Entendendo o tempo da Quaresma; oração, conversão e caridade!

Quaresma é o período de quarenta dias que antecedem a principal celebração do cristianismo: a Páscoa, a ressurreição de Jesus Cristo, que é comemorada no domingo e praticada desde o século IV. A Quaresma tem início na quarta-feira de Cinzas, dia que o cristão católico recebe uma cruz na fronte com as cinzas obtidas da queima das palmas usadas no Domingo de Ramos do ano anterior. Esta tradição da Igreja ficou como simples serviço em algumas igrejas protestantes, como a anglicana e a luterana. A quarta feira de cinzas é um dia usado para lembrar o fim da própria mortalidade. É costume serem realizadas missas onde os fiéis são marcados na testa com cinzas. Essa marca normalmente permanece na testa até o pôr do sol. Esse simbolismo faz parte da tradição demonstrada na Bíblia, onde vários personagens jogavam cinzas nas suas cabeças como prova de arrependimento.  As cinzas trás ao cristão, o símbolo do dever da conversão e da mudança de vida, para recordar a passageira fragilidade da vida humana, sujeita à morte. Ao sinalizar uma cruz na fronte de cada fiel, o sacerdote ou o bispo profere a frase “Lembra-te que és pó e que ao pó voltarás” ou a frase “Convertei-vos e crede no Evangelho”.

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Foto: Portal Terra de Santa Cruz – Ano/2017

A partir da quarta-feira de cinzas dar-se início á quaresma, tempo favorável para a oração e reflexão de nossas vidas. Neste tempo caminhamos com a Igreja em busca de uma conversão sincera e com atos penitentes como jejum e caridade. O Sinônimo de “conversão” é também a palavra “penitência”, como mudança de mentalidade; penitência como expressão de livre e positivo esforço no seguimento de Cristo. A conversão não é, com efeito, nada mais que um voltar a Deus, valorizando as realidades terrenas sob a luz de sua verdade.

O tempo quaresmal é principalmente um tempo de preparação para a Páscoa. Um período privilegiado que leva o cristão a penetrar fundo no sentido de sua condição de filho de Deus, destinado a uma eternidade repleta de felicidade na Casa do Pai, pois foi resgatado pelo Sangue de Cristo.

Sabemos que são 40 dias de oração e reflexão, muitos fazem penitências relacionadas ao jejum e esmola que se tornam meios para se alcançar os objetivos da Quaresma. Não precisamos necessariamente multiplicar as nossas orações, mas sim rezar a cada dia, participar das Missas dominicais com especial atenção e dedicação, e coroar essas práticas com a Comunhão no Corpo e Sangue do Senhor.

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A Palavra de Deus nos conta que o número quarenta, bastante frequente nas passagens bíblicas, representa períodos de 40 dias ou quarenta anos, que antecedem ou marcaram fatos importantes: 40 dias de dilúvio, quarenta dias de Moisés no Monte Sinai, 40 dias de Jesus no deserto antes de começar o seu ministério, 40 anos de peregrinação do povo de Israel no deserto em busca da terra prometida.

Cerca de duzentos anos após o nascimento de Cristo, os cristãos começaram a preparar a festa da Páscoa com três dias de oração, meditação e jejum. Por volta do ano 350 a Igreja aumentou o tempo de preparação para quarenta dias e foi assim que surgiu a Quaresma.

Dentro deste tempo, temos a oportunidade de participar das orações da Via Sacra, que nos ajudam a aguçar a consciência da Presença do Deus Conosco, todos os dias, a todo o momento, este Deus Uno “no qual existimos, nos movemos e somos” (At 17,28). As vias-sacras geralmente acontecem nas igrejas das comunidades e nos setores missionários sendo rezadas tradicionalmente nas quartas-feiras e sextas-feiras, porém, o fiel pode rezar meditar e contemplar a via sacra em qualquer dia da semana conforme seus afazeres do dia a dia.

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A quaresma é o tempo propício e oportuno para o cristão buscar a imersão na Misericórdia divina e se tornar, de fato, discípulo de Jesus. Para lembrar que temos obrigação, enquanto cristãos, de sermos misericordiosos com o nosso próximo. É um tempo de partilhar a fé com os que se acham perdidos em dúvidas que martirizam e confundem o lado tanto físico como espiritual. Devemos rezar com amor e fé pela paz neste mundo conturbado, pelos que sofrem e que ainda não encontraram o Caminho da Vida. Acima de tudo devemos rezar pela defesa e manutenção da vida do ser humano em todas as esferas. A vida humana precisa de cuidados. São João Paulo II escreve em sua encíclica “Evangelium Vitae – EV” (O Evangelho da Vida) que “a vida está jurada de morte”, e que “há uma conspiração contra a vida”.

Não foi sem razão que a Irmã Lúcia, antes de morrer, escreveu uma carta ao Cardeal Carlo Cafaro, de Bolonha, dizendo que o último ataque do Mal contra Deus será sobre a vida e a família. Por tanto façamos da nossa quaresma um momento especial e maior de oração pela vida humana a começar pela nossa família.

Por fim, para cumprir o propósito da Quaresma, uma boa dica: examine a sua consciência ao final de cada dia. Coloque-se diante de Deus e diga: “Nisto eu errei; aquilo poderia ter feito diferente, melhor. Amanhã vou melhorar, com a vossa Graça”. Uma boa e Santa Quaresma para todos os leitores deste tradicional jornal para qual escreve hoje, a Folha Campanhense. Deus abençoe a todos.

Por Bruno Henrique Santos – Campanha/MG – Gestão do Portal Terra de Santa Cruz 

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Os 25 segredos que Jesus revelou a Santa Faustina para lutar contra o demônio

A Irmã Faustina Kowalska registrou em seu diário as instruções de Cristo.

Em Cracóvia, no dia 2 de junho de 1938, o Senhor Jesus ditou a uma jovem Irmã da Misericórdia um retiro de três dias. Faustina Kowalska registrou minuciosamente as instruções de Cristo em seu diário, que é um manual de mística na oração e na misericórdia divina.

Este diário guarda as revelações de Cristo sobre o tema da luta espiritual, sobre como proteger-se dos ataques do demônio. Estas instruções se tornaram a arma de Faustina na luta contra o maligno inimigo.

Jesus começou dizendo: ” Minha filha, quero instruir-te sobre a luta espiritual”. E estes foram seus conselhos:

1. Nunca confies em ti, mas entrega-te inteiramente à Minha Vontade.

A confiança é uma arma espiritual. Ela é parte do escudo da fé que São Paulo menciona na Carta aos Efésios (6, 10-17): a armadura do cristão. O abandono à vontade de Deus é um ato de confiança; a fé em ação dissipa os maus espíritos.

2. Na desolação, nas trevas e diversas dúvidas, recorre a Mim e ao teu diretor espiritual; ele te responderá sempre em Meu Nome.

Em tempos de guerra espiritual, reze imediatamente a Jesus. Invoque seu Santo Nome, que é muito temido pelo inimigo. Leve as trevas à luz contando tudo ao seu diretor espiritual ou confessor, e siga suas instruções.

3. Não comeces a discutir com nenhuma tentação; encerra-te logo no Meu Coração.

No Jardim do Éden, Eva negociou com o diabo e perdeu. Precisamos recorrer ao refúgio do Sagrado Coração. Correr até Jesus é a melhor maneira de dar as costas ao demônio.

4. Na primeira oportunidade, conta-a ao confessor.

Uma boa confissão, um bom confessor e um bom penitente são a receita perfeita para a vitória sobre a tentação e a opressão demoníaca. Isso não falha!

5. Coloca o amor-próprio em último lugar, para que não contagie as tuas ações.

O amor próprio é natural, mas precisa ser ordenado, livre de orgulho. A humildade vence o diabo, que é o orgulho perfeito. Satanás nos tenta no amor próprio desordenado, que nos leva à piscina do orgulho.

6. Com grande paciência, suporta-te a ti mesma.

A paciência é uma grande arma secreta que nos ajuda a manter a paz da nossa alma, inclusive nas grandes tempestades da vida. A paciência consigo mesmo é parte da humildade e da confiança. O diabo nos tenta à impaciência, a voltar-nos contra nós mesmos, de maneira que fiquemos com raiva. Olhe para você mesmo com os olhos de Deus. Ele é infinitamente paciente.

7. Não descuides as mortificações interiores.

A Escritura nos ensina que alguns demônios só podem ser expulsos com oração e jejum. As mortificações interiores são armas de guerra. Podem ser pequenos sacrifícios oferecidos com grande amor. O poder do sacrifício por amor desaloja o inimigo.

8. Justifica sempre em ti, o juízo das Superiores e do Confessor.

Cristo falava a Santa Faustina, que morava em um convento. Mas todos nós temos pessoas com autoridade sobre nós. O diabo tem como objetivo dividir e conquistar; então, a obediência humilde à autoridade autêntica é uma arma espiritual.

9. Foge dos que murmuram, como se da peste.

A língua é uma poderosa embarcação que pode causar muito dano. Estar murmurando ou fazendo fofoca nunca é de Deus. O diabo é um mentiroso que gera acusações falsas e fofocas que podem matar a reputação de uma pessoa. Rejeite as murmurações.

10. Deixa que todos procedam como lhes aprouver; age tu antes como estou a exigir-te.

A mente da pessoa é a chave na guerra espiritual. O diabo é um intrometido que tenta arrastar todo mundo. Procure agradar Deus e deixe de lado as opiniões dos outros.

11. Observa a Regra o mais fielmente possível.

Jesus se refere à Regra de uma ordem religiosa aqui. Mas todos nós já fizemos algum tipo de voto ou promessa diante de Deus e da Igreja e precisamos ser fiéis a isso: promessas batismais, votos matrimoniais etc. Satanás nos tenta para nos levar à infidelidade, à anarquia e à desobediência. A fidelidade é uma arma para a vitória.

12. Se experimentares dissabores, pensa antes no que poderias fazer de bom pela pessoa que te faz sofrer.

Ser um canal da misericórdia divina é uma arma para fazer o bem e derrotar o mal. O diabo trabalha usando o ódio, a raiva, a vingança, a falta de perdão. Muitas pessoas já nos ofenderam. O que devolveremos em troca? Responder com uma bênção destrói maldições.

13. Evita a dissipação.

Uma alma faladeira será mais facilmente atacada pelo demônio. Derrame seus sentimentos somente diante do Senhor. Os sentimentos são efêmeros. A verdade é sua bússola. O recolhimento interior é uma armadura espiritual.

14. Cala-te quando te repreenderem.

Todos nós já fomos repreendidos em algum momento. Não temos nenhum controle sobre isso, mas podemos controlar nossa resposta. A necessidade de ter a razão o tempo todo pode nos levar a armadilhas demoníacas. Deus sabe a verdade. Deixe-a ir. O silêncio é uma proteção. O diabo pode utilizar a justiça própria para nos fazer tropeçar também.

15. Não peças a opinião a todos, mas do teu diretor: diante dele sê franca e simples como uma criança.

A simplicidade da vida pode expulsar os demônios. a honestidade é uma arma para derrotar Satanás, o mentiroso. Quando mentimos, colocamos um pé no terreno dele, e ele tentará nos seduzir mais ainda.

16. Não te desencorajes com a ingratidão.

Ninguém gosta de ser subestimado. Mas quando nos encontramos com a ingratidão ou com a insensibilidade, o espírito de desânimo pode ser um peso para nós. Resista a todo desânimo, porque isso nunca vem de Deus. É uma das tentações mais eficazes do diabo. Seja grato diante de todas as coisas do dia e você sairá ganhando.

17. Não indagues com curiosidade os caminhos pelos quais te conduzo.

A necessidade de conhecer e a curiosidade pelo futuro são tentações que levaram muitas pessoas aos quartos escuros do ocultismo. Escolha caminhar na fé. Decida confiar em Deus, que o leva ao caminho do céu. Resista sempre ao espírito de curiosidade.

18. Quando o enfado e o desânimo bateram à porta do teu coração, foge de ti mesma e esconde-te no Meu Coração.

Jesus entrega a mesma mensagem pela segunda vez. Agora Ele se refere ao tédio. No começo do Diário, Ele disse a Santa Faustina que o diabo tenta mais facilmente as almas ociosas. Tenha cuidado com isso, porque as almas ociosas são presa fácil do demônio.

19. Não tenhas medo da luta: a própria coragem muitas vezes afasta as tentações, que não ousa então acometer-nos.

O medo é a segunda tática mais comum do diabo (a primeira é o orgulho). A coragem intimida o diabo; ele fugirá diante da perseverante coragem que se encontra em Jesus, a rocha. Todas as pessoas lutam, e Deus é nossa provisão.

20. Combate sempre com a profunda convicção de que eu estou contigo.

Jesus pede a Santa Faustina que lute com convicção. Ela pode fazer isso porque Cristo a acompanha. Nós, cristãos, somos chamados a lutar com convicção contra todas as táticas demoníacas. O diabo tenta aterrorizar as almas, mas precisamos resistir ao seu terrorismo. Invoque o Espírito Santo ao longo do dia.

21. Não te guias pelo sentimento, por que ele nem sempre está em teu poder, porem todo o mérito reside na vontade.

Todo mérito radica na vontade, porque o amor é um ato da vontade. Somos completamente livres em Cristo. Precisamos fazer uma escolha, uma decisão para bem ou para mal. Em que lado vivemos?

22. Nas mínimas coisas sê sempre submissa às superioras.

Aqui, Jesus está instruindo uma freira. Todos nós temos o Senhor como nosso superior (representado também pelos padres, confessores, diretores espirituais). A dependência de Deus é uma arma de guerra espiritual, porque não podemos ganhar por nossos próprios meios.

23. Não te iludo com perspectivas da paz, e de consolos, mas prepara-te antes para grandes batalhas.

Santa Faustina sofreu física e espiritualmente. Ela estava preparada para grande batalhas, pela graça de Deus. Cristo nos instrui claramente na Bíblia a estar preparados para grandes batalhas, para revestir-nos da armadura de Deus e resistir ao diabo (Ef 6, 11).

24. Fica a saber que estás atualmente em cena e que toda a Terra e o Céu inteiro te observam.

Estamos todos em um grande cenário no qual o céu e a terra nos olham. Que mensagem estamos dando com nossa forma de vida? Que tonalidades irradiamos: luz? Escuridão? Cinza? A forma como vivemos atrai mais luz ou escuridão? Se o diabo não conseguir nos levar para a escuridão, tentará nos manter na categoria dos medíocres, do cinza, que não é agradável a Deus.

25. Lute como uma valorosa guerreira, para que eu possa recompensar-te; e não temas, porque não estás sozinha.

As palavras do Senhor a Santa Faustina podem se transformar em nosso lema: “Lute como um guerreiro(a)!”. Um soldado de Cristo sabe bem a causa pela qual luta, a nobreza da sua missão, conhece o Rei ao qual serve; e luta até o final, com a abençoada certeza da vitória.

Se uma jovem polonesa, sem formação, uma simples freira, unida a Cristo, pode lutar como um cavaleiro, um soldado, todo cristão pode fazer o mesmo. A confiança é vitoriosa.

  Kathleen Beckman-Aleteia 

Reprodução Portal Terra de Santa Cruz 

Pais, saibam como despertar o valor da Santa Missa nas crianças – Prof. Felipe Aquino

Qual é o significado da Santa Missa?

A Santa Missa é o ponto central da nossa fé, é a celebração da Paixão, Morte, Ressurreição e Ascensão de Cristo, que se presentifica sobre o altar. É importante relembrar que não é uma “lembrança” apenas do que se passou com Jesus, mas sim a “presentificação” do mesmo e único Calvário, que se faz presente pela ação do próprio Cristo, uma vez que Ele atua por meio do sacerdote celebrante.

Não é um ato de “multiplicação” do Calvário, mas o mesmo e único sacrifício do Senhor que se renova. As ações de Cristo são “teândrica”, isto é, divinas e humanas, por isso não podem ser destruídas pelo tempo, como acontece com nossas ações meramente humanas. Nós criaturas estamos sujeitas ao tempo, Deus não, pois Ele é o Senhor do tempo.

A finalidade da Santa Missa é oferecer a Deus Pai o sacrifício de Cristo, único e perfeito para:

1-Honrar e glorificar a Majestade Divina;
2-Agradecer os dons e graças que recebemos de Deus a cada instante;
3- Pedir perdão dos nossos pecados;
4- Pedir as graças para chegarmos à vida eterna com Deus.

Os pais precisam ser exemplo
Outras intenções podem ser colocadas. Por Cristo, no Espírito Santo, oferecemos a Deus toda honra e glória devidas. Pela importância fundamental da Santa Missa, a Igreja obriga que a criança, após a Primeira Comunhão, participe da Missa ao menos no domingo; e os pais devem cuidar disso com esmero. Nessa idade, a criança já tem o uso da razão e pode entender as explicações sobre a celebração. Evidentemente, não é fácil fazer uma criança entender isso com profundidade e, consequentemente, participar da Santa Missa com a devida atenção e devoção. Isso deve ser atingido em processo lento de catequese, que deve se iniciar com os pais e se completar na preparação para a Primeira Comunhão.

Em primeiro lugar, os pais precisam conhecer bem o que é a Santa Missa, suas partes (entrada do sacerdote, ato penitencial, oração da coleta, liturgia da Palavra, homilia, o Credo, oração da comunidade, oração eucarística e consagração, transubstanciação do pão e do vinho, ação de graças, conclusão). Há bons livros que explicam, detalhadamente, a Missa para os pais e catequistas; o melhor que eu conheço é o do Bispo italiano Dom Raffaello Martinelli, “Eucaristia, pão da vida eterna” (Editora Cultor, SP). Posso também indicar um livro para explicar a Missa para as crianças: “A História da Missa”, de Filipe Santos (Ed. Cléofas, Lorena, SP).

As crianças só participarão da Santa Missa com a devida atenção e devoção se entenderem o seu profundo significado para a nossa salvação, se lhes explicarmos, detalhadamente, o significado de cada gesto, ato e palavra da liturgia da celebração da Missa. Os livros citados acima dão uma boa explicação de cada parte da Missa. É fundamental que a criança entenda cada parte da liturgia e seu significado, e isso exige dos pais um zelo carinhoso e paciente para com ela.

Ajuda dos santos
Os santos nos ensinam o valor fundamental da Santa Missa, e isso pode e deve ser ensinado às crianças, numa linguagem adequada à idade delas. Coloco aqui alguns pensamentos importantes que os pais podem usar neste trabalho:

“Pelo martírio, o homem oferece a Deus sua vida; na Santa Missa, porém, Deus dá o seu Corpo e o seu Sangue em sacrifício para os homens.” (Santo Tomás de Aquino)

“Uma só Missa, a que houveres assistido em vida, será mais salutar que muitas a que os outros assistirão por ti depois da morte.” (Santo Agostinho)

“Nenhuma língua humana pode exprimir os frutos de graças, que atrai o oferecimento do Santo Sacrifício da Missa.” (São Lourenço de Bríndise)

“Cada Santa Missa a que assistires, alcançar-te-á, no Céu, maior grau de glória.” (São Jerônimo)

“A Santa Missa é a obra na qual Deus coloca sob os nossos olhos todo o amor que Ele nos tem; é, de certo modo, a síntese de todos os benefícios que Ele nos faz.” (São Boaventura)

“A Missa é o sol da Igreja.” (São Francisco de Sales)

“Após a consagração, eu tenho visto esses milhares de anjos formando a corte real de Jesus, em volta do tabernáculo, eu os tenho visto com meus próprios olhos.” (São João Crisóstomo)

“Duas espécies de pessoas devem comungar com frequência: os perfeitos, para se conservarem perfeitos, e os imperfeitos para chegarem à perfeição”. (São Francisco de Sales)

“Como nós devemos ouvir a Santa Missa? Como a assistiam a Santa Virgem Maria e as Santas mulheres. Como São João assistiu ao Sacrifício Eucarístico e ao Sacrifício sangrento da cruz.” (São Pio de Pietrelcina)

“Eis o meio mais adequado para assistir com fruto à Santa Missa: consiste em irdes à igreja como se fôsseis ao Calvário, e de vos comportardes diante do altar como o faríeis diante do Trono de Deus, em companhia dos santos anjos. Vede, por conseguinte, que modéstia, que respeito, que recolhimento são necessários para receber o fruto e as graças que Deus costuma conceder àqueles que honram, com sua piedosa atitude, mistérios tão santos.” (São Leonardo de Porto Maurício)

“Você diz que a Missa é longa, mas eu acrescento: porque seu amor é curto.” (São Josemaría Escrivá)

No que consiste a comunhão espiritual?
Santo Afonso Maria de Ligório nos explica muito claramente: “consiste no desejo de receber a Jesus Sacramentado e em dar-lhe um amoroso abraço, como se já o tivéssemos recebido”. Essa devoção é muito mais proveitosa do que se pensa e muito fácil de realizar. Há fórmulas que nos ajudam a fazê-la como, por exemplo, esta, que é da lavra do mesmo santo:

“O Jesus meu, creio que estais presente no Santíssimo Sacramento, te amo sobre todas as coisas e desejo receber-te em minha alma. Já que, agora, não posso fazê-lo sacramentalmente, venha, ao menos, espiritualmente a meu coração. Como se já tivesse recebido, abraço-Te e me uno todo a Ti. Não permitais, Senhor, que volte jamais a abandonar-Te. Amém”.

Por Felipe Aquino – Portal Canção Nova 

Reprodução Portal Terra de Santa Cruz