Setor Juventude da Diocese da Campanha lança chamada para o DNJ2016

Setor Juventude da Diocese da Campanha lança chamada Oficial para o Dia Nacional da Juventude (DNJ) que acontecerá no Ginásio Pelezão dia 23 de outubro – Três Corações/MG.

AQUI TAMBÉM MORA A MISERICÓRDIA DE DEUS – São esperados cerca de 4.500 jovens no evento que tem como meta evangelizar o jovens celebrando a vida, esperança, conquistas, realidades e sonhos da juventude nas suas múltiplas expressões.

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DNJ: a juventude em um dia de festa

O Dia Nacional da Juventude (DNJ) surgiu em 1985, durante o Ano Internacional da Juventude, promovido pela Organização das Nações Unidas. Estava evidente que a juventude precisava mobilizar-se e construir espaços de participação, para pensar e repensar uma nova sociedade.

Todos os anos organiza-se um dia de festa da juventude, sempre com um tema importante a ser debatido e trabalhado com grupos. Nos dizeres de Dalmo Coelho C. Filho, “a juventude brasileira é uma das parcelas mais sofridas da sociedade (a mais atingida pelo desemprego e pela violência, entre outras), mas a alegria e a vontade de estar junto também são uma de suas marcas”.

O DNJ é o principal evento do Setor Juventude de nossa Diocese da Campanha e assim acontece em todo o país, em todos os estados. Foi pensado como um dia em mutirão, planejado antecipadamente, com a divisão de tarefas bem definida e uma boa avaliação ao final. O Dnj vem na intenção de promover o protagonismo juvenil, defender a vida da juventude, anunciar sinais de vida e denunciar sinais de morte.

A realização do DNJ será no dia 23 de outubro a partir das 8h da manhã no Ginásio Pelezão – Três Corações. Participe você também.

DNJ SOMOS MAIS QUE JUVENTUDE  –  CONFIRA A CHAMADA E COMPARTILHE DIRETO DA PÁGINA OFICIAL DO DNJ-> DNJ2016

HINO OFICIAL DO DNJ – DIOCESE DA CAMPANHA 

Portal Terra de Santa Cruz – A Serviço da Evangelização 

Pode um católico negar obediência ao Concílio Ecumênico do Vaticano II?

Quem vos ouve, a mim ouve; e quem vos rejeita, a mim rejeita; e quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou” (Lc 10,16).

Realmente tenho que reconhecer que na Modernidade há coisas bem curiosas, especialmente no meio católico. Como alguém pode se dizer católico e negar o que a Igreja ensina? Como alguém pode se dizer católico e ficar dando ouvidos aos gurus?

Pois é exatamente isso que está acontecendo hoje. Infelizmente isso não é novo. De tempos em tempos os católicos são arrastados a resistirem à Igreja. A razão é sempre a mesma: são seduzidos por argumentos de quem se acha o guardião da Ortodoxia Católica.

Até mesmo o perfil psicológico destes “gurus” não muda. São pessoas de grande piedade, parecem demonstrar grande amor à Igreja, possuem um enorme poder de sedução, apresentam-se sempre com muita humildade, porém esta máscara logo cai quando são contrariadas. São pessoas de mentalidade estreita e de grande orgulho. Ensinam suas próprias convicções como se fossem o sumo da doutrina católica.

Muitas vezes temos dificuldade de entender algo que a Igreja expõe, seja pela grandeza da matéria, pela erudição da exposição ou ainda por causa da abertura dos termos que ela utiliza. Que fiel no séc. IV entendeu o que a Igreja quis dizer com “consubstancial ao Pai” ?

Ora, nós somos limitados, mas a Igreja goza de assistência especial do Espírito Santo. Por isso devemos confiar nela e não nos “gurus” que normalmente nem fazem parte da Igreja docente. Se há um ponto difícil de entender na exposição da doutrina, ou uma contradição aparente em relação ao que sempre foi ensinado, cabe ao Magistério da Igreja explicá-lo.

Especialmente no que diz respeito ao Concílio do Vaticano II, a má vontade dos tradicionalistas em encontrar na letra do Concílio a perene Doutrina da Igreja é notória. Em resumo, encontram “chifres em cabeça de cavalo”, pois dizem que os documentos do Concílio ensinam erros que lá não estão e pelo fato do Concílio não ter sido dogmático, complementam alegando que é legítimo recusar seus ensinamentos.

Primeiramente ensina o Código de Direito Canônico:

Cân. 337 § 1. O Colégio dos Bispos exerce seu poder sobre toda a Igreja, de modo solene, no Concílio Ecumênico. § 2. Exerce esse poder pela ação conjunta dos Bispos espalhados pelo mundo, se essa ação for, como tal, convocada ou livremente aceita pelo Romano Pontífice, de modo a se tornar verdadeiro ato colegial.

Cân. 341 § 1. Os decretos do Concílio Ecumênico não têm força de obrigar, a não ser que, aprovados pelo Romano Pontífice junto com os Padres Conciliares, tenham sido por ele confirmados e por sua ordem promulgados. § 2. Para terem força de obrigar, precisam também dessa confirmação e promulgação os decretos dados pelo Colégio dos Bispos, quando este pratica um ato propriamente colegial, de acordo com outro modo diferente, determinado ou livremente aceito pelo Romano Pontífice. (grifos meus).

O Concílio do Vaticano II foi Ecumênico, logo, nele a Igreja exerceu seu poder solene sobre toda Igreja e foi livremente convocado pelo Pontífice Romano, conforme o cân. 337. Seus decretos foram confirmados e promulgados pelo Papa, logo tem poder de obrigar toda a Igreja, conforme o cân. 341, ao contrário do que ensinam os tradicionalistas. A confirmação de que toda Igreja também deve aceitar os ensinamentos não dogmáticos encontramos no cân. 752, onde lemos:

Cân. 752 Não assentimento de fé, mas religioso obséquio de inteligência e vontade deve ser prestado à doutrina que o Sumo Pontífice ou o Colégio dos Bispos, ao exercerem o magistério autêntico, enunciam sobre a fé e os costumes, mesmo quando não tenham a intenção de proclamá-la por ato definitivo; portanto os fiéis procurem evitar tudo o que não esteja de acordo com ela (grifos meus).

Em At 15 a Escritura nos dá chance de conhecer alguns dos decretos do Concílio de Jerusalém, como a carta enviada para os cristãos de Antioquia:

Os apóstolos e os anciãos aos irmãos de origem pagã, em Antioquia, na Síria e Cilícia, saúde!  Temos ouvido que alguns dentre nós vos têm perturbado com palavras, transtornando os vossos espíritos, sem lhes termos dado semelhante incumbência. Assim nós nos reunimos e decidimos escolher delegados e enviá-los a vós, com os nossos amados Barnabé e Paulo, homens que têm exposto suas vidas pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo. Enviamos, portanto, Judas e Silas que de viva voz vos exporão as mesmas coisas. Com efeito, pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor outro peso além do seguinte indispensável: que vos abstenhais das carnes sacrificadas aos ídolos, do sangue, da carne sufocada e da impureza. Dessas coisas fareis bem de vos guardar conscienciosamente. Adeus! (At 15,24-29).

Será que estas determinações foram dogmáticas? Se foram, porque não as observamos hoje? Mesmo não sendo dogmáticas foram entregues pelos apóstolos para serem observadas. Completa a Escritura: “Nas cidades pelas quais [Paulo e Timóteo] passavam, ensinavam que observassem as decisões que haviam sido tomadas pelos apóstolos e anciãos em Jerusalém” (At 16,4)

Também naquele tempo não faltaram os tradicionalistas que diziam que Jesus afirmou a não abolição da Lei (cf. Mt 5,17). Com efeito, estes conhecidos hoje como ebionitas, não aceitaram o Concílio de Jerusalém.

Em todo tempo, Concílio após Concílio, nunca faltou o grupo dos “iluminados”, dos “verdadeiros detentores da ortodoxia”, que viam nas novas definições, nas novas formas da Igreja expor a Doutrina, novidades ou heresias.

Em nosso tempo a história se repete, mas com outros protagonistas e outras polêmicas. Também com uma característica bem diversa: o cisma não é formal como antes, é informal, por isso a dificuldade dos católicos identificarem estas pessoas como não-católicas.

Os tradicionalistas fazem tanto mal aos fiéis quanto os modernistas. Mostram-se tão católicos quanto os vétero-católicos e os ortodoxos.

Ser católico é ter a Igreja como Mãe e Mestra. Um filho que é obediente na infância, mas se nega a sê-lo na adolescência quando a Mãe lhe transmite novas normas, recusa sua filiação e impõe na família uma desordem não querida por Deus.

Aliás, sítios tradicionalistas que adoram tomar textos do Card. Ratzinger à revelia, mostrando notória desonestidade, esqueceram de divulgar o seguinte trecho:

o Vaticano II é sustentado pela mesma autoridade que sustenta o Vaticano I e o Concílio de Trento, a saber, o Papa e o Colégio dos Bispos em comunhão com ele…Também com respeito ao seu conteúdo, o Vaticano II está na mais estreita continuidade com ambos os concílios anteriores e incorpora os seus textos palavra por palavra nos pontos decisivos.

 Resultado de imagem para concílio ecumênico do vaticano iiÉ impossível para um Católico tomar posição pró ou contra Trento ou o Vaticano I. Quem aceita o Vaticano II, como ele claramente se expressou e se entendeu a si mesmo, ao mesmo tempo aceita a inteira tradição da Igreja Católica, particularmente, os dois concílios anteriores […] Da mesma forma é impossível decidir a favor de Trento e do Vaticano I mas contra o Vaticano II. Quem quer que negue o Vaticano II nega a autoridade que sustenta os outros concílios e os separa dos seus fundamentos. Isto se aplica ao assim chamado ‘tradicionalismo’ […] Uma escolha partidária destrói o todo, a própria história da Igreja, que só pode existir como uma unidade indivisível (The Ratzinger Report: An Exclusive Interview on the State of the Church by Joseph Cardinal Ratzinger; Ignatius Press, San Francisco, 1985, pgs.28-9).

Ora, é o próprio Card. Ratzinger, hoje Papa Bento XVI que afirma que é impossível ser católico e negar o Concílio do Vaticano II, que é impossível ser católico e ser tradicionalista. Como bem se vê, engana-se redondamente quem pensa que os escritos do Card. Ratzinger são tradicionalistas. Ele, homem de personalidade forte e firme na ortodoxia, não ensinaria uma coisa em um lugar e outra
em outro. O método dos tradicionalistas é o mesmo usado pelos calvinistas quando deturpam os textos de Santo Agostinho.

Quem colabora com estes grupos (Fraternidade Sacerdotal São Pio X, Associação Cultural Montfort, Permanência e etc) não colabora com a Igreja e viola o cân. 752 do Código de Direito Canônico.

Quem pretende ser católico deve colaborar com a Santa Igreja Católica, admitindo tudo que ela ensina, inclusive no Concílio do Vaticano II, pois nos ensinou o Senhor: “Quem não está comigo está contra mim; e quem não ajunta comigo, espalha” (Mt 12,30).

Por Prof. Alessandro Lima – Blog Prof. Felipe Aquino – Canção Nova !

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz – A Serviço da Evangelização

Que estejamos de coração aberto para acolher os mais necessitados – 26º Domingo do Tempo Comum

Os anjos de Deus virão em socorro dos mais sofridos e necessitados. Que o nosso coração esteja também voltado para eles!

Primeira Leitura (Am 6,1a.4-7) – Leitura da Profecia de Amós:

Assim diz o Senhor todo-poderoso: 1aAi dos que vivem despreocupadamente em Sião, os que se sentem seguros nas alturas de Samaria! 4Os que dormem em camas de marfim, deitam-se em almofadas, comendo cordeiros do rebanho e novilhos do seu gado; 5os que cantam ao som das harpas, ou, como Davi, dedilham instrumentos musicais; 6os que bebem vinho em taças, e se perfumam com os mais finos unguentos e não se preocupam com a ruína de José.

7Por isso, eles irão agora para o desterro, na primeira fila, e o bando dos gozadores será desfeito.

Palavra do Senhor.- Graças a Deus.

SALMO 145 – Bendize, minha alma, e louva ao Senhor!

Bendize, minha alma, e louva ao Senhor!

O Senhor é fiel para sempre,/ faz justiça aos que são oprimidos;/ ele dá alimento aos famintos,/ é o Senhor quem liberta os cativos.

O Senhor abre os olhos aos cegos,/ o Senhor faz erguer-se o caído;/ o Senhor ama aquele que é justo./ É o Senhor quem protege o estrangeiro.

Ele ampara a viúva e o órfão,/ mas confunde o caminho dos maus./ O Senhor reinará para sempre!/ Ó Sião,o teu Deus reinará/ para sempre e por todos os séculos!

Segunda Leitura (1Tm 6,11-16) – Leitura da Primeira Carta de São Paulo a Timóteo:

11Tu, que és um homem de Deus, foge das coisas perversas, procura a justiça, a piedade, a fé, o amor, a firmeza, a mansidão. 12Combate o bom combate da fé, conquista a vida eterna, para a qual foste chamado e pela qual fizeste tua nobre profissão de fé diante de muitas testemunhas.

13Diante de Deus, que dá a vida a todas as coisas, e de Cristo Jesus, que deu o bom testemunho da verdade perante Pôncio Pilatos, eu te ordeno: 14guarda o teu mandato íntegro e sem mancha até a manifestação gloriosa de nosso Senhor Jesus Cristo.

15Esta manifestação será feita no tempo oportuno pelo bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores, 16o único que possui a imortalidade e que habita numa luz inacessível, que nenhum homem viu, nem pode ver. A ele, honra e poder eterno. Amém.

Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

Anúncio do Evangelho (Lc 16,19-31)

O Senhor esteja convosco.  Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.

Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, Jesus disse aos fariseus: 19“Havia um homem rico, que se vestia com roupas finas e elegantes e fazia festas esplêndidas todos os dias.

20Um pobre, chamado Lázaro, cheio de feridas, estava no chão, à porta do rico. 21Ele queria matar a fome com as sobras que caíam da mesa do rico. E, além disso, vinham os cachorros lamber suas feridas.

22Quando o pobre morreu, os anjos levaram-no para junto de Abraão. Morreu também o rico e foi enterrado.

23Na região dos mortos, no meio dos tormentos, o rico levantou os olhos e viu de longe a Abraão, com Lázaro ao seu lado.

24Então gritou: ‘Pai Abraão, tem piedade de mim! Manda Lázaro molhar a ponta do dedo para me refrescar a língua, porque sofro muito nestas chamas’.

25Mas Abraão respondeu: ‘Filho, lembra-te que tu recebeste teus bens durante a vida e Lázaro, por sua vez, os males. Agora, porém, ele encontra aqui consolo e tu és atormentado. 26E, além disso, há um grande abismo entre nós; por mais que alguém desejasse, não poderia passar daqui para junto de vós, e nem os daí poderiam atravessar até nós’.

27O rico insistiu: ‘Pai, eu te suplico, manda Lázaro à casa do meu pai, 28porque eu tenho cinco irmãos. Manda preveni-los, para que não venham também eles para este lugar de tormento’.

29Mas Abraão respondeu: ‘Eles têm Moisés e os Profetas, que os escutem!’

30O rico insistiu: ‘Não, Pai Abraão, mas se um dos mortos for até eles, certamente vão se converter’.

31Mas Abraão lhe disse: ‘Se não escutam a Moisés, nem aos Profetas, eles não acreditarão, mesmo que alguém ressuscite dos mortos’”.

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

REFLETINDO

A parábola que Jesus conta, hoje, mostra-nos os contrastes do mundo na Sua época e nos dias de hoje em nossa realidade.

É um contraste não só social, mas em todas as esferas do mundo em que estamos. Há pouquíssimos com grandes riquezas e pobres numa quantidade sem fim, que vivem na miséria, que vivem situações de extrema pobreza. E como isso doí no coração de Deus!

O que doí é ver, sobretudo, a indiferença daqueles que têm para com os que não têm. Porque o rico do Evangelho de hoje tinha bastante, e nem sei como ele adquiriu sua riqueza; se foi por herança, por trabalho, se foi por meios lícitos ou ilícitos… Isso não vem ao caso. O fato é que ele, com sua riqueza, não se lembrou do pobre; pelo contrário, vivia uma vida de ostentação e desprezava o pobre que estava na porta de sua casa.

Amados irmãos e irmãs, é verdade que Deus não faz distinção de pessoas. Ele ama de modo singular, de modo único aqueles que são mais pobres, mais sofridos, aqueles que não tem ninguém por eles, aqueles que não tem vez nem voz na sociedade; e nós, muitas vezes, esquivamo-nos deles. Porque o cheiro do pobre, a situação em que vivem causa incômodos para muitos de nós, entretanto, neles Jesus está presente e a eles os anjos virão buscar em primeiro lugar quando morrerem.

Quantos indigentes morrem em nossas ruas, cidadelas, no mundo em que estamos, porque não há quem os enterre. Quantos são enterrados como indigentes ou pobres; depois, são retirados, porque não há nem um lugar digno para morrer.

Não é porque uma pessoa morreu, e ali foi feito todo um cerimonial para ela, que por ela ter um túmulo de ouro, que isso lhe garantirá a vida. O que garante a vida eterna para pobres e ricos é saber ser justo na pobreza e na riqueza, sobretudo aqueles que tem algum bem neste mundo, pouco ou muito, reparta o que você tem com os outros, porque a sua caridade jamais será esquecida! Ao mesmo tempo, se você tem e não é capaz de repartir, a sua opulência, avareza e ganância o afastará de Deus e da eternidade.

Se temos algo nessa vida, isso não pertence somente a nós. Recorda-nos São João Crisóstomo: “Tudo que temos em nossa casa pertence aos pobres”.

Se estamos acumulando, se estamos com a dispensa cheia, com uma geladeira que não cabe tudo aquilo que compramos, não se esqueça de que há muitos que não tem nada e nós desperdiçamos comida, jogamos muita coisa fora e não nos lembramos daqueles que nada têm.

Reflexão: Pe. Roger Araújo 

Portal Terra de Santa Cruz – A Serviço da Evangelização 

Papa: Avidez, vaidade e orgulho são a raiz de todos os males

Como todas as manhãs, o Papa Francisco celebrou a missa na capela da Casa Santa Marta. Em sua homilia, comentou o Evangelho do dia, que apresenta o rei Herodes inquieto porque, depois de matar João Batista, se sente agora ameaçado por Jesus.

Na nossa alma, afirmou o Papa, existe a possibilidade de sentir duas inquietações: uma boa, provocada pelo Espírito Santo para realizar boas ações, e outra má, que nasce da consciência suja. Herodes estava preocupado com o seu pai, Herodes o Grande, depois da visita dos Reis Magos. Os dois resolvem suas inquietações matando, passando sobre “o cadáver das pessoas”:ossrom131852_articolo

Avidez, vaidade e orgulho

Essa gente que provocou tanto mal, que fez mal e tem a consciência suja e não pode viver em paz, porque vive numa coceira contínua, numa urticária que não os deixa em paz… Essa gente praticou o mal, mas o mal tem sempre a mesma raiz, todo mal: a avidez, a vaidade e o orgulho. E todos os três não deixam a consciência em paz; todos os três não deixam que a inquietação saudável do Espírito Santo entre, mas levam a viver assim: inquietos, com medo. Avidez, vaidade e orgulho são a raiz de todos os males”.

 

Osteoporose da alma

A primeira Leitura do dia, extraída do Livro do Eclesiastes, fala da vaidade:

“A vaidade que nos enche. A vaidade que não tem vida longa, porque é como uma bolha de sabão. A vaidade que não nos dá um ganho real. Qual ganho tem o homem por toda a fadiga com a qual ele se preocupa? Ele está ansioso para aparecer, para fingir, pela aparência. Esta é a vaidade. Se queremos dizer simplesmente: “A vaidade é maquiar a própria vida. E isso deixa a alma doente, porque se alguém falsifica a própria vida para aparecer, para fazer de conta, e todas as coisas que faz são para fingir, por vaidade, mas no final o que ganha? A vaidade é como uma osteoporose da alma: os ossos do lado de fora parece bons, mas por dentro estão todos estragados. A vaidade nos leva à fraude”.

Trapaceiros

“Como os trapaceiros marcam as cartas” para vencer e, depois, “essa vitória é falsa, não é verdadeira. Esta é a vaidade: viver para fingir, viver para fazer de conta, viver para aparecer. E isso inquieta a alma”. São Bernardo – recordou o Papa – disse uma palavra forte aos vaidosos: “Mas pense naquilo que você vai ser. Você vai ser comida para os vermes. E todo esse maquiar a vida é uma mentira, porque os vermes vão comer você e você não vai ser nada”. Mas onde está o poder da vaidade? Levado pelo orgulho em direção do mal, não permite um erro, não permite que se veja um erro, cobrir tudo, tudo deve ser coberto”:

Jesus é o nosso refúgio

“Quantas pessoas conhecemos que parecem … ‘Mas que boa pessoa! Vai à missa todos os domingos. Faz grandes ofertas à Igreja’. Isto é o que se vê, mas a osteoporose é a corrupção que tem dentro. Há pessoas assim, – mas há pessoas santas, também! – que faz isso. Mas a vaidade é isso: se parece com rosto de pequena imagem e, depois, a sua verdade é outra. E onde está a nossa força e segurança, o nosso refúgio? Lemos no Salmo: ‘Senhor, tu tens sido o nosso refúgio de geração em geração”. Por quê? E antes do Evangelho recordamos as palavras de Jesus: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”. Esta é a verdade, não a maquiagem da vaidade. Que o Senhor nos livre destas três raízes de todo os males: a avidez, a vaidade e o orgulho. Mas sobretudo da vaidade, que nos faz tanto mal”.

Por Radio Vaticana

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz – A Serviço da evangelização !!

Ano Santo da Misericórdia: Amai os vossos inimigos

No Ano da Misericórdia, instituído pelo Papa Francisco para 2016, somos convidados a rever nossos comportamentos. “Misericordes sicut Pater” (Misericordiosos como o Pai): eis o lema que nos deve impulsionar no dia a dia do corrente calendário. Sem dúvida, entre todos os preceitos que o Senhor nos deu, seja andando pelas estradas da Galileia, seja pelas veredas da Judeia, o mais forte, belo e exigente é: “Amai os vossos inimigos e rezai pelos que vos perseguem” (Mt 5,43). Aqui se encontra o ápice da misericórdia. Trata-se do diferencial do cristianismo sobre a religião judaica que ensinava a lei de Talião: “olho por olho, dente por dente; amai os vossos amigos e odiai os vossos inimigos”. O mandato de Cristo constitui também o diferencial entre as demais religiões que têm preceitos bons, mas não chegam a contemplar tal perfeição na prática do amor ao próximo. O Senhor Jesus nos ensina algo novo, melhor e mais perfeito, pois amar os amigos nada apresenta de vantajoso, uma vez que até os pagãos e os maiores pecadores assim agem. Jesus quer mais. “Sede perfeitos como vosso Pai celeste é perfeito” (Mt 5, 48).

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A procura da perfeição é inata no coração do homem. Prova-o o interesse incontido de progresso nas ciências, nos meios de comunicação, nas regras jurídicas, nas artes, na culinária e tudo mais que compõe nossa vida. Sabemos que atingir a perfeição pode nos parecer, em muitos casos, aspiração distante, mas se abandonarmos este princípio natural que o Criador colocou em nossa existência, nunca sairemos do lugar, estaremos como que engessados e morreremos em nosso comodismo ou em nossos erros. Seria terrível! O apelo de Cristo à perfeição é propulsor em direção ao mais perfeito dos amores: “Amai os vossos inimigos, rezai pelos que vos perseguem”. Seu mandamento central é, afinal, “amai-vos uns aos outros como eu vos amei” (Jo 13, 34). Já havia ele respondido a Pedro: é preciso perdoar setenta vezes sete, ou seja, sempre e nunca deixar de perdoar (cf Mt 18, 21). Havendo arrependimento sincero, nunca se deve deixar de conceder o perdão. No alto de seus tormentos na cruz, ele terá forças para olhar os céus e rezar: “Pai, perdoa-lhes, porque eles não sabem o que fazem” (Lc 23,34). Talvez tenha sido inédita esta cena até o momento que Cristo aparece no palco da história da humanidade: a capacidade de superação de todos os tormentos para permanecer no amor e na misericórdia. O que o Mestre de Nazaré pede é que sejamos misericordiosos como o Pai que “faz o sol nascer para os bons e os maus e faz cair a chuva sobre os justos e os injustos” (Mt 5, 45).

Misericórdia, diz Papa Francisco, é o nome de Deus. Ela nos faz humildes para reconhecer nossos erros e nobres para pedir desculpas. Faz-nos grandiosos para perdoar os que sinceramente se convertem de seus erros. Faz-nos corajosos para corrigir atitudes contrárias ao amor ao próximo, à comunidade e ao Povo de Deus, sem conservar rancor, nem conceber sentimentos de vingança contra o pecador. A misericórdia é capaz de dizer ao ladrão arrependido: “hoje mesmo estarás comigo no paraíso”.

Contudo, a misericórdia perde sua força, se torna inconclusa diante das agressões, ofensas e orgulho do ladrão que não quer ver seus erros e de nada se arrepende. De fato, para este último, Cristo na cruz da salvação nada pôde dizer.

Além deste triste quadro do Calvário vemos aparecer na história outros episódios que ameaçam a virtude de misericórdia. O pior deles é o desafio dos chantagistas. Essa classe é tão perigosa quanto os fariseus e os vendilhões do templo. Pensemos no famoso caso de Canossa, na Itália, onde, no século XI, o Imperador Henrique praticou criminosa hipocrisia para subtrair a misericórdia do Papa Gregório VII e depois perseguiu terrivelmente a Igreja e o Sucessor de Pedro até à morte.

Para que a misericórdia tenha efeito, é necessário que sejamos abertos a ela, compreendamos o amor de Deus, entremos na sua perfeita lógica. Por isso, somos chamados à semelhança de Deus: ‘Misericordes sicut Pater’.

A negação da misericórdia é a lógica do irmão mais velho da parábola do Filho Pródigo (cf. Lc 15,11-32), que não quis conceber a extensão do amor do pai e não pôde, como não quis, participar da festa do perdão ao irmão mais novo sinceramente arrependido que voltou para casa submisso e humilde de coração.

Ao chegar a encarnação do Verbo, tudo o que estava escrito no Antigo Testamento toma nova luz. Os salmos de impropérios do povo do passado, nos lábios de Cristo, tomam novo sentido, considerando inimigos não propriamente pessoas, mas situações dominadas pelo mal, ou as tentações do demônio.

A proposta de Francisco será bem acolhida se formos capazes de, dia por dia, optamos pela lógica de Deus, que deu seu próprio Filho para morrer por nós e que espera de nós transparência e sinceridade na prática de seu amor.

Por Dom Gil Antônio Moreira – Arcebispo de Juiz de Fora (MG)

Fonte: iCatólica.com

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz – A Serviço da Evangelização

Papa Francisco: “O mundo está cansado de mentirosos, de padres da moda, de arautos de cruzadas vãs “

Palavras do Papa Francisco a bispos recém-nomeados.

Aos novos bispos do curso anual de formação, o papa afirma que fazer pastoral da misericórdia não é fazer liquidação de pérolas. “Não poupem esforços para ir ao encontro do povo de Deus, estejam perto das famílias com fragilidade. Nos seminários, apontem para a qualidade, não para a quantidade. Desconfiem dos seminaristas que se refugiam na rigidez.”

“O mundo está cansado de encantadores mentirosos… e, eu me permito dizer, de padres ou bispos na moda. As pessoas ‘farejam’ e se afastam quando reconhecem os narcisistas, os manipuladores, os defensores das causas próprias, os arautos de cruzadas vãs.”

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O Papa Francisco dirigiu um longo discurso aos bispos recém-nomeados, em Roma, para um curso de formação, tocando diversas questões do seu ministério, a partir da necessidade de tornar pastoral – “isto é, acessível, tangível, encontrável” – a misericórdia, que é o “resumo daquilo que Deus oferece ao mundo”.

Os bispos, disse Jorge Mario Bergoglio, devem ser capazes de encantar e de atrair os homens e as mulheres do nosso tempo a Deus, sem “lamentações”, sem “deixar nada de não tentado a fim de alcançá-los” ou “recuperá-los”, e graças aos percursos de iniciação (“Hoje, pedem-se frutos demais de árvores que não foram cultivadas o suficiente”).

Além disso, é necessário vigiar a formação dos futuros sacerdotes, apontando para a “qualidade do discipulado”, e não para a “quantidade” de seminaristas, e usando “cautela e responsabilidade” ao acolher sacerdotes na diocese. Francisco também convidou os novos bispos a estarem perto do seu clero, àqueles que Deus coloca “por acaso” no seu caminho e às famílias com as suas “fragilidades”.

“Perguntem a Deus, que é rico em misericórdia – disse o papa aos 154 novos bispos (16 dos territórios de missão) que participaram do curso anual de formação promovido conjuntamente pela Congregação para os Bispos e pela Congregação para as Igrejas Orientais – o segredo para tornar pastoral a Sua misericórdia nas suas dioceses. De fato, é preciso que a misericórdia forme e informe as estruturas pastorais das nossas Igrejas. Não se trata de rebaixar as exigências ou vender barato as nossas pérolas. Ou, melhor, a única condição que a pérola preciosa dá àqueles que a encontram é a de não poder reivindicar menos do que tudo. Não tenham medo de propor a Misericórdia como resumo daquilo que Deus oferece ao mundo, porque o coração do homem não pode aspirar a nada maior”, disse Francisco, que, sobre a misericórdia como “limite para o mal”, citou Bento XVI, acrescentando duas perguntas retóricas: “Por acaso, as nossas inseguranças e desconfianças são capazes de suscitar doçura e consolação na solidão e no abandono?”.

Para tornar a misericórdia “acessível, tangível, encontrável”, acima de tudo, o papa recordou que “um Deus distante e indiferente pode ser ignorado, mas não resistimos facilmente a um Deus tão próximo e, além disso, ferido por amor. A bondade, a beleza, a verdade, o amor, o bem – eis o que podemos oferecer a este mundo mendicante, ainda que em vasos meio quebrados. No entanto, não se trata de atrair a si mesmos. O mundo – disse Francisco – está cansado de encantadores mentirosos… e, eu me permito dizer, de padres ou bispos na moda. As pessoas ‘farejam’ e se afastam quando reconhecem os narcisistas, os manipuladores, os defensores de causas próprias, os arautos de cruzadas vãs. Em vez disso, tentem ajudar a Deus, que já Se introduz antes ainda da chegada de vocês”.

Nesse sentido, “Deus não se rende nunca! Somos nós, que, acostumados ao rendimento, muitas vezes nos acomodamos, preferindo nos deixar convencer que realmente puderam eliminá-Lo e inventamos discursos amargos para justificar a preguiça que nos bloqueia no som imóvel das lamentações vãs: as lamentações de um bispo são coisas feias”.

Em segundo lugar, é necessário, segundo o papa, “iniciar” aqueles que são confiados aos pastores: “Eu lhes peço para não terem outra perspectiva para olhar os seus fiéis do que a da sua unicidade, de não deixarem nada de não tentado a fim de alcançá-los, de não poupar qualquer esforço para recuperá-los. Sejam bispos capazes de iniciar as suas Igrejas nesse abismo de amor. Hoje – disse Francisco – pedem-se frutos demais de árvores que não foram cultivadas o suficiente. Perdeu-se o sentido da iniciação, e, no entanto, nas coisas realmente essenciais da vida, tem-se acesso apenas mediante a iniciação. Pensem na emergência educativa, na transmissão tanto dos conteúdos quanto dos valores, no analfabetismo afetivo, nos percursos vocacionais, no discernimento nas famílias, na busca da paz: tudo isso requer iniciação e percursos guiados, com perseverança, paciência e constância, que são os sinais que distinguem o bom pastor do mercenário”.

Francisco se debruçou com atenção particular sobre o tema da formação dos futuros padres: “Peço-lhes que cuidem com especial solicitude as estruturas de iniciação das suas Igrejas, em particular os seminários. Não os deixem ser tentados pelos números e pela quantidade das vocações, mas busquem a qualidade do discipulado. Não privem os seminaristas da sua firme e terna paternidade. Façam-nos crescer a ponto de adquirir a liberdade de estar em Deus ‘tranquilos’ e serenos como crianças desmamadas nos braços da sua mãe”; não como presas dos próprios caprichos e escravos das próprias fragilidades, mas livres para abraçar aquilo que Deus lhes pede, mesmo quando isso não parece tão doce quanto o seio materno era no início. E fiquem atentos quando alguns seminaristas se refugiam na rigidez; por baixo, sempre há algo de feio”.

E ainda: “Eu lhes peço também para agirem com grande prudência e responsabilidade ao acolher candidatos ou incardinar sacerdotes nas suas Igrejas locais. Por favor, prudência e responsabilidade nisso. Lembrem-se de que, desde o início, quis-se como inseparável a relação entre uma Igreja local e os seus sacerdotes, e nunca se aceitou um clero vagante ou em trânsito de um lugar para outro. E essa é uma doença dos nossos tempos”.

Por fim, o papa pediu que os bispos sejam “capazes de acompanhar”, citando, a esse respeito, a parábola do bom samaritano: “Sejam bispos com o coração ferido por tal misericórdia e, portanto, incansável na humilde tarefa de acompanhar o homem que, ‘por acaso’, Deus colocou no seu caminho”.

E, ainda, recomendou o papa aos novos bispos, “acompanhem por primeiro, e com paciente solicitude, o seu clero” e “reservem um acompanhamento especial para todas as famílias, regozijando-se com o seu amor generoso e encorajando o imenso bem que elas dispensam neste mundo. Acompanhem sobretudo as mais feridas. Não ‘passem ao largo’ diante da sua fragilidade”.

“Fico alegre por acolhê-los e por poder compartilhar com vocês alguns pensamentos que vêm ao coração do sucessor de Pedro, quando vejo diante de mim aqueles que foram ‘pescados’ pelo coração de Deus para guiar o Seu povo santo”, tinha iniciado o papa.

“Deus os livre de tornar vão tal frêmito, de domesticá-lo e esvaziá-lo da sua potência ‘desestabilizadora’. Deixem-se desestabilizar, é bom para um bispo”, disse Francisco.

“Muitos, hoje, se mascaram e se escondem. Eles gostam de construir personagens e inventar perfis. Tornam-se escravos dos parcos recursos que recolhem e aos quais se agarram como se bastassem para comprar o amor que não tem preço. Não suportam o frêmito de se saberem conhecidos por Alguém que é maior e não despreza o nosso pouco, é mais Santo e não culpa a nossa fraqueza, é realmente bom e não se escandaliza com as nossas chagas. Não seja assim para vocês”, concluiu: “Deixem que tal frêmito percorra vocês. Não removam-nos nem o silenciem”.

Por Iacopo Scaramuzzi (ALETEIA)

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz – A Serviço da Evangelização!

INAUGURADO O MEMORIAL DO SERVO DE DEUS DOM OTHON MOTTA, O BISPO QUE SE FEZ CAMPANHENSE COM OS CAMPANHENSES

Por Thiago Augusto da Silva 

“Ao encostar seu Cajado, é justo que se ressaltassem os indiscutíveis méritos de Dom Othon Motta. […] Humilde, desprendido, muito culto e inteligente e, mais do que isso, muito virtuoso.”

Com essas palavras de 1º de janeiro de 1977, o Comendador Milton Xavier de Carvalho homenageava o bondoso bispo da Diocese da Campanha no Jornal Voz Diocesana, que tornara-se emérito por motivo de saúde.

O terceiro Bispo Diocesano da Campanha de 1960 a 1985, nasceu da cidade de Santa Cruz, no Rio de Janeiro a 12 de maio de 1913. Ordenado sacerdote em 12 de janeiro de 1936, sagrado Bispo em 24 de maio de 1953, chegou à cidade da Campanha em 15 de setembro de 1959 para ser Bispo Coadjutor de Dom Frei Inocêncio Engelke OFM (1935- 1960), com direito a sucessão.

Falecido em 04 de janeiro de 1985, o Servo de Deus Dom Othon Motta sempre foi lembrado por todos aqueles que o conheceram. Em junho deste ano o vaticano deu início ao processo de beatificação. Sua vida fora marcada “Nos vínculos da Caridade”, conforme seu lema episcopal, foi de suma importância para apascentar e governar nossa Diocese num período de mudanças profundas na Igreja e no mundo.

Hoje, 15 de setembro de 2016, quase sessenta anos depois de sua chegada à nossa Diocese, foi solenemente inaugurado por Vossa Excelência Reverendíssimo Dom Pedro Cunha Cruz, sétimo Bispo Diocesano, o Memorial Dom Othon Motta.

Fruto do trabalho dos Reverendíssimos Padres Marco Antônio Iabrud Filho e Bruno César Dias Graciano, os quais contaram com a ajuda de pessoas devotadas da cidade da Campanha, que colaboraram com objetos, fotos, suas memórias.

Quantas histórias foram recordadas por Monsenhor Luis Vieira Arantes, de oitenta e dois anos! Sacerdotes, seminaristas e leigos mais jovens, ficaram maravilhados pelos testemunhos de Monsenhor Arantes.

Quantas pessoas se reconheceram ou reconheceram pessoas queridas que já partiram, nas dezenas de fotos que fazem parte do acervo do Memorial! Quem não se emocionou ao ver o quarto simples, a Imagem de Nossa Senhora da Conceição e as vestes litúrgicas desse querido Bispo que se fez campanhense com os campanhenses?

“Um Santo não morre. No Céu, Dom Othon, que reza por sua saudosa Diocese, ora também por mim…”, escreveu por ocasião do centenário de nascimento de Dom Othon, o Bispo emérito de Taubaté Dom Antônio Afonso de Miranda SDN, que fora Aministrador Apostólico de 1977 – 1981.

Que o Servo de Deus Dom Othon Motta continue rogando a Deus pela Diocese da Campanha, que lhe faz memória, que lhe quer tão bem, que lhe chamará sempre de Bom Pastor.

Escrito por Thiago Augusto da Silva. (Colaborador do Portal Terra de Santa Cruz)

Referências Bibliográficas:

– CARVALHO, Milton Xavier de, Vidas e Acontecimentos. Belo Horizonte: Imprensa Oficial, 1982

– Site: http://diocesedetaubate.org.br/dom-othon-motta-cem-anos/.

– Site: http://www.diocesedacampanha.org.br/portal/index.php/diocese/antigos-bispos-e-administradores/30-conteudo-estatico-portal/antigos-bispos-e-administradores/85-dom-othon-motta-3-bispo-diocesano-1960-a-1985.

– Site: http://g1.globo.com/mg/sul-de-minas/noticia/2016/07/vaticano-abre-processo-de-beatificacao-de-dom-othon-motta.html.

CARVALHO, Milton Xavier de, Vidas e Acontecimentos. Belo Horizonte: Imprensa Oficial, 1982.

Fonte: http://diocesedetaubate.org.br/dom-othon-motta-cem-anos/

Fotos: Portal Terra de Santa Cruz 

VEJAM MAIS FOTOS AQUI 

FUNCIONAMENTO DO MEMORIAL 

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Bruno Henrique Santos ,Gestor do Portal Terra de Santa Cruz – A Serviço da Evangelização 

DIPLOMAÇÃO DOS NOVOS CÔNEGOS – UMA MANHÃ PARA GUARDAR NA MEMÓRIA! Diocese da Campanha

Hoje, Campanha amanheceu em festa, para celebrar a solenidade de Nossa Senhora das Dores, padroeira do Seminário Filosófico e para a Investidura do novo Cabido Diocesano. Dia para ser guardado na memória de cada fiel da nossa querida Diocese da Campanha, que acaba de completar seus 109 anos de missão nestas terras sul-mineiras.

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Às dez horas da manhã, do dia 15 de setembro de 2016, na Catedral de Santo Antônio, unidos à Vossa Excelência Reverendíssima dom Pedro Cunha Cruz, com presença do clero, seminaristas, religiosos, religiosas, leigas e leigos em um só coração celebrando no altar da Palavra e da Eucaristia.

Todos os que estavam na catedral, nesta manhã tão especial, emocionaram-se ao ouvir as palavras de nosso bispo sobre a Mulher de pé no Calvário, Mater Dolorosa, aquela que soube as alegrias e dores que lhe trariam sendo a Mãe do Verbo Encarnado, Nosso Senhor e Redentor Jesus Cristo. Primeira cristã, como canta padre Zezinho SCJ, exemplo a ser seguido por nós, discípulos de seu Filho.

Todos rejubilaram-se ao serem investidos e diplomados os novos cônegos diocesanos: Cônego Luzair Coelho de Abreu, cônego José Douglas Baroni, cônego João Luiz da Silva e o cônego José Hugo Goulart e Silva, o nosso querido monsenhor de quase noventa anos, apenas foi ratificado na dignidade de cônego, pois era o único cônego da Diocese.

Neste ano Santo da Misericórdia, somos agraciados com mais esta benção para a Igreja Particular da Campanha.  Que os nossos cônegos continuem trabalhando incansavelmente para a maior glória de Deus e a salvação das almas nesta terra abençoada do bem-aventurado Cônego Francisco de Paula Victor, da bem-aventurada Francisca de Paula de Jesus, do servo de Deus Dom Othon Motta, e de tantas pessoas, clérigos, religiosos, religiosas e leigos que doaram suas vidas pela nossa Diocese da Campanha.

Escrito por Thiago Augusto da Silva (Colaborador do Portal Terra de Santa Cruz)

Fotos: Bruno Henrique Santos/Gestor do Portal Terra de Santa Cruz 

Fotos

PORTAL TERRA DE SANTA CRUZ – A SERVIÇO DA EVANGELIZAÇÃO

Exaltação da Santa Cruz – Bendita seja Cruz, o amor por ela se revelou

Símbolo revelador da vitória de Jesus sobre o pecado, a morte e o demônio; também na Cruz encontramos o maior sinal do amor de Deus

Temos a Santa Cruz como símbolo maior de nosso portal que, leva o nome também de Santa Cruz, a cruz é o caminho que leva ao Pai. Nós somos a Igreja da cruz, por isso a exaltamos.  Não existe mais barreira entre nós, por ela o véu do templo rasgou-se e amor por ela se revelou.

A festa de hoje pode parecer contraditória, principalmente aos olhos dos críticos da Igreja e do Cristão.  Como podemos “exaltar” o instrumento da morte de um inocente? O Apóstolo Paulo, no início da era cristã já dizia que a cruz é uma loucura para os pagãos, mas para nós é o sinal da vitória. Jesus venceu a cruz. Por isso ela se tornou bandeira de salvação. Agora é ponte. Era cruz… agora é luz.

No unimos com a igreja do mundo todo para exaltar a Santa Cruz, que é fonte de santidade e símbolo revelador da vitória de Jesus sobre o pecado, a morte e o demônio; também na Cruz encontramos o maior sinal do amor de Deus, por isso : “Nós, porém, pregamos um Messias crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os pagãos ” (I Cor 1,23).

Esta solenidade está ligada à dedicação de duas importantes basílicas construídas em Jerusalém por ordem de Constantino, filho de Santa Helena. Uma, construída sobre o Monte do Gólgota e outra, no lugar em que Cristo Jesus foi sepultado e ressuscitado pelo poder de Deus. A dedicação destas duas basílicas remonta ao ano 335, quando a Santa Cruz foi exaltada ou apresentada aos fiéis. Encontrada por Santa Helena, foi roubada pelos persas e resgatada pelo imperador Heráclio.

Graças a Deus a Cruz está guardada na tradição e no coração de cada verdadeiro cristão, a cruz está presente em nossas vidas no momento em que decidimos seguir Jesus.

O evangelho de Marcos 8, 27-35 nos apresenta o diálogo de Jesus com Pedro sobre quem era Jesus para ele e para os outros e o que fazer para segui-lo. Neste diálogo, Jesus nos deixa claro e é direto quando diz “Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. Pois, quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; mas, quem perder a sua vida por causa de mim e do Evangelho, vai salvá-la”. Sabemos por tanto que se quisermos segui-lo temos que tomar a cruz, carrega-la e suportar o fardo como Jesus suportou até o fim tornando-a o maior símbolo da fé cristã e a nossa salvação.

Humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz” (Fl 2, 8).  Não podemos esquecer que a cruz pela cruz não salva ninguém, a cruz por tempos, foi um símbolo de castigo cruel e desumano imposto pelo império romano naquela época ainda antes e depois de Cristo esse modelo de castigo perpetuou por longos anos a frente era pena de morte para os piores criminosos. Engraçado dizer isso ” piores criminosos”, ficamos a perguntar que crime Jesus cometeu o que de ruim ele fez para merecer tamanho castigo?  Ele não fez nada, nós seres humanos fizemos e muito, por nossos pecados Jesus morreu, pela inveja do ser humano, por defender os humildes, por obedecer até o fim o seu Pai . Mas o Pai quis Seu filho morto numa cruz? Não! O Pai quis que Seu Filho assumisse plenamente a nossa humanidade e fosse capaz de nos redimir por ela.  

O Cristo transformou o que há de mais negativo, ruim, miserável  na humanidade toda, na mais pura benção que podemos ganhar do céu. Jesus pregado e morto na cruz por nossos pecados é a prova maior do tamanho do amor de Deus por nós e que ele chega ao extremo para salvar e proteger a humanidade .

Por fim a Igreja nos convida a rezarmos no dia de hoje está oração: “Do Rei avança o estandarte, fulge o mistério da Cruz, onde por nós suspenso o autor da vida, Jesus. Do lado morto de Cristo, ao golpe que lhe vibravam, para lavar meu pecado o sangue e a água jorravam. Árvore esplêndida bela de rubra púrpura ornada dos santos membros tocar digna só tu foste achada”. “Viva Jesus! Viva a Santa Cruz!”

“Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, para que todos os que nEle crerem tenham a vida eterna” (Jo 3,14-15)

Oração da Exaltação da Cruz de Cristo 

Salva, Senhor, teu povo e abençoa a tua herança;
concede à Tua Igreja vitória sobre os inimigos
e protege, pela tua Cruz, este povo que é teu.

Cristo Deus, que voluntariamente foste levantado na Cruz,
tem compaixão do teu povo que traz o teu nome.
Alegra, pelo teu poder, os nossos fiéis governantes,
dando-lhes a vitória sobre os inimigos:
encontrem na tua aliança
uma arma de paz, um troféu invencível.”

A Cruz exaltada convida toda a criação
a cantar hinos à paixão imaculada
daquele que sobre ela foi erguido:
sobre a Cruz ele levou à morte
quem nos tinha dado a morte,
ressuscitou os mortos
e, tendo-os purificado,
em sua compaixão e infinita bondade
os fez dignos de viver nos céus;
alegremo-nos, pois, exaltemos seu nome
e magnifiquemos a sua extrema condescendência.

Erguendo os braços para o alto
e pondo em fuga o tirano Amalek,
Moisés te prefigurou, ó Cruz veneranda,
glória dos fiéis, sustentáculo dos mártires,
ornamento dos apóstolos, defesa dos justos,
salvação de todos os santos.
Por isso à vista da tua exaltação,
a criação se alegra e exulta glorificando a Cristo,

cuja extrema bondade reuniu, por teu meio,
o que estava disperso.


Escrito por:  Bruno Henrique – Gestor do Portal Terra de Santa Cruz

Referência:  Livro Orações da Santa Cruz,  Revista Deus Conosco, Blog Canção Nova.

Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização

Doutrina Social da Igreja não é ideologia

A Doutrina Social da Igreja difere das ideologias, porque faz reflexão sobre a própria realidade do homem. A Doutrina Social da Igreja difere radicalmente das ideologias, porque pretende ser o resultado de uma reflexão sobre a própria realidade do homem e da sociedade. Por não ser uma ideologia, ela [Doutrina Social da Igreja] não se apresenta como uma panaceia, ou seja, como um remédio universal para todos os males sociais, com soluções prontas e acabadas para todos os problemas coletivos, tal como se dá com as ideologias já citadas do liberalismo e do socialismo. Os ideólogos liberais e socialistas, por exemplo, acham que as mesmas medidas sociais são capazes de solucionar os problemas tanto dos Estados Unidos como os da Zâmbia, tanto os do Brasil como os da Noruega entre outros. Não compreendem que países diferentes, dotados de características culturais e geográficas diferentes, têm problemas diferentes e reclamam, por isso mesmo, soluções diferentes.

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A relação da DSI com Aristóteles

Na verdade, falta às ideologias modernas a distinção entre essência e acidentes, fato que não ocorre com a Doutrina Social da Igreja, tendo em vista que esta bebeu da filosofia de Aristóteles. Considerado o príncipe eterno dos verdadeiros filósofos, esse grande pensador compreendeu que todos os seres existentes são uma realização concreta e individual de uma essência ou natureza abstrata e universal. A natureza ou essência predica-se identicamente de todos os entes que a possuem – Aristóteles não é mais homem do que Sócrates, da mesma forma que Duque não é menos cão que Rintintim.

Um ser humano não difere de outro pela natureza, mas pelos acidentes: altura, sexo, idade, local de nascimento, cor da pele, profissão, classe social, grau de instrução entre outros. Todos esses são acidentes do ser humano, sem que isso implique alteração ou diminuição de sua invariável natureza. Assim, se por um lado a natureza faz com que determinado ser seja algo – um homem, um cão, um gato, uma planta, um mineral – os acidentes preenchem de concretude aquela essência que, em si mesma, é um esquema abstrato de possibilidades. Assim, cada indivíduo é um universal concreto – a realização concreta e particular de uma essência universal.

Ora, a Doutrina Social da Igreja trabalha no plano da essência, no plano do universal e não desce aos detalhes dos acidentes. Desse modo, essa doutrina, em vez de oferecer um modelo de sociedade em seus mínimos detalhes, vem propor princípios universais, exigências mínimas e fundamentais, válidas para qualquer espécie de sociedade, independente de cultura ou momento histórico, sem impor nenhum regime político ou social específico. Com efeito, ensinou o Concílio Vaticano II: «A Igreja não está ligada, por força da sua missão e natureza, a nenhuma forma particular de cultura ou sistema político, econômico ou social» (Constituição pastoral Gaudium et Spes, 42). Entretanto, pelo fato de a Doutrina Social da Igreja não impor nenhum regime político específico, não podemos concluir que ela seja compatível com qualquer forma de organização da sociedade.

A Igreja nunca cessou de denunciar os erros das ideologias modernas, como o liberalismo e o socialismo. Consta do Catecismo da Igreja Católica (CIC): «A diversidade dos regimes políticos é moralmente admissível, contanto que concorram para o bem legítimo da comunidade que os adota. Os regimes cuja natureza é contrária à lei natural, à ordem pública e os direitos fundamentais das pessoas não podem realizar o bem comum das nações às quais são impostos» (CIC, 1901).

Exigências da Doutrina Social

O que se quer deixar claro é que as exigências da Doutrina Social da Igreja são de caráter moral e não de caráter técnico. Essa doutrina limita-se a enunciar as exigências universais que não podem ser transgredidas por nenhuma sociedade, sendo que as decisões de caráter técnico e específico devem ser tomadas para satisfazer, da melhor maneira, as exigências de ordem moral, segundo as circunstâncias concretas de cada povo. É aqui que cabe um papel importantíssimo aos leigos: a nós compete a aplicação concreta da Doutrina Social da Igreja, traduzindo os princípios morais que o magistério enuncia em soluções técnicas e políticas. Efetivamente, assim ensinou o Papa Paulo VI: «Os leigos devem assumir como tarefa própria a renovação da ordem temporal. Se o papel da hierarquia consiste em ensinar e interpretar autenticamente os princípios morais que se hão de seguir nesse domínio, pertence aos leigos, por suas livres iniciativas, e sem esperar passivamente ordens e diretrizes, imbuir de espírito cristão a mentalidade e os costumes, as leis e as estruturas da sua sociedade» (Encíclica Populorum Progressio, n. 81).

Rodrigo R. Pedroso é advogado graduado pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco (FD/USP), mestrando em Filosofia política pela FFLCH/USP e procurador da Universidade de São Paulo. Críticas, dúvidas e sugestões podem ser enviadas para o correio eletrônico rpedroso01@terra.com.br.

Adaptação Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização

Na confissão, vivenciamos a misericórdia

O milagre da misericórdia de Deus se manifesta na confissão

Jesus em diversas passagens do Diário de Santa Faustina nos fala do Sacramento da Confissão como uma experiência da Misericórdia de Deus. São suas estas palavras: ‘diz às almas onde devem procurar consolos, isto é, no tribunal da misericórdia onde continuo a realizar os meus maiores prodígios que se renovam sem cessar. Para obtê-los não é necessário empreender longas peregrinações, nem realizar exteriormente grandes cerimônias, mas basta aproximar-se com fé dos pés do meu representante e confessar-lhe a própria miséria.

O milagre da misericórdia de Deus se manifestará em toda a plenitude. Ainda que a alma esteja em decomposição como um cadáver e ainda que humanamente já não haja possibilidade de restauração, e tudo já esteja perdido, Deus não vê as coisas desta maneira. O milagre da misericórdia de Deus fará ressurgir aquela alma para uma vida plena’. (D. 1448)

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A miséria da alma encontra a misericórdia de Deus

Jesus nos diz que a confissão é o sacramento do consolo e da ressurreição, pois faz a alma renascer para a vida da graça, e ainda nos diz que não existem pecados que não possam ser perdoados pela Misericórdia de Deus. Para aqueles que não se confessam com o sacerdote dizendo que se confessam diretamente com Deus, pois o Padre é apenas um homem como outro qualquer, basta ler em João 20,23-25: Jesus encontrando-se no meio dos apóstolos disse-lhes: ‘Recebei o Espírito Santo. Os pecados que vocês perdoarem serão perdoados, os pecados que vocês não perdoarem, não serão perdoados’. (citação livre).

Não existe confissão direta com Deus. Jesus, mesmo no Diário, responde: Quando te aproximas da santa confissão, deves saber que sou eu mesmo quem espera por ti no confessionário, oculto-me apenas na pessoa do sacerdote, mas eu mesmo atuo na alma. Aí, a miséria da alma se encontra com o Deus de misericórdia.

Dessa fonte de misericórdia, as graças são colhidas apenas com o vaso da confiança. Se a confiança delas for grande, a minha generosidade não terá limites. As torrentes da minha graça inundam as almas humildes. Os orgulhosos sempre estão na pobreza e miséria, quando a minha graça se afasta deles para as almas humildes. (D. 1602)

Então Jesus diz: Sou eu mesmo quem espera por ti no confessionário, apenas escondo-me na pessoa do sacerdote. É Jesus quem confessa, é Jesus quem ouve o penitente, é Jesus escondido na pessoa do sacerdote que absolve os pecados. Enfim, nós sabemos que para aproveitarmos bem das graças do sacramento da confissão, precisamos nos aproximar do Cristo com um coração perfeitamente contrito.

Três oportunidades para tirar proveito da confissão

Santa Faustina no número 133 do Diário, quer recomendar três coisas a alma que deseje buscar a santidade e tirar proveito da confissão.

Em primeiro lugar, total sinceridade e franqueza. O mais santo e sábio confessor não consegue derramar à força na alma aquilo que deseja, se a alma não for sincera.

Segundo: humildade. A alma não tira o devido proveito da confissão se não é humilde. O orgulho mantém a alma nas trevas.

Terceiro: obediência. A alma desobediente não obterá nenhuma vitória, ainda que o próprio nosso senhor a ouvisse diretamente em confissão. Deus cumula generosamente a alma, mas somente se ela for obediente.

Por Pe Antonio Aguiar – Blog Canção Nova 

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz – A Serviço da Evangelização

Papa Francisco: não adianta falar de paz se o coração está em guerra

Pedir a Deus a “sabedoria” para promover a paz nas coisas quotidianas porque é a partir dos pequenos gestos que nasce a possibilidade da paz em escala global.

Com este pensamento, o Papa retomou as homilias na Casa Santa Marta nesta quinta-feira (08/09), após a pausa de verão. A paz não se constrói por meio de grandes consensos internacionais. A paz é um dom de Deus que nasce em lugares pequenos. Em um coração, por exemplo. Ou em um sonho, como acontece a José, quando um anjo lhe diz que não deve ter medo de se casar com Maria, porque ela doará ao mundo o Emanuel, o “Deus conosco”. E o Deus conosco, diz o Papa, “é a paz”.

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Trabalho contínuo

Deste ponto parte a reflexão, de uma liturgia que pronuncia a palavra “paz” desde a primeira oração.

O que atrai a atenção de Francisco em particular é o verbo que se ressalta na oração da coleta, “que todos nós possamos crescer na unidade e na paz”.

“Crescer” porque, destaca, a paz é um dom “que tem seu caminho de vida” e, portanto, cada um deve “trabalhar” para que este se desenvolva:

“E esta estrada de santos e pecadores nos diz que também nós devemos pegar este dom da paz e abrir-lhe caminho em nossa vida, fazê-lo entrar em nós, fazê-lo entrar no mundo. A paz não se constrói da noite para o dia; a paz é um dom, mas um dom que deve ser tomado e trabalhado todos os dias. Para isto, podemos dizer que a paz é um dom artesanal nas mãos dos homens. Somos nós, homens, todos os dias, que devemos dar um passo para a paz: é o nosso trabalho. É o nosso trabalho com o dom recebido: promover a paz”.

Guerra nos corações, guerra no mundo

Mas como é possível atingir esta meta, se questiona o Papa. Na liturgia do dia, explica, há uma outra palavra que fala de “pequenez”.

Aquela da Virgem, da qual se festeja a Natividade, e também aquela de Belém, tão “pequena que tampouco consta nos mapas”, ressalta Francisco:

“A paz é um dom, é um dom artesanal que devemos trabalhar, todos os dias, mas trabalhá-lo nas pequenas coisas: nas pequenezes cotidianas. Não são suficientes os grandes manifestos pela paz, os grandes encontros internacionais se depois não se realiza esta paz no pequeno. Aliás, tu podes falar da paz com palavras esplendidas, fazer uma grande conferência… Mas se no teu pequeno, no teu coração não há paz, na tua família não há paz, no teu bairro não há paz, no teu trabalho não há paz, não haverá tampouco no mundo”.

Questionar-se

É preciso pedir a Deus, sugere o Papa, a graça da “sabedoria de promover a paz nas pequenas coisas quotidianas todavia mirando ao horizonte de toda a humanidade”.

Justamente hoje – repete Francisco – quando “vivemos uma guerra e todos pedem a paz”. No entanto, conclui o Pontífice, será bom questionar-se:

“Como está teu coração hoje? Está em paz? Se não está em paz, antes de falar de paz, coloca teu coração em paz. Como está a tua família hoje? Está em paz? Se não és capaz de levar adiante a tua família, o teu presbitério, a tua congregação, levá-la adiante em paz, não bastam palavras de paz para o mundo… Esta é a pergunta que hoje gostaria de fazer: como está o coração de cada um de nós? Está em paz? Como está a família de cada um de nós? Está em paz? É assim, não? Para chegar a um mundo em paz”.

(Fonte: Vatican Radio)

Portal Terra de Santa Cruz – A serviço da Evangelização!!

Comunidade Canção Nova pede orações pela saúde do Seminarista Willian Silva Guimarães natural de Três Pontas-MG

Um grave acidente que ocorreu na manhã do dia 30 de Agosto (terça-feira), na RJ-186, entre os distritos de Boa Nova e São Pedro, em Santo Antônio de Pádua, no Noroeste Fluminense, deixou uma vítima fatal, vários feridos e duas vítimas em estado grave. Entre eles está o Seminarista Willian Silva Guimarães, membro da comunidade canção nova, estudante de filosofia na mesma e natural de Três Pontas – Minas Gerais, filho da Diocese da Campanha.

O estado de Saúde de Willian é estável, porém muito complicado. Na última terça-feira 06/09, o estado de saúde do jovem  divulgado pela Comunidade Canção Nova, o seminarista continua intubado e sedado. Respirando por aparelhos  durante a noite, teve febre, devido à pneumonia que atingiu um dos pulmões, quadro que está sendo controlado pelos médicos.  Os médicos trocaram os antibióticos para estimular uma melhor reação no quadro de infecção pulmonar.

Nesta quarta-feira 07/09, a Comunidade CN lançou a nota com a seguinte informação: O seminarista Willian permanece intubado e sedado.  Apresenta pneumonia. Desde a madrugada a febre baixou e, no momento, respira por aparelhos, a pressão e batimento cardíacos estão normalizados. A infecção generalizada (septicemia) está sendo monitorada.

Nós do Portal Terra de Santa Cruz, nos unimos em oração com toda comunidade Canção Nova, com todo povo de Três Pontas que estão mobilizados em oração pela recuperação de William Silva Guimarães nosso irmão diocesano e de caminhada na fé. Que o Beato Pe. Victor interceda pelo nosso irmãozinho William e todos que se encontram internados por ocasião deste acidente ocorrido no último dia 30 de agosto.

Acompanhe o estado de saúde de Willian clicando AQUI

Acompanhe o estado de saúde de Felipe Pavão clicando AQUI

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VEJA A NOTÍCIA DO ACIDENTE 

Um veículo que transportava alguns seminaristas e padres da Comunidade Canção Nova tombou, enquanto seguia para Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, os membros da Comunidade se dirigiam para a primeira Missa que seria presidida pelo neo-sacerdote Pe. Edison de Oliveira – ordenado no Domingo, 28, na Canção Nova – que aconteceria em Campos dos Goytacazes (RJ).

Foram socorridos e levados para o hospital Helio Montezano de Oliveira, em Santo Antônio de Pádua (RJ) os seminaristas Sidney Dias, Thiago Pereira, Felipe Pavão, Willian Guimarães, Ricardo Cordeiro e Pe. Sóstenes Vieira, membros da Comunidade Canção Nova, além do Pe. Carlos César de Sousa, membro do Instituto Religioso Nova Jerusalém (que neste ano de 2016 faz uma experiência na Canção Nova).

O o seminarista Felipe Pavão foi levado para o Hospital “São José do Avaí” em Itaperuna (RJ) e os demais socorridos direcionados ao Hospital Municipal Helio Montezano de Oliveira, localizado na cidade de Santo Antônio de Pádua (RJ). Dentre as vítimas, estava Tiago Antunes Souza (27 anos), que faleceu ao dar entrada no hospital.

Pe. Sóstenes Vieira, Sidney Dias e Thiago Pereira sofreram pequenas lesões e foram liberados na mesma noite. Padre Carlos César de Sousa fraturou uma costela, realizou exames, foi medicado e liberado no dia seguinte (31). Ricardo Cordeiro teve um corte profundo na cabeça, foi internado, medicado e foi liberado no dia 31 de agosto. O seminarista chegou a ser internado pela segunda vez no sábado, 03, para a realização de um procedimento no Hospital “São José do Avaí”, em Itaperuna (RJ), e recebeu alta no dia cinco de setembro. Padre Carlos e o seminarista Ricardo se recuperam na Casa de Missão da Canção Nova na cidade de Campos dos Goytacazes (RJ) até serem liberados pelos médicos para fazerem a viagem de retorno à Canção Nova em Cachoeira Paulista (SP), onde residem, atualmente.

Felipe Pavão e Willian Guimarães continuam internados no Hospital “São José do Avaí”, em Itaperuna (RJ). Veja abaixo o estado de saúde dos seminaristas:

Por Portal Terra de Santa Cruz

Fote e Informações : Comunidade Canção Nova

 

Lar Vicentino, Campanha/MG: Inauguração e consagração do novo Oratório dedicado a São Vicente de Paulo

O Lar Vicentino da cidade da Campanha/MG está em festa. Foi inaugurado no último sábado 03 de setembro às 10h da manhã, o novo Oratório dedicado a São Vicente de Paulo com consagração do altar. A missa foi presidida pelo Exmo.Reverendíssimo Senhor Bispo Diocesano da Campanha, Dom Pedro Cunha Cruz, concelebrada pelo Reverendíssimo Cônego Luzair Coelho de Abreu pároco e cura da Catedral e Paróquia Santo Antônio de Pádua. Concelebrou também o Excelentíssimo Senhor Reitor do Seminário Propedêutico São Pio X  e Vigário Paroquial da Campanha pe. Edson Pereira Oliveira. Estiveram presentes todos membros e apoiadores da conferência Santo Antônio e São Camilo assim como os bem feitores e assistidos do Lar Vicentino.

DSC00808DSC00839Como é a dedicação e consagração um oratório, uma igreja, ou capela, vamos ver  parte por parte.

*Com muito significado, a é água aspergida logo no início da celebração, é um clamor para que todo local seja purificado, lavado por Deus tanto as paredes quanto cada fiel que participar, é um rito penitencial, por isso não há o ato penitencial como de costume.

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*As unções do altar e das paredes ungem aquela mesa que será usada para o sacrifício eucarístico, a unção ainda exala aquele belo e agradável odor do qual todos somos chamados a exalar, o odor de Cristo (2Cor 2,15).

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*O incenso, a fumaça que sobe aos céus são as nossas orações, nossos pedidos elevados ao Pai. Desde os primeiros séculos, celebrava-se nas catacumbas sobre as relíquias dos mártires, os santos que deram a vida por amor a Jesus Cristo; assim, a deposição das relíquias no altar, hoje não mais exigido que seja de um mártir, nos recorda a doação, a entrega dos santos como resposta ao amor divino.

*A iluminação: Cristo é a Luz que ilumina, a Luz por excelência que nos tirou da escuridão, por Ele somos iluminados, por Ele também iluminaremos onde chegarmos, levando a luz que é Cristo.

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Por fim, o rito de dedicação de uma igreja diz muito da nossa fé, é uma celebração que se deve viver com muita piedade e atenção. E cada vez que entrarmos numa igreja, tenhamos o devido respeito, amor por cada espaço daquele local, é um local sagrado, onde Deus manifesta a Sua glória e misericórdia, um local de encontro com o Pai por meio de Jesus Cristo no Espírito Santo, lugar de falar e de ouvir a Deus, lugar de celebrar, de pedir, de dar graças por tantos benefícios vindos do Alto. Naquela igreja. oratório ou capela que frequentamos, seremos agraciados por Deus e cheios d’Ele voltemos para casa, para o trabalho, para transbordar o Seu amor.

VEJA O MOMENTO DA UNÇÃO DO ALTAR

Nosso muito obrigado aos membros e colaboradores do Lar Vicentino da Campanha, por nos dar a oportunidade de registrar tal momento, importante para o Lar e toda nossa comunidade paroquial onde se inaugura mais um templo onde Deus habita soberanamente . Deus abençoe a todos !!

Por Bruno Henrique/Gestor do Portal Terra de Santa Cruz – Campanha-MG 

Veja mais fotos AQUI

Portal Terra de Santa Cruz a Serviço da Evangelização

 

 

Canonização de Madre Teresa: brasileiro miraculado

Cidade do Vaticano (RV) – Realizou-se, na manhã desta sexta-feira (02/9), na Sala de Imprensa da Santa Sé, uma coletiva sobre a “Canonização de Madre Teresa de Calcutá”, que o Papa vai presidir no próximo domingo (04/9) na Praça São Pedro.

Tomaram parte a Irmã Mary Prema Pierick, Superiora Geral das Missionárias da Caridade; Padre Brian Kolodiejchuk, Superior Geral dos Padre Missionários da Caridade e Postulador da Causa de Canonização de Madre Teresa; o brasileiro Marcílio Haddad Andrino, miraculado por intercessão de Madre Teresa, e o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Greg Burke.

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Greg Burke disse aos jornalistas que “é impossível prever a afluência de pessoas na Canonização de Madre Teresa no próximo domingo, embora tenham sido distribuídos 100 mil convites para a Celebração.

A seguir, tomou a palavra a Superiora das Missionárias da Caridade, Irmã Mary Prema, que conheceu a Madre em 1980. Ela disse que a sua Fundadora é um presente para todos nós, pois viveu toda a sua existência com alegria, dedicando-se totalmente ao Senhor e ao próximo. Ela exemplo e inspiração para as coirmãs, sempre pronta a encorajá-las com o sorriso nos lábios:

“Seu sorriso foi o maior presente que ela deu para Jesus e para todos nós; ao ver aquele sorriso, as pessoas tristes compreendiam que a sua alegria e esperança brotavam de um coração que amava o Senhor. Hoje, as Missionárias da Caridade são chamadas a levar seu sorriso até às periferias do mundo, porque “todos foram criados por amor e para amar”.

Entre os que ainda intervieram na coletiva de imprensa destacamos o brasileiro, da cidade de Santos (SP), Marcílio Haddad Andrino, acompanhado de sua esposa Fernanda, o miraculado por intercessão de Madre Teresa de Calcutá.

Ele contou aos presentes sobre a terrível infecção cerebral que o acometeu, levando os médicos a não dar-lhe nenhuma esperança, inclusive de nem poder mais gerar filhos. Assim, sua esposa Fernanda começou a rezar a Deus, por intercessão de Madre Teresa, em uma capelinha, até conseguir a cura total de seu esposo.

Mas, vamos ouvir o depoimento do próprio miraculado, Marcílio Haddad, em uma entrevista exclusiva que concedeu ao nosso colega Silvonei José. (MT)

Por Radio Vaticano

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