origem, mas as devidas contextualizações fizeram dela um símbolo arraigado com segurança na fé cristã. Aliás, o simbolismo da árvore é riquíssimo em nossa tradição: nossos primeiros pais foram orientados por Deus a não comerem dos frutos de uma das árvores do Éden; Cristo pagou o preço altíssimo da nossa redenção crucificado em um tronco de árvore; os ramos verdes e as luzes que decoram a árvore natalina evocam o Cristo como a Luz Eterna que vem a um mundo envolto em escuridão… Apesar dos fortes matizes comerciais que a foram descaracterizando principalmente desde o século passado, a árvore de Natal é um símbolo válido para a vinda de Cristo ao mundo – mas é preciso que este simbolismo fique claro para as famílias católicas que a decoram nesta época.

No entanto, mesmo com essa validação contextual, a árvore de Natal não é, de forma alguma, o principal símbolo visual do Nascimento de Jesus.

O principal símbolo visual do Natal é o presépio!

Foi São Francisco de Assis quem montou em Greccio, na Itália, no já longínquo ano de 1223, o primeiro presépio da história.

E foi um presépio vivo, com moradores da pequena localidade representando o Menino Jesus na manjedoura, Nossa Senhora, São José, os Reis Magos, os pastores e os anjos. Os animais também eram reais: o boi, o burrico, as ovelhas…

Não demorou para que esta piedosa iniciativa se espalhasse, transformando-se em costume natalino e dando origem aos presépios esculpidos, que se popularizaram nas igrejas por volta do século XVI, graças ao trabalho evangelizador dos padres jesuítas.

Existem tradições cheias de significado em torno à própria montagem do presépio, que vai sendo preparado por etapas. Confira algumas dessas tradições:

Como preparar o presépio em etapas significativas

  • Primeiro vão sendo colocados os animais, os pastores, a manjedoura, o cenário em geral – mas sem as figuras dos protagonistas Jesus, Maria e José, nem os anjos, nem a estrela, nem os três reis.
  • Há famílias que só colocam no presépio as imagens da Santíssima Virgem Maria e de São José na tarde do dia 24, mas ainda sem o Menino Jesus.
  • A manjedoura permanece vazia até a meia-noite, quando, simbolizando o Nascimento do Filho de Deus, a imagem do Menino é finalmente ali colocada!
  • Com o Menino Deus, também são colocados os anjos, que evocam o cântico “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade”, mencionado nas Escrituras.
  • Juntamente com os anjos, é colocada no topo do presépio a estrela que guiou os três reis do Oriente até Belém para venerarem o Salvador: Gaspar, Melchior e Baltazar. Esses três reis representam todos os povos da terra e são figurados com as suas exóticas montarias: camelos ou mesmo elefantes.
  • Há quem comece a posicionar os três reis no presépio somente a partir do dia 25: inicialmente, eles estão longe da gruta, ainda a caminho, e vão sendo aproximados um pouco mais a cada dia até chegarem junto ao Menino na festa da Epifania, em 6 de janeiro.

Verdadeira catequese doméstica

O presépio, afinal de contas, não é um simples adorno: é uma belíssima forma visual de manifestarmos a nossa fé e a nossa oração, durante a espera e a celebração pela chegada do Salvador. Essa tradição envolve um processo, um crescimento, uma participação dinâmica da família na história mais bela de todos os tempos. É uma verdadeira catequese doméstica, especialmente para as crianças!

Resistência à secularização forçada

O influxo da secularização forçada, que desvirtuou completamente o sentido da árvore de Natal (e do próprio Natal), tem muito mais dificuldade em apagar o simbolismo explícito que está presente no presépio, já que, nele, a referência ao Salvador é direta e óbvia.

É por isso que o presépio foi sendo simplesmente “ignorado”, deixado de lado para ser aos poucos esquecido – em não poucos casos, é tratado como coisa “cafona”, de “mau gosto”… ou pior: há casos, em plena Europa “democrática” do nosso século XXI, de prefeituras que chegaram a proibir o presépio em áreas visíveis ao público a fim de não “ofender” os seguidores de outras religiões…

Seria uma pena que as famílias católicas também se deixassem levar pelo “esquecimento” do presépio.

E na sua casa, católico, tem lugar para o presépio este ano?

Papa Francisco explica por que é importante o presépio em casa no Advento e no Natal

Durante a Audiência Geral da última quarta-feira(22/11), o Papa Francisco explicou a importância de ter o presépio em casa, além da necessidade de contemplar cada um de seus elementos no tempo do Advento e no Natal, porque também nele podemos encontrar uma fonte de esperança.

“Nas casas dos cristãos, durante o tempo do Advento, é preparado o presépio, segundo a tradição que remonta a São Francisco de Assis. Na sua simplicidade, o presépio transmite a esperança”, assinalou o Papa

“Antes de tudo, notamos o lugar em que nasceu Jesus: Belém. Pequena aldeia da Judeia onde mil anos antes tinha nascido Davi, pequeno pastor eleito por Deus como rei de Israel”.

O Pontífice recordou que Belém não era uma capital “e, por isso, é preferida da providência divina que ama agir através dos pequenos e dos humildes”. “Naquele lugar nasce o ‘filho de Davi’ tão esperado, Jesus, no qual a esperança de Deus e a esperança do homem se encontram”.

Depois, “olhamos para Maria, Mãe da esperança”. Francisco sublinhou que Maria, com seu “sim”, abriu a “Deus a porta do nosso mundo: o seu coração de jovem estava cheio de esperança, animada pela fé. E assim, Deus a escolheu e ela acreditou na sua Palavra”.

Francisco também sublinhou a importância da presença de São José: “Ao lado de Maria está José, descendente de Jessé e de Davi. Também ele acreditou na palavra do anjo e, olhando Jesus na manjedoura, medica que aquele Menino vem do Espírito Santo e que o próprio Deus ordenou chamá-lo ‘Jesus’. Naquele nome está a esperança para cada homem, porque através daquele filho de mulher, Deus salvará a humanidade da morte e do pecado”.

Do mesmo modo, destacou que “naquele presépio também estão os pastores, que representam os humildes e os pobres que esperavam o Messias, o conforto de Israel e a redenção de Jerusalém. Naquele Menino, eles veem a realização das promessas e esperam que a salvação de Deus chegue finalmente para cada um deles”.

Por último, destacou que “o coro dos anjos anuncia do alto o grande desígnio que esse Menino realiza: ‘glória a Deus no mais alto do céu e, sobre a terra, paz aos homens que Ele ama’. A esperança cristã se exprime no louvor e no agradecimento a Deus, que inaugurou seu Reino de amor, de justiça e de paz”.

O Papa Francisco ensinou que o Nascimento do Messias marca “o momento no qual a esperança entrou no mundo, com a encarnação do Filho de Deus”.

O Bispo de Roma recordou as profecias de Isaías: “Eis que a Virgem conceberá e dará à luz um filho e a ele será dado o nome de Emanuel” e também, “Um rebento brotará do tronco de Jessé, e de suas raízes um renovo frutificará”.

“Nestes dois trechos se transmite o sentido do Natal: Deus realiza a promessa, fazendo-se homem. Não abandona o seu povo; aproxima-se até despir-se da sua divindade. Assim, Deus demonstra a sua fidelidade e inaugura um Reino novo, que doa uma nova esperança à humanidade: a vida eterna”.

Francisco indicou que, “quando se fala de esperança, frequentemente se refere àquilo que não está no poder do homem e que não é visível. De fato, o que esperamos vai além das nossas forças e do nosso olhar. Mas, o Natal de Cristo, inaugurando a redenção, nos fala de uma esperança diferente, uma esperança confiável, visível e compreensível, porque fundada em Deus”.

Esta esperança, explicou o Pontífice, “entra no mundo e nos doa a força de caminhar com Ele em direção da plenitude da vida; nos dá a força de estar de maneira nova no presente, apesar de fatigoso”.

Para o cristão, portanto, “a esperança significa a certeza de estar em caminho com Cristo em direção ao Pai, que nos espera. Esta esperança, que o Menino de Belém nos doa, oferece uma meta, um destino bom no presente, a salvação da humanidade, a santidade de quem confia em Deus misericordioso. São Paulo resume isto com esta expressão: ‘Na esperança fomos salvos”

Fontes: http://www.acidigital.com – https://pt.aleteia.org – Rádio Vaticano

Foto/Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz

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4º Domingo do Advento:”A Virgem dará à luz a um filho: Emanuel, Deus conosco”

A primeira leitura da liturgia deste 4º domingo do Advento, apresenta a aliança entre dois reis, com a finalidade de depor um terceiro, Acaz,  rei de Jerusalém.  Com isso a dinastia davídica se esfacelaria e outro rei, de outra família, ocuparia o trono de Jerusalém.

Mas Deus é fiel e manterá sua promessa de que um descendente de Davi seria o rei de Judá. Contudo o rei Acaz não dá muito importância à palavra de Deus, não confia em suas palavras, mas confia em sua aliança com um 4º rei.

O profeta Isaías fica preocupadíssimo com o modo de agir do rei Acaz e percebe que tudo será um desastre para Israel.

O povo confia em Deus, mas fica estarrecido com menosprezo que Acaz dá à situação e sua atitude em relação aos ídolos pagãos a ponto de oferecer seu filho aos mesmos.

Por isso ele, de modo falso, diz que não irá incomodar Deus, quando lhe é dito de pedir um sinal a Deus.

Nesse momento é dado, pelo profeta Isaías, um sinal: a virgem dará á luz um filho que se chamará Emanuel.

Acaz se torna empedernido, perde a guerra, os assírios se tornaram colonizadores de Israel, mas Deus se manteve fiel. Ezequias, o filho da virgem, descendente de Davi, nasceu e se tornou rei, um bom rei. Ele foi visto como a presença de Deus, de Deus que não abandona, de Deus que está com seu povo, de Deus que se chama Emanuel – Deus conosco!

Essa leitura questiona nosso modo de pensar e de agir quando não confiamos em Deus e não damos a Ele a primazia em nossas decisões, quando confiamos mais no mundo, em nossos feitos e amizades, em nossas “orações” e “novenas”, em nossas superstições e não na palavra dele que nos ama, que se entregou por nós, na presença de Nossa Senhora ao nosso lado. Não somos nossa providência, ninguém é nossa providência, só o Senhor é a Providência.

Capa advento portal4.jpg

LITURGIA DO DIA

Primeira Leitura (Is 7,10-14)
Responsório (Sl 23)
— O rei da glória é o Senhor onipotente;/ abri as portas para que ele possa entrar!
— O rei da glória é o Senhor onipotente;/ abri as portas para que ele possa entrar!
Segunda Leitura (Rm 1,1-7) 

Anúncio do Evangelho (Mt 1,18-24)

— O Senhor esteja convosco.  — Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

18A origem de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, e, antes de viverem juntos, ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo. 19José, seu marido, era justo e, não querendo denunciá-la, resolveu abandonar Maria, em segredo.

20Enquanto José pensava nisso, eis que o anjo do Senhor apareceu-lhe, em sonho, e lhe disse: “José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo. 21Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo de seus pecados”.

22Tudo isso aconteceu para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta: 23“Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho. Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que significa: Deus está conosco”.

24Quando acordou, José fez como o anjo do Senhor havia mandado e aceitou sua esposa.

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

Refletindo o Evangelho

Deus conosco é o tema também do Evangelho de Mateus, proclamado nesta liturgia, que nos fala da gravidez de Maria, após a realização do contrato nupcial entre ela e José, mas ainda sem co-habitarem.

O sinal que Isaías falava para o rei Acaz pedir a Deus, é concretizado no nascimento de Jesus, o Deus Conosco, o Emanuel.

Maria é a virgem, que confiou absolutamente em Deus e se entregou totalmente à missão que Ele lhe confiava. Também Jose, o justo, porque entre situações muito embaraçosas, optou por não cometer injustiças, mas deixar tudo nas mãos de Deus e confiar na divina Providência.

Que nós, neste Natal, saibamos ser como José, deixando tudo nas mãos do Senhor, confiando em Sua divina ação. “Deixa aos cuidados do Senhor o teu destino; confia nele, e com certeza ele agirá”, diz o salmo 36.

Também sejamos como Maria, não pedindo explicações, mas sabendo que o Senhor é poder e Amor.

Entreguemo-nos, confiadamente, ao Senhor que vem a nós em forma de uma criança, para habitar conosco, a cada dia de nossa vida, presente em cada segundo de nosso existir, afinal Ele é o Amor, o Emanuel, o Deus conosco!

 

(Reflexão do Padre Cesar Auygusto dos Santos para o IV Domingo do Advento)

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3º Domingo do Advento: João Batista prepara a vinda de Jesus

Diante de um mundo arrasado, de um ambiente de profunda desolação, de corações sofridos e enlutados, Isaías clama Vida, Alegria, Ressurreição! O texto da primeira leitura de hoje, extraído do livro de Isaías, nos leva à Esperança. O Profeta quebra a rotina desoladora e nos aponta a ação de Deus, a regeneração do mundo, a redenção do ser humano. Mas o Senhor que pode fazer tudo sozinho, quer nossa colaboração, quer fazer-nos partícipes de sua obra salvífica. Nesse próprio ato de pedir nossa colaboração já está a redenção.

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Primeira Leitura (Is 35, 1-6a.10)

Leitura do Livro do Profeta Isaías:

1Alegre-se a terra que era deserta e intransitável, exulte a solidão e floresça como um lírio. 2Germine e exulte de alegria e louvores. Foi-lhe dada a glória do Líbano, o esplendor do Carmelo e de Saron; seus habitantes verão a glória do Senhor, a majestade do nosso Deus.

3Fortalecei as mãos enfraquecidas e firmai os joelhos debilitados. 4Dizei às pessoas deprimidas: “Criai ânimo, não tenhais medo! Vede, é vosso Deus, é a vingança que vem, é a recompensa de Deus; é ele que vem para nos salvar”.

5Então se abrirão os olhos dos cegos e se descerrarão os ouvidos dos surdos. 6aO coxo saltará como um cervo e se desatará a língua dos mudos.

10Os que o Senhor salvou voltarão para casa. Eles virão a Sião cantando louvores, com infinita alegria brilhando em seus rostos; cheios de gozo e contentamento, não mais conhecerão a dor e o pranto.

– Palavra do Senhor.   – Graças a Deus.

Responsório (Sl 145)

— Vinde, Senhor, para salvar o vosso povo!

— Vinde, Senhor, para salvar o vosso povo!

— O Senhor é fiel para sempre,/ faz justiça aos que são oprimidos;/ ele dá alimento aos famintos,/ é o Senhor quem liberta os cativos.

— O Senhor abre os olhos aos cegos,/ o Senhor faz erguer-se o caído,/ o Senhor ama aquele que é justo,/ é o Senhor que protege o estrangeiro.

— Ele ampara a viúva e o órfão,/ mas confunde os caminhos dos maus./ O Senhor reinará para sempre!/ Ó Sião, o teu Deus reinará!

Segunda Leitura (Tg 5, 7-10)

Leitura da Carta de São Tiago:

Irmãos: 7Ficai firmes até à vinda do Senhor. Vede o agricultor: ele espera o precioso fruto da terra e fica firme até cair a chuva do outono ou da primavera.

8Também vós, ficai firmes e fortalecei vossos corações, porque a vinda do Senhor está próxima.

9Irmãos, não vos queixeis uns dos outros, para que não sejais julgados. Eis que o juiz está às portas.

10Irmãos, tomai por modelo de sofrimento e firmeza os profetas, que falaram em nome do Senhor.

– Palavra do Senhor.  – Graças a Deus.

Anúncio do Evangelho (Mt 11,2-11)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 2João estava na prisão. Quando ouviu falar das obras de Cristo, enviou-lhe alguns discípulos, 3para lhe perguntarem: “És tu aquele que há de vir ou devemos esperar um outro?”

4Jesus respondeu-lhes: “Ide contar a João o que estais ouvindo e vendo: 5os cegos recuperam a vista, os paralíticos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e os pobres são evangelizados. 6Feliz aquele que não se escandaliza por causa de mim!”

7Os discípulos de João partiram, e Jesus começou a falar às multidões sobre João: “O que fostes ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? 8O que fostes ver? Um homem vestido com roupas finas? Mas os que vestem roupas finas estão nos palácios dos reis.

9Então, o que fostes ver? Um profeta? Sim, eu vos afirmo, e alguém que é mais do que profeta. 10É dele que está escrito: ‘Eis que envio o meu mensageiro à tua frente; ele vai preparar o teu caminho diante de ti’. 11Em verdade vos digo, de todos os homens que já nasceram, nenhum é maior do que João Batista. No entanto, o menor no Reino dos Céus é maior do que ele”.

— Palavra da Salvação.  — Glória a vós, Senhor.

O Senhor nos trata como pessoas maduras, capazes, pessoas criadas à Sua imagem e semelhança. Por isso não é próprio do fiel ficar de braços cruzados, desanimado e acomodado. Aquele que crê levanta a cabeça, solta os braços e busca dentro de si a força do Senhor, e imediatamente começa a colaborar com o Criador. O fiel reage contra qualquer ação oriunda da cultura de morte. Ele crê na Vida! Assim aconteceu com a escravidão no Egito, em outras situações onde os protagonistas foram os pobres, os marginalizados, os portadores de deficiência, os pequenos segundo o mundo. Assim fez Jesus Cristo, colocando-se como servo de todos, à disposição do Pai para assegurar a felicidade eterna ao Homem.

No Evangelho de hoje, temos em prmeiro lugar a dificuldade de João Batista em reconhecer em Jesus o Messias prometido. Na pregação de João Batista, como vimos no domingo passado, Jesus deveria tratar os pecadores com bastante dureza, destruí-los até.  Mas ele não o faz, ao contrário, provoca mudanças em seus corações,  possibilitando a salvação, faz refeições com eles e até se torna amigo deles. Isso desorienta o Batista.

Quando interrogado pelos discípulos de João, Jesus responde citando Isaías, ou seja, dizendo que sua missão é de redenção, por isso os sinais que faz são de salvação. Deus ama a todos, bons e maus. Todos são seus filhos, foram criados por amor.

Em segundo lugar, Jesus elogia a pessoa do Batista dizendo que ele é mais que um Profeta, o maior entre os nascidos de mulher – dirá o Mestre. Ao dizer que “O menor no Reino dos céus é maior do que o Batista”, Jesus afirma que esse menor entendeu que Deus vem ao encontro do Homem para perdoá-lo, acolhê-lo e amá-lo. Menor e maior. Sem depreciar em nada a figura de João Batista, já que os tempos do Reino transcendem inteiramente aqueles que os precederam e prepararam, essas duas palavras opõem duas épocas da obra divina, duas “economias”, conforme nos esclarece a Bíblia de Jerusalém.

Finalmente, na 2ª leitura, São Tiago nos exorta a que fiquemos firmes até e chegada do Senhor. Firme para Tiago significa manter a fé, a esperança e a caridade. Por isso, ele toma como exemplo o agricultor que trabalha e depois fica à espera do fruto prometido e nos aconselha a não nos queixarmos dos irmão.

(Reflexão do Padre Cesar Augusto dos Santos para o III Domingo do Advento)

Rádio Vaticano

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