Renovação Carismática inicia seu Jubileu de Ouro no Santuário Nacional com ENF2017

De 25 a 29 de janeiro, a Renovação Carismática Católica realizou seu Encontro Nacional de Formação (ENF) no Santuário Nacional de Aparecida. O encontro teve o grande marco do início das celebrações brasileiras do Jubileu de Ouro que comemora os 50 anos da RCC no mundo.

O evento, que recebeu mais de 9 mil participantes vindos de todos os estados do Brasil, é anual e tem como objetivo passar os direcionamentos do Movimento para o ano que se inicia. Veja como foram os momentos marcantes do ENF:

Consagração a Nossa Senhora Aparecida

Encontro RCC - rccbrasil
Foto: RCCBRASIL

Na quinta-feira (26), Dom Alberto Taveira, arcebispo de Belém (PA) e assessor eclesiástico da Renovação, presidiu a Missa no Santuário Nacional. Ao final da celebração, Katia Zavaris, presidente do Conselho Nacional da RCC do Brasil, fez uma oração de consagração do Movimento a Nossa Senhora, ressaltando também o Jubileu dos 300 anos do encontro da imagem em Aparecida.

Festa de Ouro

Encontro RCC - rccbrasil
Foto: RCCBRASIL

O Centro de Eventos ficou repleto de mais de 9 mil luzes na noite do sábado (28) durante a festa de comemoração do Jubileu de Ouro da RCC. A noite aconteceu com um show especial que teve a participação de cantores como Eugênio Jorge, Olívia Ferreira e Luiz Carvalho, recordando os grandes sucessos da música católica que marcaram as últimas décadas, desde a chegada do Movimento no Brasil.

Missa de encerramento

Encontro RCC - rccbrasil
Foto: RCCBRASIL

A missa de encerramento foi presidida no domingo (29) por Dom José Aparecido, bispo auxiliar de Brasília (DF), no Centro de Eventos Pe. Vitor Coelho de Almeida. Dom José começou a homilia com um agradecimento a Deus, “o Espírito Santo permanece em nós! Te louvamos pelos 50 anos da RCC. Mas dai-nos a graça de não parar na nostalgia da Glória do passado”.

O bispo destacou a presença dos mais de 100 sacerdotes que participaram do evento e ressaltou a importância do trabalho dos leigos no auxílio da missão dos padres.

“Quantos irmãos vemos pregar melhor do que nós (sacerdotes)! E, muitas vezes, isso pode nos gerar inveja, mas não é necessário se preocupar, pois sempre haverá trabalho para nós. Isso, se os leigos fizerem a parte deles, porque então teremos que confessar mais pessoas e rezar missas mais vezes”, afirmou.

Também ressaltou que devemos buscar desenvolver uma evangelização corpo a corpo, um a um. Devemos sair da nossa segurança, evangelizar aqueles que não são católicos e não devemos ir para dizer que somos senhores da verdade e sim para levar Jesus. “O Papa Francisco diz que gostaria de ter uma Igreja pobre para os pobres, não desprezando os meios de evangelização, mas para que não confiemos em nossas próprias forças”, explicou.

Ainda falando do Papa Francisco, Dom José deixou um conselho de sempre carregar a palavra de Deus. Muitas vezes, investimos tempo lendo e relendo mensagens nas redes sociais que são vazias. Porque não ler aquilo que foi escrito com amor pelos dedos de Deus? E fez um apelo a RCC, “aprofundem na teologia, saibamos dar razão da nossa fé. Não para ficar fazendo apologéticas, não que não sejam úteis e necessárias, mas principalmente para evangelizar”.

Falando mais diretamente para a Renovação lembrou que devemos ser missionários, estar nas ruas, praças, estar onde as pessoas estão. “A RCC já entrou na identidade da Igreja do Brasil, mas que lindo seria se as pessoas citassem as palavras bíblicas, mesmo não sabendo de onde vem. Isso é carregar a maior herança que é a fé”, disse o bispo.

Dom José Aparecido finalizou com uma bênção dedicada à celebração do Jubileu de Ouro do Movimento.

No fim da celebração, Katia, coordenadora nacional da RCC agradeceu a todos que de alguma maneira colaboraram com o ENF, desde os membros do Conselho Nacional até os colaborados e voluntários. E para finalizar a celebração Dom José concedeu a bênção jubilar aos participantes do evento.

Por Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da evangelização 

Referência/ rcccampanha.com.br – portal a12.com

Papa Francisco: “Não tenhamos medo de encontrar o olhar de Jesus sobre nós”

As leituras do dia nesta 4ª semana no Tempo Comum inspiraram o Papa Francisco na homilia da missa matutina de terça-feira (31/01), na Casa Santa Marta.

Dirigindo-se aos participantes, o Pontífice iniciou recordando que a Carta aos Hebreus nos exorta a correr na fé com “perseverança, mantendo o olhar fixo em Jesus”. Já no 5º capítulo Evangelho de Marcos, “é Jesus que nos olha e percebe que estamos ali. Ele nos está próximo, está sempre no meio da multidão”, explicou o Papa.

“Não está com os guardas que fazem escolta, para que ninguém o toque. Não, não! Ele fica ali, comprimido entre as pessoas. E toda vez que Jesus saia, tinha mais gente. Especialistas de estatísticas poderiam até ter noticiado: “Cai a popularidade do Rabí Jesus”… Mas ele procurava outra coisa: procurava as pessoas. E as pessoas o procuravam. O povo tinha os olhos presos Nele e Ele tinha os olhos presos nas pessoas. “Sim, sim, no povo, na multidão”, “Não, não, em cada um!” É esta a peculiaridade do olhar de Jesus. Jesus não massifica as pessoas; Ele olha para cada um”.

Pequenas alegrias

O Evangelho de Marcos narra dois milagres: Jesus cura uma mulher que tem hemorragias há 12 anos e que, no  meio da multidão, consegue tocar sua roupa. Ele percebe que foi tocado e depois, ressuscita a filha de 12 anos de Jairo, um dos chefes da Sinagoga. Ele observa que a menina está faminta e diz aos pais que lhe deem de comer:

“O olhar de Jesus passa do grande ao pequeno. Assim olha Jesus: olha para nós, todos, mas vê cada um de nós. Olha os nossos grandes problemas, percebe as nossas grandes alegrias e vê também as nossas pequenas coisas… porque está perto. Jesus não se assusta com as grandes coisas e leva em conta também as pequenas. Assim olha Jesus”.

Se corrermos “com perseverança, mantendo fixo o olhar em Jesus” – afirma o Papa Francisco – acontecerá conosco o que aconteceu com as pessoas depois da ressurreição da filha de Jairo, que ficaram todas admiradas:

“Vou, vejo Jesus, caminho avante, fixo o olhar em Jesus e o que vejo? Que Ele tem o olhar sobre mim! E isto me faz sentir um grande estupor: é a surpresa do encontro com Jesus. Mas não tenhamos medo! Não tenhamos medo, assim como não o teve aquela senhora que foi tocar o manto de Jesus. Não tenhamos medo! Corramos neste caminho, com o olhar sempre fixo em Jesus. E teremos esta bela surpresa, que nos encherá de estupor. O próprio Jesus com os olhos fixos em mim”.

Por Radio Vaticano

Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização 

4º Domingo do Tempo Comum/Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus

A liturgia deste domingo nos apresenta, para nossa reflexão, o tema da humildade. Na primeira leitura, o Profeta Sofonias nos recomenda a humildade para encontrarmos refúgio no Senhor e para a prática da justiça. Isto porque o humilde é pobre, sem poder e sem riqueza. Sua confiança está apenas no Senhor e não nos bens terrenos e nem na ação maléfica para garantir a estabilidade.

No contexto da liturgia de hoje, o conceito de pobre deixa de ser maldição e passa a ser bênção. O rico está de tal modo fascinado pelo conforto e segurança que o dinheiro traz, que se esquece de que tudo deve estar subordinado à justiça, à ética emanada da Lei de Deus, a Lei do Amor. O pobre, pelo contrário, confia plenamente no Senhor, em sua Providência, vivendo a justiça dos filhos de Deus, que nos torna irmãos de todos os homens.

Confira a liturgia para este 4º Domingo do Tempo Comum

Primeira Leitura (Sf 2,3; 3,12-13) – Leitura da Profecia de Sofonias:

3Buscai o Senhor, humildes da terra, que pondes em prática seus preceitos; praticai a justiça, procurai a humildade; achareis talvez um refúgio no dia da cólera do Senhor.

3,12E deixarei entre vós um punhado de homens humildes e pobres. E no nome do Senhor porá sua esperança o resto de Israel.

13Eles não cometerão iniquidades nem falarão mentiras; não se encontrará em sua boca uma língua enganadora; serão apascentados e repousarão, e ninguém os molestará.

– Palavra do Senhor.   – Graças a Deus.

Responsório (Sl 145)

— Felizes os pobres em espírito,/ porque deles é o Reino dos Céus.

— Felizes os pobres em espírito,/ porque deles é o Reino dos Céus.

— O Senhor é fiel para sempre,/ faz justiça aos que são oprimidos;/ ele dá alimento aos famintos,/ é o Senhor quem liberta os cativos.

— O Senhor abre os olhos aos cegos,/ o Senhor faz erguer-se o caído;/ o Senhor ama aquele que é justo./ É o Senhor quem protege o estrangeiro.

— Ele ampara a viúva e o órfão,/ mas confunde os caminhos dos maus./ O Senhor reinará para sempre!/ Ó Sião, o teu Deus reinará/ para sempre e por todos os séculos!

Segunda Leitura (1Cor 1,26-31)

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios:

26Considerai vós mesmos, irmãos, como fostes chamados por Deus. Pois entre vós não há muitos sábios de sabedoria humana nem muitos poderosos nem muitos nobres.

27Na verdade, Deus escolheu o que o mundo considera como estúpido, para assim confundir os sábios; Deus escolheu o que o mundo considera como fraco, para assim confundir o que é forte; 28Deus escolheu o que para o mundo é sem importância e desprezado, o que não tem nenhuma serventia, para assim mostrar a inutilidade do que é considerado importante, 29para que ninguém possa gloriar-se diante dele.

30É graças a ele que vós estais em Cristo Jesus, o qual se tornou para nós, da parte de Deus: sabedoria, justiça, santificação e libertação, 31para que, como está escrito, “quem se gloria, glorie-se no Senhor”.

– Palavra do Senhor.  – Graças a Deus.

Anúncio do Evangelho (Mt 5,1-12a)

— O Senhor esteja convosco.  — Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, Vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e sentou-se. Os discípulos aproximaram-se, 2e Jesus começou a ensiná-los:

3”Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus.

4Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados.

5Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra.

6Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.

7Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.

8Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.

9Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus.

10Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. 11Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e mentindo disserem todo tipo de mal contra vós, por causa de mim. 12aAlegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus.

— Palavra da Salvação.  — Glória a vós, Senhor.

MEDITANDO O EVANGELHO

No Evangelho, Jesus aprofunda o conceito de pobre e acrescenta pobres em espírito, ou seja, é bem-aventurado aquele que desapegado dos bens deste mundo, desapega-se também de atitudes nada fraternas como a arrogância, o poder opressor, e se compromete na construção de uma sociedade alicerçada na partilha de todos os bens, materiais ou não, e na fraternidade de seus pensamentos e ações.

Jesus declara bem-aventurado um mundo novo, de acordo com os planos do Pai. Ele quer salvar aqueles que ainda vivem no mundo antigo, corrompido, onde os únicos valores são riqueza, poder e glória. Jesus nos propõe desapego dos bens materiais, serviço e humildade. Esses são os valores da nova sociedade, vividos por aqueles que desejam construir o Reino de Deus. Nela todos serão felizes e não apenas um pequeno grupo de privilegiados.

Quando o Senhor fez seu sermão do alto da montanha, olhou em sua volta e encontrou a imensa  multidão de sofredores, injustiçados, cansados, sobrecarregados com todos os tipos de fardos que podemos imaginar. São Paulo, em sua Carta aos Coríntios, mostra um espelho aos seus seguidores e comenta que sua comunidade é formada por fracos, desprezados, pessoas sem importância e valor. Esses foram os escolhidos por Deus para manifestar, neles, o carinho de sua glória. É a nova sociedade, onde Deus impera com sua justiça de amor.

Caríssimos irmãos, como somos nós? Como está nossa paróquia, nossa associação religiosa? Vivemos essa nova sociedade promulgada por Jesus, do alto da montanha, onde o pobre, o pecador são acolhidos com carinho e humildade de nossa parte, ou nossa vida cristã mostra exatamente o contrário do que Nosso Senhor ensinou?

Que o projeto de Jesus, para uma nova sociedade, esteja presente não apenas em nossa vida eclesial, mas também em nossa casa, em nosso trabalho profissional, em tudo onde estivermos atuando. Bem-aventurados aqueles que abrem mão de seus conceitos e verdades, para seguir integralmente os ensinamentos do Senhor!»

(Reflexão do Padre Cesar Augusto dos Santos para o IV Domingo do Tempo Comum)

Por Radio Vaticano

Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização

CF2017: O urgente desafio de despertar a consciência coletiva ambiental e uma conversão pessoal e comunitária.

A CF2017 vem com o tema ‘Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida’ e o lema ‘Cultivar e guardar a criação’ a Campanha de 2017, nos mostra a urgência do despertar das pessoas, para uma consciência coletiva ambiental e uma conversão pessoal e comunitária. Esse despertar deve começar primeiramente nas pequenas e grandes comunidades das diversas paróquias/dioceses de nosso país

Padre Leandro Alves de Souza que é o assessor da Campanha da Fraternidade da sub-região pastoral de Aparecida (SP), vai nos explicar no texto abaixo a importância da conscientização sobre as ações direcionadas ao meio ambiente. A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) traz a reflexão sobre os biomas brasileiros (Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal) na Campanha da Fraternidade desse ano.

“O grande desafio da Campanha da Fraternidade 2017, como em todos os anos, é a formação da consciência de modo que as pessoas contemplem o meio ambiente de uma forma mais cristã”, enfatiza padre Leandro Alves de Souza. 

O sacerdote cita o livro de Gênesis que fala da criação do mundo, dando o exemplo do limite colocado por Deus ao proibir o homem de comer o fruto da árvore, explicando que “o ser humano não é capaz de perceber se as suas ações são boas ou ruins, precisando de fato da luz de Deus” Como base nisso, a Igreja vê a necessidade de refletir cada vez mais a importância do pensamento coletivo, de uma responsabilidade assumida verdadeiramente com respeito ao próximo e à natureza, como princípios de um bom cristão.

“Outro grande desafio é esse individualismos acentuado que a gente vive. Vimos há alguns anos essa a crise hídrica enfrentada no estado de São Paulo. E ficou claro que muitas pessoas só tomavam consciência do problema se abrissem a torneira e não caísse um pingo d’água. A gente continuou vendo o desperdício, atitudes totalmente irresponsáveis. Então na verdade o grande desafio nosso é despertar essa consciência coletiva”, expressou padre Leandro.

Para contribuir na formação das pessoas e incentivar ações que favoreçam o meio ambiente e as gerações futuras, a CNBB preparou uma série de atividades como via-sacra, círculo bíblico, temas para reflexões em família e celebração penitencial. Padre Leandro aponta que essas reflexões são urgentes e necessárias e deixa uma pergunta, que em sua opinião, deveria nortear as atitudes de cada pessoa:

“Qual o mundo ou qual o meio ambiente entregaremos para os filhos, para os netos, para as gerações futuras?”

“Até quando o ser humano vai tratar a natureza simplesmente com objeto de lucro…?
Padre Leandro levanta um questionamento preocupante: “Até quando o ser humano vai tratar a natureza simplesmente com objeto de lucro, manipulando-a cada vez mais, sem pensar nas consequências futuras”?”.

Ele destaca alguns gestos concretos que podem motivar a política pública a criar ações que promovam um meio ambiente sustentável como incentivar projetos de lei que proíbam, por exemplo, o uso de agrotóxicos, cobrar dos políticos atenção aos malefícios que as queimadas e a poluição urbana provocam e incentivar a participação dos leigos e leigos nos conselhos paritários, como o Conselho Municipal do Meio Ambiente.

O assessor da Campanha da Fraternidade sugere que durante a Quaresma, que se iniciam na Quarta-feira de Cinzas (um de março), os cristãos busque viver a experiência de uma espiritualidade franciscana, de modo que se torne uma atitude comum e concreta para a vida.

“São Francisco, o grande defensor do meio ambiente, nos ensina com a sua vida e com seus escritos que a natureza não pode ser manipulada muito menos tratada como objeto de lucro, pelo contrário, a natureza é a nossa irmã, o bioma faz parte do nosso relacionamento fraterno”, concluiu padre Leandro.

Referências:  a12.com

 

O que é Bioma

Bioma é uma unidade que agrupa diversos organismos de acordo com as condições físicas de um mesmo ambiente, como macroclima, solo, altitude, temperatura e umidade. Deste modo, é possível generalizar e encontrar semelhanças em espécies animais e vegetais que habitam um mesmo espaço, mesmo que estas não possuam nenhum parentesco entre si. O termo, que pode ser entendido como um ecossistema em larga escala, foi usado pela primeira vez na década de 1940 pelo ecologista norte-americano Frederic Clements.

Principais Biomas Terrestres

Os principais biomas terrestres são: florestas tropicais, temperadas e coníferas; savanas; desertos; chaparral; campos temperados; zonas de montanha; e tundra. No Brasil, os maiores são a Amazônia, o Cerrado e a Mata Atlântica, que juntos ocupam mais de 80% do território brasileiro.


Por Portal Terra de Santa Cruz – Serviço da Evangelização 

 

Papa Francisco: ser cristão é ser corajoso, não covarde

A Carta aos Hebreus proposta pela liturgia do dia – afirmou o Papa – exorta a viver a vida cristã com três pontos de referência: o passado, o presente e o futuro. Antes de tudo, nos convida a fazer memória, porque “a vida cristã não começa hoje: continua hoje”. Fazer memória é “recordar tudo”: as coisas boas e menos boas, é colocar a minha história “diante de Deus”, sem cobri-la  ou escondê-la:

 

 

“Irmãos, evoquem na memória aqueles primeiros dias’: os dias do entusiasmo, de ir avante na fé, quando se começou a viver a fé, as tribulações sofridas … Não se entende a vida cristã, inclusive a vida espiritual de todos os dias, sem memória. Não somente não se entende: não se pode viver de modo cristão sem memória. A memória da salvação de Deus na minha vida, a memória dos problemas na minha vida; mas como o Senhor me salvou desses problemas? A memoria é uma graça: uma graça a ser pedida. ‘Senhor, que não esqueça o teu passo na minha vida, que não esqueça os bons momentos, inclusive os maus; as alegrias e as cruzes’. Mas o cristão é um homem de memória”.

Depois, o autor da Carta nos faz entender que “estamos em caminho a espera de algo”, a espera de “chegar a um ponto: um encontro; encontro o Senhor”. “E nos exorta a viver por fé”:

“A esperança: olhar para o futuro. Assim como não se pode viver uma vida cristã sem a memória dos passos feitos, não se pode viver uma vida cristã sem olhar para o futuro com esperança… para o encontro com o Senhor. E ele diz uma bela frase: ‘Ainda bem pouco …’. Eh, a vida é um sopro, eh? Passa. Quando se é jovem, se pensa que temos tanto tempo pela frente, mas depois a vida nos ensina que aquela frase que todos dizemos: ‘Mas como passa o tempo! Eu o conheci quando era criança, e agora está casando! Como passa o tempo!’. Logo chega. Mas a esperança de encontrá-lo é uma vida em tensão, entre a memória e a esperança, o passado e o futuro”.

Por fim, a Carta convida a viver o presente, “muitas vezes doloroso e triste”, com “coragem e paciência”: isto é, com franqueza, sem vergonha, e suportando as vicissitudes da vida. Somos pecadores – explicou o Papa – “todos somos. Quem antes e quem depois… se quiserem, podemos fazer a lista depois, mas todos somos pecadores. Todos. Mas prossigamos com coragem e com paciência. Não fiquemos ali, parados, porque isso não nos fará crescer”. Por fim, o autor da Carta aos Hebreus exorta a não cometer o pecado que não nos deixa ter memória, esperança, coragem e paciência: a covardia. “É um pecado que não deixa ir para frente por medo”, enquanto Jesus diz: “Não tenham medo”. Covardes são “os que vão sempre para trás, que protegem demasiado a si mesmos, que têm medo de tudo”:

“‘Não arrisque, por favor, não…prudência…’ Os mandamentos todos, todos… Sim, é verdade, mas isso também paralisa, faz esquecer as muitas graças recebidas, tira a memória, tira a esperança porque não deixa ir. E o presente de um cristão, de uma cristã assim é como quando alguém está na rua e começa a chover de repente e o vestido não é bom e o tecido encurta… Almas pequenas … esta é a covardia: este é o pecado contra a memória, a coragem, a paciência e a esperança. Que o Senhor nos faça crescer na memória, nos faça crescer na esperança, nos dê todos os dias coragem e paciência e nos liberte daquilo que é a covardia, ter medo de tudo… Almas pequenas para preservar-se. E Jesus diz: ‘Quem quer preservar a própria vida, a perde’”.

Por Radio Vaticano

Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização

Papa Francisco no Angelus: converter-se não é mudar de roupa mas de atitude

“Nós, cristãos de hoje, temos a alegria de proclamar e testemunhar a nossa fé, porque houve aquele primeiro anúncio, porque houve aqueles homens humildes e corajosos que responderam generosamente ao chamado de Jesus”. Foi o que disse o Papa Francisco na sua alocução que precedeu a oração mariana do Angelus na Praça de São Pedro neste domingo, na qual ele comentou a passagem do Evangelho sobre o início da pregação de Jesus na Galileia e o chamado dos apóstolos.

“O Evangelho deste domingo narra o início da pregação de Jesus na Galileia. Ele deixa Nazaré, um vilarejo nas montanhas, e se estabelece em Cafarnaum, um importante centro à margem do lago, habitado principalmente por pagãos, o ponto de cruzamento entre o Mediterrâneo e o interior da Mesopotâmia. Esta escolha significa que os destinatários de sua pregação não são apenas seus compatriotas, mas todos aqueles que chegam à cosmopolita “Galileia das nações”.

Vista da capital Jerusalém, aquela terra – continuou Francisco – é geograficamente periférica e religiosamente impura, por causa da mistura com aqueles que não pertenciam a Israel. Da Galileia não se esperavam certamente grandes coisas para a história da salvação. No entanto, dali se espalha a “luz” sobre a qual refletimos nos domingos passados: a luz de Cristo.

A mensagem de Jesus espelha a de Batista, anunciando o “reino dos céus”. Este reino não comporta o estabelecimento de um novo poder político, mas o cumprimento da aliança entre Deus e seu povo, que vai inaugurar uma época de paz e justiça. Para realizar este pacto de aliança com Deus,  – afirmou o Papa – cada um é chamado a converter-se, transformando sua maneira de pensar e de viver. Não se trata de mudar as roupas, mas as atitudes!

“O que diferencia Jesus de João Batista – destacou o Papa – é o estio, o método. Jesus escolhe ser profeta itinerante. Ele não espera as pessoas, mas se move ao encontro delas”.

As primeiras saídas missionárias de Jesus ocorrem ao longo do lago da Galileia, em contato com a multidão, especialmente com os pescadores. Alí Jesus não só proclama a vinda do reino de Deus, mas procura os companheiros para associar à sua missão de salvação. Neste mesmo lugar encontra dois pares de irmãos: Simão e André, Tiago e João; Ele os chama dizendo: “Sigam-me, eu vos farei pescadores de homens”. O chamado os alcança no auge de suas atividades diárias: o Senhor se revela a nós não de modo extraordinário ou sensacional, mas na quotidianidade de nossas vidas. A resposta dos quatro pescadores é imediata e pronta: “No mesmo instante eles deixaram as suas redes e o seguiram”.

“Nós, os cristãos de hoje, temos a alegria de proclamar e testemunhar a nossa fé porque houve aquele primeiro anúncio, porque houve aqueles homens humildes e corajosos que responderam generosamente ao chamado de Jesus”.

“Às margens do lago, em uma terra impensável, nasceu a primeira comunidade de discípulos de Cristo. A consciência destes princípios inspire em nós o desejo de levar a palavra, o amor e a ternura de Jesus em todos os contextos, até mesmo ao mais impermeável e resistente. Todos os espaços da vida humana são terreno onde lançar as sementes do Evangelho, para dar frutos de salvação”.

Francisco concluiu pedindo que a Virgem Maria nos ajude com a sua intercessão materna a responder com alegria ao chamado de Jesus e nos coloque a serviço do Reino de Deus.

Em seguida concedeu a todos a sua Benção Apostólica. (SP)

Por Radio Vaticano

Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização 

“São Vocês que Tomam Posse da Minha Vida e do Meu Ministério”, diz Dom Orlando Brandes em Cerimônia de Posse na Arquidiocese de Aparecida-SP

Os 13 sinos do Campanário de Aparecida badalaram de maneira forte várias notas que indicavam um dia de celebração, de comunhão e de alegria. A manhã nublada do dia 21 de janeiro de 2017 agora está marcada na história de Aparecida. É um dia de forte emoção, de um novo passo, um dia que presenteia o Santuário Nacional de Aparecida e a Arquidiocese com um novo pastor. Hoje foi dia de Boas-Vindas, momento em que dom Orlando Brandes recebe o báculo das mãos do Cardeal dom Raymundo Damasceno Assis, antecessor querido pelo povo, que deixa a arquidiocese após 13 anos de muita dedicação, compromisso e boa-vontade.

Dom Orlando recebe a missão em um momento muito especial, pois é um Ano Mariano, um tempo em que se comemora os 300 anos do encontro da Imagem de Aparecida e uma ocasião histórica para o Santuário Nacional.

Durante a celebração de posse na missa das 9h, todo o povo de Deus acolheu o novo arcebispo espontaneamente, com palmas, com jeito caloroso e com muita alegria.

O altar central repleto de bispos e arcebispos de todo o Brasil, também contou com a presença do Núncio Apostólico no Brasil, dom Giovanni D’Aniello, que fez questão de exortar palavras de boas-vindas e acolhimento e agradecer o empenho e o cumprimento da missão de dom Damasceno nos últimos 13 anos.

Posse de Dom Orlando Brandes no Santuário Nacional_Fotos: Denílson Luís/Santuário Nacional
Posse de Dom Orlando Brandes_Fotos: Denílson Luís Santuário Nacional

Na animação da celebração, o missionário redentorista e ecônomo do Santuário Nacional, padre Daniel Antônio, representou todo o Povo da Arquidiocese em agradecimento ao Cardeal Damasceno por toda a sua vida dedicada à Igreja no Brasil. “Com certeza o seu nome já está escrito entre aqueles que muito colaboraram para a história da devoção à Rainha e Padroeira do Brasil”, disse.

Ao novo arcebispo, deu as mais festivas boas-vindas. “Como cristãos batizados e devotos de Nossa Senhora, dizemos com o senhor que somos operários de Deus e por isso, juntos, queremos ajudá-lo na obra evangelizadora da Igreja”.

Representantes das Paróquias e dos três Santuários da Arquidiocese de Aparecida fizeram procissão, seguidos pela Imagem de Nossa Senhora Aparecida e a de Santo Antônio de Sant’Ana Galvão. Enquanto cantavam o “Hino dos 300 Anos”.

O Colégio de Consultores da Arquidiocese de Aparecida também posicionou-se para acolher o novo arcebispo, quando, na sequência, dom Orlando também passou por todas as Naves do Santuário aspergindo a Assembleia.

Durante a homilia fez saudação aos presentes, as irmãs Mensageiras do Amor Divino, as religiosas missionárias Claretianas, todo o povo da arquidiocese e o clero diocesano, os missionários redentoristas, peregrinos e romeiros e autoridades políticas e públicas.

Dom Orlando pediu orações e de maneira forte disse: “São vocês que tomam posse da minha vida e do meu ministério em Aparecida”.

Lembrou a consagração do padre Vitor Coelho: “Embora indigno de pertencer ao número de vossos filhos e filhas, mas cheio do desejo de participar dos benefícios de vossa misericórdia, prostrado a vossos pés, consagro-vos o meu entendimento, para que sempre pense no amor que mereceis; consagro-vos a minha língua para que sempre vos louve e propague a vossa devoção; consagro-vos o meu coração, para que, depois de Deus, vos ame sobre todas as coisas…”

Mencionou que Deus conhece todas as coisas antes de acontecerem e que não está em Aparecida por acaso, nem por interesse, nem por conveniência e que substituir dom Damasceno é um privilégio imerecido.

A equipe de reportagem do Portal A12, ele disse, antes da celebração, que gosta muito da bíblia, da Igreja que é missionária e que nunca esquece os mais pobres e que o Povo da arquidiocese pode esperar um bispo em busca de um espírito de comunhão, espírito de família. “Podem me procurar para o diálogo, para o entendimento, quero logo, imediatamente conhecer as paróquias, as lideranças. Quero dar um apoio muito grande aos padres, aos fiéis e também ao Santuário, com bastante unidade com os missionários redentoristas. Tenham toda a liberdade de colocar os seus pensamentos, suas sugestões, pois eu quero aprender”.

Fez uma alusão desse novo momento com o encontro da Imagem, dizendo que os pescadores eram três e que tudo começou com um pequeno grupo e depois a Imagem foi para as casas. “Eu acredito muito nesse pequeno grupo que depois virou multidão. Hoje somos 12 milhões de peregrinos que anualmente passam por aqui, vamos acreditar na ‘Igreja família’, na Igreja em casa, vamos lançar as redes nas aguas mais profundas”.

Dom Orlando também falou que da mesma maneira como a Imagem é de barro, nós também somos, e por isso somos frágeis. “Assim como a Imagem quando foi quebrada, foi o pecado que quebrou o nosso relacionamento com Deus, entre nós, conosco mesmos e com a natureza. Pelo o fato de ter sido encontrada no Rio Paraíba do Sul, temos a obrigação e a responsabilidade com a natureza, com àgua, com a ecologia, com todo esse projeto de salvar a nossa casa comum. Santuário rima com santidade, me ajudem a ser mais santo, vamos todos sermos mais santos e o Brasil será bem melhor”, finaliza.

Ao final da celebração representantes do clero, do município, dos leigos e dos religiosos falaram palavras de apreço e acolhimento ao novo pastor de Aparecida.

Antes da leitura da Ata de posse, o reitor do Santuário, Padre João Batista entregou de maneira simbólica a chave da casa dos Redentoristas, também a Imagem Fac-Símile de Aparecida e o Manto produzido pelas Irmãs Carmelitas e falou em nome de toda a família da Campanha dos Devotos

 

Fotos: Denílson Luís – Santuário Nacional de Aparecida 

Fonte: A12.com

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização 

 

Pastoral Carcerária divulga nota sobre as condições das prisões no Brasil

A Pastoral Carcerária Nacional emitiu na quinta-feira, 19, nota sobre as condições das prisões no Brasil, dado os últimos acontecimentos envolvendo os massacres ocorridos nos complexos penitenciários de Manaus (AM), Roraima (RR) e Rio Grande do Norte (RN).

No texto, a Pastoral afirma que apesar do clamor nacional em torno dos últimos massacres ocorridos, o principal produto do sistema prisional sempre foi e continua sendo a morte, a indignidade e a violência.

“Diante do aparente colapso da estrutura prisional brasileira e da repercussão nacional e internacional dada ao caso, o Sistema de Justiça retomou às pressas os paliativos mutirões carcerários, e o Governo Federal desfiou um rosário de propostas absurdas, que vão do reforço à fracassada política de construção de novas unidades, até o descabido e perigoso uso das Forças Armadas no ambiente prisional”.

Para a Pastoral é preciso que na atual conjuntura, a população não caia na falácia das análises simplistas e das medidas que pretendem apenas aplainar o terreno até o próximo ciclo de massacres. “É preciso enfrentar os pilares do sistema e mais do que nunca, continuar a criar laços verdadeiros de solidariedade com o povo preso e seus familiares”, diz trecho da nota.

“(…) enquanto não se eliminar a exclusão e a desigualdade dentro da sociedade e entre os vários povos, será impossível desarraigar a violência.” (Papa Francisco, Evangelii Gaudium, 59)

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Pastoral Carcerária

Referências: A12.com- Foto/Art e Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz-A serviço da Evangelização

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Divulgada a data oficial da JMJ Panamá 2019

Em uma coletiva de imprensa neste dia 20 de janeiro, o Arcebispo do Panamá e presidente da Conferência Episcopal Panamenha, Dom José Domingo Ulloa Mendieta, anunciou que a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) será realizada no começo de 2019.

Dom Ulloa Mendieta assinalou que a JMJ Panamá 2019 acontecerá de 22 a 27 de janeiro de 2019. Com o tema “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra”.

O Arcebispo do Panamá reiterou a gratidão da Igreja no país “ao Papa Francisco por escolher o Panamá como sede da Jornada Mundial da Juventude em 2019”.

Para definir a data, explicou, “prevaleceram razões climáticas”, pois são conscientes que em muitos países não é época de férias.

Apesar disso, indicou, os organizadores estão convencidos de que “milhares de jovens de todos os continentes possam vir ao Panamá se encontrar com Jesus Cristo, de mãos dadas com Maria e com o sucessor de Pedro”.

Dom Ulloa Mendieta recordou aos jovens “de todo o continente” que “são os protagonistas desta Jornada Mundial da Juventude”.

Se são colocadas metas relacionadas à fé, assinalou, “vocês são criativos e se adaptam às realidades”.

“O Panamá os espera com o coração e os braços abertos para compartilhar a fé, para nos sentirmos Igreja”.

“Mostraremos ao mundo o rosto jovem de uma Igreja em saída, disposta a fazer barulho para anunciar a alegria do Evangelho aos afastados, aos excluídos, aos que se encontram nas periferias existenciais e geográficas”, assinalou.

O presidente da Conferência Episcopal Panamenha animou os fiéis a que “oremos e trabalhemos juntos como país para que a Jornada Mundial da Juventude seja um envio renovador para a Igreja e para o mundo”.

Por sua vez, o Núncio Apostólico no Panamá, Dom Andrés Carrascosa Coso, indicou que a data “foi muito pensada” e recordou que os jovens panamenhos participaram da JMJ em diversas partes do mundo, inclusive “quando aqui não eram férias”.

“Isso não vai ser um obstáculo para que os jovens de todo o mundo venham para cá”.

Dom Carrascosa Coso destacou que a JMJ “é um evento-país, no qual não podemos nos dividir nem por questões de pensamento político” nem outros temas.

“Estamos diante de um desafio que é o maior desafio que este país teve desde que foi fundado”, indicou, pois “nunca tivemos tantas pessoas”.

Por isso, o Núncio incentivou os panamenhos a “ser acolhedores para se preparar para receber essas pessoas”.

Dom Carrascosa Coso destacou que, para o Papa Francisco, este é um evento para toda a América Central e recordou que o Santo Padre lhe disse que “é a primeira vez que seis episcopados juntos me pedem algo”.

“Ele considera toda a região. Toda a região vai ser capaz de alcançar”, disse.

Consultado pela imprensa se o Papa Francisco participará da JMJ 2019, o Arcebispo do Panamá assinalou que “o Papa foi muito categórico e eu acredito que, se há um homem realista, é o Papa e isso temos que fazermos nós. Quem sabe o futuro? O que nos disse naquele mesmo dia é ‘Pedro estará’”.

Fonte: ACIDIGITAL

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização

GLORIOSO MÁRTIR, SÃO SEBASTIÃO – Por Thiago Augusto da Silva

Quando os ponteiros do relógio marcam meia noite, no dia 31 de dezembro, a vida ganha outra cor, o milagre acontece, tudo o que era velho passou, eis que a vida se renova. Vida nova, ano novo, é janeiro outra vez.

Em Campanha, sul de Minas Gerais, a vida ainda é marcada pelas festas litúrgicas. Festas em louvor ao padroeiro da cidade, aos padroeiros tradicionais das igrejas mais antigas, aos santos, bem-aventurados, servos de Deus e veneráveis da própria região. É um povo que procura consagrar todo o seu tempo às coisas de Deus.

Janeiro traz consigo muitas expectativas, planos, projetos, metas a serem cumpridas ao longo do ano. Mas, para mim, esse mês é especial, por uma festa que me faz retornar à minha infância, festa essa, muito mais tradicional, muito mais antiga. É a festa do glorioso mártir, São Sebastião.

São Sebastião foi capitão da guarda pessoal do imperador Diocleciano. Em um tempo de grande perseguição aos cristãos, testemunhava sua fé e socorria os perseguidos. Fora denunciado ao imperador, atado a uma árvore, ferido por flechas e abandonado como se estivesse morto. Socorrido por uma cristã, ao recobrar a saúde apresentou-se diante do imperador, denunciando as barbaridades ocorridas. Foi espancado com porretes até atingir a coroa do martírio, a 20 de janeiro de 286.

Desde muito pequeno eu frequentei a igreja dedicada a este santo, onde fiz a catequese, a Primeira Eucaristia, onde fui coroinha. Guardo na mente e no coração as quermesses, os bingos, a Banda Marcial Dom Inocêncio apresentando-se no barracão depois das missas. Enquanto coroinha, todo o ano rezava para não chover no dia da procissão. E chovia! Como chovia…

Quando não chovia, a alegria era tamanha, as procissões eram solenes, participativas, piedosas de verdade. As liturgias, bem celebradas, capazes de preencher a alma dos fieis dos mais nobres sentimentos.

Toda igreja cantando: “Glorioso mártir, São Sebastião, dai a seus devotos, firme proteção…”.

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Imagem de São Sebastião Foto de 20/01/2016

Nos últimos anos, o resgate da procissão com carros de bois pelas ruas da cidade, vem trazendo mais beleza e significado a história e a luta do povo campanhense. Os louvores a Deus sobem aos céus, pelo cantar das rodas dois carros de boi. São imagens que ficaram gravadas com muito carinho na minha memória. Os anos passam rápido demais, estou fora da Campanha a quase sete anos, de janeiro a janeiro, com o tempo marcado pelos sinais da fé, a história vai sendo vivida, guardada no coração.

A vida segue o ritmo da liturgia e, “assim preservados, possamos viver, para seu nome santo, sempre bendizer.”. É janeiro uma vez, que o exemplo deste guerreiro do evangelho, mártir da fé, possa encorajar-nos a anunciar o Evangelho de Jesus Cristo, neste mundo, cada vez mais hostil à mensagem do Divino Mestre.

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Por Thiago Augusto da Silva, (Colaborador e Colunista do Portal Terra de Santa Cruz – Campinas-SP)

Campinas, São Paulo, 20 de janeiro de 2017.

PORTAL TERRA DE SANTA CRUZ – A SERVIÇO DA EVANGELIZAÇÃO

Catequese: A hora de levantar vôo

“Eles, imediatamente deixaram as redes e o seguiram” (Mt 4,20)

Mudanças são a essência e o sabor da vida. O ser humano é um ser de mudança; só é humano quem vive em “estado de mudança”. A mudança é o elemento que traz energia, variedade, surpresa, côr e vida à vida. Trata-se de um “hábito do coração”: descobrir, examinar, purificar e substituir os hábitos inertes, os esquemas mentais fechados, as condutas petrificadas, os projetos sem horizontes…

É saudável questionar-se, abrir-se e aventurar-se a ver as coisas de maneira diferente e a responder às circunstâncias com espontaneidade nova.

Deus não nos deu um espírito de timidez, de medo, de fuga, de acomodação… mas de audácia, de criatividade, de luta, de participação… Movidos por sua força, vemos a possibilidade de questionar toda nossa atitude conformista, sacudir nossas convicções, ampliar nossos horizontes e animar nossa vida.

Toda mudança implica sair de nós mesmos, de nosso estreito mundo, de nossas práticas arcaicas, daquilo que nos protege e nos esteriliza para que possamos avançar  em direção às novas fronteiras do espaço sem limites, que nos espera aberto e acolhedor.

Ser seguidor de Jesus, portanto, consiste em colocar-nos nos seus “passos”, com suficiente visão da realidade para ir adiante, e com bastante disponibilidade para mudar de caminho quando o sopro do Espírito assim nos sugerir.

O texto do evangelho de hoje nos situa diante de um denominador comum que é a mudança. O próprio Jesus vive um momento de mudança radical: rompe com sua família, com seu ambiente, afasta-se da estrutura religiosa centrada na Lei e no Templo e opta por deslocar-se para a margem social e religiosa de seu tempo (Galiléia e terra de Zabulon). Sua mudança de vida desencadeia um processo de mudanças nas pessoas, de maneira especial no grupo dos primeiros seguidores.

O olhar e o chamado de Jesus ativam um movimento na vida dos primeiros discípulos: deixam seu estreito mar e seu rotineiro trabalho para fazer caminho com o Mestre. Tudo começou às margens do mar da Galiléia… Jesus caminha e, ao passar ao longo do mar, viu aqueles homens que estavam retornando da pesca e entra no espaço vital deles. Exatamente ali, naquela vida tão normal, acontece algo novo. Jesus os chama do mar, os faz descer da barca e os convida a segui-Lo, para mergulhá-los no Seu mar, para fazê-los subir noutra barca, para atraí-los a uma vida diferente.

O seguimento só se realiza quando alguém se deixa conduzir para águas profundas num novo mar. Partindo do lugar e das coisas que representam as esperanças, as dificuldades, as decepções, os sucessos, as derrotas daqueles homens pescadores, Jesus pronuncia sua Palavra mobilizadora: “Segui-me e farei de vós pescadores de homens”, ou seja, compartilhar Sua mesma missão, “pescar” o que há de mais humano e nobre nas pessoas, ajudá-las a viver com sentido, tirando-as do mar da desumanização.

E Jesus tem a capacidade de extrair o maior bem possível do outro, de garimpar a autêntica qualidade humana de cada um, sem necessidade de dar-lhe lições ou arrastá-lo com argumentos racionais. “Eles deixaram as redes e o seguiram”: seguir Jesus é uma libertação. Na realidade, o que eles deixam não são só redes, mas tudo aquilo que aprisiona, enreda e que impede a vida ter uma dimensão maior.

Tocados pelo dinamismo de Sua voz e de sua Palavra, os pescadores se dão conta d’Aquele que estava passando: eles já tinham sido vistos, conhecidos, amados, escolhidos. Aquela Palavra que vibra forte, abre os olhos, a mente e o coração daqueles homens rudes do lago. Sentem-se chamados pelo nome, conseguem compreender melhor a si mesmos e redescobrem um sentido novo, um significado inimaginável para a própria existência. Eles descobrem o quão estreito era o seu mar cotidiano e entram no dinamismo da vida de Jesus, deslocando-se para o vasto oceano do Reino.

A experiência do encontro com a pessoa de Jesus, seu olhar compassivo e terno, a proposta ousada e desafiante que Ele nos faz… despertam dinamismos profundos e desejos nobres em nosso interior, sacodem nossa rotina e ampliam nosso atrofiado olhar.

Ao “fixar seu olhar” em cada um de nós, chamando-nos pelo nome, seremos movidos a assumir opções mais radicais e integrais pelo Reino, segundo o modo de ser, de viver e de fazer do próprio Jesus.

São grandes os riscos de se viver em horizontes tão estreitos. Tal estreiteza aprisiona a solidariedade e dá margem à indiferença, à insensibilidade social, à falta de compromisso com as mudanças que se fazem urgentes. O próprio lugar se torna uma couraça e o sentido do serviço some do horizonte inspirador de tudo aquilo que se faz. Ampliar os espaços do coração implica agilidade, flexibilidade, criatividade, solidariedade e abertura às mudanças e às novas descobertas.

Vivemos um tempo caracterizado por constantes mudanças e pelo movimento. No entanto, de uma maneira dissimulada, percebemos a presença de uma paralisia que perpassa nossa condição humana. E paralisia é o que ocorre quando algo que deveria mover-se e fluir, não se move, nem flui. Esse “algo” são processos, projetos, relações, aspirações, causas… E é essa mudança verdadeira que, quando não ocorre, nos faz sentir estancados, angustiados e sem brilho, embora aparentemente as coisas parecem andar bem.

Uma pergunta que normalmente costuma protagonizar nossas conversações com amigos e parentes é: “por quê você vai mudar?” Aumenta a curiosidade quando alguém que gosta muito do que está fazendo, sobretudo no campo profissional, decide mudar: “é verdade que você vai deixar? A gente percebia você tão feliz!”

Acontece que, às vezes, não há nada “mau” com o que estamos fazendo, mas sem entender muito bem por quê, há algo dentro de nós que nos impulsiona a sair, a ir além de nós mesmos, a levantar novo vôo. Alguém poderia nos perguntar: “Mas, se estava bem, para quê complicar-se ao começar algo novo?”.

A resposta que damos nunca poderá ser totalmente racional. Porque disso se trata: toda mudança nos leva a desatar nossa essência, isso que somos na verdade e que clama por sair.

O certo é que avançar supõe fazer opções, renunciar à comodidade do conhecido e dar lugar à mudança. Mas mudar nos dá medo e o medo, às vezes, paralisa. Temos medo de nossas próprias capacidades; tememos nossas máximas possibilidades; assusta-nos chegar a ser aquilo que vislumbramos em nossos melhores momentos. No entanto,  não podemos ser “bonsais” de nós mesmos”, atrofiando nossos recursos internos e tirando o brilho de nossa vida.

Desprender-nos do antigo e dar lugar ao novo implica um processo sempre enriquecedor mas também doloroso. Muitas vezes, para escapar do sofrimento, preferimos evitar os riscos em vez de assumir o fato de que, para dar à luz algo novo, necessariamente devemos tomar a decisão de soltar o que nos mantém ancorados no nosso estreito mar e não nos permite singrar os vastos oceanos.

Texto bíblico:  Mt 4,12-23

Na oração: No fundo do seu coração cheio de velhas barcas, redes inúteis, mar estreito… é aí que o Senhor passa… e com sua Palavra provocante o acorda para uma ousadia maior. Compete a você dar-lhe acolhida.

– Seguir o Desconhecido do lago significa aceitar a vida como sacramento do encontro, onde ressoa a Palavra d’Aquele que passa, vê, conhece, ama, chama pelo nome… Aos poucos você vai intuindo que a vida não é questão de certezas, mas de busca e de desejos, de caminhar com Aquele que o chama para ficar com Ele e com Ele constituir a grande comunidade de servidores.

Por Pe. Adroaldo Palaoro sj 

Fonte:http://www.catequesehoje.org.br/

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz.

Papa Francisco: a vida cristã é uma luta contra as tentações

“A vida cristã é uma luta. Deixemo-nos atrair por Jesus”, foi o que disse o Papa Francisco na missa celebrada na Casa Santa Marta, na manhã desta quinta-feira (19/01).

O Pontífice se deteve na passagem do Evangelho do dia que fala sobre a grande multidão que seguia Jesus com entusiasmo e que vinha de todos os lugares. “Por que vinha essa multidão?”, perguntou o Papa. O Evangelho nos diz que havia “doentes que queriam ser curados”. Mas havia também pessoas que gostavam de “ouvir Jesus, porque falava não como os seus doutores, mas com autoridade” e “isso tocava o coração”. Essa multidão “vinha espontaneamente. Não era levada de ônibus, como vemos muitas vezes quando se organizam manifestações e muitos devem verificar a presença para não perder o trabalho”.

O Pai atrai as pessoas a Jesus

Essas pessoas iam porque sentiam alguma coisa a ponto de Jesus pedir um barco e ir um pouco distante da margem:

“Esta multidão ia até Jesus? Sim! Precisava? Sim! Alguns eram curiosos, mas esses eram os céticos, a minoria. Esta multidão era atraída pelo Pai: era o Pai que atraia as pessoas a Jesus a tal ponto que Jesus não ficava indiferente, como um mestre estático que dizia as suas palavras e depois lavava as mãos. Não! Esta multidão tocava o coração de Jesus. O Evangelho nos diz: Jesus se comoveu, porque via essas pessoas como ovelhas sem pastor. O Pai, através do Espírito Santo, atraia as pessoas a Jesus.”

O Papa disse que não sãos os argumentos que movem as pessoas, não são “os assuntos apologéticos”. “Não”, frisou, “é necessário que o Pai nos atraia a Jesus”.

A vida cristã é uma luta contra as tentações

Por outro lado, é “curioso” que este trecho do Evangelho de Marcos, que “fala de Jesus, da multidão, do entusiasmo” e do amor do Senhor, acabe com os espíritos impuros, que quando O viam, gritavam: “Tu és o Filho de Deus!”:

“Esta é a verdade; esta é a realidade que cada um de nós sente quando Jesus se aproxima. Os espíritos impuros tentam impedi-lo, nos fazem guerra. ‘Mas, Padre, eu sou muito católico; sempre vou à missa… Mas jamais, jamais tenho essas tentações. Graças a Deus!’ – ‘Não! Reze, porque você está no caminho errado!’. Uma vida cristã sem tentações não é cristã: é ideológica, é gnóstica, mas não é cristã. Quando o Pai atrai as pessoas a Jesus, há outro que atrai de modo contrário e provoca a guerra interior! E por isso Paulo fala da vida cristã como uma luta: uma luta de todos os dias. Uma luta!”

Uma luta, retomou, “para vencer, para destruir o império de satanás, o império do mal”. E por isso, disse, “Jesus veio para destruir, para destruir satanás! Para destruir a sua influência nos nossos corações”. O Pai, retomou, “atrai as pessoas a Jesus”, enquanto “o espírito do mal tenta destruir, sempre!”.

Estamos lutando contra o mal?

A vida cristã, disse ainda o Papa, “é uma luta assim: ou você se deixa atrair por Jesus, para o Padre, ou pode dizer ‘eu fico tranquilo, em paz’”. Se quiser ir avante, “é preciso lutar!”, exortou o Papa. Sentir o coração que luta, para que Jesus vença”:

“Pensemos em como está o nosso coração: eu sinto esta luta no meu coração? Entre a comodidade ou o serviço aos outros, entre o divertir-me um pouco ou rezar e adorar o Pai, entre uma coisa e outra, sinto a luta? A vontade de fazer o bem ou algo me detém, me torna ascético? Eu acredito que a minha vida comova o coração de Jesus? Se eu não acredito nisto, devo rezar muito para acreditar, para que me seja concedida esta graça. Que cada um de nós busque no seu coração como está esta situação ali. E peçamos ao Senhor para sermos cristãos que saibam discernir o que acontece no próprio coração e escolher bem o caminho pelo qual o Pai nos atrai a Jesus”.

Por Rádio Vaticano 

Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização 

2º Domingo do Tempo Comum: Reflexão dominical missão e vocação do cristão

Neste domingo a liturgia nos convida a refletirmos sobre nossa vocação.

 A leitura do Profeta Isaías fala da vocação do Servo do Senhor, escolhido por Deus desde o seio materno para cumprir uma missão muito importante.

Acontece que, logo no início, vemos que esse servo não é uma pessoa em especial, mas um povo, o Povo de Israel. “Tu és o meu Servo, Israel, em quem serei glorificado.”

Contudo, Israel está em uma situação nada feliz. É um povo exilado, prisioneiro e escravo na Babilônia. Mas é assim que Deus lhe dá uma grande missão, levar a salvação a todos os povos. O Senhor quer servir-se de um povo escravo para protagonizar uma grande missão e manifestar a todos os povos sua glória, isto é, a libertação das pessoas de todo e qualquer tipo de opressão.

Foi Maria, a humilde serva do Senhor, a escolhida para ser a Mãe de Deus. Jesus vem a nós na fragilidade de um recém-nascido e nos comprova, através de sua vida, que a encarnação foi para valer, ele é humano, sua humanidade não é aparente. Ao fazer-se homem, ele também se fez pobre, assumindo a condição social humana de quem nada tem.

Deus quer salvar os homens, não de acordo com os nossos valores, mas segundo o seu coração, tornando-os mais filhos e irmãos, à sua própria imagem e à do seu filho, divinizando-os.

A festa do Natal celebrou essa ação de Deus e Jesus é apresentado como o verdadeiro Servo do Senhor. Sua paixão e morte na cruz ratificarão esse desígnio de Deus, de nos salvar através da entrega amorosa e radical de seu filho. Será através do aparente fracasso e da morte que o Senhor se tornará vitorioso em sua missão.

João Batista percebe tão bem essa missão de Jesus, que o apresenta como o Cordeiro que veio tirar o pecado do mundo. Sabemos, pelo relato do Êxodo, que o cordeiro, para libertar o povo, deverá ser imolado; assim é Jesus, o Cordeiro imolado de Deus. Do mesmo modo que o sangue do cordeiro da páscoa libertava os judeus da escravidão egípcia, o sangue do Cordeiro Jesus nos liberta, através do batismo, da escravidão da morte eterna.

Na segunda-leitura, Paulo fala de sua vocação, do chamado pessoal feito a ele por Deus, para anunciá-lo onde jamais foi conhecido.

Vimos na primeira leitura que a vocação é comunitária, que o Servo representa um grupo. A aspersão do sangue de Jesus, a imersão batismal, nos torna irmãos e filhos, nos faz Igreja, Povo de Deus. Eis nossa vocação. Nossa missão é – em meio a tantos crimes, guerras, ódios, pecados – anunciar a bondade do Senhor que ama, que perdoa, que quer nossa felicidade, custe o que custar, até a morte de seu Filho na cruz, para nossa redenção.

(Reflexão do Padre Cesar Augusto dos Santos para o II Domingo do Tempo Comum)

LITURGIA DO 2º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Primeira Leitura (Is 49,3.5-6)

Leitura do Livro do profeta Isaías:
3O Senhor me disse: “Tu és o meu Servo, Israel, em quem serei glorificado”. 5E agora diz-me o Senhor — ele que me preparou desde o nascimento para ser seu Servo — que eu recupere Jacó para ele e faça Israel unir-se a ele; aos olhos do Senhor esta é a minha glória.
6Disse ele: “Não basta seres meu Servo para restaurar as tribos de Jacó e reconduzir os remanescentes de Israel: eu te farei luz das nações, para que minha salvação chegue até aos confins da terra”

– Palavra do Senhor.  – Graças a Deus.

Responsório (Sl 39)

— Eu disse: Eis que venho, Senhor,/ com prazer faço a vossa vontade!
— Eu disse: Eis que venho, Senhor,/ com prazer faço a vossa vontade!

— Esperando, esperei no Senhor,/ e, inclinando-se, ouviu meu clamor./ Canto novo ele pôs em meus lábios,/ um poema em louvor ao Senhor.
— Sacrifício e oblação não quisestes,/ mas abristes, Senhor, meus ouvidos;/ não pedistes ofertas nem vítimas,/ holocaustos por nossos pecados.
— E então eu vos disse: “Eis que venho!”/ Sobre mim está escrito no livro:/ “Com prazer faço a vossa vontade,/ guardo em meu coração vossa lei!”
— Boas novas de vossa justiça/ anunciei numa grande assembleia;/ vós sabeis: não fechei os meus lábios!

Segunda Leitura (1Cor 1,1-3)

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios:

1Paulo, chamado a ser apóstolo de Jesus Cristo, por vontade de Deus, e o irmão Sóstenes, 2à Igreja de Deus que está em Corinto: aos que foram santificados em Cristo Jesus, chamados a ser santos junto com todos os que, em qualquer lugar, invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso. 3Para vós, graça e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.

– Palavra do Senhor.  – Graças a Deus.

Anúncio do Evangelho (Jo 1,29-34)

— O Senhor esteja convosco!  — Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.

— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 29João viu Jesus aproximar-se dele e disse: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. 30Dele é que eu disse: Depois de mim vem um homem que passou à minha frente, porque existia antes de mim. 31Também eu não o conhecia, mas se eu vim batizar com água, foi para que ele fosse manifestado a Israel”.

32E João deu testemunho, dizendo: “Eu vi o Espírito descer, como uma pomba do céu, e permanecer sobre ele. 33Também eu não o conhecia, mas aquele que me enviou a batizar com água me disse: ‘Aquele sobre quem vires o Espírito descer e permanecer, este é quem batiza com o Espírito Santo’. 34Eu vi e dou testemunho: Este é o Filho de Deus!”

— Palavra da Salvação.    — Glória a vós, Senhor.

Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização 

Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado

Para Francisco, migrações deixaram de ser um fenômeno limitado a algumas áreas do planeta, assumindo cada vez mais as dimensões de um problema mundial dramático

Celebra-se neste domingo, dia 15, o 103º  Dia Mundial do Migrante e do Refugiado. Para a ocasião, o papa Francisco escreveu uma mensagem na qual propõe a reflexão sobre os “Migrantes menores de idade, vulneráveis e sem voz”.

“Por ocasião da ocorrência anual do Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, sinto o dever de chamar a atenção para a realidade dos migrantes menores de idade, especialmente os deixados sozinhos, pedindo a todos para cuidarem das crianças que são três vezes mais vulneráveis – porque de menor idade, porque estrangeiras e porque indefesas – quando, por vários motivos, são forçadas a viver longe da sua terra natal e separadas do carinho familiar”, explica o papa.
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Francisco salienta que as migrações na atualidade deixaram de ser um fenômeno limitado a algumas áreas do planeta, para tocar todos os continentes, “assumindo cada vez mais as dimensões de um problema mundial dramático”. Para responder a esta realidade, o papa aponta para dois passos principais. É preciso tomar consciência de que a migração está presente na história da salvação, e apostar na proteção, na integração e em soluções duradouras. Leia a mensagem na íntegra:

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA O DIA MUNDIAL DO MIGRANTE E DO REFUGIADO 2017

“Migrantes menores de idade, vulneráveis e sem voz”

Queridos irmãos e irmãs!

    Quem receber um destes meninos em meu nome é a Mim que recebe; e quem Me receber, não Me recebe a Mim, mas Àquele que Me enviou» (Mc 9, 37; cf. Mt 18, 5; Lc 9, 48; Jo 13, 20). Com estas palavras, os evangelistas recordam à comunidade cristã um ensinamento de Jesus que é entusiasmador, mas, ao mesmo tempo, muito empenhativo. De fato, estas palavras traçam o caminho seguro que na dinâmica do acolhimento, partindo dos mais pequeninos e passando pelo Salvador, conduz até Deus. Assim o acolhimento é, precisamente, condição necessária para se concretizar este itinerário: Deus fez-Se um de nós, em Jesus fez-Se menino e a abertura a Deus na fé, que alimenta a esperança, manifesta-se na proximidade amorosa aos mais pequeninos e mais frágeis. Caridade, fé e esperança: estão todas presentes nas obras de misericórdia, tanto espirituais como corporais, que redescobrimos durante o recente Jubileu Extraordinário.

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        Mas os evangelistas detêm-se também sobre a responsabilidade de quem vai contra a misericórdia: «Se alguém escandalizar um destes pequeninos que creem em Mim, seria preferível que lhe suspendessem no pescoço a mó de um moinho e o lançassem nas profundezas do mar» (Mt 18, 6; cf. Mc 9, 42; Lc 17, 2). Como não pensar a esta severa advertência quando consideramos a exploração feita por pessoas sem escrúpulos a dano de tantas meninas e tantos meninos encaminhados para a prostituição ou sorvidos no giro da pornografia, feito escravos do trabalho infantil ou alistados como soldados, envolvidos em tráfico de drogas e outras formas de delinquência, forçados por conflitos e perseguições a fugir, com o risco de se encontrarem sozinhos e abandonados?

Assim, por ocasião da ocorrência anual do Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, sinto o dever de chamar a atenção para a realidade dos migrantes menores de idade, especialmente os deixados sozinhos, pedindo a todos para cuidarem das crianças que são três vezes mais vulneráveis – porque de menor idade, porque estrangeiras e porque indefesas – quando, por vários motivos, são forçadas a viver longe da sua terra natal e separadas do carinho familiar.

    Hoje, as migrações deixaram de ser um fenômeno limitado a algumas áreas do planeta, para tocar todos os continentes, assumindo cada vez mais as dimensões de um problema mundial dramático. Não se trata apenas de pessoas à procura de um trabalho digno ou de melhores condições de vida, mas também de homens e mulheres, idosos e crianças, que são forçados a abandonar as suas casas com a esperança de se salvar e encontrar paz e segurança noutro lugar. E as crianças e adolescentes são os primeiros a pagar o preço oneroso da emigração, provocada quase sempre pela violência, a miséria e as condições ambientais, fatores estes a que se associa também a globalização nos seus aspetos negativos. A corrida desenfreada ao lucro rápido e fácil traz consigo também a propagação de chagas aberrantes como o tráfico de crianças, a exploração e o abuso de menores e, em geral, a privação dos direitos inerentes à infância garantidos pela Convenção Internacional sobre os Direitos da Infância.

crianças migrantesPela sua delicadeza particular, a idade infantil tem necessidades únicas e irrenunciáveis. Em primeiro lugar, o direito a um ambiente familiar saudável e protegido, onde possam crescer sob a guia e o exemplo de um pai e de uma mãe; em seguida, o direito-dever de receber uma educação adequada, principalmente na família e também na escola, onde as crianças possam crescer como pessoas e protagonistas do seu futuro próprio e da respectiva nação. De fato, em muitas partes do mundo, ler, escrever e fazer os cálculos mais elementares ainda é um privilégio de poucos. Além disso, todos as crianças têm direito de brincar e fazer atividades recreativas; em suma, têm direito a ser criança.

Ora, entre os migrantes, as crianças constituem o grupo mais vulnerável, porque, enquanto assomam à vida, são invisíveis e sem voz: a precariedade priva-as de documentos, escondendo-as aos olhos do mundo; a ausência de adultos, que as acompanhem, impede que a sua voz se erga e faça ouvir. Assim, os menores migrantes acabam facilmente nos níveis mais baixos da degradação humana, onde a ilegalidade e a violência queimam numa única chama o futuro de inúmeros inocentes, enquanto a rede do abuso de menores é difícil de romper.

Como responder a esta realidade?
Em primeiro lugar, tornando-se consciente de que o fenômeno migratório não é alheio à história da salvação; pelo contrário, faz parte dela. Relacionado com ele está um mandamento de Deus: «Não usarás de violência contra o estrangeiro residente nem o oprimirás, porque foste estrangeiro residente na terra do Egito» (Ex 22, 20); «amarás o estrangeiro, porque foste estrangeiro na terra do Egito» (Dt 10, 19). Este fenômeno constitui um sinal dos tempos, um sinal que fala da obra providencial de Deus na história e na comunidade humana tendo em vista a comunhão universal. Embora sem ignorar as problemáticas e, frequentemente, os dramas e as tragédias das migrações, bem como as dificuldades ligadas com o acolhimento digno destas pessoas, a Igreja encoraja a reconhecer o desígnio de Deus também neste fenômeno, com a certeza de que ninguém é estrangeiro na comunidade cristã, que abraça «todas as nações, tribos, povos e língua» (Ap 7, 9).

Cada um é precioso – as pessoas são mais importantes do que as coisas – e o valor de cada instituição mede-se pelo modo como trata a vida e a dignidade do ser humano, sobretudo em condições de vulnerabilidade, como no caso dos migrantes menores de idade.

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Além disso, é preciso apostar na proteção, na integração e em soluções duradouras.
Em primeiro lugar, trata-se de adotar todas as medidas possíveis para garantir proteção e defesa aos menores migrantes, porque estes, «com frequência, acabam na estrada deixados a si mesmos e à mercê de exploradores sem escrúpulos que, muitas vezes, os transformam em objeto de violência física, moral e sexual» (Bento XVI, Mensagem para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado de 2008).

Aliás a linha divisória entre migração e tráfico pode tornar-se às vezes muito sutil. Há muitos fatores que contribuem para criar um estado de vulnerabilidade nos migrantes, especialmente nos menores: a indigência e a falta de meios de sobrevivência – a que se vêm juntar expectativas irreais inculcadas pelos meios de comunicação –; o baixo nível de alfabetização; o desconhecimento das leis, da cultura e, frequentemente, da língua dos países que os acolhem. Tudo isto os torna, física e psicologicamente, dependentes. Mas o incentivo mais forte para a exploração e o abuso das crianças é a demanda. Se não se encontra um modo de intervir com maior rigor e eficácia contra os exploradores, não será possível acabar com as inúmeras formas de escravidão de que são vítimas as crianças e adolescentes.

Por isso, é preciso que os imigrantes, precisamente para o bem dos seus filhos, colaborem sempre mais estreitamente com as comunidades que os recebem. Olhamos, com muita gratidão, para os organismos e instituições, eclesiais e civis, que, com grande esforço, oferecem tempo e recursos para proteger as crianças e adolescentes das mais variadas formas de abuso. É importante que se implementem colaborações cada vez mais eficazes e incisivas, fundadas não só na troca de informações, mas também no fortalecimento de redes capazes de assegurar intervenções tempestivas e capilares. Isto sem subestimar que a força extraordinária das comunidades eclesiais se revela, sobretudo, quando há unidade de oração e comunhão na fraternidade.

Em segundo lugar, é preciso trabalhar pela integração das crianças e adolescentes migrantes. Eles dependem em tudo da comunidade dos adultos e, com muita frequência, a escassez de recursos financeiros torna-se impedimento à adoção de adequadas políticas de acolhimento, assistência e inclusão. Consequentemente, em vez de favorecer a inserção social dos menores migrantes, ou programas de repatriamento seguro e assistido, procura-se apenas impedir a sua entrada, favorecendo assim o recurso a redes ilegais; ou então, são reenviados para o seu país de origem, sem antes se assegurar de que tal corresponda a seu «interesse superior» efetivo.

A condição dos migrantes menores de idade é ainda mais grave quando se encontram em situação irregular ou quando estão ao serviço da criminalidade organizada. Nestes casos, veem-se muitas vezes destinados a centros de detenção. De fato, não é raro acabarem presos e, por não terem dinheiro para pagar a fiança ou a viagem de regresso, podem ficar reclusos por longos períodos, expostos a abusos e violências de vário género. Em tais casos, o direito de os Estados gerirem os fluxos migratórios e salvaguardarem o bem comum nacional deve conjugar-se com o dever de resolver e regularizar a posição dos migrantes menores de idade, no pleno respeito da sua dignidade e procurando ir ao encontro das suas exigências, quando estão sozinhos, mas também das exigências de seus pais, para bem de todo o núcleo familiar.

Fundamental é ainda a adoção de procedimentos nacionais adequados e de planos de cooperação concordados entre os países de origem e de acolhimento, tendo em vista a eliminação das causas da emigração forçada dos menores de idade.

Em terceiro lugar, dirijo a todos um sentido apelo para que se busquem e adotem soluções duradouras. Tratando-se de um fenómeno complexo, a questão dos migrantes menores de idade deve ser enfrentada na raiz. Guerras, violações dos direitos humanos, corrupção, pobreza, desequilíbrios e desastres ambientais fazem parte das causas do problema. As crianças são as primeiras a sofrer com isso, suportando às vezes torturas e violências corporais, juntamente com as morais e psíquicas, deixando nelas marcas quase sempre indeléveis.

Por isso, é absolutamente necessário enfrentar, nos países de origem, as causas que provocam as migrações. Isto requer, como primeiro passo, o esforço de toda a Comunidade Internacional para extinguir os conflitos e as violências que constringem as pessoas a fugir. Além disso, impõe-se uma visão clarividente, capaz de prever programas adequados para as áreas atingidas pelas mais graves injustiças e instabilidades, para que se garanta a todos o acesso ao autêntico desenvolvimento que promova o bem de meninos e meninas, esperança da humanidade.

Por fim, desejo dirigir-vos uma palavra, a vós que caminhais ao lado de crianças e adolescentes pelas vias da emigração: eles precisam da vossa ajuda preciosa; e também a Igreja tem necessidade de vós e apoia-vos no serviço generoso que prestais. Não vos canseis de viver, com coragem, o bom testemunho do Evangelho, que vos chama a reconhecer e acolher o Senhor Jesus presente nos pequenos e vulneráveis.

Confio todos as crianças e adolescentes migrantes, as suas famílias, as suas comunidades, e vós que os seguis de perto à proteção da Sagrada Família de Nazaré, para que vele sobre cada um e a todos acompanhe no caminho; e, à minha oração, uno a Bênção Apostólica.

Cidade do Vaticano, 8 de setembro de 2016.

Francisco
 
Mensagem com adaptações – Instituto Migrações e Direitos Humanos (IMDH)

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Você é madrinha ou padrinho? Sabe o que isso significa?

É sempre um presente maravilhoso ser convidado a apadrinhar alguém, pois este é um serviço de amor. Mas será que temos claro o que isso realmente significa?

Apresentamos, a seguir, 7 ideias sobre a missão que você tem como padrinho/madrinha:

1. Sua vida é seu currículo

Seu testemunho de vida é fundamental para iluminar a vida do seu afilhado em seu caminho cristão.

2. Dê o melhor presente

O melhor presente que você pode dar para o seu afilhado não é algo material no aniversário ou no Natal, e sim um acompanhamento sincero da sua vida espiritual e da sua relação com Jesus.

3. Você não é um pai/mãe substituto(a)

Faz parte da sua missão acompanhar também os pais do seu afilhado, fazer parte dessa família espiritual unida pela fé.

4. Compartilhe o que você tem de melhor

Os padrinhos compartilham sua fé; portanto é preciso alimentá-la e fazê-la crescer, estar preparados para responder às dúvidas do afilhado e acompanhá-lo em seus momentos de escuridão, iluminados especialmente pela Palavra de Deus.

5. Pratique o que você ensina

Os padrinhos são chamados a ser assíduos em sua paróquia, comprometidos com sua fé e com a vida da Igreja, especialmente no que diz respeito à vivência dos sacramentos.

6. Mantenha-se próximo

Procure criar um laço afetivo real com seu afilhado e sua família, compartilhando o tempo juntos, conhecendo seu processo e seu desenvolvimento como pessoa e como cristão.

7. Assuma sua responsabilidade plenamente

O batismo abre as portas do céu ao batizado, que se torna parte da Igreja, filho de Deus e com vocação à vida eterna. Quem aceita ser padrinho ou madrinha o faz de forma permanente, como demonstração de amor, mas também como um serviço a Deus, acompanhando esse novo cristão em seu desenvolvimento e amadurecimento.

Quem aceita este desafio e esta responsabilidade o faz para sempre, pois a condição de filho de Deus é eterna; portanto sua tarefa de amor, companhia, cuidado e orientação não acaba quando seu afilhado se torna adulto, mas continua durante a vida inteira.

Fonte: Aleteia

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