Papa Francisco envia saudação à Igreja no Brasil pelo Ano do Laicato

Por meio do Secretário de Estado do Vaticano, o Cardeal Pietro Parolin, o Papa Francisco encaminhou ao Brasil uma carta saudando a abertura do Ano Nacional do Laicato, que teve início no domingo, 26/11. A carta foi lida na terça-feira, 28/11, no lançamento do Ano na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), na abertura da última reunião do Conselho Episcopal Pastoral (Consep) de 2017

Na carta, o Papa pede que todos os leigos e leigas brasileiros se sintam animados a dar continuidade ao que o Papa chama de “nova saída missionária”. O Santo Padre pede que os fiéis católicos não se confinem em suas paróquias e levem a palavra do Evangelho mundo afora. “Não se trata simplesmente de abrir a porta para que venham, para acolher, mas de sair porta fora, para procurar e encontrar”, exortou Francisco.

Além disto, o Sucessor de Pedro se mostra atento ao atual momento em que se encontra o país e pede união aos fiéis brasileiros. “E, nesse momento particular da história do Brasil, é preciso que os cristãos assumam a responsabilidade de ser o fermento de uma sociedade renovada, onde a corrupção e a desigualdade deem lugar à justiça e solidariedade”, afirmou.

Veja abaixo a carta:

 

Referência: Canção Nova

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Seminário de Educação discute o papel das ilustrações na literatura

Quando o assunto é literatura infantil, sempre vêm à memória livros coloridos, cheios de ilustrações e imagens, mas não se sabe ao certo qual a real contribuição das ilustrações infantis para a literatura. Para discutir essa questão, a PAULUS Livraria de João Pessoa promoveu, no dia 23 de novembro, o Seminário PAULUS de Educação.

Realizado no Espaço Cultural José Lins do Rêgo, o evento reuniu cerca de 40 pessoas, entre profissionais da área de educação e estudantes. A palestra, conduzida pela especialista em ilustração infantil Veruschka Guerra, debateu de que modo as ilustrações contribuem para a compreensão do texto na literatura e para o encantamento no primeiro contato com a imagem e o texto.

Nos livros infantis, as ilustrações funcionam como ferramenta fundamental para atrair o público infantil. Por meio delas, é possível traduzir uma mensagem e apresentar uma nova visão do que é narrado. É o ilustrador quem dá vida e cor às histórias.

As ilustrações têm o poder de despertar a curiosidade e os sentidos das crianças. O contato dos pequenos com a literatura auxilia no desenvolvimento da percepção visual e promove uma experiência de cor, formas e significados.

Fonte: www.paulus.com.br 

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CVII: a reforma litúrgica e o uso da Língua Vernácula

No nosso espaço Memória Histórica – 50 anos do Concílio Vaticano II, vamos continuar a tratar no programa de hoje sobre a reforma litúrgica trazida pelo evento conciliar.

Neste nosso espaço Memória Histórica, temos refletido sobre os 10 aspectos da renovação litúrgica trazida pelo Concílio Vaticano II. No programa passado, o Padre Gerson Schmidt, que tem nos acompanhado neste percurso, nos trouxe o tema “Povo sacerdotal que celebra”, destacando que “o Concílio desloca o centro celebrativo – não é o sacerdote o foco. Há uma descentralização eclesial, outrora acentuando demasiadamente o sacerdote que ofertava o sacrifício.  De uma liturgia centralizada na pessoa do “sacerdote celebrante” (que na liturgia não é único que celebra) se volta agora a ação litúrgica para a assembleia do “povo sacerdotal””.

No programa de hoje, o sacerdote incardinado na Arquidiocese de Porto Alegre nos fala sobre outro aspecto importante da reforma litúrgica: “O uso da Língua Vernácula”:

“Mencionamos aqui nesse espaço que na reforma LITÚRGICA do Concilio Vaticano II, percebemos 10 aspectos de renovação, a partir da constituição dogmática Sacrossanctum Concilium, que aqui enumeramos. Fizemos uma explicação detalhada do primeiro aspecto:  O valor da Assembleia Litúrgica.  Hoje queremos entrar num segundo ponto: o uso da Língua Vernácula (SC 36; 63).

Todos nós conhecemos os contos infantis mais variados. Quem não conheceu a história do Lobo mau? Mas, se eu aqui contasse a história do lobo mau em chinês, poucos entenderiam. Na mesma forma se deu na liturgia, quando se rezava tão somente em Latim, que já não era mais a língua fluente, como um dia era usual no Império Romano. O Concilio Vaticano II permitiu o uso da Lingua vernácula, a língua mãe de cada nação para ser utilizada na liturgia. Esse foi de fato um avanço singular, muito importante.

Importante aqui relembrar, sobretudo aos mais jovens, de que a missa era celebrada em latim, de costas ao povo, e a maioria das pessoas assistiam a missa, sem entender nada da Liturgia, não sabendo responder as respostas do rito, cabendo esse diálogo da missa tão somente ao coroinha ou sacristão. A maioria do povo, enquanto o padre celebrava, rezava o terço ou suas orações particulares, prestando mais atenção tão somente quando se tocava a campainha ou sineta litúrgica na hora da consagração. A permissão do uso da língua vernácula pela constituição Sacrossanctum Concilium, já trouxe a possibilidade dessa participação mais ativa e consciente, a renovação dos ritos, aclamações e cantos.

O número 36 da SC afirma assim, depois de falar da Língua oficial Latina na Liturgia: “Dado, porém, que não raramente o uso da língua vernácula pode ser muito útil para o povo, seja na missa, seja na administração dos sacramentos, seja em outras partes da liturgia, dê-se-lhe um lugar mais amplo, especialmente nas leituras e admoestações, em algumas orações e cânticos, segundo as normas estabelecidas para cada caso nos capítulos seguintes.

O Parágrafo 03, desse número 36 diz que cabe à competente autoridade eclesiástica territorial – bispo local – os bispos das regiões limítrofes da mesma língua, decidir acerca do uso e extensão da língua vernácula. Tais decisões deverão ser aprovadas ou confirmadas pela Sé Apostólica. No número 63, da SC afirma assim: “Estes rituais – com as adaptações da língua vernácula – serão usados nas respectivas regiões depois de aprovados pela Sé Apostólica.

Na elaboração destes Rituais, ou nestas coleções especiais de ritos, não se omita nenhuma das normas propostas no Ritual Romano para cada rito, quer sejam de caráter pastoral, quer digam respeito às rubricas, quer tenham especial importância social”.

Percebemos que a orientação da SC é bem módica, possibilitando a língua vernácula tão somente em algumas partes. Mas que, na realidade, transcorridos os 50 anos de Concílio, todo o Rito Romano está traduzido na língua mãe de cada país, facilitando a compreensão e participação dos fieis leigos, que é um dos pontos também da renovação litúrgica”.

Por Rádio Vaticano 

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Sacrosanctum Concilium: Povo sacerdotal que celebra

No nosso espaço Memória Histórica, 50 anos do Concílio Vaticano II, vamos continuar a tratar na edição de hoje sobre a reforma litúrgica trazida pelo evento conciliar.

“O Concílio desloca o centro. De uma liturgia centralizada na pessoa do “sacerdote celebrante” para a assembleia do “povo sacerdotal””. Este foi um dos aspectos levantados pelo Padre Gerson Schmidt no programa passado, ao comentar o tema “Assembleia Litúrgica na Sacrosancrum Concilium”.

Neste nossos espaço, temos refletido sobre 10 aspectos da renovação litúrgica trazida com o Concílio Vaticano II. Na edição de hoje, o sacerdote incardinado na Arquidiocese de Porto Alegre nos fala sobre o tema “Povo sacerdotal que celebra¹”:

“A compreensão da Sacrosanctum Concilium não é de um povo qualquer que está na missa ou na liturgia apático, sem sentido, aéreo ou apenas como um mero espectador, que não entende nada do que está ali acontecendo. A visão da SC é de um povo sacerdotal, um povo que celebra em comunidade aquilo que de mais genuíno tem para celebrar: o mistério pascal em suas vidas.

O Concílio resgata a liturgia como ação do povo sacerdotal, numa feliz referência a Primeira Carta de São Pedro, que diz:  “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1Pd 2,9). Assim, o povo é convocado e congregado para a escuta da Palavra e a renovação da aliança com o Senhor, tão desejado por Deus ao Povo Eleito (cf. Dt 4,10; 10,4.9; Ex 19-24).

A resposta ao convite de Deus, que se traduz em adesão e participação, constitui a assembleia do povo sacerdotal. Jesus Cristo, o sumo sacerdote, reúne seu povo, a quem, pelo batismo, torna apto para participar de seu sacerdócio. “Fez do novo povo um reino de sacerdotes para Deus, seu Pai”, conforme o livro do Apocalipse (cf. Ap 1,6; 5,9-10).

O Concílio desloca o centro celebrativo – não é o sacerdote o foco. Há uma descentralização eclesial, outrora acentuando demasiadamente o sacerdote que ofertava o sacrifício.  De uma liturgia centralizada na pessoa do “sacerdote celebrante” (que na liturgia não é único que celebra) se volta agora a ação litúrgica para a assembleia do “povo sacerdotal”. Como diz na Sacrosanctum Concilium, número 33: “As orações dirigidas a Deus pelo sacerdote que preside à comunidade na pessoa de Cristo são rezadas em nome de todo o povo santo e de todos os que estão presentes” (SC 33). Já não se fala do “sacerdote que celebra” e dos fiéis que assistem. Não se usa mais o verbo assistir à Missa.

O verbo pós-conciliar é “participar”, “celebrar”. Todos os membros da assembleia devem estar envolvidos na ação celebrativa e pela ação celebrativa. “Para isso, a Igreja procura, solícita e cuidadosa, que os cristãos não assistam a este mistério de fé como estranhos ou espectadores mudos” (SC 48), como se estivessem num espetáculo ou num teatro, fora da ação celebrativa. Em vista da ação eminentemente eclesial, o Concílio declara: “É desejo ardente da mãe Igreja que todos os fiéis cheguem àquela plena, consciente e ativa participação na celebração litúrgica que a própria natureza da liturgia exige e à qual o povo cristão, ‘raça escolhida, sacerdócio real, nação santa, povo adquirido’ (1Pd 2,9), tem direito e obrigação, por força do batismo” (SC 14).

A liturgia, por um lado, é “obra de Cristo e da Igreja, seu corpo” (SC 7). Por outro lado, também é ação do “povo santo reunido e ordenado sob a direção dos bispos” (SC 26), portanto, orientado por um magistério eclesial que garanta a genuinidade e sacralidade do mistério eucarístico. Portanto, não está centrada a liturgia no sacerdote, mas na assembleia litúrgica, no povo, como sujeito da celebração”.

Reflexões inspiradas em Frei Faustino Paludo, OFMcap, Publicado na Revista Vida Pastoral em Maio-Junho de 2003 (24-27), intitulado “O povo celebrante: sujeito da celebração”.

Por Radio Vaticano 

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