Papa: possibilidades impensadas para famílias que voltam à fonte da experiência cristã

“Cada vez que as famílias, mesmo aquelas feridas e marcadas pela fragilidade, fracassos e dificuldades, voltam à fonte da experiência cristã, abrem-se novos caminhos e possibilidades impensadas”, disse o Papa no Angelus, convidando as famílias a custodiarem os filhos para que possam crescer em harmonia e plenitude.

“Criar condições favoráveis para o crescimento harmônico e pleno dos filhos, para que possam viver uma vida boa, digna de Deus e construtiva para o mundo”.

No Angelus do domingo em que a Igreja festeja a Sagrada Família, o Papa Francisco apelou às famílias para custodiarem o crescimento dos filhos, recordando ainda que mesmo em meio às dificuldades, quando as famílias “voltam para a fonte da experiência cristã, se abrem novos caminhos, e possibilidades impensadas”.

Dirigindo-se da janela do apartamento pontifício aos milhares de fiéis e turistas reunidos na Praça São Pedro, o Pontífice recordou que o Evangelho do dia “nos convida a refletir sobre a experiência vivida por Maria, José e Jesus, enquanto cresciam juntos como família no amor recíproco e na confiança em Deus”.

E uma das etapas deste crescimento, é a ida ao templo “para atestar que o filho pertence a Deus e que eles são os custódios da sua vida e não os proprietários:

“Este gesto sublinha que somente Deus é o Senhor da história individual e familiar; tudo nos vem d’Ele. Cada família é chamada a reconhecer tal primado, custodiando e educando os filhos para abrirem-se a Deus que é a fonte da própria vida.”

“ Todos os pais são custódios da vida dos filhos, não proprietários, e devem ajudá-los a crescer e amadurecer ”

E nisto – enfatizou o Papa – reside “o segredo da juventude interior, testemunhado paradoxalmente no Evangelho por um casal de idosos, Simeão e Ana”.

Francisco explica então as palavras proféticas de Simeão de que “menino vai ser causa tanto de queda como de reerguimento para muitos em Israel e como um sinal de contradição”:

Estas palavras proféticas revelam que Jesus veio para fazer cair as falsas imagens que nós fazemos de Deus e também de nós mesmos; para “contradizer” as seguranças mundanas sobre as quais pretendemos nos apoiar; para fazer-nos ressurgir para um caminho humano e cristão autêntico verdadeiro, alicerçado nos valores do Evangelho”.

O Papa alerta ainda de que não existe situação familiar que não possa seguir por este novo caminho de renascimento e ressurreição”:

“E cada vez que as famílias, mesmo aquelas feridas e marcadas pela fragilidade, fracassos e dificuldades, voltam à fonte da experiência cristã, se abrem novos caminhos e possibilidades impensadas”.

Francisco retoma a passagem do Evangelho que narra o retorno da Sagrada Família à Galiléia, para falar sobre a importância do crescimento dos filhos:

“Uma grande alegria da família é o crescimento dos filhos, todos sabemos disso. Eles são destinados a crescer e fortificar-se, a adquirir experiência e acolher a graça de Deus, precisamente como aconteceu com Jesus. Ele é realmente um de nós: o Filho de Deus se fez criança, aceita crescer, fortalecer-se, é cheio de sabedoria e a graça de Deus está com Ele”.

Maria e José têm esta alegria de ver tudo isto em seu filho – observou o Papa – frisando que “esta é a missão para a qual é orientada a família”:

“Criar condições favoráveis para o crescimento harmônico e pleno dos filhos, para que possam viver uma vida boa, digna de Deus e construtiva para o mundo”.

“Estes são os votos que dirijo hoje a todas as famílias, acompanhados com a invocação a Maria, Rainha das Famílias”, disse Francisco ao concluir sua reflexão que precedeu a oração do Angelus.

Ao final o Papa saudou de maneira especial as famílias, também aquelas que acompanham de casa,  pedindo que “a Sagrada família vos abençoe e vos guie em vosso caminho”.

O Santo Padre fez votos de um feliz domingo e de um sereno final de ano, pedindo para não esquecermos neste dia “de agradecer a Deus pelo ano transcorrido e por todo o bem recebido”:

E nos fará bem, a cada um de nós, tomar um pouco de tempo para pensar quantas coisas boas recebi do Senhor este ano e agradecer. E se existiram provações, dificuldades, agradecer também porque nos ajudou a superar estes momentos. Hoje é um dia de agradecimento”.

Agradeço pelas felicitações e pelas orações de vocês: e continuem, por favor, a rezar por mim. Bom almoço e até logo“.

Papa pediu aos pais atenção ao crescimento harmônico dos filhos

Por Vatican News

 

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Um ano novo! Um novo sonho.

Um ano novo! Um novo sonho.
Um novo ano está por vir e novas atitudes também!
Com isso, sonhos para realizar…
Tempo de Mudanças
Mas, nada muda se você não mudar!
Tempo de Esperança
O alimento da alma, que nos faz sonhar e acreditar…
Tempo de Amar
Ache o amor em você, comece esse ano se amando mais. Não há amor mais verdadeiro que esse.
Tempo de planejar e realizar
Faça planos, mas o conselho de Deus permanece sempre!
Tempo de viver a vida, dom de Deus, fomos feitos à sua imagem.
Neste ano novo, deseje realmente tudo de novo na sua vida.
Mais que desejar, realize, coloque em prática, escreva uma nova história.
Para que o seu ano novo seja realmente novo, faça coisas novas mas, não esqueça, o que te sustenta é a sua fé. Para todos os sonhos, muita fé!
Que no ano novo nós nos disponhamos a correr alguns riscos, principalmente aqueles que, apesar das dores, nos tornem maiores, mais competentes e, acima de tudo, mais humanos.
Faça desta virada de ano um recomeço de tudo que é bom.
Um renovar de sentimentos positivos, e um renascer de velhos sonhos.
Não deixe de acreditar, construa seus sonhos, coloque-os em prática. Ano Novo! Novo sonho.

Que Deus oriente, proteja e abençoe a todos vocês com um ano de muitas alegrias, saúde, amor e paz. Feliz Ano Novo!!

Por Bruno Henrique – Portal Terra de Santa Cruz

Papa Francisco tocou em assunto quase proibido – e a mídia fingiu que nem ouviu

Por que não se fala disto? Só porque foi perpetrado pelos comunistas?

Papa Francisco recordou neste domingo os cerca de 3,5 milhões de vítimas da fome provocada deliberadamente nos campos da Ucrânia pelas políticas do ditador comunista Joseph Stalin, da antiga União Soviética, entre 1932 e 1933, para “coletivizar” fazendas de gado e terras agrícolas.

O abominável episódio, chamado hoje de Holodomor, foi o mais vultoso, mas não o único do gênero: 1,5 milhão de pessoas no Cazaquistão e quase outro milhão de habitantes do norte do Cáucaso e de regiões ao longo dos rios Don e Volga sofreram suplícios semelhantes, na mesma época, também causados propositalmente pelo governo comunista.

Em mensagem ao povo ucraniano, o Papa Francisco mencionou “a tragédia do Holodomor, a morte por fome provocada pelo regime estalinista que deixou milhões de vítimas. Rezo pela Ucrânia, para que a força da paz possa curar as feridas do passado e promover caminhos de paz”.

genocídio ucraniano começou devido à resistência de muitos camponeses do país à coletivização forçada, uma das bases do regime comunista por implicar a supressão da propriedade privada. Os soviéticos confiscaram maciçamente o gado, as terras e as fazendas dos ucranianos e lhes impuseram punições que iam de trabalhos forçadosao assassinato sumário, passando por brutais deslocamentos de comunidades inteiras.

Apesar de ter-se tratado do extermínio sistemático de um povo, ainda não há, na assim chamada “comunidade internacional”, um reconhecimento amplo e claro do genocídio ucraniano. Algumas correntes ideológicas evitam o termo genocídio alegando que o Holodomor teria sido, a seu ver, uma consequência de “problemas logísticos” associados às radicais alterações econômicas da União Soviética. Ou seja, uma coisa deixaria de ser essa coisa porque chegou a ser essa coisa como efeito colateral de alegadas boas intenções…

É bastante interessante observar que, recorrente e teimosamente, são confeccionadas teorias suavizantes e condescendências “técnicas”para driblar a verdade sobre o comunismo: essa aberração histórica jamais passou, nem poderia, de uma monstruosidade tão odiosa e criminosa quanto o nazismo.

Aliás, falando em nazismo, praticamente todo o mundo já ouviu falar do Holocausto. Muitíssimo menos gente já ouviu falar do Holodomor. Não se trata de comparar os horrores, mas de questionar o relativo silêncio em torno a este em comparação com a ampla divulgação que se dá àquele, sem que qualquer desses episódios atrozes seja “menos grave” ou “mais grave” que o outro. Só há relativização moral do extermínio humano, afinal, na mente de quem o instrumentaliza.

Mas é fato que praticamente todo o mundo que tem acesso à mídia já ouviu dizer que Hitler matou 6 milhões de judeus nos campos nazistas de concentração e extermínio entre 1933 e 1945 (embora se dê menos atenção ao fato de que esse extermínio sistematizado também se estendeu a minorias menos recordadas, como ciganos, poloneses, prisioneiros de guerra soviéticos, deficientes físicos e mentais, homossexuais, além de minorias clamorosamente “esquecidas”, como as vítimas católicas – São Maximiliano Kolbe e Santa Teresa Benedita da Cruz são dois exemplos ilustres dentre muitos outros quase ignorados, mas bastam para questionar a campanha de desinformação orquestrada por quem acusa a Igreja de ter sido “cúmplice” daquela carnificina).

Sem que se diminua em nada, portanto, a necessidade imperiosa de reconhecer o horror a que foram submetidos covardemente o povo judeu e as outras minorias perseguidas pelo nazismo, é preciso observar em paralelo que, comparativamente, muitíssimo menos gente já ouviu dizer que Stalin matou, pouco antes, 6 milhões de ucranianos, cazaques e outras minorias soviéticas mediante a imposição da fome massiva. E também são ainda muito poucos os que sabem dos outros 14 milhões de pessoas que foram assassinadas pelo comunismo só na União Soviética, para nem falar do restante de vítimas em uma lista estarrecedora de seres humanos exterminados pelo mesmo comunismo no mundo todo ao longo do século XX:

  • 65 milhões na República Popular da China
  • 1 milhão no Vietnã
  • 2 milhões na Coreia do Norte
  • 2 milhões no Camboja
  • 1 milhão nos países comunistas do Leste Europeu
  • 1,7 milhão na África
  • 1,5 milhão no Afeganistão
  • 150 mil na América Latina
  • 10 mil como resultado das ações do movimento internacional comunista e de partidos comunistas fora do poder.

Esta soma petrificante de 94,4 milhões de pessoas exterminadas pelos regimes comunistas é estimada pelos autores de “O Livro Negro do Comunismo: Crimes, Terror, Repressão“, uma obra coletiva de professores e pesquisadores universitários europeus encabeçados pelo francês Stéphane Courtois. Como o livro é de 1997, ele obviamente não computa as mortes cometidas de lá para cá nas regiões que continuaram sujeitas a esse regime e aos seus métodos essencialmente opressivos, como a China e a Coreia do Norte; nem, é claro, nas regiões que retrocederam na sua trajetória democrática para reeditar essa aberração histórica – como a Venezuela de Chávez, Maduro e seus comparsas do Foro de São Paulo.

Numa época em que as farsas de viés socialista voltam a se apresentar ao mundo como “libertadoras do povo” (novamente, vide Venezuela, mas vide também as modalidades de “fatiamento da riqueza” praticadas por governos de ideologia socialista em países como Cuba, Argentina e mesmo o Brasil), a verdade sobre o comunismo costuma ser “evitada” nas TVs e nos “grandes” jornais e revistas a serviço desse mesmo projeto de poder – que não é exatamente um poder “do proletariado”, como prega, descaradamente, a sua propaganda (a este propósito, nunca é demais recordar o magistral resumo feito por George Orwell sobre a “igualdade” realizada pelo comunismo: “Todos são iguais, mas alguns são mais iguais que outros“).

Dentro desse contexto ideológico e da tergiversação dos fatos que é uma sua característica indissociável, é digno de aplausos que o Papa Francisco tenha dado nome aos bois – assim como já deu a outro genocídio amplamente “esquecido” pelo mundo até recentemente: aquele que a Turquia otomana perpetrou contra a Armênia cristã em 1915.

Por Aleteia

Papa Francisco Angelus: a mensagem de Jesus é desconfortável e nos incomoda

O Santo Padre rezou ao meio-dia desta terça-feira, 26 de dezembro, a oração mariana do Angelus com os fiéis reunidos na Praça São Pedro.

O Papa Francisco convida os cristãos a “acolherem Jesus como Senhor da nossa vida e a nos tornarmos suas corajosas testemunhas, prontas a pagar pessoalmente o preço da fidelidade ao Evangelho”.

O Santo Padre rezou ao meio-dia desta terça-feira, 26 de dezembro a oração mariana do Angelus com os fiéis reunidos na Praça São Pedro. Depois de ter celebrado o nascimento de Jesus sobre a terra, hoje – recordou o Santo Padre – celebramos o nascimento ao céu de Santo Estêvão, o primeiro mártir.

O Pontífice destacou no início da sua alocução proferida da janela dos aposentos Pontifícios que a primeira vista poderia parecer que entre as duas recorrências não exista uma ligação, na realidade existe, e é muito forte.

Recordando que na liturgia de Natal ouvimos a proclamação “O Verbo se fez carne e veio habitar entre nós”, Santo Estêvão – continuou o Papa –, colocou os líderes do seu povo em crise, porque “cheio de fé e do Espírito Santo”, ele firmemente acreditava e professava a presença nova de Deus entre os homens; ele sabia que o verdadeiro templo de Deus é agora Jesus, Verbo eterno que veio morar entre nós, que se fez em tudo como nós, exceto no pecado. Mas Estêvão é acusado de pregar a destruição do templo de Jerusalém. A acusação que fazem contra ele é de ter afirmado que “Jesus, este Nazareno, destruirá este lugar e mudar os costumes que Moisés nos transmitiu”.

“ Na verdade, a mensagem de Jesus é desconfortável e nos incomoda, porque desafia o poder religioso mundano e provoca as consciências. ”

“Após a sua vinda, é necessário converter-se, mudar a mentalidade, renunciar a pensar como antes”.

Estevão – disse o Papa – esteve ancorado à mensagem de Jesus até sua morte. Suas últimas palavras: “Senhor Jesus, acolhe o meu espírito” e “Senhor, não lhes atribua esse pecado”, são o eco fiel daquelas pronunciadas por Jesus na cruz: “Pai, nas Tuas mãos entrego o meu espírito” e “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem”. As palavras de Estêvão só foram possíveis porque o Filho de Deus veio sobre a terra, morreu e ressuscitou por nós; antes desses eventos eram expressões humanamente impensáveis.

Jesus é nosso mediador

Estevão pede a Jesus que acolha seu espírito.

“ Cristo ressuscitado, de fato, é o Senhor, e é o único mediador entre Deus e os homens, não só na hora da nossa morte, mas também em cada momento da vida: sem Ele não podemos fazer nada. ”

Portanto, – continuou o Papa – nós também, diante do Menino Jesus no presépio, podemos rezar a ele assim: “Senhor Jesus, a Ti confiamos nosso espírito, acolha-o, para que a nossa existência seja, de fato, uma vida boa de acordo com o Evangelho”.  

Jesus é nosso mediador e reconcilia-nos não só com o Pai, mas também entre nós. Ele é a fonte do amor, que nos abre à comunhão com nossos irmãos, eliminando todo conflito e ressentimento.

Peçamos a Jesus, – acrescentou o Pontífice, nascido por nós, que nos ajude a assumir essa dupla atitude de confiança no Pai e de amor pelo próximo; é uma atitude que transforma a vida e a torna mais bonita e frutífera.

Na conclusão de suas palavras uma súplica a Nossa Senhora:

“ A Maria, Mãe do Redentor e Rainha dos mártires, elevamos com confiança a nossa oração, para que nos ajude a acolher Jesus como o Senhor da nossa vida e a nos tornarmos suas corajosas testemunhas, prontas a pagar pessoalmente o preço da fidelidade ao Evangelho. ”

Após o Angelus o Papa – no clima de alegria cristã, que emana do Nata de Jesus – saudou os fiéis agradecendo a presença deles.

“A todos vocês, que vieram da Itália e de diversos países, renovo o meu desejo de paz e serenidade: sejam estes, para vocês e suas famílias, dias em que vocês possam desfrutar da beleza de estarem juntos sentindo que Jesus está no meio de nós”.

Uma saudação especial ainda aos fiéis da Peregrinação nacional ucraniana: abençoo todos vocês e seu país, disse o Papa.

Francisco recordou que nas últimas semanas recebeu muitas mensagens de felicitações. Não sedo possível responder a cada uma, expresso hoje meus sinceros agradecimentos a todos, especialmente pelo presente da oração. Muito obrigado! Que o Senhor os recompense com sua generosidade!

Boas festas, finalizou o Papa, pedindo para que não se esqueçam de rezar por ele, acrescentando o tradicional, bom almoço.

Portal Terra de Santa Cruz

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Papa: “Jesus está nas crianças de todo o mundo”

Em sua mensagem de Natal, o Papa Francisco mencionou uma série de situações da atualidade em que podemos identificar Jesus

Dia de Natal, tradição mantida no Vaticano: da sacada central da Basílica de São Pedro, o Papa Francisco pronunciou na manhã desta segunda-feira (25/12) a sua mensagem de Natal e concedeu à cidade e ao mundo a benção Urbi et Orbi.

A seu  lado, os Cardeais Leonardo Sandri, Prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, e Prosper Grech, O.S.A., Consultor da Congregação para a Doutrina da Fé, que proferiram a fórmula da indulgência plenária com as condições definidas pelo direito canônico.

O amor de Deus e a comoção pelo dom de seu Filho

“Jesus nasceu por um dom de amor de Deus Pai, que ‘tanto amou o mundo, que lhe entregou o seu Filho Unigênito’ e isto nos enche de comoção porque é demasiado grande a ternura do nosso Pai”, iniciou o Papa dirigindo-se à multidão que desde as primeiras horas da manhã tomou a Praça São Pedro.

“Hoje, enquanto sopram no mundo ventos de guerra e um modelo de progresso já ultrapassado continua a produzir degradação humana, social e ambiental, o Natal lembra-nos o sinal do Menino, convidando-nos a reconhecê-Lo no rosto das crianças, especialmente daquelas para as quais, como aconteceu a Jesus, ‘não há lugar na hospedaria’”.

Reconhecer Jesus na realidade de hoje: Oriente Médio, Ásia e África

O Papa listou uma série de situações da atualidade em que podemos identificar Jesus:

“Vemos Jesus nas crianças do Oriente Médio, que continuam a sofrer pelo agravamento das tensões entre israelenses e palestinos”; disse, pedindo orações pelo diálogo que conduza à coexistência pacífica de dois Estados dentro de fronteiras mutuamente concordadas e internacionalmente reconhecidas.

“Vemos Jesus no rosto das crianças sírias, ainda feridas pela guerra que ensanguentou o país nestes anos; nas crianças do Iraque, ainda contuso e dividido pelas hostilidades que o afetaram nos últimos quinze anos; e nas crianças do Iêmen, onde perdura um conflito em grande parte esquecido, mas com profundas implicações humanitárias sobre a população que padece a fome e a propagação de doenças”.

“Vemos Jesus nas crianças da África, sobretudo nas que sofrem no Sudão do Sul, na Somália, no Burundi, na República Democrática do Congo, na República Centro-Africana e na Nigéria. Vemos Jesus nas crianças de todo o mundo, onde a paz e a segurança se encontram ameaçadas pelo perigo de tensões e novos conflitos”.

Coreia, Venezuela, Ucrânia

Foram também mencionadas as situações conflituosas na península coreana, na Venezuela, e as violências na Ucrânia.  E as crianças vítimas de realidades sociais difíceis:

A infância subtraída

“Vemos Jesus nas crianças cujos pais não têm emprego e naquelas cuja infância foi roubada, obrigadas a trabalhar desde tenra idade ou alistadas como soldados por mercenários sem escrúpulos; vemos Jesus nas inúmeras crianças forçadas a deixar o seu país, viajando sozinhas em condições desumanas, presa fácil dos traficantes de seres humanos”.

Direito de dignidadedas minorias

Francisco chamou ainda a atenção para o drama dos migrantes que colocam a vida em risco, enfrentando viagens extenuantes que por vezes acabam em tragédia, e voltou com o pensamento à sua recente viagem a Mianmar e  Bangladesh:

“Espero que a Comunidade Internacional não cesse de trabalhar para que seja adequadamente tutelada a dignidade das minorias presentes na região. Jesus conhece bem a tribulação de não ser acolhido e a dificuldade de não ter um lugar onde poder reclinar a cabeça”.

“ Que o nosso coração não fique fechado como ficaram as casas de Belém ”

E antes de conceder a bênção apostólica, dirigiu um pedido final:

“Como a Virgem Maria e São José, como os pastores de Belém, acolhamos no Menino Jesus o amor de Deus feito homem por nós e comprometamo-nos, com a sua graça, a tornar o nosso mundo mais humano e mais digno das crianças de hoje e de amanhã”.

Bom Natal a cada um de nós

Antes de se despedir, Francisco enviou seus votos de Boas Festas a todos os irmãos e irmãs na Praça e àqueles unidos nos vários países através do rádio, televisão e outros meios de comunicação.

“Que o nascimento de Cristo Salvador renove os corações, suscite o desejo de construir um futuro mais fraterno e solidário, conceda alegria e esperança a todos. Feliz Natal!”.

Mensagem de Natal do Papa e a bênção Urbi et Orbi

Da sacada central da Basílica de São Pedro, o Papa pronuncia sua mensagem de Natal e concede a bênção à cidade e ao mundo, com a concessão da indulgência plenária.

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Papa na Missa do Galo: “Transformar a força do medo em força da caridade”

A caridade que não se habitua à injustiça como se fosse algo natural, mas tem a coragem, no meio de tensões e conflitos, de se fazer «casa do pão», terra de hospitalidade”, disse Francisco na homilia.

A Basílica Vaticana ficou pequena na noite deste domingo (24/12) para acolher os fiéis na missa da vigília de Natal presidida pelo Papa Francisco.

Telões instalados na Praça São Pedro possibilitaram a participação, apesar do frio, de milhares de pessoas.

A homilia do Papa, inspirada do Evangelho de Lucas, começou com a reflexão sobre aquela narração simples do acontecimento que mudou para sempre a nossa história. Tudo, naquela noite, na manjedoura, se tornava fonte de esperança: Maria deu à Luz”.

Esperanças em meio a incertezas e perigos

Francisco recordou a trajetória de Maria e José, obrigados a partir  deixando os parentes, sua casa, sua terra, numa viagem nada confortável nem fácil para um casal jovem que estava para ter um bebê: foram forçados a deixar a sua terra. E o pior, quando chegaram   a Belém, sentiram era uma terra onde não havia lugar para eles.

“Mas foi precisamente lá, naquela realidade que se revelava um desafio, que Maria nos presenteou com o Emanuel, lá acende-se a centelha revolucionária da ternura de Deus. Em Belém, criou-se uma pequena abertura para aqueles que perderam a terra, a pátria, os sonhos; mesmo para aqueles que sucumbiram à asfixia produzida por uma vida fechada”.

Nos passos de José e Maria, escondem-se tantos passos

O Papa Francisco lembrou aquela realidade confrontando-a com os fatos do presente: “Nos passos de José e Maria, vemos hoje as pegadas de famílias inteiras que são obrigadas a partir,  milhões de pessoas que não escolhem partir, mas são obrigadas a separar-se dos seus entes queridos, são expulsas da sua terra”.

Afirmando que “em muitos casos, esta partida está carregada de esperança, carregada de futuro”; ressaltou que “em tantos outros, a partida tem apenas um nome: sobrevivência”.

“ Sobreviver aos Herodes de turno, que, para impor o seu poder e aumentar as suas riquezas, não têm problema algum em derramar sangue inocente ”

“Maria e José, para quem não havia lugar, são os primeiros a abraçar Aquele que nos vem dar a todos o documento de cidadania; Aquele que, na sua pobreza e pequenez, denuncia e mostra que o verdadeiro poder e a autêntica liberdade são os que honram e socorrem a fragilidade do mais fraco”, reiterou Francisco.

Pastores não observavam as prescrições rituais de purificação religiosa

Descrevendo ainda o contexto daquela época em Belém, o Papa mencionou a figura dos pastores, homens e mulheres que viviam à margem da sociedade, eram considerados impuros pela cor de sua pele, as roupas, o odor, o modo de falar, a origem: neles tudo gerava desconfiança. Mas foi a eles que o anjo anunciou o nascimento do Salvador, eles foram os primeiros destinatários da Boa Notícia.

A fé nos impele a abrir espaço a uma nova imaginação social

“Eis a alegria que somos convidados a partilhar, celebrar e anunciar nesta noite. A alegria com que Deus, na sua infinita misericórdia, nos abraçou a nós, pagãos, pecadores e estrangeiros, e nos impele a fazer o mesmo”.

“ Nesta noite de Natal, em que nasce Jesus, reconheçamos Deus em todas as situações onde O julgamos ausente ”

“Ele está no visitante indiscreto, muitas vezes irreconhecível, que caminha pelas nossas cidades, pelos nossos bairros, viajando nos nossos transportes públicos, batendo às nossas portas.”

E como pedido final da homilia, disse:

“Não tenhamos medo de experimentar novas formas de relacionamento; Natal é tempo para transformar a força do medo em força da caridade, em força para uma nova imaginação da caridade. A caridade que não se habitua à injustiça como se fosse algo natural, mas tem a coragem, no meio de tensões e conflitos, de se fazer «casa do pão», terra de hospitalidade”.

Deus vem ao nosso encontro para nos tornar protagonistas da vida que nos rodeia

Citando a primeira homilia do Pontificado de São João Paulo II, Francisco exortou: «Não tenham medo! Abram, ou, escancarem as portas a Cristo».

“Menino pequenino de Belém, pedimos que o vosso choro nos desperte da nossa indiferença, abra os olhos perante quem sofre. A vossa ternura desperte a nossa sensibilidade e nos faça sentir convidados a reconhecer-Vos em todos aqueles que chegam às nossas cidades, às nossas histórias, às nossas vidas. Que a vossa ternura revolucionária nos persuada a sentir-nos convidados a cuidar da esperança e da ternura do nosso povo”, concluiu.

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Papa no Angelus: “Acolher Deus com humildade e generosidade”

A poucas horas do Natal – cuja Vigília será celebrada na Basílica de São Pedro – o Papa comentou a narração de Lucas em que o anjo anuncia a Maria que conceberá um filho, que será o Messias.

Para acolher o projeto de Deus, como fez Maria, é preciso humildade e generosidade, a mesma atitude de seu Filho quando veio ao mundo. Foi o que explicou o Papa antes de rezar o Angelus, da janela de seu escritório com os fiéis que participaram da oração, na Praça São Pedro.

O anúncio do anjo a Maria e sua reação

A poucas horas do Natal – cuja Vigília será celebrada na Basílica de São Pedro – o Papa comentou a narração de Lucas em que o anjo anuncia a Maria que conceberá um filho. Francisco analisou a resposta de Maria:

“ Maria não se exalta diante da perspectiva de se tornar a mãe do Messias ”

“Uma frase breve, que não fala de glória, de privilégio, mas somente de disponibilidade e serviço. Maria não se exalta diante da perspectiva de se tornar a mãe do Messias, mas permanece modesta e expressa a sua adesão ao projeto do Senhor. Maria non se vangloria, é humilde e modesta, como sempre”.

“Este comportamento – ressaltou o Papa – nos faz entender que Maria é realmente humilde e não tenta se mostrar; reconhece que é pequena diante de Deus e feliz por ser assim. Ao mesmo tempo, sabe que de sua resposta depende a realização do projeto de Deus”.

Deus exalta os humildes

“Maria – comentou o Papa – se revela a colaboradora perfeita do projeto de Deus e no Magnificat proclamará que ‘Deus exaltou  os humildes’”.

“Admiramos nossa Mãe por sua resposta ao chamado e à missão de Deus e peçamos a ela que ajude cada um de nós a acolher o projeto de Deus em nossas vidas com sincera humildade e corajosa generosidade”, concluiu o Papa.

Por Vatican News

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Mensagem de Natal 2017 – Quem é você neste natal? (Por Papa Francisco)

Uma linda mensagem para você…Quem é você neste natal?

O Natal costuma ser sempre uma ruidosa festa; entretanto se faz necessário o silêncio, para que se consiga ouvir a voz do Amor.

Natal é você, quando se dispõe, todos os dias, a renascer e deixar que Deus penetre em sua alma.

O pinheiro de Natal é você, quando com sua força, resiste aos ventos e dificuldades da vida.

Você é a decoração de Natal, quando suas virtudes são cores que enfeitam sua vida.

Você é o sino de Natal, quando chama, congrega, reúne.

A luz de Natal é você quando com uma vida de bondade, paciência, alegria e generosidade consegue ser luz a iluminar o caminho dos outros.

Você é o anjo do Natal quando consegue entoar e cantar sua mensagem de paz, justiça e de amor.

A estrela-guia do Natal é você, quando consegue levar alguém, ao encontro do Senhor.

Você será os Reis Magos quando conseguir dar, de presente, o melhor de si, indistintamente a todos.

A música de Natal é você, quando consegue também sua harmonia interior.

O presente de Natal é você, quando consegue comportar-se como verdadeiro amigo e irmão de qualquer ser humano.

O cartão de Natal é você, quando a bondade está escrita no gesto de amor, de suas mãos.

Você será os “votos de Feliz Natal” quando perdoar, restabelecendo de novo, a paz, mesmo a custo de seu próprio sacrifício.

A ceia de Natal é você, quando sacia de pão e esperança, qualquer carente ao seu lado.

Papa Francisco

FELIZ NATAL PARA TODOS,

SÃO OS VOTOS DO PORTAL TERRA DE SANTA CRUZ

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Solenidade do Natal do Senhor: Missa da Noite – “Nasceu para nós o Salvador”

Contemplamos o Filho bendito de Deus, que se encarna no ventre da Virgem Maria. Quem é esse menino? A Palavra nos diz que Ele é o Filho do Deus Altíssimo e que Deus (o Pai), Lhe deu o trono de Davi.

No Antigo Testamento, Deus havia prometido que daria para a descendência de Davi, o trono real. Não pense em trono como o rei que senta em um palácio e fica governando. O reinado do Senhor é na vida, no coração, na mente. O reinado de Cristo é para aqueles que se submetem a Ele.

LITURGIA DA PALAVRA 

Primeira Leitura (Is 9,1-6)

Leitura do Livro do profeta Isaías:

1O povo, que andava na escuridão, viu uma grande luz; para os que habitavam nas sombras da morte, uma luz resplandeceu.

2Fizeste crescer a alegria, e aumentaste a felicidade; todos se regozijam em tua presença como alegres ceifeiros na colheita, ou como exaltados guerreiros ao dividirem os despojos. 3Pois o jugo que oprimia o povo, — a carga sobre os ombros, o orgulho dos fiscais — tu os abateste como na jornada de Madiã. 4Botas de tropa de assalto, trajes manchados de sangue, tudo será queimado e devorado pelas chamas.

5Porque nasceu para nós um menino, foi-nos dado um filho; ele traz aos ombros a marca da realeza; o nome que lhe foi dado é: Conselheiro admirável, Deus forte, Pai dos tempos futuros, Príncipe da paz.

6Grande será o seu reino e a paz não há de ter fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reinado, que ele irá consolidar e confirmar em justiça e santidade, a partir de agora e para todo o sempre. O amor zeloso do Senhor dos exércitos há de realizar essas coisas.

– Palavra do Senhor.  – Graças a Deus.

Responsório (Sl 95)

— Hoje nasceu para nós o Salvador, que é Cristo, o Senhor.

— Hoje nasceu para nós o Salvador, que é Cristo, o Senhor.

— Cantai ao Senhor Deus um canto novo, cantai ao Senhor Deus, ó terra inteira! Cantai e bendizei seu santo nome!

— Dia após dia anunciai sua salvação, manifestai a sua glória entre as nações, e entre os povos do universo seus prodígios!

— O céu se rejubile e exulte a terra, aplauda o mar com o que vive em suas águas; os campos com seus frutos rejubilem e exultem as florestas e as matas.

— Na presença do Senhor, pois ele vem, porque vem para julgar a terra inteira. Governará o mundo com justiça, e os povos julgará com lealdade.

Segunda Leitura (Tt 2,11-14)

Leitura da Carta de São Paulo a Tito:

Caríssimo: 11A graça de Deus se manifestou trazendo salvação para todos os homens. 12Ela nos ensina a abandonar a impiedade e as paixões mundanas e a viver neste mundo com equilíbrio, justiça e piedade, 13aguardando a feliz esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo.

14Ele se entregou por nós, para nos resgatar de toda maldade e purificar para si um povo que lhe pertença e que se dedique a praticar o bem.

– Palavra do Senhor. – Graças a Deus.


Refletindo

Hoje, contemplamos o nascimento do nosso Rei, esse menino não nasce como nenhum outro rei. Ele nasce pobre, desprovido dos bens materiais, Ele nasce não sendo acolhido, não amado por muitos, perseguido por outros. Ele encontra aconchego e acolhimento no ventre, na vida, no colo e nos braços de Maria.

Maria é o protótipo d’Aquela que acolhe, ama e recebe Jesus. Ela é o protótipo modelo do homem e da mulher que, abriram o coração à vida, para acolherem a Jesus. Maria é o verdadeiro presépio, é o lugar por excelência onde Jesus nasce. Eu preferiria que, em nossas casas ou qualquer outro lugar, que as pessoas tirassem fotos, ou seja lá o que for, ao lado da Virgem Mãe.

Não foi o Papai Noel quem trouxe Jesus para nós, não são as árvores de Natal que representam o nascimento de Jesus para nós. Jesus nasce de Maria. É dessa árvore fecunda que brota a vida que nos abençoa! É de Maria que recebemos o verdadeiro presente do Céu; é dela que recebemos o maior presente da nossa vida, esse presente tem nome: Jesus, nosso Senhor, nosso Deus e nosso Salvador. A Ele queremos prestar toda a nossa reverência, nosso amor e nossa adoração.

Essa noite não é a noite dos presentes, das bebidas e das comidas, essa noite é de Jesus, nosso Senhor, nosso Salvador, o Deus da nossa vida. A Ele toda adoração, todo louvor e ação de graças. Se devemos viver a alegria, ela tem nome, a alegria se chama Jesus, é d’Ele que vem a única alegria que preenche a alma humana.

Deus abençoe você e um Natal feliz e abençoado, com Jesus no meio de nós!

Reflexão: Pe. Roger – Canção Nova

Portal Terra de Santa Cruz

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IV Domingo do Advento – “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor é contigo!”

Irmãos e irmãs, nos encontramos já, às vésperas do Natal do Senhor. Logo entraremos na alegria que Deus Pai nos revelou e nos concede: “a revelação do mistério escondido desde os tempos eternos
mas agora manifestado”, como ouvimos do Apóstolo Paulo. Deus revela-nos o seu mistério a nós, revelação que foi preparada “pelas escrituras dos Profetas
segundo a ordem do Deus eterno”. Mas que mistério é esse?

São Paulo, quando utiliza esta palavra, não quer dizer algo que não  pode ser revelado. É exatamente o contrário! É algo que é revelado, porém que não pode ser totalmente compreendido, pois como diz ele mesmo “Quem conheceu o pensamento do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro? (Rm 11,34) e ainda o salmista: “Quão insondáveis são os vossos pensamentos!/ Incontável, ó Senhor, é o seu número!/ Se eu os conto, serão mais que os grãos de areia; se chego ao fim, ainda falta conhecer-vos” (Sl 138, 17-18).

Deste modo, que mistério é esse que é-nos revelado, e ao mesmo tempo, é para nós como um abismo que não podemos penetrar totalmente?

São Paulo nos responde: “o meu Evangelho e a pregação de Jesus Cristo”.

Ora, o Evangelho de Paulo é o mesmo do Senhor. Ele próprio se faz totalmente servo daquilo que ele recebeu e transmitiu: “Transmiti-vos, em primeiro lugar, aquilo que eu mesmo recebi, isto é: Cristo morreu pelos nossos pecados, conforme as Escrituras; foi sepultado, ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras; apareceu a Pedro e depois aos Doze” (1 Cor 15, 3-5).

Mas retornemos ao início, à pergunta que não foi respondida: que mistério é esse? Nós o contemplamos surpreendidos como a Virgem de Nazaré. Uma mulher prometida em casamento e com obrigações para com o seu noivo. Nazaré, uma aldeia perdida, na considerada perdida Galiléia, chamada “dos pagãos” por causa da influência da dominação grega; debochada pelos judeus: “pode vir algo de bom da Galiléia”? Uma aldeia que não é mencionada nem uma vez no AT e, por isso considerada fora dos planos de Deus.

O que contemplamos? A cena da Anunciação, bem conhecida de todos. Mas penetremos mais profundamente nos significados escondidos que apontam para a realização das promessas de Deus.

Em primeiro lugar: é sempre Deus quem tem o absoluto controle sobre a História humana, mesmo que o homem queira negá-lo e não o perceba; segundo: Deus, é Ele quem eleva, não o homem. Nosso culto a Deus não lhe acrescenta nada, mas acrescenta, pelo contrário a nós mesmos. Somos nós os enriquecidos quando damos culto a Deus; terceiro: É Deus quem nos escolhe, não nós a Ele.

Pois bem: quando Davi lhe quer construir uma casa: Deus responde que é Ele quem vai realizar isto e – maravilha! – Em benefício de Davi. O seu trono durará para sempre. Claro, Deus não deixa de lembrar a Davi sua humilde origem, afim de que compreenda que É Ele quem tudo conduz e está com os homens que lhe obedecem.

Ao contrário de Davi, Maria se coloca espantada, por ser escolhida como serva e aceita esta honra: “Eis aqui a serva do Senhor”. Dela devemos aprender: quando servimos a Deus, é aí que nós reinamos! Mas Maria também pergunta, porque quer compreender, como Deus se digna vir a ela, prometida em casamento, mas não ainda convivente: “Não conheço homem”; “Como será isso”?

Estas perguntas, surgem sempre na SE quando querem se referir a uma vocação. Deus quem chama, está sempre acima, infinitamente acima daqueles que chama. Mas eis que Deus não se ofende, pelo contrário, quer sempre uma resposta livre. Ao dizer do Anjo: “O Senhor está contigo”, é a afirmação da assistência constante de Deus para a missão que Deus lhe quer confiar: ser a Mãe do Messias, do descendente de Davi; Mas e o “como?” Aqui o grande mistério que podemos contemplar para, ao menos obscuramente compreender e, ainda, nos calarmos e adorar: “O Espírito Santo virá sobre ti
e a força do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra”. Isto aponta para os fatos do AT em que Deus nunca abandonou o seu povo, mas sempre lhe indicou o caminho pelos Juízes e Profetas.

E a promessa que Deus fez a Davi e que o Profeta Natã lhe transmite: “O Senhor anuncia que te vai fazer uma casa”. Se realizará no ventre de Maria. Aqui também há algo surpreendente: Deus promete uma descendência a Davi e que seu reino será eterno. Ora, Maria não era da Tribo de Judá, de onde tinha saído Davi. Prometida em casamento, tinha direitos e deveres, um dos quais a fidelidade; se surgisse uma gravidez, esta era considerada legítima se fosse fruto dos dois e assumida pelo pai. Mas o que se dá aqui é diverso. Poderia ser apedrejada e rejeitada. Maria não leva em conta tais empecilhos, tem a garantia, pela palavra de Gabriel e da gravidez de Isabel, de que a Deus nada é impossível. Aceita, pois sabe que Deus não abandona os que a Ele se confiam.

É neste drama, nesta tensão, que se insere o modo surpreendente de Deus agir. Escolhe uma virgem fora dos círculos sociais e importantes de Jerusalém. Uma prometida em casamento que não teria como explicar a gravidez. Mas aqui a maravilha: quem era seu noivo?… O justo José, este sim da tribo de Davi! E porque justo, não desconfia da honra e fidelidade de sua noiva; sabe perceber a “mão” de Deus agindo. Por isso tinha medo. Percebia que “algo” estava envolvendo Maria; já a sabia pertencente não mais a si, por isso queria despedi-la em segredo. Silenciosa e obedientemente, tudo acolhe como vontade misteriosa de Deus, depois do anúncio pelo Anjo, através do sonho.

Assim, Deus realiza seu mistério, seu Plano de Salvação: através da cooperação de alguns homens e mulheres. Este plano é em benefício nosso, da nossa Salvação. Como não adorar e agradecer? Como não implorar perdão por não corresponder como devíamos? Como não pedir que Deus nos seja propício e misericordioso? Tudo isto nós fazemos quando celebramos a Eucaristia que realiza a Igreja, ali onde é celebrada, seja numa grande Catedral, numa capelinha de roça, ou barraco de periferia… A Igreja não é um lugar, mas os cristãos reunidos com Sua Cabeça que é Cristo Jesus…

Graças à Encarnação do seu Filho e da casa que Ele edifica, a Igreja que, doravante reúne em seu seio todos aqueles que Deus, por Seu Filho, quer salvar. Ela anuncia a mesma Salvação  a todos os demais, para que acolham o grande dom de Graça e Amor que o Senhor concede ao se Encarnar. Por sua Santa Encarnação Ele se une misteriosamente a cada homem. “Deus desce até o homem, com a encarnação, para que o homem se transforme em deus. O Verbo, pela sua imensa caridade, se tornou aquilo que somos, para dar-nos e tornar-nos aquilo que Ele é. Aquele que é Filho de Deus se fez filho do homem, a fim de que o homem ganhasse a adoção e se tornasse filho de Deus. Cabe ao Espírito Santo dar-nos esta participação na vida divina” (Santo Irineu).

Professemos, pois a nossa fé e depois invoquemos do Pai o Espírito sobre as oferendas a fim de que o Filho de Deus Encarnado nos alimente para a vida eterna e esteja conosco para cumprirmos também, sem medo, o plano de Deus para a nossa vida e em benefício dos que Deus nos concede, do seu amor por nós dando testemunho fiel, como missionários seus, quando daqui sairmos, “pelas estradas da vida, pois nunca sozinhos” estaremos, uma vez que conosco, “Santa Maria vai”, mesmo que digam os homens, tu nada podes mudar”… Amém!(Portal Católico)

 

LEITURA DA PALAVRA

Primeira Leitura (2Sm 7,1-5.8b-12.14a.16)

Leitura do Segundo Livro de Samuel:

1Tendo-se o rei Davi instalado já em sua casa e tendo-lhe o Senhor dado a paz, livrando-o de todos os seus inimigos, 2ele disse ao profeta Natã: “Vê: eu resido num palácio de cedro, e a arca de Deus está alojada numa tenda!”

3Natã respondeu ao rei: “Vai e faze tudo o que diz o teu coração, pois o Senhor está contigo”.

4Mas, nessa mesma noite, a palavra do Senhor foi dirigida a Natã nestes termos: 5“Vai dizer ao meu servo Davi: ‘Assim fala o Senhor: Porventura és tu que me construirás uma casa para eu habitar? 8bFui eu que te tirei do pastoreio, do meio das ovelhas, para que fosses o chefe do meu povo, Israel.

9Estive contigo em toda a parte por onde andaste, e exterminei diante de ti todos os teus inimigos, fazendo o teu nome tão célebre como o dos homens mais famosos da terra.

10Vou preparar um lugar para o meu povo, Israel: eu o implantarei, de modo que possa morar lá sem jamais ser inquietado. Os homens violentos não tornarão a oprimi-lo como outrora, 11no tempo em que eu estabelecia juízes sobre o meu povo, Israel. Concedo-te uma vida tranquila, livrando-te de todos os teus inimigos. E o Senhor te anuncia que te fará uma casa.

12Quando chegar o fim dos teus dias e repousares com teus pais, então, suscitarei, depois de ti, um filho teu, e confirmarei a sua realeza. 14aEu serei para ele um pai e ele será para mim um filho.

16Tua casa e teu reino serão estáveis para sempre diante de mim, e teu trono será firme para sempre’”

— Palavra do Senhor.— Graças a Deus.

Responsório (Sl 88)

— Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor!

— Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor!

— Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor, de geração em geração eu cantarei vossa verdade! Porque dissestes: “O amor é garantido para sempre!” E a vossa lealdade é tão firme como os céus.

— “Eu firmei uma Aliança com meu servo, meu eleito, e eu fiz um juramento a Davi, meu servidor. Para sempre, no teu trono, firmarei tua linhagem, de geração em geração garantirei o teu reinado!

— Ele, então, me invocará: ‘Ó Senhor, vós sois meu Pai, sois meu Deus, sois meu Rochedo onde encontro a salvação!’ Guardarei eternamente para ele a minha graça e com ele firmarei minha Aliança indissolúvel”.

Segunda Leitura (Rm 16,25-27)

Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos:

Irmãos: 25Glória seja dada àquele que tem o poder de vos confirmar na fidelidade ao meu evangelho e à pregação de Jesus Cristo, de acordo com a revelação do mistério mantido em sigilo desde sempre.

26Agora este mistério foi manifestado e, mediante as Escrituras proféticas, conforme determinação do Deus eterno, foi levado ao conhecimento de todas as nações, para trazê-las à obediência da fé.

27A ele, o único Deus, o sábio, por meio de Jesus Cristo, a glória, pelos séculos dos séculos. Amém!

— Palavra do Senhor. — Graças a Deus.

Anúncio do Evangelho (Lc 1,26-38)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 26o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da virgem era Maria. 28O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!”

29Maria ficou perturbada com essas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação.

30O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”.

34Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?”

35O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. 36Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37porque para Deus nada é impossível”. 38Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se.

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

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