Cinderela X Merida – A força feminina que reside na humildade, não na rebeldia

Reparem no modelo de mulher que vem dominando os comerciais de TV: insolente, impaciente, grossa, sempre quer ficar por cima da carne seca e, acima de tudo, não perde a oportunidade de ridicularizar e o seu marido/namorado como um completo idiota. Acham que tô exagerando? Então deem uma olhada nesses dois breves vídeos abaixo.

O fato desse tipo de propaganda não causar asco e rejeição da maioria da sociedade sinaliza que achamos esse comportamento feminino, no mínimo, aceitável. E assim, às vezes sem perceber, as meninas e mulheres cristãs absorvem e imitam esse modelo promovido pela mídia. E deixam de cultivar a delicadeza, a humildade e a capacidade de silenciar e de se resignar, como se essas fossem coisas de mulher derrotada e fraca, que não luta pela sua felicidade.

Não creio que seja obrigatório ser doce e gentil o tempo todo – rodar a baiana de vez em quando pode ser necessário. Porém, é desolador ver uma geração de jovens incapazes de cultivar a virtude da mansidão, da qual Jesus e Nossa Senhora nos deram tão grande exemplo.

A mansidão é vista como fraqueza pelas mulheres de hoje. Paradoxalmente, foi com mansidão que a Virgem Maria convenceu Seu Filho salvar as Bodas de Caná de um ruidoso fracasso, pela falta de vinho. Sua força estava na doçura.

“Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra!” (Mateus 5,5)

No cenário atual, “Cinderela”, o novo filme da Disney, é tão fantástico que chega ao ponto de chocar – e muito positivamente. Antes de falecer, a mãe de Cinderela adverte a filha de que, na vida, ela deverá passar por provações. Então, é muito superficial dizer que os contos de fadas prometem uma vida para sempre feliz e perfeita: na verdade, a cruz está sempre lá.

A mãe reforça que a força da menina está em sua BONDADE. Na bondade reside grande PODER. E assim, a ela deveria sempre manter a CORAGEM e a GENTILEZA. Cinderela foi sempre obediente a esses conselhos maternos, mesmo diante das injustiças de sua madrasta e de suas “irmãs”.

Os menos atentos dirão que Cinderela é submissa demais. Na verdade, ela é humilde na medida certa, e está bem longe de ser burra ou manipulável. Na hora crucial, Cinderela soube dizer “não” aos abusos da madrasta. Também teve ousadia para contestar o modo de agir e pensar do príncipe, e o levou a ter uma nova visão sobre a vida.

Por falar no príncipe, este se opõe a seu pai, que deseja para ele um vantajoso casamento arranjado. Porém, o príncipe em momento algum falta ao respeito por seu pai. Bem diferente disso, pondera que seu pai sempre deseja o melhor para ele. É interessante comparar o modo como o príncipe de Cinderela enfrenta esse dilema com a reação da princesa de outro filme da Disney – Merida:

– Você é um monstro, isso é o que você é! Nunca serei como você. Eu prefiro morrer a ser como você! – diz Merida à mãe, recusando-se a casar com um dos pretendentes dos diversos clãs aliados.

“Valente” é o nome do filme da princesa Merida. De fato, ela atira flechas muito bem, é uma ágil e intrépida alpinista… e só. Porém, que valentia há em dar piti diante das contrariedades, ignorar completamente o seu papel na sociedade (como se não fizesse parte de um “todo”) e, de quebra, ainda se meter com bruxaria e fazer uma macumba para a própria mãe?

Valente ou menina tola? Merida é incapaz de deter seus instintos, não refreia a língua, coloca sua vontade acima de tudo e de todos, é irresponsável, imprudente e arrogante. Pra piorar, seguindo a mesma ideia dos comerciais que mostramos, o filme “Valente” mostra os homens como um bando de retardados. O trecho abaixo resume esse espírito:

Sim, Merida aprendeu algumas lições. Aprendeu a valorizar a tradição de sua família e se arrependeu de ter feito mandinga pra sua pobre mãe. Mas seus graves erros saíram muito, muito barato. O filme passa a mensagem que vale a pena sair chutando o balde quando o mundo é injusto, e as pessoas não te compreendem. Se as coisas não estão legais pra você, rebele-se, pise em todo o mundo. No fim, tudo dá certo! Eis a lição de “Valente”.

Já Cinderela mostra uma moça verdadeiramente “valente”, que não se destrambelha diante dos sofrimentos injustos, sabe calar, sabe perdoar, é capaz de se sacrificar. É claro que existem meninas e mulheres de todos os jeitos e temperamentos, e isso é muito bom. Não se trata se seguir uma determinada etiqueta, e sim refletir sobre a força feminina que brota da doçura. Cinderela é certamente uma personagem inspiradora, nesse sentido.

Ficamos devendo um post sobre o filme em si. Vale muito a pena… em tempos de tanto destrambelhamento, chega a ser emocionante ver um filme que conserva os valores tradicionais.

Artigo retirado do excelente e credenciado site O CATEQUISTA  O Catequista

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