Primaz da Polônia: Francisco foi um grande presente

A Polônia está agradecida ao Papa Francisco. Esta é a mensagem singela que brota do coração da Igreja local, tocada pela estima e pelas palavras que o Papa dirigiu aos sacerdotes, consagrados e leigos. Desta gratidão se faz intérprete o Arcebispo Metropolita de Gnienzo e Primaz da Polônia, Dom Wojcieh Polak, entrevistado pela Rádio Vaticano:

“Penso que todos os poloneses – também nós – sentimos uma abertura grande pelo nosso povo e também uma grande estima que o Papa Francisco nos demonstrou, dando também um belíssimo ensinamento, muito profundo, muito espiritual: nos delineou um pouco as diretrizes para o nosso povo e também para a Igreja na Polônia. Sobretudo pedindo-nos para sermos claros com a nossa identidade cristã, com a proximidade de Cristo e também com a proximidade com os outros. Durante o seu discurso em Jasna Gora ele nos deu uma belíssima direção, dizendo que as coisas mais importantes são as menores, aquelas que estão muito próximas à nossa vida, e aquelas que são concretas, isto é, não abstratas, não ideológicas, mas precisamente “de vida”. E também quando no Santuário de São João Paulo II falou diante dos sacerdotes, à vida consagrada, às pessoas consagradas, aos futuros sacerdotes, também, sobre estas diretrizes da nossa vida, da nossa identidade sacerdotal, da identidade das pessoas consagradas, dizia que devemos ter presente fortemente a nossa consagração a Cristo e à Igreja”.

RV: Mais uma vez vimos o amor do povo polonês pelo Sucessor de Pedro: claramente, Karol Wojtyla estará para sempre no coração dos poloneses, mas também o foi assim com Bento XVI e agora com o Papa Francisco se viu um entusiasmo até mesmo comovente…

“Penso que seja uma linha constante na vida de nosso povo; talvez antes de João Paulo II estávamos – o sabemos – atrás do Muro: esta “Cortina de Ferro” nos dividia muito, também pela mídia, também por estes contatos, que eram realmente raros. Nós queríamos, há 50 anos, que o Papa Paulo VI pudesse ter estado em meio a nós, mas o regime comunista não permitiu que ele viesse. (No seu lugar) havia um lugar vazio com um ramalhete de flores. Enquanto que com João Paulo II nós nos aproximamos, não somente à pessoa do Papa, mas sobretudo ao Vigário de Cristo na terra. Nos aproximamos: penso que tantas pessoas tenham se aproximado interiormente precisamente da Sé Apostólica. Para nós é algo muito importante, também para as pessoas, que devemos acolher com coração aberto a cada Sucessor de Pedro”.

RV: O que representa para a Polônia, para a Igreja, mas não somente, esta JMJ em terras polonesas? Uma JMJ em um momento tão particular também para a Europa…. O Papa Francisco disse mais vezes: “Não somente a Igreja, mas o mundo olha para vocês”….

“Para nós é um grande dom. Não me canso de repetir que para nós o Papa Francisco deu um grande presente, um grande dom, uma grande graça de vir com as pessoas, com os jovens, precisamente a Cracóvia, dando este sinal visível que permanecerá no coração dos poloneses. E esperamos para a nossa Igreja, para o nosso povo, que também nós possamos ser estes sinais visíveis, quer para os outros crentes, mas também para o mundo: esta será também a nossa missão aqui, na Terra, de dar sinais de esperança, de proximidade, de sentimento de Deus às pessoas”.

Por Rádio Vaticano 

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz – A Serviço da Evangelização 

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