Escola da Fé: Paroquianos encerram o 2º módulo de formação- bíblico-pastoral em Campanha/MG

“Senhor a quem iremos nós? só tu tens palavra de vida eterna”
João 6,68

A Sagrada Escritura é um dos tesouros da Igreja que fundamentam a fé cristã, garantindo coragem, esperança, verdade, felicidade e plenitude para quem se põe a servir no Reino. Ao ensinar as verdades da fé, não podem permanecer inerte no ouvinte, mas deve por sua vez, apontar também as verdades que carecem de transformação na vida do cristão. De meras palavras escritas ela se coloca como Palavras Sagradas, pois o próprio Deus (que é trindade) se comunica com seu povo de variadas formas. Assim, a mensagem essencial permanece imutável, o amor fidedigno do Criador para com suas criaturas.


Acontece que as particularidades deste ensino e interpretação da Palavra podem se transformar em equívocos e perda do sentido sacro e fiel que se é atribuído a Bíblia. É deste modo que a Igreja em seu compromisso maternal, se preocupa com a interpretação correta e completa da Palavra de Deus. Estar em comunhão com o Magistério, a Tradição e o corpo eclesial é condição necessária para quem reza os textos sagrados e os pratica como condição para a felicidade.


A Escola da Fé de nossa Paróquia, em sua proposta de formar lideranças e agentes engajados na vida de oração e ação da Igreja, acreditou ser vigente e coerente com as diretrizes da Diocese da Campanha-MG, o tema da Palavra de Deus. Reunimos mais de quarenta participantes para rezar, entender e perceber a riqueza da Bíblia de forma simples e cautelosa, fiel e responsável e para assumir o compromisso que emana desta Palavra. Foram apresentados documentos e instruções da Igreja para se proceder a leitura e interpretação, estudado de maneira simplificada a formação do Povo de Deus, exposto a linha histórica dos escritos, explicado os fundamentos e realizado a Lectio Divina. Deste modo se pode assumir o compromisso de ser “praticantes da palavra e não meros ouvintes”(Tg 1,22).


A próxima semana deste ciclo de formação acontecerá a partir do dia 29 de junho com o tema “ A Doutrina Social da Igreja”, dirigido por professores, com o testemunho de missionários convidados.

Texto: Por Vinícius Thiago Amaral – coordenador das atividades e seminarista em serviço pastoral na Paróquia Santo Antônio – Campanha/MG

Fotos: Bruno Henrique Santos – Pastoral da Comunicação/ Gestor do  Portal Terra de Santa Cruz 

Veja mais fotos a página da Paróquia Santo Antônio 

I Encontro da Forania Nossa Senhora dos Campos

Neste domingo, 29 de maio, aconteceu o 1º encontro da forania Nossa Senhora dos Campos – Diocese da Campanha/MG . O encontro foi realizado na Comunidade Evangelizadora Magnificat (CEM). A forania tem como Vigário forâneo o Padre José Roberto de Souza, pároco da Paróquia do Mártir em Varginha/MG
Iniciado com a oração do ofício divino presidido pelo Pe. Daniel Meneses Fernandes (Pároco da Paróquia Nª Senhora do Carmo/Carmo de Minas) que após a oração, realizou com os participantes do encontro uma formação,  explicando a celebração do Ofício Divino e a importância de reza-lo em comunidade e a necessidade da incorporação desta celebração no dia a dia das paróquias.
Pe. Marcelo Alves dos Reis, SCJ (Vigário Paroquial na Paróquia Divino Espírito Santo/Varginha) passou uma formação muito rica sobre a Exortação Apostólica  Amoris laetitia (A alegria do amor) do Papa Francisco apresentada e publicada em 08 de abril de 2016 pelo Vaticano. Este documento trata do amor na família que refere-se a pratica da doutrina com a Alegria do Amor de que a Igreja é portadora, a alegria é fruto do Espírito Santo.
No período da tarde os participantes se reuniram em 20 grupos, para responder 2 perguntas com base na exortação: 1ª Qual tema da Exortação querem aprofundar? 2ª Como aplicar a exortação em nossa Paróquia?  Após essa partilha cada um finalizou com a produção de um oração na qual levaram para suas casas e famílias.
A Comunidade E. Magnificat apresentou um teatro, que teve a finalidade de mostrar a todos o real sentido do serviço a Igreja de Cristo, seja como Padre, Religiosos(as), Leigos(as) inseridos em pastorais e movimentos, mostrando que em primeiro lugar estamos todos a serviço do reino de Deus e para Deus e que sempre há espaço para outras pessoas que queiram servir a Deus na igreja. O serviço missionário, social, evangelizar, não é algo para nós sermos os destaques e sim para Deus ser, para ele ser exaltado e glorificado. 
O inédito encontro da Forania Nossa Senhora dos Campos composta por 19 paróquias, contou com aproximadamente 306 lideranças, foi um número bastante expressivo de pessoas. Com a presença do Bispo Diocesano Dom Pedro Cunha Cruz, o encontro encerrou-se com a santa missa presidida pelo mesmo concelebrada pelo Vigário Forâneo, pe. José Roberto de Souza (Paróquia do Mártir – Varginha/MG), pelo fundador da Comunidade E. Magnificat (CEM), pe. Pedro Paulo entre outros.
Paróquias presentes no encontro:
Paróquia Nossa Senhora do Carmo - Carmo de Minas/MG
Paróquia do Divino Espírito Santo - Elói Mendes/MG 
Paróquia Cristo Bom Pastor - Elói Mendes/MG
Paróquia São Bento - São Bento Abade/MG
Paróquia Sagrada Família  - Três Corações/MG
Paróquia Sagrado Coração de Jesus - Três Corações/MG
Paróquia Nossa Senhora Aparecida - Três Corações/MG
Paróquia Santa Rita - Três Corações/MG
Paróquia Santa Teresa - Três Corações/MG
Paróquia da Bem Aventurada Francisca de Paula - Nhá Chica - Três Corações/MG
Paróquia do Mártir São Sebastião - Varginha/MG
Paróquia Divino Espírito Santo  - Varginha/MG
Paróquia Nossa Senhora do Rosário - Varginha/MG
Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe - Varginha/MG
Paróquia Santa Clara - Varginha/MG
Paróquia Santana - Varginha/MG
Paróquia Cristo Ressuscitado - Varginha/MG
Paróquia Cristo Luz dos Povos - Varginha/MG

FOTOS:  

 

 Créditos/ Fotos: Dulci Merces
Texto: Bruno Henrique/ Gestor do Portal Terra de Santa Cruz 

Papa a diáconos: encontrar e acariciar a carne do Senhor nos pobres de hoje

“Disponíveis na vida, mansos de coração e em diálogo constante com Jesus, não tereis medo de ser servos de Cristo, de encontrar e acariciar a carne do Senhor nos pobres de hoje.” Com essas palavras, na missa este domingo na Praça São Pedro, celebrando o Jubileu dos diáconos permanentes, o Papa Francisco os exortou no exercício de seu “ministério do serviço” na Igreja.

Provenientes de todas as partes do mundo, eles vieram a Roma nestes dias para o seu Jubileu, o “Jubileu dos diáconos permanentes” deste Ano Santo, e este domingo participaram da missa presidida pelo Pontífice.Missa na Praça São Pedro no Jubileu dos diáconos.

Partindo do Evangelho dominical, Francisco havia iniciado a homilia destacando a inseparabilidade dos termos “apóstolo” e “servo”:

“Os dois termos, apóstolo e servo, andam juntos, e jamais podem ser separados; são como que as duas faces duma mesma medalha: quem anuncia Jesus é chamado a servir, e quem serve anuncia Jesus”, frisou o Papa.

Francisco observou que o primeiro a nos mostrar isto mesmo foi o Senhor: “não veio para ser servido, mas para servir” (Lc 4,18).

E como Ele fez, assim são chamados a fazer os seus anunciadores. O discípulo de Jesus não pode seguir um caminho diferente do Mestre, mas, se quer levar o seu anúncio, deve imitá-Lo, como fez Paulo: almejar tornar-se servo, prosseguiu o Santo Padre, acrescentando:

“Por outras palavras, se evangelizar é a missão dada a cada cristão no Batismo, servir é o estilo segundo o qual viver a missão, o único modo de ser discípulo de Jesus. É sua testemunha quem faz como Ele: quem serve os irmãos e as irmãs, sem se cansar de Cristo humilde, sem se cansar da vida cristã que é vida de serviço.”

Após perguntar por onde começar para nos tornarmos “servos bons e fiéis”, Francisco indicou, como primeiro passo, que somos convidados a viver na disponibilidade.

Diariamente, frisou, “o servo aprende a desprender-se da tendência a dispor de tudo para si e de dispor de si mesmo como quer. Treina-se, cada manhã, a dar a vida, pensando que o dia não será dele, mas deverá ser vivido como um dom de si”.

Quem serve, observou, “não é um guardião cioso do seu tempo, antes renuncia a ser senhor do seu próprio dia. Sabe que o tempo que vive não lhe pertence, mas é um dom que recebe de Deus a fim de, por sua vez, o oferecer: só assim produzirá verdadeiramente fruto”.

Reiterando a natureza do serviço cristão que deve caracterizar o ministério do diaconato, o Papa disse ainda:

“Quem serve não é escravo de quanto estabelece a agenda, mas, dócil de coração, está disponível para o não-programado: pronto para o irmão e aberto ao imprevisto, que nunca falta sendo muitas vezes a surpresa diária de Deus.” O servidor “está aberto à surpresa, às surpresas diárias de Deus”, acrescentou.

“O servo sabe abrir as portas do seu tempo e dos seus espaços a quem vive ao seu redor e também a quem bate à porta fora do horário, à custa de interromper algo que lhe agrada ou o merecido repouso.”

A este ponto de sua reflexão sobre a disponibilidade no serviço, Francisco fez uma observação pastoral muito pertinente à vida da Igreja no dia a dia:

“O servidor não dá importância aos horários. Fico com o coração doído quando vejo horário – nas paróquias – de tal hora a tal hora. E depois desse horário? Não tem porta aberta, não tem sacerdote, não tem diácono, não tem leigo que receba as pessoas… Isso faz mal. É preciso não dar importância aos horários: ter essa coragem de deixar os horários de lado.”

Assim, queridos diáconos, “vivendo na disponibilidade, o vosso serviço será livre de qualquer interesse próprio e evangelicamente fecundo”, completou o Pontífice.

Antes de concluir sua reflexão, o Papa chamou a atenção dos diáconos, afirmando que “a mansidão é uma das virtudes dos diáconos”. E aí fez uma ulterior observação: “Quando o diácono é manso, é servidor e não se presta a fazer as vezes dos padres, imitando-os, não, não,… é manso.”

Francisco lembrou que o estilo de Deus é “manso e humilde de coração”.

“Manso e humilde são também os traços do serviço cristão, que é imitar Deus servindo os outros: acolhendo-os com amor paciente, sem nos cansarmos de os compreender, fazendo com que se sintam bem-vindos a casa, à comunidade eclesial, onde o maior não é quem manda, mas quem serve (Lc 22, 26).” E jamais gritar com os outros: jamais, acrescentou. “Assim na mansidão, queridos diáconos, amadurecerá a vossa vocação de ministros da caridade”, ressaltou.

Ao término da celebração, o Papa rezou a oração dominical do Angelus. Antes, agradeceu a todos os diáconos presentes, oriundos de toda a Itália e de vários países.

Recordou, entre outros, a tradicional peregrinação realizada este domingo na Polônia ao Santuário mariano de Piekary: “Que a Mãe da Misericórdia auxilie as famílias no caminho rumo à Jornada Mundial da Juventude de Cracóvia”, rezou o Pontífice, lembrando, ainda, outra importante inciativa:

“Quarta-feira próxima, 1º de junho, por ocasião do Dia Internacional da Criança, as comunidades cristãs da Síria, quer católicas, quer ortodoxas, viverão juntas uma oração especial pela paz, que terá como protagonistas propriamente as crianças. As crianças sírias convidam as crianças do mundo inteiro a se unirem à oração delas em favor da paz.”

Por Rádio Vaticana 

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz 

Fé e Oração: Fiéis celebram o Corpo e Sangue de Cristo em Campanha/MG

A festa de Corpus Christi acontece sempre 60 dias depois do Domingo de Páscoa ou na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade, em alusão à quinta-feira santa quando Jesus instituiu o sacramento da eucaristia.É tradição enfeitar-se as ruas com desenhos que retratam a pessoa de Jesus Cristo, o cordeiro que se fez pequeno para morar em nosso coração.  A festa do Corpus Christi foi instituída pelo Papa Urbano IV no dia 8 de Setembro de 1264.

Assim como em todas as Igrejas Católicas do mundo, fiéis participaram da Santa Missa de Corpus Christi na Catedral Diocesana de Santo Antônio de Pádua em Campanha/MG . A celebração foi presidida pelo pároco e cura da Catedral pe. Luzair Coelho de Abreu.

Logo a pós a celebração deu-se início a solene procissão com o Santíssimo Sacramento pelas ruas do centro de Campanha/MG . Equipes, movimentos e pastorais, trabalharam na confecção dos tapetes para a procissão, muito zelo e bom gosto na preparação e um belíssimo resultado na finalização . A procissão de Corpus Christi lembra a caminhada do povo de Deus, peregrino, em busca da Terra Prometida. O Antigo Testamento diz que o povo peregrino foi alimentado com maná, no deserto. Com a instituição da eucaristia o povo é alimentado com o próprio corpo de Cristo.

Os campanhenses acompanharam a procissão piedosamente contemplando Jesus Sacramentado ao retornar a igreja, todos receberam a bênção solene com o Santíssimo Sacramento.

Veja o Vídeo com a chegada da procissão na Catedral de Santo Antônio 

Vejam algumas imagens registradas pelo Portal Terra de Santa Cruz em Campanha/MG 

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Vejam todas as fotos em nossos álbuns em nosso perfil no facebook

Álbum 1 e Álbum 2 

Texto/Fotos/Vídeo: Bruno Henrique Santos /Gestor do Portal Terra de Santa Cruz 

Livro conta detalhes do pontificado de Bento XVI

O Papa Emérito Bento XVI teve um pontificado breve, mas cheio de desafios e superações. Enfrentou crises, dirigiu com amor a Igreja e entrou para a história ao renunciar ao ministério petrino. Em Roma foi lançado um livro que conta os detalhes do pontificado de Ratzinger.

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Reportagem de Lízia Costa e Paulo Pereira – TV Canção Nova .

Portal Terra de Santa Cruz 

 

Solenidade da Santíssima Trindade-A Santíssima Trindade e nossa vida interior

Celebrar a Santíssima Trindade é celebrar o fato de que Deus é amor. Trata-se de um mistério insondável: Ele é eternamente Pai de um Filho que existe eternamente e o amor entre os dois – também eterno – é o Espírito Santo. A Trindade é revelada aos homens não por meio de uma aula de Catecismo, mas pela obra da salvação, pelo Senhor que envia ao mundo dois Paráclitos: Jesus e o Espírito, a fim de resgatar-nos de nossa maldade.
Primeira Leitura (Pr 8,22-31)
Leitura do Livro dos Provérbios:
Assim fala a Sabedoria de Deus: “O Senhor me possuiu como primícia de seus caminhos, antes de suas obras mais antigas; desde a eternidade fui constituída, desde o princípio, antes das origens da terra. Fui gerada quando não existiam os abismos, quando não havia os mananciais das águas, antes que fossem estabelecidas as montanhas, antes das colinas fui gerada.
Ele ainda não havia feito as terras e os campos, nem os primeiros vestígios de terra do mundo.
Quando preparava os céus, ali estava eu, quando traçava a abóbada sobre o abismo, quando firmava as nuvens lá no alto e reprimia as fontes do abismo, quando fixava ao mar os seus limites — de modo que as águas não ultrapassassem suas bordas — e lançava os fundamentos da terra, eu estava ao seu lado como mestre-de-obras; eu era seu encanto, dia após dia, brincando, todo o tempo, em sua presença, brincando na superfície da terra, e alegrando-me em estar com os filhos dos homens”. – Palavra do Senhor.
Responsório (Sl 8) – Ó Senhor, nosso Deus,/ como é grande vosso nome/ por todo o universo!
— Ó Senhor, nosso Deus,/ como é grande vosso nome/ por todo o universo!
— Contemplando estes céus que plasmastes/ e formastes com dedos de artista;/ vendo a lua e estrelas brilhantes, perguntamos:/ “Senhor, que é o homem,/ para dele assim vos lembrardes/ e o tratardes com tanto carinho?”
— Pouco abaixo de Deus o fizestes,/ coroando-o de glória e esplendor;/ vós lhe destes poder sobre tudo,/ vossas obras aos pés lhe pusestes.
— As ovelhas, os bois, os rebanhos,/ todo o gado e as feras da mata;/ passarinhos e peixes dos mares,/ todo ser que se move nas águas.
Segunda Leitura (Rm 5,1-5)
Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos:
Irmãos: Justificados pela fé, estamos em paz com Deus, pela mediação do Senhor nosso, Jesus Cristo. Por ele tivemos acesso, pela fé, a esta graça, na qual estamos firmes e nos gloriamos, na esperança da glória de Deus.
E não só isso, pois nos gloriamos também de nossas tribulações, sabendo que a tribulação gera a constância, a constância leva a uma virtude provada, a virtude provada desabrocha em esperança; e a esperança não decepciona, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado. – Palavra do Senhor.
Anúncio do Evangelho (Jo 16,12-15)
— O Senhor esteja convosco.
—Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: “Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas não sois capazes de as compreender agora.
Quando, porém, vier o Espírito da Verdade, ele vos conduzirá à plena verdade. Pois ele não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido; e até as coisas futuras vos anunciará.
Ele me glorificará, porque receberá do que é meu e vo-lo anunciará. Tudo o que o Pai possui é meu. Por isso, disse que o que ele receberá e vos anunciará, é meu”.
— Palavra da Salvação.
Refletindo o Evangelho

Naquele tempo, Quando acabou de falar ao povo que o escutava, Jesus entrou em Cafarnaum.

Havia lá um oficial romano, que tinha um empregado a quem estimava muito e que estava doente, à beira da morte. 3O oficial ouviu falar de Jesus e enviou alguns anciãos dos judeus, para pedirem que Jesus viesse salvar seu empregado.

Chegando onde Jesus estava, pediram-lhe com insistência: “O oficial merece que lhe faças esse favor,5porque ele estima o nosso povo. Ele até nos construiu uma sinagoga”.

Então Jesus pôs-se a caminho com eles. Porém, quando já estava perto da casa, o oficial mandou alguns amigos dizerem a Jesus: “Senhor, não te incomodes, pois não sou digno de que entres em minha casa. Nem mesmo me achei digno de ir pessoalmente ao teu encontro. Mas ordena com a tua palavra, e o meu empregado ficará curado. Eu também estou debaixo de autoridade, mas tenho soldados que obedecem às minhas ordens. Se ordeno a um: ‘Vai!’, ele vai; e a outro: ‘Vem!’, ele vem; e ao meu empregado: ‘Faze isto!’, ele o faz'”.

Ouvindo isto, Jesus ficou admirado. Virou-se para a multidão que o seguia, e disse: “Eu vos declaro que nem mesmo em Israel encontrei tamanha fé”. Os mensageiros voltaram para a casa do oficial e encontraram o empregado em perfeita saúde.

O dogma da Santíssima Trindade diz que Deus é um só, em três Pessoas realmente distintas: Pai, Filho e Espírito Santo.

Essa verdade, ainda que envolva números, não é uma “equação”, nem um “teorema” matemático; tampouco se trata de um enigma cujo significado só a alguns iniciados é dado descobrir. Deus ser uno e ao mesmo tempo trino é um mistério que Ele mesmo Se dignou revelar-nos — seja através de Seu Filho único, Jesus Cristo, seja através da descida do Espírito Santo sobre os cristãos —, a fim de que participássemos verdadeiramente de Sua vida íntima e bem-aventurada. O convite que Ele faz abrange, de fato, todas as pessoas, mas é apenas aos santos — àqueles que permanecem em Cristo e em cuja alma Ele mesmo habita (cf. Jo 15, 4) — que está reservada a coroa imperecível da glória (cf. 1 Pd 5, 4), a feliz visão (=visão beatífica) das três Pessoas divinas.

Esses santos — “gente de todas as nações, tribos, povos e línguas” (Ap 7, 9) — não têm em comum senão a graça divina, que os transforma em verdadeiros filhos de Deus, como ensina o apóstolo São João: “A quantos acolheram a luz, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus” (Jo 1, 12); “Vede que grande presente de amor o Pai nos deu: sermos chamados filhos de Deus! E nós o somos!” (1 Jo 3, 1). Essa filiação, também chamada “adotiva” (cf. Ef 1, 5), não é uma mera ficção jurídica, mas uma verdadeira configuração de semelhança:

  • São Pedro diz que, pela graça, tornamo-nos “participantes da natureza divina” (2 Pd 1, 4);
  • São João diz que os que crêem em Cristo “foram gerados não do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus” (Jo 1, 13); e, por fim,
  • Nosso Senhor diz a Nicodemos que é necessário nascer de novo para entrar no Reino dos céus (cf. Jo 3, 3), indicando que quem vive na graça realmente nasceu para uma nova vida, uma existência sobrenatural, que não só se distingue, como transcende todas as coisas criadas — a ponto de Santo Tomás de Aquino dizer que “a graça de um só é maior que o bem natural de todo o universo” (S. Th., I-II, q. 24, a. 3, ad 2).

O mesmo apóstolo São João diz, no entanto, que, sendo desde já filhos de Deus, “nem sequer se manifestou o que seremos” (1 Jo 3, 2): além de filhos de Deus pela graça, está reservada aos que O amamos a filiação definitiva pela glória, que é a plenitude e o aperfeiçoamento desta vida divina que recebemos no sacramento do Batismo (cf. S. Th., I, q. 33, a. 3).

Todo esse desenvolvimento de nosso organismo sobrenatural é uma ação conjunta da Santíssima Trindade. Para entendê-la, basta que lancemos um olhar de fé à Cruz de Nosso Senhor: o Verbo de Deus feito carne (a 2.ª Pessoa da Trindade) Se oferece ao Pai (a 1.ª Pessoa da Trindade) e o amor com que Ele se oferece, o fogo em que se consome essa entrega sacrifical, é o Espírito Santo (a 3.ª pessoa da Trindade). Aquilo que a humanidade santíssima do Redentor fez no Calvário é o que todos os cristãos individualmente somos chamados a repetir em nossas vidas, movidos, é claro, pela graça de Deus: configurados a Cristo, filhos adotivos do Pai, nós nos entregamos igualmente a Ele, e a caridade ardente que nos santifica e nos leva à perfeição é também o Espírito Santo.

Sendo bem prático, é preciso que multipliquemos os nossos atos de fé, de humildade, de adoração e de amor:

  • de fé, fazendo com bastante frequência o sinal da cruz, não como quem repete um ritual superticioso, mas como quem invoca a graça de Deus como força para o dia a dia;
  • de humildade, como quem reconhece a própria pequenez e miséria diante da grandeza do mistério da Santíssima Trindade, que vive em nossa alma;
  • de adoração, como quem, movido de gratidão, se inclina perante Deus uno e trino, principalmente quando dá “glória ao Pai, e ao Filho, e ao Espírito Santo”;
  • de amor, por fim, como quem responde ao infinito amor de Deus por nós, seja amando a Deus, seja amando ao próximo.

Por Padre Paulo Ricardo – Comunidade Canção Nova 

Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz

Tradicional Festa de Santa Rita – Programação – Paróquia de Sant’Ana / Santana do Capivari-MG

A Paróquia de Sant’Ana situada em Santana do Capivari/MG convida a todos para a tradicional festa de Santa Rita de Cássia , padroeira das causas impossíveis e da comunidade na qual leva o nome da santa. A festa vai de 19 à 22 de maio com uma programação especial para bem receber devotos e romeiros de Santa Rita . A paróquia de Santa’Ana conta com 03 comunidades rurais e 2 comunidades urbanas , foi criada no ano de 1839 dentro do Município de Pouso Alto/MG, atualmente tem como administrador paroquial o Pe. Guilherme da Costa Vilela Gouvêa e o auxiliar Pe. Jesus Garcia Melgosa, a paróquia tem seus movimentos e pastorais ativos no serviço missionário e na evangelização do povo Capivariano .

A Festa de Santa de Cássia se encerra neste domingo dia 22 de maio, dia da festa maior, dia de Santa Rita com muitos festejos e orações veja na programação abaixo .

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Texto: Bruno Henrique Santos/ Gestor do Portal Terra de Santa Cruz