Documentário: Carta do Papa“Laudato si, sobre o cuidado da casa comum.

“Laudato si – sobre o cuidado da casa comum”, apresenta texto que trata da ecologia humana. O clima está no centro das preocupações apresentadas pelo pontífice.  São indicadas, também, as problemáticas e desafios de preservação e prevenção e, ainda, os aspectos da criação à proteção, e questões como a fome no mundo, pobreza, globalização e escassez.

Este é o primeiro documento escrito integralmente pelo pontífice, que buscou inspiração nas meditações de São Francisco de Assis, patrono dos animais e do meio ambiente. Em 2013, no início do seu pontificado, o primeiro documento publicado por Francisco foi “Lumen Fidei”, que já tinha sido iniciado pelo papa emérito Bento XVI.

laudato si

Francisco disse que a Terra tem sido maltratada e saqueada. “Esta nossa ‘casa’ está sendo arruinada e isso prejudica a todos, especialmente os mais pobres. Portanto, o meu apelo é à responsabilidade, com base na tarefa que Deus deu ao ser humano na criação: ‘cultivar e preservar’ o ‘jardim’ em que ele o colocou. Convido todos a acolher com ânimo aberto este Documento, que está em sintonia com a Doutrina Social da Igreja”.

A Encíclica foi inspirado na invocação de São Francisco  “Louvado sejas, meu Senhor”, que no Cântico das Criaturas recorda que a terra pode ser comparada com uma irmã e uma mãe.

A nova Encíclica é composta por seis capítulos, são eles: “O que está a acontecer à nossa casa”, “O Evangelho da criação”, “A raiz humana da crise ecológica”, “Uma ecologia integral”, “Algumas linhas de orientação e ação” e “Educação e espiritualidade ecológicas”.

Ao longo do texto, o papa convida a ouvir os gemidos da criação, exortando todos a uma “conversão ecológica”, a “mudar de rumo”, assumindo a responsabilidade de um compromisso para o “cuidado da casa comum”.

“Deus, que nos chama a uma generosa entrega e a oferecer-Lhe tudo, também nos dá as forças e a luz de que necessitamos para prosseguir. No coração deste mundo, permanece presente o Senhor da vida que tanto nos ama. Não nos abandona, não nos deixa sozinhos, porque Se uniu definitivamente à nossa terra e o seu amor sempre nos leva a encontrar novos caminhos. Que Ele seja louvado!”, disse Francisco ao final da Encílica.

Informações: CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil)

Portal Terra de Santa Cruz – Boa Nova Web Rádio – A serviço da Evangelização

Festa do Padroeiro: Paroquianos de Seritinga/MG celebram São João Batista

Festa de São João Batista padroeiro da cidade e paróquia de Seritinga/MG.

O dia começo às 05hs da manhã  com a alvorada festiva anunciando que era dia de festa, dia do padroeiro maior. A alvorada contou com a apresentação da  Corporação musical São João Batista, que desfilou pelas ruas da cidade.  As 10hs da manhã foi celebrada  a primeira missa do dia, presidida por Dom Diamantino Prata de Carvalho, bispo Emérito da Diocese da Campanha/MG. Esta celebração matinal tem como tradição a descida da Imagem de São João Batista, que sai de seu trono para ser venerado de perto por seus fiéis devotos.  A Santa missa foi concelebrada pelos padres  Dehon Vicente Ferreira da paróquia de Cruzília/MG, Padre Rafael Neves que é natural de Serrano/MG com atuação em Juiz de Fora/MG e pelo Padre Geraldo Ernesto da Silva, Pároco de Seritinga/MG

Na descida da imagem, ocorreu a execução do hino de São João Batista e o hino Nacional Brasileiro pela corporação musical São João B.  A Imagem foi incensada por Dom Diamantino que em seguida realizou a oração do padroeiro . Após a celebração, as crianças da catequese realizaram a tradicional dança do mastro de São João no adro da Igreja Matriz . (Mastro esse que foi levantado no dia 13 de Junho no primeiro dia da novena do padroeiro)

As 18hs deu-se início a Santa Missa Pontifical,  presidia por Dom Pedro Cunha Cruz, bispo titular da Santa Sé Episcopal Campanhense. A solene celebração foi  concelebrada pelo Padre Geraldo Ernesto da Silva, pároco local contando com a participação dos romeiros e paroquianos que lotaram a igreja e rezaram pedindo a intercessão de São João Batista. Ao final da celebração Dom Pedro realizou a oração de São João Batista, em seguida incensou a imagem e proferiu a bênção final.

Após a missa, padre Geraldo deu início a solene procissão com a Imagem do patrono paroquial,  passando pelas principais ruas da cidade de Seritinga e parando na metade do caminho para bênção da Fogueira de São João que foi abençoada, incensada e acesa pelo Pároco. A procissão seguiu novamente para a praça de Nossa Senhora Das Graças , que fica em frente a matriz, onde os fiéis e devotos do santo,  assistiram a tradicional queima de fogos com as canções entoadas pela Corporação Musical de São João B.

Terminado os fogos,  o tradicional foguete de cascata foi lançado a porta da Matriz exibindo uma imagem do padroeiro.  Encerrando o dia festivo, entronizaram o andor com a Imagem de São João Batista na Matriz para a veneração do fiéis, devotos e romeiros.

Os paroquianos de Seritinga/MG mais uma vez celebraram com piedade e devoção a novena e festa de seu padroeiro maior, seguindo a tradição de anos em honra a São João Batista .

Escrito por Bruno Henrique Santos/Gestor do Portal Terra de Santa Cruz

Com Informações e colaboração de Iago Almeida/Seritinga-MG

Fotos acima: Jornal Panorama!

Fotos de Nilcéia de Fátima / Seritinga-MG

Portal Terra de Santa Cruz – Boa Nova Web Rádio – A SERVIÇO DA EVANGELIZAÇÃO

Pedro e Paulo, colunas e luzes que brilham no coração dos fiéis do Oriente e Ocidente

Após presidir na Basílica de São Pedro a missa pela Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, o Papa Francisco assomou à janela do apartamento pontifício para rezar o Angelus com os milhares de fiéis reunidos na Praça São Pedro.

Sua alocução, que precede a oração, foi toda dedicada aos dois Apóstolos, cuja fé é o fundamento “da Igreja de Roma, que sempre os venerou como padroeiros”. Todavia – observa o Santo Padre – é “toda a Igreja universal que olha para eles com admiração, considerando-os como duas colunas e duas grandes luzes que brilham não somente no céu de Roma, mas no coração dos fieis do Oriente e do ocidente.

“Se aqui em Roma conhecemos Jesus – explicou o Papa – e se a fé cristã é parte viva e fundamental do patrimônio espiritual e da cultura deste território, isto se deve à coragem apostólica destes dois filhos do Oriente próximo”.

“Se aqui em Roma conhecemos Jesus isto se deve à coragem apostólica destes dois filhos do Oriente próximo” Papa Francisco

Pedro e Paulo
Estes dois homens “que eram diferentes um do outro: Pedro um “humilde pescador” e Paulo “mestre e doutor”, foram enviados a Roma para pregar o Evangelho:

“Eles, por amor à Cristo, deixaram sua pátria e, independentemente das dificuldades da longa viagem e dos riscos e das suspeitas que encontrariam, desembarcaram em Roma. Aqui eles se tornaram anunciadores e testemunhas do Evangelho entre as pessoas, selando com o martírio a sua missão de fé e caridade”.

E este fato ocorrido nos primórdios do cristianismo, é trazido por Francisco para os tempos atuais:

“Pedro e Paulo hoje retornam idealmente entre nós, percorrendo novamente as ruas desta cidade, batendo na porta de nossas casas, mas acima de tudo dos nossos corações. Eles querem trazer mais uma vez Jesus, o seu amor misericordioso, a sua consolação, a sua paz. Acolhamos a mensagem deles! Façamos tesouro de seu testemunho! A fé firme e sincera de Pedro, o coração grande e universal de Paulo, nos ajudarão a ser alegres cristãos, fiéis ao Evangelho e abertos ao encontro com todos”.

Novos arcebispos

Francisco voltou-se então para a cerimônia por ele presidida esta manhã na Basílica vaticana onde abençoou os Pálios dos Arcebispos Metropolitas nomeados no últimos ano, vindos de diversos países:

“Renovo a minha saudação e o meu augúrio a eles, aos familiares e àqueles que os acompanham nesta peregrinação. Os encorajo a prosseguir com alegria a sua missão a serviço do Evangelho, em comunhão com toda a Igreja e especialmente com a Sé de Pedro, como expressa precisamente o sinal do Pálio”.

Por fim, o Pontífice recordou a presença na mesma cerimônia dos Membros da Delegação vinda a Roma em nome do Patriarca Ecumênico, “o caríssimo irmão Bartolomeu”:

“Também esta presença é sinal das fraternas ligações existentes entre as nossas Igrejas. Rezemos para que se fortaleçam sempre mais os vínculos de comunhão e o testemunho comum”.

Ao concluir, o Papa Francisco confiou a Salus Populi Romani “o mundo inteiro e em particular esta cidade de Roma, para que possa encontrar sempre nos valores espirituais e morais de que é rica o fundamento da sua vida social e da sua missão na Itália, na Europa e no mundo”.

Por Rádio Vaticano 

Adaptação: Portal terra de Santa Cruz – Boa Nova Web Rádio – A SERVIÇO DA EVANGELIZAÇÃO

Deus retira todo medo de nosso coração

Os medos são verdadeiros fantasmas que nos assustam, que tiram nossa paz interior e nos deixam viver em falsas seguranças na vida

Por que tendes tanto medo, homens fracos na fé? Então, levantando-se, ameaçou os ventos e o mar, e fez-se uma grande calmaria” (Mateus 8, 26).

Jesus está nos mostrando, hoje, diante desse acontecimento, no mar onde Seus discípulos da barca começaram a ficar apavorados, que o medo é uma grande tempestade que vai nos apavorar durante a nossa vida. As crianças têm medo, os jovens têm medo, nós adultos também temos medos.

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Os medos são verdadeiros fantasmas que nos assustam, que tiram nossa paz interior e nos deixam viver falsas seguranças na vida, quando, na verdade, a fé é o remédio de que precisamos, a cada dia, para vencer a tempestade do medo.

Ninguém vive sem ter medo, mas não podemos viver a partir dele. Existem medos que tomam conta de nós, apavoram a nossa vida, tiram nossa paz interior e não nos deixam ir para frente. Existem medos que são verdadeiros monstros dentro de nós e que, muitas vezes, são alimentamos por nós; e deixamos que cresçam e nos apavorem.

Não podemos seguir Jesus por causa de nossos medos; precisamos segui-Lo e n’Ele vencer os medos que há em nós, a cada dia ter a coragem de enfrentar esses monstros e deixá-los no lugar deles.

Como vamos fazer isso? Não fazemos, mas permitimos que Deus faça, permitimos que Ele vença, a cada dia, os nossos medos. Se podemos entender fé como entrega, não existe maior entrega do que dar a Deus nossas inseguranças e incertezas.

Isso não significa que quem segue Deus vai saber de tudo, vai ter segurança em tudo. Não! Mas tem convicção de onde colocou o seu coração e sua confiança!

Hoje, Jesus quer acalmar aquilo que dentro de nós está agitado. A Palavra de Deus vem ao nosso encontro para trazer calmaria às agitações que cresceram dentro de nós, às inseguranças que gritam dentro do nosso coração, aos medos e fantasmas que andam perturbando a nossa mente e alma.

Que a paz do coração de Deus acalme todos os medos do nosso coração!

Deus abençoe você!

Por Pe. Roger Araújo – Comunidade Canção Nova 

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz

 

Papa e Patriarca assinam Declaração Conjunta em Viagem Apostólica

Entre os dias 24 e 26 de junho, o papa Francisco esteve em Viagem Apostólica pela Armênia, numa visita ao patriarca dos armênios, Karekin II. Dentre as atividades diplomáticas e visitas às instituições religiosas e públicas, as duas autoridades eclesiásticas participaram de celebrações litúrgicas, as quais motivaram uma reflexão sobre a valorização do ecumenismo e unidade entre as Igrejas. Na conclusão da viagem, foi assinada uma Declaração Comum entre Sua Santidade o Papa Francisco e Sua Santidade Karekin II, na Santa Etchmiadzin, centro espiritual de todos os armênios.

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Leia a Declaração Comum na íntegra

Hoje na Santa Etchmiadzin, centro espiritual de Todos os Armênios, nós, o Papa Francisco e o Catholicos de Todos os Armênios Karekin II, elevamos as nossas mentes e corações em ação de graças ao Todo-Poderoso pela progressiva e crescente proximidade na fé e no amor entre a Igreja Apostólica Armênia e a Igreja Católica no seu testemunho comum à mensagem do Evangelho da salvação num mundo dilacerado por conflitos e desejoso de conforto e esperança. Louvamos a Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, por ter permitido que nos reunamos na terra bíblica de Ararat, que permanece como uma memória de que Deus será para sempre a nossa proteção e salvação. Grande prazer espiritual nos dá lembrar que, em 2001, por ocasião dos 1700 anos da proclamação do cristianismo como religião da Armênia, São João Paulo II visitou a Armênia e foi testemunha duma nova página nas relações calorosas e fraternas entre a Igreja Armênia Apostólica e a Igreja Católica. Estamos gratos pela graça que tivemos de estar juntos numa solene liturgia na Basílica de São Pedro em Roma no dia 12 de abril de 2015, onde empenhamos a nossa vontade de nos opor a toda a forma de discriminação e violência, e comemoramos as vítimas daquele que a Declaração Comum de Sua Santidade João Paulo II e Sua Santidade Karekin II assinala como “o extermínio de um milhão e meio de cristãos armênios, naquele que geralmente é referido como o primeiro genocídio do século XX” (27 de Setembro de 2001).

Louvamos ao Senhor por a fé cristã ser, hoje, novamente uma realidade vibrante na Armênia e por a Igreja Armênia exercer a sua missão com espírito de colaboração fraterna entre as Igrejas, sustentando os fiéis na construção dum mundo de solidariedade, justiça e paz.

Infelizmente, porém, estamos a ser testemunhas duma tragédia imensa que se desenrola diante dos nossos olhos: inúmeras pessoas inocentes que são mortas, deslocadas ou forçadas a um exílio doloroso e incerto devido a contínuos conflitos por motivos étnicos, econômicos, políticos e religiosos no Médio Oriente e noutras partes do mundo. Em consequência, minorias religiosas e étnicas tornaram-se alvo de perseguição e tratamento cruel, a ponto de o sofrimento por uma crença religiosa se tornar uma realidade diária. Os mártires pertencem a todas as Igrejas e o seu sofrimento é um “ecumenismo de sangue” que transcende as divisões históricas entre os cristãos, convidando-nos a todos a promover a unidade visível dos discípulos de Cristo. Juntos rezamos, por intercessão dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, Tadeu e Bartolomeu, por uma mudança de coração em todos aqueles que cometem tais crimes e naqueles que estão em posição de acabar com a violência. Imploramos aos líderes das nações que ouçam o apelo de milhões de seres humanos que anseiam pela paz e a justiça no mundo, que pedem respeito pelos seus direitos dados por Deus, que têm necessidade urgente de pão, não de armas. Infelizmente, estamos a ser testemunhas duma apresentação fundamentalista da religião e dos valores religiosos, usando tal forma para justificar a difusão de ódio, discriminação e violência. A justificação de tais crimes com base em concessões religiosas é inaceitável, porque “Deus não é um Deus de desordem, mas de paz” (1 Coríntios 14, 33). Além disso, o respeito pelas diferenças religiosas é condição necessária para a convivência pacífica de diferentes comunidades étnicas e religiosas. Precisamente por sermos cristãos, somos chamados a buscar e implementar caminhos para a reconciliação e a paz. A propósito, expressamos também a nossa esperança duma resolução pacífica das questões em torno de Nagorno-Karabakh.

Conscientes do que Jesus ensinou aos seus discípulos, quando disse: “Tive fome e destes-me de comer, tive sede e destes-me de beber, era peregrino e recolhestes-me, estava nu e destes-me que vestir, adoeci e visitastes-me, estive na prisão e fostes ter comigo” (Mateus 25, 35-36), pedimos aos fiéis das nossas Igrejas que abram os seus corações e mãos às vítimas da guerra e do terrorismo, aos refugiados e suas famílias. Em causa está o próprio sentido da nossa humanidade, da nossa solidariedade, compaixão e generosidade, que só pode ser devidamente expresso numa imediata partilha prática de recursos. Reconhecemos tudo o que já se está a fazer, mas insistimos que é necessário muito mais, por parte dos líderes políticos e da comunidade internacional, em ordem a garantir o direito de todos a viver em paz e segurança, para defender o estado de direito, proteger as minorias religiosas e étnicas, combater o tráfico de seres humanos e o contrabando.

A secularização de amplos setores da sociedade, a sua alienação das ligações espirituais e divinas leva inevitavelmente a uma visão dessacralizada e materialista do homem e da família humana. A este respeito, estamos preocupados com a crise da família em muitos países. A Igreja Apostólica Armênia e a Igreja Católica compartilham a mesma visão da família, fundada no matrimônio como ato de livre doação e de amor fiel entre um homem e uma mulher.

Temos o prazer de confirmar que, apesar das divisões que subsistem entre os cristãos, percebemos mais claramente que aquilo que nos une é muito mais do que aquilo que nos divide. Esta é a base sólida sobre a qual será manifestada a unidade da Igreja de Cristo, de acordo com as palavras do Senhor: “que todos sejam um só” (João 17, 21). Nas últimas décadas, a relação entre a Igreja Apostólica Armênia e a Igreja Católica entrou com êxito numa nova fase, fortalecida pelas nossas orações comuns e mútuos esforços a fim de superar os desafios contemporâneos. Hoje estamos convencidos da importância crucial de avançar nesta relação, promovendo uma colaboração mais profunda e decisiva, não somente na área da teologia, mas também na oração e na cooperação ativa no nível das comunidades locais, com o objetivo de compartilhar a comunhão plena e expressões concretas de unidade. Exortamos os nossos fiéis a trabalhar harmoniosamente pela promoção na sociedade dos valores cristãos que contribuam efetivamente para construir uma civilização de justiça, paz e solidariedade humana. Diante de nós está a senda da reconciliação e da fraternidade. Possa o Espírito Santo, que nos guia para a verdade completa (cf. João 16, 13), sustentar todo o esforço genuíno por construir pontes de amor e comunhão entre nós.

Da Santa Etchmiadzin, apelamos a todos os nossos fiéis para se juntarem a nós nesta oração feita com as palavras de São Nerses, o Gracioso: “Glorioso Senhor, aceitai as súplicas dos vossos servos e, graciosamente, atendei os nossos pedidos, pela intercessão da Santa Mãe de Deus, João Batista, o primeiro mártir Santo Estêvão, São Gregório nosso Iluminador, os Santos Apóstolos, Profetas, Teólogos, Mártires, Patriarcas, Eremitas, Virgens e todos os vossos Santos no céu e na terra. E a Vós, Santa e Indivisível Trindade, seja glória e adoração por todo o sempre. Amém”.

Santa Etchmiadzin, 26 de junho de 2016.

Sua Santidade Francisco                                  Sua Santidade Karekin II

(from Vatican Radio)

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz – Boa Nova Web Rádio – A SERVIÇO DA EVANGELIZAÇÃO. 

JMJ 2016: Exposições retratará a vida de João Paulo II

Cerca de 20 exposições diferentes, variando em forma e conteúdo,  retratarão a vida de João Paulo II, a ação pró-vida, vocação e outros temas

Pintura, fotografia, ícones, histórias em quadrinhos, apresentações e improvisos serão apresentados em exposições organizadas no âmbito do Festival da Juventude. Os trabalhos serão apresentados por artistas da Polônia, França, Argentina, Estados Unidos, entre outros.

Serão cerca de 20 exposições diferentes, variando em forma e conteúdo e aludindo à vida de João Paulo II, à ação pró-vida, vocação e outros temas. Dentre os trabalhos desenvolvidos, estão as placas mostrando peregrinações de escoteiros para a Itália, Santuários Marianos Europeus e pôsteres relativos à Divina Misericórdia importados da Argentina. Uma parte importante das exposições será o trabalho do falecido Eugeniusz Mucha, notável artista da pintura sacra contemporânea.

Um dos artistas convidados para o Festival da Juventude é a irmã religiosa Terezja Maria Pi?ko?, que trará da Dinamarca um mosaico impresso criado juntamente com crianças dinamarquesas que mostra a história da salvação.

Os Jovens Embaixadores que viajam pela Europa em um “Busem do marze?” (‘Ônibus para os Sonhos’) promovendo o encontro com o Papa em julho, irá apresentar os impactos desse projeto no festival da juventude, como uma coleção de livros de histórias em quadrinhos intitulado “Kilometr dla papie?a” (‘Quilômetro para o Papa’). Haverá também uma exposição preparada por americanos relacionada ao tema pró-vida, utilizando motocicletas.

Parte das exposições será aberta às vésperas da Jornada Mundial da Juventude, enquanto outras peças poderão ser vistas bem antes. Diferentes lugares da cidade, como museus, igrejas e ambientes ao ar livre vão receber as exposições.

De acordo com a coordenadora das Exposições, Julia Basista, as galerias preparadas oferecerão aos peregrinos e moradores de Cracóvia a chance de “descansar”. “E quem sabe talvez, essas pessoas possam se envolver na proteção da vida, ajudar as pessoas com deficiência ou se interessar pela comunidade das Irmãs de Maria, Rainha dos Apóstolos”, disse Julia.

Além das tradicionais exposições, haverá também espetáculos ao vivo. Um dos artistas é Julien Touchard, da França. Desde já, ele está encorajando todos a enviar fotos pessoais para handbyhandproject@gmail.com. As fotografias enviadas serão impressas e dispostas em uma obra de arte na frente de um público em Plac Niepodleg.

Por Portal Canção Nova

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz – Boa Nova Web Rádio 

 

Natividade de São João Batista

História de São João Batista

São João Batista nasceu milagrosamente em Aim Karim, cidade de Israel que fica a 6 quilômetros do centro de Jerusalém. Seu pai era um sacerdote do templo de Jerusalém chamado Zacarias. Sua mãe foi Santa Isabel, que era prima de Maria Mãe de Jesus. São oão Batista foi consagrado a Deus desde o ventre materno. Em sua missão de adulto, ele pregou a conversão e o arrependimento dos pecados manifestos através do batismo. João batizava o povo. Daí o nome João Batista, ou seja, João, aquele que batiza.

A importância de São João Batista

São João Batista é muito importante no Novo Testamento, pois ele foi o precursor de Jesus, anunciou sua vinda e a salvação que o Messias traria para todos. João Batista era a voz que gritava no deserto e anunciava a chegada do Salvador. Ele é também o último dos profetas. Depois dele, não houve mais nenhum profeta em Israel.

Nascimento milagroso de São João Batista

A mãe de João Batista, Santa Isabel, era idosa e nunca tinha engravidado. Todos a tinham como estéril. Mas, então, o anjo Gabrielapareceu a Zacarias quando este prestava seu serviço de sacerdote no templo e anunciou que Isabel teria um filho e que este deveria se chamar João. Zacarias não acreditou e ficou mudo. Pouco tempo depois, Isabel engravidou como o Anjo havia dito.

Isabel e a Ave Maria

Nesse mesmo tempo, o anjo apareceu também a Maria e anunciou que ela seria a mãe do Salvador. Então, Maria foi visitar Isabel, pois o anjo lhe havia dito que Isabel estava grávida. Quando Maria chegou e saudou Isabel, João mexeu no ventre da mãe e Isabel fez aquela maravilhosa saudação a Maria santíssima: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! De onde me vem que a mãe do meu Senhor me visite? (Lc 1-41-43) Esta saudação de Isabel, inclusive, se tornou parte da oração da Ave Maria.

sc3a3o-joc3a3o-batistaVida no deserto

Quando São João Batista ficou adulto, percebeu que chegara sua hora. Então, foi morar no deserto para rezar, fazer sacrifícios e pregar para que as pessoas se arrependessem. Vivendo uma vida extremamente difícil e com muita oração, passou a ser conhecido como profeta, homem enviado por Deus. Ele sempre anunciava a vinda do Messias. Batizava a todos que se arrependiam e multidões sempre iam ver suas pregações no rio Jordão.

O batismo de Jesus

Por causa de seu carisma, algumas vezes o povo pensava que São João Batista era o Messias. Mas ele sempre dizia: Eu não sou o Cristo, eu não sou digno de desatar nem a correia de suas sandálias. (Jo. 1-27). Em outra passagem, ele disse:Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. (Jo.1-29) Quando o próprio Jesus, o verdadeiro Salvador, foi ao encontro de João Batista para ser batizado, São João disse: Eu é que devo ser batizado por ti, e tu vens a mim? (Mt3-14). Mas Jesus confirmou e São João Batista batizou Jesus. Assim Jesus começou sua vida pública.

Prisão e morte de João Batista

Nas pregações de São João ele não poupava o rei local, Herodes Antipas, Rei fantoche de Roma na Peréia e na Galileia. João denunciava a vida adultera do rei. Herodes tinha se unido a Herodíades, sua cunhada. São João Batista denunciava também a vida desregrada de Herodes em seu governo.

São Marcos em seu evangelho narra que Salomé, filha de Herodíades, dançou para Herodes. O rei ficou deslumbrado com ela e disse que daria tudo o que lhe pedisse. Então Salomé fala com sua mãe e pede a cabeça de São João Batista numa bandeja. Herodes, triste, fez como havia prometido diante dos convivas. (Mar 6.14-29)

Devoção a São João Batista

São João Batista é o primeiro mártir da Igreja, e o último dos profetas. Sua festa é celebrada desde o começo da igreja, no dia 24 de junho. Ele é venerado como profeta, santo, mártir, precursor do Messias e arauto da verdade, custe o que custar. Sua representação é mostrada batizando Jesus e segurando um bastão em forma de cruz.

Oração a São João Batista

São João Batista, voz que clama no deserto, endireitai os caminhos do Senhor, fazei penitência, porque no meio de vós esta quem não conheceis, e do qual eu não sou digno de desatar os cordões das sandálias. Ajudai-me a fazer penitência das minhas faltas, para que eu me torne digno do perdão  daquele que vós anunciaste com estas palavras: Eis o Cordeiro de Deus, eis aquele que tira o pecado do mundo. São João Batista rogai por nós. Amém. 

Por Portal Terra de Santa Cruz

 

 

Diretório de Comunicação da Igreja no Brasil – Comentário sobre o Doc 99 da CNBB

O jornalista Everton Barbosa, assessor de Comunicação e Imprensa da Arquidiocese de Maringá, propõe uma reflexão pedagógica sobre o Diretório de Comunicação da Igreja no Brasil, lançado em 2014 pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Uma iniciativa particular que tem o objetivo de divulgar o Documento 99 da CNBB e motivar ações concretas de comunicação nas diversas realidades das comunidades católicas do país.

De acordo com a apresentação da CNBB, “O Diretório de Comunicação da Igreja no Brasil tem como objetivo motivá-la a atualizar e aprofundar os conhecimentos e referências sobre a natureza e a importância da comunicação para a vida da comunidade eclesial nos processos de evangelização e no diálogo com a sociedade, tanto de seus pastores quanto de seus fiéis, tendo presentes as mudanças pelas quais o mundo vem passando, entre as quais está o avanço acelerado das tecnologias.”

Fonte: Arquidiocese Maringa

Portal Terra de Santa Cruz 

Eleições 2016:CNBB lança cartilha de Orientação Política

O objetivo da Cartilha é contribuir para a formação política das pessoas, motivá-las à participação no processo político e fornecer critérios para orientá-las nas eleições municipais deste ano.

A cartilha é elaborada numa linguagem simples, é didática e com 24 páginas coloridas. Traz indicações básicas sobre o universo da política a partir do olhar da Igreja Católica e trata das mudanças na legislação eleitoral.

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Preço:

– R$ 0,90  a unidade (Pedido mínimo 100 unidades)

Pode-se fazer o pedido diretamente pelo site www.cnbbs2.or.br 

Informações: DIOCESE DA CAMPANHA/MG

Portal Terra de Santa Cruz

CNBB: Cetel prossegue com revisão do missal romano

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Segundo o presidente da Comissão, dom Armando Bucciol, o grupo já está na parte da revisão das missas rituais, que são aquelas que estão unidas à celebração de alguns sacramentos, tais como o matrimônio e a ordenação de presbíteros.

Ainda de acordo com o bispo, faltam cerca de 250 páginas do missal, para que a Comissão conclua o seu trabalho.

“Esperamos também poder acelerar, principalmente neste último período porque várias orações já foram revistas no missal, pois algumas se repetem, porém, o trabalho é sempre minucioso. Caminhamos devagar porque procuramos dar o melhor na revisão da tradução para favorecer o momento orante das assembleias litúrgicas com uma linguagem que seja capaz de expressar o conteúdo na fidelidade e ao mesmo tempo numa linguagem que seja compreensível e que tenha uma certa elegância expressiva”, afirmou o bispo.

Ainda este ano, a Comissão vai lançar a reedição da Coleção de Missas de Nossa Senhora. O livro litúrgico estará disponível nas edições CNBB.

A Comissão seguirá reunida até quarta, 22/06

Fonte: CNBB

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz

São Luís Gonzaga Modelo de pureza, coerência e desapego.

São Luís Gonzaga aliou a nobreza de sangue à santidade, comemorando-se sua festa no dia 21 deste mês. Fez voto de virgindade aos nove anos e morreu como noviço da Companhia de Jesus aos 23, vitimado por sua assinalada caridade para com os empestados de Roma.

Esse feliz acontecimento foi providencialmente comemorado em Castiglione com o júbilo de um nascimento real. E muito a propósito, pois o recém-nascido haveria de ser a maior glória da dinastia dos Gonzaga, uma das mais ilustres de toda a Itália. Com domínios de Mântua a Bréscia, e de Ferrara à fronteira da Lombardia, ao longo dos anos a dinastia acumulara riquezas, altos cargos eclesiásticos e principados em sua aristocrática linhagem.

A arquesa de Castiglioni, Laura de Gonzaga, estava em trabalhos de parto, com grande perigo de vida para si e para a criança que ia nascer. Todos já desesperavam de vê-la a salvo, quando ela resolveu fazer uma promessa a Nossa Senhora de Loreto, de consagrar-Lhe esse primeiro filho de suas entranhas e de levá-lo em peregrinação ao seu santuário, tão logo ambos se recuperassem. Imediatamente deu à luz o primogênito de seus oito filhos, a quem pôs o nome de Luís.

Dona Laura era casada com um dos mais salientes membros dessa estirpe, Fernando, Marquês de Castiglione e Príncipe do Sacro Império. Conhecera-o na corte da Espanha, onde era dama da Rainha Isabel de França. Esta soberana, secundada por seu esposo, o grande Felipe II, estimando a virtude e as qualidades morais de Dona Laura, a escolhera para sua dama.

Se o Marquês tinha no sangue o espírito combativo e militar de seus ancestrais, a Marquesa completava a belicosidade do marido com uma profunda piedade. E Luís recebeu a influência dos dois.

Desde muito pequeno, gostava de ouvir, falar e pensar em Deus. Teve assim, quase desde o berço, um dom muito elevado de oração, sendo Deus seu único mestre.

“Conversão” aos sete anos…

Unido a essa feliz propensão de seu caráter e à sua piedade precoce, podia-se perceber nele o borbulhar belicoso do sangue ancestral. Assim é que o Marquês deu-lhe uma pequena armadura, elmo, espadinha e um pequeno arcabuz de verdade. E o levou ao acampamento de Casal-Major, onde deveria passar em revista as tropas que levava consigo para a guerra do rei espanhol contra Túnis.

Um dia Luís, disparando seu arcabuz, chamuscou o rosto. O pai então proibiu-o de utilizar pólvora. Mas ele, travesso e valente, noutro dia, na hora do repouso após o almoço, conseguiu escapar à vigilância de seu tutor, aproximar-se de um canhão e acender-lhe o pavio. O acampamento todo foi despertado com o estrondo, e encontraram o pequeno príncipe estirado ao solo, vítima do coice que recebeu da possante arma.

Luís gostava de estar junto aos tercios espanhóis — das mais famosas tropas de infantaria então existentes — imitando seu passo marcial. Mas muitas vezes repetia seu jargão e as palavras às vezes inconvenientes de alguns deles. Seu tutor chamou-lhe a atenção, dizendo-lhe que aquela não era a linguagem de lábios limpos. Embora o menino de cinco anos não entendesse seu sentido, chorou amargamente essa involuntária falta, que acusará sempre como uma das mais graves de sua vida. E disse que a partir desse episódio teve início sua “conversão”!

Objetivo: alcançar vida de perfeição

Desde então, essa criança começou um processo de sério afervoramento espiritual. Segundo o parecer de outro Santo, São Roberto Belarmino, Doutor da Igreja e futuro confessor do primogênito do Marquês de Castiglione, “na idade de sete anos é que Luís começou a conhecer mais a Deus, desprezar o mundo e empreender uma vida de perfeição. Ele mesmo com freqüência me repetia que o sétimo ano de sua idade marcava a data da sua conversão”.

Aos oito anos o pai levou-o com seu irmão Rodolfo para viverem na corte do Grão-duque da Toscana, Francisco de Médicis. Já não se estava mais na austeridade vivida pelos príncipes medievais, pois a decadência renascentista invadia tudo. Em meio aos divertimentos mundanos e às solicitações dessa brilhante corte renascentista, Luís buscava auxílio nAquela a quem fora consagrado ao nascer. Aumentou então seus atos de devoção à Santíssima Virgem, de tal modo que fez, aos nove anos de idade, voto de castidade perpétua.

Quando tinha 10 anos, numa ausência do pai, recebeu certo dia em Castiglione o Cardeal-Arcebispo de Milão, São Carlos Borromeu. Este ficou encantado com sua pureza e santidade, tendo declarado “que jamais encontrara jovem que em tal idade atingisse tão elevada perfeição”. Ele mesmo administrou-lhe a Primeira Comunhão, aconselhando-o a praticar a comunhão freqüente e a leitura doCatecismo Romano.

Sua infância transcorreu de castelo em castelo, de corte em corte, de festa em festa, mantendo, contudo, sempre o coração ancorado em Deus. Provou, assim, que era perfeitamente possível cultivar a santidade em meio aos esplendores da nobreza. Com efeito, aos 12 anos já atingira alta contemplação. Para isso lhe fora de muita ajuda um livro de São Pedro Canísio, apóstolo da Alemanha. A meditação contínua tornou-se para ele quase uma segunda natureza.

Um de seus criados poderá afirmar: “Todos seus pensamentos estavam fixos em Deus. Fugia dos jogos, dos espetáculos e das festas. Se dizíamos alguma palavra menos decente, chamava-nos e repreendia-nos com toda doçura e gentileza”. Luís afirmaria mais tarde: “Deus me deu a graça de não pensar senão no que quero”. E por isso tinha um domínio total de si mesmo.

Vivendo em plena época do Renascimento, estudou as línguas clássicas, chegando a escrever elegantemente em latim. Foi nessa língua que fez um discurso de saudação ao monarca espanhol Felipe II quando suas armas foram vitoriosas em Portugal. Espírito alerta, perspicaz e sério, triunfou facilmente nos estudos. Ele alia va magnificamente a nobreza, a cultura, a inteligência e a santidade.

Para o cumprimento da vocação, vitória sobre sérios obstáculos

Em 1581 Luís foi levado pelo pai para a Espanha, para ser pajem dos infantes naquele país. Mas Deus tinha sobre ele outros desígnios. Na corte de um dos mais poderosos soberanos da Terra, afirma-se no coração de Luís o desejo de apartar-se do mundo e dedicar-se totalmente a Deus. Tendo cumprido já os 16 anos, decidiu falar sobre isso com seu pai. O marquês, que encantado com as qualidades do filho augurava-lhe um brilhante porvir no mundo, respondeu-lhe com um rotundo não.

Para dissuadi-lo disso, enviou-o de volta à Itália, com missão junto a vários príncipes. Esperava que, em meio àquela vida brilhante da Itália renascentista, arrefecesse no filho o desejo de fazer-se religioso. Luís desincumbiu-se com tanto êxito das várias tarefas, que o pai mais se firmou no desejo de tê-lo como seu sucessor.

Mas, à força de muitas súplicas, o marquês cedeu. E Luís — tendo também, como príncipe do Sacro-Império, obtido a permissão do Imperador — pôde abdicar de todos seus direitos dinásticos em favor de seu irmão Rodolfo, e assim entrar no noviciado da Companhia de Jesus em Roma, aos 18 anos incompletos.

Alto grau de santidade em plena juventude

Dentro do noviciado jesuíta, Luís continuou a ser motivo de edificação para todos, como sucedera quando estava no século. Seus superiores não tiveram senão que moderar o seu fervor e pôr limites às suas grandes penitências. Para ele, era uma alegria sair pelas ruas de Roma, com um saco às costas, pedindo esmolas para o convento. Era também enviado a ajudar na cozinha e na limpeza da casa. A alguém que lhe perguntou se não sentia repugnância em fazer atos tão humildes, respondeu que não, pois tinha diante dos olhos a Jesus Cristo humilhado pelos pecados dos homens, e a recompensa eterna que Ele dá àqueles que se rebaixam por amor a Deus.

Visitava os doentes e os encarcerados. Mesmo nessas ocasiões, mantinha seu recolhimento em Deus e cumpria seus atos de devoção. Dizia que “aquele que não é homem de oração não chegará jamais a um alto grau de santidade nem triunfará jamais sobre si mesmo; e que toda a tibieza e falta de mortificação que se via em almas religiosas não procediam senão da negligência na meditação, que é o meio mais curto e eficaz para se adquirir as virtudes”. A tal ponto se tornara senhor de sua imaginação, que no espaço de seis meses, segundo ele mesmo reconheceu, suas distrações não haviam durado o tempo de uma Ave-Maria.

Uma de suas devoções especiais era a Paixão de Nosso Senhor, a qual tornou-se objeto contínuo de suas meditações. Sua devoção à Santíssima Virgem era terna e filial. Tinha também especial devoção aos Santos Anjos, especialmente a seu Anjo da Guarda, e escreveu mesmo um pequeno estudo sobre eles. Também o Santíssimo Sacramento era objeto de suas afeições. Passava horas diante do tabernáculo, entretendo-se com o Deus escondido sob as aparências eucarísticas.

Caso seus superiores não o tivessem moderado, as penitências físicas que praticava teriam abreviado seus dias. Alguns diziam que ele lamentaria, na hora da morte, esse excesso. Bem pelo contrário: nesse momento ele fez questão de dizer a seus irmãos, reunidos em torno de seu leito, que se ele tinha alguma coisa a lamentar nesse sentido eram as penitências que ele não havia feito, e não as que fizera.

Seu pai, que levara uma vida muito voltada às coisas do mundo, preparou-se tão bem para a morte, que atribuiu esses sentimentos às orações do filho.

Na morte, caridade heróica

Pouco depois do falecimento de seu progenitor, Luís teve que ir a Castiglione resolver uma áspera disputa entre seu irmão Rodolfo e seu tio, a propósito de terras. Sua mãe, que o venerava muito, e com sentimentos de verdadeira nobreza, recebeu-o de joelhos.

Quando estava hospedado no colégio da Companhia, em Milão, teve a revelação de que em breve morreria. Exultante, voltou para Roma e empregou seus últimos dias cuidando dos empestados numa terrível epidemia que devastava a Cidade Eterna. Com isso, ganhou mais méritos. Vítima do contágio, faleceu santamente a 21 de junho de 1591.

Que São Luís Gonzaga interceda por nós, em meio ao neopaganismo e à decadência moral de hoje em dia, e nos obtenha do Criador pelo menos uma parcela de seu abrasado amor de Deus e zelo apostólico, bem como de sua pureza angélica.

Obras consultadas:

Les Petits Bollandistes, Vies des Saints, d’après le Père Giry, Bloud et Barral, Libraires-Éditeurs, Paris, 1882, tomo 7º, pp. 192 a 203.

Pe. Jean Croisset, S.J., Año Cristiano, tradução espanhola, Saturnino Calleja, Madrid, 1901, tomo 2º, pp. 907 a 919.

Fr. Justo Pérez de Urbel, O.S.B., Año Cristiano, Ediciones Fax, Madrid, 1945, tomo II, pp. 665 a 675.

Pe. José Leite, S. J., Santos de Cada Dia, Editorial A.O., Braga, 1987, tomo II, pp. 275 a 278.

Artigo oferecido pela Revista Catolicismo.

Fonte:http://www.lepanto.com.br/

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz 

Papa: Cristãos se olhem no espelho antes de julgar

Antes de julgar os outros, devemos olhar no espelho para ver como somos. Foi a exortação do Papa na missa matutina na Casa Santa Marta. O Pontífice sublinhou que aquilo que distingue o juízo de Deus do nosso não é a onipotência, mas a misericórdia.

O juízo pertence somente a Deus; por isso, se não quisermos ser julgados, nós também não devemos julgar os outros. Concentrando-se na leitura do Evangelho do dia, o Papa observou que ‘todos nós queremos que no Dia do Juízo, o Senhor nos olhe com benevolência, que se esqueça das coisas feias que fizemos na vida’.

Jesus nos chama de hipócritas quando julgamos os outros

Por isso, ‘se você julga continuamente os outros – advertiu – será julgado com a mesma medida’. “O Senhor – prosseguiu – nos pede para nos olharmos no espelho”:

“Olha no espelho… mas não para se maquiar, para que não se vejam suas rugas. Não, não, não é este o conselho… Olha no espelho para ver você mesmo, como é. ‘Por que olha o cisco que está no olho do seu irmão e não percebe a trave que está no seu? Como você pode dizer a seu irmão ‘Deixa eu tirar o cisco do seu olho, enquanto não presta atenção na trave que está no seu olho?’. E como nos define o Senhor, quando fazemos isso? Com uma só palavra: ‘Hipócrita’. Tira primeira a trave do seu olho, e só então, poderá ver direito e tirar o cisco do olho do seu irmão”.

Rezar pelos outros em vez de julgá-los

O Senhor, disse o Papa, podemos notar que “fica um pouco com raiva aqui”, nos chama de hipócritas quando nos colocamos no lugar de Deus”. Isto, acrescentou, é o que a serpente persuadiu a fazer Adão e Eva: “Se vocês comerem isso, vocês serão como Ele”. Eles, disse o Papa, “queriam tomar o lugar de Deus”:

“Por isso é feio julgar. O juízo é só de Deus, somente d’Ele! A nós o amor, a compreensão, rezar pelos outros quando vemos coisas que não são boas, mas também falar com eles: ‘Mas, olha, eu vejo isso, talvez …’ Mas jamais julgar. Nunca. E isso é hipocrisia, se nós julgamos”.

Em nossa opinião falta a misericórdia, só Deus pode julgar

Quando julgamos, continuou, “nós nos colocamos no lugar de Deus”, mas “o nosso julgamento é um julgamento pobre”, nunca “pode ser um verdadeiro julgamento”. “E por que – pergunta-se o Papa – o nosso não pode ser como o Deus? Por que Deus é Todo-Poderoso e nós não?” Não, é a resposta de Francisco, “porque em nosso julgamento falta a misericórdia. E quando Deus julga, julga com misericórdia”:

“Pensemos hoje no que o Senhor nos diz: não julgar, para não ser julgado; a medida, o modo, a medida com a qual julgamos será a mesma que usarão para conosco; e, em terceiro lugar, vamos nos olhar no espelho antes de julgar. ‘Mas aquele faz isso… isto faz o outro…’ ‘Mas, espere um pouco… ‘, eu me olho no espelho e depois penso. Pelo contrário, eu vou ser um hipócrita, porque eu me coloco no lugar de Deus e, também, o meu julgamento é um julgamento pobre; carece-lhe algo tão importante que tem o julgamento de Deus, falta a misericórdia. Que o Senhor nos faça entender bem essas coisas”.

Por Rádio Vaticano 

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz 

Catequese do Papa na audiência jubilar: “Misericórdia e conversão”

O Santo Padre recebeu, na manhã deste sábado (18/6), na Praça São Pedro, milhares de peregrinos e fiéis, provenientes de diversas partes da Itália e do mundo, para a audiência jubilar. Em sua catequese o Papa refletiu sobre a passagem evangélica onde diz que “depois da sua ressurreição, Jesus apareceu diversas vezes aos discípulos, antes de ser elevado à glória do Pai”. Em uma destas aparições, o Senhor indica o conteúdo fundamental da pregação que os apóstolos deveriam oferecer ao mundo, que o Papa assim classificou:
“Podemos sintetizá-la em duas palavras: ‘conversão’ e ‘perdão dos pecados’. São dois aspectos que classificam a misericórdia de Deus, que, com amor, cuida de nós”.

Hoje, porém, em sua catequese, o Santo Padre explicou apenas a primeira palavra: “conversão”, que está presente em toda a Bíblia, de modo particular na pregação dos profetas, que convidavam, continuamente, o povo a “voltar para Deus”, para pedir-lhe perdão e mudar seu estilo de vida:
“Converter-se, segundo os profetas, significa mudar de direção e dirigir-se novamente ao Senhor, na certeza de que ele nos ama e o seu amor é sempre fiel”.

De fato, conversão foi a primeira palavra da pregação de Jesus: “Convertam-se e acreditem no Evangelho”. Com este anúncio, disse Francisco, Jesus se apresenta ao povo, pedindo que acolha a sua palavra, como última e definitiva que o Pai dirige à humanidade.

Em relação à pregação dos profetas, Jesus insiste ainda mais sobre a dimensão interior da conversão, com a qual toda a pessoa é envolvida, coração e mente, para se tornar criatura nova. E o Papa ponderou:

“Quando Jesus convida à conversão, não o faz para julgar as pessoas, mas a partir da proximidade, da partilha da condição humana e, portanto, da estrada, da casa, da mesa. A misericórdia com os que tinham necessidade de mudar de vida acontecia com a sua presença amável, envolvendo cada um na sua história de salvação”.

Com este seu comportamento, Jesus tocava a profundidade do coração das pessoas, que se sentiam atraídas pelo amor de Deus e impelidas a mudar de vida. Aqui Francisco citou algumas conversões, como a de Mateus e Zaqueu, que aconteceram precisamente assim, porque se sentiram amados por Jesus e, por meio dele, pelo Pai. E o Papa insistiu:

“A verdadeira conversão, insistiu o Papa, acontece quando acolhemos o dom da graça e o claro sinal da sua autenticidade é quando percebemos das necessidades dos irmãos e nos sentimos prontos a ir ao seu encontro”.

O Santo Padre concluiu a sua catequese desta audiência jubilar dizendo: “Quantas vezes sentimos a exigência de uma mudança que envolve toda a nossa vida!” Por isso, exortou os fiéis a seguir este convite do Senhor sem obstinação, porque somente abrindo-nos à sua misericórdia podemos encontrar verdadeira vida e verdadeira alegria.

Após a sua catequese, Francisco passou a cumprimentar os diversos grupos de peregrinos presentes na Praça São Pedro. Eis a sua saudação que fez aos presentes de  língua portuguesa:

“Queridos peregrinos de língua portuguesa, sejam bem vindos! Saúdo a todos convidando-os a pedir ao Senhor uma fé grande para verem a realidade com o olhar de Deus e uma grande caridade para se aproximarem das pessoas com coração misericordioso. Confiem em Deus, como a Virgem Maria! Sobre vocês e suas famílias, desça a bênção do Senhor”.

Assim, o Papa concedeu a todos a sua Bênção Apostólica.

Por Rádio Vaticano

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz 

Pastoral da Criança: Dicas de como falar não para as crianças

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Diga um “sim” parcial

Concorde com alguma parte daquilo que ela deseja, como, por exemplo:
 “Sim, você pode sair, depois que seu quarto estiver em ordem”.

Explique a situação

Explique a situação para criança sem alterar o tom de voz. E sempre se abaixe para conversar com uma criança, olhando no olho dela.

Afastar-se na hora do “chilique”

Na hora do ‘‘chilique’‘ da criança, a melhor coisa é se afastar por alguns metros e não prestar atenção. Se mesmo assim não adiantar, pegue-a do chão, coloque nos braços e retire-se do local. Leve-a para casa e tenha uma atitude firme. Mas lembre, tudo isso com calma, amor e sem violência.

Medidas firmes

Quando a criança persiste no chilique, é hora de aplicar medidas firmes. Por exemplo: tire algo que ela goste de fazer ou que queria muito. E nunca volte atrás, pois assim demonstra insegurança e a criança vai se aproveitar desse descuido. Não esqueça, sempre sem violência.

Limites

Lembre-se de dar limites desde bebê. Isso inclui o não”, pois falar “não” também é educar.

O “não” representa amor!

Não se sinta mal, com medo e receio de falar “não”. O “não” representa amor! Ter regras, horários e limites faz com que a criança sinta carinho e atenção dos pais. Ela cresce mais segura e, com certeza, terá melhores condições de encarar a vida.

Utilize sempre o que pede o 4° Mandamento para a Paz na Família:

“Eduque seu filho através da conversa, do carinho e do apoio e tome cuidado: quem bater para ensinar está ensinando a bater”.

Fonte: www.pastoraldacrianca.org.br

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz 

Se a Igreja é tão rica por que não vende seus tesouros? Responde o Papa Francisco

Durante a entrevista que concedeu à revista holandesa Straatnieuws, o Papa Francisco respondeu a uma das perguntas mais populares entre católicos e não católicos a respeito das riquezas da Igreja.

A entrevista foi feita por Marc, um homem de 51 anos, que não tem lar e vende a revista na cidade holandesa de Utrecht. Junto a ele estiveram Frank Dries – editor da revista – e os jornalistas Stijn Pantanos e Jan-Willen Astucia.