Escola da Fé: Paroquianos encerram o 2º módulo de formação- bíblico-pastoral em Campanha/MG

“Senhor a quem iremos nós? só tu tens palavra de vida eterna”
João 6,68

A Sagrada Escritura é um dos tesouros da Igreja que fundamentam a fé cristã, garantindo coragem, esperança, verdade, felicidade e plenitude para quem se põe a servir no Reino. Ao ensinar as verdades da fé, não podem permanecer inerte no ouvinte, mas deve por sua vez, apontar também as verdades que carecem de transformação na vida do cristão. De meras palavras escritas ela se coloca como Palavras Sagradas, pois o próprio Deus (que é trindade) se comunica com seu povo de variadas formas. Assim, a mensagem essencial permanece imutável, o amor fidedigno do Criador para com suas criaturas.


Acontece que as particularidades deste ensino e interpretação da Palavra podem se transformar em equívocos e perda do sentido sacro e fiel que se é atribuído a Bíblia. É deste modo que a Igreja em seu compromisso maternal, se preocupa com a interpretação correta e completa da Palavra de Deus. Estar em comunhão com o Magistério, a Tradição e o corpo eclesial é condição necessária para quem reza os textos sagrados e os pratica como condição para a felicidade.


A Escola da Fé de nossa Paróquia, em sua proposta de formar lideranças e agentes engajados na vida de oração e ação da Igreja, acreditou ser vigente e coerente com as diretrizes da Diocese da Campanha-MG, o tema da Palavra de Deus. Reunimos mais de quarenta participantes para rezar, entender e perceber a riqueza da Bíblia de forma simples e cautelosa, fiel e responsável e para assumir o compromisso que emana desta Palavra. Foram apresentados documentos e instruções da Igreja para se proceder a leitura e interpretação, estudado de maneira simplificada a formação do Povo de Deus, exposto a linha histórica dos escritos, explicado os fundamentos e realizado a Lectio Divina. Deste modo se pode assumir o compromisso de ser “praticantes da palavra e não meros ouvintes”(Tg 1,22).


A próxima semana deste ciclo de formação acontecerá a partir do dia 29 de junho com o tema “ A Doutrina Social da Igreja”, dirigido por professores, com o testemunho de missionários convidados.

Texto: Por Vinícius Thiago Amaral – coordenador das atividades e seminarista em serviço pastoral na Paróquia Santo Antônio – Campanha/MG

Fotos: Bruno Henrique Santos – Pastoral da Comunicação/ Gestor do  Portal Terra de Santa Cruz 

Veja mais fotos a página da Paróquia Santo Antônio 

I Encontro da Forania Nossa Senhora dos Campos

Neste domingo, 29 de maio, aconteceu o 1º encontro da forania Nossa Senhora dos Campos – Diocese da Campanha/MG . O encontro foi realizado na Comunidade Evangelizadora Magnificat (CEM). A forania tem como Vigário forâneo o Padre José Roberto de Souza, pároco da Paróquia do Mártir em Varginha/MG
Iniciado com a oração do ofício divino presidido pelo Pe. Daniel Meneses Fernandes (Pároco da Paróquia Nª Senhora do Carmo/Carmo de Minas) que após a oração, realizou com os participantes do encontro uma formação,  explicando a celebração do Ofício Divino e a importância de reza-lo em comunidade e a necessidade da incorporação desta celebração no dia a dia das paróquias.
Pe. Marcelo Alves dos Reis, SCJ (Vigário Paroquial na Paróquia Divino Espírito Santo/Varginha) passou uma formação muito rica sobre a Exortação Apostólica  Amoris laetitia (A alegria do amor) do Papa Francisco apresentada e publicada em 08 de abril de 2016 pelo Vaticano. Este documento trata do amor na família que refere-se a pratica da doutrina com a Alegria do Amor de que a Igreja é portadora, a alegria é fruto do Espírito Santo.
No período da tarde os participantes se reuniram em 20 grupos, para responder 2 perguntas com base na exortação: 1ª Qual tema da Exortação querem aprofundar? 2ª Como aplicar a exortação em nossa Paróquia?  Após essa partilha cada um finalizou com a produção de um oração na qual levaram para suas casas e famílias.
A Comunidade E. Magnificat apresentou um teatro, que teve a finalidade de mostrar a todos o real sentido do serviço a Igreja de Cristo, seja como Padre, Religiosos(as), Leigos(as) inseridos em pastorais e movimentos, mostrando que em primeiro lugar estamos todos a serviço do reino de Deus e para Deus e que sempre há espaço para outras pessoas que queiram servir a Deus na igreja. O serviço missionário, social, evangelizar, não é algo para nós sermos os destaques e sim para Deus ser, para ele ser exaltado e glorificado. 
O inédito encontro da Forania Nossa Senhora dos Campos composta por 19 paróquias, contou com aproximadamente 306 lideranças, foi um número bastante expressivo de pessoas. Com a presença do Bispo Diocesano Dom Pedro Cunha Cruz, o encontro encerrou-se com a santa missa presidida pelo mesmo concelebrada pelo Vigário Forâneo, pe. José Roberto de Souza (Paróquia do Mártir – Varginha/MG), pelo fundador da Comunidade E. Magnificat (CEM), pe. Pedro Paulo entre outros.
Paróquias presentes no encontro:
Paróquia Nossa Senhora do Carmo - Carmo de Minas/MG
Paróquia do Divino Espírito Santo - Elói Mendes/MG 
Paróquia Cristo Bom Pastor - Elói Mendes/MG
Paróquia São Bento - São Bento Abade/MG
Paróquia Sagrada Família  - Três Corações/MG
Paróquia Sagrado Coração de Jesus - Três Corações/MG
Paróquia Nossa Senhora Aparecida - Três Corações/MG
Paróquia Santa Rita - Três Corações/MG
Paróquia Santa Teresa - Três Corações/MG
Paróquia da Bem Aventurada Francisca de Paula - Nhá Chica - Três Corações/MG
Paróquia do Mártir São Sebastião - Varginha/MG
Paróquia Divino Espírito Santo  - Varginha/MG
Paróquia Nossa Senhora do Rosário - Varginha/MG
Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe - Varginha/MG
Paróquia Santa Clara - Varginha/MG
Paróquia Santana - Varginha/MG
Paróquia Cristo Ressuscitado - Varginha/MG
Paróquia Cristo Luz dos Povos - Varginha/MG

FOTOS:  

 

 Créditos/ Fotos: Dulci Merces
Texto: Bruno Henrique/ Gestor do Portal Terra de Santa Cruz 

Papa a diáconos: encontrar e acariciar a carne do Senhor nos pobres de hoje

“Disponíveis na vida, mansos de coração e em diálogo constante com Jesus, não tereis medo de ser servos de Cristo, de encontrar e acariciar a carne do Senhor nos pobres de hoje.” Com essas palavras, na missa este domingo na Praça São Pedro, celebrando o Jubileu dos diáconos permanentes, o Papa Francisco os exortou no exercício de seu “ministério do serviço” na Igreja.

Provenientes de todas as partes do mundo, eles vieram a Roma nestes dias para o seu Jubileu, o “Jubileu dos diáconos permanentes” deste Ano Santo, e este domingo participaram da missa presidida pelo Pontífice.Missa na Praça São Pedro no Jubileu dos diáconos.

Partindo do Evangelho dominical, Francisco havia iniciado a homilia destacando a inseparabilidade dos termos “apóstolo” e “servo”:

“Os dois termos, apóstolo e servo, andam juntos, e jamais podem ser separados; são como que as duas faces duma mesma medalha: quem anuncia Jesus é chamado a servir, e quem serve anuncia Jesus”, frisou o Papa.

Francisco observou que o primeiro a nos mostrar isto mesmo foi o Senhor: “não veio para ser servido, mas para servir” (Lc 4,18).

E como Ele fez, assim são chamados a fazer os seus anunciadores. O discípulo de Jesus não pode seguir um caminho diferente do Mestre, mas, se quer levar o seu anúncio, deve imitá-Lo, como fez Paulo: almejar tornar-se servo, prosseguiu o Santo Padre, acrescentando:

“Por outras palavras, se evangelizar é a missão dada a cada cristão no Batismo, servir é o estilo segundo o qual viver a missão, o único modo de ser discípulo de Jesus. É sua testemunha quem faz como Ele: quem serve os irmãos e as irmãs, sem se cansar de Cristo humilde, sem se cansar da vida cristã que é vida de serviço.”

Após perguntar por onde começar para nos tornarmos “servos bons e fiéis”, Francisco indicou, como primeiro passo, que somos convidados a viver na disponibilidade.

Diariamente, frisou, “o servo aprende a desprender-se da tendência a dispor de tudo para si e de dispor de si mesmo como quer. Treina-se, cada manhã, a dar a vida, pensando que o dia não será dele, mas deverá ser vivido como um dom de si”.

Quem serve, observou, “não é um guardião cioso do seu tempo, antes renuncia a ser senhor do seu próprio dia. Sabe que o tempo que vive não lhe pertence, mas é um dom que recebe de Deus a fim de, por sua vez, o oferecer: só assim produzirá verdadeiramente fruto”.

Reiterando a natureza do serviço cristão que deve caracterizar o ministério do diaconato, o Papa disse ainda:

“Quem serve não é escravo de quanto estabelece a agenda, mas, dócil de coração, está disponível para o não-programado: pronto para o irmão e aberto ao imprevisto, que nunca falta sendo muitas vezes a surpresa diária de Deus.” O servidor “está aberto à surpresa, às surpresas diárias de Deus”, acrescentou.

“O servo sabe abrir as portas do seu tempo e dos seus espaços a quem vive ao seu redor e também a quem bate à porta fora do horário, à custa de interromper algo que lhe agrada ou o merecido repouso.”

A este ponto de sua reflexão sobre a disponibilidade no serviço, Francisco fez uma observação pastoral muito pertinente à vida da Igreja no dia a dia:

“O servidor não dá importância aos horários. Fico com o coração doído quando vejo horário – nas paróquias – de tal hora a tal hora. E depois desse horário? Não tem porta aberta, não tem sacerdote, não tem diácono, não tem leigo que receba as pessoas… Isso faz mal. É preciso não dar importância aos horários: ter essa coragem de deixar os horários de lado.”

Assim, queridos diáconos, “vivendo na disponibilidade, o vosso serviço será livre de qualquer interesse próprio e evangelicamente fecundo”, completou o Pontífice.

Antes de concluir sua reflexão, o Papa chamou a atenção dos diáconos, afirmando que “a mansidão é uma das virtudes dos diáconos”. E aí fez uma ulterior observação: “Quando o diácono é manso, é servidor e não se presta a fazer as vezes dos padres, imitando-os, não, não,… é manso.”

Francisco lembrou que o estilo de Deus é “manso e humilde de coração”.

“Manso e humilde são também os traços do serviço cristão, que é imitar Deus servindo os outros: acolhendo-os com amor paciente, sem nos cansarmos de os compreender, fazendo com que se sintam bem-vindos a casa, à comunidade eclesial, onde o maior não é quem manda, mas quem serve (Lc 22, 26).” E jamais gritar com os outros: jamais, acrescentou. “Assim na mansidão, queridos diáconos, amadurecerá a vossa vocação de ministros da caridade”, ressaltou.

Ao término da celebração, o Papa rezou a oração dominical do Angelus. Antes, agradeceu a todos os diáconos presentes, oriundos de toda a Itália e de vários países.

Recordou, entre outros, a tradicional peregrinação realizada este domingo na Polônia ao Santuário mariano de Piekary: “Que a Mãe da Misericórdia auxilie as famílias no caminho rumo à Jornada Mundial da Juventude de Cracóvia”, rezou o Pontífice, lembrando, ainda, outra importante inciativa:

“Quarta-feira próxima, 1º de junho, por ocasião do Dia Internacional da Criança, as comunidades cristãs da Síria, quer católicas, quer ortodoxas, viverão juntas uma oração especial pela paz, que terá como protagonistas propriamente as crianças. As crianças sírias convidam as crianças do mundo inteiro a se unirem à oração delas em favor da paz.”

Por Rádio Vaticana 

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz 

Fé e Oração: Fiéis celebram o Corpo e Sangue de Cristo em Campanha/MG

A festa de Corpus Christi acontece sempre 60 dias depois do Domingo de Páscoa ou na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade, em alusão à quinta-feira santa quando Jesus instituiu o sacramento da eucaristia.É tradição enfeitar-se as ruas com desenhos que retratam a pessoa de Jesus Cristo, o cordeiro que se fez pequeno para morar em nosso coração.  A festa do Corpus Christi foi instituída pelo Papa Urbano IV no dia 8 de Setembro de 1264.

Assim como em todas as Igrejas Católicas do mundo, fiéis participaram da Santa Missa de Corpus Christi na Catedral Diocesana de Santo Antônio de Pádua em Campanha/MG . A celebração foi presidida pelo pároco e cura da Catedral pe. Luzair Coelho de Abreu.

Logo a pós a celebração deu-se início a solene procissão com o Santíssimo Sacramento pelas ruas do centro de Campanha/MG . Equipes, movimentos e pastorais, trabalharam na confecção dos tapetes para a procissão, muito zelo e bom gosto na preparação e um belíssimo resultado na finalização . A procissão de Corpus Christi lembra a caminhada do povo de Deus, peregrino, em busca da Terra Prometida. O Antigo Testamento diz que o povo peregrino foi alimentado com maná, no deserto. Com a instituição da eucaristia o povo é alimentado com o próprio corpo de Cristo.

Os campanhenses acompanharam a procissão piedosamente contemplando Jesus Sacramentado ao retornar a igreja, todos receberam a bênção solene com o Santíssimo Sacramento.

Veja o Vídeo com a chegada da procissão na Catedral de Santo Antônio 

Vejam algumas imagens registradas pelo Portal Terra de Santa Cruz em Campanha/MG 

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Vejam todas as fotos em nossos álbuns em nosso perfil no facebook

Álbum 1 e Álbum 2 

Texto/Fotos/Vídeo: Bruno Henrique Santos /Gestor do Portal Terra de Santa Cruz 

Livro conta detalhes do pontificado de Bento XVI

O Papa Emérito Bento XVI teve um pontificado breve, mas cheio de desafios e superações. Enfrentou crises, dirigiu com amor a Igreja e entrou para a história ao renunciar ao ministério petrino. Em Roma foi lançado um livro que conta os detalhes do pontificado de Ratzinger.

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Reportagem de Lízia Costa e Paulo Pereira – TV Canção Nova .

Portal Terra de Santa Cruz 

 

Solenidade da Santíssima Trindade-A Santíssima Trindade e nossa vida interior

Celebrar a Santíssima Trindade é celebrar o fato de que Deus é amor. Trata-se de um mistério insondável: Ele é eternamente Pai de um Filho que existe eternamente e o amor entre os dois – também eterno – é o Espírito Santo. A Trindade é revelada aos homens não por meio de uma aula de Catecismo, mas pela obra da salvação, pelo Senhor que envia ao mundo dois Paráclitos: Jesus e o Espírito, a fim de resgatar-nos de nossa maldade.
Primeira Leitura (Pr 8,22-31)
Leitura do Livro dos Provérbios:
Assim fala a Sabedoria de Deus: “O Senhor me possuiu como primícia de seus caminhos, antes de suas obras mais antigas; desde a eternidade fui constituída, desde o princípio, antes das origens da terra. Fui gerada quando não existiam os abismos, quando não havia os mananciais das águas, antes que fossem estabelecidas as montanhas, antes das colinas fui gerada.
Ele ainda não havia feito as terras e os campos, nem os primeiros vestígios de terra do mundo.
Quando preparava os céus, ali estava eu, quando traçava a abóbada sobre o abismo, quando firmava as nuvens lá no alto e reprimia as fontes do abismo, quando fixava ao mar os seus limites — de modo que as águas não ultrapassassem suas bordas — e lançava os fundamentos da terra, eu estava ao seu lado como mestre-de-obras; eu era seu encanto, dia após dia, brincando, todo o tempo, em sua presença, brincando na superfície da terra, e alegrando-me em estar com os filhos dos homens”. – Palavra do Senhor.
Responsório (Sl 8) – Ó Senhor, nosso Deus,/ como é grande vosso nome/ por todo o universo!
— Ó Senhor, nosso Deus,/ como é grande vosso nome/ por todo o universo!
— Contemplando estes céus que plasmastes/ e formastes com dedos de artista;/ vendo a lua e estrelas brilhantes, perguntamos:/ “Senhor, que é o homem,/ para dele assim vos lembrardes/ e o tratardes com tanto carinho?”
— Pouco abaixo de Deus o fizestes,/ coroando-o de glória e esplendor;/ vós lhe destes poder sobre tudo,/ vossas obras aos pés lhe pusestes.
— As ovelhas, os bois, os rebanhos,/ todo o gado e as feras da mata;/ passarinhos e peixes dos mares,/ todo ser que se move nas águas.
Segunda Leitura (Rm 5,1-5)
Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos:
Irmãos: Justificados pela fé, estamos em paz com Deus, pela mediação do Senhor nosso, Jesus Cristo. Por ele tivemos acesso, pela fé, a esta graça, na qual estamos firmes e nos gloriamos, na esperança da glória de Deus.
E não só isso, pois nos gloriamos também de nossas tribulações, sabendo que a tribulação gera a constância, a constância leva a uma virtude provada, a virtude provada desabrocha em esperança; e a esperança não decepciona, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado. – Palavra do Senhor.
Anúncio do Evangelho (Jo 16,12-15)
— O Senhor esteja convosco.
—Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: “Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas não sois capazes de as compreender agora.
Quando, porém, vier o Espírito da Verdade, ele vos conduzirá à plena verdade. Pois ele não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido; e até as coisas futuras vos anunciará.
Ele me glorificará, porque receberá do que é meu e vo-lo anunciará. Tudo o que o Pai possui é meu. Por isso, disse que o que ele receberá e vos anunciará, é meu”.
— Palavra da Salvação.
Refletindo o Evangelho

Naquele tempo, Quando acabou de falar ao povo que o escutava, Jesus entrou em Cafarnaum.

Havia lá um oficial romano, que tinha um empregado a quem estimava muito e que estava doente, à beira da morte. 3O oficial ouviu falar de Jesus e enviou alguns anciãos dos judeus, para pedirem que Jesus viesse salvar seu empregado.

Chegando onde Jesus estava, pediram-lhe com insistência: “O oficial merece que lhe faças esse favor,5porque ele estima o nosso povo. Ele até nos construiu uma sinagoga”.

Então Jesus pôs-se a caminho com eles. Porém, quando já estava perto da casa, o oficial mandou alguns amigos dizerem a Jesus: “Senhor, não te incomodes, pois não sou digno de que entres em minha casa. Nem mesmo me achei digno de ir pessoalmente ao teu encontro. Mas ordena com a tua palavra, e o meu empregado ficará curado. Eu também estou debaixo de autoridade, mas tenho soldados que obedecem às minhas ordens. Se ordeno a um: ‘Vai!’, ele vai; e a outro: ‘Vem!’, ele vem; e ao meu empregado: ‘Faze isto!’, ele o faz'”.

Ouvindo isto, Jesus ficou admirado. Virou-se para a multidão que o seguia, e disse: “Eu vos declaro que nem mesmo em Israel encontrei tamanha fé”. Os mensageiros voltaram para a casa do oficial e encontraram o empregado em perfeita saúde.

O dogma da Santíssima Trindade diz que Deus é um só, em três Pessoas realmente distintas: Pai, Filho e Espírito Santo.

Essa verdade, ainda que envolva números, não é uma “equação”, nem um “teorema” matemático; tampouco se trata de um enigma cujo significado só a alguns iniciados é dado descobrir. Deus ser uno e ao mesmo tempo trino é um mistério que Ele mesmo Se dignou revelar-nos — seja através de Seu Filho único, Jesus Cristo, seja através da descida do Espírito Santo sobre os cristãos —, a fim de que participássemos verdadeiramente de Sua vida íntima e bem-aventurada. O convite que Ele faz abrange, de fato, todas as pessoas, mas é apenas aos santos — àqueles que permanecem em Cristo e em cuja alma Ele mesmo habita (cf. Jo 15, 4) — que está reservada a coroa imperecível da glória (cf. 1 Pd 5, 4), a feliz visão (=visão beatífica) das três Pessoas divinas.

Esses santos — “gente de todas as nações, tribos, povos e línguas” (Ap 7, 9) — não têm em comum senão a graça divina, que os transforma em verdadeiros filhos de Deus, como ensina o apóstolo São João: “A quantos acolheram a luz, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus” (Jo 1, 12); “Vede que grande presente de amor o Pai nos deu: sermos chamados filhos de Deus! E nós o somos!” (1 Jo 3, 1). Essa filiação, também chamada “adotiva” (cf. Ef 1, 5), não é uma mera ficção jurídica, mas uma verdadeira configuração de semelhança:

  • São Pedro diz que, pela graça, tornamo-nos “participantes da natureza divina” (2 Pd 1, 4);
  • São João diz que os que crêem em Cristo “foram gerados não do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus” (Jo 1, 13); e, por fim,
  • Nosso Senhor diz a Nicodemos que é necessário nascer de novo para entrar no Reino dos céus (cf. Jo 3, 3), indicando que quem vive na graça realmente nasceu para uma nova vida, uma existência sobrenatural, que não só se distingue, como transcende todas as coisas criadas — a ponto de Santo Tomás de Aquino dizer que “a graça de um só é maior que o bem natural de todo o universo” (S. Th., I-II, q. 24, a. 3, ad 2).

O mesmo apóstolo São João diz, no entanto, que, sendo desde já filhos de Deus, “nem sequer se manifestou o que seremos” (1 Jo 3, 2): além de filhos de Deus pela graça, está reservada aos que O amamos a filiação definitiva pela glória, que é a plenitude e o aperfeiçoamento desta vida divina que recebemos no sacramento do Batismo (cf. S. Th., I, q. 33, a. 3).

Todo esse desenvolvimento de nosso organismo sobrenatural é uma ação conjunta da Santíssima Trindade. Para entendê-la, basta que lancemos um olhar de fé à Cruz de Nosso Senhor: o Verbo de Deus feito carne (a 2.ª Pessoa da Trindade) Se oferece ao Pai (a 1.ª Pessoa da Trindade) e o amor com que Ele se oferece, o fogo em que se consome essa entrega sacrifical, é o Espírito Santo (a 3.ª pessoa da Trindade). Aquilo que a humanidade santíssima do Redentor fez no Calvário é o que todos os cristãos individualmente somos chamados a repetir em nossas vidas, movidos, é claro, pela graça de Deus: configurados a Cristo, filhos adotivos do Pai, nós nos entregamos igualmente a Ele, e a caridade ardente que nos santifica e nos leva à perfeição é também o Espírito Santo.

Sendo bem prático, é preciso que multipliquemos os nossos atos de fé, de humildade, de adoração e de amor:

  • de fé, fazendo com bastante frequência o sinal da cruz, não como quem repete um ritual superticioso, mas como quem invoca a graça de Deus como força para o dia a dia;
  • de humildade, como quem reconhece a própria pequenez e miséria diante da grandeza do mistério da Santíssima Trindade, que vive em nossa alma;
  • de adoração, como quem, movido de gratidão, se inclina perante Deus uno e trino, principalmente quando dá “glória ao Pai, e ao Filho, e ao Espírito Santo”;
  • de amor, por fim, como quem responde ao infinito amor de Deus por nós, seja amando a Deus, seja amando ao próximo.

Por Padre Paulo Ricardo – Comunidade Canção Nova 

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz

Tradicional Festa de Santa Rita – Programação – Paróquia de Sant’Ana / Santana do Capivari-MG

A Paróquia de Sant’Ana situada em Santana do Capivari/MG convida a todos para a tradicional festa de Santa Rita de Cássia , padroeira das causas impossíveis e da comunidade na qual leva o nome da santa. A festa vai de 19 à 22 de maio com uma programação especial para bem receber devotos e romeiros de Santa Rita . A paróquia de Santa’Ana conta com 03 comunidades rurais e 2 comunidades urbanas , foi criada no ano de 1839 dentro do Município de Pouso Alto/MG, atualmente tem como administrador paroquial o Pe. Guilherme da Costa Vilela Gouvêa e o auxiliar Pe. Jesus Garcia Melgosa, a paróquia tem seus movimentos e pastorais ativos no serviço missionário e na evangelização do povo Capivariano .

A Festa de Santa de Cássia se encerra neste domingo dia 22 de maio, dia da festa maior, dia de Santa Rita com muitos festejos e orações veja na programação abaixo .

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Texto: Bruno Henrique Santos/ Gestor do Portal Terra de Santa Cruz 

 

Paróquia do Sagrado Coração de Jesus lança programação oficial da festa do padroeiro 2016/Três Corações/MG

A Paróquia do Sagrado Coração de Jesus em Três Corações/MG (Cotia) disponibiliza a programação oficial da Festa do Padroeiro 2016 com tema baseado no Ano Santo da Misericórdia “Coração de Jesus, ensina-nos com seu exemplo a ser misericordiosos”.

Sendo a maior paróquia de Três Corações/MG , ela conta com  06 comunidades rurais e 06 urbanas a paróquia do Sagrado Coração de Jesus foi criada no ano de 1952 e desde então seus fiéis paroquianos vem desempenhando o trabalho de propagar a devoção ao misericordioso coração de Jesus. Atualmente a paróquia conta com o Administrador paroquial Pe. Reginaldo Sebastião de Oliveira e com o Vigário paroquial Pe. José Honório Arantes Ramos e com um vasto número de pastorais e movimentos que se desdobram no serviço da evangelização do povo de Deus.

Confira abaixo a programação Religiosa da Festa do Padroeiro e do Arraía do Coração que completa sua 7ª edição onde todos os movimentos e pastorais se unem em fraternidade para festejar o Coração de Jesus.

“Coração de Jesus, ensina-nos com seu exemplo a ser misericordiosos”

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A Paróquia do Sagrado Coração em Três Corações/MG fica situada na Rua São Bento, 51 – Cotia – Tel: 35 3232-3128  – CEP: 37410-000  – DIOCESE DA CAMPANHA-MG

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Texto: Bruno Henrique Santos / Gestor do Portal Terra de Santa Cruz 

Informações: Paróquia Sagrado Coração de Jesus – Três Corações/MG

ALEGRIA DO AMOR: UMA PASTORAL DA MISERICÓRDIA

A Exortação Pós-sinodal AmorisLaetitia, publicada na Solenidade de São José do ano corrente, deixa transparecer, em muitos aspectos, que o Sínodo dos bispos assumiu a tarefa de examinar a situação das famílias de hoje, procurando oferecer orientações pastorais capazes de fortalecer os casais que se mantém fiéis ao matrimônio, apesar de muitos ventos contrários, sem contudo deixar de nos enriquecer com algumas orientações pastorais capazes de curar as pessoas feridas por um fracasso na vida matrimonial; além de ajudar as famílias em situações irregulares, mas que aspiram uma vida de autêntica graça sacramental.

Dentre os nove capítulos que compõem a referida Exortação, não podemos deixar de destacar o sexto, que trata das perspectivas pastorais entendidas como uma pastoral da misericórdia em que se deve procurar, fundamentalmente, salvar o homem e a mulher dos temores hodiernos que dificultam a percepção da felicidade na resposta a tão singela e importante vocação que, cada vez mais, exige de todos nós uma organização pastoral de preparação para o matrimônio e acompanhamento das famílias; sem, contudo, desprezar uma acolhida aos divorciados recasados que aspiram regularizar sua participação eclesial. Estes devem ser acolhidos pelo calor do Amor misericordioso, a fim de que encontrem o caminho de conversão e crescimento espiritual, restabelecendo sua união com Cristo.

Portanto, não nos esqueçamos que “aqueles que fazem parte da Igreja precisam de uma atenção pastoral misericordiosa e encorajadora” (A. L., N,293). Essa exigência na ação pastoral da Igreja requer, sobretudo dos pastores ou ministros da misericórdia, uma verdadeira promoção do matrimônio cristão, sem negligenciar o discernimento pastoral das situações de pessoas que deixaram de viver esta realidade. Neste caso, a lógica da integração passa a ser a chave de todo este acompanhamento pastoral, pois como lembra Papa Francisco: “o caminho da Igreja é o de não condenar eternamente ninguém; já que o caminho de Jesus é o da misericórdia e da integração” (A. L., n,296).

Por fim, somos chamados a assumir uma postura de um discernimento pessoal e pastoral que favoreça um autêntico itinerário de acompanhamento aos mais necessitados. Tal atitude quer reforçar a confiança na misericórdia de Deus que não deve ser negada a ninguém.brasao-dom-pedro

D. Pedro Cunha Cruz – Bispo Diocesano da Campanha-MG

Fonte: http://www.diocesedacampanha.org.br

Adaptação/Foto: Porta Terra de Santa Cruz 

A Mística da Tríplice conexão: a Fonte, o Caminho, a Respiração

“Misericórdia: é a palavra que revela o mistério da Santíssima Trindade. Misericórdia: é o ato último e supremo pelo qual Deus vem ao nosso encontro”.

(Papa Francisco – Misericordiae Vultus n.2)

Jesus nos revelou quem é Deus e quem é o ser humano. Tal revelação encheu nosso coração de profunda gratidão. Por isso, o que importa verdadeiramente não é satisfazer uma curiosidade especulativa sobre a essência do Deus Trindade, mas acolher esta Boa Notícia: Deus é Pai-Mãe (Fonte), que deixou transparecer Seu rosto misericordioso no Filho (Caminho) em quem somos filhos pela força e alento de seu Espírito (Sopro) presente e atuante em tudo e em todos.

Cerezo BarredoO mais urgente neste momento para o cristianismo, não é explicar melhor o dogma da Trindade, e menos ainda, uma nova doutrina sobre Deus Trino.  O decisivo aqui é a busca de um encontro vivo com Deus, comunhão de pessoas. Não se trata de demonstrar a existência da luz, mas de abrir os olhos para ver melhor.

A festa da Trindade nos mobiliza para uma nova maneira de viver e de nos relacionar com o Deus de Je-sus,  cuja presença preenche o cosmos, irrompe na vida, habita decididamente no interior de cada pessoa e é vivido em comunidade.

A Trindade “desvela” a maneira de ser de Deus, como Amor que se expande, em si e fora de si, de uma maneira “redentora”, inserindo-se na história da humanidade. Deus é Amor e só amor.

Isto é a essência do Evangelho. Esta é a melhor notícia que devemos acolher. É também o fundamento de nossa confiança em Deus.

É a partir do Amor trinitário, circulante e expansivo, que podemos compreender melhor o ser humano, criado à imagem da Trindade: ele é tanto mais pessoa quanto mais se assemelha às pessoas divinas.

Deus não é estático, nem sequer em seu próprio interior. No mais profundo de seu ser, Deus é relação, é comunhão de maneira permanente e dinâmica. E a comunhão entre pessoas é sustentada pelo Amor. Precisamente o amor é o que une as pessoas. O amor cria unidade e a unidade mais forte é a que brota do amor. Nesta linha se compreende o Deus cristão: um só Deus em comunhão de pessoas. Por isso, temos com Deus uma relação personalizada: somos filhos do Pai, irmãos do Filho, amigos do Espírito.

“Trindade” é um conceito abstrato que corre o risco de afastar a presença divina para as alturas dos dogmas, doutrinas e especulações racionais, desprovidas de calor e vida. Em vez do “Mistério da Santíssima Trindade”, o importante para o cristão é a experiência histórica e  vital do encontro com a atividade vivificadora da Fonte da Vida, no percurso do Caminho do Amor e respirando o Sopro da Esperança, que tudo pacifica, alenta e reconcilia.

 “Pai-Abba” é uma palavra-chave, que remete à origem radical, Vida da vida. Traduz-se como Pai e Mãe, mas quer dizer mais que pai e mais que mãe.

“Filho” é palavra-chave para referir-se ao sentido da vida de Jesus, rosto visível da Misericórdia de Deus, imagem, presença real e proximidade encarnada de Abba: filiação sem limite e fraternidade sem fronteiras.

“Espírito” é palavra-chave, que expressa a riqueza da presença vivificadora do Deus em todos e em tudo,  no rio imprevisível da história e na intimidade inefável de cada vida pessoal.

Diante da presença e da ação do Deus Trinitário, afogam-se as palavras, desfalecem as imagens e morrem as especulações. Só nos restam o silêncio, a adoração e a contemplação.

Aqui temos de retornar à simplicidade da linguagem evangélica e utilizar a parábola, a alegoria, o exemplo simples, como fazia Jesus. Como a Trindade é o mistério que liga e religa tudo, que deixa transbordar seu Amor criativo no coração de toda a humanidade e no universo inteiro, podemos usar uma imagem que hoje faz parte do nosso cotidiano: a “conexão”.

Nós entendemos muito bem o que significa “estar conectados”. A “desconexão” nos priva da energia disponível e de tantas relações que são possíveis. Quando nos deslocamos de um lugar a outro buscamos espaços de “cobertura” ou de conexão. Às vezes, requer-se para isso, conhecer a “senha”; em outros casos são oferecidas redes abertas. Conectados, descobrimos que não estamos sozinhos, que é possível entrar em um espaço instigante de informação, relação e intercâmbio.

Podemos usar esta imagem para falar da “tríplice conexão” na vida cristã, como centro e sentido de nossa existência. Aqui se trata, nada mais e nada menos, da “conexão” com as três Pessoas da Santíssima Trindade. Sem esta “conexão trinitária” nossa vida perde a ligação com a Fonte, extravia-se do Caminho do Amor e se asfixia sem a Respiração da Esperança.

Na vida espiritual, a conexão trinitária nos liberta da solidão vazia, do enclausuramento em nosso ego, do narcisismo. Graças a esta grande Conexão vital nos descobrimos no Todo, num contexto de transbordamento de vida em todas as direções: vida expansiva, aberta e profundamente religada com todas as demais expressões de vida. A “tríplice Conexão” nos faz entrar em sintonia com todos e com tudo e mantém interconectados todos os fios da vida. O amor circulante no interior da Trindade se expande e se faz visível na grande rede de vida da criação. Quão decisivo é descobrir a misteriosa relação trinitária na qual estamos inseridos!

Não podemos nós, que cremos na comunhão das Pessoas divinas, estabelecer que tal tipo de conexão trinitária se converta em realidade?

Precisamos de ousadia para estabelecer conexões que em lugar de rupturas e quebras interiores, nos dinamizem muito mais do que podemos imaginar. E não basta uma conexão; só na “tríplice conexão” se encontra a reanimação, a revitalização, a possibilidade de uma vida plenificada e com sentido.

Ninguém poderá se encontrar só com o Filho ou só com o Pai, ou só com o Espírito Santo. Nossa relação será sempre com o Deus Uno e Trino. Urge tomar consciência de que quando falamos de qualquer uma das três pessoas relacionando-se conosco, estamos falando de Deus. Nem o Pai só cria, nem o Filho só salva, nem o Espírito Santo santifica por sua conta. Tudo é sempre “obra” do Deus Uno e Trino.

Que a festa da Trindade ajude a nos descobrir envolvidos nessa corrente de Vida: nascendo de Deus Pai-Mãe, sendo configurados à imagem do Filho, escutando a melodia do Espírito que desvela constantemente nossa identidade. Estamos continuamente renascendo da Fonte da qual procede tudo o que existe; no Caminho do Filho nossa vida se torna uma grande “travessia” e no Sopro do Espírito, emerge do nosso interior uma criatividade surpreendente e mobilizadora.

Se somos filhos e filhas da Trindade, se cremos de verdade nisso, como não descobrir as “pegadas” da Trindade em nós? Também nós somos Fonte geradora de vida, Caminho aberto ao infinito e Sopro criativo. A “conexão” com a Trindade potencia nossa vida, energiza nosso ser, desperta nossos dinamismos interiores para participarmos do mesmo Amor circulante e expansivo do Deus Uno e Trino, iluminando toda nossa existência.

Texto bíblico:  Jo 16,12-15

Na oração: A conexão com a Trindade é permanente, ininterrupta, inserindo-nos na grande corrente de Vida e de Amor que perpassa toda a Criação, religando tudo e conduzindo tudo para a plenitude: o retorno ao interior da própria Trindade.

– que possibilidades criadoras há em mim que ainda não tive oportunidade de desenvolver?

– como viver conectado com o Todo para que tudo tenha eco em mim?

Por Pe. Adroaldo Palaoro sj

Fonte: http://www.catequesehoje.org.br/

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz 

Canonização de Santa Paulina completa 14 anos: legado e história

Madre Paulina, no dia 19 de maio de 2002, se tornou Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus, canonizada pelo Papa João Paulo II, em Roma (ITA). Assim, o Brasil ganhava oficialmente sua primeira Santa, a imigrante italiana Amabile Lucia Visintainer, que, da cidade de Vigolo Vattaro, se estabeleceu no Brasil, em Nova Trento (SC), e ali iniciou um trabalho de evangelização, com a fundação da Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, que ganhou o Brasil e o mundo.

Para a CIIC, a comemoração dos 14 anos de canonização de Santa Paulina é momento de recordar todo o processo que se iniciou com a beatificação até a canonização. O primeiro milagre foi registrado em Imbituba (SC), no qual foi reconhecida a cura instantânea, perfeita e duradoura de Eluíza Rosa de Souza, que possuía uma doença complexa: a morte intra-uterina do feto e sua retenção por alguns meses. A extração com instrumentos e revisão do útero foi seguida de grande hemorragia e choque irreversível. O caso foi discutido e, posteriormente, o Santo Padre ratificou em decreto aprovando as conclusões da Congregação para as Causas dos Santos.
Já o segundo milagre oficialmente comprovado ocorreu com a menina Iza Bruna Vieira de Souza, de Rio Branco (AC). Ela nasceu com má formação cerebral, diagnosticada como “meningoencefalocele occipital de grande porte”. No 5º dia de vida, foi submetida, embora anêmica, a uma cirurgia e, depois de 24 horas, apresentou crises convulsivas e parada cardiorrespiratória. A avó da menina, Zaira Darub de Oliveira, rezou à Madre Paulina durante toda a gestação da filha e também durante o período no Hospital. A menina Iza Bruna foi batizada no próprio Hospital, dentro do balão de oxigênio, e logo se recuperou. A cura foi atestada pelo Papa João Paulo II que, no dia 19 de maio de 2002, canonizou Santa Paulina, reconhecendo suas virtudes em grau heroico: humildade, caridade, fé, simplicidade, vida de oração, entre outras.

fotoBiografia
Nascida no dia 16 de dezembro de 1865, em Vigolo Vattaro, Trentino Alto Ádige, norte da Itália recebeu o nome de Amábile Lúcia Visintainer. Era a segunda filha de Antônio Napoleone Visintainer e Anna Pianezzer. Imigrante italiana radicada no Brasil desde os 9 anos de idade, Santa Paulina adotou o Brasil como sua pátria e os brasileiros como irmãos. Imigrou para o Brasil, juntamente com seus pais, seus irmãos e outras famílias da região Trentina, no ano de 1875, estabelecendo-se na localidade de Vígolo, em Nova Trento (SC). Em 1887, com o falecimento de sua mãe, Amábile cuidou da família até o pai contrair novo casamento. Desde pequena ajudava na Paróquia de Nova Trento, especificamente na Capela de Vígolo, como paroquiana engajada na vida pastoral e social.

Aos 12 de julho de 1890, com sua amiga Virginia Rosa Nicolodi, deu início à Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, cuidando de Angela Viviani, mulher em fase terminal de câncer, num casebre doado por Beniamino Gallotti. Após a morte da enferma, em 1891, juntou-se a ela mais uma entusiasta de ideal: Teresa Anna Maule. Em 1894 o trio fundacional da Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição transferiu-se para a cidade de Nova Trento. Receberam em doação o terreno e a casa de madeira dos generosos benfeitores: João Valle e Francisco Sgrott, hoje onde fica o Centro de Espiritualidade Imaculada Conceição.

Em 1903, Santa Paulina foi eleita, pelas Irmãs, Superiora Geral por toda a vida. Nesse mesmo ano, deixou Nova Trento para cuidar dos ex-escravos idosos e crianças órfãs, filhas de ex-escravos e pobres no bairro do Ipiranga, em São Paulo. Recebeu apoio do Pe. Luiz Maria Rossi e ajuda de benfeitores, em especial do conde Dr. José Vicente de Azevedo.

Em 1909, a Congregação cresce nos estados de Santa Catarina e São Paulo. As Irmãs assumiram a missão evangelizadora na educação, na catequese, no cuidado às pessoas idosas, doentes e crianças órfãs. Nesse mesmo ano, Santa Paulina foi deposta do cargo de Superiora Geral pela autoridade eclesiástica e enviada para Bragança Paulista, a fim de cuidar dos doentes e asilados, onde testemunhou humildade heroica e amor ao Reino de Deus. Compreendendo que a obra era de Deus e não sua, ela submeteu-se humildemente e permaneceu por nove anos naquela missão. Em 1918, Santa Paulina foi chamada a viver na Sede Geral da Congregação, onde testemunhou uma vida de santidade e ajuda na elaboração da História da Congregação e no resgate do Carisma fundante. Acompanhou e abençoou as Irmãs que partiam em missão para novas fundações.

Santa Paulina morreu aos 77 anos, na Casa Geral em São Paulo, dia 9 de julho de 1942, com fama de santidade; pois viveu em grau heroico as virtudes de FÉ, ESPERANÇA e CARIDADE.

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O então presidente Fernando Henrique Cardoso entrega imagem de Santa Paulina para o Papa João Paulo II, em 2002.

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Iza Bruna Vieira de Souza cujo milagre foi reconhecido e tornou Madre Paulina Santa com o Papa João Paulo II, em 2002

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Eluíza de Souza, a primeira miraculada, durante a beatificação de Paulina com o Papa João Paulo II, em Florianópolis (SC), em 1991

Fonte : http://ciic.org.br/

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz

Papa Francisco: explorar as pessoas é um pecado mortal

O Papa iniciou a quinta-feira, (19/05), celebrando a Missa na capela de sua residência, a Casa Santa Marta.
Na homilia, Francisco comentou primeira leitura do dia, extraída da carta de São Tiago. Trata-se de uma forte advertência aos ricos que acumulam dinheiro explorando as pessoas.“As riquezas em si mesmas são boas – explicou o Pontífice, mas são “relativas, não uma coisa absoluta” .

Detalhe da celebração
De fato, erra quem segue a chamada “teologia da prosperidade”, segundo a qual “Deus mostra que você é justo se lhe dá tantas riquezas”. O problema é não apegar o coração às riquezas, porque – recordou o Papa – “não se pode servir Deus e as riquezas”.
Estas podem se tornar “correntes” que tiram “a liberdade de seguir Jesus”. São Tiago diz: “Vede: o salário dos trabalhadores que ceifaram os vossos campos, que vós deixastes de pagar, está gritando, e o clamor dos trabalhadores chegou aos ouvidos do Senhor todo-poderoso”:
Sanguessugas “Quando as riquezas são feitas explorando as pessoas, aqueles ricos que exploram: explorando o trabalho dos outros e aquela pobre gente se torna escrava. Mas pensemos hoje, aqui: em todo o mundo isso acontece. ‘Quero trabalhar’ – ‘Ok: será feito um contrato. De setembro a junho’. Sem possibilidade de aposentadoria, sem assistência médica… Em junho o contrato é suspenso, e em julho e agosto deve-se alimentar de ar. E em setembro se recomeça. Quem faz isso são verdadeiras sanguessugas e vivem do sangue que jorra das pessoas transformadas em escravos do trabalho”.

Sobre a exploração de pessoas: “É preciso muita penitência, muita restituição para se converter deste pecado”, disse o Papa
Trabalho informal
Francisco citou o que lhe disse uma jovem que encontrou um emprego de 11 horas diárias por 650 euros na informalidade. E disseram a ela: “Se quiser, o emprego é seu, caso contrário, pode ir embora. Há quem queira”, há uma fila atrás de você!
Esses ricos – observou – “amontoam tesouros” e o apóstolo diz: “cevando para o dia da matança”. “O sangue de toda esta gente que vocês sugaram” e “do qual viveram é clamor ao Senhor, é um grito de justiça. A exploração das pessoas – afirmou ainda o Papa – “hoje é uma verdadeira escravidão” e acrescentou:
“Nós pensávamos que os escravos não existissem mais, mas existem. As pessoas não vão mais buscá-los na África para vendê-los na América: não. Mas estão em nossas cidades. E existem esses traficantes, estes que tratam as pessoas com trabalho sem justiça”:

“Ontem, na audiência, meditamos sobre o homem rico e Lázaro. Este rico estava em seu mundo, não percebia que do outro lado da porta de sua casa havia alguém que tinha fome. Aquele rico não percebia e deixava que o outro morresse de fome. Isto é pior. É fazer as pessoas morreram de fome com o seu trabalho para o meu proveito! Viver do sangue das pessoas. Isto é pecado mortal. É pecado mortal. É preciso muita penitência, muita restituição para se converter deste pecado”.

Papa celebra a Eucaristia
No caixão não entram riquezas
O Papa recordou a morte de um homem mesquinho e as pessoas que diziam: “O funeral foi arruinado. Não puderam fechar o caixão”, porque “ele queria levar consigo tudo o que tinha, e não podia”. “Ninguém pode levar consigo as próprias riquezas”.
O Papa Francisco concluiu:
“Pensemos neste drama de hoje: a exploração das pessoas, o sangue das pessoas que se tornam escravas, os traficantes de seres humanos e não somente aqueles que traficam prostitutas e crianças para o trabalho infantil, mas aquele tráfico mais ‘civilizado’: Eu pago você, mas sem direito a férias e assistência médica, tudo clandestino. Porém, eu me torno rico! Que o Senhor nos faça entender aquela simplicidade que Jesus nos diz no Evangelho de hoje: É mais importante um copo de água em nome de Cristo que todas as riquezas acumuladas com a exploração das pessoas”.
Por Rádio Vaticana
Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz 

Ordenação Diaconal:”Permanecei no meu amor para que a vossa alegria seja plena” (Jo 15,9-11)

A Diocese da Campanha/MG ganhou neste último sábado mais um Diácono eleito.

Ordenado na Matriz da Sagrada Família em Três Corações, Jean Steferson Pereira escolheu como lema a passagem bíblica que se encontra em Jo 15,9-11.“Permanecei no meu amor para que a vossa alegria seja plena” .

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A Celebração foi presidida pelo Bispo Diocesano da Campanha, Dom Pedro Cunha Cruz com a presença do clero e diáconos diocesanos, o bispo Emérito Dom Diamantino Prata de Carvalho e todos seminaristas das casas de formação Teológica, Filosófica e Propedêutica.

Toda comunidade paroquial da Paróquia Sagrada Família de Três Corações a qual pertence o diácono eleito juntamente com as pastorais e movimentos e caravanas de outras cidades da região, marcaram presença neste dia especial.

Entendendo o Diaconato 

O Catecismo da Igreja Católica nos diz que, a principal função do diácono é “ajudar e servir” os bispos e padres. Por isso, o diácono não é um sacerdote. Na ordenação de um diácono “são-lhes impostas as mãos não para o sacerdócio, mas para o serviço”, conforme o número 1569 do Catecismo. DSC07985.JPGNestes casos, apenas o bispo impõe as mãos sobre o homem ordenado (como mostra a foto), num sinal de que o diácono está diretamente ligado a ele.

Resume o Catecismo, no 1570: “Cabe  aos diáconos, entre outros serviços, assistir o Bispo e os padres na celebração dos divinos mistérios, sobretudo a Eucaristia, distribuir a Comunhão, assistir ao Matrimônio e abençoá-lo, proclamar o Evangelho e pregar, presidir os funerais e consagrar-se aos diversos serviços de caridade.” Eles não celebram missa, pois, como dissemos, não são sacerdotes. Apenas ajudam na sua preparação e na liturgia. Também não podem dar todos os tipos de bênçãos.

O diácono tem suas vestes litúrgicas diferentes das dos padres e bispos. A estola é transversal, e não vertical. Também pode usar a dalmática, que é diferente da casula dos padres e bispos.

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Sendo assim, existem dois tipos de diáconos: os transitórios e os permanentes.

Os transitórios são homens que se preparam para o sacerdócio. No meio do caminho e antes de receberem a ordenação sacerdotal, recebem a ordenação diaconal. Depois de um tempo atuando como “ministros ordenados”, recebem o segundo grau da ordem, o presbiterado. Como é o caso do Diácono Jean (foto acima) ordenado diácono e em breve presbítero.

Os permanentes são homens que não estão caminhando rumo ao sacerdócio. Geralmente são homens casados há um bom tempo (algumas dioceses exigem cerca de 10 anos de casamento), com ativa participação nas atividades da Igreja e vocação para as obras sociais e de caridade.

Os diáconos permanentes costumam estudar teologia, filosofia, pastoral e outras coisas durante cerca de quatro anos. É estimulado que esses homens tenham suas próprias profissões para que possam sustentar a si e às suas famílias. Porém, se a dedicação for integral à Igreja, podem receber algum tipo de ressarcimento financeiro. A esposa precisa autorizar formalmente que o homem seja diácono. E, uma vez ordenados, os diáconos não podem mais se casar. Se ficarem viúvos, têm a opção de permanecerem diáconos ou se candidatarem ao sacerdócio, mesmo que em idade já avançada.

Desde o Concílio Vaticano II, o diaconato foi restabelecido “como grau próprio e permanente da hierarquia” da Igreja Católica, como explica o Catecismo (no número 1571). Deste modo, os diáconos podem e devem se vestir com roupas de clérigo – batina ou clérgima -, especialmente quando estiverem atuando em suas funções específicas.

Bom caros amigos, entendemos aqui o que é ser diácono dentro da igreja nos dois modos de atuação. O diácono em questão no qual estamos falando é um diácono transitório que está a caminho do sacerdócio. Ao novo Diácono desejamos uma vida cheia de bênção e graças de Deus e que seu caminhar rumo ao sacerdócio seja  guiado pela Espírito Santo de Deus e a Virgem Maria Senhora do Carmo padroeira da Santa Sé Episcopal Campanhense.

Veja abaixo algumas imagens da Ordenação diaconal do amigo Jean .

 

VEJA O ÁLBUM COMPLETO EM NOSSO PERFIL NO FACEBOOK

Texto: Bruno Henrique Santos/ Gestor do Portal Terra de Santa Cruz

Referências: Catecismo da Igreja Católica Apostólica Romana. 

Papa em Pentecostes: filiação divina é nossa vocação, nosso DNA

Nós não somos mais órfãos, somos filhos, este é o nosso “DNA”. E como filhos, pertencemos a uma “única paternidade e fraternidade”. Na Solenidade de Pentecostes o Papa Francisco presidiu a Missa na Basílica de São Pedro, onde refletiu sobre nossa filiação divina e pertença a Cristo com a vinda do Espírito Santo e tudo o que isto comporta.

Jesus havia prometido que não nos deixaria órfãos. E precisamente a sua missão, “que culmina no dom do Espírito Santo, tinha este objetivo essencial: reatar a nossa relação com o Pai, arruinada pelo pecado; tirar-nos da condição de órfãos e restituir-nos à condição de filhos”. De fato,  “a paternidade de Deus reativa-se em nós graças à obra redentora de Cristo e ao dom do Espírito Santo”. O Espírito que nos torna “filhos adotivos. É por Ele que clamamos: Abbá, ó Pai!”.

O Papa explica que “toda a obra da salvação é uma obra de regeneração, na qual a paternidade de Deus, por meio do dom do Filho e do Espírito, nos liberta da orfandade em que caíramos” e observa, que no nosso tempo, é possível constatar “vários sinais desta nossa condição de órfãos”:

“A solidão interior que sentimos mesmo no meio da multidão e que, às vezes, pode tornar-se tristeza existencial; a nossa suposta autonomia de Deus, que aparece acompanhada por uma certa nostalgia da sua proximidade; o analfabetismo espiritual generalizado que nos deixa incapazes de rezar; a dificuldade em sentir como verdadeira e real a vida eterna, como plenitude de comunhão que germina aqui e desabrocha para além da morte; a dificuldade de reconhecer o outro como irmão, porque filho do mesmo Pai; e outros sinais semelhantes”.

A todos estes sinais de orfandade – afirma o Pontífice – “se contrapõe a condição de filhos, que é a nossa vocação primordial, é aquilo para que fomos feitos, o nosso «DNA» mais profundo mas que se arruinou e, para ser restaurado, exigiu o sacrifício do Filho Unigênito”:

“Do imenso dom de amor que é a morte de Jesus na cruz, brotou para toda a humanidade, como uma cascata enorme de graça, a efusão do Espírito Santo. Quem mergulha com fé neste mistério de regeneração, renasce para a plenitude da vida filial. «Não vos deixarei órfãos»”.

Estas palavras de Jesus – prosseguiu o Papa – remetem-nos à presença materna de Maria no Cenáculo:

“A Mãe de Jesus está no meio da comunidade dos discípulos reunida em oração: é memória vivente do Filho e viva invocação do Espírito Santo. É a Mãe da Igreja. À sua intercessão, confiamos de maneira especial todos os cristãos, as famílias e as comunidades que, neste momento, têm mais necessidade da força do Espírito Paráclito, Defensor e Consolador, Espírito de verdade, liberdade e paz”.

Citando a Carta de Paulo aos Romanos, Francisco recorda que “o Espírito faz com que pertençamos a Cristo”, e “consolidando a nossa relação de pertença ao Senhor Jesus, o Espírito faz-nos entrar numa nova dinâmica de fraternidade:

“Através do Irmão universal que é Jesus, podemos relacionar-nos de maneira nova com os outros: já não como órfãos, mas como filhos do mesmo Pai bom e misericordioso. E isto muda tudo! Podemos olhar-nos como irmãos, e as nossas diferenças fazem apenas com que se multipliquem a alegria e a maravilha de pertencermos a esta única paternidade e fraternidade”.

Por Rádio Vaticano

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz 

Solenidade de Pentecostes segundo o Catecismo da Igreja Católica.

Pentecostes dia da efusão do Espírito Santo

O fogo. Enquanto a água significa o nascimento e a fecundidade da Vida dada no Espírito Santo o fogo simboliza a energia transformadora dos atos do Espírito Santo O profeta Elias, que “surgiu como um fogo cuja palavra queimava como uma tocha” (Eclo 48,1), por sua oração atrai o fogo do céu sobre o sacrifício do monte Carmelo, figura do fogo do Espírito Santo que transforma o que toca. João Batista, que caminha diante do Senhor com o espírito e o poder de Elias” (Lc 1,17), anuncia o Cristo como aquele que “batizará com o Espírito Santo e com o fogo” (Lc 3,16), esse Espírito do qual Jesus dirá “Vim trazer fogo à terra, e quanto desejaria que já estivesse acesso (Lc 12,49). É sob a forma de línguas “que se diriam de fogo” o Espírito Santo pousa sobre os discípulos na manhã de Pentecostes e os enche de Si. A tradição espiritual manterá este simbolismo do fogo como um dos mais expressivos da ação do Espírito Santo Não extingais o Espírito” (1Ts 5,19).

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§731 No dia de Pentecostes (no fim das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo se realiza na efusão do Espírito Santo, que é manifestado, dado e comunicado como Pessoa Divina: de sua plenitude, Cristo, Senhor, derrama em profusão o Espírito.

§1287 Ora, esta plenitude do Espírito não devia ser apenas a do Messias; devia ser comunicada a todo o povo messiânico. Por várias vezes Cristo prometeu esta efusão do Espírito, promessa que realizou primeiramente no dia da Páscoa. e em seguida, de maneira mais marcante, no dia de Pentecostes. Repletos do Espírito Santo, os Apóstolos começam a proclamar “as maravilhas de Deus” (At 2,11), e Pedro começa a declarar que esta efusão do Espírito é o sinal dos tempos messiânicos. Os que então creram na pregação apostólica e que se fizeram batizar também receberam o dom do Espírito Santo

§2623 NO TEMPO DA IGREJA

No dia de Pentecostes, o Espírito da promessa foi derramado sobre os discípulos, “reunidos no mesmo lugar” (At 2,1), esperando-o, “todos unânimes, perseverando na oração” (At 1,14). O Espírito, que ensina a Igreja e lhe recorda tudo o que Jesus disse, vai também formá-la para a vida de oração.

P.37.2 Pentecostes dia da manifestação pública de Jesus

§767 “Terminada a obra que o Pai havia confiado ao Filho para realizará na terra, foi enviado o Espírito Santo no dia de Pentecostes para santificar a Igreja permanentemente.” Foi então que “a Igreja se manifestou publicamente diante da multidão e começou a difusão do Evangelho com a pregação”. Por ser “convocação” de todos os homens para a salvação, a Igreja é, por sua própria natureza, missionária enviada por Cristo a todos os povos para fazer deles discípulos.

§1076 A ECONOMIA SACRAMENTAL No dia de Pentecostes, pela efusão do Espírito Santo, a Igreja é manifestada ao mundo. O dom do Espírito inaugura um tempo novo na “dispensação do mistério”: o tempo da Igreja, durante o qual Cristo manifesta, toma presente e comunica sua obra de salvação pela liturgia de sua Igreja, “até que ele venha” (1 Cor 11,26). Durante este tempo da Igreja, Cristo vive e age em sua Igreja e com ela de forma nova, própria deste tempo novo. Age pelos sacramentos; é isto que a Tradição comum do Oriente e do Ocidente chama de “economia sacramental”; esta consiste na comunicação (ou “dispensação”) dos frutos do Mistério Pascal de Cristo na celebração da liturgia “sacramental” da Igreja. Por isso, importa ilustrar primeiro esta “dispensação sacramental” (Capítulo I). Assim aparecerão com mais clareza a natureza e os aspectos essenciais da celebração litúrgica (Capítulo II.).

P.37.3 Pentecostes dia da plena revelação da Trindade

§732 Nesse dia é revelada plenamente a Santíssima Trindade. A partir desse dia, o Reino anunciado por Cristo está aberto aos que crêem nele; na humildade da carne e na fé, eles participam já da comunhão da Santíssima Trindade. Por sua vinda e ela não cessa, o Espírito Santo faz o mundo entrar nos “últimos tempos”, o tempo da Igreja, o Reino já recebido em herança, mas ainda não consumado:

Vimos a verdadeira Luz, recebemos o Espírito celeste, encontramos a verdadeira fé: adoramos a Trindade indivisível, pois foi ela quem nos salvou.

Referências : www.franciscanos.org.br

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz