Setor Juventude da Diocese da Campanha lança chamada para o DNJ2016

Setor Juventude da Diocese da Campanha lança chamada Oficial para o Dia Nacional da Juventude (DNJ) que acontecerá no Ginásio Pelezão dia 23 de outubro – Três Corações/MG.

AQUI TAMBÉM MORA A MISERICÓRDIA DE DEUS – São esperados cerca de 4.500 jovens no evento que tem como meta evangelizar o jovens celebrando a vida, esperança, conquistas, realidades e sonhos da juventude nas suas múltiplas expressões.

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DNJ: a juventude em um dia de festa

O Dia Nacional da Juventude (DNJ) surgiu em 1985, durante o Ano Internacional da Juventude, promovido pela Organização das Nações Unidas. Estava evidente que a juventude precisava mobilizar-se e construir espaços de participação, para pensar e repensar uma nova sociedade.

Todos os anos organiza-se um dia de festa da juventude, sempre com um tema importante a ser debatido e trabalhado com grupos. Nos dizeres de Dalmo Coelho C. Filho, “a juventude brasileira é uma das parcelas mais sofridas da sociedade (a mais atingida pelo desemprego e pela violência, entre outras), mas a alegria e a vontade de estar junto também são uma de suas marcas”.

O DNJ é o principal evento do Setor Juventude de nossa Diocese da Campanha e assim acontece em todo o país, em todos os estados. Foi pensado como um dia em mutirão, planejado antecipadamente, com a divisão de tarefas bem definida e uma boa avaliação ao final. O Dnj vem na intenção de promover o protagonismo juvenil, defender a vida da juventude, anunciar sinais de vida e denunciar sinais de morte.

A realização do DNJ será no dia 23 de outubro a partir das 8h da manhã no Ginásio Pelezão – Três Corações. Participe você também.

DNJ SOMOS MAIS QUE JUVENTUDE  –  CONFIRA A CHAMADA E COMPARTILHE DIRETO DA PÁGINA OFICIAL DO DNJ-> DNJ2016

HINO OFICIAL DO DNJ – DIOCESE DA CAMPANHA 

Portal Terra de Santa Cruz – A Serviço da Evangelização 

Pode um católico negar obediência ao Concílio Ecumênico do Vaticano II?

Quem vos ouve, a mim ouve; e quem vos rejeita, a mim rejeita; e quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou” (Lc 10,16).

Realmente tenho que reconhecer que na Modernidade há coisas bem curiosas, especialmente no meio católico. Como alguém pode se dizer católico e negar o que a Igreja ensina? Como alguém pode se dizer católico e ficar dando ouvidos aos gurus?

Pois é exatamente isso que está acontecendo hoje. Infelizmente isso não é novo. De tempos em tempos os católicos são arrastados a resistirem à Igreja. A razão é sempre a mesma: são seduzidos por argumentos de quem se acha o guardião da Ortodoxia Católica.

Até mesmo o perfil psicológico destes “gurus” não muda. São pessoas de grande piedade, parecem demonstrar grande amor à Igreja, possuem um enorme poder de sedução, apresentam-se sempre com muita humildade, porém esta máscara logo cai quando são contrariadas. São pessoas de mentalidade estreita e de grande orgulho. Ensinam suas próprias convicções como se fossem o sumo da doutrina católica.

Muitas vezes temos dificuldade de entender algo que a Igreja expõe, seja pela grandeza da matéria, pela erudição da exposição ou ainda por causa da abertura dos termos que ela utiliza. Que fiel no séc. IV entendeu o que a Igreja quis dizer com “consubstancial ao Pai” ?

Ora, nós somos limitados, mas a Igreja goza de assistência especial do Espírito Santo. Por isso devemos confiar nela e não nos “gurus” que normalmente nem fazem parte da Igreja docente. Se há um ponto difícil de entender na exposição da doutrina, ou uma contradição aparente em relação ao que sempre foi ensinado, cabe ao Magistério da Igreja explicá-lo.

Especialmente no que diz respeito ao Concílio do Vaticano II, a má vontade dos tradicionalistas em encontrar na letra do Concílio a perene Doutrina da Igreja é notória. Em resumo, encontram “chifres em cabeça de cavalo”, pois dizem que os documentos do Concílio ensinam erros que lá não estão e pelo fato do Concílio não ter sido dogmático, complementam alegando que é legítimo recusar seus ensinamentos.

Primeiramente ensina o Código de Direito Canônico:

Cân. 337 § 1. O Colégio dos Bispos exerce seu poder sobre toda a Igreja, de modo solene, no Concílio Ecumênico. § 2. Exerce esse poder pela ação conjunta dos Bispos espalhados pelo mundo, se essa ação for, como tal, convocada ou livremente aceita pelo Romano Pontífice, de modo a se tornar verdadeiro ato colegial.

Cân. 341 § 1. Os decretos do Concílio Ecumênico não têm força de obrigar, a não ser que, aprovados pelo Romano Pontífice junto com os Padres Conciliares, tenham sido por ele confirmados e por sua ordem promulgados. § 2. Para terem força de obrigar, precisam também dessa confirmação e promulgação os decretos dados pelo Colégio dos Bispos, quando este pratica um ato propriamente colegial, de acordo com outro modo diferente, determinado ou livremente aceito pelo Romano Pontífice. (grifos meus).

O Concílio do Vaticano II foi Ecumênico, logo, nele a Igreja exerceu seu poder solene sobre toda Igreja e foi livremente convocado pelo Pontífice Romano, conforme o cân. 337. Seus decretos foram confirmados e promulgados pelo Papa, logo tem poder de obrigar toda a Igreja, conforme o cân. 341, ao contrário do que ensinam os tradicionalistas. A confirmação de que toda Igreja também deve aceitar os ensinamentos não dogmáticos encontramos no cân. 752, onde lemos:

Cân. 752 Não assentimento de fé, mas religioso obséquio de inteligência e vontade deve ser prestado à doutrina que o Sumo Pontífice ou o Colégio dos Bispos, ao exercerem o magistério autêntico, enunciam sobre a fé e os costumes, mesmo quando não tenham a intenção de proclamá-la por ato definitivo; portanto os fiéis procurem evitar tudo o que não esteja de acordo com ela (grifos meus).

Em At 15 a Escritura nos dá chance de conhecer alguns dos decretos do Concílio de Jerusalém, como a carta enviada para os cristãos de Antioquia:

Os apóstolos e os anciãos aos irmãos de origem pagã, em Antioquia, na Síria e Cilícia, saúde!  Temos ouvido que alguns dentre nós vos têm perturbado com palavras, transtornando os vossos espíritos, sem lhes termos dado semelhante incumbência. Assim nós nos reunimos e decidimos escolher delegados e enviá-los a vós, com os nossos amados Barnabé e Paulo, homens que têm exposto suas vidas pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo. Enviamos, portanto, Judas e Silas que de viva voz vos exporão as mesmas coisas. Com efeito, pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor outro peso além do seguinte indispensável: que vos abstenhais das carnes sacrificadas aos ídolos, do sangue, da carne sufocada e da impureza. Dessas coisas fareis bem de vos guardar conscienciosamente. Adeus! (At 15,24-29).

Será que estas determinações foram dogmáticas? Se foram, porque não as observamos hoje? Mesmo não sendo dogmáticas foram entregues pelos apóstolos para serem observadas. Completa a Escritura: “Nas cidades pelas quais [Paulo e Timóteo] passavam, ensinavam que observassem as decisões que haviam sido tomadas pelos apóstolos e anciãos em Jerusalém” (At 16,4)

Também naquele tempo não faltaram os tradicionalistas que diziam que Jesus afirmou a não abolição da Lei (cf. Mt 5,17). Com efeito, estes conhecidos hoje como ebionitas, não aceitaram o Concílio de Jerusalém.

Em todo tempo, Concílio após Concílio, nunca faltou o grupo dos “iluminados”, dos “verdadeiros detentores da ortodoxia”, que viam nas novas definições, nas novas formas da Igreja expor a Doutrina, novidades ou heresias.

Em nosso tempo a história se repete, mas com outros protagonistas e outras polêmicas. Também com uma característica bem diversa: o cisma não é formal como antes, é informal, por isso a dificuldade dos católicos identificarem estas pessoas como não-católicas.

Os tradicionalistas fazem tanto mal aos fiéis quanto os modernistas. Mostram-se tão católicos quanto os vétero-católicos e os ortodoxos.

Ser católico é ter a Igreja como Mãe e Mestra. Um filho que é obediente na infância, mas se nega a sê-lo na adolescência quando a Mãe lhe transmite novas normas, recusa sua filiação e impõe na família uma desordem não querida por Deus.

Aliás, sítios tradicionalistas que adoram tomar textos do Card. Ratzinger à revelia, mostrando notória desonestidade, esqueceram de divulgar o seguinte trecho:

o Vaticano II é sustentado pela mesma autoridade que sustenta o Vaticano I e o Concílio de Trento, a saber, o Papa e o Colégio dos Bispos em comunhão com ele…Também com respeito ao seu conteúdo, o Vaticano II está na mais estreita continuidade com ambos os concílios anteriores e incorpora os seus textos palavra por palavra nos pontos decisivos.

 Resultado de imagem para concílio ecumênico do vaticano iiÉ impossível para um Católico tomar posição pró ou contra Trento ou o Vaticano I. Quem aceita o Vaticano II, como ele claramente se expressou e se entendeu a si mesmo, ao mesmo tempo aceita a inteira tradição da Igreja Católica, particularmente, os dois concílios anteriores […] Da mesma forma é impossível decidir a favor de Trento e do Vaticano I mas contra o Vaticano II. Quem quer que negue o Vaticano II nega a autoridade que sustenta os outros concílios e os separa dos seus fundamentos. Isto se aplica ao assim chamado ‘tradicionalismo’ […] Uma escolha partidária destrói o todo, a própria história da Igreja, que só pode existir como uma unidade indivisível (The Ratzinger Report: An Exclusive Interview on the State of the Church by Joseph Cardinal Ratzinger; Ignatius Press, San Francisco, 1985, pgs.28-9).

Ora, é o próprio Card. Ratzinger, hoje Papa Bento XVI que afirma que é impossível ser católico e negar o Concílio do Vaticano II, que é impossível ser católico e ser tradicionalista. Como bem se vê, engana-se redondamente quem pensa que os escritos do Card. Ratzinger são tradicionalistas. Ele, homem de personalidade forte e firme na ortodoxia, não ensinaria uma coisa em um lugar e outra
em outro. O método dos tradicionalistas é o mesmo usado pelos calvinistas quando deturpam os textos de Santo Agostinho.

Quem colabora com estes grupos (Fraternidade Sacerdotal São Pio X, Associação Cultural Montfort, Permanência e etc) não colabora com a Igreja e viola o cân. 752 do Código de Direito Canônico.

Quem pretende ser católico deve colaborar com a Santa Igreja Católica, admitindo tudo que ela ensina, inclusive no Concílio do Vaticano II, pois nos ensinou o Senhor: “Quem não está comigo está contra mim; e quem não ajunta comigo, espalha” (Mt 12,30).

Por Prof. Alessandro Lima – Blog Prof. Felipe Aquino – Canção Nova !

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz – A Serviço da Evangelização

Que estejamos de coração aberto para acolher os mais necessitados – 26º Domingo do Tempo Comum

Os anjos de Deus virão em socorro dos mais sofridos e necessitados. Que o nosso coração esteja também voltado para eles!

Primeira Leitura (Am 6,1a.4-7) – Leitura da Profecia de Amós:

Assim diz o Senhor todo-poderoso: 1aAi dos que vivem despreocupadamente em Sião, os que se sentem seguros nas alturas de Samaria! 4Os que dormem em camas de marfim, deitam-se em almofadas, comendo cordeiros do rebanho e novilhos do seu gado; 5os que cantam ao som das harpas, ou, como Davi, dedilham instrumentos musicais; 6os que bebem vinho em taças, e se perfumam com os mais finos unguentos e não se preocupam com a ruína de José.

7Por isso, eles irão agora para o desterro, na primeira fila, e o bando dos gozadores será desfeito.

Palavra do Senhor.- Graças a Deus.

SALMO 145 – Bendize, minha alma, e louva ao Senhor!

Bendize, minha alma, e louva ao Senhor!

O Senhor é fiel para sempre,/ faz justiça aos que são oprimidos;/ ele dá alimento aos famintos,/ é o Senhor quem liberta os cativos.

O Senhor abre os olhos aos cegos,/ o Senhor faz erguer-se o caído;/ o Senhor ama aquele que é justo./ É o Senhor quem protege o estrangeiro.

Ele ampara a viúva e o órfão,/ mas confunde o caminho dos maus./ O Senhor reinará para sempre!/ Ó Sião,o teu Deus reinará/ para sempre e por todos os séculos!

Segunda Leitura (1Tm 6,11-16) – Leitura da Primeira Carta de São Paulo a Timóteo:

11Tu, que és um homem de Deus, foge das coisas perversas, procura a justiça, a piedade, a fé, o amor, a firmeza, a mansidão. 12Combate o bom combate da fé, conquista a vida eterna, para a qual foste chamado e pela qual fizeste tua nobre profissão de fé diante de muitas testemunhas.

13Diante de Deus, que dá a vida a todas as coisas, e de Cristo Jesus, que deu o bom testemunho da verdade perante Pôncio Pilatos, eu te ordeno: 14guarda o teu mandato íntegro e sem mancha até a manifestação gloriosa de nosso Senhor Jesus Cristo.

15Esta manifestação será feita no tempo oportuno pelo bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores, 16o único que possui a imortalidade e que habita numa luz inacessível, que nenhum homem viu, nem pode ver. A ele, honra e poder eterno. Amém.

Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

Anúncio do Evangelho (Lc 16,19-31)

O Senhor esteja convosco.  Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.

Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, Jesus disse aos fariseus: 19“Havia um homem rico, que se vestia com roupas finas e elegantes e fazia festas esplêndidas todos os dias.

20Um pobre, chamado Lázaro, cheio de feridas, estava no chão, à porta do rico. 21Ele queria matar a fome com as sobras que caíam da mesa do rico. E, além disso, vinham os cachorros lamber suas feridas.

22Quando o pobre morreu, os anjos levaram-no para junto de Abraão. Morreu também o rico e foi enterrado.

23Na região dos mortos, no meio dos tormentos, o rico levantou os olhos e viu de longe a Abraão, com Lázaro ao seu lado.

24Então gritou: ‘Pai Abraão, tem piedade de mim! Manda Lázaro molhar a ponta do dedo para me refrescar a língua, porque sofro muito nestas chamas’.

25Mas Abraão respondeu: ‘Filho, lembra-te que tu recebeste teus bens durante a vida e Lázaro, por sua vez, os males. Agora, porém, ele encontra aqui consolo e tu és atormentado. 26E, além disso, há um grande abismo entre nós; por mais que alguém desejasse, não poderia passar daqui para junto de vós, e nem os daí poderiam atravessar até nós’.

27O rico insistiu: ‘Pai, eu te suplico, manda Lázaro à casa do meu pai, 28porque eu tenho cinco irmãos. Manda preveni-los, para que não venham também eles para este lugar de tormento’.

29Mas Abraão respondeu: ‘Eles têm Moisés e os Profetas, que os escutem!’

30O rico insistiu: ‘Não, Pai Abraão, mas se um dos mortos for até eles, certamente vão se converter’.

31Mas Abraão lhe disse: ‘Se não escutam a Moisés, nem aos Profetas, eles não acreditarão, mesmo que alguém ressuscite dos mortos’”.

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

REFLETINDO

A parábola que Jesus conta, hoje, mostra-nos os contrastes do mundo na Sua época e nos dias de hoje em nossa realidade.

É um contraste não só social, mas em todas as esferas do mundo em que estamos. Há pouquíssimos com grandes riquezas e pobres numa quantidade sem fim, que vivem na miséria, que vivem situações de extrema pobreza. E como isso doí no coração de Deus!

O que doí é ver, sobretudo, a indiferença daqueles que têm para com os que não têm. Porque o rico do Evangelho de hoje tinha bastante, e nem sei como ele adquiriu sua riqueza; se foi por herança, por trabalho, se foi por meios lícitos ou ilícitos… Isso não vem ao caso. O fato é que ele, com sua riqueza, não se lembrou do pobre; pelo contrário, vivia uma vida de ostentação e desprezava o pobre que estava na porta de sua casa.

Amados irmãos e irmãs, é verdade que Deus não faz distinção de pessoas. Ele ama de modo singular, de modo único aqueles que são mais pobres, mais sofridos, aqueles que não tem ninguém por eles, aqueles que não tem vez nem voz na sociedade; e nós, muitas vezes, esquivamo-nos deles. Porque o cheiro do pobre, a situação em que vivem causa incômodos para muitos de nós, entretanto, neles Jesus está presente e a eles os anjos virão buscar em primeiro lugar quando morrerem.

Quantos indigentes morrem em nossas ruas, cidadelas, no mundo em que estamos, porque não há quem os enterre. Quantos são enterrados como indigentes ou pobres; depois, são retirados, porque não há nem um lugar digno para morrer.

Não é porque uma pessoa morreu, e ali foi feito todo um cerimonial para ela, que por ela ter um túmulo de ouro, que isso lhe garantirá a vida. O que garante a vida eterna para pobres e ricos é saber ser justo na pobreza e na riqueza, sobretudo aqueles que tem algum bem neste mundo, pouco ou muito, reparta o que você tem com os outros, porque a sua caridade jamais será esquecida! Ao mesmo tempo, se você tem e não é capaz de repartir, a sua opulência, avareza e ganância o afastará de Deus e da eternidade.

Se temos algo nessa vida, isso não pertence somente a nós. Recorda-nos São João Crisóstomo: “Tudo que temos em nossa casa pertence aos pobres”.

Se estamos acumulando, se estamos com a dispensa cheia, com uma geladeira que não cabe tudo aquilo que compramos, não se esqueça de que há muitos que não tem nada e nós desperdiçamos comida, jogamos muita coisa fora e não nos lembramos daqueles que nada têm.

Reflexão: Pe. Roger Araújo 

Portal Terra de Santa Cruz – A Serviço da Evangelização 

Papa: Avidez, vaidade e orgulho são a raiz de todos os males

Como todas as manhãs, o Papa Francisco celebrou a missa na capela da Casa Santa Marta. Em sua homilia, comentou o Evangelho do dia, que apresenta o rei Herodes inquieto porque, depois de matar João Batista, se sente agora ameaçado por Jesus.

Na nossa alma, afirmou o Papa, existe a possibilidade de sentir duas inquietações: uma boa, provocada pelo Espírito Santo para realizar boas ações, e outra má, que nasce da consciência suja. Herodes estava preocupado com o seu pai, Herodes o Grande, depois da visita dos Reis Magos. Os dois resolvem suas inquietações matando, passando sobre “o cadáver das pessoas”:ossrom131852_articolo

Avidez, vaidade e orgulho

Essa gente que provocou tanto mal, que fez mal e tem a consciência suja e não pode viver em paz, porque vive numa coceira contínua, numa urticária que não os deixa em paz… Essa gente praticou o mal, mas o mal tem sempre a mesma raiz, todo mal: a avidez, a vaidade e o orgulho. E todos os três não deixam a consciência em paz; todos os três não deixam que a inquietação saudável do Espírito Santo entre, mas levam a viver assim: inquietos, com medo. Avidez, vaidade e orgulho são a raiz de todos os males”.

 

Osteoporose da alma

A primeira Leitura do dia, extraída do Livro do Eclesiastes, fala da vaidade:

“A vaidade que nos enche. A vaidade que não tem vida longa, porque é como uma bolha de sabão. A vaidade que não nos dá um ganho real. Qual ganho tem o homem por toda a fadiga com a qual ele se preocupa? Ele está ansioso para aparecer, para fingir, pela aparência. Esta é a vaidade. Se queremos dizer simplesmente: “A vaidade é maquiar a própria vida. E isso deixa a alma doente, porque se alguém falsifica a própria vida para aparecer, para fazer de conta, e todas as coisas que faz são para fingir, por vaidade, mas no final o que ganha? A vaidade é como uma osteoporose da alma: os ossos do lado de fora parece bons, mas por dentro estão todos estragados. A vaidade nos leva à fraude”.

Trapaceiros

“Como os trapaceiros marcam as cartas” para vencer e, depois, “essa vitória é falsa, não é verdadeira. Esta é a vaidade: viver para fingir, viver para fazer de conta, viver para aparecer. E isso inquieta a alma”. São Bernardo – recordou o Papa – disse uma palavra forte aos vaidosos: “Mas pense naquilo que você vai ser. Você vai ser comida para os vermes. E todo esse maquiar a vida é uma mentira, porque os vermes vão comer você e você não vai ser nada”. Mas onde está o poder da vaidade? Levado pelo orgulho em direção do mal, não permite um erro, não permite que se veja um erro, cobrir tudo, tudo deve ser coberto”:

Jesus é o nosso refúgio

“Quantas pessoas conhecemos que parecem … ‘Mas que boa pessoa! Vai à missa todos os domingos. Faz grandes ofertas à Igreja’. Isto é o que se vê, mas a osteoporose é a corrupção que tem dentro. Há pessoas assim, – mas há pessoas santas, também! – que faz isso. Mas a vaidade é isso: se parece com rosto de pequena imagem e, depois, a sua verdade é outra. E onde está a nossa força e segurança, o nosso refúgio? Lemos no Salmo: ‘Senhor, tu tens sido o nosso refúgio de geração em geração”. Por quê? E antes do Evangelho recordamos as palavras de Jesus: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”. Esta é a verdade, não a maquiagem da vaidade. Que o Senhor nos livre destas três raízes de todo os males: a avidez, a vaidade e o orgulho. Mas sobretudo da vaidade, que nos faz tanto mal”.

Por Radio Vaticana

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz – A Serviço da evangelização !!

Ano Santo da Misericórdia: Amai os vossos inimigos

No Ano da Misericórdia, instituído pelo Papa Francisco para 2016, somos convidados a rever nossos comportamentos. “Misericordes sicut Pater” (Misericordiosos como o Pai): eis o lema que nos deve impulsionar no dia a dia do corrente calendário. Sem dúvida, entre todos os preceitos que o Senhor nos deu, seja andando pelas estradas da Galileia, seja pelas veredas da Judeia, o mais forte, belo e exigente é: “Amai os vossos inimigos e rezai pelos que vos perseguem” (Mt 5,43). Aqui se encontra o ápice da misericórdia. Trata-se do diferencial do cristianismo sobre a religião judaica que ensinava a lei de Talião: “olho por olho, dente por dente; amai os vossos amigos e odiai os vossos inimigos”. O mandato de Cristo constitui também o diferencial entre as demais religiões que têm preceitos bons, mas não chegam a contemplar tal perfeição na prática do amor ao próximo. O Senhor Jesus nos ensina algo novo, melhor e mais perfeito, pois amar os amigos nada apresenta de vantajoso, uma vez que até os pagãos e os maiores pecadores assim agem. Jesus quer mais. “Sede perfeitos como vosso Pai celeste é perfeito” (Mt 5, 48).

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A procura da perfeição é inata no coração do homem. Prova-o o interesse incontido de progresso nas ciências, nos meios de comunicação, nas regras jurídicas, nas artes, na culinária e tudo mais que compõe nossa vida. Sabemos que atingir a perfeição pode nos parecer, em muitos casos, aspiração distante, mas se abandonarmos este princípio natural que o Criador colocou em nossa existência, nunca sairemos do lugar, estaremos como que engessados e morreremos em nosso comodismo ou em nossos erros. Seria terrível! O apelo de Cristo à perfeição é propulsor em direção ao mais perfeito dos amores: “Amai os vossos inimigos, rezai pelos que vos perseguem”. Seu mandamento central é, afinal, “amai-vos uns aos outros como eu vos amei” (Jo 13, 34). Já havia ele respondido a Pedro: é preciso perdoar setenta vezes sete, ou seja, sempre e nunca deixar de perdoar (cf Mt 18, 21). Havendo arrependimento sincero, nunca se deve deixar de conceder o perdão. No alto de seus tormentos na cruz, ele terá forças para olhar os céus e rezar: “Pai, perdoa-lhes, porque eles não sabem o que fazem” (Lc 23,34). Talvez tenha sido inédita esta cena até o momento que Cristo aparece no palco da história da humanidade: a capacidade de superação de todos os tormentos para permanecer no amor e na misericórdia. O que o Mestre de Nazaré pede é que sejamos misericordiosos como o Pai que “faz o sol nascer para os bons e os maus e faz cair a chuva sobre os justos e os injustos” (Mt 5, 45).

Misericórdia, diz Papa Francisco, é o nome de Deus. Ela nos faz humildes para reconhecer nossos erros e nobres para pedir desculpas. Faz-nos grandiosos para perdoar os que sinceramente se convertem de seus erros. Faz-nos corajosos para corrigir atitudes contrárias ao amor ao próximo, à comunidade e ao Povo de Deus, sem conservar rancor, nem conceber sentimentos de vingança contra o pecador. A misericórdia é capaz de dizer ao ladrão arrependido: “hoje mesmo estarás comigo no paraíso”.

Contudo, a misericórdia perde sua força, se torna inconclusa diante das agressões, ofensas e orgulho do ladrão que não quer ver seus erros e de nada se arrepende. De fato, para este último, Cristo na cruz da salvação nada pôde dizer.

Além deste triste quadro do Calvário vemos aparecer na história outros episódios que ameaçam a virtude de misericórdia. O pior deles é o desafio dos chantagistas. Essa classe é tão perigosa quanto os fariseus e os vendilhões do templo. Pensemos no famoso caso de Canossa, na Itália, onde, no século XI, o Imperador Henrique praticou criminosa hipocrisia para subtrair a misericórdia do Papa Gregório VII e depois perseguiu terrivelmente a Igreja e o Sucessor de Pedro até à morte.

Para que a misericórdia tenha efeito, é necessário que sejamos abertos a ela, compreendamos o amor de Deus, entremos na sua perfeita lógica. Por isso, somos chamados à semelhança de Deus: ‘Misericordes sicut Pater’.

A negação da misericórdia é a lógica do irmão mais velho da parábola do Filho Pródigo (cf. Lc 15,11-32), que não quis conceber a extensão do amor do pai e não pôde, como não quis, participar da festa do perdão ao irmão mais novo sinceramente arrependido que voltou para casa submisso e humilde de coração.

Ao chegar a encarnação do Verbo, tudo o que estava escrito no Antigo Testamento toma nova luz. Os salmos de impropérios do povo do passado, nos lábios de Cristo, tomam novo sentido, considerando inimigos não propriamente pessoas, mas situações dominadas pelo mal, ou as tentações do demônio.

A proposta de Francisco será bem acolhida se formos capazes de, dia por dia, optamos pela lógica de Deus, que deu seu próprio Filho para morrer por nós e que espera de nós transparência e sinceridade na prática de seu amor.

Por Dom Gil Antônio Moreira – Arcebispo de Juiz de Fora (MG)

Fonte: iCatólica.com

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz – A Serviço da Evangelização

Papa Francisco: “O mundo está cansado de mentirosos, de padres da moda, de arautos de cruzadas vãs “

Palavras do Papa Francisco a bispos recém-nomeados.

Aos novos bispos do curso anual de formação, o papa afirma que fazer pastoral da misericórdia não é fazer liquidação de pérolas. “Não poupem esforços para ir ao encontro do povo de Deus, estejam perto das famílias com fragilidade. Nos seminários, apontem para a qualidade, não para a quantidade. Desconfiem dos seminaristas que se refugiam na rigidez.”

“O mundo está cansado de encantadores mentirosos… e, eu me permito dizer, de padres ou bispos na moda. As pessoas ‘farejam’ e se afastam quando reconhecem os narcisistas, os manipuladores, os defensores das causas próprias, os arautos de cruzadas vãs.”

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O Papa Francisco dirigiu um longo discurso aos bispos recém-nomeados, em Roma, para um curso de formação, tocando diversas questões do seu ministério, a partir da necessidade de tornar pastoral – “isto é, acessível, tangível, encontrável” – a misericórdia, que é o “resumo daquilo que Deus oferece ao mundo”.

Os bispos, disse Jorge Mario Bergoglio, devem ser capazes de encantar e de atrair os homens e as mulheres do nosso tempo a Deus, sem “lamentações”, sem “deixar nada de não tentado a fim de alcançá-los” ou “recuperá-los”, e graças aos percursos de iniciação (“Hoje, pedem-se frutos demais de árvores que não foram cultivadas o suficiente”).

Além disso, é necessário vigiar a formação dos futuros sacerdotes, apontando para a “qualidade do discipulado”, e não para a “quantidade” de seminaristas, e usando “cautela e responsabilidade” ao acolher sacerdotes na diocese. Francisco também convidou os novos bispos a estarem perto do seu clero, àqueles que Deus coloca “por acaso” no seu caminho e às famílias com as suas “fragilidades”.

“Perguntem a Deus, que é rico em misericórdia – disse o papa aos 154 novos bispos (16 dos territórios de missão) que participaram do curso anual de formação promovido conjuntamente pela Congregação para os Bispos e pela Congregação para as Igrejas Orientais – o segredo para tornar pastoral a Sua misericórdia nas suas dioceses. De fato, é preciso que a misericórdia forme e informe as estruturas pastorais das nossas Igrejas. Não se trata de rebaixar as exigências ou vender barato as nossas pérolas. Ou, melhor, a única condição que a pérola preciosa dá àqueles que a encontram é a de não poder reivindicar menos do que tudo. Não tenham medo de propor a Misericórdia como resumo daquilo que Deus oferece ao mundo, porque o coração do homem não pode aspirar a nada maior”, disse Francisco, que, sobre a misericórdia como “limite para o mal”, citou Bento XVI, acrescentando duas perguntas retóricas: “Por acaso, as nossas inseguranças e desconfianças são capazes de suscitar doçura e consolação na solidão e no abandono?”.

Para tornar a misericórdia “acessível, tangível, encontrável”, acima de tudo, o papa recordou que “um Deus distante e indiferente pode ser ignorado, mas não resistimos facilmente a um Deus tão próximo e, além disso, ferido por amor. A bondade, a beleza, a verdade, o amor, o bem – eis o que podemos oferecer a este mundo mendicante, ainda que em vasos meio quebrados. No entanto, não se trata de atrair a si mesmos. O mundo – disse Francisco – está cansado de encantadores mentirosos… e, eu me permito dizer, de padres ou bispos na moda. As pessoas ‘farejam’ e se afastam quando reconhecem os narcisistas, os manipuladores, os defensores de causas próprias, os arautos de cruzadas vãs. Em vez disso, tentem ajudar a Deus, que já Se introduz antes ainda da chegada de vocês”.

Nesse sentido, “Deus não se rende nunca! Somos nós, que, acostumados ao rendimento, muitas vezes nos acomodamos, preferindo nos deixar convencer que realmente puderam eliminá-Lo e inventamos discursos amargos para justificar a preguiça que nos bloqueia no som imóvel das lamentações vãs: as lamentações de um bispo são coisas feias”.

Em segundo lugar, é necessário, segundo o papa, “iniciar” aqueles que são confiados aos pastores: “Eu lhes peço para não terem outra perspectiva para olhar os seus fiéis do que a da sua unicidade, de não deixarem nada de não tentado a fim de alcançá-los, de não poupar qualquer esforço para recuperá-los. Sejam bispos capazes de iniciar as suas Igrejas nesse abismo de amor. Hoje – disse Francisco – pedem-se frutos demais de árvores que não foram cultivadas o suficiente. Perdeu-se o sentido da iniciação, e, no entanto, nas coisas realmente essenciais da vida, tem-se acesso apenas mediante a iniciação. Pensem na emergência educativa, na transmissão tanto dos conteúdos quanto dos valores, no analfabetismo afetivo, nos percursos vocacionais, no discernimento nas famílias, na busca da paz: tudo isso requer iniciação e percursos guiados, com perseverança, paciência e constância, que são os sinais que distinguem o bom pastor do mercenário”.

Francisco se debruçou com atenção particular sobre o tema da formação dos futuros padres: “Peço-lhes que cuidem com especial solicitude as estruturas de iniciação das suas Igrejas, em particular os seminários. Não os deixem ser tentados pelos números e pela quantidade das vocações, mas busquem a qualidade do discipulado. Não privem os seminaristas da sua firme e terna paternidade. Façam-nos crescer a ponto de adquirir a liberdade de estar em Deus ‘tranquilos’ e serenos como crianças desmamadas nos braços da sua mãe”; não como presas dos próprios caprichos e escravos das próprias fragilidades, mas livres para abraçar aquilo que Deus lhes pede, mesmo quando isso não parece tão doce quanto o seio materno era no início. E fiquem atentos quando alguns seminaristas se refugiam na rigidez; por baixo, sempre há algo de feio”.

E ainda: “Eu lhes peço também para agirem com grande prudência e responsabilidade ao acolher candidatos ou incardinar sacerdotes nas suas Igrejas locais. Por favor, prudência e responsabilidade nisso. Lembrem-se de que, desde o início, quis-se como inseparável a relação entre uma Igreja local e os seus sacerdotes, e nunca se aceitou um clero vagante ou em trânsito de um lugar para outro. E essa é uma doença dos nossos tempos”.

Por fim, o papa pediu que os bispos sejam “capazes de acompanhar”, citando, a esse respeito, a parábola do bom samaritano: “Sejam bispos com o coração ferido por tal misericórdia e, portanto, incansável na humilde tarefa de acompanhar o homem que, ‘por acaso’, Deus colocou no seu caminho”.

E, ainda, recomendou o papa aos novos bispos, “acompanhem por primeiro, e com paciente solicitude, o seu clero” e “reservem um acompanhamento especial para todas as famílias, regozijando-se com o seu amor generoso e encorajando o imenso bem que elas dispensam neste mundo. Acompanhem sobretudo as mais feridas. Não ‘passem ao largo’ diante da sua fragilidade”.

“Fico alegre por acolhê-los e por poder compartilhar com vocês alguns pensamentos que vêm ao coração do sucessor de Pedro, quando vejo diante de mim aqueles que foram ‘pescados’ pelo coração de Deus para guiar o Seu povo santo”, tinha iniciado o papa.

“Deus os livre de tornar vão tal frêmito, de domesticá-lo e esvaziá-lo da sua potência ‘desestabilizadora’. Deixem-se desestabilizar, é bom para um bispo”, disse Francisco.

“Muitos, hoje, se mascaram e se escondem. Eles gostam de construir personagens e inventar perfis. Tornam-se escravos dos parcos recursos que recolhem e aos quais se agarram como se bastassem para comprar o amor que não tem preço. Não suportam o frêmito de se saberem conhecidos por Alguém que é maior e não despreza o nosso pouco, é mais Santo e não culpa a nossa fraqueza, é realmente bom e não se escandaliza com as nossas chagas. Não seja assim para vocês”, concluiu: “Deixem que tal frêmito percorra vocês. Não removam-nos nem o silenciem”.

Por Iacopo Scaramuzzi (ALETEIA)

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz – A Serviço da Evangelização!

INAUGURADO O MEMORIAL DO SERVO DE DEUS DOM OTHON MOTTA, O BISPO QUE SE FEZ CAMPANHENSE COM OS CAMPANHENSES

Por Thiago Augusto da Silva 

“Ao encostar seu Cajado, é justo que se ressaltassem os indiscutíveis méritos de Dom Othon Motta. […] Humilde, desprendido, muito culto e inteligente e, mais do que isso, muito virtuoso.”

Com essas palavras de 1º de janeiro de 1977, o Comendador Milton Xavier de Carvalho homenageava o bondoso bispo da Diocese da Campanha no Jornal Voz Diocesana, que tornara-se emérito por motivo de saúde.

O terceiro Bispo Diocesano da Campanha de 1960 a 1985, nasceu da cidade de Santa Cruz, no Rio de Janeiro a 12 de maio de 1913. Ordenado sacerdote em 12 de janeiro de 1936, sagrado Bispo em 24 de maio de 1953, chegou à cidade da Campanha em 15 de setembro de 1959 para ser Bispo Coadjutor de Dom Frei Inocêncio Engelke OFM (1935- 1960), com direito a sucessão.

Falecido em 04 de janeiro de 1985, o Servo de Deus Dom Othon Motta sempre foi lembrado por todos aqueles que o conheceram. Em junho deste ano o vaticano deu início ao processo de beatificação. Sua vida fora marcada “Nos vínculos da Caridade”, conforme seu lema episcopal, foi de suma importância para apascentar e governar nossa Diocese num período de mudanças profundas na Igreja e no mundo.

Hoje, 15 de setembro de 2016, quase sessenta anos depois de sua chegada à nossa Diocese, foi solenemente inaugurado por Vossa Excelência Reverendíssimo Dom Pedro Cunha Cruz, sétimo Bispo Diocesano, o Memorial Dom Othon Motta.

Fruto do trabalho dos Reverendíssimos Padres Marco Antônio Iabrud Filho e Bruno César Dias Graciano, os quais contaram com a ajuda de pessoas devotadas da cidade da Campanha, que colaboraram com objetos, fotos, suas memórias.

Quantas histórias foram recordadas por Monsenhor Luis Vieira Arantes, de oitenta e dois anos! Sacerdotes, seminaristas e leigos mais jovens, ficaram maravilhados pelos testemunhos de Monsenhor Arantes.

Quantas pessoas se reconheceram ou reconheceram pessoas queridas que já partiram, nas dezenas de fotos que fazem parte do acervo do Memorial! Quem não se emocionou ao ver o quarto simples, a Imagem de Nossa Senhora da Conceição e as vestes litúrgicas desse querido Bispo que se fez campanhense com os campanhenses?

“Um Santo não morre. No Céu, Dom Othon, que reza por sua saudosa Diocese, ora também por mim…”, escreveu por ocasião do centenário de nascimento de Dom Othon, o Bispo emérito de Taubaté Dom Antônio Afonso de Miranda SDN, que fora Aministrador Apostólico de 1977 – 1981.

Que o Servo de Deus Dom Othon Motta continue rogando a Deus pela Diocese da Campanha, que lhe faz memória, que lhe quer tão bem, que lhe chamará sempre de Bom Pastor.

Escrito por Thiago Augusto da Silva. (Colaborador do Portal Terra de Santa Cruz)

Referências Bibliográficas:

– CARVALHO, Milton Xavier de, Vidas e Acontecimentos. Belo Horizonte: Imprensa Oficial, 1982

– Site: http://diocesedetaubate.org.br/dom-othon-motta-cem-anos/.

– Site: http://www.diocesedacampanha.org.br/portal/index.php/diocese/antigos-bispos-e-administradores/30-conteudo-estatico-portal/antigos-bispos-e-administradores/85-dom-othon-motta-3-bispo-diocesano-1960-a-1985.

– Site: http://g1.globo.com/mg/sul-de-minas/noticia/2016/07/vaticano-abre-processo-de-beatificacao-de-dom-othon-motta.html.

CARVALHO, Milton Xavier de, Vidas e Acontecimentos. Belo Horizonte: Imprensa Oficial, 1982.

Fonte: http://diocesedetaubate.org.br/dom-othon-motta-cem-anos/

Fotos: Portal Terra de Santa Cruz 

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FUNCIONAMENTO DO MEMORIAL 

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Bruno Henrique Santos ,Gestor do Portal Terra de Santa Cruz – A Serviço da Evangelização