O Milagre

“FUI CURADA POR NHÁ CHICA” o relato de fé de Ana Lúcia Meirelles, miraculada de Nhá Chica

Nhá Chica - Beatificada em 04/05/2013

O milagre aceito pela Comissão de Médicos do Vaticano, que deu início ao processo de Beatificação de Nhá Chica, refere-se à cura de Ana Lúcia Meirelles Leite, 63 anos, professora aposentada, moradora de Caxambu (MG). Ela pediu a intercessão da leiga e teve resolvido – sem necessitar de cirurgia – um problema congênito muito grave no coração.

O fato se deu em 1995 e, desde então, a aposentada faz exames regulares comprovando que o problema jamais voltou.

Ana Lúcia descobriu que tinha um defeito congênito no coração quando foi submetida a exames médicos, logo após uma isquemia, em julho de 1995. Na véspera da cirurgia, a professora foi acometida de uma febre muito alta, que a impediu de realizar a operação, que foi marcada para uma nova data. Qual não foi a surpresa do médico ao constatar que já não existia mais o problema? A abertura no coração havia fechado, sem necessidade de cirurgia.

Médicos de Baependi, Pouso Alegre, Belo Horizonte e São Paulo deram testemunho de que a medicina não explicava o acontecido, que não havia possibilidade de cura sem a cirurgia.

Em 14 de outubro de 2011 este milagre, atribuído à intercessão de Nhá Chica, foi reconhecido pela Comissão Médica da Congregação das Causas dos Santos. Todos os 07 médicos deram voto favorável: a cura não tem explicação científica!

O Estudo do Milagre pela comissão de Cardeais da Santa Sé aconteceu em 05 de junho de 2012. O Santo Papa Bento XVI promulgou o Decreto da Beatificação de Nhá Chica, sendo que a cerimônia oficial da Beatificação de Nhá Chica aconteceu no dia 04 de maio de 2013, em Baependi. (Clique aqui e veja como foi o dia da Beatificação).

ENTREVISTA COM  A MIRACULADA 

A professora e dona de casa Ana Lúcia Meirelles Leite, 63 anos, sempre foi uma pessoa de muita Fé em Deus e dedicação as coisas sagradas. Recorria constantemente à Nhá Chica em busca de apoio e pedindo graças para fatos que aconteciam na rotina de sua vida. Em 1995 um acontecimento marcante mudaria o rumo de sua vida e de toda a história da Igreja Católica na região e no Brasil. Leia nesta entrevista um depoimento emocionante que revela em detalhes como esta devota foi curada por Nhá Chica.

A senhora é devota de Nhá Chica e sempre rezou com muita fé durante toda sua vida. Esperava alcançar uma graça assim?
Tudo na minha vida tem sido graças. Em toda minha vida, há mais de 40 anos tenho uma convivência muito intima com Nhá Chica. Sempre confiei na Santa de Baependi. Mas a gente nunca sabe a hora que vamos receber algo tão grandioso vindo de Deus. Nós temos é que sempre manter nossa fé e nossas orações.

Como a senhora descobriu que estava doente e que era um caso grave?
Tudo começou em 1995. Eu tive uma isquemia na vista que me impossibilitou de enxergar por alguns momentos. Foi um problema transitório, voltei a enxergar no mesmo dia, sem problemas. Mas pesquisando a causa desta isquemia, os médicos descobriram que eu tinha na verdade um problema cardíaco. Era uma passagem de sangue errada no coração, que me causava uma hipertensão pulmonar muito grande.

A senhora tinha algum outro sintoma antes?
Eu sentia cansaço, não subia as escadas, tudo era muito cansativo. Na adolescência tive umas ausências, uma espécie de desmaio, mas eu nunca pensei que pudesse ser alguma coisa relacionada ao coração.

Como foi esta pesquisa, esta busca pela cura, pela solução do problema?
Os médicos me mandaram para Varginha, para Belo Horizonte e finalmente São Paulo. Foram dezenas de exames apontando um problema cardíaco. Os especialistas, alguns dos melhores do país, chegaram a conclusão que o meu caso era cirúrgico. Só mesmo uma cirurgia poderia resolver o problema. E assim comecei minha peregrinação em diversos médicos. Os médicos sugeriam operações de forma urgente, pois achavam ser a única saída para resolver o problema.

Qual foi o diagnóstico?
Eu estava com uma passagem de sangue no coração que causava uma hipertensão pulmonar também alta. Eu tinha que fazer uma sutura no coração, tampar o buraco que existia e que deixava o sangue sair. Em São Paulo, a equipe do Dr. Sérgio Almeida, um dos mais renomados cardiologistas do Brasil, do Hospital Beneficência Portuguesa detectou uma comunicação nas aurículas. Era um buraco bem grande no coração. O médico recomendou uma cirurgia URGENTE.

Foi neste momento que a senhora começou a pedir ajuda de Nhá Chica?
Bem, na verdade eu sempre peço ajuda de Nhá Chica para tudo. Mas nestas horas a gente se apega mais. Pedi sim que ela me protegesse e permitisse que minha cirurgia fosse tranqüila. Marcamos a cirurgia. Isto já era julho 1996.

O que aconteceu poucos dias antes desta importante cirurgia, que iria solucionar o problema grave que a senhora tinha no coração?
Bom, três dias antes desta cirurgia eu senti uma febre muito grande. Telefonei para o cardiologista. Ele pediu para eu medir a temperatura e eu estava com quase 40 graus de febre. Ele disse que nessas condições eu não poderia operar. Mandou que tomasse um remédio antitérmico só pra abaixar a febre. Por que para o problema do coração não tinha remédio, nada resolveria, só mesmo a cirurgia.

O que aconteceu em seguida? A febre abaixou?
Passados sete dias eu mais do que nunca senti a presença de Nhá Chica na minha vida. Eu vi que eu melhorava dia a dia. Aquela sensação horrível de cansaço foi sumindo, como por encanto. Eu dizia: já estou bem, me sinto melhor. Várias amigas diziam: “Não era pra operar agora, espere mais um pouco”. A febre sumiu e eu me sentia melhor. A cirurgia foi desmarcada. Combinamos com o médico aguardar mais um pouco.

A senhora já imaginava um milagre?
Olha, eu imaginava que poderia estar melhorando, agradecia a Deus por isso e agradecia Nhá Chica. Uma tia, dona Olímpia Meirelles, muito devota de Nhá Chica me disse confiante: “não vai operar não minha filha, não é pra você ir”.

Bom, mas a senhora voltou no médico?
Sim, pois tinha que fazer exames, remarcar uma cirurgia, apesar de me sentir muito melhor. Da data da primeira cirurgia e da febre se passaram seis meses. Foi ai que voltei a fazer um exame transeofágico, em Belo Horizonte com o Dr. Fernando Santana. A equipe toda ficou mais atenta, mais interessada. Era um exame que eu já tinha feito outras vezes. Os outros exames não duraram mais do que 40 minutos. Desta vez começou a demorar. O Dr. Fernando chamava as pessoas pra dentro da sala e observava a tela. Eu, nessa hora só rezava: – “Nhá Chica, me ajude, Nhá Chica me ajude!” Pois eu não entendia o que estava acontecendo. Pensava que havia piorado e muito. Achava que a hipertensão tinha subido demais e eu nem poderia operar.

Então mais do que nunca a Fé em Deus e ajuda de Nhá Chica nesse momento foram enormes?
Ah sim! Eu só rezava Salve Rainha e pedia a Nhá Chica. Fiquei mais de duas horas entubada fazendo e refazendo exames e os médicos que entravam e saiam da sala. Quando terminou o Dr. Fernando me disse: “Dona Ana Lúcia eu sei que judiei da senhora”. Eu respondi – Muito! E então ele me respondeu: “a senhora me aguarde por que preciso falar com a senhora”. Nessa hora eu me vi perdida, e mais do que nunca pedi pra Nhá Chica me ajudar, mais do que eu já tinha pedido antes. Com muita Fé, pedi:- “Me ajuda Nhá Chica, não sei o que está acontecendo. Me ajuda!” Eu só pensava isto! Me ajude Nhá Chica.

A senhora achava então que tinha piorado nestes seis meses e que nem a cirurgia anterior que havia sido adiada poderia ser realizada?
Isso mesmo. Fui para uma outra sala, já com meu marido presente, e então Dr. Fernando me disse assim, de forma séria e muito preocupado: – “A senhora insiste em dizer que não está operada?” Eu respondi: “Dr. Fernando, eu ia operar, não fui e só voltei hoje, seis meses depois para fazer este exame”. Ai ele respondeu: – “O que a senhora tinha que fazer numa cirurgia já está feito! E muito bem feito. Eu cheguei a injetar um liquido pra passar pelo buraco onde a senhora tinha a passagem de sangue. O liquido voltou. Não existe mais a passagem. E o mais estranho é que a hipertensão pulmonar da senhora que era muito alta, não tem mais, está normal. E isto não aconteceria se não tivesse fechado aquela passagem”.

O médico estava então sem entender? Sem poder dar explicações?
Sim ele continuou perguntando: “se a senhora não fez a cirurgia em São Paulo, então a senhora operou com alguém, uma cirurgia espiritual, algo assim?” Na hora eu falei: “Eu operei com minha Santa, a Santa de Baependi, a Santa dos pobres, foi ela que me curou. Tenho certeza que foi ela”. E nesse momento o médico sem acreditar e eu cheia de alegria pela ajuda de Nhá Chica. Neste momento eu só agradecia a Nhá Chica. Saindo de lá entrei na primeira igreja que encontrei, cai de joelhos, chorei muito e agradeci. Na mesma hora liguei para minha filha, e falei: “minha filha Nhá Chica me salvou”.

Neste momento sim a senhora tinha certeza de um milagre?
Sem dúvida alguma. Nhá Chica me curou! O mais bonito aconteceu quando eu voltei a Caxambu, fui direto na casa da minha tia Olímpia, então com 88 anos que almoçava comigo todos os domingos. Quando cheguei para buscá-la, ela do portão com as mãos postas gritou: “louvado seja Nhá Chica, você está curada”. Eu não tinha contado pra ela ainda e perguntei: “Como senhora sabe? Meus irmãos te contaram?” E então ela disse: “Não minha filha, foi a própria Nhá Chica”. Desde quando entrei na sala para aquele último exame vi que tinha acontecido alguma coisa. Nhá Chica operava os maiores milagres dela as sextas feiras as três da tarde. Aquele meu exame estava marcado pra quinta feira, mas o médico o transferiu para sexta feira as três da tarde. Nessa hora eu pensei: vai dar tudo certo.

Isto tudo aconteceu entre 1995 e 1996 e desde então a senhora refaz os exames. Como é a rotina de saúde?
Faço exames periodicamente e a resposta é sempre a mesma: estou curada. Os médicos sempre se questionam como estou curada sem a cirurgia e a resposta é a mesma: um milagre, milagre de Nhá Chica.

Esse milagre é a peça fundamental da Beatificação de Nhá Chica. A senhora concordou com todo o procedimento ao longo destes anos para ajudar a comprovar o milagre?
Depois de tudo que recebi de Nhá Chica, minha vida é ajudar a divulgar sua vida e obra. Eu tenho todos os laudos, vários laudos, vários exames. Meus exames estão todos no Vaticano, inclusive o cateterismo. Durante seis anos, eu fazia exames periodicamente e enviava ao Vaticano através da irmã Célia .Tenho documentado vários exames acusando o problema e muitos outros de Pouso Alegre, Belo Horizonte, São Paulo, Varginha, provando que não tenho mais o problema. A pedido do Vaticano passei por uma equipe de médicos, entre estes Dr. José Viotti, Dr. Carlos, Dr. Ìtalo, médicos de São Paulo e muitos outros.

Como reagem os médicos?
Ficam sem saber. Dizem que a medicina e a ciência não explicam. Por que eu tinha a doença e não tenho mais. E era uma coisa que se você não abrisse e operasse, não estaria assim, sem hipertensão e bem. Pra eles é difícil dizer o que aconteceu. Mas nós sabemos, não existem dúvidas: foi Nhá Chica.

Como está sendo isto para a senhora, participar destas ações?
É uma honra, muito importante, não sei por que fui escolhida, pois é algo nobre e gratificante. Não sei por que fui este instrumento de Nhá Chica. E só me resta agora divulgar, contar pra todo mundo. Muitos me perguntam, telefonam, querem saber esta historia, querem saber como fazer para alcançar graça assim. A resposta é uma só: rezar, pedir, acreditar, com fé, com muita fé!

Fonte: http://www.nhachica.org.br

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