Dom Pedro proclama a Páscoa do Senhor na noite da Vigília Pascal em Campanha/MG – “A vigília das vigílias, aleluia Ele ressurgiu”

Na noite, em que Jesus Cristo passou da morte à vida, a Igreja convida os seus filhos a reunirem-se em vigília e oração. Na verdade, a Vigília pascal foi sempre considerada a mãe de todas as vigílias, é o coração do Ano litúrgico. Está celebração se estende por toda oitava da páscoa onde nós cantamos Aleluia o Cristo ressurgiu, as trevas foram dissipadas e ao longo do dia do Domingo de Páscoa e semana seguinte, a palavra de Deus vai nos mostrar nas leituras e no evangelho os acontecimentos pós ressurreição, vida nova.

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E foi assim, cantando o Aleluia que sua Excelência Reverendíssima Dom Pedro Cunha Cruz, bispo diocesano da Campanha Proclamou a Páscoa do Senhor na noite da Vigília Pascal (Sábado Santo) na Catedral Diocesana de Santo Antônio em Campanha/MG

Concelebrou esta santa celebração pascal o Reverendíssimo Cônego Luzair Coelho de Abreu, pároco e cura da Catedral e Chanceler do bispado da Campanha. A animação litúrgica ficou a cargo do Coral Catedral.

A comunidade paroquial acolheu dois novos irmãos que foram batizados e crismado neste dia pascal, dia em que como Jesus eles também renascem, para uma vida nova em Deus. Com número expressivo de fiéis Dom Pedro destaca que “vivemos um momento forte e mais importante de nossa caminhada durante a semana santa, chegamos na Vigília pascal, a vigília das vigílias, o ponto culminante da história da humanidade. Cristo ressuscitou, as trevas foram dissipadas, já não há mais dor nem sofrimento, tudo passou. Aleluia Cristo Ressurgiu…” ao final da celebração, Dom Pedro concedeu a bênção solene para todos os fiéis presentes desejando-lhes feliz e santa páscoa!


Na Solene Vigília Pascal é celebrada a Missa da Ressurreição. Essa missa é precedida pela bênção do Fogo Novo e do Círio Pascal, benção da água Batismal e Renovação das Promessas do Batismo.

Fogo: Sinal da presença de Deus na história, em suas manifestações de salvação. Ligado ao fogo, temos o círio pascal que aceso no fogo novo lembra o Cristo ressuscitado.

Luz: Símbolo da vida. Representa a presença de Cristo que é vida e oferece vida e salvação ao homem. Jesus atravessa as portas da mansão dos mortos, vencendo e trazendo a luz para a humanidade.

Água: Também é sinal da vida que é comunicada ao cristão quando ele renasce pelo batismo para um mundo novo.


A celebração da Vigília pascal articula-se em quatro partes: 1) a liturgia da luz ou ‘lucernário’; 2) a liturgia da Palavra; 3) a liturgia batismal; 4) a liturgia eucarística.

1) A liturgia da luz consiste na bênção do fogo, na preparação do círio e na proclamação do louvor pascal. O lume novo e o círio pascal simbolizam a luz da Páscoa, que é Cristo, luz do mundo. O texto do evidencia-o quando afirma que ‘a luz de Cristo (…) dissipa as trevas de todo o mundo» e convida a «celebrar o esplendor admirável desta luz (…) na noite ditosa, em que o céu se une à terra, em que o homem se encontra com Deus!’.

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2) A liturgia da Palavra propõe sete leituras do Antigo Testamento, que recordam as maravilhas de Deus na história da salvação e duas do Novo Testamento, ou seja, o anúncio da Ressurreição segundo os três Evangelhos sinópticos, e a leitura apostólica sobre o Batismo cristão como sacramento da Páscoa de Cristo. Assim, a Igreja, ‘começando por Moisés e seguindo pelos Profetas’ (Lc 24,27), interpreta o mistério pascal de Cristo. Toda a escuta da Palavra é feita à luz do acontecimento-Cristo, simbolizado no círio colocado no candelabro junto ao Ambão ou perto do Altar.

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3) A liturgia batismal é parte integrante da celebração. Quando não há Batismo, faz-se a bênção da fonte batismal e a renovação das promessas do Batismo. Do programa ritual consta, ainda, o canto da ladainha dos santos, a bênção da água, a aspersão de toda a assembleia com a água benta e a oração universal. A Igreja antiga batizava os catecúmenos nesta noite e hoje permanece a liturgia batismal, mesmo sem a celebração do Batismo.

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4) A liturgia eucarística é o momento culminante da Vigília, qual sacramento pleno da Páscoa, isto é, a memória do sacrifício da Cruz, a presença de Cristo Ressuscitado, o ápice da Iniciação cristã e o antegozo da Páscoa eterna.

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O sábado pascal é iniciado com o fogo novo. O que ele nos remete?

A páscoa originalmente era uma celebração típica dos pastores. Depois passou a ser a grande festa da libertação dos hebreus, recordando sua saída do Egito. Mais tarde foi-lhe incorporada uma antiga festa agrícola dos pães sem fermento (ázimos).

Nesse dia a Igreja toda guarda luto pela morte de Jesus. Neste dia se faz também a comemoração das Dores de Nossa Senhora.

É uma celebração que relembra todos os sofrimentos de Nossa Senhora desde o nascimento de Jesus, culminando com a dor infinita à qual se viu exposto o coração de Maria, ao deixar seu divino Filho no sepulcro. Por maior que seja a solidão que algum coração humano já sentiu, por certo, sequer aproximará do amargor, do infinito abandono que se apossou do coração da mãe do Divino Amor.

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