OS FRUTOS DO ANO JUBILAR – Por Dom Pedro Cunha Cruz

No próximo dia treze de novembro, a pedido do papa Francisco, as igrejas particulares de todo mundo (Orbe) estarão encerrando o Ano Jubilar da Misericórdia. O mesmo acontecerá em Roma (Urbi) na Solenidade de Cristo Rei. Tendo sido uma forte e marcante experiência vivida por todos nós da Igreja, cada um poderá perceber o quanto foi rico e oportuno este Ano Santo. Os seus frutos, certamente, são indescritíveis; já que foi um impulso para todos os cristãos testemunharem a sua fé com mais entusiasmo e convicção, falando de Deus aos destinatários de nosso tempo de forma nova e compreensível.

A imagem de uma “mãe amorosa de todos, benigna, paciente, cheia de misericórdia e bondade” (MV, 4), tão bem descrita por São João XXIII na abertura do Concílio Vaticano II, foi resgatada e revitalizada com este Jubileu da misericórdia; permitindo não só que olhássemos a força de nossa limitação, mas muito mais a plenitude do perdão de Deus que é sempre maior do que qualquer pecado. Sendo assim, o fruto mais imediato deste ano foi a tomada de consciência de que ninguém pode colocar limite ao amor de Deus que perdoa sempre. Partindo deste princípio, ninguém pode se excluir ou se privar deste amor.

Além da experiência de dar e receber o perdão, as obras de misericórdia propostas pela bula da misericórdia, tiveram o propósito de nos desinstalar de uma fé cômoda, pois somente um autêntico coração misericordioso é capaz de colocar-se a serviço do próximo. Assim é que as referidas obras espirituais e corporais encontram seu valor e sua eficácia. Aprendemos que Deus não é um amor abstrato, mas concreto, e que sua misericórdia é eterna. Por isso, anunciamos ao mundo que todos somos filhos da misericórdia; e como filhos, fomos educados ainda mais à prática da misericórdia e chamados a ser seus mensageiros.

Por fim, se o jubileu significa alegria e ação de graças, com boa razão cantamos, incansavelmente, o refrão “Misericordiosos como o Pai” (misericordiae sicut Pater), que significa perdoar sempre; perdoar radicalmente e alegrar-se em perdoar. Este foi e deve ser o nosso programa de vida. Foi um ano para todas a pessoas de boa vontade, onde a Igreja procurou dar respostas às inquietações do mundo atual e provocou cada um a fazer a experiência daquilo que constitui a expressão do Ser mesmo de Deus, isto é, Amor (Caritas).

† Dom Pedro Cunha Cruz – Bispo da Diocese da Campanha

Acesse: www.diocesedacampanha.org.br

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