Festa da Sagrada Família – Família de Nazaré, modelo para as famílias cristãs do mundo.

Quando Deus quis, no seu amor, enviar seu Filho para morar entre nós, Ele escolheu uma família para receber Verbo Divino. Com isso Deus marcou com maior dignidade a família humana e mostrou que esta instituição é essencial para o desenvolvimento da pessoa.

A família de Nazaré tornou-se assim o modelo para as famílias cristãs do mundo. A bondade de Maria e a justiça de José deveriam ser as virtudes procuradas pelos pais e mães de família. Em Nazaré, Jesus aprendeu a andar, correr, brincar, comer, rezar, cresceu, estudou, foi aprendiz e auxiliar de seu pai adotivo José, a quem amava muito e por ele era muito amado também.

Jesus nasceu numa verdadeira família para receber tudo o que necessitava para crescer e viver, mesmo sendo muito pobre. Teve o amor dos pais unidos pela religião, trabalhadores honrados, solidários com a comunidade, conscientes e responsáveis por sua formação escolar, cívica, religiosa e profissional.

Essa família é o modelo de todos os tempos. É exemplar para toda a sociedade, especialmente nos dias de hoje, tão atormentada por divórcios e separações de tantos casais, com filhos desajustados e todos infelizes. A família deve ser criada no amor, na compreensão, no diálogo, com consciência que haverá momentos difíceis e crises.

Cada homem e cada mulher que deixam o pai e a mãe para se unirem em matrimônio e constituir uma nova família não o podem fazer levianamente, mas devem fazê-lo somente por um autêntico amor, que não é uma entrega passageira, mas uma doação definitiva, absoluta, total até a morte.

Por  Padre Evaldo César de Souza, CSsR – A12.com

Papa Francisco consagra as famílias à Família de Nazaré

Jesus, Maria e José, em Vós contemplamos o esplendor do verdadeiro amor e, confiantes, a Vós nos consagramos.

Sagrada Família de Nazaré, tornai também as nossas famílias lugares de comunhão e cenáculos de oração, autênticas escolas do Evangelho e pequenas igrejas domésticas.

Sagrada Família de Nazaré, que nunca mais haja nas famílias episódios de violência, de fechamento e divisão; e quem tiver sido ferido ou escandalizado, seja rapidamente consolado e curado.

Sagrada Família de Nazaré, fazei que todos nos tornemos conscientes do carácter sagrado e inviolável da família e da sua beleza no projeto de Deus.

Jesus, Maria e José, ouvi-nos e acolhei a nossa súplica. Amém.

Papa Francisco

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SOLIDARIEDADE: Diocese de Rio Preto arrecada 50 toneladas de alimentos para doação ao Haiti

A Diocese de Rio Preto vai doar 50 toneladas de alimentos para o Haiti, país mais pobre das Américas e que foi atingido por furacão, que deixou 877 mortos, no início de outubro. A arrecadação é o resultado de 30 dias da campanha “Alimente a Esperança – Ajude o Haiti”, realizada nas 69 paróquias do bispado durante o mês de dezembro.

Os católicos de Rio Preto doaram arroz, feijão, macarrão, fubá e farinha de trigo. Todos os alimentos arrecadados serão enviados para Associação e Fraternidade São Francisco de Assis, entidade com sede em Jaci, onde serão abençoados às 10h30 desta quinta-feira, dia 29, pelo bispo de Rio Preto, Dom Tomé Ferreira da Silva.

De lá, os alimentos serão transportados em caminhões para o porto de Santos, onde serão embarcados em navio que deve chegar no fim de janeiro no Haiti. As doações irão para a Casa São Francisco de Assis na Providência de Deus em Porto Príncipe, capital do Haiti, mantida pela associação religiosa de Jaci. No início de outubro, o furacão Matthew atingiu o país. Em 2010, um terremoto devastou o país.

Um Exemplo a ser seguido pelas outras dioceses.

Informações: Por Marco Antonio dos Santos – www.diariodaregiao.com.br  – São José do Rio Preto

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O Céu faz festa quando uma criança nasce, quando a vida se manifesta e vem até nós

De fato, a Vida manifestou-se e nós a vimos, e somos testemunhas, e a vós anunciamos a Vida eterna, que estava junto do Pai e que se tornou visível para nós” (1João 1, 2).

Estamos celebrando a vida eterna que Deus nos trouxe. Não dá para pensarmos na vida sem pensarmos nas crianças, sobretudo porque, quando uma criança nasce, a vida faz festa, porque o nascimento é um grande motivo de alegria não só para o pai e mãe, mas para todos aqueles que fazem parte desse contexto. O nascimento de uma criança deve ser motivo de festa para todo o universo!

O Céu faz festa quando uma criança nasce, quando a vida se manifesta e vem até nós. Cada vida é uma manifestação do amor de Deus entre nós, cada vida que vem à luz é uma manifestação da graça de Deus no meio de nós. É verdade que cada uma delas precisa se revestir da graça divina; e não é à toa que levamos nossas crianças para serem batizadas, para que, desde pequenas, recebam a graça de se tornarem também filhos e filhas de Deus.

Quem nos deu o dom da vida, esse presente, foi Jesus, Nosso Senhor e Salvador, foi o Seu nascimento que nos trouxe a vida nova, à qual somos chamados a viver. Por isso, nesse contexto das Oitavas de Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, queremos fazer uma reverência à vida, queremos realmente assumir a vida nova que Ele nos trouxe e que está pulsando no coração de uma mãe que está grávida. A vida que está pulsando em crianças que estão hospitalizadas e doentes. A vida que está pulsando em uma pessoa, mesmo sendo adulta ou já idosa, mas é uma vida e nós a amamos desde o momento de sua concepção até o último entardecer dela.

A vida de uma criança não é mais valiosa do que a de um idoso. Todos precisamos celebrar a vida, cuidar dela, porque é muito preciosa! É preciso dizer também que não basta viver, é dar-lhe sentido, celebrando-a como dom sagrado. E para que a vida seja celebrada, é preciso introduzir nela o sagrado, que é Deus, é Jesus, a vida nova que Ele trouxe a cada um de nós.

Permita-me dizer ao seu coração: dê qualidade a sua vida. Fala-se tanto em qualidade de vida, de levar a vida com qualidade, e sempre se lembra dos elementos para ter uma boa saúde, boa alimentação e exercícios físicos. Tudo isso é muito importante, não abra mão disso, dê qualidade à sua vida, mas não traga somente qualidade humana para sua vida, qualifique-a no sentido mais sagrado que ela tem. Dê um sabor divino a ela, dê-Lhe o sabor de Deus, o gosto d’Ele que sua vida merece. Que assim seja a vida na sua casa, com seus filhos, onde quer que você esteja.

Onde está o tempero da nossa vida? Manifeste que a sua vida tem gosto, que o tempero d’Ela é Jesus, pois Ele veio para ser sal, fermento, para ser luz! Jesus veio para trazer o equilíbrio interior que nossa vida tanto necessita.

Acolher Jesus é acolher a vida nova no Senhor!

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Deus abençoe você!

Por Padre Roger Araújo, Sacerdote e Jornalista da Comunidade Canção Nova

Adaptação/Foto: Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização 

Papa: “é tempo que as armas se calem definitivamente”- Bênção Urbi et Orbi

Ao meio-dia deste domingo de Natal, o Papa Francisco assomou ao balcão central da Basílica de São Pedro para a tradicional bênção Urbi et Orbi (para a cidade e para o mundo) do Pontífice.

Em suas intenções de paz, o Papa recordou as regiões em guerra e incentivou as negociações aos países que buscam a concórdia. Francisco também recordou as famílias que perderam entes queridos em atos de terrorismo.

Abaixo, a íntegra da mensagem de Francisco.

Queridos irmãos e irmãs, feliz Natal!

Hoje, a Igreja revive a maravilha sentida pela Virgem Maria, São José e os pastores de Belém ao contemplarem o Menino que nasceu e jaz em uma manjedoura: Jesus, o Salvador.

Neste dia cheio de luz, ressoa o anúncio profético:

«Um menino nasceu para nós, um filho nos foi dado; tem a soberania sobre os seus ombros e o seu nome é: Conselheiro-Admirável, Deus herói, Pai-Eterno, Príncipe da Paz» (Is 9, 5).

O poder deste Menino, Filho de Deus e de Maria, não é o poder deste mundo, baseado na força e na riqueza; é o poder do amor. É o poder que criou o céu e a terra, que dá vida a toda a criatura: aos minerais, às plantas, aos animais; é a força que atrai o homem e a mulher e faz deles uma só carne, uma só existência; é o poder que regenera a vida, que perdoa as culpas, reconcilia os inimigos, transforma o mal em bem. É o poder de Deus. Este poder do amor levou Jesus Cristo a despojar-Se da sua glória e fazer-Se homem; e o levará a dar a vida na cruz e ressurgir dentre os mortos. É o poder do serviço, que estabelece no mundo o reino de Deus, reino de justiça e paz.

Por isso, o nascimento de Jesus é acompanhado pelo canto dos anjos que anunciam:

«Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens do seu agrado» (Lc 2, 14).

Hoje este anúncio percorre a terra inteira e quer chegar a todos os povos, especialmente aos povos que vivem atribulados pela guerra e duros conflitos e sentem mais intensamente o desejo da paz.

Paz aos homens e mulheres na martirizada Síria, onde já demasiado sangue foi versado. Sobretudo na cidade de Aleppo, cenário nas últimas semanas de uma das batalhas mais atrozes, é tão urgente assegurar assistência e conforto à população civil exausta, respeitando o direito humanitário. É tempo que as armas se calem definitivamente, e a comunidade internacional se empenhe ativamente para se alcançar uma solução negociada e restabelecer a convivência civil no país.

Paz às mulheres e homens da amada Terra Santa, eleita e predileta de Deus. Israelenses e palestinos tenham a coragem e a determinação de escrever uma página nova da história, onde o ódio e a vingança cedam o lugar à vontade de construir, juntos, um futuro de mútua compreensão e harmonia. Possam reencontrar unidade e concórdia o Iraque, a Líbia e o Iêmen, onde as populações padecem a guerra e brutais ações terroristas.

Paz aos homens e mulheres em várias regiões da África, particularmente na Nigéria, onde o terrorismo fundamentalista usa mesmo as crianças para perpetrar horror e morte. Paz no Sudão do Sul e na República Democrática do Congo, para que sejam sanadas as divisões e todas as pessoas de boa vontade se esforcem por embocar um caminho de desenvolvimento e partilha, preferindo a cultura do diálogo à lógica do conflito.

Paz às mulheres e homens que sofrem ainda as consequências do conflito no leste da Ucrânia, onde urge uma vontade comum de levar alívio à população e implementar os compromissos assumidos.

Concórdia, invocamos para o querido povo colombiano, que sonha realizar um novo e corajoso caminho de diálogo e reconciliação. Tal coragem anime também a amada Venezuela a empreender os passos necessários para pôr fim às tensões atuais e edificar, juntos, um futuro de esperança para toda a população.

Paz para todos aqueles que, em diferentes áreas, suportam sofrimentos devido a perigos constantes e injustiças persistentes. Possa o Myanmar consolidar os esforços por favorecer a convivência pacífica e, com a ajuda da comunidade internacional, prestar a necessária proteção e assistência humanitária a quantos, delas, têm grave e urgente necessidade. Possa a Península Coreana ver as tensões que a atravessam superadas num renovado espírito de colaboração.

Paz para quem perdeu uma pessoa querida por causa de brutais atos de terrorismo, que semearam pavor e morte no coração de muitos países e cidades. Paz – não em palavras, mas real e concreta – aos nossos irmãos e irmãs abandonados e excluídos, àqueles que padecem a fome e a quantos são vítimas de violência. Paz aos deslocados, aos migrantes e aos refugiados, a todos aqueles hoje são objeto do tráfico de pessoas. Paz aos povos que sofrem por causa das ambições econômicos de poucos e da avidez insaciável do deus-dinheiro que leva à escravidão. Paz a quem suporta dificuldades sociais e econômicas e a quem padece as consequências dos terremotos ou de outras catástrofes naturais.

Paz às crianças, neste dia especial em que Deus Se faz criança, sobretudo às privadas das alegrias da infância por causa da fome, das guerras e do egoísmo dos adultos.

Paz na terra a todas as pessoas de boa vontade, que trabalham diariamente, com discrição e paciência, em família e na sociedade para construir um mundo mais humano e mais justo, sustentadas pela convicção de que só há possibilidade de um futuro mais próspero para todos com a paz.

Queridos irmãos e irmãs!

“Um menino nasceu para nós, um filho nos foi dado”: é o “Príncipe da Paz”. Acolhamo-Lo!

[depois da Bênção]

A vocês, queridos irmãos e irmãs, reunidos de todo o mundo nesta Praça e a quantos estão unidos conosco de vários países por meio do rádio, televisão e outros meios de comunicação, formulo os meus cordiais votos.

Neste dia de alegria, todos somos chamados a contemplar o Menino Jesus, que devolve a esperança a todo o ser humano sobre a face da terra. Com a sua graça, demos voz e demos corpo a esta esperança, testemunhando a solidariedade e a paz. Feliz Natal a todos!

 

Por Radio Vaticano 

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização

O Canto das Kalendas – O Anúncio do Natal – Forma Ordinária

Na forma extraordinária, se canta após a hora de Prima, que foi suprimida na forma ordinária, restando, então, para o rito moderno, a opção de se usar as Kalendas combinadas com a Missa ou como cerimônia à parte.

O Papa João Paulo II fazia cantar as Kalendas no início da Missa. Bento XVI manteve o costume, mas mudou nas últimas Missas para antes da celebração, o que é também possível, dado que, em sentido estrito, as Kalendas são parte do Martirológio Romano.

É uma boa tradição litúrgica para se colocar em prática em nossas Missas.

Eis o texto, e vídeo em português e latim, para a forma ordinária:

Vinte e Cinco de Dezembro. Décima-nona Lua.

Tendo transcorrido muitos séculos desde a criação do mundo,

Quando no princípio Deus tinha criado o céu e a terra e tinha feito o Homem à sua imagem;

E muitos séculos de quando, depois do dilúvio, o Altíssimo tinha feito resplandecer o arco-íris, sinal da Aliança e da Paz;

Vinte e um séculos depois da partida de Abraão, nosso pai na fé, de Ur dos Caldeus;

Treze séculos depois da saída de Israel do Egito, sob a guia de Moisés;

Cerca de mil anos depois da unção de David como rei de Israel;

Na sexagésima quinta semana, segundo a profecia de Daniel;

Na época da centésima nonagésima quarta Olimpíada;

No ano setecentos e cinqüenta e dois da fundação da cidade de Roma;

No quadragésimo segundo ano do Império de César Otaviano Augusto;

Quando em todo o mundo reinava a paz, Jesus Cristo, Deus Eterno e Filho do Eterno Pai, querendo santificar o mundo com a sua vinda, tendo sido concebido por obra do Espírito Santo, tendo transcorrido nove meses, (aqui eleva-se a voz, e todos se ajoelham) nasce em Belém da Judeia da Virgem Maria, feito homem:

Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo a natureza humana.

R. Graças a Deus.

Fonte: Salvem a Liturgia

Foto/Adaptação/Vídeo: Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização

NATAL DO SENHOR: Papa visita Bento XVI para felicitações de Natal

O Papa Francisco foi até o Mosteiro Mater Ecclesia nos Jardins Vaticanos na tarde desta sexta-feira (23/12), para levar pessoalmente as suas felicitações de Natal a Bento XVI.

“O gesto é parte da simplicidade da relação entre o Santo Padre e o Papa Emérito”, lê-se numa comunicação interna da Rádio Vaticano.

Encontros públicos

O primeiro – histórico – foi o encontro em Castel Gandolfo, no dia 23 de março de 2013, quando Bento XVI e Francisco rezaram juntos por alguns momentos.

Depois disso, em 5 de julho de 2013, Bento XVI apareceu novamente ao lado de Francisco durante a inauguração de um monumento a São Miguel, nos Jardins Vaticanos.

Em 22 de fevereiro de 2014, durante o consistório para a criação de novos cardeais, a Basílica Vaticana teve pela primeira vez na história a presença de dois papas.

Ratzinger voltaria a encontrar o público – e Bergoglio – em 27 de abril de 2014, quando da canonização de São João Paulo II e São João XXIII, na Praça São Pedro.

Dois meses mais tarde, em 28 de setembro, a convite de Francisco, Bento XVI voltou à Praça São Pedro, onde participou do encontro com a terceira idade. O Papa emérito aparecera bem disposto, apesar de caminhar muito devagar e com a ajuda de uma bengala.

Sempre a convite do Papa Francisco, Bento XVI esteve novamente na Praça São Pedro em 19 de outubro de 2014, quando concelebrou o rito de beatificação do Papa Paulo VI.

Em 2015, Bento XVI voltou à Basílica de São Pedro, onde participou do consistório no qual Francisco criou 20 novos cardeais em 14 de fevereiro.

No final de 2015, Bento XVI passou a Porta Santa da Misericórdia da Basílica de São Pedro, aberta pelo Papa Francisco para o Jubileu, em 8 de dezembro.

Em 20 de novembro de 2016, Francisco foi até o Mosterio Mater Ecclesia, onde foi recebido pelo Papa emérito junto com os novos cardeais criados no Consistório do mesmo dia.

 

 

Por Rádio Vaticano 

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NATAL DO SENHOR: Missa do Galo ao vivo com a Rádio Vaticano – Porque Missa do Galo?

A partir das 18h25 deste sábado 24 de dezembro a Rádio Vaticano transmitirá ao vivo, direto da Basílica de São Pedro, a Missa de Natal presidida pelo Papa Francisco.

A tradicional Missa do Galo é uma das celebrações mais marcantes do ano no Vaticano, e conta com a presença de milhares de fiéis de Roma e do mundo inteiro, que se reúnem para celebrar o nascimento de Cristo.

A celebração também será transmitida ao vivo no canal do YouTube.

História

Para celebrar o nascimento de Jesus, a Missa do Galo foi instituída no século V, após o Concílio de Éfeso (431 d.C.), começando a ser celebrada, oficialmente, na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma, pelo o papa Sisto III.

É celebrada à meia-noite do dia 24 de dezembro. O galo foi escolhido como símbolo desta celebração porque, histórica e tradicionalmente, representa vigilância, fidelidade e testemunho cristão.

Nos primeiros séculos, as vigílias festivas eram dias de jejum. Os fiéis reuniam-se na igreja e passavam a noite rezando e cantando. A Igreja era toda iluminada com lâmpadas de azeite e com tochas.

Na tradição católica cristã, todas as velas do Advento são acesas na Missa do Galo, para celebrar solenemente o nascimento do Messias, Jesus Cristo: “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade”!

O Natal é a única celebração do calendário litúrgico que contempla três celebrações Eucarísticas, mas a da noite reúne os aspectos históricos e humanos do nascimento de Cristo.

Hoje, tradicionalmente, depois da missa, as famílias voltam para suas casas, colocam a imagem do Menino Jesus no Presépio, realizam cânticos e orações em memória do Messias, filho de Deus, e confraternizam-se e compartilham a Ceia de Natal, com eventual distribuição de presentes.

Tradições populares

A expressão “Missa do Galo” é específica dos países latinos e deriva da tradição ancestral, segundo a qual, à meia-noite do dia 24 de dezembro, um galo teria cantado fortemente, como nunca ouvido, anunciando a vinda do Messias, filho de Deus vivo, Jesus Cristo.

Outra tradição de origem espanhola, narra que, antes das 12 badaladas dos sinos, à meia noite de 24 de dezembro, os lavradores da província de Toledo, Espanha, matava um galo, em memória daquele que cantou três vezes, quando São Pedro negou Jesus, por ocasião da sua morte.

Depois, o galo era levado à igreja para ser oferecido aos pobres, afim de que seu Natal fosse melhor. Outro costume, em algumas aldeias espanholas, era levar o galo à igreja para que ele cantasse durante a Missa, como uma espécie de prenúncio de boas colheitas.

Outra origem da expressão vem do fato de a Missa da Noite de Natal terminar muito tarde. “Quando as pessoas voltavam para casa, os galos já estavam cantando”.

O galo também anuncia o nascer do sol e o seu canto simboliza o amanhecer, comemorado pelos pagãos, como forma de agradecer o surgimento do Sol após o longo período de inverno.

Mas, o nome Missa do Galo é usado somente em países de língua portuguesa e espanhola.

Teria sido Sisto III, no ano 400, a instituir uma Missa para celebrar o nascimento de Cristo ‘ad galli cantus’, isto é, na hora que o galo canta, querendo indicar o início do novo dia, após a meia-noite.

Há quem diz ainda que a origem deste nome incomum remonta aos primórdios do cristianismo, quando os cristãos iam em peregrinação a Belém, onde celebravam a hora do primeiro canto do galo.

Finalmente, dizem que um galo teria assistido ao nascimento do Menino Jesus, na gruta de Belém, além de outros animais, como o burro e a vaca. Assim, o galo teve a tarefa de festejar e anunciar para sempre a data do nascimento do Salvador do mundo. (MT)

Inauguração e Bênção do Caminho de Fé Beatos Nhá Chica e Pe. Victor em Campanha/MG

Neste dia 22 de Dezembro do ano de 2016, foi inaugurado em Campanha/MG no morro do Cruzeiro o Caminho de Oração Beata Nhá Chica e Beato Pe. Victor. A Rua Monsenhor Osório, subida para o morro do cruzeiro foi toda pavimentada e marcada com as 15 estações da via-sacra, um caminho lindo de fé e oração para os devotos dos referidos beatos rezarem e fazerem seus pedidos a Deus por intermédio de nossos queridos beatos.

Assim também foi inaugurado o mirante do cruzeiro, mais um local de lazer para o povo Campanhense, mas acima de tudo um local de Oração.

Iniciativa partiu do Poder Legislativo e Executivo da Cidade da Campanha sob orientações e aprovação do Bispo Diocesano da Campanha Dom Pedro Cunha Cruz, o Pároco e Cura da Catedral de Santo Antônio Cônego Luzair Coelho de Abreu e do Vigário Paroquial da Campanha o Reverendíssimo Pe. Edson Pereira Oliveira, cuja bênção do local foi realizada pelo mesmo com a presença do Diácono Clayton.

A cerimônia deu-se início  às 18hs da tarde desta quinta-feira (22/12) com presença dos representantes do poder legislativo e executivo que ambos tiveram seus momentos de fala e colocações importantes. Pe. Edson abençoou as imagens do Beato Pe. Victor e Nhá Chica após o descerramento das placas de ambos os monumentos.

A igreja e o povo da Campanha muito se alegram com esta iniciativa. Rezemos para que o povo seja cada vez mais fiel à intercessão de nossos beatos nesta terra de Santa Cruz.

Deus abençoe a todos que colaboraram de forma direta ou indireta para que esteja iniciativa e homenagem se realizasse.

Beata Nhá Chica e Beato Pe. Victor Rogai por nós!

Texto e Fotos  por Bruno Henrique – Gestor do Portal Terra de Santa Cruz 

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Francisco surpreende e oferece presente de Natal aos colaboradores

Os membros da Cúria romana presentes na audiência da manhã desta quinta-feira (22/12), receberam de presente de Natal do Papa o libro “Procedimentos para curar as doenças da alma”, do jesuíta da Claudio Acquaviva, terceiro Superior geral da Companhia de Jesus.

“Quando, dois anos atrás, eu falei das doenças, um de vocês me perguntou: O que devo fazer? Vou à farmácia ou me confesso? Eu respondi: os dois… mas o Cardeal Gerhard Mueller disse: Acquaviva. Não entendi, mas depois, pensando bem, me lembrei que Acquaviva escreveu um livro que nós estudantes líamos em latim e os padres espirituais nos obrigavam a ler”.

Depois de ler um breve trecho em latim sobre as doenças da alma, o Papa completou: “Três meses atrás, saiu uma edição muito boa em italiano, traduzida pelo Padre Giuliano Raffo, falecido recentemente. O bom prefácio indica como se deve ler o livro. Não é uma edição crítica, mas a tradução é muito bela e bem feita; creio que pode ajudar. Como dom de Natal, gostaria de oferecê-lo a cada um de vocês”.

Por Radio Vaticana

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Peregrinação da Imagem de Nossa Senhora Aparecida – Paróquia do Mártir em Varginha/MG

Nesta última segunda-feira 19 de Dezembro, a paróquia do Mártir São Sebastião recebeu com muita alegria a imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida.  Está imagem está peregrinando pela diocese da Campanha, já passou por várias paróquias e agora chegou à paróquia do mártir em Varginha/MG.

Imagem saiu da Igreja Matriz da Paróquia do Divino Espirito em Varginha com direção à paróquia do mártir, em procissão conduzida pelo Reverendíssimo Pe. Heitor Aparecido Rafael, SCJ, pároco da paróquia do divino. Na Igreja do Mártir a Imagem foi recepcionada pelas lideranças, movimentos e pastorais da referida paróquia com Missa presidida pelo Pe. Heitor A. Rafael e concelebrada pelo Pároco do Mártir, o Reverendíssimo Pe José Roberto de Souza.

A Imagem permanece na Paróquia do Mártir São Sebastião entre os dias 19 e 29 de Dezembro. Neste tempo a imagem irá percorrer as comunidades. Em cada uma acontecerá sempre às 09h da manhã a reza do terço, às 15h a imagem será levada aos enfermos com oração pedindo a intercessão de Maria por eles e às 18h a reza do terço, em seguida a Santa Missa.

Está programação acontecerá em todas as comunidades. Momento forte de oração em que a paróquia do Mártir entra, vivenciando as glórias do advento do Senhor, o Nascimento de Cristo e a oitava do Natal, momentos de grandes graças que serão derramadas por intermédio da Virgem Mãe Aparecida, Aquela que deu seu sim em favor do reino de Deus, nos dando o Cristo, que salvara nossas vidas no madeiro por puro amor a humanidade.

Que os paroquianos desta grande e importante paróquia de nossa diocese aproveitem ao máximo esses momentos de oração e peregrinação com a Imagem da Mãe Aparecida excelsa Rainha e Padroeiro do Brasil.

No dia 29 de novembro a Imagem segue para Paróquia Santana em Varginha/MG cuja recepção ficará a cargo das pastorais e movimentos da referida paróquia e pelo Reverendíssimo Pe. Alexandre Costa Solaira, pároco de Santana e Digníssimo Ecônomo da Diocese da campanha.

Escrito por Bruno Henrique/Gestor do Portal Terra de Santa Cruz 

Fotos: Salomé Cassimiro – Paróquia do Mártir – Varginha/MG

Semana Missionária em Virgínia/MG – 150 anos da Paróquia Nª Senhora da Conceição

Na última segunda-feira, dia 12 de Dezembro, deu-se início a semana missionária na cidade de Virgínia/MG.

As atividades missionárias iniciaram com a Santa Missa presidida pelo Reverendíssimo Pe. Sérgio Monteiro, pároco da Paróquia Nossa Senhora da Conceição em Itanhandu/MG e Reitor da Comunidade teológica Nossa Senhora do Carmo (COTESC) em Pouso Alegre/MG.  Concelebrou a santa missa os Padres, Robson Antônio Leite, pároco, Walter José Brito Pinto, SJ, vigário paroquial, ambos da Paróquia Nossa Senhora da Conceição em Virgínia/MG.

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Cerca de 25 seminaristas da Diocese da Campanha estiveram presentes durante toda semana missionária, realizando visitas nas casas da cidade e outras atividades de oração e formação juntamente com os padres locais. Os paroquianos de Virgínia/MG receberam os seminaristas em suas casas com muito carinho e alegria. A Paróquia vive um momento festivo que são os seus 150 anos de existência, de evangelização deste bom povo virginense, foi uma semana de grande graça para todos.

Todas as lideranças da paróquia Nossa Senhora da Conceição se envolveram nos trabalhos da semana missionária, muitos estiveram acompanhando os seminaristas nas visitas e outras atividades dentro das comemorações dos 150 anos da paróquia.

Após um proveitoso e agraciado trabalho, no sábado dia 17/12 aconteceu a Solene Missa de Ação de Graças encerrando as festividades dos 150 anos da referida paróquia. A santa missa foi presidida por sua Excelência Reverendíssima Dom Frei Diamantino Prata de Carvalho, OFM – Bispo Emérito da Diocese da Campanha, com grande participação dos fiéis e devotos da Virgem da Conceição.

No domingo dia 18/12, foi encerrada a semana de missões com a Santa Missa presidida pelo Reverendíssimo Pe. Sérgio Monteiro, com concelebração do Administrador Paroquial de Virginia, Pe. Robson Antônio Leite. Participaram da santa celebração os Seminaristas que estiveram em missão durante os oito dias de evangelização.

Que deus abençoe todos os paroquianos de Virgínia/MG e todos os seminaristas que estiveram neste bonito trabalho missionário, que a Virgem da Conceição interceda pela vocação de cada um e que seus olhares e coração sejam cada vez mais voltados para a figura de Jesus Cristo.

Missão, ir de encontro ao próximo é ser uma Igreja em saída, uma igreja Santa e Missionária.

Parabéns pelos 150 anos da Paróquia Nossa Senhora da Conceição em Virgínia – Diocese da Campanha/MG

Escrito por Bruno Henrique Santos/Gestor do Portal Terra de Santa Cruz

Fotos: Pascom/Paróquia Nossa Senhora da Conceição

 Vejam mais fotos na página oficial da Paróquia AQUI 

Informações: Seminaristas da Diocese da Campanha

Papa: falar dos pobres não é doença, é falar de Deus

A Gendarmaria Vaticana promoveu na Sala Paulo VI um concerto beneficente para arrecadar fundos em prol de duas iniciativas: para a construção de um hospital pediátrico em Bangui, na República Centro-Africana, e para ajudar as vítimas dos terremotos no centro da Itália. O protagonista do concerto, realizado na noite de sábado (17/12), foi o artista italiano Claudio Baglioni.

Para a ocasião, o Papa Francisco gravou uma videomensagem para agradecer aos promotores, aos artistas e ao público que aderiu a esta iniciativa, definindo-os “artesãos de misericórdia”. “Como disse em outras ocasiões, as obras de misericórdia são modeladas por mãos e corações de homens e mulheres”, afirmou o Pontífice, citando a Carta apostólica “Misericordia et misera”, publicada no encerramento do Ano Jubilar.

Viver a misericórdia

“Para vencer a tentação das palavras, da teoria da misericórdia, é necessário transformá-la na vida de todos os dias, vida que se torna participação e compartilha”, acrescentou Francisco, dando como exemplo justamente o concerto na Sala Paulo VI, finalizado a ajudar duas “situações concretas de pobreza e necessidade”: Bangui e as vítimas do terremoto.

Falar dos pobres não é doença

“Às vezes – disse ainda o Papa – alguém me pergunta: ‘Mas padre, o senhor fala sempre dos pobres e da misericórdia’. Sim – digo – , mas não é uma doença. É simplesmente o modo com o qual Deus se revelou.”

Investir no paraíso, não na bolsa de valores

De fato, prosseguiu o Papa, Deus entrou no mundo nascendo como todas as crianças. Foi entregue a pastores, não a reis e príncipes. “Este é o nosso Deus: não o totalmente outro, mas o absolutamente próximo. Por isso, tornar-se artesãos da caridade e construtores de misericórdia não é como investir na bolsa, mas no paraíso, na vida bem-aventurada do céu, no amor do Pai.”

O Pontífice concluiu sua mensagem agradecendo novamente ao público e aos artistas em nome das crianças de Bangui e das vítimas do terremoto. “Não podemos fazer grandes coisas, realizar grandes projetos, mas aquilo que faremos terá a assinatura da nossa paixão pelo Evangelho. Bom Natal a todos!”

Por Radio Vaticano

Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização

4º Domingo do Advento:”A Virgem dará à luz a um filho: Emanuel, Deus conosco”

A primeira leitura da liturgia deste 4º domingo do Advento, apresenta a aliança entre dois reis, com a finalidade de depor um terceiro, Acaz,  rei de Jerusalém.  Com isso a dinastia davídica se esfacelaria e outro rei, de outra família, ocuparia o trono de Jerusalém.

Mas Deus é fiel e manterá sua promessa de que um descendente de Davi seria o rei de Judá. Contudo o rei Acaz não dá muito importância à palavra de Deus, não confia em suas palavras, mas confia em sua aliança com um 4º rei.

O profeta Isaías fica preocupadíssimo com o modo de agir do rei Acaz e percebe que tudo será um desastre para Israel.

O povo confia em Deus, mas fica estarrecido com menosprezo que Acaz dá à situação e sua atitude em relação aos ídolos pagãos a ponto de oferecer seu filho aos mesmos.

Por isso ele, de modo falso, diz que não irá incomodar Deus, quando lhe é dito de pedir um sinal a Deus.

Nesse momento é dado, pelo profeta Isaías, um sinal: a virgem dará á luz um filho que se chamará Emanuel.

Acaz se torna empedernido, perde a guerra, os assírios se tornaram colonizadores de Israel, mas Deus se manteve fiel. Ezequias, o filho da virgem, descendente de Davi, nasceu e se tornou rei, um bom rei. Ele foi visto como a presença de Deus, de Deus que não abandona, de Deus que está com seu povo, de Deus que se chama Emanuel – Deus conosco!

Essa leitura questiona nosso modo de pensar e de agir quando não confiamos em Deus e não damos a Ele a primazia em nossas decisões, quando confiamos mais no mundo, em nossos feitos e amizades, em nossas “orações” e “novenas”, em nossas superstições e não na palavra dele que nos ama, que se entregou por nós, na presença de Nossa Senhora ao nosso lado. Não somos nossa providência, ninguém é nossa providência, só o Senhor é a Providência.

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LITURGIA DO DIA

Primeira Leitura (Is 7,10-14)
Responsório (Sl 23)
— O rei da glória é o Senhor onipotente;/ abri as portas para que ele possa entrar!
— O rei da glória é o Senhor onipotente;/ abri as portas para que ele possa entrar!
Segunda Leitura (Rm 1,1-7) 

Anúncio do Evangelho (Mt 1,18-24)

— O Senhor esteja convosco.  — Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

18A origem de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, e, antes de viverem juntos, ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo. 19José, seu marido, era justo e, não querendo denunciá-la, resolveu abandonar Maria, em segredo.

20Enquanto José pensava nisso, eis que o anjo do Senhor apareceu-lhe, em sonho, e lhe disse: “José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo. 21Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo de seus pecados”.

22Tudo isso aconteceu para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta: 23“Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho. Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que significa: Deus está conosco”.

24Quando acordou, José fez como o anjo do Senhor havia mandado e aceitou sua esposa.

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

Refletindo o Evangelho

Deus conosco é o tema também do Evangelho de Mateus, proclamado nesta liturgia, que nos fala da gravidez de Maria, após a realização do contrato nupcial entre ela e José, mas ainda sem co-habitarem.

O sinal que Isaías falava para o rei Acaz pedir a Deus, é concretizado no nascimento de Jesus, o Deus Conosco, o Emanuel.

Maria é a virgem, que confiou absolutamente em Deus e se entregou totalmente à missão que Ele lhe confiava. Também Jose, o justo, porque entre situações muito embaraçosas, optou por não cometer injustiças, mas deixar tudo nas mãos de Deus e confiar na divina Providência.

Que nós, neste Natal, saibamos ser como José, deixando tudo nas mãos do Senhor, confiando em Sua divina ação. “Deixa aos cuidados do Senhor o teu destino; confia nele, e com certeza ele agirá”, diz o salmo 36.

Também sejamos como Maria, não pedindo explicações, mas sabendo que o Senhor é poder e Amor.

Entreguemo-nos, confiadamente, ao Senhor que vem a nós em forma de uma criança, para habitar conosco, a cada dia de nossa vida, presente em cada segundo de nosso existir, afinal Ele é o Amor, o Emanuel, o Deus conosco!

 

(Reflexão do Padre Cesar Auygusto dos Santos para o IV Domingo do Advento)

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Papa Francisco : Sacerdotes, digam a verdade acolhendo as pessoas

João Batista foi a figura central da homilia do Papa Francisco na missa matutina celebrada na Capela da Santa Marta, nesta quinta-feira (15/12).

A liturgia do Advento reflete sobre o ministério desse homem que vivia no deserto, pregava e batizava. Todos iam ao seu encontro, até mesmo os fariseus e os doutores da lei, mas “com distância”, para julgá-lo e não para se batizar.

No Evangelho de hoje, Jesus pergunta às multidões: O que vocês foram ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? Um homem vestido com roupas finas? Não um homem vestido com roupas preciosas porque aqueles que vivem no luxo estão nos palácios dos reis, “alguns nos episcopados”, acrescentou o Papa.

O que eles foram ver é um profeta, “alguém que é mais do que um profeta”. “Entre os nascidos de mulher, ninguém é maior do que João”, “o último dos profetas” porque depois dele há o Messias, explicou Francisco, que se deteve nos motivos dessa grandeza: “Era um homem fiel ao que o Senhor lhe pediu”, “grande porque fiel” e essa grandeza se via em suas pregações:

Vigor na pregação

“Pregava com vigor, dizia coisas fortes aos fariseus, aos doutores da lei, aos sacerdotes. Não lhes dizia: Queridos, comportem-se bem! Não! Dizia-lhes simplesmente: ‘Raça de víboras’. Não fazia rodeios, porque eles se aproximavam para controlar e para ver, mas nunca com o coração aberto: Raça de víboras! Arriscava a vida, mas era fiel. A Herodes dizia na cara: ‘Adúltero, isso não é lícito! Se um sacerdote hoje na homilia dominical dizer: Entre vocês existem alguns que são raça de víboras e existem também adúlteros, certamente o bispo receberia uma reclamação: Mande embora este pároco que nos insulta. E João Batista insultava. Por que? Porque era fiel à sua vocação e à verdade.”

O Papa observou que com as pessoas comuns João Batista era compreensivo. Aos publicanos, pecadores públicos porque exploravam o povo, ele dizia: “Não peçam mais do que o justo”. “Começava do pouco. Depois, veremos. E os batizava”, prosseguiu Francisco. “Primeiro este passo, depois a gente vê”.

Responsabilidade

Aos soldados, aos policiais pedia para não ameaçar nem denunciar ninguém e de se contentar com o seu salário. “Isso significa não entrar no mundo das propinas”, explicou o Papa. João batizava todos esses pecadores, mas com esse mínimo passo adiante porque sabia que com esse passo, depois o Senhor fazia o resto. E eles se convertiam. “É um pastor que entendia a situação das pessoas, que ajudava as pessoas a caminhar com o Senhor.” João foi o único dos profetas a quem foi dada a graça de indicar: “Este é Jesus”.

Mas, apesar de João ser grande, forte, certo da sua vocação, “também tinha momentos escuros”, “tinha as suas dúvidas”, diz Francisco. João, de fato, da prisão começa a duvidar, apesar de ter batizado Jesus, “porque era um Salvador, não como ele havia imaginado”. Ele, então, envia dois dos seus discípulos a perguntar-lhe se era realmente ele o Messias. E Jesus corrige a visão de João com uma resposta clara. Diz para referir a João que “os cegos recuperam a vista”, “os surdos ouvem”, “os mortos ressuscitam”. “Os grandes podem se dar ao luxo de duvidar, porque são grandes”, comenta o Papa:

Conversão

“Os grandes podem se dar ao luxo de duvidar, e isso é bom. Eles têm certeza da vocação, mas sempre que o Senhor lhes mostra uma nova estrada eles têm dúvidas. ‘Mas isso não é ortodoxo, isto é herético, este não é o Messias que eu esperava’. O diabo faz este trabalho e qualquer amigo também ajuda, certo? Esta é a grandeza de João, um grande, o último daquele grupo de crentes que começou com Abraão, aquele que prega a conversão, que não usa meias palavras para condenar os orgulhosos, que no fim da vida se permite de duvidar. E este é um bom programa de vida cristã”.

Francisco, em seguida, resume os pontos principais da sua homilia: dizer as coisas com verdade e receber das pessoas o que consegue dar, um primeiro passo:

“Peçamos a João a graça da coragem apostólica de sempre dizer as coisas com a verdade do amor pastoral, de receber pessoas com o pouco que pode dar, o primeiro passo. Deus fará o resto. E também a graça para duvidar. Muitas vezes, talvez no final da vida, alguém se pode perguntar: ‘Mas é verdade tudo aquilo que eu acreditei ou são fantasias?’ A tentação contra a fé, contra o Senhor. Que o grande João, que é o menor no reino dos Céus, por isso é grande, nos ajude neste caminho nas pegadas do Senhor”.

Por Rádio Vaticano 

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Papa próximo da Igreja no Brasil pela perda do Card. Arns

O Papa Francisco recebeu a notícia da morte do “venerado irmão Cardeal Paulo Evaristo Arns” com grande pesar e enviou um telegrama ao Cardeal-arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer, na manhã desta quinta-feira (15/12).

O Pontífice expressa a todo o clero, comunidades religiosas e fiéis da Arquidiocese de São Paulo, bem como à família do falecido, os seus pêsames pelo desaparecimento desse intrépido pastor que no seu ministério eclesial se revelou autêntica testemunha do Evangelho no meio do seu povo, a todos apontando a senda da verdade na caridade e do serviço à comunidade em permanente atenção pelos mais desfavorecidos.

“Dou graças ao Senhor por ter dado à Igreja tão generoso pastor e elevo fervorosas preces para que Deus acolha na sua felicidade eterna este seu servo bom e fiel enquanto envio a essa comunidade arquidiocesana que chora a perda do seu amado pastor e à Igreja do Brasil, que nele teve um seguro ponto de referência e a quantos partilham esta hora de tristeza que anuncia a ressurreição, uma confortadora bênção apostólica”.

O funeral do Cardeal Arns serão celebrados sexta-feira, às 15h, na Catedral da Sé, em São Paulo.

Por Rádio Vaticana

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