Síria: Bispos da América Latina lançam apelo pela paz

“A violência e a guerra não são soluções para os graves problemas deste belo e sofrido país”, é a posição dos bispos da América Latina, em relação ao conflito na Síria.

“A violência e a guerra não são soluções para os graves problemas deste belo e sofrido país”. Esta é a posição sobre os últimos acontecimentos no conflito sírio do Departamento de Justiça e Solidariedade (Dejusol) do Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam) e do Secretariado da América Latina e Caribe de Cáritas (Selacc).

Celam. Promover oração, reflexão e solidariedade

Os organismo eclesiais continentais, no comunicado assinado pelo presidente do Dejusol, D. Gustavo Rodríguez Vega, arcebispo de Yucatán (México), e pelo presidente do Selacc, D. José Luis Azuaje, bispo de Barinas (Venezuela), unem a própria voz à do Papa Francisco e pedem “a toda a comunidade católica da América Latina e do Caribe, a outras comunidades de fé e aos homens de boa vontade” para que “unam-se” ao apelo do Papa pela paz e “na medida do possível, promovam momentos de oração, reflexão e solidariedade pela paz na Síria, com a participação dos próprios irmãos e irmãs sírios”.

Deixar de lado interesses políticos e econômicos

Por este motivo pede-se à comunidade internacional para que deixe de lado “os interesses políticos e econômicos”, e dedique-se “à construir a paz com justiça, compreendendo que a paz é o caminho do encontro”.

Bispo do Peru: nada justifica uma guerra

A Conferência Episcopal do Peru segue a mesma linha: “nada justifica uma guerra, e menos ainda um motivo religioso. Uma sombra de dor e angústia abala os homens de boa vontade em todas as nações, as pessoas não querem viver sob ameaça de guerra. As nações de todo o mundo estão cansadas do fantasma da destruição. Acreditamos na dignidade de toda a vida humana, qualquer que seja a fé, nacionalidade e condição”.

Não-violência ativa

A este propósito são recordadas as palavras do Papa Francisco pronunciadas em Assis em setembro de 2016: “O nome de Deus jamais pode justificar a violência. Só a paz é santa. Só a paz é santa; não a guerra!” A nota cita outras palavras do Papa sobre a “não-violência ativa” como método indicado pela Igreja para construir a paz.

Os bispos concluem: “Convidamos todos os homens de boa vontade e de modo especial os que acreditam na força da oração para que elevem súplicas pelas vítimas inocentes da guerra, pelos que tomam decisões e podem detê-la. Que Deus nos conceda o dom da paz”.

Bispos da Venezuela; diálogo e encontro únicos meios para chegar à paz

Enquanto que a Comissão Justiça e Paz da Conferência episcopal venezuelana (CEV) em um comunicado assinado pelo seu presidente D. Roberto Lückert, arcebispo emérito de Coco, convida todos os venezuelanos e homens de boa vontade a rezarem pelas vítimas, pelas famílias, pelos habitantes e por aqueles que são chamados a tomar decisões sobre a Síria”, para que “a paz seja o verdadeiro caminho”.

A paz, o bem maior

Com efeito, “não há bem maior para o gênero humano do que a paz. Por isso hoje nos unimos à tristeza do mundo inteiro diante de uma guerra que pode provocar somente perdas de preciosas vidas humanas aos olhos de Deus”. O comunicado prossegue: “O nosso compromisso como cristãos nos chama a sermos construtores do Reino de Deus, fazendo que o encontro, a esperança e a conciliação predominem sobre o conflito”.

O Espírito inspire os líderes políticos

O episcopado venezuelano reza para que “o Espírito inspire os líderes políticos, para que encontrem espaços para construir juntos o reino da misericórdia, perdão e paz, ao qual somos chamados como filhos de Deus”. Portanto, a Comissão Justiça e Paz declara “os sentimentos de tristeza do povo venezuelano e convida para o diálogo e o encontro como únicos meios para chegar à paz que o mundo inteiro invoca”.

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O Ano do Laicato na Assembleia Geral em Aparecida

Sobre o tema e o lema do Ano a presidente do Conselho Nacional do Laicato no Brasil (CNBL), Marilza Lopes Schuina, apontou como eixo central deste ano o chamado do Papa Francisco para uma ‘Igreja em saída’.

Os leigos são os sujeitos e protagonistas do Ano do Laicato da Igreja Católicia no Brasil. Fazer com que os cristãos assumam de fato seus papéis de cristãos onde estão, na família, no trabalho, na comunicação, na educação, nas universidades, no poder público e na política, é o objetivo deste Ano, uma iniciativa da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato da CNBB.

Com o tema “Cristãos Leigos e Leigas, sujeitos na ‘Igreja em saída’, a serviço do Reino” e com o lema “Sal da Terra e Luz do Mundo”, o Ano foi pautado nos documentos 100 — sobre as comunidades —, 107 — sobre a iniciação da vida cristã – e 105 — sobre os leigos – da CNBB, sendo este último o de maior destaque.

“Atemo-nos bastante ao documento 105 da CNBB sobre os cristãos leigos e leigas na sociedade. (…) Enfatizamos a questão dos leigos como sujeitos e protagonistas seja na Igreja e na sociedade para que não sejam uma Igreja trancada em si, nos templos, mas sim uma Igreja que sai dos templos para iluminar e ser sal no mundo, como diz o próprio texto bíblico ‘sal da terra e luz do mundo’. É preciso brilhar mais, é preciso dar gosto ao mundo, é preciso levar a luz do evangelho onde os cristãos estão”, afirmou o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato da CNBB, Dom Frei Severino Clasen, bispo da diocese de Caçador (SC).

Ainda sobre tema e o lema, a presidente do Conselho Nacional do Laicato no Brasil (CNBL), Marilza Lopes Schuina, apontou como eixo central deste ano o chamado do Papa Francisco para uma ‘Igreja em saída’. “O tema quer nos chamar para isso – ‘Cristãos leigos e leigas para uma Igreja em saída, a serviço do reino’ – por uma perspectiva como sal da terra, luz do mundo, fermento na massa, para infundir uma inspiração de fé e de amor nos ambientes e nas realidades que os leigos e as leigas vivem”, afirmou.

Sobre o objetivo do Ano do Laicato, que seguirá até o dia 25 de novembro de 2018, Dom Severino enumerou três pontos: celebrar a presença e organização dos cristãos leigos e leigas no Brasil, aprofundar a identidade, vocação, espiritualidade e missão, e incentivar o testemunho de Jesus Cristo e Seu Reino na sociedade. “Já pensou se nós conseguirmos fazer isso acontecer na sociedade? Teremos um novo mundo, um novo gosto de se viver, um novo brilho, porque o evangelho será vivido no coração de todos os batizados”, comentou.

Desafios entre clero e laicato

“O maior desafio entre os sacerdotes e os leigos é entender que os sacerdotes têm uma missão e que os leigos têm as deles. (…) Não existem categorias superiores ou inferiores de cristãos – ‘o clero é superior e os leigos inferiores’, não existe isso”, afirmou Dom Severino.

O bispo enfatizou que é preciso superar a mentalidade de que “o padre está mais perto de Deus”, conceito de clericalismo fortemente combatido pelo Papa Francisco. “Pela graça do batismo, como diz São Paulo, nós nascemos leigos e nos fazemos padres e bispos, não nascemos padres e bispos. Nós fizemos nossa opção, não muda a categoria do batismo, o batismo é igual para todos, precisamos ter essa compreensão, todos somos iguais diante de Deus”, afirmou.

Legados

Apesar de ter a duração de 364 dias, o Ano do Laicato pretende estender-se por meio de dois legados no âmbito social e eclesial. Segundo Dom Severino, no seguimento eclesial, planeja-se com este período de dedicação a realidade dos leigos e leigas do Brasil, a criação de programas, formação, ministérios coordenação e animação, de comunidades, pastorais e movimentos na dimensão ‘sal da terra e luz do mundo’. A cultura de valorização e síntese por parte de todo o clero e dos leigos e leigas de importantes documentos da Igreja católica também será incentivada.

No âmbito da sociedade, o bispo pontuou a promoção de mecanismos de participação popular para fortalecer o controle social, a gestão participativa nos conselhos de direito, nos grupos de acompanhamento legislativo, iniciativas populares, audiências, reverendos, plebiscitos, entre outros.

“Isso é função do leigo, é lá, (…) onde precisam colocar o fermento do evangelho em todas as atividades, porque se nós nos omitimos, os maus entram, e aí ficamos reclamando que o mundo está caótico, porque nós cristãos estamos ausentes. Então este é o legado que nós queremos, que haja esta participação, esta conscientização, que os leigos assumam ser sal da terra e luz do mundo no cotidiano”, suscitou.

Silvonei José – Aparecida

Áudio com a presidente do Conselho Nacional do Laicato no Brasil (CNBL), Marilza Lopes Schuina.

Vatican News

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Bento XVI completa 91 anos

O Papa emérito completa 91 anos neste dia 16 de abril e irá festejá-lo em um clima de serenidade, no Mosteiro “Mater Ecclesiae”, no Vaticano,, onde reside.

O Papa emérito Papa Bento XVI completa hoje 91 anos. Nascido em 16 de abril de 1927 em Marktl, na Alemanha, foi  eleito sucessor de Pedro em 19 de abril de 2005. É o Papa emérito desde 28 de fevereiro de 2013.

Em 17 de abril do ano passado, em frente ao convento “Mater Ecclesiae” onde reside no Vaticano, foi realizada uma festa no melhor estilo bávaro para celebrar  seus 90 anos. Não faltou cerveja alemã para os brindes, bretzels típicos e música executada por um grupo de Schützen, com seus trajes típicos. No final do encontro, antes de conceder sua bênção, Bento XVI agradeceu aos presentes por terem conseguido fazê-lo “retornar” à sua “terra maravilhosa”.

Cinco anos antes, na Missa celebrada na Capela Paulina, em 16 de abril de 2012, Bento XVI afirmou que estava diante “do último trecho” da jornada de sua vida. “Eu não sei o que me aguarda – disse ele – sei porém que a luz de Deus existe, que Ele ressuscitou, que sua luz é mais forte do que todas as trevas; que a bondade de Deus é mais forte do que todo o mal deste mundo. E isso me ajuda a prosseguir com segurança. Isso nos ajuda a seguir em frente, e nesta hora agradeço de coração a todos aqueles que continuamente me fazem perceber o sim de Deus por meio de sua fé “.

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