Semana Santa 2018 – Celebração da Santa Ceia do Senhor – Lava Pés

Missa da Ceia do Senhor

No início da noite, D. Pedro, presidiu a celebração vespertina da Ceia do Senhor. Concelebraram, pe. Luzair Coelho de Abreu, pároco e chanceler do bispado e o frei Marcus Vinícius Andrade dos Santos, Carmelita Mensageiro do Espírito Santo.

Esta celebração abre o Tríduo Pascal e é o início dos acontecimentos do Mistério Pascal de Cristo Jesus. Tal como celebramos hoje, a missa da Ceia do Senhor foi reintroduzida no calendário litúrgico pelo Papa Pio XII, em 1955, sendo celebrada no início da noite, ou pelo menos após às 16h.

Lava-Pés

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Encontramos relato da realização do Lava Pés, imitando o gesto de Jesus, na igreja primitiva. Desde o século IV ele é descrito em todas as liturgias. Com a reforma do missal promovida por Paulo VI, em 1970, o rito do Lava Pés tornou-se obrigatório em todas as celebrações da Ceia do Senhor. Esse gesto de doação total feito por Jesus na Última Ceia, abaixando-se e lavando os pés de cada um de seus apóstolos, deve ser recordado e atualizado. Por isso, muitas comunidades optam por eleger membros atuantes na comunidade para terem seus pés lavados. Como a igreja está vivendo o ano do laicato, foram escolhidos membros de diferentes segmentos pastorais para representarem os apóstolos da comunidade.

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O Hino de Louvor

Na celebração da Ceia do Senhor, já se pode cantar o Hino de Louvor (o Glória). Após 40 dias sem executar este tradicional canto de nossa liturgia, os fiéis o entoam acompanhado pelo repicar dos sinos da Catedral e das sinetas tocadas pelos coroinhas. É a marca que estamos iniciando o tempo mais forte de todo calendário litúrgico.

 Liturgia Eucarística e Transladação do Santíssimo Sacramento

Na sexta-feira santa é celebrado nenhum sacramento na Igreja. Por isso, na celebração de quinta-feira, é consagrado um número maior de hóstias, pois serão utilizadas tanto na missa do dia quanto na Celebração da Paixão do Senhor (na sexta-feira, 15h).

Como é feita memória da Instituição da Eucaristia na celebração, já se tornou um costume na Paróquia de Campanha os fiéis receberem a comunhão sob as duas espécies.

Após o rito do Lava Pés, Jesus está no Horto das Oliveira rezando e é preso. Inicia-se seu julgamento. Por isso, durante a Liturgia Eucarística, não são mais utilizadas as sinetas pelos acólitos e coroinhas. Ela são substituídas pela matraca, instrumento de madeira com uma argola de ferro. Durante a quaresma e na Semana Santa, a matraca é utilizada para indicar silêncio. Em Campanha, ela é utilizada na quinta e na procissão de sexta-feira santas.

Após a comunhão, Dom Pedro conduziu o Santíssimo Sacramento para a capela lateral do templo, onde ficou exposto para adoração aos fiéis até às 0h. A transladação do Santíssimo foi acompanhada por procissão composta por todos aqueles que participaram da liturgia da missa. O cortejo seguiu pelo centro da nave central da Catedral e pelo corredor lateral, acompanhado por matracas e o tradicional cântico Pange Lingua.

O canto Pange Lingua Gloriosi Corporis Mysterium, executado pelo  Coral Campanhense, é um hino latino escrito por São Tomás de Aquino para a solenidade de Corpus Christi. Nas cidades históricas, o hino também é cantado na Quinta-feira Santa, durante o traslado do Santíssimo Sacramento. A canção se refere à doutrina da Igreja sobre a transubstanciação. Os últimos versos, cantados quando o Santíssimo já está na capela, é composto do Tantum Ergum (Tão Sublime)

DSC00364.JPGDSC00373.JPG Pange lingua gloriosi corporis mysterium

sanguinisque pretiosi quem in mundi pretium

Fructus ventris generosi rex effudit gentium.

Nobis datus nobis natus ex intacta virgine

DSC00361.JPGTantum ergo Sacramentum veneremur cernui:

et antiquum documentum novo cedat ritui:

Praestet fides supplementum sensuum defectui.

Genitori, Genitoque laus et iubilatio,

DSC00371.JPGSalus, honor, virtus quoque sit et benedictio;

Procedenti ab utroque compar sit laudatio.

Cante, ó língua minha, este mistério do glorioso corpo

Cujo precioso sangue que, para redimir o mundo,

DSC00368.JPGDo generoso fruto do ventre, o rei das nações deixou fluir.

Dado a nós, nascido por nós, de uma virgem imaculada.

Deixe-nos venerar, prostrando-nos, este grande sacramento

DSC00304.JPGE as antigas leis dão lugar a um novo rito.

A fé serve para complementar aos defeitos dos sentidos.

Ao Pai e ao Filho, louvores e jubilações.

Saudações, glória e honra a Eles e a bênção;

                                                                          E louvor àquele que vêm dos dois.


Homilia: O pregador da Missa de Lava Pés, foi o frei Marcus Vinícius Andrade dos Santos, carmelita Mensageiro do Espírito Santo, residente na diocese de Santo Amaro, e que está auxiliando os padres na sé de Campanha.


Tríduo Pascal

O Tríduo Pascal deve ser celebrado pelos fiéis como uma celebração única, que começa na quinta-feira, tem continuidade na sexta-feira, e sua conclusão com a Vigília Pascal. Você pode observar isso ao final das celebrações: não há bênção final na quinta e na sexta-feira. A grande bênção acontece na Solene Vigília Pascal.

Texto: Flávio Maia 

Fotos: Portal Terra de Santa Cruz 

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