Setor Juventude da Diocese da Campanha lança chamada para o DNJ2016

Setor Juventude da Diocese da Campanha lança chamada Oficial para o Dia Nacional da Juventude (DNJ) que acontecerá no Ginásio Pelezão dia 23 de outubro – Três Corações/MG.

AQUI TAMBÉM MORA A MISERICÓRDIA DE DEUS – São esperados cerca de 4.500 jovens no evento que tem como meta evangelizar o jovens celebrando a vida, esperança, conquistas, realidades e sonhos da juventude nas suas múltiplas expressões.

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DNJ: a juventude em um dia de festa

O Dia Nacional da Juventude (DNJ) surgiu em 1985, durante o Ano Internacional da Juventude, promovido pela Organização das Nações Unidas. Estava evidente que a juventude precisava mobilizar-se e construir espaços de participação, para pensar e repensar uma nova sociedade.

Todos os anos organiza-se um dia de festa da juventude, sempre com um tema importante a ser debatido e trabalhado com grupos. Nos dizeres de Dalmo Coelho C. Filho, “a juventude brasileira é uma das parcelas mais sofridas da sociedade (a mais atingida pelo desemprego e pela violência, entre outras), mas a alegria e a vontade de estar junto também são uma de suas marcas”.

O DNJ é o principal evento do Setor Juventude de nossa Diocese da Campanha e assim acontece em todo o país, em todos os estados. Foi pensado como um dia em mutirão, planejado antecipadamente, com a divisão de tarefas bem definida e uma boa avaliação ao final. O Dnj vem na intenção de promover o protagonismo juvenil, defender a vida da juventude, anunciar sinais de vida e denunciar sinais de morte.

A realização do DNJ será no dia 23 de outubro a partir das 8h da manhã no Ginásio Pelezão – Três Corações. Participe você também.

DNJ SOMOS MAIS QUE JUVENTUDE  –  CONFIRA A CHAMADA E COMPARTILHE DIRETO DA PÁGINA OFICIAL DO DNJ-> DNJ2016

HINO OFICIAL DO DNJ – DIOCESE DA CAMPANHA 

Portal Terra de Santa Cruz – A Serviço da Evangelização 

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Pode um católico negar obediência ao Concílio Ecumênico do Vaticano II?

Quem vos ouve, a mim ouve; e quem vos rejeita, a mim rejeita; e quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou” (Lc 10,16).

Realmente tenho que reconhecer que na Modernidade há coisas bem curiosas, especialmente no meio católico. Como alguém pode se dizer católico e negar o que a Igreja ensina? Como alguém pode se dizer católico e ficar dando ouvidos aos gurus?

Pois é exatamente isso que está acontecendo hoje. Infelizmente isso não é novo. De tempos em tempos os católicos são arrastados a resistirem à Igreja. A razão é sempre a mesma: são seduzidos por argumentos de quem se acha o guardião da Ortodoxia Católica.

Até mesmo o perfil psicológico destes “gurus” não muda. São pessoas de grande piedade, parecem demonstrar grande amor à Igreja, possuem um enorme poder de sedução, apresentam-se sempre com muita humildade, porém esta máscara logo cai quando são contrariadas. São pessoas de mentalidade estreita e de grande orgulho. Ensinam suas próprias convicções como se fossem o sumo da doutrina católica.

Muitas vezes temos dificuldade de entender algo que a Igreja expõe, seja pela grandeza da matéria, pela erudição da exposição ou ainda por causa da abertura dos termos que ela utiliza. Que fiel no séc. IV entendeu o que a Igreja quis dizer com “consubstancial ao Pai” ?

Ora, nós somos limitados, mas a Igreja goza de assistência especial do Espírito Santo. Por isso devemos confiar nela e não nos “gurus” que normalmente nem fazem parte da Igreja docente. Se há um ponto difícil de entender na exposição da doutrina, ou uma contradição aparente em relação ao que sempre foi ensinado, cabe ao Magistério da Igreja explicá-lo.

Especialmente no que diz respeito ao Concílio do Vaticano II, a má vontade dos tradicionalistas em encontrar na letra do Concílio a perene Doutrina da Igreja é notória. Em resumo, encontram “chifres em cabeça de cavalo”, pois dizem que os documentos do Concílio ensinam erros que lá não estão e pelo fato do Concílio não ter sido dogmático, complementam alegando que é legítimo recusar seus ensinamentos.

Primeiramente ensina o Código de Direito Canônico:

Cân. 337 § 1. O Colégio dos Bispos exerce seu poder sobre toda a Igreja, de modo solene, no Concílio Ecumênico. § 2. Exerce esse poder pela ação conjunta dos Bispos espalhados pelo mundo, se essa ação for, como tal, convocada ou livremente aceita pelo Romano Pontífice, de modo a se tornar verdadeiro ato colegial.

Cân. 341 § 1. Os decretos do Concílio Ecumênico não têm força de obrigar, a não ser que, aprovados pelo Romano Pontífice junto com os Padres Conciliares, tenham sido por ele confirmados e por sua ordem promulgados. § 2. Para terem força de obrigar, precisam também dessa confirmação e promulgação os decretos dados pelo Colégio dos Bispos, quando este pratica um ato propriamente colegial, de acordo com outro modo diferente, determinado ou livremente aceito pelo Romano Pontífice. (grifos meus).

O Concílio do Vaticano II foi Ecumênico, logo, nele a Igreja exerceu seu poder solene sobre toda Igreja e foi livremente convocado pelo Pontífice Romano, conforme o cân. 337. Seus decretos foram confirmados e promulgados pelo Papa, logo tem poder de obrigar toda a Igreja, conforme o cân. 341, ao contrário do que ensinam os tradicionalistas. A confirmação de que toda Igreja também deve aceitar os ensinamentos não dogmáticos encontramos no cân. 752, onde lemos:

Cân. 752 Não assentimento de fé, mas religioso obséquio de inteligência e vontade deve ser prestado à doutrina que o Sumo Pontífice ou o Colégio dos Bispos, ao exercerem o magistério autêntico, enunciam sobre a fé e os costumes, mesmo quando não tenham a intenção de proclamá-la por ato definitivo; portanto os fiéis procurem evitar tudo o que não esteja de acordo com ela (grifos meus).

Em At 15 a Escritura nos dá chance de conhecer alguns dos decretos do Concílio de Jerusalém, como a carta enviada para os cristãos de Antioquia:

Os apóstolos e os anciãos aos irmãos de origem pagã, em Antioquia, na Síria e Cilícia, saúde!  Temos ouvido que alguns dentre nós vos têm perturbado com palavras, transtornando os vossos espíritos, sem lhes termos dado semelhante incumbência. Assim nós nos reunimos e decidimos escolher delegados e enviá-los a vós, com os nossos amados Barnabé e Paulo, homens que têm exposto suas vidas pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo. Enviamos, portanto, Judas e Silas que de viva voz vos exporão as mesmas coisas. Com efeito, pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor outro peso além do seguinte indispensável: que vos abstenhais das carnes sacrificadas aos ídolos, do sangue, da carne sufocada e da impureza. Dessas coisas fareis bem de vos guardar conscienciosamente. Adeus! (At 15,24-29).

Será que estas determinações foram dogmáticas? Se foram, porque não as observamos hoje? Mesmo não sendo dogmáticas foram entregues pelos apóstolos para serem observadas. Completa a Escritura: “Nas cidades pelas quais [Paulo e Timóteo] passavam, ensinavam que observassem as decisões que haviam sido tomadas pelos apóstolos e anciãos em Jerusalém” (At 16,4)

Também naquele tempo não faltaram os tradicionalistas que diziam que Jesus afirmou a não abolição da Lei (cf. Mt 5,17). Com efeito, estes conhecidos hoje como ebionitas, não aceitaram o Concílio de Jerusalém.

Em todo tempo, Concílio após Concílio, nunca faltou o grupo dos “iluminados”, dos “verdadeiros detentores da ortodoxia”, que viam nas novas definições, nas novas formas da Igreja expor a Doutrina, novidades ou heresias.

Em nosso tempo a história se repete, mas com outros protagonistas e outras polêmicas. Também com uma característica bem diversa: o cisma não é formal como antes, é informal, por isso a dificuldade dos católicos identificarem estas pessoas como não-católicas.

Os tradicionalistas fazem tanto mal aos fiéis quanto os modernistas. Mostram-se tão católicos quanto os vétero-católicos e os ortodoxos.

Ser católico é ter a Igreja como Mãe e Mestra. Um filho que é obediente na infância, mas se nega a sê-lo na adolescência quando a Mãe lhe transmite novas normas, recusa sua filiação e impõe na família uma desordem não querida por Deus.

Aliás, sítios tradicionalistas que adoram tomar textos do Card. Ratzinger à revelia, mostrando notória desonestidade, esqueceram de divulgar o seguinte trecho:

o Vaticano II é sustentado pela mesma autoridade que sustenta o Vaticano I e o Concílio de Trento, a saber, o Papa e o Colégio dos Bispos em comunhão com ele…Também com respeito ao seu conteúdo, o Vaticano II está na mais estreita continuidade com ambos os concílios anteriores e incorpora os seus textos palavra por palavra nos pontos decisivos.

 Resultado de imagem para concílio ecumênico do vaticano iiÉ impossível para um Católico tomar posição pró ou contra Trento ou o Vaticano I. Quem aceita o Vaticano II, como ele claramente se expressou e se entendeu a si mesmo, ao mesmo tempo aceita a inteira tradição da Igreja Católica, particularmente, os dois concílios anteriores […] Da mesma forma é impossível decidir a favor de Trento e do Vaticano I mas contra o Vaticano II. Quem quer que negue o Vaticano II nega a autoridade que sustenta os outros concílios e os separa dos seus fundamentos. Isto se aplica ao assim chamado ‘tradicionalismo’ […] Uma escolha partidária destrói o todo, a própria história da Igreja, que só pode existir como uma unidade indivisível (The Ratzinger Report: An Exclusive Interview on the State of the Church by Joseph Cardinal Ratzinger; Ignatius Press, San Francisco, 1985, pgs.28-9).

Ora, é o próprio Card. Ratzinger, hoje Papa Bento XVI que afirma que é impossível ser católico e negar o Concílio do Vaticano II, que é impossível ser católico e ser tradicionalista. Como bem se vê, engana-se redondamente quem pensa que os escritos do Card. Ratzinger são tradicionalistas. Ele, homem de personalidade forte e firme na ortodoxia, não ensinaria uma coisa em um lugar e outra
em outro. O método dos tradicionalistas é o mesmo usado pelos calvinistas quando deturpam os textos de Santo Agostinho.

Quem colabora com estes grupos (Fraternidade Sacerdotal São Pio X, Associação Cultural Montfort, Permanência e etc) não colabora com a Igreja e viola o cân. 752 do Código de Direito Canônico.

Quem pretende ser católico deve colaborar com a Santa Igreja Católica, admitindo tudo que ela ensina, inclusive no Concílio do Vaticano II, pois nos ensinou o Senhor: “Quem não está comigo está contra mim; e quem não ajunta comigo, espalha” (Mt 12,30).

Por Prof. Alessandro Lima – Blog Prof. Felipe Aquino – Canção Nova !

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz – A Serviço da Evangelização

Que estejamos de coração aberto para acolher os mais necessitados – 26º Domingo do Tempo Comum

Os anjos de Deus virão em socorro dos mais sofridos e necessitados. Que o nosso coração esteja também voltado para eles!

Primeira Leitura (Am 6,1a.4-7) – Leitura da Profecia de Amós:

Assim diz o Senhor todo-poderoso: 1aAi dos que vivem despreocupadamente em Sião, os que se sentem seguros nas alturas de Samaria! 4Os que dormem em camas de marfim, deitam-se em almofadas, comendo cordeiros do rebanho e novilhos do seu gado; 5os que cantam ao som das harpas, ou, como Davi, dedilham instrumentos musicais; 6os que bebem vinho em taças, e se perfumam com os mais finos unguentos e não se preocupam com a ruína de José.

7Por isso, eles irão agora para o desterro, na primeira fila, e o bando dos gozadores será desfeito.

Palavra do Senhor.- Graças a Deus.

SALMO 145 – Bendize, minha alma, e louva ao Senhor!

Bendize, minha alma, e louva ao Senhor!

O Senhor é fiel para sempre,/ faz justiça aos que são oprimidos;/ ele dá alimento aos famintos,/ é o Senhor quem liberta os cativos.

O Senhor abre os olhos aos cegos,/ o Senhor faz erguer-se o caído;/ o Senhor ama aquele que é justo./ É o Senhor quem protege o estrangeiro.

Ele ampara a viúva e o órfão,/ mas confunde o caminho dos maus./ O Senhor reinará para sempre!/ Ó Sião,o teu Deus reinará/ para sempre e por todos os séculos!

Segunda Leitura (1Tm 6,11-16) – Leitura da Primeira Carta de São Paulo a Timóteo:

11Tu, que és um homem de Deus, foge das coisas perversas, procura a justiça, a piedade, a fé, o amor, a firmeza, a mansidão. 12Combate o bom combate da fé, conquista a vida eterna, para a qual foste chamado e pela qual fizeste tua nobre profissão de fé diante de muitas testemunhas.

13Diante de Deus, que dá a vida a todas as coisas, e de Cristo Jesus, que deu o bom testemunho da verdade perante Pôncio Pilatos, eu te ordeno: 14guarda o teu mandato íntegro e sem mancha até a manifestação gloriosa de nosso Senhor Jesus Cristo.

15Esta manifestação será feita no tempo oportuno pelo bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores, 16o único que possui a imortalidade e que habita numa luz inacessível, que nenhum homem viu, nem pode ver. A ele, honra e poder eterno. Amém.

Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

Anúncio do Evangelho (Lc 16,19-31)

O Senhor esteja convosco.  Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.

Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, Jesus disse aos fariseus: 19“Havia um homem rico, que se vestia com roupas finas e elegantes e fazia festas esplêndidas todos os dias.

20Um pobre, chamado Lázaro, cheio de feridas, estava no chão, à porta do rico. 21Ele queria matar a fome com as sobras que caíam da mesa do rico. E, além disso, vinham os cachorros lamber suas feridas.

22Quando o pobre morreu, os anjos levaram-no para junto de Abraão. Morreu também o rico e foi enterrado.

23Na região dos mortos, no meio dos tormentos, o rico levantou os olhos e viu de longe a Abraão, com Lázaro ao seu lado.

24Então gritou: ‘Pai Abraão, tem piedade de mim! Manda Lázaro molhar a ponta do dedo para me refrescar a língua, porque sofro muito nestas chamas’.

25Mas Abraão respondeu: ‘Filho, lembra-te que tu recebeste teus bens durante a vida e Lázaro, por sua vez, os males. Agora, porém, ele encontra aqui consolo e tu és atormentado. 26E, além disso, há um grande abismo entre nós; por mais que alguém desejasse, não poderia passar daqui para junto de vós, e nem os daí poderiam atravessar até nós’.

27O rico insistiu: ‘Pai, eu te suplico, manda Lázaro à casa do meu pai, 28porque eu tenho cinco irmãos. Manda preveni-los, para que não venham também eles para este lugar de tormento’.

29Mas Abraão respondeu: ‘Eles têm Moisés e os Profetas, que os escutem!’

30O rico insistiu: ‘Não, Pai Abraão, mas se um dos mortos for até eles, certamente vão se converter’.

31Mas Abraão lhe disse: ‘Se não escutam a Moisés, nem aos Profetas, eles não acreditarão, mesmo que alguém ressuscite dos mortos’”.

— Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

REFLETINDO

A parábola que Jesus conta, hoje, mostra-nos os contrastes do mundo na Sua época e nos dias de hoje em nossa realidade.

É um contraste não só social, mas em todas as esferas do mundo em que estamos. Há pouquíssimos com grandes riquezas e pobres numa quantidade sem fim, que vivem na miséria, que vivem situações de extrema pobreza. E como isso doí no coração de Deus!

O que doí é ver, sobretudo, a indiferença daqueles que têm para com os que não têm. Porque o rico do Evangelho de hoje tinha bastante, e nem sei como ele adquiriu sua riqueza; se foi por herança, por trabalho, se foi por meios lícitos ou ilícitos… Isso não vem ao caso. O fato é que ele, com sua riqueza, não se lembrou do pobre; pelo contrário, vivia uma vida de ostentação e desprezava o pobre que estava na porta de sua casa.

Amados irmãos e irmãs, é verdade que Deus não faz distinção de pessoas. Ele ama de modo singular, de modo único aqueles que são mais pobres, mais sofridos, aqueles que não tem ninguém por eles, aqueles que não tem vez nem voz na sociedade; e nós, muitas vezes, esquivamo-nos deles. Porque o cheiro do pobre, a situação em que vivem causa incômodos para muitos de nós, entretanto, neles Jesus está presente e a eles os anjos virão buscar em primeiro lugar quando morrerem.

Quantos indigentes morrem em nossas ruas, cidadelas, no mundo em que estamos, porque não há quem os enterre. Quantos são enterrados como indigentes ou pobres; depois, são retirados, porque não há nem um lugar digno para morrer.

Não é porque uma pessoa morreu, e ali foi feito todo um cerimonial para ela, que por ela ter um túmulo de ouro, que isso lhe garantirá a vida. O que garante a vida eterna para pobres e ricos é saber ser justo na pobreza e na riqueza, sobretudo aqueles que tem algum bem neste mundo, pouco ou muito, reparta o que você tem com os outros, porque a sua caridade jamais será esquecida! Ao mesmo tempo, se você tem e não é capaz de repartir, a sua opulência, avareza e ganância o afastará de Deus e da eternidade.

Se temos algo nessa vida, isso não pertence somente a nós. Recorda-nos São João Crisóstomo: “Tudo que temos em nossa casa pertence aos pobres”.

Se estamos acumulando, se estamos com a dispensa cheia, com uma geladeira que não cabe tudo aquilo que compramos, não se esqueça de que há muitos que não tem nada e nós desperdiçamos comida, jogamos muita coisa fora e não nos lembramos daqueles que nada têm.

Reflexão: Pe. Roger Araújo 

Portal Terra de Santa Cruz – A Serviço da Evangelização 

Papa: Avidez, vaidade e orgulho são a raiz de todos os males

Como todas as manhãs, o Papa Francisco celebrou a missa na capela da Casa Santa Marta. Em sua homilia, comentou o Evangelho do dia, que apresenta o rei Herodes inquieto porque, depois de matar João Batista, se sente agora ameaçado por Jesus.

Na nossa alma, afirmou o Papa, existe a possibilidade de sentir duas inquietações: uma boa, provocada pelo Espírito Santo para realizar boas ações, e outra má, que nasce da consciência suja. Herodes estava preocupado com o seu pai, Herodes o Grande, depois da visita dos Reis Magos. Os dois resolvem suas inquietações matando, passando sobre “o cadáver das pessoas”:ossrom131852_articolo

Avidez, vaidade e orgulho

Essa gente que provocou tanto mal, que fez mal e tem a consciência suja e não pode viver em paz, porque vive numa coceira contínua, numa urticária que não os deixa em paz… Essa gente praticou o mal, mas o mal tem sempre a mesma raiz, todo mal: a avidez, a vaidade e o orgulho. E todos os três não deixam a consciência em paz; todos os três não deixam que a inquietação saudável do Espírito Santo entre, mas levam a viver assim: inquietos, com medo. Avidez, vaidade e orgulho são a raiz de todos os males”.

 

Osteoporose da alma

A primeira Leitura do dia, extraída do Livro do Eclesiastes, fala da vaidade:

“A vaidade que nos enche. A vaidade que não tem vida longa, porque é como uma bolha de sabão. A vaidade que não nos dá um ganho real. Qual ganho tem o homem por toda a fadiga com a qual ele se preocupa? Ele está ansioso para aparecer, para fingir, pela aparência. Esta é a vaidade. Se queremos dizer simplesmente: “A vaidade é maquiar a própria vida. E isso deixa a alma doente, porque se alguém falsifica a própria vida para aparecer, para fazer de conta, e todas as coisas que faz são para fingir, por vaidade, mas no final o que ganha? A vaidade é como uma osteoporose da alma: os ossos do lado de fora parece bons, mas por dentro estão todos estragados. A vaidade nos leva à fraude”.

Trapaceiros

“Como os trapaceiros marcam as cartas” para vencer e, depois, “essa vitória é falsa, não é verdadeira. Esta é a vaidade: viver para fingir, viver para fazer de conta, viver para aparecer. E isso inquieta a alma”. São Bernardo – recordou o Papa – disse uma palavra forte aos vaidosos: “Mas pense naquilo que você vai ser. Você vai ser comida para os vermes. E todo esse maquiar a vida é uma mentira, porque os vermes vão comer você e você não vai ser nada”. Mas onde está o poder da vaidade? Levado pelo orgulho em direção do mal, não permite um erro, não permite que se veja um erro, cobrir tudo, tudo deve ser coberto”:

Jesus é o nosso refúgio

“Quantas pessoas conhecemos que parecem … ‘Mas que boa pessoa! Vai à missa todos os domingos. Faz grandes ofertas à Igreja’. Isto é o que se vê, mas a osteoporose é a corrupção que tem dentro. Há pessoas assim, – mas há pessoas santas, também! – que faz isso. Mas a vaidade é isso: se parece com rosto de pequena imagem e, depois, a sua verdade é outra. E onde está a nossa força e segurança, o nosso refúgio? Lemos no Salmo: ‘Senhor, tu tens sido o nosso refúgio de geração em geração”. Por quê? E antes do Evangelho recordamos as palavras de Jesus: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”. Esta é a verdade, não a maquiagem da vaidade. Que o Senhor nos livre destas três raízes de todo os males: a avidez, a vaidade e o orgulho. Mas sobretudo da vaidade, que nos faz tanto mal”.

Por Radio Vaticana

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz – A Serviço da evangelização !!