O homem, o sacerdócio e o matrimônio.

As noivas se vestem de branco, como a Igreja.

As noivas se vestem de renda, como a Igreja.

As noivas se enfeitam, como a Igreja.
As noivas ficam lindas no dia de seu casamento e arrancam suspiros de seu noivo, como a Igreja.
O noivo é um homem sortudo. Tem diante de si a mais linda das mulheres da face da terra. A mais amada. A mais desejada. Ao olhá-la avançar pelo corredor da Igreja um pensamento lhe passa de relance: “és minha, toda minha, a minha amada”. Chesterton dissera: “Ser fiel a uma única mulher é um preço pequeno demais se comparado a grandiosidade de ter uma mulher”. Certamente é o que se passa na cabeça daquele noivo ao pé do altar esperando ansiosamente sua noiva que, em breve, se tornará sua mulher. Ao final da cerimônia, um beijo sela a união para sempre. Ao início da ação litúrgica um beijo marca também o indelével sinal, o indelével vínculo esponsal do sacerdote com o seu Senhor.
Assim como os noivos caminham para o altar para celebrar a sua união em Deus, também o sacerdote se dirige para o altar para consumar-se. Um só é o homem que se dá, que se entrega, que se doa inteiro. No matrimônio e no sacerdócio o homem há que ser viril e ter coração indiviso. Não haverá de amar mais nada e ninguém mais que sua esposa ou que a Igreja. O homem que se dá inteiro no sacerdócio e no matrimônio há que ser fiel, protetor da casa e da família, das ovelhas e do rebanho do Senhor. Haverá que amar o seu Senhor e Deus com todo o seu coração, com toda a sua alma, com todo o seu entendimento. À diferença do homem casado, o sacerdote amará assim a Deus e o casado amará assim sua esposa e sua família.
O sacerdote que sobe ao altar para celebrar o sacrifício primeiro lhe venera com uma solene vênia, como o esposo venera sua esposa beijando-lhe as mãos. Depois o beija. Ali se dá a entrega de um homem, o holocausto de uma vida. Aquele beijo ao altar é o beijo da fidelidade e do amor, da responsalidade e do sacrifício. Ao beijar o altar o sacerdote diz em seu coração: “Eu sou do meu amado e meu amado é meu” (Ct 6,3), sou todo Dele, para Ele, pela salvação dos homens. O dobrar-se sobre o altar para beijá-lo significa a auto imolação de um homem que – configurado a Cristo Sumo e Eterno Sacerdote – é Cabeça da Igreja, vítima do holocausto, sacrifício pela salvação do mundo. Do mesmo modo que nosso Senhor beijou o madeiro que traria a salvação dos homens, o sacerdote oscula o altar onde ele mesmo se sacrifica pela salvação da humanidade.  O Corpo que se consagra por entre seus dedos é o de Cristo e o seu; o sangue que se derrama em favor de muitos é o de Cristo e o seu.
Como não admirar tamanha capacidade nos homens de amar além de si mesmos? Ambas as vocações são grandes e nobres. Um homem que não saiba amar não pode ser esposo, pai, nem sacerdote. Que todos os esposos beijem suas esposas com a reverência de um sacerdote. Que todo sacerdote ame seu sacerdócio com um amor esponsal.
Adaptação: Portal Terra de Santa Cruz 
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